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AVALIAÇÃO DO SISTEMA DE TRANSPORTE COLETIVO POR ÔNIBUS DO DISTRITO FEDERAL SEGUNDO A PERCEPÇÃO DO USUÁRIO

Glaucemária da Silva Rodrigue

gal-67@hotmail.com

Aldery Silveira Júnior

aldery@unb.br

Rone Evaldo Barbosa

rone@viaurbana.eng.br

José Matsuo Shimoishi

matsuo@unb.br

Evaldo Cesar Cavalcante Rodrigues

evaldocesar@unb.br

Programa de Pós-Graduação em Transportes da Universidade de Brasília (PPGT-UnB) (Grupo de Pesquisas sobre Planejamento e Inovação em transportes – GPIT)

RESUMO

A pesquisa objeto do presente trabalho visou a identificar as demandas dos usuários de

transporte coletivo por ônibus do Distrito Federal, a qual foi realizada junto aos usuários

e aos servidores do Órgão público gestor do Sistema de Transporte Público. Os dados

obtidos foram tabulados e depois de analisados sugerem pontos de melhoria no processo de criação de novas linhas de ônibus, de fiscalização e de manutenção das linhas em atividades, além de diagnosticar os métodos utilizados pela Órgão gestor para ser atuante na prestação de serviços públicos de transportes e na busca pela qualidade desses serviços.

Palavras-chave: Acessibilidade; Mobilidade; Transporte público; Gestor público.

ABSTRACT

The research object of this work was to identify the needs of users of public transportation by bus from the Federal District, which was performed with the users and the servers public entity manager of Public Transport System. Data were tabulated and then analyzed suggest areas for improvement in the process of creation of new bus lines, inspection and maintenance of lines in activities, and the methods used for diagnosing organ manager to be active in public service delivery transport and the search for quality of those services.

Keywords: Accessibility, Mobility, Public transport, Public manager.

1. INTRODUÇÃO

No atual cenário competitivo empresarial é clara a importância de se aperfeiçoar as instituições públicas e privadas, para aumentar a satisfação dos clientes. Com o crescimento das cidades há também o aumento das necessidades da população por transportes modernos, que atendam benefícios além dos tradicionais decorrentes de reduções nos custos operacionais e tempos de viagem. As entidades públicas buscam

o aprimoramento, para proporcionar um eficiente atendimento e a busca da maior satisfação, com foco nos clientes externo (cidadão) e interno (servidor).

A formulação de ajustes no planejamento urbano passa pela necessidade de agregação de vários novos fatores econômicos, sociais e políticos, que refletem em mudanças na infraestrutura e serviços públicos. No processo de formação das cidades,

o planejamento de transporte é um dos elementos fundamentais para estruturação

urbana, de forma que garanta a mobilidade e atenda ao crescimento urbano com foco no bem estar social. O transporte público por ônibus se apresenta como principal sistema de transporte das cidades brasileiras, e em todo o Distrito Federal (DF), para garantir o direito de deslocamentos das pessoas.

1.1. Objetivos

O objetivo geral da pesquisa foi identificar as principais necessidades do sistema de

transportes coletivos por ônibus no Distrito Federal, segundo a percepção do usuário.

Foram

pesquisa:

considerados

os

seguintes

objetivos

específicos

para

a

realização

desta

a) Identificação os impactos negativos do transporte público por ônibus na vida dos moradores do DF, a partir das solicitações de melhorias coletadas nas 31 regiões administrativas;

b) Analisar as principais solicitações dos usuários por melhorias do transporte público por ônibus; e

c) Diagnosticar os procedimentos para efetivação das melhorias solicitadas.

1.2. Contextualização

O Distrito Federal é atendido em sua maioria pelo sistema de transporte público por

ônibus e conta com um terminal rodoviário central e pontos de parada dotados ou não de abrigos para pedestres. A população se desloca através deste sistema entre os diversos bairros (cidade satélite ou regiões administrativas) e entre os bairros e os municípios do Estado de Goiás, que são situados geograficamente no entorno de Distrito Federal. As populações economicamente ativas se deslocam por ônibus diariamente principalmente para o Plano Piloto, que é considerado o centro administrativo do Distrito Federal, para cumprirem as jornadas de trabalho.

O DFTRANS representa o gestor público voltado para gerenciar o sistema, identificar as

solicitações de melhoria, para a notificação de ajuste de conduta e para a fiscalização

do transporte público por ônibus no Distrito Federal.

2. PLANEJAMENTO URBANO

O planejamento urbano é um processo constante que envolve toda área considerada

urbana e urbanizável nas políticas de expansão, uso e ocupação do solo, cujo dinamismo é parte integrante das cidades em geral e necessita de constante retroalimentação. A responsabilidade da condução do processo é de natureza pública e deverá envolver toda a sociedade.

Para Güell (2000), em termos de ciência urbana, o entorno de uma cidade pode ser definido como um conjunto de acontecimentos, processos e agentes externos à

mesma, que exercem uma forte influência, em alguns casos inevitáveis, sobre o seu futuro. Em outras palavras, a tese implícita nesta definição é que as inovações tecnológicas ou os movimentos sociológicos terminam sempre por penetrar e afetar um sistema urbano, por mais indesejáveis que sejam alguns de seus efeitos para sua prosperidade e até mesmo habitabilidade. Tal situação se mostra evidente no modelo

de expansão do Distrito Federal, que resultou em suas 31 Regiões Administrativas, e

nos municípios do Entorno do DF, com as respectivas necessidades por serviços públicos.

O planejamento urbano, por envolver questões espaciais que dizem respeito às

características geográficas, sociais, culturais, ambientais e políticas, bem como às relações produtivas internas e com áreas externas, torna necessário que sua composição incorpore outros planejamentos, como os de transporte e tráfego, determinantes para o desenvolvimento urbano. A execução deste planejamento abarca

um conjunto de atividades e decisões complexas, que dizem respeito ao uso e ocupação do solo, bem como a movimentação sobre ele.

A formulação do planejamento urbano passa pela necessidade de agregação de vários

fatores econômicos, sociais e políticos, bem como pela infraestrutura pelos serviços públicos que deverão compor:

a) As áreas habitáveis atrativas para fixação das residências;

b) Os centros com características apropriadas para instalações dos comércios de bens e serviços;

c) O local destinado para indústria localizado estrategicamente;

d) As vias de integração que considere as reais necessidades de deslocamento; e

e) Condições para redirecionamento das atividades, bem como sua expansão.

Segundo Vasconcellos (2003), no processo de formação das cidades, o planejamento urbano é de fundamental importância, pois atua como disciplinador e examinador dos atributos como o sistema viário, uso e parcelamento do solo, zoneamento de áreas para determinadas atividades e código de construção urbana. Logo, o planejamento apresenta normas que visam organizar, controlar e dirigir a cidade.

O sistema viário é um dos elementos fundamentais para estruturação urbana, não só

para composição das vias, mas também, criar infraestrutura que permita aos meios de transporte cumprirem seu papel. Atualmente para o transporte de massa, são mais utilizadas as vias rodoviárias e férreas. Destaca-se a via férrea utilizada pelo sistema metroviário nas grandes cidades, o qual se apresenta como um sistema de transporte de massa moderno, que com sua implantação não só é criada maior acessibilidade para deslocamento, mas também passa a gerar atrativos para fixação dos indivíduos na região de sua influência e consequente aumento da densidade demográfica, determinando a reavaliação do planejamento urbanístico de toda a área urbana.

O metrô é considerado um sistema moderno, destacando-se principalmente pela sua

eficiência e por ser fonte moderada de poluição, tornando a região privilegiada e altamente atrativa para ocupação humana, se apresentando como elemento

determinante de melhoria na qualidade de vida.

Quando se trata de planejamento urbano, cada autor externa sua visão teórica e prática sobre o assunto, determinando uma maneira mais apropriada para cumprir as etapas inerentes ao processo.

3. PLANEJAMENTO DE TRANSPORTE

Segundo Sant’Anna (2001), a organização dos transportes públicos tomou forma diferente de cidade para cidade, no Brasil e demais países do Mercosul Ampliado. Entretanto, podem-se dividir a organização e o desenvolvimento dos serviços de transporte público por ônibus, nessa região, em três grandes grupos, a partir da forma como ocorre a oferta dos serviços:

a) Estabelecida pela demanda manifesta;

b) Planejada em função de projeções de demanda futura; ou

c) Determinada em função da organização espacial da cidade.

Embora Brasília tenha sido, em sua fase inicial um modelo de cidade planejada, com certa previsão de serviços públicos, incluídos os transportes urbanos, a expansão descontrolada do uso do solo induziu a oferta dos serviços estabelecida por sua demanda manifesta. De acordo com Sant’Anna (2001), a grande maioria das cidades também pode ser enquadrada neste primeiro grupo.

O transporte é um importante agente de estruturação do espaço urbano, por interferir

nos padrões de distribuição da população, comércios e atividades, e na disposição do uso, ocupação e valor do solo. O planejamento de transporte deverá considerar os modos (motorizado ou não) e seus respectivos sistemas, que avalie cada desempenho e adequação para o tipo de condição existente dentro de uma determinada região ou microrregião.

O sistema de transportes e a estrutura urbana possuem relações diretas, de forma que

qualquer ação produzida num ou noutro geram impactos variados. Entende-se por impactos as reações no espaço ou no sistema de transporte perante a introdução de elementos estranhos na área considerada, que resultem em modificações na estrutura preexistente.

O planejamento de transporte é o grande responsável pela mobilidade urbana e transformações dos padrões de ocupação, operando em conversões nos usos e modificações no adensamento do solo. Vários são outros fatores responsáveis pela estruturação intraurbana e sua reordenação. Além do preço do terreno, Vasconcellos (2003) cita como aspectos principais:

a) Demográficos – associado às mudanças de fases do ciclo de vidas das famílias. O filho adulto ao adquirir independência financeira se desloca para outra residência, a família aumenta e necessita de um imóvel maior;

b) Socioeconômicos – associado à mudança de local de emprego, melhorias salariais ou de posição na hierarquia funcional; e

c) Ambientais e Culturais – associados a uma eventual inadequação da vizinhança, deterioração do meio ambiente, alterações urbanísticas, segurança e de fatores relativos ao marketing ambiental e de segurança orientado aos condomínios fechados.

Este planejamento deverá contemplar a acessibilidade proveniente de variadas demandas de deslocamentos em meio urbano interno e para áreas externas. Segundo Vasconcellos (2003) o planejamento de transportes define a infraestrutura de circulação, que vai permitir o deslocamento de pessoas e produtos, bem como os mais diversos veículos e os serviços ofertados.

Nos centros urbanos terão que ser adotadas medidas que, especialmente, façam a integração do planejamento do transporte com o uso do solo. Algumas capitais brasileiras estão se apresentando como modelos para outras cidades, que procuram soluções de transporte público, estruturado em sistemas integrados, com a definição de corredores prioritários para ônibus e instalação de sistema de metrô.

De acordo com Ferraz (1999), diversos aspectos são considerados pelo usuário na avaliação da qualidade dos sistemas de transporte público urbano. A percepção individual e conjunta desses fatores varia bastante em função da condição social e econômica das pessoas, da idade, do sexo, etc. Outro ponto importante é que a

percepção da qualidade é influenciada pelas condições de transportes vigentes, pois há um crescimento do grau de expectativa dos passageiros com a melhoria da oferta.

Ainda segundo Ferraz (1999), são oito os principais fatores que influem na qualidade do transporte público urbano: (i) acessibilidade; (ii) tempo de viagem; (iii) confiabilidade; (iv) intervalo entre atendimentos; (v) lotação; (vi) características dos veículos; (vii) facilidade de utilização e; (viii) mobilidade. Para cada um desses fatores são associados limites quantitativos ou atributos qualitativos para se avaliar um sistema de transporte público urbano. De um modo geral, a percepção do usuário manifestada espontaneamente em relação ao sistema pode ser associada a tais indicadores, ainda que subjetivamente.

4. GESTÃO DE TRANSPORTE PÚBLICO POR ÔNIBUS NO DF

O Transporte Urbano do Distrito Federal - DFTRANS é uma autarquia criada pela Lei

241 de 28 de Fevereiro de 1992, para fiscalizar especificamente a área de transporte, com o nome de DMTU tendo a alteração de sua denominação para DFTRANS ocorrida com o Decreto 23.902 no dia 11 de Julho de 2003.

É oportuno lembrar que no período de 11 de Julho de 2003 até 24 de Janeiro de 2003 a

DFTRANS teve a sua competência delegada à Secretária de Transportes até a sua reestruturação ocorrida com o Regimento Interno 27.660 de 25 de Fevereiro de 2007.

A alteração de denominação e o novo Regimento foram feitos considerando os estudos

para implantação dos novos modelos de operação e gestão do Sistema de Transporte Público Coletivo do DF, com os objetivos de atender as exigências da moderna estrutura dos órgãos que compõem o complexo administrativo do DF e estruturar uma entidade de gerência dos transportes públicos coletivos mais ágeis, capaz de acompanhar a nova dinâmica operacional de um sistema integrado e informatizado.

O foco das atividades do DFTRANS é garantir à população um transporte eficiente e

seguro, fiscalizando a área de transporte, colocando em prática o direito de ir e vir do cidadão, com conforto e no menor tempo possível. O enfoque é o usuário e o objetivo é aumentar a oferta de transporte para que a população seja atendida satisfatoriamente, sempre tendo uma atenção particular com os idosos, portadores de deficiência ou necessidades especiais.

O DFTRANS também tem como atribuições o planejamento das linhas, a avaliação de

desempenho, a caracterização da demanda e da oferta de serviços, a elaboração dos estudos dos custos de serviços e dos níveis tarifários, a gestão, o controle e a fiscalização dos serviços públicos de passageiros. Portanto, a autarquia conta com vários setores para cumprir suas atividades públicas de cunho social, conforme a Figura

4.1. Missão, Visão e Valores

O DFTRANS tem por missão: promover e gerir o transporte público do Distrito Federal e

proporcionar melhoria na qualidade dos serviços prestados por meio das ações que garantem comodidade eficácia e segurança para a população.

A visão da DFTRANS está voltada para: ampliar as facilidades de deslocamento no distrito federal integrar políticas públicas de transporte, transito e circulação; ampliar a capacidade do sistema de transporte coletivo; implementar o gerenciamento integrado

de informação sobre vias, trânsito e transporte; capacitar e profissionalizar servidores; e

ser reconhecido pela sociedade como referencia do transporte publico coletivo.

O valores cultuados pela DFTRANS são: respeito ao cidadão, participação da

sociedade, transparência, comprometimento, ética, prioridade do transporte individual,

capacitação e valorização do servidor.

4.2. Produtos e Serviços

Informar o usuário sobre os serviços; Manter dados estatísticos sobre o sistema de transportes; Administrar a comercialização de vales-transporte; Buscar a melhoria de serviços, ganho de produtividade e minimizar os custos; Projetar e implantar, abrigos e pontos de parada; Estimar custos e tarifas.

5. METODOLOGIA DE PESQUISA

O método de pesquisa foi desenvolvido para, a partir das solicitações de melhorias coletadas nas 31 Regiões Administrativas do DF, avaliar os impactos negativos do transporte público por ônibus na vida dos moradores dessas Regiões, conforme consignado na Figura 1.

dessas R egiões , conforme consignado na Figura 1 . Figura 1 – Fluxograma da Metodologia

Figura 1 Fluxograma da Metodologia de Pesquisa

Na primeira etapa foi realizada uma revisão bibliográfica através de livros, periódicos e

publicações em geral, permitindo agregar conhecimentos referentes ao tema, bem

como mecanismos de avaliação do gerenciamento do sistema de transporte público por ônibus, haja vista que, de acordo com Bell & Morse (2003), além de apresentar os conceitos e as definições de expressões sobre o transporte público, se faz necessário também conhecer os principais estudos realizados acerca do tema.

Ainda em sua fase inicial, a pesquisa consistiu na caracterização do sistema no contexto do planejamento urbano e de transportes, destacando-se os requisitos de expansão e qualidade do sistema apontados por referencial teórico consagrado. Foi ainda caracterizado modelo institucional do órgão gestor do sistema de transportes coletivos do Distrito Federal.

Na segunda etapa foram definidas as variáveis utilizadas no desenvolvimento da pesquisa para diagnosticar os impactos negativos do transporte público por ônibus no DF, tendo em vista Vergara (2007) afirmar a etapa de seleção das variáveis e dos objetos de estudo, são fundamentais para apurar resultados fidedignos para a

pesquisa. Foram consideradas as necessidades de melhorias nos serviços oferecidos pelos transportes públicos por ônibus identificadas pela população do Distrito Federal.

As variáveis que foram discutidas no trabalho são: valorização dos trajetos percorridos,

novas linhas em função da expansão urbana e qualidade do serviço prestado.

A pesquisa de campo foi realizada a partir de dados coletados nas 31 Regiões

Administrativas do Distrito Federal, mediante a aplicação de Formulário de pesquisa no qual os usuários do sistema apontaram os principais problemas e necessidades.

Na terceira etapa foram desenvolvidas as fases de coleta, tabulação, discussão dos dados e a geração de elementos conclusivos.

6. AVALIAÇÃO DO GERENCIAMENTO DO TRANSPORTE COLETIVO DE ÔNIBUS NO DF

Segundo Santos (2005) e Vasconcellos (2003), o sistema de transporte de ônibus é o meio de deslocamento mais utilizado pela população do Distrito Federal. Entretanto, tem limitação quando se considera a capacidade de transportar usuários nos veículos, porém, é o sistema de transportes público mais flexível ao observar os diversos locais atendidos e suporta os vários formatos de pavimentação e de infraestrutura de via.

A Figura 2 apresenta um resumo das solicitações que estão centradas principalmente nas seguintes temáticas:

a) Cumprimento do trajeto – em função de: adaptação até a consolidação de novas linhas, ingresso de novos motoristas nas empresas, comparação de itinerários de linhas pelos usuários, injeção de bebida alcoólica pelos motoristas, falta de cumprimento de ofício de solicitação do órgão gestor, construção ou reforma de vias e terminais, eventos realizados em vias públicas e outros motivos;

b) Criação de novas linhas – as solicitações são baseadas principalmente em:

linhas circulares, desativação de terminais, criação de terminais, regularização do condomínio, pavimentação de vias, novos loteamentos, ofícios de associações para atender grupos organizados, crescimento populacional e outros motivos; e

c) Qualidade nos transportes – tem base principalmente nos seguintes itens:

velocidade e frenagem moderaras, criação de mecanismos de orientações para os usuários, indicação de itinerários e horários de ônibus, postos móveis do órgão gestor para atender maiores demandas, sistema de recarga para os estudantes nas principais universidades, menor tempo de espera do usuário e outras solicitações. Tais solicitações geram percepções de distorções ou impactos negativos pela população do DF.

distorções ou impactos negativos pela população do DF. Figura 2 – Relação das Me lhorias Solicitadas

Figura 2 Relação das Melhorias Solicitadas pela População do DF

Ao receber as solicitações dos usuários, o órgão gestor envia uma equipe para avaliar in loco os impactos indicados e concluir um processo de fiscalização sobre as ações de serviços prestados pela empresa de transporte. Ao ratificar o não cumprimento dos serviços, a empresa será inicialmente notificada e ao permanecer no erro, logo, será penalizada. Ao persistir na omissão do serviço público a empresa notificada passa a ser multada e poderá até perder a concessão de serviço de transporte público.

7. CONCLUSÕES

O Distrito Federal, em especial, com sua divisão em Regiões Administrativas, apresenta este dinamismo de forma mais evidenciada. O gestor público tem setores ou

departamentos voltados para a identificação das solicitações de melhoria, para a notificação de ajuste de conduta e para a fiscalização do transporte público por ônibus.

A população se manifesta individualmente ou coletivamente a partir de Associações Comunitárias para reivindicar melhorias no transporte, e o gestor público se faz presente através das Administrações Regionais, do DFTRANS e do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (DETRAN). Entretanto as demandas por melhorias são constantes e visam minimizar os impactos negativos causados aos grupos de indivíduos.

As cidades são reconhecidamente dinâmicas e o resultado da pesquisa realizada sugere ao DFTRANS os pontos de melhoria no processo de criação de novas linhas de ônibus, fiscalização e manutenção das linhas em atividades, além de diagnosticar os métodos de gerenciamento das empresas que atuam na prestação de serviço e na busca pela qualidade dos serviços públicos de transportes para a população do Distrito Federal.

Ressalta-se por fim que as demandas de transporte público por ônibus são para atender aos simples deslocamentos dos usuários, com solicitações focadas em novas linhas e nas alterações de trajetos com a finalidade de alcançar um maior número de pessoas. Já as solicitações por melhorias nas condições de atendimentos e de comodidade para os usuários, estas obtiveram uma baixa demanda.

REFERÊNCIAS

BELL S. & MORSE, S. (2003) Measuring Sustainability. London: Earthscan.

FERRAZ, A. C. C. P. (1999) Transporte Público Urbano. São Carlos: EESC/USP

GÜELL, J. M. F. (2000) Planificación Estratégica de Ciudades. Barcelona: Gustavo Gili S.A.

SANT’ANNA, J. A. (2001) Sistemas Modernos e Tradicionais de Ônibus no Mercosul Ampliado. Washington: BID.

SANTOS, M. (2005) A Urbanização Brasileira. 3º ed. São Paulo: EDUSP.

VASCONCELLOS, E. A. (2003) Transporte Urbano nos Países em Desenvolvimento: reflexões e propostas. São Paulo: Unidas.

VERGARA, S.C. (2007) Projetos e Relatórios de Pesquisa em Administração. São Paulo: Atlas.