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CURSO ON-LINE - D. CONSTITUCIONAL – MPU PROFESSORES: VÍTOR CRUZ e RODRIGO DUARTE

Aula 1 – Normas Constitucionais e TGDF.

Fala pessoal, tudo certo? Chegou a hora de começarmos efetivamente nossa preparação para o MPU, iniciaremos hoje com o estudo da aplicabilidade das normas constitucionais. Podemos começar?? Então vamos nessa!

Além de estudarmos as normas constitucionais, iniciaremos o estudo dos Direitos Fundamentais, e hoje iniciaremos com a teoria geral.

Normas, Regras e Princípios Constitucionais:

Primeiramente, lembramos que pelo fato de o Brasil adotar a conceito de Constituição formal, todas as normas estão em um mesmo patamar jurídico, não havendo supremacia entre normas constitucionais, sejam elas da parte permanente, dos ADCT, originárias ou derivadas.

Todas as normas constitucionais (exceto o preâmbulo - segundo a jurisprudência do STF) possuem eficácia jurídica, pois mesmo que não consigam alcançar seu destinatário, conseguem, ao menos, impor a sua observância às demais de hierarquia inferior, sendo capaz de as tornarem inconstitucionais caso a contrariem, dizendo-se assim que possuem caráter vinculante imediato.

Normas Regras X Normas Princípios:

Em um estudo doutrinário costuma-se dizer que entre as normas temos a presença das regras e dos princípios. As regras são mais concretas, aquelas normas que definem um procedimento, condutas. Regras, ou são totalmente cumpridas, ou não são cumpridas, elas não admitem o cumprimento parcial. vale a ideia do tudo ou nada!

Por outro lado, os princípios são mais abstratos, não são definidores de condutas, são os chamados "mandados de otimização", ou seja, eles devem ser utilizados para se alcançar o grau ótimo de concretização da norma. Devido a esta abstração dos princípios, eles admitem um cumprimento parcial.

Diz-se que quando duas regras entram em conflito, o aplicador deve cumprir uma ou outra, nunca as duas, pois uma regra exclui a outra. Já quando dois princípios entram em conflito dizemos que houve uma "colisão" de princípios (nunca uma contradição) e, desta forma, ambos poderão ser cumpridos, embora em graus diferentes de cumprimento. Estuda-se então o caso concreto, e descobre-se qual o princípio irá pervalecer sobre o outro, sem que um deles seja totalmente excuído pelo outro.

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Os princípios constitucionais podem estar expressos na Constituição (princípio da igualdade, princípio da uniformidade georgráfica,

ou podem estar implícitos no

texto constitucional, sendo decorrentes das normas expressas do texto e dos regimes expressamente adotados pela Constituição, ou então devido a direcionamentos do direito constitucional geral, aplicável aos vários ordenamentos jurídicos (princípio da razoabilidade, princípio da proporcionalidade

Em concursos, costuma-se cobrar, com bastante frequência, os princípios constitucionais que se referem aos direcionamentos aplicáveis aos diversos entes (Estados, Municípios e DF) que formam a nossa federação. São eles:

Os princípios sensíveis - são aqueles presentes no art. 34, VII da Constituição Federal, que se não respeitados poderão ensejar a intervenção federal.

Os princípios federais extensíveis (ou comuns) - são aqueles princípios federais que são aplicáveis pela simetria federativa aos demais entes políticos, como por exemplo, as diretrizes do processo legislativo, dos orçamentos e das investiduras nos cargos eletivos. São também chamados de "princípios comuns" pois se aplicam a todos os entes da federação, de forma comum.

OBS. - As normas que estão presentes na Constituição Federal podem estar presentes na Constituição Estadual de duas formas:

princípio da anterioridade tributária

)

Normas de Reprodução Obrigatória - São aquelas normas da Constituição da República que são de observância obrigatória pelas Constituições Estaduais.

Normas de Imitação - São as normas que podem, facultativamente, estar presentes na Constituição Estadual.

Os princípios estabelecidos - são aqueles que estão expressamente ou implicitamente no texto da Constituição Federal limitando o poder constituinte do Estado-membro.

Falaremos um pouco mais sobre princípios quando formos estudar os "princípios fundamentais" e também na parte referente à interpretação constitucional.

Normas Materiais X Normas Formais:

O termo "materiais" vem de matéria, conteúdo. Formais vem de forma, estrutura, roupagem.

Normas materiais são aquelas que tratam de assuntos, conteúdos, essenciais a uma Constituição moderna: organização do Estado e

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limitação dos seus poderes face ao povo (não é pacífico a exatidão do que é e o que não é materialmente constitucional).

Normas fomais são todas aquelas que foram alçadas a um status constitucional, independentemente do conteúdo tratado.

No Brasil, todas as normas da Constituição são formais, independente de seu conteúdo. Porém, algumas, além de formais, também são materiais. Assim, é importante destacar que a classificação entre normas materialmente constitucionais e normas formalmente constitucionais não são excludentes, já que uma norma pode ser ao mesmo tempo materialmente e formalmente constitucional. Assim temos:

Normas formalmente e materialmente constitucionais - São as normas da Constituição que, além de formais, tratam de assuntos essenciais a uma Constituição.

Normas apenas formalmente constitucionais - São as normas da Constituição que não tratam de assuntos essenciais a uma Constituição, porém, não deixam de ser formais já que possuem a roupagem de Constituição, apenas não são materiais.

1. (CESPE/Advogado - IBRAM-DF/2009) O preâmbulo, por

estar na parte introdutória do texto constitucional e, portanto, possuir relevância jurídica, pode ser paradigma comparativo para a declaração de inconstitucionalidade de determinada norma infraconstitucional.

Comentários:

O STF já decidiu pela ausência de força jurídica do preâmbulo da Constituição. Assim, ele não pode ser usado para tornar normas infraconstitucionais como inconstitucionais.

Gabarito: Errado.

2. (CESPE/Advogado - IBRAM-DF/2009) O ADCT tem

natureza jurídica de norma constitucional, semelhante às normas

inseridas no bojo da CF, não havendo desníveis ou desigualdades entre as normas do ADCT e os preceitos constitucionais quanto à intensidade de sua eficácia ou a prevalência de sua autoridade.

Comentários:

Os ADCT fazem parte da Constituição, não há qualquer hierarquia da parte dita por "dogmática" em relação a parte transitória.

Gabarito: Correto.

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3. (CESPE/Analista SEGER-ES/2007) O preâmbulo da

Constituição Federal constitui uma norma central e, portanto, tem

força normativa.

Comentários:

Segundo a Jurisprudência do STF, o preâmbulo não se constitui uma norma central da Constituição, não possuindo força jurídica para se impor sobre o resto do ordenamento, nem se constituindo como de reprodução obrigatória nas Constituições Estaduais.

Gabarito: Errado.

4. (CESPE/Analista do STJ/2008) Para a moderna teoria

constitucional, que define a constituição como um regime aberto de regras e princípios, estes, por sua flexibilidade e abstração, mesmo quando jurídicos, não podem ser considerados como normas constitucionais, mas apenas como normas programáticas, representando uma pauta de valores a ser seguida pelo legislador na edição de novas regras.

Comentários:

Tanto as regras quanto os princípios podem ser considerados normas constitucionais e merecem o mesmo grau de respeito.

Gabarito: Errado.

5. (CESPE/PGE-PI/2008 - Adaptada) Sobre os princípios e as

regras constitucionais, marque a alternativa correta:

a) Princípios, normalmente, relatos objetivos, descritivos de determinadas condutas, são aplicáveis a um conjunto delimitado de situações. Assim, na hipótese de o relato previsto em um princípio ocorrer, esse princípio deve incidir pelo mecanismo tradicional da subsunção, ou seja, enquadram-se os fatos na previsão abstrata e produz-se uma conclusão.

b) A aplicação de um princípio, salvo raras exceções, se opera na modalidade do tudo ou nada, o que significa que ele regula a matéria em sua inteireza ou é descumprido.

c) Na hipótese de conflito entre dois princípios, só um deles será válido e irá prevalecer.

d) Os princípios, freqüentemente, entram em tensão dialética, apontando direções diversas. Por essa razão, sua aplicação se dá mediante ponderação. Diante do caso concreto, o intérprete irá aferir o peso de cada princípio.

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e) As regras são normas que ordenam que algo seja realizado, na maior medida possível, dentro das possibilidades jurídicas e reais existentes e, por isso, são consideradas mandados de otimização, caracterizando-se pela possibilidade de serem cumpridas em diferentes graus.

Comentários:

Letra A - Errado. Esse é o conceito de regra: relatos objetivos, descritivos de determinadas condutas, que são aplicáveis a um conjunto delimitado de situações.

Letra B - Errada. As regras que são "ou tudo ou nada", os princípios podem conviver com os outros comportando diferentes graus de concretização.

Letra C - Errada. Mais uma disposição aplicável às regras.

Letra D - PERFEITO!!!

Letra E - Errada. Os princípios são os mandados de otimização, as regras são as definidoras de condutas.

Gabarito: Letra D.

Eficácia e aplicabilidade das normas

Eficácia é a capacidade que uma norma tem para produzir efeitos, o grau de eficácia das normas constitucionais é um dos temas mais controversos da doutrina, mas para nosso objetivo, as considerações abaixo serão suficientes.

Doutrina clássica x Normas Programáticas:

A doutrina clássica, de Rui Barbosa, baseada na doutrina norte-

americana, dividia as normas em auto-aplicáveis (auto-executáveis)

e não auto-aplicáveis (não auto-executáveis), estas, diferentemente das primeiras exigiam a complementação do legislador para produzirem efeitos.

Essa classificação, atualmente, não costuma ser aceita no Brasil.

Em que pese tal fato, algumas bancas, costumam cobrar o conceito

de não auto-aplicáveis em associação às normas programáticas. As normas programáticas são aquelas que definem planos de ação para

o Estado, como combater a pobreza, a marginalização e os direitos

sociais do art. 6º. As normas programáticas possuem o que se chama de eficácia diferida, ou seja, sua aplicação se dará ao longo do tempo, na medida em que forem sendo concretizadas.

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Eficácia e aplicabilidade segundo a José Affonso da Silva:

Essa é a doutrina majoritária, a mais cobrada em concursos. Divide em 3 tipos as normas:

1- Eficácia Plena – Não necessitam de nenhuma ação do legislador para que possam alcançar o destinatário, e por isso são de aplicação direta e imediata, pois independem de uma lei que venha mediar os seus efeitos. As normas de eficácia plena também não admitem que uma lei posterior venha a restringir o seu alcance.

Ex.: Ninguém poderá ser compelido a associar-se ou permanecer associado (CF, art. 5º, XX).

2- Eficácia Contida - É aquela norma que, embora não precise de qualquer regulamentação para ser alcançada por seus receptores - também tem aplicabilidade direta e imediata, não precisando de lei para mediar os seus efeitos -, poderá ver o seu alcance restringido pela superveniência de uma lei infraconstitucional. Enquanto não editada essa lei, a norma permanece no mundo jurídico com sua eficácia de forma plena, porém no futuro poderá ser restringida pelo legislador infraconstitucional. Ex.: É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendida às qualificações profissionais que a lei estabelecer (CF, art. 5º, XIII). Ou seja, As pessoas podem exercer de forma plena qualquer trabalho, ofício ou profissão, salvo se vier uma norma estabelecendo certos requisitos para conter essa plena liberdade.

Observação: Em regra, as normas de eficácia contida são passíveis de restrição por leis infraconstitucionais, porém, também se manifestam como normas de eficácia contida as normas onde a própria constituição estabelece casos de relativização. Exemplo disto é o direito de reunião que pode ser restringido no caso de Estado de Sítio ou Defesa. Ou ainda, o direito de propriedade, que é relativizado pela norma da desapropriação e pela necessidade do cumprimento da função social. A doutrina ainda considera que certos preceitos ético-jurídicos como a moral, os bons costumes e etc. também podem ser usados para conter as normas.

3- Eficácia Limitada - É a norma que, caso não haja regulamentação por meio de lei, não será capaz de gerar os efeitos para os quais foi criada, assim dizemos que tem aplicação indireta ou mediata, pois há a necessidade da existência de uma

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lei para “mediar” a sua aplicação. Como vimos, é errado dizer que não possui eficácia jurídica, ou que é incapaz de gerar efeitos concretos, pois desde logo manifesta a intenção dos legisladores constituinte, fornecendo conteúdo para ser usado na interpretação constitucional e é capaz de tornar inconstitucionais as normas infraconstitucionais que sejam com ela incompatíveis (daí se falar em eficácia negativa ou paralisante das normas de eficácia limitada). Desta forma, sua aplicação é mediata, mas sua eficácia jurídica (ou seja, seu caráter vinculante) é imediata. Ex.: O estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor (art. 5º, XXXII). Se a lei não estabelecesse o Código de Defesa do Consumidor, não se poderia aplicar essa norma por si só, ou, acaso as normas criadas pelo CDC não fossem favoráveis aos consumidores, seriam inconstitucionais por contrariar as normas de eficácia limitada que trata da matéria.

Observação: O prof. José Afonso da Silva, ainda divide as normas de eficácia limitada em dois grupos:

a) Normas de princípio programático - São as que direcionam a atuação do Estado instituindo programas de governo. Terão eficácia diferida e necessitam de atos normativos e administrativos para concretizarem os objetivos para quais foram criadas.

b) Normas de princípio institutivo - São as normas que trazem apenas um direcionamento geral, e ordenam o legislador a organizar ou instituir órgãos, instituições ou regulamentos, observando os direcionamentos trazidos. O professor ressalta as expressões "na forma da lei", "nos termos da lei", "a lei estabelecerá" e etc. como meios de identificação destas normas.

Observação: Baseado na doutrina do Professor Canotilho, ainda podemos classificar as normas programáticas como normas- fim, pois traduz uma finalidade a ser buscada pelo Poder Público.

traduz uma finalidade a ser buscada pelo Poder Público. 6. (CESPE/ AJ CNJ/ 2013) A norma

6. (CESPE/ AJ CNJ/ 2013) A norma programática vincula os

comportamentos públicos futuros, razão pela qual, no Brasil, todas as normas constitucionais são imperativas e de cumprimento obrigatório.

Comentários:

Correto, perfeito o enunciado do CESPE, as normas programáticas são imperativas e, apesar de terem eficácia diferida, são de cumprimento obrigatório. Gabarito: Correto.

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Eficácia e aplicabilidade segundo a Maria Helena Diniz:

A classificação das normas, segundo esta autora, muda pouco comparado a José Affonso da Silva. Maria Helena Diniz aborda mais um tipo em sua classificação: as normas de eficácia absoluta ou supereficazes. Assim, segundo ela, teriamos a seguinte classificação:

1- Eficácia absoluta ou supereficazes: seriam as clásulas pétreas (CF, art. 60 §4º), ou seja, as normas que não podem ser abolidas por emendas constitucionais. Para esta doutrina, as normas de eficácia absoluta sequer são suscetíveis de emendas constitucionais (este pensamento não é o seguido pelo STF, que aceita o uso das emendas constitucionais desde que usadas para fortalecer ou ampliar as cláusulas pétreas).

2- Eficácia plena = Eficácia plena de J.A. Silva

3- Eficácia relativa restringível = Eficácia contida de J.A. Silva

4- Eficácia relativa complementável = Eficácia limitada de J.A. Silva.

Normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais:

Art. 5º § 1º - As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.

Isso não quer dizer que sejam todas de eficácia plena, como já foi cobrado em concurso. É apenas um apelo para que se busque efetivamente aplicá-las e assim não sejam frustrados os anseios da sociedade.

Lembramos ainda que tanto as plenas como também as contidas possuem aplicação imediata.

Vamos propor um fluxograma para facilitar nossa vida nas questões sobre classificação das normas:

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Leia a norma com calma!

Pergunta 1 - Você consegue, só pelo que está ali escrito, aplicar o preceito?

só pelo que está ali escrito, aplicar o preceito? Sim Não Então, estamos diante de norma

Sim

Não

só pelo que está ali escrito, aplicar o preceito? Sim Não Então, estamos diante de norma

Então, estamos diante de norma que tem aplicação imediata! Mas a eficácia poderá ser plena ou contida.

Então, a norma tem aplicação mediata e será somente de eficácia limitada. Mas poderá ser programática ou de princípio institutivo.

Pergunta 2a - Existe a possibilidade de que, caso se edite uma lei, essa norma fique restringida?

Pergunta 2a - Existe a possibilidade de que, caso se edite uma lei, essa norma fique

Sim

Não

A norma é de eficácia contida A norma é de eficácia plena
A norma é de
eficácia contida
A norma é de
eficácia plena

Pergunta 2b - A norma busca traçar um plano de governo para direcionar o Estado, ou é uma norma que está ordenando a criação de órgãos, institutos ou regulamentos?

a criação de órgãos, institutos ou regulamentos? Traça um plano de governo Ordena a criação de

Traça um

plano de

governo

Ordena a

criação de

institutos,

órgãos ou

regulamentos

Ordena a criação de institutos, órgãos ou regulamentos A norma é de eficácia limitada e programática
A norma é de eficácia limitada e programática A norma é de eficácia limitada e
A norma é de
eficácia limitada
e programática
A norma é de
eficácia limitada
e definidora de
princípio
institutivo

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Normas de eficácia exaurida:

É o comum o uso do termo "normas de eficácia exaurida" para denominar aquelas normas presentes nos ADCT (atos transitórios) que já perderam o seu poder de produzir novos efeitos jurídicos. Por exemplo:

ADCT, Art. 2º. No dia 7 de setembro de 1993 o eleitorado definirá, através de plebiscito, a forma (república ou monarquia constitucional) e o sistema de governo (parlamentarismo ou presidencialismo) que devem vigorar no País.

ADCT, Art. 3º. A revisão constitucional será realizada após cinco anos, contados da promulgação da Constituição, pelo voto da maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional, em sessão unicameral.

Tais normas já produziram seus efeitos e, embora permaneçam no corpo da Constituição, não têm papel prático na atualidade ou no futuro. Diz-se que possuem "aplicabilidade esgotada".

7. (CESPE/Analista Processual- MPU/2010) As normas de

eficácia contida permanecem inaplicáveis enquanto não advier normatividade para viabilizar o exercício do direito ou benefício que consagram; por isso, são normas de aplicação indireta, mediata ou diferida.

Comentários:

As normas de eficácia contida possuem aplicação imediata, tais quais as normas plenas. A única diferença é que poderão ser restringidas em seu alcance. Gabarito: Errado.

8. (CESPE/Analista Processual- MPU/2010) As normas constitucionais de eficácia limitada são desprovidas de normatividade, razão pela qual não surtem efeitos nem podem servir de parâmetro para a declaração de inconstitucionalidade.

Comentários:

A norma de eficácia limitada desde logo manifesta a intenção dos legisladores constituinte, fornecendo conteúdo para ser usado na interpretação constitucional e é capaz de tornar inconstitucionais as normas infraconstitucionais que sejam com ela incompatíveis. Desta forma, sua aplicação é mediata, mas sua eficácia jurídica (ou seja, seu caráter vinculante) é imediata.

Gabarito: Errado.

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9. (CESPE/Oficial de Inteligência- ABIN/2010) A revisão

constitucional realizada em 1993, prevista no ADCT, é considerada norma constitucional de eficácia exaurida e de aplicabilidade esgotada, não estando sujeita à incidência do poder reformador.

Comentários:

Segundo a doutrina e a jurisprudência do STF, a revisão constitucional (procedimento simplificado de modificação do texto da Constituição) só pode ocorrer uma única vez, já que seu objetivo era rapidamente reestabelecer uma possível instabilidade institucional provocada pela mudança de regime no Brasil (instabilidade esta que não ocorreu). Desta forma, não há mais motivos que justifiquem a feitura de um novo procedimento simplificado para revisão da Constituição, devendo-se seguir o procedimento especial de reforma, previsto no art. 60 da Constituição Federal.

Gabarito: Correto.

10. (CESPE/Analista Adm.- MPU/2010) O livre exercício de

qualquer trabalho, ofício ou profissão, desde que atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer, é norma constitucional de eficácia contida; portanto, o legislador ordinário atua para tornar exercitável o direito nela previsto.

Comentários:

A questão estava correta ao prever que é uma norma de eficácia contida, porém, a atuação do legislador infraconstitucional nesta espécie de norma não é para torná-la exercitável, mas sim para conter a plenitude de sua aplicação, já que as normas de eficácia contida possuem aplicação imediata, não necessitando de regulamentação infraconstitucional para produzir seus efeitos finalísticos.

Gabarito: Errado.

11. (CESPE/Técnico - MPU/2010) As normas de eficácia plena

não exigem a elaboração de novas normas legislativas que lhes completem o alcance e o sentido ou lhes fixem o conteúdo; por isso, sua aplicabilidade é direta, ainda que não integral.

Comentários:

Errada. A questão estava caminhando perfeita, até a última curva, quando disse "ainda que não integral". Ora, a norma é de eficácia plena, justamente porque a sua aplicação se dá com plenitude, ou seja, de forma integral. A questão então, acabou por definir o que seria uma norma de eficácia contida.

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Gabarito: Errado.

12. (CESPE/DPE-ES/2009) Normas constitucionais supereficazes ou com eficácia absoluta são aquelas que contêm todos os elementos imprescindíveis para a produção imediata dos efeitos previstos; elas não requerem normatização subconstitucional subsequente, embora sejam suscetíveis a emendas.

Comentários:

Trata-se de uma questão doutrinária. Esta classificação é oriunda da prof. Maria Helena Diniz, que assim define as normas que estão gravadas como "cláusulas pétreas".

Como vimos, para esta doutrina, as normas de eficácia absoluta sequer são suscetíveis de emendas constitucionais. Vimos também que este pensamento não é o seguido pelo STF, que aceita o uso das emendas constitucionais desde que usadas para fortalecer ou ampliar as cláusulas pétreas.

Como a questão é notadamente doutrinária, ela está errada, pois nos ditames da professora Maria Helena Diniz, essas normas não podem ser emendadas.

Gabarito: Errado.

13. (CESPE/Procurador-TCE-ES/2009) As normas constitucionais de eficácia limitada têm por fundamento o fato de que sua abrangência pode ser reduzida por norma infraconstitucional, restringindo sua eficácia e aplicabilidade.

Comentários:

Essa é a definição de eficácia contida. As normas de eficácia limitada sequer conseguem ser aplicáveis caso não exista lei para mediar os seus efeitos.

Gabarito: Errado.

14. (CESPE/TRT-17ª/2009) A disposição constitucional que prevê o direito dos empregados à participação nos lucros ou resultados da empresa constitui norma de eficácia limitada.

Comentários:

A Constituição assegura em seu art. 7º, XI, a participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e, excepcionalmente, participação na gestão da empresa, conforme definido em lei. Se não tivermos uma lei disciplinando como serão estas participações, elas

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não poderão ser aplicáveis. Assim, está correto dizer que trata-se de norma de eficácia limitada.

Gabarito: Correto.

Utilize o texto abaixo para as próximas 3 questões:

"A CF traz no seu artigo 5.º, entre outros, os seguintes incisos:

XIII — é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;

XXX — é garantido o direito de herança;

LXXVI — são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na

forma da lei:

a)

o registro civil de nascimento;

b)

a certidão de óbito".

15.

(CESPE/TJAA-STF/2008) A norma prevista no inciso XIII é

de eficácia contida, pois o direito ao exercício de trabalho, ofício ou profissão é pleno até que a lei estabeleça restrições a tal direito.

Comentários:

Perfeita definição do conceito. Enquanto não tivermos lei que faça a contenção da norma, é pleno o exercício das profissões.

Gabarito: Correto.

16. (CESPE/TJAA-STF/2008) O inciso XXX, que prevê o direito

de herança, é uma norma de eficácia limitada.

Comentários:

Trata-se de uma garantia constitucional inscrita como norma de eficácia plena, pois ainda que não tenha lei regulamentadora, é garantido que os descendentes recebam por herança aquilo que foi deixado pelos antecedentes.

Gabarito: Errado.

17. (CESPE/TJAA-STF/2008) O inciso LXXVI e suas alíneas

configuram normas programáticas, pois dizem respeito a um programa de governo relativo à implementação da gratuidade de certidões necessárias ao exercício de cidadania.

Comentários:

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As normas programáticas são aquelas que direcionam o Estado a agir em um determinado sentido, como buscar a dignidade da pessoa humana, garantir o direito à saúde e etc.

Tais normas seriam de eficácia limitada, mas não programáticas e sim definidoras de princípio institutivo. Por que Vítor?

Pois somente "na forma da lei" é que tais gratuidades serão garantidas, assim, precisa-se que elas sejam instituídas através de um diploma legal.

ok?

Gabarito: Errado.

18. (CESPE/Advogado-BRB/2010) No tocante à aplicabilidade,

de acordo com a tradicional classificação das normas constitucionais, são de eficácia limitada aquelas em que o legislador constituinte regula suficientemente os interesses concernentes a determinada matéria, mas deixa margem à atuação restritiva por parte da competência discricionária do poder público, nos termos em que a lei estabelecer ou na forma dos conceitos gerais nela previstos.

Comentários:

Essa é a definição de eficácia contida. As normas de eficácia limitada sequer conseguem ser aplicáveis caso não exista lei para mediar os seus efeitos. Já as contidas possuem aplicabilidade imediata, porém podem futuramente serem restringidas pelo legislador.

Gabarito: Errado.

19. (CESPE/TRE-MA/2009) A competência da União para

elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social constitui exemplo de norma constitucional programática.

Comentários:

Norma programática é aquela norma que estabelece um programa para atuação do governo. É uma norma cuja eficácia não se dá imediatamente, mas somente quando posto em prática o "programa" estabelecido. É o caso da norma em questão, presente no art. 21, IX, ela traz um direcionamento para ser trilhado pelo poder público federal.

Gabarito: Correto.

20. (CESPE/Analista-SERPRO/2008) O dispositivo constitucional

que afirma que a finalidade da ordem econômica é assegurar a todos

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uma existência digna, conforme os ditames da justiça social, seria um exemplo de norma programática.

Comentários:

Trata-se de uma norma que não tem nenhuma eficácia direta, mas sim ao longo do tempo, traçando direcionamentos para o poder público. É a chamada "norma-fim", estabelece uma finalidade a ser alcançada. Segundo a doutrina majoritária essas normas são classificadas como programáticas.

Gabarito: Correto.

Teoria Geral dos Direitos Fundamentais

Mas qual a diferença entre direitos e garantias?

Diz-se que direito é uma faculdade de agir, exercer, fazer ou deixar de fazer algo, uma liberdade positiva. As garantias não se referem às ações, mas sim às proteções que as pessoas possuem frente ao Estado ou mesmo frente às demais pessoas. Diz-se que as garantias são proteções para que se possa exercer um direito 1 .

José Afonso da Silva faz o delineamento da diferença com uma frase

os

exaustivamente usada pelas bancas de concurso: "Em suma (

direitos são bens e vantagens conferidos pela norma, enquanto as garantias são os meios destinados a fazer valer esses direitos, são instrumentos pelos quais se asseguram o exercício e o gozo daqueles

bens e vantagens" 2 .

)

21. (CESPE/Analista Processual - MPU/2010) Considerando que os direitos sejam bens e vantagens prescritos no texto constitucional e as garantias sejam os instrumentos que asseguram o exercício de tais direitos, a garantia do contraditório e da ampla defesa ocorre nos processos judiciais de natureza criminal de forma exclusiva.

Comentários:

A consideração inicial da questão está correta: direitos são bens e vantagens prescritos no texto constitucional e as garantias são os instrumentos que asseguram o exercício de tais direitos, é isso que importa neste momento. A questão erra ao dizer que a garantia do contraditório e da ampla defesa ocorre nos processos judiciais de natureza criminal de forma exclusiva. Veremos que o contraditório e

1 CRUZ, Vítor. Vou Ter que Estudar Direito Constitucional! E Agora? São Paulo: Método. 2011. Pg. 30. 2 Silva, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. São Paulo: Malheiros. pg. 412.

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a ampla defesa (CF, art. 5º, LV) são garantias asseguradas em qualquer processo judicial ou administrativo.

Gabarito: Errado.

22. (CESPE/Contador-AGU/2010) Embora se saliente, nas garantias fundamentais, o caráter instrumental de proteção a direitos, tais garantias também são direitos, pois se revelam na faculdade dos cidadãos de exigir dos poderes públicos a proteção de outros direitos, ou no reconhecimento dos meios processuais adequados a essa finalidade.

Comentários:

É isso aí

Essa é uma questão doutrinária. Nos mostra o papel das

garantias constitucionais: “exigir dos poderes públicos a proteção de

outros direitos (

adequados a essa finalidade”.

Gabarito: Correto.

e) reconhecimento dos meios processuais

Qual o campo de abrangência da expressão "Direitos e
Qual o campo de abrangência da expressão "Direitos e

Qual o campo de abrangência da expressão "Direitos e

Qual o campo de abrangência da expressão "Direitos e Garantias Fundamentais?

Garantias Fundamentais?

Qual o campo de abrangência da expressão "Direitos e Garantias Fundamentais?

A

Constituição Federal de 1988 estabeleceu cinco espécies de direitos

e

garantias fundamentais:

1ª - direitos e deveres individuais e coletivos (CF, art. 5º);

2ª - direitos sociais (CF, art. 6º ao 11);

3ª - direitos de nacionalidade (CF, art. 12 e 13);

4ª - direitos políticos (CF, art. 14 a 16); e

5ª - direitos relativos à existência e funcionamento dos partidos políticos (CF, art. 17).

Importante ainda é salientar que esses direitos e garantias não se constituem em uma relação fechada, exaustiva, mas em um rol exemplificativo, aberto para novas conquistas e reconhecimentos futuros.

Art. 5º, § 2º - Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.

Por este motivo a doutrina faz a seguinte classificação:

Direitos Formalmente Fundamentais São todos Direitos Fundamentais que se encontram arrolados do art. 5º ao art. 17 da

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Constituição. A Constituição expressamente estabeleceu tais direitos sob o título de “Direitos Fundamentais”.

Direitos Materialmente Fundamentais São os Direitos que, independentemente de onde estão elencados, possuem conteúdo de direito fundamental, protegendo os particulares contra o arbítrio do Estado. Exemplo: as limitações ao poder de tributar do art. 150 da Constituição.

23. (CESPE/TJAA-STM/2011) Os direitos e as garantias expressos na Constituição Federal de 1988 (CF) excluem outros de caráter constitucional decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, uma vez que a enumeração constante no artigo 5.º da CF é taxativa. Comentários:

Não, trata-se de um rol aberto, não taxativo, já que segundo o art. 5º §2º, eles não excluem outros direitos e garantias decorrentes dos regimes e princípios adotados pela constituição ou decorrentes de tratados internacionais em que o Brasil seja parte. Gabarito: Errado.

24. (CESPE/MMA/2009) Os direitos e garantias fundamentais

encontram-se destacados exclusivamente no art. 5º do texto constitucional.

Comentários:

Primeiramente, o art. 5º da CF diz respeito apenas aos direitos e deveres individuais e coletivos, os direitos fundamentais estão expressamente elencados do art. 5º ao 17. Além disso, o rol de direitos fundamentais expressos não é um rol taxativo, pois por força do art. 5º §2º, não excluem os direitos e garantias decorrentes dos regimes e princípios adotados pela constituição ou decorrentes de tratados internacionais em que o Brasil seja parte.

Existem, inclusive, diversos outros direitos e garantias individuais que estão espalhados ao longo do texto constitucional, como, por exemplo, as limitações ao poder de tributar do art. 150.

Gabarito: Errado.

25. (CESPE/Auditor Interno - AUGE-MG/2009) Nosso sistema

constitucional estabelece um rol exaustivo de direitos e garantias

fundamentais, razão pela qual eles não podem ser ampliados além daqueles constantes do art. 5.º da CF.

Comentários:

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O rol é exemplificativo. Pode ser ampliado.

Gabarito: Errado.

A doutrina costuma salientar que: embora "direitos humanos" e "direitos fundamentais" sejam termos comumente utilizados como sinônimos, a distinção ocorre pelo fato de que o termo "direitos humanos" é de aspecto universal, supranacional, enquanto "direitos fundamentais" são aqueles direitos do ser humano que foram efetivamente reconhecidos e positivados na Constituição de um determinado Estado.

A doutrina também costuma elencar como características destes direitos:

costuma elencar como características destes direitos: • historicidade e mutabilidade - São históricos porque

historicidade e mutabilidade - São históricos porque que foram conquistados ao longo dos tempos. Esse caráter histórico também remete a uma idéia cíclica de nascimento, modificação

e desaparecimento, o que nos impede de considerar tais direitos como imutáveis.

inalienabilidade - pois são intransferíveis e inegociáveis;

invocados

independentemente de lapso temporal, eles não prescrevem com o tempo;

irrenunciabilidade - podem até não estar sendo exercidos, mas não poderão ser renunciados;

universalidade - são aplicáveis a todos, sem distinção.

relatividade ou limitabilidade - Os direitos fundamentais não são absolutos, são relativos, pois existem limites ao seu exercício. Este limite pode ser de ordem constitucional (decretação de Estado de Sítio ou de Defesa) ou encontrar-se

imprescritibilidade -

podem

ser

no dever de respeitar o direito da outra pessoa.

indivisibilidade, concorrência e complementaridade - Os direitos fundamentais formam um conjunto que deve ser garantido como um todo, e não de forma parcial. Um direito não excluiu o outro, eles são complementares, se somam, concorrendo para dotar o indivíduo da ampla proteção;

Interdependência - Pode ser empregada em dois sentidos:

1º - Em um primeiro momento levaria à noção de indivisibilidade, já que a garantia de um direito fundamental dependeria da garantia conjunta de outro direito fundamental (exemplo: não se pode querer garantir os direitos sociais, sem garantir os direitos econômicos);

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2º - Em uma segunda acepção também é lembrada como a relação que deve existir entre as normas (sejam elas constitucionais ou infraconstitucionais) e os direitos fundamentais, de forma que as primeiras (normas constitucionais e infraconstitucionais) devem traçar os caminhos para que efetivamente se concretizem tais direitos.

26. (CESPE/OAB-Nacional/2007) Os direitos fundamentais são

relativos e históricos, pois podem ser limitados por outros direitos fundamentais e surgem e desaparecem ao longo da história humana.

Comentários:

Exatamente. Entre as diversas características dos direitos fundamentais, temos a historicidade e a relatividade.

Gabarito: Correto.

27. (IADES/Analista

Direitos e Garantias fundamentais, assinale a alternativa correta.

(A) Os direitos fundamentais

determinado tempo, pois há um lapso temporal que limita sua

exigibilidade.

(B) A interdependência diz respeito à relação entre normas constitucionais e infraconstitucionais com os direitos fundamentais, devendo as segundas zelar pelo alcance dos objetivos previstos nas primeiras.

(C) A característica da complementaridade, refere-se à interpretação conjunta dos direitos fundamentais objetivando sua realização de forma parcial.

(D) A inalienabilidade dos direitos fundamentais caracteriza-se pela impossibilidade de negociação dos mesmos, tendo em vista não possuírem conteúdo patrimonial.

Comentários:

Letra A - Errado. Os direitos fundamentais são imprescritíveis, logo independem de lapso temporal para serem exigidos.

Letra B - Errado. Segundo a interdependência dos direitos fundamentais, não são as normas infraconstitucionais que devem zelar pelas normas constitucionais, mas sim, ambas as espécies normativas (constitucionais e infraconstitucionais), devem zelar pelo efetivo cumprimento dos direitos fundamentais.

Letra

realização de forma parcial". Tá errado! A realização tem que ser conjunta.

Jurídico

-

CFA/2010)

Sobre

o

tema

podem ser reclamados em um

C

Errado. Olha

o

que

a questão fala: "objetivando sua

-

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Letra D - Correto. Os direitos fundamentais são inegociáveis, inalienáveis, não são bens!

Gabarito: Letra D.

É importante salientar que estes direitos não se restringem a particulares, podendo, alguns, ser ga- rantidos também a pessoas jurídicas, até mesmo de direito público, como, por alguns, ser ga- rantidos também a pessoas jurídicas, até mesmo de direito público, como, por exemplo, o direito de propriedade.

É importante que citemos ainda que a pessoa jurídica

faz jus inclusive ao direito à honra, ou seja, à sua

Na jurisprudência do STJ -

Súmula nº 227: “A pessoa jurídica pode sofrer dano moral”.

28. (CESPE/MPS/2010) De acordo com a sistemática de direitos

e garantias fundamentais presente na CF, as pessoas jurídicas de direito público podem ser titulares de direitos fundamentais.

Comentários:

Os direitos fundamentais não são aplicáveis somente aos particulares, alguns deles podem ser garantidos também a pessoas jurídicas, até mesmo de direito público, como o direito de propriedade.

Gabarito: Correto.

público, como o direito de propriedade. Gabarito: Correto. reputação, bom nome 29. (CESPE/Analista Administrativo -

reputação, bom nome

29. (CESPE/Analista Administrativo - MPU/2010) Sendo os

direitos fundamentais válidos tanto para as pessoas físicas quanto para as jurídicas, não há, na Constituição Federal de 1988 (CF), exemplo de garantia desses direitos que se destine exclusivamente às pessoas físicas.

Comentários:

Em uma primeira visão, os destinatários dos direitos fundamentais são as pessoas físicas. Porém, percebe-se que alguns princípios são também extensíveis as jurídicas. Nem todo direito fundamental, porém, pode ser exercido por pessoas jurídicas, como por exemplo o direito de "ir e vir" ou de "que os presos permaneçam com os filhos durante a amamentação". Assim, alguns direitos fundamentais são, logicamente, inviáveis de serem exercidos por pessoas jurídicas.

Gabarito: Errado.

30. (CESPE/Analista TJRJ/2008) O direito fundamental à honra

se estende às pessoas jurídicas.

Comentários:

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Exato. Honra se refere ao bom nome, reputação e etc

difamar o nome de uma grande empresa como a Coca-cola, Pepsi e etc. para ver o que acontece

Gabarito: Correto.

Historicamente, estes direitos se constituem em uma conquista de uma proteção do cidadão em face do poder autoritário do Estado (daí serem classificado como elementos limitativos da Constituição). Porém, atualmente, já se vislumbra o uso de tais direitos nas relações entre os próprios particulares, no que chamamos de eficácia horizontal dos direitos fundamentais. Desta forma, temos:

Vá você

dos direitos fundamentais. Desta forma, temos: Vá você Eficácia vertical Proteção do particular em face do

Eficácia vertical

Proteção do particular em face do Estado.

Eficácia horizontal

Proteção do particular em face de outro particular.

31. (CESPE/Analista - TRT 9ª/2007) Os direitos e garantias fundamentais não se aplicam às relações privadas, mas apenas às relações entre os brasileiros ou os estrangeiros residentes no país e o próprio Estado.

Comentários:

Está incorreto, pois atualmente se reconhece a eficácia horizontal dos direitos fundamentais. Gabarito: Errado.

32. (CESPE/AJEM-TJDFT/2008) A retirada de um dos sócios de

determinada empresa, quando motivada pela vontade dos demais, deve ser precedida de ampla defesa, pois os direitos fundamentais não são aplicáveis apenas no âmbito das relações entre o indivíduo e o Estado, mas também nas relações privadas. Essa qualidade é denominada eficácia horizontal dos direitos fundamentais.

Comentários:

Isso aí. Ainda que no âmbito dos poderes privados, os direitos fundamentais devem ser respeitados.

Gabarito: Correto.

É comum que a doutrina classifique os direitos fundamentais em dimensões, principalmente em 1ª, 2ª e 3ª dimensões (antes o termo usado era gerações, mas atualmente o uso deste termo é repudiado pelo fato de induzir ao pensamento de que uma geração acabaria por

de induzir ao pensamento de que uma geração acabaria por 21 Prof. Vítor Cruz e Rodrigo

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substituir a outra - o que é incorreto - e, ainda, que os direitos foram conquistados exatamente na ordem exposta, o que não é exatamente verdade em muitos países).

É importante que revisemos aqui um pouco da "evolução do Estado" para entendermos melhor a questão dos direitos fundamentais:

"Junto com o constitucionalismo temos a evolução do conceito de Estado. Com a Revolução Francesa e pela Independência dos Estados Unidos temos o início do Estado Liberal, já que se asseguraram as liberdades individuais, que vieram a ser chamadas de "direitos de primeira geração". Segundo os conceitos do liberalismo, o homem é naturalmente livre, então, buscou-se limitar o poder de atuação dos Estados para dotar de maior força a autonomia privada e deixar o Estado apenas como força de harmonização e consecução dos direitos.

Na Constituição mexicana de 1917 e na de Weimar (Alemanha) em 1919, que nascem logo após a 1ª Guerra Mundial, temos um estilo de Constituição que prega não mais os direitos individuais em sentido estrito, mas uma visão mais ampla, do indivíduo em sociedade. Não podemos associá-la, do ponto de vista histórico, ao conceito de “constituição liberal” expresso pela Revolução Francesa. Ela vai além do “Estado liberal”. A Constituição Mexicana de 1917 passa a trazer em seu texto mais do que simples liberdades (direitos de 1ª geração - liberdades individuais - direitos políticos e civis). Ela traz os direitos econômicos, culturais e sociais (direitos de segunda geração - relacionados à igualdade), surgindo então o conceito de “Estado Social”. Desta forma, possui como característica a mudança da concepçào de constituição sintética para uma constituição analítica, mais extensa, capaz de melhor conter os abusos da discricionariedade. Aumenta assim a intervenção do Estado na ordem econômica e social, dizendo-se que a democracia liberal-econômica passa a ser substituída pela democracia social.

Esse estado social é superado com o fim da 2ª Guerra Mundial, temos então o surgimento do Estado Democrático de Direito marcado pelas iniciativas relacionadas à solidariedade e aos direitos coletivos".

Grosso modo, podemos fazer uma correlação de que forma esses direitos foram surgindo e a fase pela qual o mundo passava. Vejamos:

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Fase

Marco

Dimensão

Direitos

Marco

no

Mundial

dos

Brasil

direitos

Estado

Revolução

Liberdade:

 

Incipiente

Liberal

Francesa e

Direitos

políticos

civis

na CF/1824

Independê

e

e

ncia

dos

 

fortalecido

EUA

 

na CF/1891

Estado

Pós

Igualdade:

 

CF/1934

Social

Guerra

Direitos

Sociais,

Mundial

-

Constituiçã

o Mexicana

Econômicos

Culturais.

e

(1917)

e

 

Weimar

(1919).

Estado

Pós

Solidariedade

 

CF/1988

Democrático

Guerra

(fraternidade):

Mundial.

Direitos coletivos e difusos.

Pulo do Gato: • As dimensões estão na ordem do lema da Revolução Francesa: liberdade,
Pulo do Gato:
• As dimensões estão na ordem do lema da Revolução
Francesa: liberdade, igualdade, e fraternidade.
• Os direitos Políticos são os de Primeira dimensão.
• Os direitos Sociais, Econômicos e Culturais (SEC - Lembre-
se de "second") são os de segunda dimensão.
• Os direitos de “Todos” (difusos e coletivos) – seriam os de
Terceira dimensão.

A primeira dimensão dos direitos são as chamadas liberdades negativas, clássicas ou formais, pois foram as primeiras conquistas de libertação do povo em face do Estado. Eram protetoras. Eram formais pois via o homem como um ser genérico, abstrato, todos iguais, mas sem enxergar as verdadeiras diferenças materiais

(econômica, cultural

A segunda dimensão reflete a busca da igualdade material, é também o que se chama das liberdades positivas, pois pressupõem não só uma proteção individual em face do Estado, mas uma efetiva

)

entre as pessoas.

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ação estatal para que se concretizassem a igualdade econômica, social e cultural.

A terceira dimensão enxerga o homem em sociedade. Desta forma, se preocupa com os direitos coletivos (pertencentes a um grupo determinado de pessoas) e os direitos difusos (pertencentes a uma coletividade indeterminada). São exemplos destes direitos o direito à paz, ao meio ambiente equilibrado, ao progresso e desenvolvimento, o direito de propriedade ao patrimônio comum da humanidade, o direito de comunicação, entre outros.

Nesta 3ª dimensão podemos incluir ainda o que se chama de "direitos republicanos". Estes seriam os direitos do cidadão pensando no patrimônio público comum (res publica - coisa pública). Assim, o cidadão age ativamente para defender as instituições da sociedade reprimindo danos ao meio ambiente, ao patrimônio histórico-cultural, praticas de corrupção, nepotismo, e imoralidades administrativas. O principal instrumento deste exercício é a ação popular que veremos à frente.

Questões sobre dimensões/gerações dos direitos:

33. (CESPE/Promotor-MPE-RO/2010) Direitos humanos de terceira geração, por seu ineditismo e pelo caráter de lege ferenda que ainda comportam, não recebem tratamento constitucional.

Comentários:

Por "lege ferenda" entenda-se como algo ainda sem vigor, que será aplicado no futuro. Está errada a assertiva já que os direitos de "terceira geração" são os direitos coletivos e difusos e estão positivados na Constituição Federal. Gabarito: Errado.

34. (CESPE/DPE-ES/2009) Os direitos de primeira geração ou dimensão (direitos civis e políticos) — que compreendem as liberdades clássicas, negativas ou formais — realçam o princípio da igualdade; os direitos de segunda geração (direitos econômicos, sociais e culturais) — que se identificam com as liberdades positivas, reais ou concretas — acentuam o princípio da liberdade; os direitos de terceira geração — que materializam poderes de titularidade coletiva atribuídos genericamente a todas as formações sociais — consagram o princípio da solidariedade.

Comentários:

Inverteram-se os princípios referentes à primeira e segunda gerações. A primeira dimensão materializa a liberdade, já a igualdade é referente à segunda dimensão.

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Gabarito: Errado.

35. (CESPE/Advogado - CEHAP/2009) A evolução cronológica

do reconhecimento dos direitos fundamentais pelas sociedades modernas é comumente apresentada em gerações. Nessa evolução, o direito à moradia está inserido nos direitos fundamentais de terceira geração, que são os direitos econômicos, sociais e culturais, surgidos no início do século XX.

Comentários:

Opa!!!

Os direitos sociais, econômicos e

Obrigado Vítor não esqueço mais

culturais são direitos de segunda geração e não de terceira (esta

geração é marcada pelos direitos coletivos e difusos).

Gabarito: Errado.

36. (CESPE/Analista - DPU/2010) Acerca dos direitos sociais,

assinale a opção correta.

a) O cerceamento à liberdade de expressão é uma clara afronta aos

direitos sociais capitulados na CF.

b) Os direitos sociais são exemplos típicos de direitos de 2.ª geração.

c) O direito à vida e o direito à livre locomoção são exemplos de

direitos sociais.

d) Os direitos sociais são exemplos de liberdades negativas.

e) Os direitos sociais contemplados na CF, pela sua natureza, só podem ser classificados como direitos fundamentais de eficácia plena, não dependendo de normatividade ulterior.

Comentários:

não dependendo de normatividade ulterior. Comentários: Olha o SEC ond aí denovo Gabarito é a letra

Olha

o SECond aí denovo

Gabarito é a letra B !!!

Vamos analisar o resto:

Letra A - Errado. Trata-se de direito individual, não social.

Letra C - Errado. Mais uma vez, são individuais, não sociais.

Letra D - Errado. As liberdades negativas são os direitos individuais, são uma proteção. Os direitos sociais são "positivos" (necessitam que se faça uma ação).

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Letra E - Errado. Os direitos sociais são em regra de eficácia LIMITADA, precisam que se façam leis e ações administrativas para que possam ser concretizados.

Gabarito: Letra B.

37. (CESPE/Analista - DPU/2010) Os direitos políticos são exemplos típicos de direitos de 3.ª geração Comentários:

Os direitos Políticos são de Primeira geração ou dimensão, da mesma

forma que os civis.

Gabarito: Errado.

38. (CESPE/DETRAN-DF/2009) O direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado é considerado direito fundamental de terceira geração.

Comentários:

Exato, trata-se de um direito difuso, preocupado com o homem em sociedade, sendo assim, de terceira dimensão.

Gabarito: Correto.

Questões sobre a evolução dos direitos fundamentais:

39. (FCC/Procurador - PGE-PE/2004) Segundo a doutrina, a chamada teoria liberal dos direitos fundamentais tem como raízes filosóficas e jurídicas

a) as doutrinas socialistas do século XIX.

b) a doutrina social da Igreja.

c) as doutrinas do contrato social e os princípios do direito natural

positivados em Constituição.

d) a noção de Estado como criador da liberdade.

e) as doutrinas sobre solidariedade e internacionalização dos direitos

humanos.

Comentários:

O pensamento iluminista que pregava o liberalismo através de

direitos naturais do homem, e a teoria do pacto social de rousseau

fora os principais antecedentes do Estado Liberal de Direito, que positivou os direitos de primeira dimensão.

Gabarito: Letra C.

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40. (ESAF/PGFN/2007) Apenas com o processo de redemocratização do país, implementado por meio da Constituição de 1946, é que tomou assento a ideologia do Estado do Bem-Estar Social, sob a influência da Constituição Alemã de Weimar, tendo sido a primeira vez que houve inserção de um título expressamente destinado à ordem econômica e social.

Comentários:

A questão estaria perfeita se dissesse 1934 em vez de 1946.

Gabarito: Errada.

Teoria dos limites e o núcelo essencial dos direitos
Teoria dos limites e o núcelo essencial dos direitos

Teoria dos limites e o núcelo essencial dos direitos

Teoria dos limites e o núcelo essencial dos direitos fundamentais:

fundamentais:

Teoria dos limites e o núcelo essencial dos direitos fundamentais:

É pacífico, na doutrina e na jurisprudência, que os direitos e garantias

fundamentais não são absolutos, todos eles são relativos. Diz-se que são relativos, pois estão sujeitos a restrições, tais restrições ora serão impostas pelo legilslador (nos casos em que a Constituição autorize, expressa ou implicitamente), ora serão impostas por outros direitos que poderão com eles colidir no caso concreto, devendo, neste caso, ser harmonizados, para descobrir qual prevalecerá, o intérprete (juiz) fará então uso do princípio da harmonização (ou concordância prática, ou ainda ponderação de interesses). Permite-se, então, para se proteger o teor de certos direitos fundamentais, que o legislador crie restrições a algum desses direitos. Essas restrições legais deverão decorrer de autorização da Constituição, porém, estas autorizações podem estar expressas na Constituição (limitações expressamente constitucionais) ou de forma implícita (limitações tacitamente constitucionais). Quando a Constituição permite a restrição de um direito através de lei, surge o que a doutrina chama de "reserva legal". Ou seja, reservou-se à lei o direito de estabelecer uma limitação. Essa reserva legal será chamada de:

Reserva legal simples - quando a Constituição se limita a

autorizar a restrição (Ex. Art. 5º VII - é assegurada, "nos termos da lei", a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva); ou

Reserva legal qualificada - quando, além de autorizar a

restrição, a Constituição estabelece o que a lei fará (Ex. Art. 5º, XII -

autoriza que a lei venha a trazer hipóteses de interceptação telefônica, mas somente para atender aos fins de investigação criminal ou instrução processual penal).

É importante salientar que o legislador possui limites no seu exercício

de limitação do direito fundamental, o que se tem chamado de os "limites dos limites". E qual seria tal limite? Seria a preservação do "núcleo essencial" do direito fundamental.

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O núcleo essencial é a essência do direito fundamental, o seu conteúdo intocável, protegido de forma que o direito o qual está sofrendo a restrição não fique descaracterizado e perca a sua efetividade. Embora não seja expresso na Constituição, a doutrina e a jurisprudência, adotam a proteção ao núcleo essencial como implícito em nosso ordenamento jurídico. Segundo a doutrina, podemos basicamente estabelecer 2 teorias sobre o núcleo essencial dos direitos fundamentais:

Teoria Absoluta - Independente do caso concreto, o núcleo

existencial, ou seja, o limite imposto será sempre o mesmo, fixo.

Teoria Relativa - Deve-se observar o caso concreto para só então verificar qual será o limite de restrição.

41. (CESPE/Agente-Hemobrás/2008) A teoria dos limites dos

limites serve para impor restrições à possibilidade de limitação dos direitos fundamentais.

Comentários:

É exatamente isso. Sabemos que os direitos fundamentais não são absolutos, são relativos já que podem sofrer limitações. Essas limitações também sofrem restrições, o chamado "limites dos limites".

Gabarito: Correto.

42. (ESAF/PGFN/2007) O direito de livre locomoção (é livre a

locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens) pode sofrer restrição, conforme previsto na Constituição, por meio da chamada reserva legal qualificada.

Comentários:

Seria uma reserva legal "simples" pois a Constituição limitou-se a prever que será "nos termos da lei" sem se preocupar em dizer quais seriam estes termos.

Gabarito: Errado.

43. (ESAF/ATRFB/2009) A Constituição Federal de 1988 previu expressamente a garantia de proteção ao núcleo essencial dos direitos fundamentais. Comentários:

Essa garantia é implícita e não expressa. Segundo a doutrina, o respeito ao núcleo essencial dos direitos fundamentais existe em nosso ordenamento de forma implícita e respaldado pela doutrina e

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pela jurisprudência, principalmente no princípio da proporcionalidade

e razoabilidade, é a teoria dos "limites dos limites". Sabemos que

nenhum direito fundamental é absoluto, porém, eles não podem ser limitados indiscriminadamente, o núcleo essencial implica uma limitação ao legislador e ao aplicador da lei, que deve ser respeitada. Este cerne mínimo do direito a lei não pode violar, senão será inconstitucional.

Gabarito: Errado.

44. (ESAF/ATRFB/2009) Quanto à delimitação do conteúdo essencial dos direitos fundamentais, a doutrina se divide entre as teorias absoluta e relativa. De acordo com a teoria relativa, o núcleo essencial do direito fundamental é insuscetível de qualquer medida restritiva, independentemente das peculiaridades que o caso concreto possa fornecer. Comentários:

A teoria relativa é a que defende que o delineamento do núcleo

essencial dependerá da análise do caso concreto.

Gabarito: Errado.

Dimensão

Subjetiva

X

Dimensão

Objetiva

dos

Direitos

Fundamentais:

 

A doutrina atual do Direito Constitucional aceita uma visão dos

Direitos Fundamentais sob duas diferentes óticas:

Dimensão subjetiva – é a visão clássica dos Direitos Fundamentais. Consiste em enxergá-los como um direito da pessoa em face do Estado, o qual deve exercer um papel negativo (abstenção de intervir para que não viole os direitos previstos, notadamente os direitos e garantias individuais) ou positivo (prestações que o Estado faz para as pessoas de forma a garantir condições mais dignas de sobrevivência, notadamente os direitos sociais).

Dimensão objetiva – É a nova visão, onde os Direitos Fundamentais devem ser enxergados não só sob a ótica dos “direitos das pessoas frente ao Estado”, mas como enunciados que contém alta carga valorativa. Valores, princípios, regras que norteiam a aplicação do ordenamento jurídico e assumem um papel central no constitucionalismo. Podemos desmembrá-la da seguinte forma 3 :

3 Sobre o tema: DIMOULIS, Dimitri; MARTINS, Leonardo. Teoria Geral dos Direitos Fundamentais. 2ª tiragem. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2008, e BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. 21ª edição. São Paulo: Malheiros, 2007.

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1- Direitos fundamentais não são meros enunciados, são valores, princípios, possuem carga axiológica que deve ser usada para fins de aplicação, ainda que não estejam sendo titularizados por uma pessoa específica.

2- Os direitos fundamentais se “irradiam” pelo ordenamento jurídico levando a uma ideia de “interpretação conforme os direitos fundamentais”. O Estado passa ainda a ter um dever de proteção dos valores contidos em tais direitos.

3- Eles possuem aplicação imediata, devendo sempre que possível serem aplicados “de pronto”.

4- Os direitos fundamentais possuem caráter mandamental, imperativo e, em especial aqueles de prestações positivas, como os Direitos Sociais, possuem eficácia dirigente, enunciando normas que impõem uma efetiva atuação do Estado, legislativa e administrativa, com o fim de regulamentá-los e concretizá-los.

5- Os direitos fundamentais podem ser reciprocamente condicionados, uns pelos outros, para que seja viável o convívio em sociedade. Lembrando que nesse condicionamento (harmonização, conformação), restringem-se direitos, mas devem ser preservados, ao menos, os núcleos essenciais de cada um.

6- Surge a ideia de que tais direitos devem ser enxergados com eficácia horizontal (proteção do indivíduo em face dos outros indivíduos).

45. (FCC/PGE-RO/2011) Dentre as características da perspectiva

objetiva dos direitos fundamentais, compreende-se:

a) o conjunto de metas traçadas com fins diretivos de ações positivas

dos poderes públicos, com o fim de outorgar-lhes eficácia dirigente.

b) a representação dos interesses individuais sob a ótica negativa perante o Poder Público.

c) ter sempre a natureza princípio, nunca de regra.

d) impossibilitar a agregação do ponto de vista axiológico da comunidade em sua interpretação.

e) não há dimensão objetiva na esfera dos direitos fundamentais, os

quais têm como característica defender de forma singular o espaço de liberdade individual.

Comentário:

Letra A – Correta. Um dos aspectos da dimensão objetiva é justamente esse, os Direitos Fundamentais formam um conjunto de metas traçadas com fins diretivos de ações positivas dos poderes públicos, com o fim de outorgar-lhes eficácia dirigente.

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Letra B – Errado. A representação dos interesses individuais sob a ótica negativa perante o Poder Público, é a visão clássica dos Direitos Fundamentais, ou seja, a sua dimensão subjetiva.

Letra C – Errado. Eles passam a assumir caráter valorativo, principiológico, mas não podemos dizer que nunca enunciarão uma regra a ser seguida.

Letra D – Errado. O correto seria “possibilitar” a agregação do ponto de vista axiológico da comunidade em sua interpretação.

Letra E – Errado. Viajou

Gabarito: Letra A.

46. (TRT 23ª/Juiz do Trabalho – TRT 23ª/2011) no que concerne à teoria dos direitos fundamentais, assinale a alternativa correta:

a) Os direitos fundamentais foram concebidos para regular a relação do individuo com o estado, como direitos de proteção contra o arbítrio, de modo que, mesmo na atualidade, direitos clássicos como a igualdade não tem aplicação nas relações jurídicas entre particulares.

b) A consagração da dignidade da pessoa humana na constituição de 1988 como principio fundamental da república (art. 1) e não como expresso direito fundamental típico (art. 5) significa que dele não podem ser deduzidas posições jurídico-fundamentais, mormente de natureza subjetiva, mesmo porque não é licito reconhecer direitos e garantias não expressos na constituição de 1988, nem mesmo se decorrentes dos princípios por ela adotados.

c) O catalogo dos direitos fundamentais na constituição de 1988 cinge-se àqueles previstos nos arts. 5 e 8 da Carta.

d) O reconhecimento de uma dimensão objetiva dos direitos fundamentais significa que tais direitos irradiam seus efeitos pelo ordenamento jurídico (eficácia irradiante, no sentido de que, na sua condição de direito objetivo, os direitos fundamentais fornecem impulsos e diretrizes para a aplicação e interpretação do direito infraconstitucional, apontando para a necessidade de uma interpretação conforme aos direitos fundamentais.

e) A reserva do possível consiste em uma argumentação juridicamente válida para limitar a eficácia dos direitos fundamentais, significando que a realização dos direitos fundamentais é uma tarefa confiada aos agentes políticos detentores de mandato eletivo escolhidos como tais pelo povo, não sendo possível, diante da declaração da autoridade do poder executivo a respeito da inexistência de previsão orçamentária para a satisfação de um direito

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fundamental, a concessão de provimento jurisdicional em sentindo contrario com vistas a assegurar a fruição de determinado direito, como à vida ou à saúde, no caso concreto.

Comentários:

Letra A – Errado. Os direitos fundamentais podem ser enxergados na visão clássica de eficácia vertical (proteção do indivíduo em face do arbítrio estatal) e também dotados de eficácia horizontal (proteção do particular em face dos demais particulares).

Letra B – Errado. Absurdo total. Primeiro que segundo a Constituição em seu art. 5º, §2º os direitos e garantias expressos na Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. Outra coisa é o fato de que os fundamentos da República Federativa do Brasil são princípios politico- constitucionais, normas que se desdobram ao longo da Constituição. Assim, da Dignidade da Pessoa Humana decorrem diversos direitos fundamentais como a proibição à tortura, os direitos dos presos e etc.

Letra C – Errado. Os direitos fundamentais na CF, de forma expressa, vão do art. 5º ao 17.

Letra D – Correto. Trata-se de uma visão mais atual dos Direitos Fundamentais, onde eles devem ser enxergados não só sob a ótica dos “direitos das pessoas frente ao Estado” (dimensão subjetiva), mas como valores, princípios, regras que norteiam a aplicação de todo ordenamento jurídico e assumem um papel central no constitucionalismo.

Letra E – Errado. A reserva do possível é a contraposição de disponibilidade financeira do Estado com a necessidade de se implementar os direitos fundamentais (notadamente os direitos sociais) e as políticas públicas. Acontece que a reserva do possível não pode ser óbice para implementação daquele chamado "mínimo existencial" - este conceito corresponderia ao conjunto de situações materiais indispensáveis à existência humana digna. Não apenas "sobreviver", mas ter uma vida realmente digna, com suporte físico e intelectual necessário.

O Estado deve garantir, pelo menos, o mínimo existencial à sociedade. E isso se reveste de caráter impositivo. Desta forma, o Judiciário tem decidido frequentemente no sentido de que compelir o Executivo na adoção de certas ações no sentido da concretização de direitos sociais, principalmente casos notórios do direito à saúde, onde muitas vezes era negada a compra de certos remédios tidos como "muito caros" por parte do Executivo.

Gabarito: Letra D.

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DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS APLICÁVEIS AOS DIREITOS FUNDAMENTAIS EM GERAL:

O art. 5º da Constituição nos traz 4 parágrafos com disposições

aplicáveis aos direitos fundamentais. Sabemos, pelo §2º deste art. 5º, que os direitos e garantias expressos na Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. Agora vamos estudar os outros 3

parágrafos:

Sobre as normas dos direitos e garantias fundamentais:

Art. 5º § 1º - As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.

Este dispositivo mostra a preocupação com a efetividade dos direitos

e garantias fundamentais. O que ele quer dizer na verdade,

professor?

Quer dizer que "em regra" devemos aplicar imediatamente todos dos direitos e garantias, não ficando parados, sentados, dormindo, esperando que venha uma lei para regulamentá-los.

Pode haver regulamentação legal? Sim, mas esta não é essencial para a sua efetividade quando for possível aplicar desde logo o direito.

Isso não quer dizer que as normas ali sejam todas de eficácia plena. Na verdade, trata-se apenas um apelo para que se busque efetivamente aplicá-las e assim não sejam frustrados os anseios da sociedade.

47. (CESPE/PM-DF/2010) Segundo a CF, as normas constitucionais que prescrevem direitos e garantias fundamentais têm eficácia contida e dependem de regulamentação.

Comentários:

Segundo a Constituição (CF, art. 5º, §1º) elas têm aplicação imediata refletindo-se num apelo para que se busque efetivamente aplicá-las e assim não sejam frustrados os anseios da sociedade.

Gabarito: Errado.

48. (ESAF/Auditor Fiscal - SEFAZ-CE/2007) As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata e eficácia plena.

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Comentários:

É errado dizer que possuem eficácia plena.

Gabarito: Errado.

49. (TRT 21/Juiz do Trabalho TRT 21ª/2010 - Adaptada)

Apesar de não haver norma expressa na ordem jurídica brasileira, reconhece-se universalmente a aplicabilidade imediata dos direitos fundamentais.

Comentários:

Erra a questão devido à existência de norma expressa neste sentido.

Gabarito: Errado.

Tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos:

§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. (Incluído pela EC 45/04)

A EC 45/04 abriu a possibilidade de ampliar a relação dos direitos fundamentais de status constitucional através da aprovação de tratados internacionais pelo mesmo rito de emendas constitucionais. Vamos entender melhor isso:

A regra é que os tratados internacionais são equivalentes às leis ordinárias.

A exceção é essa acima - eles vão estar equiparados às

Emendas Constitucionais caso cumpram estes requisitos acima, ou

seja, versem sobre direitos humanos e o decreto legislativo relativo

a ele seja aprovado pelo mesmo rito exigido para as emendas à Constituição.

Ainda que não aprovados pelo rito das Emendas, se versarem

sobre direitos humanos, o STF entende que possuem “supralegalidade” podendo revogar leis anteriores e devendo ser observados pelas leis futuras. É assim, por exemplo, que vigora em nosso ordenamento o "Pacto de San Jose da Costa Rica" - status acima das leis e abaixo da Constituição.

Lembrando que (CF, art. 49, I e 84, VII) cabe ao Congresso

Nacional por meio de Decreto Legislativo resolver definitivamente

sobre tratados internacionais (seja sobre direitos humanos ou não), referendando-os e, após isso, estes passarão a integrar o

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ordenamento jurídico nacional entrando em vigor após a edição de um decreto presidencial.

status

hierárquicos:

1- Regra: Status de lei ordinária. Caso seja um tratado que não verse sobre direitos humanos.

2- Exceção 1: Status Supralegal. Caso seja um tratado sobre direitos humanos não votado pelo rito de emendas constitucionais, mas pelo rito ordinário;

3- Exceção 2: Status constitucional. Caso seja um tratado sobre direitos humanos votado pelo rito de emendas constitucionais (3/5 dos votos, em 2 turnos de votação em cada Casa). Essa possibilidade só passou a existir com a EC 45/04.

Esquematizando,

um

tratado

pode

adquirir

3

Mais observações:

Com base neste parágrafo, vigora com força de Emenda

Constitucional o Decreto Legislativo nº 186/08 que ratificou o texto da convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência e de seu protocolo facultativo, assinados em Nova Iorque, em 30 de março de

2007.

Não precisa necessariamente ser direito individual, perceba que a norma fala direitos humanos.

Segundo o STF, como os tratados internacionais são

equiparados às leis ordinárias, não podem versar matéria sob reserva constitucional de lei complementar, pois em tal situação, a própria Carta Política subordina o tratamento legislativo de determinado tema ao exclusivo domínio normativo da Lei Complementar.

50. (FCC/Técnico Judiciário – Área Administrativa/2012) Os

tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por dois quintos dos votos dos respectivos membros, serão

equivalentes às emendas constitucionais.

Comentários:

Para que alcancem esse status precisam de 3/5 dos votos e não 2/5.

Gabarito: Errado.

51. (CESPE/PM-DF/2010) Se o Congresso Nacional aprovar,

em cada uma de suas casas, em dois turnos, por três quintos dos

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seus votos dos respectivos membros, tratado internacional que verse sobre direitos humanos, esse tratado será equivalente às emendas constitucionais.

Comentários:

É a literalidade do dispositivo encontrado na Constituição em seu art. 5º, §3º.

Gabarito: Correto.

52. (CESPE/PGE-AL/2008) Sabendo que o § 2.º do art. 5.º da

CF dispõe que os direitos e garantias nela expressos não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte, então, é correto afirmar que, na análise desse dispositivo constitucional, tanto a doutrina quanto o STF sempre foram unânimes ao afirmar que os tratados internacionais ratificados pelo Brasil referentes aos direitos fundamentais possuem status de norma constitucional.

Comentários:

A regra é que os tratados internacionais após serem internalizados serão equivalentes às leis ordinárias, somente serão equivalentes às emendas se contiverem os seguintes requisitos:

Versem sobre direitos humanos; e

Forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, da mesma forma que uma emenda constitucional, ou seja:

Em dois turnos; e

Por 3/5 dos votos de seus respectivos membros;

E essa possibilidade só foi aberta pela EC 45/04.

Gabarito: Errado.

53. (CESPE/PGE-AL/2008) A EC n.º 45/2004 inseriu na CF um

dispositivo definindo que os tratados e convenções internacionais

sobre direitos humanos que forem aprovados no Congresso Nacional com quorum e procedimento idênticos aos de aprovação de lei complementar serão equivalentes às emendas constitucionais.

Comentários:

Para adquirir status de emenda devem ser votados pelo mesmo rito de uma emenda constitucional e não pelo procedimento de uma lei complementar.

Gabarito: Errado.

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54. (CESPE/OAB-Nacional/2007) Quando previstos em tratados

e convenções internacionais, os direitos fundamentais são

equivalentes às emendas constitucionais.

Comentários:

Isso só acontecerá se forem ratificados pelo rito de votação das emendas constitucionais. Não basta estarem previstos em tratados.

Gabarito: Errado.

55. (ESAF/Procurador PGFN/2012) Sobre a relação entre

direitos expressos na Constituição de 1988 e tratados internacionais, especialmente à luz da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é

incorreto afirmar que:

a) as normas de direitos humanos contidas em convenções

internacionais pactuadas no âmbito da Organização das Nações Unidas, mesmo que a República Federativa do Brasil delas não seja

parte, se incorporam ao direito pátrio de forma equivalente às emendas constitucionais.

b) os direitos e garantias expressos na Constituição não excluem outros decorrentes dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.

c) da disposição contida no § 2o do art. 5o da Constituição não resulta que os direitos e garantias decorrentes dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte ostentem o nível hierárquico de norma constitucional.

d) da disposição contida no § 3o do art. 5o da Constituição,

decorrente da Emenda Constitucional n. 45 de 2004, resulta que as normas de direitos humanos contidas em convenções internacionais de que a República Federativa do Brasil seja parte, quando aprovadas pelo Congresso Nacional na forma ali disposta, sejam formalmente equivalentes àquelas decorrentes de emendas constitucionais.

e) especialmente da disposição contida no § 2o do art. 5o da

Constituição resulta que as normas de direitos humanos contidas em convenções internacionais de que a República Federativa do Brasil

seja parte, mesmo quando não aprovadas pelo Congresso Nacional na forma disposta no § 3o do mesmo dispositivo, tenham status de normas jurídicas supralegais.

Comentários:

a) Errado, se o Brasil não fizer parte da convenção, não se incorporarão ao nosso direito.

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b) Correto. É o que diz o § 2º do Art. 5º da CF-88, vejamos: “Os

direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte”.

c) Correto. Veja que a questão fala que não serão de nível hierárquico de norma constitucional. Para que tais direitos sejam elevados à status constitucional é necessário o quórum de aprovação de emenda à Constituição, aprovada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros

d) Correto, este é o teor do art. 5º, § 3º.

e) Correto. Este é o entendimento atual do Supremo, que decidiu os

tratados sobre direitos humanos, ainda que não aprovados pelo rito das emendas constitucionais, se versarem sobre direitos humanos, o atual entendimento da corte é que tais tratados teriam status de “supralegalidade”, podendo revogar leis anteriores e devendo ser observados pelas leis futuras. É assim, por exemplo, que vigora em nosso ordenamento o "Pacto de San Jose da Costa Rica" status acima das leis e abaixo da Constituição.

Gabarito: Letra A.

Tribunal Penal Internacional:

§ 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão. (Incluído pela EC 45/04)

Outra inovação da EC 45/04. Esse dispositivo tem sido cobrado apenas literalmente nos concursos, independente do nível.

56. (CESPE/Técnico-TRT 17ª/2009) O Brasil se submeterá à

jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação manifestar adesão.

Comentários:

Literalidade do art. 5º §4º da Constituição. Essa foi uma inovação trazida pela EC 45/04. Gabarito: Correto.

57. (CESPE/Técnico-TJ-TJ/2008) A submissão do Brasil ao

Tribunal Penal Internacional depende da regulamentação por meio de

lei complementar.

Comentários:

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Não há necessidade de lei complementar. Gabarito: Errado.

Pronto pessoal!!! Por hoje é só

Excelente estudo a todos.

Grande abraço.

Vítor Cruz e Rodrigo Duarte

LISTA DAS QUESTÕES DA AULA:

1. (CESPE/Advogado - IBRAM-DF/2009) O preâmbulo, por

estar na parte introdutória do texto constitucional e, portanto, possuir

relevância jurídica, pode ser paradigma comparativo para a declaração de inconstitucionalidade de determinada norma infraconstitucional.

2. (CESPE/Advogado - IBRAM-DF/2009) O ADCT tem

natureza jurídica de norma constitucional, semelhante às normas inseridas no bojo da CF, não havendo desníveis ou desigualdades entre as normas do ADCT e os preceitos constitucionais quanto à intensidade de sua eficácia ou a prevalência de sua autoridade.

3. (CESPE/Analista SEGER-ES/2007) O preâmbulo da

Constituição Federal constitui uma norma central e, portanto, tem força normativa.

4. (CESPE/Analista do STJ/2008) Para a moderna teoria

constitucional, que define a constituição como um regime aberto de regras e princípios, estes, por sua flexibilidade e abstração, mesmo quando jurídicos, não podem ser considerados como normas constitucionais, mas apenas como normas programáticas, representando uma pauta de valores a ser seguida pelo legislador na edição de novas regras.

5. (CESPE/PGE-PI/2008 - Adaptada) Sobre os princípios e as

regras constitucionais, marque a alternativa correta:

a) Princípios, normalmente, relatos objetivos, descritivos de determinadas condutas, são aplicáveis a um conjunto delimitado de situações. Assim, na hipótese de o relato previsto em um princípio

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ocorrer, esse princípio deve incidir pelo mecanismo tradicional da subsunção, ou seja, enquadram-se os fatos na previsão abstrata e produz-se uma conclusão.

b) A aplicação de um princípio, salvo raras exceções, se opera na

modalidade do tudo ou nada, o que significa que ele regula a matéria em sua inteireza ou é descumprido.

c) Na hipótese de conflito entre dois princípios, só um deles será

válido e irá prevalecer.

d) Os princípios, freqüentemente, entram em tensão dialética, apontando direções diversas. Por essa razão, sua aplicação se dá mediante ponderação. Diante do caso concreto, o intérprete irá aferir o peso de cada princípio.

e) As regras são normas que ordenam que algo seja realizado, na

maior medida possível, dentro das possibilidades jurídicas e reais

existentes e, por isso, são consideradas mandados de otimização, caracterizando-se pela possibilidade de serem cumpridas em diferentes graus.

6. (CESPE/ AJ CNJ/ 2013) A norma programática vincula os

comportamentos públicos futuros, razão pela qual, no Brasil, todas as normas constitucionais são imperativas e de cumprimento obrigatório.

7. (CESPE/Analista Processual- MPU/2010) As normas de

eficácia contida permanecem inaplicáveis enquanto não advier normatividade para viabilizar o exercício do direito ou benefício que consagram; por isso, são normas de aplicação indireta, mediata ou diferida.

8. (CESPE/Analista Processual- MPU/2010) As normas

constitucionais de eficácia limitada são desprovidas de normatividade, razão pela qual não surtem efeitos nem podem servir de parâmetro para a declaração de inconstitucionalidade.

9. (CESPE/Oficial de Inteligência- ABIN/2010) A revisão

constitucional realizada em 1993, prevista no ADCT, é considerada

norma constitucional de eficácia exaurida e de aplicabilidade esgotada, não estando sujeita à incidência do poder reformador.

10. (CESPE/Analista Adm.- MPU/2010) O livre exercício de

qualquer trabalho, ofício ou profissão, desde que atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer, é norma constitucional de eficácia contida; portanto, o legislador ordinário atua para tornar exercitável o direito nela previsto.

11. (CESPE/Técnico - MPU/2010) As normas de eficácia plena

não exigem a elaboração de novas normas legislativas que lhes completem o alcance e o sentido ou lhes fixem o conteúdo; por isso, sua aplicabilidade é direta, ainda que não integral.

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12. (CESPE/DPE-ES/2009) Normas constitucionais supereficazes

ou com eficácia absoluta são aquelas que contêm todos os elementos imprescindíveis para a produção imediata dos efeitos previstos; elas não requerem normatização subconstitucional subsequente, embora sejam suscetíveis a emendas.

13. (CESPE/Procurador-TCE-ES/2009) As normas

constitucionais de eficácia limitada têm por fundamento o fato de que sua abrangência pode ser reduzida por norma infraconstitucional, restringindo sua eficácia e aplicabilidade.

14. (CESPE/TRT-17ª/2009) A disposição constitucional que prevê o direito dos empregados à participação nos lucros ou resultados da empresa constitui norma de eficácia limitada.

15. (CESPE/TJAA-STF/2008) A norma prevista no inciso XIII é

de eficácia contida, pois o direito ao exercício de trabalho, ofício ou

profissão é pleno até que a lei estabeleça restrições a tal direito.

16. (CESPE/TJAA-STF/2008) O inciso XXX, que prevê o direito

de herança, é uma norma de eficácia limitada.

17. (CESPE/TJAA-STF/2008) O inciso LXXVI e suas alíneas

configuram normas programáticas, pois dizem respeito a um programa de governo relativo à implementação da gratuidade de certidões necessárias ao exercício de cidadania.

18. (CESPE/Advogado-BRB/2010) No tocante à aplicabilidade,

de acordo com a tradicional classificação das normas constitucionais,

são de eficácia limitada aquelas em que o legislador constituinte regula suficientemente os interesses concernentes a determinada matéria, mas deixa margem à atuação restritiva por parte da competência discricionária do poder público, nos termos em que a lei estabelecer ou na forma dos conceitos gerais nela previstos.

19. (CESPE/TRE-MA/2009) A competência da União para

elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social constitui exemplo de norma constitucional programática.

20. (CESPE/Analista-SERPRO/2008) O dispositivo constitucional

que afirma que a finalidade da ordem econômica é assegurar a todos uma existência digna, conforme os ditames da justiça social, seria um exemplo de norma programática.

21. (CESPE/Analista Processual - MPU/2010) Considerando

que os direitos sejam bens e vantagens prescritos no texto constitucional e as garantias sejam os instrumentos que asseguram o exercício de tais direitos, a garantia do contraditório e da ampla defesa ocorre nos processos judiciais de natureza criminal de forma exclusiva.

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22. (CESPE/Contador-AGU/2010) Embora se saliente, nas

garantias fundamentais, o caráter instrumental de proteção a direitos, tais garantias também são direitos, pois se revelam na faculdade dos cidadãos de exigir dos poderes públicos a proteção de outros direitos, ou no reconhecimento dos meios processuais adequados a essa finalidade.

23. (CESPE/TJAA-STM/2011) Os direitos e as garantias expressos na Constituição Federal de 1988 (CF) excluem outros de caráter constitucional decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, uma vez que a enumeração constante no artigo 5.º da CF é taxativa.

24. (CESPE/MMA/2009) Os direitos e garantias fundamentais

encontram-se destacados exclusivamente no art. 5º do texto constitucional.

25. (CESPE/Auditor Interno - AUGE-MG/2009) Nosso sistema

constitucional estabelece um rol exaustivo de direitos e garantias

fundamentais, razão pela qual eles não podem ser ampliados além daqueles constantes do art. 5.º da CF.

26. (CESPE/OAB-Nacional/2007) Os direitos fundamentais são

relativos e históricos, pois podem ser limitados por outros direitos fundamentais e surgem e desaparecem ao longo da história humana.

27. (IADES/Analista

Direitos e Garantias fundamentais, assinale a alternativa correta.

(A) Os direitos fundamentais

determinado tempo, pois há um lapso temporal que limita sua

exigibilidade.

(B) A interdependência diz respeito à relação entre normas constitucionais e infraconstitucionais com os direitos fundamentais, devendo as segundas zelar pelo alcance dos objetivos previstos nas primeiras.

(C) A característica da complementaridade, refere-se à interpretação conjunta dos direitos fundamentais objetivando sua realização de forma parcial.

(D) A inalienabilidade dos direitos fundamentais caracteriza-se pela impossibilidade de negociação dos mesmos, tendo em vista não possuírem conteúdo patrimonial.

28. (CESPE/MPS/2010) De acordo com a sistemática de direitos

e garantias fundamentais presente na CF, as pessoas jurídicas de

direito público podem ser titulares de direitos fundamentais.

29. (CESPE/Analista Administrativo - MPU/2010) Sendo os

direitos fundamentais válidos tanto para as pessoas físicas quanto para as jurídicas, não há, na Constituição Federal de 1988 (CF),

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Jurídico

-

CFA/2010)

Sobre

o

tema

podem ser reclamados em um

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exemplo de garantia desses direitos que se destine exclusivamente às pessoas físicas.

30. (CESPE/Analista TJRJ/2008) O direito fundamental à honra

se estende às pessoas jurídicas.

31. (CESPE/Analista - TRT 9ª/2007) Os direitos e garantias

fundamentais não se aplicam às relações privadas, mas apenas às relações entre os brasileiros ou os estrangeiros residentes no país e o próprio Estado.

32. (CESPE/AJEM-TJDFT/2008) A retirada de um dos sócios de

determinada empresa, quando motivada pela vontade dos demais,

deve ser precedida de ampla defesa, pois os direitos fundamentais não são aplicáveis apenas no âmbito das relações entre o indivíduo e

o Estado, mas também nas relações privadas. Essa qualidade é

denominada eficácia horizontal dos direitos fundamentais.

33. (CESPE/Promotor-MPE-RO/2010) Direitos humanos de terceira geração, por seu ineditismo e pelo caráter de lege ferenda que ainda comportam, não recebem tratamento constitucional.

34. (CESPE/DPE-ES/2009) Os direitos de primeira geração ou

dimensão (direitos civis e políticos) — que compreendem as liberdades clássicas, negativas ou formais — realçam o princípio da igualdade; os direitos de segunda geração (direitos econômicos, sociais e culturais) — que se identificam com as liberdades positivas, reais ou concretas — acentuam o princípio da liberdade; os direitos de terceira geração — que materializam poderes de titularidade coletiva atribuídos genericamente a todas as formações sociais — consagram o princípio da solidariedade.

35. (CESPE/Advogado - CEHAP/2009) A evolução cronológica

do reconhecimento dos direitos fundamentais pelas sociedades modernas é comumente apresentada em gerações. Nessa evolução, o direito à moradia está inserido nos direitos fundamentais de terceira geração, que são os direitos econômicos, sociais e culturais, surgidos no início do século XX.

36. (CESPE/Analista - DPU/2010) Acerca dos direitos sociais,

assinale a opção correta.

a) O cerceamento à liberdade de expressão é uma clara afronta aos

direitos sociais capitulados na CF.

b) Os direitos sociais são exemplos típicos de direitos de 2.ª geração.

c) O direito à vida e o direito à livre locomoção são exemplos de

direitos sociais.

d) Os direitos sociais são exemplos de liberdades negativas.

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e) Os direitos sociais contemplados na CF, pela sua natureza, só podem ser classificados como direitos fundamentais de eficácia plena, não dependendo de normatividade ulterior.

37. (CESPE/Analista - DPU/2010) Os direitos políticos são exemplos típicos de direitos de 3.ª geração 38. (CESPE/DETRAN-DF/2009) O direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado é considerado direito fundamental de terceira geração.

39. (FCC/Procurador - PGE-PE/2004) Segundo a doutrina, a

chamada teoria liberal dos direitos fundamentais tem como raízes

filosóficas e jurídicas

a) as doutrinas socialistas do século XIX.

b) a doutrina social da Igreja.

c) as doutrinas do contrato social e os princípios do direito natural

positivados em Constituição.

d) a noção de Estado como criador da liberdade.

e) as doutrinas sobre solidariedade e internacionalização dos direitos

humanos.

40. (ESAF/PGFN/2007) Apenas com o processo de

redemocratização do país, implementado por meio da Constituição de 1946, é que tomou assento a ideologia do Estado do Bem-Estar Social, sob a influência da Constituição Alemã de Weimar, tendo sido a primeira vez que houve inserção de um título expressamente destinado à ordem econômica e social.

41. (CESPE/Agente-Hemobrás/2008) A teoria dos limites dos

limites serve para impor restrições à possibilidade de limitação dos direitos fundamentais.

42. (ESAF/PGFN/2007) O direito de livre locomoção (é livre a

locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens) pode sofrer restrição, conforme previsto na Constituição,

por meio da chamada reserva legal qualificada.

43. (ESAF/ATRFB/2009) A Constituição Federal de 1988 previu

expressamente a garantia de proteção ao núcleo essencial dos direitos fundamentais.

44. (ESAF/ATRFB/2009) Quanto à delimitação do conteúdo

essencial dos direitos fundamentais, a doutrina se divide entre as teorias absoluta e relativa. De acordo com a teoria relativa, o núcleo essencial do direito fundamental é insuscetível de qualquer medida restritiva, independentemente das peculiaridades que o caso concreto possa fornecer.

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45. (FCC/PGE-RO/2011) Dentre as características da perspectiva

objetiva dos direitos fundamentais, compreende-se:

a) o conjunto de metas traçadas com fins diretivos de ações positivas

dos poderes públicos, com o fim de outorgar-lhes eficácia dirigente.

b) a representação dos interesses individuais sob a ótica negativa perante o Poder Público.

c) ter sempre a natureza princípio, nunca de regra.

d) impossibilitar a agregação do ponto de vista axiológico da comunidade em sua interpretação.

e) não há dimensão objetiva na esfera dos direitos fundamentais, os

quais têm como característica defender de forma singular o espaço de liberdade individual.

46. (TRT 23ª/Juiz do Trabalho – TRT 23ª/2011) no que

concerne à teoria dos direitos fundamentais, assinale a alternativa

correta:

a) Os direitos fundamentais foram concebidos para regular a relação

do individuo com o estado, como direitos de proteção contra o arbítrio, de modo que, mesmo na atualidade, direitos clássicos como

a igualdade não tem aplicação nas relações jurídicas entre particulares.

b) A consagração da dignidade da pessoa humana na constituição de

1988 como principio fundamental da república (art. 1) e não como expresso direito fundamental típico (art. 5) significa que dele não podem ser deduzidas posições jurídico-fundamentais, mormente de natureza subjetiva, mesmo porque não é licito reconhecer direitos e

garantias não expressos na constituição de 1988, nem mesmo se decorrentes dos princípios por ela adotados.

c) O catalogo dos direitos fundamentais na constituição de 1988 cinge-se àqueles previstos nos arts. 5 e 8 da Carta.

d) O reconhecimento de uma dimensão objetiva dos direitos fundamentais significa que tais direitos irradiam seus efeitos pelo ordenamento jurídico (eficácia irradiante, no sentido de que, na sua condição de direito objetivo, os direitos fundamentais fornecem impulsos e diretrizes para a aplicação e interpretação do direito infraconstitucional, apontando para a necessidade de uma interpretação conforme aos direitos fundamentais.

e) A reserva do possível consiste em uma argumentação juridicamente válida para limitar a eficácia dos direitos fundamentais, significando que a realização dos direitos fundamentais é uma tarefa confiada aos agentes políticos detentores de mandato eletivo escolhidos como tais pelo povo, não sendo possível, diante da declaração da autoridade do poder executivo a respeito da

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inexistência de previsão orçamentária para a satisfação de um direito fundamental, a concessão de provimento jurisdicional em sentindo contrario com vistas a assegurar a fruição de determinado direito, como à vida ou à saúde, no caso concreto.

47. (CESPE/PM-DF/2010) Segundo a CF, as normas

constitucionais que prescrevem direitos e garantias fundamentais

têm eficácia contida e dependem de regulamentação.

48. (ESAF/Auditor Fiscal - SEFAZ-CE/2007) As normas

definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata e eficácia plena.

49. (TRT 21/Juiz do Trabalho TRT 21ª/2010 - Adaptada)

Apesar de não haver norma expressa na ordem jurídica brasileira, reconhece-se universalmente a aplicabilidade imediata dos direitos fundamentais.

50. (FCC/Técnico Judiciário – Área Administrativa/2012) Os

tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por dois quintos dos votos dos respectivos membros, serão

equivalentes às emendas constitucionais.

51.

(CESPE/PM-DF/2010) Se o Congresso Nacional aprovar,

em

cada uma de suas casas, em dois turnos, por três quintos dos

seus votos dos respectivos membros, tratado internacional que verse sobre direitos humanos, esse tratado será equivalente às emendas constitucionais.

52.

(CESPE/PGE-AL/2008) Sabendo que o § 2.º do art. 5.º da

CF

dispõe que os direitos e garantias nela expressos não excluem

outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou

dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte, então, é correto afirmar que, na análise desse dispositivo constitucional, tanto a doutrina quanto o STF sempre foram unânimes

ao afirmar que os tratados internacionais ratificados pelo Brasil

referentes aos direitos fundamentais possuem status de norma constitucional.

53. (CESPE/PGE-AL/2008) A EC n.º 45/2004 inseriu na CF um

dispositivo definindo que os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados no Congresso Nacional com quorum e procedimento idênticos aos de aprovação de lei complementar serão equivalentes às emendas constitucionais.

54.

(CESPE/OAB-Nacional/2007) Quando previstos em tratados

e

convenções internacionais, os direitos fundamentais são

equivalentes às emendas constitucionais.

55. (ESAF/Procurador PGFN/2012) Sobre a relação entre

direitos expressos na Constituição de 1988 e tratados internacionais,

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especialmente à luz da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é incorreto afirmar que:

a) as normas de direitos humanos contidas em convenções

internacionais pactuadas no âmbito da Organização das Nações Unidas, mesmo que a República Federativa do Brasil delas não seja parte, se incorporam ao direito pátrio de forma equivalente às

emendas constitucionais.

b) os direitos e garantias expressos na Constituição não excluem outros decorrentes dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.

c) da disposição contida no § 2o do art. 5o da Constituição não resulta que os direitos e garantias decorrentes dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte ostentem o nível hierárquico de norma constitucional.

d) da disposição contida no § 3o do art. 5o da Constituição,

decorrente da Emenda Constitucional n. 45 de 2004, resulta que as normas de direitos humanos contidas em convenções internacionais de que a República Federativa do Brasil seja parte, quando aprovadas pelo Congresso Nacional na forma ali disposta, sejam formalmente equivalentes àquelas decorrentes de emendas constitucionais.

e) especialmente da disposição contida no § 2o do art. 5o da

Constituição resulta que as normas de direitos humanos contidas em convenções internacionais de que a República Federativa do Brasil seja parte, mesmo quando não aprovadas pelo Congresso Nacional

na forma disposta no § 3o do mesmo dispositivo, tenham status de normas jurídicas supralegais.

56. (CESPE/Técnico-TRT 17ª/2009) O Brasil se submeterá à

jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação manifestar

adesão.

57. (CESPE/Técnico-TJ-TJ/2008) A submissão do Brasil ao

Tribunal Penal Internacional depende da regulamentação por meio de lei complementar.

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GABARITO:

1

Errado

16

Errado

31

Errado

46

D

2

Correto

17

Errado

32

Correto

47

Errado

3

Errado

18

Errado

33

Errado

48

Errado

4

Errado

19

Correto

34

Errado

49

Errado

5

D

20

Correto

35

Errado

50

Errado

6

Correto

21

Errado

36

B

51

Correto

7

Errado

22

Correto

37

Errado

52

Errado

8

Errado

23

Errado

38

Correto

53

Errado

9

Correto

24

Errado

39

C

54

Errado

10

Errado

25

Errado

40

Errado

55

A

11

Errado

26

Correto

41

Correto

56

Correto

12

Errado

27

D

42

Errado

57

Errado

13

Errado

28

Correto

43

Errado

   

14

Correto

29

Errado

44

Errado

   

15

Correto

30

Correto

45

A

   

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