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Plano de saúde deve fornecer home care a idosa

TJ-MT - 2/6/2010
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A Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve sentença de
Primeiro Grau que determinou cautelarmente à empresa de plano de saúde Unimed/Cuiabá
a disponibilização, com urgência, de tratamento domiciliar (sistema home care) a uma idosa
de 85 anos portadora de doença degenerativa e outras graves enfermidades. A câmara
julgadora negou acolhimento ao Agravo de Instrumento nº 115333/2009
begin_of_the_skype_highlighting 115333/2009 end_of_the_skype_highlighting, interposto
pela empresa prestadora de serviços de saúde com o objetivo de se ver desobrigada de
arcar com as despesas. Em sua defesa, a agravante sustentou que o atendimento
pretendido não faria parte dos serviços cobertos pelo plano de saúde e que não haveria
urgência, uma vez que todos os procedimentos médicos necessários foram e estão sendo
prestados. Alegou que o sistema home care não se prestaria a dar atendimentos de
urgência ou emergência. Conforme os autos, a idosa necessitava do acompanhamento de
um técnico de enfermagem pelo período de 24 horas para atendê-la, pois sofre do Mal de
Parkinson e de diabetes, além de conviver com seqüelas provenientes de um acidente
vascular cerebral (AVC). A agravada esteve hospitalizada por quase 60 dias, em virtude de
uma intervenção cirúrgica no abdome, que lhe trouxe outras complicações, como ulceração
na região sacra. No entendimento do relator, desembargador Jurandir Florêncio de Castilho,
constatou-se que a idosa se encontra muito debilitada para enfrentar outra internação
prolongada em uma unidade hospitalar, sendo, portanto, necessária a presença de um
profissional em tempo integral para garantir-lhe a vida, conforme recomendação médica. O
magistrado ressaltou que, na condição de operadora de uma atividade econômica
correlacionada com serviços médicos e de saúde, a empresa possui os mesmos deveres do
Estado, ou seja, os de prestar assistência médica e integral aos consumidores dos seus
serviços. "Por fim, como está previsto no contrato de prestação de serviços firmado entre as
partes, a agravada tem direito à internação em hospital da rede conveniada, sem limitação
de prazo, nesse passo, o serviço domiciliar não pode ser negado pela agravante, uma vez
que se equipara à internação hospitalar, especialmente quando há recomendação médica e
a paciente encontra-se muito frágil", concluiu o desembargador. Acompanharam o seu voto
o desembargador Orlando de Almeida Perri (primeiro vogal) e o juiz substituto de Segundo
Grau, Círio Miotto (segundo vogal).
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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