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Método dos Elementos Finitos

Método dos Elementos Finitos


Formulação de Elementos Finitos em Uma Dimensão

Ramiro Brito Willmersdorf1

1
Departamento de Engenharia Mecânica
Universidade Federal de Pernambuco

2011.1
Método dos Elementos Finitos

Outline

1 Equações Discretas
Problema Simples
Forma Fraca
Matrizes de Elemento
Condução de Calor e Difusão

2 Condições de Contorno Arbitrárias

3 example

4 Convergência do MEF
Erro
Exemplo
Análise
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Problema Simples

Introdução

Finalmente resolveremos problemas com o MEF.


Juntaremos tudo o que vimos até aqui.
Idéia geral:
Escrever a forma fraca do problema.
Usar funções tentativa e peso descritas em termos de funções de
forma de elementos.
Substituir na forma fraca.
Usar arbitrariedade da função peso para criar SEAL para
determinar parâmetros desconhenidos (deslocamentos nodais.)
Resolver sistema de equações.
Calcular reações.
Calcular tensões e fluxos.
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Problema Simples

Problema Simples

Retornando ao exemplo 3.2: σ = t em x = 0, u = u 1 em x = l.


Discretizar o domínio em 2 elementos finitos.
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Forma Fraca

Como visto anteriormente,


dw T
Z l    Z l
du
AE dx − w T b dx − (w T tA) x =0 = 0,
0 dx dx 0

para ∀w (x ), com w (l ) = 0.
A funções peso são

w (x ) ≈ w h (x ) = N(x )w,

ou, para esta malha

w (x ) = w1 N1 (x ) + w2 N2 (x ) + w3 N3 (x ),

As funções tentativas são

u (x ) ≈ u h (x ) = N(x )u,

ou, para esta malha

u (x ) = u1 N1 (x ) + u2 N2 (x ) + u3 N3 (x ),
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Forma Fraca

Como visto anteriormente,


dw T
Z l    Z l
du
AE dx − w T b dx − (w T tA) x =0 = 0,
0 dx dx 0

para ∀w (x ), com w (l ) = 0.
A funções peso são

w (x ) ≈ w h (x ) = N(x )w,

ou, para esta malha

w (x ) = w1 N1 (x ) + w2 N2 (x ) + w3 N3 (x ),

As funções tentativas são

u (x ) ≈ u h (x ) = N(x )u,

ou, para esta malha

u (x ) = u1 N1 (x ) + u2 N2 (x ) + u3 N3 (x ),
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Forma Fraca

Como visto anteriormente,


dw T
Z l    Z l
du
AE dx − w T b dx − (w T tA) x =0 = 0,
0 dx dx 0

para ∀w (x ), com w (l ) = 0.
A funções peso são

w (x ) ≈ w h (x ) = N(x )w,

ou, para esta malha

w (x ) = w1 N1 (x ) + w2 N2 (x ) + w3 N3 (x ),

As funções tentativas são

u (x ) ≈ u h (x ) = N(x )u,

ou, para esta malha

u (x ) = u1 N1 (x ) + u2 N2 (x ) + u3 N3 (x ),
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Forma Fraca

Temos infinitas funções peso e tentativa, para cada conjunto de


parâmetros ui e wi .
Resolver a forma fraca, aproximadamente, equivale a encontrar o
comjunto ui que minimiza a integral, para qualquer conjunto wi .
Esta é a essência do método dos elementos finitos, com as
funções de forma escritas na forma local, para cada elemento.
Claramente, funções globais escritas em termos de funções de
forma de elemento quadráticas, lineares, etc., são C 0 e portanto
são utilizáveis.
É necessário garantir que u (x )|x =l = u 1 , mas isto é automático
quando usamos funções de forma e forçamos u1 = u 1 .
Também é necessário que w1 = 0, mas w2 e w3 são arbitrários.
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Forma Fraca

Forma Fraca por Elemento


Para os elementos: we = Le w, e ue = Le u. Para evitar problemas nas
descontinuidades nodais, faremos a integração da forma fraca sobre
cada elemento
Z T
nel x2e dw e du e
  
 e e
∑
 A E dx +

e=1 x1e dx dx
x2e
Z 
eT eT e
− w b dx − (w tA )  = 0.


x1e x =0

onde

du e
u e ( x ) = N e de , = Be de ,
dx
T
dw e

eT eT eT
w (x ) = w N , = w e T Be T .
dx
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Equações Discretas
Forma Fraca

Forma Fraca por Elemento


Para os elementos: we = Le w, e ue = Le u. Para evitar problemas nas
descontinuidades nodais, faremos a integração da forma fraca sobre
cada elemento
Z T
nel x2e dw e du e
  
 e e
∑
 A E dx +

e=1 x1e dx dx
x2e
Z 
eT eT e
− w b dx − (w tA )  = 0.


x1e x =0

onde

du e
u e ( x ) = N e de , = Be de ,
dx
T
dw e

eT eT eT
w (x ) = w N , = w e T Be T .
dx
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Equações Discretas
Forma Fraca

Forma Fraca por Elemento


Para os elementos: we = Le w, e ue = Le u. Para evitar problemas nas
descontinuidades nodais, faremos a integração da forma fraca sobre
cada elemento
Z T
nel x2e dw e du e
  
 e e
∑
 A E dx +

e=1 x1e dx dx
x2e
Z 
eT eT e
− w b dx − (w tA )  = 0.


x1e x =0

onde

du e
u e ( x ) = N e de , = Be de ,
dx
T
dw e

eT eT eT
w (x ) = w N , = w e T Be T .
dx
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Equações Discretas
Forma Fraca

Forma Fraca por Elemento

Substituindo as matrizes de elemento na forma fraca:

nel Z x2e
T T
∑ we Be Ae E e Be de dx +
e=1 x1e
Z x2e 
T T T T
− we Ne b dx − (we Ne Ae t ) = 0.

x1e x =0

Fatorando,
nel Z x2e Z x2e 
eT eT e e e e T T
∑w B A E B dx d − Ne b dx −(N e e
| {zA }t )x =0 = 0.
e =1 x1e x1e
| {z } | {z } fΓe
Ke fΩe
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Equações Discretas
Forma Fraca

Forma Fraca por Elemento

Substituindo as matrizes de elemento na forma fraca:

nel Z x2e
T T
∑ we Be Ae E e Be de dx +
e=1 x1e
Z x2e 
T T T T
− we Ne b dx − (we Ne Ae t ) = 0.

x1e x =0

Fatorando,
nel Z x2e Z x2e 
eT eT e e e e T T
∑w B A E B dx d − Ne b dx −(N e e
| {zA }t )x =0 = 0.
e =1 x1e x1e
| {z } | {z } fΓe
Ke fΩe
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Equações Discretas
Forma Fraca

Matrizes de Elemento

Matriz de rigidez do elemento:


Z x2e Z
e eT e e e T
K = B A E B dx = Be Ae E e .Be dx
x1e Ωe

Matriz de força extena do elemento:


Z x2e Z
e eT eT e T T
f = N b dx + (N A t )x =0 = Ne b dx + (Ne Ae t )|Γe
x1e Ωe

Como na formulação discreta, estas matrizes serão usadas para


construir o sistema global de equações algébricas lineares que
permite o cálculo dos valores nodais.
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Forma Fraca

Matrizes de Elemento

Matriz de rigidez do elemento:


Z x2e Z
e eT e e e T
K = B A E B dx = Be Ae E e .Be dx
x1e Ωe

Matriz de força extena do elemento:


Z x2e Z
e eT eT e T T
f = N b dx + (N A t )x =0 = Ne b dx + (Ne Ae t )|Γe
x1e Ωe

Como na formulação discreta, estas matrizes serão usadas para


construir o sistema global de equações algébricas lineares que
permite o cálculo dos valores nodais.
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Equações Discretas
Forma Fraca

Matrizes de Elemento

Matriz de rigidez do elemento:


Z x2e Z
e eT e e e T
K = B A E B dx = Be Ae E e .Be dx
x1e Ωe

Matriz de força extena do elemento:


Z x2e Z
e eT eT e T T
f = N b dx + (N A t )x =0 = Ne b dx + (Ne Ae t )|Γe
x1e Ωe

Como na formulação discreta, estas matrizes serão usadas para


construir o sistema global de equações algébricas lineares que
permite o cálculo dos valores nodais.
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Forma Fraca

Forma Fraca – Matrizes Globais

Introduzindo as matrizes de elemento na forma fraca


nel  
T
∑ we Ke de − fe = 0,
e=1

com we T = wT Le T , e de = Le d
nel  
T
∑ wT Le Ke Le d − fe = 0,
e =1

w e d são matrizes globais, independentes do elemento. Assim


 ! 
nel nel
eT eT e
T
 e e

w  ∑L K L d− ∑ L f 
 = 0,
 


e=1 e=1
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Forma Fraca

Forma Fraca – Matrizes Globais

Introduzindo as matrizes de elemento na forma fraca


nel  
T
∑ we Ke de − fe = 0,
e=1

com we T = wT Le T , e de = Le d
nel  
T
∑ wT Le Ke Le d − fe = 0,
e =1

w e d são matrizes globais, independentes do elemento. Assim


 ! 
nel nel
eT eT e
T
 e e

w  ∑L K L d− ∑ L f 
 = 0,
 


e=1 e=1
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Equações Discretas
Forma Fraca

Forma Fraca – Matrizes Globais

Introduzindo as matrizes de elemento na forma fraca


nel  
T
∑ we Ke de − fe = 0,
e=1

com we T = wT Le T , e de = Le d
nel  
T
∑ wT Le Ke Le d − fe = 0,
e =1

w e d são matrizes globais, independentes do elemento. Assim


 ! 
nel nel
eT eT e
T
 e e

w  ∑L K L d− ∑ L f 
 = 0,
 


e=1 e=1
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Equações Discretas
Forma Fraca

Matrizes Globais e Resíduo


Por analogia ao sistema discreto, definimos
nel nel
T
K= ∑ Le K e Le e f= ∑ Le T fe
e =1 e=1

Observação: Não realizamos estas operações matriciais; a matriz


global é montada diretamente.

Introduzindo na forma fraca

wT (Kd − f) = 0, ∀w exceto w1 = w (l ) = 0.

Definindo o resíduo r = Kd − f, a forma fraca resume-se a

wT r = 0, ∀w exceto w1 = w (l ) = 0.
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Forma Fraca

Matrizes Globais e Resíduo


Por analogia ao sistema discreto, definimos
nel nel
T
K= ∑ Le K e Le e f= ∑ Le T fe
e =1 e=1

Observação: Não realizamos estas operações matriciais; a matriz


global é montada diretamente.

Introduzindo na forma fraca

wT (Kd − f) = 0, ∀w exceto w1 = w (l ) = 0.

Definindo o resíduo r = Kd − f, a forma fraca resume-se a

wT r = 0, ∀w exceto w1 = w (l ) = 0.
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Forma Fraca

Matrizes Globais e Resíduo


Por analogia ao sistema discreto, definimos
nel nel
T
K= ∑ Le K e Le e f= ∑ Le T fe
e =1 e=1

Observação: Não realizamos estas operações matriciais; a matriz


global é montada diretamente.

Introduzindo na forma fraca

wT (Kd − f) = 0, ∀w exceto w1 = w (l ) = 0.

Definindo o resíduo r = Kd − f, a forma fraca resume-se a

wT r = 0, ∀w exceto w1 = w (l ) = 0.
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Forma Fraca

Matrizes Globais e Resíduo


Por analogia ao sistema discreto, definimos
nel nel
T
K= ∑ Le K e Le e f= ∑ Le T fe
e =1 e=1

Observação: Não realizamos estas operações matriciais; a matriz


global é montada diretamente.

Introduzindo na forma fraca

wT (Kd − f) = 0, ∀w exceto w1 = w (l ) = 0.

Definindo o resíduo r = Kd − f, a forma fraca resume-se a

wT r = 0, ∀w exceto w1 = w (l ) = 0.
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Equações Discretas
Forma Fraca

Sistema Global de Equações


Como w1 = 0 e w2 r2 + w3 r3 = 0 temos

r2 = 0 e r3 = 0,

mas r1 permanece indefinido. Explicitando as matrizes


      
r1 K11 K12 K13 u1 f1
r =  0  =  K21 K22 K23   u2  −  f2  ,
0 K21 K22 K23 u3 f3

e rearrajando os termos
    
K11 K12 K13 u1 f1 + r1
 K21 K22 K23   u2  =  f2 ,
K21 K22 K23 u3 f3
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Equações Discretas
Forma Fraca

Sistema Global de Equações


Como w1 = 0 e w2 r2 + w3 r3 = 0 temos

r2 = 0 e r3 = 0,

mas r1 permanece indefinido. Explicitando as matrizes


      
r1 K11 K12 K13 u1 f1
r =  0  =  K21 K22 K23   u2  −  f2  ,
0 K21 K22 K23 u3 f3

e rearrajando os termos
    
K11 K12 K13 u1 f1 + r1
 K21 K22 K23   u2  =  f2 ,
K21 K22 K23 u3 f3
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Equações Discretas
Forma Fraca

Sistema Global de Equações


Como w1 = 0 e w2 r2 + w3 r3 = 0 temos

r2 = 0 e r3 = 0,

mas r1 permanece indefinido. Explicitando as matrizes


      
r1 K11 K12 K13 u1 f1
r =  0  =  K21 K22 K23   u2  −  f2  ,
0 K21 K22 K23 u3 f3

e rearrajando os termos
    
K11 K12 K13 u1 f1 + r1
 K21 K22 K23   u2  =  f2 ,
K21 K22 K23 u3 f3
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Equações Discretas
Forma Fraca

Resoluçao do Sistema

Particionando, podemos resolver para u2 e u3


    
K22 K23 u2 f2 − K21 u 1
= ,
K22 K23 u3 f3 − K31 u 1

seguido pelo cálculo da reação no nó 1


 
  u1
r1 = f1 − K11 K12 K13  u2  .
u3

Cada equação deste sistema é uma equação de equilíbrio global.


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Equações Discretas
Forma Fraca

Resoluçao do Sistema

Particionando, podemos resolver para u2 e u3


    
K22 K23 u2 f2 − K21 u 1
= ,
K22 K23 u3 f3 − K31 u 1

seguido pelo cálculo da reação no nó 1


 
  u1
r1 = f1 − K11 K12 K13  u2  .
u3

Cada equação deste sistema é uma equação de equilíbrio global.


Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Forma Fraca

Resoluçao do Sistema

Particionando, podemos resolver para u2 e u3


    
K22 K23 u2 f2 − K21 u 1
= ,
K22 K23 u3 f3 − K31 u 1

seguido pelo cálculo da reação no nó 1


 
  u1
r1 = f1 − K11 K12 K13  u2  .
u3

Cada equação deste sistema é uma equação de equilíbrio global.


Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Matrizes de Elemento

Matriz de Rigidez do Elemento

Para um elemento linear com 2 nós, com distribuição linear de força


de corpo

As funções de forma e suas derivadas são


h
x2e −x x −x1e
i 1
Ne =

x1e −x2e x1e −x2e
= (x2e − x ) (x − x1e )
le
e
d e  −1 1
Be = 1
 
N = le le
= −1 1
dx le
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Equações Discretas
Matrizes de Elemento

Matriz de Rigidez do Elemento

Z x2e
T
Ke = Be Ae B e Be d x
x1e
x2e
 
1 −1 1
Z
Ae B e

= −1 1 dx
x1e le 1 le
x2e
 
1 −1 e e 1 Z
= A B −1 1 dx
le 1 le x1e

Ae E e
 
1 −1
= (x2e − x1e )
(l e )2 −1 1 | {z }
le

e finalmente
E e Ae
 
e 1 −1
K =
le −1 1
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Matrizes de Elemento

Matriz de Rigidez do Elemento

Z x2e
T
Ke = Be Ae B e Be d x
x1e
x2e
 
1 −1 1
Z
Ae B e

= −1 1 dx
x1e le 1 le
x2e
 
1 −1 e e 1 Z
= A B −1 1 dx
le 1 le x1e

Ae E e
 
1 −1
= (x2e − x1e )
(l e )2 −1 1 | {z }
le

e finalmente
E e Ae
 
e 1 −1
K =
le −1 1
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Equações Discretas
Matrizes de Elemento

Matriz de Forças Externas do Elemento

Para forças de corpo lineares

x2e
Z  
e eT e b1
fΩ = N b (x ) dx , b(x ) = N b, b=
x1e b2

A matriz de forças de campo no elemento é então

Z x2e
e T
fΩ = Ne Ne dxb =
x1e
x2e
(x2e − x )2 (x2e − x )(x − x1e )
 
1
Z
e e dxb =
(l e )2 x1e (x2 − x )(x − x1 ) (x − x1e )2
e
  
l 2 1 b1
6 1 2 b2
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Matrizes de Elemento

Matriz de Forças Externas do Elemento

Para forças de corpo lineares

x2e
Z  
e eT e b1
fΩ = N b (x ) dx , b(x ) = N b, b=
x1e b2

A matriz de forças de campo no elemento é então

Z x2e
e T
fΩ = Ne Ne dxb =
x1e
x2e
(x2e − x )2 (x2e − x )(x − x1e )
 
1
Z
e e dxb =
(l e )2 x1e (x2 − x )(x − x1 ) (x − x1e )2
e
  
l 2 1 b1
6 1 2 b2
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Matrizes de Elemento

Matriz de Forças Externas do Elemento

Para forças de corpo lineares

x2e
Z  
e eT e b1
fΩ = N b (x ) dx , b(x ) = N b, b=
x1e b2

A matriz de forças de campo no elemento é então

Z x2e
e T
fΩ = Ne Ne dxb =
x1e
x2e
(x2e − x )2 (x2e − x )(x − x1e )
 
1
Z
e e dxb =
(l e )2 x1e (x2 − x )(x − x1 ) (x − x1e )2
e
  
l 2 1 b1
6 1 2 b2
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Equações Discretas
Matrizes de Elemento

Matriz de Forças Externas do Elemento

Para forças de corpo lineares

x2e
Z  
e eT e b1
fΩ = N b (x ) dx , b(x ) = N b, b=
x1e b2

A matriz de forças de campo no elemento é então

Z x2e
e T
fΩ = Ne Ne dxb =
x1e
x2e
(x2e − x )2 (x2e − x )(x − x1e )
 
1
Z
e e dxb =
(l e )2 x1e (x2 − x )(x − x1 ) (x − x1e )2
e
  
l 2 1 b1
6 1 2 b2
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Matrizes de Elemento

Matriz de Forças Externas do Elemento

Para forças de corpo lineares

x2e
Z  
e eT e b1
fΩ = N b (x ) dx , b(x ) = N b, b=
x1e b2

A matriz de forças de campo no elemento é então

Z x2e
e T
fΩ = Ne Ne dxb =
x1e
x2e
(x2e − x )2 (x2e − x )(x − x1e )
 
1
Z
e e dxb =
(l e )2 x1e (x2 − x )(x − x1 ) (x − x1e )2
e
  
l 2 1 b1
6 1 2 b2
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Condução de Calor e Difusão

Para condução de calor e difusão, basta trocar as constantes físicas e


variáveis!
A matriz de rigidez para condução é

Z
e T
K = Be Ae κ e Be d x
Ωe

e a matriz de forças externas é


Z
T T
fe = Ne f dx + (Ne Ae Φ)

Ωe ΓeΦ
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Condução de Calor e Difusão

Para condução de calor e difusão, basta trocar as constantes físicas e


variáveis!
A matriz de rigidez para condução é

Z
e T
K = Be Ae κ e Be d x
Ωe

e a matriz de forças externas é


Z
T T
fe = Ne f dx + (Ne Ae Φ)

Ωe ΓeΦ
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Condução de Calor e Difusão

Para condução de calor e difusão, basta trocar as constantes físicas e


variáveis!
A matriz de rigidez para condução é

Z
e T
K = Be Ae κ e Be d x
Ωe

e a matriz de forças externas é


Z
T T
fe = Ne f dx + (Ne Ae Φ)

Ωe ΓeΦ
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Condução de Calor

Calcular a distribuição de temperaturas na barra usando o MEF com


dois elementos lineares.
Dados:
fonte de calor uniforme: s = 5 Wm−1 .
seção transversal: A = 0, 1 m2 .
condutividade térmica: κ = 2 W ◦ C−1 m−1 .
comprimento da barra: l = 2 m.
condições de contorno: T (0) = 0 ◦ C, q (x = 4) = 5 Wm−1 .
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Condução de Calor


A malha de elementos finitos é:

A matriz de rigidez do elemento é


Ae κ e
 
−1
Z
e eT e e e 1
K = B A κ B dx = e .
Ωe l −1 1
(1) (1)
Para o elemento 1: x1 = 0, x2 = 2, l (1) = 2 e A(1) κ (1) = 0, 2.
Assim,
   
1 0, 2 1 −1 0, 1 −0, 1
K = = e, analogamente,
2 −1 1 −0, 1 0, 1
 
0, 1 −0, 1
K2 =
−0, 1 0, 1
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Condução de Calor


A malha de elementos finitos é:

A matriz de rigidez do elemento é


Ae κ e
 
−1
Z
e eT e e e 1
K = B A κ B dx = e .
Ωe l −1 1
(1) (1)
Para o elemento 1: x1 = 0, x2 = 2, l (1) = 2 e A(1) κ (1) = 0, 2.
Assim,
   
1 0, 2 1 −1 0, 1 −0, 1
K = = e, analogamente,
2 −1 1 −0, 1 0, 1
 
0, 1 −0, 1
K2 =
−0, 1 0, 1
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Condução de Calor


A malha de elementos finitos é:

A matriz de rigidez do elemento é


Ae κ e
 
−1
Z
e eT e e e 1
K = B A κ B dx = e .
Ωe l −1 1
(1) (1)
Para o elemento 1: x1 = 0, x2 = 2, l (1) = 2 e A(1) κ (1) = 0, 2.
Assim,
   
1 0, 2 1 −1 0, 1 −0, 1
K = = e, analogamente,
2 −1 1 −0, 1 0, 1
 
0, 1 −0, 1
K2 =
−0, 1 0, 1
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Condução de Calor


A malha de elementos finitos é:

A matriz de rigidez do elemento é


Ae κ e
 
−1
Z
e eT e e e 1
K = B A κ B dx = e .
Ωe l −1 1
(1) (1)
Para o elemento 1: x1 = 0, x2 = 2, l (1) = 2 e A(1) κ (1) = 0, 2.
Assim,
   
1 0, 2 1 −1 0, 1 −0, 1
K = = e, analogamente,
2 −1 1 −0, 1 0, 1
 
0, 1 −0, 1
K2 =
−0, 1 0, 1
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Condução de Calor

Matriz de rigidez global, montagem direta:


   
1 0, 1 −0, 1 2 0, 1 −0, 1
K = K =
−0, 1 0, 1 −0, 1 0, 1

 (1) (1) 
k1,1 k1,2 0
 
0, 1 −0, 1 0
(1) (1) (2) (2) 
K = k2,1 k2,2 + k1,1 = −0 ,1 0, 2 −0, 1 

k1,1  
0 k2,1
(2) (2)
k2,2 0 −0, 1 0, 1
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Condução de Calor

Matriz de rigidez global, montagem direta:


   
1 0, 1(1,1) −0, 1(1,2) 2 0, 1(2,2) −0, 1(2,3)
K = K =
−0, 1(2,1) 0, 1(2,2) −0, 1(3,2) 0, 1(3,3)

 (1) (1) 
k1,1 k1,2 0
 
0, 1 −0, 1 0
(1) (1) (2) (2) 
K = k2,1 k2,2 + k1,1 = −0 ,1 0, 2 −0, 1 

k1,1  
0 k2,1
(2) (2)
k2,2 0 −0, 1 0, 1
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Condução de Calor

Matriz de rigidez global, montagem direta:


   
1 0, 1(1,1) −0, 1(1,2) 2 0, 1(2,2) −0, 1(2,3)
K = K =
−0, 1(2,1) 0, 1(2,2) −0, 1(3,2) 0, 1(3,3)

 (1) (1) 
k1,1 k1,2 0
 
0, 1 −0, 1 0
(1) (1) (2) (2) 
K = k2,1 k2,2 + k1,1 = −0 ,1 0, 2 −0, 1 

k1,1  
0 k2,1
(2) (2)
k2,2 0 −0, 1 0, 1
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Condução de Calor

Funções de forma para o elemento 1:

Funções de forma para o elemento 2:


Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Condução de Calor


Matrizes de fluxo no contorno:

T
feΓ = −(Ne Ae q ) = −Ne T (x3 ) × 0, 1 × 5 = −0, 5Ne T (x3 ).

Γeq

(2)
Como a única função de forma não nula em x3 é N2 = N3 (x ), estas
matrizes serão nulas exceto para o elemento 2, onde vale
" #
(2)    
(2) N1 (x3 ) 0 0
fΓ = −0, 5 (2) = −0, 5 =
N2 (x3 ) 1 −0, 5

Fazendo a montagem global direta:


 
0
(2)
fΓ =  0 
−0, 5
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Condução de Calor


Matrizes de fluxo no contorno:

T
feΓ = −(Ne Ae q ) = −Ne T (x3 ) × 0, 1 × 5 = −0, 5Ne T (x3 ).

Γeq

(2)
Como a única função de forma não nula em x3 é N2 = N3 (x ), estas
matrizes serão nulas exceto para o elemento 2, onde vale
" #
(2)    
(2) N1 (x3 ) 0 0
fΓ = −0, 5 (2) = −0, 5 =
N2 (x3 ) 1 −0, 5

Fazendo a montagem global direta:


 
0
(2)
fΓ =  0 
−0, 5
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Condução de Calor


Matrizes de fluxo no contorno:

T
feΓ = −(Ne Ae q ) = −Ne T (x3 ) × 0, 1 × 5 = −0, 5Ne T (x3 ).

Γeq

(2)
Como a única função de forma não nula em x3 é N2 = N3 (x ), estas
matrizes serão nulas exceto para o elemento 2, onde vale
" #
(2)    
(2) N1 (x3 ) 0 0
fΓ = −0, 5 (2) = −0, 5 =
N2 (x3 ) 1 −0, 5

Fazendo a montagem global direta:


 
0
(2)
fΓ =  0 
−0, 5
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Condução de Calor

Matrizes de fluxo de fontes de calor:


xneen le 2
Z   
e eT 1 s1
fΩ = N s dx =
x1e 6 1 2 s2

Como s1 = s2 = s,
les 1
 
e
fΩ =
2 1

e, no caso, l (1) = l (2) = 2, e s = 5, então


 
  5
(1) (2) 5
fΩ = fΩ = e fazendo a montagem direta, temos fΩ = 10
5
5
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Condução de Calor

Matrizes de fluxo de fontes de calor:


xneen le 2
Z   
e eT 1 s1
fΩ = N s dx =
x1e 6 1 2 s2

Como s1 = s2 = s,
les 1
 
e
fΩ =
2 1

e, no caso, l (1) = l (2) = 2, e s = 5, então


 
  5
(1) (2) 5
fΩ = fΩ = e fazendo a montagem direta, temos fΩ = 10
5
5
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Condução de Calor

Matrizes de fluxo de fontes de calor:


xneen le 2
Z   
e eT 1 s1
fΩ = N s dx =
x1e 6 1 2 s2

Como s1 = s2 = s,
les 1
 
e
fΩ =
2 1

e, no caso, l (1) = l (2) = 2, e s = 5, então


 
  5
(1) (2) 5
fΩ = fΩ = e fazendo a montagem direta, temos fΩ = 10
5
5
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Condução de Calor

Matrizes de fluxo de fontes de calor:


xneen le 2
Z   
e eT 1 s1
fΩ = N s dx =
x1e 6 1 2 s2

Como s1 = s2 = s,
les 1
 
e
fΩ =
2 1

e, no caso, l (1) = l (2) = 2, e s = 5, então


 
  5
(1) (2) 5
fΩ = fΩ = e fazendo a montagem direta, temos fΩ = 10
5
5
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Condução de Calor

Matrizes de fluxo de fontes de calor:


xneen le 2
Z   
e eT 1 s1
fΩ = N s dx =
x1e 6 1 2 s2

Como s1 = s2 = s,
les 1
 
e
fΩ =
2 1

e, no caso, l (1) = l (2) = 2, e s = 5, então


 
  5
(1) (2) 5
fΩ = fΩ = e fazendo a montagem direta, temos fΩ = 10
5
5
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Condução de Calor

Sistema global de equações: Kd = fΓ + fΩ + r

          
0, 1 −0, 1 0 0 5 0 r1 r1 + 5
 −0, 1 0, 2 −0, 1  T2  = 10 +  0  +  0  =  10  .
0 −0, 1 0, 1 T3 5 −0, 5 0 4, 5

Particionando e resolvendo,
        
0, 2 −0, 1 T2 10 T2 145
= =⇒ = .
−0, 1 0, 1 T3 4, 5 T3 190
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Condução de Calor

Sistema global de equações: Kd = fΓ + fΩ + r

          
0, 1 −0, 1 0 0 5 0 r1 r1 + 5
 −0, 1 0, 2 −0, 1  T2  = 10 +  0  +  0  =  10  .
0 −0, 1 0, 1 T3 5 −0, 5 0 4, 5

Particionando e resolvendo,
        
0, 2 −0, 1 T2 10 T2 145
= =⇒ = .
−0, 1 0, 1 T3 4, 5 T3 190
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Condução de Calor

Gradientes de temperatura:

dT (1)
 
(1) (1) 1  0
= B d = −1 1 = 72, 5
dx 2 145

e
dT (2)
 
(2) (2) 1  145
= B d = −1 1 = 22, 5
dx 2 190

Observação: Os gradientes são constantes!


Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Condução de Calor

Gradientes de temperatura:

dT (1)
 
(1) (1) 1  0
= B d = −1 1 = 72, 5
dx 2 145

e
dT (2)
 
(2) (2) 1  145
= B d = −1 1 = 22, 5
dx 2 190

Observação: Os gradientes são constantes!


Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Solução Analítica


Forma forte  
d dT
Aκ + s = 0, 0 < x < l,
dx dx
no caso
d2 T
 
d dT
0, 2 +5 = 0 ⇒ = −25.
dx dx dx 2
Integrando duas vezes e aplicando as condições de contorno

dT dT
T (0) = 0, q (4) = −k n|x =4 = 5 ⇒ (4) = −2.5.
dx dx
Obtem-se a solução e a sua derivada

dT ex
T ex = −12, 5x 2 + 97, 5x , = −25x + 97, 5.
dx
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Solução Analítica


Forma forte  
d dT
Aκ + s = 0, 0 < x < l,
dx dx
no caso
d2 T
 
d dT
0, 2 +5 = 0 ⇒ = −25.
dx dx dx 2
Integrando duas vezes e aplicando as condições de contorno

dT dT
T (0) = 0, q (4) = −k n|x =4 = 5 ⇒ (4) = −2.5.
dx dx
Obtem-se a solução e a sua derivada

dT ex
T ex = −12, 5x 2 + 97, 5x , = −25x + 97, 5.
dx
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Solução Analítica


Forma forte  
d dT
Aκ + s = 0, 0 < x < l,
dx dx
no caso
d2 T
 
d dT
0, 2 +5 = 0 ⇒ = −25.
dx dx dx 2
Integrando duas vezes e aplicando as condições de contorno

dT dT
T (0) = 0, q (4) = −k n|x =4 = 5 ⇒ (4) = −2.5.
dx dx
Obtem-se a solução e a sua derivada

dT ex
T ex = −12, 5x 2 + 97, 5x , = −25x + 97, 5.
dx
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Solução Analítica


Forma forte  
d dT
Aκ + s = 0, 0 < x < l,
dx dx
no caso
d2 T
 
d dT
0, 2 +5 = 0 ⇒ = −25.
dx dx dx 2
Integrando duas vezes e aplicando as condições de contorno

dT dT
T (0) = 0, q (4) = −k n|x =4 = 5 ⇒ (4) = −2.5.
dx dx
Obtem-se a solução e a sua derivada

dT ex
T ex = −12, 5x 2 + 97, 5x , = −25x + 97, 5.
dx
Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Comparação de Temperaturas


Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Comparação de Derivadas


Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Erro

Substituindo a solução aproximada na equação diferencial original,


temos
d2
Aκ (N(x )d)) + s(x ) = erro.
dx 2
Como as funções de forma são lineares e os deslocamentos nodais

constantes, no interior de cada elemento temos

erro = s(x ).

Nos nós a situação é mais complicada!


Método dos Elementos Finitos
Equações Discretas
Condução de Calor e Difusão

Exemplo – Erro

Substituindo a solução aproximada na equação diferencial original,


temos
d2
Aκ (N(x )d)) + s(x ) = erro.
dx 2
Como as funções de forma são lineares e os deslocamentos nodais

constantes, no interior de cada elemento temos

erro = s(x ).

Nos nós a situação é mais complicada!


Método dos Elementos Finitos
Condições de Contorno Arbitrárias

Condições de Contorno Arbitrárias

Encontrar u (x ) ∈ U tal que

dw T du
Z Z
AE dx − w T b dx − (w T tA) Γ = 0.
Ω dx dx Ω t
Método dos Elementos Finitos
Condições de Contorno Arbitrárias

Condições de Contorno Arbitrárias

Encontrar u (x ) ∈ U tal que

dw T du
Z Z
AE dx − w T b dx − (w T tA) Γ = 0.
Ω dx dx Ω t

Considerando a malha de elementos finitos


Método dos Elementos Finitos
Condições de Contorno Arbitrárias

Condições de Contorno Arbitrárias

Encontrar u (x ) ∈ U tal que

dw T du
Z Z
AE dx − w T b dx − (w T tA) Γ = 0.
Ω dx dx Ω t

Considerando a malha de elementos finitos

podemos escrever as integrais por elemento


nel
dw e T du e
Z Z 
eT eT
AE dx − w b dx − (w tA) 
 = 0.
 
∑

Ωe dx dx Ωe Γt
e=1
Método dos Elementos Finitos
Condições de Contorno Arbitrárias

Variáveis Discretas

Lembrando que

dw e du e
w e (x ) = Ne (x )we , = Be (x )we e = Be (x )de
dx dx
onde      
dE wE 0
d= e w= = ,
dF wF wF

temos, substituindo na forma fraca


nel Z Z 
eT eT e e eT eT e
∑w B AEB dxd − N b dx − (N tA ) e  = 0,

 
e =1 Ωe Ωe Γt

para ∀wF , e wE = 0.
Método dos Elementos Finitos
Condições de Contorno Arbitrárias

Variáveis Discretas

Lembrando que

dw e du e
w e (x ) = Ne (x )we , = Be (x )we e = Be (x )de
dx dx
onde      
dE wE 0
d= e w= = ,
dF wF wF

temos, substituindo na forma fraca


nel Z Z 
eT eT e e eT eT e
∑w B AEB dxd − N b dx − (N tA ) e  = 0,

 
e =1 Ωe Ωe Γt

para ∀wF , e wE = 0.
Método dos Elementos Finitos
Condições de Contorno Arbitrárias

Matrizes e Sistema Global de Equações

Usando
Z Z
e eT e e T T
K = B AEB dx e f = Ne b dx + (Ne tAe )

Ωe Ωe Γet

e também we = Le w e de = Le d, temos
 nel nel 
T eT e eT e
 
w ∑L K L d− ∑L f = 0, ∀wF .
e=1 e=1
| {z } | {z }
K f

Definindo o resíduo r = Kd − f, o sistema equivale a

wT r = 0, ∀wF .
Método dos Elementos Finitos
Condições de Contorno Arbitrárias

Matrizes e Sistema Global de Equações

Usando
Z Z
e eT e e T T
K = B AEB dx e f = Ne b dx + (Ne tAe )

Ωe Ωe Γet

e também we = Le w e de = Le d, temos
 nel nel 
T eT e eT e
 
w ∑L K L d− ∑L f = 0, ∀wF .
e=1 e=1
| {z } | {z }
K f

Definindo o resíduo r = Kd − f, o sistema equivale a

wT r = 0, ∀wF .
Método dos Elementos Finitos
Condições de Contorno Arbitrárias

Matrizes e Sistema Global de Equações

Usando
Z Z
e eT e e T T
K = B AEB dx e f = Ne b dx + (Ne tAe )

Ωe Ωe Γet

e também we = Le w e de = Le d, temos
 nel nel 
T eT e eT e
 
w ∑L K L d− ∑L f = 0, ∀wF .
e=1 e=1
| {z } | {z }
K f

Definindo o resíduo r = Kd − f, o sistema equivale a

wT r = 0, ∀wF .
Método dos Elementos Finitos
Condições de Contorno Arbitrárias

Matrizes e Sistema Global de Equações

Usando
Z Z
e eT e e T T
K = B AEB dx e f = Ne b dx + (Ne tAe )

Ωe Ωe Γet

e também we = Le w e de = Le d, temos
 nel nel 
T eT e eT e
 
w ∑L K L d− ∑L f = 0, ∀wF .
e=1 e=1
| {z } | {z }
K f

Definindo o resíduo r = Kd − f, o sistema equivale a

wT r = 0, ∀wF .
Método dos Elementos Finitos
Condições de Contorno Arbitrárias

Resolução do Sistema

O sistema anterior pode ser particionado em


 
T rE
= wTE rE + wTF rF = 0,

wE wF ∀wF .
rF

Como wE = 0 e wF é arbitrário

rF = 0,

e o sistema global pode ser escrito como


      
rE KE KEF dE f
= = E
0 KFE KF dF fF
Método dos Elementos Finitos
Condições de Contorno Arbitrárias

Resolução do Sistema

O sistema anterior pode ser particionado em


 
T rE
= wTE rE + wTF rF = 0,

wE wF ∀wF .
rF

Como wE = 0 e wF é arbitrário

rF = 0,

e o sistema global pode ser escrito como


      
rE KE KEF dE f
= = E
0 KFE KF dF fF
Método dos Elementos Finitos
Condições de Contorno Arbitrárias

Resolução do Sistema

O sistema anterior pode ser particionado em


 
T rE
= wTE rE + wTF rF = 0,

wE wF ∀wF .
rF

Como wE = 0 e wF é arbitrário

rF = 0,

e o sistema global pode ser escrito como


      
rE KE KEF dE f
= = E
0 KFE KF dF fF
Método dos Elementos Finitos
Condições de Contorno Arbitrárias

Resolução do Sistema
Rearrumando o sistema
    
KE KEF dE f + rE
= E ,
KFE KF dF fF

pdemos resolver para as incógnitas dF

KF dF = fF − KTEF dE ,

e calcular as reações no contorno essencial

rE = KE dE + KEF dF − fE .

Podemos também calcular os deslocamentos e tensões nos


elementos

u e (x ) = Ne (x )de , σ e (x ) = E e (x )Be (x )de .


Método dos Elementos Finitos
Condições de Contorno Arbitrárias

Resolução do Sistema
Rearrumando o sistema
    
KE KEF dE f + rE
= E ,
KFE KF dF fF

pdemos resolver para as incógnitas dF

KF dF = fF − KTEF dE ,

e calcular as reações no contorno essencial

rE = KE dE + KEF dF − fE .

Podemos também calcular os deslocamentos e tensões nos


elementos

u e (x ) = Ne (x )de , σ e (x ) = E e (x )Be (x )de .


Método dos Elementos Finitos
Condições de Contorno Arbitrárias

Resolução do Sistema
Rearrumando o sistema
    
KE KEF dE f + rE
= E ,
KFE KF dF fF

pdemos resolver para as incógnitas dF

KF dF = fF − KTEF dE ,

e calcular as reações no contorno essencial

rE = KE dE + KEF dF − fE .

Podemos também calcular os deslocamentos e tensões nos


elementos

u e (x ) = Ne (x )de , σ e (x ) = E e (x )Be (x )de .


Método dos Elementos Finitos
Condições de Contorno Arbitrárias

Resolução do Sistema
Rearrumando o sistema
    
KE KEF dE f + rE
= E ,
KFE KF dF fF

pdemos resolver para as incógnitas dF

KF dF = fF − KTEF dE ,

e calcular as reações no contorno essencial

rE = KE dE + KEF dF − fE .

Podemos também calcular os deslocamentos e tensões nos


elementos

u e (x ) = Ne (x )de , σ e (x ) = E e (x )Be (x )de .


Método dos Elementos Finitos
example

Exemplo – Barra Cônica

Barra elástica cônica carregada axialmente.


Método dos Elementos Finitos
example

Exemplo – Barra Cônica

Barra elástica cônica carregada axialmente.

Malha com 1 elemento quadrático (3 nós.)


Método dos Elementos Finitos
example

Barra Cônica – Funções de Forma

Funções de forma quadráticas

(1) (1)
(1) (x − x2 )(x − x3 ) (x − 4)(x − 6) 1
N1 = (1) (1) (1) (1)
= = (x − 4)(x − 6)
(x1 − x2 )(x1 − x3 ) (−2)(−4) 8
(1) (1)
(1) (x − x1 )(x − x3 ) (x − 2)(x − 6) 1
N2 = (1) (1) (1) (1)
= = − (x − 2)(x − 6)
(x2 − x1 )(x2 − x3 ) (2)(−2) 4
(1) (1)
(1) (x − x1 )(x − x2 ) (x − 2)(x − 4) 1
N3 = (1) (1) (1) (1)
= = − (x − 2)(x − 4)
(x3 − x1 )(x3 − x2 ) (4)(2) 8
Método dos Elementos Finitos
example

Barra Cônica – Derivadas

Derivadas das funções de forma quadráticas

(1)
dN1
(1) 1
B1 = = ( x − 5)
dx 4
(1)
(1) dN2 1
B2 = = (4 − x )
dx 2
(1)
(1) dN3 1
B3 = = ( x − 3)
dx 4
ou
1
B(1) =

(x − 5) (8 − 2x ) (x − 3) .
4
Método dos Elementos Finitos
example

Barra Cônica – Matriz de Rigidez

Z x2 T
K(1) =K = B(1) A(1) B(1) dx
x
1 
6 ( x − 5)
1
Z  
= (8 − 2x ) (2x )(8) (x − 5) (8 − 2x ) (x − 3) dx
2 4
( x − 3)
x (x − 5)2
 
Z 6 x (x − 5)(8 − 2x ) x (x − 5)(x − 3)
= x (8 − 2x )(x − 5) x (8 − 2x )2 x (8 − 2x )(x − 3) dx
2
x (x − 3)(x − 5) x (x − 3)(8 − 2x ) x (x − 3)2

integrando,  
26, 67 −32 5, 33
K =  −32 85, 33 −53, 33 .
5, 33 −53, 33 48
Método dos Elementos Finitos
example

Barra Cônica – Matriz de Rigidez

Z x2 T
K(1) =K = B(1) A(1) B(1) dx
x
1 
6 ( x − 5)
1
Z  
= (8 − 2x ) (2x )(8) (x − 5) (8 − 2x ) (x − 3) dx
2 4
( x − 3)
x (x − 5)2
 
Z 6 x (x − 5)(8 − 2x ) x (x − 5)(x − 3)
= x (8 − 2x )(x − 5) x (8 − 2x )2 x (8 − 2x )(x − 3) dx
2
x (x − 3)(x − 5) x (x − 3)(8 − 2x ) x (x − 3)2

integrando,  
26, 67 −32 5, 33
K =  −32 85, 33 −53, 33 .
5, 33 −53, 33 48
Método dos Elementos Finitos
example

Barra Cônica – Matriz de Rigidez

Z x2 T
K(1) =K = B(1) A(1) B(1) dx
x
1 
6 ( x − 5)
1
Z  
= (8 − 2x ) (2x )(8) (x − 5) (8 − 2x ) (x − 3) dx
2 4
( x − 3)
x (x − 5)2
 
Z 6 x (x − 5)(8 − 2x ) x (x − 5)(x − 3)
= x (8 − 2x )(x − 5) x (8 − 2x )2 x (8 − 2x )(x − 3) dx
2
x (x − 3)(x − 5) x (x − 3)(8 − 2x ) x (x − 3)2

integrando,  
26, 67 −32 5, 33
K =  −32 85, 33 −53, 33 .
5, 33 −53, 33 48
Método dos Elementos Finitos
example

Barra Cônica – Matriz de Rigidez

Z x2 T
K(1) =K = B(1) A(1) B(1) dx
x
1 
6 ( x − 5)
1
Z  
= (8 − 2x ) (2x )(8) (x − 5) (8 − 2x ) (x − 3) dx
2 4
( x − 3)
x (x − 5)2
 
Z 6 x (x − 5)(8 − 2x ) x (x − 5)(x − 3)
= x (8 − 2x )(x − 5) x (8 − 2x )2 x (8 − 2x )(x − 3) dx
2
x (x − 3)(x − 5) x (x − 3)(8 − 2x ) x (x − 3)2

integrando,  
26, 67 −32 5, 33
K =  −32 85, 33 −53, 33 .
5, 33 −53, 33 48
Método dos Elementos Finitos
example

Barra Cônica – Integração Numérica

Feita termo a termo da matriz de rigidez.

√ são suficientes, W1 = W2 = 1,
2 pontos de Gauss
ξ1 = −ξ2 = −1/ 3.
Jacobiano: J = (b − a)/2 = 2 (constante!)
Integração de Gauss
Z 6 Z 1
f (x ) dx = J f (x (ξ )) dξ
2 −1
= J [W1 f (x (ξ1 )) + W2 f (x (ξ2 ))]
= 2 [f (x (ξ1 )) + f (x (ξ2 ))]
Método dos Elementos Finitos
example

Barra Cônica – Integração Numérica

Feita termo a termo da matriz de rigidez.

√ são suficientes, W1 = W2 = 1,
2 pontos de Gauss
ξ1 = −ξ2 = −1/ 3.
Jacobiano: J = (b − a)/2 = 2 (constante!)
Integração de Gauss
Z 6 Z 1
f (x ) dx = J f (x (ξ )) dξ
2 −1
= J [W1 f (x (ξ1 )) + W2 f (x (ξ2 ))]
= 2 [f (x (ξ1 )) + f (x (ξ2 ))]
Método dos Elementos Finitos
example

Barra Cônica – Integração Numérica


Transformação de variáveis

1−ξ ξ +1
x (ξ ) = 2 +6 = 4 + 2ξ
2 2
no caso
−1 1
x (ξ1 ) = x ( √ ) = 4 − 2 √ = 2, 8453
3 3
1 1
x (ξ2 ) = x ( √ ) = 4 + 2 √ = 5, 1547
3 3

para K11 , por exemplo, f (x ) = x (x − 5)2 , assim

K11 = 2 2, 8453(2, 8453 − 5)2 + 5, 1547(5, 1547 − 5)2 = 26, 667.




Analogamente para os outros termos.


Método dos Elementos Finitos
example

Barra Cônica – Integração Numérica


Transformação de variáveis

1−ξ ξ +1
x (ξ ) = 2 +6 = 4 + 2ξ
2 2
no caso
−1 1
x (ξ1 ) = x ( √ ) = 4 − 2 √ = 2, 8453
3 3
1 1
x (ξ2 ) = x ( √ ) = 4 + 2 √ = 5, 1547
3 3

para K11 , por exemplo, f (x ) = x (x − 5)2 , assim

K11 = 2 2, 8453(2, 8453 − 5)2 + 5, 1547(5, 1547 − 5)2 = 26, 667.




Analogamente para os outros termos.


Método dos Elementos Finitos
example

Barra Cônica – Integração Numérica


Transformação de variáveis

1−ξ ξ +1
x (ξ ) = 2 +6 = 4 + 2ξ
2 2
no caso
−1 1
x (ξ1 ) = x ( √ ) = 4 − 2 √ = 2, 8453
3 3
1 1
x (ξ2 ) = x ( √ ) = 4 + 2 √ = 5, 1547
3 3

para K11 , por exemplo, f (x ) = x (x − 5)2 , assim

K11 = 2 2, 8453(2, 8453 − 5)2 + 5, 1547(5, 1547 − 5)2 = 26, 667.




Analogamente para os outros termos.


Método dos Elementos Finitos
example

Barra Cônica – Integração Numérica


Transformação de variáveis

1−ξ ξ +1
x (ξ ) = 2 +6 = 4 + 2ξ
2 2
no caso
−1 1
x (ξ1 ) = x ( √ ) = 4 − 2 √ = 2, 8453
3 3
1 1
x (ξ2 ) = x ( √ ) = 4 + 2 √ = 5, 1547
3 3

para K11 , por exemplo, f (x ) = x (x − 5)2 , assim

K11 = 2 2, 8453(2, 8453 − 5)2 + 5, 1547(5, 1547 − 5)2 = 26, 667.




Analogamente para os outros termos.


Método dos Elementos Finitos
example

Barra Cônica – Matriz de Forças Externas

Dividir nas contribuições da força distribuída e força concentrada.


Z x2  
(1) T T
fΩ = fΩ = Ne b dx + Ne P

x1 x =5

ou
 
Z x2 0, 125(x − 4)(x − 6)
fΩ = −0, 25(x − 2)(x − 6) × 8 dx +
x1
0, 125(x − 2)(x − 4)
 
0, 125(x − 4)(x − 6)
−0, 25(x − 2)(x − 6) × 24.
0, 125(x − 2)(x − 4) x =5

e integrando numérica ou analiticamente,


Método dos Elementos Finitos
example

Barra Cônica – Matriz de Forças Externas

Dividir nas contribuições da força distribuída e força concentrada.


Z x2  
(1) T T
fΩ = fΩ = Ne b dx + Ne P

x1 x =5

ou
 
Z x2 0, 125(x − 4)(x − 6)
fΩ = −0, 25(x − 2)(x − 6) × 8 dx +
x1
0, 125(x − 2)(x − 4)
 
0, 125(x − 4)(x − 6)
−0, 25(x − 2)(x − 6) × 24.
0, 125(x − 2)(x − 4) x =5

e integrando numérica ou analiticamente,


Método dos Elementos Finitos
example

Barra Cônica – Matriz de Forças Externas

Dividir nas contribuições da força distribuída e força concentrada.


Z x2  
(1) T T
fΩ = fΩ = Ne b dx + Ne P

x1 x =5

ou
 
Z x2 0, 125(x − 4)(x − 6)
fΩ = −0, 25(x − 2)(x − 6) × 8 dx +
x1
0, 125(x − 2)(x − 4)
 
0, 125(x − 4)(x − 6)
−0, 25(x − 2)(x − 6) × 24.
0, 125(x − 2)(x − 4) x =5

e integrando numérica ou analiticamente,


Método dos Elementos Finitos
example

Barra Cônica – Matriz de Forças Externas

     
5, 33 −3 2, 33
fΩ = 21, 33 + 18 = 39, 33 .
    
5, 33 9 14, 33
Observações:

R
1 Ω f (x )δ (x − a) dx = f (a).
2 O vetor de força concentrada soma 24.
Método dos Elementos Finitos
example

Barra Cônica – Matriz de Forças Externas

     
5, 33 −3 2, 33
fΩ = 21, 33 + 18 = 39, 33 .
    
5, 33 9 14, 33
Observações:

R
1 Ω f (x )δ (x − a) dx = f (a).
2 O vetor de força concentrada soma 24.
Método dos Elementos Finitos
example

Barra Cônica – Matriz de Forças e Sistema Global


A única força no contorno não nula é a reação no nó 1. Assim
 
r1 + 2, 33
f+r =  39, 33  .
14, 33

O sistema global de equações é então


    
26, 67 −32 5, 33 0 r1 + 2, 33
 85, 33 −53, 33  u2  =  39, 33  ,
sym 48 u3 14, 33

e o sistema reduzido é
    
85, 33 −53, 33 u2 39, 33
= .
−53, 33 48 u3 14, 33
Método dos Elementos Finitos
example

Barra Cônica – Matriz de Forças e Sistema Global


A única força no contorno não nula é a reação no nó 1. Assim
 
r1 + 2, 33
f+r =  39, 33  .
14, 33

O sistema global de equações é então


    
26, 67 −32 5, 33 0 r1 + 2, 33
 85, 33 −53, 33  u2  =  39, 33  ,
sym 48 u3 14, 33

e o sistema reduzido é
    
85, 33 −53, 33 u2 39, 33
= .
−53, 33 48 u3 14, 33
Método dos Elementos Finitos
example

Barra Cônica – Matriz de Forças e Sistema Global


A única força no contorno não nula é a reação no nó 1. Assim
 
r1 + 2, 33
f+r =  39, 33  .
14, 33

O sistema global de equações é então


    
26, 67 −32 5, 33 0 r1 + 2, 33
 85, 33 −53, 33  u2  =  39, 33  ,
sym 48 u3 14, 33

e o sistema reduzido é
    
85, 33 −53, 33 u2 39, 33
= .
−53, 33 48 u3 14, 33
Método dos Elementos Finitos
example

Barra Cônica – Solução e Pós Processamento


A solução do sistema é
 
    0
u2 2, 1193
= =⇒ d = 2, 1193
u3 2, 6534
2, 6534

Deslocamentos
 
0
u (x ) = Nd = N(1) d(1) = N1 (x )
 
N2 (x ) N3 (x ) 2, 1193 ,
2, 6534

multiplicando

u (x ) = −0, 19815x 2 + 2, 24855x − 3, 7045.


Método dos Elementos Finitos
example

Barra Cônica – Solução e Pós Processamento


A solução do sistema é
 
    0
u2 2, 1193
= =⇒ d = 2, 1193
u3 2, 6534
2, 6534

Deslocamentos
 
0
u (x ) = Nd = N(1) d(1) = N1 (x )
 
N2 (x ) N3 (x ) 2, 1193 ,
2, 6534

multiplicando

u (x ) = −0, 19815x 2 + 2, 24855x − 3, 7045.


Método dos Elementos Finitos
example

Barra Cônica – Solução e Pós Processamento


A solução do sistema é
 
    0
u2 2, 1193
= =⇒ d = 2, 1193
u3 2, 6534
2, 6534

Deslocamentos
 
0
u (x ) = Nd = N(1) d(1) = N1 (x )
 
N2 (x ) N3 (x ) 2, 1193 ,
2, 6534

multiplicando

u (x ) = −0, 19815x 2 + 2, 24855x − 3, 7045.


Método dos Elementos Finitos
example

Barra Cônica – Solução e Pós Processamento


A solução do sistema é
 
    0
u2 2, 1193
= =⇒ d = 2, 1193
u3 2, 6534
2, 6534

Deslocamentos
 
0
u (x ) = Nd = N(1) d(1) = N1 (x )
 
N2 (x ) N3 (x ) 2, 1193 ,
2, 6534

multiplicando

u (x ) = −0, 19815x 2 + 2, 24855x − 3, 7045.


Método dos Elementos Finitos
example

Barra Cônica –Pós Processamento

Tensões
du d
σ (x ) = E = E (N(1) d(1) ) = EB(1) d(1) ,
dx dx
no caso,
 
0
1 
σ (x ) = 8 (x − 5) (8 − 2x ) (x − 3) 2, 1193 = −3, 17x + 17, 99.
4
2, 6534
Método dos Elementos Finitos
example

Barra Cônica –Pós Processamento

Tensões
du d
σ (x ) = E = E (N(1) d(1) ) = EB(1) d(1) ,
dx dx
no caso,
 
0
1 
σ (x ) = 8 (x − 5) (8 − 2x ) (x − 3) 2, 1193 = −3, 17x + 17, 99.
4
2, 6534
Método dos Elementos Finitos
example

Barra Cônica – Comparação


Método dos Elementos Finitos
Convergência do MEF
Erro

Norma

Uma resposta aproximada é boa se ela é “próxima” à resposta


verdadeira.
Como medir se uma função é “próxima” de outra?
É necessário introduzir o conceito de “distância” entre funções.
 21
“Tamanho”, ou norma de um vetor em Rn : ~a = ∑ni=1 ai2 .
A distância entre 2 vetores é a norma da diferença entre eles:
 21
k~b −~ak = ∑ni=1 (bi − ai )2 .
É natural definir o “tamanho” de uma função a partir de sua
Rx 1
integral: kf (x )kL2 = x12 f 2 (x ) dx 2 .
Decorre naturalmente a distância entre duas funções:
1
kf (x ) − g (x )kL2 = xx12 (f (x ) − g (x ))2 dx 2 .
R

Obviamente, há definições formais para tudo isto.


Método dos Elementos Finitos
Convergência do MEF
Erro

Erro nos Deslocamentos

A norma do erro de uma solução de elementos finitos pode ser


definida como
Z x2
 12
ex h ex h 2
kekL2 = ku (x ) − u (x )kL2 = (u (x ) − u (x )) dx .
x1

É útil normalizar o erro, por exemplo


R x2 ex h 2
 12
ku ex (x ) − u h (x )kL2 x1 (u (x ) − u (x )) dx
ēL2 = =  21
ku ex (x )kL2 R x2
ex 2
x1 u (x ) dx
Método dos Elementos Finitos
Convergência do MEF
Erro

Erro nos Deslocamentos

A norma do erro de uma solução de elementos finitos pode ser


definida como
Z x2
 12
ex h ex h 2
kekL2 = ku (x ) − u (x )kL2 = (u (x ) − u (x )) dx .
x1

É útil normalizar o erro, por exemplo


R x2 ex h 2
 12
ku ex (x ) − u h (x )kL2 x1 (u (x ) − u (x )) dx
ēL2 = =  21
ku ex (x )kL2 R x2
ex 2
x1 u (x ) dx
Método dos Elementos Finitos
Convergência do MEF
Erro

Erro nas Tensões

Tensões muitas vezes mais importantes do que deslocamentos.


O erro nas tensões é proporcional ao erro nas deformações.
O erro nas tensões pode ser calculado como acima, mas é mais
usual o erro na energia.
O erro na energia é
 Z x2
 12
ex h 1 ex h 2
keken = ku (x ) − u (x )ken = E (ε (x ) − ε (x )) dx ,
2 x1

que pode ser normalizado para

1 x2
 12
E (ε ex (x ) − ε h (x ))2 dx
R
ku ex (x ) − u h (x )ken 2 x1
ēen = = 1
ku ex (x )ken 1 x2
R
E ε ex (x )2 dx 2
2 1x
Método dos Elementos Finitos
Convergência do MEF
Erro

Erro nas Tensões

Tensões muitas vezes mais importantes do que deslocamentos.


O erro nas tensões é proporcional ao erro nas deformações.
O erro nas tensões pode ser calculado como acima, mas é mais
usual o erro na energia.
O erro na energia é
 Z x2
 12
ex h 1 ex h 2
keken = ku (x ) − u (x )ken = E (ε (x ) − ε (x )) dx ,
2 x1

que pode ser normalizado para

1 x2
 12
E (ε ex (x ) − ε h (x ))2 dx
R
ku ex (x ) − u h (x )ken 2 x1
ēen = = 1
ku ex (x )ken 1 x2
R
E ε ex (x )2 dx 2
2 1x
Método dos Elementos Finitos
Convergência do MEF
Erro

Erro nas Tensões

Tensões muitas vezes mais importantes do que deslocamentos.


O erro nas tensões é proporcional ao erro nas deformações.
O erro nas tensões pode ser calculado como acima, mas é mais
usual o erro na energia.
O erro na energia é
 Z x2
 12
ex h 1 ex h 2
keken = ku (x ) − u (x )ken = E (ε (x ) − ε (x )) dx ,
2 x1

que pode ser normalizado para

1 x2
 12
E (ε ex (x ) − ε h (x ))2 dx
R
ku ex (x ) − u h (x )ken 2 x1
ēen = = 1
ku ex (x )ken 1 x2
R
E ε ex (x )2 dx 2
2 1x
Método dos Elementos Finitos
Convergência do MEF
Erro

Cálculo do Erro

Supondo que a solução exata seja conhecida, o erro pode ser


calculado por simples integração (numérica) em cada elemento.
Quando a solução exata não é conhecida, podemos tentar usar
uma solução numérica com uma malha muito fina.
Na prática, o que importa é a taxa de convergência, isto é, como
o erro diminui com o refinamento da malha.
A taxa de convergência pode ser encontrada por análise e
verificada por experimentos numéricos.
Método dos Elementos Finitos
Convergência do MEF
Erro

Erro
Método dos Elementos Finitos
Convergência do MEF
Exemplo

Convergência – Teste Numérico

Barra elástica carregada axialmente.


Seção transversal A e módulo de Young E.
Força de campo b(x ) = cx.
Tração t = −c /l 2 /A em x = 2l.
Deslocamento prescrito u = 0 em x = 0.
Método dos Elementos Finitos
Convergência do MEF
Exemplo

Forma Forte
A forma forte do problema é
 
d du
AE + cx = 0,
dx dx
com a condições de contorno
cl 2

du
t = E n =− e u (0) = 0.
dx x =2l A
A solução exata do problema é dada por
 
ex c x3 2
u (x ) = − +l x ,
AE 6
e a deformação é
 
ex c x2 2
ε (x ) = − +l
AE 2
Método dos Elementos Finitos
Convergência do MEF
Exemplo

Forma Forte
A forma forte do problema é
 
d du
AE + cx = 0,
dx dx
com a condições de contorno
cl 2

du
t = E n =− e u (0) = 0.
dx x =2l A
A solução exata do problema é dada por
 
ex c x3 2
u (x ) = − +l x ,
AE 6
e a deformação é
 
ex c x2 2
ε (x ) = − +l
AE 2
Método dos Elementos Finitos
Convergência do MEF
Exemplo

Forma Forte
A forma forte do problema é
 
d du
AE + cx = 0,
dx dx
com a condições de contorno
cl 2

du
t = E n =− e u (0) = 0.
dx x =2l A
A solução exata do problema é dada por
 
ex c x3 2
u (x ) = − +l x ,
AE 6
e a deformação é
 
ex c x2 2
ε (x ) = − +l
AE 2
Método dos Elementos Finitos
Convergência do MEF
Exemplo

Resolução via MEF

Considerar E = 104 Nm2 , A = 1 m2 , c = 1 Nm2 e l = 1 m.


Resolver o sistema com elementos finitos lineares e quadráticos,
com malhas uniformes.
Repetir a solução com elementos malhas mais refinadas
(dividindo o tamanho do elemento por 2).
Plotar o erro do deslocamento (na norma L2 ) em função do
tamanho do elemento, em um gráfico log-log.
Plotar o erro na norma da energia em função do tamanho do
elemento.
Método dos Elementos Finitos
Convergência do MEF
Exemplo

Erro no Deslocamento

O erro pode ser escrito como

log(kekL2 ) = C + α log h, ou kekL2 = Chα .


Método dos Elementos Finitos
Convergência do MEF
Exemplo

Erro no Deslocamento

O erro pode ser escrito como

log(kekL2 ) = C + α log h, ou kekL2 = Chα .


Método dos Elementos Finitos
Convergência do MEF
Exemplo

Erro no Deslocamento

O erro pode ser escrito como

log(kekL2 ) = C + α log h, ou kekL2 = Chα .


Método dos Elementos Finitos
Convergência do MEF
Exemplo

Erro no Deslocamento

Pode-se mostrar que se


A solução é suave,
O elemento contém o polinômio completo de grau p,
então o erro no deslocamento é dado por

kekL2 = Chp+1

Claramente, os elementos de ordem superior convergem muito mais


rapidamente.
Método dos Elementos Finitos
Convergência do MEF
Exemplo

Erro na Energia

O erro novamente pode ser escrito como

keken = Chα ,

porém, claramente, a taxa de convergência é menor.


Método dos Elementos Finitos
Convergência do MEF
Exemplo

Erro na Energia

O erro novamente pode ser escrito como

keken = Chα ,

porém, claramente, a taxa de convergência é menor.


Método dos Elementos Finitos
Convergência do MEF
Exemplo

Erro na Energia

Com as mesmas considerações, o erro na energia é dado por

keken = Chp .

A taxa de convergência da energia é uma ordem menor do que


dos deslocamentos.
Para elementos lineares, o deslocamento converge
quadraticamente, mas a energia, linearmente.
Isto é uma característica do método de Garlerkin, mas o
pós-processameto pode contornar isto.
Método dos Elementos Finitos
Convergência do MEF
Exemplo

Soluções Não Suaves

Se a solução não é suave, a norma do erro na energia é

keken =≤ Chβ ,

onde β = min(p, λ − 21 ), λ > 12 , p ≥ 1.


O parâmetro λ é um parâmetro que mede a suavidade da solução.
Esta taxa será sempre menor do que para soluções suaves, e pode
ser muito ruim.
Só se resolve este problema com adaptação de malha.