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Material Teórico Direito Tributário Tema 2 Competência Tributária Conteudista Responsável: Profª Marlene Lessa cod
Material Teórico Direito Tributário Tema 2 Competência Tributária Conteudista Responsável: Profª Marlene Lessa cod

Material Teórico

Direito Tributário

Tema 2

Competência Tributária

Conteudista Responsável: Profª Marlene Lessa

cod TribCDS1604_a02

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Competência Tributária Nosso País adotou o sistema federativo de Estado, razão pela qual deve a

Competência Tributária

Nosso País adotou o sistema federativo de Estado, razão pela qual deve a Constituição Federal estabelecer um sistema de competências de cada um dos entes federativos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios), visando estabelecer sua atuação administrativa e legal.

Uma das características da autonomia que esses entes gozam, está no fato de que eles devem dispor de recursos próprios.

Dessa forma, determinou a Constituição Federal quais são os tributos que cada um desses entes federativos pode estabelecer. Essa delimitação é chamada de competência tributária, sendo que ela, nos termos do artigo 6º do CTN, é plena, devendo respeitar somente as limitações constitucionais e as estabelecidas no próprio Código.

A Constituição não cria tributos; ela outorga competência tributária, ou seja, atribui aptidão para criar tributos. 1

Competência tributária é a aptidão para criar, in abstracto, tributos. 2 A competência significa que o ente tem o poder de tributar, caso queira fazê-lo. Há uma facultatividade no ato de estabelecer os tributos.

A competência tributária não atua livremente, pois é condicionada e limitada por diversas normas constitucionais e legais artigo 6º do CTN. Podemos sintetizar esses condicionantes por meio do seguinte esquema:

1 AMARO, Luciano. Direito Tributário Brasileiro. São Paulo: Saraiva, 10ª ed., 2004. p.99.

2 CARRAZZA, Roque Antonio. Curso de Direito Constitucional Tributário. São Paulo: Malheiros, 6ª ed., 1994. p.258.

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Exercício da Competência Tributária Respeitados os limites indicados no esquema acima, quando a CF atribui
Exercício da Competência Tributária Respeitados os limites indicados no esquema acima, quando a CF atribui

Exercício da Competência Tributária

Respeitados os limites indicados no esquema acima, quando a CF atribui competência a um Ente Federativo ela o faz de forma plena, assim, quem recebe a competência pode, em relação aos correspondentes tributos:

pode, em relação aos correspondentes tributos: Características da Competência Tributária 

Características da Competência Tributária

Privatividade

A Constituição institui um regime de competências privativas para cada um dos Entes Federativos.

Quem diz privativa, diz exclusiva, quer dizer: excludente de todas as demais pessoas; que priva de seu uso todas as demais pessoas. A exclusividade da competência de uma pessoa implica proibição peremptória, erga omnes, para exploração desse campo.” – Geraldo Ataliba.

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 Indelegabilidade A competência tributária compreende três atribuições: A atribuição de instituir tributos por

Indelegabilidade

A competência tributária compreende três atribuições:

A competência tributária compreende três atribuições: A atribuição de instituir tributos por meio de lei é

A atribuição de instituir tributos por meio de lei é indelegável, contudo,

permite o CTN que as funções de arrecadar e de fiscalizar os tributos sejam delegadas a outras pessoas jurídicas de Direito Público artigo 7º

do CTN.

jurídicas de Direito Público – artigo 7º do CTN. CTN, Art. 7º A competência tributária é

CTN, Art. 7º A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra, nos termos do § 3º do artigo 18 da Constituição.

§ 1º A atribuição compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de direito público que a conferir.

§ 2º A atribuição pode ser revogada, a qualquer tempo, por ato unilateral da pessoa jurídica de direito público que a tenha conferido.

§ 3º Não constitui delegação de competência o cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos.

Essas atribuições administrativas de arrecadação e fiscalização recebem

a denominação de capacidade tributária ativa.

Capacidade tributária ativa é a capacidade de administrar, fiscalizar e arrecadar um tributo. É a lei que atribui a legitimação para fazer tais atividades.

Quem tem capacidade tributária ativa pode comparecer perante o contribuinte como seu credor, ou seja, ser sujeito ativo de relação jurídica tributária.

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Em relação ao ITR – Imposto Sobre a Propriedade Territorial Rural – existe expressa previsão

Em relação ao ITR Imposto Sobre a Propriedade Territorial Rural existe expressa previsão constitucional que autoriza a União a delegar a fiscalização e cobrança aos Municípios.

a delegar a fiscalização e cobrança aos Municípios. Art. 153 - Compete à União instituir impostos

Art. 153 - Compete à União instituir impostos sobre:

VI - propriedade territorial rural;

§ 4º - O imposto previsto no inciso VI do caput:

III será fiscalizado e cobrado pelos Municípios que assim optarem, na

forma da lei, desde que não implique redução do imposto ou qualquer outra forma de renúncia fiscal.

Incaducabilidade

A competência tributária é, também, incaducável, já que o seu não- exercício, ainda que não prolongado no tempo, não tem o condão de impedir que a pessoa política, querendo, venha a criar, por meio de lei, os tributos que lhe forem constitucionalmente deferidos.” 3

Ex. a União, até hoje, não exerceu sua competência tributária de instituir o imposto sobre grandes fortunas, mas poderá, a qualquer tempo, fazê-lo.

Inalterabilidade

A própria pessoa política não pode alterara sua competência.

A alteração da competência somente pode ocorrer se houver uma alteração do texto constitucional por meio de emendas constitucionais.

Nesta hipótese, além de outros princípios, a emenda constitucional não pode tender a abolir o Sistema Federativo - art. 60, § 4º, inciso I, da CF.

Irrenunciabilidade

As pessoas políticas não podem renunciar suas competências tributárias, pois lhes falta legitimidade para tanto.

Competência é matéria de Direito Público (Constitucional) e, portanto, indisponível.

Lei editada pela pessoa política neste sentido seria inócua.

3 CARRAZZA, Roque Antonio. Curso de Direito Constitucional Tributário. São Paulo: Malheiros, 6ª ed., 1994. p.331.

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 Facultatividade A Constituição Federal não exige que as Pessoas Políticas instituam todos os tributos

Facultatividade

A Constituição Federal não exige que as Pessoas Políticas instituam todos os tributos de sua competência.

Contudo a Lei de Responsabilidade Fiscal aponta uma conseqüência (não uma sanção) para o não exercício de todas as competências pelos Estados/Distrito Federal e Municípios.

competências pelos Estados/Distrito Federal e Municípios. Lei Complementar Nº 101/00 Art. 11. Constituem requisitos

Lei Complementar Nº 101/00

Art. 11. Constituem requisitos essenciais da responsabilidade na gestão fiscal a instituição, previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos da competência constitucional do ente da Federação.

Parágrafo único. É vedada a realização de transferências voluntárias para o ente que não observe o disposto no caput, no que se refere aos impostos.

Titulares da Competência Tributária

Somente os Entes Federativos (Pessoas Políticas) - pessoas jurídicas de direito público com Poder Legislativo é que detém competência tributária.

Vedação à Invasão de Competência de um Ente Federativo por Outro

à Invasão de Competência de um Ente Federativo por Outro CTN, Art. 8º O não-exercício da

CTN, Art. 8º O não-exercício da competência tributária não a defere a pessoa jurídica de direito público diversa daquela a que a Constituição a tenha atribuído.

Preservação do Princípio Federativo

a tenha atribuído. Preservação do Princípio Federativo CTN Art. 10. É vedado à União instituir tributo

CTN

Art. 10. É vedado à União instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional, ou que importe distinção ou preferência em favor de determinado Estado ou Município.

Art. 11. É vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer diferença tributária entre bens de qualquer natureza, em razão da sua procedência ou do seu destino.

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Exercício da Competência Tributária Instituir um tributo significa que foi criado ou alterado, por lei,

Exercício da Competência Tributária

Instituir um tributo significa que foi criado ou alterado, por lei, qualquer de seus elementos componentes, ou seja, a hipótese de incidência, o sujeito ativo, o sujeito passivo, a base de cálculo e a alíquota.

Elementos Essenciais da Norma Jurídica Tributária
Elementos
Essenciais
da Norma
Jurídica
Tributária
Hipótese de Incidência do Tributo Sujeito Ativo Sujeito Passivo Base de Cálculo Alíquota
Hipótese de
Incidência do Tributo
Sujeito Ativo
Sujeito Passivo
Base de Cálculo
Alíquota

Competência Tributária (Art. 153 A 155 da CF)

Seguindo a lição de Claudio Borba 4 , podemos condensar as regras de competência tributária desenhados na Constituição Federal, por meio do esquema a seguir

4 Direito tributário, 12ª ed. Rio de Janeiro: Impetus, 2003.

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TIPOS ESPÉCIES ENTIDADE TRIBUTANTE BASE UNIÃO ESTADOS MUNICÍPIOS CONSTITUCIONAL Privativa

TIPOS

ESPÉCIES

ENTIDADE TRIBUTANTE

BASE

UNIÃO

ESTADOS

MUNICÍPIOS

CONSTITUCIONAL

Privativa

Impostos

II, IE,

ITCM, ICMS,

IPTU, ITBI, ISS

Art. 153, 155 e 156

IR, IPI,

IPVA

ITR,

IOF,

IGF

Comum

Taxas e

Art. 145, II e III

Contribuições de

Melhoria

Especial

Empréstimos

Observação

Observação

Art. 148 e 149

Compulsórios e

Contribuições

Parafiscais

Residual

Novos Impostos

   

Art. 154, I

Extraordinária

Impostos Extraordinários de Guerra

   

Art. 154, II

Observação: Os Estados, Distrito Federal e Municípios poderão instituir contribuições sociais em benefício de seus servidores (art. 149, § 1º CF).

Não faz parte do esquema acima: a CIP - art. 149A.

Portanto

Competência tributária é o poder, a competência que a Constituição Federal atribui, outorga a União, Estados, Municípios e Distrito Federal, para instituição e exoneração de tributos (CTN art. 6). Este poder é próprio e único, não comportando delegação nem renúncia. Essa competência é denominada de competência tributária, que significa ter a aptidão para criar (instituir) e exonerar da tributação dentro dos limites estabelecidos pela CF. Assim, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios são as pessoas autorizadas a criarem tributos porque a CF conferiu competência tributária apenas a estas pessoas. Nos termos do art. 6 o do CTN é a competência legislativa plena.

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 Competência tributária e capacidade tributária ativa. A competência tributária compreende três atribuições,

Competência tributária e capacidade tributária ativa. A competência tributária compreende três atribuições, sendo uma de natureza legislativa e outras duas de natureza administrativa, são elas:

1. Instituição = criação do tributo. Significa legislar, descrever todos os elementos de composição do tributo (contribuinte, sujeito ativo, hipótese de incidência, base de cálculo, alíquota). É indelegável porque é um ato legislativo, que caracteriza a competência tributária em si.

2. Arrecadação

3. Fiscalização

Estas duas outras atribuições arrecadação e fiscalização, são atos administrativos, podendo então ser delegadas.

Estas atribuições administrativas de arrecadação e fiscalização recebem a denominação de capacidade tributária ativa.

Capacidade tributária ativa é a capacidade de administrar, fiscalizar e arrecadar um tributo. É a lei que atribui a legitimação para fazer tais atividades. Consiste, portanto, em poder aparecer perante o contribuinte como seu credor, ou seja, ser sujeito ativo de relação jurídica tributária, desde que haja lei dispondo sobre essa transferência.

Atenção: Pessoas de direito privado que recebam o pagamento do tributo, como bancos privados e outros, fazem a função de “caixa”, de mero arrecadador, não sendo caso de delegação, como diz o parágrafo acima.

“CTN Art. 119: Sujeito ativo da obrigação é a pessoa jurídica de direito público, titular da competência para exigir o seu cumprimento”.

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Conflitos de Competência Pode acontecer choque entre os entes tributantes. A doutrina aponta as principais

Conflitos de Competência

Conflitos de Competência Pode acontecer choque entre os entes tributantes. A doutrina aponta as principais ocorrências

Pode acontecer choque entre os entes tributantes. A doutrina aponta as principais ocorrências:

a) Invasão de competência: caracterizado nos casos de uma pessoa tributar o que é constitucionalmente de competência de outra. Exemplo: o Estado tributar IPTU, o Município tributar ICMS.

b) Bitributação: duas pessoas cobrarem o mesmo tributo do mesmo sujeito passivo, referente ao mesmo fato gerador. Ex: Um prestador de serviço estabelecido em São Paulo, presta serviços em Campinas e é cobrado de ISS pelos dois Municípios.

c) Bis in idem: conflito que ocorre nos casos em que a mesma pessoa cobra duas vezes o mesmo tributo pela prática do mesmo fato gerador. Os tributos não precisam ter a mesma denominação, basta que tenham as mesmas características base de cálculo, fato gerador, sujeitos.

Modalidades de Competência Tributária

A doutrina aponta uma nomenclatura específica sobre a competência:

1. Comum ou Concorrente: Todos os entes políticos (União, Estados, DF e municípios) podem instituir o tributo. Isso se dá em relação às taxas e às contribuições de melhoria.

2. Privativa: somente e apenas um dos entes políticos pode instituir o tributo. Aqui diz respeito aos impostos, que possuem fatos geradores não vinculados (espécies nominadas pela CF). A competência privativa - de cada uma das pessoas políticas está no quadro anexado.

3. Residual: competência para criar novos impostos que não foram previstos na CF (art. 154, I). Diz respeito apenas à União essa aptidão específica de criar tributos. Deve, porém, obedecer à regra de criação por lei complementar (quorum específico de maioria absoluta), para tributos não cumulativos e com fato gerador diferente de impostos que já estão em vigor, sendo repassado 20% da rendo obtida com o imposto, para os Estados.

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4.

Extraordinária: competência atribuída à União para a criação de imposto extraordinário em caso de guerra externa ou sua iminência (CF art. 154, II).

caso de guerra externa ou sua iminência (CF art. 154, II). 5. Especial: compreende a possibilidade

5. Especial: compreende a possibilidade da União instituir empréstimos compulsórios e contribuições parafiscais. Lembre-se que Estados, DF e Municípios podem criar sistemas previdenciários. A contribuição previdenciária de servidores públicos, no âmbito de cada esfera de governo, também é de competência especial, mas concorrente, já que cada ente terá que custear seu sistema de previdência.

6. Cumulativa: compreende o caso do Distrito Federal que tributa como Estado e Município, porque seu território não é dividido. Esta medida se dá para que não haja privilégio dos habitantes de Brasília em relação aos habitantes dos demais Estados brasileiros. A cumulatividade de competência também se refere à situação da União que em Territórios Federais tributará como Estado e caso não haja divisão de Municípios, também abraçará esta competência, além da sua competência ordinária.

Repartição das Receitas Tributárias

ordinária. Repartição das Receitas Tributárias Como foi visto, nem sempre o ente que institui o tributo

Como foi visto, nem sempre o ente que institui o tributo o arrecada. Nem sempre o produto da arrecadação será integralmente revertido ao ente que instituiu o tributo.

A Constituição Federal, além de atribuir a competência tributária, também impõe, em alguns casos, a divisão do que foi arrecadado. Esta divisão é denominada de repartição das receitas tributárias, que é feita de duas formas, direta e indireta. Através da repartição direta a Fazenda Pública que arrecadou entrega o percentual determinado pela CF diretamente à Fazenda Pública credora. Já pela repartição indireta, a Fazenda Pública arrecadadora entrega o percentual estabelecido pelo texto constitucional não a outra Fazenda Pública, mas a determinados Fundos, que então farão o repasse.

Repartição Direta

Está prevista na Constituição Federal. Veja alguns exemplos da repartição:

o Imposto de Renda retido na fonte pelos Estados, Distrito Federal e Municípios, ficam 100% para os mesmos;

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 os impostos residuais tem 20% da arrecadação destinada aos Estados e Distrito Federal; 

os impostos residuais tem 20% da arrecadação destinada aos Estados e Distrito Federal;

o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) tem repasse de 50% para o município;

o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) tem repasse de 50% para o município;

o ICMS tem repasse de 25% para o município.

Repartição Indireta

Fundos são recursos arrecadados pelos entes políticos que se destinam

à distribuição de riquezas, segundo critérios ou finalidades específicas. A distribuição dos recursos fica vinculada ao financiamento de projetos ou

a fins pré-estabelecidos.

São chamados de Fundos Constitucionais de Participação os que têm como objeto o equilíbrio financeiro dos entes da Federação (art. 159 da CF):

Fundo de Participação dos Estados (e Distrito Federal) - FPE;

Fundo de Participação dos Municípios - FPM;

Fundo de Compensação de Exportações;

Fundos Regionais:

Os Fundos Constitucionais de Financiamento do Setor Produtivo das Regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste tem como objeto integrar e desenvolver econômica e socialmente as regiões mais necessitadas do país:

Fundos Constitucionais de Financiamento do Setor Produtivo das Regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste FNO, FNE, FCO.

Valores:

A repartição nestes casos é feita sobre 48% da arrecadação do IR e do IPI, para aplicação:

21,5% no Fundo de Participação dos Estado e Distrito Federal;

22,5% no Fundo de Participação dos Municípios;

3% para aplicação em Programas de Financiamento ao Setor Produtivo das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

+ 1% no Fundo de Participação dos Municípios (entrega até 10 de dezembro de cada ano).

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Conclusão A CF não cria tributos, ela confere a União, Estados, Distrito Federal e Municípios

Conclusão

A CF não cria tributos, ela confere a União, Estados, Distrito Federal e Municípios o poder para criarem tributos, este poder é denominado de competência tributária, que caracteriza uma atividade legislativa e, portanto, é indelegável e irrenunciável, mas também facultativa.

Já diz o ditado popular - quem pode o mais, pode o menos”, ele se aplica quando falamos das atribuições da competência, ou seja, quem pode criar, consequentemente pode arrecadar e fiscalizar - estas últimas atribuições são denominadas de competência tributária ativa, que caracterizam atividades administrativas podendo ser delegadas.

Mas a competência tributária possui suas limitações, uma delas é a delimitação estabelecida na Constituição Federal de forma rígida, não podendo as pessoas competentes criar qualquer tributo.

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