Boletim de D.

António Barroso

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III Série  .  Ano V  .  N.º 14  .  Abril / Setembro de 2015

D. ANTÓNIO BARROSO, "fundador"
do pontifício colégio português em roma
Por A. G. A.

o acolhimento fraterno do Reitor e do
Vice-Reitor do Colégio Português onde
Quando, no passado mês de Março, o ficámos hospedados. Logo desde a enSenhor Bispo do Porto, D. António Fran- trada, chamaram-nos a atenção algumas
cisco, procedeu ao encerramento ofi- referências a D. António Barroso, Servo
cial do processo relativo ao presumível de Deus cuja Causa de Beatificação nos
milagre atribuído a D. António Barroso, conduzira àquela Casa.
deslocámo-nos ao Vaticano, para a entreFoi o Papa Leão XIII que em 20 de
ga da respectiva documentação na Con- Outubro de 1900 criou o Pontifício
gregação das Causas dos Santos. Contá- Colégio Português em Roma. No
mos sempre com a companhia amiga de centenário da fundação, o historiador ArMonsenhor Cónego Ângelo Alves e com naldo Pinto Cardoso evocou a data com
uma breve e interessante publicação, onde informa que o
estabelecimento de ensino
superior se destinava a acolher alunos provenientes das
dioceses da Metrópole e do
Ultramar.
As Ordens Religiosas dispunham de residências próprias em Roma, embora também tenham passado pelo
Colégio algumas dezenas de
estudantes dependentes de
Congregações e de Institutos
diversos.Até ao ano 2000 era
o seguinte o quadro dos alunos, por diocese, que haviam
frequentado o Colégio Português: Algarve - 13; Angra do
Heroísmo - 55; Aveiro - 10;
Beja - 12; Braga - 67; Bragança - 20; Coimbra - 35; Évora 15; Funchal - 27; Guarda - 28;
Lamego - 19; Leiria/Fátima
Palácio Senni/Alberini, 1ª sede do Colégio Por- - 37; Lisboa - 48; Portalegre/
tuguês em Roma (1900-1974)
Castelo Branco - 18; Por-

D. António José de Sousa Barroso
presidiu à Comissão de Fundadores.
Era, então, Bispo de Meliapor

to - 47; Santarém - 0; Setúbal - 3; Viana
do Castelo - 4; Vila Real - 23; Viseu - 18;
Macau - 15; Sociedade Missionária Portuguesa, actual Sociedade Missionária da
Boa Nova - 10.
Destes alunos, três haviam recebido
a púrpura cardinalícia e 67 haviam sido
nomeados Bispos.
Ao longo de 115 anos, a insigne instiuição romana, mantida pela Conferência Episcopal Portuguesa, tem facilitado a
realização de estudos de especialização e
pós-graduação a alunos de várias dioceses portuguesas e não só.

Fundador: Pe. António F. Cardoso
Design: Filipa Craveiro | Alberto Craveiro
Impressão: Escola Tipográfica das Missões - Cucujães - tel. 256 899 340 | Depósito legal n.º 92978/95 | Tiragem 2.600 exs. | Registo ICS n.º 116.839

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Boletim de D. António Barroso
Fundação e consolidação do colégio
português em roma
Quem foram os fundadores deste
nobre Colégio Pontifício que tão relevantes serviços tem prestado à Igreja?
A ideia começou a tomar corpo na Primavera de 1898, numa altura em que
D. António Barroso passou por Roma,
a caminho de Meliapor. A reunião decisiva para a criação do Colégio, realizou-se no apartamento dos Viscondes
de S. João da Pesqueira, no Hotel de
Roma,Via do Corso, no dia 28 de Abril
de de 1898 e intervieram nela, além
dos Viscondes, o mencionado Bispo D.
António Barroso, o Reitor de Santo
António, Pe. José de Oliveira Machado,
o Cavaleiro António Braz, o Reitor de
S. Nicolau dos Prefeitos, Pe. Ricardo Tabarelli e o Pe. Pio Gurisatti, Superior da
Congregação dos Estigmatianos.
A passagem por Roma de D. António Barroso quando ia a caminho
da diocese de Meliapor, na Índia, foi
providencial, escreve Mons. Arnaldo.
Aproveitando a sua estadia na Cidade,
criou-se uma Comissão de circunstância, autonomeada, sem qualquer delegação canónica, mas que contava com
o prestígio do Bispo Missionário que a
ela presidia.
A autoridade e a credibilidade desta
Comissão advinha da fama de que gozava D. António, como patriota, como
missionário intemerato e como bispo
fidelíssimo. A sua presença ocasional
(providencial) em Roma veio dar força à ideia de associar a fundação de
um Colégio Português à celebração
centenária do "descobrimento" do
caminho marítimo para a Índia. Índia
para onde D. António então se dirigia em serviço missionário. A dedicação à Igreja e o orgulho patriótico
que animava este punhado de portu-

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«Os Fundadores do Colégio». Quadro da sala de visitas

gueses residentes na "Roma Eterna",
impulsionava-os a levarem por diante
a ideia da fundação de um Colégio
Português, mas faltava-lhes um interlocutor junto do Papa, alguém que
fosse capaz de credibilizar tão grande
projecto, que carecia naturalmente de
autorização papal e de apoios financeiros avultados, a começar por umas
instalações amplas e condignas. Esse
foi o papel desempenhado a rigor por
D. António Barroso. Na audiência que
o Papa Leão XIII lhe concedeu, para
tratar de problemas que havia a resolver na diocese de Meliapor, o Papa
aceitou abordar o assunto do Colégio.
E foi com base nesse encontro que se
realizou a tal reunião da fundação. A
participação de D. António foi decisiva.
O primeiro gesto oficial da Santa Sé
a favor do Colégio foi uma carta do
Cardeal Rampolla, Secretário de Estado, à Comissão Promotora, em 22 de

Janeiro de 1899, a confirmar o bom
acolhimento que a ideia tivera por
ocasião da audiência do Santo Padre a
D. António Barroso, em 12 de Maio de
1898. A decisão carismática de Leão
XIII foi acompanhada da doação de
um palácio, indispensável para o funcionamento da sonhada instituição.
Pouco depois, com a carta apostólica
Rei Catholicae Apud Lusitanos, de 20 de
Outubro de 1900, o mesmo Papa erigia o Colégio Português em Roma. Na
mente do Sumo Pontífice, este acto
vinha coroar a Concordata de 1886,
regulando o exercício do Padroado
Português no Oriente. Havia necessidade de retomar com novo vigor e
empenho a formação do clero. Esta
era, desde há muitos anos, uma das
preocupações prementes de D. António Barroso, que recebera formação
no Colégio das Missões Ultramarinas
de Cernache do Bonjardim.

Boletim de D. António Barroso

Quando, em 13 de Maio de 1967, Paulo VI se deslocou a Fátima,
para celebrar as Aparições, falava-se em Roma na necessidade de se
construir um novo edifício para o Colégio Português. Corroborando
esta ideia, no final da missa daquele dia 13 de Maio de 1967, o Santo
Padre benzeu a primeira pedra para o novo Colégio, que «viria a ser
como um padrão comemorativo daquela histórica viagem». Assim se
tornou pública a construção do actual Colégio, ficando o nome de
Paulo VI ligado à iniciativa. D. António Barroso deve ter “sorrido” com
a alusão ao padrão comemorativo...
Em cima, à esquerda, Paulo VI benzendo a primeira pedra da nova
residência. Quadro de João de Sousa Araújo (1967/1968), que se encontra na Sala de visitas. À direita, a nova sede do Colégio Português,
na Via Nicolò V.
Na foto do lado, o Papa João Paulo II de visita ao Colégio, no dia
12 de Janeiro de 1985, acompanhado pelo então Cardeal Patriarca D.
António Ribeiro.
O Colégio, pertença da Conferência
Episcopal Portuguesa, é uma comunidade
de presbíteros que se encontram ao serviço das suas igrejas de origem, completando
e aprofundando em diferentes instituições
romanas a sua formação teológica anterior.
Dois sacerdotes jovens, distintos e prestimosos dirigem esta nobre instituição eclesiástica em Roma: Monsenhor José Fernando Caldas Esteves, da Diocese de Viana da
Castelo (à direita, Reitor) e Padre Luís Miranda, da Diocese de Coimbra (à esquerda,
Vice-Reitor).

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Boletim de D. António Barroso
Inéditos sobre D. António Barroso - i
Duas cartas históricas para D. António Barroso
dos últimos reis de Portugal

Por António Júlio Limpo Trigueiros, SJ
Iniciaremos a publicação de algumas cartas e
escritos inéditos ligados à vida de D. António Barroso
que nos têm chegado às mãos, e que se acham na
posse de particulares. Esperamos com estes pequenos
contributos ir aprofundando cada vez mais a fascinante
biografia de D. António Barroso.
As primeiras são duas cartas de que nos facultou
cópia o saudoso barcelense, Dr. António Vasco Machado
Maciel Barreto de Alves Faria (1931/2011), que foi Juiz
Desembargador e presidente do Tribunal da Relação do
Porto, presidente da Câmara Municipal de Barcelos e
Governador Civil deViana do Castelo e era um fervoroso
devoto de D.António Barroso. Seu filho o Arquitecto João
Miguel Duarte Barreto de Faria, a quem muito agradecemos, gentilmente autorizou a publicação e facultou
fotografia das duas cartas manuscritas. Julgamos que estas
cartas teriam sido pertença de seu pai, o farmacêutico
barcelense, Anthero José Barreto de Faria (1889/1979),
um grande interessado na história de Barcelos e um dos
fundadores da Associação de Amigos do Castelo de Faria e
da Franqueira. Embora destas cartas, a primeira tenha sido
já publicada1 num estudo sobre Manuel Abúndio da Silva
e a segunda apenas citada, em estudos sobre D. António
Barroso, parecem-nos que merecem especial atenção,
por se tratarem de dois documentos históricos, que
assinalam a estreita ligação de D. António Barroso com
os últimos soberanos portugueses.
A primeira é uma carta escrita pela Rainha D.
Amélia, do Palácio da Pena, a D. António Barroso e
que tem uma data deveras significativa. Foi escrita a 1
de Outubro de 1910, precisamente quatro dias antes
da implantação da Republica. Trata-se provavelmente
de uma das últimas cartas que a Rainha viúva escreveu
antes de partir para o exílio. Pode-se talvez conjecturar que D. António a possa ter recebido nas vésperas
da revolução, se não mesmo no dia 5 de Outubro.
Transcrevemos de seguida:
“Palácio da Pena, 1º de Outubro de 1910 //Meu caro
Bispo do Porto / /Approveito a occasião de lhe agradecer
os objectos da sua Sé e que acabei de desenhar para lhe
dizer quanto me sensibilizou o artigo de fundo do “Correio
do Norte” do dia 28 de Septembro. O artigo é do Abundio
da Silva que conheço, e cujo talento tenho muita vez occasião de appreciar mas sei que – meu caro Bispo do Porto
protege o jornal que tão sensatamente, com tanta justiça
e desassombro tem levantado a voz, e por isto queria que

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soubesse que fiquei muito penhorada com o “Correio do
Norte”. E muito gostaria de particularmente o Abundio da
Silva podesse saber dos meus agradecimentos. // Tenho os
objectos encaixotados e peço ao Reverendissimo Bispo me
diga se os quer mandar buscar ou se quer – o que é tão
fácil – que eu os mande. //Peço-lhe me creia sempre a com
o maior respeito. //Sua muito affeiçoada //Amelia.”
Nesta carta merece destaque antes de mais o tom
afectuoso e familiar com que a última rainha de Portugal
se dirige a D. António. Fica clara a proximidade e informalidade com que a soberana agradece os objectos
da Sé que lhe foram emprestados para os desenhar.
Sabemos que a soberana por diversas vezes pediu a bispos portugueses objectos preciosos para os desenhar.
Tal é o caso do Bispo de Coimbra, D. Manuel de Bastos
Pina, que como se pode inferir da correspondência trocada com a soberana,“respondendo aos pedidos insistentes
da monarca, providenciou durante anos o fornecimento
de um sem número de objectos de arte para servirem de
modelo a desenhos que Dona Amélia realizava instalada,
ora na Pena, ora nas Necessidades”. Ao londo dessa correspondencia “procurava avidamente informar-se sobre as
peças que desenha qual a época o estilo, a proveniência” e
foram-lhe emprestados objectos medievais do tesouro
da Rainha Santa, e logo que “terminados os desenhos, os
objectos eram cuidadosamente devolvidos à procedência”
através de portadores da máxima confiança.
Uma obra relativa a um precioso e antiquissimo
busto relicário de S. Pantaleão, padroeiro da cidade do
Porto, que juntamente com os restos moratais que se
acha na Sé, pertencia ao tesouro da Sé do Porto e
hoje se acha no Museu Nacional Soares dos Reis, lança
luz sobre os objectos emprestados por D. António
Barroso2. Trata-se da volumosa obra “Esta é a cabeça
de São Pantaleão” publicada aquando da exposição
temporária que assinalou em 2011 a reabertura do
Museu Nacional Soares dos Reis, que permite não só
identificar de que peças fala a soberana na ultima missiva
para D. António Barroso, mas vem mostrar como esta
mesma missiva de 1 de Outubro de 1910 fundamenta
bem a hipótese ali apresentada. Antes de mais ficamos
a saber que as reliquias de S. Pantaleão que se acham
numa urna no altar mór da Sé do Porto foi alvo da
atenção de D. António Barroso que em 1909 tomando
conhecimento que as reliquias tinham sido recolocadas
no relicário original e colocadas numa caixa de madeira
“terá decidido certificar-se que não houvera qualquer
alteração ou extravio, mandando em seguida soldar a
caixa e ractificar o facto, provavelmente pela aposição
do lacre laranja com as suas armas que a caixa apresenta
sobre a parte superior”. Depois num ensaio da autoria
de Ana Paula Machado, procura a sua autora traçar o
historial do referido relicário, e refere-se que “quando
em 1911 se concretizam os arrolamentos levados a cabo
no contexto da chamada separação da Igreja do Estado,
a cabeça relicário já não é arrolada entre os bens da Sé”3
como acontecia ainda no inventário da Mitra de 1862.
E continua dizendo que “entre 1907 e 1936 a cabeça
relicário sai da Sé do Porto, não se sabe para onde, como
ou porquê. Durante cerca de 29 anos não se conhece
nenhuma menção que possa constituir registo da sua
localização ou das razões que levaram à saída da Sé e da
Cidade. Excepção feita porém, para um desenho detalhado
assinado pela Rainha D. Amélia e datado de 1910, publica-

do mais tarde em Inglaterra, que nos indica que por essa
data o relicário estaria já muitpo provavelmente na Caixa
Forte do Palácio das Necessidades. E é precisamente este
desenho que poderá ser a pista para a explicação do súbito
e silencioso desaparecimento do nosso relicário da Sé e do
hiato de tempo e informação que lhe sucede, pois integra
um conjunto vasto de desenhos de peças, maioritariamente
de ouriversaria realizados pela Rainha”4. E continua mais
adiante afirmando que “a data de 1910 inscrita no desenho permite especular, e apenas isso, que tenha o relicário
sido levado, por exemplo, aquando de alguma das visitas
de D. Manuel ao Porto em 1909 (uma em Junho e logo
outra em Dezembro) a fim de ser desenhado por sua mãe
e que no tumulto do ano seguinte tenha ficado esquecido
nos cofres do Palácio das Necessidades, dissociado de
qualquer informação sobre a sua proveniência, o que teria
contribuído para inviabilizar definitivamente a sua devolução
à Sé do Porto.”
Parece-nos que a leitura desta carta de que nos
ocupamos permite afirmar categóricamente que o busto relicário estaria na posse da Rainha e que a soberana
nos derradeiros cinco dias da monarquia achando-se
no Palácio da Pena ainda tentou devolvê-lo ao bispo D.
António Barroso, talvez por suspeitar já que a revolução
republicana estaria eminente. Vinda precipitadamente
para o Palácio das Necessidades no dia 2 de Outubro,
terá trazido consigo a preciosa cabeça relicário, que no
tumulto da revolução ali terá ficado no cofre forte. Só
em 1916 quando se instala o Ministério dos Negócios
Estrangeiros no Palácio das Necessidades, o Dr. José de
Figueiredo, consegue transferir para o Museu Nacional
de Arte Antiga, que dirigia, peças de mobiliário e outros
objectos artisticos. Só em 1936 quando se procede à
avaliação do recheio do Palácio da Ajuda e da casa forte
anexa ao Palácio das Necessidades, é que começam as
negociações para que a cabeça relicário seja depositada
no Museu Nacional de Arte Antiga, o que apenas acontecerá por auto de deposito de 11 de Julho de 1938.
Em 1914por intervenção do Dr. Vasco Valente, e após
mais de trinta anos, a peça regressa à cidade do Porto,
sendo depositada a título precário no Museu Nacional
Soares dos Reis (onde hoje se encontra) invocando-se
que “a mesma tem para a Cidade um interesse muito
especial visto ser S. Pantaleão o seu patrono”5.
Numa comunicação que o então Bispo do Porto,
D. Manuel Clemente, fez no dia 3 de Setembro de
2011, data em que foi acolhido como sócio honorário
do Instituto José de Figueiredo e publicada na revista
MVSEV de 2012, intitulada “Os “olhos grande de São
Pantaleão” afirma o ilustre historiador “ quanto à cabeça relicário, pouco antes da república foi para Lisboa,
para ser desenhada por Dona Amélia, como de facto
aconteceu. Sobrevinda a revolução, ficou no palácio
das Necessidades, donde passou para o Museu de Arte
Antiga e depois para o Soares dos Reis...”6.
Mas a outra razão da carta da Rainha para D.
António era a de fazer chegar a sua admiração ao
fervoroso católico militante, Manuel Isaías Abúndio da
Silva, que em sucessivos artigos do jornal O Correio do
Norte, que dirigia, escrevia em defesa da monarquia e
dos valores do catolicismo. O particular editorial da
pena de Abúndio da Silva, publicado a 28 de Setembro
de 1910, intitulava-se “A Rainha” e é certamente por se

Boletim de D. António Barroso
ver alvo de uma importante defesa do seu papel, que D.
Amélia deseja fazer chegar através do bispo do Porto,
a manifestação do seu regogizo ao autor. O Correio do
Norte era um diário católico matutino, dirigido por
Manuel Abúndio da Silva, cujo primeiro número saíu a 3
de Julho de 1910. Manuel Abúndio da Silva era um antigo
monárquico legitimista e aderente em 1903 ao Partido
Nacionalista, que propagandeou, nos meados de 1910, a
reforma democrática da Monarquia liberal. Os artigos
publicados no Correio do Norte tinham reprodução
frequente nos periódicos lisboetas, pelo que se explica
facilmente o facto de terem chegado ao conhecimento
da soberana, nos derradeiros e turbulentos dias que

O rei D. Manuel II e sua mãe a rainha viúva, D.
Amélia, na varanda do Palácio dos Carrancas,
o Palácio Real do Porto, hoje Museu Soares dos
Reis, na visita régia ao Norte do País em Novembro de 1908, e que foi um verdadeiro triunfo! Por
toda a parte, D. Manuel II foi recebido em apoteose por multidões que o aclamavam! - Também
em Barcelos seria recebido com muito entusiasmo.

passou em Portugal. Mas suspeitamos que a relação
de D. António Barroso com Manuel Isaías Abúndio da
Silva tivesse ainda outra origem.
Manuel Isaías Abúndio da Silva (1874/1914),
nasceu em Viana do Castelo. Cedo ficou órfão de pai
e de mãe. Frequentou a escola e o liceu da sua terra
natal. Em seguida, matriculou-se na Universidade de
Coimbra onde se formou em Teologia e Direito. A par
dos estudos, ainda jovem, empenhou-se na imprensa
e na escrita. Estudou também Geografia e História.
Deu à estampa trabalhos de poesia e estudos na área
do Direito e da História. Foi professor, primeiro em
Coimbra e depois em Lisboa. Foi também advogado,
jornalista e político. Militou num partido, mas depois
distanciou-se dele e tornou-se um defensor da liberdade
de consciência dos católicos nas eleições. Fundou e
colaborou em várias publicações de teor católico. Em
1905, impulsionou a realização do congresso de jornalistas católicos. Empenhou-se na difusão da primeira
encíclica social católica, a “Rerum Novarum”, publicada
pelo Papa Leão XIII em 1890. A partir da encíclica,
trabalhou na resolução da questão social mediante um
programa reformador da sociedade. Na última fase da
sua vida, estabeleceu-se na cidade do Porto, onde se
ocupou no desenvolvimento do “movimento católico”,
procurando afirmar a presença da inspiração cristã na

vida social. Em 1909, foi condecorado pelo Papa Pio IX
com a cruz de ouro “Pro Ecclesia et Pontifice”. As suas
obras principais onde explicita as suas ideias sociais
e políticas inspiradas na sua consciência cristã e na
doutrina social da Igreja foram: “A Igreja e a política”
(1911) e “Cartas a um Abade: sobre alguns aspectos da
questão político-religiosa em Portugal” (1913). Depois
de uma vida intensamente apostólica no âmbito social,
morreu em Viana do Castelo, em 1914, aos 40 anos,
vítima de tuberculose. Trabalhou por um catolicismo
social, desejando “uma Igreja livre num Estado livre”
(Montalembert). Segundo António Matos Ferreira, que
fez um estudo sobre a vida e obra de Abúndio da Silva,
este defendeu “uma constante afirmação do primado
da sua condição de católico, acima da sua posição de
cidadão”, pugnado pela liberdade de imbuir de espírito
cristão a sociedade do seu tempo. Defendeu a liberdade,
o parlamentarismo e a democracia. No livro “A Igreja e
a Política”, de 1911, escreve:“Não pedimos à República
o privilégio, mas o direito comum, a liberdade de consciência, de culto, de imprensa, de proselitismo e de
associação. Não queremos para nós, católicos, um único
direito que não reclamemos também para os outros;
mas não queremos nos outros uma única liberdade que
nós não fruamos também. E com a liberdade, estamos
certo de que será mais fácil converter uma República
que nasceu ímpia, do que cristianizar uma monarquia
constitucional que viveu hipócrita”. Na sua obra “Cartas
a um Abade”, exorta: “Católicos, seremos nós a grande
reserva de que o país dispõe para o colossal trabalho da
sua regeneração; é essa a obra que nos está destinada…
se dela nos tornarmos merecedores. […] Não é um
regresso ao antigo estado [monárquico], à antiga ordem
de coisas, que fará reflorir a Igreja e restaurar o país:
a nossa época condiciona uma situação nova, na qual
a grande obreira será a liberdade civil e religiosa”. A
inspiração da sua acção buscou-a na fé cristã e bebeu-a na espiritualidade inaciana e franciscana. De igual
modo, a devoção mariana marcou de modo significativo
a sua vida. Uma peregrinação ao santuário de Lurdes,
em 1903, tornou-o, segundo as suas próprias palavras,
“mais crente”. Nas “Cartas a um Abade” defende a
grande potencialidade da devoção mariana: esta “ainda
faz vibrar a alma nacional de um modo estranho e quem
souber dirigir e encaminhar essa devoção, que é  uma
das características da nossa raça, pode recristianizar
o país inteiro”.7
Abúndio da Silva tinha banca de advogado em Viana
do Castelo e durante algum tempo em Barcelos, onde
vinha em certos dias da semana. Em 1910 tinha escritório de advogado na Rua de S. Miguel, no Porto, vindo
a ser nomeado director da Escola Industrial Infante
D. Henrique, na mesma cidade, a 14 de Setembro de
1910. O jornal O Correio do Norte que dirigiu, iniciou
a sua publicação como dissemos a 3 de Julho de 1910
(n.° I) e terminou a 10 de Fevereiro de 1911 (n.° 189).
No primeiro número aparece uma carta dirigida a
D. António Barroso, onde Abúndio da Silva expõe as
razões da publicação deste jornal. Neste objectivos
afirmava tratar-se de uma publicação “sem preocupações
ou compromissos partidários de qualquer natureza ou
espécie” para fazer uma grande obra de “união de todos
os esforços, dentro do campo da Igreja, suficientemente
grande para abranger todos os combatentes, e todos serão
poucos, se como é mister, escolherem o terreno da acção
social e popular, onde há tanto e tanto que fazer na recolha
de Jesus Cristo para a fé e para a moral de Jesus Cristo,
nosso Senhor e Redentor”8.
A 25 de Junho desse ano, D. António Barroso
exarou um despacho onde louvou o surgimento da
publicação O Correio do Norte, por ser “constante desejo
animar o desenvolvimento da acção social católica [...] que
encontra na imprensa o seu principal elemento de propa-

ganda [...] que se propõe instruir e educar o povo segundo
os ensinamentos da Santa Igreja” e louvando a vontade
de subordinação aos “ensinos da Santa Sé Apostólica e aos
da autoridade eclesiástica diocesana”, concluía reiterando
a confiança “na fé e sãos principios de que o Director do
novo jornal sempre tem dado” garantindo que “nós mesmo
tencionamos ler o Correio do Norte” pelo que “não nomeamos assistente eclesiástico por o reputarmos dispensável”9.
As suas relações com D. António Barroso talvez
se expliquem ainda de outro modo. O Dr. Manuel Isaías
Abúndio da Silva tinha uma ligação estreita à freguesia
das Carvalhas, pois a 19 de Setembro de 1896 casou
com D. Lúcia de Souza Pereira, filha de Domingos
Gomes Pereira Rosa, tipógrafo, natural de Barcelos
e sobrinha do P. João Rosa, Reitor das Carvalhas. O
Padre João Pereira Gomes Rosa, (1838/1901), natural
de Barcelos, fôra coadjutor de seu tio, o famoso Abade
do Louro, Domingos Joaquim Pereira10, e desde 1864,
foi vigário de S. Martinho das Carvalhas, onde faleceu a
17 de Janeiro de 1901, após ter paroquiado a freguesia
por 37 anos. Foi autor de uma extensa obra histórica
ainda inédita.
O herdeiro dos papeis do velho reitor das
Carvalhas, foi outro ilustre barcelense, o historiador
local, Teotónio da Fonseca, que deixou testemunho
das visitas que o Dr.Abúndio da Silva fazia às Carvalhas
acompanhado de sua esposa D. Lúcia. Assim ano de
1900, um mês antes da morte do Reitor seu tio, ali
passou o Natal, em companhia de sua mulher D. Lúcia
de Sousa Pereira e de seu sogro, Domingos Pereira
Gomes Rosa, com este seu tio por afinidade. Em plena
noite de consoada na residência da Carvalhas, o tio
Padre João Gomes Rosa, achava-se com o irmão, a
sobrinha e seu marido, e foi chamado para confessar

Desenho do busto relicário da cabeça de S. Pantaleão
desenhado em 1910, pela Rainha D. Amélia e cuja
peça lhe fora emprestada por D. António Barroso
a que alude a carta que a soberana lhe dirige a 1 de
Outubro de 1910

uma paroquiana em perigo de vida e logo largou tudo
para o fazer. Inspirado neste episódio que o impressionou, pela abnegação apostólica do velho reitor das
Carvalhas, no Natal de 1901, o Dr. Abúndio, evocou
numa poesia, em oito quadras, dedicada à memória
de seu tio, e que aqui reproduzimos, essa memorável
noite de consoada. “ Ao meu Rev.do Tio, o Pe João Rosa //
[1ª] Dia Sagrado que é o do Natal ! / Na residência do sôr
abade / Reina a alegria, fraternidade / Que neste mundo
nada mais val! // [2ª] Eis vem de longe, lá de tão longe /
para abraçar o bom reitor / (Que no presbitério, quasi qual
monge/ Vive sozinho), o sôr doutor // [3ª] Jovem sobrinha,
(Cont. na pág. seguinte)

P5

Boletim de D. António Barroso
(Continuação da pág. 5)

mais um irmão! / Doce folguedo que aviva a alma/ Que dá
ao espírito monção e calma / que alegra a todos o coração//
[4ª] Senhor abade! Senhor abade! / Festa de todos, dos
pobrezinhos / E dos que vivem entre os arminhos;/ Festa
de todos... e da Saudade! // [5ª] Vamos seguindo da vida a
via / Cantando sempre, louvores a Deus, / Aquele brado de
um novo dia: Gloria in excelsis! Glória aos Céus! //[5ª] Mas
lá no vale... pobre tugúrio / D’uma velhina recolhe os ais!
/ Senhor abade, nesse murmúrio / Da vossa vida vos pede
mais.// [6ª] Que umas palavras de doce unção! / Pede que
agora do Deus nascido, / Abade corras, estremecido, / Para
lhe dar santo perdão ! // [7ª] Senhor abade, senhor reitor,
/ Vai caminhando vereda além.../ deixou parentes, anjo
do Bem / Só uma pobre viu em redor. // [8ª] Nessa noite
deixou os seus / E caminhando pelos matagais / Foi dessa
pobre colher os ais / Em boas festas abrir-lhe os céus!//11
Esta proximidade geográfica e a relação de amizade que D. António Barroso teria com o reitor das
Carvalhas, muito próximo da terra natal, Remelhe,
ajuda a perceber a proximidade do bispo do Porto
com este católico militante, protegendo a publicação
do seu jornal, que foi o último periódico de militância
católica do final da monarquia, e que a Rainha D.Amélia
tanto elogia na última carta que escreve a D. António
Barroso, de que aqui nos ocupamos.
A segunda carta que foi endereçada a D.António é
do próprio punho de D. Manuel II, último rei português
e data de 1914, já do periodo do seu exílio britânico. De
Fulwell Park, em Twickenham, em Inglaterra, D. Manuel
II sabendo que D. António regressara à sua diocese do
Porto, da qual se vira afastado desde 1911, e vira confiscado o paço episcopal pelas leis da separação da Igreja
do Estado, oferece-lhe o seu palácio das Carrancas,
actual museu Soares dos Reis. O tom da carta é afectuoso e muito cordial. Revela uma nota de ironia, pois
dá a entender que correra o boato de que o soberano
no exilio iria oferecer o seu palácio ao Bispo do Porto.
Ora sabedor desse boato é o próprio D. Manuel que se
antecipa e oferece o palácio se "em vista das leis vigentes

Original da Carta da Rainha
D. Amélia para D. António Barroso
datada de 1/10/1910, do Palácio da Pena

Original da Carta de el
rei D. Manuel II para D.
António Barroso datada de
5/3/1914, de Fulwell Park,
Twickenham

P6

que pesam sobre as minhas propriedades, ignoro se dellas
posso dispôr". Aqui fica o documento na íntegra.
Para o Reverendissimo D. António, Bispo do Porto //
Fulwell Park, Twickenham, Middlesex // 5-III-1914 //Meu
querido Bispo do Porto //Chegou-me aos ouvidos rumores
de uma noticia que antecipava os meus desejos: a de eu lhe
ter offerecido o Palácio das Carrancas para sua residência.
Nada me pode ser mais agradável e do coração desejo
que isso se possa realizar. Já escrevi ao meu administrador
geral Fernando de Serpa Pimentel para estudar o caso com
o meu Mordomo Mór Conde de Sabugosa, pois em vista
das leis vigentes que pesam sobre as minhas propriedades,
ignoro se déllas posso dispôr. Felicito-o a si e ainda mais
a diocese do Porto pelo seu regresso onde finalmente vae
retomar o logar que sempre honrou com tanta coragem e
dignidade. //Creia-me sempre meu querido Bispo um seu
muito amigo que, com o maior respeito beija o seu sagrado
annel // Manuel R.
Esta carta que nunca foi publicada na íntegra,
embora o seu conteúdo apareça citado por Bertino

Daciano Guimarães, quando refere que “por algum motivo pretendeu oferecer-lhe D. Manuel II, um dia, o seu “Palácio
dos Carrancas”, no Porto, para que nele se instalasse, o que
o venerando bispo, fundamentalmente modesto não aceitou”12. E em nota acrescenta “consta este oferecimento de
uma carta escrita pelo monarca em 5/3/1914”. Servindose desta referência D. Carlos Azevedo, na sua biografia
conjunta com Amadeu Gomes de Araújo, intitulada Réu
da República, refere igualmente este oferecimento do
rei D. Manuel II ao bispo do Porto13.
A carta data uns escassos 15 dias após ter sido
decretada uma aministia pelo governo que autorizava
o regresso do bispo à sua diocese. O projecto de se
instalar no antigo palacio real do Porto, nunca se veio
a realizar. Uma comissão de senhoras tinha encontrado
na Quinta de Sacais, na rua do Heroísmo, uma casa que
pertencia aos banqueiros António Nunes Borges14 e
seu irmão Francisco António Borges, que após algumas
alterações serviu de paço episcopal a D. António, até à
sua morte, ali ocorrida a 31 de Agosto de 1918.

1 António Matos Ferreira, Um Católico Militante diante da crise nacional: Manuel Abúndio da Silva (1874/1914), Centro
de Estudos de História Religiosa da UCP, 2007, p. 198 e 504.
2 Agradecemos ao nosso muito prezado amigo Prof. Doutor Pedro de Villas Boas Tavares esta preciosa informação
que ajudou a uma melhor compreensão da carta de D. Amélia para D. António Barroso.
3 Esta é a cabeça de São Pantaleão, Museu Nacional Soares dos Reis, Porto, 2011 p. 218.
4 Ibid, p. 219.
5 Ibid, p. 223.
6 D. Manuel Clemente, “Os olhos grandes de São Pantaleão”, in revista MVSEV, nº 19, 2011/2012, p. 179
7 Cf.António Matos Ferreira, Um Católico Militante diante da crise nacional: Manuel Abúndio da Silva (1874/1914), Centro
de Estudos de História Religiosa da UCP, 2007.
Este texto biográfico, de Abundio da Silva que aquí reproduzimos foi publicado no blog http://padrejorgeguarda.
cancaonova.pt/?p=407
8 Ibid., p. 284.
9 Ibid.
10 Historiador e poeta, autor da Memória Histórica Da Villa De Barcellos, Barcellinhos E Villa Nova De Famalicão, publicada
em Viana, em 1867.
11 Teotónio da Fonseca, Divagando, Barcelos, 1981, pp. 132-134
12 Bertino Daciano Guimarães, D. António Barroso, homem de acção, português de lei, pessoa de bem, 1956, p. 19.
13 Amadeu Gomes de Araújo e Carlos A. Moreira Azevedo, Réu da República – O missionario António Barroso, bispo
do Porto, Ed. Aletheia, Lisboa, 2009, p. 268, nota 172.
14 Em 1920, a filha de António Nunes Borges, D. Lúcia Brenha Borges, casará com um barcelense, Delfim Lopes
Fernandes Vinagre, cunhado do Visconde da Fervença, grande amigo de D. António.

Boletim de D. António Barroso
FLORES PARA OS AMIGOS DE
D. ANTÓNIO BARROSO

Como informámos no último n.º do Boletim, o Senhor Bispo do Porto, D. António Francisco dos Santos, procedeu ao
encerramento do processo de um presumível milagre atribuído a D. António Barroso, e a respectiva documentação foi já
entregue em Roma na Congregação da Causa dos Santos. Foram muitos os que trabalharam empenhadamente para que o
processo tivesse pernas para chegar à distante Cidade Eterna. Mesmo correndo o risco de alguma injustiça, há instituições e
pessoas que não podemos ignorar, como o TRIBUNAL ECLESIÁSTICO DO PORTO, nomeadamente o Senhor Dr.
Justiniano Ferreira dos Santos e o Senhor Diácono Permanente Agostinho Nogueira Pereira. Precioso foi também o apoio
que recebemos da VOZ PORTUCALENSE, nomeadamente do seu Director, Padre Manuel Correia Fernandes e do seu
colaborador João Alves Dias. Por D. António Barroso, bem-hajam! Flores para todos os que, de um modo ou de outro, colaboraram, voluntária e generosamente, neste longo processo!

O MELHOR SEPULCRO DOS MORTOS É O CORAÇÃO AGRADECIDO DOS VIVOS
Faleceram recentemente três empenhados colaboradores da Causa de D. António Barroso. Da esquerda para a direita:
Senhor João Maciel de Brito LimpoTrigueiros, casado com D.ª Otília Barroso Castelo-Grande LimpoTrigueiros,
sobrinha-neta do Bispo António Barroso; Padre Manuel dos Santos Neves, Missionário da Boa Nova, que colaborou
nos dois últimos números deste Boletim, escrevendo sobre «A realização de um sonho de D. António Barroso em terras
brasileiras»; Senhor Emílio Faria da Costa, casado com D.ª Maria de Lurdes Costa Miranda, era o Presidente do Núcleo de Barcelos da Associação dos Amigos de D. António Barroso. O seu «Café Emílio», junto à estação de Barcelos era
a sede local da Associação. Para os três Amigos de D. António Barroso que nos deixaram, uma lembrança saudosa e uma
prece. Para os familiares enlutados, um abraço de solidariedade na imensa dor que sentem.

P7

Boletim de D. António Barroso
A sociedade missionária da boa nova, no japão

Por Marco Casquilho, no próximo n.º deste Boletim

Devotos, AMIGOS e admiradores visitam D. ANTÓNIO
VISITAS À CAPELA-JAZIGO. Nos últimos três meses, de 1 de Abril a 30 de Junho de 2015, dos muitos visitantes de
D. António Barroso, 112 deixaram o seu nome registado em livro, confessando-se devotos e agradecendo ou pedindo graças.
Na maioria são naturais de Remelhe (32), mas outros vieram de Barcelos (20), Porto (1), Vila do Conde (2), Barcelinhos (2),
V. N. Famalicão (2), S. Tirso (1), Pereira (3), Rio Mau (3), Bastuço (4), Pousa (1), Barqueiros (1), Gamil (5), Alvarães (1), Silva (1),
Tamel S. Veríssimo (5), Galegos Sta. Maria (2), Roriz (2), Arcozelo (4), Alvelos (3), Rio Covo Sta. Eugénia (4), Pedra Furada (3),
Carvalhal (3), Macieira (1), Lama (1), Balazar (1), Milhazes (2), Areias de Vilar (1), Brasil (1).

Se alguém entender que recebeu graças por intermédio do Servo de Deus D. António Barroso,
agradecemos que as comunique por carta para AMADEU GOMES DE ARAÚJO, RUA LUÍS DE CAMÕES,
N.º 632, ARNEIRO / 2775-518 CARCAVELOS, ou por e-mail para vicepostulador.antoniobarroso@gmail.com

CONTAS EM DIA
A última relação de contas (até 31 de Março de 2015) está disponível no Boletim n.º 13, III Série. Desde aquela data, até
30 de Junho de 2015, foram efectuadas as seguintes despesas: Escola Tipográfica das Missões. Execução e expedição do Boletim
n.º 13, III Série: 672.54 €; Consumíveis, expediente, correio, comunicações: 49.00 €. TOTAL: 721.54 €.
No mesmo período, foram recebidos os seguintes donativos para apoio à Causa da Canonização de D. António Barroso
e para as despesas deste Boletim: Eng. Frederico Alberto Monteiro da Silva: 15.00 €; Padre José Vitorino Veloso 20,00 €; Senhor
António Moutinha Rodrigues 20,00 €; Dra. Maria A. Meireles 50,00 €; Amadeu Gomes de Araújo: 30,00 €; Senhor Manuel Ribeiro
Fernandes: 100,00 €; Senhor Alberto Severino dos Santos Craveiro: 100,00 €; Senhor Carlos Alberto Alves: 20,00 €; Anónimo:
25,00 €; D.ª Maria José Neves Silva Torres: 10,00 €. TOTAL: 390,00 €.
Para transferências bancárias que tenham a bondade de fazer para apoio à Causa da Canonização
de D. António Barroso e para as despesas deste Boletim, informamos que a conta em nome do «Grupo de
Amigos de D. António Barroso», na Caixa Geral de Depósitos, Oeiras, tem as seguintes referências:
NIB: 003505420001108153073. IBAN: PT50003505420001108153073. BIC: CGDIPTPL

Sendo muito reduzida a contribuição dos Amigos de D. António Barroso, dos assinantes e
dos leitores, e porque é tempo de férias, o presente Boletim, a exemplo dos anos anteriores,
cobre os trimestres de Abril/Junho e Julho/Setembro. Contamos com a vossa compreensão
e desejamos a todos umas excelentes férias.
P8

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