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Aborto

Um aborto é a remoção ou expulsão prematura de um embrião ou feto do útero,


resultando na sua morte ou sendo por esta causada. Isto pode ocorrer de forma
espontânea ou artificial, provocando-se o fim da gestação, e consequentemente o fim da
vida do feto, mediante técnicas médicas, cirúrgicas entre outras.

Após 180 dias (seis meses) de gestação, quando o feto já é considerado viável, o
processo tem a designação médica de parto prematuro. A terminologia "aborto",
entretanto, pode continuar a ser utilizada em geral, quando refere-se à indução da morte
do feto.

Definições

• Aborto espontâneo: aborto devido a uma ocorrência acidental ou natural. A


maioria dos abortamentos espontâneos são causados por uma incorreta
replicação dos cromossomos e por fatores ambientais. Também por ser
denominado aborto involuntário ou casual.
• Aborto induzio: aborto causado por uma ação humana deliberada. Também é
denominado aborto voluntário ou procurado, ou ainda, interrupção voluntária
da gravidez. O aborto induzido possui as seguintes subcategorias:
o Aborto terapêutico
 aborto provocado para salvar a vida da gestante
 para preservar a saúde física ou mental da mulher
 para dar fim à gestação ue resultaria numa criança com
problemas congênitos que seriam fatais ou associados com
enfermidades graves
 para reduzir seletivamente o número de fetos para diminuir a
possibilidade de riscos associados a gravidezas múltiplas;.
o Aborto eletivo: aborto provocado por qualquer outra motivação

Câncer da mama

Há uma hipótese de relação causal entre o aborto induzido e o risco de desenvolvimento


de Câncer da mama.

A teoria é que no início da gravidez, o nível de estrogénio aumenta, levando ao


crescimento das células mamárias necessário à futura fase de lactação. A hipótese de
relação positiva entre câncer de mama e aborto sustenta que se a gravidez é
interrompida antes da completa diferenciação celular, então existirão relativamente mais
células indiferenciadas vulneráveis à contracção da doença.

Esta hipótese, é contrariada pelo consenso científico de estudos de associações e


entidades ligadas ao cancer, mas tem alguns defensores como o dr. Joel Brind.

Consequências a longo prazo para a criança não desejada

Muitos membros de grupos pró-escolha consideram haver um risco maior de crianças


não desejadas (crianças que nasceram apenas porque a interrupção voluntária da
gravidez não era uma opção, quer por questões legais, quer por pressão social) terem
um nível de felicidade inferior às outras crianças incluindo problemas que se mantêm
mesmo quando adultas, entre estes problemas incluem-se:

• doença e morte prematura


• pobreza
• problemas de desenvolvimento
• abandono escolar
• delinquência juvenil
• abuso de menores
• instabilidade familiar e divórcio
• necessidade de apoio psiquiátrico
• falta de auto estima