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Jorge Barbosa - 2009

PSICOLOGIA
Relações Precoces I
•  As
Relações
Precoces

–  Estrutura
da
Relação
Precoce

–  Vinculação

–  Competências
Básicas

–  Interacção
Precoce


2

OBJECTIVOS:


2

1.  ESTRUTURA
DA
RELAÇÃO
PRECOCE
E

TEORIA
DA
VINCULAÇÃO


Relação recíproca que tem por base o


conjunto de comportamentos (sorrir,
chorar, vocalizar, agarrar, gatinhar) que
nos primeiros tempos de vida permitem
estabelecer a ligação afectiva entre o
bebé e a pessoa que cuida dele.

4

1.  ESTRUTURA
DA
RELAÇÃO
PRECOCE
E

TEORIA
DA
VINCULAÇÃO


Segundo Bowlby, é uma necessidade


básica independente de outras
necessidades (como a de alimentação) de
ligação do bebé à mãe e desta ao bebé.
Exprime-se através de um conjunto de
comportamentos característicos da espécie.

4

1.  ESTRUTURA
DA
RELAÇÃO
PRECOCE
E

TEORIA
DA
VINCULAÇÃO


• Os
fundamentos
da
personalidade
do
adulto
são

construídos
a
par4r
das
ligações
socioafec4vas
precoces.

• As
ligações
ou
vínculos
precoces
repousam
sobre

necessidades
e
fundamentos
biológicos.

• A
vinculação
é
uma
tendência
primária
para
estabelecer

laços
afec4vos.

• A
vinculação
é
independente
de
outras
necessidades

básicas,
incluindo
a
de
alimentação.
 4

1.  ESTRUTURA
DA
RELAÇÃO
PRECOCE
E

TEORIA
DA
VINCULAÇÃO


• Reacção
observável
que
informa
a
mãe
do
desejo
de

interacção
do
bebé.

• Des4na‐se
a
favorecer
a
proximidade.

• Sorrir,
vocalizar,
agarrar,
ga4nhar,
chorar
correspondem

aos
cinco
comportamentos
básicos
de
vinculação.

• Parecem
ser
de
natureza
inata.

O
Conceito
alargou‐se
nos
úlOmos
anos
e
aplica‐se
a
mais
do

que
ao
cinco
comportamentos
básicos.

4

1.  ESTRUTURA
DA
RELAÇÃO
PRECOCE
E

TEORIA
DA
VINCULAÇÃO

COMPORTAMENTOS
DE
VINCULAÇÃO
PRECOCE

Aparece
prematuramente.
Inicialmente
é
um
acto
reflexo,
automáOco.

Entre
as
seis
e
as
doze
semanas
aparecem
os
primeiros
sorrisos
acOvos
e

Sorriso
 intencionais.

Cerca
dos
seis
meses
o
sorriso
é
já
um
acto
social
dirigido
a
figuras

preferenciais.

ConsOtui
um
modo
eficaz
de
atrair
a
atenção
de
quem
cuida
da
criança.


Choro
chama
o
adulto
para
junto
do
bebé,
exige
atenção
e
não
pode
ser

facilmente
ignorado.

Existem
quatro
Opos
fundamentais
de
moOvação
para
o
choro:

Choro

• Dor

• Fome


• Aborrecimento

• Desconforto.

Funcionam
desde
muito
cedo
como
es]mulo
para
as
vocalizações
dos

Vocalizações
 adultos.

A
troca
de
vocalizações
adquire
muito
cedo
a
forma
de
conversação.


4

1.  ESTRUTURA
DA
RELAÇÃO
PRECOCE
E

TEORIA
DA
VINCULAÇÃO


Pode
ser
figura
de
vinculação

qualquer
pessoa:


• Que
se
envolva
numa
interacção
social
viva
e

durável
com
o
bebé,
e

• Que
responda
facilmente
aos
seus
sinais
e

aproximações.


4

1.  ESTRUTURA
DA
RELAÇÃO
PRECOCE
E

TEORIA
DA
VINCULAÇÃO


Podem
exis4r
várias
figuras
de

vinculação
hierarquizadas
em

função
de:

• Cuidados
prestados
ao
bebé

• Qualidade
e
durabilidade
das
caracterís4cas
de

envolvimento.


Em
todo
o
caso,
o
bebé
escolha
uma
figura
de

vinculação
privilegiada

4

1.  ESTRUTURA
DA
RELAÇÃO
PRECOCE
E

TEORIA
DA
VINCULAÇÃO


Há
vantagens
em
a
criança
dispor

de
várias
figuras
de
vinculação:

• Facilita
a
aprendizagem
por
observação

• É
uma
garan4a
em
caso
de
perda.

A
existência
de
diversas
figuras
de
vinculação
é
um

factor
de
enriquecimento
e
de
segurança
para
o

bebé

4

1.  ESTRUTURA
DA
RELAÇÃO
PRECOCE
E

TEORIA
DA
VINCULAÇÃO


CARACTERÍSTICAS:


• Procura
de
proximidade;

• Noção
de
base
de
segurança;

• Noção
de
comportamento
de
refúgio;

• Reacções
muito
marcadas
face
à
separação

involuntária.


4

1.  ESTRUTURA
DA
RELAÇÃO
PRECOCE
E

TEORIA
DA
VINCULAÇÃO


CARACTERÍSTICAS:


• A
separação
prolongada
do
bebé
(nos
primeiros

tempos
de
vida)
da
mãe,
ou
do
agente
que
a

subs4tui,
é
causadora
de
grande
ansiedade.

• A
ansiedade
decorre
da
separação
em
si

mesma,
não
sendo
compensada
com
outras

coisas
(é
um
risco
que
deve
ser
evitado).

4

1.  ESTRUTURA
DA
RELAÇÃO
PRECOCE
E

TEORIA
DA
VINCULAÇÃO

FASES
 CARACTERÍSTICAS

Desenvolvem‐se
os
processos
de
discriminação
de
figuras
de

vinculação,
sendo
parOcularmente
sensível
o
período
dos
4
aos
6

Dos
0
aos
6
meses
 meses.

É
importante
a
presença
con]nua
de
uma
figura
de
vinculação.

As
separações
devem
ser
breves.

Entram
em
acção
os
esquemas
de
vinculação
ligados
ao
objecOvo

principal:
manter‐se
bastante
próximo
da
figura
de
vinculação.

Dos
6
meses
aos
3
 Sistema
de
Vinculação
está
completamente
estabelecido
entre
os
7
e

anos
 os
9
meses.

Os
bebés
manifestam
preferências
pelas
figuras
de
vinculação.

Os
bebés
revelam
medo
e,
por
vezes,
rejeição
total
por
certas
figuras.

A
criança
desenvolve
vontade
própria
e
compreende
as
acções
do

outro.

Desenvolvimento
da
linguagem
e
da
sua
capacidade
de
pensar
em

Após
os
3
anos

função
do
tempo
e
do
espaço
permite‐lhe
suportar
o
afastamento
da

figura
de
vinculação.

Desenvolve‐se
a
autonomia.

4

2.  COMPETÊNCIAS
BÁSICAS
DO
BEBÉ
E

INTERACÇÃO
PRECOCE


OS
FETOS
DISCRIMINAM
ESTÍMULOS

“No
nosso
estudo,
apresentámos
a
fetos
de
7
meses
num

estado
de
quietude
uma
campainha
colocada
a
45cm
do

abdómen
da
mãe.
Os
fetos
saltavam
ao
primeiro
toque
de

campainha,
e
menos
em
cada
uma
das
seguintes.

Ao
quarto
ou
quinto
toque
de
campainha
deixavam
de
se

mexer.

Um
dos
fetos,
fechando
os
olhos,
meteu
o
polegar
na
boca

e
virou‐se
de
costas
para
a
campainha.”




































































Brazelton,
2000


4

2.  COMPETÊNCIAS
BÁSICAS
DO
BEBÉ
E

INTERACÇÃO
PRECOCE


OS
FETOS
DISCRIMINAM
ESTÍMULOS

“Quando
usámos
uma
roca
suave
perto
do
abdómen
da

mãe,
os
fetos
abriram
os
olhos,
ficaram
alerta
e
viraram‐se

para
a
roca.

Nas
reacções
ao
toque
de
campainha
e
ao
som
da
roca,
os

fetos
mostraram
capacidade
para
se
habituarem
aos

es]mulos
intrusivos
e
para
escolherem
responder
ao
mais

agradável.”




































































Brazelton,
2000


4

2.  COMPETÊNCIAS
BÁSICAS
DO
BEBÉ
E

INTERACÇÃO
PRECOCE


OS
FETOS
DISCRIMINAM
ESTÍMULOS

“Fazendo
brilhar
uma
luz
intensa
perto
do
abdómen
da

mãe,
na
linha
de
visão
do
bebé,
ele
assustar‐se‐á
e
a
mãe

pode
senOr
os
seus
temores.

Se
em
seguida
colocarmos
uma
luz
suave
no
mesmo
lugar,

já
não
se
assustará
e
voltar‐se‐á
suavemente
para
ela.

Se
insisOrmos
na
luz
forte,
o
feto
adaptar‐se‐á
e
ficará

muito
quieto.

Se
repeOrmos
a
luz
suave,
mais
agradável,
o
feto
tornar‐se‐
á
mais
acOvo,
voltando‐se
para
o
es]mulo.”




































































Brazelton,
2000

4

2.  COMPETÊNCIAS
BÁSICAS
DO
BEBÉ
E

INTERACÇÃO
PRECOCE

SENTIDOS
 COMPETÊNCIAS
PRECOCES

Os
recém‐nascidos
são
relaOvamente
míopes.
Possuem
um

comprimento
focal
fixo
de
cerca
de
20
a
50
cm
e
não
conseguem

seguir
um
objecto,
a
menos
que
ele
se
mova
muito
lentamente.

No
entanto,
a
sua
visão
não
é
passiva.

Os
es]mulos
visuais
que
mais
chamam
a
atenção
dos
recém‐nascidos

Visão

parecem
ser:

• O
brilho
dos
olhos
e
da
boca;

• Os
contornos
do
rosto
humano

Os
bebés
aOngem
a
capacidade
de
visão
de
um
adulto
cerca
dos
6

meses.

A
capacidade
audiOva
é
muito
evidente
nos
recém‐nascidos.

Eisenberg,
em
1976,
apurou
que
existem
reacções
diferentes
a

Audição
 diferentes
Ombres
de
sons.

O
Timbre
preferido
dos
recém‐nascidos
é
o
de
500‐900
ciclos
por

segundo,
o
Ombre
da
voz
humana.


4

2.  COMPETÊNCIAS
BÁSICAS
DO
BEBÉ
E

INTERACÇÃO
PRECOCE

SENTIDOS
 COMPETÊNCIAS
PRECOCES

Os
recém‐nascidos
têm
o
senOdo
do
olfacto
fortemente
apurado
e

estão
preparados
para
disOnguir
odores
agradáveis
(como
o
do
leite)

Olfacto
 de
desagradáveis
(como
o
do
vinagre
ou
álcool).

Os
bebés
com
7
dias
conseguem
disOnguir
o
odor
do
peito
da
mãe
do

de
outras
mulheres
também
em
fase
de
amamentação.

Os
recém‐nascidos
sabem
disOnguir
diferenças
subOs
de
paladar.

Foram
idenOficados
diferentes
Opos
de
sucção
em
crianças

Paladar
 alimentadas
a
biberão,
consoante
os
líquidos
que
lhes
foram
dados.

As
reacções
diferenciadas
ao
paladar
são
um
poderoso
meio
de

interacção
com
a
mãe.

O
tacto
é
o
primeiro
e
o
mais
importante
meio
de
comunicação

entre
a
figura
de
vinculação
e
o
bebé.

Tocar,
embalar,
dar
banho
ou
pegar
ao
colo
acalmam
o
recém‐
Tacto
 nascido,
dão
conforto
e
permitem
controlar
a
acOvidade
motora.

O
tacto
é
também
um
senOdo,
a
par
da
audição,
ajustado
para
alertar

e
despertar
a
criança.

O
contacto
pele
com
pele
é
fundamental
nas
relações
precoces.

4

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