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UMA INTRODUÇÃO À ELETRICIDADE

1. Introdução [1]
Você já parou para pensar que está cercado de aparelhos e equipamentos que
utilizam a eletricidade por todos os lados?

Figura 1 - Exemplos de aparelhos que utilizam a eletricidade

Pois é! Estamos tão acostumados com ela que nem percebemos da sua
existência.
2. De onde será que vem a eletricidade?
Vamos fazer algumas considerações bem simplificadas para explicar de onde
vem a eletricidade e como evoluiu o sistema elétrico. Para isso, permita-nos
contar uma pequena história do tipo era uma vez . . . . .

Transcorria o ano de 1927. O Joãozinho morava numa bela casa num bairro
nobre da cidade e a sua rua era uma das poucas que tinha o privilégio de ter a
eletricidade. Sua brincadeira predileta, longe da vista dos pais, é claro, era ligar
e desligar o interruptor de luz do seu quarto e vendo a sucessão de claros e
escuros ele se sentia poderoso e ao mesmo tempo intrigado. Como um menino
esperto e curioso questionava: de onde vem essa luz que tem o poder de
iluminar o ambiente do meu quarto? Ele perguntou a seus pais, mas as
respostas que eles deram não o satisfaziam. Um dia, voltando da escola
reparou num imponente prédio com uma placa com os dizeres: “Companhia
de Tração, Fôrça e Luz”. Sua intuição dizia que lá era o escritório que
administrava a distribuição da luz e concluiu que era uma boa oportunidade
para tirar aquela dúvida que martelava a sua cabeça já há algum tempo. Subiu
as escadas e se esgueirou para olhar dentro do escritório. Lá viu várias
pessoas trabalhando e de tão atarefadas nem reparou na sua presença. Ficou
em dúvida se prosseguiria ou desistiria, mas a sua imensa curiosidade fê-lo
continuar. Deu mais alguns passos, na direção de um senhor de gravata
borboleta com um vasto bigode e óculos de aro de tartaruga. Deu uma discreta
tossidinha para chamar a sua atenção. O homem olhou por cima dos óculos e
iniciou-se o seguinte diálogo:

- Em que posso ser-lhe útil?

- É que gostaria de tirar uma dúvida, se o senhor puder me atender ...

- Claro. Sou todo ouvidos.

- Eu queria saber de onde vem a luz que ilumina a minha casa.

O homem, com expressão de surpresa e satisfação, apresentou-se como


Engenheiro Chefe daquele escritório e que se chamava Carlos. Convidou-o a
se aproximar da sua mesa, dizendo:

- Aqui eu posso lhe explicar melhor.

Mostrando um mapa, colocado sobre a sua mesa e protegido por uma placa de
vidro, começou a explicar:

- A eletricidade que alimenta a sua casa vem de uma Usina Hidroelétrica


chamada Jaguarí, que fica num município vizinho. Ela é transportada até a
cidade através de uma linha de transmissão de alta tensão, que chegando
numa Subestação no centro da cidade é transformada em baixa tensão, para
ser distribuída para as casas.

Prosseguiu a explicação, dando outros detalhes técnicos, que na verdade o


Joãozinho não entendeu quase nada, entretanto, ficou claro para ele que a
energia que iluminava o seu quarto vinha de um lugar chamado Jaguarí, o que
já lhe satisfazia plenamente. Agradeceu a atenção e se despediu do Sr. Carlos
e voltou feliz para a sua casa.

O que o Engenheiro explicou para o Joãozinho está ilustrado na Figura 2,


normalmente conhecido como um sistema radial.

Se o Joãozinho fizesse essa mesma pergunta nos dias de hoje, certamente o


Engenheiro Chefe não saberia responder. Por que?
Uma explicação simples desse fato é a seguinte: com o passar do tempo mais
pessoas começaram a ter acesso à iluminação e com o crescimento do
comércio e da indústria o consumo de eletricidade aumentou cada vez mais.
Assim sendo, uma única usina tornou-se insuficiente, havendo a necessidade
da construção de muitas outras usinas, de linhas de transmissão e de
subestações para satisfazer a demanda. Com esta expansão houve a
necessidade de estas redes elétricas serem interligadas. No Brasil, há cerca de
40 anos, surgiram as primeiras interligações entre redes elétricas de empresas
diferentes, formando o que hoje denominamos de sistema interligado.
Atualmente, o sistema elétrico brasileiro é praticamente todo interligado
formando quase que uma única rede elétrica. Neste contexto, realmente a
pergunta do Joãozinho não teria resposta. A Figuras 3 mostra um sistema
interligado.

Um sistema interligado, apesar de maior complexidade no seu planejamento


e na sua operação, além da possibilidade de propagação de perturbações
localizadas por toda a rede, traz muitas vantagens, tais como: disponibilidade
de maior número de unidades geradoras, necessidade de menor capacidade
de reserva para as situações de emergências, intercâmbio de energia entre
regiões de diferentes sazonalidades, etc.

Figura 2 – Diagrama Unifilar do Sistema Elétrico de 1927


Figura 3 – Diagrama Unifilar do Sistema Elétrico atual

A eletricidade pode ser produzida por diferentes fontes:

• Quedas-d’água
• Carvão mineral
• Derivados de petróleo
• Bagaço de cana
• Energia nuclear
• Eólica

No Brasil, quase toda a eletricidade vem das usinas hidroelétricas, que usam
as quedas-d’água para gerar a eletricidade.

Depois de gerada, a eletricidade vai para as cidades através das linhas e


torres de transmissão de alta tensão. Essas linhas e torres são aquelas que
você pode ver ao longo das estradas, que levam a eletricidade por longas
distâncias. Quando a eletricidade chega às cidades, ela passa pelos
transformadores de força nas subestações, que abaixam a tensão. A partir
daí, ela segue pela rede de distribuição primária onde os fios ligados nos
postes levam-na até a rua da sua casa. Este conjunto é comumente
denominado de sistema elétrico de potência.
Antes de entrar nas casas, a eletricidade ainda passa pelos transformadores
de distribuição, também instalados nos postes, que abaixam a tensão para
220 e 127 volts formando a rede de distribuição secundária. Em seguida, é
distribuída para as casas, entrando na caixa do medidor. É ele que mede o
consumo de eletricidade das casas.

A Figura abaixo mostra, em parte, o que foi dito acima.

Figura 4 – Geração, transmissão e distribuição de eletricidade

3. Os efeitos da eletricidade [1]


A eletricidade é invisível (é aí que mora o perigo!).

O que percebemos são os seus efeitos, como:

Figura 5 – Efeitos da eletricidade


As responsáveis por esses efeitos são:

A corrente elétrica, a tensão elétrica e a potência elétrica são as grandezas


elétricas.

4. Como é que a tensão, a corrente e a potência se


relacionam?

Como exemplo vamos considerar uma lâmpada instalada no seu quarto.

Quando você liga o interruptor, a lâmpada se acende.

Pergunta 1: por que a lâmpada se acende?

Resposta 1: a lâmpada se acende porque quando você liga o interruptor uma


tensão elétrica é aplicada na lâmpada, que faz passar por ela
uma corrente elétrica.

Pergunta 2: quais os efeitos que você observa quando a lâmpada


se acende?

Resposta 2: você pode observar que a lâmpada ilumina o ambiente e ela se


aquece com certa intensidade.

Então, pode-se dizer que a luz e o calor percebidos por você (efeitos) nada
mais são do que potência elétrica que foi transformada em potência
luminosa (luz) e potência térmica (calor).

Portanto, é importante gravar: para haver potência elétrica, é necessário


haver:
Portanto, pode-se concluir que:

A tensão e a potência variam entre si de maneira direta


Da mesma forma:

Conclui-se então que:

A corrente e a potência variam entre si de maneira direta


Reforçando .....

Sendo assim, pode-se dizer que:


5. As unidades de medidas
Quando falamos que os lados de um campo de futebol são medidos em
metros; o tempo de duração do jogo de futebol é medido em horas; a
temperatura ambiente é medida em graus centígrados, estamos usando o
conceito de unidades de medidas. Assim sendo, para cada grandeza física
existe uma unidade de medida.

Para os nossos exemplos acima, temos:

• metro é a unidade de medida da distância


• hora é a unidade de medida do tempo
• grau centígrado é a unidade de medida da temperatura

É importante dizer que cada uma dessas unidades de medidas é representada


pela sua respectiva abreviatura, conforme dada na Tabela 1:

Tabela 1 – Unidades de medidas


Grandeza Unidade de medida Abreviatura
distância metro m
tempo hora h
o
temperatura grau centígrado C

Da mesma forma, as grandezas elétricas: corrente, tensão e potência tem as


suas respectivas unidades de medidas. É importante dizer que cada grandeza
possui um símbolo e as suas respectivas unidades são representadas por
abreviaturas, conforme mostrado na Tabela 2:

Tabela 2 – Unidades de medidas elétricas


Grandeza Símbolo da Unidade de Abreviatura
grandeza medida da unidade
corrente I ampère A
tensão U volt V
potência S volt-ampère VA

A essa potência damos o nome de potência aparente.

A potência aparente é composta por duas parcelas:

• potência ativa
• potência reativa

Assim, completando a Tabela 2 teremos a Tabela 3:

Tabela 3 – Unidades de medidas elétricas


Grandeza Símbolo da Unidade de medida Símbolo da
grandeza unidade
corrente I ampère A
tensão U volt V
potência aparente S volt-ampère VA
potência ativa P watt W
potência reativa Q volt-ampère reativo VAr

A potência ativa é a potência efetivamente transformada em:

Figura 6 – Transformação de potências

A potência reativa é a parcela transformada em campo magnético, necessário


para o funcionamento de:
Figura 7 – Equipamentos que necessitam de campo magnético

Utilizamos as unidades de medidas elétricas ampères (A), volts (V), volt-


ampères (VA), volt-ampères reativos (VAr) e watts (W) para valores pequenos.
Mas como representá-las se os valores das grandezas forem muito grandes?
Nesses casos lançamos mãos aos múltiplos das unidades.

Por exemplo, a tensão da linha de transmissão de corrente alternada que sai


da Usina de Itaipu é de 750.000 V (quantos zeros, não acham?). Para facilitar a
escrita utilizamos o múltiplo denominado quilo, abreviadamente k. Assim
podemos dizer que a tensão da linha de Itaipu é de 750 kV. Isso significa que o
quilo é um fator que multiplica a grandeza por 1.000 (mil).

Outro exemplo, na mesma Usina de Itaipu a potência aparente dos geradores é


de 800.000.000 VA (haja zeros, hein?). Aqui também, para facilitar a escrita
utilizamos o múltiplo denominado mega, abreviadamente M. Assim, podemos
dizer que a potência aparente dos geradores de Itaipu é de 800 MVA. Portanto,
o mega é um fator que multiplica a grandeza por 1.000.000 (um milhão).

6. O fator de potência
Em projetos de instalações elétricas os cálculos efetuados são baseados na
potência aparente e potência ativa. Portanto, é importante conhecer a relação
entre elas para que se entenda o que é fator de potência.

Sendo a potência ativa uma parcela da potência aparente, pode-se dizer que
ela representa uma porcentagem da potência aparente que é transformada em
potência ativa.

A esta porcentagem dá-se o nome de fator de potência


Por exemplo, se uma carga “consome” 1.000 VA com um fator de potência de
0,92 podemos afirmar que a potência ativa consumida pela carga é de 920 W.

7. Instalações elétricas de baixa tensão


Já dissemos que a eletricidade que chega às nossas casas passa pelos
transformadores de distribuição que abaixam a tensão para 220 e 127 volts.

Vamos ver isso com mais detalhes: as tensões 220 e 127 volts, que saem dos
transformadores de distribuição, formam a rede secundária, que são
consideradas baixa tensão. Em condições normais não oferecem grandes
perigos (apesar de que todo o cuidado é pouco, em se tratando da
eletricidade). A eletricidade que entra em nossas casas é retirada da rede
secundária. Ela desce pelo poste, instalado na frente das casas, e entra na
caixa do medidor. Em seguida, através do circuito de distribuição, vai para o
quadro de distribuição e finalmente para os circuitos terminais, para
alimentar as cargas (lâmpadas, chuveiros e aparelhos ligados às tomadas).

Na caixa do medidor e também no quadro de distribuição são instalados os


disjuntores. Os disjuntores servem para proteger e isolar os circuitos internos
das casas.

Um elemento muito importante nas instalações elétricas são os condutores.


Os condutores, que são os cabos e os fios feitos de cobre, são responsáveis
pelas interconexões dos circuitos.

A Figura 8 mostra o que foi explicado acima.


Figura 8 – Distribuição da eletricidade numa casa
Vamos ver um circuito mais simples, por exemplo, uma lâmpada comandada
por um interruptor. Este circuito é representado na Figura 9.

Figura 9 – Circuito de iluminação

Como já foi dito anteriormente quando fechamos o interruptor a lâmpada irá se


acender, iluminando o ambiente.
Foi dito também que a lâmpada se acende porque quando fechamos o
interruptor uma tensão elétrica é aplicada na lâmpada, fazendo com que uma
corrente elétrica passe por ela.

Você sabe por que quando a lâmpada se acende ela ilumina o ambiente? Uma
explicação simples é a seguinte: internamente a lâmpada é constituída por um
filamento muito fino de um material chamado tungstênio. Quando a corrente
passa por esse filamento ele fica incandescente, iluminando o ambiente.

Outro exemplo de um aparelho eletrodoméstico muito usado é o chuveiro.


Internamente o chuveiro possui um resistor com três terminais, uma chave e
um contator. A chave possui três posições:
desligado, verão e inverno. O contator é controlado pela vazão da água, isto
é, quando você abre o registro o peso da água fecha o contator e liga o resistor
do chuveiro, que se aquece. Como o resistor fica totalmente imerso na água
ele aquece a água também. Quando você fecha o registro, diminui a pressão
da água dentro do chuveiro, fazendo com que o contator abra e desligue o
chuveiro. Se você gosta de tomar um banho frio é só colocar a chave na
posição desligado. Nesta posição o contator é isolado. As posições verão e
inverno permitem que a água esquente menos e mais, respectivamente.

As lâmpadas, os chuveiros e os demais aparelhos eletrodomésticos são


denominados comumente de cargas. Na prática é muito importante conhecer
as correntes que passam nas cargas, pois a partir dos valores das correntes é
que dimensionamos os condutores (ou fios). Mas como são obtidas essas
correntes? Que tal medi-las através de um instrumento? Por uma série de
razões este método é impraticável. Assim sendo, recorremos aos cálculos
através das fórmulas e dos valores das grandezas elétricas previamente
conhecidos. Mas quais são os valores das grandezas conhecidos? Bem, esses
valores vêm impressos nos aparelhos. Se você olhar o bulbo de uma lâmpada
encontrará impresso, por exemplo, 60 W e 127 V. Se for um chuveiro elétrico
você poderá encontrar, por exemplo, 4.400 W e 127 V. Então, podemos dizer
que os aparelhos, em geral, trazem impressos a sua potência elétrica e a sua
tensão. Portanto, a partir desses valores podemos calcular a corrente
elétrica.

A corrente elétrica é calculada pela seguinte fórmula:

I=P÷U
Portanto,

na lâmpada:
I = 60 ÷127 = 0,4724 A
no chuveiro:
I = 4.400 ÷ 127 = 34,6457 A

Conclui-se que a corrente no chuveiro é muito maior do que na lâmpada.


Grosso modo, podemos dizer que para ligar uma lâmpada podemos utilizar um
fio fino e para ligar um chuveiro devemos utilizar um fio grosso.
Dizer fio fino ou fio grosso é muito relativo. Vamos imaginar que você precisa
instalar um chuveiro com as características citadas acima. Como você já sabe
que precisa usar o fio grosso, vai para a loja de materiais elétricos e pede para
o atendente: “quero 20 metros de fio grosso”. Certamente ele vai lhe perguntar:
“qual é o número do fio que você quer?”. Na verdade, o que o atendente está
querendo dizer é que para cada faixa de corrente existe um fio adequado para
fazer a sua instalação. Na prática, esta correspondência é dada numa tabela,
como mostra a Tabela 4

Tabela 4 – Ampacidade dos condutores


No. do fio Corrente (A)
1,5 15,5
2,5 21,0
4 28,0
6 36,0
10 50,0
16 68,0
25 89,0

Assim sendo, de acordo com a Tabela 4, o pedido correto que você deveria
fazer para o atendente seria: “quero 20 metros do fio no. 6”.

O que acontece se você usar um fio mais fino, o fio no 2,5, por exemplo? A
vantagem é que o fio no 2,5, por possuir menos material (cobre) do que o fio n o
6, é mais barato. Porém você estará colocando a sua instalação em risco e,
além disso, a instalação consumirá mais eletricidade. Explicando com mais
detalhes: risco porque o fio esquentará e isso poderá causar incêndio e o
consumo de eletricidade irá aumentar porque o fio mais fino provoca perda
de energia maior. Portanto, nas instalações elétricas sempre use fios com
bitolas adequadas.

Mas o que vem a ser o no. do fio? Na verdade ele corresponde à área de seção
reta do fio em mm2. Por exemplo: fio no. 6 significa que a área da seção reta do
fio é de 6 mm2.

8. A energia elétrica
Vocês se lembram quando, lá no começo, dissemos que a eletricidade entra na
caixa do seu medidor, que é o seu relógio de luz, e ele mede o consumo da
sua casa? Pois bem, vamos retomar essa conversa para explicar o termo
energia elétrica. A energia elétrica é muitas vezes usada como sinônimo de
eletricidade. No nosso dia a dia isso não é de todo errado, mas em termos mais
técnicos definimos a energia elétrica como a potência elétrica multiplicada
pelo tempo.
Como já sabemos, a unidade da potência elétrica é o watt (W) e a do tempo é
hora (h). Portanto, a unidade da energia elétrica é dada em watt-hora (Wh).

Exemplo 1:

Vamos considerar que você deixou ligada uma lâmpada de 60 W durante 8


horas. Qual a energia elétrica consumida pela lâmpada? Para calcular essa
energia basta multiplicar 60 por 8. Portanto:

El = 60x8 = 480 Wh

Exemplo 2:

Numa indústria, um motor de 2.000 W funcionou continuamente durante 5


horas. Qual a energia elétrica consumida pelo motor?

Em = 2.000x5 = 10.000 Wh

Ou utilizando o múltiplo da unidade:

Em = 10 kWh

9. A medição da energia elétrica


A energia elétrica consumida é registrada pelo medidor, popularmente
conhecido como relógio de luz. Para a empresa concessionária o medidor é
de fundamental importância, pois a partir do kWh que ele registra no período
de um mês é que ela emite a fatura, comumente chamada de conta de luz,
calculada baseada numa tarifa pré-estabelecida.

O medidor de energia elétrica apresenta quatro relógios, como mostram as


Figuras 10 e 11.

Figura 10 - Mostrador do medidor no mês anterior


Figura 11 - Mostrador do medidor no mês atual

Repare que o sentido dos ponteiros é horário e anti-horário alternadamente,


partindo do relógio da direita (relógio 1).

Para determinar o consumo adota-se os seguintes procedimentos:

• iniciar a leitura pelo relógio localizado à direita (relógio 1);


• anotar o último número ultrapassado pelo ponteiro de cada relógio;
• calcular a diferença entre a leitura do mês atual e a leitura do mês
anterior.

Leitura do mês atual: 3859


Leitura do mês anterior: 3503
Diferença: 0356

Portanto, a energia elétrica consumida durante um mês foi de 356 kWh.

A Conta de Luz é calculada multiplicando-se o consumo pela tarifa (que é


denominado consumo faturado) e acrescida de ICMS.

Os itens que compõem uma Conta de Luz são e os seus valores percentuais
estimados são:

- Geração de energia 35,0%


- Transmissão de energia 3,8%
- Distribuição de energia 25,0%
- Encargos setoriais 6,4%
- Encargos sociais 4,8%
- Tributo 25,0%

A Geração, Transmissão e Distribuição são itens destinados para a


remuneração das empresas concessionárias.

Os Encargos setoriais servem para financiar programas sociais, subsídios do


setor e a atuação da agencia reguladora (ANEEL). São os seguintes [2]:

• Cota de Reserva Global de Reversão (RGR): prover recursos para


reversão e/ou encampação, dos serviços públicos de energia elétrica.
• Cotas da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC): cobrir custos
anuais de geração termelétrica eventualmente produzida no país.
• Conta de Desenvolvimento Energético (CDE): prover recursos para o
desenvolvimento energético dos estados, para viabilizar a
competitividade da energia produzida a partir de fontes eólicas, PCHs,
biomassa, gás natural e carvão mineral.
• Taxa de Fiscalização de Serviços de Energia Elétrica (TFSEE): constituir
a receita da ANEEL para a cobertura das suas despesas administrativas
e operacionais.
• Rateio de Custos do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de
Energia Elétrica (Proinfa): cobrir custos da energia elétrica produzida
por empreendimentos de produtores independentes autônomos,
concebidos com base em fontes eólicas, PCHs e biomassa participantes
do Proinfa.

Os Encargos sociais são as despesas com PIS/PASEP e COFINS

O Tributo refere-se ao ICMS, de competência estadual, cuja alíquota é 25,0%.

A Conta de Luz é calculada multiplicando-se o consumo pela tarifa, que resulta


o consumo faturado, acrescida de ICMS e que tem a seguinte fórmula:

CL = E x Tf + 0,25 x CL

CL = Conta de Luz
E = Energia elétrica consumida
Tf = Tarifa
Obs.: A Tarifa na área de concessão da CPFL-Paulista é R$/kWh 0,32645
com vigência de 08/04/2006 até 07/04/2007 (homologada pela
ANEEL)[10]

A fórmula acima pode ser reescrita como:

CL = (E x Tf) /0,75

No caso-exemplo a Conta de Luz seria:

CL = (356 x 0,32645) /0,75 = R$ 154,95

10. Conceitos de rendimento e perdas


No mundo real poucas atividades apresentam situações cujo aproveitamento
seja de 100 %. Tomemos alguns exemplos:

1. Na agricultura, as verduras, as frutas e os legumes, desde o produtor até


o consumidor final sofrem grandes perdas;

2. Na construção civil, nem todo o material adquirido é utilizado, pois uma


parte do material se perde, provocada por danos;
3. No serviço de água, desde a estação de tratamento até chegar nas
torneiras dos consumidores, há uma perda considerável;

4. A energia elétrica gerada nas usinas, até chegar aos consumidores,


sofre uma perda considerável, principalmente na transmissão e na
distribuição.

Nas engenharias o conceito de aproveitamento é conhecido como


rendimento. Por exemplo, num motor elétrico a potência de saída (potência
mecânica disponível no eixo do motor) é menor do que a potência de entrada
(potência elétrica solicitada da rede pelo motor). Considerando as duas
potências o rendimento pode ser expressa por uma equação matemática:

η% = ( Ps / Pe) . 100%

η% = rendimento em valor percentual


Ps = potência de saída
Pe = potência de entrada

A potência de entrada é constituída pela potência de saída mais as perdas:

Pe = Ps + Perdas

Perdas = potência perdida (perda mecânica por atrito no eixo do


motor e perdas elétricas no ferro e no cobre)

A equação do rendimento pode ser reescrita como:

η% = Ps /( Ps + Perdas) . 100%
Os motores elétricos apresentam, em geral, rendimentos na faixa de 60% a
90%, considerando-se a potência nominal. Se conseguíssemos eliminar as
perdas (Perdas) teríamos um motor com rendimento de 100%, entretanto, isso é
impossível pelo fato de as perdas serem inerentes ao motor.

O conceito de rendimento não se aplica apenas às engenharias, como mostra


o exemplo seguinte. Os estudantes da UNICAMP conhecem bem o significado
do CR. Para quem não sabe, esta sigla significa Coeficiente de Rendimento,
que em síntese é a média das notas de todas as disciplinas cursadas pelo
aluno até o final de cada semestre.

Mesmo não sendo um assunto de engenharia é possível aplicar uma equação


semelhante à equação do rendimento:

CR = ( Ma / Md)

CR = Coeficiênte de Rendimento
Ma = matérias aprendidas pelo aluno
Md = matérias dadas pelo professor

Numa determinada disciplina o estudante pode ter um rendimento máximo, isto


é, aprendeu toda a matéria dada pelo professor e alcançou a nota máxima nas
provas, mas é improvável que um aluno se forme com CR igual a 1,0 (existem
casos de alunos que se formam com CR próximo de 0,90). Para isso o aluno
precisaria obter a nota máxima em todas as disciplinas durante todo o curso.
(Na época de estudante eu tive um professor que por mais perfeito que fosse a
prova ele nunca dava 10,0 – a sua nota máxima era 9,0. Seu argumento: 10,0
só Deus).

No caso do rendimento acadêmico, podemos definir as perdas como as


matérias não aprendidas pelo estudante em função da ausência às aulas ou
outros motivos.

Assim, as matérias dada pelo professor (Md) se compõem de matérias


aprendidas (Ma) e não aprendidas (Mna) pelo estudante, o que permite
escrever:

Md = Ma + Mna

Portanto, o CR pode ser reescrito como:

CR = Ma /(Ma + Mna)

Nos exemplos dados, como na agricultura, na construção civil e nos serviços


de água e de energia elétrica as perdas podem ser minimizadas através das
aplicações de técnicas específicas e de cuidados com os seus manejos.

11. Perdas no sistema elétrico de potência


No sistema elétrico de potência são considerados dois tipos de perdas:

1. Perdas técnicas: associadas à geração e ao transporte de energia


elétrica pelas redes de transmissão e de distribuição.

2. Perdas comerciais: associadas a fraudes, furtos e erros de medição, e


são ligadas diretamente à gestão comercial.

As perdas totais aceitáveis são, normalmente, estimadas em 7%, sendo 2% na


transmissão e 5% na distribuição.

Um dado do ano de 1994 mostrou que no Brasil as perdas globais eram de


aproximadamente 15,30% (42.517 GWh) da energia elétrica total gerada.
Deste total, 7,36% (20.232 GWh) eram no sistema de transmissão e 12,61%
(22.285 GWh) no sistema de distribuição. Na Figura 12 são mostrados os
fluxos e perdas de energia elétrica no sistema brasileiro, em GWh [3].
Figura 12 – Fluxos de energia no sistema brasileiro

Usando o conceito de rendimento podemos calcular os rendimentos do sistema


de transmissão e de distribuição, aplicando a fórmula já conhecida:

η% = Es /( Es + Eperdas) . 100%

Rendimento no sistema de transmissão:

η% = 254.705 /(254.705 + 20.232) . 100% = 92,64%

Rendimento no sistema de distribuição:

η% = 154.404 /(154.404 + 22.285) . 100% = 87,39%

Das perdas globais de 42.517 GWh 35.089 GWh correspondem a perdas


técnicas (83%) e 7.428 GWh a perdas comerciais (17%).

Mas afinal, como aparecem estas perdas?

A explicação para as perdas técnicas é a seguinte: a parte condutora de


eletricidade de todos os equipamentos (geradores, transformadores e linhas de
transmissão e de distribuição) é feita de cobre, que é um material bom
condutor. Nas linhas de transmissão e de distribuição são usadas também o
alumínio, que é um outro material bom condutor. Apesar de eles serem bons
condutores apresentam uma certa resistência à passagem da corrente elétrica.
Estas perdas se manifestam sob a forma de calor, conhecidas como perdas por
efeito Joule. Estas perdas podem ser calculadas pela seguinte fórmula:

Perdas = 3 x I2 x R
Já as perdas comerciais (também chamadas de perdas não-técnicas) são
provenientes de furtos e fraudes, como as alterações nos medidores e o
chamado “gato” ou “gambiarra” [4]. Termos mais amenos como uso
clandestino ou consumo irregular também são utilizados para caracterizar o
furto de energia elétrica.

Para se ter uma idéia do tamanho desse tipo de perdas, segundo os cálculos
da ANEEL, todas as 59 distribuidoras que passam por revisão tarifária perdem,
juntas, R$ 1,2 bilhões. Para combater este cenário, as empresas investem
outros R$ 2,3 bilhões, o que significa um total de perdas de cerca de R$ 3,5
bilhões anuais. Na média, as fraudes e os furtos representam 4,5% do mercado
anual de energia elétrica, o suficiente para abastecer Brasília por 3 anos [4].
Mas as distribuidoras não arcam com o prejuízo sozinhas. No cálculo do
reajuste tarifário anual, a ANEEL autoriza o repasse de parte dessas perdas
para as conta de todos os consumidores [5].

Na CPFL-Paulista, somente em Campinas, estima-se a existência de 8 mil


ligações clandestinas, responsáveis por um prejuízo de R$ 1 milhão ao ano,
considerando-se a tarifa de baixa renda [6].

De acordo com a ANEEL, a prática vai desde o “furto rústico”, como a ligações
de fios que puxam a energia elétrica de baixa tensão dos postes, até
“alterações sofisticadas” nas instalações elétricas prediais, em que o medidor
só registra uma parte do consumo. Uma das ações mais “criativas” já
detectadas foi o uso de açúcar no interior do relógio para atrair formigas e com
isso retardar o movimento do disco do medidor [5].

Furto de energia elétrica é tipificado no Artigo 155 do Código Penal e quem


cometer a irregularidade poderá sofre uma penalidade que vai de 1 a 4 anos
de prisão [7] e além disso o Código Civil permite que as empresas cobrem
retroativamente até 5 anos de contas atrasadas [8].

12. Desperdício de energia elétrica


O desperdício é um tipo de perda provocada pela má utilização da energia
elétrica. No cotidiano, seja no lar ou no ambiente de trabalho, deparamos com
muitas situações em que o desperdício é evidente. Citemos como exemplos: no
lar, deixar o chuveiro ligado enquanto escova os dentes (neste caso, o
consumidor está desperdiçando duplamente, a água e a energia elétrica) e no
ambiente de trabalho, deixar equipamentos ligados onde não há a necessidade
da sua utilização.

A atuação do consumidor final na minimização das perdas técnicas é


praticamente inexistente, entretanto, ele tem plenos poderes para administrar o
desperdício.
Em geral, o desperdício tem um forte componente cultural aliado a um certo
desleixo quando ninguém se sente o responsável pela utilização de um bem
comum. O combate ao desperdício necessita da conscientização de todos.
Qual seria o nível de desperdício de energia elétrica dos consumidores finais?
Se partirmos do pressuposto que o Programa Emergencial de Redução do
Consumo de Energia Elétrica, que vigorou do dia 4 de junho até dezembro de
2001, o qual traçou a meta de racionalização para as residências, o comércio
e a indústria de baixa tensão de 20% de redução, este percentual seria uma
boa referência para ser tomado como desperdício.

Para começar um programa de diminuição (ou eliminação) de desperdício


deve-se conhecer bem as características dos equipamentos, principalmente a
sua potência e o processo de utilização. No caso de um consumidor
residencial, a Tabela 4 apresenta a potência dos aparelhos mais utilizados.

Tabela 4 – Potência dos aparelhos eletrodomésticos [9]


Equipamentos Faixa de potência (W) Potência média (W)(*)
Aquecedor de ambiente entre 600 e 1.200 800
Ar condicionado entre 1.000 e 5.000 1.200
Aspirador de pó entre 250 e 1.500 1.000
Chuveiro elétrico entre 4.400 e 6.500(**) 4.400
Computador entre 150 e 550 350
Ferro elétrico entre 500 e 1.500 1.200
Forno de microondas entre 1.000 e 2.500 1.600
Freezer entre 180 e 500 400
Geladeira entre 80 e 400 200
Lâmpada fluorescente entre 7 e 65 20
Lâmpada incandescente entre 15 e 200 60
Liquidificador entre 100 e 400 350
Máquina de lavar louça entre 1.200 e 2.700 1.500
Máquina de lavar roupa entre 500 e 1.800 1.200
Rádio entre 20 e 100 60
Secador de cabelo entre 300 e 2.000 1.000
Secador de roupa entre 1.300 e 3.500 2.000
Tanquinho entre 180 e 300 200
Televisor entre 50 e 300 1.000
Torneira elétrica entre 2.500 e 4.500 3.500
Ventilador entre 100 e 500 100

(*) Potência média dos equipamentos mais comuns encontrados no mercado


(**) Valores referentes à potência máxima dos chuveiros elétricos mais comuns
No mercado são encontrados chuveiros com potência entre 2.500 e 8.800

Obs.: Na compra de um eletrodoméstico, prefira aquele que tem o selo


PROCEL(*) de economia de energia. Este selo certifica que o aparelho é o
mais eficiente em sua categoria.
(*) Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica

O consumo de energia elétrica residencial varia com a quantidade de aparelhos


existentes e do tempo em que eles ficam ligados. A Tabela 5 mostra quanto os
principais eletrodomésticos podem contribuir no consumo total.
Tabela 5 – Contribuição no consumo de principais eletrodomésticos [9]
Aparelho % do consumo total
Chuveiro elétrico 20 a 40
Lâmpadas 15 a 25
Geladeira 10 a 25
Televisor 5 a 10
Ferro elétrico 2a8
Máquina de lavar roupa 2a5
Freezer 10 a 20
Forno de microondas 2a5

A Tabela 6 mostra um caso-exemplo de uma residência com 5 pessoas e


consumo total de 615 kWh por mês e o resultado da aplicação de 20% de
redução.
Tabela 6 – Consumo mensal e racionalização [9]
Aparelho Potência Tempo Tempo Consumo Consumo Redução
(W) de uso de uso mensal com consumo
em (kWh/mês) economia mensal
h/mes (kWh/mês) (kWh/mês)
Chuveiro 6.500 50 min./ 25 165,5 113,8 48,8
dia
Lâmpadas 4 de 100 4 h/dia 120 105,6 79,2 26,4
8 de 60
Ferro 1.200 5 h/ 20 24,0 19,2 4,8
elétrico semana
TVs 300 6 h/dia 180 54,0 36,0 18,0
Maq. de 800 5h/ 20 16,0 12,8 3,2
lav. roupa semana
Forno de 1.200 30 min./ 15 18,0 12,0 6,0
microondas dia
Secadora 1.800 5 h/ 20 36,0 28,8 7,2
de roupas semana
Forno 1.500 30 min./ 15 22,5 11,3 11,2
elétrico dia
Geladeira(*) 350 (**) (**) 55,0 55,0 0,0
Freezer(*) 400 (**) (**) 70,0 70,0 0,0
Aspirador 800 3 h/ 12 9,6 9,6 0,0
de pó(*) semana
Equip. de 120 3 h/dia 90 10,8 10,8 0,0
som(*)
Micro(*) 350 3 h/dia 90 31,5 31,5 0,0
Total 615,5 490,0 125,5
(*) Neste exemplo, para reduzir 20% do consumo, não foi preciso economizar
nestes equipamentos
(**) Apesar desses ficarem ligados o dia todo, o motor funciona de 6 a 12 horas
Neste caso-exemplo a Conta de Luz antes da redução seria:

CL = (615,5 x 0,32645) /0,75 = R$ 267,91


e com a redução seria:

CL = (490,0 x 0,32645) /0,75 = R$ 213,28

representando uma redução de 20,4% de energia e uma economia mensal de


R$ 54,53.

Na vigência do Programa Emergencial de Redução do Consumo de


Energia Elétrica muitos consumidores desligaram o freezer, pois com o índice
inflacionário estabilizado não há mais a necessidade de estocar alimentos.
Assim, em muitas residências este aparelho eletrodoméstico caiu em desuso.
Considerando esse fato, o consumo com economia passaria a ser de 420,0
kWh/mês. Portanto, a Conta de Luz iria para:

CL = (420,0 x 0,32645) /0,75 = R$ 182,81

significando uma redução de 31,7% de energia e uma economia de R$ 85,10


por mês.

13. Noções mínimas de segurança

Para trabalhar com eletricidade são necessários alguns procedimentos que


devem ser seguidos, para a segurança pessoal e para a segurança das
instalações.

Segurança pessoal

Durante a execução dos trabalhos, para evitar acidentes, é recomendado


utilizar os EPI’s – Equipamentos de Proteção Individual. Quais são eles?

• Capacete
• Luvas de borracha
• Luvas de couro
• Óculos
• Botina
• Cinto

Segurança das instalações

Tenha sempre em mente que a falta de cuidado nas instalações elétricas pode
causar prejuízos materiais e pessoais muito grandes. Uma instalação mal feita
ou a utilização de materiais elétricos inadequados podem provocar interrupções
no fornecimento da energia elétrica para o processo produtivo ou causar
incêndios com conseqüências muito graves.
Para que as instalações elétricas sejam bem feitas, além de utilizar
procedimentos corretos, é de fundamental importância utilizar ferramentas
adequadas. Quais são as ferramentas mais utilizadas para fazer uma
instalação elétrica?

• Chaves de fenda
• Chaves Phillips
• Alicate de corte
• Alicate de bico
• Alicate de pressão
• “Descascador” de fios
• Canivete
• Soldador

Além das ferramentas, todo o eletricista deve ter um instrumento chamado


multímetro. Este instrumento tem basicamente três funções:

• Voltímetro
• Amperímetro
• Ohmímetro

O voltímetro mede a tensão elétrica, o amperímetro mede a corrente elétrica e


o ohmímetro mede a resistência elétrica e testa a continuidade do circuito.

Os materiais mais utilizados para fazer instalações elétricas são:

• Fios de várias seções


• Disjuntores
• Conectores
• Bloco de terminais
• Terminais
• Luvas
• Solda
• Fita isolante

Para confeccionar este material foram utilizadas as seguintes referências:

1. CESP/PIRELLI “Instalações Elétricas Residenciais” – Edição


condensada – Vol 1. São Paulo, 1996

2. Cadernos Temáticos ANEEL 4 “Tarifas de Fornecimento de


Energia Elétrica” - Brasília DF, Abril/2006

3. CODI 1997

4. O Globo “ANEEL: 11% da tarifa da Light servem para cobrir


perda com furto de energia”, Notícia de 23/Novembro/2006
5. Jornal do Brasil “O preço do gato”, Notícia de 25/Julho/2005

6. Notícias CPFL “Projeto piloto da CPFL impede furto (gato)


de energia elétrica”, 1/Maio/2006

7. Eletrosul – GDI Gestor Digital de Informações “Crescem


42% fraudes de energia elétrica”, 03/Fevereiro/2006

8. Diário Popular – Pelotas, RS – “Nacional: ANEEL vai rever


regulamentação contra furto de energia elétrica”, Notícia de
26/Janeiro/2005

9. CPFL “Como utilizar a Energia Elétrica com segurança e sem


desperdício” – Manual do Consumidor

10.ANEEL – AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA “Conheça


as Tarifas da Classe de Consumo Residencial de uma
Concessionária” (http://www.aneel.gov.br/)

Preparado por : Fujio Sato

Campinas, 25 de abril de 2006