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Noções de Gestão Pública p/ TRT/SC Analista Judiciário (Judiciária) e Técnico Judiciário (Administrativa) Teoria e

Noções de Gestão Pública p/ TRT/SC Analista Judiciário (Judiciária) e Técnico Judiciário (Administrativa) Teoria e Questões Comentadas da FCC Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó – Aula 02

AULA 2: Orçamento Público

SUMÁRIO

PÁGINA

Apresentação do tema

1

Conceitos

2

Funções Clássicas do Orçamento

3

Normas Gerais de Direito Financeiro

5

Natureza Jurídica do Orçamento

6

Tipos de Orçamento

9

Espécies de Orçamento

9

Funções de Planejamento, Gerência e Controle

19

Receitas e Despesas Extraorçamentárias

21

Mais Questões de Concursos Anteriores

24

Memento (resumo)

38

Lista das questões comentadas nesta aula

42

Gabarito

52

Olá amigos! Como é bom estar aqui!

“Conta-se que um fazendeiro, dono de excelentes cavalos de muita valia nos trabalhos de sua propriedade rural recebeu um dia a notícia de que o preferido dele, um alazão forte e muito bonito, havia caído num poço abandonado.

O capataz que lhe trouxe a má notícia estava desolado porque o poço era

muito fundo e pouco largo e não havia como tirar o animal de lá, apesar de todos os esforços dos peões da fazenda.

O fazendeiro foi até o local, tomou tento da situação e concordou com seu

capataz: não havia mais o que fazer, embora o animal não estivesse machucado. Não achou que valia a pena resgatá-lo, ia ser demorado e custaria muito dinheiro. Já que está no buraco - disse ao capataz - você acabe de enterrá-lo, jogando terra em cima dele.

Virou as costas, preocupado com seus negócios, e os peões de imediato começaram a cumprir a sua ordem. Cinco homens, sob o comando do capataz, atiravam terra dentro do buraco, em cima do cavalo.

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A cada pazada, o alazão se sacudia todo e a terra ia-se depositando no fundo

do poço seco. Os homens ficaram admirados com a esperteza do animal: a

terra ia enchendo o poço e o cavalo subindo em cima dela!

Não demorou muito e o animal já estava com a cabeça aparecendo na saída do poço; mais algumas pazadas de terra e ele saltou fora, sacudindo-se e relinchando, feliz”.

Caro estudante, não aceite a terra que os pessimistas possam vir a jogar sobre você! Tenha confiança, estude, se esforce, acredite e aproveite para subir nessa terra cada vez mais! Quando pensarem que você não tem chances, a sua aprovação será ainda mais espetacular!

Estudaremos nesta aula os temas atinentes ao Orçamento Público.

1. CONCEITOS

Vamos relembrar os conceitos vistos na aula demonstrativa.

Segundo Aliomar Baleeiro, o orçamento público é o ato pelo qual o Poder Executivo prevê e o Poder Legislativo autoriza, por certo período de tempo, a execução das despesas destinadas ao funcionamento dos serviços públicos e outros fins adotados pela política econômica ou geral do país, assim como a arrecadação das receitas já criadas em lei.

Consoante Giacomoni, de acordo com o modelo de integração entre planejamento e orçamento, o orçamento anual constitui-se em instrumento, de curto prazo, que operacionaliza os programas setoriais e regionais de médio

prazo, os quais, por sua vez, cumprem o marco fixado pelos planos nacionais em que estão definidos os grandes objetivos e metas, os projetos estratégicos

e as políticas básicas.

De acordo com Abrúcio e Loureiro, “o orçamento é um instrumento fundamental de governo, seu principal documento de políticas públicas. Através dele os governantes selecionam prioridades, decidindo como gastar os recursos extraídos da sociedade e como distribuí-los entre diferentes grupos sociais, conforme seu peso ou força política. Portanto, nas decisões orçamentárias os problemas centrais de uma ordem democrática como

A Constituição de 1988

representação e accountability estão presentes. (

trouxe inegável avanço na estrutura institucional que organiza o processo orçamentário brasileiro. Ela não só introduziu o processo de planejamento no ciclo orçamentário, medida tecnicamente importante, mas, sobretudo, reforçou

o Poder Legislativo”.

)

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2. FUNÇÕES CLÁSSICAS DO ORÇAMENTO

O Governo desenvolve funções com objetivos específicos, porém relacionados,

utilizando os instrumentos de intervenção de que dispõe o Estado.

A classificação cobrada em concursos é a de Richard Musgrave (1974), a qual

se tornou clássica. Ele propôs uma classificação denominada de funções fiscais. Entretanto, considerando o orçamento como principal instrumento de ação do Estado na economia, o próprio autor as considera também como as

próprias funções do orçamento: alocativa, distributiva e estabilizadora.

Função alocativa: visa à promoção de ajustamentos na alocação de recursos.

É o Estado oferecendo determinados bens e serviços necessários e desejados

pela sociedade, porém que não são providos pela iniciativa privada. O setor público pode atuar produzindo diretamente os produtos e serviços ou via mecanismos que propiciem condições para que sejam viabilizados pelo setor

privado. Tal função é evidenciada quando no setor privado não há a necessária eficiência de infraestrutura econômica ou provisão de bens públicos e bens meritórios. Investimentos na infraestrutura econômica são fundamentais para

o desenvolvimento, porém são necessários altos valores com retornos

demorados, que muitas vezes desestimulam a iniciativa do setor privado nessa área. Quanto aos bens públicos e meritórios, suas demandas possuem

características peculiares que tornam inviável seu fornecimento pelo sistema

de mercado. Bens públicos são aqueles usufruídos pela população em geral e

de uma forma indivisível, independentemente de o particular querer ou não usufruir desse bem. Já os bens meritórios excluem a parcela da população que não dispõe de recursos para o pagamento. Assim, podem ser explorados pelo setor privado, no entanto, podem e devem também ser produzidos pelo Estado, em virtude de sua importância para a sociedade, como a educação e a saúde.

Função distributiva: visa à promoção de ajustamentos na distribuição de renda. Surge em virtude da necessidade de correções das falhas de mercado,

inerentes ao sistema capitalista, contrabalanceando equidade e eficiência. Os instrumentos mais usados para o ajustamento são os sistemas de tributos e

as transferências. Cita-se como exemplo de medida distributiva o imposto de

renda progressivo, realocando as receitas para programas de alimentação, transporte e moradia populares. Outro exemplo é a concessão de subsídios aos bens de consumo popular, financiados por tributos incidentes sobre os bens consumidos pelas classes de rendas mais altas.

Função estabilizadora: visa manter a estabilidade econômica, diferenciando- -se das outras funções por não ter como objetivo a destinação de recursos. O campo de atuação dessa função é principalmente a manutenção de elevado nível de emprego e a estabilidade nos níveis de preços. Destaca-se, ainda, a busca do equilíbrio no balanço de pagamentos e de razoável taxa de

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crescimento econômico. O mecanismo básico da estabilização é a atuação sobre a demanda agregada, que representa a quantidade de bens ou serviços que a totalidade dos consumidores deseja e está disposta a adquirir por determinado preço e em determinado período. Assim, a função estabilizadora age na demanda agregada de forma a aumentá-la ou diminuí-la.

na demanda agregada de forma a aumentá-la ou diminuí-la. 1) (FCC – Auditor –TCE/SP - 2013)

1) (FCC – Auditor –TCE/SP - 2013) Segundo a classificação de Richard Musgrave sobre as funções do setor público (Estado), em economias de mercado, é correto afirmar:

(A) Faz parte da função distributiva do Estado a produção de bens e

serviços de infraestrutura, já que estes beneficiam principalmente a população carente.

(B) O Estado desempenha sua função estabilizadora na economia ao

diminuir impostos quando a economia está em depressão.

(C) O programa bolsa-família é um exemplo da função alocativa do

Estado, já que o Estado minimiza a pobreza ao alocar recursos para os mais pobres. (D) Produzir bens públicos é um exemplo da função estabilizadora desempenhada pelo Estado.

(E) O Estado desempenha bem sua função distributiva quando cobra

impostos progressivos sobre a renda e efetua gastos que beneficiam

as pessoas de maior nível de renda.

a) Errada. A função distributiva beneficia principalmente a população carente.

Entretanto, faz parte da função alocativa do Estado a produção de bens e

serviços de infraestrutura.

b) Correta. A função estabilizadora age na demanda agregada de forma a

aumentá-la ou diminuí-la. O Estado desempenha sua função estabilizadora na

economia ao diminuir impostos quando a economia está em depressão, visando aumentar o consumo.

c) Errada. O programa bolsa-família é um exemplo da função distributiva do

Estado, já que o Estado minimiza a pobreza ao alocar recursos para os mais

pobres.

d) Errada. Produzir bens públicos é um exemplo da função estabilizadora

desempenhada pelo Estado.

e) Errada. O Estado desempenha bem sua função distributiva quando cobra

impostos progressivos sobre a renda e efetua gastos que beneficiam as pessoas de menor nível de renda.

Resposta: Letra B

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3. NORMAS GERAIS DE DIREITO FINANCEIRO

O estudo de AFO/Orçamento Público está relacionado ao estudo do Direito

Financeiro. É importante destacar que compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre Direito Financeiro. No entanto, compete aos Municípios legislar sobre assuntos de interesse local e suplementar à legislação federal e à estadual no que couber. Assim, apesar de não concorrerem com a União e os estados, os municípios legislam naquilo que for de interesse local e suplementam a legislação federal e a estadual, sem contrariá-las.

a legislação federal e a estadual, sem contrariá-las. Compete à União, aos Estados e ao Distrito

Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre Direito Financeiro.

Inexistindo lei federal sobre normas gerais de Direito Financeiro, os Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender às suas peculiaridades; sobrevindo lei federal sobre normas gerais, a lei estadual

restará suspensa sua eficácia, no que lhe for contrária. Assim, inicialmente, se

a União não exercer a sua competência legislativa concorrente em Direito

Financeiro e o Estado-Membro exercer a sua, em sobrevindo lei federal que regule a questão, a lei estadual restará suspensa. Não é revogada, o que significa que se a União revogar a sua lei geral, a lei estadual sairá da inércia e entrará em vigor, até que outra lei federal lhe suspenda novamente os efeitos

ou outra lei estadual a revogue.

Atualmente, ainda é a Lei n.°4.320, de 17 de março de 1964, que estatui normas gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. Embora ela tenha passado pelo rito de elaboração reservado às leis ordinárias, a CF/1967 e a CF/1988 trouxeram a orientação de que as normas gerais de Direito Financeiro seriam disciplinadas por lei complementar. Assim, a Lei 4.320/1964 possui o status de lei complementar, já que trata de normas gerais de Direito Financeiro. Houve a novação de sua natureza normativa pelo art. 165, § 9º, I e II, da CF/1988, o qual lhe conferiu uma posição sui generis no quadro das fontes do Direito: como lei ordinária em sentido formal e lei complementar no sentido material.

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4. NATUREZA JURÍDICA DO ORÇAMENTO BRASILEIRO

Antes de tratarmos da natureza jurídica do orçamento brasileiro, vamos entender uma importante diferença entre lei em sentido formal e lei em sentido material. Lei em sentido formal representa todo o ato normativo emanado de um órgão com competência legislativa, sendo o conteúdo irrelevante. Todos os Poderes possuem a função legislativa. Por exemplo, o Executivo possui também a função legislativa, apesar de não ser a principal, o que fica claro quando o art. 84 da CF/1988 enumera as competências privativas do Presidente da República, dispondo no inciso III que compete privativamente ao Presidente iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição. Ele exerce a função legislativa por meio de medidas provisórias, decretos autônomos, leis delegadas, leis orçamentárias etc. Assim, a lei orçamentária em nosso País é uma lei formal. Já lei em sentido material corresponde a todo o ato normativo, emanado por órgão do Estado, mesmo que não incumbido da função legislativa. O importante agora é o conteúdo, que define qualquer conjunto de normas dotadas de abstração e generalidade, ou seja, com aplicação a um número indeterminado de situações futuras.

Desta forma, a partir desses conceitos, nota-se que há leis que são simultaneamente formais e materiais. Por outro lado, há leis somente formais. São estas as denominadas leis de efeitos concretos (ou leis individuais), pois seu conteúdo assemelha-se a atos administrativos individuais ou concretos.

Embora existam divergências doutrinárias, o orçamento brasileiro é uma lei formal porque é emanada de um órgão com competência legislativa; entretanto, não é material, pois apenas prevê as receitas públicas e autoriza os gastos, não tendo a necessária abstração e generalidade que caracteriza as leis materiais. O orçamento não modifica as leis financeiras e tributárias, tampouco cria direitos subjetivos. É uma condição, um pré- requisito para que a despesa seja realizada (ato-condição), já que a arrecadação de receitas e a realização de despesas, na maioria das vezes, decorrem de leis ou contratos anteriores (atos-regra). Assim, judicialmente, não se pode exigir que determinada despesa prevista no orçamento seja realizada. O orçamento é concreto, por exemplo, quando diz que com R$ 20 milhões predeterminados o Governo poderá construir um campo da Universidade X. Logo, é apenas uma lei formal, por isso é chamada de lei de efeitos concretos.

As características da lei orçamentária brasileira são as seguintes:

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Lei formal: a lei orçamentária não obriga o administrador público a realizar determinada despesa, apenas autoriza os gastos. Falta coercibilidade, pois nem sempre obriga o Poder Público, que pode, por exemplo, deixar de realizar uma despesa autorizada pelo legislativo. É considerada uma lei de efeitos concretos.

Lei temporária: vigência limitada ao período de um ano.

Lei ordinária: as leis orçamentárias (PPA, LDO e LOA) e os créditos suplementares e especiais são leis ordinárias. Não se exige quorum qualificado para sua aprovação, sendo necessária apenas a maioria simples.

Lei especial: possui processo legislativo diferenciado. A iniciativa é do Executivo e trata de matéria específica:

previsão de receitas e fixação de despesas.

específica: previsão de receitas e fixação de despesas. Características da LOA A Lei Orçamentária é ainda

Características da LOA

A Lei Orçamentária é ainda denominada de Lei de Meios, porque possibilita os meios para o desenvolvimento das ações relativas aos diversos órgãos e entidades que integram a administração pública. Essa denominação é oriunda do orçamento clássico, que enfatizava os meios sem se preocupar com os fins. Atualmente, com o orçamento-programa, o principal foco da Lei de Meios são os resultados.

STF sobre a LOA O STF pode exercer o controle abstrato de constitucionalidade de normas

STF sobre a LOA

O STF pode exercer o controle abstrato de constitucionalidade de normas orçamentárias

O STF pode exercer o controle abstrato de constitucionalidade de normas orçamentárias
O Supremo Tribunal Federal deve exercer sua função precípua de fiscalização da constitucionalidade das leis

O Supremo Tribunal Federal deve exercer sua função precípua de fiscalização da constitucionalidade das leis e dos atos normativos quando houver um tema ou uma controvérsia constitucional suscitada em abstrato, independente do caráter geral ou específico, concreto ou abstrato de seu objeto. Assim, há a possibilidade de submissão das normas orçamentárias ao controle abstrato de constitucionalidade.

Os orçamentos públicos podem ainda ser classificados em orçamentos de natureza impositiva e de natureza autorizativa:

Orçamento impositivo: é aquele em que, uma vez consignada uma despesa no orçamento, ela deve ser necessariamente executada. Nesta visão, o orçamento, por se tratar de uma lei, deve ser rigorosamente cumprido.

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Orçamento autorizativo: não existe obrigatoriedade de execução das despesas consignadas no orçamento público, já que o Poder Público tem a discricionariedade para avaliar a conveniência e a oportunidade do que deve ou não ser executado. O STF entende que em nosso País o orçamento não é impositivo, mas sim autorizativo. O fato de ser fixada uma despesa na lei orçamentária anual não gera o direito de exigência de sua realização por via judicial.

Orçamento impositivo ≠ autorizativo

Orçamento impositivo ≠ autorizativo

No orçamento impositivo, uma vez consignada uma despesa no orçamento, ela deve ser necessariamente executada.

No orçamento autorizativo, adotado no Brasil, o Poder Público tem a discricionariedade para avaliar a conveniência e oportunidade do que deve ou não ser executado.

e oportunidade do que deve ou não ser executado. 2) (FCC - Analista de Controle Externo

2) (FCC - Analista de Controle Externo – TCE/AP - 2012) O instrumento

de gestão que se torna em plano de governo expresso em forma de lei, que faz a estimativa de receita a arrecadar e fixa a despesa para um

período

um ano, chamado

exercício financeiro, em que o governante não está obrigado a realizar todas as despesas ali previstas, porém não poderá contrair outras sem

a prévia aprovação do poder legislativo, é conhecido como Orçamento:

a) Flexível.

b) Ordinário.

c) Contínuo.

d) Público.

e) Operacional.

determinado

de

tempo,

em

geral

de

É um conceito de Orçamento Público. O que já responde a questão.

Explicando um pouco mais, o período "o governante não está obrigado a realizar todas as despesas ali previstas, porém não poderá contrair outras sem a prévia aprovação do poder legislativo" conceitua o orçamento autorizativo.

Os orçamentos públicos podem ser classificados em orçamentos de natureza impositiva e de natureza autorizativa:

_ Orçamento impositivo: é aquele em que, uma vez consignada uma despesa no orçamento, ela deve ser necessariamente executada. Nesta visão,

o orçamento, por se tratar de uma lei, deve ser rigorosamente cumprido.

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_ Orçamento autorizativo: não existe obrigatoriedade de execução das despesas consignadas no orçamento público, já que o Poder Público tem a discricionariedade para avaliar a conveniência e a oportunidade do que deve ou não ser executado. O STF entende que em nosso País o orçamento não é impositivo, mas sim autorizativo. O fato de ser fixada uma despesa na lei orçamentária anual não gera o direito de exigência de sua realização por via judicial.

Resposta: Letra D

5. TIPOS DE ORÇAMENTO

Nesta ótica sobre os tipos de orçamento, tem-se a visão do regime político em que é elaborado o orçamento combinado com a forma de governo. O Brasil vivenciou os três tipos:

Orçamento Legislativo: a elaboração, a votação e o controle do orçamento são competências do Poder Legislativo. Normalmente ocorre em países parlamentaristas. Ao Executivo cabe apenas a execução. Exemplo: Constituição Federal de 1891.

Orçamento Executivo: a elaboração, a votação, o controle e a execução são competências do Poder Executivo. É típico de regimes autoritários. Exemplo: Constituição Federal de 1937.

Orçamento Misto: a elaboração e a execução são de competência do Executivo, cabendo ao Legislativo a votação e o controle. Exemplo: a atual Constituição Federal de 1988.

6. ESPÉCIES DE ORÇAMENTO

6.1 Considerações iniciais

Com o passar do tempo, o conceito, as funções e a técnica de elaboração do orçamento público foram alterados. Acabaram por evoluir para que pudessem se aprimorar e racionalizar sua utilização, tornando-se um instrumento da moderna Administração Pública, com uma concepção de orçamento como um ato preventivo e autorizativo das despesas que o Estado deve efetuar para atingir objetivos e metas programadas.

Essas alterações foram motivadas por novas teorias e técnicas que se difundiram ao redor do mundo, sendo chamadas de espécies ou, por outros autores, de tipos de orçamento. Utilizaremos a denominação espécies por ser mais adequada para se diferenciar dos tipos legislativo, executivo e misto.

6.2 Orçamento tradicional ou clássico

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A falta de planejamento da ação governamental é uma das principais

características do orçamento tradicional. Constitui-se num mero instrumento contábil e baseia-se no orçamento do exercício anterior, ou seja, enfatiza atos passados. Demonstra uma despreocupação do gestor público com o atendimento das necessidades da população, pois considera apenas as necessidades financeiras das unidades organizacionais. Assim, nesta espécie de orçamento não há preocupação com a realização dos programas de trabalho do Governo, importando-se apenas com as necessidades dos órgãos públicos para realização das suas tarefas, sem questionamentos sobre objetivos e metas. Predomina o incrementalismo.

É uma peça meramente contábil financeira, sem nenhuma espécie de

planejamento das ações do Governo, onde prevalece o aspecto jurídico do orçamento em detrimento do aspecto econômico, o qual possui função secundária. Almeja-se a neutralidade e a busca pelo equilíbrio financeiro. As funções de alocação, distribuição e estabilização ficam em segundo plano. Portanto, o orçamento tradicional é somente um documento de previsão de receita e de autorização de despesas.

de previsão de receita e de autorização de despesas. 3) (FCC - Analista de Controle Externo

3) (FCC - Analista de Controle Externo – TCE/AP - 2012) Um plano de governo como instrumento de gestão no qual não se adota programa de trabalho, projetos, atividades, nem objetivos a atingir e cujo

principal critério de distribuição dos recursos a disposição do governo é o montante de gastos do exercício financeiro anterior, ajustado em algum percentual discricionário, é conhecido como orçamento:

a) clássico ou tradicional.

b) programa.

c) de desempenho.

d) base zero.

e) variável.

A falta de planejamento da ação governamental é uma das principais

características do orçamento tradicional. Constitui-se num mero instrumento

contábil e baseia-se no orçamento do exercício anterior, ou seja, enfatiza atos passados. Demonstra uma despreocupação do gestor público com o atendimento das necessidades da população, pois considera apenas as necessidades financeiras das unidades organizacionais. Assim, nesta espécie

de orçamento não há preocupação com a realização dos programas de trabalho

do Governo, importando-se apenas com as necessidades dos órgãos públicos

para realização das suas tarefas, sem questionamentos sobre objetivos e metas. Predomina o incrementalismo.

Resposta: Letra A

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6.3 Orçamento de desempenho ou por realizações

O orçamento de desempenho ou por realizações enfatiza o resultado dos

gastos e não apenas o gasto em si. A ênfase reside no desempenho organizacional. Caracteriza-se pela apresentação de dois quesitos: o objeto de gasto (secundário) e um programa de trabalho contendo as ações desenvolvidas.

Nessa espécie de orçamento, o gestor começa a se preocupar com os benefícios dos diversos gastos e não apenas com seu objeto. Apesar da evolução em relação ao orçamento clássico (tradicional), o orçamento de desempenho ainda se encontra desvinculado de um planejamento central das ações do Governo, ou seja, nesse modelo orçamentário inexiste um instrumento central de planejamento das ações do Governo vinculado à peça orçamentária. Apresenta, assim, uma deficiência, que é a desvinculação entre planejamento e orçamento.

Dois quesitos:

Dois quesitos:

O objeto de gasto (secundário) e um programa de trabalho contendo as ações desenvolvidas.

Deficiência:

Orçamento de desempenho

Desvinculação entre planejamento e orçamento.

6.4 Orçamento de base zero ou por estratégia

O orçamento de base zero consiste basicamente em uma análise crítica de

todos os recursos solicitados pelos órgãos governamentais. Nesse tipo de abordagem, na fase de elaboração da proposta orçamentária, haverá um

questionamento acerca das reais necessidades de cada área, não havendo compromisso com qualquer montante inicial de dotação.

O processo do orçamento de base zero concentra a atenção na análise de

objetivos e necessidades, o que requer que cada administrador justifique seu orçamento proposto em detalhe e cada quantia a ser gasta, aumentando a

participação dos gerentes de todos os níveis no planejamento das atividades e

na elaboração dos orçamentos.

Esse procedimento requer ainda que todas as atividades e operações sejam identificadas e classificadas em ordem de importância por meio de uma análise sistemática para que os pacotes de decisão sejam preparados. Em regra, a alta

gerência, por meio do planejamento estratégico, fixa previamente os critérios

do orçamento de base zero, de acordo com cada situação. São confrontados os

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novos programas pretendidos com os programas em execução, sua continuidade e suas alterações. Isso faz com que os gerentes de todos os níveis avaliem melhor as prioridades, confrontando-se incrementos pela ponderação de custos e benefícios, a fim de que ocorra uma aplicação eficiente das dotações em suas atividades. Por isso, incluem-se entre as desvantagens a dificuldade, a lentidão e o alto o custo da elaboração do orçamento.

Os órgãos governamentais deverão justificar anualmente, na fase de elaboração da sua proposta orçamentária, a totalidade de seus gastos, sem utilizar o ano anterior como valor inicial mínimo.

Alguns autores consideram que o orçamento de base zero é uma técnica do Orçamento-Programa.

Orçamento de Base Zero Os órgãos governamentais deverão justificar anualmente, na fase de elaboração da

Orçamento de Base Zero

Os órgãos governamentais deverão justificar anualmente, na fase de elaboração da sua proposta

orçamentária, a totalidade de seus gastos, sem utilizar o ano anterior como valor inicial mínimo.

sem utilizar o ano anterior como valor inicial mínimo. 4) elaboração do orçamento, baseia-se na preparação

4)

elaboração do orçamento, baseia-se na preparação de pacotes de

decisão e, consequentemente, na escolha do nível de objetivo por meio

de prioridades, confrontando-se incrementos pela

ponderação de custos e benefícios, ela adota o orçamento

pública, para a

(FCC –

APOPF/SP –

2010) Se uma

entidade

da

definição

(A)

base zero.

(B)

em perspectiva.

(C)

tradicional.

(D)

de desempenho.

(E)

incremental.

O Orçamento Base Zero requer que todas as atividades e operações sejam identificadas e classificadas em ordem de importância por meio de uma análise sistemática para que os pacotes de decisão sejam preparados. São confrontados os novos programas pretendidos com os programas em execução, sua continuidade e suas alterações. Isso faz com que os gerentes de todos os níveis avaliem melhor as prioridades, confrontando-se incrementos pela ponderação de custos e benefícios, a fim de que ocorra uma aplicação eficiente das dotações em suas atividades. Resposta: Letra A

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5) (FCC – Auditor Substituto de Conselheiro - TCE/RO – 2010) A principal característica do Orçamento de Base Zero é

(A) conter a classificação funcional das despesas, para avaliação de

quais áreas de ação governamental estão sendo priorizadas. (B) conter a justificativa para a totalidade dos gastos de cada unidade orçamentária, independentemente do gasto realizado no exercício anterior.

(C) estabelecer a completa separação das despesas correntes das

despesas de capital, com ênfase nessas últimas em detrimento das primeiras. (D) conter critério de alocação de recursos que consiste em estabelecer um quantitativo financeiro fixo com base nas despesas realizadas no exercício anterior. (E) estar completamente dissociado do projeto de planejamento constante do Plano Plurianual, já que este pode ser mudado de um exercício para outro de acordo com a proposta orçamentária.

A principal característica do Orçamento de Base Zero é conter a justificativa para a totalidade dos gastos de cada unidade orçamentária, independentemente do gasto realizado no exercício anterior. Nesse tipo de abordagem, na fase de elaboração da proposta orçamentária, haverá um questionamento acerca das reais necessidades de cada área, não havendo compromisso com qualquer montante inicial de dotação. Resposta: Letra B

6.5 Orçamento-programa

De acordo com Core, “em um processo de planejamento e orçamento integrados, ressalta a imperiosa necessidade de que os fins e os meios orçamentários sejam tratados de uma forma equilibrada. Considerando que, desde o decreto-lei nº 200, de 25 de fevereiro de 1967, a Administração Pública Federal estabeleceu o orçamento-programa anual como um instrumento de planejamento, a ideia de discriminar a despesa pública por objetivo, ou seja, de acordo com os seus fins, já é bastante familiar a todos quantos atuam nessa área.”

Ainda de acordo com o autor, “a Constituição Federal de 1988, cumprindo a tradição das anteriores, ocupou-se profusamente de matéria orçamentária, chegando até a definir instrumentos de planejamento e orçamento com

A atual Constituição optou por um modelo

fortemente centralizado, a partir da constatação de que havia uma excessiva fragmentação orçamentária, inclusive com importantes programações e despesas inteiramente (previdência social, por exemplo) fora da lei orçamentária, sem a observância, portanto, do princípio da universalidade.”

elevado grau de detalhe. (

)

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No entanto, o orçamento-programa tornou-se realidade apenas com o Decreto

2.829/1998, o qual estabeleceu normas para elaboração e execução do plano plurianual e dos orçamentos da União. Ainda, a Portaria 117/1998, substituída, posteriormente, pela Portaria 42, de 14 de abril de 1999, com a preservação

dos seus fundamentos, atualizou a discriminação da despesa por funções da

Lei 4.320/1964 e revogou a Portaria 9, de 28 de janeiro de 1974 (Classificação

Funcional – Programática); e a Portaria 51/1998 instituiu o recadastramento dos projetos e das atividades constantes do orçamento da União.

Na verdade, tais modificações, que em razão da Portaria 42/1999 assumiram

uma abrangência nacional, com aplicação também para Estados, municípios e Distrito Federal, representam a segunda etapa de uma reforma orçamentária que se delineou pelos idos de 1989, sob a égide da nova ordem constitucional recém-instalada.

O orçamento-programa é um instrumento de planejamento da ação do

Governo, por meio da identificação dos seus programas de trabalho, projetos e

atividades, com estabelecimento de objetivos e metas a serem implementados e previsão dos custos relacionados.

Por meio do orçamento-programa, tem-se o estabelecimento de objetivos e a quantificação de metas, com a consequente formalização de programas visando ao atingimento das metas e alcance dos objetivos. Com esse modelo, passa a existir um elo entre o planejamento e as funções executivas da organização, além da manutenção do aspecto legal, porém não sendo considerado como prioridade. É a espécie de orçamento utilizada no Brasil.

A organização das ações do Governo sob a forma de programas visa

proporcionar maior racionalidade e eficiência na Administração Pública e ampliar a visibilidade dos resultados e benefícios gerados para a sociedade, bem como elevar a transparência na aplicação dos recursos públicos. Tal espécie de orçamento equivale a um plano de trabalho expresso por um conjunto de ações a realizar e pela identificação dos recursos necessários à sua execução. Como instrumento de programação econômica, o orçamento- programa procura levar os decisores públicos a uma escolha racional, que maximize o dinheiro do contribuinte, destinando os recursos públicos a programas e projetos de maior necessidade. As decisões orçamentárias são tomadas com base em avaliações e análises técnicas das alternativas possíveis. O gasto público no orçamento programa deve estar vinculado a uma finalidade.

A definição dos produtos finais de um programa de trabalho é um dos desafios

do orçamento-programa, já que algumas atividades também adicionam valores

intangíveis, em complemento aos físicos, como uma ação de qualificação do servidor. O número de servidores qualificados é um resultado tangível, porém

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a capacidade de inovação, a melhora do processo de trabalho, a retenção de talentos no serviço público e a satisfação do cidadão atendido pelo servidor são metas bem mais subjetivas. É difícil para os sistemas contábeis mensurarem esse tipo de valor e, particularmente, na Administração Pública, há dificuldades para a medição, em termos quantitativos.

Em algumas situações podem ser utilizadas outras espécies de orçamento como apoio ao orçamento-programa. A elaboração do orçamento de algumas ações pode ocorrer de maneira incremental, por exemplo, nas ações ligadas ao funcionamento do órgão. O valor a ser pago, em condições normais, pelas contas de luz, água e telefone, sofre pequena variação de um ano para outro, normalmente apenas a inflação acumulada. Assim, para o cálculo do valor do orçamento atual, pode ser utilizado o método tradicional, acrescentando a inflação do período sobre o valor do orçamento desta ação no ano anterior.

sobre o valor do orçamento desta ação no ano anterior. O orçamento tradicional quase sempre aparece

O orçamento tradicional quase sempre aparece em contraponto a outro tipo de orçamento, normalmente o orçamento-programa. No memento há um quadro comparativo Orçamento Tradicional X Orçamento- programa. Consulte-o antes de resolver as questões abaixo.

programa. Consulte-o antes de resolver as questões abaixo. 6) (FCC – Técnico Judiciário - Administrativa –

6) (FCC – Técnico Judiciário - Administrativa – TRT 24ª – 2011) Analise:

I. O orçamento-programa é o elo entre o planejamento e as funções executivas da organização. II. O controle do orçamento-programa visa avaliar a honestidade dos agentes governamentais e a legalidade do seu cumprimento.

III. No orçamento-programa, as decisões orçamentárias são tomadas com base em avaliações e análises técnicas das alternativas possíveis. Está correto o que consta APENAS em

(A)

I e II.

(B)

I e III.

(C)

II e III.

(D)

I.

(E)

III.

I) Correto. Por meio do orçamento-programa, tem-se o estabelecimento de objetivos e a quantificação de metas, com a consequente formalização de programas visando ao atingimento das metas e alcance dos objetivos. Com esse modelo, passa a existir um elo entre o planejamento e as funções

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executivas da organização, além da manutenção do aspecto legal, porém não sendo considerado como prioridade. II) Errado. O controle do orçamento tradicional visa avaliar a honestidade dos agentes governamentais e a legalidade do seu cumprimento. No orçamento- programa, o controle visa a eficiência, eficácia e efetividade. III) Correta. No orçamento-programa, as decisões orçamentárias são tomadas considerando-se as avaliações e análises das alternativas disponíveis e todos os custos.

Logo, está correto o que consta apenas em I e III. Resposta: Letra B

7) (FCC – APOPF/SP – 2010) Uma das características do orçamento-

programa é a utilização sistemática de indicadores e padrões de medição do trabalho e dos resultados. Para isso, é feita uma diferenciação entre os produtos finais dos programas e os produtos intermediários necessários para alcançar os seus objetivos. É produto final de um programa da área de saúde:

(A)

a redução da mortalidade infantil.

(B)

o percentual da população atendida pelo programa de vacinação.

(C)

o número de postos de saúde construídos.

(D)

o número de medicamentos distribuídos.

(E)

o total de consultas médicas realizadas.

É produto final de um programa da área de saúde a redução da mortalidade

infantil. É a visada efetividade, a transformação de uma realidade existente. Todos os outros itens são fundamentais para se chegar a um resultado efetivo

e devem também ser mensurados como produtos intermediários, porém o

único que pode ser considerado como uma transformação de uma realidade é

a redução da mortalidade infantil. Basta verificar que o número de vacinados, de postos de saúde, de medicamentos e de consultas por si só não definem um produto final. Por exemplo, não adianta apenas vacinar 100% das crianças se elas continuam morrendo de outras causas; não adianta apenas aumentar o número de consultas se as crianças mais necessitadas não tem acesso a elas, etc. Resposta: Letra A

8) (FCC - Analista Judiciário – Ciências Contábeis – TJ/PA – 2009) Os movimentos de transformação do Estado e, mais especificamente, da administração pública, inevitavelmente, foram acompanhados por mudanças significativas na concepção do orçamento público, cuja trajetória evolutiva evidencia que em cada momento histórico foi enfatizada uma de suas funções ou instrumentalidades: controle, gerência ou planejamento. O orçamento-programa reflete a concepção moderna do orçamento público e se caracteriza

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(A) pela utilização sistemática de indicadores e padrões de medição do

trabalho e dos resultados.

(B)

por sua estrutura dar ênfase aos aspectos contábeis de gestão.

(C)

por usar como principais critérios de classificação das despesas

unidades administrativas e elementos. (D) por estar dissociado dos processos de planejamento e programação das ações públicas. (E) pela alocação de recursos visar à aquisição de meios e às necessidades das unidades organizacionais.

O orçamento-programa reflete a concepção moderna do orçamento público e

se caracteriza pela utilização sistemática de indicadores e padrões de medição do trabalho e dos resultados.

As demais alternativas são características do orçamento tradicional: dar ênfase aos aspectos contábeis de gestão; usar como principais critérios de classificação das despesas unidades administrativas e elementos; estar dissociado dos processos de planejamento e programação das ações públicas;

a alocação de recursos visar à aquisição de meios e às necessidades das unidades organizacionais. Resposta: Letra A

9) (FCC – Analista Judiciário - Administrativa – TRT 24ª – 2011) A

maior precisão na elaboração dos orçamentos e, consequentemente, melhores condições para obtenção de redução dos custos em razão de

de duplicação de funções, é uma

vantagem da técnica orçamentária denominada Orçamento

facilidade para

a identificação

(A)

de Desempenho.

(B)

de Planejamento e Gestão.

(C)

Programa.

(D)

Base Zero.

(E)

por Estratégia.

No orçamento-programa, a organização das ações do Governo sob a forma de programas visa proporcionar maior racionalidade e eficiência na Administração Pública e ampliar a visibilidade dos resultados e benefícios gerados para a sociedade, bem como elevar a transparência na aplicação dos recursos públicos. Isso torna o orçamento mais preciso e evita desperdício de recursos, como no caso de duplicação de funções. Resposta: Letra C

6.6 Orçamento participativo

O orçamento participativo não se opõe ao orçamento-programa. Na verdade,

trata-se de um instrumento que busca romper com a visão política tradicional

e colocar o cidadão como protagonista ativo da gestão pública. Objetiva a

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participação real da população no processo de elaboração e a alocação dos recursos públicos de forma eficiente e eficaz segundo as demandas sociais. Dessa forma, democratiza-se a relação Estado e sociedade e são considerados os diversos canais de participação, por meio de lideranças e audiências públicas.

O processo de orçamento participativo tem a necessidade de um contínuo ajuste crítico, baseado em um princípio de autorregulação, com o intuito de aperfeiçoar os seus conteúdos democráticos e de planejamento, e assegurar a sua não estagnação.

Assim, não possui uma metodologia única. Além disso, os problemas são diferentes de acordo com o tamanho dos municípios, principais implementadores do processo.

Ressalta-se que, apesar de algumas experiências na esfera estadual, na experiência brasileira o orçamento participativo foi concebido e praticado inicialmente como uma forma de gerir os recursos públicos municipais. No nosso País, destaca-se a experiência da Prefeitura Municipal de Porto Alegre.

Não há perda da participação do Legislativo e nem diretamente de legitimidade. Há um aperfeiçoamento da etapa que se desenvolveria apenas no Executivo. No orçamento participativo, a comunidade é considerada parceira do Executivo no processo orçamentário. O que ocorre é que muitas vezes desigualdades socioeconômicas tendem a criar obstáculos à participação dos grupos sociais desfavorecidos.

Quando a decisão está nas mãos de poucos, torna-se mais rápida a mudança de direção ou de opiniões. Em um orçamento como o participativo, são feitas várias reuniões em diversas regiões para se chegar a uma conclusão. Em caso de necessidade de mudanças, é muito trabalhoso efetuá-las. Por isso, no orçamento participativo considera-se que há uma perda da flexibilidade. Ocorre uma maior rigidez na programação dos investimentos, pois se tem uma decisão compartilhada com a comunidade, ao contrário da decisão monopolizada pelo Executivo no processo tradicional.

Segundo a LRF, deve ser incentivada a participação popular e a realização de audiências públicas durante os processos de elaboração das leis orçamentárias. No entanto, segundo a CF/1988, a iniciativa das leis orçamentárias é privativa do Poder Executivo. Assim, o Poder Executivo não é obrigado a seguir as sugestões da população, no entanto, deve ouvi-las.

6.7 Outras Técnicas

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O Glossário do Tesouro Nacional apresenta ainda mais duas técnicas, denominadas “teto fixo” e “teto móvel”.

Orçamento com teto fixo: critério de alocação de recursos que consiste em estabelecer um quantitativo financeiro fixo, geralmente obtido mediante a aplicação de percentual único sobre as despesas realizadas em determinado período, com base no qual os órgãos/unidades deverão elaborar suas propostas orçamentárias parciais. Também conhecido, na gíria orçamentária, como “teto burro”.

Orçamento com teto móvel: critério de alocação de recursos que representa uma variação do chamado “teto fixo”, pois trabalha com percentuais diferenciados, procurando refletir um escalonamento de prioridades entre programações, órgãos e unidades. Em gíria orçamentária, conhecido como “teto inteligente”.

7. FUNÇÕES DE PLANEJAMENTO, GERÊNCIA E CONTROLE

7. FUNÇÕES DE PLANEJAMENTO, GERÊNCIA E CONTROLE Segundo Allen Schick (1966 apud Core, 2001), todo sistema

Segundo Allen Schick (1966 apud Core, 2001), todo sistema orçamentário, mesmo o mais rudimentar, compreende as funções de planejamento, gerência e controle:

“Na operação dos sistemas orçamentários, raramente o planejamento, a

gerência e o controle recebem igual atenção. Na prática, planejamento, gerência e controle tenderam até a ser processos competitivos no orçamento,

) o

sem haver uma clara divisão de funções entre os diversos participantes. (

mais importante talvez sejam as diferenças nas exigências de informação dos

processos de planejamento, controle e administração. As necessidades informativas diferem em termos de períodos de tempo, níveis de agregação, ligações com as unidades organizacionais e operacionais e no enfoque insumo-

tem havido uma forte tendência a homogeneizar as estruturas de

informação e a contar com um único esquema de classificação, para servir a

todas as necessidades do orçamento. Em sua maior parte o sistema informativo foi estruturado para atender aos objetivos de controle.”

produto (

)

Ainda, “toda reforma altera o equilíbrio entre planejamento, gerência e controle, mediante a atribuição de maior ênfase a alguma dessas funções. A predominância da função controle, por exemplo, acarreta um deslocamento para o segundo plano das funções de planejamento e gerência, que, no entanto, continuam presentes. A questão-chave é o balanceamento entre essas três orientações ou funções com a atribuição de pesos para cada uma delas. Assim, todo o sistema orçamentário contém características de planejamento, gerência e controle.”

Vamos dividir as três funções, de acordo com o eminente autor Fabiano Core:

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Controle: “no orçamento tradicional, que caracteriza os primeiros estágios evolutivos da técnica orçamentária, a orientação predominante é a do controle. Prevalece a preocupação com o cumprimento dos tetos orçamentários e o estabelecimento de limites para as unidades orçamentárias no que se refere a tipos de despesas (pessoal, serviços de terceiros, equipamentos etc.) e as classificações de despesas são estruturadas com base em itens pormenorizados de objeto de gastos.”

Gerência: “a predominância da orientação gerencial no processo orçamentário

traduz uma preocupação maior com o trabalho a ser feito e as realizações a serem alcançadas. As informações são estruturadas segundo funções, projetos

e atividades, evidenciando-se o trabalho ou serviço a ser cumprido, com os

respectivos custos. As categorias orçamentárias são classificadas em termos funcionais, com mensurações que possibilitem a avaliação do desempenho das atividades previstas. Essas características identificam o orçamento funcional ou de desempenho.”

Planejamento: “a orientação para o planejamento marca o advento do orçamento-programa, que tem como característica dominante a racionalização do processo de fixação de políticas, mediante o manuseio de dados sobre

custos e benefícios das formas alternativas de se atingir os objetivos propostos

e a mensuração dos produtos para propiciar eficácia no atingimento desses objetivos.”

para propiciar eficácia no atingimento desses objetivos.” 10) (CESPE – Auditor de Controle Externo – TCE/ES

10) (CESPE – Auditor de Controle Externo – TCE/ES – 2012) A principal função do orçamento, na sua forma tradicional, e o controle político; em sua forma moderna, o orçamento foca o planejamento.

No orçamento tradicional, que caracteriza os primeiros estágios evolutivos da técnica orçamentária, a orientação predominante é a do controle. Já a orientação para o planejamento marca o advento do orçamento-programa, que tem como característica dominante a racionalização do processo de fixação de políticas. Resposta: Certa

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8. RECEITAS E DESPESAS EXTRAORÇAMENTÁRIAS

8.1 Receitas

Quanto à forma de ingresso ou natureza, as receitas podem ser:

Orçamentárias: são entradas de recursos que o Estado utiliza para financiar seus gastos, transitando pelo patrimônio do Poder Público. Segundo o art. 57 da Lei 4.320/1964, serão classificadas como receita orçamentária, sob as rubricas próprias, todas as receitas arrecadadas, inclusive as provenientes de operações de crédito, ainda que não previstas no orçamento.

de crédito, ainda que não previstas no orçamento. Receita orçamentária A receita pública pode ser

Receita orçamentária

A receita pública pode ser considerada orçamentária mesmo se não estiver incluída na lei orçamentária anual. São chamadas também de ingressos orçamentários.

Extraorçamentárias: tais receitas não integram o orçamento público e constituem passivos exigíveis do ente, de tal forma que o seu pagamento não está sujeito à autorização legislativa. Isso ocorre porque possuem caráter temporário, não se incorporando ao patrimônio público. São chamadas de ingressos extraorçamentários. São exemplos de receitas extraorçamentárias: depósito em caução, antecipação de receitas orçamentárias – ARO, consignações diversas, cancelamento de restos a pagar, emissão de moeda e outras entradas compensatórias no ativo e passivo financeiros.

operações de crédito ≠ operações de crédito por ARO A s operações de crédito são

operações de crédito ≠ operações de crédito por ARO

As operações de crédito são receitas orçamentárias e as operações de crédito por antecipação de receita são receitas extraorçamentárias.

Observação: uma receita extraorçamentária pode se tornar orçamentária. Por exemplo, pode ser exigido de um licitante um depósito em caução para a participação em uma licitação. O depósito em caução é uma receita extraorçamentária do órgão, sujeita à devolução. Se o licitante der um lance

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vencedor e não honrá-lo no prazo previsto, perderá a caução em favor do Erário, que a incorporará como receita orçamentária.

Vários autores utilizam o termo “natureza” nessa classificação. Atente para não confundir com a classificação por natureza da receita. Entendo que o termo “forma de ingresso” é o mais apropriado neste caso.

“forma de ingresso” é o mais apropriado neste caso. 11) (FCC – Analista Judiciário – Contabilidade

11) (FCC – Analista Judiciário – Contabilidade -TRE/PR - 2012) Uma receita extraorçamentária caracteriza-se por

(A)

provocar um aumento efetivo na situação líquida patrimonial.

(B)

modificar, simultaneamente, contas do ativo circulante e do

passivo não circulante.

(C) modificar, simultaneamente, contas do ativo circulante e do ativo

não circulante.

(D) não ser prevista em orçamento e ter que ser restituída em época própria.

(E) provocar uma redução do superávit financeiro do exercício

corrente.

As receitas extraorçamentárias não integram o orçamento público e constituem passivos exigíveis do ente, de tal forma que o seu pagamento não está sujeito à autorização legislativa. Isso ocorre porque possuem caráter temporário, não se incorporando ao patrimônio público. Resposta: Letra D

12) (FCC – Analista Judiciário – Contabilidade -TRF/2 - 2012) É um exemplo de receita extra-orçamentária:

(A) transferências correntes referentes a recursos recebidos de outros

órgãos e entidades públicas.

(B) receita da alienação de bens imóveis de propriedade do ente

público.

(C)

amortização de empréstimos concedidos pelo ente público.

(D)

receita de multa e juros de moras relativas a tributos.

(E)

depósitos e cauções recebidas pelo ente público.

As receitas extraorçamentárias não integram o orçamento público e constituem passivos exigíveis do ente, de tal forma que o seu pagamento não está sujeito à autorização legislativa. Isso ocorre porque possuem caráter temporário, não se incorporando ao patrimônio público. São exemplos de receitas extraorçamentárias: depósito em caução, antecipação de receitas orçamentárias – ARO, consignações diversas, cancelamento de restos a pagar,

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emissão de moeda e outras entradas compensatórias no ativo e passivo financeiros.

Resposta: Letra E

13) (FCC – Analista – Contabilidade –DPE/RS - 2013) No âmbito da contabilidade aplicada ao setor público, dentre outros, classificam-se como ingressos extraorçamentários, os valores recebidos a título de (A) rendimentos de aplicações financeiras não previstos na lei orçamentária anual.

(B)

veículos recebidos em doação.

(C)

multas e juros sobre impostos recebidos com atraso.

(D)

transferências voluntárias.

(E)

Operações de Crédito por Antecipação de Receita Orçamentária −

ARO.

As receitas extraorçamentárias não integram o orçamento público e constituem

passivos exigíveis do ente, de tal forma que o seu pagamento não está sujeito

à autorização legislativa. Isso ocorre porque possuem caráter temporário, não se incorporando ao patrimônio público. São chamadas de ingressos extraorçamentários. São exemplos de receitas extraorçamentárias: depósito em caução, antecipação de receitas orçamentárias – ARO, consignações diversas, cancelamento de restos a pagar, emissão de moeda e outras entradas compensatórias no ativo e passivo financeiros. Resposta: Letra E

14) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em Propriedade Industrial – Gestão Financeira - INPI – 2013) A receita orçamentária é definida como o ingresso de recursos financeiros durante determinado exercício orçamentário, sendo um novo elemento para o patrimônio público.

As receitas orçamentárias são entradas de recursos que o Estado utiliza para financiar seus gastos, transitando pelo patrimônio do Poder Público. Segundo

o art. 57 da Lei 4.320/1964, serão classificadas como receita orçamentária,

sob as rubricas próprias, todas as receitas arrecadadas, inclusive as provenientes de operações de crédito, ainda que não previstas no orçamento. Resposta: Certa

10.2 DESPESAS Noções de Gestão Pública p/ TRT/SC Analista Judiciário (Judiciária) e Técnico Judiciário

10.2 DESPESAS

Noções de Gestão Pública p/ TRT/SC Analista Judiciário (Judiciária) e Técnico Judiciário (Administrativa) Teoria e Questões Comentadas da FCC Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó – Aula 02

Quanto à forma de ingresso ou natureza, as despesas podem ser:

Orçamentárias: são as despesas fixadas nas leis orçamentárias ou nas de créditos adicionais, instituídas em bases legais. Assim, dependem de autorização legislativa. Obedecem aos estágios da despesa: fixação, empenho, liquidação e pagamento. Exemplos: construção de prédios públicos, manutenção de rodovias, pagamento de servidores etc.

Extraorçamentárias: são as despesas não consignadas no orçamento ou nas leis de créditos adicionais. Correspondem à devolução de recursos transitórios que foram obtidos como receitas extraorçamentárias, ou seja, pertencem a terceiros e não aos órgãos públicos, como as restituições de cauções, os pagamentos de restos a pagar, o resgate de operações por antecipação de receita orçamentária etc.

Vários autores utilizam o termo “natureza” nesta classificação. Atente para não confundir com a classificação por natureza da despesa. Entendo que o termo “forma de ingresso” é o mais apropriado neste caso.

“forma de ingresso” é o mais apropriado neste caso. 15) (FCC – Técnico Judiciário – Contabilidade

15) (FCC – Técnico Judiciário – Contabilidade -TRF/2 - 2012) É uma despesa extraorçamentária:

(A)

pagamento de restos a pagar do exercício anterior.

(B)

subvenções econômicas concedidas a outras entidades.

(C)

amortização da dívida pública interna.

(D)

serviços em regime de programação especial.

(E)

participação em constituição ou aumento de capital de empresas.

As despesas extraorçamentárias são aquelas não consignadas no orçamento ou nas leis de créditos adicionais. Correspondem à devolução de recursos transitórios que foram obtidos como receitas extraorçamentárias, ou seja, pertencem a terceiros e não aos órgãos públicos, como as restituições de cauções, os pagamentos de restos a pagar, o resgate de operações por antecipação de receita orçamentária etc. Resposta: Letra A

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da FCC Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó – Aula 02 MAIS QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES

MAIS QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES

– Controle Interno - MPU – 2007) O tipo de

orçamento cujas principais características são a decisão de alocações de recursos baseada no volume de necessidades financeiras das unidades administrativas e o controle da legalidade do cumprimento do disposto na lei orçamentária anual é o orçamento

a) tradicional.

b) base zero.

c) programa.

d) de desempenho.

e) pragmático.

16) (FCC - Técnico

O orçamento tradicional baseia suas alocações de recursos no volume de necessidades financeiras das unidades administrativas e privilegia o controle da legalidade na execução orçamentária. Resposta: Letra A

17) (FCC - Técnico – Controle Interno - MPU – 2007) Em relação ao orçamento-programa, é correto afirmar que:

a) seu único critério de classificação de despesas são as unidades

administrativas.

b) é totalmente dissociado do processo de planejamento.

c) sua estrutura enfatiza os aspectos contábeis da gestão.

d) sua prioridade é respeitar as necessidades financeiras das unidades

orçamentárias.

e) constitui um dos instrumentos do planejamento governamental.

Na alternativa "E", o orçamento-programa é um instrumento de planejamento da ação do governo, por meio da identificação dos seus programas de trabalho, projetos e atividades, com estabelecimento de objetivos e metas a serem implementados e previsão dos custos relacionados.

As demais alternativas tratam do orçamento tradicional. Resposta: Letra E

18) (FCC – Analista Judiciário – Administrativa –TRT/9ª- 2013) Em relação ao orçamento público, é correto afirmar que (A) a Lei Orçamentária Anual poderá conter dispositivo que autorize a abertura de créditos adicionais especiais e a contratação de operações de crédito.

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(B) a Lei Orçamentária Anual é uma lei de iniciativa, em conjunto, dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. (C) os sistemas de acompanhamento e medição do trabalho, assim como dos resultados, são inexistentes no orçamentoprograma. (D) a Lei Orçamentária Anual compreenderá o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha qualquer parcela do capital social com direito a voto. (E) o início de programas ou projetos não incluídos na Lei Orçamentária Anual é, constitucionalmente, proibido.

Questão que mistura diversos tópicos da matéria:

a) Errada. A Lei Orçamentária Anual poderá conter dispositivo que autorize a

abertura de créditos adicionais suplementares e a contratação de operações

de crédito. São exceções ao princípio da exclusividade.

b) Errada.

A

Lei

Orçamentária Anual é uma lei de iniciativa

do Poder

Executivo.

c) Errada. Os sistemas de acompanhamento e medição do trabalho, assim

como dos resultados, são praticamente inexistentes no orçamento clássico.

d) Errada. A Lei Orçamentária Anual compreenderá o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto.

e) Correta. De acordo com a CF/1988, é vedado o início de programas ou

projetos não incluídos na Lei Orçamentária Anual.

Resposta: Letra E

19) (CEPERJ - Analista de Planejamento e Orçamento – SEPLAG/RJ – 2012) O orçamento base zero terá por característica:

A) ênfase nos aspectos contábeis e de controle externo da gestão

B) revisão dos gastos tradicionais de cada unidade orçamentária de

forma crítica

C) legalidade na execução do orçamento

D) avaliação periódica da integridade dos gestores públicos

E) desvinculação dos processos de planejamento e de programação

financeira-orçamentária

O orçamento de base zero consiste basicamente em uma análise crítica de todos os recursos solicitados pelos órgãos governamentais. Nesse tipo de abordagem, na fase de elaboração da proposta orçamentária, haverá um

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questionamento acerca das reais necessidades de cada área, não havendo compromisso com qualquer montante inicial de dotação. Os órgãos governamentais deverão justificar anualmente, na fase de elaboração da sua proposta orçamentária, a totalidade de seus gastos, sem utilizar o ano anterior como valor inicial mínimo. Resposta: Letra B

20) (CEPERJ - Analista de Planejamento e Orçamento – SEPLAG/RJ –

2012) No orçamento tradicional ou clássico, as decisões orçamentárias serão tomadas:

A) a partir da consecução de objetivos, metas, diretrizes e prioridades

B) em função dos recursos existentes e das necessidades dos

dirigentes das unidades orçamentárias

C) com base em análises das alternativas possíveis e das necessidades

dos dirigentes das unidades orçamentárias

D) com base em critérios técnicos e de objetivos, metas, diretrizes e prioridades

E) a partir das necessidades ou do poder político dos dirigentes das

unidades orçamentárias

O orçamento tradicional ou clássico demonstra uma despreocupação do

gestor público com o atendimento das necessidades da população, pois considera apenas as necessidades financeiras ou o poder político das unidades organizacionais.

As demais alternativas se referem ao orçamento programa.

Resposta: Letra E

21) (Consulplan – Técnico Superior de Orçamento – Pref. de Pedro

Leopoldo/MG - 2006) Com o surgimento da Lei 4.320/64 e do Decreto- lei nº 200/67, após experiência positiva no âmbito estadual, foi implementada a mais nova técnica de orçamentação utilizada até os dias de hoje. Podemos denominá-la de:

A) orçamento social

B) orçamento-programa

C) orçamento participativo

D) orçamento inteligente

E) N.R.A.

Com o surgimento da Lei 4.320/1964 e do Decreto-lei 200/1967 foi criado o orçamento-programa. Resposta: Letra B

22) (Consulplan – Técnico Superior de Orçamento – Pref. de Pedro Leopoldo/MG - 2006) Com base no enunciado, responda:

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“O orçamento-programa representa uma técnica de bastante sucesso, sendo utilizada nos dias atuais tendo em vista seus enormes benefícios ao processo de orçamento, entre os quais destacamos”:

(1) Melhor planejamento das ações que o governo pretende realizar. (2) Maior precisão na elaboração dos orçamentos e, consequentemente, mais condições para obtenção de redução dos custos em razão de facilidade para identificação de duplicação de funções. (3) Melhor controle da execução dos programas pela facilidade de identificação dos gastos por programa.

A) Todos os benefícios estão corretos.

B) Apenas dois benefícios estão corretos.

C) Apenas um benefício está correto.

D) Todos estão errados.

E) N.R.A.

Todos os itens trazem benefícios do orçamento-programa. Resposta: Letra A

23) (Consulplan – Administrador – Pref. de Porto Alegre/RS - 2011) Segundo o Tesouro Nacional (2011), o Orçamento Programa foi introduzido nos Estados Unidos, no final da década de 50, sob a denominação de PPBS (Planning Programming Budgeting System). Tendo sido implantado no Brasil pelo Decreto nº 200, de 25 de fevereiro de 1967, o Orçamento Programa A) aloca os recursos públicos através do estabelecimento de um percentual único sobre as despesas realizadas em determinado período.

B) apresenta, física e financeiramente, os programas de trabalho da administração pública, possibilitando a integração do orçamento com o sistema de planejamento público.

C) apresenta o objeto de gasto e um programa de trabalho que contém

as ações desenvolvidas com dimensões do orçamento, sem vinculá-lo a um sistema de planejamento público.

D) define os resultados a serem alcançados pela administração pública

através de indicadores, que permitem a avaliação da qualidade dos

serviços prestados à sociedade.

E) demonstra as despesas e receitas públicas de forma isolada, sem

relacioná-las a um programa de trabalho ou objetivos a serem atingidos.

a) Errado. No orçamento-programa, as decisões de alocação de recursos são tomadas com base em avaliações e análises técnicas das alternativas possíveis.

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b) Correto. Por meio do orçamento-programa, tem-se o estabelecimento de

objetivos e a quantificação de metas, com a consequente formalização de programas visando ao atingimento das metas e alcance dos objetivos. Com este modelo passa a existir um elo entre o planejamento e as funções

executivas da organização.

c) Errado. É o orçamento de desempenho que apresenta o objeto de gasto e

um programa de trabalho que contém as ações desenvolvidas com dimensões do orçamento, sem vinculá-lo a um sistema de planejamento público.

d) Errado. Segundo a banca a alternativa está errada. Não vejo nenhum

problema com esse item. Talvez seja pela generalização de que com os

indicadores se conseguirá medir a qualidade, o que nem sempre ocorre.

e) Errado. O orçamento clássico demonstra as despesas e as receitas públicas

de forma isolada, sem relacioná-las a um programa de trabalho ou a objetivos a serem atingidos. Resposta: Letra B

24) (Consulplan – Técnico Superior de Orçamento – Pref. de Pedro Leopoldo/MG - 2006) Considerando as afirmativas abaixo:

I. O orçamento autoriza o recebimento de recursos financeiros e a realização de gastos. II. Os recursos financeiros vêm junto com o orçamento. Eles vão se

tornando disponíveis à medida em que os contribuintes e demais devedores do tesouro público recolhem seus tributos e outras rendas. III. O orçamento público é um ato administrativo revestido de força legal que estabelece um conjunto de ações a serem realizadas durante um período determinado. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s):

A) I e II

B) II e III

C) III

D) I e III

E) I, II e III

I) Correto. O orçamento público é o ato pelo qual o Poder Executivo prevê e o

Poder Legislativo autoriza, por certo período de tempo, a execução das despesas destinadas ao funcionamento dos serviços públicos e outros fins

adotados pela política econômica ou geral do país, assim como a arrecadação das receitas já criadas em lei.

II) Errado. Os recursos financeiros não vêm junto com o orçamento. Eles vão

se tornando disponíveis na medida em que os contribuintes e demais devedores do tesouro público recolhem seus tributos e outros valores. III) Correto. O processo orçamentário é regido por normas legais que compõem o ordenamento jurídico brasileiro. O orçamento público é um ato administrativo revestido de força legal que estabelece um conjunto de ações a serem realizadas durante um período determinado.

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Logo, estão corretos os itens I e III. Resposta: Letra D

25) (Consulplan – Técnico Superior de Orçamento – Pref. de Pedro Leopoldo/MG - 2006) Considerando as afirmativas abaixo, estão corretas:

I. O orçamento público terá como apoio a Lei de Diretrizes

Orçamentárias. II. O orçamento público é um ato pelo qual o Poder Jurídico autoriza o Poder Executivo, por um certo período, a realização das despesas , assim como a arrecadação das receitas. III. O orçamento público pode ser estudado sob vários aspectos:

jurídico, financeiro, econômico-social e político-administrativo. Está(ão) correta(s) apenas a(s):

A) Alternativas I e II

B) Alternativas II e III

C) Apenas I

D) Alternativas I e III

E) Todas estão corretas.

I) Correto. A LDO orienta a elaboração da LOA. II) Errado. O orçamento público é um ato pelo qual o Poder Legislativo autoriza o Poder Executivo, por um certo período, a realização das despesas, assim como a arrecadação das receitas. III) Correto. O orçamento público pode ser estudado sob vários aspectos:

jurídico, financeiro, técnico, político, econômico e outros. Logo, estão corretos os itens I e III. Resposta: Letra D

26) (CEPERJ - Analista de Controle Interno – SEFAZ/RJ – 2012) O orçamento-programa pode ser definido como sendo um plano de trabalho expresso por um conjunto de ações a realizar e pela identificação dos recursos necessários à sua execução. Com relação ao conceito, entendimento e estrutura do orçamentoprograma, a alternativa incorreta é:

A) seu processo de elaboração é técnico e baseia-se em diretrizes e

prioridades, estimativas reais de recursos e cálculo real das

necessidades.

B) na sua elaboração são considerados todos os custos dos programas,

inclusive os que extrapolam um exercício financeiro.

C) sua ênfase se situa no objeto de gasto, classificado segundo itens

de despesa e unidades orçamentárias responsáveis por sua execução.

D) nele são identificados programas de trabalho, objetivos e metas,

compatibilizando-os com os planos de médio e longo prazos.

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E) informa, em relação a cada atividade ou projeto, quanto vai gastar, para que vai gastar e por que vai gastar.

A alternativa “C” traz características do orçamento tradicional. No

orçamento-programa, a ênfase é no objetivo do gasto e os principais critérios de classificação são o funcional e o programático.

As demais alternativas se referem ao orçamento-programa.

Resposta: Letra C

27) (VUNESP - Consultor Técnico Legislativo – Economia - Câmara

Municipal de São Paulo – 2007) É parte da função alocativa do Estado

(A)

aplicar alíquotas maiores de imposto aos mais ricos.

(B)

fornecer iluminação pública.

(C)

fazer investimentos para aumentar o emprego.

(D)

determinar a taxa básica de juros.

(E)

fiscalizar a evasão de impostos.

A função alocativa visa à promoção de ajustamentos na alocação de recursos.

É o Estado oferecendo determinados bens e serviços necessários e desejados

pela sociedade, porém que não são providos pela iniciativa privada. É o caso

do fornecimento de iluminação pública.

Resposta: Letra B

28) (VUNESP - Contador - TJ/SP – 2008) O orçamento que enfatiza os

fundamental é o

planejamento, em vez de ser um instrumento contábil de controle apenas, constitui o orçamento:

fins

em

detrimento

dos

meios,

cuja

base

(A)

base zero.

(B)

clássico.

(C)

tradicional.

(D)

programa.

(E)

legislativo.

O

orçamento-programa é um instrumento de planejamento da ação do

Governo, por meio da identificação dos seus programas de trabalho, projetos e atividades, com estabelecimento de objetivos e metas a serem implementados

e

previsão dos custos relacionados.

O

orçamento programa enfatiza os fins em detrimento dos meios, cuja base

fundamental é o planejamento, em vez de ser um instrumento contábil de

controle apenas, como é o orçamento clássico.

Resposta: Letra D

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29) (VUNESP - Contador – SAAE/Sorocaba – 2006) O instrumento de aferição e controle da autoridade e responsabilidade dos órgãos e agentes da administração orçamentária, financeira e patrimonial, que permite avaliar a execução dos programas de trabalho do governo, denomina-se:

(A)

Plano Plurianual.

(B)

Lei de Diretrizes Orçamentárias.

(C)

Orçamento-Programa.

(D)

Balancete Financeiro.

(E)

Balanço Patrimonial.

O orçamento-programa é um instrumento de planejamento da ação do Governo, por meio da identificação dos seus programas de trabalho, projetos e atividades, com estabelecimento de objetivos e metas a serem implementados e previsão dos custos relacionados. É um instrumento de aferição e controle da autoridade e responsabilidade dos órgãos e agentes da administração orçamentária, financeira e patrimonial, que permite avaliar a execução dos programas de trabalho do governo. Resposta: Letra C

30) (VUNESP – Procurador – São José do Rio Preto – 2008) Assinale a alternativa correta no que diz respeito à Lei n.º 4.320/64.

(A)

Estatui normas gerais de direito financeiro.

(B)

Estatui normas específicas para elaboração e controle dos

orçamentos, exclusivamente, das pessoas jurídicas da administração

direta.

(C) Estatui normas específicas para elaboração e controle de

orçamentos das pessoas jurídicas da administração direta e indireta.

(D)

Determina o tributo como receita patrimonial.

(E)

Determina o tributo como receita originária.

Atualmente, ainda é a Lei n.°4.320, de 17 de março de 1964, que estatui normas gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. Resposta: Letra A

31) (FCC - Analista Judiciário – Economia – TJ/PA – 2009) Analise as informações abaixo em relação ao orçamento público. I. No orçamento tradicional, a decisão da alocação dos recursos toma por base as necessidades financeiras das unidades organizacionais. II. O principal objetivo do orçamento-programa é permitir que o Poder Legislativo autorize e controle adequadamente a receita e o gasto público.

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III. No orçamento base zero, os gestores das unidades orçamentárias somente precisam justificar os acréscimos e os decréscimos dos gastos realizados no exercício anterior. IV. Uma das características do orçamento-programa é a ênfase dada aos objetivos do planejamento governamental e as metas que se pretende alcançar com a alocação dos recursos públicos.

É correto o que se afirma APENAS em

(A)

I e II.

(B)

I e IV.

(C)

II e III.

(D)

II e IV.

(E)

III e IV.

I) Correto. As necessidades financeiras das unidades organizacionais são critérios para a decisão da alocação dos recursos, no orçamento tradicional.

II) Errado. O orçamento-programa não tem como principal objetivo o

controle de receitas e despesas, ainda que seja uma atividade importante. O

controle visa eficiência, eficácia e efetividade.

III) Errado. No orçamento base zero, os gestores das unidades orçamentárias

precisam justificar todos os gastos.

IV) Correto. O orçamento-programa visa a objetivos e metas e a ênfase é dada

nos aspectos administrativos e de planejamento.

Logo, é correto o que se afirma apenas em I e IV. Resposta: Letra B

32) (FCC – Analista Judiciário - Administrativa – TRF 1ª – 2011) Com relação aos tipos de orçamentos, considere as afirmativas abaixo:

I. No orçamento de tipo tradicional há grande preocupação com a clareza dos objetivos econômicos e sociais que motivaram a elaboração da peça orçamentária. II. O orçamento base-zero exige a reavaliação de todos os programas cada vez que se inicia um novo ciclo orçamentário e não apenas as das solicitações que ultrapassam o nível de gasto já existente. III. O orçamento-programa considera os objetivos que o Governo pretende atingir, num prazo pré-determinado.

IV. O orçamento de desempenho não pode ser considerado um orçamento-programa, pois não incorpora o controle contábil do gasto e

o detalhamento da despesa.

V. No orçamento-programa a alocação dos recursos para unidades orçamentárias se dá com base na proporção dos recursos gastos em exercícios anteriores.

Está correto o que se afirma SOMENTE em:

(A)

I e IV.

(B)

I, III e IV.

(C) II, III e V. (D) I, III, IV e V. (E) II e III.

(C)

II, III e V.

(D)

I, III, IV e V.

(E)

II e III.

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I) Errado. No orçamento de tipo tradicional há uma despreocupação do

gestor público com o atendimento das necessidades da população, pois

considera apenas as necessidades financeiras das unidades organizacionais.

II) Correto. O orçamento base-zero exige a reavaliação de todos os programas

cada vez que se inicia um novo ciclo orçamentário e não apenas as das solicitações que ultrapassam o nível de gasto já existente. A principal característica do Orçamento de Base Zero é conter a justificativa para a totalidade dos gastos de cada unidade orçamentária, independentemente do gasto realizado no exercício anterior. III) Correto. O orçamento-programa visa a objetivos e metas. IV) Errado. O orçamento de desempenho não pode ser considerado um orçamento-programa, pois há desvinculação entre planejamento e orçamento. V) Errado. No orçamento-programa as decisões orçamentárias são tomadas com base em avaliações e análises técnicas das alternativas possíveis. O incrementalismo, que é a alocação dos recursos para unidades orçamentárias com base na proporção dos recursos gastos em exercícios anteriores, é característico do orçamento tradicional.

Logo, está correto o que se afirma somente em II e III. Resposta: Letra E

33) (FCC – Técnico Judiciário - Administrativa – TRT 4ª – 2011) Em relação a conceito de Orçamento Público, considere as afirmativas

abaixo:

I. O Orçamento Público é uma lei formal, isto é, ela obriga o Poder Público a realizar uma despesa autorizada pelo Legislativo. II. O Orçamento Público é uma lei temporária, pois tem vigência limitada a quatro anos. III. O conceito tradicional ou clássico de Orçamento Público compreende apenas a fixação da despesa e a previsão da receita, sem nenhuma espécie de planejamento das ações do governo. IV. O Orçamento Público é uma lei especial que possui processo legislativo diferenciado e trata de matéria específica. V. O orçamento-programa é um plano de trabalho que estabelece objetivos e metas a serem implementados, bem como a previsão dos custos a ele relacionados. Estão corretas, SOMENTE:

(A)

II e IV.

(B)

I, II e IV.

(C)

III, IV e V.

(D) I, II, III e IV. (E) II, III, IV e V. Noções de Gestão

(D)

I, II, III e IV.

(E)

II, III, IV e V.

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I) Errado. O Orçamento Público é uma lei formal. Entretanto, ela não obriga o Poder Público a realizar uma despesa autorizada pelo Legislativo. A LOA apenas autoriza os gastos. II) Errado. O Orçamento Público é uma lei temporária, pois tem vigência limitada a um ano. III) Correto. A falta de planejamento da ação governamental é uma das principais características do orçamento tradicional. IV) Correto. O Orçamento Público é uma lei especial que possui processo legislativo diferenciado e trata de matéria específica: previsão de receitas e fixação de despesas. V) Correto. O orçamento-programa é um instrumento de planejamento da ação do Governo, por meio da identificação dos seus programas de trabalho, projetos e atividades, com estabelecimento de objetivos e metas a serem implementados e previsão dos custos relacionados.

Logo, estão corretas somente III, IV e V. Resposta: Letra C

34) (FCC - Analista – Administrativo - MPU – 2007) É característica do orçamento base-zero:

a) ênfase no acréscimo de gastos em relação ao orçamento anterior. b) decisões considerando as necessidades financeiras das unidades operacionais. c) justificativa, em cada ano, de todas as atividades a serem desenvolvidas. d) dissociação do conceito de planejamento e alocação de recursos. e) inexistência de mensuração dos resultados das atividades desenvolvidas.

A alternativa “C” está correta, pois o orçamento de base zero consiste basicamente em uma análise crítica de todos os recursos solicitados pelos órgãos governamentais. Nesse tipo de abordagem, na fase de elaboração da proposta orçamentária, haverá um questionamento acerca das reais necessidades de cada área, não havendo compromisso com qualquer montante inicial de dotação. O processo do orçamento de base zero concentra a atenção na análise de objetivos e necessidades, o que requer que cada administrador justifique seu orçamento proposto em detalhe e cada quantia a ser gasta, aumentando a participação dos gerentes de todos os níveis no planejamento das atividades e na elaboração dos orçamentos.

As demais alternativas estão erradas porque se referem ao orçamento clássico ou tradicional. A falta de planejamento da ação governamental é

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uma das principais características dessa espécie de orçamento. Constitui-se num mero instrumento contábil e baseia-se no orçamento do exercício anterior, ou seja, enfatiza atos passados. Demonstra uma despreocupação do gestor público com o atendimento das necessidades da população, pois considera apenas as necessidades financeiras das unidades organizacionais. Assim, nesta espécie de orçamento, não há preocupação com a realização dos programas de trabalho do governo, importando-se apenas com as necessidades dos órgãos públicos para realização das suas tarefas, sem questionamentos sobre objetivos e metas e inexistindo mensuração dos resultados das atividades desenvolvidas. Predomina o incrementalismo.

Resposta: Letra C

35) (FCC - Analista – Orçamento - MPU – 2007) É característica da técnica de elaboração orçamentária denominada orçamento base zero:

a) dissociação dos processos de planejamento e programação. b) revisão crítica dos gastos tradicionais de cada unidade orçamentária. c) ênfase aos aspectos contábeis da gestão e controle externo dos gastos. d) avaliação da integridade dos agentes governamentais e legalidade no cumprimento do orçamento. e) direitos adquiridos sobre verbas orçamentárias anteriormente outorgadas.

Na alternativa “B”, o orçamento de base zero consiste basicamente em uma análise crítica de todos os recursos solicitados pelos órgãos governamentais. Nesse tipo de abordagem, na fase de elaboração da proposta orçamentária, haverá um questionamento acerca das reais necessidades de cada área, não havendo compromisso com qualquer montante inicial de dotação.

As demais alternativas versam sobre o orçamento tradicional. Resposta: Letra B

E assim terminamos nossa última aula juntos. E você que chegou aqui já é um vitorioso, pela persistência e força de vontade.

Segui estritamente o edital de Gestão Pública para o TRT/SC, aprofundando nos temas de acordo com o que vem aparecendo nas provas, para levar ao estudante o que há de mais importante e as maiores possibilidades de exigências.

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Procurei ao longo dessas semanas trazer o que tinha de mais atualizado da FCC, complementando com outras bancas quando necessários. Nestas 3 aulas (0 a 2), você teve a oportunidade de aprender a teoria e ainda se exercitar com 130 questões comentadas. É um número muito significativo para um curso teórico de 3 aulas. Sinta-se realmente confiante e preparado!

Agradeço sinceramente os elogios, as críticas e as sugestões. É dessa forma que o professor aprimora seu trabalho, enfatizando o que está dando certo e melhorando o que não está bom.

Desejo a você ótimos estudos e excelente prova!

Para aqueles que querem se aprofundar ainda mais nos estudos, indico a leitura dos meus artigos na parte aberta do site e os outros cursos on-line de minha autoria no Estratégia Concursos (http://www.estrategiaconcursos.com.br/professor/3000/cursos). Ainda, indico meu blog www.portaldoorcamento.com.br

E aguardo você no serviço público, buscando contribuir para o desenvolvimento de nosso país. Lembro que estarei com você sempre que necessitar no e-mail sergiomendes@estrategiaconcursos.com.br

Estarão em ótimas mãos com o Prof. Rodrigo Rennó!

Forte abraço!

Sérgio Mendes

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MEMENTO II

CLASSIFICAÇÕES:

Orçamento

necessariamente executadas.

impositivo:

despesas

consignadas

no

orçamento

devem

ser

Orçamento autorizativo: não existe obrigatoriedade de execução das despesas consignadas no orçamento público. É o adotado no Brasil.

FUNÇÕES CLÁSSICAS DO ORÇAMENTO

Alocativa: visa à promoção de ajustamentos na alocação de recursos quando no setor privado não há a necessária eficiência de infraestrutura econômica ou provisão de bens públicos e bens meritórios.

Distributiva: visa à promoção de ajustamentos na distribuição de renda. Surge em virtude da necessidade de correções das falhas de mercado, inerentes ao sistema capitalista.

Estabilizadora: visa a manter a estabilidade econômica, principalmente a manutenção de elevado nível de emprego e a estabilidade nos níveis de preços. Destaca-se ainda a busca do equilíbrio no balanço de pagamentos e de razoável taxa de crescimento econômico.

TIPOS DE ORÇAMENTO

Orçamento Legislativo: a elaboração, a votação e o controle do orçamento são competências do Poder Legislativo. Normalmente ocorre em países parlamentaristas. Ao executivo, cabe apenas a execução. Exemplo: Constituição Federal de 1891. Orçamento Executivo: a elaboração, a votação, o controle e a execução são competências do Poder Executivo. É típico de regimes autoritários. Exemplo: Constituição Federal de 1937. Orçamento Misto: elaboração e execução são de competência do Executivo, cabendo ao Legislativo a votação e o controle. Exemplo: Constituição Federal de 1988.

ESPÉCIES DE ORÇAMENTO

Orçamento Tradicional ou Clássico: é uma peça meramente contábil – financeira –, sem nenhuma espécie de planejamento das ações do governo, baseando-se no orçamento anterior. Portanto, somente um documento de previsão de receita e de autorização de despesas.

Orçamento de Base Zero: determina o detalhamento justificado de todas as despesas públicas a cada ano, como se cada item da despesa fosse uma nova iniciativa do governo.

Orçamento de Desempenho ou por Realizações: a ênfase reside no desempenho organizacional, porém há desvinculação entre planejamento e orçamento.

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Orçamento-Programa: instrumento de planejamento da ação do governo, por meio da identificação dos seus programas de trabalho, projetos e atividades, com estabelecimento de objetivos e metas a serem implementados e previsão dos custos relacionados. Privilegia aspectos gerenciais e o alcance de resultados.

Orçamento Participativo: objetiva a participação real da população e a alocação dos recursos públicos de forma eficiente e eficaz segundo as demandas sociais. Não se opõe ao orçamento-programa e não possui uma metodologia única. No entanto, há perda da flexibilidade e maior rigidez na programação dos investimentos. Experiência brasileira ocorreu principalmente nos municípios.

 

ORÇAMENTO TRADICIONAL X ORÇAMENTO-PROGRAMA

 
 

TRADICIONAL

   

PROGRAMA

 

Dissociação

entre

planejamento

e

Integração entre planejamento e orçamento

 

orçamento

Visa à aquisição de meios

 

Visa a objetivos e metas

 

Consideram-se as necessidades financeiras das unidades

Consideram-se as análises das alternativas disponíveis e todos os custos

Ênfase nos aspectos contábeis

 

Ênfase nos aspectos administrativos e de planejamento

Classificação principal por unidades administrativas e elementos

Classificação

 

principal:

funcional-

programática

 

Acompanhamento e aferição de resultados praticamente inexistentes

Utilização sistemática de indicadores para acompanhamento e aferição dos resultados

Controle da legalidade e honestidade do gestor público

Controle

visa

a

eficiência,

eficácia

e

efetividade

 

FORMA DE INGRESSO DA RECEITA:

 

Orçamentárias: são entradas de recursos que o Estado utiliza para financiar seus gastos, transitando pelo Patrimônio do Poder Público. Segundo o art. 57 da Lei 4.320/1964, serão classificadas como receita orçamentária, sob as rubricas próprias, todas as receitas arrecadadas, inclusive as provenientes de operações de crédito, ainda que não previstas no Orçamento.

Extraorçamentárias: tais receitas não integram o orçamento público e constituem passivos exigíveis do ente, de tal forma que o seu pagamento não está sujeito à autorização legislativa. Isso ocorre porque possuem caráter temporário, não se incorporando ao patrimônio público. São chamadas de ingressos extraorçamentários. São exemplos de receitas extraorçamentárias: depósito em caução, antecipação de receitas orçamentárias – ARO, consignações diversas, cancelamento de restos a pagar, emissão de moeda e outras entradas compensatórias no ativo e passivo financeiros.

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FORMA DE INGRESSO DA DESPESA:

Orçamentária: são as despesas fixadas nas leis orçamentárias ou nas de créditos adicionais, instituídas em bases legais. Obedecem aos estágios da despesa: fixação, empenho, liquidação e pagamento. Exemplos: construção de prédios públicos, manutenção de rodovias, pagamento de servidores, etc.

Extraorçamentária: são as despesas não consignadas no orçamento ou nas leis de créditos adicionais. Correspondem à devolução de recursos transitórios que foram obtidos como receitas extraorçamentárias, ou seja, pertencem a terceiros e não aos órgãos públicos, como as restituições de cauções, pagamentos de restos a pagar, resgate de operações por antecipação de receita orçamentária, etc.

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LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA

1) (FCC – Auditor –TCE/SP - 2013) Segundo a classificação de Richard Musgrave sobre as funções do setor público (Estado), em economias de mercado, é correto afirmar:

(A) Faz parte da função distributiva do Estado a produção de bens e serviços

de infraestrutura, já que estes beneficiam principalmente a população carente.

(B) O Estado desempenha sua função estabilizadora na economia ao diminuir

impostos quando a economia está em depressão.

(C) O programa bolsa-família é um exemplo da função alocativa do Estado, já

que o Estado minimiza a pobreza ao alocar recursos para os mais pobres. (D) Produzir bens públicos é um exemplo da função estabilizadora desempenhada pelo Estado.

(E) O Estado desempenha bem sua função distributiva quando cobra impostos

progressivos sobre a renda e efetua gastos que beneficiam as pessoas de

maior nível de renda.

2) (FCC - Analista de Controle Externo – TCE/AP - 2012) O instrumento de gestão que se torna em plano de governo expresso em forma de lei, que faz a

estimativa

determinado de tempo, em geral de um ano, chamado exercício financeiro, em

que o governante não está obrigado a realizar todas as despesas ali previstas, porém não poderá contrair outras sem a prévia aprovação do poder legislativo, é conhecido como Orçamento:

receita a arrecadar e fixa a despesa para um período

de

a)

Flexível.

b)

Ordinário.

c)

Contínuo.

d)

Público.

e)

Operacional.

3)

(FCC - Analista de Controle Externo – TCE/AP - 2012) Um plano de governo

como instrumento de gestão no qual não se adota programa de trabalho,

projetos, atividades, nem objetivos a atingir e cujo principal critério de distribuição dos recursos a disposição do governo é o montante de gastos do exercício financeiro anterior, ajustado em algum percentual discricionário, é conhecido como orçamento:

a)

clássico ou tradicional.

b)

programa.

c)

de desempenho.

d)

base zero.

e)

variável.

4)

(FCC – APOPF/SP – 2010) Se uma entidade pública, para a elaboração do

orçamento, baseia-se na preparação de pacotes de decisão e, consequentemente, na escolha do nível de objetivo por meio da definição de

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prioridades, confrontando-se

benefícios, ela adota o orçamento

incrementos

(A)

base zero.

(B)

em perspectiva.

(C)

tradicional.

(D)

de desempenho.

(E)

incremental.

pela

ponderação

de

custos

e

5) (FCC – Auditor Substituto de Conselheiro - TCE/RO – 2010) A principal característica do Orçamento de Base Zero é

(A) conter a classificação funcional das despesas, para avaliação de quais

áreas de ação governamental estão sendo priorizadas.

(B) conter a justificativa para a totalidade dos gastos de cada unidade

orçamentária, independentemente do gasto realizado no exercício anterior.

(C) estabelecer a completa separação das despesas correntes das despesas de

capital, com ênfase nessas últimas em detrimento das primeiras.

(D) conter critério de alocação de recursos que consiste em estabelecer um

quantitativo financeiro fixo com base nas despesas realizadas no exercício anterior.

(E) estar completamente dissociado do projeto de planejamento constante do

Plano Plurianual, já que este pode ser mudado de um exercício para outro de

acordo com a proposta orçamentária.

6) (FCC – Técnico Judiciário - Administrativa – TRT 24ª – 2011) Analise:

I. O orçamento-programa é o elo entre o planejamento e as funções

executivas da organização. II. O controle do orçamento-programa visa avaliar a honestidade dos agentes governamentais e a legalidade do seu cumprimento. III. No orçamento-programa, as decisões orçamentárias são tomadas com base em avaliações e análises técnicas das alternativas possíveis. Está correto o que consta APENAS em

(A)

I e II.

(B)

I e III.

(C)

II e III.

(D)

I.

(E)

III.

7) (FCC – APOPF/SP – 2010) Uma das características do orçamento-programa

é a utilização sistemática de indicadores e padrões de medição do trabalho e dos resultados. Para isso, é feita uma diferenciação entre os produtos finais dos programas e os produtos intermediários necessários para alcançar os seus objetivos. É produto final de um programa da área de saúde:

(A)

a redução da mortalidade infantil.

(B)

o percentual da população atendida pelo programa de vacinação.

(C)

o número de postos de saúde construídos.

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(D)

o número de medicamentos distribuídos.

(E)

o total de consultas médicas realizadas.

8) (FCC - Analista Judiciário – Ciências Contábeis – TJ/PA – 2009) Os

movimentos de transformação do Estado e, mais especificamente, da administração pública, inevitavelmente, foram acompanhados por mudanças significativas na concepção do orçamento público, cuja trajetória evolutiva evidencia que em cada momento histórico foi enfatizada uma de suas funções ou instrumentalidades: controle, gerência ou planejamento. O orçamento- programa reflete a concepção moderna do orçamento público e se caracteriza

(A) pela utilização sistemática de indicadores e padrões de medição do

trabalho e dos resultados.

(B)

por sua estrutura dar ênfase aos aspectos contábeis de gestão.

(C)

por usar como principais critérios de classificação das despesas unidades

administrativas e elementos.

(D) por estar dissociado dos processos de planejamento e programação das ações públicas.

(E) pela alocação de recursos visar à aquisição de meios e às necessidades das

unidades organizacionais.

9) (FCC – Analista Judiciário - Administrativa – TRT 24ª – 2011) A maior

precisão na elaboração dos orçamentos e, consequentemente, melhores condições para obtenção de redução dos custos em razão de facilidade para a

identificação

orçamentária denominada Orçamento

de duplicação de funções, é uma vantagem da técnica

(A)

de Desempenho.

(B)

de Planejamento e Gestão.

(C)

Programa.

(D)

Base Zero.

(E)

por Estratégia.

10) (CESPE – Auditor de Controle Externo – TCE/ES – 2012) A principal função do orçamento, na sua forma tradicional, e o controle político; em sua forma moderna, o orçamento foca o planejamento.

11) (FCC – Analista Judiciário – Contabilidade -TRE/PR - 2012) Uma receita extraorçamentária caracteriza-se por

(A)

provocar um aumento efetivo na situação líquida patrimonial.

(B)

modificar, simultaneamente, contas do ativo circulante e do passivo não

circulante.

(C) modificar, simultaneamente, contas do ativo circulante e do ativo não

circulante.

(D)

não ser prevista em orçamento e ter que ser restituída em época própria.

(E)

provocar uma redução do superávit financeiro do exercício corrente.

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12) (FCC – Analista Judiciário – Contabilidade -TRF/2 - 2012) É um exemplo de receita extra-orçamentária:

(A) transferências correntes referentes a recursos recebidos de outros órgãos e

entidades públicas.

(B)

receita da alienação de bens imóveis de propriedade do ente público.

(C)

amortização de empréstimos concedidos pelo ente público.

(D)

receita de multa e juros de moras relativas a tributos.

(E)

depósitos e cauções recebidas pelo ente público.

13) (FCC – Analista – Contabilidade –DPE/RS - 2013) No âmbito da

contabilidade aplicada ao setor público, dentre outros, classificam-se como ingressos extraorçamentários, os valores recebidos a título de (A) rendimentos de aplicações financeiras não previstos na lei orçamentária anual.

(B)

veículos recebidos em doação.

(C)

multas e juros sobre impostos recebidos com atraso.

(D)

transferências voluntárias.

(E)

Operações de Crédito por Antecipação de Receita Orçamentária − ARO.

14) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em Propriedade Industrial – Gestão Financeira - INPI – 2013) A receita orçamentária é definida como o ingresso de recursos financeiros durante determinado exercício orçamentário, sendo um novo elemento para o patrimônio público.

15) (FCC – Técnico Judiciário – Contabilidade -TRF/2 - 2012) É uma despesa extraorçamentária:

(A)

pagamento de restos a pagar do exercício anterior.

(B)

subvenções econômicas concedidas a outras entidades.

(C)

amortização da dívida pública interna.

(D)

serviços em regime de programação especial.

(E)

participação em constituição ou aumento de capital de empresas.

16) (FCC - Técnico – Controle Interno - MPU – 2007) O tipo de orçamento cujas principais características são a decisão de alocações de recursos baseada no volume de necessidades financeiras das unidades administrativas e o controle da legalidade do cumprimento do disposto na lei orçamentária anual é o orçamento

a) tradicional.

b) base zero.

c) programa.

d) de desempenho.

e) pragmático.

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2007) Em relação ao

orçamento-programa, é correto afirmar que:

a) seu único critério de classificação de despesas são as unidades

administrativas.

b) é totalmente dissociado do processo de planejamento.

c) sua estrutura enfatiza os aspectos contábeis da gestão.

d) sua prioridade é respeitar as necessidades financeiras das unidades

orçamentárias.

e) constitui um dos instrumentos do planejamento governamental.

17) (FCC

- Técnico

Controle

Interno

-

MPU

18) (FCC – Analista Judiciário – Administrativa –TRT/9ª- 2013) Em relação ao

orçamento público, é correto afirmar que

(A) a Lei Orçamentária Anual poderá conter dispositivo que autorize a abertura

de créditos adicionais especiais e a contratação de operações de crédito.

(B) a Lei Orçamentária Anual é uma lei de iniciativa, em conjunto, dos Poderes

Executivo, Legislativo e Judiciário.

(C) os sistemas de acompanhamento e medição do trabalho, assim como dos

resultados, são inexistentes no orçamentoprograma.

(D) a Lei Orçamentária Anual compreenderá o orçamento de investimento das

empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha qualquer parcela do capital social com direito a voto.

(E) o início de programas ou projetos não incluídos na Lei Orçamentária Anual

é, constitucionalmente, proibido.

19) (CEPERJ - Analista de Planejamento e Orçamento – SEPLAG/RJ – 2012) O

orçamento base zero terá por característica:

A) ênfase nos aspectos contábeis e de controle externo da gestão

B) revisão dos gastos tradicionais de cada unidade orçamentária de forma

crítica

C) legalidade na execução do orçamento

D) avaliação periódica da integridade dos gestores públicos

E) desvinculação dos processos de planejamento e de programação financeira-

orçamentária

20) (CEPERJ - Analista de Planejamento e Orçamento – SEPLAG/RJ – 2012) No

orçamento tradicional ou clássico, as decisões orçamentárias serão tomadas:

A) a partir da consecução de objetivos, metas, diretrizes e prioridades

B) em função dos recursos existentes e das necessidades dos dirigentes das

unidades orçamentárias

C) com base em análises das alternativas possíveis e das necessidades dos

dirigentes das unidades orçamentárias

D) com base em critérios técnicos e de objetivos, metas, diretrizes e

prioridades

E) a partir das necessidades ou do poder político dos dirigentes das unidades

orçamentárias

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– Técnico Superior de Orçamento – Pref. de Pedro

Leopoldo/MG - 2006) Com o surgimento da Lei 4.320/64 e do Decreto-lei nº 200/67, após experiência positiva no âmbito estadual, foi implementada a

mais nova técnica de orçamentação utilizada até os dias de hoje. Podemos denominá-la de:

A) orçamento social

21)

(Consulplan

B) orçamento-programa

C) orçamento participativo

D) orçamento inteligente

E) N.R.A.

22) (Consulplan – Técnico Superior de Orçamento – Pref. de Pedro Leopoldo/MG - 2006) Com base no enunciado, responda:

“O orçamento-programa representa uma técnica de bastante sucesso, sendo utilizada nos dias atuais tendo em vista seus enormes benefícios ao processo de orçamento, entre os quais destacamos”:

(1) Melhor planejamento das ações que o governo pretende realizar. (2) Maior precisão na elaboração dos orçamentos e, consequentemente, mais condições para obtenção de redução dos custos em razão de facilidade para identificação de duplicação de funções.

(3) Melhor controle da execução dos programas pela facilidade de identificação dos gastos por programa.

A) Todos os benefícios estão corretos.

B) Apenas dois benefícios estão corretos.

C) Apenas um benefício está correto.

D) Todos estão errados.

E) N.R.A.

23) (Consulplan – Administrador – Pref. de Porto Alegre/RS - 2011) Segundo o

Tesouro Nacional (2011), o Orçamento Programa foi introduzido nos Estados Unidos, no final da década de 50, sob a denominação de PPBS (Planning

Programming Budgeting System). Tendo sido implantado no Brasil pelo Decreto nº 200, de 25 de fevereiro de 1967, o Orçamento Programa A) aloca os recursos públicos através do estabelecimento de um percentual único sobre as despesas realizadas em determinado período.

B) apresenta, física e financeiramente, os programas de trabalho da

administração pública, possibilitando a integração do orçamento com o sistema

de planejamento público. C) apresenta o objeto de gasto e um programa de trabalho que contém as ações desenvolvidas com dimensões do orçamento, sem vinculá-lo a um sistema de planejamento público.

D) define os resultados a serem alcançados pela administração pública através

de indicadores, que permitem a avaliação da qualidade dos serviços prestados à sociedade.

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E) demonstra as despesas e receitas públicas de forma isolada, sem relacioná-

las a um programa de trabalho ou objetivos a serem atingidos.

24) (Consulplan – Técnico Superior de Orçamento – Pref. de Pedro Leopoldo/MG - 2006) Considerando as afirmativas abaixo:

I. O orçamento autoriza o recebimento de recursos financeiros e a realização de gastos. II. Os recursos financeiros vêm junto com o orçamento. Eles vão se tornando disponíveis à medida em que os contribuintes e demais devedores do tesouro público recolhem seus tributos e outras rendas.

III. O orçamento público é um ato administrativo revestido de força legal que estabelece um conjunto de ações a serem realizadas durante um período determinado. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s):

A) I e II

B) II e III

C) III

D) I e III

E) I, II e III

25) (Consulplan – Técnico Superior de Orçamento – Pref. de Pedro Leopoldo/MG - 2006) Considerando as afirmativas abaixo, estão corretas:

I. O orçamento público terá como apoio a Lei de Diretrizes Orçamentárias.

II. O orçamento público é um ato pelo qual o Poder Jurídico autoriza o Poder Executivo, por um certo período, a realização das despesas , assim como a arrecadação das receitas. III. O orçamento público pode ser estudado sob vários aspectos: jurídico, financeiro, econômico-social e político-administrativo. Está(ão) correta(s) apenas a(s):

A) Alternativas I e II

B) Alternativas II e III

C) Apenas I

D) Alternativas I e III

E) Todas estão corretas.

26) (CEPERJ - Analista de Controle Interno – SEFAZ/RJ – 2012) O orçamento-

programa pode ser definido como sendo um plano de trabalho expresso por um conjunto de ações a realizar e pela identificação dos recursos necessários à sua execução. Com relação ao conceito, entendimento e estrutura do orçamentoprograma, a alternativa incorreta é:

A) seu processo de elaboração é técnico e baseia-se em diretrizes e

prioridades, estimativas reais de recursos e cálculo real das necessidades.

B) na sua elaboração são considerados todos os custos dos programas,

inclusive os que extrapolam um exercício financeiro.

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C) sua ênfase se situa no objeto de gasto, classificado segundo itens de despesa e unidades orçamentárias responsáveis por sua execução.

D) nele são identificados programas de trabalho, objetivos e metas,

compatibilizando-os com os planos de médio e longo prazos. E) informa, em relação a cada atividade ou projeto, quanto vai gastar, para que vai gastar e por que vai gastar.

27) (VUNESP - Consultor Técnico Legislativo – Economia - Câmara Municipal

de

São Paulo – 2007) É parte da função alocativa do Estado

(A)

aplicar alíquotas maiores de imposto aos mais ricos.

(B)

fornecer iluminação pública.

(C)

fazer investimentos para aumentar o emprego.

(D)

determinar a taxa básica de juros.

(E)

fiscalizar a evasão de impostos.

28)

(VUNESP - Contador - TJ/SP – 2008) O orçamento que enfatiza os fins em

detrimento dos meios, cuja base fundamental é o planejamento, em vez de ser

um instrumento contábil de controle apenas, constitui o orçamento:

(A)

base zero.

(B)

clássico.

(C)

tradicional.

(D)

programa.

(E)

legislativo.

29)

(VUNESP - Contador – SAAE/Sorocaba – 2006) O instrumento de aferição

e controle da autoridade e responsabilidade dos órgãos e agentes da

administração orçamentária, financeira e patrimonial, que permite avaliar a

execução dos programas de trabalho do governo, denomina-se:

(A)

Plano Plurianual.

(B)

Lei de Diretrizes Orçamentárias.

(C)

Orçamento-Programa.

(D)

Balancete Financeiro.

(E)

Balanço Patrimonial.

30) (VUNESP – Procurador – São José do Rio Preto – 2008) Assinale a alternativa correta no que diz respeito à Lei n.º 4.320/64.

(A)

Estatui normas gerais de direito financeiro.

(B)

Estatui normas específicas para elaboração e controle dos orçamentos,

exclusivamente, das pessoas jurídicas da administração direta.

(C) Estatui normas específicas para elaboração e controle de orçamentos das

pessoas jurídicas da administração direta e indireta.

(D)

Determina o tributo como receita patrimonial.

(E)

Determina o tributo como receita originária.

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31) (FCC - Analista Judiciário – Economia – TJ/PA – 2009) Analise as informações abaixo em relação ao orçamento público. I. No orçamento tradicional, a decisão da alocação dos recursos toma por base as necessidades financeiras das unidades organizacionais.

II. O principal objetivo do orçamento-programa é permitir que o Poder

Legislativo autorize e controle adequadamente a receita e o gasto público.

III. No orçamento base zero, os gestores das unidades orçamentárias somente

precisam justificar os acréscimos e os decréscimos dos gastos realizados no

exercício anterior.

IV. Uma das características do orçamento-programa é a ênfase dada aos

objetivos do planejamento governamental e as metas que se pretende alcançar com a alocação dos recursos públicos. É correto o que se afirma APENAS em

(A)

I e II.

(B)

I e IV.

(C)

II e III.

(D)

II e IV.

(E)

III e IV.

32) (FCC – Analista Judiciário - Administrativa – TRF 1ª – 2011) Com relação aos tipos de orçamentos, considere as afirmativas abaixo:

I. No orçamento de tipo tradicional há grande preocupação com a clareza dos objetivos econômicos e sociais que motivaram a elaboração da peça

orçamentária.

II. O orçamento base-zero exige a reavaliação de todos os programas cada vez

que se inicia um novo ciclo orçamentário e não apenas as das solicitações que ultrapassam o nível de gasto já existente.

III. O orçamento-programa considera os objetivos que o Governo pretende

atingir, num prazo pré-determinado.

IV. O orçamento de desempenho não pode ser considerado um orçamento-

programa, pois não incorpora o controle contábil do gasto e o detalhamento da

despesa.

V. No orçamento-programa a alocação dos recursos para unidades

orçamentárias se dá com base na proporção dos recursos gastos em exercícios

anteriores.

Está correto o que se afirma SOMENTE em:

(A)

I e IV.

(B)

I, III e IV.

(C)

II, III e V.

(D)

I, III, IV e V.

(E)

II e III.

33) (FCC – Técnico Judiciário - Administrativa – TRT 4ª – 2011) Em relação a conceito de Orçamento Público, considere as afirmativas abaixo:

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I. O Orçamento Público é uma lei formal, isto é, ela obriga o Poder Público a realizar uma despesa autorizada pelo Legislativo. II. O Orçamento Público é uma lei temporária, pois tem vigência limitada a quatro anos. III. O conceito tradicional ou clássico de Orçamento Público compreende apenas a fixação da despesa e a previsão da receita, sem nenhuma espécie de planejamento das ações do governo. IV. O Orçamento Público é uma lei especial que possui processo legislativo diferenciado e trata de matéria específica. V. O orçamento-programa é um plano de trabalho que estabelece objetivos e metas a serem implementados, bem como a previsão dos custos a ele relacionados. Estão corretas, SOMENTE:

(A)

II e IV.

(B)

I, II e IV.

(C)

III, IV e V.

(D)

I, II, III e IV.

(E)

II, III, IV e V.

34) (FCC - Analista – Administrativo orçamento base-zero:

a) ênfase no acréscimo de gastos em relação ao orçamento anterior.

b) decisões considerando

operacionais.

c) justificativa, em cada ano, de todas as atividades a serem desenvolvidas.

do

MPU

2007) É característica

financeiras

das

-

as

necessidades

unidades

d) dissociação do conceito de planejamento e alocação de recursos.

e) inexistência de mensuração dos resultados das atividades desenvolvidas.

35) (FCC - Analista – Orçamento - MPU – 2007) É característica da técnica de elaboração orçamentária denominada orçamento base zero:

a) dissociação dos processos de planejamento e programação.

b) revisão crítica dos gastos tradicionais de cada unidade orçamentária.

c) ênfase aos aspectos contábeis da gestão e controle externo dos gastos.

d) avaliação da integridade dos agentes governamentais e legalidade no

cumprimento do orçamento.

e) direitos adquiridos sobre verbas orçamentárias anteriormente outorgadas.

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