CAPITULO 2 O Impacto do Conceito de Cultura sobre o Conceito de Homem 1 Já no final de seu recente estudo sobre as idéias usadas pelos

po os tribais! O Pensamento Selvagem! o antrop"lo#o franc$s Lé i%&trauss obser a 'ue a e(plica)*o cient+fica n*o consiste! como fomos le ados a ima#inar! na redu)*o do comple(o ao simples, Ao contrário! ela consiste! di- ele! na substitui)*o de uma comple(idade menos inteli#+ el por outra mais inteli#+ el, .o 'ue concerne ao estudo do /o mem! pode ir%se até mais adiante! penso eu! no ar#umento de 'ue a e(plica)*o consiste! muitas e-es! em substituir 'uadros simples por outros comple(os! en'uanto se luta! de al#uma forma! para conser ar a clare-a persuasi a 'ue acompan/a os 'uadros simples, &upon/o 'ue a ele#0ncia permane)a como um ideal cient+fico #eral1 mas nas ci$ncias sociais muitas e-es é no afastamento desse ideal 'ue ocorrem desen ol imentos erdadeiramente criati os, O a an)o cient+fico comumente consiste numa complica)*o pro#ressi a do 'ue al#uma e- pareceu um con2unto de no)3es lindamente simples e 'ue a#ora parece uma no)*o insuporta elmente simplista,, 4 ap"s ocorrer essa espécie de desencanto 'ue a inteli#ibilidade e! dessa forma! o poder e(planat"rio! c/e#a 5 possibilidade de substituir o en redado! mas incompreens+ el! pelo enredado! mas compreens+ el! ao 'ual Lé i%&trauss se refere, 6/ite/ead uma e- ofereceu 5s ci$ncias naturais a má(ima 7Procure a simplicidade! mas desconfie dela81 para as ci$ncias sociais ele poderia ter oferecido 7Procure a comple (idade e ordene%a8, 9: A I.T;<P<;TAC=O >A& CULTU<A& O I?PACTO >O CO.C;ITO >; CULTU<A 9@ O estudo da cultura se tem desen ol ido! sem dA ida! como se essa má(ima fosse se#uida, A ascens*o de uma concep)*o cient+fica da cultura si#nifica a! ou pelo menos esta a li#ada a! a derrubada da is*o da nature-a /umana dominante no iluminismo B uma is*o 'ue! o 'ue 'uer 'ue se possa falar contra ou a fa or! era ao mesmo tempo clara e simples B e sua substitui)*o por uma is*o n*o apenas mais complicada! mas enormemente menos clara, A tentati a de esclarec$%la! de reconstruir um relato inteli#ente do 'ue é o /omem! tem permeado todo o pensamento cient+fico sobre a cultura desde ent*o, Tendo procurado a comple(idade e a encontrado numa escala muito mais #randiosa do 'ue 2amais ima#inaram! os antrop"lo#os embaral/aram%se num esfor)o tortuoso para ordená%la, ; o final ainda n*o está 5 ista, A perspecti a iluminista do /omem era! naturalmente! a de 'ue ele constitu+a uma s" pe)a com a nature-a e partil/a a da uniformidade #eral de composi)*o 'ue a ci$ncia natural /a ia descoberto sob o incitamento de Cacon e a orienta)*o de .eDton, <esumindo! /á uma nature-a /umana t*o re#ularmente or#ani-ada! t*o perfeita mente in ariante e t*o mara il/osamente simples como o uni erso de .eDton, Al#umas de suas leis tal e- se2am diferentes! mas e(istem leis1 parte da sua imutabilidade tal e- se2a obscurecida pelas armadil/as da moda local! mas ela é imutá el,

4 precisamente o le ar em conta tal possibilidade 'ue deu mar#em ao sur#imento do conceito de cultura e ao decl+nio da perspecti a uniforme do /omem. . Consiste em meros acréscimos! até mesmo distor)3es! sobrepondo e obscurecen do o 'ue é erdadeiramente /umano B o constante! o #eral! o uni er sal B no /omem. . 2 A enorme e am pla ariedade de diferen)as entre os /omens! em cren)as e alores! em costumes e institui)3es! tanto no tempo como de lu#ar para lu#ar! é essencialmente sem si#nificado ao definir sua nature-a. Toda ia! lan)ado como foi! o conceito iluminista da nature-a /umana tin/a muito menos implica)3es aceitá eis! sendo a mais importante! para citar o pr"prio Lo e2oE desta e-! 7'ual'uer coisa da 'ual a inteli#ibilidade! a erificabilidade ou a afirma)*o real se2am liitadas a /omens de um per+odo! ra)a! temperamento! tradi)*o ou condi)*o! n*o contém Fpor si mesmaG 'ual'uer erdade ou alor! nem tem import0ncia para um /omem ra-oá el8. O 'ue 'uer 'ue se2a 'ue a antropolo#ia moderna afirme B e ela pa ter afirmado praticamente tudo em uma ou outra ocasi*o B! ela tem a firme con ic)*o de 'ue n*o e(istem de fato /omens n*o%modificados pelos costumes de lu#ares particulares! nunca e(istiram e! o 'ue é mais importante! n*o o poderiam pela pr"pria nature-a do caso. A no)*o de 'ue os /omens s*o /omens sob 'uais 'uer disfarces e contra 'ual'uer pano de fundo n*o foi substituida por 7outros costumes! outros animais8. <acine ia o sucesso de suas pe)as ou temas clássicos como pro a de 'ue 7o #osto de Paris.*o e(istem! n*o podem e(istir! bastidores onde possamos er de relance os atores de ?ascou como 7pessoas reais8! perambulando em suas roupas comuns! afastados de 2 Ibid.I Ora! essa perspecti a n*o de e ser despre-ada e! a despeito da min/a li#eira refer$ncia 5 7derrubada8 um momento atrás! n*o se pode di-er 'ue ela ten/a desaparecido do pensamento antropol"#ico contempor0neo. 11%12. p.. Jo/nson iu 'ue o #$ nio de &/aJespeare residia no fato de 'ue 7seus caracteres n*o s*o modificados pelos costumes de determinados lu#ares! n*o%praticados pelo restante do mundo1 pelas peculiaridades dos estudos ou profiss3es se#uidas por pe'ueno nAmero de pessoas! ou pelos acidentes de modas passa#eiras ou opini3es temporárias8. Assim! numa passa#em /o2e not"ria! >r. . MN.Uma cita)*o 'ue fa. O 7Preface to &/aicespeare8! Jo/n#o!! &/aJespeare FLondres! 1PO1G! pp..Lo e2oE Fcu2a análise ma#istral estou se #uindo a'uiG transcre endo um /istoriador iluminista! ?ascou! apresenta a posi)*o com a rude-a Atil 'ue muitas e-es se encontra num autor menorH O cenário Fem per+odos e locais diferentesG é alterado! de fato! os atores mudam sua indumentária e apar$ncia1 mas seus mo i mentos internos sur#em dos mesmos dese2os e pai(3es dos /o mens e produ-em seus efeitos nas icissitudes dos remos e dos po os.! combina com o de AtenasH meus espectadores foram tocados pelas mesmas coisas 'ue! em outros tempos! le aram lá#rimas aos ol/os das classes mais cultas da Krécia8. O problema com esse tipo de perspecti a! além do fato de isso soar cLmico indo de al#uém t*o profundamente in#l$s como Jo/nson ou t*o franc$s como <acine! é 'ue a ima#em de uma nature-a /umana constante! independente de tempo! lu#ar e circunst0ncia! de estudos e profiss3es! modas passa#eiras e opini3es temporárias! pode ser uma ilus*o! 'ue o 'ue o /omem é pode estar t*o en ol ido com onde ele está! 'uem ele é e no 'ue ele acredita! 'ue é insepará el de les.

.9 >o Prefácio a Ip/i#énie. Alimen tar a idéia de 'ue a di ersidade de costumes no tempo e no espa)o n*o é simples'iente uma 'uest*o de indumentária ou apar$ncia! de ce nários e máscaras de comediantes! é também alimentar a idéia de 'ue a /umanidade é t*o ariada em sua ess$ncia como em sua e(press*o. O.les podem trocar seus papéis! seu estilo de atuar! até mesmo os dramas 'ue desempen/am! mas B como obser ou o pr"prio &/aJespeare B eles est*o sempre atuando. Peri#osas! por'ue! se nos descartamos da no)*o de 'ue o Ho mem! com letra maiAscula! de e ser isto 7por trás8! 7debai(o8! ou 7além8 dos seus costumes! e se a substituimos pela no)*o de 'ue o /omem! sem maiAscula! de e ser isto 7dentro8 deles! corre%se o pe ri#o de .delesT V entre interpreta)3es como essas! todas insatisfat"rias! 'ue a antropolo#ia tem tentado encontrar seu camin/o para um conceito mais iá el sobre o /omem! no 'ual a cultura e a ariabilidade cultu ral possam ser mais le adas em conta do 'ue concebidas como capri c/o ou preconceito e! no entanto! ao mesmo tempo! um conceito no 'ual o princ+pio dominante na área! 7a unidade básica da /umanida de8! n*o se2a transformado numa e(press*o a-ia.ssaEs in t/e HistorE oQ ideas F. . 1 A. Lo e2oE! . . . com esta refle(*o come)am a se afrou(ar al#uns ancoradouros fi los"ficos bem amarrados! iniciando%se uma 2ornada em á#uas bem peri#osas. Com efeito! ela su#ere 'ue tra)ar tal lin/a é falsificar a situa)*o /umana! ou pelo menos in terpretá%la mal! mesmo de forma séria.m al#umas! cin'Senta ou sessenta pessoas podem cair em transe! uma ap"s a outra F75 maneira de uma #uirlanda de fo#uetes estourando!8 como citou um obser adorG! sur #indo cinco minutos ou /oras mais tarde na i#nor0ncia total do 'ue fi-eram e con encidos! a despeito da amnésia! de 'ue passaram pela e(peri$ncia mais e(traordinária e mais profundamente satisfat"ria 'ue um /omem pode ter.o a RorJ! 1P:NG! p.com 'ue se2a e(traordinariamente dif+cil tra)ar uma lin/a entre o 'ue é natural! uni ersal e constante no /omem! e o 'ue é con encional! local e ariá el. Os balineses caem em estados e(tremos desassisados! nos 'uais e(ecutam toda espécie de ati i dades espetaculares B cortar com uma mordida a cabe)a de #alin/as i as! perfurar%se com ada#as! #irar loucamente! falar en#rolado! e(ecutar feitos miraculosos de e'uil+brio! imitar rela)3es se(uais! co mer fe-es! e assim por diante B de forma muito mais fácil e mais rapi damente do 'ue n"s adormecemos. O 'ue se pode aprender sobre a nature-a /umana a partir dessa espécie de coisa e das mil/ares de coisas i#ual mente peculiares 'ue os antrop"lo#os descobrem! in esti#am e des cre emT Uue os balineses s*o espécies peculiares de seres! marcianos dos ?ares do &ulT Uue eles s*o i#uais a n"s! no fundo! mas com al #uns costumes peculiares! erdadeiramente incidentais! 'ue n*o nos a#radamT Uue eles s*o mais dotados inatamente ou mais instinti a% mente diri#idos em certas dire)3es 'ue outrosT Ou 'ue a nature-a /u mana n*o e(iste e 'ue os /omens s*o pura e simplesmente o 'ue a sua cultura fa. suas profiss3es! re elando com uma candura natural seus dese2os espont0neos e pai(3es n*o%incitadas. Os estados de transe s*o parte crucial de 'ual'uer cerimLnia. Assumir esse pas so #i#antesco lon#e da perspecti a uniforme da nature-a /umana! no 'ue concerne ao estudo do /omem! é abandonar o Para+so.ssa circunst0ncia fa. 1@O. Consideremos o transe balin$s.

.T.mesmo o in#rediente dominante.C. Ti emos! e de al#uma maneira ainda temos! ambas essas aberra)3es nas ci$ncias sociais B uma marc/ando sob a bandeira do relati is mo cultural! a outra sob a bandeira da e olu)*o cultural. II As tentati as de locali-ar o /omem no con2unto dos seus costumes assumiram di ersas dire)3es! adotaram táticas di ersas1 mas todas elas! ou irtualmente todas! a#iram em termos de uma Anica estraté #ia intelectual amplaH a 'ue eu c/amarei! de forma a ter uma arma a brandir contra ela! de concep)*o 7estrati#ráfica8 das rela)3es entre os fatores biol"#ico! psicol"#ico! social e cultural na ida /umana. <etiram%se os fatores psicol"#icos e sur#em ent*o os fundamentos biol"#icos B anatLmi cos! fisiol"#icos! neurol"#icos B de todo o edificio da ida /umana. O atrati o dessa espécie de conceituali-a)*o! além do fato de ter #arantido a independ$ncia e soberania das disciplinas acad$micas es tabelecidas! era parecer tornar possi el ter o bolo e com$%lo. Os fatos culturais podiam ser interpretados contra o pano de fundo dos fatos n*o%culturais sem dissol $%los nesse pano de fundo ou neles dissol er o pano de fundo.*o se XN A I. Ou ele se dis sol e! sem dei(ar res+duos! em seu tempo e lu#ar! um fil/o e um cati o perfeito da sua era! ou ele se torna um soldado recrutado num asto e(ército tolstoiano! en#olfado em um ou outro dos terr+ eis de terminismos /ist"ricos com 'ue fomos assolados a partir de He#el.perder por completo a perspecti a do /omem. . Para er o 'ue ele realmente era t+n/amos 'ue suportar os ac/ados das árias ci$ncias rele antes r an tropolo#ia! sociolo#ia! psicolo#ia! biolo#ia B uns sobre os outros como em muitos padr3es de moiré1 e 'uando isso fosse feito! a im port0ncia cardinal do n+ el cultural! o Anico 'ue é distinto ao /o mem! sur#iria naturalmente! com seu direito pr"prio! como o faria o 'ue ele teria 'ue nos contar sobre o 'ue ele era realmente.ITO >. <etiram%se as arie#adas formas de cultura e se encontram as re#ularidades estruturais e funcionais da or#ani-a )*o social. >e acordo com essa concep)*o! o /omem é um composto de 7n+ eis8! cada um deles superposto aos inferiores e refor)ando os 'ue est*o acima dele. W medida 'ue se analisa o /omem! retira%se ca mada ap"s camada! sendo cada uma dessas camadas completa e irre dut+ el em si mesma! e re elando uma outra espécie de camada muito diferente embai(o dela.TAY=O >A& CULTU<A& O I?PACTO >O CO. CULTU<A X1 precisa a afirmar 'ue a cultura do /omem era tudo 'ue ele podia re clamar! embora ele fosse n*o obstante! um in#rediente essencial e ir redut+ el em sua nature-a! tal e. ?as ti e mos também! e mais comumente! tentati as de e itar a ambas procu rando nos pr"prios padr3es culturais os elementos definidores de uma e(ist$ncia /umana a 'ual! embora n*o constante na e(press*o! é ainda diferente no caráter. >escascam%se estas! por sua e-! e se encontram debai(o os fatores psicol"#icos B 7as necessidades básicas8 ou o%'ue%tem% oc$ B 'ue as suportam e as tornam poss+ eis. Para a ima#em do /omem do século Z[III! como o racional nu 'ue sur#iu 'uando ele se despiu dos seus costumes culturais! a antropolo#ia do final do século ZIZ e in+cio do século ZZ substitui a ima#em do /o nem como do animal transfi#urado 'ue sur#ia 'uando ele no amen te se estia com esses costumes. O /omem era um animal /ierar'uica mente estratificado! uma espécie de dep"sito e oluti o! em cu2a defi ni)*o cada n+ el B or#0nico! psicol"#ico! social e cultural B tin/a um lu#ar desi#nado e incontestá el.<P<.

encontrados! com as constantes estabelecidas de biolo#ia! psicolo#ia e or#ani-a)*o social /umanas. . . .de mo er%se em dire)*o aos elementos essenciais da situa)*o /umana! ela se mo e para lon#e deles. Com isso! a ida cultural do /omem é di idida em doisH parte dela! como a indumentária dos atores de ?ascou! é independente dos 7mo imentos interiores8 neDtonianos dos /omens1 parte é uma emana)*o desses mesmos mo imentos.m ess$ncia! essa n*o é certamente uma idéia no a. >essa forma! a antropolo#ia podia determinar as dimens3es cul turais de um conceito do /omem coincidente com as dimens3es for necidas! de maneira semel/ante! pela biolo#ia! pela psicolo#ia ou pela sociolo#ia. Parece%me 'ue a aborda#em consensus#en/ium fal/a em todos es ses tr$s itens1 em e. ?urdocJ de um con2unto de 7denomina dores comuns da cultura8 desde e durante a II Kuerra ?undial B acres centou al#o de no o. isso! por sua e-! e(i#e F1G 'ue os uni ersais propostos se2am substanciais e n*o cate#orias a-ias1 F2G 'ue eles se2am especificamente fundamentados em processos parti% lares biol"#icos! psicol"#icos ou sociol"#icos! e n*o a#amente asso ciados a 7realidades sub2acentes81 e FOG 'ue eles possam ser con incen temente defendidos como elementos essenciais numa defini)*o da /umanidade em compara)*o com a 'ual as muito mais numerosas particularidades culturais s*o! claramente! de import0ncia secundá ria. P. Para citar ClEde \lucJ/o/n! tal e. 4 ela uma dessas 'ue ocorrem a 'ua se todos! mais cedo ou mais tarde.o te"rico mais persuasi o do consensus #en-ium! ele acrescentou a no)*o de 'ue 7al#uns aspectos da cultura assumem suas for)as espec+ficas com3 resultado de acidentes /ist"ricos1 outros s*o modelados por for)as 'ue podem ser desi#nadas corretamente como uni ersais8. A 'uest*o 'ue sur#e! ent*o! éH &erá 'ue esse edificio%a meio do camin/o entre os séculos Z[III e ZZ pode manter%se de péT &e pode ou n*o! depende de se o dualismo entre os aspectos da cultura empiricamente uni ersais enrai-ados em realidades subcultu rais e os aspectos empiricamente ariá eis! n*o t*o enrai-ados! pode ser estabelecido e sustentado. A no)*o de um consensus #en/iam Fum consenso de toda a /umanidadeG B a no )*o de 'ue /á al#umas coisas sobre as 'uais todos os /omens concor dam como corretas! reais! 2ustas ou atrati as! e 'ue de fato essas coi sas s*o! portanto! corretas! reais! 2ustas ou atrati as B esta a presente no iluminismo e este e presente também! em uma ou outra forma! em todas as eras e climas.Ao n+ el da pes'uisa concreta e da análise espec+fica! essa estra té#ia #randiosa desceu! primeiro! a uma ca)ada por uni ersais na cultura! por uniformidades emp+ricas 'ue! em face da di ersidade de costumes no mundo e no tempo! podiam ser encontradas em todo o lu#ar em praticamente a mesma forma e! se#undo! a um esfor)o para relacionar tais uni ersais! uma e. &e al#uns costumes pudessem ser destacados no meio do abarrotado catálo#o da cultura mundial como comuns a todas as a riantes locais! e se eles pudessem ser li#ados! de maneira determina da! a certos pontos in ariantes de refer$ncia nos n+ eis subculturais! ent*o pelo menos al#um pro#resso poderia ser feito para especificar 'uais os tra)os culturais 'ue s*o essenciais 5 e(ist$ncia /umana e 'uais a'ueles 'ue s*o apenas ad ent+cios! periféricos ou ornamen tais. Toda ia! seu desen ol imento na antropolo#ia moderna B come)ando com a elabora)*o de ClarJ 6issler! nos anos 1P2N! do 'ue c/amou 7o padr*o cultural uni er sal8! atra és de apresenta)*o do CronislaD ?alinoDsJi de uma lista de 7tipos institucionais uni ersais8! no princ+pio dos anos 'uarenta! até a elabora)*o de K.

Toda ia! isso pouco a2uda no tra)ar um retrato do /omem 'ue se2a uma parecen)a erdadeira e /onesta e n*o urna es pécie de caricatura de um 7Jo*o Uni ersal8! sem cren)as e credos. \roeber intitulou corretamente 7uni ersais falsificados8! até um tema aparentemente t*o tan#+ el como o 7abri#o8. &e al#uém define a reli#i*o de maneira #eral e indete)minada B como a orienta)*o niais fundamental do /omem 'uanto 5 realidade! por e(emplo B! ent*o esse al#uém n*o pode atribuir a essa orienta)*o um conteAdo altamente circunstancial. 7A cultura ]ufli pre-a o au tocontrole8! escre e \lucJ/o/n1 7a cultura \DaJiutl . ?eu ponto de ista! 'ue de e ser claro e! espero! lo#o se tornará ainda mais claro n*o é 'ue n*o e(istam #enerali-a)3es 'ue possam ser feitas sobre o /omem como /omem! além da 'ue ele é um animal muito ariado! ou de 'ue o estudo da cultura nada tem a contribuir para a descoberta de tais #enerali-a)3es.C.a a2o sobre as rela)3es entre deuses e /omens como as dos Trobriand.I O ritualismo obsessi o e o polite+smo sem rebu)os dos /indus e(pressam uma perspecti a bem diferente do 'ue é para eles o 7 erdadeiramente real8 em rela)*o ao monote+smo sem compromisso e ao le#alismo austero do islamismo &unni. X1:. O fato de 'ue em todos os lu#ares as pessoas se 2untam e procriam fil/os t$m al#um sentido do 'ue é meu e do 'ue é teu! e se prote#em! de al#uma forma! contra a c/u a e o sol n*o é nem falso nem sem import0ncia! sob al#uns pontos de ista.ITO >. L.?alinoDsJi! 'ue o sentido da Pro id$ncia é uni ersal! se é perse#uido pela mesma contradi)*o. >e fato! o 'ue comp3e a orienta)*o mais fundamental 'ua/to 5 realidade entre os astecas ar rebatados! 'ue le anta am cora)3es ainda pulsando! retirados i os dos peitos dos /umanos sacrificados em fa or dos céus! n*o é o mes mo 'ue a fundamenta entre os impass+ eis ]ufli! ao dan)arem em massa suas sAplicas aos deuses bene olentes da c/u a. o 'ue acontece 5 reli#i*o acontece com o 7casamento8! o 7comércio8! e todo o restante do 'ue A. Para fa-er uma #enerali-a)*o em torno de uma ida eterna id$ntica para os confucionistas e os cal inistas! para os -en% budistas e os bu distas tibetanos! /á 'ue se defini%la! na erdade! nos termos mais#e rais B t*o #erais! de fato! 'ue 'ual'uer for)a 'ue por entura ten/a irtualmente se e apora! O mesmo ocorre! também! com 'ual'uer no)*o de um sentido de Pro id$ncia! 'ue pode incluir sob suas asas tanto as no)3es .A ra-*o pela 'ual o primeiro desses re'uisitos B 'ue os uni er sais propostos se2am substanciais e n*o cate#orias a-ias ou 'uase entre afirmar 'ue! di#amos! 7reli#i*o8! 7casamento8! ou 7proprie dade8 s*o uni ersais emp+ricos e dar a eles al#o de substancial X A.T. . 1PXOG.<P<. CULTU<A XO em termos de conteAdo espec+fico! pois di-er 'ue se trata de uni ersa sais emp+ricos é di-er 'ue t$m o mesmo conteAdo! e di-er 'ue eles t$m o mesmo conteAdo é c/e#ar diante do fato ine#á el de 'ue eles n*o o t$m.TAY=O >A& CULTU<A& O I?PACTO >O CO. p. \roeber. ?in/a opini*o é 'ue tais #e nerali-a)3es n*o podem ser descobertas atra és de uma pes'uisa ba coniana de uni ersais culturais! uma espécie de pes'uisa de opini*o pAblica dos po os do mundo em busca de um consensus #entiDn 'ue de fato n*o e(iste e! além disso! 'ue as tentati as de assim proceder condu-em precisamente 5 espécie de relati ismo 'ue toda a aborda #em se propun/a e(pressamente e itar. ?esmo se o 'ue se 'uer é descer a n+ eis menos abstratos e afirmar! como fe. 1. X2 A I.\lucJ/o/n! 'ue o conceito da ida eterna é uni ersal ou! como fe. or#.! Ani/ropolo#E TodaE FC/ica#o.

HersJo its! Cultural Ant/ropolo#E F.encora2a o e(ibicionismo por parte do indi +duo. Toda ia! ele pode ser afastado! enfrentando direta e totalmente as di ersidades da cultura /umana! o refreamento dos ]uiii e o e(ibicionismo dos \DaJiutl e en#lobando%as no corpo do seu! conceito do /omem! n*o desli-ando por sobre elas com a#as tautolo#ias e frá#eis banalidades.. . X9 A I. J. em combinar suportes uni ersais com necessidades sub2acentes postuladas! tentando mostrar 'ue e(is te al#uma combina)*o entre as duas. Afinal de contas! em 'ue 'ue nos a2uda di-er! como HersJo its! 'ue 7a moralidade é um uni erso! assim como o apreciar a bele-a e al #uns padr3es de erdade8! se somos for)ados a acrescentar na pr" pria frase se#uinte! como ele o fa-! 'ue 7as muitas formas 'ue esses conceitos assumem n*o s*o mais 'ue produtos da e(peri$ncia /ist" rica particular das sociedades 'ue os manifestaram8T Uma e. \lucJ/o/n! Culrure and Ce/a ior F. .sses pon tos s*o encontrados! para citar uma das afirmati as mais famosas dessa estraté#ia B a 7ToDard a Common Lan#ua#e for t/e Arcas of t/e &ocial &ciences8! memorando elaborado por Talcott Parsons! \iucJ/o/n! O.. Ao .o a RorJ! 1P:2G! p.o a RorJ! 1PXXG! p. H. .a FculturaG.<P<.aturalmente! a dificuldade em estabelecer uni ersais culturais 'ue se2am ao mesmo tempo substanciais também embara)a o cum primento do se#undo re'uisito 'ue a aborda#em consensus #en/ium enfrenta! a de fundamentar tais uni ersais em processos particulares bi^"#icos! psicol"#icos ou sociol"#icos. ?as /á muito mais do 'ue issoH a conceptuali-a)*o 7estati#ráfica8 das rela)3es entre fatores culturais e n*o culturais embara)a ainda mais efeti amente tal fun damento. Uma e. O:9. CULTU<A XX 'uais eles i em e atuam! na necessidade de coordena)*o dos sistemas sociais. A análise consiste! portanto. TaElor e outros no in+cio dos anos 'uarenta na nature-a dos sistemas sociais! na nature-a biol"#ica e psico l"#ica dos indi +duos componentes! nas situa)3es e(ternas nas : C. .les de em! de al#uma forma! ser 7adaptados a8 ou 7le ados em considera)*o8.TAC=O >A& CULTU<A& O I?PACTO >O CO.T. @ ?. . Os uni ersais culturais s*o concebidos como respostas cristali-adas a essas realidades ine itá eis! formas institucibnali-adas de c/e#ar a termos com elas. : Isso é simples e as*o! mas é apenas mais aparente! n*o mais e asi a do 'ue as discuss3es em #eral cobre uni ersais culturais.C. A forma mais comum de tentar fa-$%lo é atra és da utili-a)*o dos assim c/amados 7pontos in ariantes de refer$ncia8. esses 7foci8 de estrutura 2amais s*o i#norados.sses s*o alores contrastan tes! mas! aderindo a eles! os ]ui e os \DaJiutl mostram sua ades*o a um alor uni ersalH a aprecia)*o de normas distintas da cultura de cada um8.'ue a cultura! a psi'ue! a sociedade! o or#anismo s*o con ertidos em 7n+ eis8 cient+ficos separados! completos e autL nomos em si mesmo! é muito dif+cil reuni%los no amente.ITO >.'ue se abandona o uniform+tarismo! mesmo 'ue apenas parc+al e incerta% mente! como os te"ricos do consensus #en-ium! o relati ismo passa a ser um peri#o #enu+no. 2MN.

Toda ia! mesmo 'ue eu este2a errado Fcomo muito antrop"lo #os certamente ac/ar*oG em ale#ar 'ue a aborda#em consensus #en tium n*o pode produ-ir nem uni ersais substanciais nem li#a)3es es pec+ficas entre os fenLmenos cultural e n*o%cultural pará e(plicá%los! permanece a 'uest*o de se tais uni ersais de em ser tomados como elementos )entrais na defini)*o do /omem! se a perspecti a do mais bai(o denominador comum da /umanidade é e(atamente o 'ue 'ue remos.serem e(i#$ncias para a e(ist$ncia /umana! mas é muito mais dif+cil afirmar essa rela)*o de forma ine'u+ oca.*o é dif+cil relacionar al#u mas institui)3es /umanas ao 'ue a ci$ncia Fou o senso comumG nos di. Toda ia! a no)*o de 'ue a ess$ncia do 'ue si#nifica ser /umano é re elada mais claramente nesses aspec tos da cultura /umana 'ue s*o uni ersais do 'ue na'ueles 'ue s*o t+picos deste ou da'uele po o! é um preconceito 'ue n*o somos obri #ados a compartil/ar.*o /á a'ui 'ual'uer inte #ra)*o te"rica! mas uma simples correla)*o! assim mesmo intuiti a! de ac/ados separados.aturalmente! essa é a#ora uma 'uest*o filos"fica e n*o! como tal! uma 'uest*o cient+fica. . A despeito do 'ue possa parecer! n*o /á a'ui uma tentati a sé ria de aplicar os conceitos e teorias da biolo#ia! da psicolo#ia ou até mesmo da sociolo#ia 5 análise da cultura Fe! certamente! nem mesmo uma su#est*o do in ersoG! mas apenas a coloca)*o! lado a lado! de fatos supostos dos n+ eis cultural e subcultural! de forma a indu-ir um sentimento a#o de 'ue e(iste uma espécie de rela)*o entre eles B uma obscura espécie de 7modela#em8.n+ el social! é feita refer$n cia a tais fatos irrefutá eis como o de 'ue todas as sociedades! a fim de persistirem! t$m 'ue reprodu-ir seus membros ou alocar b)ns e ser i)os! da+ resultando a uni ersalidade de al#uma forma de fam+lia ou al#uma forma de troca.o amente o problema a'ui n*o é tanto se! de uma forma #eral! essa espécie de con#ru$ncia e(iste! mas se ela é maior do 'ue uma con#ru$ncia frou(a e indeterminada. O método é ol/ar as e(i#$ncias /umanas sub2acentes! de uma ou outra espécie! e tentar mostrar 'ue esses aspectos da cultura! 'ue s*o uni ersais! s*o! para usar no amente a men)*o de \lucJ/o/n! 7mode lados8 por essas e(i#$ncias. . assim por diante. Ao n+ el psicol"#ico! recorre%se 5s neces sidades básicas como o crescimento pessoal B da+ a ubi'ilidade das institui)3es educacionais B ou a problemas pan%/umanos! como a si tua)*o edipiana B da+ a ubi'Sidade de deuses primiti os e deusas dadi osas. . &erá 'ue é apreendendo al#uns fatos #erais B 'ue o /omem tem! em todo lu#ar! uma espécie de 7reli#i*o8 B ou apreendendo a ri'ue-a deste ou da'uele fenLmeno reli#ioso B o tran se balin$s ou o ritualismo indiano! o sacrif+cio /umano asteca ou a dan)a da c/u a dos ]u B 'ue iremos apreend$%loT O fato de o 7ca samento8 ser uni ersal Fse de fato ele o éG será um comentário t*o pe netrante sobre o 'ue somos como os fatos relati os 5 poliandria /i malaia! 5'uelas re#ras fantásticas do casamento australiano ou aos complicados sistemas de dote da Africa bantoT O comentário . . Ciolo#icamente! /á o metabolismo e a saAde1 culturalmente! os /ábitos alimentares e os processos de cura. Com a aborda#em de n+ eis n*o podemos2a mais! mesmo in ocando 7pontos in ariantes de refer$ncia8! cons truir interli#a)3es funcionais #enu+nas entre os fatores cultural e n*o% cultural! apenas analo#ias! paralelismos! su#est3es e afinidades mais ou menos persuasi as. . Uual'uer institui )*o ser e n*o apenas uma multiplicidade de necessidades sociais! psi col"#icas e or#0nicas Fde forma 'ue di-er 'ue o casamento é mero re fle(o da necessidade social de reprodu)*o! ou 'ue os /ábitos alimen tares s*o mero refle(o das necessidades metab"licas! é fa-er uma pa r"diaG! mas n*o /á 'ual'uer modo de se afirmar! de forma precisa e testá el! 'uais as rela)3es intern+ eis 'ue se sup3e manter%se.

V uma 'uest*o de inte#rar diferentes tipos de teorias e conceitos de tal forma 'ue se possa formular proposi)3es si#nificati as incorporando descobertas 'ue /o2e est*o separadas em áreas estan'ues de estu do. .T.*o 'ue n*o ten/a /a ido oportunidade para X: A I.C. Também n*o éo caso de im por um Anico con2unto de cate#orias sobre a área como um todo. O estabeleci mento de uma lin#ua#em comum nas ci$ncias sociais n*o é assun to de mera coordena)*o de terminolo#ias ou! o 'ue é pior ainda! de cun/ar no as terminolo#ias artificiais.ITO >.o en tanto! o receio é um tru'ue. A primeira delas é 'ue a cultura é mel/or ista n*o como comple(os de padr3es concretos de comportamento B costumes! usos! tradi)3es! fei(es de /ábitos B! como tem sido o caso até a#ora! mas como um con2unto de mecanismos de controle B planos! recei tas! re#ras! instru)3es Fo 'ue os en#en/eiros de . . . [er o céu num #r*o de areia n*o um ardil pri ati o dos poetas. CULTU<A X@ tal receioH Patterns of Culture! de<ut/ Cenedict! tal e. a princi pal contribui)*o da ci$ncia da antropolo#ia 5 constru)*o B ou re constru)*o B de um conceito do /omem pode ent*o repousar no fato d nos mostrar como encontrá%las. III A principal ra-*o pela 'ual os antrop"lo#os fo#em das particularida des culturais 'uando c/e#am 5 'uest*o de definir o /omem! procu rando o refA#io em uni ersais sem san#ue! é 'ue! confrontados como o s*o pela enorme di ersidade do comportamento /umano! eles s*o perse#uidos pelo medo do /istoricismo! de se perderem num tor eli n/o de relati ismo cultural t*o con ulsi o 'ue poderá pri á%los de 'ual'uer apoio fi(o.TAY=O >A& CULTU<A& O I?PACTO >O CO. O ponto cr+tico em ci$ncia n*o é se os fenLmenos s*o empiricamente comuns B do contrário! por 'ue Cec'uerel estaria t*o interessado no comportamento peculiar do ur0nioT B! mas se eles podem ser le ados a re elar os processos naturais duradouros sub2acentes neles. . .a tentati a de lan)ar tal inte#ra)*o do lado antropol"#ico e al can)ar! assim! uma ima#em mais e(ata do /omem! 'uero propor duas idéias.a res peito de ser CromDell o in#l$s mais t+pico do seu tempo! precisamen te por ser o mais es'uisito! também pode ser rele ante 'uanto a esse prop"sitoH pode ser 'ue nas particularidades culturais dos po os B nas suas es'uisitices B se2am encontradas al#umas das re ela)3es mais instruti as sobre o 'ue é ser #enericamente /umano.o e(emplo mais rele ante das posi)3es can/estras 'ue se pode assumir 'uando al#uém se entre#a por completo á'uilo 'ue ?arc Cloc/ c/amou 7a e(cita)*o de aprender coisas sin#ulares8.o li ro de an tropolo#ia mais popular 'ue 2á se publicou nos . A no)*o de 'ue! a menos 'ue um fenL meno cultural se2a empiricamente uni ersal! ele n*o pode refletir o 'ue 'uer 'ue se2a sobre a nature-a do /omem é t*o l"#ica corno a no )*o de 'ue! por'ue uma anemia celular n*o é! feli-mente! uni ersal! ela nada nos pode di-er sobre os processos #enéticos /umanos.stados Unidos! com sua estran/a conclus*o de 'ue 'ual'uer coisa 'ue um #rupo de pes soas se incline a fa-er é di#no do respeito de 'ual'uer outro #rupo! é tal e. para conse#ui%lo com bom resultado precisamos substituir a concep)*o 7estrati#ráfica8 das rela)3es entre os ários aspectos da e(ist$ncia /umana por uma sintética! isto é! na 'ual os fatores biol" #icos! psicol"#icos! sociol"#icos e culturais possam ser tratados como ariá eis dentro dos sistemas unitários de análise. <esumindo! precisamos procurar rela)3es sistemáticas entre fe nLmenos di ersos! n*o identidades substanti as entre fenLmenos si milares.<P<.

le os encontra 2á em uso cor rente na comunidade 'uando nasce e eles permanecem em circula)*o ap"s a sua morte! com al#uns acréscimos! subtra)3es e altera)3es parciais dos 'uais pode ou n*o participar. .ITO >. . Um dos fatos mais si#ni ficati os a nosso respeito pode ser! finalmente! 'ue todos n"s come )amos com o e'uipamento natural para i er mil/ares de espécies de idas! mas terminamos por i er apenas uma espécie. A se#unda idéia é 'ue o /omem é precisamente o animal mais desesperadamente de pendente de tais mecanismos de controle! e(tra#enéticos! fora da pe le! de tais pro#ramas culturais! para ordenar seu comportamento.TAY=O >A& CULTU<A& O I?PACTO >O CO.muito difusa. . Os padr3es de comportamento dos animais inferiores! pelo menos numa #rande e(tens*o! l/es s*o dados com a sua estrutu ia f+sica1 fontes #enéticas de informa)*o ordenam suas a)3es com mar#ens muito mais estreitas de aria)*o! tanto mais estreitas e mais X_ A I. CULTU<A XP completas 'uanto mais inferior o animal. A partir de tais reformula)3es do conceito da cul tura e do papel da cultura na ida /umana! sur#e! por sua e-! uma defini)*o do /omem 'ue enfati-a n*o tanto as banalidades emp+ricas do seu comportamento! a cada lu#ar e a cada tempo! mas! ao contrá rio! os mecanismos atra és de cu2o a#enciamento a amplitude e a in determina)*o de suas capacidades inerentes s*o redu-idas 5 estreite -a e especificidade de suas reais reali-a)3es. O /omem precisa tanto de tais fontes simb"licas de ilumina)*o para encontrar seus apoios no mundo por'ue a 'ualidade n*o% simb"lica constitucionalmente #ra ada em seu corpo lan)a uma lu.<P<.T.computa)*o c/amam 7pro#ramas8G B para #o ernar o comportamento.C. >o ponto de ista de 'ual'uer indi +duo particular! tais simbolos s*o dados! na sua maioria. ?ead e outros de simbolos si# nificantes B as pala ras! para a maioria! mas também #estos! dese n/os! sons musicais! artificios mec0nicos como rel"#ios! ou ob2etos naturais como 2"ias B na erdade! 'ual'uer coisa 'ue este2a afastada da simples realidade e 'ue se2a usada para impor um si#nificado 5 e( peri$ncia. H.en/uma dessas idéias é completamente no a! mas certos de sen ol imentos recentes! tanto em antropolo#ia como em outras ci$ncias Fcibernética! teoria da informa)*o! neurolo#ia! #enética mo lecularG tornaram%nas suscept+ eis de uma afirma)*o mais precisa! além de emprestar%l/es certo #rau de apoio emp+rico 'ue anterior mente n*o tin/am. A perspecti a da cultura como 7mecanismo de controle8 inicia% se com o pressuposto de 'ue o pensamento /umano é basicamente tanto social como pAblico B 'ue seu ambiente natural é o pátio fami liar! o mercado e a pra)a da cidade.n'uanto i e! ele se utili -a deles! ou de al#uns deles! 5s e-es deliberadamente e com cuidado! na maioria das e-es espontaneamente e com facilidade! mas sempre com o mesmo prop"sitoH para fa-er uma constru)*o dos aconteci mentos atra és dos 'uais ele i e! para auto%orientar%se no 7curso corrente das coisas e(perimentadas8! tomando de empréstimo uma bril/ante e(press*o de Jo/n >eDeE. Uuanto ao /omem! o 'ue l/e é dado de forma inata s*o capacidades de resposta e(tremamente #erais! as 'uais! embora tornem poss+ el uma maior plasticidade! comple(idade e! nas poucas ocasi3es em 'ue tudo trabal/a como . Pensar consiste n*o nos 7aconte cimentos na cabe)a8 Fembora se2am necessários acontecimentos na cabe)a e em outros lu#ares para 'ue ele ocorraG! mas num tráfe#o en tre a'uilo 'ue foi c/amado por K.

O Anico problema é 'ue tal momento n*o parece ter e(istido.a ántropilo#ia! al#umas das e id$ncias mais re eladoras 'ue ap"iam tal posi)*o pro $m de a an)os recentes em nossa compreen s*o da'uilo 'ue costuma a ser c/amado a descend$ncia do /omemH a emer#$ncia do Homo sapiens do seu ambiente #eral primata.de transmitir 7con/ecimento! cren)a! lei! moral! costume8 Fpara citar os itens da defini)*o clássica de cultura de &ir . Ap"s esse momento má#ico! o a an)o dos /omin+dios de pendeu 'uase 'ue inteiramente da acumula)*o cultural! do lento crescimento das práticas con encionais! e n*o da mudan)a or#0nica fisica! como /a ia ocorrJ em áreas passadas. A cultura! a totalidade acumulada de tais padr3es! n*o é apenas um ornamento da e(ist$ncia /umana! mas uma condi)*o es sencial para ela B a principal base de sua especificidade.de produ-ir e transmitir cultura e! da+ em diante! sua forma de resposta adaptati a 5s press3es ambientais foi muito mais e(clusi amente cultural do 'ue #enética. O ser fisico do /omem e oluiu! atra és dos mecanismos usuais de a ria)*o #enética e sele)*o natural! até o ponto em 'ue sua estrutura anatLmica c/e#ou a mais ou menos 5 situa)*o em 'ue /o2e o encon tramosH come)ou ent*o o desen ol imento cultural. .*o diri#ido por padr3es culturais B sistemas or#ani-ados de simbolos si#nificantes B o comportamento do /omem seria ir tualmente in#o erná el! um simples caos de atos sem sentido e de e( plos3es emocionais! e sua e(peri$ncia n*o teria praticamente 'ual 'uer forma.dDard TElorG a seus descendentes e seus i-in/os atra és do apren di-ado.ste é! assim! o se#undo aspecto do nosso ar #umento. A perspecti a tradicional das rela)3es entre o a an)o biol"#ico e cultural do /omem era 'ue o primeiro! o biol"#ico! foi completado! para todos os intentos e prop"sitos! antes 'ue o Altimo! o cultural! come)asse. W medida 'ue se espal/a a pelo #lobo! ele estia peles nos climas frios e tan#as Fou nadaG nos climas 'uentes1 n*o alterou seu modo inato de responder 5 temperatura ambiental. . Pelas estimati as recentes! a transi)*o para um tipo de ida cultural demorou al#uns mil/3es de anos até ser conse#uida pelo #$nero lo mo. . . `abricou armas para aumentar seus poderes predat"rios /erdados e co-in/ou os alimentos para tornar al#uns deles mais di#esti os.de e! uma efeti idade de comportamento! dei(am%no muito menos re #ulado com precis*o. Tr$s desses a an)os s*o de import0ncia rele anteHFlG o descartar de uma perspecti a se'tiencial das rela)3es entre a e olu)*o fisica e o desen ol imento cultural do /omem em fa or de uma superposi)*o ou uma perspecti a interati a1 F2G a descoberta de 'ue a maior parte das mudan)as biol"#icas 'ue produ-iram o /omem moderno! a partir de seus pro#enitores mais imediatos! ocorreu no sistema ner oso cen tral! e especialmente no cérebroH FOG a compreens*o de 'ue o /omem é! em termos fisicos! um animal incompleto! inacabado1 o 'ue o distin#ue mais #raficamente dos n*o /omens é menos sua simples /abilidade de aprender Fn*o importa 'u*o #rande se2a eleG do 'ue 'uanto e 'ue espécie particular de coisas ele tem 'ue aprender antes de poder fun cionar. >ei(em%me abordar cada um desses pontos em particular. . Assim retardado! isso en ol eu n*o apenas uma ou um pun/ado de mudan)as #enéticas mar#inais! porém uma se'S$ncia! lon#a! comple(a e estreitamente ordenada. Isso si#nifica di-er no amente 'ue era estrati#ráfico. O /omem se tornou /o mem! continua a /ist"ria! 'uando! tendo cru-ado al#um <ubicon mental! ele foi capa.m al#um está #io particular da sua /ist"ria filo#enética! uma mudan)a #enética mar#inal de al#uma espécie tornou%o capa.

Os /omens comemoram ani ersários! mas o /o mem n*o.<P<..ra Klacial alterou o e'uil+brio das press3es seleti as para o Homo em e olu)*o! de forma tal a desempen/ar o principal papel orientador em sua e olu)*o.de ser acrescentada! . . teralmente! embora inad ertidamente! ele pr"prio se criou. Assim! como pelo menos formas elementares de ati idade cultural ou! se dese2am! protocultural Fa feitura de ferramentas simples! a ca)a e assim por dianteG parecem ter estado presentes entre al#uns dos Australopitec+neos! /á ent*o uma superposi)*o de mais de um mil/*o de anos entre o in+cio da cultura e o aparecimento do /omem como /o2e o con/ecemos.ra Klacial B das fases iniciais da sua /ist"ria cultural.a perspecti a atual! a e olu)*o do Homo sapiens B o /omem moderno B a partir de seu ambiente pré %sapi ens imediato! sur#iu defi niti amente /á cerca de 'uatro mil/3es de anos! com o aparecimento do a#ora famoso Australopitec+neo B os assim c/amados /omens% macacos da Africa do &ul e Oriental B e ciilminou com a emer#$ncia do pr"prio sapiens! /á apenas uns du-entos ou tre-entos mil anos.ITO >. tante! embora se2a ainda muito dificil identificá%la em detal/e! o apoio cada e. As datas precisas B'ue s*o apenas tentati as e 'ue pes'uisas futuras podem alterar para mais ou menos B n*o s*o importantes1 o 'ue é importante é ter /a ido uma superposi)*o! e ela ter sido muito e(tensa.C.T. Li. Conforme mencionei! apesar de terem ocorrido al#umas mu dan)as importantes na anatomia bruta do #$nero Homo durante esse per+odo de sua cristali-a)*o B na forma do cr0nio! na denti)*o! no ta man/o do pole#ar! e assim por diante B as mudan)as muito mais im portantes e dramáticas foram as 'ue ti eram lu#ar! e identemente! no sistema ner oso . As fases finais Ffinais até /o2e! pelo me nosG da /ist"ria filo#enática do /omem ti eram lu#ar na mesma era #eol"#ica #randiosa B a c/amada . O aperfei)oamento das ferramentas! a ado)*o da ca)a or#ani-ada e as práticas de reuni*o! o in+cio da er% :N A I.maior sobre os sistemas de simbolos si#nificantes Flin #ua#em! arte! mito! ritualG para a orienta)*o! a comunica)*o e o au tocontrole! tudo isso criou para o /omem um no o ambiente ao 'ual ele foi obri#ado a adaptar%se. CULTU<A :1 dadeira or#ani-a)*o familiar! a descoberta do fo#o e! o mais impor. O crescimento lento! constante! 'uase #lacial da cultura atra és da .TAY=O >A& CULTU<A& O I?PACTO >O CO. A medida 'ue a cultura! num passo a passo infinitesimal! acumulou%se e se desen ol eu! foi concedida uma anta#em seleti a 5'ueles indi +duos da popula)*o mais capa-es de le ar anta#em B o ca)ador mais capa-! o col/edor mais persistente! o mel/or ferramenteiro! o l+der de mais recursos B até 'ue o 'ue /a ia sido o Australopiteco proto% /umano! de cérebro pe'ueno! tor nou%se o Homo sapiens! de cérebro #rande! totalmente /umano. Isso si#nifica 'ue a cultura! em e. &ubmetendo%se ao #o erno de pro#ramas simbolicamente me diados para a produ)*o de artefatos! or#ani-ando a ida social ou e(pressando emo)3es! o /omem determinou! embora inconsciente% mente! os está#ios culminantes do seu pr"prio destino biol"#ico.por as sim di-er! a um animal acabado ou irtualmente acabado! foi um in #rediente! e um in#rediente essencial! na produ)*o desse mesmo ani mal.n tre o padr*o cultural! o corpo e o cérebro foi criado um sistema de realimenta)*o FfeedbacJG positi a! no 'ual cada um modela a o pro #resso do outro! um sistema no 'ual a intera)*o entre o uso crescente das ferramentas! a mudan)a da anatomia da m*o e a representa)*o e(pandida do pole#ar no c"rte( é apenas um dos e(emplos mais #rá ficos.

ou 'uin-e anos atrás. Tais simbolos s*o! portanto! n*o apenas simples e(press3es! ins trumentalidade ou correlatos de nossa e(ist$ncia biol"#ica! psicol" #ica e socialH eles s*o seus pré%re'uisitos.n*o se2a marcante em si mesmo! mas! combinado ao 'ue dissemos anteriormente! su#ere al#umas conclus3es sobre a espé cie de animal 'ue o /omem é! as 'uais! penso! est*o muito afastadas n*o apenas das 'ue sur#iram no século Z[III! mas também das da antropolo#ia de apenas de. Os problemas técnicos s*o a'ui complicados e con tro ertidos1 toda ia! o ponto central é 'ue! embora os Australopi tec+neos ti essem um torso e uma confi#ura)*o de bra)o n*o drasti camente diferente da nossa! e uma forma)*o do pél is e da perna an tecipadora da nossa pr"pria! a capacidade craniana era pouco maior do 'ue a dos macacos B o 'ue 'uer di-er! de um ter)o a metade da nossa. Krosso modo! isso su#ere n*o e(istir o 'ue c/amamos de nature -a /umana independente da cultura. O per+odo superposto de mudan )a cultural e biol"#ica parece ter consistido numa intensa concentra )*o do desen ol imento neural e tal e-! associados a ela! o refina mento de comportamentos di ersos B das m*os! da locomo)*o b+pe de! etc.central . B para as 'uais os fundamentos anat"micos básicos B ombros e pulsos m" eis! um flio alar#ado! etc.les seriam monstruosidades incontrolá eis! com muito poucos instintos Ateis! menos sentimentos recon/ec+ eis e nen/um intelectoH erdadeiros casos psi'uiátricos.ra Klacial é 'ue fomos obri#ados a abandonar a re#ularidade e a precis*o do controle #enético detal/ado sobre nossa conduta em fa or da fle(ibi lidade e adaptabilidade de um controle #enético mais #enerali-ado sobre ela! embora n*o menos real. Isso tal e. O 'ue nos aconteceu na . Como nosso sistema ner oso central B e principalmente a maldi)*o e #l"ria 'ue o coroam! o neoc"rte( B cresceu! em sua maior parte! em intera)*o com a cultura! ele é incapa. O 'ue separa! aparentemente! os erdadeiros /omens dos pro to%/omens n*o é! aparentemente! a forma corp"rea total! mas a com ple(idade da or#ani-a)*o ner osa. Os castores constroem di'ues! os pássaros constroem nin/os! as abel/as locali-am seu alimento! os babu+nos or#ani-am #rupos &ociais e os ratos acasalam%se 5 base de formas de aprendi-ado 'ue repousam predominantemente em instru )3es codificadas em seus #enes e e ocadas por padr3es .diri#ir nosso comportamen to ou or#ani-ar nossa e(peri$ncia sem a orienta)*o fornecida por sis temas de simbolos si#nificantes. Os /omens sem cultura n*o se riam os sel a#ens inteli#entes de Lord of t/e `iles! de Koldin#! atira dos 5 sabedoria cruel dos seus instintos animais1 nem seriam eles os bons sel a#ens do primiti ismo iluminista! ou até mesmo! como a antropolo#ia insinua! os macacos intrinsecamente talentosos 'ue! por al#um moti o! dei(aram de se encontrar. B 2á /a iam sido antecipa dos. . &omando tudo isso! n"s somos animais incompletos e inacaba dos 'ue nos completamos e acabamos atra és da cultura B n*o atra és da cultura em #eral! mas atra és de formas altamente particulares de culturaH dobuana e2a anesa! Hopi e italiana! de classe alta e classe bai(a! acad$mica e comercial. &em os /omens certamente n*o /a eria cultura! mas! de forma semel/ante e muito si#nificati a% mente! sem cultura n*o /a eria /omens.mais de fontes culturais B o fundo acumulado de simbolos si#nifican tes.de. A #rande capacidade de aprendi-a#em do /omem! sua plasticidade! tem sido obser ada muitas e-es! mas o 'ue é ainda mais cr+tico é sua e(trema depend$ncia de uma espécie de aprendi-adoH atin#ir conceitos! a apreens*o e aplica)*o de sistemas espec+ficos de si#nificado simb"lico. Para obter a informa)*o adicional necessária no sentido de a#ir! fomos for)ados a depender cada e.sse foi o per+odo em 'ue o cérebro /u mano! principalmente sua parte anterior! alcan)ou as pesadas pro por)3es atuais.

e o 'ue dr emos saber a fim de funcionar! /á um ácuo 'ue n"s mesmos de preenc/er! e n"s o preenc/emos com a informa)*o Fou desinforma)*oG fornecida pela nossa cultura.T.'ue foram eles 'ue #o ernaram a sua cria)*o. CULTU<A :O mento! or#ani-am seus #rupos sociais ou descobrem seus compa n/eiros se(uais sob a dire)*o de instru)3es codificadas em dia#ramas e plantas! na tradi)*o da ca)a! nos sistemas morais e nos 2ul#a mentos estéticosH estruturas conceptuais 'ue moldam talentos amor fos.ITO >. I[ .se2a demons trado muito bem pela defini)*o balinesa de louco como al#uém! como um americano! 'ue sorri 'uando nada e(iste para rir. Para todos os intentos e prop"sitos! al#umas coisas s*o inteira mente controladas intrinsecamenteH n*o precisamos de dire)*o cultu ral para aprender a respirar mais do 'ue um pei(e precisa para aprender a nadar. ?as os /omens constroem di'ues ou refA#ios! locali-am o ali% :2 A I. [oc$ precisa compreender também B e! em min/a opini*o! da forma mais cr+tica B os conceitos espec+ficos das rela)3es entre >eus! o /omem e a ar'uitetura 'ue ela incorpora! uma e.C.apropriados de est+mulos e(ternos B c/a es fisicas inseridas nas fec/aduras or#0 nicas. . Conforme um autor mencionou com #rande propriedade! i e mos num 7/iato de informa)3es8. a .<P<. . Outras s*o 'uase 'ue inteiramente culturaisH n*o tentamos e(plicar atra és de uma base #enética por 'ue al#uns /o mens confiam no plane2amento centrali-ado en'uanto outros con fiam no mercado li re! embora esse tal e. Pi*o é diferente com os /omensH eles também! até o Altimo deles! s*o artefatos culturais. .TAY=O >A& CULTU<A& O I?PACTO >O CO.ossas idéias! nossos alores! nossos atos! até mesmo nossas emo)3es s*o! como nosso pr"prio sistema ner oso! produtos cultu rais B na erdade! produtos manufaturados a partir de tend$ncias! capacidades e disposi)3es com as 'uais nascemos! e! n*o obstante! manufaturados.ossa capaci dade de falar é inata certamente! nossa capacidade de falar in#l$s! poré' é sem dA ida cultural. &orrir ante um estimulo a#radá el e fran-ir o cen/o ante est+mulos desa#radá eis s*o! até certo ponto! de termina)3es #enéticas Faté mesmo os macacos contorcem a face ante odores meflticosG! mas o sorriso sardLnico e o fran-ir caricato s*o com certe-a predominantemente culturais! o 'ue tal e. A fronteira entre o 'ue é controlado de forma inata e o 'ue é controlado culturalmente no comportamento /umano é e(tremamente mal%definida e acilan te. Uuase todo o comportamento /umano comple(o representa! sem dA ida! o resultado interati o e n*o% aditi o dos dois.ntre o 'ue o nosso corpo nos di.ntre os planos básicos para a nossa ida 'ue os nossos #enes estabelecem B a capacidade de falar ou de sorrir B e o comportamento preciso 'ue de fato e(ecutamos B falar in#l$s num certo tom de o-! sorrir eni#mati camente numa delicada situa)*o social B e(iste um con2unto comple (o de simbolos si#nificantes! sob cu2a dire)*o n"s transformamos os primeiros no se#undo! os planos básicos em ati idade. C/artres é feita de pedra e idro! mas n*o é apenas pedra e idro! é uma catedral! e n*o somente uma catedral! mas uma catedral particular! constru+da num tempo particular por certos membros de uma sociedade particular.fosse um e(erc+cio di erti do. Para compreender o 'ue isso si#nifica! para perceber o 'ue isso é e(atamente! oc$ precisa con/e r mais do 'ue as propriedades #enéricas da pedra e do idro e bem mais do 'ue é comum a todas as catedrais.

o ori#inal infomtatlon #ap.m 'ual'uer dos casos o resultado é o mesmo 'ue tende a emer#ir em todas as aborda#ens tipol"#icas de problemas cient+ficosH as diferen)as entre os indi iduos e entre os #rupos de indi +duos tornam%se secundárias.C. para c/e#ar! finalmente! 5 ra-*o do n t+tulo! é a'ui 'ue o conceito de cultura tem seu impacto no conceito de /omem. Tornar%se /umano é tornar%se indi idual! e n"s nos tornamos indi iduais sob a dire)*o dos padr3es culturais! sistemas de si#nificados criados /isto ricamente em termos dos 'uais damos forma! ordem! ob2eti o e dire )*o 5s nossas idas.*o /á Oposi)*o entre a compreens*o te"rica #eral e a compreens*o circuns uncial! entre a is*o sin"ptica e a is*o detal/ista.o caso do iluminismo! os ele mentos desse tipo essencial de iam ser descobertos des endando as aterioridades da cultura dos /omens erdadeiros para er o 'ue &obra a B o /omem natural.a erdade! é atra és do seu poder de tirar proposi)3es #erais a partir de fenLme I particulares 'ue uma teoria cient+fica B aliás! a pr"pria ci$ncia B de e ser 2ul#ada. do <. . . c na compreen s*o dessa ariedade B seu alcance! sua nature-a! sua base e suas im plica)3es B 'ue c/e#aremos a construir um conceito da nature-a /u mana 'ue conten/a ao mesmo tempo subst0ncia e erdade! mais do 'ue uma sombra estat+stica e menos do 'ue o son/o de um primiti ista.. . Os padr3es culturais en ol idos n*O s*o #erais! mas espec+ficos B n*o apenas o 7casamento8! mas um con2unto parti cular de no)3es sobre como s*o os /omens e as mul/eres! como os esposos de em tratar uns aos outros! ou 'uem de e casar%se com 'uem1 n*o apenas 7reli#i*o8! mas cren)a na roda do Jarma! a obser 0ncia de um m$s de 2e2um ou a prática do sacrif+cio do #ado.ITO >. . .T. Toda ia! o sacrif+cio é t*o desnecessário como inAtil. O /o mem n*o pode ser definido nem apenas por suas /abilidades inatas! como fa-ia o iluminismo! nem apenas por seu comportamento real! . F. &e 'ueremos descobrir 'uanto ale o /omem! s" a .Uuais'uer 'ue se2am as diferen)as 'ue elas apresentam! as aborda #ens para a defini)*o da nature-a /umana adotadas pelo iluminismo e pela antropolo#ia clássica t$m uma coisa em comumH ambas s*o basicamente tipol"#icas.a antropolo#ia clássica! seriam desco bertos pela decomposi)*o das banalidades da cultura! erificando! ent*o! b 'ue aparecia B o /omem consensual. CULTU<A :X poderemos descobri%lo na'uilo 'ue os /omens s*oH e o 'ue os /o mens s*o! acima de todas as outras coisas! é ariado. Uuando ista como um con2unto de mecanismos simb"licos para controle do comportamento! fontes de informa)*o e(tra%somáticas! a cultura fornece o +nculo entre o 'ue os /omens s*o intnnsecamente capa-es de se tornar e o 'ue eles realmente se tornam! um por um.<P<. A indi iduali dede passa a ser ista como e(centricidade! a diferen)a como des io ac do Anico ob2eto de estudo le#+timo para o erdadeiro cien tistaH o tipo normati o sub2acente! imutá el.TAY=O >A& CULTU<A& O I?PACTO >O CO.G :9 A I.m tal aborda#em! por mais bem formulada e bem defendida 'ue se2a! os detal/es i os s*o submersos em estere"tipos mortosH estamos buscando uma entidade ffiatafisica! o Homem! com 7H8 maiAsculo! no interesse de 'uem sa cfiflcamos a entidade emp+rica 'ue de fato encontramos B o /omem eom 7/8 minAsculo.las tentam construir uma ima#em do /o mem como um modelo! um ar'uétipo! uma idéia platLnica ou uma forma aristotélica! em rela)*o 5 'ual os /omens reais B oc$! eu! C/urc/ill! Hitler e o ca)ador de cabe)as bornéu B n*o s*o mais 'ue refle(os! distor)3es! apro(ima)3es. . . T. .

*o é apenas falar! é emitir as pala ras e frases apropriadas! nas situa)3es sociais apropriadas! no tom de o. . .8 >entro da sociedade as diferen)as também s*o recon/ecidas B a forma como um campon$s de arro.como o fa.*o é ape nas comerH é preferir certos alimentos! co-idos de certas maneiras! e se#uir uma eti'ueta r+#ida 5 mesa ao consumi%los. A forma como isso ocorre para os c/ineses locais! por e(emplo! é intensamen te desapro ada.#rande parte da ci$ncia social contempor0nea! mas sim pelo elo entre eles! pela forma em 'ue o primeiro é transformado no se#undo! suas potencialidades #enéricas focali-adas em suas atua )3es espec+ficas. &er /umano n*o é apenas respirar1 é con trolar a sua respira)*o pelas técnicas do io#a! de forma a ou ir lite ralmente! na inspira)*o e na e(pira)*o! a o. A'ui! ser /umano certamente n*o é ser Uual'uer Homem1 é ser uma espécie particular de /omem! e sem dA ida os /omens diferemH 7Outros campos8! di-em os 2a aneses! 7outros #afan/otos.essa área! o camin/o para . Assim como a cultura nos mode lou como espécie Anica B e sem dA ida ainda nos está modelando B assim também ela nos modela como indi iduos separados. .apropriado e com a indire)*o e asi a apropriada. . V na carreira do /omem! em seu curso caracterQ ti% co! 'ue podemos discernir! embora difusamente! sua nature-a! e ape sar de a cultura ser apenas um elemento na determina)*o desse cur so! ela n*o é o menos importante. Um adulto 7normal8! capa.de >eus pronunciar o seu pr"prio nome B 7/u AIea/8.ste n*o é um caso de toler0ncia e relati ismo ético! pois nem todos os modos de se tornar /umano s*o istos como i#ualmente admirá eis. d isso o 'ue temos realmente em comum B nem um ser subcultural imutá el! nem um consenso de cru-amento cultural estabelecido. .8 Ws crian)as pe'uenas! aos rAsticos! aos simpl"rios! aos loucos! aos fla#raritemente imorais! c/amam ndurun# d2aDa! 7ainda n*o 2a aneses8.m Ja a! por e(emplo! onde e(ecutei #rande parte do meu trabal/o! as pessoas di-iam com muita tran'SilidadeH 7&er /umano é ser 2a a n$s.se torna /umano e 2a an$s difere da forma atra és da 'ual um funcionário ci il se torna /umano. O caso é 'ue /á maneiras diferentes e! mudando a#ora para a perspecti a antropol"#ica! é na re is*o e na análise sis temática dessas maneiras B a bra ura do +ndio das plan+cies! a obses s*o do /indu! o racionalismo do franc$s! o anar'uismo berbere! o otimismo americano Fpara arrolar uma série de eti'uetas 'ue eu n*o #ostaria de defender como taisG B 'ue poderemos encontrar o 'ue é ser um /omem ou o 'ue ele pode ser. <esumindo! temos 'ue descer aos detal/es! além das eti'uetas en#anadoras! além dos tipos metafisicos! além das similaridades a -ias! para apreender corretamente o caráter essencial n*o apenas das árias culturas! mas também dos ários tipos de indi +duos dentro de cada cultura! se é 'ue dese2amos encontrar a /umanidade face a face. Por estran/o 'ue pare)a B embora! num se#undo momento n*o se2a tal e.de a#ir em termos do sistema dc eti'ueta altamente elaborado! possuidor das delicadas percep)3es es% téticas associadas 5 mAsica! 5 dan)a! ao drama e ao desen/o t$(til! 'ue responde 5s sutis incita)3es do di ino 'ue reside na estabilidade da consci$ncia de cada indi iduo! é um sampun d2aDa! 72á um 2a a n$s8! isto é! 2á um /umano. .t*o estran/o B muitos dos nossos su2eitos parecem com preender isso mais claramente 'ue n"s mesmos! os antrop"lo#os.*o é apenas sen tir! mas sentir certas emo)3es muito distintamente2a anesas Fe certa mente intradu-+ eisG B 7paci$ncia8! 7desprendimento8! 7resi#na )*o8! 7respeito8.

M Cur ado sobre seus pr"prios fra#mentos! pedras e plantas co muns! o antrop"lo#o tamb"m medita sobre o erdadeiro e o insi#ni ficante! nele islumbrando Fou pelo menos é o 'ue pensaG! fu#a.T.! e `aber ^ `abet Ltd.TAY=O >A& CULTU<A& "s de uma comple(idade terrificante! como 'ual'uer e(pedi)*o #e tu+na. CopEri#/t g 1P:9! bE <obert Le Dell.<P<. dois! >ei(e%o so-in/o por um momento ou e oc$ o erá com sua cabe)a bai(a! cismando! cismando! ol/os fi(os em al#um fra#mento! al#uma pedra! al#uma planta comum! a coisa mais comum! como se fosse a pista.at/aniel HaDt/orne.e in se#uramente! sua pr"pria ima#em desconcertante! mutá el. f>ei(e%o so-in/o por um momento ou dois8! escre e <obert LoDell! n*o! como se pode suspeitar! a respeito do antrop"lo#o! i/as a respeito da'uele outro pes'uisador e(c$ntrico da nature-a do /o mem! . :: M Transcrito com a permiss*o de `artar! &traus ^ Kirou!! Inc. Isso 'uer di-er 'ue o camin/o se#ue atra A I.o #eral! para as simplicidades re elado ras da ci$ncia. Os ol/os preocupados se er#uem! furti os! metálicos! insatisfeitos com a medita)*o sobre a erdade e o insi#nificante. OP. se#ue atra és de uma preocupa)*o com o particular! o circunstancial! o concreto! mas uma preocupa)*o or#ani-ada e diri #ida em termos da espécie de análises te"ricas sobre as 'uais to'uei B as análises da e olu)*o fisica! do funcionamento do sistema ner oso! da or#ani-a)*o social! do processo psicol"#ico! da padroni-a)*o cul tural e assim por diante B e! muito especialmente! em termos da in flu$ncia mAtua entre eles. . de 7HaDt/orne8! in `or T/e Union >ea9! p.

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