Você está na página 1de 27

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E ENGENHARIAS

DEPARTAMENTO DE PRODUÇÃO VEGETAL

KAREN ANDREON VIÇOSI

CRESCIMENTO INICIAL DE YACON EM CONVIVÊNCIA COM PLANTAS DANINHAS

ALEGRE

2016

i

KAREN ANDREON VIÇOSI

CRESCIMENTO INICIAL DE YACON EM CONVIVÊNCIA COM PLANTAS DANINHAS

Trabalho de Conclusão de Curso de Agronomia do Centro de Ciências Agrárias e Engenharias da Universidade Federal do Espírito Santo, apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Agronomia.

Orientador: Prof. Dr. Fábio Luiz de Oliveira.

ALEGRE

2016

ii

KAREN ANDREON VIÇOSI

CRESCIMENTO INICIAL DE YACON EM CONVIVÊNCIA COM PLANTAS

DANINHAS

Trabalho de Conclusão de Agronomia do Departamento de Produção Vegetal

do Centro de Ciências Agrárias e Engenharias da Universidade Federal do Espírito

Santo, apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em

Agronomia.

Aprovado em

de

de 2016.

COMISSÃO EXAMINADORA

Prof. Dr. Fábio Luiz de Oliveira Departamento de Produção Vegetal Centro Ciências Agrárias e Engenharias - UFES Orientador

Prof. Dr. Leandro Pin Dalvi Departamento de Produção Vegetal Centro Ciências Agrárias e Engenharias - UFES

M.Sc. Ariany das Graças Teixeira Doutoranda em Produção Vegetal Centro Ciências Agrárias e Engenharias - UFES

iii

AGRADECIMENTOS

A Deus, pela vida e pela oportunidade para estar aqui.

Aos meus pais, José Tarciso e Cecilia, pelo apoio, amor e força em todos os

momentos. Ao meu irmão Geovanni, por ter cuidado do cachorro e das calopsitas enquanto estive ausente.

À toda minha família pelo incentivo e apoio.

A todos os professores e ao orientador Prof. Fábio Luiz de Oliveira, que contribuíram para minha formação e pelos conhecimentos adquiridos.

À Universidade Federal do Espírito Santo e ao Centro de Ciências Agrárias, por toda estrutura cedida. Ao Jonas Souza Vinco, meu namorado e amigo, por estar comigo em todos os momentos e por sua amizade. Aos meus amigos, em especial o Tiago e Luiz Henrique.

A todos que me ajudaram na realização deste projeto, muito obrigada.

iv

À José Tarciso e Cecilia, meus pais.

v

RESUMO

A cultura da yacon (Smallanthus sonchifolius), família Asteraceae, tem origem andina e atualmente está sendo cultivada e consumida por apresentar inúmeras propriedades nutricêuticas. O aumento do consumo da yacon ocasionou maior demanda na produção, despertando o interesse dos agricultores, porém o manejo da cultura, inclusive o efeito da competição com plantas daninhas ainda é desconhecido, porém em outras culturas acumuladoras reservas em órgãos subterrâneos essa competição resultou em perdas em produtividade e do padrão comercial. Objetivou-se com o presente trabalho avaliar os efeitos da competição das plantas daninhas na fase inicial da cultura da yacon. O experimento foi realizado em casa de vegetação, em delineamento inteiramente casualizado, com quatro tratamentos: T1- yacon solteira; T2- yacon e tiririca; T3- yacon e grama seda; T4yacon e trapoeraba, cada um com quatro repetições. Foram realizadas avaliações aos 20 e 30 dias após o transplantio, relativas à altura, diâmetro, número de folhas e massa seca. O convívio com a grama seda causou a morte de todas as mudas de yacon 30 dias após o transplantio. A presença de plantas daninhas limitou o crescimento, reduziu a área foliar e massa seca das mudas de yacon. O crescimento inicial das mudas da yacon foi afetado pelo convívio com plantas de tiririca, grama seda e trapoeraba, indicando a maior necessidade de controle dessas daninhas na fase inicial da cultura, sendo a grama seda e trapoeraba as mais prejudicais.

Palavras chaves: Smallanthus sonchifolius, competição, matologia, olericultura.

vi

LISTAS

Tabela 1 - Percentual de mortalidade de mudas de yacon em convivência com

18

plantas daninhas, 20 e 30 dias após o transplantio

Tabela 2 - Altura e diâmetro relativo da yacon em convivência com diferentes

19

plantas daninhas, aos 20 e 30 dias após o transplantio, em %

Tabela 3 - Número de folhas e área foliar relativa da yacon aos 20 e 30 dias

20

após o transplantio, em

Tabela 4 - Massa seca relativa da raiz, caule, folha e total das mudas de yacon

20

em convivência com plantas daninhas, em %

Tabela 5 - Porcentagem de massa seca relativa da folha (PMF), do caule (PMC) e da raiz (PMR) das mudas de yacon em convivência com plantas daninhas,

em

21

Tabela 6 - Relação raiz/parte aérea relativa (R/PA), massa foliar específica (MFE) e área foliar específica (AFE) das mudas de yacon em convivência com

22

plantas daninhas, em

vii

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO

8

2. REVISÃO

10

2.1. A YACON

10

2.2. PLANTAS DANINHAS NAS CULTURAS OLERÍCOLAS

11

2.3. PLANTAS

DANINHAS

EM ESTUDO

13

2.4. PLANTAS

DANINHAS

E YACON

14

3. OBJETIVO

14

4. MATERIAIS E MÉTODO

 

15

4.1. LOCAL, CLIMA E PLANTIO

15

4.2. COLETA DOS DADOS

 

16

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO

18

6. CONCLUSÃO

23

7. REFERÊNCIAS

 

24

8

1. INTRODUÇÃO

A yacon (Smallanthus sonchifolius), planta pertencente à família Asteraceae, é originária dos vales andinos, cultivada desde a antiga civilização Inca. Apresenta raízes tuberosas ou de reserva e de baixo valor energético, usadas para o consumo humano in natura, assim como as folhas na forma desidratada. Devido ao seu potencial alimentício como fonte de inulina concentrada nos órgãos subterrâneos, pode substituir o açúcar para os diabéticos (VILHENA et al, 2000).

Os benefícios para a saúde humana fazem com que o consumo da yacon aumente, e como consequência há uma crescente demanda pela produção. Para que tal demanda, farmacêutica e alimentícia, seja atendida há necessidade da expansão dos cultivos, podendo esse ser de base familiar, devido ao manejo mais simples e pela valorização do mercado.

No estado do Espírito Santo, a yacon começou a ser produzida no ano 2006, com sua produção destinada as centrais de abastecimento, supermercados, hortifrútis e feiras (ANGELETTI et al., 2007). No Posto Cariacica da CEASA/ES (Centrais de Abastecimento do Espírito Santo) foram comercializadas 39,447 toneladas de yacon no ano de 2015, aproximadamente 30% menor que em relação ao ano de 2014, quando foram comercializadas 55,5 toneladas, sendo atribuída a essa redução à ausência de chuvas ocorrida no Estado, atrelada ao fato de que uma boa parte da produção é escoada direto do agricultor para mercados consumidores fora do estado, conforme já detectado em diálogos realizados com os agricultores durante a pesquisa. Atualmente o município de Santa Maria de Jetibá se destaca como maior fornecedor do produto para a CEASA, com 80% da produção, seguido Santa Leopoldina e Afonso Cláudio (CEASA, 2016).

Apesar de ser considerada por Zardini (1991) como uma cultura inovadora com potencial para atrair o interesse mundial devido às propriedades funcionais e dietéticas, o cultivo da yacon ainda é pouco difundido no Brasil, e as informações sobre a adaptação da cultura as condições de clima e solo, ao manejo agronômico, épocas e formas de plantio, assim como o controle de plantas daninhas são escassas na literatura.

9

De modo geral, as olerícolas são sensíveis a interferência das plantas daninhas, que prejudica a produção e causa perdas quantitativas, como a redução da produtividade, e perdas qualitativas com produtos menores, deformados e não comercializáveis. Estudos realizados por Carvalho et al. (2008), Costa et al. (2008) e Coelho et al. (2009) para culturas de raízes de acumuladoras de reservas e tubérculos de maior importância econômica, como beterraba, batata e cenoura, mostram que a competição com plantas daninhas causa redução de 80 % na produtividade, assim como a queda na qualidade, devido a maior quantidade de tubérculos e raízes menores não aptos a comercialização.

A falta de informações sobre o cultivo da yacon pode limitar a expansão no manejo da cultura. Pouco se sabe sobre seu desenvolvimento em diferentes regiões tropicais, sendo essencial o desenvolvimento de pesquisas, principalmente na área da competição com plantas daninhas. A geração de informações a respeito das potencialidades do cultivo de yacon na região Sul do Espírito Santo, possibilitará a divulgação e adoção dessa cultura promissora, principalmente, por agricultores familiares, tanto para subsistência quanto para comercialização.

10

2. REVISÃO

2.1. A YACON

O interesse das indústrias alimentícias e farmacêuticas para a produção da batata yacon tanto no Brasil como no mundo, deve-se ao fato de sua raiz tuberosa ser considerada um alimento funcional, apresentando em sua composição compostos bioativos que oferecem benefícios à saúde (VANINI et al., 2009). Dentre seus inúmeros componentes presentes nas raízes tuberosas, folhas e rizóforos, destacam-se os frutanos, do tipo inulina, de polímeros de frutooligossacarídeos (FOS), além de flavenóides e compostos fenólicos como clorogênico, ácido ferúlico e ácido cafeico (SANTANA e CARDOSO, 2008).

As grandes quantidades de frutooligossacarídeos do tipo inulina presentes na yacon apresentam grau de polimerização (Gp) £ 12, na forma de carboidratos de reserva, o que justifica sua importância na indústria alimentícia, como adoçante alternativo para a sacarose, na indústria de alimentos infantis, por ser um tipo de açúcar anticariogênico, e para a produção de produtos dietéticos, por conter baixas calorias e auxiliar no tratamento da diabetes mellitus (OHYAMA et al.; 1990; VILHENA e CÂMARA, 1998). Além disso, os frutooligossacarídeos são considerados prebióticos, devido à sua baixa digestibilidade por enzimas no trato gastrointestinal humano, estimulando o crescimento e atividade de bactérias intestinais que são benéficos para a saúde (WHO, 2004).

Devido ao reconhecimento recente dos efeitos promissores do consumo da yacon para a saúde humana, acarretou-se maior demanda, valorização comercial e o manejo da cultura. Com isso, nas últimas três décadas o cultivo de yacon foi estendido para países fora da Cordilheira dos Andes, como o Paraguai, os Estados Unidos, Eslováquia, China, Coréia e Taiwan (LACHMAN et al., 2004). Na década de 80, a yacon chegou a Nova Zelândia obtendo boa adaptabilidade e produtividade (MANRIQUE et al., 2004), e também ao Japão, onde foi realizado a maioria estudos científicos, relacionados com manejo agronômico, composição química, propriedades sobre a saúde e desenvolvimento de produtos transformados (SEMINARIO et al., 2003).

11

2.2. PLANTAS DANINHAS NAS CULTURAS OLERÍCOLAS

O conhecimento da capacidade de interferência de plantas daninhas sobre as

culturas é importante na tomada de decisão para realização do seu manejo e controle. Entretanto, a competição entre as comunidades infestantes e as culturas

agrícolas depende de fatores ligados à própria comunidade infestante (composição específica, densidade e distribuição), à cultura (espécie ou variedade, espaçamento

e densidade de plantio) e à época de extensão do período de convivência, os quais podem ser alterados pelas condições edafoclimáticas e pelos tratos culturais (PITELLI, 1985)

Como a yacon é uma planta que recentemente começou a ser explorada para

a comercialização, sua cultura não tem sistema de cultivo detalhado, dentre elas a

influência da competição com plantas daninhas (SILVA et al, 2015). Os efeitos das

plantas daninhas no cultivo da yacon ainda são desconhecidos, sendo de grande necessidade estudar o comportamento da parte área e da parte radicular, além da produção da planta sob estresse competitivo.

A interferência das plantas daninhas em cultivos de olerícolas é extremamente

elevada, pelo fato de as áreas destinadas ao cultivo passarem por exploração intensiva do solo, com alta frequência de mobilização, elevada taxa de fertilização e pequena restrição hídrica, criando um ambiente favorável ao crescimento e dificultando o controle. Dessa forma, ocorrem elevadas populações de invasoras de alta agressividade (PITELLI e DURIGAN, 1984).

O fator plantas daninhas constitui um dos principais componentes bióticos do

agroecossistema de hortaliças que interferem no seu desenvolvimento e produtividade. Uma vez não manejadas adequadamente, essas plantas podem interferir no processo produtivo, competindo pelos recursos do meio, principalmente água, luz e nutrientes, liberando substâncias alelopáticas prejudiciais, atuando como hospedeira alternativa de pragas e doenças comuns à cultura e interferindo nas práticas de colheita (PITELLI, 1985).

Na cultura da beterraba, observa-se que a interferência imposta pela comunidade infestante durante todo o ciclo de desenvolvimento da cultura pode ocasionar redução de produtividade maior que 90%, sendo que a presença das plantas daninhas ao longo do ciclo de desenvolvimento da cultura pode suprimir

12

totalmente a produção de raízes comercializáveis. No entanto, verifica-se o período crítico, compreendido entre 14 e 36 dias após a semeadura, foi quando a competição obteve maior impacto na produtividade (CARVALHO et al., 2008).

Vangessel e Renner (1990) ressaltam que a interferência das plantas daninhas na cultura da batata pode influenciar a qualidade dos tubérculos, tornando-os menores e alterando sua densidade, além de causar deformações, diminuindo o seu valor de mercado. Costa et al. (2008) observaram que quanto maior o período de convivência da batata com plantas daninhas menor é o diâmetro dos tubérculos. Quando a cultura conviveu por longo tempo com a comunidade de plantas daninhas houve uma grande queda da porcentagem de tubérculos comerciais, prejudicando drasticamente a qualidade dos tubérculos para comercialização.

Em estudos realizados em cenoura, comparando os tratamentos que permaneceram com as plantas daninhas e no limpo durante todo o ciclo agrícola, houve redução de 88,7% na produtividade total da cultura (COELHO et al., 2009). A maior convivência da cultura das plantas daninhas interferiu nos aspectos nutricionais da cenoura, resultando em acidez total e pH das raízes mais elevados e menor relação sólidos solúveis/acidez total (SOARES et al., 2010).

A forma de plantio das culturas também poderá interferir diretamente no controle prático das plantas daninhas. O plantio por transplante apresenta maior capacidade de supressão das plantas daninhas comparado a semeadura direta, devido ao sombreamento precoce da superfície do solo e o sistema radicular da planta já está formado. No trabalho de Horta et al. (2004), ao comparar os efeitos da interferência no plantio por semeadura direta e por transplante em beterraba, observou-se que a implantação da cultura pelo método de transplante tornou essa cultura mais competitiva do que aquela semeada diretamente, resultando em maior porcentagem de plantas sobreviventes. Tal vantagem se deve ao fato das mudas a serem transplantadas no campo possuírem sistema radicular e parte aérea bem desenvolvidos. Estas rapidamente sombreiam o solo, enquanto as plantas de beterraba semeadas diretamente no campo são frágeis, crescem lentamente nos estágios iniciais e, portanto, competem em desvantagem com as plantas daninhas.

O manejo adequado das plantas daninhas presente nos cultivos é de fundamental importância para o que a cultura principal não tenha o desenvolvimento comprometido. Sendo o cultivo de hortaliças um dos mais que sofrem interferência

13

direta das plantas daninhas, devido, por exemplo, ao revolvimento constante, aração, gradagem do solo para a formação dos canteiros. Consequentemente a população de daninhas tende a aumentar, e para que não aconteça a competição com a cultura principal é necessário a realização do controle das mesmas.

2.3. PLANTAS DANINHAS EM ESTUDO

Para o presente trabalho foram escolhidas três espécies de plantas daninhas que se destacam no estado devido à alta agressividade, difícil controle e por já estar difundida em uma grande área, que são a trapoeraba (Commelina benghalensis), tiririca (Cyperus rotundus) e a grama seda (Cynodon dactylon).

A trapoeraba é uma espécie herbácea perene (família Commelinaceae) que se desenvolve em todo o País, vegetando em áreas destinadas à horticultura, fruticultura e cereais. É hospedeira de diversas viroses e afídeos transmissores, sendo sua presença prejudicial para o controle integrado de pragas e doenças. É propagada por meio de fragmentação do rizoma, fragmentação do caule aéreo e por sementes, sendo essas múltiplas formas de reprodução o que dificulta seu controle (MOREIRA e BRAGANÇA, 2011).

A tiririca, da família Cyperaceae, também ocorre em áreas ocupadas pela olericultura e por frutíferas, sendo propagada por sementes, bulbos, rizomas e tubérculos. Apresenta sistema vegetativo eficiente e produção de compostos alelopáticos em suas raízes que compromete a germinação e estabelecimento de diversas culturas (MOREIRA e BRAGANÇA, 2011).

A grama seda é uma gramínea perene, da família Poaceae, que ocupa margens de rodovias, terrenos baldios, pastagens, hortaliças e fruteiras. Forma compostos alelopáticos que inibem o desenvolvimento do pepino e do tomate. Propaga-se por sementes e a partir da fragmentação dos estolões e rizoma. É indicada para formação de gramados e estabilização do solo em aterros de corte (MOREIRA e BRAGANÇA, 2011).

14

2.4. PLANTAS DANINHAS E YACON

Alguns autores defendem a capina como forma de eliminação das plantas daninhas, realizando-se três capinas manuais (VILHENA et al., 2000), ou duas ao longo do ciclo da yacon, sendo a primeira aos dois meses após o plantio, e a segunda, quando essas reaparecerem. Uma vez que a yacon tenha entrado na fase de crescimento acelerado ocorre o fechamento das entre linhas, ou seja, a folhagem restringe a entrada de luz para os estratos inferiores. Isso impede o desenvolvimento de plantas daninhas, de modo que não seja necessário fazer mais capina (SEMINÁRIO et al., 2003).

Sendo assim, observa-se que a população de daninhas manejadas de forma inadequada poderá interferi diretamente no desenvolvimento vegetativo e produtivo das culturas principais. No cultivo da yacon pouco se sabe do comportamento da cultura em relação as plantas daninhas. No entanto, com um aumento das áreas de cultivo e o maior interesse das indústrias de alimentos e farmacêuticas, os problemas relacionados ao manejo da cultura tendem a intensificar, sendo essencial a realização de pesquisas nesta área.

3. OBJETIVO

Objetivou-se avaliar o crescimento inicial da yacon em convivência com plantas daninhas.

15

4. MATERIAIS E MÉTODO

4.1. LOCAL, CLIMA E PLANTIO

O experimento foi conduzido em casa de vegetação, localizada no Campus de

Ciências Agrárias e Engenharias da Universidade Federal do Espírito Santo, no município de Alegre, ES, com coordenadas geográficas de -20.761833º S e - 41.537026º W, no período de março de 2016. O clima da região é classificado como AW clima tropical chuvoso com estação seca no inverno pelo sistema de Köppen.

O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, com

quatro tratamento e quatro repetições. Os tratamentos foram constituídos pela convivência com três plantas daninhas: 1) yacon e tiririca; 2) yacon e grama seda; 3)

yacon e trapoeraba; e um testemunha: 4) yacon solteira.

As mudas de yacon foram obtidas por meio de rizóforos plantados em sacos plásticos com dimensões de 20x30x50 cm, preenchidos com aproximadamente 1 litro de substrato da marca Vivatto Pro 20®, a base de casca de pinus e vermiculita, onde permaneceram durante 45 dias. Logo após as mudas foram transplantadas para vasos de plásticos com volume de 10L, contendo uma mistura de solo, areia e composto orgânico na proporção de 3:1:1. Optou-se pelo plantio em vasos e não diretamente no solo para uma avaliação mais precisa do sistema radicular, tendo em vista que a parte comercial da planta é raiz.

As plantas daninhas foram plantadas nos vasos antes do plantio das mudas de yacon, sendo elas a tiririca (Cyperus rotundus), trapoeraba (Commelina benghalensis) e grama seda (Cynodon dactylon). As mudas de tiririca foram obtidas por meio de tubérculos e as mudas de trapoeraba e grama seda estolões, sendo plantados cinco propágulos de daninha por vaso, 15 dias após o plantio dos rizóforos para a produção das mudas.

No plantio das mudas de yacon nos vasos foi realizado a poda das plantas daninhas rente o solo simulando uma capina. A irrigação dos vasos era realizada a cada dois dias, voltando sempre a capacidade de campo.

16

4.2. COLETA DOS DADOS

As avaliações das mudas de yacon foram realizadas 20 e 30 dias após o

plantio, onde foram analisados a altura, número de folhas, d

iâmetro do caule e área foliar.

A altura foi mensurada com auxílio de fita métrica, sendo determinada do nível

do solo até o ápice do caule. O diâmetro foi mensurado com auxílio de paquímetro

na altura do coleto. O número de folhas foi obtido por contagem.

A área foliar foi realizada com auxílio de réguas, comprimento ao longo da

nervura principal, da base até o ápice da folha, desconsiderando o pecíolo; e a

largura medida perpendicularmente à nervura principal, obtida de uma extremidade

à outra, posteriormente a área foliar foi estimada pela Equação 1, desenvolvida por

Erlacher et al. (2016)

ÂCL= -27,7418+(3,9812CL/lnCL),

(1)

em que C é o comprimento e L a largura da folha.

Ao final do experimento, foram realizados a obtenção da massa seca da raiz,

massa seca do caule e massa seca das folhas. Cada parte da planta foi seca em

estufa com circulação forçada de ar a 70 ± 5°C até massa constante para obtenção

da massa seca.

Posteriormente, foram calculadas as seguintes relações: razão raiz/parte aérea

(R/PA), massa foliar específica (MFE), área foliar específica (AFE), porcentagem de

massa foliar (RMF), razão de massa caulinar (RMC) e razão de massa radicular

(RMR), conforme as equações listadas abaixo:

/ =

é

=

Á

=

Á

=

∗ 100

17

=

=

100

100

18

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO

A yacon mostrou-se sensível a competição com plantas daninhas na fase inicial. A competição com grama seda foi a mais severa, causando 100% de mortalidade nas mudas de yacon após 30 dias seu plantio (tabela 1).

Tabela 1 - Percentual de mortalidade de mudas de yacon em convivência com plantas daninhas, 20 e 30 dias após o transplantio.

Percentual de mortalidade

Tratamento

20 dias

30 dias

Solteira

0%

0%

Tiririca

25%

25%

Grama seda

50%

100%

Trapoeraba

0%

50%

As plantas daninhas tiririca e trapoeraba também provocaram mortes de plantas de yacon, no entanto com menor severidade. A taxa de mortalidade demonstra uma sensibilidade da yacon para a competição com plantas daninhas, devendo ser evitada de modo a não prejudicar o desenvolvimento inicial das mudas. A grama seda é um problema sério em áreas agrícolas, visto que tem uma estrutura de reprodução vegetativa através de estolões com fácil estabelecimento e difícil controle, sendo que no verão tem maior crescimento, brotação e competição (NOVO et al., 2009). Vasilakoglou et al. (2005) observaram que a grama seda inibe o crescimento inicial da raiz e da massa seca de plântulas de algodão, milho e capim-arroz, o que indica que tem maior atuação em plantas no estágio inicial, que ainda não tem suas estruturas de defesas formadas. Os tubérculos de tiririca contêm substâncias inibitórias para plantas cultivadas, que podem inibir o desenvolvimento de outras plantas que vierem a ser cultivadas no local, sendo prejudicial para cultura do milho e tomate. Os compostos alelopáticos produzidos pela grama seda afetam a germinação e o crescimento da radícula e do hipocótilo do tomate, pepino e alfafa, dificultando o estabelecimento da planta e a emissão de novas raízes (CASTRO et al, 1983).

19

Em relação a Tabela 2, nota-se que houve diminuição das variáveis altura e diâmetro do caule em relação a yacon solteira devido à presença de plantas daninhas. A yacon em convivência com tiririca obteve a maior redução, tanto aos 20 quanto aos 30 dias após o transplantio, diminuindo em torno de 50% a altura e diâmetro do caule. A yacon em convívio com grama seda possui somente dados aos 20 dias após o transplantio devido a mortalidade das mudas após esse período, causando redução de 17% da altura e de 23% do diâmetro. A trapoeraba foi a que menos influenciou nessas variáveis, reduzindo 17% da altura e 7% do diâmetro do caule após 30 dias do transplantio.

Tabela 2 - Altura e diâmetro relativo da yacon em convivência com diferentes plantas daninhas, aos 20 e 30 dias após o transplantio, em %.

ALTURA

DIÂMETRO

20 dias

30 dias

20 dias

30 dias

Solteira

100

100

100

100

Tiririca

64

54,76

52,34

54,55

Grama seda

82,67

-

76,97

-

Trapoeraba

92

83,33

95,44

93,94

Esses efeitos podem ter ocorrido por diversos motivos, dentre eles por consequência da liberação de compostos alelopáticos produzidos pelas plantas daninhas que estariam afetando o crescimento radicular da yacon, além do sistema radicular das daninhas serem ramificados e agressivos (MOREIRA e BRAGANÇA,

2011), diminuindo assim a absorção de água e nutrientes pela yacon, afetando o seu crescimento.

A diminuição no tamanho das mudas de yacon pode ser atribuída à redução

da disponibilidade de água ou nutrientes, especialmente o nitrogênio, e a liberação

de substâncias alelopáticas das raízes ou folhas das daninhas (KRAMER e BOYER, 1995). Além disso, a intensa competição acima do solo por luz, causando sombreamento das plantas, restringe o fluxo de carboidratos para as raízes, afetando seu crescimento (LEMAIRE e MILLARD, 1999).

O número de folhas apresentou uma redução de 20% quando se compara a

20

dias, enquanto aos 30 dias a convivência com a tiririca reduziu para 69% o número de folhas da yacon (Tabela 3). A área foliar da yacon foi mais afetada pela presença de plantas daninhas, com redução de 35% quando em convívio com tiririca e grama seda aos 20 dias após o transplantio. A convivência com trapoeraba, novamente, foi a que menos acarretou prejuízos para a yacon, reduzindo em torno de 20% o número de folhas e a área foliar.

Tabela 3 - Número de folhas e área foliar relativa da yacon aos 20 e 30 dias após o transplantio, em %.

NÚMERO DE FOLHAS

ÁREA FOLIAR

20 dias

30 dias

20 dias

30 dias

Solteira

100

100

100

100

Tiririca

89

69

65

63

Grama seda

77

-

65

-

Trapoeraba

78

79

79

85

Os valores para massa seca apresentados na Tabela 4 mostram perda de massa quando as plantas são submetidas a competição. A exceção é a trapoeraba, que aumentou a massa radicular da yacon em 19,8%. A competição com tiririca reduziu principalmente o caule da yacon para apenas 5,8% quando comparado ao tratamento testemunha, sendo que causou perdas de quase 90% em relação a massa total, enquanto a trapoeraba de 39,5% em relação a yacon solteira.

Tabela 4 - Massa seca relativa da raiz, caule, folha e total das mudas de yacon em convivência com plantas daninhas, em %.

 

RAIZ

CAULE

FOLHA

TOTAL

Solteira

100

100

100

100

Tiririca

28,5

5,8

13,1

10,7

Trapoeraba

119,8

27,7

83,1

60,5

Vale ressaltar que as tabelas onde necessitam de massa seca e de área foliar aos 30 dias não foi adicionado o tratamento da yacon em convivência com grama seda devido a mortalidade das mudas, não gerando dados.

21

Segundo Bozsa e Oliver (1990), a massa seca radicular da soja foi reduzida em 1,5 vezes quando na presença de plantas daninhas, além de diminuir a massa seca da parte área e a área foliar. Em relação a porcentagem de massa foliar, houve redução do valor devido a competição de plantas daninhas, o que indica um menor acúmulo de massa foliar quando se compara a yacon solteira, sendo os fotoassimilados destilados ao sistema radicular da yacon, que aumentou em 2,47 vezes quando em convívio com tiririca e em 1,7 vezes em convívio com trapoeraba. A percentagem de massa caulinar diminuiu com a presença da tiririca e aumentou com a trapoeraba.

Tabela 5 - Porcentagem de massa seca relativa da folha (PMF), do caule (PMC) e da raiz (PMR) das mudas de yacon em convivência com plantas daninhas, em %.

 

PMF

PMC

PMR

Solteira

100

100

100

Tiririca

94,8754

86,664

247,75

Trapoeraba

77,703

120,29

170,76

Observando a porcentagem de massa foliar pode-se inferir que as mudas de yacon em convívio com as plantas daninhas alocou uma menor fração de fotoassimilados nas folhas, pela necessidade de translocá-los para outras partes da planta, indicando que essas partes demandavam de mais energia. A convivência com plantas daninhas fez que a yacon aumentasse sua relação raiz/parte área, justamente por destinar maior percentagem de seus fotoassimilados ao sistema radicular e não a parte aérea devido a competição no solo, sendo que tiririca aumentou em 2,72 vezes a R/PA da yacon e a trapoeraba em 1,72 vezes. A massa foliar específica menor nos tratamentos com plantas daninhas indica que houve um menor acumulo de massa seca foliar por área, sendo que a tiririca obteve a maior diminuição. Na área foliar específica, o aumento dos valores em relação a testemunha demostra que a yacon teve que aumentar a área foliar para poder acumular a mesma quantidade de massa seca foliar, alterando a plasticidade das folhas, que ficam mais finas e largas quando em competição com essas plantas daninhas.

22

Tabela 6 - Relação raiz/parte aérea relativa (R/PA), massa foliar específica (MFE) e área foliar específica (AFE) das mudas de yacon em convivência com plantas daninhas, em %.

 

R/PA

MFE

AFE

Solteira

100

100

100

Tiririca

272,32

23,19

321,56

Trapoeraba

172,34

61,16

149,26

A competição com tiririca mais que duplicou a relação raiz/parte área da yacon quando comparado as plantas solteiras, demonstrando uma alteração na alocação dos recursos para essa parte da planta, que pode estar ocorrendo em reflexo a redução na disponibilidade de água e/ou nutrientes, conforme já relatado por Rizzardi et al. (2001). Isso demonstraria que a yacon investiu maior parte dos carboidratos produzidos em raízes, com finalidade de aumentar sua área de exploração de água e nutrientes, diferentemente da yacon solteira, ausente da competição. De forma geral, o crescimento inicial da yacon foi afetado pelo convívio com as plantas daninhas testadas, isso indica a necessidade de maior atenção ao controle das daninhas nessa fase inicial, principalmente porque a cultura da yacon é amplamente propagada por meio de rizóforos, que é uma forma em que o crescimento inicial é naturalmente mais lento, o que permiti condições para o desenvolvimento das plantas daninhas nas entrelinhas. Esse fato, atrelado ao indicativo da sensibilidade a competição com as plantas daninhas, sugere que no período inicial da cultura, o controle das plantas daninhas seja necessário, para evitar interferências negativas na cultura da yacon. Comportamento semelhante já observado em batata (BLANCO, 2008), em cenoura (COELHO et al., 2009) e em beterraba (CARVALHO et al., 2008).

23

6. CONCLUSÃO

O crescimento inicial da yacon foi afetado pelo convívio com plantas de tiririca, grama seda e trapoeraba, isso indica a necessidade de maior atenção ao controle dessas daninhas na fase inicial dos cultivos de yacon.

A tiririca e grama seda foram às plantas daninhas que mais limitaram o crescimento inicial da yacon, enquanto a trapoeraba promoveu menor interferência.

24

7.

REFERÊNCIAS

ANGELETTI, M. P.; WOELFFEL, A. T.; GONÇALVES, H. C. C. Estratégia de trabalho participativo para marketing do yacon (Smallanthus sonchifolius Poep. & Endl) no comércio de Santa Maria de Jetibá ES. In: CONGRESSO BRASILEIRO

DE AGROECOLOGIA, 5., 2007, Guarapari. Anais sustentáveis. Guarapari: ABA, 2007.

Agroecologia e territórios

BLANCO, F. M. G. Manejo das plantas daninhas na cultura de batata. Biológico, São Paulo, v.70, n.1, p.19-24, 2008.

BOZSA, R.C., OLIVER, L.R. Competitive mechanisms of common cocklebur (Xanthium strumarium) and soybean (Glycine max) during seedling growth. Weed Science, Champaign, v. 38, n. 4, p.344-350, 1990.

CASTRO, P. R. C.; RODRIGES, J. D.; MORAES, M. A.; CARVALHO, V. L. M. Efeitos alelopáticos de alguns extratos vegetais na germinação do tomateiro. Planta Daninha, Viçosa-MG, v. 6, p.79-85, 1983.

CARVALHO, L. B.; PITELLI, R. A.; CECÍLIO FILHO, A. B.; BIANCO, S.; GUZZO, C.

D. Interferência e estudo fitossociológico da comunidade Infestante em beterraba de

semeadura direta. Planta Daninha, Viçosa-MG, v. 26, n. 2, p. 291-299, 2008.

CEASA - Centrais de Abastecimento do Espírito Santo. Disponível em:

<http://www.ceasa.es.gov.br/default.asp>. Acesso em: 12 de fevereiro de 2016.

COELHO, M.; BIANCO, S.; CARVALHO, L.B. interferência de plantas daninhas na cultura da cenoura (Daucus carota). Planta Daninha, Viçosa-MG, v. 27, p. 913-920,

2009.

COSTA, N.V.; CARDOSO, L.A.; RODRIGUES, A.C.P.; MARTINS, D. Períodos de interferência de uma comunidade de plantas daninhas na cultura da batata. Planta Daninha, Viçosa-MG, v. 26, n. 1, p. 83-91, 2008.

ERLACHER, W. A.; OLIVEIRA, F. L.; FIALHO, G. S.; SILVA, D. M. N.; CARVALHO,

A. H. O. Models for estimating leaf area of yacon. Horticultura Brasileira

(Impresso), v.34, p.422 - 427, 2016.

HORTA, A. C. S.; SANTOS, H. S.; CONSTANTIN, J.; SCAPIM, C. A. Interferência de plantas daninhas na beterraba transplantada e semeada diretamente. Acta Scientiarum Agronomy, Maringá, v. 26, n. 1, p. 47-53, 2004.

KRAMER, P.J., BOYER, J.S. Water relations of plant and soils. London:

Academic, 1995.

LACHMAN J; HAVRLAND B; FERNÁNDEZ EC; DUDJAK J. Saccharides of yacon (Smallanthus sonchifolius) tubers and rhizomes and factors affecting their content. Plant soil environment, v. 50, p. 383-390, 2004

25

MANRIQUE, I.; HERMANN, M.; BERNET, T. 2004. Yacon - Fact Sheet. Peru:

International Potato Center (CIP), 2004.

MOREIRA, H. J. C.; BRAGANÇA, H. B. N. Manual de identificação de plantas infestantes. São Paulo: FMC Agricultural Products, 2011.

NOVO, M. C. S. S.; DEUBER, R.; LAGO, A. A.; ARAÚJO, R. T.; SANTINI, A. Efeito de extratos aquosos de estruturas de grama-seda o desenvolvimento inicial de plântulas de arroz, milho e trigo. Bragantia, Campinas, v.68, n.3, p.665-672, 2009.

OHYAMA, T.; ITO, O.; YASUYOSHI, S.; IKARASHI, T.; MINAMIZAWA, K.; KUBOTA, M.; ASAMI, T.; TSUKHASHI, T. Composition of storage carbohydrate in tuber of yacon (Polymnia sonchifolia). Soil Science and Plant Nutrition, v. 36, p. 167-71,

1990.

PATTERSON, D.T. Effects of environmental stress on weed/crop interactions. Weed Science, Champaign, v. 43, n. 3, p.483-490, 1995.

PITELLI, R. A. Interferências de plantas daninhas em culturas agrícolas. Informe Agropecuário, v. 11, n. 129, p. 16-27, 1985.

PITELLI, R. A.; DURIGAN, J. C. Terminologia para períodos de controle e de convivência das plantas daninhas em culturas anuais e bianuais. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE HERBICIDAS E PLANTAS DANINHAS, Belo Horizonte.

Resumos

Piracicaba: SBHED, p. 37, 1984.

RIZZARDI, M. A.; FLECK, N. G.; VIDAL, R. A.; MEROTTO JR, A.; AGOSTINETTO,

D. Competição por recursos do solo entre ervas daninhas e culturas. Ciência Rural,

v.31, n.4, p.707-714, 2001.

SANTANA, I.; CARDOSO M. H. Raiz tuberosa de yacon (Smallanthus sonchifolius):

potencialidade de cultivo, aspectos tecnológicos e nutricionais. Ciência Rural, v. 38,

p. 898-905, 2008.

SEMINARIO J ; VALDERRAMA, M.; MANRIQUE I. El yacon: fundamentos para el aprovechamiento de un recurso promisorio. Lima: Centro Internacional de la Papa (CIP), Universidad Nacional de Cajamarca, Agencia Suiza para el Desarrolloy la Cooperación (COSUDE). 60p, 2003.

SILVA, D. M. N.; OLIVEIRA, F. L.; DALVI, L. P.; PRATISSOLI, D.; ERLACHER, W. A.; QUARESMA, M. A. L. Occurrence of insects causing injuries to the yacon crop. Horticultura Brasileira, v. 33, p. 394-397, 2015.

SOARES, I. A. A.; FREITAS, F. C. L.; NEGREIROS, M. Z.; FREIRE, G. M.; AROUCHA, E. M. M. Interferência das plantas daninhas sobre a produtividade e qualidade de cenoura. Planta Daninha, Viçosa-MG, v. 28, n. 2, p. 247-254, 2010.

VANGESSEL. M. J.; RENNER. K. A. Effect of soil type, hilling time and weed interference on potato (Solanum tuberosum) development and yield. Weed Technol., v. 4 n. 2, p. 299-305, 1990.

26

VASILAKOGLOU, I.; DHIMA, K.; ELEFTHEROHORINOS, I. Allelopathic potential of Bermudagrass and Johnsongrass and their interference with cotton and corn. Agronomy Journal, Madison, v. 97, p.303-315, 2005.

VANINI, M.; BARBERI, R. L.; CEOLIN, T.; HECK, R. M.; MESQUITA, M. K. A relação do tubérculo andino yacon com a saúde humana. Ciência Cuidado e Saúde, v.8, p.92-96, 2009.

VILHENA, S.M.C.; CÂMARA, F.L.A. Uses and cultivation of “yacon” (Polymnia sonchifolia) in Brasil. In: INTERNATIONAL CONGRESS, NEW CROPS AND NEW USES: BIODIVERSITY AND AGRICULTURAL SUSTAINABILITY. Phoenix, Arizona, USA, p. 103, 1998.

VILHENA, S.M.C.; CÂMARA, F.L.A.; KADIHARA, S.T. O cultivo do yacon no Brasil. Horticultura Brasileira, Brasília, v. 18, n. 1, p .5-8, 2000.

WHO - World Health Organization. WHO guidelines on safety monitoring of herbal medicines in pharmacovigilance systems. Geneva: WHO. 82p, 2004.

ZARDINI, E. Ethnobotanical notes of yacon, Polymnia sonchifolia (Asteraceae). Economic Botany, v. 45, n.1, p.72-85, 1991.