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ANBID CPA‐20 – Instrumentos de Renda Fixa

ANBID CPA‐10 – Ética e Regulamentação                                                                                            Jofre Barros ANBID CPA‐10 – Ética e Regulamentação                                                                                            Jofre Barros

Ética e  Princípios Éticos
Regulamentação

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Ética Ética
9A ética trata de princípios de conduta humana,
e como tal pode ser denominada filosofia
moral.
9No contexto dos profissionais que atuam em
atividades relacionadas ao mercado financeiro e
de capitais, a conduta ética está diretamente
relacionada com a postura profissional esperada
no relacionamento com o público, clientes,
colegas e empregadores.

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Princípios Éticos Princípios Éticos
9O código de ética do IBCPF – Instituto Brasileiro
de Certificação de Profissionais Financeiros,
estabelece princípios e regras de conduta
aplicáveis aos profissionais financeiros.

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Princípio de Integridade Princípio de Objetividade
9O profissional deve oferecer e proporcionar 9Um profissional deve ser objetivo na prestação
serviços com integridade e deve considerar os de serviços profissionais aos clientes.
seus clientes como merecedores de total Objetividade requer honestidade intelectual e
confiança. A principal fonte desta confiança é a imparcialidade.
integridade do profissional. Integridade 9O p
princípio
p da objetividade
j trata da atitude de
pressupõe honestidade e sinceridade que não ser e de proceder de modo estritamente
devem estar subordinadas a ganhos e vantagens adequado a circunstância da prestação do
pessoais. serviço profissional.
9Integridade pressupõe que o profissional do 9Exercer julgamento profissional prudente ao
mercado financeiro e de capitais, observe os prestar serviços, agir de acordo com o interesse
fundamentos da ética, agindo com retidão e do cliente é um princípio de objetividade.
imparcialidade com seus clientes.

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Princípio da Competência Princípio da Competência
9Um Profissional deve prestar serviços aos 9Manter‐se informado sobre desenvolvimentos e
clientes de maneira competente e manter os mudanças em sua área de atuação e ampliar
necessários conhecimentos e habilidades para seus conhecimentos e capacitação técnica, são
continuar a fazê‐lo nas áreas em que estiver requisitos do princípio da competência.
envolvido. 9Oferecer conselhos p
profissionais ao cliente nas
9O profissional deve manter um nível adequado áreas em que tenha competência e buscar
de conhecimento dos produtos e serviços que aconselhamento de profissionais mais
está vendendo aos clientes. Deve, também, qualificados nas áreas em que não se sinta
reconhecer suas limitações e as situações onde confortavelmente competente, é um
a assistência de um profissional mais comportamento condizente com o princípio da
qualificado for apropriada. competência.

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Princípio de Confidencialidade Princípio de Confidencialidade
9Um profissional não deve revelar nenhuma 9No trato com o cliente, um profissional deve
informação confidencial do cliente sem o seu buscar estabelecer um relacionamento de
específico consentimento, a menos que em confiança que só pode ser criado com base no
resposta a qualquer procedimento judicial, entendimento de que todas informações
inclusive, mas não limitado a, defender‐se fornecidas são confidenciais.
contra acusações de má prática de sua parte 9Para prestar serviços financeiros eficientemente
e/ou em relação a uma disputa civil entre o e proteger a privacidade do cliente, o
Profissional e o Cliente. profissional deve preservar a confidencialidade
das informações de seus clientes.

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Princípio de Confidencialidade Princípio de Profissionalismo
9Revelar, ou usar em seu próprio benefício, 9A conduta de um Profissional em todas as
qualquer informação concernente ao questões deve refletir zelo e crença na
relacionamento com o cliente, ou aos negócios profissão.
do cliente, é uma violação do princípio da 9O princípio do profissionalismo está
confidencialidade. g
intimamente ligado ao modo e à q qualidade na
prestação do serviço para os clientes. Esta
conduta é essencial à preservação da imagem
pública do profissional e da instituição que
representa.

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Princípio de Profissionalismo
9Mostrar respeito por outros profissionais e
colegas, relacionar‐se harmoniosamente com
esses e envolver‐se em práticas competitivas
justas e honestas, são condutas condizentes
com o princípio de profissionalismo. Código Auto‐Regulação 
9 Em todas as suas atividades, o Profissional deve
atuar com respeito às Leis, normas e
ANBID
regulamentos pertinentes e não deve se
envolver em conduta que macule a imagem de
sua integridade e de sua instituição.

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Código de Auto‐Regulação ANBID Código de Auto‐Regulação ANBID
9A ANBID, que atua no âmbito da auto‐
regulação, possui códigos de conduta a serem
observados por seus associados e por
instituições que aderiram a estes códigos:
ƒ Código
g de auto‐regulação
g ç da ANBID p para a Indústria
de Fundos de Investimento.
ƒ Código de auto‐regulação do Programa de
Certificação Continuada da ANBID.
ƒ Código de auto‐regulação da ANBID para as Ofertas
Públicas de Títulos e Valores Mobiliários.

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Código de Auto –Regulação ANBID Fundos Código de Auto –Regulação ANBID Fundos
9As Instituições Participantes, segundo o código
de auto‐regulação da ANBID para Fundos de
Investimento, devem:
ƒ Desempenhar suas atribuições buscando atender
aos objetivos de investimento dos fundos de
investimento bem como a promoção e divulgação
investimento,
de informações sobre os mesmos de forma
transparente, visando sempre ao fácil e correto
entendimento por parte dos investidores.
ƒ Evitar práticas que possam ferir a relação fiduciária
mantida com os cotistas dos Fundos de
Investimento.

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Código de Auto –Regulação ANBID Fundos Prospecto
ƒ Cumprir todas as suas obrigações, devendo 9O Prospecto é um documento no qual estão
empregar, no exercício de sua atividade, o cuidado contidas as informações relevantes sobre o
que toda pessoa prudente e diligente costuma Fundo de Investimento.
dispensar à administração de seus próprios
negócios, respondendo por quaisquer infrações ou 9As Instituições Participantes deverão tomar
irregularidades
g cometidas sob sua ggestão. providências p
p para q
que sejam
j disponibilizados
p
ƒ Evitar práticas que possam vir a prejudicar a aos investidores, quando de seu ingresso nos
indústria de fundos de investimento e seus Fundos de Investimento, prospectos atualizados
participantes, especialmente no que tange aos
e compatíveis com o regulamento dos Fundos
deveres e direitos relacionados às atribuições
específicas de cada uma das Instituições de Investimento.
participantes, estabelecidas em contratos,
regulamentos e na legislação vigente.

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Prospecto Prospecto
9A entrega do Prospecto é facultativa para os 9Informações relevantes e obrigatórias
fundos destinados a investidores qualificados. ƒ Denominação do Fundo de Investimento
ƒ Base legal
9O Prospecto deve conter as principais ƒ Prestadores de Serviços: a) administrador; b) gestor;
características dos Fundos de Investimento, em c) custodiante; d) distribuidor; e) responsável pelos
p
especial as informações
ç relevantes ao serviços de registro escritural de cotas; e, f) auditor.
conhecimento das políticas de investimento e ƒ Periódico destinado às publicações
dos riscos envolvidos, bem como dos direitos e ƒ Objetivo de Investimento
das obrigações dos cotistas do fundo. ƒ Política de Investimentos
ƒ Fatores de Risco
ƒ Gerenciamento de riscos: recomenda que seja
incluída a descrição do sistema de gerenciamento
de risco utilizado no Fundo de Investimento.

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Prospecto
9Informações relevantes e obrigatórias
ƒ Público
ƒ Regras de movimentação
ƒ Política de distribuição de resultados
ƒ Taxas de administração e a taxa de performance
ƒ Breve histórico do administrador e do gestor
ƒ Regras de tributação do Fundo de Investimento
ƒ Atendimento ao cotista

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Prospecto Prospecto
9Objetivo de investimento 9Fatores de risco
ƒ O prospecto deve, obrigatoriamente, descrever os ƒ O prospecto deve, obrigatoriamente, indicar todo e
objetivos de investimento do fundo de qualquer fato que possa, de alguma forma, afetar a
investimento, mencionando, quando for o caso, decisão do potencial investidor no que diz respeito à
metas e parâmetros de performance. aquisição das cotas do fundo de investimento.
ƒ Dentre os fatores de risco, devem constar ainda as
9Política de investimento
seguintes informações:
ƒ O prospecto deve, obrigatoriamente, descrever 1. Risco de Mercado: descrever os principais fatores de
como pretende atingir o seu objetivo de risco que possam afetar preço ou retorno dos ativos
investimento. Deve identificar as principais integrantes da carteira do Fundo de Investimento, bem
estratégias, técnicas ou práticas utilizadas, os tipos como as principais condicionantes desses fatores de risco.
de ativos nos quais pode investir, as políticas de 2. Risco de Crédito: especificar os possíveis riscos do
seleção e alocação de ativos, e as políticas de emissor e da contraparte das operações realizadas pelo
Fundo de Investimento.
concentração.

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Prospecto Marcação a Mercado
3. Risco de Liquidez: descrever as condições de liquidez
dos mercados e seus efeitos sobre os ativos componentes 9Marcação a Mercado, também chamada “Mark
da carteira do Fundo de Investimento e as condições de to Market ‐ MTM”, é uma metodologia de
solvência do Fundo de Investimento. contabilização dos ativos que compõem uma
4. Risco Proveniente do Uso de Derivativos: descrever os
riscos associados ao uso de derivativos e, quando for o carteira de investimento pelo seu valor de
caso, a possibilidade de verificação de patrimônio líquido mercado, para efeito de valorização e cálculo de
negativo para o Fundo de Investimento. Nessa hipótese cotas dos fundos de investimento.
deverá ser utilizado o aviso correspondente na capa do
Prospecto.
9Apurados pelos preços negociados no mercado
5. Riscos Específicos: descrever, quando houver, outros
riscos que possam afetar a performance do Fundo de em casos de ativos líquidos ou, quando este
Investimento. preço não é observável, por uma estimativa
adequada de preço que o ativo teria em uma
eventual negociação feita no mercado.

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Marcação a Mercado Divulgação de Rentabilidade
9A importância da marcação a mercado é que ela 9Rentabilidade bruta
evita a transferência de riqueza entre cotistas ƒ Informar que a rentabilidade divulgada não é líquida
de impostos, a rentabilidade divulgada é bruta.
que ingressam ou se retiram do fundo em
relação aos que nele permanecem, além de dar 9Prazos mínimos para divulgação de
maior transparência aos riscos embutidos nas ƒ ser sempre utilizado período mínimo de 1 (um) mês,
posições, uma vez que as oscilações de mercado sendo
d vedada
d d a divulgação
di l ã de d rentabilidades
bilid d
apuradas em períodos inferiores a esse prazo.
dos preços dos ativos, ou dos fatores
ƒ intervalo de tempo que, no mínimo, demonstre a
determinantes destes, estarão refletidas nas rentabilidade:
cotas, melhorando assim a comparabilidade • do mês anterior à composição da peça;
entre suas performances. • desde o início do ano corrente, ou do início do Fundo, até
o último dia útil do mês anterior à composição da peça; e
• últimos 12 meses.

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Divulgação de Rentabilidade Comparação de Rentabilidade
9Forma de cálculo da rentabilidade mensal 9A rentabilidade de um fundo deve ser
ƒ Os cálculos apresentados nas peças de comunicação comparada com um parâmetro, se este for
devem sempre ser feitos com base em ano padrão
explicitamente estabelecido em regulamento ou
de 252 (duzentos e cinqüenta e dois) dias úteis.
prospecto, constante da política de
investimento e/ou dos objetivos do próprio
Fundo ou, caso este não exista, com o
parâmetro determinado para apuração da taxa
de performance do próprio fundo.

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Comparação de Rentabilidade Comparação de Rentabilidade
9Pode apresentar comparativo de sua 9É expressamente proibida:
rentabilidade com indicadores econômicos de ƒ Divulgação, em qualquer meio, de qualificação,
mercado, desde que deixe claro que tal premiação, título ou análise própria da Instituição
indicador é mera referência econômica, e não Participante, de caráter subjetivo, que utilize base
de dados não pública ou sem relevante expressão.
parâmetro objetivo do Fundo. ƒ Divulgação,
Divulgação em qualquer meio,meio de qualificação,
qualificação
9Caso seja iniciada tal comparação, deve ser feita premiação, título ou análise que utilize dados de
de maneira consistente e continuada, sendo menos de 12 (doze) meses.
utilizada nas divulgações comparativas ƒ Na divulgação de qualificação, premiação, título ou
análise, nenhuma parte da peça deve possibilitar
subseqüentes, de forma a não se utilizar, a cada
entendimento de qualificação mais ampla do que a
período, o indicador que melhor beneficie a explicitamente declarada pelo autor da avaliação.
performance apresentada pelo Fundo.

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Comparação de Rentabilidade Selo ANBID
ƒ Divulgação de comparação entre Fundos que 9Na capa dos Prospectos dos Fundos de
tenham classificação ANBID diferentes, sem Investimento administrados por Instituições
qualificá‐los e sem apresentar justificativa participantes devem ser impressos o Selo
consistente para a comparação.
ƒ Divulgação de diferencial de rentabilidade em
ANBID e a data do Prospecto.
termos absolutos, ou comparação em termos de 9Para que o prospecto contenha o Selo ANBID
percentual, em relação à variação de parâmetro ou
ele deve estar elaborado em conformidade com
indicador econômico quando umas das duas, ou
ambas, forem negativas. todos os requisitos estabelecidos no Código de
ƒ Utilizar projeções de desempenho futuro do Fundo, Auto‐Regulação de Fundos de Investimento.
de forma isolada ou com comparação com
projeções de indicadores de mercado, a não ser que
se destaque tratar‐se de projeção.

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Selo ANBID Selo ANBID
9É, portanto, uma prerrogativa das instituições 9Deve ser impresso com destaque na capa, na
participantes da ANBID o uso do selo ANBID contracapa ou na primeira página do Prospecto,
pois só esses têm o direito de usá‐lo nos aviso com o seguinte teor:
prospectos dos seus Fundos de Investimento. ESTE PROSPECTO FOI PREPARADO COM AS INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS AO
ATENDIMENTO DAS DISPOSIÇÕES DO CÓDIGO DE AUTO‐REGULAÇÃO DA ANBID PARA
9O SELO ANBID pode ser entendido como um OS FUNDOS DE INVESTIMENTO, BEM COMO DAS NORMAS EMANADAS DA COMISSÃO
DE VALORES MOBILIÁRIOS.
selo de qualidade e de diferenciação na A AUTORIZAÇÃO PARA FUNCIONAMENTO E/OU VENDA DAS COTAS DESTE FUNDO DE
INVESTIMENTO NÃO IMPLICA, POR PARTE DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
indústria de fundos de investimento. OU DA ANBID, GARANTIA DE VERACIDADE DAS INFORMAÇÕES PRESTADAS, OU
JULGAMENTO SOBRE A QUALIDADE DO FUNDO, DE SEU ADMINISTRADOR OU DAS

9O uso do selo, no entanto, vem acompanhado DEMAIS INSTITUIÇÕES PRESTADORAS DE SERVIÇOS.

da responsabilidade de aderir ao código de


auto‐regulação da ANBID.

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Selo ANBID Selo ANBID
9Quando for o caso, e de acordo com o nível de ESTE FUNDO DE INVESTIMENTO UTILIZA ESTRATÉGIAS COM DERIVATIVOS COMO
PARTE INTEGRANTE DA SUA POLÍTICA DE INVESTIMENTO. TAIS ESTRATÉGIAS, DA
exposição a risco de cada fundo, devem ser FORMA COMO SÃO ADOTADAS, PODEM RESULTAR EM SIGNIFICATIVAS PERDAS
PATRIMONIAIS PARA SEUS COTISTAS, PODENDO INCLUSIVE ACARRETAR PERDAS
ainda impressos, obrigatoriamente, com SUPERIORES AO CAPITAL APLICADO E A CONSEQÜENTE OBRIGAÇÃO DO COTISTA DE
APORTAR RECURSOS ADICIONAIS.
destaque, na capa, na contracapa ou na
primeira página do Prospecto, um dos seguintes
avisos:
ESTE FUNDO DE INVESTIMENTO UTILIZA ESTRATÉGIAS COM DERIVATIVOS COMO
PARTE INTEGRANTE DE SUA POLÍTICA DE INVESTIMENTO. TAIS ESTRATÉGIAS, DA
FORMA COMO SÃO ADOTADAS, PODEM RESULTAR EM PERDAS PATRIMONIAIS PARA
SEUS COTISTAS

ESTE FUNDO DE INVESTIMENTO UTILIZA ESTRATÉGIAS COM DERIVATIVOS COMO


PARTE INTEGRANTE DE SUA POLÍTICA DE INVESTIMENTO. TAIS ESTRATÉGIAS, DA
FORMA COMO SÃO ADOTADAS, PODEM RESULTAR EM SIGNIFICATIVAS PERDAS
PATRIMONIAIS PARA SEUS COTISTAS

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Selo ANBID Código de Auto‐Regulação para o 
9Devem ser ainda impressos com destaque na Programa de Certificação Continuada
capa, na contracapa ou na primeira página do 9O Código de Auto‐Regulação para o Programa
Prospecto, os seguintes avisos: de Certificação Continuada está diretamente
O INVESTIMENTO DO FUNDO DE INVESTIMENTO DE QUE TRATA ESTE PROSPECTO
APRESENTA RISCOS PARA O INVESTIDOR. AINDA QUE O GESTOR DA CARTEIRA ligado aos objetivos de elevar o nível de
MANTENHA SISTEMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS, NÃO HÁ GARANTIA DE
COMPLETA ELIMINAÇÃO
Ç DA POSSIBILIDADE DE PERDAS PARA O FUNDO DE capacitação
p ç dos p profissionais qque atuam no
INVESTIMENTO E PARA O INVESTIDOR O FUNDO DE INVESTIMENTO DE QUE TRATA
ESTE PROSPECTO NÃO CONTA COM GARANTIA DO ADMINISTRADOR DO FUNDO, DO mercado financeiro e de capitais bem como
GESTOR DA CARTEIRA, DE QUALQUER MECANISMO DE SEGURO OU, AINDA, DO
FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITOS – FGC. A RENTABILIDADE OBTIDA NO PASSADO
promover a leal concorrência entre esses
NÃO REPRESENTA GARANTIA DE RENTABILIDADE FUTURA. AS INFORMAÇÕES
CONTIDAS NESSE PROSPECTO ESTÃO EM CONSONÂNCIA COM O REGULAMENTO DO
profissionais e as instituições participantes.
FUNDO DE INVESTIMENTO, MAS NÃO O SUBSTITUEM. É RECOMENDADA A LEITURA
CUIDADOSA TANTO DESTE PROSPECTO QUANTO DO REGULAMENTO, COM ESPECIAL
ATENÇÃO PARA AS CLÁUSULAS RELATIVAS AO OBJETIVO E À POLÍTICA DE
INVESTIMENTO DO FUNDO DE INVESTIMENTO, BEM COMO ÀS DISPOSIÇÕES DO
PROSPECTO QUE TRATAM DOS FATORES DE RISCO A QUE O FUNDO ESTÁ EXPOSTO.

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Código de Auto‐Regulação para o  Código de Auto‐Regulação para o 
Programa de Certificação Continuada Programa de Certificação Continuada
9O objetivo do Código de Auto‐Regulação é 9O Programa de Certificação Continuada tem a
estabelecer princípios e normas que devem ser finalidade de:
observados na certificação dos profissionais que ƒ elevar o nível de capacitação técnica dos
atuam no mercado financeiro e de capitais,
p , bem profissionais;
como estabelecer regras de conduta que ƒ promover a concorrência leal e a adoção de práticas
eqüitativas e uniformes entre os profissionais e as
deverão orientar a respectiva atividade Instituições Participantes.
profissional.

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Código de Auto‐Regulação para o 
Programa de Certificação Continuada
9A abrangência deste Código de Auto‐Regulação
alcança todas as instituições participantes, isto
é, as instituições filiadas à ANBID, bem como as Prevenção e Combate 
instituições
ç que,, embora não filiadas,,
q
expressamente a ele aderiram através do Termo a Lavagem de Dinheiro
L d Di h i
de Adesão.

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Lavagem de Dinheiro Lavagem de Dinheiro
9Lavagem de Dinheiro é o processo pelo qual o 9Lavar recursos é fazer com que produtos
criminoso transforma, recursos obtidos através decorrentes da criminalidade pareçam ter sido
de atividades ilegais, em ativos com uma adquiridos legalmente ou seja, essas operações
origem aparentemente legal. escondem a verdadeira origem dos recursos
financeiros e permitem que eles possam ser
9Constitui um conjunto de operações comerciais utilizados livremente pelos criminosos que
ou financeiras que buscam a incorporação na desfrutam, dessa forma, dos benefícios
economia de cada país, dos recursos, bens e decorrentes de seus crimes.
serviços que se originam ou estão ligados a atos
ilícitos (crimes antecedentes), que prejudicam a
economia de um país.

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Lavagem de Dinheiro Crimes Antecedentes
9Os principais acordos internacionais ligados ao 9A Lei nº 9.613, de 1998, no seu art. 1º, tipifica o
combate da lavagem de dinheiro foram crime de lavagem como aquele em que se
firmados a partir de 1988, após a Convenção de oculta ou dissimula a natureza, origem,
Viena. localização, disposição, movimentação ou
9Vários países passaram a criar agências propriedade de bens, direitos e valores
responsáveis pela regulamentação dos setores provenientes, direta ou indiretamente, dos
mais visados pelas organizações criminosas e seguintes crimes antecedentes:
ƒ tráfico ilícito de substâncias entorpecentes ou
pelo acompanhamento de operações
drogas afins;
consideradas suspeitas. Tais agências são ƒ de terrorismo;
conhecidas mundialmente por Unidades ƒ de contrabando ou tráfico de armas, munições ou
Financeiras de Inteligência (FIU). material destinado à sua produção;

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Crimes Antecedentes Conceito e Tipos
ƒ de extorsão mediante seqüestro; 9Os mecanismos mais utilizados no processo de
ƒ contra a administração pública, inclusive a lavagem de dinheiro envolvem teoricamente
exigência, para si ou para outrem, direta ou essas três etapas independentes que, com
indiretamente, de qualquer vantagem, como freqüência, ocorrem simultaneamente.
condição ou preço para a prática ou omissão de atos
administrativos;
ƒ contra o sistema financeiro nacional;
ƒ praticado por organização criminosa;
ƒ praticado por particular contra a administração
pública estrangeira.

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Conceito e Tipos Conceito e Tipos
9Colocação: é a introdução do dinheiro ilícito no 9Ocultação/Estratificação: procura confundir o
sistema financeiro, de forma a torná‐lo mais rastreamento por meio de transferências e/ou
portátil e menos suspeito, ou seja, objetiva aplicações múltiplas dos recursos.
ocultar sua origem. ƒ Compreende realização de uma série de transações
ƒ Pode ser feito, através de depósitos e transferências financeiras que, em sua variedade, complexidade e
em contas correntes, compra e venda de moedas volume,
l procuram esconder
d o dinheiro
di h i ilícito.
ilí it
estrangeiras, aquisição de cotas de fundos de ƒ O objetivo é quebrar a cadeia de evidências ante a
investimento; aquisição de valores mobiliários; etc. possibilidade da realização de investigações sobre a
origem do dinheiro.
ƒ Os criminosos buscam movimentá‐lo de forma
eletrônica, transferindo os ativos ou efetuando
depósitos em contas "fantasmas“.

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Conceito e Tipos Quem está sujeito à lei e regulamentação
9Integração: é o passo final no ciclo da lavagem 9Estão sujeitas às normas e regulamentadoras, as
que visa trazer o dinheiro de volta à economia, pessoas jurídicas que tenham como atividade
agora com origem, aparentemente legítima. principal ou acessória:
ƒ O dinheiro ilícito, que agora está ”limpo”, é ƒ captação, intermediação e aplicação de recursos
incorporado formalmente ao sistema econômico. financeiros de terceiros, em moeda nacional ou
ƒ As
A organizações
i õ criminosas
i i b
buscam i
investir
ti em estrangeira,
t i a compra e vendad de
d moeda d estrangeira
t i
empreendimentos que facilitem suas atividades, ou ouro como ativo financeiro, bem como a
podendo tais sociedades prestarem serviços entre custódia, emissão, distribuição e negociação de
si, por meio de empréstimos ou geração de lucros valores mobiliários;
falsos. ƒ bolsas de valores, mercadorias e futuros;
ƒ Uma vez formada a cadeia, torna‐se cada vez mais ƒ corretoras de seguros e seguradoras;
fácil legitimar o dinheiro ilegal. ƒ administradoras de cartões de crédito e de
consórcios;

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Quem está sujeito à lei e regulamentação Ident. De Clientes / Manut. de Registros
ƒ empresas de leasing e de factoring; 9As instituições estão obrigadas a:
ƒ demais entidades cujo funcionamento dependa da ƒ manter atualizadas as informações cadastrais dos
autorização de órgão regulador dos mercados respectivos clientes. No caso de pessoa jurídica,
financeiro, de câmbio, de capitais e de seguros; abranger as pessoas físicas autorizadas a
ƒ pessoas físicas ou jurídicas nacionais ou estrangeiros representá‐la e seus procuradores;
que operem no Brasil e que representem interesses ƒ manter controles e registros internos consolidados
de ente estrangeiro que exerça qualquer das que permitam verificar, além da adequada
atividades aqui descritas; identificação do cliente, a compatibilidade entre as
ƒ pessoas jurídicas que exerçam a compra e venda de movimentações de recursos, atividade econômica e
imóveis; capacidade financeira deste;
ƒ pessoas físicas ou jurídicas que negociam ou ƒ manter registro das operações envolvendo moeda
comercializem jóias e metais preciosos, objetos de nacional e estrangeira, títulos e valores mobiliários,
arte e antiguidades. metais ou qualquer outro ativo passível de ser
convertido em dinheiro;

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Ident. de Clientes e Manut. de Registros Identificação e Comunicação das 
ƒ manter registro das operações que, realizadas com Operações Atípicas / Suspeitas
uma mesma pessoa, conglomerado ou grupo, em
9As instituições financeiras, dentre outras, têm
um mesmo mês, superem, por instituição ou
entidade, em seu conjunto, o valor de R$ 10.000,00; um enorme compromisso para com o processo
ƒ efetuar registro no SISBACEN (Sistema de de prevenção e combate à lavagem de dinheiro,
Informações do Banco Central) de depósito em devendo identificar e comunicar todas as
espécie, retirada em espécie ou pedido de operações atípicas, ou seja, aquelas que
provisionamento para saque, de valor igual ou ultrapassem os limites fixados.
superior a R$ 100.000,00 ( cem mil reais)
ƒ manter registros cujo titular da conta corrente
apresente débitos ou créditos que, por sua
habitualidade, valor e forma, configurem artifício
que objetive burlar os mecanismos de identificação.

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Políticas e Procedimentos de Prevenção Políticas e Procedimentos de Prevenção
9As instituições deverão, ainda, implementar 9A Circular n° 2.852, do Banco Central do Brasil
procedimentos internos de controle para dispõe sobre os procedimentos a serem
detectar operações que caracterizem indício de adotados na prevenção e combate às atividades
ocorrência de crime de lavagem, tendo que relacionadas com o Crime de Lavagem de
proporcionar treinamento aos funcionários. Dinheiro.
9Estão sujeitas as penalidades administrativas 9Deverá ser indicado ao BACEN, o nome do
previstas em lei (advertência, inabilitação diretor ou gerente incumbido de acompanhar o
temporária, multa, cassação de autorização cumprimento das medidas estabelecidas nessa
para funcionamento), as instituições bem como Circular.
administradores e colaboradores, que deixarem
de cumprir as obrigações estabelecidas na lei.

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Organismos Nacionais de Cooperação  Organismos Nacionais de Cooperação 
9A partir da XI Reunião Plenária do GAFI/FATF, 9O COAF deverá propor mecanismos de
realizada em setembro de 1999, o Brasil passou cooperação e de troca de informações que
a integrar esse organismo como membro viabilizem ações rápidas e eficientes no
observador, através da criação do Conselho de combate à ocultação ou dissimulação de bens,
Controle de Atividades Financeiras ‐ COAF, direitos e valores.
subordinado ao Ministério da Fazenda, com a 9Para que as atividades do COAF sejam bem
finalidade de disciplinar, aplicar penas sucedidas é importante que todas as
administrativas, receber, examinar e identificar instituições envolvidas no acompanhamento de
as ocorrências suspeitas de atividades ilícitas atividades relacionadas à lavagem de dinheiro
previstas na Lei, sem prejuízo às ações da mantenham registro de todas as informações
competência de outros órgãos e entidades. relevantes sobre seus clientes e suas operações.

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Organismos Nacionais de Cooperação  Organismos Nacionais de Cooperação 
9O COAF será composto por servidores públicos 9O COAF editou 10 medidas preventivas:
de reputação ilibada e reconhecida ƒ Os governos deverão criminalizar a lavagem de
competência, designados em ato do Ministro de dinheiro
Estado da Fazenda; ƒ As pessoas envolvidas na lavagem de dinheiro
deverão ser processadas e condenadas à prisão.
ƒ O Presidente do Conselho será nomeado pelo
Para que isto seja possível,possível deverão ser
Presidente da República, por indicação do Ministro
estabelecidos tratados bilaterais e multilaterais que
de Estado da Fazenda.
permitam a extradição dos criminosos.
9O COAF terá organização e funcionamento ƒ Os recursos provenientes da lavagem, deverão ser
definidos em estatuto aprovado por decreto do congelados e, em última instância, confiscados.
Poder Executivo. ƒ Os países, as entidades responsáveis pelo
cumprimento da lei relativa à Lavagem de Dinheiro
e as instituições deverão partilhar informações.

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Organismos Nacionais de Cooperação  Organismos Nacionais de Cooperação 
ƒ Os Bancos deverão cooperar com iniciativas e ƒ O sigilo bancários deverá ser quebrado naquelas
providências voltadas para o cumprimento das leis, situações em que fique caracterizada a existência de
não prestando assistência aos lavadores de indícios que facilitam a lavagem de dinheiro.
dinheiro. ƒ Os Bancos deverão implantar sistemas, treinar seus
ƒ Os Bancos (e entidades semelhantes) deverão funcionários, controlar seus Procedimentos e
implantar rígidos procedimentos de identificação, monitorar as movimentações financeiras de
visando a comprovar se as pessoas que abrem clientes.
contas são realmente quem afirmam ser.
ƒ Os Bancos deverão manter registros que auxiliam as
iniciativas necessárias ao cumprimento das Leis.
ƒ Os Bancos deverão informar às autoridades acerca
de clientes e transações Suspeitas.

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Organismos Internacionais Organismos Internacionais
9Convenção de Viena – Acordo contra o Tráfico 9GAFI/FATF ‐ Grupo de Ação Financeira sobre
Ilícito de Entorpecentes e de Substâncias Lavagem de Dinheiro ‐ criado em 1989 pelos 7
Psicotrópicas, aprovado 1988. países mais ricos do mundo (G‐7), no âmbito da
9CICAD ‐ Comissão Interamericana para o Organização p/ Cooperação e Desenvolvimento
Controle do Abuso de Drogas. Econômico (OCDE) com a finalidade de
examinar, desenvolver e promover políticas de
9UNDCP – Programa das Nações Unidas para o combate à lavagem de dinheiro.
Controle Internacional de Drogas ‐ Agência da ƒ Em 1990, publicou as "40 Recomendações" com o
Organização das Nações Unidas (ONU) cujo intuito de estabelecer ações a serem seguidas pelos
mandato é articular o controle internacional de países imbuídos do combate à lavagem de dinheiro,
drogas e crimes correlatos, monitorando as revisada em 1996 para refletir as tendências atuais
tendências de produção, consumo e tráfico. do crime de lavagem e potenciais ameaças futuras.

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Organismos Internacionais Procedimentos que devem ser adotados
9FIU ‐ Unidades Financeiras de Inteligência: é a 9Entre os procedimentos que devem ser
agência responsável por receber (e requerer), adotados pelas instituições financeiras na
analisar e distribuir às autoridades competentes prevenção e combate às atividades relacionadas
as denúncias sobre as informações financeiras com os crimes de lavagem de dinheiro
com respeito a procedimentos presumidamente destacam‐se:
criminosos conforme legislação ou normas
nacionais para impedir a lavagem de dinheiro.
ƒ A principal função é estabelecer mecanismos de
prevenção e controle da lavagem de dinheiro.
ƒ Essas unidades podem ser de natureza judicial,
policial, mista (judicial/policial) ou administrativa. O
Brasil optou pelo modelo administrativo.

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Procedimentos que devem ser adotados Princípio “Conheça seu Cliente”
9“Conheça seu Cliente” é uma política que
considera a necessidade de informações
cadastrais que possibilitem identificar a
compatibilidade das movimentações financeiras
de um cliente com a sua capacidade financeira,
fundada em atividade econômica lícita.
9O princípio do “Know Your Customer” (Conheça
o seu cliente) para instituições financeiras
fundamenta‐se no cadastramento, manutenção
e acompanhamento das informações referentes
aos clientes.

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Princípio “Conheça seu Cliente” Princípio “Conheça seu Cliente”
9As instituições financeiras e demais instituições 9Na verdade, o princípio “Conheça seu Cliente”,
autorizadas a funcionar pelo Banco Central que é uma recomendação do Comitê de
devem utilizar um formulário de identificação Basiléia, é uma forma de proteção da instituição
(cadastro), cujo modelo pode ser elaborado financeira e do profissional que se relaciona
pelas próprias instituições, de acordo com suas com o cliente diretamente.
necessidades. 9É um elemento crítico na administração dos
9As instituições devem ainda ter procedimento riscos bancários e a aplicação adequada dessa
interno e um sistema de controle que assegure política ajuda a proteger a reputação e a
que as regras sejam cumpridas, principalmente integridade das instituições, reduzindo a
através de programas de treinamento aos possibilidade dos bancos se tornarem veículos
envolvidos com atendimento a clientes. ou vítimas de crimes financeiros.

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Princípio “Conheça seu Cliente” Princípio “Conheça seu Cliente”
9Os Procedimentos de prevenção e combate à 9Cadastro de clientes
Lavagem de Dinheiro incluem: ƒ O Cadastro de Clientes é uma atividade dentro da
ƒ Cadastro de Clientes instituição que responde pela análise e registro das
ƒ Controle e Monitoramento do Cadastro informações e documentos de identificação de
ƒ Análise da Capacidade Financeira do Cliente clientes com os quais a instituição mantém
ƒ Comunicação e Guarda de Documentos relacionamento vinculados ou não a conta corrente
relacionamento,
ou de investimento dentro da instituição.
ƒ Merece toda atenção e cuidado tendo em vista a
condição de responsável pela análise e avaliação da
qualidade dos documentos e das informações de
identificação dos clientes, constituindo‐se a partir
da contínua e sistemática atualização de dados, em
base segura e confiável de informações do cliente.

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Princípio “Conheça seu Cliente” Princípio “Conheça seu Cliente”
9Cadastro de clientes 9Cadastro de clientes
ƒ Nessas condições, o Cadastro de Clientes é ƒ Toda informação da ficha cadastral deverá ser
elemento chave para fins de Prevenção e Combate à conferida contra a documentação competente.
Lavagem de Dinheiro, sendo o dossiê do cliente Sendo responsáveis pela verificação da exatidão das
suporte e subsídios importantes nas análises de informações prestadas, a instituição, o gerente
operações dos clientes com a instituição.
instituição responsável pela abertura da conta de depósito,
depósito e o
ƒ Em razão dessa importância, o Cadastro de Clientes diretor que zela pelo cumprimento das normas de
é uma atividade que deve estar entre as melhores abertura, manutenção e movimentação das contas.
práticas na Prevenção e Combate à Lavagem de ƒ A identificação do cliente deve ser satisfatoriamente
Dinheiro, observadas as exigências dos Normativos estabelecida antes da concretização da operação.
Legais, da sua Organização e Funcionamento e dos Caso o possível cliente se recuse a fornecer as
Procedimentos e Controles. informações requeridas, a instituição financeira não
deve aceita‐lo como cliente.

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Princípio “Conheça seu Cliente” Princípio “Conheça seu Cliente”
9Cadastro de clientes 9Controle e Monitoramento do Cadastro
ƒ É vedado o fornecimento de talonário de cheques ƒ Devem ser monitoradas todas operações/transações
ao depositante enquanto não verificadas as que o cliente possa estar utilizando para praticar o
informações constantes da ficha‐proposta ou crime de lavagem de dinheiro.
quando, a qualquer tempo, forem constatadas ƒ A instituição financeira deverá:
irregularidades nos dados de identificação do • manter atualizadas as informações ç cadastrais dos
respectivos clientes e seus representantes legais
depositante ou de seu procurador.
• manter registro e sistemas que consolidem e controlem a
ƒ A instituição financeira deverá encerrar conta de compatibilidade entre as movimentações de recursos e a
depósito em relação a qual verificar irregularidades capacidade financeira do cliente
nas informações prestadas, julgadas de natureza • desenvolver procedimentos para identificar a existência
grave, comunicando o fato, de imediato, ao Banco de crimes e mecanismos que permitam detectar
Central do Brasil. tentativas de burlar os controles operacionais existentes
• manter por 5 anos tais registros, contados a partir do
primeiro dia do ano seguinte.

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Princípio “Conheça seu Cliente” Princípio “Conheça seu Cliente”
9Análise da Capacidade Financeira do Cliente 9Comunicação e Guarda de Documentos
ƒ Os relatórios contendo as informações monitoradas ƒ Os casos suspeitos, em que a instituição esteja
devem ser analisados. convencida da anormalidade e das suspeitas, devem
ƒ Os casos suspeitos devem ser evidenciados e ser comunicados às autoridades competentes, em
destinados a decisão por parte da instituição quanto 24 horas, contendo todas as informações exigidas e
ao encaminhamento a ser tomado. Todas as outras adicionais que possam auxiliar no processo
evidências e decisões devem estar devidamente de investigação.
registradas conforme exigido pela legislação. ƒ Devem ser mantidos em arquivos os documentos
referentes às operações envolvendo moeda nacional
ou estrangeira, títulos e valores mobiliários, metais
ou qualquer outro ativo passível de ser convertido
em dinheiro de valor acima de 10.000,00 (dez mil
reais);

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Princípio “Conheça seu Cliente”
9Comunicação e Guarda de Documentos
ƒ Devem também ser mantidas em arquivos as
operações que, realizadas com uma mesma pessoa,
conglomerado ou grupo, em um mesmo mês
calendário, superem, por instituição ou entidade, em
seu conjunto,
conjunto o valor de 10.000,00
10 000 00 (dez mil reais);
Ética na Venda
ƒ Devem ser comunicadas ao Banco Central, as
operações ou propostas cujas características, no que
se refere às partes envolvidas, valores, formas de
realização e instrumentos utilizados, ou que, pela
falta de fundamento econômico ou legal, possam
indicar a existência de crime.

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Ética na Venda Ética na Venda
9Ética está intimamente ligada a conduta e existe
uma série de princípios que regem a conduta
ética. No caso particular dos profissionais que
atuam na venda de produtos de investimentos,
a ética na venda está vinculada a postura do
profissional no processo da venda.
9Uma venda ética, portanto, não pode induzir o
cliente a comprar o que não quer ou o que não é
adequado a seu perfil.

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Venda Casada Venda Casada
9A venda casada, como o próprio nome mostra, 9Vamos supor que exista um produto muito
ocorre quando dois produtos ou serviços são desejado e necessário ao cliente, como por
vendidos como se fossem um pacote, ou, em exemplo, um crédito subsidiado ou com baixas
outras palavras, que a venda de um esteja taxas. E que, ao mesmo tempo, o profissional
subordinada a venda do outro. tenha dificuldade para vender um outro produto
qualquer. Ao condicionar o produto desejado à
simultânea venda do outro não desejado, que
ele precise vender, o profissional está praticando
uma venda casada e infringindo os padrões
éticos.

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Restrições do Investidor Restrições do Investidor
9Os investidores não são todos iguais. Eles têm 9A adequação dos produtos ao perfil do cliente é
disponibilidades, necessidades e disposição para um requisito importante para o bom
assumir riscos, entre outras características, atendimento deste cliente.
diferentes. 9É fundamental que o profissional conheça o
9O pprofissional deve entender bem todos esses perfil de investimento do seu cliente,, p
p para p
poder
elementos para assessorar o seu cliente de prestar um serviço objetivo e adequado às suas
forma eficaz, indicando as alternativas de necessidades.
investimento mais apropriadas ao perfil do
cliente.

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Restrições do Investidor Restrições do Investidor
9Idade 9Conhecimento do produto
ƒ A idade é um dos componentes do perfil do cliente. ƒ Conhecer as necessidades do cliente é fundamental
Existem produtos com maturação longa, e portanto e indispensável, mas não é suficiente para prestar
mais adequados, para clientes jovens e de média um bom atendimento. É necessário, também,
idade, como por exemplo, o PGBL. A idade e a fase conhecer os produtos e instrumentos financeiros,
financeira são fatores importantes a serem pois só assim o profissional de vendas poderá indicar
considerados pelo profissional de vendas, ao os produtos mais adequados para o perfil de cada
recomendar o produto mais adequado às cliente.
necessidades do cliente. ƒ O profissional deve de um lado conhecer o perfil do
cliente e de outro ter conhecimento dos produtos.
Desta forma o profissional poderá fazer a melhor
adequação entre as necessidades do cliente e o
portfólio de produtos disponíveis.

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Restrições do Investidor
9Aversão ao risco
ƒ No mercado financeiro e de capitais, aversão ao
risco tem o significado de que os investidores
tendem a preferir correr um risco menor do que um
risco maior. Entretanto, quando assumem
determinado nível de risco, querem receber um
prêmio, isto é, maior rentabilidade, por estarem
correndo esse risco.

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