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Contabilidade Geral e Avançada para Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil - Teoria e Exercícios Professor Marcelo Seco

Vamos lá, meus caros!!!

Mais um passo pelo mundo da Contabilidade! Iniciaremos hoje o estudo das

contas, do lançamento, do patrimônio, da escrituração e de outros itens. Peço

especial atenção para o balancete de verificação, assunto muito simples e

muito visitado pelos examinadores da Esaf. Não podemos perder pontos nesse

tipo de questão.

Turma, vocês já viram duas aulas e já conhecem a estrutura do material.

Vamos perder um minuto para entender como utilizá-lo melhor.

Nosso curso vai cobrir todos os pontos do edital, em um nível adequado para

você fazer a prova de contabilidade com tranquilidade. Por óbvio, não é

possível fazer um material que aborde todos os assuntos com demasiada

profundidade. E isso se dá pela metodologia que se aplica nesse momento da

preparação.

tempo do aluno é escasso! Deve ser utilizado com o aprendizado de

informações que sejam úteis na prova e também com a resolução de

exercícios. A forma que utilizo para conduzir a aula é fruto uma técnica

O

vencedora, cujo objetivo é dar a vocês um grande número de informações a

respeito de assuntos recorrentes em provas, sem deixar de abordar, também,

os

assuntos prováveis, embora não muito badalados pelos examinadores.

Para obter o melhor resultado em sua preparação, faça o seguinte:

material deve ser impresso. Você deve ler duas vezes a parte teórica e

resolver duas vezes cada questão, em momentos distintos, é claro. E não

resolva as questões no mesmo dia em que lê a teoria, deixe-as para o dia

seguinte, ou para o próximo período da matéria, caso esteja estudando por

ciclos.

O

Nos pontos em que você tiver dúvidas e nos que considerar principais, faça

anotações. Prepare um resumo, o seu resumo, da forma que melhor lhe

aprouver, com esses pontos. Futuramente, você vai voltar a esses pontos

nebulosos. Como ainda estamos longe da prova, certamente esse resumo será

bastante utilizado. Nas duas últimas semanas, antes da prova, você vai

revisar, utilizando o resumo e vendo as questões problemáticas, duas vezes.

Uma vez em cada semana. É infalível.

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Mais uma coisa. Na hora de resolver os exercícios, não basta ficar lendo o que

eu fiz na resolução. Você tem que resolver as questões! Na mão, sem

calculadora. Pegue papel e caneta e mande ver!

Vamos em frente!

Nosso objetivo: garantir a maioria dos pontos em contabilidade na prova

objetiva. Temos que trabalhar durante as aulas com uma meta de 90% de

acertos nas questões para que, na prova, obtenhamos entre 75% e 80%.

Alunas e alunos, durante esse período de preparação, o nosso repouso será

a guerra!

“Minhas pompas são as armas, meu descanso o pelejar.” Fidalgo Dom Quixote

“Minhas pompas são as armas, meu descanso o pelejar.”

Fidalgo Dom Quixote

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1 – Patrimônio

O patrimônio de uma entidade é composto pelo conjunto de seus bens,

direitos e obrigações, como já vimos. Os bens e direitos são representados

no Ativo, que também pode ser encontrado com a denominação de capital

total. As obrigações são representadas no passivo, também chamado de

capital de terceiros e no patrimônio líquido, que doravante chamaremos de PL.

Professor, você está dizendo que o PL é uma obrigação? Sim meus caros. O

PL, embora represente o capital próprio da entidade, a sua riqueza, é, na

teoria, uma obrigação. Uma obrigação da entidade para com os sócios. Isso

ficará mais claro no decorrer do curso. Você também poderá encontrar o PL

sendo designado por outros nomes como: Situação Líquida, Capital Próprio,

Passivo não Exigível.

E como se forma o patrimônio? Ora, o patrimônio inicial de uma entidade é

formado a partir dos aportes de recursos dos sócios; recursos que são

direcionados para atividades produtivas e, no mais das vezes, terminam por

gerar resultados positivos, engordando o patrimônio.

Veremos em aulas futuras, em detalhes, a estrutura do balanço patrimonial,

ou BP, que é a demonstração contábil que representa graficamente a situação

patrimonial. Mas, para termos uma idéia melhor do que se trata, e possamos

montar a equação fundamental do patrimônio, analisemos a figura abaixo:

Balanço Patrimonial

ATIVO (A)

PASSIVO (P)

Circulante

Circulante

Não Circulante

Não Circulante

Realizável Longo Prazo

Imobilizado

Investimentos

PATRIMÔNO LÍQUIDO (PL)

Intangível

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Do lado direito, no Passivo e no PL, temos as Origens de recursos.

Do lado esquerdo, no Ativo, temos as Aplicações de recursos.

Guardem esses dois conceitos, pois além de serem eventualmente cobrados

nas provas, serão úteis em aulas futuras, no aprendizado da sistemática de

débitos e créditos.

1.1 - Equação do Patrimônio

Com base no BP da figura anterior, montamos a seguinte equação patrimonial

(origens = aplicações):

A = P + PL

A partir dessa igualdade podemos isolar os termos referentes aos elementos e

achar o valor de qualquer um deles.

A = Ativo ou Capital Total P = Passivo ou Capital de Terceiros PL =
A = Ativo ou Capital Total P = Passivo ou Capital de Terceiros PL =

A = Ativo ou Capital Total

P = Passivo ou Capital de Terceiros

PL = Patrimônio Líquido, Situação Líquida, Capital

Próprio ou Passivo Não Exigível

1.2 - Situações Patrimoniais

A > P Situação Líquida Positiva ou Superavitária PL > 0

A < P Situação Líquida Negativa ou Deficitária PL < 0

Também chamada de Passivo a Descoberto

A = P Situação Líquida Nula PL = 0

Em qualquer das três situações o PL será representado graficamente como na

figura acima: do lado direito, abaixo do Passivo. Outrora havia representações

que colocavam o PL, quando em situação negativa, do lado esquerdo, abaixo

do Ativo. Não se faz mais isso.

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1.3 - Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido;

Já sabemos, pela aula inicial, que os elementos da posição patrimonial e

financeira são os ativos, os passivos e o patrimônio líquido. Em aulas futuras

daremos exemplos de contas e de seu tratamento.

Ativos

Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos

passados e do qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a

entidade.

O benefício econômico futuro incorporado a um ativo é o seu potencial em

contribuir, direta ou indiretamente, para o fluxo de caixa ou de

equivalentes de caixa da entidade.

Transações previstas para o futuro não dão origem, hoje, a ativos. A intenção de adquirir
Transações previstas para o futuro não dão origem, hoje, a ativos. A intenção de adquirir

Transações previstas para o futuro não dão origem,

hoje, a ativos. A intenção de adquirir estoques, por

exemplo, não atende, por si só, à definição de ativo.

origem, hoje, a ativos. A intenção de adquirir estoques, por exemplo, não atende, por si só,

Passivos

Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos

passados, cuja liquidação se espera que resulte na saída de recursos da

entidade capazes de gerar benefícios econômicos;

Uma característica essencial para a existência de passivo é que a entidade

tenha uma obrigação presente, resultante de eventos passados.

Obrigações podem ser legais ou oriundas de práticas usuais do negócio, de

usos e costumes. Um exemplo de obrigação não legal é o passivo que se

registra ao fazer uma provisão para troca de produtos cujos defeitos apareçam

mesmo depois de finda a garantia.

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Obrigação presente é diferente de compromisso futuro. A intenção da entidade de adquirir ativos no
Obrigação presente é diferente de compromisso futuro. A intenção da entidade de adquirir ativos no

Obrigação presente é diferente de compromisso futuro. A intenção da entidade de adquirir ativos no futuro não dá origem, por si só, a uma obrigação presente. A obrigação surge somente quando o ativo é entregue ou contratos de aquisição são assinados.

obrigação presente. A obrigação surge somente quando o ativo é entregue ou contratos de aquisição são

Patrimônio líquido (PL)

Patrimônio Líquido é o interesse residual nos ativos da entidade depois de

deduzidos todos os seus passivos.

O PL, embora definido como algo residual, pode ter (e tem) subclassificações

no balanço patrimonial. Eis algumas delas:

Positivas

Capital Social

Reservas de Capital

Reservas de Lucros

Ajustes de Avaliação Patrimonial

Negativas (Retificadoras)

Capital a Integralizar

Ações em Tesouraria

Prejuízos Acumulados

Ajustes de Avaliação Patrimonial

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2 – Lançamentos contábeis: débito e crédito

Muito bem! Em primeiro lugar, temos que saber que a contabilidade segue

obrigatoriamente o método das partidas dobradas, ou seja, no registro

de cada fato contábil, o valor dos débitos do lançamento deve ser igual ao

valor dos créditos. Sempre!!!

O lançamento é a forma pela qual se dá o registro das informações contábeis

com vistas a cumprir os controles estabelecidos preparar as demonstrações

contábeis exigidas pela legislação.

Um lançamento simples deve conter, minimamente: data, descrição do

evento, valor, conta creditada e conta debitada. Mas os lançamentos podem

envolver mais de duas contas. Vejamos quais são os tipos (fórmulas) de

lançamentos possíveis.

Lançamento de 1ª Fórmula (1 - 1)

Envolve uma conta debitada e uma creditada.

Exemplo: Compra de um carro a vista por 100.

Carros

a Caixa

100

Lançamento de 2ª Fórmula (1 - 2 ou 1 - n)

Envolve uma conta debitada e duas ou mais creditadas.

Exemplo: Compra de um carro por 100, com 50 de entrada e 50 financiados

Carros

a

Diversos

100

Caixa

50

Financiamento

50

Lançamento de 3ª Fórmula (2 - 1 ou n - 1)

Envolve duas ou mais contas debitada e uma creditada.

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Exemplo: Tomada de empréstimo de 100, com desconto de juros de 20 no ato

da operação.

Diversos

 

Caixa

80

Juros Passivos a Transcorrer

20

a

Empréstimo

100

Lançamento de 4ª Fórmula (2 – 2 ou n - n)

Envolve duas ou mais contas debitadas e duas ou mais creditadas.

Exemplo: Compra de um trator por 100 e de adubos por 50, com 10 de

entrada e 140 financiados.

Diversos

a Diversos

Trator

Estoques

a Caixa

a Duplicatas a Pagar

100

50

10

140

Vale a pena lançar mão de um mnemônico Considere D e C, e, na ordem,
Vale a pena lançar mão de um mnemônico Considere D e C, e, na ordem,

Vale a pena lançar mão de um mnemônico

Considere D e C, e, na ordem, 11, 12, 21, 22,

correspondem às quatro fórmulas

Vale a pena lançar mão de um mnemônico Considere D e C, e, na ordem, 11,

Formas de representação do lançamento

Nos exemplos acima, utilizei uma das formas comuns de representar o

lançamento, que é a seguinte:

Conta debitada

a Conta creditada

$$$

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Vamos agora ver os mesmos exemplos representados de mais duas formas.

Uma delas é simplesmente relacionando as contas e indicando D ou C na

frente delas. As debitadas vêm antes de creditadas.

Compra de um carro a vista por 100.

D

Carros

100

C

Caixa

100

Compra de um carro por 100, com 50 de entrada e 50 financiados.

D

C

C

Carros

Caixa

Financiamento

100

50

50

Tomada de empréstimo de 100, com desconto de juros de

operação.

D

D

C

Caixa

Juros Passivos a Transcorrer

Empréstimo

80

20

100

20

no

ato da

Compra de um trator por 100 e de adubos por 50, com 10 de entrada e 140

financiados.

D

D

C

C

Trator Estoques Caixa Duplicatas a Pagar

100

50

10

140

Agora vamos ver a forma que eu considero a melhor para o aprendizado e a

fixação das informações, que é a utilização dos razonetes. O razonete é essa

estrutura abaixo, na qual os débitos são lançados do lado esquerdo e os

créditos são lançados do lado direito. No fechamento você passa uma linha e

apura o saldo.

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Gosto de trabalhar com eles, pois o fator gráfico facilita o entendimento do

lançamento.

Nome da Conta

D

C

Vamos aos exemplos de utilização do razonete:

Compra de um carro a vista por 100.

Ativo

Caixa

100

Carros

100

100
de um carro a vista por 100. Ativo Caixa 100 Carros 100 Passivo Compra de um

Passivo

Compra de um carro por 100, com 50 de entrada e 50 financiados.

Ativo

Caixa

50

Carros

100

100
50 de entrada e 50 financiados. Ativo Caixa 50 Carros 100 Passivo Financiamento 50 Prof. Marcelo
50 de entrada e 50 financiados. Ativo Caixa 50 Carros 100 Passivo Financiamento 50 Prof. Marcelo

Passivo

Financiamento

50

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Tomada de empréstimo de 100, com desconto de juros de

operação.

20

no

ato da

Ativo

Caixa

80

80
desconto de juros de operação. 20 no ato da Ativo Caixa 80 Passivo Financiamento 100 Juros
desconto de juros de operação. 20 no ato da Ativo Caixa 80 Passivo Financiamento 100 Juros

Passivo

Financiamento

100

Juros Transcorrer (Retificadora)

Passivo Financiamento 100 Juros Transcorrer (Retificadora) 20 Compra de um trator por 100 e de adubos

20

20

Compra de um trator por 100 e de adubos por 50, com 10 de entrada e 140

financiados.

Ativo

Caixa

10

10

Estoques

50

50

Trator

100

e 140 financiados. Ativo Caixa 10 Estoques 50 Trator 100 Passivo Dupl a Pagar 140 A
e 140 financiados. Ativo Caixa 10 Estoques 50 Trator 100 Passivo Dupl a Pagar 140 A
e 140 financiados. Ativo Caixa 10 Estoques 50 Trator 100 Passivo Dupl a Pagar 140 A

Passivo

Dupl a Pagar

140

A identificação do passivo e ativo é por minha conta. Você não precisa fazer

assim se não quiser, mas acho que isso ajuda a entender e facilita a

conferência dos totais dos valores lançados.

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3

- Balancete de Verificação

O

balancete de verificação é uma ferramenta utilizada para verificar se o total

de débitos está igual ao total de créditos, ou seja, se as partidas dobradas

foram obedecidas e se os lançamentos foram feitos corretamente do ponto de

vista dos valores lançados. Atenção: não se trata de uma demonstração

exigida pelas normas, e algumas bancas costumam colocá-lo nas alternativas

como se fosse.

O balancete não tem uma forma obrigatória. Mas é comum que tenha colunas

com o nome da conta, seu saldo inicial, total da movimentação lançada a

débito e a crédito, o saldo final e a indicações da natureza do saldo.

Temos o balancete inicial, que é feito no encerramento das contas de

resultado, mas antes da apuração do resultado, e o balancete final, feito após

apuração e distribuição do resultado do exercício. Quando os valores

a

referentes aos totais dos saldos credores e devedores se igualam, dizemos que

temos um balancete fechado, batido ou zerado.

Se a questão falar em balancete final de verificação fechado, podemos

entender que o valor total dos saldos credores está igual ao valor total

dos saldos devedores. Essa situação é bastante explorada em provas, e

pode facilitar a resolução da questão.

4

– Contas patrimoniais e de resultado

As contas são a representação dos elementos patrimoniais (Ativo, Passivo e

PL) e de resultado (Despesas e Receitas).

De maneira geral, as contas de ativo e despesa possuem saldo devedor

(natureza devedora) e as contas de passivo, PL e receita, possuem saldo

credor (natureza credora).

Mas não são todas que seguem essa regra. Temos uma classe de contas

chamada de retificadoras (podem ser de ativo, passivo, ou PL), que funcionam

da forma oposta, ou seja, possuem saldo e comportamento inverso ao das

contas do grupo em que se encontram.

Uma conta retificadora, via de regra, altera o saldo de sua conta mãe, a

retificada, diminuindo-o. Lembrando que não existem retificadoras para receita

e despesa.

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Saldo das Contas Normais

ATIVO

PASSIVO

Devedor

Credor

PATRIMÔNIO

LÍQUIDO

Credor

DESPESAS

RECEITAS

Devedor

Credor

Saldo das Retificadoras

RET ATIVO

RET PASSIVO

Credor

Devedor

RET PATR

LÍQUIDO

Devedor

DESPESAS

RECEITAS

Não há

Não há

Ainda a esse respeito, as contas podem ser classificadas em contas de origem

de recurso (de aonde vem o dinheiro da entidade) e contas de aplicação de

recurso (para aonde vai o dinheiro da entidade). Saber isso vai ajudá-lo na

hora em que surgir uma dúvida sobre a natureza do saldo das contas e o tipo

de lançamento. As contas de origem possuem sempre saldo credor, e as de

aplicação possuem saldo devedor.

Assim, além de dizer que o total de débitos é igual ao total de créditos,

podemos afirmar também que o total das origens é igual ao total das

aplicações de recursos.

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Origem / Aplicação - Contas Normais

ATIVO

PASSIVO

Aplicação

Origem

PATRIMÔNIO

LÍQUIDO

Origem

DESPESAS

RECEITAS

Aplicação

Origem

5 - Funções e estrutura das contas

Origem / Aplicação – Contas Retificadoras

RET ATIVO

RET PASSIVO

Origem

Aplicação

RET PATR

LÍQUIDO

Aplicação

DESPESAS

RECEITAS

Não há

Não há

Se este é o seu primeiro contato com a contabilidade, utilize uma forma

simples de entender o assunto. Pense na sua conta no banco. Saldo credor

significa que você tem dinheiro lá, não é mesmo? Um crédito na sua conta

significa que seu saldo aumentou, e um débito significa que seu saldo

diminuiu. Muito bem. A sua conta é um direito seu, logo, para você ela é um

ativo.

Então é muito fácil de estabelecer um ponto de partida: nos lançamentos

contábeis tudo isso acontece da maneira inversa. Imagine um ativo da

entidade: tudo que acontecer com ele será o contrário do que

acontecer com sua conta. E tudo que acontecer com o passivo da entidade

será igual ao que acontecer com sua conta. Essa é uma boa forma de iniciar o

entendimento da sistemática.

Em poucas palavras, a explicação por trás disso é que a sua conta faz parte da

contabilidade do banco, e, para ele (banco) a sua conta é um passivo, pois

você pôs seu dinheiro lá, e agora ele deve esse dinheiro para você. Isso se sua

conta estiver no azul

Vamos em frente!

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E como o saldo de uma conta se modifica?

A questão do débito e do crédito tem que ficar bastante clara para vocês,

principalmente para quem está iniciando o estudo em Contabilidade, e é a

seguinte:

Contas do Ativo e contas de despesa: O saldo aumenta quando lançamos

um débito e diminui quando lançamos um crédito.

Contas do Passivo, do PL e de receita: O saldo aumenta quando lançamos

um crédito e diminui quando lançamos um débito.

Então vamos analisar um caso, e vocês devem guardá-lo como exemplo. A

partir dele vocês fazem associações e matam qualquer outro lançamento.

Compra de um carro à vista por 200

Vai sair dinheiro do banco, diminuindo o valor da conta, e vai entrar um valor

correspondente no ativo, aumentando o saldo da conta carros.

Conta do ativo aumenta por débito, então:

Conta do ativo diminui por crédito, então:

Lançamento:

D

C

Carros

Banco

200

D Carros

C Banco

Voltando ao caso da sua conta no banco

Quando pensa na sua conta no banco, você acha que algo está errado nesse

lançamento, pois débito e crédito, lá na sua conta, não funcionam assim.

Ocorre que a sua conta no banco, embora possa ser encarada como um de

seus ativos, não é sua. Ela é, em termos contábeis, uma conta que representa

um passivo para o banco, uma dívida que ele tem com você, porque você

deixou lá o seu dinheiro.

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Modificando o saldo

Cada lançamento, com seus débitos e créditos, altera o saldo das contas

envolvidas, da seguinte forma (D e C correspondem a débito e crédito na

conta, respectivamente):

Comportamento do Saldo – Contas Normais

 

ATIVO

 

PASSIVO

 

D

- Diminui

D

– Aumenta

C

- Aumenta

C

- Diminui

PATRIMÔNIO

   

LÍQUIDO

D

- Diminui

C

- Aumenta

DESPESAS

RECEITAS

D

– Aumenta

D

- Diminui

C

- Diminui

C

- Aumenta

Comportamento do Saldo - Retificadoras

RET ATIVO

RET PASSIVO

 

D

– Aumenta

D - Diminui

C

- Diminui

C - Aumenta

RET PATR

LÍQUIDO

D

– Aumenta

C

- Diminui

DESPESAS

RECEITAS

Não há

Não há

Entenda o que acontece no lado esquerdo (Ativo e Despesas) e pronto. O lado

direito é o inverso. E as retificadoras têm comportamento inverso dentro do

seu grupo.

Acostume-se a falar sempre em débito e crédito, nessa ordem. Débito na

esquerda, crédito na direita, débito em cima, crédito embaixo, débito a crédito,

DC, DC, DC,

O quadro a seguir resume o que vimos de importante até aqui:

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É necessário que vocês comecem a se familiarizar com algumas das contas que

são mais pedidas em concurso, por isso vou relacioná-las. Essa é uma parte

essencial do estudo, e com o passar do tempo vai parecer muito natural.

Vamos a uma relação das contas retificadoras mais utilizadas. Em cima

aparece a conta retificada, embaixo, com sinal negativo, a retificadora.

Plano de Contas

Retificadoras do Ativo

Retificadoras do Passivo

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We PDF Watermark Remover Demo Clientes - Estoques - Investimentos - Imobilizado - acumulada Intangível -

Clientes

-

Estoques

-

Investimentos

-

Imobilizado

-

acumulada

Intangível

-

EPCLD ou PDD

Provisão para ajuste de estoques

Provisão para ajuste a valor de mercado

Depreciação acumulada ou Exaustão

Amortização acumulada

Atenção: A conta duplicatas a receber,

do ativo, tinha como retificadora a conta

duplicatas descontadas. Hoje esse

entendimento não mais vigora. Duplicatas

descontadas deixou de ser retificadora e

passou a ser uma conta do passivo.

Financiamentos

-

Empréstimos

-

Juros a transcorrer

Encargos a transcorrer

Retificadoras do PL

Capital Social

-

-

-Ações em Tesouraria

Capital a Integralizar

Prejuízos Acumulados

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Plano de Contas

Ativo

Passivo

Ações de Coligadas Ações de Outras Empresas Adiantamentos a Fornecedores Adiantamentos de Salários Ágio na Aquisição de Ações Alugueis Passivos a Vencer Aplicações Financeiras Bancos Conta Movimento

Adiantamento de Clientes Alugueis Ativos a Vencer Contas a pagar Contingência Créditos de Acionistas Créditos de Coligadas Credores Hipotecários Credores por Duplicatas Debêntures a Resgatar

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Clientes Contas a Receber Créditos de Financiamento

Débitos de Coligadas Despesas a Vencer

Despesas do Período Seguinte.

Devedores Diversos

Dinheiro em Tesouraria

Direitos de Exploração

Disponibilidades

Duplicatas a Receber

Duplicatas a Vencer

Duplicatas Emitidas

Duplicatas Protestadas

Edificações

Empréstimos a Sócios E Diretores

Empréstimos Concedidos

Equipamentos

Estoques

Fundo de Comercio

Imobilizado

Impostos A Recuperar

Intangível Investimentos IR Diferido Juros a Vencer

Juros Ativos a Receber

Juros Passivos a Vencer

Máquinas e Equipamentos

Marcas e Patentes

Matéria Prima Material de Consumo Móveis e Utensílios Notas Promissórias Aceitas

Debêntures Conversíveis em Ação Débitos de Financiamento Despesas a pagar

Dividendos a Pagar

Duplicatas a Pagar

Duplicatas Aceitas

Duplicatas Descontadas

Empréstimos Obtidos

Encargos a Transcorrer

Faturamento Antecipado

Financiamento Por Debêntures

Financiamentos

Fornecedores

Imposto a Recolher

Impostos Atrasados

Juros Ativos a Vencer

Juros Passivos a pagar

Notas Promissórias Descontadas

Notas promissórias Emitidas

Obrigações Financeiras

Obrigações Tributárias

Participações de Empregados a Pagar

Pessoal e Encargos a Pagar

Premio Pago na Emissão de Debêntures

Provisão

Provisão de Férias 13

Provisões para Contingências

Receitas a Vencer Receitas Diferidas Salários a Pagar Tributos a Pagar

Participações em Outras Empresas Receitas a Receber Seguros a Vencer Serviços a Faturar Serviços Prestados a Prazo Valores Mobiliários Veículos Vendas a Faturar

PL

Capital Social Lucros ou Prejuízos Acumulados Reservas de Lucros:

Reserva Legal Reserva de Contingências Reservas de Capital Ajustes Avaliação Patrimonial

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Plano de Contas

Despesas

Receitas

Água Esgoto

Aluguéis Ativos Alugueis Recebidos Amortizações de Deságio Comissões Ativas Descontos Obtidos Juros Ativos Juros Recebidos Receita Bruta de Vendas Receitas de Serviços Receitas de Vendas

Alugueis

Aluguéis Pagos

Alugueis Passivos

Amortização

Amortização de Ágio

CMV

Combustíveis

Comissões Passivas

Compras

Comunicação.

Contribuições Previdenciárias

 

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CPV

Créditos de Liquidação Duvidosa

CSV

Décimo Terceiro

Depreciação

Descontos Concedidos

Despesa Depreciação

Despesas Bancárias

Despesas Financeiras

Devedores Duvidosos

Encargos com Pessoal

Encargos Sociais

Energia Elétrica

Exaustão

Férias

Fretes e Carretos

Impostos

Juros Pagos

Juros Passivos

Mercadorias

Participações de Empregados

Perdas Em Investimento

Prêmio de Seguros

Pró-Labore

Salários

Seguros

Receitas Diferidas Receitas Financeiras

Receitas Operacionais

Reversão de Despesas

Reversão de Provisões

Subvenção para Custeio

Variações Cambiais Ativas

Vendas de Mercadorias

Variações Cambiais Passivas

 

7 – Apuração do resultado

A apuração é o momento no qual são encerradas as contas de resultado e

aferido o resultado econômico da entidade. É nesse processo que a mágica do

lucro (ou do prejuízo) se faz presente na contabilidade.

Estudaremos o resultado em detalhes na aula sobre a Demonstração do

Resultado do Exercício (DRE). Por hora, vamos demonstrar de forma simples o

processo da apuração.

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Suponhamos uma sociedade comercial na qual tenham ocorrido os seguintes

eventos:

Integralização parcial do capital

A empresa é constituída com um capital social de 1000, mas apenas 800 são

integralizados.

Ativo

Caixa

800

800
de 1000, mas apenas 800 são integralizados. Ativo Caixa 800 Passivo PL Capital Social 1000 Capital

Passivo

PL

apenas 800 são integralizados. Ativo Caixa 800 Passivo PL Capital Social 1000 Capital a Integralizar 200
apenas 800 são integralizados. Ativo Caixa 800 Passivo PL Capital Social 1000 Capital a Integralizar 200

Capital Social

1000

1000

Capital a Integralizar

200

200

Lembram-se das retificadoras? Pois bem. Se a empresa tem um capital social

de 1000, mas os sócios só compareceram com 800, eu tenho que lançar a

diferença em Capital a Integralizar, que é uma retificadora do PL, pois diminui

o seu valor.

Compra de instalações

A empresa resolveu comprar instalações para a sua loja por 50, pagando à

vista.

Ativo

Caixa

800

50

Instalações

50

Passivo

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Compra de estoque

A loja já está pronta, e a empresa resolveu comprar mercadorias para

revender no valor de 100. Negociou com o fornecedor e resolveu pagar a

prazo.

Ativo

Estoques

100

Pagamento de aluguel

pagar a prazo. Ativo Estoques 100 Pagamento de aluguel Passivo Duplicatas a Pagar 100 Segundo o
pagar a prazo. Ativo Estoques 100 Pagamento de aluguel Passivo Duplicatas a Pagar 100 Segundo o

Passivo

Duplicatas a Pagar

100

100

Segundo o contrato da nossa empresa, o aluguel do mês corrente deve ser

pago no dia 15 do mês seguinte. No encerramento do mês, seguindo o

princípio da competência, a empresa contabiliza a despesa incorrida

(lançamento a). Chegada a data do vencimento, o pagamento é feito em

dinheiro. (lançamento b). O valor do aluguel é 15.

Ativo

Caixa

800

15

50

(b)

Despesas

Aluguel

(a)

15

é 15. Ativo Caixa 800 15 50 (b) Despesas Aluguel (a) 15 Passivo Aluguel a Pagar
é 15. Ativo Caixa 800 15 50 (b) Despesas Aluguel (a) 15 Passivo Aluguel a Pagar

Passivo

Aluguel a Pagar

(b)

15

15

(a)

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Venda de mercadorias

É efetuada uma venda à vista de mercadorias no valor de 190. O custo dessa

mercadoria havia sido de 80. Vamos lançar a venda e a baixa nos estoques.

Ativo

Caixa

800

190

15

50

(b)

Estoques

100

80

Despesas

Ativo Caixa 800 190 15 50 (b) Estoques 100 80 Despesas CMV 80 Passivo PL Lucro
Ativo Caixa 800 190 15 50 (b) Estoques 100 80 Despesas CMV 80 Passivo PL Lucro

CMV

80

Caixa 800 190 15 50 (b) Estoques 100 80 Despesas CMV 80 Passivo PL Lucro 110
Caixa 800 190 15 50 (b) Estoques 100 80 Despesas CMV 80 Passivo PL Lucro 110
Caixa 800 190 15 50 (b) Estoques 100 80 Despesas CMV 80 Passivo PL Lucro 110
Caixa 800 190 15 50 (b) Estoques 100 80 Despesas CMV 80 Passivo PL Lucro 110

Passivo

PL

Lucro

110

110

Receitas

100 80 Despesas CMV 80 Passivo PL Lucro 110 Receitas Receita de Vendas 190 Repare que
100 80 Despesas CMV 80 Passivo PL Lucro 110 Receitas Receita de Vendas 190 Repare que
100 80 Despesas CMV 80 Passivo PL Lucro 110 Receitas Receita de Vendas 190 Repare que

Receita de Vendas

190

Repare que a diferença entre o valor recebido pela venda e o valor baixado do

estoque foi de 110. Professor, desse jeito o balanço vai fechar? De imediato

não. Mas, vejam, o balanço patrimonial deve estar fechado no dia do

encerramento. Antes disso, a diferença que possa existir entre ativo e passivo

deve estar nas receitas e despesas. Percebam que houve lucro de 110 na

operação de venda. Onde está esse lucro? Teoricamente está no resultado, na

diferença entre a receita de vendas e o custo das mercadorias vendidas (CMV,

que é uma despesa). Quando fazemos a apuração do resultado, lançamos esse

valor de 110 como lucro, aumentando imediatamente o valor do PL, e

deixando o balanço fechado, pois dessa forma o lado do ativo aumenta em 110

e o lado do passivo aumenta em 110 também.

Aqui fizemos um lançamento direto para facilitar a didática. No processo de

apuração do resultado, as contas de despesa e receita são encerradas e o valor

vai para a conta resultado, e depois para lucros ou prejuízos acumulados. A

conta lucro acumulado só existe de forma transitória, no fechamento do

exercício o lucro deve ser destinado e a conta encerrada.

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Integralização do restante do capital

Os sócios resolvem integralizar os 200 restantes do capital (lançamento c).

Ativo

Caixa

800 50 190 15 (b) (c) 200
800
50
190
15 (b)
(c) 200

Apuração do resultado

Caixa 800 50 190 15 (b) (c) 200 Apuração do resultado Passivo PL C a p

Passivo

PL

Capital Social

1000

1000

Capital a Integralizar

200

200 (c)

Nesse momento são somadas e encerradas as contas de despesa e receita, e o

resultado é apurado.

Apurando o Resultado

Despesas

 

Receitas

15

 

190

80

95

(a)

190 (b)

Resultado

95 (a)

190 (b)

95 (c)

Lucro

95 (c)

95 (c)

Vamos entender o que aconteceu?

Lançamento a: Credita e encerra a conta de despesas e passa o seu saldo para

o resultado.

Lançamento b: Debita e encerra a conta de receitas e passa o seu saldo para o

resultado.

Como as despesas foram menores do que as receitas, o resultado ficou com

saldo credor, o que indica lucro. Para encerrá-la precisaremos de um débito.

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Lançamento c: Debita e encerra o resultado, passando seu saldo para a conta

de lucros.

Destinação do resultado

No encerramento do exercício a empresa apurou um resultado positivo de 95,

e tem que destinar o lucro acumulado. Resolve aumentar o capital em 60 e

destinar 35 para reservas.

Ativo

8 - Destinação do resultado

35 para reservas. Ativo 8 - Destinação do resultado Passivo PL Lucro 35 95 60 Capital
35 para reservas. Ativo 8 - Destinação do resultado Passivo PL Lucro 35 95 60 Capital

Passivo

PL

Lucro

35

95

60

Capital Social

1000 60
1000 60

1000

60

Reservas

35

35

A

ele pode existir nos balancetes intermediários, durante o exercício. Se em uma

questão você se deparar com um balanço, ou com uma relação de contas de

conta de lucros acumulados não pode existir no balanço. Como já dissemos,

um exercício encerrado, em que exista a conta “Lucros ou prejuízos

acumulados”, trate-a como prejuízo, pois lucro não pode estar ali.

Os lucros eventualmente não destinados deverão ser distribuídos como dividendos aos acionistas.
Os lucros eventualmente não destinados deverão ser distribuídos como dividendos aos acionistas.

Os lucros eventualmente não destinados deverão ser distribuídos como dividendos aos acionistas.

Os lucros eventualmente não destinados deverão ser distribuídos como dividendos aos acionistas.

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6404 - Art. 202

§ 6o Os lucros não destinados nos termos dos arts. 193 a 197 deverão ser

distribuídos como dividendos.

Mas o que deve ser feito com o lucro, além de pagar dividendos?

A combinação dos comandos da 6404 nos diz que os lucros podem ter a

seguinte destinação:

Absorção de prejuízos

Reservas de Lucros

Aumento de Capital

Distribuição de Dividendos

A absorção de prejuízos é obrigatória e precede qualquer outra destinação.
A absorção de prejuízos é obrigatória e precede qualquer outra destinação.

A absorção de prejuízos é obrigatória e precede

qualquer outra destinação.

A absorção de prejuízos é obrigatória e precede qualquer outra destinação.

6404

participação, os prejuízos acumulados e a provisão para o Imposto sobre a

Renda.

O

acumulados, pelas reservas de lucros e pela reserva legal, nessa ordem.

prejuízo do exercício será obrigatoriamente absorvido pelos lucros

- Art. 189 - Do resultado do exercício serão deduzidos, antes de qualquer

Não se preocupem agora com a questão das reservas e dos dividendos, pois

serão tratados em aulas futuras.

9 - Escrituração

A escrituração contábil segue normas dispersas em vários dispositivos. Vamos

dar uma passada pelos principais.

6404

Art. 177. A escrituração da companhia será mantida em registros

permanentes, com obediência aos preceitos da legislação comercial e desta

Lei e aos princípios de contabilidade geralmente aceitos, devendo observar

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métodos ou critérios contábeis uniformes no tempo e registrar as mutações

patrimoniais segundo o regime de competência.

As demonstrações financeiras do exercício em que houver modificação de

métodos ou critérios contábeis, de efeitos relevantes, deverão indicá-la em

nota e ressaltar esses efeitos.

A companhia observará exclusivamente em livros ou registros auxiliares,

sem qualquer modificação da escrituração mercantil e das demonstrações

reguladas nesta Lei, as disposições da lei tributária, ou de legislação

especial sobre a atividade que constitui seu objeto, que prescrevam,

conduzam ou incentivem a utilização de métodos ou critérios contábeis

diferentes ou determinem registros, lançamentos ou ajustes ou a elaboração

de outras demonstrações financeiras.

As demonstrações financeiras das companhias abertas observarão, ainda, as

normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários e serão

obrigatoriamente submetidas a auditoria por auditores independentes nela

registrados.

As demonstrações financeiras serão assinadas pelos administradores e por

contabilistas legalmente habilitados.

As normas expedidas pela CVM deverão ser elaboradas em consonância com

os padrões internacionais de contabilidade adotados nos principais

mercados de valores mobiliários.

As companhias fechadas poderão optar por observar as normas sobre

demonstrações financeiras expedidas pela CVM para as companhias abertas.

Código civil

O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de

contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus

livros, em correspondência com a documentação respectiva, e a levantar

anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico.

São exceção a essa determinação:

empresário rural

empresário de pequeno porte

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Os optantes pelo Simples Nacional poderão, opcionalmente, adotar

contabilidade simplificada para os registros e controles das suas operações.

Caso o façam terão obrigatoriamente que manter o livro caixa com toda a

escrituração financeira, incluindo movimento em bancos.

Livros Obrigatórios

caixa (para Simples Nacional e lucro presumido)

diário (exigido pelo código civil)

lalur (legislação do IR)

registros de ações

razão

outros exigidos pela administração tributária

Livro Diário – registra todos os eventos

obrigatório

principal (completo)

cronológico

pode ser substituído por escrituração mecanizada (fichas) ou eletrônica

No diário serão lançadas, com individuação, clareza e caracterização do

documento respectivo, dia a dia, por escrita direta ou reprodução, todas as

operações relativas ao exercício da empresa.

Admite-se a escrituração resumida do diário, com totais que não excedam

o período de trinta dias, relativamente a contas cujas operações sejam

numerosas ou realizadas fora da sede do estabelecimento, desde que

utilizados livros auxiliares regularmente autenticados, para registro

individualizado, e conservados os documentos que permitam a sua perfeita

verificação.

O BP e a DRE serão lançados no diário.

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Livro razão – registra todas as contas

Facultativo pelo código civil

Obrigatório pela legislação do IR para Lucro Real e pelo CFC

Principal – registra todos os fatos contábeis

Sistemático – separação por conta e data

Dipensado de registros e autenticações nos órgãos competentes

Todas as contas do lançamento são discriminadas

Livro Caixa

Facultativo, exceto para optantes pelo Simples Nacional ou pelo Lucro

Presumido que não queiram manter escrituração específica para o IR.

Deverá conter toda a movimentação financeira, inclusive bancária.

9.1 - Características da escrituração

Formalidades intrínsecas (escrita):

em idioma e em moeda corrente nacionais;

em forma contábil;

em ordem cronológica de dia, mês e ano;

com ausência de espaços em branco, entrelinhas, borrões, rasuras ou

emendas; e

com base em documentos de origem externa ou interna ou, na sua falta,

em elementos que comprovem ou evidenciem fatos contábeis.

Formalidades extrínsecas (apresentação):

Os livros contábeis obrigatórios, entre eles o livro diário e o livro razão, em

forma não digital, devem revestir-se de formalidades extrínsecas, tais como:

serem encadernados;

terem suas folhas numeradas sequencialmente;

conterem termo de abertura e de encerramento assinados pelo titular ou

representante legal da entidade e pelo profissional da contabilidade

regularmente habilitado no conselho regional de contabilidade.

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Os livros contábeis obrigatórios, entre eles o livro diário e o livro razão, em

forma digital, devem revestir-se de formalidades extrínsecas, tais como:

serem assinados digitalmente pela entidade e pelo profissional da

contabilidade regularmente habilitado;

serem autenticados no registro público competente.

Vamos esclarecer uma contradição no que diz respeito ao Livro Razão!

A legislação do IR dispensa qualquer tipo de autenticação para o Lalur

e o Razão.

Porém, temos que atentar para os dispositivos do código civil e da

resolução 1330 do CFC. Vamos vê-los:

Código Civil - Art. 1181. Salvo disposição especial de lei, os livros

obrigatórios e, se for o caso, as fichas, antes de postos em uso, devem ser

autenticados no Registro Público de Empresas Mercantis.

Logo, como o IR dispensou, Lalur e Razão, embora obrigatórios, fogem da

obrigatoriedade da autenticação.

Ocorre que o CFC, na resolução 1330/2011, que trata da escrituração, traz

uma informação diferente:

Os livros contábeis obrigatórios, entre eles o Livro Diário e o Livro Razão, em

forma não digital, devem revestir-se de formalidades extrínsecas, tais como:

serem encadernados;

terem suas folhas numeradas sequencialmente;

conterem termo de abertura e de encerramento assinados pelo titular ou

representante legal da entidade e pelo profissional da contabilidade

regularmente habilitado no Conselho Regional de Contabilidade.

Os livros contábeis obrigatórios, entre eles o Livro Diário e o Livro Razão, em

forma digital, devem revestir-se de formalidades extrínsecas, tais como:

serem assinados digitalmente pela entidade e pelo profissional da

contabilidade regularmente habilitado;

serem autenticados no registro público competente.

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Em caso de escrituração contábil em forma digital, não há necessidade de

impressão e encadernação em forma de livro, porém o arquivo magnético

autenticado pelo registro público competente deve ser mantido pela

entidade.

Logo, segundo entendimento do CFC, o razão, quando em formato digital,

deve, sim, ser autenticado.

Levemos as duas informações para a prova e, caso haja tal questão, veremos

na hora o que está sendo pedido.

9.2 - Erros e correções da escrituração

Erros comuns

Valor - Lançamento de valor errado

Título – Utilização da conta errada

Inversão – Troca da natureza do lançamento. Débito onde era crédito e

vice versa.

Duplicidade – Lançar duas vezes a mesma coisa.

Omissão – Falta do lançamento.

Histórico – Registro incorreto do histórico.

Formas de correção

Estorno – anulação do lançamento errado por intermédio de um

lançamento invertido.

Complementação – Novo lançamento para complementar o que foi

lançado a menor (complementação positiva) ou a maior

(complementação negativa ou estorno parcial).

Transferência – Quando se erra a conta, faz-se um novo lançamento

transferindo o valor para a conta correta.

Ressalva – correção de erro de histórico.

Muito bem!

Por hoje, basta de teoria. Vamos treinar!

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Exercícios Resolvidos

1 – Esaf 2013 MF Contador - Considerando que a movimentação contábil

sempre ocorre em forma de equação, para que as origens de recursos sejam iguais à sua aplicação, organize os seguintes elementos segundo os critérios de débito e crédito. Aumentos de ativo R$ 1.000,00 Aumentos de passivo R$ 1.200,00 Bens existentes R$ 2.000,00 Consumos realizados R$ 700,00 Direitos a receber R$ 1.500,00 Ganhos e rendas obtidos R$ 950,00

Obrigações a pagar R$ 2.150,00

Reduções de ativo R$ 450,00

Reduções de passivo R$ 800,00

Situação Líquida anterior R$ 1.350,00

Considerando que todo o movimento contábil dessa entidade está expresso na

relação acima, pode-se dizer que o item que a completará será

a) débito no valor de R$ 100,00.

b) crédito no valor de R$ 100,00.

c) débito no valor de R$ 50,00.

d) crédito no valor de R$ 50,00.

e) redução de caixa no valor de R$ 50,00.

Quando o examinador diz que devemos considerar que aplicações são iguais às

origens, nada mais quer dizer do que: os lançamentos a débito devem ser

iguais aos lançamentos a crédito, ou os saldos devedores devem ser iguais aos

saldos credores, ou, ainda, que devemos observar o método das partidas

dobradas.

Então, nesse tipo de questão, devemos classificar os saldos, ou os

lançamentos e ver qual o valor que está faltando para igualar débito e crédito.

Vamos lá!

D

Reduções de passivo

R$ 800,00

D

Direitos a receber

R$ 1.500,00

D

Consumos realizados

R$ 700,00

D

Bens existentes

R$ 2.000,00

D

Aumentos de ativo

R$ 1.000,00

C

Situação Líquida anterior

R$ 1.350,00

C

Reduções de ativo

R$ 450,00

C

Obrigações a pagar

R$ 2.150,00

C

Ganhos e rendas obtidos

R$ 950,00

C

Aumentos de passivo

R$ 1.200,00

Somando temos:

6000

de Débito

6100

de Crédito

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Para fechar os lançamentos, precisamos de um débito de 100,00.

Gaba: A

2 – Esaf 2013 MF Contador - Na data de encerramento do exercício social, a

empresa

constantes do seu livro Razão:

Contas Capital Social Receitas de Vendas Duplicatas a Receber Duplicatas a Pagar Clientes

relação de contas e saldos

ABN

S.A.

apresentou

a

seguinte

Saldos

18.000,00

16.500,00

14.000,00

13.000,00

12.000,00

11.000,00

10.000,00

9.000,00

8.500,00

6.800,00

6.300,00

6.000,00

5.000,00

4.300,00

4.200,00

3.500,00

3.200,00

2.900,00

2.500,00

2.100,00

1.800,00

1.500,00

1.500,00

1.100,00

Fornecedores

Móveis e Utensílios

Veículos

Bancos c/Movimento

Custo das Vendas

Reserva Legal

Empréstimos Obtidos

Mercadorias

Ações de Coligadas

Salários e Ordenados

Provisão p/Férias

Descontos Concedidos

Depreciação Acumulada

Aluguéis Ativos Depreciação

Capital a Realizar

Juros Ativos

Caixa

Provisão p/Devedores Duvidosos

Provisão p/IR

1.000,00

Devedores Duvidosos

900,00

Ao mandar elaborar um balancete geral de verificação a partir dos saldos

acima, a empresa encontrará saldos devedores no valor de

a) R$ 83.300,00.

b) R$ 81.500,00.

c) R$ 80.400,00.

d) R$ 79.300,00.

e) R$ 77.500,00.

Essa questão é semelhante à anterior, pois vimos que a função do balancete de verificação é garantir que o valor total dos débitos seja igual ao valor total dos créditos. Em um balancete fechado, o saldo deve ser zero. Vamos classificar os saldos e, para que possam ir fixando, veremos também a que grupo pertence cada conta (nem pensem em fazer isso na prova):

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D

D

D

D

D

D

D

D

D

D

D

D

D Ativo - Bancos c/Movimento

D Ativo - Ações de Coligadas

C PL - Reserva Legal

C Receita - Receitas de Vendas

C Passivo - Provisão p/IR

C Passivo - Provisão p/ Férias

C Ret Ativo - Provisão p/ Devedores Duvidosos

C Receita - Juros Ativos

C Passivo - Fornecedores

C Passivo - Empréstimos Obtidos

C Passivo - Duplicatas a Pagar

C Ret ativo - Depreciação Acumulada

C PL - Capital Social

C Receita - Aluguéis Ativos

Ativo - Veículos

9.000,00

Despesa - Salários e Ordenados

4.200,00

Ativo - Móveis e Utensílios

10.000,00

Ativo - Mercadorias

5.000,00

Despesa - Duplicatas a Receber

14.000,00

Despesa - Devedores Duvidosos

900,00

Despesa - Descontos Concedidos

3.200,00

Despesa - Depreciação

2.100,00

Despesa - Custo das Vendas

6.800,00

Ativo - Clientes

12.000,00

Ret Passivo - Capital a Realizar

1.800,00

Ativo - Caixa

1.500,00

8.500,00

4.300,00

6.300,00

16.500,00

1.000,00

3.500,00

1.100,00

1.500,00

11.000,00

6.000,00

13.000,00

2.900,00

18.000,00

2.500,00

Somando, vemos que temos 83300 em créditos e 83300 em débitos.

Neste caso, o balancete está fechado, ou seja, débitos iguais a créditos. Na

maioria das vezes, quando se fala em balancete elaborado no encerramento do

exercício, ele aparece fechado.

Poder-se-ia resolver esta questão somando todos os saldos e dividindo por 2, e

chegaríamos ao resultado sem ter que classificar as contas. Contudo, não se pode confiar que o balancete está fechado, a não ser que o enunciado diga isso expressamente. Esse é um artifício a ser utilizado apenas em situações de emergência, numa tentativa de salvar a questão.

Gaba: A

3 – Esaf 2012 MDIC - Em relação ao patrimônio, objeto da contabilidade, é correto afirmar que

a) o ativo patrimonial é composto dos bens, direitos e obrigações de uma

pessoa física ou jurídica.

b) o patrimônio líquido pode ser entendido como sendo a diferença entre o

valor do ativo e o valor do passivo de um patrimônio. c) se calcularmos os direitos reais e os direitos pessoais pertencentes a uma entidade, estaremos calculando o ativo patrimonial dessa entidade.

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d) o capital social de um empreendimento comercial é o montante de recursos aplicados em seu patrimônio. e) o montante dos bens e dos direitos de uma pessoa física ou jurídica tem o mesmo valor de seu passivo real.

Letra A, errada. O ativo só possui bens e direitos. As obrigações estão no passivo. Letra B, errada, segundo a Esaf. Pessoal, houve muita discussão a respeito dessa alternativa. Eu também a considero correta, e mais do que isso, um abuso da banca. Foram muitos recursos, mas a Esaf não cedeu. Enfim, são gracinhas que o examinador insere na questão, em desrespeito total ao candidato. Todo mundo sabe que o PL é a diferença entre o valor do ativo e o

valor do passivo (considerando somente o passivo exigível, nesse caso). Pois

bem, o examinador apegou-se ao caso do PL negativo, ou situação líquida

negativa, na qual, segundo ele, não existiria PL.

Não vamos ficar discutindo, vejamos a resposta da banca aos recursos. Segue

a pérola, lembrando que é de domínio público:

“Os candidatos recorrem deste enunciado alegando que há duas alternativas de resposta

corretas: a de letra c que está inquestionavelmente correta, e a de letra b que, segundo

entendem, também responderia ao quesito.

Na verdade a frase b “o patrimônio líquido pode ser entendido como sendo a diferença entre o

valor do ativo e o valor do passivo de um patrimônio”, só é verdadeira quando o patrimônio

líquido for positivo, maior que zero.

Se o valor do ativo for igual ao valor do passivo, não haverá patrimônio líquido. Da mesma

forma, se o valor do ativo for menor que o valor do passivo, não haverá patrimônio líquido.

o

descoberto, para representar a situação deficitária da entidade.

Alguns recorrentes se estendem em argumentar com explicações expressas em normas, tais

como “a) Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e

do qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a entidade; b) passivo é uma

obrigação presente da entidade, derivada de eventos passados, cuja liquidação se espera que

resulte na saída de recursos da entidade capazes de gerar benefícios econômicos; c)

patrimônio líquido é o interesses residual nos ativos da entidade depois de deduzidos todos os

seus passivos. Mas esquecem que esse interesse residual só existe se for maior que zero. Se ele for zero, ou

se for negativo, se o ativo não superar o passivo, esse interesse residual não existirá, pois não

haverá Patrimônio Líquido. Isso é da essência da chamada Estática Patrimonial. Por estas razões entendo que não procedem os argumentos apresentados e mantenho a questão como foi formulada.”

patrimônio líquido estará valendo menos que zero e deverá ser chamado de passivo a

Muito bem, concordaria, até, com a justificativa de que, em caso de situação líquida negativa, não existe PL (na verdade ele existe sim, só que seu valor somado ao ativo, não cobre o passivo). Porém, se a questão estava ruim, o parecer ficou ainda pior. Quem o redigiu ignorou que a alternativa fala em “pode ser entendido”, e ele mesmo diz que a frase é verdadeira quando o PL for positivo, logo, a alternativa se torna verdadeira nessa situação, ou seja “pode” acontecer. Lamentável.

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5 – Esaf 2012 MDIC - O lançamento de terceira fórmula é chamado de

lançamento composto porque é formado de:

a) duas contas devedoras e duas contas credoras.

b) duas contas devedoras e uma conta credora.

c) uma conta devedora e duas ou mais contas credoras.

d) duas ou mais contas devedoras e duas ou mais contas credoras.

e) duas ou mais contas devedoras e uma conta credora.

Lançamento de 3ª Fórmula (2 - 1 ou n - 1)

Envolve duas ou mais contas debitada e uma creditada.

Gaba: E

11

12 21

22

– Esaf 2012 MDIC - O lançamento contábil apropriado para registrar o

pagamento de duplicatas no valor de R$ 2.800,00, com descontos de 15%, é o

que segue abaixo:

a)

6

Diversos

a Caixa

Duplicatas a Pagar 2.380,00

Descontos Ativos 420,00 2.800,00

Caixa

a Diversos

a Duplicatas a Pagar 2.380,00

a Descontos Ativos 420,00 2.800,00

Diversos

a

Caixa 2.380,00

Descontos Passivos 420,00 2.800,00

Duplicatas a Pagar

a Diversos

a Caixa 2.380,00

a Descontos Ativos 420,00 2.800,00

Duplicatas a Pagar

a Diversos

a Caixa 2.380,00

a Descontos Passivos 420,00 2.800,00

b)

c)

Duplicatas a Pagar

d)

e)

A entidade vai pagar uma dívida e obteve um desconto. Esse desconto deve ser contabilizado como receita. Além disso, damos baixa em contas a pagar e retiramos dinheiro do caixa. Vamos ver como fica o lançamento. Valor da duplicata 2800

15%

420

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Lançamento

D

Duplicatas a pagar

2800

C

Caixa

2380

C

Receita com Descontos Ativos

420

Desconto ativo é um desconto que a entidade obteve a seu favor. Desconto passivo é um desconto que a entidade concedeu.

Esse lançamento também pode ser escrito na forma mostrada na letra D.

Gaba: D

7 – Esaf 2012 MDIC - Observe as seguintes sugestões de lançamento e

assinale a opção incorreta.

a) Compras

a Diversos

a Caixa

a Fornecedores

Neste lançamento está sendo contabilizada uma operação de compra de

mercadorias a prazo com entrada, sem impostos.

b) Diversos

a Caixa

Fornecedores

Juros

Neste lançamento está sendo contabilizado um pagamento de dívidas com

juros.

c) Diversos

a Vendas

Clientes

Impostos a Recuperar

Neste lançamento está sendo contabilizada uma venda a prazo com ICMS.

d) Fornecedores

a Diversos

a Caixa

a Descontos

Neste lançamento está sendo contabilizado um pagamento de dívidas com descontos.

e) Caixa

a Diversos

a Clientes

a Juros

Neste lançamento está sendo contabilizado um recebimento de créditos com juros.

Vou escrever os lançamentos de outra maneira para fixarmos como funciona essa forma explorada pela Esaf.

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a)

- Compra de mercadorias a prazo por 100, com entrada de 20, sem imposto

D

Compras (Estoque)

100

C

Caixa

20

C

Fornecedores

80

b)

- Pagamento de dívida de 100, com juros de 30

D

Fornecedores 100

D

Despesas de juros

30

C

Caixa

130

c)

- Venda a prazo de 100, com ICMS de 25

Esse é o lançamento errado.

Vamos ver o que a alternativa mostra:

D Clientes

D

C

Imposto a Recuperar

Receita de vendas

Os lançamentos corretos para esse caso seriam:

Pela Venda:

D

C Receita de vendas

Clientes (Contas a receber)

100

Pelo registro do imposto:

D

C ICMS a pagar

Despesas ICMS

25

d)

D Fornecedores

C Caixa

C Descontos (receita)

- Pagamento de dívida de 200 com desconto de 50

200

150

50

e)

D

C

C

– Recebimento de créditos de 100 com juros.de 30

Caixa

130

Clientes

100

Juros (receita)

30

Gaba: C

8 – Esaf 2012 MDIC - Estes são alguns títulos contábeis constantes no plano de contas da empresa. Com base neles indique a opção incorreta.

Mercadorias

Imóveis em Construção Capital a Realizar Receita de Vendas

Custo das Mercadorias Vendidas

Fornecedores

Impostos a Recolher

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Impostos Juros Ativos Juros Passivos Juros Ativos a Vencer Juros Passivos a Vencer Juros a Pagar Juros a Receber

Entre os títulos listados acima, podemos identificar:

a) quatro contas componentes do ativo patrimonial.

b) cinco contas componentes da situação líquida patrimonial.

c) seis contas de origem de recursos.

d) seis contas de saldo credor.

e) oito contas de saldo devedor.

Vamos classificar as contas quanto ao saldo (D ou C), origem e aplicação (Or

ou Ap) e grupo de elementos (A, P, PL Rec, Desp).

1 D

2 D

3 D

4 C

5 D

6 C

7 C

8 D

9

10 D

11 C

12 D

13 C

C

14 D

Ap

Ap

Ap

Or

Ap

Or

Or

Ap

Or

Ap

Or

Ap

Or

Ap

A

A

PL

Rec

Desp

P

P

Desp

Rec

Desp

P

A

P

A

Mercadorias

Imóveis em Construção

Capital a Realizar

Receita de Vendas

Custo das Mercadorias Vendidas

Fornecedores

Impostos a Recolher

Impostos

Juros Ativos

Juros Passivos

Juros Ativos a Vencer (receita antecipada)

Juros Passivos a Vencer (despesa antecipada)

Juros a Pagar

Juros a Receber

Letra A, correta. Itens 1, 2, 12 e 14. Letra B, errada. Apenas o item 3 é do PL. Letra C, correta. Itens 4,6,7,9,11 e 13. Letra D, correta. Itens 4,6,7,9,11 e 13 Letre E, correta. Itens 1,2,3,5,8,10,12,14

Gaba: B

9 – Esaf 2012 MDIC - O lançamento contábil apropriado para registrar o recebimento de notas promissórias no valor de R$ 400,00 com descontos de 8% é o que segue abaixo:

a) Diversos a Títulos a Receber Caixa 368,00 Descontos Passivos 32,00 400,00

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b)

c)

Caixa

a Diversos

a Títulos a Receber 368,00

a Descontos Ativos 32,00 400,00

Diversos

a Caixa

Títulos a Receber 368,00

d)

e)

Descontos Passivos 32,00 400,00

Caixa

a Diversos

a Títulos a Receber 400,00

a Descontos Ativos 32,00 432,00

Diversos

a Caixa

Títulos a Receber 400,00

Descontos Passivos 32,00 432,00

Notas promissórias são títulos que representam obrigação para o emitente e

direito para o credor. No caso da questão, a entidade é a credora dos títulos e

vai receber concedendo um desconto que, para ela, representa uma despesa

financeira.

Lançamento.

D Caixa

D Descontos passivos (despesa)

C

368

32

Títulos a receber (Notas Promissórias) 400

Esse é o lançamento que está representado na letra A.

Gaba: A

10 – Esaf 2012 ATRFB - A firma Equacionada S.A. apurou o seu patrimônio em 2011, computando os saldos iniciais e a movimentação do exercício. Disto resultaram os valores abaixo listados:

Bens R$ 200.000,00 Direitos R$ 150.000,00 Obrigações R$ 215.000,00 Situação Líquida R$ 135.000,00 Aumentos de ativo R$ 100.000,00 Aumentos de passivo R$ 120.000,00 Reduções de ativo R$ 45.000,00 Reduções de passivo R$ 80.000,00 Obtenção de ganhos e rendas R$ 95.000,00 Realização de consumos R$ 70.000,00 Considerando que todo o movimento contábil dessa entidade está expresso na equação acima, pode-se dizer que o item que a completa será um aumento de:

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a) Aplicação no valor de R$ 10.000,00.

b) Origem no valor de R$ 10.000,00.

c) Aplicação no valor de R$ 5.000,00.

d) Origem no valor de R$ 5.000,00.

e) Redução de origens no valor de R$ 5.000,00.

Questão semelhante à primeira que resolvemos hoje. Débitos = Créditos, Aplicações = Origens. Partidas Dobradas. Vamos classificar:

D

D

D

D

D

C

C

C

C

C

Ap Reduções de passivo R$ 80.000,00

Ap Realização de consumos R$ 70.000,00 - Despesa

Ap Direitos R$ 150.000,00

Ap Bens R$ 200.000,00

Ap Aumentos de ativo R$ 100.000,00

Or Situação Líquida R$ 135.000,00 - PL

Or Reduções de ativo R$ 45.000,00

Or Obtenção de ganhos e rendas R$ 95.000,00 - Receita

Or Obrigações R$ 215.000,00

Or Aumentos de passivo R$ 120.000,00

Aplicações: 600 000

Origens: 610 000

Para fecharmos, falta um aumento em aplicações de 10000, ou seja, um

débito.

Gaba: A

11 – Esaf 2012 ATRFB - A companhia Metalgrosso S.A. apresenta como

extrato de seu Livro Razão, em 31.12.2011, a seguinte relação de contas e

respectivos saldos:

Contas saldos

01 - Ações de Coligadas 60

02 - Ações em Tesouraria 10

03 - Aluguéis Passivos 32

04 - Amortização Acumulada 25

05 - Bancos c/ Movimento 100

06 - Caixa 80

07 - Capital a Realizar 45

08 - Capital Social 335

09 - Clientes 120

10 - Comissões Ativas 46

11 - Custo das Vendas 200

12 - Depreciação 28

13 - Depreciação Acumulada 45

14 - Descontos Concedidos 18

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15 - Descontos Obtidos 17

16 - Despesas de Organização 90

17 - Duplicatas a Receber 85

18 - Duplicatas a Pagar 115

19 - Duplicatas Descontadas 35

20 - Fornecedores 195

21 - Máquinas e Equipamentos 130

22 - Mercadorias 145

23 - Móveis e Utensílios 40

24 - Obrigações Trabalhistas 18

25 - Prêmio de Seguros 40

26 - Prejuízos Acumulados 12

27 - Provisão para Devedores Duvidosos 30

28 - Provisão para Imposto de Renda 22

29 - Receitas de Vendas 350

30 - Reservas de Capital 65

31 - Reservas de Lucro 125

32 - Salários e Ordenados 60

33 - Seguros a Vencer 28

34 - Títulos a Pagar 20

35 - Veículos 180

Elaborando um balancete de verificação com os saldos acima, certamente

encontraremos saldos credores no montante de

a) R$ 1.065,00.

b) R$ 1.308,00.

c) R$ 1.338,00.

d) R$ 1.373,00.

e) R$ 1.443,00.

Vamos ver o saldo do balancete, classificando os saldos das contas e, para que

possam ir fixando, veremos também a que grupo pertence cada uma delas:

D

Ret PL - Prejuízos Acumulados

12

D

Ret PL - Capital a Realizar

45

D

Ret PL - Ações em Tesouraria

10

D

Despesa - Salários e Ordenados

60

D

Despesa - Prêmio de Seguros

40

D

Despesa - Despesas de Organização

90

D

Despesa - Descontos Concedidos

18

D

Despesa - Depreciação

28

D

Despesa - Custo das Vendas

200

D

Despesa - Aluguéis Passivos

32

D

Ativo - Veículos

180

D

Ativo - Seguros a Vencer

28 despesa antecipada

D

Ativo - Móveis e Utensílios

40

D

Ativo - Mercadorias

145

D

Ativo - Máquinas e Equipamentos

130

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D

Ativo - Duplicatas a Receber

85

D

Ativo - Clientes

120

D

Ativo - Caixa

80

D

Ativo - Bancos c/ Movimento

100

D

Ativo - Ações de Coligadas

60

C

Ret Ativo - Provisão para Devedores Duvidosos

30

C

Ret Ativo - Depreciação Acumulada

45

C

Ret Ativo - Amortização Acumulada

25

C

Receita - Receitas de Vendas

350

C

Receita - Descontos Obtidos

17

C

Receita - Comissões Ativas

46

C

PL - Reservas de Lucro

125

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C

C PL - Capital Social

C Passivo - Títulos a Pagar

C Passivo - Provisão para Imposto de Renda

C Passivo - Fornecedores

C Passivo - Duplicatas Descontadas

C Passivo - Duplicatas a Pagar

C Passivo - Obrigações Trabalhistas

PL - Reservas de Capital

65

335

20

22

195

35

115

18 (a pagar)

Muito bem. Para que a questão seja resolvida a contento, a conta Obrigações

Trabalhistas tem que ser considerada uma conta a pagar e classificada no

passivo. Nada nos garante que ela não é uma conta de Despesa (no caso já

teria sido paga). A única certeza que temos é de que as outras contas que

classificamos como credoras, são credoras sem nenhuma dúvida, e a soma

delas já chega a 1425. Esse valor não existe entre as alternativas, mas existe

somente um maior do que ele, que é o valor de 1443. Você poderia marcá-lo

de cara, ou procurar uma conta problemática com o valor de 18. Ao fazer isso

encontraria a conta de Obrigações Trabalhistas, que, pelo nome ambíguo, pode

ser um passivo, mas também poderia ser uma despesa. No caso vimos que é

 

passivo.

Atente para o fato que nesse caso não adiantaria somar tudo e dividir por dois.

Gaba: E

12 – Esaf 2012 AFRFB - O balancete de verificação evidencia

a) os estornos efetuados no período.

b) a configuração e classificação correta dos itens contábeis.

c) a igualdade matemática dos lançamentos efetuados no período.

d) o registro dos movimentos individuais das contas contábeis no período.

e) os lançamentos do período, quando efetuados de forma co