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Atividade 2: Termˆometro

Problema proposto: Analisar o deslocamento do fluido (x o ) do termˆometro em fun¸c˜ao do tempo, dada uma diferen¸ca de temperatura (∆T ).

Equa¸c˜ao diferencial:

Calor que entra Calor que sai = Energia armazenada

UA b (T i T t,f ) dt 0 = V b ρC dT t,f

UA b T i UA b T t,f = V b ρC dT dt t,f

V b ρC dT dt t,f

+ UA b T t,f = UA b T i

Substituindo x o =

K ex V b

K ex V b

A

c

T t,f , tem-se:

ρCA c

dx

o

+ UA b A c

K ex V b

K

ex

dt

x o = UA b T i

(1)

Utilizando τ = ρCV UA b b (1) da seguinte forma:

[s] e K =

K ex V b

A

c

C , ´e poss´ıvel reescrever a equa¸c˜ao

m

τ

dx

o

1

K

dt

+

K x o = T i

(2)

Solu¸c˜ao:

Os parˆametros encontrados para a solu¸c˜ao da equa¸c˜ao (1) s˜ao baseados em um termˆometro de vidro cil´ındrico preenchido com merc´urio. O termˆometro possui as seguintes dimens˜oes:

Comprimento do bulbo: L = 0.012 m Diˆametro externo do bulbo: d out = 0.005 m Diˆametro interno do bulbo: d in = 0.003 m Espessura do vidro: t = 0.001 m Diˆametro do capilar: d c = 0.0003 m

Propriedades f´ısicas:

 

Merc´urio (Hg)

Vidro (g)

ρ

3

kg

m

 

13550

2000

C

kgK

J

139, 4

800, 0

K ex

m

3

C

1, 8 · 10 4

0, 2 · 10 4

m 3 ·

1

Considera¸c˜oes realizadas:

1.

τ ser´a escrito como:

Ser´a considerada a capacidade de armazenamento de calor do vidro. Logo,

τ = C Hg m Hg + C g m g UA b

[s]

2.

Se a expans˜ao do vidro n˜ao fosse considerada, o resposta do deslocamento do

merc´urio seria maior do que a realidade. Para considerar este efeito, ser´a uti-

lizado um coeficiente de expans˜ao diferencial equivalente K Portanto, K ser´a escrito como:

Tanto a expans˜ao do merc´urio como a expans˜ao do vidro ser˜ao contabilizadas.

ex = K ex,Hg K ex,g .

ex V b

K = K

A

c

=

(K ex,Hg K ex,g )V b

A

c

C

m

3. A massa de fluido dentro do bulbo ´e constante. O volume de fluido que sai

do bulbo para preencher o capilar ´e muito menor do que o fluido restante no bulbo.

4. Os valores de calor espec´ıfico do vidro e do merc´urio s˜ao considerados con-

stantes, pois n˜ao h´a uma grande diferen¸ca de temperatura.

5. Hip´oteses utilizadas na modelagem do coeficiente global de transferˆencia

de calor U :

a) O aumento da ´area do bulbo A b devido `a expans˜ao do vidro n˜ao ser´a levada

em considera¸c˜ao para o c´alculo da transferˆencia de calor;

b) N˜ao h´a gradiente de temperatura no merc´urio, pois o merc´urio possui uma

condutividade t´ermica muito maior que condutividade do vidro;

c) A temperatura da superf´ıcie interna do bulbo ser´a considera igual `a temper-

atura do merc´urio (T s,2 = T t,f ), portanto n˜ao haver´a armazenamento de calor nem resistˆencia `a troca de calor na interface vidro-merc´urio;

d) A transferˆencia de calor ocorre apenas no bulbo, n˜ao havendo trocas de en-

ergia atrav´es do haste do termˆometro;

e) O coeficiente global de transferˆencia de calor U ´e constante, pois n˜ao h´a

grande diferen¸ca de temperatura.

A parir destas considera¸c˜oes, o coeficiente global de transferˆencia de calor U

pode ser calculado como:

C´alculos:

h + ln r out

1

1

r

in

U

¯

2πLk g

=

1. Volumes:

a) Volume do bulbo: V b = πd

4

b) Volume de vidro: V g = πL (d

2

in

L = 8, 48 · 10 8 m 3

2

out d

4

in 2 ) = 1, 51 · 10 7 m 3

c) Volume total: V t = V b + V g = 2, 36 · 10 7 m 3

´

2. Areas:

´

a) Area do bulbo: A b = πd out L = 1, 88 · 10 4 m 2

2

2

c

b) Area do capilar: A b = πd

´

4

3. Massas:

= 7, 07 · 10 8 m 2

a) Massa do merc´urio: m Hg = ρ Hg V b = 1, 15 · 10 3 kg

a) Massa do vidro: m g = ρ g V g = 3, 02 · 10 4 kg

4. Coeficiente global de transferˆencia de calor U :

Para determinar U ´e preciso calcular primeiro o valor do coeficiente convectivo

¯

h. A equa¸c˜ao que governa a transferˆencia de calor por convec¸c˜ao ´e:

q conv =

¯

hA(T T s,1 )

Como a temperatura da superf´ıcie externa do termˆometro (T s,1 ) n˜ao ´e con- hecida, ´e preciso resolver o problema da transferˆencia de calor por conve¸c˜ao e por condu¸c˜ao simultaneamente. A equa¸c˜ao que governa a transferˆencia de calor por condu¸c˜ao ´e:

q cond = 2πtk g

(T s,1 T s,2 )

ln r out

r

in

Fazendo T s,1 = T e aplicando a hip´otese 5.c) (T s,2 = T t,f ), temos o seguinte sistemas de equa¸c˜oes:

q conv =

¯

hA(T T s )

q cond = 2πtk g

(T s T t,f )

ln r out

r

in

A solu¸c˜ao deste sistema foi

3

(3)

(4)