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Ano 01 Nº 01 Osasco Janeiro de 2009

Alegando crise, patrões querem


retirar direitos dos trabalhadores
A atual crise do capitalismo Mas essa ajuda não é a mais iniciativa do Estado em mais uma vez
tem proporções gigantescas e ao importante, eles precisam e querem isentar as empresas de impostos. Ou
contrário do que dizem os meios de mais. No último dia 13 o presidente seja, acatando o que manda o
comunicação e os governos, não se da Companhia Vale em entrevista governo, a Central vai se mobilizar
trata de uma crise de crédito, ou da revelou sua conversa com o no sentido de imobilizar os
especulação financeira Presidente: trabalhadores.
que rola no grande reivindicou ao Os patrões irão demitir de
cassino dos mercados governo um “regime qualquer forma, agora querem se
de ações. de exceção” na aproveitar do período de crise para
Sua origem legislação trabalhista, fazer os ajustes necessários para
vem da super ou seja, redução de seguirem explorando mais os
produção, ou seja, as direitos e salários trabalhadores: por isso querem
grandes multinacionais enquanto eles se acordos que diminuam a jornada,
intensificaram a recuperam para uma com a diminuição dos salários,
exploração da classe nova fase de demitirem para terceirizar, precarizar
trabalhadora e ao concentração de as contratações e depois recontratar
mesmo tempo riquezas e lucros. com salários menores ainda.
investiram pesado em A mesma Por isso a única saída da
tecnologia, dessa Vale que anunciou a classe trabalhadora é superar a
forma mesmo batendo demissão de 5 mil sociedade de classes, em outras
todos os recordes de produção e trabalhadores e que agora reivindica palavras, construírem uma nova
lucros nos últimos anos. São reféns do Estado a suspensão temporária dos sociedade.
de sua própria fórmula: ao investirem direitos trabalhistas, é a mineradora A Unidade Classista, atuando
pesado em maquinas e equipamentos que mais lucrou nos últimos anos no na Intersindical junto com várias
viram sua taxa de lucro despencar. mundo, fruto do processo de organizações do movimento sindical
As saídas que os patrões exploração contra a classe. e popular que não se renderam ao
buscam é jogar a crise nos O presidente que só ouviu pacto com o Capital e a submissão ao
trabalhadores com demissões, férias num primeiro momento, nessa governo federal está organizando
coletivas, PDV, redução da jornada semana já se colocou a disposição do desde já uma ação que começa a
com redução de salário e o layoff empresariado para mediar mais um partir da base, dos locais e trabalho e
(suspensão das atividades fabris). pacto entre empresas e sindicatos, moradia.
A crise que começou no para isso os Ministérios do Trabalho Organizar a luta com o
coração do Império, se alastrou pela e da Previdência já preparam uma conjunto da classe trabalhadora para
Europa e Ásia já chegou ao Brasil. agenda para o consenso. construir as mobilizações, greves e
Sendo assim o discurso do governo A CUT emitiu nota chamando ocupações necessárias.
Lula caiu por terra, ou seja, o Brasil a atitude dos empresários de
não esta imune à crise, pois só nos oportunista, mas nada falou do
últimos 3 meses mais de R$ 200 bi já movimento do governo em gestar
foram utilizados pelo Estado para mais um pacto onde os trabalhadores
“ajudar” as empresas. serão atacados, ao contrário apoiou a
Tarefas do PCB em Osasco e agente histórico das mudanças na É sempre nesses momentos de
região? sociedade brasileira e mundial. Para crise que a classe trabalhadora se
isso estamos trazendo alguns dilemas revigora e ressurge com mais força e
Nem mais nem menos do que que a sociedade e os trabalhadores unificada fazendo valer sua condição
foi no passado, em questões práticas vem vivenciando, desde as diretrizes – revolucionária - na sociedade
e políticas, o PCB retorna à cena em que se fazem mais claras referentes dentro desse conflito que só será
Osasco junto à classe trabalhadora a às centrais sindicais no geral, e para superado pelas mãos exclusivamente
fim de se apresentar como um aonde estão conduzindo a luta dos trabalhadores.
instrumento de organização política histórica do movimento operário Para isso o PCB – Partido
que se faz necessário neste momento brasileiro, até a forma em que o Comunista Brasileiro – se coloca
em que falamos de crise e que, na movimento, em si, está influenciando junto com os trabalhadores para
verdade, o que se precisa para superá- nessas decisões institucionais de suas coletivamente sairmos dessa crise
la é de uma resposta política para entidades representativas. com outros propósitos para nossa
mudarmos os paradigmas do Nossa proposta de sociedade, com outra concepção
capitalismo, ou seja, a mudança de organização para a classe econômica, política e social. Somente
sua base de sustentação: a exploração trabalhadora esta explicitada no nome o socialismo poderá acabar de uma
da força de trabalho do homem pelo de nossa força política dentro do vez por todas com essas crises que
homem e a acumulação da riqueza movimento sindical no Brasil: nos assolam de anos em anos e nos
produzida pela classe trabalhadora “UNIDADE CLASSISTA”. Somente com subjugam diante do capital.
nas mãos de um número pequeno de ela alcançaremos nossos objetivos.
“proprietários” dos meios utilizados Queremos, com isso, mostrar o VIVA A CLASSE
para produzi-la. caráter revolucionário da classe TRABALHADORA!
Seguindo nosso processo de trabalhadora que sempre que almeja VIVA A UNIDADE
reorganização, estamos dando nosso alguma coisa realiza, conquistas seus CLASSISTA!
segundo passo que é o de ter uma objetivos que mudam a perspectiva VIVA A REVOLUÇÃO
aproximação maior com a totalidade da luta de classes no Brasil e no SOCILISTA!
da classe trabalhadora que se faz mundo e o rumo da história. VIVA O PCB!
pedra fundamental, e também o

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