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G N O S E Arcanjo da Estação: URIEL ANO - LXXVI Vol. X -

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O S

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Arcanjo da Estação:

URIEL

G N O S E Arcanjo da Estação: URIEL ANO - LXXVI Vol. X - Nº

ANO - LXXVI Vol. X - Nº 02

da Estação: URIEL ANO - LXXVI Vol. X - Nº 02 Revista de Ciência Rosa-Cruz FEVEREIRO

Revista de Ciência Rosa-Cruz

URIEL ANO - LXXVI Vol. X - Nº 02 Revista de Ciência Rosa-Cruz FEVEREIRO Rio de

FEVEREIRO

URIEL ANO - LXXVI Vol. X - Nº 02 Revista de Ciência Rosa-Cruz FEVEREIRO Rio de

Rio de Janeiro - RJ - Brasil

      1 935 - 20 13   REVISTA MENSAL DA IGREJA GNÓSTICA DO
      1 935 - 20 13   REVISTA MENSAL DA IGREJA GNÓSTICA DO
 
   
 
 

1 935

-

20 13

 

REVISTA MENSAL DA IGREJA GNÓSTICA DO BRASIL ORGÃO OFICIAL DA FRATERNITAS ROSICRUCIANA ANTIQUA

 
 
 
 

Publicação Mensal

 

REG. Nº 007156405

 

Fundador:

Joaquim Soares de Oliveira

Diretor Responsável:

Dr. Alair Pereira de Carvalho

Redação e Diagramação:

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A Revista Gnose não é responsável

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SUMARIO

 

Os elementais

 

03

Deus, o Homem e a Natureza

 

04

O

poder da palavra

06

Fundação da FRA no Brasil

 

09

O

Gênesis reconstruído

10

Significado da iniciação

 

11

06 Fundação da FRA no Brasil   09 O Gênesis reconstruído 10 Significado da iniciação  
06 Fundação da FRA no Brasil   09 O Gênesis reconstruído 10 Significado da iniciação  

OS ELEMENTAIS

OS ELEMENTAIS e SALAMANDRA A NATUREZA é como o homem e possui dois lados: externo interno,

e

SALAMANDRA

A NATUREZA é como o

homem e possui

dois lados: externo

interno, corpo e

alma. A Natureza ou corpo é a parte ou reflexo visível do interno invisível.

Em nosso corpo, tal como na Na- tureza, existem certos elementos ou mentalidades a que chamamos de Espí- ritos do Fogo, da Água, do Ar e da Terra. Eles são os deuses mencionados no primeiro versículo da Gênese, responsá- veis pela formação do Céu e da Terra, assim como pela formação da contrapar- te sutil da Natureza inferior e densa. Eles possuem muitos ensinamentos para o aspirante, em quem despertam sua per- cepção e sensibilidade.

No joelho dos homens há um cen- tro que vibra e faz tremer as pernas quando se tem medo. É preciso revigorar este centro com a força elemental para poder entrar na contraparte sutil da Natu- reza. É preciso, também, limpar-nos e purificar-nos, a fim de não parecermos repulsivos aos Princípios Elementais.

Com o exercício e o valor de um herói, abrem-se-nos as portas da nature- za interna e entramos em contato com Elementais e Elementários.

Nessa atmosfera nada de mau pode ser pedido à Natureza. Ali não exis- tem dimensões. Contempla-se o Núme- ro, mas não o fenômeno. Concebe-se a causa e não o efeito, podendo-se passar de um estado denso a outro mais sutil.

Quando se viaja conscientemente

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sem o corpo, consegue-se alcançar a consciência da Natureza-Mãe, voltando então o homem a governar os elemen- tos. Em tal estado já se pode aprender

muitas fórmulas secretas dos Elementais

e da Magia Elemental, com as quais po-

de-se manipular a substância mental, provocando ilusões que o mundo rotula- ria de milagres. O engano da visão é uma delas. Tais seres elementais são os anjos de todas as religiões, encarrega- dos de propagar as boas obras e os pen- samentos virtuosos do homem, a fim de que estes cheguem a todas as mentes e sejam conhecidos por todos.

Todo verdadeiro artista é amigo dos Elementais. No entanto, santos e pecadores conseguiram entrar no mundo elemental. Os ignorantes ali penetrarão para procurar instruções que os capaci- tem a também dominar os elementais interiores. Foi a partir dessa esfera ele- mental que os profetas deste mundo fi- zeram suas previsões.

As pessoas que agem impessoal- mente penetram com mais facilidade nos domínios dos Elementais, porque a Na- tureza só retrocede ante os seres que agem de modo pessoal. Devemos imitar

a Mãe-Natureza em seu altruísmo, a fim

de podermos receber todas as suas ri-

quezas.

Todo governante deve aliar-se à Natureza, a fim de continuar dominando- se e governando. Muitos querem a rique- za primeiro, para depois dedicarem-se ao estudo, o que é de todo impossível. Toda posse em excesso elimina a pure- za e a simplicidade da vida, acumulando paixões e desejos que escravizam o cé- rebro do homem, afastando-o da sabe- doria que precisaria ter da parte superior da Natureza.

Os Elementais também repudiam

aos cruéis e, em geral, aos que buscam

a destruição da vida. Os exterminadores de animais recebem certas descargas atômicas que os impedem de atingir o desenvolvimento mental.

Os Elementais conhecem o ho- mem pela luz que emana dele e, caso sua existência seja abundante, obede- cem-no com alegria, ajudando-o. É o caso dos magos natos. Existem, porém,

magos de natureza inferior que recebem

o auxílio dos Elementais inferiores ma-

lignos, responsáveis pela criação de apetites anormais nas mentes humanas.

As raças recebem sua ciência e suas artes do Mundo Elemental. O ele- mental pode apresentar-se com a roupa que quiser e imitar qualquer ser que o agrade. Pode, também, dar ensinamen- tos vedados aos átomos inferiores a homens que mereçam ter acesso a seus

mundos

Com a ajuda de tais seres, pode- mos ver as funções internas dos órgãos físicos, assim como o funcionamento da mente em oposição ao desejo. Eles pro- tegem o homem contra o mal alheio. Em várias ocasiões, presenciamos casos em que pessoas descreveram enfermi- dades internas de pacientes sem ao me- nos tocá-los, enquanto noutras o diag- nóstico foi feito à distância, pelo exame de algum objeto que a eles tivesse per- tencido.

Dentro do corpo físico existem departamentos aonde os Elementais ensinam ao aspirante a forma pela qual plasmam os objetos, manipulando as substâncias mentais a fim de convertê- las em formas de inefável beleza, em todos os reinos da Natureza, do mineral ao angélico.

Dr. Jorge Adoum R+

Deus, o Homem e a Natureza

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Um dos princípios mais profundos do Ocultismo, baseado na grande lei da analogia é que a Natureza nos revela o que se passa em nós mesmos.

Para dar um exemplo nítido e típico, embora completamente desco- nhecido pela ciência oficial, mencionamos a pedra filosofal. Os Rosa-Cruzes a conheceram muito bem. Já num diário alemão de fins do século dezoito, encontram-se referências sobre esta misteri- osa pedra. Fala-se dela como de uma coisa perfeitamente real e diz-se: “Todos apalpam- na constantemente sem saber” E isto é abso- lutamente uma verdade incontestável.

Todos sabem que o homem inspira oxigê- nio e expira ácido carbônico, fenômeno que, para a ciência do Yoga tem um sentido físico e espiritual. O homem não pode aspirar ácido carbônico, porque, se o fizesse morreria into- xicado. As plantas, entretanto precisam dele para viver. As plantas renovam o ar e o tor- nam respirável, em retribuição, o homem e os animais fornecem às plantas o ácido car- bônico de que precisam para a sua subsistên- cia.

Que fazem as plantas com o ácido carbo- no absorvido? Constroem o seu próprio cor- po. Sabemos perfeitamente que o cadáver do vegetal é a hulha, o carvão de pedra. A hulha não é mais do que um vegetal petrifica- do.

O sangue vermelho, em contato com o ácido carbônico transforma-se em sangue azul que é purificado pelo oxigênio, porque, o homem e o animal não se podem servir do ácido carbônico para construir seus respecti- vos corpos. As práticas do Yoga são exercí-

não se podem servir do ácido carbônico para construir seus respecti- vos corpos. As práticas do

cios especiais que permitem ao homem con- verter o sangue vermelho em elemento bené-

fico ao seu organismo. E é assim que o Yo-

ga ensina ao homem a maneira, de fabricar o

seu corpo com o sangue, do mesmo modo que a planta fabrica o seu, com o ácido car- bônico, com o ácido carbônico.

Vemos portanto, que o poder de transfor- mação, que existe na Natureza, é representa- do pela hulha que é uma planta cristalizada.

A pedra filosofal, na sua significação mais

ampla, simboliza precisamente esse poder

de transmutação.

O homem (física e corporeamente consi- derado) e os animais têm um ancestral co- mum. O homem ascendeu e o animal des- ceu. Quanto a sua parte espiritual, provém dos Deuses. Neste sentido o homem é um Deus degenerado e o verso de Lamartine exprime uma grande verdade; O homem é um Deus decaído que se recorda do céu.

Houve uma época em que todos os seres

da Terra tinham, apenas uma vida semivege-

tal e semi-animal . A própria terra era um conjunto vivo e constituía, assim, um verda- deiro animal. Todo o seu solo formava-se de uma substância análoga à turfa (espécie de

hulha de formação recente) de que brotavam

florestas gigantescas, que em seguida, trans- formavam-se em hulha. Neste tempo a Terra

e a Lua formavam um só astro. A Lua repre- sentava o elemento feminino da terra

Há seres retardatários, que ficaram numa etapa inferior da evolução. O visco, o “viscum album,” por exemplo é uma prova dessa época, um sobrevivente do gênero de

plantas parasitárias que viviam, então sobre a terra, como agora, vivem sobre as árvores. Daí suas virtudes ocultas que os Druidas conheciam, e os levou a considerá-lo uma planta sagrada. O visco é um remanescente

da época lunar do Globo terrestre. É um pa-

rasita que aprendeu, com as demais plantas,

a viver diretamente sobre o reino mineral.

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A enfermidade é um fenômeno análogo.

É causada por uma regressão dos elementos

parasitários do organismos. Os Druidas co- nheciam essas relações entre o “viscum al- bum” e o homem, como podemos deduzir das referências ao assunto na lenda gaulesa de Baldour. O visco mata Baldour porque, esta planta é um elemento hostil da época precedente e não forma corpo com o ho- mem. As outras plantas, adaptadas a época,

ao contrário, juraram-lhe amizade.

converteu

em mineral, adquiriu pelos metais uma nova propriedade, a de refletir a luz.

Um astro não se torna visível no céu en- quanto não se tenha mineralizado. Existem nos espaços multidões de mundos que esca- pam a nossa percepção visual e só são de- vassados pela hiper-visão dos clarividentes.

Tanto a terra como o corpo físico do ho- mem mineralizaram-se, porém a característi- ca do homem é que existe nele um duplo movimento, e enquanto o homem físico retro- cedeu, o espiritual progrediu. São Paulo es- clareceu esta verdade, declarando que há

uma lei para o corpo e outra para o espírito.

O homem é, ao mesmo tempo, um fim e um

princípio.

O ponto vital, o ponto de interseção e de

volta à ascensão humana, foi o tempo da separação dos sexos.

Houve um período em que ambos os sexos se reuniam num mesmo indivíduo. O próprio Darwin aceita a possibilidade desta hipótese. Ao separarem-se os sexos surgiu um elemento novo, transcendental e imenso:

o Amor. A atração do amor é tão forte e mis- teriosa, que as borboletas tropicais, de sexos diferentes, trazidas para a Europa, a aclima- tadas a duzentas léguas umas das outras, ao serem postas em liberdade, voam e encon- tram-se exatamente na metade do caminho.

Fato análogo verifica-se entre o Mundo

Quando esta terra vegetal se

Humano e o Mundo Divino, assim, como en- tre o Reino Humano e o Reino Animal. O oxi-

gênio e o ácido carbônico são a introdução e

a

expulsão do ar dos pulmões. E assim como

o

Reino Vegetal exala o oxigênio, a humani-

dade exala amor, depois da separação dos sexos, e dos eflúvios desse amor vivem os deuses.

Por que motivo, tanto o homem como o animal, irradiam esta misteriosa força de atra-

ção?

O ocultista desvenda no homem atual um ser em plena evolução. O homem é simulta- neamente um deus decaído e um deus em evolução. O reino dos céus mantém-se com as irradiações do amor humano A Grécia antiga exteriorizou esta magnifica realidade com o mito do néctar – a ambrosia divina. Contudo, os deuses estão acima dos ho- mens e sua tendência natural seria conduzi- los da melhor maneira possível.

Porém, entre o homem e os deuses, er- gue-se um ser intermediário, como o “viscum

album” entre a planta e o animal. É Lúcifer e

o elemento lucífero.

Os deuses não tem outro interesse além

do amor dos homens. Lúcifer, entretanto, sob

o aspecto de uma serpente induziu o homem

a conhecer a ciência e Jeová o expulsou do

Paraíso. Porém Lúcifer é um deus decaído que só poderá reabilitar-se por intermédio do homem, incutindo-lhe o desejo de um conhe- cimento pessoal. É ele quem se opõe a vonta- de de Deus, que havia criado o homem a sua imagem. Os Rosa-cruzes definem o papel de

Lúcifer no mundo. Mais adiante trataremos deste assunto.

Por hoje, rememoremos a velha sentença da nossa Ordem: “Ó homem deves saber que através de ti passa uma corrente que sobe e outra que desce!

Eduardo Schuré – Gnose janeiro 1938

O poder da palavra

Eduardo Schuré – Gnose janeiro 1938 O poder da palavra Todos os seres, sem exceção alguma,

Todos os seres, sem exceção alguma, de- sejam possuir autori- dade, poderio ou mando que os faça, superiores aos de- mais seres.

Do ponto de vista físico, a teoria de Darwin cumpre-se maravilhosamente. A

sobrevivência dos mais aptos fisicamente

é um fato inegável. Já, porém, nos esta-

dos superiores como nos mais elevados tipos da evolução humana, a teoria darwi- niana perde completamente o seu valor, posto que, ali não é a superioridade de

atitude física a que causa o triunfo, senão

a superioridade intelectual a que marca o

êxito. Portanto, a teoria materialista não é verdade senão parcialmente. E se julgar- mos estados superiores, tão pouco é a capacidade intelectual a que vem dando

o triunfo definitivo. O intelectual pode lo-

grar triunfos parciais, porém se não une a intelectualidade à espiritualidade, fracas- sará finalmente.

A orientação espiritual do homem per-

mitir-lhe-á relacionar-se com poderes da natureza que lhe permitirão lograr verda- deira supremacia, não para estabelecer a perfeita harmonia espiritual, que nos pro- porcione domínio por superação, isto é, por plena relação do homem com os po- deres universais de amor, sabedoria, be- leza e verdade.

A palavra, como manifestação do VERBO CRIADOR, é um poder extraordi- nário, do qual a humanidade apenas se apercebeu por suas manifestações mais ou menos superficiais.

A palavra tem um poder imenso, cujo

alcance nunca podemos medir.

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A responsabilidade da palavra pronun- ciada é de tal natureza que todo o nosso destino, o bem e o mal que possa aconte- cer-nos, depende praticamente da exteri- orização do sentimento e do pensamento através da palavra.

“A palavra quando é justa e harmoni- camente pronunciada, fundamentando sua exteriorização em tudo o que seja verdadeiro, justo e exato é prata; o silên- cio, porém durante o qual se verificam profundas transformações em nossa na- tureza interna é ouro”.

Entre os muitos caminhos de purifica- ção, de elevação e transformação espiri- tual temos o do reto uso da palavra.

Se um espiritualista consciente das leis de evolução usa a palavra somente para exteriorizar os sentimentos e pensa- mentos retos e nobres, que tenham por único objetivo elevar o estado físico e mental das pessoas que o escutam logra- rá transformações incríveis em um tempo relativamente curto. Por outro lado, aquele que, inconscientemente do mal que causa a si mesmo, emprega sempre sua palavra apenas no sentido negativo, isto é, para evidenciar as muitas debili- dades humanas, não fará outra coisa, com este exercício, que intensificar o de- senvolvimento daquelas mesmas debili- dades em sua própria natureza. Esta é a razão pela qual aquele que fala insisten- temente sobre os defeitos de outros aca- ba, em pouco tempo, praticando aqueles atos que criticava acremente em outras pessoas.

O homem que deseje verdadeiramen- te triunfos não deve exteriorizar, de modo algum, a negativa situação que esteja atravessando em um momento determi- nado. As lamentações prejudicam invari- avelmente àquele que as faz a todas as horas. Quando o homem se encontra em

condições negativas, penúrias de qual- quer natureza e se lamenta, com todas as suas amizades, daquele estado não faz mais que intensificar dita condição em proporções agigantadas, sem lograr com isto benefício pessoal algum. Uma ligeira reflexão nos provará esta verdade, ninguém prestará auxílio direto àquele que se lamenta, senão que, pelo contrá- rio, trata de cravar maior quantidade de vibrações pessimistas no desgraçado que assim se lamenta. Estas vibrações irão aumentando o desastroso estado interior, trazendo como conseqüência, maiores fracassos.

Se em lugar de lamentar-nos, trata- mos de dominar internamente aquela física condição e a transformamos em fortaleza, em esperança e pleno otimis- mo, lograremos verdadeiramente realizar uma santa alquimia, por meio da qual o mal se transformará em bem.

Não esqueçamos que lamentar-nos de uma coisa é, simplesmente, intensificá -la em nós mesmos.

Na Bíblia, esse livro extraordinário no qual se encontram as orientações preci- sas que o homem deve tomar em cada caso particular, lemos o seguinte: “Se alguém não se ofende em palavra, este é varão perfeito, que também pode com freio governar todo o corpo”.

“Eis que pomos freios na boca dos cavalos para que nos obedeçam e gover- namos todo o seu corpo”.

Olhai também os navios, embora tão grandes e levados de impetuosos ventos, são governadas com um muito pequeno timão por onde queira aquele que as go- verna”.

“Assim, também a língua é um mem- bro pequeno que se glorifica de grandes coisas. Eis aqui um pequeno fogo. Quão

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grande bosque incendeia! “

E a língua é um fogo, um mundo de malda- de. Assim, a língua está posta entre nossos membros e contamina todo o corpo, inflama a roda da criação e é inflamada do inferno, “de infernus“, estado ou lugar inferior.

Estas passagens claras e precisas sobre o que é o poder da palavra são lidas em Santia- go, III, 3-6.

Se a palavra fosse usada pela raça somen- te no sentido harmonioso para exteriorizar a verdade, a beleza e o bem, já teríamos regres- sado ao paraíso, onde todas as coisas e todos os seres estão em seu perfeito estado e lugar, cumprindo formosamente a finalidade da vida, sem entorpecer, de modo algum, a marcha geral para o bem final, que é o objetivo da evo- lução.

O poder da palavra é de tal natureza que, proceda de onde proceda, de ser grande ou pequeno, produz uma mudança definida em nossa interna psique. Prestem firme atenção os estudantes da ciência R+C e se convence- rão dessa verdade, quando escutamos uma frase, não importa quem a pronuncie, produz- se uma mudança perfeitamente definida em nossa natureza interior; se a palavra é harmoni- osa transmite-nos esse estado, se é desarmô- nica produz perturbação.

Muitos estudantes pedem todos os dias práticas espirituais com o fim de fazer progres- so na Sagrada senda. Damos hoje uma práti- ca transcendental no manejo da palavra. Que cada um dos estudantes da F R A não empre- gue sua palavra senão sempre com santos e elevados fins, fazendo somente aquilo que tenda a exteriorizar a verdade, a enobrecer a vida, a sublimar a aspiração, a engrandecer o sentimento, enfim, a provocar naqueles que o escutam o sublime e nobre desejo da supera- ção espiritual. E por este meio que é o bas- tante, poderão obter-se transformações e ele- vações nem sequer suspeitadas por aqueles

que não sabem o que é o transcendental, o extraordinário poder da palavra.

A palavra harmoniosamente pronunciada

aumenta extraordinariamente as fontes da vida, tonifica o coração, purifica o cérebro, equilibra a economia e faz a vida prazenteira; ao passo que as palavras desarmônicas que estejam carregadas de vibrações negativas, de pessi- mismo, de ódio, de inveja, de malquerença em qualquer de suas formas, prejudicam aos que

as pronunciam no sentido físico, intelectual e moral.

O poder que produz a palavra é o Logos ou

energia que palpita em toda a criação. E, se a criatura trabalha em harmonia com as Leis Universais aumenta a sua força e seu poder; se trabalhar contra elas, prejudica profunda- mente seu equilíbrio e é causa de entorpeci-

mento e de dor.

Quando o homem aprender a usar reta- mente a palavra, terá vencido o dragão da len- da, logrando o triunfo definitivo que faz a supe- ração das almas verdadeiramente grandes e nobres.

O organismo do homem é como um instru- mento de que devemos arrancar sempre notas melodiosas, que seja o encanto do artista e a expansão daqueles que ouvem suas gratas harmonias.

Ademais, como já o sabem os estudantes da F R A , a palavra harmoniosamente pronun- ciada e de acordo com determinados sistemas que se dão na educação esotérica, produz efeitos conhecidos com o nome de Magia. Porém, para que o homem cheque a ser um perfeito mago branco tem que aprender a utili- zar a palavra sempre dentro do reto, do justo e do exato; e somente para despertar aquelas vibrações que tendem a criar a bondade a be- leza e o bem.

(Traduzido da Revista Fraternidade Rosa Cruz) Gnose outubro 1937.

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FUNDAÇÃO DA F R A NO BRASIL

FUNDAÇÃO DA F R A NO BRASIL Mestre: Coaracyporã Descrita pelo sau- doso Sob. Com. da

Mestre: Coaracyporã

Descrita pelo sau- doso Sob. Com. da FRA Coa- racyporã, na FA- MA-FRA Nr. 5, Ano I, de

27.07.1997

E

m

um

1933 apareceu em S.Paulo jovem estudante Rosa-Cruz,

credenciado pelo Mestre HUIRACOCHA, para fundar um Ramo da secular Escola de Ocultismo no Brasil. Chamava-se José Ca- gliosto Cambareri. Entrou em contato com estudantes maçons e teosofistas, e instalou a 1ª. Loja ROSA-CRUZ, em São Paulo, no dia 27 de fevereiro de 1933, em pleno Car- naval. Entre os Membros estava o jovem teósofo Joaquim Soares de Oliveira, funcio- nário do Banco do Brasil, diplomado em Ciências Contábeis, o qual secretariou a Ata da fundação. A Loja R+C São Paulo, foi fundada sob os auspícios da AUGUSTA FRATERNIDADE BRANCA R+C ANTIGA, cujo Soberano Grande Comendador era um cientista e médico alemão, Dr. Arnold Krumm-Heller.

Entre os primeiros filiados se achava a escritora Rachel Prado, a qual, vindo ao Rio, se encontrou com seu amigo, Dr. Do- mingos Magarinos, com o qual combinou trazer o Sr. Cambareri ao Rio, para fundar uma Loja R+C, na então Capital do País. O Mestre Cambareri se afeiçoara ao jovem Soares e o trouxe consigo, incumbindo-o de secretariar a Ata da nova Loja R+C, que foi fundada na residência do Tnte. Amaro de Azevedo, então estudante de medicina, na

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rua Garibaldi, no Alto da Tijuca.

Seguiram-se aulas diárias para prepara- ção dos novos estudantes. Cambareri se

revelou um verdadeiro Mestre e se dedicou, de corpo e alma, ao novo Capítulo R+C, a

tal pondo que adiou seu retorno à Europa, a

fim de procurar uma Sede digna de instalar

a Loja. Encontraram-na na rua Desembar-

gador Isidro, nº. 166, Tijuca. Uma vez insta- lado, o Mestre viajou para a Europa. Mante-

ve por longos anos contato com Soares, o

qual havia trazido para o Rio e a quem cou- be a direção da Fraternidade, até sua pas- sagem aos planos eternos da Luz. Sua amizade se estendeu aos outros que se

fizeram seus amigos e admiradores, como

o Dr. Magarinos, Guimarães, Câncio do

Amaral, Edgar Rumann Soares e outros.

Depois da 2ª. Grande Guerra, consegui- ram trazer Cambareri, novamente, ao Rio, com ajuda especial de Edgar R.S., Dr. Gui- marães e Drago.

Cambareri, ao chegar no Rio, e segun- do nos declarou, julgava também que o

Mestre Huiracocha teria sucumbido durante

a guerra.

Depois de ligeiro encontro coletivo, na FRA, combinamos um encontro individual, no sítio do Irmão JOSÉ FLORES, em Tin-

guá. Nessa oportunidade analisamos todos

os aspectos da atual situação. Era um do-

mingo. Na terça-feira seguinte, na sede da FRA, Cambareri deu por encerrada sua atividade atual na Fraternidade, alegando que fora incumbido de outra Missão, com alguns Irmãos, além da própria esposa, que trouxera da Itália.

Em seguida, seguiram para S.Paulo e construíram um Templo para a "Fraternidade do Archanjo Miguel", no "Bananal" Paulistano.

Coaracyporã R +

O GÊ NE SIS R E CONSTR UÍD O Introdução

O GÊ NE SIS R E CONSTR UÍD O Introdução Li- vros é, até os tempos

Li-

vros é, até os tempos atuais, a Bíblia. Ante este monumento, so- brevivente das Idades, encontra- mos a Humanidade dividida em três seto- res:

- Os que têm fé cega na Bíblia e estão convencidos de que este Livro constitui a base da civilização; e, além disso, é o fundamento do Cristianismo, tal como se conhece hoje;

- Os “cientistas”, que zombam da Bíblia em cuja divina inspiração nenhum homem culto crê; ao contrário, zombam dos ingênuos que o tomam por um livro revelado e histórico; e

- Os pouquíssimos seres que trata- ram de penetrar nos mistérios da sagrada Bíblia, para compreendê-la e lançar ao mundo seu sentido verdadeiro.

Em nossas mãos havia um folheto escrito por Carlos Brandt, intitulado “O FANATISMO RELIGIOSO” e, em seu prólogo, diz o seguinte: - “A Fé é um pa- rasita que somente floresce no campo estéril da ignorância e da indolência”. Nós não somos polemistas; tampouco podemos repetir aqui tudo o que disse- ram Cristo e São Paulo sobre a Fé; po- rém, quiséramos perguntar ao autor: - “Que seria do homem quando perde sua fé? E o que seria da própria Ciência, anti- ga e moderna, se ela própria não fosse guiada pela Fé?”

O

Livro

dos

Ciência uma vez foi Fé, disse Lovel.

Tem-se acreditado que a palavra Fé

significa uma forma simples de crença baseada principalmente na ignorância e na supertição. Por isso os que têm acre- ditado que a aquisição intelectual era a forma mais alta de inteligência que se podia alcançar têm preferido declarar a chamada “FÉ CEGA” somente conveni- ente às mulheres, crianças e ministros religiosos.

Alguns, por meio do intelecto, já não querem crer em nada senão naquilo que

se pode ver, tocar, ou explicar intelectual-

mente.

São Paulo define a fé desta maneira: - “É, pois, a Fé, a substância das coisas que se esperam, a demonstração das coisas que não se vêem”.

Um pastor protestante em sua prédica sobre a fé se dirigiu a um casal sentado

na igreja e disse: - “Sr. Janson! O senhor tem fé que os cinco filhos que tem com sua esposa são seus; entretanto, a se- nhora Janson não necessita ter esta fé, pois ela tem a certeza e segurança sobre isso”. Deste sábio exemplo se deduz que

a Fé verdadeira explica que as coisas

que se vêem não são feitas das coisas visíveis, senão das invisíveis. Disto, com- preendemos que qualquer coisa que de- sejamos está nesta substância invisível, e a Fé é o poder de trazê-la à realidade para nós.

“E que mais lhes digo? – ensinava São Paulo – porque o tempo me faltará contando de Gedeão, de Barac, de San- são, de David, de Samuel e dos profetas, que por sua Fé ganharam reinos, obra- ram com justiça, alcançaram promessas, taparam a boca dos leões ”

E aquele que disse:

tudo é possível.”

- “Ao que crê,

Dr, Jorge Adoum

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  “ SIGNIFICADO DA INICIAÇÃO ”   E M outro lugar se disse que a
  “ SIGNIFICADO DA INICIAÇÃO ”   E M outro lugar se disse que a
 

SIGNIFICADO DA INICIAÇÃO

 

E M outro lugar se disse que a palavra iniciação se deriva do latim Initiare e tem a mesma etimologia de initium, iní-

 
 

cio, começo, ou vindo ambas de in-ire, ir para dentro ou ingredir. Então, a palavra Iniciação tem o duplo sentido de começar ou ir

para dentro. Em outras palavras: Iniciação é o esforço que realiza

o

homem para novamente ingredir, para ir para dentro de si mes-

mo, em busca das verdades eternas que nunca saíram à luz, ao

mundo externo.

 

Iniciação é equivalente a religião, de re-ligare, ligar novamente.

 

É

a volta do filho pródigo ao seio de seu Pai, depois de haver erra-

do largo tempo no mundo material, sofrendo misérias e fomes.

 

O

iniciado é o ser que conheceu seu erro e volveu a ingressar

 

ao interior de sua casa paterna, ao passo que o profano fica fora do templo da Sabedoria, longe do real conhecimento da verdade e

 

da virtude, dedicado à satisfação de seus sentidos externos.

Assim, pois, esse ingresso (Iniciação) não é, nem pode consi- derar-se unicamente como material, nem é a aceitação de uma de- terminada associação, mas o ingresso a um novo estado de cons- ciência, a um modo de ser interior, do qual a vida exterior é efeito

e

consequência.

 

É

o renascimento indicado pelo Evangelho; é a transmutação

 

do íntimo estado do homem para efetivamente iniciar-se ou ingres-

 

sar na vida nova que caracteriza o Iniciado, não, como supõem aqueles que se julgam iniciados desde o momento em que começa sua Iniciação.

 

A

Iniciação é o renascimento iniciático, ou seja, a negação de

 

vícios, erros e ilusões que constituem os metais grosseiros ou qualidades inferiores da personalidade para afirmação da Verda- de, da Virtude e da Realidade, que constitui o ouro puro da Indivi- dualidade, a perfeição do Espírito que em nós se expressa através

 

de nossos ideais elevados.

 

Todo homem de boa vontade, bom e santo, é o verdadeiro Inici-

 

ado, sem ter necessidade de pertencer a uma Ordem externa, visto

ser membro da Fraternidade Branca Subjetiva.

 

Dr. Jorge Adoun R +

de pertencer a uma Ordem externa, visto ser membro da Fraternidade Branca Subjetiva. ∆   Dr.
de pertencer a uma Ordem externa, visto ser membro da Fraternidade Branca Subjetiva. ∆   Dr.
A FRA mantém um Curso para candidatos aspirantes denominado Aula Fundamental CAMBARERI, com a duração

A FRA mantém um Curso para candidatos aspirantes denominado Aula Fundamental CAMBARERI, com a duração aproximada de um ano. O candidato terá direito a frequentar estas aulas, se assim o desejar, pelo tempo que mais lhe convenha, antes de assumir o compromisso de tor- nar-se Membro da FRA. Na Aula Fundamental, o candidato poderá parti- cipar de aulas práticas (individuais e coletivas), tais como A Prática do Silêncio, Meditação, Visualização Criativa, entre outras, alternadas com palestras, rituais, e, só então, o candidato, ciente pelos princípios, méto- dos de instrução e poderá ser convidado a submeter-se ao Ritual de Iniciação, dando início então à sua admissão ao Círculo interno, no 1º Grau R+C.

Caso você queira se filiar a Fraternitas Rosicruciana Antiqua, conhecen- do nossa filosofia Rosa-Cruz, nossos cursos e nossas práticas, escreva- nos ou passe um e-mail, solicitando o material necessário para se tornar um estudante rosa-cruz, podendo também ser um membro correspon- dente caso não haja filiadas em sua cidade.

ATIVIDADES PÚBLICAS

Segunda-feira:

- Aula Fundamental às 20:00hs (palestras e rituais) (exceto nos dias 27 de cada mês), consulte a nossa programação em nosso site no link “Aula Fundamental”.

Domingo:

- Missa Gnóstica às 09:00hs

Fraternitas Rosicruciana Antiqua

http://www.fra.org.br E-mail: fraternitas@fra.org.br