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REFLEXÕES SOBRE A ATUAL SITUAÇÃO DO TEATRO NO PARANÁ.

Thiago Saveda SEVERINO (UEM).

1. INTRODUÇÃO

Este trabalho pretende mostrar como se encontra o teatro no Paraná. Em qual


região ele é mais valorizado e em qual não lhe é dado o devido valor. A culpa é de
quem? Como essa problemática pode ser resolvida, se é que ela existe.
Enfim, quero com isso chamar a atenção da sociedade, das escolas e aducadores, das
entidades responsáveis para o incentivo e divulgação do teatro.
Mostrando a real situação do teatro no Paraná, talvez, será um início para a construção
de uma valorização dessa arte.
Existem poucos escritos sobre esse tema, por isso ouso a iniciar uma discussão, a
qual pretendo que se estende de forma produtiva e que dê resultados bons para a
literatura e artes no Paraná.
Este trabalho traz alguns pensamentos de críticos, educadores, artístas, teatrólogos,
enfim, pessoas da área e, também, por meio de uma pesquisa de campo, ele mostra o
que a sociedade pensa a respeito do tema. Assim, este artigo se desenvolve e finaliza
com as conclusões da pesquisa, chamando a atenção dos responsáveis para essa
problemática.

2. A PRESENÇA DO TEATRO NO PARANÁ

No início do século XIX, a história do teatro paranaense tem seu começo na Vila de
Paranaguá. Por ser um lugar de movimentação de pessoas de todos os lugares as mais
diversas informações eram trocadas ali. Desse contexto nasce as ações culturais na
cidade, as primeiras do estado.
Constam nos registros da história cultural da cidade que as primeiras peças de teatro
feitas eram encenadas ao ar livre, eram peças de Molière e, mais tarde, do poeta cômico
Antônio José da Silva.
Existem registros que no dia 13 de junho de 1808 foi apresentada na rua a
comédia “Ezio em Roma”, mas não pode ser concluída porque choveu. No dia 18 de
junho foram apresentadas pela Câmara e pelos Oficiais do Regimento de Milícias, a
comédia “Zenóbia, entremeses e pantomimas”. No dia 19, foi apresentada a comédia
“Porfiar Errando e pantomimas dos Alfaiates e dos ladrões”.
Em 1829, Paranaguá contava com uma via pública denominada Beco do Teatro,
mas não há registros sobre a existência de alguma edificação para este fim.
Tem-se registros que o primeiro teatro foi construído em uma casa que a sociedade
organizada comprou fiado de José Ricardo. A obra foi iniciada em 1839 e dirigida por
Francisco Soares Vianna. Seus diretores e fundadores foram os Comendadores Manoel
Francisco Correia Júnior, Manoel Antônio Guimarães, o Tenente Coronel Manoel
Francisco Correia, o Capitão Mor Manoel Antônio Pereira e o Sargento Mor João
Antônio dos Santos.
Esse Teatro de Paranaguá ficava em terreno escavado, abaixo do nível da rua,
tinha duas séries de camarotes e ampla platéia. A primeira apresentação do Teatro
Paranagüense aconteceu no ano de 1840, na comemoração da Páscoa. E em 1841, foi
realizado no teatro um espetáculo de gala em honra à coroação de D. Pedro II.
O Teatro da cidade foi palco de concertos e peças teatrais encenadas por companhias
dramáticas, cômicas e burlescas que vinham dos mais famosos palcos da Europa e do
estado do Rio de Janeiro. Entre 1840 e 1860, viveu seu período artístico mais intenso.
É criada a Filodramática Paranagüense em 1861, levando ao palco do Teatro de
Paranaguá o drama “Pedro”, em 2 de dezembro do mesmo ano.
O Brasil, em 1865 , se encontrava em guerra com a República do Paraguai e o
país era absorvido pela fúria de combater Francisco Solano Lopes. Em Paranaguá, os
espetáculos, não apresentavam o brilho dos anos anteriores, além de muito raros.
Passado o demasiado período da guerra que se estendeu de 1865 a 1870, as atividades
dramáticas voltaram a ocupar o Teatro Paranagüaense, com a montagem de “Os Dois
Serralheiros” , “Remorso Vivo” e “Mineiros da Desgraça” , entre outras peças.
Paranaguá era, então, um centro de grande atividade. Contava 224 anos e por
dois séculos foi assistida pelos mestres de Lisboa, cultivando uma sociedade de
tradição e alta cultura. Foi o berço dos primeiros intelectuais, músicos, pintores e
poetas do Paraná.
É neste ano de 1872 e nesta atmosfera, que o Clube Literário é fundado em 9 de agosto.
Entre os integrantes estavam o poeta e historiador Aníbal Ribeiro Filho, o médico e
artista Leocádio José Correia e o prosador e poeta Eurípedes Branco.
Este Clube constituiu um importante patrimônio histórico e cultural da cidade de
Paranaguá, editando jornais, instituindo cursos, promovendo debates de teses,
apresentações teatrais e festas artísticas. Tinha uma biblioteca com mais de mil obras
doadas por seus sócios, em sua maioria.
No ano de 1884 é inaugurado o Teatro Santa Celina com a peça José no Egito .
Sendo construido esse, o Teatro Paranagüense que já não mais oferecia segurança pelos
seus alicerces e vigamento apodrecido é desprezado.
É inaugurado, no mesmo ano, o Theatro São Theodoro , em Curitiba, iniciando um
período proveitoso para a história da cultura da capital da Província.
Em 1887, o Teatro de Paranaguá é abandonado definitivamente, em ruínas.
A história do teatro do Paraná, também, está ligada à construção dos três
auditórios do Teatro Guaíra. O primeiro deles foi o Guairinha, inaugurado em 1954,
com a peça "Os Inocentes", de Henry James. Inaugurando esse teatro teve-se a
necessidade de um grupo que o mantivesse em constante atividade. Em 1956,o grande
ator Ary Fontoura e Glauco Flores de Sá Brito fundaram o Teatro Experimental Guaíra.
Eles montaram espetáculos como "A Volta do Filho Pródigo", de Dalton Trevisan,
"Sinhá Moça Chorou", de Ernani Fornari, "Chapetuba Futebol Clube", de Oduvaldo
Viana Filho.
É no interior do estado, por volta dos anos 50, que o teatro começa a se
estabelecer em Maringá. A arte começa a ganhar força por causa dos circos itinerantes
de porte pequeno, um meio barato e popular de divertimento que achava grande
receptividade na cidade entre os colonos. É certo que dos muitos que habitavam a
cidade conheceu a representação teatral por meio do circo, o qual por diversas vezes
encenava peças de apelo popular, isso sem mencionar o trabalho dos palhaços, que não
deixa de ser uma atuação cênica.
Aliás, a história do teatro de Maringá tem um dos capítulos mais importantes escritos
por causa da figura de um palhaço, o sr. Victor Andreatta, o palhaço Serrote. Se instala
na cidade maringaense e concilia a função de ator e diretor artístico da rádio Cultura.
Mas, é ele conhecendo o sr. Calil Haddad que a cultura local vai ganhar novas
proporções. Calil Haddad se torna um dos maiores nomes do teatro de Maringá.
Apaixonado por essa arte, Calil Haddad ensinado pelo sr. Victor, conheceu melhor a
direção artística, o conhecido trato com os atores. O sr. Victor ensinou-o tudo que seria
relevante para executar uma peça e fazer um otimo espetáculo. Calil tendo assimilado
tudo juntou seus conhecimentos de literatura e, assim, definia os textos que seriam
montados. Encontrou dificuldades em encontrar pessoas disposta a doar tempo e
vontade de compor o primeiro agrupamento organizado e permanente de atores. No
entanto, venceu as dificuldades com maestria e, assim, surge o TMC (teatro
maringaense de comédia).
Enquanto na capital a história do teatro paranaense vai ganhando um novo capítulo.
No ano de 1963, surge o TCP (teatro de comédia do Paraná), o ator
Cláudio Correa e Castro veio de São Paulo para dirigir a companhia e organizar alguns
cursos de teatro com intuito de formar bons atores e fortalecer a arte teatral aquí no
estado.
Foi ministrado um curso de teatro de rápida duração, em 1962, por Jaime Barcelos e
Gianni Ratto, este curso foi o ponta pé inicial para se criar o TCP. Num ano depois, o
diretor Cláudio Correa e Castro foi convidado para organizar e dirigir o TCP. De São
Paulo, ele trouxe profissionais como Nicete Bruno, Paulo Goulart, Leonor Bruno e
Sílvia Paredo.
Estes atores formavam o corpo de professores do Curso Permanente de Teatro e
atuavam peças montadas pelo TCP, organizados na mesma época. Altair Cavalli e
Armando Maranhão foram os dois paranaenses escolhidos para integrar a equipe de
professores. A constância em boas peças do
Teatro de Comédia do Paraná trouxeram a Curitiba grandes diretores do teatro
brasileiro.
a estréia do TCP foi com o espetáculo "Elefante no Caos", de Millôr Fernandes, com
direção de Cláudio Corrêa e Castro em 1963.
Nos anos seguintes, O TCP criou a tradição de trazer ao Guaíra diretores de renome
nacional para a montagem de grandes textos, além de contar com os diretores
paranaenses. Grandes espetáculos foram produzidos com assiduidade até 1979. Neste
ano, após encenar "O Contestado", o TCP passou por um período de recesso, voltando
a produzir quatro peças em 1984.
O TCP retoma as produções com "A Vida de Galileu Galilei", de Brecht, dirigida
por Celso Nunes em 1989. Ademar Guerra dirigiu 3 espetáculos: "Os Mistérios de
Curitiba" e "O Vampiro e a Polaquinha", de Dalton Trevisan e "Noite na Taverna", de
Alvares de Azevedo. Em 1990, o Guaíra produziu "As Bruxas de Salém", de Arthur
Miller, dirigida por Marcelo Marchioro e "New York Por Will Eisner", com direção por
Edson Bueno.
Em 1997, o Teatro Guaíra produziu "A Aurora da Minha Vida", de Naum Alves de
Souza, com direção de Gabriel Villela. "Os Incendiários", de Max Frisch e direção de
Felipe Hirsch, apresentada em junho de 2000, foi o último espetáculo produzido pelo
Teatro Guaíra.
3. ATUAL SITUAÇÃO DO TEATRO NO PARANÁ.

Se pararmos para olhar, a impressão que temos é que hoje em dia fazer teatro é
coisa de ONGs não governamentais. A atividade teatral depende muito de incentivo de
organizações, projetos, grupos autônomos, etc. A arte tem sido desvalorizada cada
vez mais. As pequenas companhias não encontram recursos para se manterem atuantes.
Com isso, os grandes espetáculos são direcionados para uma classe da sociedade que
pode pagar por eles. Não quero dizer com isso que essa classe não tenha esse direito, no
entanto, o teatro é para todos.
No Paraná encontra-se dificuldade para o fortalecimento do trabalho teatral,
enquanto, em algumas regiões do Brasil pelo menos se há projetos para difundir a arte
dramática. Para Zé maria dos Santos, o teatro no Brasil e nos estados está à falência
“por circunstâncias diversas, ligadas à sua organização econômica. Um teatro que vive
de verbas oficiais que não criou estrutura comercial, uma organização empresarial, só
pode desaparecer.” Ele acredita que o teatro não acabou ainda porque um grupo de
devotados tenta manter uma resistência. E ainda afirma que a solução é criar uma
substância empresarial para dar suporte as suas bases, “com uma planificação de
independência, calcada na receita vinda diretamente do público consumidor, não
podemos falar em desenvolvimento e, isto sim, em apenas possibilidades de falência”.
No entanto, tudo aparenta ter caráter arranjado de improviso.
No Paraná, as coisas começaram de cima para baixo. há uma grande classe de
profissionais, lutando incasanvelmente por direitos salariais, etc., porém ainda não
existe a classe patronal. É evidente que se requer melhores condições salariais, quando
estiver desenvolvida ou definida uma situação empresarial. Existe uma Associação de
proteção aos artistas profissionais, a qual dita a organização salarial, quando o setor
patronal está desordenado, sem alguma organização equivalente.
O Teatro de Comédia do Paraná paga bons salários, no mais, seus trabalhos não
são permanentes, não podendo assim manter um elenco em trabalho constante. Os
profissionais do teatro (atores e técnicos) tem que valer-se de trabalhos com outras
companhias particulares que, por sua vez, incapaz de manter os mesmos níveis de
salários, estabelece a crise, surgindo, conseqüentemente, a irrealização. Um ponto
importante na visão de Zé Maria dos Santos é que
“Os atores também deveriam ter maior interesse pela sorte econômica das companhias.
Enquanto não se estabelecer o desenvolvimento das empresas, como poderá reclamar empregos
e, muito menos, salários bons. Apesar disso tudo, chegamos a manter um certo equilíbrio de
realizações – Seisnarte, Escala, Rotunda, Teatro Jovem, Ferramenta, Companhia Dramática
Independente – são grupos que têm conseguido o milagre da imposição, do valor pessoal de
cada um, perfeitamente aptos a melhores oportunidades. Esse negócio de que “santo de casa não
faz milagres”, tem prejudicado bastante, inclusive quando chega ao ouvido do público. Antes de
se saber se têm condições ou não, de fazer milagres, é preciso apresentar oportunidades
válidas.”( excerto do depoimento de José Maria dos Santos. Diário do Paraná).
A solução para essa situação deve partir de um trabalho em conjunto da
educação familiar, escolas e seus educadores, governo e entidades públicas
governamentais, organizações e projetos não-governamentais, enfim, da sociedade
unida a favor da arte, cultura e educação. A valorização e apreciação pode começar em
casa com a família procurando meios de conhecer a arte, apreciar ou até exercer. Como
um ato individual de ler uma peça, por exemplo. Os educadores podem trazer as peças
para dentro dos muros da escola, incentivando os alunos a lê-las e encená-las. Também,
mostrando seu caráter social de contextualização, humanização, funções que a arte deve
propiciar ao ser humanode acordo com Antonio Candido, na sua obra A literatura e a
formação do homem.
O governo tem papel muito importante nessa cadeia de colaborações: o incentivo
por meio de uma secretaria competente - a qual já existe, mas ao meu ver deve ser mais
ativa - promovendo a produção teatral e dando condições para que ela se desenvolva em
continuidade. Assim, também as ONGs não-governamentais lutando sempre para levar
a todas as classes o direito de cultura e educação por meio das artes, no caso aqui do
teatro.
Devemos lembrar sempre que o teatro é uma arte composta por suas facetas:
literatura e representação dramática. Sendo assim, não podemos ora valorizar uma e
esquecer da outra. A literatura dramática é essencial, pois sem ela não existe a
representação.

4. PESQUISA DE CAMPO REVELA

Para compor um trabalho que não fosse somente pautado na visão de


profissionais e pesquisadores da área, foi feita uma pesquisa de campo com questões
relativas a atividade teatral no estado. Todos os entrevistados são pessoas de diversas
regiões do estado e de outras áreas profissionais. E todos adimitem gostar de teatro.
Dentre todos 90% preferem o teatro encenado e 10% o teatro literatura.
Ao serem questionados de sua frequência às casas de espetáculos para assistirem peças,
obteve-se os seguintes dados: 70% não vão ao teatro com frequência, 10% vão uma vez
no mês e 20% vão duas vezes no mês.
A pesquisa preocupou-se também com a quantidade de peças lidas pelos
entrevistados, então se comprovou que 60% não lê peças de teatro, 30% lê uma por
mês, 10% lê três ou mais.
Quando questionados se o teatro de forma em geral (encenado e literatura)
precisa ser mais incentivado tanto como apreciação quanto como produção, todos foram
uninânimes ao responderem que é extremamente preciso um maior incetivo.
Para 10% esse incentivo deve partir da escola / educadores e do governo, por meio de
uma secretaria competente e de ONGs / projetos não governamentais.
Outros 20% deles, acham que é papel da escola / educadores, governo, por meio de uma
secretaria compotente e da sociedade / tradição familiar.
Temos 10% que acredita ser função da escola e educadores esse incentivo à
produção e apreciação. Já 20% pensa que é trabalho do governo, por meio de uma
secretaria competente. Mas, 10% responsabiliza a escola, governo, ONGs e sociedade
por isso. Outros 20% acham que é papel da escola e do governo somente, e 10%, por
fim, acreditam ser uma responsabilidade da escola e de ONGs.
Segundo os dados da pesquisa, percebemos que o teatro não é atividade presente
em todas as regiões do Paraná. Algumas pessoas, indicadas pela pesquisa, não tem o
costume de frequêntar uma casa de espetáculos. Aliás, alguns nem tem essa
possibilidade, porque em certas cidades o que somente existe de encenação cênica, se
restringe a apresentação da crucificação de Jesus do lado da igreja na sexta-feira santa.
Esse fato pode ocorrer por inumeros motivos, mas o mais provável é o de não existir um
espaço apropriado para atividades artísticas. Esse espaço é de responsabilidade do
governo forncer, pois a constituição garante a todo os cidadãos o acesso às artes.
Percebemos, com a pesquisa, que 60% não lêem alguma peça. Então, fazendo
um paralelo aos dados que indicam que a escola aparece como principal fonte de
incentivo e produção teatral, logo chegamos a conclusão que a escola e professores
precisam trabalhar mais o teatro com seus alunos.

5. CONCLUSÃO

Enfim, A história do teatro do Paraná se inicia em Paranaguá e se espalha pelo


interior do estado. É extremamente relevante, para essa história, a construção do teatro
Guaíra, a partir daí as artes cênicas no estado ganha novas perspectivas. No início as
companhia adiquiriram conhecimentos trazidos por grandes profissionais do estado de
São Paulo, dentre tantos gênios dos palcos que aui vieram para formar nossos
profissionais do teatro, está o nome de Nicet Bruno, Paulo Goulart, Silvia Paredo e
Leonor Bruno.
Foram encenadas peças de autores excelentes autores famosos, como: Dalton
Trevisan e Nelson Rodriguês. Esta época era a “belle époque” do teatro paranaense.
No entanto, atualmente, a situação do teatro no Paraná está como afirma Zé maria à
falência, em depoimento ao Jornal O Diário.
E os dados da pesquisa feita para este trabalho, mostram que, em âmbito geral,
todos têm sua parcela de culpa. As instituições da sociedade não cumprem seus papéis
quanto ao incentivo à apreciação e produção teatral.
Espero, então, com este trabalho poder chamar a atenção para esta problemática.
Dentre tantas, a educação, cultura e artes debe ser um preocupação de todos os
indivíduos da sociedade paranaense. Sem mais considerações encerro este trabalho
sabendo que há muito trabalho para ser feito.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CANDIDO, Antonio. A literatura e a formação do homem. In: Ciência e cultura, São


Paulo, SBPC, 24 (9), Setembro: 1972.

GEMBA, Oraci. DIÁRIO DO PARANÁ, Depoimento José Maria dos Santos. Curitiba,
9 de Novembro de 1969.

MILLARCH, Aramis. JORNAL O ESTADO DO PARANÁ. Reportagens da coluna


Tablóide - p.13. Curitiba, 12 de Julho de 1986.