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Sindicato dos Professores da Zona Sul.

FENPROF

Algumas notas sobre a questão da


direcção e gestão das escolas
no momento presente

- Para Delegados e Dirigentes do SPZS .


FENPROF –
Documentos a ter presentes (todos disponíveis em www.fenprof.pt):
- Dec-Lei 75/2008, de 22 de Abril;
- Ponto 10 do memorando de entendimento;
- Despacho interno do ME datado de 30 de Abril que consagra aquele ponto
10.

1. O memorando de entendimento e o despacho interno de 30 de Abril


estabelecem que o prazo previsto no nº 1, do artº 62 do DL 75/08 é alargado
até 30 de Setembro’08. Ou seja, o que legalmente naquela data deve estar
concluído são os procedimentos necessários à eleição do Conselho Geral
Transitório. Não é o conselho que deve estar eleito, mas apenas desenvolvidos
os procedimentos necessários a esse processo de eleição – pode dizer-se que
30 de Setembro é a data para afixação do edital que convoca a eleição.

2. O desenvolvimento destes procedimentos é da competência do actual


Presidente da Assembleia de Escola/Agrupamento.

3. A FENPROF está a apelar aos Presidentes da Assembleia no sentido


de que só desenvolvam aquele processo em Setembro e que não o
façam neste ano lectivo (foi remetida carta a todos). A FENPROF tem
esta opinião porque entende que a passagem desta questão para o
próximo ano lectivo alarga as possibilidades de combate ao modelo
autocrático de gestão que o ME quer impor. A FENPROF não tem
discordâncias pontuais com o modelo do ME – a FENPROF discorda da filosofia
e das opções que lhe servem de base, isto é, discordamos de todo o modelo.

4. A FENPROF entende que, se a generalidade dos professores discordam do


modelo do ME (DL 75/08), não têm razão nenhuma para ter pressa em o
aplicar. Não têm razão para ter pressa nem a isso são obrigados.

5. É, aliás, estranho (no mínimo) que alguns colegas, nomeadamente de órgãos


de gestão, tenham mais pressa que a própria Ministra da Educação – o ME fixa
o prazo de 30 de Setembro, mas alguns (“mais papistas que o papa”) querem
desenvolver o processo ainda este ano lectivo …! É caso para perguntar: o
que os move ?

6. A FENPROF apela também aos professores para que, agora ou em


Setembro, não apresentem listas para a eleição do Conselho Geral
Transitório. Apelamos também a que, junto dos trabalhadores não docentes,
se tente evitar a apresentação de listas.

7. Perguntar-se-á: que efeitos pode ter a não existência de listas ?


7.1 Em primeiro lugar, deve dizer-se que, com um elevado número de escolas e
agrupamentos sem professores eleitos para o Conselho Geral Transitório, o
ME fica a braços com um grave problema político e de contestação às
suas opções. O que acontecerá nessa situação, ninguém pode saber, nesta
altura. O tempo dirá se, a partir de tal situação, o combate ao modelo pode
ganhar novas energias.
7.2 No plano formal deve recordar-se que o ponto 8, do artº 60º, do DL 75/08,
estabelece que “ o Conselho Geral Transitório só pode (…) deliberar
estando constituído na sua totalidade”. Ou seja, sem que se realize a
eleição dos seus membros docentes, aquele conselho não pode
decidir nada. Encontrará o ME uma solução para tal problema ? Talvez sim.
Mas a luta dos professores também saberá encontrar caminhos para
combater o modelo que o ME quer impor.

8. Importa dizer ainda que, no plano legal, nenhum problema disciplinar ou outro
decorre do facto de um Presidente da Assembleia desenvolver os
procedimentos previstos no DL 75/08 no final do mês de Setembro’08.

9. Não fazer listas para a eleição do Conselho Geral Transitório é um


contributo para continuar a luta na defesa da democracia na direcção
e gestão das escolas. Não é a solução final e definitiva para acabar
com o modelo que o ME quer impor, mas ajuda num combate que os
professores e as escolas vão ter que continuar a travar. A FENPROF
estará na primeira linha deste combate.

10. O SPRC e a FENPROF apelam ao empenhamento de todos os


Delegados e Dirigentes Sindicais no sentido de contribuírem para
evitar: 1. o desenvolvimento do processo conducente à eleição do Conselho
Geral Transitório, este ano lectivo; 2. a existência de listas (de professores e
de trabalhadores não docentes) candidatas àquele concelho.

A Direcção do SPZS .FENPROF


(21.Maio.08)

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