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13.

Quais as leis e os decretos mais importantes atualmente sobre Previdência
Social/Seguridade Social?
A Constituição Federal de 1988 é a principal referência para o direito previdenciário,
em especial nos artigos 7º (direitos sociais), 22 (seguridade social e direito do
trabalho), 194 a 195 (disposições gerais sobre a seguridade social), 196 a 200 (Da
saúde), 201 a 202 (Da Previdência Social) e 203 a 204 (Da Assistência Social). Ademais,
infraconstitucionalmente temos: as Leis Complementares 108/2001 (dispõe sobre a
relação da União e suas autarquias) e 109/2001 (dispõe sobre o Regimento de
Previdência Complementar); as Leis Ordinárias 8.212/91 (dispõe sobre a organização
da Seguridade Social e de seu plano de custeio), 8.213/91 (dispõe sobre os benefícios
da Previdência Social), 8.742/93 (dispõe sobre a organização da Assistência Social),
8.080/90 (dispõe sobre o SUS e suas relações com a Previdência); os Decretos 3.048/99
(Regulamento da Previdência Social) e 6.214/07 (Regulamenta o benefício de
assistência e prestação continuada a deficientes e idosos – LOAS); e por fim as
portarias e ordem de serviço emitidas pelo poder Executivo.

Aspectos e princípios da seguridade social
14. O que é solidariedade (solidarismo/mutualismo)?
Segundo Martins (2014) a solidariedade pode ser considerada um postulado
fundamental do Direito da Seguridade Social, consistindo na contribuição da maioria
em benefício da minoria, em outras palavras, os ativos sustentam os inativos. O art. 3º
da Constituição Federal de 1988, traz a solidariedade como objetivo fundamental a
promoção da solidariedade em nossa sociedade. Aplicando este preceito à Seguridade
Social, temos que os que têm melhores condições financeiras devem contribuir com
uma parcela maior para o custeio da Previdência. Ao contrário, os que têm menores
condições de contribuir devem ter uma participação menor no custeio da Seguridade
Social, de acordo com suas possibilidades, mas não podendo deixar de contribuir.
Sendo assim, vai se formando a cotização de cada uma das pessoas envolvidas pela
Seguridade Social para a constituição do numerário visando a concessão dos seus
benefícios. Importa destacar que na história brasileira os trabalhadores urbanos
sempre contribuíram para financiar os rurais, que não pagavam contribuição para o
sistema. Por seu turno, na Assistência Social, ocorre a solidariedade de todos em
benefício dos mais necessitados, pois neste caso o beneficiário recebe a renda sem
nunca ter contribuído para o sistema.

15. Existem princípios que são de direito constitucional e que podem ser aplicados
à seguridade social?
Existem princípios constitucionais gerais que são aplicados de maneira ampla e
irrestrita na Seguridade Social, como forma de auxílio na criação de normas, no
preenchimento de lacunas e omissões legais, e na melhor interpretação da aplicação
da lei. São eles: a igualdade, prevista no art. 5º, inciso I e por conseqüência no art. 201,
§ 7º, incisos I e II da CFRB, estabelecendo tratamento igual perante a lei, em
atendimento a desigualdade dos desiguais (igualdade formal e material); a legalidade,
prevista no art. 5º, inciso II da CFRB, estipulando que somente através de lei poderão
ser criados e extinguidos direitos relativos à Seguridade Social, e o direito adquirido,
previsto no art. 5.º, inciso XXXVI, da CRFB, vedando a inaplicabilidade retroativa da lei,
ou seja, a nova norma deve respeitar a situação anterior já definitivamente
constituída.

16. Quais os princípios da seguridade social?
O parágrafo único do art. 194 da Constituição Federal de 1988 determina ao Poder
Público, no caso o federal, nos termos da lei, organizar a seguridade social, com base
em objetivos, que poderíamos dizer que são os verdadeiros princípios da Seguridade
Social, quais sejam:
- universalidade da cobertura e do atendimento;
- uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais;
- seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços;
- irredutibilidade do valor dos benefícios;
- eqüidade na forma de participação no custeio;
- diversidade da base de financiamento;
- caráter democrático e descentralizado da administração, mediante gestão
quadripartite, com participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos
aposentados e do Governo nos órgãos colegiados.