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Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação

INTERCOM SUDESTE 2006 – XI Simpósio de Ciências da Comunicação na Região Sudeste.


Ribeirão Preto, SP - 22 a 24 de maio de 2006.

Sistemas convergentes e interativos de comunicação social1

Rodrigo Botelho e Rodrigo Bela2


Universidade Federal de São Carlos

Resumo
As alterações vivenciadas em relação aos processos de comunicação nos
últimos anos vêm sendo influenciadas fortemente pela revolução tecnológica. Tais
revoluções vêm possibilitando cada vez mais a criação de ambientes colaborativos,
convergentes e hipermidiáticos.Atualmente, a prática do Jornalismo On-line e da
comunicação digital em rede de uma forma geral é mediada por inúmeras soluções em
softwares de apoio a publicação na Internet que vão desde aplicativos comerciais até
soluções distribuídas gratuitamente. Assim, os profissionais da comunicação, além de
conviverem em muitos casos com inúmeros códigos não familiares a linguagem padrão
e profissional, não têm domínio ou conhecimento das lógicas envolvidas no
desenvolvimento de tais softwares. A situação oposta também é realidade, na qual
temos profissionais da computação distantes das reais necessidades dos comunicadores.
Porém, do ponto de vista simbólico, as novas tecnologias de comunicação e informação
colocaram em contato a linguagem humana e a linguagem binária das máquinas.
Desenvolvidos sem um diálogo constante entre os profissionais envolvidos nesse
processo, muitos desses softwares utilizados para comunicação em rede não
possibilitam uma adequada convergência midiática, deixando de favorecer
características como hipertextualidade, interatividade, multimidialidade, personalização,
memória e atualização contínua, defendidas como princípio de um webjornalismo de
terceira geração. Este artigo pretende abordar o panorama sob o qual estes softwares
vêm sendo concebidos e apresentar a experiência no desenvolvimento de um Sistema de
Apoio ao Controle de Informação (SACI) da Universidade Federal de São Carlos.

1 Trabalho apresentado ao GT 04 – Comunicação Organizacional e Relações Públicas – do Intercom


Sudeste 2006 por Rodrigo Eduardo Botelho Francisco e Rodrigo Estevan Bela, da Universidade
Federal de São Carlos (UFSCar).
2 Rodrigo Eduardo Botelho Francisco (rodrigo@power.ufscar.br) é jornalista formado pela Unesp em
2002 e especialista em Computação, na área de Desenvolvimento de Software para Web, pela
UFSCar. Atua nesta universidade como assessor de comunicação e pesquisador em projetos de
extensão como “Rádio e TV Universitárias: modelos tecnológicos e de conteúdo” e “Gestão da
Informação e comunicação social”. Rodrigo Estevan Bela (rodrigobela@yahoo.com.br) é bacharel
em Sistemas de Informação pelas Faculdades Claretianas de Rio Claro e especialista em Computação,
na área de Desenvolvimento de Software para Web, pela UFSCar. Na mesma universidade é aluno
especial da disciplina de Banco de Dados do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação.
Atua como bolsista CNPq em projeto de Inovação Tecnológica na Sapra Assessoria de São Carlos.

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INTERCOM SUDESTE 2006 – XI Simpósio de Ciências da Comunicação na Região Sudeste.
Ribeirão Preto, SP - 22 a 24 de maio de 2006.

Palavras-chave
Gestão da Comunicação; Sistemas de Comunicação; Sistemas de Informação;
Tecnologias da Informação e Comunicação; Jornalismo On-line.

Introdução

As inovações tecnológicas que vêm ocorrendo no mundo desde o surgimento


dos primeiros meios de processamento automático de informações trouxeram para o ser
humano um novo paradigma, um giro na história das tecnologias comparável, talvez,
somente à invenção da imprenssa de Gutenberg, sem dúvida o meio de comunicação de
maior importância e alcance na história.
A trajetória dos meios de comunicação que culmina com a Internet tal como
hoje se conhece tem início com o telégrafo; a ele, seguem o telefone (speaking
telegraph), o rádio (wireless telegraph), o cinema, a televisão e, finalmente, a Internet.
Mas, é ao computador que se atribui uma série de inovações nas mais diversas
áreas do conhecimento humano. Na comunicação, sabe-se que o barateamento e a
miniaturização dos computadores pessoais é a condição para o sucesso das chamadas
“novas tecnologias de comunicação”, ou tecnologias de comunicação mediadas por
computador. E é a partir do desenvolvimento do computador e da comunicação elétrica,
que tem início justamente com o telégrafo, que assistimos décadas de desenvolvimento
e inovações técnicas que culminam com a Internet.
Atualmente essas inovações também envolvem inúmeras aplicações como E-
commerce, Ensino a Distância; Integração de Voz, Dados e Vídeo; Redes Ópticas;
Redes Sem Fio (Wireless); e Comunicação por Satélite, tudo embasado em métodos
como a Engenharia de Software, Banco de Dados e Inteligência Artificial.
A lógica trazida por essas tecnologias, porém, nos coloca uma revolução nem
mesmo comparada à Revolução Industrial e foi absorvida pela lógica do Capital dando
ao Capitalismo um novo sentido. É só por meio dessas novas ferramentas de
processamento de informações que o Capitalismo encontrou as condições para o
desenvolvimento de uma economia chamada por Castells de global e informacional. O
autor ressalta que são essas tecnologias que permitem hoje que “o capital seja
transportado de um lado para o outro entre economias em curtíssimo prazo, de forma
que o capital e, portanto, poupança e investimentos, estão interconectados em todo o
mundo, de bancos a fundos de pensão, bolsas de valores e câmbio”.

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Seria possível pensar nossas instituições sem a Internet? Que, tal qual a maioria
dos leigos conhece, é algo muito pequeno em relação às milhões de transações entre
instituições que ocorrem diariamente nessa rede mundial de computadores. O termo
“empresa em rede” cunhado por Castells é sim uma realidade até mesmo para pequenas
empresas, sejam elas do Brasil, do sudeste asiático, Europa ou África. As linhas de
produção industriais e os escritórios administrativos dependem hoje de inúmeros
softwares desenvolvidos ao longo dos anos para atender, cada qual, sua demanda
específica.
Nesse cenário, junto à lógica binária apresentada ao ser humano por meio da
invenção dos computadores, também verificamos atualmente várias outras linguagens
de programação. Porém, a maioria dos operadores dos computadores, assim como a
maior parte dos jornalistas que praticam o Jornalismo On-line, não conhece e não tem
acesso às linhas de código que dá vida às telas, janelas e interfaces que conduzem seus
trabalhos produzidos digitalmente.

“O resultado pode ser uma nova espécie de ambiente de comunicações


democrático, igualando-se à previsão da década de 60 do guru da
mídia, Marshall McLuhan, sobre máquinas de informação de última
geração que farão do homem comum seu próprio editor”. (DIZARD,
2000: 40).

Assim, mesmo que apenas no nível simbólico, a linguagem humana de


comunicação é atualmente mediada por várias outras linguagens computacionais não
entendidas e/ou utilizadas pela maioria dos seres humanos. Para compreender isto é só
perguntar quantas das pessoas mais próximas a nós sabem o que é uma linguagem C,
C++, Java, Html ou então bancos de dados MySQL, PostgreSQL, Oracle, Informix...
Porém, é por meio de linguagens de programação que têm sido desenvolvidas a maioria
dos aplicativos que encontramos hoje em nossos ambientes de relações e que também
possibilita a digitalização dos mais variados conteúdos, sejam eles inicialmente filmes,
fotos, textos ou áudios.

“(...) as condições tecnológicas para produção e disseminação através


da web têm progredido de forma considerável, atingindo um patamar
razoável que permite a implementação de várias possibilidades que
exploram as características oferecidas pela web”. (MIELNICZUK,
2004: 4)

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A digitalização, assim, trouxe não somente a possibilidade de registrarmos o


conhecimento em um novo suporte, mas possibilitou novas formas de interação e
comunicação entre os seres humanos. Abordando apenas a questão dos veículos
tradicionais de comunicação (jornal, cinema, rádio e televisão), temos incontáveis
inovações ocorrendo. E o computador surgiu não como algo ameaçador a esses meios,
como algo capaz de substituí-los, mas como algo que é capaz de ser multimídia ou, até
como já tem sido anunciado, hipermídia.
O impacto que os sistemas digitais de produção representam para os produtores
é tão marcante que MACHADO (1995: 175), ao relacionar os sistemas digitais à
produção de vídeo os considera como “o demônio do digital”, encontrado pervertido nas
máquinas binárias. Ele pergunta: “Que destino pode ter a figuração num mundo de
criaturas sintéticas forjadas em simuladores digitais?”.

“Na verdade, estamos apenas começando a encarar com alguma seriedade os


deslocamentos que a cultura da informática impõe sobre a produção humana de
signos. Antes de tudo, ela abala os cânones que até então permitiam distinguir
com alguma garantia entre o concreto e o abstrato, ou entre o natural e o
formal”.
(MACHADO, 1995: 146)

A imagem e o som, digitalizados, podem tornar-se os pontos de apoio de novas


tecnologias. Uma vez digitalizados, a imagem e o som podem ser decompostos,
recompostos, indexados, ordenados, comentados e associados no interior de
hiperdocumentos.
Esses processos de digitalização são o início para uma conexão entre vários
meios como o cinema, o rádio, a televisão, o jornalismo, a edição, a música, as
telecomunicações e a informática no centro do que LEVY chama de “um mesmo tecido
eletrônico”. Em 1993, o autor afirmava que “em breve” estariam reunidas todas as
condições técnicas para que o audiovisual atingisse o “grau de plasticidade que fez da
escrita a principal tecnologia intelectual”.
Os novos ambientes de comunicação, assim, unem cada vez mais soluções
textuais, visuais e audiovisuais de uma forma integrada e atraente. Isso, para os críticos
da comunicação, é uma revolução diante das principais teorias que se desenvolveram ao
longo dos tempos como a da Indústria Cultural, Cultura de Massa e dos modelos de
comunicação Emissor – Receptor.

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E, pensar que nossa comunicação e nossa produção estão cada vez mais
digitalizadas, é perceber que estamos criando um ambiente do qual somos cada vez mais
dependentes. Ora, se estamos criando um mundo totalmente mediado por essa nova
tecnologia, estamos criando também um novo modelo de exclusão. Nem mesmo
vencido o problema do analfabetismo relacionado aos saberes tradicionais, temos um
novo analfabetismo, o digital. Estamos criando um ambiente democrático, porém, ainda
extremamente excludente, onde a lógica do capital é o que tem permeado a maioria dos
ambientes de desenvolvimento de software. Isso significa que os interesses econômicos
das empresas detentoras do Capital é que tem ditado os modelos de circulação de
informações e de relação que iremos estabelecer com os computadores.
Toda a concepção de hardware e software como a que temos hoje é um
exemplo das relações estabelecidas nesse campo de inovações tecnológicas. Apesar de
atualmente envolver empresas japonesas, chinesas, indianas e coreanas, sua história está
ligada a empresas e instituições norte-americanas das décadas de 50 e 70,
principalmente situadas em torno do que ficou conhecido como Vale do Silício, onde,
entre outras tecnologias importantes, foram desenvolvidos o circuito integrado, o
microprocessador e o microcomputador.
A origem das empresas desse setor estão estritamente ligadas. A partir da
iniciativa de William Shockley, o inventor do transistor, e da saída de oito jovens
engenheiros de sua empresa, a Shockley Transistors, surgiu a Fairchild Semiconductors
que, por sua vez, também foi ponto de partida para a criação de outras empresas de
forma que a metade das 85 maiores empresas de semicondutores dos EUA no final da
década de 90, segundo Castells, é oriunda da cisão parcial da Fairchild.
O mesmo movimento repetiu-se em meados da década de 70 a partir do Home
Brew Computer Clube, onde brilhantes jovens como Bill Gates, Steve Jobs e Steve
Wozniak trocavam idéias e informações. Também é daqui que surgem nos anos
seguintes 22 importantes empresas do setor como a Microsoft, Apple, Comenco e North
Star.
Nos anos 90, enquanto o Vale do Silício testemunhava a proliferação de
empresas japonesas, taiwanesas, coreanas, indianas e européias, surge um novo
movimento mundial na área de softwares, com a criação de um novo sistema
operacional, o Linux, originado do desejo de Linus Torvalds, na época estudante, em ter
um sistema operacional que atendesse às suas necessidades. A popularização do Linux

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significa não só uma ameaça a diversas empresas de software proprietário, mas também
uma nova lógica de desenvolvimento colaborativo de software, o chamado “software
Livre” ou software “open source”. Isso significa que as linhas de código de softwares
desenvolvidos nessa lógica são abertas e disponíveis para que qualquer pessoa possa
conhecer o código, e, se desejar, melhorá-lo e colaborar no aperfeiçoamento das
aplicações, sem que seja cobrada qualquer quantia para isso.
Esse movimento não é tão anárquico como muitos pregam. Ele está fundado
em parâmetros hoje estabelecidos, difundidos e controlados pela Fundação de software
Livre (FSF), que o define em relação a quatro tipos de liberdade para os usuários do
software:
• A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade nº 0)
.
• A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas
necessidades (liberdade nº 1). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para
esta liberdade.
• A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu
próximo (liberdade nº 2).
• A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de
modo que toda a comunidade se beneficie (liberdade nº 3). Acesso ao código-
fonte é um pré-requisito para esta liberdade.

Comunicação

Nesse ambiente em que são implodidos os paradigmas da divulgação em


massa, os veículos da tradicional Indústria Cultural sobrevivem e prosseguem um
movimento de digitalização de seus conteúdos. O que no início da popularização da
Internet era apenas a disponibilização das notícias dos jornais, tal qual elas eram, hoje é
um movimento que disponibiliza e integra outras mídias também como transmissões ao
vivo e disponibilização de mídias de rádio e TV.
O desafio para esses veículos, porém, tem sido se adequar às possibilidades
multimidiáticas do novo suporte. Mais do que um repositório de dados, a Internet é um
instrumento de comunicação interativo com diferentes possibilidades de intervenção
pelo usuário (leitor/ouvinte/telespectador). Atualmente, não basta um veículo migrar

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para a Rede, ele tem de se apropriar e adequar à sua lógica, o que tem se popularizado
como Convergência Midiática.
Mas, a existência de uma nova ferramenta nem sempre significa a apropriação
ideal de suas funcionalidades pelo produtor. Como ressalta MARCONDES (2000: 29),
a conversão inadequada de documentos lineares pode ocasionar a descaracterização do
documento. “Em muitos casos, é preferível que se mantenha a forma original do
documento, quer impresso ou em outro suporte, a correr o risco de desvirtuá-lo
completamente”.
Nesse campo profissional surgiram expressões como Jornalismo On-line,
Jornalismo Digital e Webjornalismo. Essas concepções, porém, mostram que cada vez
mais é necessário pensar a comunicação de acordo com os parâmetros e possibilidades
do suporte digital. Nesse universo, jornalistas e outros profissionais da área têm
convivido não apenas com a linguagem jornalística, mas têm o desafio de dialogar com
profissionais e linguagens da área de informática como a já popular html. É comum
encontrar nas administrações de sítios comunicadores familiarizados com expressões
como <body>, <b>, </b>, <br>, <i>, </i>; e com a utilização de softwares
específicos, algumas vezes desenvolvidos para serem utilizados apenas por uma
organização.
Nesse cenário é preciso pensar a comunicação, a partir de qualquer mídia que
seja, sob a lógica da hipertextualidade, interatividade, multimidialidade, personalização,
memória e atualização contínua, características adotadas por Mielniczuk na defesa do
que ela chamou de “Webjornalismo de terceira geração”.
Assim, os processos de produção, recepção e interação com produtos
midiáticos no novo suporte têm exigido soluções que efetivamente apresentem
inovações, por exemplo, na modalidade de jornalismo desenvolvido para o novo
suporte.

“No jornalismo, o desenvolvimento de recursos para esse fim ainda é


um processo recente. São as chamadas ferramentas de publicação e
visam, principalmente, facilitar o processo de disponibilização de
informações. As ferramentas, desenvolvidas especialmente para as
empresas que mantêm os webjornais, são elaboradas por profissionais
de informática e se constituem em soluções para otimizar o trabalho do
jornalista e reduzir a necessidade de que ele tenha conhecimentos
técnicos sobre o processo de produção e disponibilização do material na
web”. (MIELNICZUK, 2004: 7)

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Porém, esse meio não é exclusivo dos veículos tradicionais, pelo contrário, ele
é tão acessível a esses como a um usuário isolado. Assim, a comunicação de massa que
antes era mediada apenas por grandes ou médias empresas onde trabalhavam (pelo
menos do ponto de vista legal) somente profissionais da comunicação, agora não tem
mais lugar. Sítios de notícias são operados tanto pelo Grupo Estado, por exemplo, como
por um estudante do Ensino Médio de uma localidade qualquer do mundo.
Está ocorrendo com os artefatos de comunicação o mesmo que ocorreu com os
sistemas operacionais e outros softwares aplicativos a partir da criação do Linux e da
lógica do software Livre. Na área de direitos autorais, por exemplo, o Creative
Commons tem se instaurado como uma nova lógica para as produções intelectuais e
artísticas, importante definidor de licenças que permite manter o direito autoral ao
mesmo tempo em que permite certos usos da obra “um direito autoral de alguns
direitos reservados".
O Creative Commons caminha ao lado de outras grandes iniciativas de
democratização do conhecimento como a Wikipedia, enciclopédia livre e gratuita que
tem seu conteúdo livre, disponível para ser modificado e distribuído por qualquer
usuário, criado com o software colaborativo wiki, que possibilita identificar um tipo
específico de coleção de documentos, como dicionários, livros, imagens, sons e
vídeos, em hipertexto, e que também é utilizado para a disponibilização de até mesmo
uma fonte de notícias livre, a Wikinews.
Assim como essas iniciativas de conhecimento colaborativo, outras aplicações
de comunicação em rede se popularizam, como as redes de relacionamento, tais como
Orkut, na qual as pessoas se associam através da participação em comunidades
inspiradas nos mais variados temas, dos mais profundos aos fúteis.

Softwares e comunicação

Como podemos observar, comunicar-se em rede pode ocorrer não somente por
meio da troca de mensagens via e-mail, da participação em chats, fóruns, comunidades,
blogs ou visitas a sítios dos mais variados temas. Na rede também é possível ao leigo
ser emissor, produtor, comunicador.
O protagonismo da comunicação permitida a todos os seres humanos, não mais
somente mediados pela lógica dos veículos e profissionais da comunicação, é

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possibilitado tanto aos detentores das lógicas de programação quanto aos que nada
conhecem de linguagem html ou qualquer outra que seja.
Criar um sítio atualmente é questão de minutos. E, mesmo que a solução
desejada seja um pouco mais complexa, existem várias soluções, licenciadas como
software Livre, disponíveis na rede. A maioria possui um sistema de modelos que pode
ser otimizado pelo usuário de forma que ele crie uma identidade para sua aplicação.
Essas interfaces também utilizam sistemas dinâmicos de atualização, de forma que não
é necessário entender linguagens como html, php, asp, Java ou banco de dados como
MySQL, PostgreSQL ou Oracle.
Apesar de surgirem cada vez mais aplicações para o ambiente de comunicação
em rede, poucas se propõem a uma comunicação efetivamente interativa e
hipermidiática. A maioria dos softwares está baseada em sistema de atualizações de
notícias textuais e num modelo que não favorece a utilização de hipertexto e ambientes
colaborativos.
Assim, o desafio é criar um ambiente de produção, veiculação, visualização e
interação que efetive as características próprias da rede mundial de computadores. E
isso passa pelas lógicas de desenvolvimento de softwares e pelo diálogo entre
profissionais da computação e da comunicação, preocupados com as necessidades dos
usuários numa lógica contemporânea.
Como produto de seu ambiente social, essas tecnologias são construídas em
função das necessidades e dos desejos sociais do homem. Porém, o uso que se faz do
objeto técnico não segue as recomendações prescritas pelos seus construtores. Antes,
cada grupo adapta seu formato às suas necessidades. Para BOUGNOUX (1999: 121),
“uma ferramenta técnica é sempre uma relação social, e nossas relações sociais são
informadas e midiatizadas por dispositivos técnicos”. Assim, não é suficiente ver as
pessoas usando os artefatos, é fundamental saber como as pessoas fazem as coisas e
como um dado objeto introduz modificações nesse modo de operar.
Como defende CASTELLS (1999: 51) “as novas tecnologias da informação
não são simplesmente ferramentas a serem aplicadas, mas processos a serem
desenvolvidos. Usuários e criadores podem tornar-se a mesma coisa”.
Para ilustrar o ambiente de desenvolvimento de software, apresentaremos a
seguir a experiência na modelagem de uma proposta de software de apoio à
comunicação institucional que busca aliar um ambiente colaborativo e integrador de

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mídias e que foi desenvolvido durante o Curso de Pós-Graduação Lato-Sensu em


Computação – Desenvolvimento de software para Web da UFSCar.
O grupo de trabalho formado para o desenvolvimento deste software contou
com a experiência de cinco profissionais. O resultado foi um protótipo apresentado para
a conclusão do curso e que atualmente está em fase de otimização para uso na UFSCar
pela sua Coordenadoria de Comunicação Social (CCS) e futuras Rádio e TV
Universitárias, além do Departamento de Artes e Comunicação e cursos de Imagem e
Som e Música, dentre outros.
O objetivo do exemplo que apresentaremos a seguir, porém, não é avaliar a
proposta deste software em específico diante da discussão deste artigo, mas apresentar
uma das lógicas de desenvolvimento às quais estão submetidas a maioria dos softwares
utilizados atualmente.

Engenharia e Qualidade de software

Todo processo de desenvolvimento de software envolve gerenciamento,


planejamento e análise profunda, visando a construção de um produto final que atenda a
todas as necessidades levantadas para a resolução de um dado problema. Tudo de
maneira confiável, rápida e de baixo custo.
Não obstante, o desenvolvimento de softwares voltados para o ambiente Web
também requer muitos cuidados, assim como qualquer outro projeto. No entanto, o
próprio ambiente ao qual o software irá interagir requer que sejam abordados pontos
não triviais a outros tipos de aplicação.
Os princípios da gerência de software fazem parte da lógica da Engenharia de
software, visando a aplicação de princípios da engenharia com o objetivo de produzir
software de alta qualidade a baixo custo. Como defende PRESSMAN (2001: 55), o
gerenciamento de um projeto envolve planejar, monitorar e controlar pessoas, processos
e eventos que podem ocorrer durante a concepção ou implementação de um software.

SACI
Nesse cenário surge o projeto de um Sistema de Apoio ao Controle de
Informação (SACI), do qual, entre as funcionalidades do software, destacam-se os
gerenciamentos de informações e a disponibilização de notícias e produtos artísticos e

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culturais como filmes, músicas e fotos, controlando desde a recepção de informações e a


produção até a disseminação dinâmica e armazenamento em meios digitais.
O foco principal do projeto SACI é a visão Web do desenvolvimento do
software. Para a Coordenadoria de Comunicação Social (CCS) da Universidade Federal
de São Carlos (UFSCar) isso é essencial, na medida que disponibiliza acervos de
comunicação para usuários que estão além da comunidade acadêmica dos campi da
Universidade. Além disso, um software de comunicação na Web permite que jornalistas
e outros produtores tenham uma ferramenta de trabalho à disposição, de qualquer parte
do mundo e a qualquer hora. Além desse princípio, o software também permite uma
interação maior com os leitores e outros usuários que desejam divulgar informações, na
medida em que oferece um acesso fácil a um sistema on-line de solicitações.
Como principais aspectos do desenvolvimento de software aplicados neste
projeto destacam-se a Orientação a Objeto, Banco de Dados relacional, modelagens
Unified Modeling Language (UML) e UML-based Web Engineering (UWE) e conceitos
e técnicas de gerência e planejamento de software.
A Orientação a Objeto norteia o projeto tendo em vista a modelagem do
software em um processo conceitual independente de uma linguagem de programação e
com base em abstrações que existem no mundo real, por meio de um desenvolvimento,
como defendido por RUMBAUGH, BLAHA, PREMERLANI, EDDY e LORENSEN
(1994: 4) referente à “parte inicial do ciclo de vida do software: análise, projeto e
implementação”. Para esses autores, “a essência do desenvolvimento baseado em
objetos é a identificação e a organização de conceitos de domínio da aplicação, em vez
de sua representação definitiva em uma linguagem de programação, baseada em
objetos ou não”.
Na Visão de Dados é abordado o conceito de Bancos de Dados Relacionais,
uma vez que este conceito é amplamente utilizado em diversas aplicações existentes no
mercado. O modelo de dados entidade-relacionamento, como definido por KORTH
(1989: 46), foi desenvolvido com o objetivo de facilitar o projeto de banco de dados
permitindo a especialização de um esquema para o empreendimento, baseado “na
percepção de um mundo real constituído de um conjunto de objetos básicos chamados
entidades e de relacionamentos entre estes objetos”.
Durante os processos de engenharia de software, a utilização da UML foi
importante para a modelagem de dados orientados a objetos, permitindo a visualização,

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especificação, construção, documentação e comunicação do sistema. Assim, resultaram


do processo de engenharia de software artefatos de modelagem como os modelos de
Casos de Uso, Classes, Seqüência, Estados, Atividades, apresentados em nível de
projeto e análise.

“Um modelo é uma abstração de alguma coisa, cujo propósito é


permitir que se conheça essa coisa antes de se construí-la”.
(RUMBAUGH, BLAHA, PREMERLANI, EDDY e
LORENSEN, 1994: 23)

No projeto também foi dada uma atenção especial para uma nova abordagem
recentemente desenvolvida para UML, a UWE. Durante os processos de modelagem e
implementação, esta metodologia, mesmo não encontrando todo o respaldo de IDE's
(Integrated Development Enviroment – Ambiente de Desenvolvimento Integrado)
próprias para modelagem voltada para Web, mostrou-se de grande valor, colaborando,
principalmente para reflexões sobre usabilidade e navegabilidade da aplicação no
ambiente da rede mundial de computadores.
A UWE é uma extensão da linguagem de modelagem UML para aplicações
Web. Dessa forma, é uma metodologia orientada a objetos e iterativa, baseada em
padrões de processos de desenvolvimento unificado de software. O sítio3 do projeto
UWE a define como “a software engineering approach for the Web domain aiming to
cover the whole life-cycle of Web application development. The main focus of the UWE
approach is to provide a UML-based methodology and an environment for the
systematic design followed by a semi-automatic generation of Web applications “. O
mesmo texto ainda ressalta que o método define “a so called ‘lightweigh’ UML profile
for the Web domain”.
A modelagem UWE tem início com o recorte Web dos Modelos de Casos de
Uso e de Classes. Deles resultam os modelos: Conceitual, Navegacional e de
Apresentação.
A UML para Web Engenharia é uma proposta recente e, como todo projeto em
fase de implementação, apresenta problemas na sua utilização em modelagens de
sistema. Durante a execução do projeto SACI, a principal insatisfação está relacionada à

3 http://www.pst.informatik.uni-muenchen.de/projekte/uwe/home.shtml

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utilização desses conceitos em ferramentas de modelagem apropriadas. O grupo de Nora


Kock propõe a utilização de uma biblioteca para Argo UML, já comumente utilizada
para modelagens UML. Porém, essa biblioteca ainda possui deficiências e não permite
que sejam desenhados a partir dela todos os diagramas propostos pela metodologia.
Dessa forma, nos processos de engenharia de software do projeto SACI foram utilizados
para modelagem UWE outros softwares não apropriados e que, por sua natureza, não
oferecem os recursos desejáveis para uma modelagem desse porte.
Mesmo diante dessas dificuldades, esse tipo de modelagem permitiu uma
abstração mais adequada para o desenvolvimento de um produto Web, para o qual a
linguagem UML, sem essa extensão, não seria suficiente.
Sem dúvida, a UWE permite uma abordagem que favorece os conceitos de
usabilidade e de arquitetura da informação, neste caso, principalmente na organização,
navegação, rotulação e busca de conteúdo. Num mercado efervescente como o de
desenvolvimento de sítios Web o domínio dessa linguagem é um diferencial e pode ser
essencial.
Os conceitos e técnicas de gerência e planejamento de software, por sua vez,
permitiram, na etapa de planejamento, refletir sobre todo o processo de
desenvolvimento da aplicação diante de técnicas para estimativa de planos,
cronogramas, prazos e custos do projeto.

“The objective of software project planning is to provide a


framework that enables the manager to make reasonable estimates
of resources, cost, and schedule. These estimates are made within
a limited time frame at the beginning of a software project and
should attempt to define best case and worst case scenarios so that
project outcomes can be bounded.”
(PRESSMAN, 2001: 115)

Por fim, destaca-se a utilização de sistema operacional, ferramentas e


tecnologias “open source”. Para além da economia de recursos e de qualquer ideologia
apaixonada, esse aspecto leva em consideração casos de sucesso na aplicação em várias
áreas da computação. Também é importante ressaltar o potencial não só de aprendizado,
como da disponibilização de aplicações comerciais de qualidade possibilitadas pela
liberdade advinda com o conceito de software livre. É importante ressaltar que, ao
contrário de visões sobre os softwares livres como “de graça”, a filosofia estabelecida
pela Fundação para o software Livre (FSF) no projeto GNU não inviabiliza a sua

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utilização por profissionais da área de desenvolvimento de softwares de forma a gerar


conflitos em relação ao valor de seu trabalho. Como definido no sítio da FSF4,
“'software livre' não significa 'não comercial'. Um programa livre deve estar disponível
para uso comercial, desenvolvimento comercial e distribuição comercial. O
desenvolvimento comercial de software livre não é incomum; tais softwares livres
comerciais são muito importantes”.

Considerações Finais

As transformações que vêm ocorrendo no cenário das tecnologias para


comunicação social são cada vez mais evidentes e profundas, tornando inevitável que se
caminhe cada vez mais rapidamente para ambientes sofisticados de colaboração e
interação.
A criação desses ambientes, porém, passa necessariamente pelo
desenvolvimento de softwares no qual atuam profissionais conhecedores de lógicas
específicas de programação. A utilização das mais novas metodologias de engenharias
computacionais para modelagem por esses profissionais auxiliam em muito na
elaboração, entendimento e planejamento de desenvolvimento de softwares e de tais
ambientes colaborativos, porém, sem uma aproximação desses profissionais com
entendedores dos processos de comunicação corremos o risco de não atingir o grau de
plasticidade possível de ser atingido com a Convergência Midiática.
É nesse contexto que uma aproximação entre profissionais da comunicação e
da computação vem ao encontro das necessidades de amadurecimento das técnicas
existentes para armazenamento e recuperação das inúmeras associações entre os
diversos tipos de mídias e dos assuntos aos quais estas mídias estão relacionados. Isso
também envolve o amadurecimento de algumas engenharias para modelagem e
entendimento dos problemas a serem solucionados. Tal aproximação certamente
proporcionará o desenvolvimento de ambientes colaborativos cada vez mais interativos
e hipermidiáticos e que colaborem, a partir da especificidade das mídias na Internet,
com uma real instauração de um novo paradigma de comunicação.
Para além da questão multidisciplinar envolvida no desenvolvimento de
softwares para comunicação em rede, essa aproximação entre profissionais de áreas do

4 http://www.fsf.org/philosophy/free-sw.html

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conhecimento distintas, como as Humanas e Exatas, corrobora com a idéia de que


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