Esta Ediçã o não “novo usa o ” aco rdo ortog ráfico

2 EDITORIAL

Dos Unófilos Fanáticos, Esta segunda edição da Papiris já vem um pouco tarde, devia ter saído no final do verão mas estamos quase no inverno. Independentemente disso, está nas bancas e pronta para o que se propõe, dar um olhar geral do que é a nossa equipa, esta família tagarela. Num futuro próximo serão requisitados mais voluntários para este projecto que vai ter mais 4 páginas de propósito para a participação de todos, a secção hobby, receitas, roteiro e fora de âmbito. Quanto à edição de outono, serve sobretudo para digerir toda esta mudança que nos tem acompanhado nos últimos meses, e dar um pouco de segurança a esta equipa quanto à sua integridade. Boas retenções (e poucos desligamentos) a todos…

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CLÃS, TROCAS E BALDROCAS
Eramos mais de 20 até agosto, desde aí que somos mais de quarenta. Houve dois upgrades fundamentais nessa altura, para que o bom funcionamento da equipa continuasse. A Ana Luísa, de volta ao lugar de auditora, e o Tiago Rafael de volta a supervisor. Com dois supervisores, a Lurdes e o Tiago, e dois horários diferentes, manhã e noite, alguém teve a ideia iluminada de dividir o grupo por duas equipas, e daí surgiram os “Fidbusters” e os “Mcfids”, clãs importantíssimos nestas trincheiras telemarktianas. Quanto aos clãs estamos esclarecidos. Relativamente às trocas e baldrocas, só queria apelar à calma dos colegas, de cada vez que muda alguma coisa nos procedimentos. Isto não está sempre a mudar, mas os mais novos apanharam a mudança como uma tempestade, dando a sensação de que, desde que entraram, que ainda não pararam de mudar. Lá está, fusões, Ufes, Sibeis, reference data, aris, e uns outros tantos tags, podem fazer uma certa confusão, mas dominando-os a todos começa a parecer tudo muito óbvio e fácil, e acabam-se os clientes em linha, à espera do agendamento, e possivelmente o tratfid tem uma pausa.[I.A.A.]

4 MEGADAYS
Muito se passou neste call center, desde a última edição da Papiris, a começar pela entrada de mais umas paletes de tagarelas, fresquinhos, que vieram reforçar as trincheiras. Se formos pensar em megadays, desde Agosto até à data, podiam ter havido uma data de megadays, a julgar pela motivação constante da equipa, mas temáticos, apenas dois se registaram até ao fecho desta edição, sendo que o primeiro durou o verão todo. Para celebrar a entrada de novos colaboradores, foi colocado um sol gigante numa parede do callcenter, com o nome dos seniores no centro, nos raios iam-se colocando os nomes dos juniores, à medida que estes se iam “orientando” nas retenções. Houve prémios para todos e no final do mês de Agosto, o prémio de “júnior com a melhor taxa de retenção”, foi atribuído ao Bruno Costa, que levou para casa um “kit praia” com toalha, chapéu-de-sol e tudo… O segundo megaday temático que recordo, é mais recente, aquando da sexta-feira 13 em Setembro, onde mais uma vez embarcámos numa “black Friday” de indumentária e a aviar retenções como se não houvesse amanhã. Se bem que nesta sexta-feira tenhamos invocado as origens desta afamada data, espalhando umas cruzes templárias pelo estaminé… [I.A.A.]

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6 CAPA

MANJARES À LÁ TAGARELAS
Jantares desta equipa são um assunto delicado, um mito urbano, secreto, que nem as vielas coimbrãs ousam revelar. E foram 2, distintos e no entanto interligados, por histórias que sempre nos acompanham e que usamos para nos conhecermos de novo.
A meio do verão, ficou decidido que se havia de fazer um jantar tagarela, em honra dos velhos tempos e também para recordar a saída de membros importantes como A Hortelão, o Peixoto, ou o Henrique. Esse jantar já estava marcado há uns dias, quando apareceram os novos recrutas, pelo que não foram devidamente notificados para comparecerem. Foi um jantar à antiga, um clássico de conversas e gargalhadas, que se estendeu pela noite fora. Já ninguém se lembra muito bem como foi, como é natural nos mitos urbanos, mas ainda temos uma vaga ideia de ouvir várias vezes a Silvestre a fazer pirraça porque ia de férias. O último jantar serviu para comemorar 1 ano de UNOF em Coimbra e também como ritual de passagem para os juniores que vieram reforçar a equipa, passando a integrar a família em pleno, depois de “mamar a bucha” connosco. Neste jantar tivemos uma boa surpresa, a companhia da nossa Coordenadora Cláudia Adão e o Bruno Fonseca, que vieram de Lisboa de propósito para celebrarmos todos. A maior baixa foi a nossa megachefe que estava no “bem bom”, entre as Arábias e a Africa. Este jantar foi divinal, com muita gente nova, o que fez “saltar a franga” a muita gente, lá para o final da noite. Estes caloiros revelaram-se uns tagarelas à maneira e até já se anda a providenciar um novo manjar só para reforçar os laços. Quanto a boatos sobre sangria até cair pró lado, cerveja Fucking Hell, cenas lésbicas em directo ou boquilhas psicadélicas. Ninguém sabe nada e ninguém se lembra de nada, lá está, mitos urbanos, estes manjares. [I.A.A.]

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8 TERAPIA DO RISO
encomenda. E o prato principal costuma ser o muito solicitado: “Este cliente é que ligou pra cá. Não tenho de fazer qpro, não é?” Ou então, “o que é a interacção?”. O primeiro mês com pessoas novas foi muito intenso, batemos dois recordes, o de NCs e o de indisponibilidade, mas mantivemos o nível de retenções. Depois houve o jantar de aniversário da equipa como Unof, e o ritual de passagem dos caloiros. A partir daí tudo melhorou na equipa que está forte e unida e pronta para tratar cenas como, lote único, prev. Churn, ou reativa. Falando em lote único, até aparece aqui uma imagem do fluxograma que esteve afixado na parede, só pra nós visualizarmos as voltas que temos de dar para chegar ao lugar-comum do costume, fidelizar. A mítica pergunta: “está-me a ouvi-la?”, passou a ser usada pela maior parte dos tagarelas, e mais recentemente passouse a usar um motivo de estado quando as SRs estão pendentes, que é o “callow-up fallback”. Desde que os novos entraram, já tivemos tantas formações que até já se ouve o impensável, de cada vez que somos convocados para uma: “Outra vez? Preferia estar a fazer chamadas.” O problema não tem sido as formações em si, mas a informação em massa que tem sido assimilada, é tanta que há pessoal que até tem sonhado com os procedimentos, control c control v, zcare e ods. [I.A.A.]

Em agosto, os unófilos tornaram-se mais fanáticos ainda, com a entrada de novos formandos, duplicando assim as fileiras de tagarelas e as SRs a corrigir. Aliás, Sibeis, Ufes e portais comerciais, começaram a parecer matrizes a abrir em Libreoffice, ou seja, com a calma que todos conhecem. O Pucarinho passou a ser a pessoa mais conhecida no callcenter, por ser o configurador oficial de emails e desencravador das mais profundas “anormalias” dos computadores. As frases, “O meu sipbar não dá”, “vejam aí se eu estou logada”, ou, “quando o Ufe der, avisem”, passaram a ser “muletas” linguísticas desde agosto. A ementa laboral passou a incluir uma salada muito dietética, chamada de “SRs com caloiros”, onde só faltarm os motivos de

CALINADAS 9
Do lado de lá: “…eu acho os canais HIV muito caros…” Do lado de lá: “…ó menina olhe lá. A sporttv está fora da box ou dentro da box?” Do lado de cá: “…estou a ligar da Box…” Do lado de cá: “…obrigado pelo tempo que me dispendeu...” Do lado de lá: “…o comercial lubriou-me, por isso é que aderi…” Do lado de cá: “…depois quando lhe acabar o período, ligue para nós…” Do lado de lá: “…eu tenho um sangsung garai 4…” Do lado de lá: “…eu recebi uma MSS vossa…” Do lado de lá: “…eu agora não estou cá em Portugal…” Do lado de cá: “…é preto e arredondado?” Do lado de lá: “…eu com o comando não consigo acertar nos postes...” Do lado de cá: “…o meu sip bar não dá…” Do lado de lá: “…foi lá o técnico instalar o telefone na coisa da minha irmã…” Do lado de cá: “… peço só que aguarde um momento em espera…” Do lado de lá: “…eu tou disvorciado…” Do lado de lá: “…a box tá sempre a reinicinalizar…” Do lado de lá: “…ele tinha uma cara, pior que um porco que eu tenho lá em casa…” Do lado de cá: “…conhece o novo canal, o IUIU?” Do lado de lá: “…eles disseram que vocês e eles, vão ter uma fusão em 1914…” Do lado de lá: “…estou a ligar para o apoio aos serviços?” Do lado de cá: “…é sinal que o sinal está bom…” Do lado de lá: “…aderi à OMUS…” Do lado de lá: “…eu tenho internet wirelet…” Do lado de cá: “…quem é que esteve a mexer na minha coisa?” Do lado de lá: “…os meus filhos com tranet, pra me ligar não paguem nada...” Do lado de lá: “…a minha mãe não quer a vossa televisão porque não recebe Emails...” Do lado de lá: “…estou aqui deitada, as almerródias não me deixam levantar...” Do lado de cá: “…há alguma ajuda que eu possa ajudar?” Do lado de cá: “…é uma proposta de angreliação de clientes…” Do lado de cá: “…de vez em quando sempre tenho dúvidas…” Do lado de lá: “…a mel vai-me pôr net de trinca baites…” Do lado de cá: “…estava aqui a olhar para o seu pacote…” Do lado de lá: “…o tócnico já cá esteve…” Do lado de lá: “…eu ando a pintar a casa, então desmanchei a aparelhagem…” Do lado de lá: “…já fui á vossa loja do Fócum tratar disso…” Do lado de lá: “…já é o 2º capote que tenho vosso, mas agora quero mudar para um mais barato, porque apanhei uma ursa nos intestinos e agora tenho pouco tempo…” Do lado de lá: “… aquilo vai abaixo, depois vai acima, depois vai abaixo e vai acima…” Do lado de cá: “…se não tem cabo é porque não dá para meter…” Do lado de cá: “…o senhor já teve oportunidade de molhar o seu serviço?” Do lado de lá: “…já não sou vosso… agora tenho a Zópêtê…”

10 CULTO TAGARELA
PARA LER
Kafka à Beira-Mar Autor: Haruki Murakami Kafka à Beira-Mar não será um livro de fácil leitura porque não é um livro simples. É um livro de escrita elegante, inteligente e acima de tudo misteriosa. Desde já explico ao possível leitor que a trama não se desenrola de forma clássica como estamos habituados nos romances ocidentais, digamos que entramos num mundo surrealista que nos hipnotiza e nos vicia até à última palavra. No decorrer da narrativa, o leitor interrogase mais do que se esclarece mas tudo isto é normal nos livros de Haruki Murakami, não quero com isto dizer que as respostas não estejam la, simplesmente não estão a primeira vista. Poderá parecer ao início, um livro nonsense, contudo com o aprofundar da leitura e com a escrita fluente e exigente de uma descrição pormenorizada da psicologia das personagens que nos, faz com que tenhamos mais vontade de ler o livro em busca de um pouco de sanidade. Em Kafka à Beira-Mar, encontramos personagens aparentemente diferentes, com modos de ser e de pensar distintas e com varias faixas etárias, no entanto todos sentem a necessidade que foram feitos para “algo” ou então foram levados a esse “algo”, pelos caminhos mais improváveis. Nestes caminhos alguns vão-se deparar com a morte, outros com sensibilidade poética de se estar vivo e para outros ainda, percorreram mundos, entre este mundo e o mundo dos “outros”. Haruki Murakami instaura seu romance no centro da angústia de um rapaz de quinze anos que deixa a casa do pai, levando consigo o pesado luto de também ter sido abandonado pela mãe. E do centro da angústia, o escritor vai alargando e apresentado outras personagens, como Nakata e a sua impressionante história, da viagem que irar tomar devido ao seu dom de falar com gatos e de só ter meia alma. A história de amor da senhora Saeki, tudo tingido por mar e por música, onde o passado e o presente se misturam. Para finalizar, Kafka à Beira-Mar não fala do fantástico, usa o fantástico como metáfora, para falar do passado e do futuro. O presente, neste mundo de fronteiras temporais pouco definidas, é um modo de coabitar a nossa história com os nossos anseios. Aqui fala-se de amizade de amor, de aprender amar, de perda, da morte, do depois da morte. Um livro que ultrapassa as barreiras culturais, no nosso meio literário não habituado a romances repletos de peixes que caem do céu de gatos que falam e prostitutas que citam Hegel. [Andreia Campainha]

PARA VER
Evil Dead (2013) Sinopse: Mais uma vez um grupo de adolescentes acaba por abrir um livro que claramente não deveria ser aberto. Evil Dead (2013), um remake do filme com o mesmo nome de 1981, acaba por se demonstrar uma versão razoável quando comparada com a original, um cult classic, adorado por fãs do género. Gore é a palavra chave neste filme, quem for fã, ficará deslumbrado pelo terror nojento/doentio, à antiga, e não ficara desapontado, já que este está repleto de sangue( ao ponto de cair do céu em forma de chuva) desmembramentos, línguas cortadas, entranhas e caras rasgadas a meio. Será demais? Talvez. Mas quando se trata de um filme de terror, para mais um remake, não haveria razão de ser se não tentasse ultrapassar

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o seu precedente em algo. O filme acaba por fazer-nos sentir claustrofóbicos e deixa-nos com uma sensação genuína de medo, algo que não é comum nos filmes de terror modernos. O facto do director, Fede Alvarez, ter apostado na utilização de prostéticas e efeitos no local, dá ao filme um felling mais orgânico e não tão falso. Em resumo acaba por ser um óptimo filme para se ver no Halloween, ou qualquer outra altura em que se esteja com vontade de ver alguém a arrancar o seu próprio braço de baixo de uma carrinha tombada. [Andreia Ferreira] audições, sei que nos transmitem algo melodicamente belo onde se cruzam faixas rápidas violentas, lentas e suaves. “Juárez” entra ao ataque, uma boa música de plateias em grandes concertos, esta faz sem dúvida lembrar algo familiar, um regresso às origens. Chegamnos ‘Panteão’ e “Pirâmica”, o melhor par de faixas do álbum, mais ao ritmo daquilo que foi feito no primeiro disco e no EP “Marsupial”. A faixa mais “comercial” e que fica no ouvido de todos os comuns mortais, é sem dúvida “ratos,” o restante álbum foi feito para consumo interno. Em “Febril” temos espaço para arranhar a voz no refrão, “Tremor Essencial” é simples e ensina-nos a não querer crescer com uma entrada que podia ter sido escrita por Roger Waters. “Tamborina Fera” é uma festa e “Volta” deixa em nós um sentimento de saudade, de mágoa com uns tons suaves e lentos, encaixa perfeitamente na actualidade portuguesa. André e Pedro continuam imparáveis na hora de misturar as melodias dissonantes, Cláudia também tem umas bass lines potentes (aquela no pré-refrão de “Ratos” foi uma ode a Nick Oliveri) e Hélio não se deixa ouvir tanto como dantes. Para finalizar, estava À espera de mais, penso que falta aquele toque especial que os outros álbuns deixaram em nós. [Andreia Campainha]

PARA OUVIR
Linda Martini - Turbo Lento [2013] Turbo lento é um álbum que necessita seguramente de mais do que uma audição, apesar do sentimento que Linda Martini tem, de se manterem únicos e fieis a eles mesmos, estes saem-se um pouco da casca com este trabalho. Claro que nós como ouvintes assíduos, desejamos sempre um disco melhor, que faça frente a “Olhos de Mongol” e “Casa Ocupada”, que foram estreias arrepiantes e fantásticas, onde se explorou a criatividade do quarteto no seu melhor, portanto existe uma questão que paira no ar, será Turbo lento um meio-termo capaz de surpreender? No seguimento desta pergunta e após várias

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