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Botânica

Instituto Federal do Pará – IFPA
Turma: I2103MG (Eletrotécnica, 3º Ano)
Disciplina: Biologia
Professor: Laudemir
Aluno: Bruno Vasconcelos Broni
Matricula: 2011210053

Desde a classificação mais primitiva até a mais evoluída.Introdução Com este trabalho vamos conhecer um pouco mais sobre as quatro principais classificações do reino vegetal e cada uma de suas particularidades. vamos explanar características. particularidades e comportamentos de cada grupo. .

caules e folhas dos outros grupos de plantas. a água absorvida do ambiente e é transportada nessas plantas de célula para célula. As briófitas dependem da água para a reprodução. Uma vez produzidos na planta masculina. Em certas épocas. Em seguida. Já os gametófitos femininos produzem gametas imóveis. da união entre um anterozoide e uma oosfera surge o zigoto.pequena haste de onde partem os filoides. os gametófitos produzem uma pequena estrutura. Os gametófitos masculinos produzem gametas móveis.  cauloide . Reprodução das briófitas Os musgos verdes que vemos num solo úmido são plantas sexuadas que representam a fase chamada gametófito. Cada esporo.a fase sexuada chamada gametófito. geralmente na região onde terminam os filoides. Esse tipo de transporte é considerado lento e limita o desenvolvimento de plantas de grande porte. centímetros de altura. No interior da cápsula formam-se os esporos. . os anterozoides podem ser levados até uma planta feminina com pingos de água da chuva que caem e respingam. Na planta feminina. Quando maduros. isto é. cauloides e filoides porque não têm a mesma organização de raízes. Estrutura das briófitas Essas estruturas são chamadas de rizoides. os esporos são liberados e podem germinar no solo úmido. com flagelos: os anterozoides. então. pode se desenvolver e originar um novo musgo verde . Musgos e hepáticas são os principais representantes das briófitas. ao longo do corpo do vegetal. Os musgos são plantas eretas. que vivem O corpo do musgo é formado por três partes:  rizoides . os gametófitos têm sexos separados. pois os anterozoides precisam dela para se deslocar e alcançar a oosfera. que se desenvolve e forma um embrião sobre a planta feminina. a fase produtora de esporos. chamados oosferas. Devido a ausência de vasos condutores de nutrientes. Ali os gametas são produzidos.filamentos que fixam a planta no ambiente em que ela vive e absorvem a água e os sais minerais disponíveis nesse ambiente. a fase produtora de gametas. os anterozoides nadam em direção à oosfera. No esporófito possui uma haste e uma cápsula. Por isso as briófitas são sempre pequenas. o embrião se desenvolve e origina uma fase assexuada chamada esporófito. Nas briófitas. Algumas briófitas vivem em água doce e não se tem conhecimento de nenhuma espécie marinha.  filoides -estruturas clorofiladas e capazes de fazer fotossíntese. as hepáticas crescem "deitadas" no solo.Briófitas Briófitas são plantas pequenas com poucos preferencialmente em locais úmidos e sombreados.

clorofilado.O musgo verde. considerada duradoura porque o musgo se mantém vivo após a produção de gametas. Já a fase denominada esporófito não tem clorofila. ela é nutrida pela planta feminina sobre a qual cresce. . constitui a fase denominada gametófito. O esporófito é considerado uma fase passageira porque morre logo após produzir esporos.

A samambaia é uma planta assexuada produtora de esporos. iniciando novo ciclo de reprodução. as pteridófitas foram os primeiros vegetais a apresentar um sistema de vasos condutores de nutrientes. o caule é aéreo. produtora de gametas. . Então os esporos caem no solo úmido. os xaxins.Pteridófitas São representadas principalmente pela samambaia. A maioria das pteridófitas é terrestre e. Reprodução das pteridófitas As pteridófitas se reproduzem num ciclo que apresenta uma fase sexuada e outra assexuada. caule e folha. Ao longo da história evolutiva da Terra. na superfície inferior das folhas das samambaias formam-se pontinhos escuros chamados soros. o protalo é uma planta sexuada. Isso possibilitou um transporte mais rápido de água pelo corpo vegetal e favoreceu o surgimento de plantas de porte elevado. Surge então o zigoto. em algumas pteridófitas. O caule das atuais pteridófitas é em geral subterrâneo. por sua vez. as avencas e as cavalinhas. Quando adulta. por isso. os vasos condutores representam uma das aquisições que contribuíram para a adaptação dessas plantas a ambientes terrestres. Além disso. se desenvolve e forma uma nova samambaia. O protalo das samambaias contém estruturas onde se formam anterozoides e oosferas. No interior do protalo existe água em quantidade suficiente para que o anterozoide se desloque em meio líquido e "nade" em direção à oosfera. como as briófitas. O corpo das pteridófitas possui raiz. Quando os esporos amadurecem. O embrião. cada folha dessas plantas divide-se em muitas partes menores chamadas folíolos. como os xaxins. ele representa a fase chamada de gametófito. Em geral.em cada soro são produzidos inúmeros esporos. fecundado-a. cada esporo pode germinar e originar um protalo. que se desenvolve e forma o embrião. vivem preferencialmente em locais úmidos e sombreados. O surgimento dos soros indica que as samambaias estão em época de reprodução . Mas. um novo esporófito. os soros se abrem. com desenvolvimento horizontal. as samambaias formam soros. Por isso. ela representa a fase chamada esporófito Em certas épocas. isto é.

Uma vez formados os pinhões. que é o gameta masculino. originando um embrião. À medida que o embrião se forma. As gimnospermas possuem raízes. o núcleo espermático fecunda a oosfera. Ao germinar. Uma vez no interior do óvulo. frio e ação de certos parasitas. o grande esporo que ele abriga se desenvolve e forma uma estrutura que guarda a oosfera. formando o zigoto. preferencialmente. chegando até mesmo a ser comparada com o ovo dos répteis e das aves. No entanto. as sementes armazenam reservas nutritivas. Em outras gimnospermas. o gameta feminino. os estróbilos são bem desenvolvidos e conhecidos como cones . em ambientes de clima frio ou temperado. O estróbilo feminino produz estruturas denominadas óvulos. as sementes são chamadas pinhões. que abriga e protege o embrião contra desidratação. caule e folhas. no qual introduz o núcleo espermático. que alimentam o embrião e garantem o seu . onde se origina o núcleo espermático. o tubo polínico. No interior de um óvulo maduro surge um grande esporo. Este. Quando um estróbilo masculino se abre e libera grande quantidade de grãos de pólen. por sua vez. O tubo polínico cresce até alcançar o óvulo. A semente pode ser entendida como uma espécie de "fortaleza biológica". como os pinheiros e as sequóias. Nessa planta os sexos são separados: a que possui estróbilos masculinos não possuem estróbilos femininos e vice-versa.o que lhes confere a classificação no grupo das coníferas. o cone feminino passa a ser chamado pinha. estrutura que contém e protege o embrião Nos pinheiros. Se espalhadas na natureza por algum agente disseminador. Nesse grupo incluem-se plantas como pinheiros. Reprodução das gimnospermas Usaremos o pinheiro-do-paraná como modelo para explicar a reprodução das gimnospermas. Então. O estróbilo masculino produz pequenos esporos chamados grãos de pólen. cada semente origina uma nova planta. as sequóias e os ciprestes. No interior do óvulo. calor. Possuem também ramos reprodutivos com folhas modificadas chamadas estróbilos. as gimnospermas não produzem frutos. Em muitas gimnospermas. Há produção de sementes: elas se originam nos estróbilos femininos.Gimnospermas As gimnospermas são plantas terrestres que vivem. esses grãos se espalham no ambiente e podem ser levados pelo vento até o estróbilo feminino. se desenvolve. os dois tipos de estróbilos podem ocorrer numa mesma planta. o óvulo se transforma em semente. as sementes podem germinar. Além disso. um grão de pólen pode formar uma espécie de tubo.

a nova planta fabrica seu próprio alimento pela fotossíntese. A partir daí.desenvolvimento até que as primeiras folhas sejam formadas. .

ou esporófilo feminino.  corola – conjunto de pétalas. caule. e for semelhante a pétalas dizse petalóide. Uma flor sem perianto diz-se nua. Neste caso diz-se que o perianto é indiferenciado. o perianto se designa indiferenciado. as paredes do ovário formam o fruto. onde se inserem as restantes peças florais. é o conjunto dos estames. As flores podem ser vistosas. é constituído por uma zona alargada oca inferior designada ovário. não são perfumadas e nem produzem néctar. A sua função é proteger a flor quando em botão. Se todo o perianto for igual (tépalas). O carpelo prolonga-se por uma zona estreita. as peças florais mais parecidas com folhas. As folhas férteis masculinas formam o anel mais externo e as folhas férteis femininas o interno. com glândulas produtoras de néctar na sua base. o estilete. designada estigma. A flor sem pétalas diz-se apétala. semente e fruto. pois geralmente são verdes. Cada carpelo. Após a fecundação. é o conjunto de carpelos. A flor sem sépalas diz-se assépala. folha. que serve de alimento para as abelhas. o néctar. peças florais geralmente coloridas e perfumadas. muitas vezes também exalam odor agradável e produzem um líquido açucarado. e for semelhante a sépalas diz-se sepalóide. de modo a dificultar a autopolinização. e termina numa zona alargada que recebe os grãos de pólen.Angiospermas As angiospermas produzem raiz. . pois sustentam esporângios. flor. As partes da flor Os órgãos de suporte – órgãos que sustentam a flor.É das flores que as angiospermas produzem sementes e frutos. Os estames são folhas modificadas. Órgãos de reprodução folhas férteis modificadas. local que contém óvulos. Também neste caso.  cálice – conjunto de sépalas.  receptáculo – dilatação na zona terminal do pedúnculo. Se todo o perianto apresentar o mesmo aspecto (tépalas). São constituídas por um filete (corresponde ao pecíolo da folha) e pela antera (corresponde ao limbo da folha). tais como:  pedúnculo – liga a flor ao resto do ramo. O conjunto dos órgãos de proteção designa-se perianto. Há também flores que não têm petalas coloridas.  androceu – parte masculina da flor. Órgãos de proteção Órgãos que envolvem as peças reprodutoras propriamente ditas. protegendo-as e ajudando a atrair animais polinizadores.  gineceu – parte feminina da flor. Geralmente o estigma é mais alto que as anteras. ou esporófilos. localizadas mais ao centro da flor e designadas esporófilos. para atrair animais.

suculentos e atraem animais diversos. As sementes engolidas pelos animais costumam atravessar o tubo digestivo intactas e são eliminadas no ambiente com as fezes. Isso favorece a espécie na conquista de novos territórios. . em geral em locais distantes da planta-mãe.Os frutos contêm e protegem as sementes e auxiliam na dispersão na natureza. pelo vento. que os utiliza como alimento. Muitas vezes eles são coloridos. por exemplo.

geralmente maior que as demais e que penetra verticalmente no solo. abacateiro.São comuns nas angiospermas monocotiledôneas. bambu. O endosperma geralmente não se desenvolve nas sementes de dicotiledôneas. As substâncias que nutrem o embrião ficam armazenadas numa região denominada endosperma. Raízes pivotantes . aveias. cebola. As raízes fasciculadas ocorrem nas monocotiledôneas.Subdivisão das angiospermas As angiospermas as dicotiledôneas. O cotilédone é uma folha modificada. da raiz principal partem raízes laterais. elas formam numa planta um conjunto de raízes finas que têm origem num único ponto. algodoeiro.  Sementes de dicotiledôneas. verificam-se dois tipos básicos de raízes: fasciculadas e pivotantes. trigo. nas angiospermas verificam-se dois tipos básicos de folhas: paralelinérvea e reticulada. Folhas paralelinérveas . Não se percebe nesse conjunto de raízes uma raiz nitidamente mais desenvolvida que as demais: todas elas têm mais ou menos o mesmo grau de desenvolvimento. amendoim. ervilha. As nervuras se apresentam mais ou menos paralelas entre si. O embrião da semente de angiosperma contém uma estrutura chamada cotilédone. As raízes pivotantes ocorrem nas dicotiledôneas. que também se ramificam. São exemplos de angiospermas dicotiledôneas: feijão. como o feijão. centeio. acerola. lentilha. foram subdivididas em duas classes: as monocotiledôneas e São exemplos de angiospermas monocotiledôneas: capim.Costumam ocorrer nas angiospermas dicotiledôneas. café. então armazenam as substâncias necessárias para o desenvolvimento do embrião. Entre as angiospermas.Também chamadas raízes axiais. cerejeira. existe um único cotilédone.Também chamadas raízes em cabeleira. Nesse tipo de semente. peroba. Raízes fasciculadas . associada a nutrição das células embrionárias que poderão gerar uma nova planta. elas formam na planta uma raiz principal.o que justifica o nome do grupo. dicotiledôneas. mogno. daí o nome desse grupo de plantas ser monocotiledôneas. jenipapo. O cotilédone transfere nutrientes para as células embrionárias em desenvolvimento. pereira. grão-de-bico. milho. girassol e margarida.  Sementes de monocotiledôneas. bromélias e orquídeas. banana. cevada. formando uma espécie de rede. lírio. ipê. pau-brasil. . soja. como a do milho. existem dois cotilédones . arroz. Nesse tipo de semente. Em geral. morango. alho. os dois cotilédones. cana-de-açúcar. roseira. As nervuras se ramificam. Folhas reticuladas . macieira.

particularidades e comportamentos de cada grupo. vamos explanar características. .Introdução Com este trabalho vamos conhecer um pouco mais sobre as quatro principais classificações do reino vegetal e cada uma de suas particularidades. Desde a classificação mais primitiva até a mais evoluída.

consideradas as mais evoluídas. que o sistema reprodutor das plantas é focado principalmente em ganho de território e perpetuação da espécie. até hoje existem espécimes remanescentes de plantas que necessitam de água. mas mesmo assim. Percebemos que assim como os animais. concluímos também. as plantas também passaram por um processo de independência da água. desde as briófitas. As plantas mesmo sendo imóveis são seres espetáculares que possuem características tão próximas e tão distantes dos animais. . consideradas as mais primitivas até as angiospermas.Conclusão Com este trabalho pudemos ver como é cada estágio evolutivo das plantas. em especial.

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