Você está na página 1de 10

Introdução

Venho através deste texto/crônica discutir sobre mamilos um assunto bastante polêmico: A Banalização da Música. Vou apresentar alguns exemplos cotidianos sobre esse assunto e vocês verão que isso é mais comum do que se pensa. Devido ao tamanho, irei dividir esse texto em algumas seções. Espero não ser um tremendo filho da puta tendencioso nesse assunto, e também espero que todos gostem e opinem nos comentários.

Capítulo 1 - Fator Interwebs

É, escrevi como gostaria mesmo! INTERWEBS!!!

Como sou um troll cretino que gosta de ferrar com a vida dos outros cara muito gente boa, decidi colocar logo de cara o fator que, a meu ver, é o grande causador dessa latrina musical da atualidade. SPOILEEEEEER =D Então galere, há pouquinho mais de 22 anos, um sujeitão chamado Tim Berners-Lee resolveu facilitar as coisas para todo mundo enquanto outros milhões no mundo todo ainda querem fuder com tudo criando a tal da World Wide Web (vulgo WWW). Claro, a Internet (não como conhecemos hoje) já existia há bem mais, porém não existia o redtube não era tão amigável e interessante assim para meros mortais. “Tá, mas no que esse nerd punheteiro me ajudou?” Quando o Mr. Lee criou esse conceito, ele pensou em realmente facilitar as coisas para as pessoas, de forma que fosse “divertido” usar a internet, possibilitando toda essa diversidade e interação atual. “Beleza, mas o que tem isso a ver com a praga musical da atualidade?” Simples: Tornou possível o compartilhamento eficaz e rápido de mídia (áudio, vídeo e imagem). Com isso, pessoas com visão de marketing apurada e de péssimo gosto musical acharam que poderiam despejar qualquer inutilidade na nossa amiga “Nete” (acreditem, já vi gente escrevendo assim). Talvez você, caro leitor, não se lembre, ou não fez parte dessa época, mas há uns 15 a 20 anos atrás não era tão fácil assim de fazer “sucesso”. Só pra começar, instrumentos musicais que são caros hoje, eram MUITO mais caros nessa época. Hoje você vai a uma loja de instrumentos e compra uma guitarra de uma linha mais “econômica” numa faixa de 300 a 600 reais e leva pra casa um instrumento bom, não a nível profissional, mas bom o suficiente para você tocar com os amigos na garagem ou em algum barzinho. Há 20 anos, você encontraria uma Tonante custando os olhos da cara e os cabelos do cú não encontraria um instrumento muito inferior ao citado a preços pelo menos o dobro do que citei há pouco. Então com isso chegamos a um ponto: Você só comprava um instrumento se você REALMENTE fosse tocá-lo. Com isso, só quem se interessava buscaria tais artefatos, portanto, somando 1+1 você deduz logo que quem comprava era alguém que tinha algum talento. Agora, vou logo citando o segundo ponto: Falta de acesso a Informação. Antigamente não existia Justin Bieber, Rebecca Black, Restart, Cine vídeo-aulas do cifraclub no youtube, nem guitar pro, que dirá acesso à internet ou mesmo a um computador. Pessoas aprendiam na marra, estudando revistas de cifras (quando as encontrava para comprar) ou mesmo pagando aulas particulares com algum músico. Se você queria tocar aquela música preferida do

Metallica, arruma o LP emprestado com o amigo, bota na vitrola e vá TIRAR DE OUVIDO

CD

player era artigo de luxo há 20 anos. Com isso chegamos ao que interessa: Nessa época, ou você sabia tocar um instrumento, ou você não sabia. Não havia meio termo. Grandes artistas como Chuck Berry, Jimi Hendrix, Kirk Hammet, Eddie Van Halen e tantos outros nunca tiveram em suas épocas, acesso ao “luxo” que temos hoje para aprender e para fazer sucesso. Antigamente era preciso aprender a cantar/tocar, fazer um material bom e divulgar quase que de porta em porta o trabalho. Era algo difícil, cansativo, CARO, e você precisava contar muito com a sorte.

Hoje? Chama os amiguinhos, cria uma letra melosa que fale sobre crises da pre-pre- pre-pre-pre-adolescencia e paixonites infantis, mete uma distorção na guitarra pra disfarçar que não sabe tocar mesmo a falta de habilidade, filma tudo e posta no youtube, milhares de vlogs e também manda pro Faustão pra aparecer na tv né.

A partir do momento que essa coisa toda ganha publico (diga-se de passagem: MUITO

DÉBIL) na internet, as grandes mídias de massa crescem os olhos visando lucro. Botam esses amiguinhos para tocar no programa do ex-gordo antes da sessão de pederastia partida de futebol. Então, o que já não era bom fica pior, pois mais gente alienada verá e na segunda feira

TODOS os celulares de seus companheiros de trabalho já tem o novo toque da banda medíocre como campainha. O maior exemplo que consigo lembrar é o de nossa “fofíssima” Mallu

Magalhães, que com seus 3 anos de idade mal saiu do jardim de infância 19 anos, canta como um bebê banguela usando de temas bobos, sem nexo e com letras sem sentido “entendível”, e assim mesmo fez sucesso (temporário, mas fez) no programa do “Faustinho” e seu amigo com certeza tocou muito a musica dela ao lado de sua mesa de trabalho.

E vocês ainda perguntam o que a Internet tem a ver com isso né??

Capítulo 2 - Mercado da Mídia

Pra início de conversa vou exemplicar um simples conceito que rege todo o comércio, seja ele virtual, físico ou mesmo musical. O conceito é: “Enquanto houver demanda, deve haver oferta”. Como isso se aplica ao assunto tratado? A resposta é: Se não há publico para musica ruim, NÃO HAVERÁ MUSICA RUIM, porém, se houver publico para musica ruim, a mídia DESPEJARÁ QUALQUER PORCARIA NO SEU OUVIDO. Isso sempre foi assim e provavelmente continuará sendo pelo resto da eternidade, e temos de conviver com isso. É tendência natural do ser humano ser um porco capitalista filho duma puta ser um porco capitalista filho duma puta E cretino, e se aproveitar de qualquer oportunidade favorável a seu bolso. Historicamente, o Rock ‘n Roll sempre foi palco de pessoas que faziam o que bem quisessem em nome de uns trocados a mais, e não estou falando apenas dos artistas ok! No início, quando o Rock era apenas Blues e era feito e apreciado apenas por negros, ninguém queria saber, mas a partir do momento que a mídia DE BRANCOS da época viu que poderia ganhar dinheiro com isso, começaram a colocar seus artistas BRANCOS para criar, e por vezes copiar, músicas no estilo dos negros para públicos brancos. E a música que surgia era ruim, sem vida, sem alma. Mas que se dane, havia consumidores brancos para música ruim de brancos, quem se importava? Estava dando dinheiro para os donos de grandes gravadoras! Claro, mais exemplos disso foram no estouro dos Beatles, do punk e do grunge e de tantos outros grandes acontecimentos da música. Nesse momento apareciam bandas do céu, do inferno, brotavam do chão, tudo para se aproveitar do sucesso da nova onda, e pegavam carona no sucesso dos grandes e pioneiros. Porque como sempre é mais fácil seguir a trilha que alguém já abriu sem se importar com nada, correto? Enfim, precisavam de uma ferramenta para massificar o processo. Criaram então a MTV e assim declararam guerra contra o Rock. Porque uma rede de TV faria diferença? Pelo simples motivo de que há 20 anos, assistir TV era coisa cotidiana e não havia pornografia de acesso fácil MSN para passar o tempo. Então era fácil: Pegavam uma bandinha legal, faziam um videoclipe com efeitos incríveis (dá-lhe cromaqui neles) e todos que veriam ficariam deslumbrados. Inegável o fato de que muitas bandas/músicos decentes tiveram seu sucesso alavancado graças à rede do M gigante, mas o número de artistas dispensáveis foi bem maior. Certamente ela foi uma das disseminadoras de modinhas “coloridas” e “lambidas” que temos hoje. Mas é claro, a MTV não está sozinha! Muito recentemente, uma empresa criada por um suposto homossexual enrustido um cara muito gente boa chamado Elias Walt Disney, tem lançado inúmeros artistas medíocres contra a cara do telespectador num canal de tv paga chamado “Disney Channel”. Nesse canal, o cérebro de milhares de criancinhas (e alguns adolescentes e adultos também, infelizmente) é lavado de forma cruel por artistas mixurucas como Jonas Brothers, Selena Gomez, Miley Cyrus e outros tantos. Com temas bastante escrotos, ridículos, coisa de viadinho que não sai do armário interessantes como paixonites não correspondidas, dúvidas de pre-pre-pre-pre-pre- adolescentes, conflitos emocionais inexistentes e muita melação de água com açúcar, esses pseudo-artistas invadem as prateleiras das lojas de discos com carinhas bonitinhas e assim seres de mente fraca são dominados pelo lado negro da Força, gerando milhões e milhões de dólares para a indústria fonográfica mundial. Como se não bastasse, esse terreno criado foi mais do que suficiente para que prosperasse uma sub-industria musical que exemplifica muito bem o que quero dizer, ela se chama: Industria Colorida. A Indústria Colorida é basicamente composta por artistas que são exatamente iguais aos criados pela Disney, porém com fãs ferrenhos que não aceitam que ninguém não goste de

seu artista favorito. Exemplos: Restart, Cine, Justin Bieber e por ai vai. Para ganhar dinheiro com isso é relativamente fácil: Vista uma calça verde que rasgue suas bolas no meio que divida desconfortavelmente seu saco escrotal em partes iguais e o comprima contra o corpo de forma que te deixe broxa forevermente ou arranque seu pinto fora lhe cause impotência sexual no futuro, finja que acabou de acordar mantendo seu cabelo desajeitado, use um óculos bem retrô estilo “Para-brisa de Mercedes-Benz 1313” e poste seu vídeo no programa do Faustão. Musica? Isso é o de menos! Você chora qualquer coisa sobre dor de cotovelo infantil que tá valendo. Nem precisa saber rimar! Outra sub-industria musical que não fede nem cheira por não ser mainstream, mas que me incomoda, E MUITO, é a tal da Indústria do Capeta. Basicamente ela funciona do mesmo jeito da Colorida, só que com temática de cunho satanista ou de avacalhação com o cristianismo por pura e simples falta do que fazer. Você se veste de preto, pinta a cara num plágio de algum dos integrantes do KISS fazendo um body paint, usa muitos acessórios com spikes e berra frases como “Quero ser empalado pela língua de Satanás enquanto o mundo perece em sangue e dor” sem mesmo saber o que isso realmente significa. Cara, quem é o idiota que gostaria de ser empalado por alguém? Que dirá PELA LÍNGUA DE ALGUEM? Provavelmente irá chover comentários descendo a lenha neste trecho falando que foi distorcido de alguma musica, talvez seja né, mas esse eu inventei agora. No fim, tanto faz, é sempre a mesma temática com as mesmas frases de impacto. O mais belo exemplo que me prova como a Indústria do Capeta é eficiente foi a de uma das minhas bandas preferidas, o KISS. Usaram a jogada de marketing de dizer que eram satanistas e lucraram milhões com a

venda de discos e artigos para posers pseudo-satanistas

que fizeram isso apenas pra ganhar dinheiro e que eles não eram satanistas de fato (novidade ¬¬ ).

E para finalizar essa barbárie fonográfica, só gostaria de citar coisas bizarras que acontecem com um certo evento do Brasil, um tal de “Roque em Riu”. Ele com certeza é a maior prova de que a mídia usa a musica para ganhar dinheiro sem se preocupar com o seu publico. Não vou citar artistas que não tem nada a ver com a cultura rock/metal que participarão do evento, pois não me interessei em perder meu tempo lendo a lista. O grande fato é que esses artistas são inseridos no meio dos demais verdadeiramente rock/metal apenas para fuder com a programação e te deixar muito puto por ter que ver essa merda “abrandar” o evento para que públicos que não gostam de rock/metal também se interessem em ver o evento, e com isso gerar mais lucro para os promotores. E convenhamos, Rock in Rio Lisboa? LISBOAAAA????? AAH, VA PRA PUTA QUE PARIU!!!!!

Tempos mais tarde eles admitiram

Capítulo 3 - Coisa Escrota

Agora falarei sobre o motivo da ira de muitos afiliados da tribo do rock/metal quanto a musica moderna: A Coisa Escrota. A Coisa Escrota nada mais é do que a chamada modinha. Como citei no capitulo anterior, o que mantém a modinha de pé é o dinheiro fluindo para o bolso de alguém. Porém, se a coisa é tão ruim e nociva, porque cada vez mais publico adere a esse pseudo-movimento? Em minha humilde opinião, o motivo de isso acontecer é a população mundial já estar tão acomodada, que qualquer coisa que seja despejada em seus ouvidos será bem aceita. Pergunto para você caro leitor, qual foi a ultima revolução mundial alimentada pela musica que você presenciou nos últimos anos? Provavelmente irá responder “nenhuma” já que as últimas revoluções que aconteceram foram nas épocas da Guerra do Vietnã e com o evento de Woodstock, muito antes da maioria de vocês nascer. Meio antigos esses eventos né? Pois bem, após esses eventos, a população mundial ficou extremamente acomodada, e a situação só foi piorando com o passar dos anos. Claro, como toda boa acomodação, sempre tem que ter alguém que deseja fazer tudo da maneira mais fácil, e nada melhor do que se aproveitar do que faz sucesso no momento. Aconteceu mais ou menos assim: Acabou aquela onda de revolução do pensamento. Tudo o que tinha que mudar já foi mudado e o rock continuou sento taxado como coisa de vagabundo já estava consolidado como uma manifestação cultural, então, com o passar dos anos, o ideal de mudança se voltou para problemas sociais, discriminações, o mal da corrupção e afins. Com isso surgiram estilos como o rap/hip hop e o punk que serviam justamente para isso: jogar na cara dos grandes os problemas e a revolta das pessoas com o governo, com seus problemas sociais, ou simplesmente pra dizer que estavam revoltados mesmo. Enfim, queriam mostrar que existiam, mostrar seu lugar na sociedade. Claro que esses estilos rapidamente ganharam um publico estrondoso e a ira dos seres engravatados. Não foi diferente com o metal. Surgindo um pouquinho depois, o metal pregava uma situação não de revolta, mas sim de mostrar quem é que manda. Falando de temas mais “adultos” por assim dizer, com toda a sua agressividade e letras cativantes levava o publico a entender que quem possuía o poder para mudar o mundo era o homem e não os seres engravatados. Onde quero chegar com isso? Lembra sobre o que eu citei quando surgiu o Blues? Então, a mídia moderna fez basicamente a mesma coisa, que no caso seria fazer com que um estilo ALTAMENTE rentável se torne mais “palatável” para os mais conservadores. A única diferença é que não havia segregação racial e que o estilo passou a ser tocado predominantemente por brancos (e como sempre o negro cria uma coisa e o branco estraga). Pois bem, com a popularização da MTV, Faustão, Domingo Legal e RedTube das mídias de massa, se tornou mais fácil inserir artistas medíocres, que se aproveitavam do sucesso crescente de estilos como os citados acima, para cativar a população em geral. Exemplos? A música EMO (que não deveria nem ser chamada de música), a moda colorida e artistas Pop meia boca provenientes do Disney Channel. Quando essa bodega toda começou em meados de 1980, a musica Emo, ou Emocore ainda podia ser chamada de música (meio melosa, mas ainda sim musica) e derivava do Punk e Hardcore Punk. Estranhamente esse estilo foi fazer sucesso 20 anos mais tarde, justamente no ápice da internet, estourando nas paradas com gente usando maquiagens carregadas, franjas tapando um dos olhos, caras tristes e depressivas, auto-flagelo e bordões do tipo “eu odeio minha vida” ou “ninguém me ama” ou mesmo “eu odeio o mundo porque o mundo me odeia, mais eu amo o mundo tá”. Beleza, nada contra quem quer se vestir como aloprado, afinal o Glam ganhava sua vida disso né, mas ao menos que fizessem uma musica descente! Sério, qualquer bom conhecedor de música sabe que de Punk e Hardcore os Emos não tem nada. Punk e hardcore falam de revolta, agressividade, coisas cotidianas, situações da

vida. O Emo fala de que? De uma paixonite que não deu certo? De um mundo onde todo mundo te odeia? De uma depreciação sem sentido? Segundo os emos, a música Emo trata de sentimento, sensibilidade, coisas bonitinhas

e tudo mais. Na boa, qualquer true metal extremo from hell and horns of satanael consegue

ser sentimental, sensível e apreciar coisas bonitinhas sem ser escroto. Fora que, alguém que finge ser afeminado apenas para atrair os holofotes da mídia oferecendo uma imagem de

garoto bonitinho e fofinho não pode ser digno de crédito.

A mesma coisa acontece com a modinha Colorida, que é exatamente o Emo só que

com a polaridade invertida e o mesmo poder dilacerador de massa cefálica em suas músicas. O chamado Happy Rock é o estilo atribuído por estes adoradores de satanás pseudo-musicos. Rockers e Metais torcem o nariz quando o termo “happy rock” é pronunciado, pois segundo eles o rock/metal nunca foi colorido nem “feliz” (fala isso pros Glam). Claro, não vamos generalizar quanto ao colorido e a felicidade, porque o rock desde seus primórdios sempre foi alegre, empolgante e tudo mais. Porém compararem o chamado “happy rock” com

o rock de verdade é um tremendo abuso ao publico. Fora essas terminologias absurdas que a

mídia impôs ao publico, o mais triste é aturar declarações e aparições de certos artistas desse

nicho alegando barbaridades como “Restart tem influencias no Metallica, Avenged Sevenfold,

blablabla, blablabla, e que é de lá que eles tiram o peso de suas músicas”. Que peso?! Agora eles acham que colocar o drive do amplificador no máximo e tocar acordes sem expressão é peso? Detalhe: até mesmo o Avenged Sevenfold, que é tido como o Restart norte-americano, tem letras e melodias infinitamente mais elaboradas do que esse povo colorido.

O mesmo conceito dos citados acima vale para os pseudo-artistas gerados pelo Disney

Channel (sim, usei o termo “gerados” porque ninguém consegue produzir uma merda dessas tamanho excremento fecal por mero acaso). Carinha bonita, guitarrinha pendurada no corpo, musicas pra lá de batidas e muita edição de áudio e vídeo fazem destes seres repugnantes a praga internacional que move milhares de pirralhos no mundo fazendo com que os que convivam a sua volta sintam vontade mortal de incorporar Jason, Freddy ou qualquer estripador maldito. Outro fator importante, irritante, porém não explanado como se deve é o tal do “música de viado”. Muitos alegam que Emo, Colorido e Disney Music são coisas de viado. Note que até os homossexuais tem raiva desse tipo de artista, já que esses artistas não “saem do armário” e usam de uma postura afeminada para conquistar as multidões. Enquanto isso os homossexuais de verdade sofrem preconceito pelo mundo afora né! Pois bem, acho que o fato de os caras serem ruins e fazerem musica ruim nada tem a ver com “coisa de viado”. Os caras são ruins e ponto! Querem a prova de que esse conceito de “coisa de viado” já está mais do que ultrapassado? Então, quem se lembra do Queen, Boy George e o Culture Club, Village People (qual é? Todo mundo desce a lenha nos caras, mas bem que se divertem dançando ao som de Macho Man), e alguns nacionais como Renato Russo, Cazuza, Cassia Eller Pois bem, estes artistas que citei acima, mesmo sendo homossexuais, demonstraram muito talento fazendo musicas que cativavam o povo, com conteúdo de verdade (ou no caso do Village People, eram apenas “divertidas” e tinham um refrãozinho legal). Não pegaram carona no sucesso de outras bandas/grupos e imortalizaram canções para as gerações seguintes. Quanto a essa modinha, duvido que o pseudo-hit “Te levo Comigo” vá durar mais

que alguns anos.

E pra finalizar:

Se Fiuk é Black Metal, eu sou NERGAL!!1!!ONZE!! (Epic Win)

Capítulo 4 - SertanejoCore

SertanejoCore é um termo cunhado pelo senhor Carlinhos Cigano, ilustre, grande musico e cantor, e muito importante figura da cidade onde mora o infeliz que vos escreve. De acordo com o criador do termo, nada mais é do que uma dupla de cantores, cantando músicas de adolescentes com uma banda de Rock no fundo, e rotulam tudo como “Sertanejo Universitário”. Escolhi este tema pois representa bem o que quero dizer com banalização da música.

Segundo a Wikipedia (se pronuncia “Uiquipídia” beleza galera?!):

Sertanejo universitário provém da música sertaneja, sendo seu terceiro movimento. Canções simples predominam nesse estilo, e por conta dos cantores jovens é considerado "universitário".Analisando apenas este trecho já é possível notar uma enorme piada quanto ao que realmente toca nas rádios Brasil a fora. Canções simples? Simples a meu entender é algo com poucos recursos, ou de tamanho/quantidade de firulas reduzido. Se você, caro leitor, for reparar bem, irá notar que isso que dizem ser música sertaneja está imensamente distante do que realmente significa o estilo. Uma analogia bastante adequada seria dizer que Iron Maiden toca Blues, já que o

Metal teve suas raízes no Rock ‘n Roll, que é derivado do Blues. Claro que esta ultima frase é uma piada em relação ao assunto tratado, pois não é porque um estilo de musica seja derivado de outro que necessariamente ele tem que pertencer a esse outro. O mais correto seria afirmar que o que é tido hoje como Sertanejo Universitário seja MPB, ou simplesmente

chama-lo de SertanejoCore

musical. Tá, mas o real sentido desse texto não é bem falar de terminologias, e sim da banalização. E porque ocorreu banalização com esse pseudo-estilo? É fácil responder. Seguindo o mesmo principio das bandinhas citadas no capitulo anterior, o SertanejoCore expõe musicas de pouco conteúdo, geralmente temas de adolescente mimado, abusando de expressões piegas como “Te dei o Sol, te dei o Mar” e acho que também ele deu o rabo dentre outras piores e mais melosas, para se passarem por temas românticos. Mas o que realmente distancia este estilo da musica Sertaneja é a banda de Rock no fundo do palco. Não tenho nada contra a dupla ter o apoio de uma bateria, baixo ou ATÉ MESMO guitarras, mas abusar de distorção, riffs pesados e de uma filha da puta duma virtuose em solos frenéticos no meio da música, já é de mais né! Carinhas bonitas, marketing e merchandising pesada e adaptações insanas de funks do momento são outras das características básicas deste estilo. Bom, não tem muito o que falar né, já que quando alguém se refere a Sertanejo, você logo se lembrará de Tonico e Tinoco com sua viola e violão cantando modas sobre o povo do sertão, sofrimentos, alegrias, causos. Hoje não há mais o sentimento nas letras dessa musica pseudo-sertaneja que a mídia nos força a aceitar.

Apenas aproveitando o gancho no que se refere a “estilos que ficaram comerciais”, temos outros representantes da categoria como o Forró, Pagode, Axé e o infame Funk. Estilos estes que seguiram o que a moda ditava e hoje são apenas imagens deformadas do que um dia foram.

Pronto, um novo estilo criado que não fere a terminologia

E para concluir,

“Sou

foda! Digdim digdim!”

Capítulo 5 - Modas Poser

Para finalizar finalmente essa resenha ou sei lá o que, tratarei sobre o tema das Modas

Poser.

Primeiro vamos definir o que é um Poser. Poser é um playboy filho da puta que fode com o rock é o indivíduo que usa de todo e qualquer artificio para fazer parte de círculos a qual ele não tem afinidade apenas para “sair bem na fita”. Compram camisetas do Iron Maiden, ficam horas e horas na Wikipedia procurando toda e qualquer informação sobre aquele artista que o amigo “cool” curte, e passa a dizer que curte também apenas para se integrar. São seres previsíveis, e estão sempre onde a modinha está. Se o Black Metal está em ascensão, ele vai estar de preto com spikes por todo o corpo. Se Nirvana voltou a ser, pode ter certeza que até canhoto ele vira só para dizer que é igual ao Kurt Cobain. Claro, não pense você que Poser existe apenas na cena rock/metal não. Essa praga existe desde o axé, forro, funk, igreja e qualquer outra coisa que sua mente puder imaginar. Mas principalmente, UM POSER NUNCA ADMITE QUE É POSER! Agora que temos uma noção do que é essa praga, podemos analisar mais profundamente as modinhas.

É sabido que as modinhas que mais causam a ira dos rockers são as de Justin Bieber e

Música Colorida no geral. O que acontece é que adolescentes com um pau no cú e vontade de dar crises fictícias de amor platônico mal resolvido aderem a esse estilo que promete um “rock pesado” inexistente para seus fãs. Como citado em capítulos anteriores, esses fãs são ferrenhos e não aceitam criticas de nenhuma espécie contra seus ídolos e alegam com unhas e dentes que são rockeiros de verdade. Claro, todos nós sabemos que não, mesmo assim é irritante lidar com pessoas desse tipo. O único meio de se livrar de um “bieber” ou colorido é correr para as colinas ignorar, pois são como crianças fazendo pirraça, e não importa qual argumento miraculoso místico do além você use, eles sempre vão bater na mesma tecla e tentar parecer superiores. Mas tão ferrenhos quanto os coloridos, porém mais “monocromáticos”, são os fãs de Avenged Sevenfold e Slipknot. Citei as duas bandas porque REALMENTE esses fãs compõem um nicho muito pequeno, se comparado com os coloridos, sendo ferrenhos e leais apenas a

uma dessas duas bandas ou fiéis AS DUAS, embora a qualidade e superioridade musical dessas duas bandas nem se comparam com o fiasco da música colorida.

O que ocorre é que esses fãs aderem a essas duas bandas pelo mesmo motivo que o

citado acima (dor de cotovelo, pseudo-paixonite platônica

rebeldese acreditam piamente que são satanistas por ouvir essas bandas. Procure em qualquer site especializado em letras de musicas e verá que a maioria das musicas das duas bandas trata sobre amor e chifre tomado, mas por sempre andarem de preto, carregarem alguns símbolos diferentes e terem tatuagens/mascaras bizarras, e por inserirem em suas musicas palavras como “inferno”, “demônio” e “666” são tidos como bandas satânicas. É claro, não são. Eu xingando por acertar o dedinho na quina de algum móvel consigo ser mais satanista que essas bandas e todos os seus fãs JUNTOS! No caso do Slipknot, a coisa muda um pouquinho de figura, pois os fãs da banda não se

consideram meros fãs. Eles tem um apelido carinhoso para a pseudo-horda de revoltados a qual chamam de Maggots, traduzindo ao pé da letra, basicamente significa “vermes”. Após ver alguém que se auto-intitula um maggot, você conclui duas coisas: ou ele não é satanista, ou ele não é satanista e frequenta algum culto calvinista. Eu fico com a segunda opção! Obviamente essa situação ocorre, pois as bandas são bastante mainstream. Não sei dizer se compõem musicas desse tipo de propósito a fim de lucrar freneticamente, ou se realmente são autênticos na composição. O fato é que as músicas não são de todo ruim, porém, graças à moda que a mídia impôs, seus fãs ficaram “mimados” e não aceitam outros estilos/gostos. Outra característica deles é que fazem questão de que todos saibam que eles gostam da banda, postando em perfis de redes sociais coisas como “Orgulho de ser Maggot”.

)

porém, estes gostam de ser mais

O melhor exemplo disso foi o show do Rock in Rio. Ficamos durante quase 1 semana ouvindo

fãs de Slipknot exaltando o “Orgulho Maggot” pra cima e pra baixo. Foi quase tão irritante quanto o dia em que Mallu Magalhães apareceu. Infelizmente, assim como os coloridos, não há como se livrar desses fãs devido a sua extrema infantilidade. Apenas ignore. Agora, tão irritante quanto os adeptos das modinhas novas são os que pegam uma banda antiga boa e transformam num adorno de boutique vagabunda. De repente, tornou-se cada vez mais comum crianças (sim, eu digo crianças, pois uma pessoa que mal sabe o que é musica não tem a capacidade de entender a complexidade de certos assuntos) de todas as classes sociais e de gosto duvidoso virarem maníacas por alguma banda extinta ou das antigas. As características de personalidade são as mesmas para todo tipo de modinha, porém estes se vestem de maneira mais “alternativa” para não denotarem ser de alguma tribo ou apenas para parecerem mais “cult”. Os maníacos mais comuns são os fanáticos por Beatles, Eric Clapton, Led Zeppelin, bandas pioneiras no punk e Nirvana. Estes fãs não representam muita dor de cabeça, pois vivem de ficar em redes sociais citando frases de seus famosos favoritos, procurando posters e bugigangas mirabolantes para comprar e “enriquecer” ainda mais seu acervo de itens raros.

Claro, não invente de querer comentar sobre a banda com esse maníaco, pois mesmo se você

gostar de Beatles, um beatlemaniaco irá te chamar de poser e começar a citar coisas que nem

o próprio Lennon saberia sobre sua banda. Este é o grande diferencial dos maníacos para os

outros tipos de fãs citados acima. Eles sentem um prazer quase sexual em saber tudo o que se há de saber sobre sua banda e mais um pouco, ou colecionar tudo, até mesmo o chiclete mascado pelo baterista na saída do hotel em direção ao último show da banda. A única maneira de se livrar de um fã desses é começar a citar sobre uma banda comum a maníacos. Por exemplo: Se algum beatlemaníaco te infernizar, comece a falar sobre Eric Clapton, ou Led Zeppelin, ou Bob Dylan, mas CERTIFIQUE-SE de que ele também não é maníaco dessas bandas/artistas. Desse jeito, pelo fato de o maníaco não conhecer sobre a banda citada por você, ele rapidamente irá mudar de assunto e poupará sua paciência. Outros grupos também se destacam por serem um real pé no saco dos rockers. Gente que se diz cult, indie, hipster ou vintage costuma se utilizar desses grupos REAIS para justificar a tentativa de parecer “maneiro”, agindo principalmente nos meios obscuros da Interwebs.

Vale tudo se for para parecer inteligente e descolado, desde dizer que tem a coleção completa de J. R. R. Tolkien a ouvir bandas tão underground e independentes que fazem suas gravações no banheiro de casa. Os que se dizem hipster são um caso a parte. Eles acham que tudo na vida se resume a café e cachecóis em tons pastéis. Os que se dizem Indies e hipsters também compartilham o gosto por roupas xadrez, que muito antigamente era um visual alternativo bastante usado por gente grunge, pois dava aquele tom “to nem ai”. Pra falar a verdade, não há muito o que caracterizar destes indivíduos a não ser sua vestimenta, e só são assim devido ao visual mesmo, pois geralmente curtem outras coisas diferentes da cultura citada. Desse tipo de “fã” você não precisa se incomodar, pois não causam mal a ninguém e não costumam discutir gosto musical. Só citei apenas para exemplificar as características de um poser desta categoria. Por fim, existe também a geração das “guitarras de plástico”. Estes são os que apenas por jogar Guitar Hero, Rock Band ou outra franquia musical, já se consideram rockstars com o gosto musical indiscutível. Um “rockeiro de plástico” é fácil de identificar, pois geralmente só conhece as músicas presentes em Guitar Hero e Rock Band, e quando ele chega a conhecer bandas além do jogo, não costumam ter argumentos para discutir gosto musical tentando fazer prevalecer sempre o gosto dele. E nem precisa se esforçar para se livrar desse tipo de pessoa, pois eles geralmente ficam escondidos em suas tocas jogando, ou no caso de eles terem vida social, rapidamente esquecem o jogo, pois ele já se tornou antiquado. A minha consideração final sobre tudo isso é que: Colorido é meu pau com chantilly e uma cerejinha na ponta!

Conclusão

Para concluir essa parafernália, reforço o fato de que toda a crítica feita nesse longo texto é apenas direcionada aos falsos fãs, maníacos e seguidores de modinhas e tendências (menos os coloridos, eles são uma merda mesmo). Acredito que a única maneira de fazer a música realmente ser algo de qualidade, é deixarmos de seguir tendências e darmos valor a criatividade humana. Investir em cultura principalmente é o que pode fazer tudo mudar!