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Ano 1, nº 01 - julho de 2010

FICHA LIMPA
Entrevistamos o Procurador Regional Eleitoral do
Pará, Daniel Avelino, que fala sobre a atuação dos
Ministérios Públicos e as medidas que serão tomadas
durante as eleições gerais deste ano.

ENTREVISTA SUBPGJ-TA
Corregedor do Conselho Nacional Ministério Público do Estado
do Ministério Público, Sandro Neis empossa novo Procurador de Justiça
pag. 4 pag. 8
Sumário
04 - Entrevista
Corregedor do Conselho Nacional do Ministério
Público, Sandro Neis
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ
Procuradoria-Geral de Justiça
07- Institucional
GERALDO DE MENDONÇA ROCHA
• Criação de novos cargos ampliará atuação Procurador-Geral de Justiça
do MP nos municípios
• Ministério Público do Estado empossa novo UBIRAGILDA DA SILVA PIMENTEL
Corregedora-Geral do Ministério Público
Procurador de Justiça: Jorge de Mendonça
Rocha ALMERINDO JOSÉ CARDOSO LEITÃO
• Campanha de vacinação contra a Gripe A Subsecretário-Geral, área técnico-administrativa
no MPE correspondeu às expectativas ANTONIO EDUARDO BARLETA DE ALMEIDA
• Novo Plano de Assistência para Servidores Subsecretário-Geral, área jurídico-institucional

• MPE participou de Seminário sobre “Violência


COLÉGIO DE PROCURADORES DE JUSTIÇA
sexual contra crianças e adolescentes”
GERALDO DE MENDONÇA ROCHA Presidente
UBIRAGILDA SILVA PIMENTEL Corregedora-Geral

16 - Direito em Movimento PEDRO PEREIRA DA SILVA


MANOEL SANTINO NASCIMENTO JÚNIOR
ANABELA BOUÇÃO VIANA
Entrevista com o Procurador Federal RAIMUNDO DE MENDONÇA RIBEIRO ALVES
GERALDO MAGELA PINTO DE SOUZA
Daniel Avelino CLÁUDIO BEZERRA DE MELO
ESTER DE MORAES NEVES DE OUTEIRO
LUIZ CESAR TAVARES BIBAS

20 - MP Cultural
FRANCISCO BARBOSA DE OLIVEIRA
ALAYDE TEIXEIRA CORRÊA
DULCELINDA LOBATO PANTOJA
• A magia circense dos quadros de Ana Rita MARCOS ANTÔNIO FERREIRA DAS NEVES
ADÉLIO MENDES DOS SANTOS
• Poema de José Edvaldo P. Sales ALMERINDO JOSÉ CARDOSO LEITÃO
MARIZA MACHADO DA SILVA LIMA
ANTÔNIO EDUARDO BARLETA DE ALMEIDA
RICARDO ALBUQUERQUE DA SILVA
ANA TEREZA DO S. DA SILVA ABUCATER
MÁRIO NONATO FALÂNGOLA
EDNA GUILHERMINA SANTOS DOS SANTOS
MARIA DA CONCEIÇÃO GOMES DE SOUSA
OLINDA MARIA DE CAMPOS TAVARES
MARIA DA CONCEIÇÃO DE MATTOS SOUSA
MARIA DA GRAÇA AZEVEDO DA SILVA
ANA LOBATO PEREIRA
LEILA MARIA MARQUES DE MORAES
TEREZA CRISTINA BARATA BATISTA DE LIMA
MARIA TÉRCIA ÁVILA BASTOS DOS SANTOS

CONSELHO SUPERIOR

GERALDO DE MENDONÇA ROCHA Presidente


UBIRAGILDA DA SILVA PIMENTEL Corregedora Geral
MARCOS ANTONIO FERREIRA DAS NEVES
PEDRO PEREIRA DA SILVA
LEILA MARIA MARQUES DE MORAES
MARIA DA CONCEIÇÃO DE MATTOS SOUSA
OLINDA MARIA DE CAMPOS TAVARES

OUVIDORIA

ESTEVAM ALVES SAMPAIO FILHO


Editorial

É
com satisfação que apresentamos aos integrantes
da instituição, o novo formato do Informativo do
Ministério Público do Estado do Pará. A publicação,
editada desde outubro de 2006, pelo Centro de Estudos
e Aperfeiçoamento Funcional, tem contribuído ao
longo de sua existência para divulgar notícias e trazer
informações jurídicas, com o objetivo de fortalecer a
atuação ministerial.

Até o último número, os membros, servidores e autoridades da área jurídica em


nosso estado recebiam um exemplar impresso da publicação. Inovamos, e passamos
agora a adotar o formato digital, o que vem ao encontro dos avanços tecnológicos de
nosso tempo. Ao optar por essa formatação, pensamos nas vantagens proporcionadas
aos leitores, que poderão acessar o conteúdo do informativo de qualquer local do mundo,
por meio de computador ou notebook, bastando para isso estarem conectados à internet.
O link com a edição atual e as posteriores estará disponível no site do Ministério Público
do Estado.

Além de facilitar o acesso ao conteúdo do informativo, o novo formato permite a


redução de custos a quase zero e a economia de papel, o que contribui também para a
preservação do meio ambiente.

As seções do informativo foram reformuladas com o objetivo de proporcionar aos


leitores conteúdo atualizado. Nas seções “Direito em movimento” e “Entrevistas” poderão
ser encontrados comentários de competentes profissionais a respeito dos assuntos em
foco. Os leitores também poderão acompanhar o que acontece nas unidades da instituição
na seção “Notícias Institucionais”, que traz os principais fatos ocorridos na administração.
O “MP Cultural” é o espaço reservado para expressões artísticas, poemas e crônicas.

Nessa primeira edição do formato digital, o Corregedor do Conselho Nacional do


Ministério Público (CNMP), Sandro José Neis, em entrevista fala das inspeções realizadas
em todo o Brasil e das expectativas quanto aos resultados dos trabalhos. Na seção “Direito
em movimento”, o Procurador Regional Eleitoral, Daniel Cesar Azeredo Avelino, discorre
sobre as medidas que serão tomadas nas eleições gerais deste ano e tece observações
específicas sobre a recente LC n. 135/10, a chamada “ficha limpa”.

Uma boa leitura a todos.

GERALDO DE MENDONÇA ROCHA

Procurador-Geral de Justiça

3
Entrevista

Corregedor do Conselho Nacional do


Ministério Público, Sandro Neis.
O Ministério Público do Estado do Pará recebeu, em maio, a Corregedoria Nacional do
CNMP para uma inspeção em suas unidades, além do estadual foram inspecionados os
MPs Federal, Militar e do Trabalho. O Pará foi o 5º estado a receber a visita, que está
prevista para acontecer em todos os estados da federação.
O atendimento ao público foi uma das frentes de atuação da equipe de inspeção, coordenada
pelo corregedor nacional, conselheiro Sandro Neis. “Nosso objetivo passa pela constatação de
eventuais irregularidades, mas, muito especialmente, queremos conhecer como a instituição está
organizada,” disse ele em entrevista coletiva.
Natural de Florianópolis, Sandro Neis, 38 anos, fez pós-graduação na Universidade Federal de
Santa Catarina. Sua tese versou sobre Ministério Público, Direitos e Sociedade. Ingressou no
MP-SC, em 1992.
Em 15 anos de carreira, exerceu as funções de Coordenador de Defesa dos Direitos Humanos
e de Moralidade Administrativa no antigo Centro das Promotorias da Coletividade. Foi, ainda,
secretário da Comissão de Concurso e membro do Conselho de Administração do Fundo Especial
de Modernização e Reaparelhamento e da Comissão de Planejamento Institucional.
Neis é um dos 12 membros do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que foi criado
pela Emenda Constitucional 45, de 2004, e é responsável pelo controle administrativo e disciplinar
das carreiras do Ministério Público.

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1. Como foi o processo que levou à criação do Conselho Nacional do Ministério
Público?

A criação e a estruturação de órgãos de controle do Poder Judiciário e do Ministério Público


é uma tendência em diversos países, especialmente europeus. No Brasil, a justificativa
de criação do CNJ era a necessidade de abertura da suposta “caixa preta” do Poder
Judiciário, o que, aliás, foi apresentado à nação em diversas oportunidades pelo Presidente
da República. No âmbito do Ministério Público, o discurso de justificação era diferente,
focando-se, principalmente, na necessidade de controle em eventuais abusos na atuação,
na simetria com o Poder Judiciário e no apoio que a própria Instituição, por meio de suas
principais lideranças, deu à aprovação da Emenda Constitucional número 45/2004, uma vez
que não temia a criação de um órgão de controle.

2. Como acontece a escolha do corregedor do CNMP?

O Corregedor Nacional do Ministério Público é escolhido dentre os Conselheiros que


sejam oriundos da carreira do Ministério Público, com mandato de dois anos, vedada a
recondução. O corregedor é responsável pelo processamento das reclamações disciplinares
e pela realização das inspeções, podendo, para compor sua equipe de trabalho, requisitar
membros e servidores da unidades do MP.

3. O que motivou o CNMP a promover inspeções nas unidades do Ministério


Público em todo o país?

A motivação se deu em face da imposição constitucional, uma vez que a própria Emenda
Constitucional 45 estabeleceu que essa responsabilidade é do Corregedor Nacional. Além
disso, há necessidade de conhecimento das atuais carências, estruturas e, principalmente,
dos projetos inovadores desenvolvidos pelo Ministério Público brasileiro.

4. Quais são os principais pontos que o CNMP procura abordar nas unidades do
Ministério Público que são inspecionadas?

Os trabalhos de inspeção seguem rigorosamente os parâmetros estabelecidos pelo “Manual


de Inspeção”, o qual serve com referência para que não haja tratamento diferenciado entre
as unidades inspecionadas. É evidente que toda inspeção serve para detectar eventuais
irregularidades, no entanto esse não é o único objetivo do trabalho, uma vez que procuramos
verificar a forma de estruturação administrativa da Instituição, com alcance na verificação
da folha de pagamento, contratos, licitação, planejamento, designações, convocações,
atividade correcional etc, bem como as principais deficiências e carências que dificultam a
atuação finalista da Instituição.

5. Como esse processo de inspeções pode contribuir para a imagem do Ministério


Público em todo o Brasil?

Principalmente pela demonstração de que o Ministério Público é uma Instituição importante


para defesa do regime democrático e dos interesses sociais, sendo, no entanto, controlada
por diversos segmentos e, inclusive, pelo CNMP, fazendo com que sua atuação seja respeitada
e entendida como exercício em favor da cidadania.

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Institucional
PGJ

Criação de novos cargos ampliará atuação do MP


nos municípios
A meta do Ministério Público de cobrir todas as regiões do estado está mais próxima de
acontecer. Em abril a Assembléia Legislativa do Pará aprovou a lei que cria novos cargos
de promotores de justiça.

São 100 novas vagas, divididas em 30 para a primeira entrância, 38 para a segunda
entrância e 32 para a terceira entrância. Os locais para onde serão distribuídos os cargos,
assim como as atribuições dos novos membros ainda serão definidos em ato do Colégio de
Procuradores de Justiça do Ministério Público do Estado, mediante proposta do Procurador-
Geral de Justiça.

A aprovação da Lei nº 7.397 foi importante para a política de expansão do Ministério Público
para os 144 municípios do Estado. No futuro, com o ingresso dos novos promotores de
justiça, será totalizado 416 o número de membros da instituição.

Segundo o Procurador-Geral de Justiça, Geraldo de Mendonça Rocha, “o Ministério Público


tem um plano de expansão de seus serviços para os municípios do Pará, elaborado
para acompanhar o crescimento da demanda no Estado. Para isso, haverá
a contratação de pessoal, ou seja, de membros e servidores para
melhor atender a população, principalmente nos municípios
onde não há promotor de justiça titular, atendidos
atualmente por membros da instituição que
acumulam algumas comarcas”.

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Institucional
SUBPGJ-TA

Ministério Público do Estado empossa novo


Procurador de Justiça: Jorge de Mendonça Rocha

No dia 29 de março foi realizada, em Sessão Solene do Colégio de Procuradores, presidida


pelo Procurador de Justiça, Marco Antônio das Neves, Sub-Procurador para a Área Técnico
Administrativo em exercício, a posse do Promotor de Justiça de 3ª Entrância Jorge de
Mendonça Rocha, no cargo de Procurador de Justiça. O evento foi realizado no Auditório
Natanael Farias Leitão (edifício-sede) e contou com a presença de membros do Parquet
paraense, autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário e familiares do empossado.

O Promotor de Justiça Jorge Rocha ingressou no Ministério Público há vinte e cinco anos
por concurso público. Após atuar em várias comarcas do interior do Estado - como Bujarú,
Oriximiná e Santarém - se destacou na capital por sua atuação na Promotoria de Justiça
de Acidentes do Trabalho.

Nos últimos anos atuou na Promotoria de Justiça de Ações Constitucionais e Fazenda


Pública, na qual teve grande destaque, principalmente pelo combate a casos de improbidade
administrativa e nepotismo na administração pública, com Recomendações, Inquéritos
Civis e Ações Civis Públicas nessa área.

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Em seu discurso, Jorge Rocha garantiu que continuará atuando com o mesmo afinco
e dedicação que caracterizaram seu trabalho nas Promotorias de Justiça. “Com grande
emoção me comprometo com a instituição, em seguir a trajetória da ética, lutando sempre
pela justiça”, ressaltou.

Ao saudar a posse do novo integrante do Colégio de Procuradores, o Procurador de Justiça,


Marco Antônio das Neves, Sub-Procurador de Justiça da Área Técnico Administrativo
em exercício, afirmou que a renovação contribuiu para o aprimoramento da instituição.
Ressaltou também “o engajamento, a combatividade e a experiência demonstrada na
Promotoria de Justiça de Ações Constitucionais e Fazenda Pública transmite a certeza que
o novo Procurador de Justiça está plenamente capacitado para excercer este cargo”.

É competência do Colégio de Procuradores o julgamento de recursos contra decisão do


Conselho Superior do Ministério Público, sobre o vitaliciamento, ou não, de promotor de
justiça em estágio probatório ou que recusar a indicação de membro do Ministério Público
para promoção ou remoção por antiguidade; contra decisão do Corregedor-Geral, que
determinar o arquivamento de procedimento disciplinar preliminar (PDP); do Procurador-
Geral de Justiça, que julgar processo administrativo disciplinar (PAD); além de outros
previstos na Lei Orgânica do MP.

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Institucional
DMO

Campanha de vacinação contra a Gripe A no MPE


correspondeu às expectativas
No dia 12 de maio deste
ano, o Departamento Médico
Odontológico (DMO) do Ministério
Público do Estado realizou, em
parceria com a Secretaria de
Saúde do Estado do Pará (SESPA),
a campanha de vacinação contra
a Gripe H1N1 para membros,
servidores, dependentes e
estagiários do órgão. As vacinas
foram oferecidas para todos
os grupos determinados pelo
Ministério da Saúde, além dos
especiais como grávidas e
portadores de doenças crônicas.

A solicitação feita à SESPA para o dia da campanha partiu do próprio MPE. Para a diretora
do DMO do Ministério Público, Márcia Moraes, a iniciativa pôde atender às pessoas que
“estavam tendo dificuldades nos postos de saúde para conseguir a imunização. A SESPA
possibilitou um bom suporte para a realização das vacinas”, revela.

Segundo dados fornecidos pelo DMO, 400 doses de vacina foram disponibilizadas para
o dia da vacinação. Destas, 246 foram utilizadas. As expectativas iniciais puderam ser
alcançadas, já que, conforme explica Márcia Moraes, mais da metade das doses foram
usadas em apenas um único dia, no horário de 10 da manhã às 4 da tarde, sem intervalo
para o almoço.

Além da vacina contra a Gripe A, a Secretaria de Saúde disponibilizou também ao MPE


doses das vacinas contra a Febre Amarela e a DT (Difteria e Tétano), para quem ainda
não havia tomado ou precisava fazer a renovação. No total, 258 pessoas puderam ser
imunizadas com relação às respectivas doenças. De acordo com o chefe da Divisão Médica
do DMO, Allan Rendeiro, “a preocupação do MP com o cuidado à vida e saúde de seus
membros e servidores foi coroada com o êxito no programa de imunização para H1N1 e
outras patologias como Tétano e Febre Amarela. O DMO aplica ações preventivas e com
isso fortalece a integração entre saúde e imunização.”

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iasep

Novo Plano de Assistência para Servidores


Em Fevereiro deste ano, o governo do Estado, por meio do Instituto de Assistência dos
Servidores do Estado do Pará, alterou o plano de assistência à saúde aos servidores
estaduais – e os benefícios também se estenderam aos servidores e membros do Ministério
Público do Estado.

O antigo Plano de Assistência à Saúde (PAS) agora se chama Plano de Assistência


(Assit). Além do nome, as principais mudanças no Assist são a ampliação dos serviços de
saúde, incluindo assistência odontológica e benefícios sociais. Na prática, quem adere ao
plano de saúde do estado garante assistência ambulatorial – a exemplo de acupuntura,
homeopatia, terapia ocupacional, nutrição e odontologia básica e especializada –, bem
como assistência hospitalar de baixa, média e alta complexidades, pronto atendimento de
urgência e assistência domiciliar.

Outro diferencial do Plano Assist é a ampliação de segurados. Podem ser incluídos como
dependentes filhos até 24 anos, enteados, cônjuges e genitores. Porém, para a melhoria
dos serviços, o IASEP precisou aumentar o valor da contribuição para 6%.

Para a coordenadora do Departamento de Recursos Humanos do Parquet, Ana Cristina


Braga, a principal vantagem do plano Assist é poder ajudar toda a família: “Se você paga
um plano particular por fora, você vai pagar por cada pessoa um preço. Diferente do Assit,
que é um plano família. Por um preço mais em conta, podemos incluir até os nossos pais,
em alguns casos”.

Esse ano já encerrou o prazo para servidores e menbros do Ministério Público aderirem
ao Plano Assist. Cerca de cento e dez pessoas se cadastraram no Assist. Porém, outras
informações podem ser adquiridas na sede do Instituto de Assistência dos Servidores do
Estado do Pará (IASEP).

IASEP – Travessa Dom Romualdo de Seixas, 1563, Umarizal – 4006-7900 / 7951 / 7964
Segundo o Procurador-Geral de Justiça, Geraldo de Mendonça Rocha, “o Ministério Público
tem um plano de expansão de seus serviços para os municípios do Pará, elaborado para
acompanhar o crescimento da demanda no Estado. Para isso, haverá a contratação de
pessoal, ou seja, de membros e servidores para melhor atender a população, principalmente
nos municípios onde não há promotor de justiça titular, atendidos atualmente por membros
da instituição que acumulam algumas comarcas”.

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Institucional
CAO

MPE participou de Seminário sobre “Violência


sexual contra crianças e adolescentes”

O Ministério Público do Estado (MPE/PA) participou do seminário “Violência contra crianças


e adolescentes: legislação e desafios”, realizado no dia 7 de junho, no Hangar Centro de
Convenções da Amazônia. O objetivo foi discutir a atuação das CPI’s do Senado Federal e
da Assembléia Legislativa do Pará sobre o tema para dar retorno à sociedade paraense.
A Promotora de Justiça Socorro Mendo, coordenadora do Centro de Apoio Operacional
(CAO) da Infância e Juventude do MPE/PA, representou o Procurador Geral de Justiça no
evento.

O seminário foi organizado pelo senador José Nery (PSOL/PA), integrante da CPI da
Pedofilia do Senado, e por várias entidades que defendem os direitos humanos no Estado
como a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB – Regional Norte-2), Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB – seção Pará), o Comitê estadual de Enfrentamento da
Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes e Cedeca Emaús.

A governadora Ana Júlia participou da abertura do seminário que, na programação, contou

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com mesas redondas sobre a atuação das CPI’s, políticas públicas no enfretamento da
violência contra a exploração sexual infanto-juvenil e legislação sobre crimes sexuais na
internet.

Dentre os debatedores e palestrantes estavam os Promotores de Justiça da Infância e


Juventude Franklin Lobato Prado e Leane Fiúza de Melo, além do consultor Fernando Luiz
Carvalho, do Programa de Ações Integradas e Referenciais de Enfrentamento à Violência
Sexual Infanto-Juvenil no Território Brasileiro (PAIR), do senador Magno Malta (PR/ES),
presidente da CPI da Pedofilia do Senado e do procurador do Ministério Público Federal,
Felício Pontes.

A promotora de justiça
Leane Fiúza de Melo
trouxe para a mesa de
debates a discussão sobre
o enfretamento à violência
sexual contra crianças e
adolescentes e o sistema
de garantia de direitos. Já
o promotor Franklin Prado
realizou uma palestra a
respeito das alterações
na legislação relativas à
violência sexual contra
crianças e adolescentes
além da abordagem sobre crimes praticados na Internet. Para o promotor, o Seminário,
ao reunir várias entidades, “ajuda a conscientizar sobre a importância de combater esses
tipos de crimes contra crianças e adolescentes. Faz com que a sociedade denuncie cada vez
mais, colaborando com o trabalho dos órgãos que atuam no enfrentamento da violência
sexual.”, afirma.

Dados – A CPI da Pedofilia do Senado, que encerra as atividades em novembro desse


ano, já recebeu mais de 900 denúncias e já ouviu mais 200 crianças vítimas de várias
partes do país. Também provocou mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA) quanto às penas relacionadas à divulgação de fotos ou vídeos na internet. Já CPI
da Assembleia, que entregou relatório em fevereiro deste ano, recebeu 842 denúncias só
do Pará e realizou 19 audiências em 11 municípios.

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Institucional
PGJ

MPE realiza primeira rodada de avaliação e


acompanhamento do Plano Geral de Atuação (PGA)

Em junho foi realizada a 1ª Rodada de Acompanhamento e Avaliação do Plano Geral de


Atuação (RAAP - PGA) do Ministério Público do Estado do Pará. Entre os objetivos do evento
estava avaliar os trabalhos realizados desde 2008 e a rediscutir as propostas do PGA, para
readaptar e definir as ações estratégicas a serem desenvolvidas prioritariamente pelo
órgão a partir do próximo exercício. Os Procuradores de Justiça Raimundo Mendonça e
Almerindo José Cardoso Leitão, este último representando o Procurador Geral de Justiça,
fizeram a abertura da reunião, que contou com a presença de aproximadamente cinqüenta
pessoas, entre membros, servidores e técnicos da instituição.

A construção do Plano Geral de Atuação, em 2008, envolveu membros, técnicos, diretores


de departamento, assessores e servidores em todo o estado, além da participação da
sociedade, que pôde contribuir durante quatro audiências públicas, realizadas em Belém,
Castanhal, Marabá e Santarém. Quando elaborado, ficou instituído que o PG A não teria
período de vigência determinado, estando sujeito a revisões bienais.

De um modo específico, o PGA


tem por objetivos combater
a corrupção, a improbidade
administrativa e realizar o controle
da administração pública, a
partir das áreas de atuação do
Ministério Público, com ênfase
temática na defesa da saúde,
educação, segurança pública e
meio ambiente, observando-se a
infância e juventude e os direitos
sociais fundamentais. Para
tanto, o Plano segue algumas
diretrizes, como o fortalecimento
e aprimoramento da capacidade
institucional, a transparência e controle social, a regionalização da atuação institucional, a
integração à comunidade, e a consolidação e ampliação de parcerias, dentre outras.

Durante os dois dias de realização desta primeira rodada de acompanhamento, os


participantes puderam ter uma noção geral sobre o desenvolvimento e estágio atual da
efetivação do Plano Geral de Atuação do MP. No primeiro dia do evento, após discutirem
sobre dúvidas e sugestões para a melhoria estrutural e operacional do PGA, os presentes
foram divididos em sete grupos, cada um respondendo por uma ação estratégica do

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Plano, quais sejam: criar grupos especiais de estudo e de trabalho para analisar e definir
estratégias de atuação institucional, formar e capacitar integrantes do MP para o alcance
do objetivo do PGA, criar equipe técnica interdisciplinar permanente de apoio, comunicação
continuada com a sociedade, realizar ações de desenvolvimento organizacional na área
técnico-administrativa, realizar ações de desenvolvimento organizacional na área jurídico-
institucional, e apoiar a elaboração dos planos de atuação das Procuradorias e Promotorias
de Justiça.

Cada grupo apresentou suas conclusões durante o segundo dia do evento, quando
também foram discutidas as sugestões e críticas feitas pelos participantes. A partir dessas
exposições será possível determinar as ações que devem ser priorizadas na reelaboração do
Plano Geral de Atuação do MP, já com as inclusões e exclusões que se fizerem necessárias.

Com a determinação das ações prioritárias, e considerando-se o que foi discutido durante
os dois dias da rodada de avaliação e acompanhamento, está em processo de produção
um relatório que será encaminhado ao Colégio de Procuradores do MP. A partir da
aprovação do documento, terá início a elaboração do orçamento para o exercício de
2011, quando poderão ser alocadas, dentro das possibilidades e seguindo as diretrizes
definidas, as verbas necessárias à execução das ações priorizadas. E ainda em 2011,
será construído o Plano Plurianual para o período 2012/2015, que deverá considerar as
prioridades estratégico-institucionais.

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Direito em
Entrevista com o Procura
No mês de maio, o Procurador Regional
Eleitoral no Pará, Daniel Cesar Azeredo Avelino,
promoveu reunião com os Procuradores da
República e Promotores de Justiça que vão atuar
na fiscalização das eleições 2010. A reunião
fechou estratégias para o trabalho, que deve
coibir em todo o estado práticas ilegais como
compra de votos, abuso de poder econômico,
propaganda irregular, uso da máquina pública.

Uma das primeiras resoluções foi que


os promotores que atuam no interior vão
coletar provas e enviar à capital, através de
procedimento apropriado, quando se depararem
com situação de irregularidade. A comunicação
entre os membros do MP deve ser permanente
e online.

Assim como em eleições anteriores, a


comunicação de crimes eleitorais pelos
cidadãos é peça essencial da fiscalização. Para esse fim, será lançado em breve o disque-denúncia
contra a corrupção eleitoral.

O serviço é coordenado pelo Comitê de Combate à Corrupção Eleitoral, que recebe as denúncias
da população, em caráter sigiloso, e encaminha ao Ministério Público. Em 2008, foram recebidas
3 mil ligações, mas apenas metade se transformaram efetivamente em denúncias, por falta de
provas.

Em entrevista para o Informativo do Ministério Público do Estado, o Procurador Regional Eleitoral


do Pará, Daniel Avelino fala sobre a atuação dos Ministérios Públicos e as medidas que serão
tomadas durante as eleições gerais deste ano:

1. Qual a importância na opinião de V.Exa. para a Democracia Brasileira do movimento


popular que fez chegar ao Congresso Nacional a proposta de projeto de lei hoje
convertida na Lei Complementar n. 135, de 04.06.10, objetivando excluir da disputa
eleitoral pretendentes que sejam portadores de “ficha suja”?

A aprovação da Lei Complementar nº 135, de 04.06.2010, foi um marco no Estado Democrático


brasileiro. Uma verdadeira conquista dos cidadãos brasileiros que exerceram de forma brilhante a
Soberania Popular insculpida no texto constitucional de 1988.

A imposição de limites e de critérios mais robustos à elegibilidade de candidatos à cargos majoritários


e proporcionais é um grande avanço para o país. Acredito que esta é a primeira grande conquista
do povo brasileiro, desde a “luta pelas diretas”, no que se refere a moralização da política nacional.

16
Movimento
ador Federal Daniel Avelino
Vitórias como esta são de suma importância para o desenvolvimento da mentalidade política dos
eleitores brasileiros e representam um enorme crescimento do ideal democrático que deve prevalecer
em qualquer nação, nos dias atuais.

2. O que V. Exa. destacaria nas modificações introduzidas na atual lei de inelegibilidade


(LC n. 64/90) pela Lei Complementar n. 135, de 04.06.10?

Dentre as principais inclusões promovidas na Lei Complementar nº 64/1990, destaco àquelas


advindas para resguardar os princípios constitucionais da probidade administrativa e da moralidade
no desempenho de mandatos eletivos.

Declarar um candidato inelegível, em virtude de condenação judicial colegiada, decorrente do


cometimento dos crimes acrescidos pela alínea “e” ao art. 1º da Lei de Inelegibilidade, tais como:
os crimes contra a vida, a dignidade sexual, de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores,
assim como àqueles praticados contra a economia popular, a fé pública, a administração pública,
ao patrimônio público, ao meio ambiente e a saúde pública; é, seguramente, uma forma bastante
eficaz de pré seleção de candidatos.

Além das hipóteses de condenação criminal, entendo que as demais alterações sobrevindas através
da LC nº 135/2010 têm o caráter singular de desmistificar o ideal de impunidade atrelado àqueles
que desempenham funções eletivas no país, sobretudo no que diz respeito ao próprio desempenho
da função pública. Tornar inelegíveis os políticos condenados, em grau recursal, por atos de
improbidade administrativa ou pela prática de abuso de poder econômico e/ou político, é medida
fundamental para se iniciar uma verdadeira reforma política no Brasil.

3. Algumas modificações foram realizadas na proposta original entre as quais a de que


as novas regras quanto à vida pregressa não atingiriam condenações pretéritas? V. Exa.
pensa assim também? A lei atingirá apenas condenações a partir da sua publicação
ocorrida no dia 07.06.2010?

O TSE deve decidir, ainda nesta semana, sobre a aplicação da Lei Complementar nº 135/2010 no
tempo, em que pese, sobretudo, a possibilidade de atingir os políticos condenados por decisão
colegiada anterior a 07.06.2010.

De todo modo, entendo que ainda que as alterações só atinjam os políticos condenados a partir de
07.06.2010, a nova Lei Complementar nº 135 não perderá seu caráter reformador, uma vez que na
grande maioria dos casos, os condenados são reincidentes.

* Depois de realizada esta entrevista, o TSE, no dia 17.06.2010, julgando a Consulta 114709
entendeu que a Lei Complementar n. 135/10 “poderá impedir registro de candidatos que tenham
sido condenados por órgão colegiado antes da publicação da norma”. (Fonte: www.tse.gov.br)

4. Muitos operadores do direito consideram a lei como inconstitucional por violar o


princípio da presunção de inocência. O que V. Exa. pensa a respeito?

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Direito em Movimento
A Lei Complementar nº 135 encontra respaldo no §9º, do art. 14, da Carta Magna e não representa
qualquer tipo de afronta ao Princípio da Presunção de Inocência. Trata-se, na realidade, de um eficaz
mecanismo de proteção aos princípios da probidade e moralidade administrativa, e de forte barreira
a influência do abuso de poder político e/ou econômico.

O candidato inelegível não perde qualquer tipo de direito político, antes do trânsito em julgado
da decisão. Cuidam-se, a bem da verdade, de critérios mais rígidos de seleção de candidatos ao
desempenho de funções públicas. Muito desses requisitos já eram exigidos no preenchimento de
cargos de provimento por meio de concurso público, como para os membros do Ministério Público.

As exigências mínimas da LC nº 64 (como, por exemplo, a de não ser analfabeto) nunca supriram
a necessidade de se eleger apenas políticos tecnicamente qualificados e de vida pregressa proba e
pautada na legalidade. A imposição de novas exigências, como as trazidas pela Lei Complementar
nº 135, em nada afrontam o princípio da presunção da inocência, mas pelo contrario: reafirmam os
preceitos constitucionais previstos no art. 14 da Lei Maior.

Além disso, o art. 26-C, da LC 135, ainda prevê a concessão de efeito suspensivo à decisão que
resultar na inelegibilidade de candidato, sempre que existir plausibilidade da pretensão recursal e
desde que a providência tenha sido expressamente requerida, sob pena de preclusão, por ocasião
da interposição de recurso.

5. A aplicação da Lei Complementar n. 135, de 04.06.10, para as eleições deste ano


passa necessariamente por uma análise do disposto no art. 16 da CF. Na sua opinião,
deve a nova lei ser aplicada às eleições de 2010?

O TSE já firmou seu entendimento quanto a aplicação dos novos casos de inelegibilidade previstos
na LC nº 135/2010 na resposta à consulta feita pelo senador Arthur Virgílio (Consula nº 112026).
O pleno do tribunal entendeu que a lei, sancionada pelo presidente Lula, no último dia 4 de junho,
não altera o processo eleitoral e pode ser aplicada neste ano. Desse modo, corroboro com a posição
adotada pela Corte Superior, posto que a LC nº 135 não altera disposições processuais, mas apenas
amplia os casos de inelegibilidade da LC nº 64. Portanto, não há do que se falar na aplicação do
disposto no art. 16 da Constituição no que diz respeito a vigência dessa Lei.

6. Muitos criticam a nova lei por entenderem que caberia ao eleitorado decidir sobre
a não eleição de um “ficha suja”. Num país com altos índices de pobreza, até mesmo
de miséria, e de corrupção, incluindo a de caráter eleitoral, V. Exa. entende que esse
eleitorado teria condição para fazer essa seleção?

Certamente o eleitorado brasileiro a cada eleição vem se mostrando mais seleto, no que se refere as
suas opções de voto, aprimorando a democracia e fortalecendo a soberania popular.

Por outro lado, a condição social de miséria e pobreza de parte da população, sem dúvida, desencadeia
de forma mais nítida a corrupção eleitoral e aflora o abuso do poder econômico e político.

As alterações imprimidas pela LC 135/2010 são, portanto, essenciais para melhoria da

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representatividade popular. Hoje, a maioria dos brasileiros não só têm condições de excluir os “fichas
sujas” do poder, como também de reivindicar tal mudança junto ao Congresso Nacional. Exemplo
disso é a própria aprovação desta Lei Complementar, oriunda de projeto de iniciativa popular.

7. É uma boa medida a divulgação pública dos nomes daqueles pretensos candidatos
que possuam “ficha suja” para fins de informação do eleitorado?

A transparência é um dever do poder público, consoante se extrai do princípio da publicidade.


Dessa forma, e considerando que as condenações, tanto judiciais, como administrativas (no Caso
dos Conselhos Profissionais), devem ser amplamente difundidas, a reunião e divulgação dos nomes
daqueles pretensos candidatos que possuam “ficha suja” se mostra uma medida bastante importante
e eficiente para o controle da sociedade e do Ministério Público Eleitoral na aplicação dos novos
critérios de inelegibilidade.

8. Existe(m) algum(uns) ponto(s) específico(s) da nova lei que receberá para as eleições
de 2010 atenção especial da Procuradoria Regional Eleitoral do Pará? Quais?

Todos os novos casos de inelegibilidade devem ser apurados com a devida atenção.

9. Em linhas gerais, quais as principais ações da Procuradoria Regional Eleitoral para


as eleições de 2010? Como a população poderá levar ao conhecimento da Procuradoria
denúncias a respeito de ilícitos eleitorais?

A Procuradoria Regional Eleitoral fiscalizará e reprimirá toda e qualquer atividade que possa
caracterizar ilícito eleitoral nas eleições vindouras, a exemplo das representações por propaganda
eleitoral extemporânea que já vem sendo realizadas.

A população poderá denunciar essas ilicitudes (tais como: ocorrência de captação ilícita de sufrágio,
propaganda eleitoral irregular, abuso do poder econômico ou político) através de um 0800 que
será disponibilizado pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará, e funcionará na sede da
Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil – Região Norte 2.

10. Quais as recomendações que a Procuradoria Regional Eleitoral faz para os Promotores
Eleitorais quanto às eleições de 2010?

A Procuradoria Regional Eleitoral está providenciando os expedientes necessários para


esclarecimento e orientação a respeito da atuação dos Promotores Eleitorais na apuração dos casos
de inelegibilidade trazidos pela LC nº 135/2010. A princípio, deverão ser realizadas buscas para se
identificar condenações judiciais colegiadas nas esferas penal, civil (improbidade administrativa),
eleitoral (captação ilícita de sufrágio, abuso do poder econômico e/ou político), além das proibições
administrativas de exercício profissionais por decisões dos Conselhos de Classe.

Mostra-se imperioso também saber quais pretensos candidatos ao próximo pleito eleitoral que
tenham sido demitidos do serviço público, na forma da LC nº 135, bem como diligenciar junto ao
poder legislativo municipal, estadual e federal, de modo a identificar os que possivelmente tenham
renunciado para não perder seus cargos ou seus direitos políticos.

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MP Cultural

A magia circense dos quadros de Ana Rita


Uma pessoa curiosa e de bem com a vida. Essa descrição se adequa perfeitamente à
Ana Rita Sá dos Santos, servidora do Ministério Público do Estado do Pará desde 1996.
Atualmente lotada na Corregedoria Geral, Ana é responsável por cuidar dos relatórios de
movimentação (remoção e promoção) de Promotores de Justiça. Mas suas atividades se
expandem para além de funções administrativas... Afinal de contas, quem nunca viu um
de seus quadros por aí?

Formada em arquitetura, desde criança Ana Rita sempre gostou muito de desenhar. “Isso
para mim é um hobby, ainda mais depois que a gente vê o resultado final. É muito
prazeroso”, conta. Durante uma gincana promovida pelo MPE para arrecadar fundos para
instituições de caridade, uma das tarefas era produzir uma obra de arte. Ana pintou
um quadro. O resultado foi tão bom que um colega de trabalho se interessou e acabou
comprando a obra. “Nunca pensei que isso aconteceria, fiquei muito surpresa”, afirmou
Ana.

“Acredito que a arte é um meio de cada pessoa se encontrar, seja através de que tipo de
arte for. O ser humano precisa de atividades que lhe dêem prazer, senão tudo vira muito
instintivo. Quando a gente tem contato com esse nosso lado criança, essa coisa do lúdico,
certamente vive mais feliz”, explicou Ana Rita.

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O teatro também é um dos interesses de
Ana. Depois de participar de uma peça
dirigida pelo Dr. Cláudio Melo, ela ingressou
no curso de teatro da Universidade Federal
do Pará, mas não concluiu. Posteriormente,
Ana fez um curso de palhaço (isso mesmo!),
com os Palhaços Trovadores; ela ficou tão
encantada com esse mundo que iniciou uma
pesquisa sobre circo, o que deu origem a
uma série de quadros pintados por ela com
esse tema circense.

O teatro também é um dos interesses de


Ana. Depois de participar de uma peça
dirigida pelo Dr. Cláudio Melo, ela ingressou
no curso de teatro da Universidade Federal
do Pará, mas não concluiu. Posteriormente,
Ana fez um curso de palhaço (isso mesmo!),
com os Palhaços Trovadores; ela ficou tão
encantada com esse mundo que iniciou uma
pesquisa sobre circo, o que deu origem a
uma série de quadros pintados por ela com
esse tema circense.

O teatro também é um dos interesses de


Ana. Depois de participar de uma peça
dirigida pelo Dr. Cláudio Melo, ela ingressou
no curso de teatro da Universidade Federal
do Pará, mas não concluiu. Posteriormente,
Ana fez um curso de palhaço (isso mesmo!),
com os Palhaços Trovadores; ela ficou tão
encantada com esse mundo que iniciou uma
pesquisa sobre circo, o que deu origem a
uma série de quadros pintados por ela com
esse tema circense.

O lado artístico de Ana Rita fala tão alto


que ela já recebeu até mesmo uma bolsa
do Instituto de Artes do Pará (IAP), para
desenvolver uma pesquisa voltada para
área de aplicação de linhas e tecido em elas.
Além disso, Ana já expôs seus trabalhos
na Galeria Abril Para Arte, na Estação das
Docas, na XIII Mostra de Arte Primeiros
Passos (do CCBEU), entre outros.

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MP Cultural
Oferta queimada

De repente, num processo desmesurado,


Uma idéia, desde muito alimentada:
A de ser mais que os outros seres,
Insurgindo-se contra o mundo dos diferentes
Tidos, agora, como desiguais.

Um motim político,
Um discurso inflamado,
Um soldado camuflado,
Um líder robustecido.

A multidão, silenciosa, embevecida,


Seguia, consciente ou omissa,
A marcha, o pelotão, o arrastão
De vidas que passaram a ter um sentido só:
Viver, sobreviver, ou melhor... morrer.

Complacências religiosas,
Moucos, vagos e distantes oposionistas,
Exílios, encarceramentos, torturas,
Experiências, mortes, angústias.

Corpos ambulantes, esqueletos vagantes,


Espíritos e almas desejosos, desesperançados,
Conflituosos, alguns agnósticos,
Que miram o desconhecido
Rumo ao túmulo pelas mãos deles abertos.

Isto não é uma ferida, não é uma cicatriz,


É o câncer, a gangrena, do horror - o grito,
Que desnuda a todos – agentes, omissos, humanos meretrizes.
Se fosse possível voltar, obstruir os fatos e apagar os registros...

José Edvaldo P. Sales - PJ

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