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BOLETIM

INFORMATIVO
CONVOCATÓRIA
De acordo com os estatutos do MPI — Movimento
Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente,
convoco a Assembleia Geral Ordinária
desta Associação, que se realizará Sábado, dia 21 de
Março, pelas 16:30 horas, na rua Alberto Marcelino
sito em Vale Cruzes, freguesia de Outeiro da Cabeça,
concelho de Torres Vedras, com a seguinte ordem de
trabalhos:
1 – Discussão e votação do Relatório e Contas do
ano 2014
2 – Proposta de quota familiar
3 – Discussão e votação do Plano de Actividades e
Orçamento para 2015.
4 – Outros assuntos de interesse para a associação

FORMAÇÃO – CONVÍVIO DE SÓCIOS
E AMIGOS – TROCA DE SEMENTES
Sábado, 21 de Março—14.30 h
Vale Cruzes (Outeiro da Cabeça – Torres Vedras)
- Introdução à permacultura e algumas soluções
práticas aplicadas – por Nuno Carvalho
- Extracção de fécula do jarro dos campos
– por Alexandra Azevedo

TROCA DE SEMENTES
- Traz as tuas sementes para troca
CONVÍVIO DE SÓCIOS E AMIGOS
Traz algo para comer e beber para partilhar!

Não havendo número legal de associados
para a Assembleia funcionar, fica desde já marcada
uma segunda convocação para meia hora depois,
funcionando com qualquer número de associados.
Vilar, 7 de Fevereiro de 2015
O Presidente da Assembleia-Geral
Humberto Pereira Germano
OFICINA DAS ERVAS COMESTÍVEIS
29 de Março (domingo), 9.45 h
Sede da Quercus – Monsanto (Lisboa)
Investimento (inclui almoço) 25 - não sócios / 4 - Crianças
dos 6-12 anos / 6 - dos 13-17 anos; Gratuito para crianças até
5 anos / 20 para os sócios - Inscrições limitadas até ao dia 23
de Março - quercus@quercus.pt - Telefone: 21 7788474

Editorial
Mais um ano em que se renova a vontade de melhorar o nosso
planeta, a nossa casa. Este pelo menos deve ser sempre o objectivo
máximo que deve nortear e animar o trabalho das associações de
defesa do ambiente, como é o caso do MPI.
Chamo só a atenção para o programa de formação gratuita
que vai anteceder a próxima assembleia geral, convocada para 21
de Março, dando assim continuidade à prática dos 2 anos
anteriores e esperamos que os associados e amigos aproveitem
bem esses momentos.
A presidente da direcção
Alexandra Azevedo

Nesta edição:
Últimas actividades

2

Efemérides 2015

2

Um planeta enfurecido

3

Primavera Silenciosa

4

Controlo de Ervas

4

O que é o TTIP

5

Breves

6

Eco-Receita

7

Espaço Jovem Atento

8

Ano 11, N.º 33
Fevereiro de 2015

www.mpica.info

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ECO-OFICINA DE COZINHA: SURPREENDENTES RECEITAS
COM TREMOÇO – 2ª EDIÇÃO

n.º 33 - Fevereiro de 2015

Alexandra Azevedo

Esta segunda edição realizou-se no sábado 29 de Novembro, no recinto da Festa das Adiafas e Festival
Nacional do Vinho Leve. Foram demonstradas e degustadas 3 receitas: pesto de tremoço, tremoços temperados
e croquetes de tremoço. Mais uma vez, foi uma actividade que agradou e surpreendeu os participantes.

Despertar consciências para uma alimentação mais saudável e para o apoio á produção e produtores locais são
os principais objectivos destas oficinas que se inserem por isso no programa de dinamização do Mercado EcoRural do Cadaval, que se realiza todos os sábados de manhã, no mercado municipal ou na praça da república (no
verão). Mais informações no site oficial: http://www.mercadosecorurais.com.pt

EFEMÉRIDES 2015
Ano Internacional dos Solos
Em Assembleia Geral das Nações Unidas declarou-se 2015 como o Ano Internacional
dos Solos, que tem como objetivo aumentar a consciência e o conhecimento da importância dos solos para a segurança alimentar e do seu papel essencial nas funções dos
ecossistemas, tendo como lema "Solos saudáveis para uma vida saudável".
Para saber mais: http://ambiodiv.com/blog/2015/01/2015-ano-internacional-dos-solos/

Ano Internacional da Luz
Por decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas declarou-se ainda para 2015 o Ano
Internacional da Luz em reconhecimento da importância das tecnologias associadas da
luz na promoção do desenvolvimento sustentável e na busca de soluções para os desafios
globais nos campos da energia, educação, agricultura e saúde.

n.º 33 - Fevereiro de 2015

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A TERRA, UM PLANETA ENFURECIDO

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Joaquim Vitorino *

A Terra está a transformar-se num Planeta enfurecido; o processo foi desencadeado e será extremamente
difícil de travar, porque os países com grande peso industrial e que dariam o maior contributo para atenuar o
“Holocausto no Ambiente” que se aproxima, não estão dispostos a sacrificar as suas políticas de crescimento
que estão inevitavelmente ligadas à agressão do nosso Habitat. (…)
Existem situações que já não têm
retrocesso, como as dezenas de milhares de outras espécies que levámos à
extinção e que poucos falam nelas,
porque somos todos culpados pelo seu
desaparecimento. Sacrificámo-las em
nome do desenvolvimento tecnológico
que não levou em conta os danos
colaterais causados pelas três revoluções industriais; em que a primeira
começou há mais de 300 anos. As recentes cheias nos Balcãs e posteriormente no centro da Europa e no Reino
Unido, são só pequenos indícios do
que nos espera. Também em Portugal;
a 22 de Setembro [de 2014] em
simultâneo e à mesma hora, a baixa de
Lisboa e da Lourinhã que distam uns 50 quilómetros, foram alagadas em apenas uma hora. (…) Noutros locais a
escassez da água obriga as populações a fixarem-se à beira dos grandes rios, que em pouco tempo serão poluídos
e as suas águas contaminadas, obrigando a consecutivas deslocações de povos que serão “empurrados para
guetos dentro dos seus próprios países” onde inevitavelmente acontecerão lutas pela sobrevivência que como
consequência haverá violação dos direitos humanos que nestes casos extremos serão palavra morta.
Os cientistas sabem o que têm pela frente e lançam o alerta, mas pouco mais podem fazer porque não têm
poder decisório para tentar inverter o mal que está feito mas que ainda pode ser atenuado (…)
Um fenómeno de que poucos cientistas falam, são os “Sinkholes” (buracos no solo) que estão a aparecer um
pouco por toda a parte, em que uma das causas pode ser o desventrar contínuo da crosta terrestre em busca de
minérios e petróleo; que pode causar abatimento de terras em grande escala, sendo no fundo dos mares
e Oceanos o mais preocupante; pois pode originar marmotos que levarão à destruição de Cidades costeiras com
milhões de habitantes. (…)
… as mentalidades terão que mudar 360 graus para remediar um pouco o mal já feito (…). Vivemos numa
civilização do plástico que leva milhares de anos para se degradar, e andamos em carros e vestimos roupas
também de plástico; e passamos em breve a viver do plástico que compõe as lixeiras oceânicas e em terra; que
levará inevitavelmente a que no futuro, também será de plástico a nossa alimentação.

Artigo completo aqui: http://goo.gl/LoRLLh
* Jornalista, cronista, astrónomo amador, residente na Vermelha - Cadaval

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PRIMAVERA SILENCIOSA

n.º 33 - Fevereiro de 2015

Alexandra Azevedo

É este o título do livro publicado em 1962 escrito por Rachel Carson, bióloga e investigadora norte americana
que teve a coragem de denunciar o lado negro dos pesticidas que tinham há poucos anos começado a envenenar
o nosso planeta.
A obra apresenta inúmeros documentos científicos de diferentes fontes sobre os efeitos nocivos na saúde e no
ambiente dos pesticidas usados na época com especial enfâse do DDT, que pode inclusive alcançar mais de
uma geração, uma vez que resíduos dessa substância tóxica acumulam-se nos tecidos adiposos (cérebro, gordura)
dos animais (nomeadamente humanos) e podem ser encontrados no leite materno.
Com a publicação de Primavera Silenciosa seguiu-se uma onda de indignação que veio a obrigar o governo
norte-americano a proibir o DDT e introduzir mudanças revolucionárias nas leis de proteção do ar, do solo e da
água, com a criação, em 1970, da Agência de Protecção do Ambiente (EPA – Environmental Protection Agency).
Rachel Carson de forma poética e ao mesmo tempo cientificamente muito rigorosa transmitiu a sua paixão
pela protecção do ambiente e os fundados receios quanto ao futuro do planeta e das gerações mais novas e vindouras. Este livro ecoou um pouco por todo o mundo despertando consciências e impulsionando um movimento
ambientalista moderno.
Mais de 50 anos depois continuamos vítimas das empresas químicas que continuam a querer fazer negócio
sob a protecção dos governos e entidades supostamente competentes, não obstante os impactos negativos destas
substâncias químicas de síntese e os sucessivos constrangimentos legais ao uso dos químicos servem apenas para
apaziguar a opinião pública. Ora, sabendo-se que muitos dos químicos actualmente autorizados são desreguladores hormonais, isto é, mesmo em doses muito baixas os seus efeitos podem ser maiores e alterar o funcionamento do organismo, aumentando risco de cancro e muitas outras doenças, deveriam pura e simplesmente ser
banidos, pois não é possível em rigor estabelecer uma dose de segurança.
Então como agora a investigação científica em alternativas não químicas é insignificante comparativamente à
investigação em novos químicos. Em muitos aspectos este livro continua tremendamente actual! Felizmente
vão crescendo as iniciativas para um mundo sem químicos.
Livro de leitura obrigatória para quem se quer empenhar na promoção de um mundo sem pesticidas, aqui fica
o link: http://goo.gl/zrKDDi

AUTARQUIAS E CONTROLO DE ERVAS ESPONTÂNEAS
Desde a primeira divulgação
pública em Outubro de 2014
continuam a chegar novas adesões. A lista actual é:
– Municípios: Braga, Castelo de Paiva, S. Vicente
(Madeira) e Vila Real de Trásos-Montes.
– Freguesias: Carvalheira
(em Terras de Bouro), Estrela
(em Lisboa), Cinfães, Oliveira
do Douro, S. Cristóvão de Nogueira e Tarouquela (todas em
Cinfães), Matriz (na Ribeira
Grande – Açores) e União de
Freguesias de Tavira.
Há a percepção generalizada
recolhida informalmente junto
de vários órgãos de poder local
é de que os herbicidas

Alexandra Azevedo

n.º 33 - Fevereiro de 2015

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empregues (tipicamente à base de glifosato) "não fazem mal nenhum" e que os vendedores disseram que "até
são biodegradáveis", algo que não poderia estar mais longe da verdade, são por isso de saudar as autarquias que
assumem formalmente o compromisso de eliminar ervas através de alternativas mais ecológicas.

CONTRASTES
O modo como as autarquias procedem ao controlo das ervas
espontâneas depende, e muito, da sensibilidade que os respectivos responsáveis políticos, e, claro, também depende
da população em geral. É fundamental estarmos conscientes
dos danos da luta química mas também é preciso olhar para a
natureza como algo de belo que merece espaço para manifestar
a sua rica biodiversidade.
As imagens aqui, demonstram muito bem o que acabo de
dizer:
Nestas linhas de água contrastam duas atitudes por partes
das autarquias.
Na imagem à direita a vegetação espontânea é integralmente
preservada, a qualidade da imagem não permite, mas posso
atestar que crescem frondosas urtigas entre muitas outras plantas, vulgo ervas, e até observei libélulas (insecto
que apenas surge quando a qualidade da água é boa), tudo isto em plena zona urbana junto a parque
de estacionamento.
Na imagem à esquerda, a aplicação de herbicidas vai quase até
ao espelho de água! O cenário é desolador e nada tem de paradisíaco da imagem anterior. Com a agravante que a mão-deobra necessária é certamente muito maior neste mau exemplo
do que no anterior. Ajustar o tipo de intervenção nas diversas
áreas a cuidar pelas autarquias é fundamental!

O QUE É O TTIP? E QUAL É O PROBLEMA?

Alexandra Azevedo

Tal como prometido reflectimos nesta edição sobre o TTIP.
A UE (União Europeia) planeia aderir a dois tratados de comércio importantes: um com o Canadá
(Comprehensive Economic and Trade Agreement = CETA) e outro com os EUA (Transatlantic Trade
and Investment Partnership = TTIP). Traduzindo para português o TTIP é o Tratado Transatlântico para o
Investimento e Cooperação.
Estes tratados pretendem um livre comércio entre os dois lados do Atlântico e têm implicações
nos mais diversos sectores, destacamos apenas alguns em especial os relacionados com o ambiente.
Livre comércio? Estes tratados preparam um poder sem precedentes às empresas multinacionais ameaçando
derrubar a própria democracia, o Estado de direito, a protecção do ambiente e do consumidor e favorecendo
interesses económicos, ao permitirem que os governos sejam processados por empresas multinacionais se, por
exemplo, ocorressem alterações às leis nacionais ou políticas públicas que colocassem em causa os potenciais
lucros das empresas, sobrepondo-se assim aos parlamentos dos países. Portanto na prática haverá a desregulação
do mercado abrindo-se as portas a produtos até agora proibidos na Europa, como uma panóplia de variedades de
transgénicos, carne produzida com hormonas, certos químicos.
Transgénicos – Os EUA há muito que tentam aumentar as exportações destes alimentos para a Europa, mas
devido à rejeição da maioria dos consumidores tem sido difícil, por isso com o acordo pretendem agilizar

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n.º 33 - Fevereiro de 2015

as autorizações de novas variedades e a remoção das barreiras comerciais flexibilizando as restrições legais
europeias mais exigentes que as do EUA.
Químicos – A regulamentação REACH da UE é muito mais exigente em relação a substâncias potencialmente tóxicas. Na Europa, uma empresa tem de provar que uma substância é segura antes dela poder ser usada; nos
EUA, aplica-se o princípio contrário: qualquer substância pode ser usada até que se prove insegura. Como
exemplo, a UE proíbe actualmente 1.200 substâncias de serem usadas em cosméticos; os EUA apenas 12!!!
Emprego – Oficialmente os governos asseguram que se criarão muitos empregos e se promoverá o crescimento económico, mas estimativas apontam para uma perda de 1 milhão de empregos, 600 mil dos quais na UE.
Para contestar estas negociações surgiu a coligação STOP TTIP, que é apoiada por mais de 320 organizações
da sociedade civil pertencentes a cerca de 24 Estados-Membros da EU e representada em Portugal pela
Plataforma Portuguesa Não ao Tratado Transatlântico coordenada pela Oikos – Cooperação e Desenvolvimento
e conta com o apoio de ONG da área do desenvolvimento e do ambiente. Em Maio de 2014 a coligação pediu o
registo da campanha como uma Iniciativa de Cidadãos Europeus (ICE), a “Iniciativa Europeia de Cidadãos”
contra o TTIP e o CETA, que recolhendo mais de um milhão de assinaturas pode obrigar a CE a rever a política, exigindo que a Comissão Europeia (CE) parasse as negociações sobre o TTIP, e não concluísse as relacionadas com o CETA e realizar uma audiência no Parlamento Europeu. No início de Setembro de 2014, a CE, no
entanto, recusou-se a registrar a ICE alegando que não era admissível, numa tentativa desesperada de tentar
evitar o envolvimento dos cidadãos e que ocorra um debate crítico sobre esses acordos comerciais.. STOP TTIP
decidiu, entretanto, seguir com a campanha, sob uma versão “auto-organizada” e apresentou uma acção judicial
contra a Comissão Europeia no Tribunal de Justiça Europeu.
A petição continua para recolha de assinatura aqui:
www.nao-ao-ttip.pt/assina-a-iniciativa-de-cidadania-europeia
Fontes:
John Hilary - http://goo.gl/sPu2Fk
http://goo.gl/h3xcYP
Para saber mais:
- Site oficial da Coligação Europeia: https://stop-ttip.org/
- Site oficial em Portugal: www.nao-ao-ttip.pt
- 10 reasons to be worried about the trojan treaties:
http://goo.gl/2590r3
Prenda de aniversário do STOP TTIP ao presidente da
CE - Junker - cheque com número de assinaturas recolhidas. 9/12/2014

BREVES
AUMENTA PROCURA DE NÃO TRANSGÉNICOS
Os agricultores americanos estão a semear mais milho e soja não transgénica devido a melhor rendimento
económico e produtividade comparativamente aos cultivos transgénicos e à melhor aceitabilidade
para alimentação humana.
A procura por produtos sem transgénicos “explode”. O aumento das vendas aumenta 8,5 mil milhões de dólares
ao ano. As empresas estão a considerar cada vez mais os interesses dos consumidores e por isso procuram produtos
sem transgénicos certificados. A certificadora FoodChain ID afirma que já verificou 17.000 ingredientes de 10.000
fornecedores em 96 países.
Fontes: http://gmwatch.org/index.php/news/archive/2014/15822
http://gmwatch.org/index.php/news/archive/2014/15837

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TERRIUS VENCE PRÉMIO DE AGRICULTURA
A Terrius foi a empresa vencedora da 3ª edição do Prémio Agricultura 2014 na categoria de Novos Projectos /
Start-Ups promovido pelo Banco BPI, pelo Correio da Manhã e pelo Negócios, com o patrocínio do Governo
de Portugal – Ministério da Agricultura e do Mar. Esta empresa nasceu em 2011 na Serra de S. Mamede e comercializam vários produtos desidratados recuperando a prática ancestral de conservação e aprovisionamento de alimentos,
como castanhas e farinha de castanha, farinha de bolota, tomate, cogumelos e maçã bravo esmolfe.
http://www.terrius.pt/.

ESGOTÁMOS O ORÇAMENTO ANUAL DO PLANETA A 19 DE AGOSTO
“Se os recursos do planeta tivessem um orçamento anual, poderíamos
dizer que este ano esgotámos o orçamento anual do planeta a 19 de Agosto.
São quatro meses de défice ecológico, acumulação de carbono e depleção
das reservas locais. … São precisas acções concretas para chegar
a uma solução. … Temos de fazer melhor, fazer mudanças radicais, para
transformar estas visões em realidade, já que, depois de 2020, a situação
torna-se irreversível" - Rabad Fayad, Directora da Rede Global do World
Business Council for Sustainable Development (WBCSD), oradora da 5ª
conferência dos Green Project Awards.
Fonte: http://goo.gl/wFZK41

ECO-RECEITA: CROQUETES DE CENOURA E SÉSAMO

Alexandra Azevedo

Uma boa receita para entrada ou em substituição da carne ou peixe
numa ementa.
Ingredientes: 300g de cenouras,1 cebola (cerca de 100g), 1 colher
de sopa (g) pasta de sésamo (ou triturar na picadora 1,2,3 sementes de
sésamo), 2 ovos, cerca de 70g de pão ralado, 2 dentes de alho,
sementes de sésamo, sal, e óleo.
Modo de preparação: Ralar finamente a cenoura. Picar muito finamente a cebola e o alho. Misturar a cenoura, a cebola, o alho, o pão
ralado, 2 ovos e a pasta de sésamo e temperar de sal. A mistura tem de
permitir a moldagem dos croquetes. Rolar em pão ralado com algumas
sementes de sésamo misturadas e fritar.

Ficha técnica
Directora: Alexandra Azevedo / Paginação: Nuno Carvalho / Colaboraram nesta edição:
Alexandra Azevedo, Joaquim Vitorino e Nuno Carvalho
Impressão com o apoio da Junta de Freguesia de Vilar
Propriedade: MPI - Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente
Largo 16 de Dezembro, 2 / Vilar / 2550-069 VILAR CDV
tel:/fax: +351 262 771 060 email: mpicambiente@gmail.com
Web site: http://mpica.info

espaço

Rachel Carson

Jovem Atento
Excertos de "Maravilhar-se:
reaproximar a criança da natureza”
O mundo da criança é cheio de frescura,
de novidade, de beleza, povoado de maravilhas
e entusiasmo. É uma pena que, para a maioria de nós,
essa visão de olhar límpido, esse verdadeiro instinto
que inclina ao belo e inspira temor e respeito,
se esbata e mesmo perca antes de chegarmos
à idade adulta. Se eu tivesse alguma influência
sobre a fada boa que se julga presidir ao baptismo
de todas as crianças, pediria que o seu presente
para qualquer criança que viesse ao mundo fosse
uma capacidade de maravilhamento tão indestrutível
que duraria toda a vida, como antídoto infalível
contra o aborrecimento e o desencanto da idade
adulta, as preocupações estéreis com as coisas
artificiais, o alheamento que nos afasta das fontes
da nossa força.
Para que uma criança mantenha vivo o seu
sentido inato do que é maravilhoso sem que lhe tenha sido dado tal presente pelas fadas, ela
necessita da companhia de pelo menos um adulto com quem possa partilhá-lo, redescobrindo
com ele a alegria, o entusiasmo e o mistério do mundo em que vivemos.

Um investimento de algumas poucas moedas numa lente de aumento trará um mundo novo
à existência. Na companhia da criança, observe objectos que considere sem qualquer dúvida
como vulgares ou desprovidos de interesse. Um punhado de grãos de areia pode revelar-se
feito de jóias cintilantes cor de rosa ou de um matiz cristal, ou como resplandecentes contas
de um negro lustroso, ou como uma mistura de rochas liliputianas, espinhos de ouriços do mar
e pedaços de conchas de caracóis.
A visão de um pedaço de musgo revela, com a ajuda de uma lente, uma densa selva
tropical, onde insectos grandes como tigres deambulam por entre árvores luxuriantes
de estranhas formas. Descobrimos que um cisquinho de algas de um tanque ou do mar
colocado num copo de vidro e estudado através de uma lente está povoado de hordas
de estranhos seres, cujas actividades nos podem absorver horas a fio.

Além da visão, outros sentidos podem abrir alamedas de delícia e descoberta, armazenando para nosso usufruto memórias e impressões.

Ouvido pode ser fonte de um prazer mais refinado ainda, mas exige que o cultivemos
conscientemente.