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AM II - MIEM/MIEIG Carlos C. António, diapositivos

Funções de R n em R m
Funções de R n em R m

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AM II - MIEM/MIEIG Carlos C. António, diapositivos

Noções gerais sobre campos escalares e campos vectoriais
Noções gerais sobre campos escalares e campos vectoriais

Funções com domínio no espaço R n , para n>1, e contradomínio no espaço R m ,

para m1.

Quando m=1 a função diz-se real de variável vectorial ou simplesmente um campo escalar.

Quando m>1 designa-se por função vectorial de variável vectorial ou simplesmente um campo vectorial.

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1. Breves noções de topologia em R n

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Definição 1.1 – Bola aberta em R n , de centro a e raio r
Definição 1.1 – Bola aberta em R n , de centro a e raio r > 0
Sejam a∈R n , um ponto em R n , e r > 0, um número positivo dado. O subconjunto de R n
definido por
{
n
r }
B(a
;r
)
=
x
R
:
x − a
<
designa-se por bola aberta em R n , de centro a e raio r > 0.

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Exemplos (Bola aberta)

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- Para n=1 uma bola aberta de centro a e raio r é um intervalo aberto, centrado em a e de raio r, porque

1

B(

a;r

) =

{ x ∈ R : x − a
{
x
∈ R
:
x
a

< r}

2 - Para n=2 tem-se o interior dum círculo em R 2 , de centro a e de raio r, porque

   

}{

=

   

}

 

B(

a

;r

)

{

= x

 

R

2

:

x a

<

r

(

x ,x

1

2

)

R

2

:(

x

1

a

1

)

2

+

(

x

2

a

2

)

2

<

r

2

   

com

 

x =

(

x ,x

1

2

)

e

a =

(

a ,a

1

2

)

3 - Para n=3 tem-se o interior duma esfera em R 3 , porque, de modo análogo

 

B(

a

;r

)

{

= x

 

R

3

:

x − a
x − a

<

r

}{

=

(

x ,x

1

2

,x

3

)

R

3

:(

x

1

a

1

)

2

+

(

x

2

a

2

)

2

+

(

x

3

a

3

)

2

<

r

2

}

com

x =

(

x ,x

1

2

,x

3

)

e

a =

(

a ,a

1

2

,a

3

)

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Definição 1.2 – Bola fechada em R n , de centro a e raio r> 0

Para

a R n

e

r > 0, o subconjunto de R n definido por

{ n r } B(a ;r ) = x ∈ R : x − a
{
n
r }
B(a
;r
)
=
x
R
:
x − a

designa-se por bola fechada em R n , de centro a e raio r > 0

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Definição 1.3 - Ponto Interior a um conjunto S

Seja S um subconjunto de R n e seja aS; a diz-se um ponto interior de S se existir uma bola

aberta com centro em a, totalmente contida em S.

Então, se a é ponto interior de S, existe r > 0

tal que B(a;r)S.

O conjunto de todos os pontos interiores de S diz-se o interior de S e representa-se por int S.

Definição 1.4 - Conjunto Aberto

Um subconjunto O de R n diz-se aberto se todos os seus pontos são pontos interiores.

Por outras palavras, O é aberto se e só se

int O = O.

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Exemplos

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1 - Em R qualquer intervalo aberto ]a, b[ é um conjunto aberto.

Um intervalo fechado [a, b] não é um conjunto aberto porque para nenhum dos seus pontos extremos

existe uma bola do tipo ] a-r, a+r [ ou ] b-r, b+r [ contida inteiramente no intervalo dado.

2 – Considere-se o conjunto de R 2 definido por

]a,b[]× c,d[={(x ,x R

1

2

)

Este conjunto, que se designa por produto cartesiano dos intervalos

]a,b[

e

2

: x ][a,b

1

e

x ][c,d }

2

]c,d[

, é um conjunto

aberto em R 2 . Geometricamente, num sistema de eixos cartesiano, este conjunto é um rectângulo de

lados paralelos aos eixos, e que coincidem com os segmentos entre os pontos (a,c), (b,c), (a,d) e (b,d).

3 - Em R n podemos considerar a generalização do conjunto definido em 2. Assim obtém-se o produto

cartesiano de n intervalos, definido por

]a []a

1

,b

1

×

2

,b

2

[

×

L

×

]a

n

,b

n

[

=

{(x

1

, x

2

L

,

, x

n

)

R

n

: x

i

]a

i

,b

i

[

para i

=

1 2 L

,

,

,n }

Este conjunto é um conjunto aberto em R n , que se pode designar por intervalo em R n

Em geral designaremos por vizinhança de a qualquer conjunto aberto que contenha a.

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Definição 1.5 - Ponto Exterior a um conjunto S

Um ponto aR n diz-se exterior a S se existir uma bola aberta com centro em a, que não contém pontos de S. O conjunto de todos os pontos de R n exteriores a S chama-se o exterior de S e representa-se por ext S .

Definição 1.6 - Ponto Fronteira de um conjunto S Um ponto que não é um ponto interior nem ponto exterior de S chama-se ponto fronteira de S. O conjunto de todos os pontos fronteira de S formam a fronteira de S a qual se representa por S.

Definição 1.7 - Ponto de acumulação de um conjunto S

Um ponto aR n diz-se ponto de acumulação (ou ponto limite) de S se, em toda a bola aberta de centro a, existe um ponto de S diferente de a.

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2. Campos escalares: definições básicas, gráficos e conjuntos de nível

Considere-se um subconjunto DR n e uma função real f definida para

(

x 1

,x

2

,L ,x

n )

D

, ou

seja

f : D R

;

f diz-se um campo escalar de domínio D. Pode-se definir o domínio de f

como o conjunto

D =

{(

x ,x ,L,x

1

2

n

)(R :

n

f

x ,x ,L,x

1

2

n

) está definida }

que também é designado por Dom f .

O conjunto dos valores de

f, ou contradomínio de f, é um subconjunto de R que se designa por

CDf ou por Im f, imagem de f.

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Noção de gráfico de uma função de campo escalar:

No caso de uma função real de uma variável a noção de gráfico é dada por

Graf f =

{(

x, y

)

R

2 : x Domf e y =

f

(

x

) }

Este conjunto tem uma representação gráfica que é em geral uma curva em R 2 .

Generalizando a definição obtém-se, para uma função de n variáveis,

Graf

f =

{(

x ,x ,L,x

1

2

n ,z

)

R

n + 1

:

x Domf e z =

f

(

x ,x ,L,x

1

2

n

) }

Em geral este conjunto não tem uma representação gráfica; isto só acontecerá para n=1, como já

foi referido, ou então para n=2. Neste caso tem-se

Graf f = {(x, y,z)R

3 : ()x, y Domf e z = f ( x, y )}

e graficamente este conjunto é, em geral, representado por uma superfície de equação cartesiana

z=f(x,y) .

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Definição 2.1 Conjunto de Nível ( ( Considere-se a função o conjunto de nível de
Definição 2.1 Conjunto de Nível
(
(
Considere-se a função
o conjunto de nível de
f
x ,x ,L,x
n )
, definida para
,x ,L,x
∈ D
2
. Dado
c ∈ R
x 1
n )
,
1
2
f , associado a c , é o conjunto definido por
=
{(x
,x
,
L
,x
)(f
D :
x ,x
,
L
,x
) c}
=
L c
1
2
n
1
2
n
Note-se que os conjuntos de nível são subconjuntos do domínio da função.

Para n=2 a definição anterior fica

L {(x ,x ) ∈ D : f (x 1 ,x ) c} = c
L
{(x
,x
)
D :
f
(x 1
,x
) c}
=
c =
1
2
2

pelo que os conjuntos de nível são, em geral, curvas no plano.

Para n=3 tem-se

L {(x ,x ,x ) ∈ D : f (x 1 ,x ,x ) c}
L
{(x
,x
,x
) ∈
D :
f
(x 1
,x
,x
) c}
=
c =
1
2
3
2
3

e, neste caso, os conjuntos de nível são, em geral, superfícies no espaço.

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3. Campos vectoriais: definições básicas

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( Considere-se agora uma função F definida para ,x ,L,x , x 1 2 n
(
Considere-se agora uma função F definida para
,x ,L,x
,
x 1
2
n )
∈ D
D⊂ R n ,
n > 1, com
valores em R m , m>1; ou seja
m
F : D → R
(
x ,x ,L,x
x ,x ,L,x
)(
sendo
F
n )
=
(
f
(
,L, f
x ,x ,L,x
))
1
2
1
1
2
n
m
1
2
n
, um vector em R m ,
de componentes
f i , i=1,…,m; F designar-se-á por campo vectorial.
De modo análogo ao que foi definido para campos escalares, diz-se que o domínio de F é o
subconjunto D⊂ R n onde todas as componentes f i , i=1,…,m, estão bem definidas; e, por sua vez,
o contradomínio de F é o subconjunto de R m , formado pelos vectores de R m que são imagem por
F de algum vector em D .

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