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REVISÃO BIBLIOGRÁFICA DO USO DO ETANOL NO SETOR DE TRANSPORTES Tiago Rocha Melo, t.rocha.melo@bol.com.br Marcelo José

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA DO USO DO ETANOL NO SETOR DE TRANSPORTES

Tiago Rocha Melo, t.rocha.melo@bol.com.br 1 Marcelo José Pirani, pirani@unifei.edu.br 2 Rogério José da Silva, rogeriojs@unifei.edu.br 3

1,2,3 Universidade Federal de Itajubá, Av. BPS, 1303, Bairro Pinheirinho, Itajubá MG, CEP 37500 903

Resumo: Com base no desenvolvimento sustentável, fontes alternativas de energia e utilização de combustíveis renováveis, além dos incentivos e desenvolvimentos que viabilizam fontes econômicas e alternativas em vários países, este trabalho busca realizar uma revisão bibliográfica para o estudo ainda a ser realizado do etanol como fonte de energia renovável e sua aplicação no setor de transportes. Utilizará a teoria do processo de combustão e nesta revisão usando a análise de estudos práticos na avaliação do desempenho, emissão de poluentes dos motores de combustão interna (MCI) alternativos e viabilidade de melhorias para o uso do etanol como combustível. Contextualizando assim, dentro da situação de sustentabilidade e emissão de poluentes que enfrenta-se na atualidade, a associação com novas tecnologias (ex. Híbrido) dos MCI aos biocombustíveis.

Palavras-chave: etanol, transporte, motores, sustentabilidade.

1. INTRODUÇÃO

Tendo em vista que os combustíveis advindos do petróleo, como gasolina e diesel, estão entre os poluentes da atmosfera na atualidade, emissão de gases do efeito estufa (GEE) e saturação de carbono, é uma visão global de desenvolvimento de combustíveis alternativos viáveis de coexistência e possível substituição, como apresentado por Goldstein e Azevedo (2006) em busca de sustentabilidade na utilização de energia no setor de transportes. De acordo com Vianna et al (2009), as mudanças dos valores do preço do petróleo ajudaram a impulsionar e viabilizar, mundialmente, o desenvolvimento de tecnologias alternativas para os meios de transporte. Vidal (2005) descreveu alguns percalços históricos de intempéries políticas e desabastecimento (durante o programa nacional de incentivo ao álcool) nessa área de combustíveis alternativos para motores de combustão interna (MCI) alternativos. Desde a criação do programa nacional de incentivo ao álcool etílico ou etanol (Proalcool) e do renascimento do uso do etanol por volta de 2006, não houve grandes desenvolvimentos nessa área, pois o maior esforço foi a “adaptação” dos motores para utilizarem tanto gasolina como etanol sem distinção. Porém, analisando os combustíveis e como apresentado por Melo (2005) há diferenças na utilização da gasolina e do etanol, o que dá margem para o estudo de aprimoramento dos motores para melhor utilização de combustíveis específicos. Atualmente no Brasil mostra um caminho de desenvolvimento do desempenho de motores que começam a se mostrar mais evoluídos em relação a utilização do etanol, que como exemplo Sharp (2006) relata, que inicialmente percebe-se no aumento da taxa de compressão e potências específicas maiores mesmo com a pressão das legislações no quesito da emissão de poluentes, pois comparando os automóveis no início das restrições normativas de emissões de poluentes houve uma diminuição da potência dos veículos no intuito do maior controle da queima e consequente emissão de poluentes. O desenvolvimento mundial na área de fontes renováveis de energia e a diminuição da dependência do petróleo é uma realidade geral, e no setor dos transportes não é diferente. Em todos os países de grande economia e consumo de energia há algum tipo de política energética que remete ao desenvolvimento no setor de transportes, da utilização de fontes alternativas e renováveis de energia para tanto, existem várias fontes relacionadas com o departamento de energia dos EUA (DOE), que mostram as atitudes de incentivo para as tecnologias mais eficientes e limpas (automóveis híbridos), ou até de emissão zero, como veículos puramente elétricos. O consumo de energia elétrica também necessitaria de uma fonte limpa para a utilização em veículos puramente elétricos, é daí que atualmente em vários países e de diferentes formas ocorre o incentivo aos veículos híbridos sendo uma das melhores opções de transição para novas tecnologias limpas, como a célula de combustível por exemplo. Como

citado anteriormente nos EUA ocorre um grande incentivo nesta área, principalmente pelo grande consumo de petróleo e pela variação do preço de acordo com os conflitos das regiões produtoras.

  • 2. A UTILIZAÇÃO DOS COMBUSTÍVEIS NO MUNDO

Desde o advento do automóvel foi utilizado o etanol com soluções técnicas notáveis, principalmente por Henry Ford, porém iniciou-se a utilização dos combustíveis fósseis em grande escala, pois inicialmente a gasolina não tinha utilidade, elucidado por Blume (2007). Na década de 80, nos EUA, iniciou-se um processo de redução nas emissões de poluentes e na segurança passiva dos veículos (devido ao estilo de vida americano), que aconteceu também no Brasil porém mais de uma década após, pois o reflexo dessa situação no Brasil na década de 90, onde os carros foram ficando menores, mais pesados e não necessariamente mais econômicos, pois o objetivo era de se obter um nível de emissão de poluentes menor com maior segurança passiva. Segundo dados estatísticos da Agência Internacional de Energia (IEA), percebe-se o uso intenso de combustíveis fósseis dentre estes a gasolina e o diesel. Os dados refletem que mesmo sendo a emissão de poluentes de um automóvel muito menor do que uma indústria, o consumo de energia feita pelo setor de transportes é comparável ao gasto do setor de indústria, o que mostra a importância de atitudes nessa área como mostram as Fig. (1) a (6), onde “Óleo” representa o Petróleo.

citado anteriormente nos EUA ocorre um grande incentivo nesta área, principalmente pelo grande consumo de petróleo

Figura 1. Componentes do consumo final de energia de cada setor da Alemanha.

citado anteriormente nos EUA ocorre um grande incentivo nesta área, principalmente pelo grande consumo de petróleo

Figura 2. Componentes do consumo final de energia de cada setor da Coréia do Sul.

Figura 3. Componentes do consumo final de energia de cada setor dos Estados Unidos. Figura 4.

Figura 3. Componentes do consumo final de energia de cada setor dos Estados Unidos.

Figura 3. Componentes do consumo final de energia de cada setor dos Estados Unidos. Figura 4.

Figura 4. Componentes do consumo final de energia de cada setor da França.

O uso de combustíveis fósseis, como fonte primária de energia no setor de transportes, é uma questão que se discute atualmente por causa das emissões dos gases do efeito estufa (GEE) e todo o impacto ambiental causado por estes combustíveis, nesse contexto várias pesquisas estão viabilizando a utilização dos combustíveis renováveis por todo o mundo como uma tendência. Ha algum tempo vem ocorrendo o aumento no preço do petróleo, cuja perspectiva é de escassez por se tratar de uma fonte não-renovável. Todo o contexto viabiliza a utilização das fontes alternativas e dos combustíveis renováveis.

Figura 5. Componentes do consumo final de energia de cada setor do Japão. Figura 6. Componentes

Figura 5. Componentes do consumo final de energia de cada setor do Japão.

Figura 5. Componentes do consumo final de energia de cada setor do Japão. Figura 6. Componentes

Figura 6. Componentes do consumo final de energia de cada setor do Reino Unido.

  • 3. OS COMBUSTÍVEIS RENOVÁVEIS

Dentro do âmbito da utilização dos combustíveis renováveis têm-se os biocombustíveis como o biodiesel, o próprio óleo vegetal e o etanol. Segundo informações da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária) o rendimento da área plantada para se obter óleos vegetais é de no máximo 2.500 litros de óleo por hectare, e no caso do etanol é de 8.000 a 9.000 litros por hectare. Considerando uma densidade média do óleo vegetal de 0,8 kg/l, o etanol então estaria em torno de render 3 vezes mais. Então, baseado no aproveitamento básico do espaço a ser plantado a análise da utilização do etanol torna-se vantajosa. No Brasil, se encontra um quadro à parte do resto do mundo, pois a grande utilização de etanol pelo país mostra através dos dados da Fig. (7), retirada de BEN (2010), ser bem maior do que outros países mostrados através dos dados estatísticos do IEA citados anteriormente, isto ocorre mesmo sem incentivos apropriados para tecnologias mais avançadas e alternativas para a redução ou até anulação da emissão de poluentes por parte dos veículos automotores, respectivamente como híbrida e elétrica. Portanto diante de um panorama de pesquisas na área de combustíveis renováveis e fontes alternativas de energia para o setor de transporte a ser desenvolvido nacionalmente e em desenvolvimento internacionalmente, existe uma alta expansão na área dos biocombustíveis e no intuito de trabalhos voltados para a sustentabilidade, vários desenvolvimentos na parte dos motores de combustão interna (MCI) alternativos foram feitos porém quase que exclusivamente alimentados com gasolina como combustível, então atualmente existe a necessidade de se voltar a

atenção para desenvolver motores voltados para o aproveitamento dos “novos” combustíveis.

Figura 7. Estrutura do consumo no Brasil de energia em geral no setor de transportes. Com

Figura 7. Estrutura do consumo no Brasil de energia em geral no setor de transportes.

Com relação a incentivos no caminho de se reduzir a emissão de poluentes do ponto de vista ambiental e na redução da dependência da utilização do petróleo do ponto de vista político-financeiro os EUA possuem um extenso programa de aprimoramento que está forçando, as melhorias e implementações de tecnologias a serem continuamente agregadas nos veículos produzidos. Com esse objetivo comum de reduzir ou zerar as emissões de GEE, então até criam-se várias siglas para representar os vários tipos de veículos e suas consequentes emissões e autonomias ligadas ou não a consumo de combustíveis líquidos, como apresentado no Progress Report (2010). Tendo em vista que o consumo geral de energia dos EUA corresponde a 25% da energia consumida em todo o mundo, com 5% da população mundial, e de sua energia 80% tem origem em combustíveis fósseis, o que acarreta a maior emissão de GEE do mundo, mas isto devido ao padrão de vida de alto consumo de energia dos norte-americanos. Contudo as novas políticas energéticas principalmente nos transportes, como no relatório Progress Report (2010), vem alterando esta utilização dos combustíveis fósseis e consequente emissão de poluentes. Segundo as estatísticas, dados e notícias da Agência Internacional de Energia (IEA), desde o ano 2000 vem ocorrendo um aumento no uso de fontes de energia renovável, sendo maior a partir de 2006, isto ocorre pela expansão nos investimentos em energias renováveis no mundo, diante das questões citadas anteriormente dos combustíveis fósseis e como mostra a Fig. (8), pois o preço do petróleo vem aumentando desde 2004, isto vem a viabilizar fontes alternativas e renováveis de energia. Dentro destes investimentos em energias renováveis ligados ao setor de transporte estão várias alternativas, como os biocombustíveis, fontes alternativas, sustentáveis e com baixo impacto e risco ambientais de produção de energia elétrica (comparado aos combustíveis fósseis e energia nuclear) pois, atualmente os veículos híbridos são realidade em várias partes do mundo, e estes veículos podem diminuir o uso de combustão para obtenção de energia elétrica, por exemplo com relação aos veículos elétricos existe na Europa uma meta de até 2020 substituir cerca de 10% dos combustíveis do transporte rodoviário. Que remete dentro do início de uma busca energética no intuito de se desvincular ao máximo do petróleo, seus derivados e os gases emitidos por eles, como mostra investimentos em energia eólica e solar dentro da política energética na Europa que faz parte de um programa Meta 20-20-20 (tendência até 2020), que é de:

Reduzir emissões dos GEE em 20%;

Aumentar a proporção de energias renováveis em 20%;

Reduzir o consumo de energia em 20%.

Este programa será avaliado pelos implementadores na Europa em 2014.

Figura 8. Investimento em fontes de energia renovável em vários países. 4. O ETANOL E OS

Figura 8. Investimento em fontes de energia renovável em vários países.

  • 4. O ETANOL E OS MCI

A partir da Fig. (7), nota-se o aumento na utilização de álcool, que juntamente ao contexto mundial em fontes de energia renovável remete a importância de se desenvolver tecnologias para a utilização do etanol, de uma forma melhor nos MCI. Atualmente nos EUA existe um programa de várias melhorias tanto na redução do consumo de gasolina quanto no desenvolvimento de tecnologias para os biocombustíveis, que é descrito no Progress Report (2010) onde mostra o planejamento e avanços em motores de combustão avançados e veículos híbridos e também trabalhando com misturas de gasolina e etanol (porém com teor máximo de etanol na gasolina de 84% no caso dos norte-americanos). A menor emissão de poluentes dos motores que utilizam etanol em relação aos que utilizam gasolina é citado por Vianna et al (2009), e apresentado na Fig. (9) de Liao et al (2005) onde é possível verificar como pequenas proporções já causam diferença e que várias fontes apontam na mesma direção por Cooney et al (2009), Yusaf et al (2009), Datta et al (2010) e Jun et al (2010), inclusive a visualização de diferentes fontes de obtenção e aproveitamento do etanol descrito por Datta et al (2010) em grandes potenciais como biomassa e gaseificação híbrida com bioconversão.

Figura 8. Investimento em fontes de energia renovável em vários países. 4. O ETANOL E OS

Figura 9. Variações de CO, HC e NOx para teor de etanol na gasolina em relação a gasolina (E15, 15% de etanol e E30, 30% de etanol).

Datta et al (2010) mencionam emissões e eficiência de MCI melhorados com uso do etanol, mostra também dados da certificação EPA (Environmental Protection Agency) para veículos modelos 2006-2007 e 2010, exibindo o aproveitamento da energia por distância percorrida, inclusive da viabilidade da aplicação do sistema de injeção direta mediante o efeito de resfriamento da carga no cilindro pelo alto calor de vaporização do etanol. Também seguindo no estudo do aproveitamento do etanol na redução do consumo de gasolina o Instituto de Tecnologia Norte-Americano MIT (Massachusetts Institute of Tecnology) divulgou por Stauffer (2006) sobre pesquisas de aproveitamento das características para resfriar a combustão em situações onde o MCI à gasolina entra na situação de detonação, associado ao turbocompressor para downsizing, causando uma economia de combustível segundo os pesquisadores Leslie Bromberg, Daniel Cohn, John Heywood comparável a um veículo híbrido-elétrico.

Como divulgado pela certificação EPA (Enviromental Protection Agency)e Cooney et al (2009), sobre a qualidade da energia do etanol poder ser melhor que da gasolina, mesmo apesar do menor poder calorífico (aproximadamente 33%) e maior calor de vaporização como características principais. Nesse sentido vale salientar que apesar do menor poder calorífico do etanol, sua mistura tem uma liberação maior de calor para um mesmo volume, verificado por Yang et al (2010) e mostrado na Fig. (10).

Como divulgado pela certificação EPA (Enviromental Protection Agency)e Cooney et al (2009), sobre a qualidade da

Figura 10. Comparação do calor liberado por quantidade de combustível testado

O trabalho realizado por Jun et al (2010) mostra uma outra aplicação do etanol, sendo hidrogenado através de um vapor reformado de etanol, contribuindo para reduzir as emissões de poluentes e consumo de energia com o aproveitamento do calor rejeitado no sistema de escape. Jun et al (2010) verificou a melhoria de outra característica a ser aproveitada do etanol reformado bem como do etanol em si em relação à gasolina que é sua maior velocidade de chama, apresentada já perceptível no trabalho de Liao et al (2005) comparando gasolina pura e adicionando 15% de etanol exibido na Fig. (11).

Como divulgado pela certificação EPA (Enviromental Protection Agency)e Cooney et al (2009), sobre a qualidade da

Figura 11. Crescimento do núcleo de chama capturado por câmera schlieren, para misturas estequiométricas de E15 (15% de Etanol) e Gasolina, intervalo de tempo de 4 ms.

Cooney et al (2009) mostrou o grande aumento na taxa de compressão em um experimento com proporções de etanol na gasolina de 0% chegando a 84% (etanol norte-americano) acompanhando o limite de detonação em cada proporção e é exibido o resultado do experimento para a taxa de compressão na Fig. (12).

Figura 12. Taxa de compressão para o limite de detonação de um motor experimental a 900

Figura 12. Taxa de compressão para o limite de detonação de um motor experimental a 900 rpm.

  • 5. CONCLUSÕES

Tendo em vista a transição de veículos com emissão de poluentes para outros com emissão zero, passa pelo uso ecológico e sustentável de energia, esta transição vem de fontes renováveis como o etanol, uma fonte mais ecológica que a utilização dos combustíveis fósseis, que contribuem para a saturação de carbono e água na atmosfera sem esquecer do aquecimento global. Dentro das melhorias possíveis é mais evidente no trabalho de Cooney et al (2009) que há uma margem grande entre a utilização do etanol atualmente e um motor específico utilizando plenamente as propriedades do etanol, pois comparando o teor de etanol na Gasolina C consumida no Brasil, as taxas de compressão utilizadas nos motores pré- flexiveis no Brasil e os valores da Fig. (12), pode-se averiguar a equivalência e consequente margem em relação ao etanol. E dentro do desenvolvimento dos MCI está dividido em várias vertentes no aproveitamento com qualidade das fontes de energia renováveis e viáveis, frente aos combustíveis fósseis. Existem propostas de veículos à hidrogênio com diversas formas de se obter o hidrogênio, inclusive advinda do etanol como sendo uma opção. Outra vertente são os veículos elétricos com a chance de geração de eletricidade de várias formas, também com aprimoramento das baterias e

possibilidade de reciclagem de energia (frenagem e simulação do freio-motor). Também uma opção viável, que já está sendo implantada com sucesso em vários países desenvolvidos, é o sistema de tração híbrida, que mantém a interação de um sistema elétrico com um motor de combustão interna, no intuito de não se depender somente de uma fonte de energia e ainda sim aproveitar deste funcionamento em conjunto e recuperando as energias perdidas em diferentes proporções. Como no caso de diferentes níveis de interação e gerenciamento do sistema elétrico, auxiliando o sistema de combustão interna. Este trabalho ainda está em andamento para haver um aprofundamento além da revisão bibliográfica e observação dos gráficos, para continuando poder estudar melhor a aplicação do etanol em MCI.

Para fechar um pensamento lembrado por Galembeck (2011) do princípio de Lavoisier, de que na “natureza nada se

cria, nada se perde tudo se transforma”, é um conceito simples e básico, e que através dele pode-se ter um pensamento simples em prol da sustentabilidade e do meio ambiente.

  • 6. REFERÊNCIAS

BEN, 2010, Balanço Energético Nacional do Brasil 2010, (https://ben.epe.gov.br/) Brasil. BLUME, D., 2007, Alcohol Can Be a Gas! Fueling an Ethanol Revolution for The 21st Century, The International Institute for Ecological Agriculture IIEA, Santa Cruz, California - USA COONEY, C.P.; YEHANA; WORM, J.J.; NABER, J.D., 2009, Combustion Characterization in an Internal Combustion Engine with Ethanol-Gasoline Blended Fuels Varying Compression Ratios and ignition Timing, Artigo da revista Energy e Fuels, vol.23, American Chemical Society, Michigan-EUA, maio 2009. DATTA, R.; MAHER, M.A.; JONES, C.; BRINKER, R.W., 2010, Ethanol The Primary Renewable Liquid Fuel, Publicação online em Wiley Online Library e Society of Chemical Industry. GALEMBECK, F., 2011, Receita da Sustentabilidade, Revista Ciência Hoje nº280, Instituto Ciência Hoje. GOLDENSTEIN, M. ; DE AZEVEDO, R. L. S., 2006, Combustíveis Alternativos e Inovações no Setor Automotivo:

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LIAO, S.Y.; JIANG, D.M.; CHENG, Q.; HUANG, Z.H.; WEI, Q., 2005, Investigation of the Cold-Start Combustion Characteristics of Ethanol-Gasoline Blends in a Constant-Volume Chamber, Revista Energy and Fuels,n.19, p.813-819, Chongqing-China. MELO, T. R., 2005, Revisão histórica sobre evolução/reestruturação dos motores de ignição por centelha, Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação em Engenharia Mecânica, Universidade Federal de Itajubá, Itajubá. PROGRESS REPORT 2010, Progress Report for Advanced Combustion Engine Research And Development, Energy Efficiency and Renewable Energy Vehicle Technologies Program, Dezembro 2010,

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Engine

International

Site do DOE Department of Energy of United States (www.energy.gov). Site de Notícias do MIT Massachusetts Institute of Technology (http://web.mit.edu).

  • 7. AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem à FAPEMIG e à CAPES pelo apoio

financeiro.

.

  • 8. DIREITOS AUTORAIS

Os autores são os únicos responsáveis pelo conteúdo do material impresso incluído no seu trabalho.

STUDY OF ETHANOL USE IN TRANSPORT SECTOR

Tiago Rocha Melo, t.rocha.melo@bol.com.br 1 Marcelo José Pirani, pirani@unifei.edu.br 2 Rogério José da Silva, rogeriojs@unifei.edu.br 3

1,2,3 Universidade Federal de Itajubá, Av. BPS, 1303, Bairro Pinheirinho, Itajubá MG, CEP 37500 903

Abstract. Based on a sustainable development, alternative energy sources and use of renewable fuels, beyond the tax stimulation and improvements that make possible alternative and financial viable energy sources for transportation purpose, in several countries. This paper intend to study ethanol as a renewable energy source and its application in transportation, among the energy planning around the world for less use of oil fuel sources. Using a review of studies for an analysis of the ethanol combustion process, performance and pollution emissions applied to the internal combustion (IC) engines used in transport sector. Putting in context of sustainability and greenhouse gases emissions reduction that the world face nowadays, together with new technologies (ex.: Hybrid) for IC engines working with biofuels.

Keywords: sustainability, ethanol, IC engines, energy planning, transport

  • 1. RESPONSIBILITY NOTICE

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