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18 DE MAIO 2015
18 DE MAIO 2015
18 DE MAIO 2015
18 DE MAIO 2015
18 DE MAIO 2015

18 DE MAIO 2015

Organização

o Introdução

o Métodos

o Resultados

o Discussão

o Conclusão

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Introdução

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o A transplantação renal é o tratamento de eleição para pacientes com Doença Renal Terminal.

o O estado nutricional é um fator importante no prognós>co no período de diálise e após transplante.

OBESIDADE Menor mortalidade em diálise: Epidemiologia reversa Factor desfavorável ao prognós>co no período
OBESIDADE
Menor mortalidade em
diálise: Epidemiologia
reversa
Factor desfavorável ao
prognós>co no período pós-
transplante

Introdução

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o Não existem dados sobre as complicações a curto e médio prazo, tendo em conta o IMC.

- Complicações a curto prazo

- Complicações a médio prazo

-Sobrevivência do receptor

- Sobrevivência do enxerto

- Dias internamento pós-transplante

Avaliar a relação entre IMC pré-transplante
Avaliar a relação
entre IMC
pré-transplante

IMC: Índice de massa corporal

Introdução

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o Não existem dados sobre as complicações a curto e médio prazo, tendo em conta o IMC no nosso país.

-   Melhorar a qualidade de vida pós-transplante -   Aumentar a sua sobrevida no
-   Melhorar a qualidade de vida pós-transplante
-   Aumentar a sua sobrevida no período pós-transplante
-   Melhorar a gestão de recursos
IMC: Índice de massa corporal
a sua sobrevida no período pós-transplante -   Melhorar a gestão de recursos IMC: Índice de

Métodos

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População de estudo

o Doentes transplantados renais entre 1 de Junho de 2012 e 31 de Maio de

2013

o Excluídos:

- Idade inferior a 18 anos - Transplante combinado - Transferidos para outras ins>tuições hospitalares no 1º ano após transplante - Informações clínicas indisponíveis

Métodos

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Variáveis

o Idade o Género o E>ologia da doença renal terminal o Peso, altura e cálculo do IMC no momento do transplante, após 6 meses e após 1 ano o Dias de internamento após transplante o Complicações a curto prazo o Complicações a médio prazo o Sobrevivência do receptor o Sobrevivência do enxerto

IMC: Índice de massa corporal

Métodos

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Variáveis

Complicações a Curto Prazo

Cirúrgicas : hemorragia intra e pós operatória, hematoma, abcesso intrabdominal ,

necessidade de nova cirurgia

Sutura: infeção ou deiscência

Urológicas : obstrução supra ou infra-vesical ou bstula urinária

Vasculares : trombose, estenose, rotura da artéria do enxerto

Função tardia do enxerto : necessidade de hemodiálise nos primeiros 7 dias após transplante

Função lenta do enxerto : crea>nina sérica superior a 3 mg/dL ao 5º dia após transplante

Disfunção primária : rim nunca funcionante

Aumento de peso aos 6 meses

Métodos

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Variáveis

Complicações a Médio Prazo

Diabetes pós-transplante Aumento de peso ao ano Infecções intra-abdominais Infecções urinárias Tumores de novo

Resultados

o IDADE Média: 51 anos (± 10) Máximo: 76 anos Mínimo: 25 anos

o SEXO 67% sexo masculino 33% do sexo feminino

o ETIOLOGIA Glomerulonefrite crónica: 30%

(n=34)

E>ologia indeterminada: 28% (n=31) Diabetes >po 1 e 2: 4,5% (n=5)

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o ESTADO NUTRICIONAL

2% 19% 37% 42%
2%
19%
37%
42%

Baixo Peso>po 1 e 2: 4,5% (n=5) 10 o   ESTADO NUTRICIONAL 2% 19% 37% 42% Peso

Peso Normal>po 1 e 2: 4,5% (n=5) 10 o   ESTADO NUTRICIONAL 2% 19% 37% 42% Baixo

Excesso de peso>po 1 e 2: 4,5% (n=5) 10 o   ESTADO NUTRICIONAL 2% 19% 37% 42% Baixo

Obesidade Classe IDiabetes >po 1 e 2: 4,5% (n=5) 10 o   ESTADO NUTRICIONAL 2% 19% 37% 42%

Resultados

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Complicações a Curto Prazo

Resultados 11 Complicações a Curto Prazo

Resultados

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Complicações a Curto Prazo

Resultados 12 Complicações a Curto Prazo

Resultados

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Complicações a Curto Prazo

Não há diferença esta>s>camente significa>va entre os valores de IMC pré-transplante e o desenvolvimento
Não há diferença esta>s>camente significa>va entre os
valores de IMC pré-transplante e o desenvolvimento de
complicações a curto prazo (p=0,441).

IMC: Índice de massa corporal

Resultados

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Complicações a Curto Prazo

Há diferença esta>s>camente significa>va entre os valores de IMC pré-transplante e a ocorrência de função lenta do enxerto (p=0,030).

Com função lenta

Sem função lenta

28 (±4) Kg/m 2

25 (±5) Kg/m 2

IMC: Índice de massa corporal

Resultados

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Complicações a Curto Prazo

Valor médio de IMC (Kg/m 2 ) consoante a ocorrência ou não de complicações a
Valor médio de IMC (Kg/m 2 ) consoante a ocorrência ou não de complicações a curto prazo

Resultados

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Complicações a Médio Prazo

Resultados 16 Complicações a Médio Prazo

Resultados

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Complicações a Médio Prazo

Resultados 17 Complicações a Médio Prazo

Resultados

18

Complicações a Médio Prazo

Resultados 18 Complicações a Médio Prazo

Resultados

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Complicações a Médio Prazo

Não há diferença esta>s>camente significa>va entre os valores de IMC pré-transplante e o desenvolvimento
Não há diferença esta>s>camente significa>va entre os
valores de IMC pré-transplante e o desenvolvimento de
complicações a médio prazo (p=0,470).

IMC: Índice de massa corporal

Resultados

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Complicações a Médio Prazo

Valor médio de IMC (Kg/m 2 ) consoante a ocorrência ou não de complicações a
Valor médio de IMC (Kg/m 2 ) consoante a ocorrência ou não de complicações a médio prazo

Não houve variação significa>va entre o valor de IMC pré transplante e o desenvolvimento de complicações a médio prazo, excepto no caso das infecções urinárias.

IMC: Índice de massa corporal

Resultados

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Dias de internamento

o Mediana: 12 dias [8;25]

Baixo Peso

Peso Normal

Excesso de Peso

Obesidade Classe 1

51 [28; - ] dias

10 [8;17] dias

12,5 [8;25] dias

14 [9;29] dias

Não há diferença esta>s>camente significa>va entre os diferentes grupos (p=0,171).

Resultados

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Disfunção primária

Disfunção primária

Sem disfunção primária

28 Kg/m 2

25,7 Kg/m 2

o Causa mais comum de perda do enxerto: trombose da artéria do enxerto

o Complicações mais comuns: vasculares em 67% e as cirúrgicas em

50%

Resultados

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Sobrevivência do Receptor

o 1,8% (n=2) faleceram

o Média de IMC: 31,3 Kg/m 2

Excesso de peso: 29 Kg/m 2 Obesidade Classe I: 34 Kg/m 2

o Dias de internamento: 52 dias

Discussão

Discussão 24 Média IMC pré- transplante Média IMC aos 6 meses Média IMC ao fim de
Discussão 24 Média IMC pré- transplante Média IMC aos 6 meses Média IMC ao fim de
Discussão 24 Média IMC pré- transplante Média IMC aos 6 meses Média IMC ao fim de

24

Média IMC pré- transplante

Média IMC aos 6 meses Média IMC ao fim de 1 ano

26 (±5) Kg/m 2

26 (±4) Kg/m 2

27 (±5) Kg/m 2

Média IMC aos 6 meses Média IMC ao fim de 1 ano 26 (±5) Kg/m 2

Discussão

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Complicações a Curto Prazo

Discussão 25 Complicações a Curto Prazo o   Aumento da ingestão calórica o   Dieta menos
Discussão 25 Complicações a Curto Prazo o   Aumento da ingestão calórica o   Dieta menos
Discussão 25 Complicações a Curto Prazo o   Aumento da ingestão calórica o   Dieta menos
Discussão 25 Complicações a Curto Prazo o   Aumento da ingestão calórica o   Dieta menos

o Aumento da ingestão calórica o Dieta menos restri>va o Resolução do estado urémico o Aumento do ape>te com o uso de cor>costeróides

Discussão

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Complicações a Curto Prazo

Discussão 26 Complicações a Curto Prazo o   Aumentam morbilidade pós-operatória o   Aumentam os tempos
Discussão 26 Complicações a Curto Prazo o   Aumentam morbilidade pós-operatória o   Aumentam os tempos

o Aumentam morbilidade pós-operatória

o Aumentam os tempos de hospitalização

Discussão

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Complicações a Curto Prazo

Discussão 27 Complicações a Curto Prazo o   Tecido adiposo com menos resistência à infecção o
Discussão 27 Complicações a Curto Prazo o   Tecido adiposo com menos resistência à infecção o

o Tecido adiposo com menos resistência à infecção

o Imunossupressão

Discussão

28

Discussão 28 Há diferença esta>s>camente significa>va entre os valores de IMC pré-transplante e a

Há diferença esta>s>camente significa>va entre os valores de IMC pré-transplante e a ocorrência de função lenta do enxerto (p=0,030).

o Maiores tempos cirúrgicos e maiores tempos de isquémia

o Preditor de disfunção crónica e menor sobrevivência do enxerto

Discussão

29

Complicações a Médio Prazo

Discussão 29 Complicações a Médio Prazo o   E>ologia mul>factorial o   Efeito diabetogénico do
Discussão 29 Complicações a Médio Prazo o   E>ologia mul>factorial o   Efeito diabetogénico do

o E>ologia mul>factorial

o Efeito diabetogénico do tratamento de imunossupressão

o Resistência à insulina

o Acompanhamento por parte de um endocrinologista

Discussão

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Dias de internamento

Baixo Peso

Peso Normal

Excesso de Peso

Obesidade Classe 1

51 [28; - ] dias

10 [8;17] dias

12,5 [8;25] dias

14 [9;29] dias

dias 10 [8;17] dias 12,5 [8;25] dias 14 [9;29] dias Com complicações a curto prazo Sem

Com complicações a curto prazo

Sem complicações a curto prazo

20 [9;29] dias

9 [7;12]

dias 14 [9;29] dias Com complicações a curto prazo Sem complicações a curto prazo 20 [9;29]

Discussão

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Sobrevivência do Enxerto

Disfunção primária

Sem disfunção primária

 

28 Kg/m 2

25,7 Kg/m 2

disfunção primária   28 Kg/m 2 25,7 Kg/m 2 o   Causas vasculares o   Instabilidade

o Causas vasculares

o Instabilidade hemodinâmica

o Resposta inflamatória

Discussão

32

Sobrevivência do Receptor

Discussão 32 Sobrevivência do Receptor Doentes falecidos: 31 Kg/m 2 o   Melhor prognós>co em diálise

Doentes falecidos: 31 Kg/m 2

o Melhor prognós>co em diálise

o Uso de orgãos

o Uso de recursos hospitalares

IMC: Índice de massa corporal

Discussão

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Tratamento Imunossupressor

o Aumento de ape>te o Aumento peso o Hipercatabolismo proteico o Distúrbios metabólicos

Índice de Massa Corporal

o Medida imperfeita o Alterna>va: avaliação do perímetro abdominal o Melhor estra>ficação do risco

Conclusão

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o IMC teve influência com significado estavs>co na ocorrência de complicações a curto prazo, nomeadamente função lenta do enxerto

o Há tendência para que o IMC seja maior na ocorrência de complicações urológicas e vasculares, embora sem significado estavs>co

o A progressão de peso pós-transplante é significa>va, sendo por isso uma complicação importante

o Ocorreram desfechos desfavoráveis como morte e disfunção primária do enxerto em doentes com IMC mais elevado

Doentes com IMC mais elevado devem ser considerados candidatos a transplante com par>cularidades

Conclusão

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Doentes com IMC mais elevado devem ser considerados candidatos a transplante com par>cularidades

candidatos a transplante com par>cularidades Acompanhamento nutricional pré-transplante Prescrição

Acompanhamento nutricional pré-transplante

Prescrição de exercício adaptada

Terapia comportamental

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??
??

Deverá o IMC elevado ser uma contraindicação ao transplante?

Rela>va ou Absoluta?

A par>r de que valor de IMC elevado devemos contraindicar o transplante?

Obrigada pela atenção!
Obrigada pela atenção!
Obrigada pela atenção!
Obrigada pela atenção!

Obrigada pela atenção!