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Lei 8.112/90 (continuação) REVERSÃO AGENTE PF 2011 Direito Administrativo Prof. João Paulo A) ter a

Lei 8.112/90 (continuação)

REVERSÃO

AGENTE PF 2011

Direito Administrativo Prof. João Paulo

A) ter a aposentadoria se dado voluntariamente há,

no máximo 5 anos;

B) tenha o aposentado solicitado a reversão;

servidor

ativo, em

virtude de não mais existirem a causa de sua aposentadoria. Não pode, no entanto, o servidor retornar à ativa se já completou 70 anos, pois no Ordenamento Jurídico Brasileiro não pode haver servidor de cargo público efetivo com mais de 70 anos, pois nestes casos a aposentadoria é

Ocorre

a

reversão

quando

um

C) ter sido estável, quando na atividade;

D) exista cargo vago.

aposentado retorna ao serviço público

REINTEGRAÇÃO O
REINTEGRAÇÃO
O

Obviamente, não poderá requerer a reversão aquele que tiver 70 anos, em virtude dessa ser a idade limite para o servidor ocupante de cargo efetivo. Ao completar 70 anos, o servidor será aposentado compulsoriamente.

compulsória, nos termos do art. 40, § 1°, da Constituição Federal.

Assim, nos dizeres do art. 25 da Lei 8.112/90:

“Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado por invalidez, quando, por junta médica oficial, forem declarados insubsistentes os motivos da aposentadoria.”

A reintegração é forma de investidura, através da qual o servidor retorna a cargo anteriormente ocupado por ter sido a sua demissão ou exoneração anulada, por ato da própria Administração Pública, ou por ato do Poder Judiciário.

A reversão ocorrerá no mesmo cargo ocupado pelo servidor. Se, no entanto, o cargo já estiver ocupado, o servidor exercerá suas atribuições como extranumerário. Nos termos do art. 26 da Lei

8.112/90:

“A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação. Parágrafo único. Encontrando-se provido o cargo, o servidor exercerá suas atribuições como excedente, até a ocorrência de vaga.”

art. 28 declara que: “A reintegração é a

reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens.”

Nos termos do art. 27, “Não poderá reverter o aposentado que já tiver completado 70 (setenta) anos de idade.”

Perceba-se que todas as vantagens que o servidor deixou de ganhar ao tempo em que estava exonerado ou demitido ilegalmente, são a ele ressarcidas. Se, no entanto, o cargo anteriormente ocupado tiver sido extinto, o servidor entrará em disponibilidade, que será tratada mais abaixo.

Na redação da medida provisória 2225- 45/2001, o servidor pode também reverter voluntariamente (a chamada reversão no interesse da Administração), mesmo que sua aposentadoria não tenha sido por invalidez.

Esta

nova

reversão,

no

entanto,

pode

ocorrer se concorrerem as seguintes hipóteses:

Se o cargo reintegrado tivesse sendo ocupado

por outro servidor, este será reconduzido ao seu cargo anterior, nos termos do § 2° do art. 28:

“Encontrando-se provido o cargo, o seu eventual ocupante será reconduzido ao cargo de origem, sem direito à indenização ou aproveitado em outro cargo, ou, ainda, posto em disponibilidade.”

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AGENTE PF 2011 Direito Administrativo Prof. João Paulo tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento

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tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.”

A disponibilidade ocorrerá com remuneração proporcional ao tempo de serviço. Ocorre, pois, que uma vez que exista cargo com semelhantes atribuições e remuneração, poderá o servidor posto em disponibilidade ser nele provido. Este é o conceito do provimento denominado aproveitamento.

A Constituição Federal, por sua vez, estabelece, no § 2°, do art. 41 que “Invalidada por

sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito

indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço.”

a

VACÂNCIA
VACÂNCIA

RECONDUÇÃO

Estatui o art. 31 da Lei 8.112/90 que: “O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado.”

Recondução é forma de provimento através da qual um servidor público estável ao cargo anteriormente ocupado, ou por que não logrou aprovação em estágio probatório para o qual prestou concurso, seja porque ocorreu a reintegração do anterior ocupante de cargo público, conforme estabelecido pelo art. 29 da Lei 8.112/90, nos seguintes termos:

Enquanto que o art. 32 do estatuto afirma que o aproveitamento é obrigatório: “O órgão Central do Sistema de Pessoal Civil determinará o imediato aproveitamento de servidor em disponibilidade em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração Pública Federal. Parágrafo único. Na hipótese prevista no § 3 o do art. 37, o servidor posto em disponibilidade poderá ser mantido sob responsabilidade do órgão central do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal - SIPEC, até o seu adequado aproveitamento em outro órgão ou entidade.”

“Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de:

I - inabilitação em estágio probatório relativo a outro

cargo;

II

- reintegração do anterior ocupante.”

Se o cargo anteriormente ocupado encontra- se provido, o servidor ficará em disponibilidade, que será explicada logo mais.

Observe-se, ainda, que nos termos do art. 32 do Estatuto: “Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o servidor não entrar em exercício no prazo legal, salvo doença comprovada por junta médica oficial.”

DA DISPONIBILIDADE E DO APROVEITAMENTO

Ensina o professor Celso Antonio Bandeira de Mello que: “A disponibilidade é um direito que a Constituição confere ao servidor público estável, caso seu cargo venha a ser extinto ou declarado desnecessário (§ 3° do art. 41), ou ainda quando, em virtude de reintegração de outrem, seja desalojado do cargo que ocupava sem ter um cargo de origem para regressar a ele (art. 41, § 2°, precitado).”

Estabelece o § 3° do art. 41 da Constituição Federal que: “Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao

Sobre vacância, ensina o professor Diógenes Gasparini que: “Os serviços públicos não se interrompem. Observam o princípio da continuidade. Sendo assim, o normal é encontrarem-se providos, isto é, ocupados pelos respectivos titulares. Isso, no entanto, nem sempre ocorre. Pode haver, por uma ou outra razão, cargo sem titular ou na situação de vago, ou de vacância.”

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AGENTE PF 2011 Direito Administrativo Prof. João Paulo Como já visto, o cargo é um

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Como já visto, o cargo é um conjunto de atribuições. Obviamente, essas atribuições devem ser
Como já visto, o cargo é um conjunto de
atribuições. Obviamente, essas atribuições devem ser
exercidas por servidor público, que é pessoa física.
Ocorre, pois, que em determinadas situações, os
cargos públicos ficam em situação onde não há titular,
uma vez que, por algum motivo, seus anteriores
titulares se desvinculam dos cargos públicos, sem que
alguém tenha sido provido à titularidade daquele
conjunto de atribuições. Daí advertir o professor José
Cretella Júnior que vacância é: “situação do cargo
público sem titular.”
exoneração do servidor estável em mais 2 hipóteses:
quando da ocorrência de processo periódico de
avaliação de desempenho e do excesso de gasto com
pessoal.
a
demissão
ocorrerá
quando
o
desligamento se der através de aplicação de punição.
Ou seja, toda demissão advém diretamente da
aplicação de sanção. Por ser assim, não é possível
demissão a pedido do servidor.
Segundo o art. 33 da Lei 8.112/90:
“A vacância do cargo público decorrerá de:
Promoção, por outro lado, é a mudança do
servidor de um cargo (que por isso fica vago) para
outro, da mesma natureza de trabalho, com elevação
de função e vencimento.
I - exoneração;
II - demissão;
III
- promoção;
VI
- readaptação;
VII - aposentadoria;
VIII
- posse em outro cargo inacumulável;
Readaptação, como j;a visto, é a mudança do
servidor de um cargo (que por isso fica vago) para
outro mais compatível com sua capacidade
profissional. Não há aqui, por evidente, qualquer
elevação funcional ou remuneratória.
IX
- falecimento”.
Relembrando o quanto já dito, os cargos
vagos, na forma do art. 84, VI. “b”, da Constituição
Federal, poderão ser extintos através de decreto do
Presidente da República.
Segundo, ainda, o professor Diógenes
Gasparini;
Aposentadoria é a passagem do servidor da
atividade para a inatividade. Com essa passagem, o
cargo fica vago, daí ser a aposentadoria modalidade
de vacância. Posse em outro cargo inacumulável, por
sua vez, é espécie de vacância, na medida em que
pela nova posse ocorre a vaga no cargo anteriormente
ocupado.
“Exoneração é o desligamento do servidor do quadro
de
pessoal da entidade a que se vinculava, sem
Falecimento, por óbvio, é a morte do sujeito,
ficando, pois, o cargo anteriormente ocupado vago.
caráter punitivo. Pode ser a pedido do servidor ou
por
deliberação (ex officio) da entidade a que estava
vinculado. A exoneração ex officio somente pode ter
lugar se o servidor titularizava cargo de provimento
em comissão ou se era ocupante de cargo de
provimento efetivo antes de ocorrer a estabilidade.
Nesta última hipótese, exige-se a apuração, em
processo administrativo, da inadequação na
execução da atividade pública. Há a extinção do
vínculo existente entre o servidor e a Administração
Pública, mas não a extinção do cargo que aguardará
novo titular.”
Nos concursos públicos, dentro do prazo de
validade, poderão ser nomeados mais aprovados, se
forem vagando mais cargos públicos. Nestes termos,
estatui o art. 34 do Estatuto Federal:
“A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do
servidor, ou de ofício.
Parágrafo único. A exoneração de ofício dar-se-á:
I - quando não satisfeitas as condições do estágio
probatório;
II - quando, tendo tomado posse, o servidor não
entrar em exercício no prazo estabelecido.”

Complementando

 

o

quanto

afirmado

pelo

professor

citado,

hoje

é

possível

que

ocorra

a

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AGENTE PF 2011 Direito Administrativo Prof. João Paulo Enquanto que o art. 35 do Estatuto

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Enquanto que o art. 35 do Estatuto dispõe

que:

“A exoneração de cargo em comissão e a dispensa de função de confiança dar-se-á:

I - a juízo da autoridade competente; II - a pedido do próprio servidor.”

DA REMOÇÃO, REDISTRIBUIÇÃO E SUBSTITUIÇÃO

previdenciária em Salvador, ou para o interior do Estado. De um jeito ou de outro, estar-se-ia falando de remoção.

A remoção pode ser de ofício (ou seja, sem requerimento) ou a pedido, como será visto abaixo. Em assim sendo, sobre a remoção, dispõe a Lei 8.112/90 o que se segue:

sobre a remoção, dispõe a Lei 8.112/90 o que se segue: Remoção é o deslocamento do

Remoção é o deslocamento do servidor dentro do mesmo cargo com ou sem mudança de domicílio. Para o correto entendimento do instituto é de vital importância a conceituação de classe.

Art. 36. Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede. Parágrafo único. Para fins do disposto neste artigo, entende-se por modalidades de remoção:

O professor José Cretella Júnior, clássico no Direito Administrativo, citando lição de Tito Prates da Fonseca, afirma que classe é: “a unidade de classificação dos cargos, é um agrupamento de cargos da mesma profissão e de igual padrão de vencimentos. A classe constitui um alinhamento horizontal de cargos, pelas atribuições - critério profissional - e pelo padrão de vencimentos.” 1

I - de ofício, no interesse da Administração; II - a pedido, a critério da Administração; III - a pedido, para outra localidade, independentemente do interesse da Administração:

OBS: No caso do inciso III pode-se afirmar que existe ato vinculado, pois, em ocorrendo as hipóteses nele descritas, a Administracao Pública não poderá negar o pedido do servidor. a) para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor público civil ou militar, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que foi deslocado no interesse da Administração; b) por motivo de saúde do servidor, cônjuge, companheiro ou dependente que viva às suas expensas e conste do seu assentamento funcional, condicionada à comprovação por junta médica oficial; c) em virtude de processo seletivo promovido, na hipótese em que o número de interessados for superior ao número de vagas, de acordo com normas preestabelecidas pelo órgão ou entidade em que aqueles estejam lotados.

Complementa seus ensinamentos o professor José Cretella para afirmar: “Desse modo, forçoso é concluir que um determinado grupo de funcionários, ocupando cargos públicos rigorosamente semelhantes quanto aos direitos, deveres e responsabilidades, merece uma padronização em seus estipêndios visto constituir o que a linguagem técnica denomina de classe.” 2

Assim, por exemplo, na Universidade Federal da Bahia, dois professores que ocupam cargos de Professor Adjunto nível III, estão situados na mesma classe de cargos.

Dessa forma, quando se fala em remoção, está-se referenciando à locomoção de um servidor, sem mudança alguma de cargo, para outro lugar dentro do mesmo município ou para outro município. Seria o caso por exemplo de um servidor do INSS. Ele poderia ser removido para outra repartição

A redistribuição, por outro lado, ocorre quando o servidor passar a ter exercício em outro órgão ou entidade pública em virtude dessa ter sido extinta, ou para reajustamento de lotação, que ocorre quando um órgão se encontra superlotado e ou outro com escassez de pessoal.

1

CRETELLA

JÚNIOR,

José.

Tratado

de

direito

administrativo: o pessoal da administração pública. V

4. 2 ed. Rio de Janeiro: Forense, 2005, p. 152. 2 Idem, p. 153

De qualquer modo, entende a doutrina, como forma de diferenciar a remoção da redistribuição, que

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a remoção é o deslocamento do servidor, enquanto que a redistribuição é o deslocamento do

a remoção é o deslocamento do servidor, enquanto que a redistribuição é o deslocamento do cargo para outro órgão ou entidade.

Ao contrário do que ocorre na remoção, na redistribuição não existe a modalidade a pedido. Apenas é possível a redistribuição de ofício.

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A substituição diz respeito a quem tem a competência de substituir o chefe na repartição. A Lei é clara ao determinar que essa definição é feita pelo Regimento Interno do Órgão ou Entidade Pública ou, caso o Regimento seja omisso, pelo dirigente máximo do Órgão ou Entidade.

Dessa forma, estatui, sobre o instituto, a Lei 8.112/90, da seguinte forma:

Estabelece, pois, o Estatuto que:
Estabelece, pois, o Estatuto que:

Vale a pena ressaltar que, se essa substituição for até 30 dias, o substituto poderá escolher entre receber a sua normal remuneração, ou então receber a remuneração pelo cargo em que está substituindo. Ou um ou outro. Se, no entanto, o período de substituição for superior a trinta dias, o substituto terá direito a receber pelos 2 cargos. Pelo tempo de substituição que ultrapassar aquele período apontado.

Art. 37. Redistribuição é o deslocamento de cargo de provimento efetivo, ocupado ou vago no âmbito do quadro geral de pessoal, para outro órgão ou entidade do mesmo Poder, com prévia apreciação do órgão central do SIPEC, observados os seguintes

preceitos:

I - interesse da administração;

II

III - manutenção da essência das atribuições do

cargo;

IV - vinculação entre os graus de responsabilidade e complexidade das atividades;

V

- mesmo nível de escolaridade, especialidade ou

- equivalência de vencimentos;

Art. 38. Os servidores investidos em cargo ou função de direção ou chefia e os ocupantes de cargo de Natureza Especial terão substitutos indicados no regimento interno ou, no caso de omissão, previamente designados pelo dirigente máximo do órgão ou entidade. § 1 o O substituto assumirá automática e cumulativamente, sem prejuízo do cargo que ocupa, o exercício do cargo ou função de direção ou chefia e os de Natureza Especial, nos afastamentos, impedimentos legais ou regulamentares do titular e na vacância do cargo, hipóteses em que deverá optar pela remuneração de um deles durante o respectivo período. § 2 o O substituto fará jus à retribuição pelo exercício do cargo ou função de direção ou chefia ou de cargo de Natureza Especial, nos casos dos afastamentos ou impedimentos legais do titular, superiores a trinta dias consecutivos, paga na proporção dos dias de efetiva substituição, que excederem o referido período. Art. 39. O disposto no artigo anterior aplica-se aos titulares de unidades administrativas organizadas em nível de assessoria.

DOS DIREITOS E VANTAGENS

habilitação profissional; VI - compatibilidade entre as atribuições do cargo e as finalidades institucionais do órgão ou entidade.

§

ajustamento de lotação e da força de trabalho às necessidades dos serviços, inclusive nos casos de reorganização, extinção ou criação de órgão ou entidade.

2 o A redistribuição de cargos efetivos vagos se dará mediante ato conjunto entre o órgão central do SIPEC e os órgãos e entidades da Administração Pública Federal envolvidos.

§

ou entidade, extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade no órgão ou entidade, o servidor estável que não for redistribuído será colocado em disponibilidade, até seu aproveitamento na forma dos arts. 30 e 31.

§

3 o Nos casos de reorganização ou extinção de órgão

§

1 o A redistribuição ocorrerá ex officio para

4 o O servidor que não for redistribuído ou colocado

em disponibilidade poderá ser mantido sob responsabilidade do órgão central do SIPEC, e ter exercício provisório, em outro órgão ou entidade, até seu adequado aproveitamento.

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AGENTE PF 2011 Direito Administrativo Prof. João Paulo No exercício do cargo, o servidor terá

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No exercício do cargo, o servidor terá direito a

perceber os valores estipulados por Lei, até mesmo porque, salvo disposição legal em contrário, não é permitido o exercício de atribuições pertinentes a cargos públicos de forma gratuita, como bem define o art. 4° da Lei 8.112/90. O valor básico trazido pela legislação para retribuição pelo serviço prestado é denominado vencimento. Algumas Leis ainda o chamam de vencimento básico.

vencimento inferior ao salário mínimo, desde que a remuneração tenha pelo menos o valor do salário mínimo. Esse inclusive é o teor da súmula vinculante de número 16 do Supremo Tribunal Federal, que determina: “OS ARTIGOS 7º, IV, E 39, § 3º (REDAÇÃO DA EC 19/98), DA CONSTITUIÇÃO, REFEREM-SE AO TOTAL DA REMUNERAÇÃO PERCEBIDA PELO SERVIDOR PÚBLICO.”

TOTAL DA REMUNERAÇÃO PERCEBIDA PELO SERVIDOR PÚBLICO.” Por outro lado, os praças do serviço militar inicial

Por outro lado, os praças do serviço militar inicial (conscritos) não têm direito ao piso de remuneração de salário mínimo, pois são terceiros em colaboração com o Poder Público, como enuncia a súmula vinculante de número 6 do Supremo Tribunal Federal:

Ocorre que a esses vencimentos podem ser acrescidas vantagens pecuniárias que são acréscimos legais ao vencimento do servidor, se tiver os requisitos normativos para tanto.

A

NÃO VIOLA A CONSTITUIÇÃO O ESTABELECIMENTO DE REMUNERAÇÃO INFERIOR AO SALÁRIO MÍNIMO PARA AS PRAÇAS PRESTADORAS DE SERVIÇO MILITAR INICIAL.”

soma do vencimento básico com as

vantagens pecuniárias PERMANENTES recebe o nome de REMUNERAÇÃO.

Nestes termos, estatui o Estatuto Federal que:

Por outro lado, a Constituição Federal ainda dispõe sobre subsídio. Em verdade, o subsídio é uma forma de remuneração paga através de parcela única, como uma forma de exercer um melhor controle sobre o pagamento de valores aos servidores públicos.

Art. 40. Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público, com valor fixado em lei.

Art. 41. Remuneração é o vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens pecuniárias permanentes estabelecidas em lei.

Segundo leciona José dos Santos Carvalho Filho: “Pela EC n 19/98, que traçou as regras gerais pertinentes à reforma administrativa do Estado, passou a ser denominada de “subsídio” a remuneração de membro de poder, do detentor de cargo eletivo, dos Ministros de Estado e dos Secretários Estaduais e Municipais, conforme a nova redação do art. 39, § 4º, da CF, bem como a remuneração dos membros do Ministério Público (art. 128, § 5º, I, “c”, da CF) e dos integrantes da Defensoria Pública e da Advocacia Pública, incluindo- se nesta as Procuradorias dos Estados e do Distrito Federal (art. 135 c/c arts. 131 e 133, o primeiro com remissão ao art. 39, § 4º). Da mesma forma, aplica-se tal tipo de remuneração aos servidores policiais integrantes das polícias mencionadas no art. 144, I a V, da CF, como enunciado no art. 144, § 9º, da Carta Política.” 3

enunciado no art. 144, § 9º, da Carta Política.” 3 § 1 o A remuneração do

§ 1 o A remuneração do servidor investido em função ou cargo em comissão será paga na forma prevista no art. 62.

§ 2 o O servidor investido em cargo em comissão de órgão ou entidade diversa da de sua lotação receberá a remuneração de acordo com o estabelecido no § 1 o do art. 93.

§ 3 o O vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens de caráter permanente, é irredutível.

A medida provisória 431/2008, introduziu no art. 40 o parágrafo 5º, no seguinte sentido: “Nenhum servidor receberá remuneração inferior ao salário mínimo” .

Com relação a esse último dispositivo, deve-se perceber que o servidor poderá receber um

3 Op. cit. p. 698.

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AGENTE PF 2011 Direito Administrativo Prof. João Paulo DO TETO REMUNERATÓRIO. NÃO É IRREDUTÍVEL, ISSO

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DO TETO REMUNERATÓRIO.

NÃO

É

IRREDUTÍVEL,

ISSO

PORQUE

COMPOSTA

TAMBÉM DE VANTAGENS NÃO PERMANENTES.

Os servidores públicos possuem um teto remuneratório, quer-se dizer com isso que não poderão receber a título de vencimento ou remuneração importância superior, pelo menos em nível federal, ao percebido mensalmente pelos Ministros do Supremo Tribunal Federal.

De qualquer forma, os vencimentos recebidos pelos servidores dos Poderes Legislativo e Judiciário não podem ser superiores ao recebido pelos servidores do Poder Executivo. É uma aplicação do princípio da isonomia.

Executivo. É uma aplicação do princípio da isonomia. É o que determina o inciso XI do

É o que determina o inciso XI do art. 37 da Constituição Federal:

“a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos.”

Assim, nos termos do art. 37, XII, da Constituição Federal: “os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo.”

poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo.” Essa é a regra, no entanto, as vantagens

Essa é a regra, no entanto, as vantagens pessoais ou as relativas à natureza ou local de trabalho. Assim, se somada ao vencimento, o servidor tem alguma vantagem considerada em relação à sua pessoa ou à condições e local de seu trabalho, como por exemplo, o exercício de atividades insalubres ou perigosas, não pode haver isonomia com quem não está submetido a tais condições, pois essas são criadas para protegê-lo. Sobre o assunto, enuncia o estatuto Federal que:

PERCEBAM QUE O CONCEITO DE DO CONCEITO DE REMUNERAÇÃO PELA LEI 8.112/90. PARA ESSA, A
PERCEBAM
QUE
O
CONCEITO
DE
DO
CONCEITO
DE
REMUNERAÇÃO
PELA
LEI
8.112/90.
PARA
ESSA,
A
e

(art. 41) § 4 o É assegurada a isonomia de vencimentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder, ou entre servidores dos três Poderes, ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho.

ATENÇÃO: Vale ressaltar, que apesar de não se permitir o pagamento de valores diferente para atribuições assemelhadas entre os três poderes, não pode o Poder Judiciário determinar o aumento da remuneração de alguma categoria de servidores. Tal

ATENÇÃO:

REMUNERAÇÃO PARA A CONSTITUIÇÃO FEDERAL É

DIFERENTE

dispositivo, criado com o fito de se manter a harmonia

TRAZIDO

independência entre os poderes, foi introduzido no

REMUNERAÇÃO É A SOMA DO VENCIMENTO DO

CARGO

COM

AS

VANTAGENS

PECUNIÁRIAS

PERMANENTES.

POR

OUTRO

LADO,

PARA

A

CONSTITUIÇÃO FEDERAL, REMUNERAÇÃO É A SOMA

DO

QUALQUER

VENCIMENTO

DO

CARGO

COM

VANTAGEM PECUNIÁRIA (PERMANENTE OU NÃO),

EXCETUANDO

ASSIM,

APENAS

AS

INDENIZAÇÕES.

Ordenamento Jurídico Brasileiro pela Emenda Constitucional 19/1998. A aludida emenda modificou

o inciso XIII do art. 37 da Constituição que passou a vigorar com o seguinte teor: “é vedada a vinculação

ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público.”

PARA A CONSTITUIÇÃO FEDERAL, A REMUNERAÇÃO

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AGENTE PF 2011 Direito Administrativo Prof. João Paulo Art. 42. Nenhum servidor poderá perceber, mensalmente,

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Art. 42. Nenhum servidor poderá perceber, mensalmente, a título de remuneração, importância superior à soma dos valores percebidos como remuneração, em espécie, a qualquer título, no âmbito dos respectivos Poderes, pelos Ministros de Estado, por membros do Congresso Nacional e Ministros do Supremo Tribunal Federal.

I - a remuneração do dia em que faltar ao serviço, sem motivo justificado;

- a parcela de remuneração diária, proporcional aos atrasos, ausências justificadas, ressalvadas as concessões de que trata o art. 97, e saídas antecipadas, salvo na hipótese de compensação de horário, até o mês subseqüente ao da ocorrência, a ser estabelecida pela chefia imediata.

II

Parágrafo único. Excluem-se do teto de remuneração as vantagens previstas nos incisos II a VII do art. 61.

as vantagens previstas nos incisos II a VII do art. 61. Parágrafo único. As faltas justificadas

Parágrafo único. As faltas justificadas decorrentes de caso fortuito ou de força maior poderão ser compensadas a critério da chefia imediata, sendo assim consideradas como efetivo exercício.

O art. 42 precitado não está mais em conformidade com a Constituição Federal, em virtude da redação que lhes deram as emendas 19, 41 e 47. Em assim sendo, para o servidor público federal, o teto é único como sendo do Ministro do Supremo Tribunal Federal.

Art. 45. Salvo por imposição legal, ou mandado judicial, nenhum desconto incidirá sobre a remuneração ou provento.

Para efeito de fixação do teto, pela nova redação da Constituição federal, só não são computadas as parcelas de natureza indenizatória, conforme será visto logo mais.

Parágrafo único. Mediante autorização do servidor, poderá haver consignação em folha de pagamento a favor de terceiros, a critério da administração e com reposição de custos, na forma definida em regulamento.

§
§

IRREDUTIBILIDADE E DESCONTOS.

Apesar de irredutível, é possível que a remuneração sofra descontos. Ocorre que esses descontos só poderão advir de Lei, mandado judicial e através da vontade manifestada pelo servidor público.

que esses descontos só poderão advir de Lei, mandado judicial e através da vontade manifestada pelo

Neste último item estão as chamadas parcelas consignadas. Nestas, o servidor contrata com terceiros, geralmente empréstimos, e as parcelas para pagamento das empresas contratadas (como bancos, por exemplo) é realizada diretamente descontando-se dos vencimentos do servidor.

Perceba-se, ainda, que o servidor poderá ter descontados os dias em faltar ao serviço sem justa causa. Se a falta, no entanto, foi justificada, o servidor tem o direito de compensar o dia em que se deu a falta, salvo nos casos permitidos em Lei, conforme será visto adiante. Nestes termos, dispõe a Lei 8.112/90 que:

“Art. 44. O servidor perderá:

Art. 46. As reposições e indenizações ao erário serão previamente comunicadas atualizadas até 30 de junho de 1994, serão previamente comunicadas ao servidor ativo, aposentado ou ao pensionista, para pagamento, no prazo máximo de trinta dias, podendo ser parceladas , a pedido do interessado.

1 o O valor de cada parcela não poderá ser inferior ao correspondente a dez por cento da remuneração, provento ou pensão.

§

no mês anterior ao do processamento da folha, a reposição será feita imediatamente, em uma única parcela.

2 o Quando o pagamento indevido houver ocorrido

§ 3 o Na hipótese de valores recebidos em decorrência de cumprimento à decisão liminar, à tutela antecipada ou à sentença que venha a ser revogada ou rescindida, serão eles atualizados até a data da reposição.

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AGENTE PF 2011 Direito Administrativo Prof. João Paulo Art. 47. O servidor em débito com

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Art. 47. O servidor em débito com o erário, que for demitido, exonerado, ou que tiver sua aposentadoria ou disponibilidade cassada, terá o prazo de sessenta dias para quitar o débito.

Parágrafo Único: A não quitação do débito no prazo previsto, implicará a sua inscrição em dívida ativa.

ultrapassar o subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal.

Art. 51. Constituem indenizações ao servidor:

I - ajuda de custo; II - diárias; III - transporte. IV - auxílio-moradia.(Incluído pela Lei nº 11.355, de

Art. 48. O vencimento, a remuneração e o provento não serão objeto de arresto, seqüestro ou penhora, exceto nos casos de prestação de alimentos resultante de decisão judicial.”

2006) Da Ajuda de Custo
2006)
Da Ajuda de Custo

Art. 52. Os valores das indenizações, assim como as condições para a sua concessão, serão estabelecidos em regulamento.

DAS VANTAGENS:

A Lei 8.112/90 traz as vantagens pecuniárias dos servidores públicos. Ocorre que outras vantagens podem ser trazidas por leis específicas referenciadas a determinados cargos.

Art. 53. A ajuda de custo destina-se a compensar as despesas de instalação do servidor que, no interesse do serviço, passar a ter exercício em nova sede, com mudança de domicílio em caráter permanente, vedado o duplo pagamento de indenização, a qualquer tempo, no caso de o cônjuge ou companheiro que detenha também a condição de servidor, vier a ter exercício na mesma sede.

Desta forma, segundo o Estatuto federal:

Art. 49. Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens:

I - indenizações; II - gratificações; III - adicionais. § 1 o As indenizações não se incorporam ao vencimento ou provento para qualquer efeito.

§ 1 o Correm por conta da administração as despesas de transporte do servidor e de sua família, compreendendo passagem, bagagem e bens pessoais.

§ 2 o As gratificações e os adicionais incorporam-se ao vencimento ou provento, nos casos e condições indicados em lei.

§ 2 o À família do servidor que falecer na nova sede são assegurados ajuda de custo e transporte para a localidade de origem, dentro do prazo de 1 (um) ano, contado do óbito.

Art. 50. As vantagens pecuniárias não serão computadas, nem acumuladas, para efeito de concessão de quaisquer outros acréscimos pecuniários ulteriores, sob o mesmo título ou idêntico fundamento.”

Art. 54. A ajuda de custo é calculada sobre a remuneração do servidor, conforme se dispuser em regulamento, não podendo exceder a importância correspondente a 3 (três) meses.

DAS INDENIZAÇÕES

afirmado, as parcelas

indenizatórias não são computadas para critérios de fixação do teto remuneratório. Ou seja, a remuneração somada a parcelas indenizatórias pode

Segundo

Art. 55. Não será concedida ajuda de custo ao servidor que se afastar do cargo, ou reassumi-lo, em virtude de mandato eletivo.

Art. 56. Será concedida ajuda de custo àquele que, não sendo servidor da União, for nomeado para cargo em comissão, com mudança de domicílio.

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AGENTE PF 2011 Direito Administrativo Prof. João Paulo afastamento, restituirá as diárias recebidas em excesso,

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afastamento, restituirá as diárias recebidas em excesso, no prazo previsto no caput.

Da Indenização de Transporte Art. 60. Conceder-se-á indenização de transporte ao servidor que realizar despesas com a utilização de meio próprio de locomoção para a execução de serviços externos, por força das atribuições próprias do cargo, conforme se dispuser em regulamento.

Parágrafo único. No afastamento previsto no inciso I do art. 93, a ajuda de custo será paga pelo órgão cessionário, quando cabível.

Art. 57. O servidor ficará obrigado a restituir a ajuda de custo quando, injustificadamente, não se apresentar na nova sede no prazo de 30 (trinta) dias.

2006)
2006)

Das Diárias

Art. 58. O servidor que, a serviço, afastar-se da sede em caráter eventual ou transitório para outro ponto do território nacional ou para o exterior, fará jus a passagens e diárias destinadas a indenizar as parcelas de despesas extraordinária com pousada, alimentação e locomoção urbana, conforme dispuser em regulamento.

Subseção IV Do Auxílio-Moradia Art. 60-A. O auxílio-moradia consiste no ressarcimento das despesas comprovadamente realizadas pelo servidor com aluguel de moradia ou com meio de hospedagem administrado por empresa hoteleira, no prazo de um mês após a comprovação da despesa pelo servidor. (Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006)

§ 1 o A diária será concedida por dia de afastamento, sendo devida pela metade quando o deslocamento não exigir pernoite fora da sede, ou quando a União custear, por meio diverso, as despesas extraordinárias cobertas por diárias. § 2 o Nos casos em que o deslocamento da sede constituir exigência permanente do cargo, o servidor não fará jus a diárias.

Art. 60-B. Conceder-se-á auxílio-moradia ao servidor se atendidos os seguintes requisitos: (Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006)

I - não exista imóvel funcional disponível para uso pelo servidor; (Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006)

II - o cônjuge ou companheiro do servidor não ocupe imóvel funcional; (Incluído pela Lei nº 11.355, de

§ 3 o Também não fará jus a diárias o servidor que se deslocar dentro da mesma região metropolitana, aglomeração urbana ou microrregião, constituídas por municípios limítrofes e regularmente instituídas, ou em áreas de controle integrado mantidas com países limítrofes, cuja jurisdição e competência dos órgãos, entidades e servidores brasileiros considera- se estendida, salvo se houver pernoite fora da sede, hipóteses em que as diárias pagas serão sempre as fixadas para os afastamentos dentro do território nacional.

III - o servidor ou seu cônjuge ou companheiro não seja ou tenha sido proprietário, promitente comprador, cessionário ou promitente cessionário de imóvel no Município aonde for exercer o cargo, incluída a hipótese de lote edificado sem averbação de construção, nos doze meses que antecederem a sua nomeação; (Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006)

IV - nenhuma outra pessoa que resida com o servidor receba auxílio-moradia; (Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006)

Art. 59. O servidor que receber diárias e não se afastar da sede, por qualquer motivo, fica obrigado a restituí-las integralmente, no prazo de 5 (cinco) dias.

Parágrafo único. Na hipótese de o servidor retornar à sede em prazo menor do que o previsto para o seu

V - o servidor tenha se mudado do local de residência para ocupar cargo em comissão ou função de confiança do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, níveis 4, 5 e 6, de Natureza

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AGENTE PF 2011 Direito Administrativo Prof. João Paulo Especial, de Ministro de Estado ou equivalentes;

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Especial, de Ministro de Estado ou equivalentes; (Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006)

VI - o Município no qual assuma o cargo em comissão

ou função de confiança não se enquadre nas hipóteses do art. 58, § 3 o , em relação ao local de

residência ou domicílio do servidor; (Incluído pela Lei

§ 2 o Independentemente do valor do cargo em comissão ou função comissionada, fica garantido a todos que preencherem os requisitos o ressarcimento até o valor de R$ 1.800,00 (mil e oitocentos reais).” (NR)

Continua a Lei afirmando que:

nº 11.355, de 2006) VII - o servidor não tenha sido domiciliado ou tenha residido
11.355, de 2006)
VII
- o servidor não tenha sido domiciliado ou tenha
residido no Município, nos últimos doze meses,
aonde for exercer o cargo em comissão ou função de
confiança, desconsiderando-se prazo inferior a
sessenta dias dentro desse período; e (Incluído pela
Lei
nº 11.355, de 2006)
VIII - o deslocamento não tenha sido por força de
alteração de lotação ou nomeação para cargo
efetivo. (Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006).
IX
- o deslocamento tenha ocorrido após 30 de junho
de
2006. (Incluído pela Lei nº 11.490, de 2007)
Parágrafo único. Para fins do inciso VII, não será
considerado o prazo no qual o servidor estava
ocupando outro cargo em comissão relacionado no
inciso V. (Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006)
A MP 431/2008 modificou as redações dos
arts. 60-C e 60-D, no seguinte sentido:
“Art. 60-C. O auxílio-moradia não será concedido por
prazo superior a oito anos dentro de cada período de
doze anos.
Parágrafo único. Transcorrido o prazo de oito anos
dentro de cada período de doze anos, o pagamento
somente será retomado se observados, além do
disposto no caput, os requisitos do caput do art. 60-
B,
não se aplicando, no caso, o parágrafo único do

citado art. 60-B.” (NR) “Art. 60-D. O valor mensal do auxílio-moradia é limitado a vinte e cinco por cento do valor do cargo em comissão, função comissionada ou cargo de Ministro de Estado ocupado.

§ 1 o O valor do auxílio-moradia não poderá superar vinte e cinco por cento da remuneração de Ministro

de Estado.

Art. 60-E. No caso de falecimento, exoneração, colocação de imóvel funcional à disposição do servidor ou aquisição de imóvel, o auxílio-moradia continuará sendo pago por um mês. (Incluído pela Lei nº 11.355, de 2006).

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