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U LISBOA - FACULDADE DE ARQUITECTURA – MIARQ / MIAINT / MIAU ANO LECTIVO 2015-2016

Docentes:

Carlos Dias Coelho (coord.) António Lobato Santos, António Leite, Carlos Macedo, Daniel de Jesus, Hugo Farias, João Rafael Santos, José Nuno Beirão, Manuela Fonte, Marta Sequeira, Nuno Arenga, Pedro Ravara.

ENUNCIADO DO EXERCÍCIO II – FASE 2

AGREGAÇÃO [em contexto]

1. Introdução

Concluída a conceção de uma célula de alojamento elementar (o protótipo), desenvolve-se a exploração da sua repetição e agregação num contexto concreto na cidade de Lisboa, definindo uma proposta edificada capaz de sustentar um programa de habitação colectiva e seus espaços complementares, transformando o sítio onde se implanta num contributo para o tecido urbano de Santos.

2. Local

No quarteirão a norte do Jardim de Santos e do Largo Vitorino Damásio, encontra-se hoje um vazio urbano expectante que o atravessa, criado pela demolição de edifícios que ali existiram. Aberto a Sul e a Norte, o interior do quarteirão, as empenas e o tardoz dos edifícios presentes, encontram-se agora expostos à cidade, exibindo marcas visíveis de construções / ocupações anteriores. O terreno desocupado, com frente para o Largo Vitorino Damásio e para a Calçada Marquês de Abrantes, vence um importante desnível na encosta da Madragoa, numa área que já constituiu o limite de costa, aguardando novos sentidos e usos.

o limite de costa, aguardando novos sentidos e usos. 3. Programa Neste vazio urbano, e tomando

3. Programa

Neste vazio urbano, e tomando o protótipo desenvolvido como unidade, deverá ser desenvolvida uma proposta para um complexo permanente de alojamento temporário, para uma população indefinida, que poderá incluir pessoas de idades, proveniências ou situações profissionais muito diferenciadas.

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U LISBOA - FACULDADE DE ARQUITECTURA – MIARQ / MIAINT / MIAU ANO LECTIVO 2015-2016

Docentes:

Carlos Dias Coelho (coord.) António Lobato Santos, António Leite, Carlos Macedo, Daniel de Jesus, Hugo Farias, João Rafael Santos, José Nuno Beirão, Manuela Fonte, Marta Sequeira, Nuno Arenga, Pedro Ravara.

A proposta a desenvolver deverá assegurar entre 22 e 30 unidades habitacionais para alojamento e

deverá ainda dispor de depósitos de arrumação (5 a 10 m2 por cada unidade de alojamento), para além de espaços complementares de apoio e uso comunitário, de dimensão cívica, promotores de inter-acção

(e integração) social, capazes de servir tanto a comunidade alojada quanto a comunidade vizinha, a

saber:

a) pelo menos duas unidades comerciais, com instalação sanitária própria, com cerca de 50m2 cada;

b) uma sala polivalente, permitindo convívio e reuniões, com 100 a 150m2, incluindo depósito / arrumo;

c) uma lavandaria com cerca de 50m2.

A implantação deste complexo deve ainda observar os seguintes requisitos:

a) manter e integrar o edifício existente (nº 7, Largo Vitorino Damásio);

b) permitir atravessamento pedonal entre o Largo Vitorino Damásio e a Calçada Marquês de Abrantes;

c) incluir espaços exteriores de estadia;

d) garantir um mínimo de três lugares de estacionamento;

e) não são admitidos pisos em cave abaixo da cota do Largo Vitorino Damásio;

f) não são permitidos espaços interiores para além do programa.

4. Objetivos

Este trabalho possui objetivos distintos e cuja satisfação deve ser demonstrada. Assim, os alunos

deverão:

(Re)conhecer e utilizar diferentes modos de repetição e agregação como sistemas estruturadores e que conferem unidade, extensão e diversidade;

Definir relações entre edificado proposto, pré-existências e envolvente, ao nível do edificado e do vazio;

Propor a caracterização qualificada de lugares intermédios entre a cidade, o edifício e a casa;

Articular e dimensionar acessos / circulações comuns como estrutura funcional eficaz, estrutura espacial qualificada e de transição (interior-exterior, público-privado, individual-coletivo, doméstico- urbano );

Dimensionar e qualificar espaços complementares como lugares comunitários de dimensão cívica, promotores de inter-acção (e integração) social;

Garantir adequadas condições de habitabilidade (iluminação, ventilação), privacidade e acessibilidade aos protótipos e às construções confinantes (caso aplicável);

Encarar a estrutura de suporte físico também como estrutura de suporte conceptual;

Operar com regras e lógicas infraestruturais na agregação / repetição de unidades;

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Carlos Dias Coelho (coord.) António Lobato Santos, António Leite, Carlos Macedo, Daniel de Jesus, Hugo Farias, João Rafael Santos, José Nuno Beirão, Manuela Fonte, Marta Sequeira, Nuno Arenga, Pedro Ravara.

Manipular e organizar os vários elementos constituintes da proposta de forma expressiva e que permita a apreciação do todo como “linguagem”;

Obter uma síntese qualificada e que transcenda a resolução individual dos desafios de projecto.

5. Avaliação

Na avaliação da resposta aos objetivos formulados, serão considerados:

Processo de trabalho (extensão, diversidade, qualidade e critério nas hipóteses colocadas, verificações, alternativas e escolhas de projecto);

Domínio instrumental (métodos e ferramentas do projecto e da sua simulação/representação);

Domínio conceptual (entendimento, exploração, síntese dos temas e interesse da proposta desenvolvida).

6. Elementos a entregar

A conclusão do exercício deverá resultar na produção e entrega atempada dos seguintes elementos mínimos:

6.1.

Peças Desenhadas

Planta de implantação, à escala 1:500, incluindo perfil longitudinal pelo eixo das vias e perfil transversal a passar pelo eixo do terreno;

Plantas da proposta, à escala 1:200, de todos os níveis (incluindo piso enterrado – se existir -, piso térreo, piso(s) tipo e cobertura;

Cortes (dois no mínimo), à escala 1:200, incluindo um por núcleo de circulação vertical;

Alçados (pelo eixo das ruas confinantes com o terreno), à escala 1:200, representando edifícios imediatamente adjacentes e volumetria integral da frente de quarteirão;

Planta (ou plantas no caso de existirem dois pisos) de dois protótipos, à escala 1:50, em agregação horizontal, incluindo representação do espaço de distribuição (galeria, escada ou outro);

Corte, à escala 1:50, de dois protótipos, em agregação vertical, incluindo representação do sistema de distribuição / circulação, toque com o solo e toque com o céu.

6.2.

Maquete

Da totalidade da proposta, à escala 1:200, com envolvente ou a integrar em maquete geral de turma;

Do protótipo, conforme versão final presente na proposta.

7. Calendarização

Início do Exercício

Ponto de Situação

Entrega Final

Aula 18 (11 de Novembro)

Aula 22 (25 de Novembro)

Aula 28 (16 de Dezembro)

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