Você está na página 1de 7

As pequenas empresas

no Brasil e no mundo

As MPMEs na Economia da Inovação

Prof. Leo Moraes - 2009

Agora é que as MPMEs são


História importantes?

 Ao longo do século XX o poder econômico nas


maiores economias do planeta se caracterizou
pelo domínio das grandes empresas industriais.

 Apesar disso, na década de 70, no pior decênio


econômico americano desde a depressão dos
anos 30, a pequena empresa causou um
impacto extraordinário na transformação do
panorama econômico dos Estado Unidos,
chamando a atenção dos estudiosos da
economia(SOLOMON, 1986).

Prof. Leo Moraes - 2009


Agora é que as MPMEs são
História importantes?

 Na realidade o papel econômico das MPE’s sempre


foi importante.
 Se tomarmos a história da economia americana,
motor da história do capitalismo desde o século XIX,
compreendemos isso melhor.
 As pequenas empresas constituíram o agente
dominante no transcorrer de um longo período de
desenvolvimento econômico daquele pais no séc XIX.
 Foram as MPE’s as propulsoras da ascensão
histórica do setor de serviços que marcou uma nova
fase do capitalismo (SOLOMON, 1986).

Prof. Leo Moraes - 2009

História Mas nos anos 70...

 Na maior transformação do capitalismo desde a


revolução industrial na direção da economia da
informação, as MPE’s foram o carro chefe:
criaram milhões de empregos, geraram novas
tecnologias, detonaram um novo surto
econômico baseado nas tecnologias de
telecomunicação e informação, mudaram a
noção de tempo e espaço, causando
extraordinário impacto em todos os setores
culturais e sociais do planeta (CASTELLS,
2000).
Prof. Leo Moraes - 2009
No mundo

 Na economia americana representam, em termos de


PIB, se considerada isoladamente, o 4º do mundo.
 No Canadá as MPE’s representam 98% das empresas
e 50% do PIB. Entre 1980 e 1990, houve aumento de
20% nas MPE’s. 75% dos empregos criados foram no
setor terciário(FILION, 1996).
 O fenômeno MPE se repete, em escalas diferentes de
grandeza em praticamente todos os países: EUA,
Itália, Alemanha, Suécia, Grã-Bretanha, França; onde
as empresas são cada vez menores e os
trabalhadores autônomos cada vez mais numerosos
(FILION, 1997).

Prof. Leo Moraes - 2009

Na América Latina...

País Ano Micro Peq Média Grande Total %


Argentina 1994 814.400 69.500 7.400 5.200 896.500 99,42
Bolívia 1995 500.000 1.007 326 234 501.567 99,95
Chile 1997 432.431 78.805 10.870 4.814 526.920 99,09
Colômbia 1990 657.952 26.694 821 685.467 99,88
Costa Rica 2000 58.620 14.898 1.348 74.866 98,20
El
Salvador 1998 464.000 12.398 502 316 477.216 99,93
Guatemala 1999 135.000 29.024 9.675 2.438 176.137 98,62
México 1998 676.327 85.223 24.461 7.307 793.318 99,08
Panamá 1998 34.235 5.601 1.149 1.239 42.224 97,07
Venezuela 2000 8.701 2.313 776 11.790 93,42

Prof. Leo Moraes - 2009


No BRASIL

 No Brasil a situação não é diferente. As MPE’s são


significativas em números, têm crescido muito a
participação nas exportações e no PIB, além de ter
significativa importância na geração de empregos.
 Segundo dados da Relação Anual de Informações
Sociais - RAIS 2001, existiam no Brasil cerca de 5,6
milhões de empresas, das quais 99,27% eram micro e
pequenas
 Os primeiros resultados mostram que o setor de
Indústria responde por cerca de 18% do total de
empresas, o setor de Comércio responde por 45% e o
setor de Serviços por 37%.

Prof. Leo Moraes - 2009

No BRASIL

 Sobre exportações (FUNCEX, 2002) temos que as MPE’s


representam 63% das empresas exportadoras no período
de 1990 a 200, embora representem só 12,4% do valor
exportado (dado de 2000).

Ano

Porte 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000
Micro 20 21 22 24 26 27 28 30 40 42 34
Pequena 20 22 25 26 27 27 28 29 29 29 29
Média 24 25 25 24 24 23 22 22 21 20 20
Grande 10 10 9 9 8 9 9 9 8 7 7
Não Classif 26 22 19 17 15 14 13 10 2 2 10

Número de empresas exportadoras, segundo o porte – 1990/2000 (%)


Fonte: SECEX/MDIC, RAIS/MTE (1993, 1997, 1998, 1999 e 2000 [Preliminar]) e Cadastro do IBGE.

Prof. Leo Moraes - 2009


No BRASIL
Porte
Ano Micro Pequena Média Grande Não
Classificado
1990 10,1 7,9 19,3 51,6 11,1
1991 8,7 9,2 19,3 56,3 6,5
1992 8,1 9,3 20,3 57,6 4,7
1993 8,4 10,7 21,7 56,4 2,8
1994 8,7 11,6 22,7 55,7 1,2
1995 7,4 9,4 19,3 63 1
1996 6,9 9,1 19,1 64,3 0,6
1997 5,3 10,4 18 65,9 0,5
1998 6,5 8,7 19,1 65,6 0,1
1999 6,4 8,5 19 65,9 0,2
2000 5,4 7 18,3 68,7 0,7

Participação no valor exportado, segundo o porte das empresas – 1990/2000 (%)


Fontes: Secex/Mdic, Rais/MTE (1993, 1997, 1998, 1999 e 2000 [Preliminar]) e Cadastro do IBGE.

Prof. Leo Moraes - 2009

No BRASIL

Gráfico 2 - Distribuição do número de


trabalhadores segundo setor de atividade e o porte

100,0%
80,8%
80,0%

60,0% 48,2% 50,7% MPE


43,0%
30,5% Média
40,0% 21,3%
14,9% Grande
20,0% 4,3% 6,3%

0,0%
Indústria Comércio Serviços

FONTE: IBGE/ Cadastro Central de Empresas – 2001

Prof. Leo Moraes - 2009


Pequenas empresas, grandes
problemas
Taxa de Mortalidade por Região e Brasil – 2000 / 2002 (%)

Ano de Regiões
Constitui Sudeste Sul Nordes Norte Centro Brasil
ção te Oeste

2002 48,9 52,9 46,7 47,5 49,4 49,4


2001 56,7 60,1 53,4 51,6 54,6 56,4
2000 61,1 58,9 62,7 53,4 53,9 59,9

FONTE: IBGE/ Cadastro Central de Empresas – 2001

Prof. Leo Moraes - 2009

Pequenas empresas, grandes


problemas
Perdas econômicas causadas pela mortalidade

Custo socioeconômico advindo da taxa de mortalidade


empresarial no Brasil
Ano Empresas Perdas Desperdícios
encerradas ocupacionais econômicos
2000 275.900 924.202 R$ 6,6 bilhões
2001 276.874 705.125 R$ 6,7 bilhões
2002 219.905 684.956 R$ 6,5 bilhões
Total 772.679 2,4 milhões R$ 19,8
bilhões

FONTE: SEBRAE, 2004

Prof. Leo Moraes - 2009


Pequenas empresas, grandes
problemas
Causas da Mortalidade
Categoria Ranki Dificuldades / % de
ng razões resposta
Falhas 1º Falta de capital de 42%
Gerenciais giro
Causas 2º Falta de clientes 25%
Econ/conj
Falhas 3º Problemas 21%
Gerenciais financeiros
Polít. Públ. E 5º Falta de crédito 14%
arcabouço bancário
legal
Falhas 8% Ponto / local 8%
Gerenciais inadequado
Falhas 9º Falta de 7%
Gerenciais conhecimentos
gerenciais
FONTE: SEBRAE, 2004

Prof. Leo Moraes - 2009

Referências
 CASTELLS, MANUEL - A Era da Informação: Economia,
Sociedade e Cultura – vol. 1: A Sociedade em Rede – Editora
Paz e Terra, 3ª Edição, 2000.
 FILION, L.J. – O empreendedorismo como tema de Estudos
Superiores – Seminário A Universidade formando
Empreendedores, 1996.
 FILION, L.J. – Empreendedorismo: empreendedores e
proprietários-gerentes de pequenos negócios – Revista de
Administração da Universidade de São Paulo,1997.
 FUNCEX – Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior-
“Empresas Exportadoras Brasileiras”, 2002.
 IBGE – As Micro e Pequenas Empresas Comerciais e de serviços
no Brasil., 2001.
 SEBRAE – Relatório de pesquisa:Fatores Condicionantes e Taxa
de Mortalidade de Empresas no Brasil., julho/04.
 SOLOMON, Steven. A Grande Importância da Pequena
Empresa.Ed. Nórdica, Rio de Janeiro, 1986.

Prof. Leo Moraes - 2009