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A Coordenadora, Carla Manuela Nunes 2009/2010

“Está comprovado que quando os bibliotecários e os


professores trabalham em conjunto, os alunos atingem
níveis mais elevados de literacia, de leitura, de
aprendizagem, de resolução de problemas e
competências no domínio das tecnologias de informação
e comunicação.”

(IFLA/UNESCO, 1999)
SUMÁRIO

 O sentido da auto-avaliação.

 Objectivos implicados

 Estrutura do Modelo

 Etapas do processo

 Envolvimento dos diferentes tipos de utilizadores

 Implementação do Modelo

 Impacto que se espera que venha a ter na biblioteca

 Impactos que se perspectivam para o trabalho dos professores e para as


aprendizagens dos alunos

 Como fazer a comunicação e a integração dos resultados no relatório de


avaliação da escola
SENTIDO DA AUTO-AVALIAÇÃO
 Estudos internacionais mostram que as BE podem contribuir positivamente para
o ensino e a aprendizagem, podendo estabelecer-se uma relação entre a
qualidade do trabalho da e com a BE e os resultados escolares dos alunos.
 A auto-avaliação não é uma ameaça; pelo contrário pode ser uma grande
oportunidade
 É um instrumento de regulação e de melhoria.
 Não constitui um fim em si mesma, devendo ser entendida como um processo
que deverá conduzir à reflexão e deverá originar mudanças concretas na prática.
 Deve-se enquadrar no contexto da escola e ter em conta as diferentes
estruturas com as quais é necessário interagir:
 A Direcção Executiva que deve ser líder coadjuvante no processo e
aglutinar vontades e acções, de acordo com o poder que a sua posição lhe
confere;
 Os Professores, Alunos, Pais ou outros agentes que vão, de uma forma
ou de outra, ser chamados a participar.
SENTIDO DA AUTO-AVALIAÇÃO

Como demonstrar o contributo e o impacto da BE nas


aprendizagens e a eficiência dos seus serviços?

Recolha de evidências
Análise da informação recolhida
Divulgação dos resultados da acção da BE

Implementação do processo de Auto-avaliação


OBJECTIVOS

 Desenvolver uma abordagem essencialmente qualitativa, numa


perspectiva formativa, permitindo, através da recolha de evidências,
identificar não só os pontos fortes, mas também as necessidades e os
pontos fracos com vista a melhorá-los.

 Avaliar a qualidade e eficácia da BE e não o desempenho individual


do/a coordenador/a ou elementos da equipa.

 Mobilizar toda a escola, melhorando através da acção colectiva as


possibilidades oferecidas pela BE.

 Identificar o caminho que deve seguir, com vista à melhoria do seu


desempenho.

 Definir acções de melhoria, através da acção colectiva


ESTRUTURA DO MODELO

4 DOMÍNIOS 4 ANOS

 A. Apoio ao Desenvolvimento Curricular

 B. Leitura e Literacias

 C. Projectos, Parcerias e Actividades Livres e de Abertura à


Comunidade

 D. Gestão da Biblioteca Escolar


ESTRUTURA DO MODELO
Subdomínios/ Indicadores

A1. Articulação curricular da BE com as Estruturas


Pedagógicas e os Docentes
A.1.1. Cooperação da BE com os órgãos pedagógicos de gestão
intermédia da escola/agrupamento.

A.1.2. Parceria da BE com os docentes responsáveis pelas novas


áreas curriculares não disciplinares (NAC).

A.1.3. Articulação da BE com os docentes responsáveis pelos


Apoios Educativos.

A.1.4. Integração da BE no Plano de Ocupação Plena dos Tempos


Escolares (OPTE).

A.1.5. Colaboração da BE com os docentes na concretização das


actividades curriculares desenvolvidas no seu espaço ou tendo por
base os seus recursos.
ESTRUTURA DO MODELO
Subdomínios/ Indicadores

A2. Desenvolvimento da Literacia da Informação

A.2.1. Organização de actividades de formação de utilizadores.

A.2.2. Promoção do ensino em contexto de competências de


informação.

A.2.3. Promoção das TIC e da Internet como ferramentas de


acesso, produção e comunicação de informação e como recurso de
aprendizagem.
A.2.4. Impacto da BE nas competências tecnológicas e de
informação dos alunos.

A.2.5. Impacto da BE no desenvolvimento de valores e atitudes


indispensáveis à formação da cidadania e à aprendizagem ao longo
da vida.
ESTRUTURA DO MODELO
Subdomínios/ Indicadores

B1. Leitura e Literacia

B.1 Trabalho da BE ao serviço da promoção da leitura

B.2 Trabalho articulado da BE com departamentos e docentes e


com o exterior, no âmbito da leitura

B.3 Impacto do trabalho da BE nas atitudes e competências dos


alunos, no âmbito da leitura e das literacias.
ESTRUTURA DO MODELO
Subdomínios/ Indicadores

C.1 Apoio a Actividades Livres, Extra-Curriculares e


de Enriquecimento Curricular
C.1.1. Apoio à aquisição e desenvolvimento de métodos de trabalho
e de estudo autónomos.

C.1.2. Dinamização de actividades livres, de carácter lúdico e


cultural.

C.1.3. Apoio à utilização autónoma e voluntária da BE como espaço


de lazer e livre fruição dos recursos.

C.1.4. Disponibilização de espaços, tempos e recursos para a


iniciativa e intervenção livre dos alunos.

C.1.5. Apoio às Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC),


conciliando-as com a utilização livre da BE.
ESTRUTURA DO MODELO
Subdomínios/ Indicadores

C.2. Projectos e Parcerias

C.2.1. Envolvimento da BE em projectos da respectiva


Escola/Agrupamento ou desenvolvidos em parceria, a nível local
ou mais amplo.
C.2.2. Desenvolvimento de trabalho e serviços colaborativos com
outras escolas, agrupamentos e BEs.

C.2.3. Participação com outras Escolas /Agrupamentos e com


outras entidades (por ex. DRE, RBE, CFAE), em reuniões da
BM/SABE ou outro Grupo de Trabalho a nível concelhio ou inter-
concelhio.
C.2.4. Estímulo à participação e mobilização dos Pais/EE’s em
torno da promoção da leitura e do desenvolvimento de
competências das crianças e jovens que frequentam a escola.
C.2.5. Abertura da Biblioteca à Comunidade.
ESTRUTURA DO MODELO
Subdomínios/ Indicadores

D.1. Articulação da BE com a Escola/Agrupamento.


Acesso e serviços prestados pela BE
D1.1. Integração da BE na Escola/ Agrupamento

D.1.2. Valorização da BE pelos órgãos de gestão e de decisão


pedagógica

D.1.3. Resposta da BE às necessidades da escola e dos


utilizadores.

D.1.4 Avaliação da BE.


ESTRUTURA DO MODELO
Subdomínios/ Indicadores

D.2 Condições humanas e materiais para prestação


dos serviços
D.2.1 Liderança do/a professor/a coordenador/a.

D.2.2 Adequação da equipa em número e qualificações às


necessidades de funcionamento da BE e às solicitações da
comunidade educativa.
D.2.3 Adequação da BE em termos de espaço e de equipamento às
necessidades da escola/ agrupamento.

D.2.4 Resposta dos computadores e equipamentos tecnológicos


ao trabalho e aos novos desafios da BE.
ESTRUTURA DO MODELO
Subdomínios/ Indicadores

D.3. Gestão da Colecção


D3.1 – Planeamento da colecção de acordo com a inventariação das
necessidades curriculares e dos utilizadores.

D3.2 - Adequação dos livros e de outros recursos de informação (no local e


online) às necessidades curriculares e de informação dos utilizadores.

D3.3 - Alargamento da colecção aos recursos digitais online.

D3.4 – Uso da colecção pelos utilizadores.

D3.5 – Organização da informação. Informatização da colecção.

D3.6 - Gestão Cooperativa da Colecção.

D3.7 – Difusão da informação.


ESTRUTURA DO MODELO

Cada domínio será avaliado com base numa reflexão feita a partir
de:

 Indicadores (zonas de intervenção de cada domínio)

 Factores críticos de sucesso (exemplos de situações, ocorrências,


acções )

 Recolha de evidências (informações obtidas em documentos ou


registos diversos: documentos pré-existentes, actas, relatórios, materiais
produzidos pela BE ou em colaboração, estatísticas, trabalhos de alunos,
questionários, fichas de observação, listas de verificação, entrevistas, outros
instrumentos julgados pertinentes para a recolha de dados)

 Acções de melhoria (sugestões de acções a implementar)


ESTRUTURA DO MODELO

Níveis de desempenho

 4 - Excelente
 A BE é bastante forte neste domínio. O trabalho desenvolvido é de grande
qualidade e com um impacto bastante positivo.

 3 - Bom
 A BE desenvolve um trabalho de qualidade neste domínio mas pode
melhorar alguns aspectos.

 2 - Satisfatório
 A BE começou a desenvolver trabalho neste domínio, sendo necessário
melhorar o desempenho para que o seu impacto seja mais efectivo.

 1 - Fraco
 A BE desenvolve pouco ou nenhum trabalho neste domínio, o seu impacto
é bastante reduzido, sendo necessário intervir com urgência.
ETAPAS DO PROCESSO
1. Selecção do domínio a avaliar e sua fundamentação
2. Calendarização do processo
3. Escolha da amostra (20% de professores; 10% de alunos, etc)
4. Definição dos instrumentos de recolha
5. Produção e adaptação dos instrumentos
6. Recolha de evidências
7. Interpretação das evidências recolhidas
8. Identificação do perfil de desempenho da BE
9. Elaboração do relatório de auto-avaliação
10. Apresentação e discussão do relatório em reunião do CP
11. Integração de uma síntese do relatório no documento de
avaliação da escola
12. Elaboração do Plano de Acção, com base nos pontos fracos
e fortes identificados, definindo acções de melhoria
IMPLEMENTAÇÃO DO MODELO

 Questionários
Aplicação a 20% do número total de professores e a 10% do
número de alunos em cada nível de escolaridade.

 Grelhas de observação
Aplicação a 10% do número de turmas em cada nível de
escolaridade.
IMPLEMENTAÇÃO DO MODELO
 Critérios
1. Abrangência:
- diversidade de alunos da escola;
- os vários níveis de escolaridade;
- as várias origens/nacionalidades;
- representatividade em termos de sexo;
- alunos com necessidades educativas especiais;
- diversidade de professores da escola, aplicando os
questionários aos diferentes departamentos;
- a professores mais antigos e a professores novos na escola.

2. Periodicidade:
- Recolher dados em diferentes momentos do ano lectivo;
- Aplicar inquéritos e grelhas em dois momentos distintos.
ENVOLVIMENTO DOS DIFERENTES
TIPOS DE UTILIZADORES
Avaliação da BE necessidade de envolvimento
de todos os intervenientes no processo educativo.

Coordenador e Direcção Professores, Conselho


equipa da BE Executiva Alunos, EE Pedagógico

Capacidade de Acompanhamento Colaboração nas Discussão e


liderança, e coadjuvação respostas a parecer sobre:
organização e do processo inquéritos e
análise de grelhas de -Relatório de
evidências observação Auto-Avaliação
-Plano de
Objectividade e Melhoria
seriedade nas
respostas

Todos adopção de uma Cultura de Avaliação


IMPACTO que se espera venha a ter na BE

 Reflexão contínua sobre o desempenho da BE.

 Planeamento do caminho a seguir, valorizando os pontos fortes


e implementando acções para a melhoria.

 Promoção de uma gestão de mudança, procurando a adaptação


e flexibilização da BE de acordo com a missão, metas e
objectivos da Escola e da BE.
IMPACTOS que se perspectivam para o trabalho dos
PROFESSORES e para as aprendizagens dos ALUNOS

 Reconhecimento da importância da BE nas aprendizagens e


resultados escolares

 Cooperação Professores/BE

 Responsabilização de alunos e professores em todo o processo

 Impacto nas atitudes e competências dos alunos

Aumento do sucesso educativo dos alunos

 Desenvolvimento de uma cultura de avaliação


COMUNICAÇÃO e INTEGRAÇÃO dos RESULTADOS no relatório
de avaliação da escola

 Apresentação do relatório de auto-avaliação e medidas para a


melhoria no CP que deverá emitir o seu parecer.

 Divulgação junto das outras estruturas da Escola.

 Integração da síntese no relatório anual da Escola.

 Resultados devem servir de base de trabalho para a Avaliação


Externa da escola pela IGE, cujo relatório final deverá avaliar o
impacto da BE na Escola
Documentos consultados:

EISENBERG, Michael & Miller, Danielle - “This Man Wants to Change Your Job”, School
Library Journal, 2002

TODD, Ross - School librarian as teachers: learning outcomes and evidence-based


practice. 68th IFLA Council and General Conference August. 2002.

TODD, Ross – The evidence-Based manifesto for school librarians. School Library Journal.
2008

Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares - Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas


Escolares, 2009/2010.

Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares - Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas


Escolares: Instrumentos de recolha de dados, 2009/2010.

IFLA/UNESCO – Manifesto da Biblioteca Escolar . Lisboa: Ministério da educação -


Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares, 1999