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11.

(2018 – CESPE - PC-MA - Delegado de Polícia) No que se refere às


provas no processo penal, julgue os itens a seguir.
I - Em atendimento ao princípio da legalidade, no processo penal
brasileiro são inadmissíveis provas não previstas expressamente no CPP.
Errada: as provas serão produzidas de acordo com as regras do CPP e
legislações especiais (Ex.: Lei 12.850/2013, Lei 9269/96, dentre outras)
II - Caso a infração tenha deixado vestígio, a confissão do acusado não
acarretará a dispensa da prova pericial.
Certa: CPP Art. 158. Quando a infração deixar vestígios, será indispensável
o exame de corpo de delito, direto ou indireto, não podendo supri-lo a
confissão do acusado.
III - Havendo evidências da participação do indiciado em organização
criminosa, a autoridade policial poderá determinar a quebra do sigilo da
sua comunicação telefônica como forma de instruir investigação criminal.
Errada: quebra se sigilo, só por ordem judicial

IV A prova obtida por meios ilícitos não constitui suporte jurídico capaz de
ensejar sentença condenatória, ainda que corroborada pela confissão do
acusado.
Certa: CPP - Art. 157. São inadmissíveis, devendo ser desentranhadas do
processo, as provas ilícitas, assim entendidas as obtidas em violação a normas
constitucionais ou legais.
Estão certos apenas os itens
a) I e II.
b) l e III.
c) II e IV.
d) I, III e IV.
e) II, III e IV.
RESPOSTA: C
12. (2018 - CESPE – DPF – Escrivão de Polícia Federal) - João
integra uma organização criminosa que, além de contrabandear
e armazenar, vende, clandestinamente, cigarros de origem
estrangeira nas ruas de determinada cidade brasileira.
A partir dessa situação hipotética, julgue o item subsequente.
A busca no depósito onde estão armazenados os cigarros
contrabandeados será precedida da expedição de um mandado
de busca e apreensão, que deverá incluir vários itens, sendo
imprescindíveis apenas a indicação precisa do local da diligência
e a assinatura da autoridade que expedir esse documento.
Errado – CPP - Art. 243. O mandado de busca deverá: I - indicar,
o mais precisamente possível, a casa em que será realizada a
diligência e o nome do respectivo proprietário ou morador; ou, no
caso de busca pessoal, o nome da pessoa que terá de sofrê-la ou os
sinais que a identifiquem; II - mencionar o motivo e os fins da
diligência; III - ser subscrito pelo escrivão e assinado pela
autoridade que o fizer expedir.
13. (2017 – CESPE - MPE-RR - Promotor de Justiça) A Polícia Civil, em
uma operação de combate ao tráfico de drogas, prendeu Adelmo em
flagrante. Durante a operação, na residência do indiciado,
apreendeu-se, além de grande quantidade de cocaína,
um smartphone que continha toda a movimentação negocial de
Adelmo e seus clientes, o que confirmava o tráfico e toda a estrutura
da organização criminosa. Acerca dessa situação hipotética, assinale
a opção correta.
a) Se não tiver havido mandado judicial para adentrar a residência de
Adelmo, isso tornará ilegal tanto a prisão dele quanto todas as
apreensões realizadas.
b) Se a prisão em flagrante tiver sido precedida de mandado de busca e
apreensão do smartphone de Adelmo, então, ainda que não haja, no
referido mandado, a previsão de quebra do sigilo de dados, não haverá
qualquer ilegalidade no acesso às informações contidas no referido
aparelho.
c) Para o acesso aos dados contidos no smartphone, exige-se mandado
judicial autorizativo, nos moldes da Lei n.º 9.296/1996 (interceptação
telefônica), já que há expressa proteção constitucional quanto a essa
matéria.
d) Tendo a apreensão do smartphone ocorrido mediante flagrante delito,
a Polícia Civil pode acessar os dados nele inseridos sem a necessidade de
autorização judicial.
RESPOSTA: B
Jurisprudência em tese nº 111 do STJ – Tese nº 7 É ilícita a prova
colhida mediante acesso aos dados armazenados no aparelho
celular, relativos a mensagens de texto, SMS, conversas por meio
de aplicativos (WhatsApp), e obtida diretamente pela polícia, sem
prévia autorização judicial.
14. (2018 - CESPE – MPE-PI – Analista Ministerial) - Durante uma
festa, após desentendimentos entre Carlos e Miro, este proferiu
xingamentos racistas contra aquele, o que levou Carlos a empurrar
seu agressor, que caiu em uma mesa de vidro. Com o forte impacto, a
mesa se despedaçou completamente e seus cacos causaram cortes
profundos por todo o corpo de Miro. Os convidados ligaram para a
polícia e para o corpo de bombeiros: Carlos foi preso em flagrante e
Miro foi encaminhado ao hospital, onde ficou internado por cinco
dias, com risco de morte; passou por procedimentos cirúrgicos e,
posteriormente, teve de ficar afastado de sua atividade laboral por
trinta e dois dias. O Ministério Público denunciou Carlos por lesão
corporal de natureza grave.
Nessa situação hipotética, mesmo que Carlos confesse o
crime, esse ato não suprirá a necessidade do laudo pericial para
comprovar a materialidade do crime e a gravidade das lesões
sofridas por Miro.
Certa: Art. 158. Quando a infração deixar vestígios, será
indispensável o exame de corpo de delito, direto ou indireto, não
podendo supri-lo a confissão do acusado.
15.(2018 – CESPE – DPE – Agente de Polícia Federal) Depois de
adquirir um revólver calibre 38, que sabia ser produto de crime,
José passou a portá-lo municiado, sem autorização e em
desacordo com determinação legal. O comportamento suspeito
de José levou-o a ser abordado em operação policial de rotina.
Sem a autorização de porte de arma de fogo, José foi conduzido
à delegacia, onde foi instaurado inquérito policial.
Tendo como referência essa situação hipotética, julgue o item
seguinte.
Caso declarações de José sejam divergentes de
declarações de testemunhas da receptação praticada, poderá
ser realizada a acareação, que é uma medida cabível
exclusivamente na fase investigatória.
Errada: Cabível em qualquer fase da persecução criminal - CPP -
Art. 229. A acareação será admitida entre acusados, entre acusado
e testemunha, entre testemunhas, entre acusado ou testemunha e a
pessoa ofendida, e entre as pessoas ofendidas, sempre que
divergirem, em suas declarações, sobre fatos ou circunstâncias
relevantes.
16.(2018 - CESPE – MPU – Analista em Direito) - Em cada um dos
itens a seguir é apresentada uma situação hipotética seguida de
uma assertiva a ser julgada em consonância com a doutrina
majoritária e com o entendimento dos tribunais superiores acerca
de provas no processo penal, prisão e liberdade provisória e habeas
corpus. No curso de um processo criminal, antes do interrogatório,
foi noticiada a morte do réu no momento da oitiva das testemunhas
de defesa e de acusação. Nessa situação, para que seja declarada
extinta a punibilidade, a morte do réu não poderá ser demonstrada
com base apenas na prova testemunhal.
Certo – Art. 155. O juiz formará sua convicção pela livre
apreciação da prova produzida em contraditório judicial ...
Parágrafo único. Somente quanto ao estado das pessoas serão
observadas as restrições estabelecidas na lei civil.
17. (2018 - CESPE – DPF – Papiloscopista de Polícia Federal) - Na
tentativa de entrar em território brasileiro com drogas ilícitas a
bordo de um veículo, um traficante disparou um tiro contra agente
policial federal que estava em missão em unidade fronteiriça. Após
troca de tiros, outros agentes prenderam o traficante em flagrante,
conduziram-no à autoridade policial local e levaram o colega ferido
ao hospital da região.
Nessa situação hipotética, para que a perícia verifique a
natureza e a eficiência da arma utilizada pelo traficante, esta deverá
ser apreendida por meio de mandado expedido por autoridade
judiciária: a autoridade policial não poderá atuar de ofício para tal
finalidade.
Errado - Art. 6o Logo que tiver conhecimento da prática da
infração penal, a autoridade policial deverá: I - dirigir-se ao
local, providenciando para que não se alterem o estado e
conservação das coisas, até a chegada dos peritos criminais; II -
apreender os objetos que tiverem relação com o fato, após liberados
pelos peritos criminais; ... VII - determinar, se for caso, que se
proceda a exame de corpo de delito e a quaisquer outras perícias.