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As Guerras do pós Guerra

Índice

1.0 As Guerras do pós Guerra

4

  • 1.1 A Revolução Chinesa

4

  • 1.2 A Revolução Cubana

6

  • 1.3 Guerra do Vietnã 9

  • 1.4 Guerra das Coreias

12

Revolução Chinesa

Revolução Chinesa Sun Yat-sen, líder da I Revolução Chinesa No século XIX ano de ( 1911),

Sun Yat-sen, líder da I Revolução Chinesa

No século XIX ano de ( 1911), a China sofria com a exploração e a dominação das grandes nações européias. Neste contexto, o Reino Unido, grande potência imperialista, além de explorar a China se destacava por interferir diretamente tanto nos assuntos políticos quanto nos culturais.

Liderada pelo médico, político e estadista chinês Sun Yat-sen. Este movimento nacionalista derrubou a Dinastia Manchu do poder.

Além da situação de dominação estrangeira, a distribuição das terras produtivas chinesas também era um outro problema para o país, pois quase 90% estavam nas mãos de grandes proprietários rurais (espécies de senhores feudais).

O crescente descontentamento com tal condição acabou deflagrando

um movimento popular conhecido como Guerra dos Boxers entre os anos de 1898 e 1900. Por seu cunho nacionalista, a revolta foi duramente coibida pela ação de tropas estrangeiras. Os rebeldes defendiam a necessidade de se resistir aos condicionamentos ocidentais e cristãos que, segundo eles, eram responsáveis pela situação de miséria em que se encontrava boa parte da

população

chinesa.

.

Sun Yat-sen, médico, político e estadista chinês, foi o responsável pela fundação do Kuomintang (Partido Nacionalista), facção que tinha como objetivo maior combater o domínio europeu e a monarquia. Em 1911, ele assumiu o posto de primeiro presidente daRepública Chinesa. Apesar de ter contado com

o apoio da maioria dos militares do país, sua administração teve que enfrentar a oposição de diversas regiões que, comandadas por grandes proprietários rurais, recusavam-se a aceitar o novo governo. Tal recusa fez com que a China enfrentasse uma longa e inquietante guerra civil por vários anos. Com a morte de Sun Yat-sen no ano de 1925, uma disputa política foi travada até que o Kuomintang se uniu ao Partido Comunista Chinês. Posteriormente, em 1927, o general Chiang Kai-shek tomou o poder e liderou as tropas chinesas, combatendo opositores da República como os grandes proprietários de terras e os dissidentes comunistas. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945) o conflito entre comunistas e nacionalistas ficou suspenso, pois as duas partes precisaram se aliar no combate ao Japão, que almejava dominar a China. Logo que terminou a Grande Guerra, os nacionalistas reiniciaram a perseguição aos comunistas liderados por Mao Tse-tung, voltando à disputa bélica. Posteriormente, em 1949, o país viveu um grande processo de transformação social e política – a chamada Revolução Comunista alterou significativamente a sociedade chinesa. Quando os comunistas finalmente tomaram o poder e instituíram Mao Tse-tung como chefe supremo, diversas medidas foram adotadas a partir do projeto político-social denominadoGrande Salto para Frente. Pouco tempo depois, em 1966, o governo chinês criou um programa de controle cultural, político e ideológico chamado de Revolução Cultural Chinesa, este buscava neutralizar a oposição crescente que havia ganhado força com o eminente fracasso do Grande Salto para Frente.

Revolução Cubana

Revolução Cubana Os-líderes-rebeldes-Victor-Bordon-segundo-da-esquerda-com-chapéu-e-Ernesto-Che-Guevara- segundo-da-direita-com-boina-na-ocupação-de-Fomente-Cuba.-27-de-dezembro-de-1958 Sendo uma das últimas nações a se tornarem independentes no continente americano,

Os-líderes-rebeldes-Victor-Bordon-segundo-da-esquerda-com-chapéu-e-Ernesto-Che-Guevara-

segundo-da-direita-com-boina-na-ocupação-de-Fomente-Cuba.-27-de-dezembro-de-1958

Sendo uma das últimas nações a se tornarem independentes no continente americano, Cuba proclamou a formação de seu Estado independente sob o comando do intelectual José Marti e auxílio direto das tropas norte-americanas. A inserção dos norte-americanos nesse processo marcou a criação de um laço político que pretendia garantir os interesses dos EUA na ilha centro-americana. Uma prova dessa intervenção foi a criação da Emenda Platt, que assegurava o direito de intervenção dos Estados Unidos no país.

Dessa maneira, Cuba pouco a pouco se transformou no famoso “quintal” de grandes empresas estadunidenses. Essa situação contribuiu para a instalação de um Estado fragilizado e subserviente. De fato, ao longo de sua história depois da independência, Cuba sofreu várias ocupações militares norte-americanas, até que, na década de 1950, o general Fulgêncio Batista empreendeu um regime ditatorial explicitamente apoiado pelos EUA. Nesse tempo, a população sofria com graves problemas sociais que contrastavam com o luxo e a riqueza existente nos night clubs e cassinos destinados a uma minoria privilegiada. Ao mesmo tempo, o governo de Fulgêncio ficava cada vez mais conhecido por sua negligência com as necessidades básicas da população e a brutalidade com a qual reprimia seus inimigos políticos. Foi nesse tenso cenário que um grupo de guerrilheiros se formou com o propósito de tomar o governo pela força das armas.

Sob a liderança de Fidel Castro, Camilo Cienfuegos e Ernesto “Che” Guevara, um pequeno grupo de aproximadamente 80 homens se espalhou em diversos focos de luta contra as forças do governo. Entre 1956 e 1959, o grupo conseguiu vencer e conquistar várias cidades do território cubano. No último ano de luta, conseguiram finalmente acabar com o governo de Fulgêncio Batista e estabelecer um novo regime pautado na melhoria das condições de vida dos menos favorecidos. Entre outras propostas, o novo governo defendia a realização de uma ampla reforma agrária e o controle governamental sob as indústrias do país. Obviamente, tais proposições contrariavam diretamente os interesses dos EUA, que respondeu aos projetos cubanos com a suspensão das importações do açúcar cubano. Dessa forma, o governo de Fidel acabou se aproximando do bloco soviético para que pudesse dar sustentação ao novo poder instalado. A aproximação com o bloco socialista rendeu novas retaliações dos EUA que, sob o governo de John Kennedy, rompeu as ligações diplomáticas com o país. A ação tomada no início de 1961 foi logo seguida por uma tentativa de contra-golpe, no qual um grupo reacionário treinado pelos EUA tentou instalar - sem sucesso - uma guerra civil que marcou a chamada invasão da Baía dos Porcos. Após o incidente, o governo Fidel Castro reafirmou os laços com a URSS ao definir Cuba como uma nação socialista. Para que a nova configuração política cubana não servisse de exemplo para outras nações latino-americanas, os EUA criaram um pacote de ajuda econômica conhecido como “Aliança para o Progresso”. Em 1962, a União Soviética tentou transformar a ilha em um importante ponto estratégico com uma suposta instalação de mísseis apontados para o território estadunidense. A chamada “crise dos mísseis” marcou mais um ponto da Guerra Fria e, ao mesmo tempo, provocou o isolamento do bloco capitalista contra a ilha socialista. Com isso, o governo cubano acabou aprofundando sua dependência com as nações socialistas e, durante muito tempo, sustentou sua economia por meio dos auxílios e vantajosos acordos firmados com a União Soviética. Nesse período, bem-sucedidos projetos na educação e na saúde estabeleceram uma sensível melhoria na qualidade de vida da população. Entretanto, a partir da

década de 1990, a queda do bloco socialista exigiu a reformulação da política econômica do país. Em 2008, com a saída do presidente Fidel Castro do governo e a eleição do presidente Barack Obama, vários analistas políticos passaram a enxergar uma possível aproximação entre Cuba e Estados Unidos da América. Em meio a tantas especulações, podemos afirmar que vários indícios levam a crer na escrita de uma nova página na história da ilha que, durante décadas, representou o ideal socialista no continente americano.

Guerra do Vietnã

A menina Kim Phuc nua, correndo, após explosão. A Guerra do Vietnã, que aconteceu entre os

A menina Kim Phuc nua, correndo, após explosão.

A Guerra do Vietnã, que aconteceu entre os anos de 1959 e 1975, é tida como o conflito armado mais violento que aconteceu na segunda metade do século XX, ocorrendo nos territórios do Vietnã do Norte, Vietnã do Sul, Camboja e Laos. Ele não foi apenas o mais violento, como também o mais longo a acontecer logo após a Segunda Guerra Mundial. Quando aconteceu a Segunda Guerra Mundial, o Japão invadiu e dominou uma região conhecida como Indochina. Parte desse território era formada por Laos, Camboja e Vietnã, que viviam sobre o domínio francês, mas já ansiavam pela independência. Tentando reagir a invasão, os vietnamitas formaram a Liga Revolucionária para a Independência do Vietnã, que era ligada ao partido comunista. Eles tinham como líder Ho Chi Minh, um líder revolucionário que assim como todo o povo queriam a independência do país. Quando a Segunda Guerra Mundial chegou ao fim teve início o processo de descolonização, que culminou na luta entre os guerrilheiros do Viet-Minh e as tropas francesas. Com a derrota, os franceses foram obrigados a aceitar a independência, e em 1954 na Conferência de Genebra, que havia sido convocada para negociar a paz, a França reconheceu a independência do Vietnã, Laos e Camboja. Também ficou definido que o Vietnã passaria agora a ser subdivido em dois:

– Vietnã do Norte: Que seria governado por Ho Chin Minh, Socialista. – Vietnã do Sul: Governado por Ngo Dinh Diem, capitalista e aliada dos Estados Unidos.

Com as diferenças políticas existentes entre o Vietnã do norte e o Vietnã do Sul, era claro que havia no ar um clima de instabilidade no que dizia respeito a paz entre eles. Era difícil que um socialista e um capitalista conseguissem viver bem, lado a lado, com tantas diferenças políticas e ideologias tão próximas. No ano de 1959, os guerrilheiros comunistas chamados de vietcongues, atacaram uma base norte-americana que existia no Vietnã do Sul, sob o apoio de Ho Chi Minh e dos soviéticos. A partir deste momento estava dada início a Guerra do Vietnã. Os Estados Unidos e a União Soviética se tornaram parceiros, mesmo que de maneira indireta, com os países que se enfrentavam. Desde o início da Guerra, em 1959, até o ano de 1964, apenas o Vietnã do Norte e o do Sul se enfrentaram. Ficando a Guerra restrita a suas diferenças políticas e ideológicas, não envolvendo nenhum país vizinho. A partir de 1964 os Estados Unidos deixaram de apoiar indiretamente a guerra e passaram a assumir que estavam realmente de dentro. Enviaram armamentos e soldados, que por não conhecerem muito bem o território, repleto de florestas tropicais fechadas e uma enorme quantidade de chuva, sofreram bastante. Os vietcongues possuíam vantagem por conhecer cada centímetro do local onde estavam guerrilhando, e enquanto os EUA utilizavam de armamentos modernos e helicópteros, os vietcongues faziam usos de táticas de guerrilha que só eles dominavam. Essa falta de preparação dos norte-americanos em lidar com um ambiente desconhecido, lhe renderam a derrota no final da década de 1960. Era claro que os Estados Unidos possuíam uma ótima tecnologia, mas isso não foi suficiente para vencer a experiência de seus adversários. Aproveitando a oportunidade, em 1968 os vietnamitas do norte invadiram o Vietnã do Sul, dominando a embaixada dos Estados Unidos. Isso causou uma retaliação das tropas norte-americanas e do próprio Vietnã do Sul, que culminou no momento mais sangrento de toda guerra. Estima-se que milhares de pessoas morreram. Enquanto o governo dos Estados Unidos continuava envolvido com a guerra, os jovens norte-americanos, faziam protestos contra a permanência do país no conflito. No início do ano de 1979, grupos pacifistas e a população civil

em geral faziam campanhas nas ruas pedindo que o governo retirasse as tropas e retornasse com seus soldados para o país. A tv mostrava a todo momento as cenas bárbaras daquele conflito, milhares de soldados norte- americanos morrendo, e suas famílias em pânico sem nada poder fazer. Como não estava conseguindo nenhum sucesso na guerra, tendo várias derrotas consecutivas, e também não contando com o apoio da população, em 1975 o governo dos EUA aceita o Acordo de Paris, retirando todas as suas tropas do Vietnã. O Vietnã do norte se declarava vitorioso, a partir daquele momento. Em 2 de julho de 1976 Vietnã foi reunificado sob o regime comunista, aliado da União Soviética. Consequentemente, mais de 1 milhão de mortos, mais de 2 milhões de mutilados e feridos, destruição de casas e prejuízos econômicos no Vietnã, os campos agrícolas ficaram arrasados.

Guerra das Coreias

A Guerra da Coreia foi um conflito armado entre Coreia do Sul e Coreia do Norte.

A Guerra da Coreia foi um conflito armado entre Coreia do Sul e Coreia do Norte. Ocorreu entre os anos de 1950 e 1953. Teve como pano de fundo a disputa geopolítica entre Estados Unidos (capitalismo) e União Soviética (socialismo). Foi o primeiro conflito armado da Guerra Fria, causando apreensão no mundo todo, pois houve um risco iminente de uma guerra nuclear em função do envolvimento direto entre as duas potências militares da época.

Causada pela divisão ocorrida

na

Coreia, após o

fim

da Segunda

Guerra Mundial. Após a rendição e retirada das tropas japonesas, o norte

passou a ser aliado dos soviéticos (socialista), enquanto o sul ficou sob influência norte-americana (capitalista). Esta divisão gerou conflitos entre as duas Coreias.

a

Após diversas tentativas de derrubar o governo sul-coreano, a Coreia do Norte invadiu a Coreia do Sul em 25 de junho de 1950. As tropas norte- coreanas conquistaram Seul (capital da Coreia do Sul).

Logo após a invasão norte-coreana, as Nações Unidas enviaram tropas para a região a fim de expulsar os norte-coreanos e devolver o comando de Seul para os sul-coreanos.

Os Estados Unidos entraram

na guerra

ao

lado da

Coreia do Sul,

enquanto a China (aliada da União Soviética) enviou tropas para a zona de

conflito para apoiar a Coreia do Norte.

Em

1953, a

Coreia

do

Sul, apoiada por Estados Unidos e

outros

países capitalistas, apresentava várias vitórias militares.

Sangrentos conflitos ocorreram em território coreano, provocando a morte de aproximadamente 4 milhões de pessoas, sendo que a maioria era composta por civis.

Em julho de 1953, o governo norte-americano ameaçou usar armas nucleares contra Coreia do Norte e China caso a guerra não fosse finalizada com a rendição norte-coreana.

Em

28

de

março de 1953,

Coreia

do

Norte e China aceitaram

a

proposta de paz das Nações Unidas.

Em 27 de julho de 1953, o tratado de paz foi assinado e decretado a fim da guerra.

Com o fim da guerra, as duas Coreias permaneceram divididas e os conflitos geopolíticos continuaram, embora não fossem mais para a área militar. Atualmente a Coreia do Norte permanece com o regime comunista, enquanto a Coreia do Sul segue no sistema capitalista.