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1-1 Universidade Federal do Rio de Janeiro Escola Politécnica Departamento de Recursos Hídricos e Meio Ambiente

Universidade Federal do Rio de Janeiro Escola Politécnica Departamento de Recursos Hídricos e Meio Ambiente

HIDROLOGIA GERAL

NOTAS DE AULA

Departamento de Recursos Hídricos e Meio Ambiente HIDROLOGIA GERAL N OTAS DE A ULA Prof. Paulo

Prof. Paulo Renato Barbosa

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HIDROLOGIA

BIBLIOGRAFIA:

1. Hidrologia (Ciência e Aplicação). Ed. ABRH/USP. Organizador: Carlos Eduardo Morecci Tucci.

2. Hidrologia Aplicada – Ed. McGraw Hill – Swami M. Villela & Arthur Mattos

3. Hidrologia Básica – Ed. Edgard Blücher Ltda. - Nelson de Souza Pinto.

INTRODUÇÃO

O MEIO AMBIENTE E OS RECURSOS NATURAIS

A água é um mineral líquido formado por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio (H 2 O). Devido à

sua capacidade de solubilização de gases e de erosão dos continentes, a água não se encontra pura na natureza, e sim como uma dissolução aquosa de sais e matéria orgânica.

O ser humano é constituído de aproximadamente 63% de água e necessita de aproximadamente 2 litros de água por dia para sobreviver”.

O APARECIMENTO DA URBE

Os primeiros grupos humanos sobre a Terra eram nômades e viviam da coleta. Como desenvolvimento das tecnologias de caça, vestuário e abrigo, o número de indivíduos que atingia a idade adulta aumentava e assim, a população. O modo de vida nômade não mais atendia às necessidades do grupo e foi necessário estabelecer agrupamentos em áreas que fornecessem condições de vida, água abundante e terras férteis, para agricultura e pecuária.

em áreas que fornecessem condi ções de vida, água abundante e terras férteis, para agricultura e

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UM POUCO DE HISTÓRIA

Apesar de não possuírem o conhecimento teórico dos fenômenos hidráulicos, os povos antigos realizaram notáveis obras de engenharia.

4000 AC Barragens no Rio Nilo;

3000 AC Canais de Irrigação na Mesopotâmia;

2000 AC Aquedutos e Canais (Roma, Grécia, China); Defesas contra enchentes.

e Canais (Roma, Grécia, China); Defesas contra enchentes. A C RONOLOGIA DO D ESENVOLVIMENTO DA T
e Canais (Roma, Grécia, China); Defesas contra enchentes. A C RONOLOGIA DO D ESENVOLVIMENTO DA T

A CRONOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO DA TEORIA HIDROLÓGICA.

Século XV;

Leonardo da Vinci explicou a salinidade dos mares pela ação das águas continentais que ao se infiltrarem e escoarem carregavam os sais para os mares;

Século XVII;

Abade Perrault mediu durante três anos a precipitação na bacia do Rio Sena. Medindo o

escoamento superficial e conhecendo a área de drenagem, demonstrou que a precipitação era suficiente

para suprir a vazão do rio;

Mariotte

conseguiu medir a descarga do rio;

mediu a velocidade da vazão do rio e com as medidas da seção transversal do rio

Halley mediu a taxa de evaporação do mar Mediterrâneo e demonstrou que a quantidade evaporada seria suficiente para garantir a vazão dos rios que desembocavam na região

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Século XVIII;

Bernoulli piezômetro

Pitot tubo de Pitot

Chézy fórmula (V

=

C

Século XIX;

R i H
R
i
H

)

Hidrologia Experimental; A experiência da Califórnia.

Século XX;

1 a metade: Hidrologia Experimental Teórica (EUA); foram construídos canais, barragens, sistema de irrigação e proteção contra enchentes.

2 a metade: Hidrologia Estocástica; o acesso mais fácil aos computadores digitais permitiam o desenvolvimento de vários métodos estatísticos de manipulação de dados temporais.

“Se tens de lidar com água, consulta primeiro a experiência e, depois a razão”.

Leonardo da Vinci

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O AQUECIMENTO DESIGUAL DA SUPERFÍCIE DA TERRA

1-5 O A QUECIMENTO D ESIGUAL DA S UPERFÍCIE DA T ERRA O SOL A TERRA

O SOL

O A QUECIMENTO D ESIGUAL DA S UPERFÍCIE DA T ERRA O SOL A TERRA Ao

A TERRA

Ao transladar ao redor do Sol com órbita elíptica a Terra se aproxima (periélio) e se afasta (afélio) do Sol. Sua trajetória de translação atravessa o plano de translação do Sol (eclíptica), formado por seu deslocamento no espaço em direção a estrela Vega, da constelação da Lira.

Este plano forma com um plano imaginário passando pelo Equador da Terra um ângulo ora mais, ora menos 23 o 27’, conforme a posição da Terra em seu próprio movimento de translação.

São assim definidos quatro pontos notáveis em sua órbita de translação.

e dois equinócios, pontos que definem o início e o fim das estações do ano.

Esses pontos são dois solstícios

e dois equinócios, pontos que definem o início e o fim das estações do ano. Esses

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Equinócio de outono no hemisfério sul. A linha que separa a zona iluminada da escura passa exatamente pelos pólos. O dia e a noite duram 12 horas em toda a Terra. Ocorre a 21 de março.

Solstício de inverno no hemisfério sul (21 de junho).

Neste caso, onde é inverno, temos a noite mais

longa do ano.

Equinócio de primavera no hemisfério sul, ocorre em 23 de setembro.

Solstício de verão no hemisfério sul (21 de dezembro). Neste caso, temos a noite mais curta do ano.

Em seu movimento de rotação ao redor de seu eixo (reta imaginária que atravessa os pólos), no sentido de oeste para leste, a Terra oferece sempre apenas um hemisfério à radiação eletromagnética do Sol.

A forma "quasi" esférica da Terra, a inclinação do seu eixo de rotação em relação eclíptica e a órbita descrita pelo seu movimento de translação ao redor do Sol, são os principais responsáveis pelas diferenças de temperatura entre o equador e os pólos, pela existência das quatro estações do ano e conseqüentemente pela existência de variados climas na superfície do globo terrestre.

de variados climas na superfície do globo terrestre. ♦ Afélio – ponto de máximo afastamento da

Afélio – ponto de máximo afastamento da órbita da Terra em seu movimento de translação ao redor do Sol.

Periélio – ponto de menor afastamento da órbita da Terra em seu movimento de translação ao redor do Sol.

Além dessas variações ao longo do ano na recepção de radiação eletromagnética do Sol, devido à distância e ponto de incidência, a radiação solar atravessa a atmosfera e pode encontrar, ao chegar na superfície, oceano ou solo. No solo, a topografia do planeta está longe de ser homogênea e os tipos de solo da superfície são muito diferentes.

Enfim, toda essa variedade faz com que a capacidade de retenção e reflexão de radiação, dos diferentes pontos da superfície do planeta seja extremamente variável. Essa variabilidade leva à temperaturas também extremamente variáveis.

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ALGUNS TIPOS DE SUPERFÍCIE DA TERRA

1-7 ALGUNS TIPOS DE SUPERFÍCIE DA TERRA OCEANOS DESERTOS TUNDRA FLORESTAS SAVANAS MONTANHAS Essas diferentes

OCEANOS

1-7 ALGUNS TIPOS DE SUPERFÍCIE DA TERRA OCEANOS DESERTOS TUNDRA FLORESTAS SAVANAS MONTANHAS Essas diferentes

DESERTOS

1-7 ALGUNS TIPOS DE SUPERFÍCIE DA TERRA OCEANOS DESERTOS TUNDRA FLORESTAS SAVANAS MONTANHAS Essas diferentes

TUNDRA

TIPOS DE SUPERFÍCIE DA TERRA OCEANOS DESERTOS TUNDRA FLORESTAS SAVANAS MONTANHAS Essas diferentes temperaturas,

FLORESTAS

DE SUPERFÍCIE DA TERRA OCEANOS DESERTOS TUNDRA FLORESTAS SAVANAS MONTANHAS Essas diferentes temperaturas, que variam

SAVANAS

DA TERRA OCEANOS DESERTOS TUNDRA FLORESTAS SAVANAS MONTANHAS Essas diferentes temperaturas, que variam ao

MONTANHAS

Essas diferentes temperaturas, que variam ao longo do dia, provocam diferentes pressões e daí, resulta o

É o vento, que aliado à evaporação provocada pela temperatura, que faz circular o vapor d’água

vento.

pela atmosfera.

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A UMIDADE

Evaporação – É quando moléculas de vapor de água vão para o ar aumentando a umidade do ar. O aumento da temperatura aumenta a entropia e, conseqüentemente, o número de choques entre as partículas. Assim, as moléculas trocam mais quantidade de movimento e, eventualmente, uma molécula supera a película formada pela tensão superficial e é lançada na atmosfera.

Ar Mar
Ar
Mar

Atmos – vapor. Sfera – esfera.

CAMADAS DA ATMOSFERA

A

atmosfera é constituída de cinco camadas: troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera e exosfera.

O

ar se torna mais rarefeito quanto mais a gente sobe, e é por isso que os alpinistas normalmente levam

oxigênio com eles quando escalam altas montanhas. A troposfera é a única camada em que os seres vivos podem respirar normalmente. Troposfera - As condições climáticas acontecem na camada inferior da atmosfera, chamada troposfera. Essa camada se estende até 20 km do solo, no equador, e a aproximadamente 10 km nos pólos. Estratosfera - A estratosfera chega a 50 km do solo. A temperatura vai de 60ºC negativos na base ao ponto de congelamento na parte de cima. A estratosfera contém ozônio, um gás que absorve os prejudiciais raios ultravioletas do Sol. Hoje, a poluição está ocasionando "buracos" na camada de ozônio. Mesosfera - O topo da mesosfera fica a 80 km do solo. É muito fria, com temperaturas abaixo de 100ºC negativos. A parte inferior é mais quente porque absorve calor da estratosfera. Termosfera - O topo da termosfera fica a cerca de 450 km acima da Terra. É a camada mais quente, uma vez que as raras moléculas de ar absorvem a radiação do Sol. As temperaturas no topo chegam a 2.000ºC. Exosfera - A camada superior da atmosfera fica a mais ou menos 900 km acima da Terra. O ar é muito rarefeito e as moléculas de gás "escapam" constantemente para o espaço. Por isso é chamada de exosfera (parte externa da atmosfera).

de gás "escapam" constantemente para o espaço. Por isso é chamada de exosfera (parte externa da
de gás "escapam" constantemente para o espaço. Por isso é chamada de exosfera (parte externa da

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De uma forma geral, os desertos e a “Rain Forests” existem, não por causa das diferenças de temperatura, e sim pela existência, ou não, de umidade na troposfera (camada da atmosfera mais próxima do solo). Na troposfera, o gradiente de pressão é hidrostático (quanto maior a altura, menor a pressão).

A DISTRIBUIÇÃO DA UMIDADE NA TERRA.

a pressão). A D ISTRIBUIÇÃO DA U MIDADE NA T ERRA . C IRCULAÇÃO A TMOSFÉRICA

CIRCULAÇÃO ATMOSFÉRICA

Rotação da Terra: Aceleração de Coriolis.

Esta aceleração provoca padrões de circulação de ar na atmosfera. Esses ventos transportam umidade. A quantidade de precipitação depende da altitude, localização, vegetação e relevo. (Ex.: Monções da Índia, El Ni ñ o)

Durante a época das grandes navegações os portugueses, com o uso da bússola e do astrolábio eram capazes de identificar a latitude do ponto onde estavam, mas a dificuldade para estabelecer a longitude era enorme. Assim, começaram a reunir informações generalizadas sobre os locais onde navegavam. Essas informações incluíam a direção dos ventos e das correntes marítimas, a cor e a salinidade do mar, a presença de aves, algas e quaisquer outras coisas que pudessem caracterizar um local.

Esse volume de informação levou à confecção dos altamente valiosos mapas sinóticos figurativos chamados de “portulanos” que davam aos capitães das naus portuguesas uma grande vantagem competitiva em relação aos seus adversários ingleses, holandeses, espanhóis e franceses. Os portugueses haviam descoberto que existe um padrão de circulação global na atmosfera terrestre.

e franceses. Os portugueses haviam descoberto que existe um padrão de circulação global na atmosfera terrestre.

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UMIDADE ABSOLUTA

Definição: Quantidade de vapor d’água existente por unidade de volume na atmosfera.

UMIDADE RELATIVA

Definição: É a razão entre a umidade existente no ar e a quantidade de vapor d’água necessário para saturá-lo.

PONTO DE ORVALHO

Definição: É a temperatura na qual ocorre a saturação de uma massa de ar quando ela é resfriada sem adição ou remoção de vapor d’água.

NÚCLEOS HIGROSCÓPICOS

Definição: Partículas, também chamadas de núcleos de condensação, de dimensões microscópicas, em suspensão na atmosfera que agregam umidade. Pólen, sais, poeira, microorganismos, maresia, nuvens são reservatórios de umidade. São fundamentais para formação de nuvens.

reservatórios de umidade. São fundamentais para formação de nuvens. U MIDADE R ELATIVA DO A R
reservatórios de umidade. São fundamentais para formação de nuvens. U MIDADE R ELATIVA DO A R
reservatórios de umidade. São fundamentais para formação de nuvens. U MIDADE R ELATIVA DO A R

UMIDADE RELATIVA DO AR MÉDIA NO BRASIL

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FORMAÇÃO DE NUVENS.

A nuvem é o resultado da condensação do vapor d’água existente na atmosfera. Os núcleos higroscópicos, ou de condensação, atraem as moléculas de vapor d’água condensadas e dispersas no ar, agrupando-as à sua volta até constituir uma diminuta gota. O mesmo processo, multiplicado milhões de vezes, origina as massas de umidade concentrada que chamamos de nuvens.

São núcleos higroscópicos, partículas de argila, pólen, matéria orgânica, sais marinhos, cristais de gelo etc.

TIPOS DE NUVENS:

matéria orgânica, sais marinhos, cristais de gelo etc. T I P O S DE N UVENS

STRATUS

matéria orgânica, sais marinhos, cristais de gelo etc. T I P O S DE N UVENS

CUMULUS-NIMBUS

matéria orgânica, sais marinhos, cristais de gelo etc. T I P O S DE N UVENS

CIRRUS