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Direto Constitucional – matérias mais cobradas

1º Controle de Constitucionalidade

2º Direitos e Deveres Fundamentais

3º Organização Político-Administrativa do Estado

4º Processo Legislativo

5º Poder Legislativo

91- CONTROLE CONCENTRADO Ele também é chamado de controle abstrato, centralizado, principal, em tese, reservado, objetivo ou
POR VIA DE AÇÃO.

92- Recebe esse nome porque ele é feito por meio de 5 (cinco) ações constitucionais, a saber:

93- ADI genérica, ADI interventiva, ADI por omissão, Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) e ADPF.

94.- Vamos primeiro falar da ADI GENÉRICA (ação direta de inconstitucionalidade genérica – art. 102, I, a, CF).

95- COMPETÊNCIA: Lei federal ou lei estadual que fere a Constituição Federal: ADI para o STF

96- COMPETÊNCIA: Lei estadual ou municipal que fere a Constituição ESTADUAL: ADI para o TJ do Estado

97- ATENÇÃO: Lei municipal que fere a Constituição Federal não é objeto de ADI (cabe controle difuso e ADPF).

98- COMPETÊNCIA: Lei distrital que fere a Lei Orgânica do DF será objeto de ADI no TJ do Distrito Federal.

99- Para a prova do MP: Lei distrital que fere a Constituição Federal, só será objeto de ADI no STF se versar sobre matéria estadual.

100- lei municipal que fere a CF e a CE simultaneamente: ADI para o STF e para o TJ (mas a primeira suspende a segunda)

Vamos falar agora sobre os LEGITIMADOS DA ADI?

101- Antes da CF/88, somente podia ajuizar ADI o Procurador-Geral da República (PGR).

102- Com a CF/88 são 9 os legitimados, previstos no artigo 103, CF (leitura obrigatória)

103- são eles: Presidente, Mesa do Senado, Mesa da Câmara, Mesa da Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do DF...

104- Governador (do Estado ou DF), PGR, Conselho Federal da OAB, Partido Político com representação no Congresso Nacional...

105- e confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.

106- Existem 2 tipos de legitimados: UNIVERSAIS e INTERESSADOS.

107- os primeiros (universais) podem propor ADI sobre qualquer assunto (por exemplo: o Presidente)

108- Os legitimados INTERESSADOS precisam provar o interesse especial no objeto da ação (PERTINÊNCIA TEMÁTICA).

109- São legitimados interessados e precisam provar a pertinência temática: Governador, Assembléia e Confederação Sindical.

110- Isso você encontra no meu SAMBA DA ADIn, que você encontra no meu site:

Falarei algumas “pegadinhas” sobre os legitimados da ADI, ok?

111- A Mesa do CONGRESSO NACIONAL não tem legitimidade p/ propor ADI (só a Mesa da Câmara e do Senado).

112- CONFEDERAÇÃO SINDICAL precisa ter pelo menos 3 federações, estabelecidas em pelo menos 3 Estados (art. 535, CLT)

113- Segundo o STF, a entidade de classe de ÂMBITO NACIONAL precisa ter filiados em pelo menos 9 Estados brasileiros.

114- Segundo o STF, o governador de um Estado pode propor ADI contra lei de outro Estado, desde que prove a pertinência temática.
Agora, vamos falar sobre OBJETO DA ADI? O que pode ser atacado por uma ADI? Vamos lá!

115- Segundo o STF, a lei pode ser objeto de ADI, ainda que tenha caráter concreto. Ex: lei orçamentária.

116- Veja a ADI 4.048, julgada pelo STF dizendo isso:

117- Súmulas não podem ser objeto de ADI , nem mesmo as súmulas vinculantes.

118- Emenda Constitucional pode ser objeto de ADI, pois é fruto do poder constituinte derivado (ex: EC fere cláusula pétrea)

Decretos e regulamentos podem ser objeto de ADI?

119- Via de regra, não, pois não se trata de inconstitucionalidade, mas de ilegalidade (contrariam a lei que lhe é superior). Exceções:

120- Segundo o STF, se declarar uma lei inconstitucional, o decreto que a regulamenta será inconstitucional “por arrastamento”

121- Veja uma decisão em que o STF disse isso (ADI 2947)
122- outra exceção: decreto autônomo também pode ser objeto de ADI.
123- Normas constitucionais originárias não podem ser objeto de ADI, segundo o STF (ADI 4.097):

124- Leis anteriores à CF não podem ser objeto de ADI, pois não foram recepcionadas pela nova Constituição.

125- O procedimento da ADI genérica está previsto na Lei 9.868/99 e na minha apostila

126- a ADI não admite desistência ou intervenção de terceiros.

127- Na ADI admite-se o “amicus curiae”, que é um órgão ou entidade que se habilita a participar da ADI (art. 7º, Lei 9.868/99).

128- A admissão do “amicus curiae” é feita pelo Ministro relator (decisão irrecorrível).

129- O prazo para admissão é de 30 dias, mas o STF tem flexibilizado esse prazo, admitindo ingressos posteriores.

130- O “amicus curiae” deve ter pertinência temática, não tem legitimidade para recorrer e pode fazer sustentação oral.

131- Segundo a CF, o Advogado Geral da União deve participar da ADI para defender a constitucionalidade da lei (art. 103, § 3º, CF)

132- Essa regra constitucional tem sido flexibilizada pelo STF, que atualmente não mais obriga a defesa da constitucionalidade da lei.

133- Depois, participará o Procurador-Geral da República, que agirá como fiscal da lei, opinando pela constitucionalidade ou
inconstitucionalidade.

134- A decisão na ADI possui caráter dúplice ou ambivalente (o STF pode declarar a lei CONSTITUCIONAL ou
INCONSTITUCIONAL).

135- Devem estar presentes pelo menos 8 Ministros. Para declarar uma lei constitucional ou inconstitucional: 6 votos.

136- A ADI produz efeitos “erga omnes”, vinculante e “ex tunc” (retroativo), via de regra.

137- Via de regra porque o STF pode, por 2/3 de seus membros, modular os efeitos da ADI, alterando sua retroatividade (art. 27, Lei
9.868/99).

138- A cautelar da ADI (art. 10, Lei 9.868/99), possui efeito “erga omnes”, vinculante, “ex nunc” e repristinatório.

139- ADIN interventiva tem duas finalidades: declarar um ato inconstitucional e decretar a intervenção.

140- É ajuizada pelo Procurador-Geral da República, diretamente ao STF

141- Caberá ADI interventiva quando houver lesão a princípio constitucional sensível (previsto no artigo 34, VII, da CF).

142- Cabe ADI por omissão quando não for feito o complemento de uma norma constitucional de eficácia limitada.

143- Os legitimados são os mesmos do art. 103, CF (os 9 legitimados vistos acima)

144 - NOVIDADE: A ADI por omissão admite liminar (veja o art. 12-F ,da lei 9.868/99)

145- EFEITOS: se a omissão for do Poder Executivo, o Judiciário manda fazer o ato em 30 dias, ou outro prazo determinado.
146- EFEITOS: se a omissão for do Poder Legislativo, o Judiciário apenas comunica.

147- A ação declaratória de constitucionalidade tem os mesmos legitimados da ADIN Genérica

148- somente cabe essa ADC em favor de lei ou ato normativo federal, devendo existir divergência jurisprudencial sobre a
constitucionalidade do ato

149- A ADPF tem os mesmos legitimados da ADIn Genérica, é ajuizada no STF e também tem os mesmos efeitos.

150- Segundo o STF, admite-se a participação de “amicus curiae” também na ADC e também na ADPF. Parte superior do formulário

Disponibilizo abaixo 50 dicas de Direito Constitucional para concursos públicos e Exames de Ordem.

1. A ação civil pública não pode ser ajuizada como sucedâneo de ação direta de inconstitucionalidade (ADI), porquanto, em caso de
produção de efeito “erga omnes”, estaria provocando verdadeiro controle de constitucionalidade, usurpando competência da Corte Suprema

2. As associações constituídas há, pelo menos, um ano, e que tenham por fim institucional a proteção de interesses difusos ou coletivos
(ex.: defesa do meio ambiente, do consumidor etc.), têm legitimidade para ajuizar ação civil pública. ATENÇÃO: a expressão “associação”,
prevista no art. 5º da Lei de Ação Civil Pública, deve ser considerada em sentido amplo para abranger os sindicatos, as cooperativas e as
demais formas de associativismo, segundo Luís Roberto Barroso, atual Ministro do STF.

3. O MP tem legitimidade para promover ação civil pública cujo fundamento seja a ilegalidade de reajuste de mensalidades escolares
(Súmula 643 do STF). Não esqueça: a ação civil pública tem sido reputada importante instrumento de controle de implementação de
políticas públicas, consoante jurisprudência da Corte Suprema . Não obstante, há doutrinadores que refutam tal entendimento, tendo em
conta o princípio da separação dos Poderes (que, inclusive, é cláusula pétrea expressa!).

4. Natureza jurídica do prazo para impetração de mandado de segurança (repressivo): DECADENCIAL! Natureza jurídica do prazo
para propositura da ação popular: PRESCRICIONAL! Fique atento (a): o mandado de segurança PREVENTIVO não tem prazo!!! Não
tropece: o prazo prescricional na ação popular é de 5 anos, ressalvada a hipótese de ressarcimento ao erário, considerada
IMPRESCRITÍVEL nos termos do art. 37, § 5º, da Constituição Federal vigente.

E a ação civil pública (ACP)? Tem prazo? Qual a natureza do prazo? A Lei 7.347/85 é silente em relação ao prazo da ACP. Nesse caso,
deve-se aplicar o prazo PRESCRICIONAL de 5 anos (quinquenal), tendo por base a aplicação analógica do art. 21 da Lei da Ação Popular
(Informativo do STJ nº 430).

5. Pessoas jurídicas (de direito público ou de direito privado), estrangeiros, o Ministério Público (Estadual ou Federal) e os indivíduos
com direitos políticos perdidos ou suspensos NÃO SÃO legitimados para propor ação popular. Somente o CIDADÃO tem legitimidade
ativa (CF, art. 5º, LXXIII). Não perca o foco: se o cidadão (autor) desistir da ação, o Ministério Público, em havendo interesse público,
poderá dar prosseguimento ao feito. ATENTE-SE: o MP não tem legitimidade para ajuizar ação popular, mas terá legitimidade para
propor ação rescisória referente ao decidido na ação popular (respeitando-se, obviamente, os requisitos do art. 485 do CPC).

6. A ação popular contra o Presidente da República NÃO DEVE ser proposta no STF. Não tropece: a ação em comento é de natureza
CÍVEL, razão pela qual não é alcançada pelas regras de competência de foro especial por prerrogativa de função perante a Corte Suprema.
Em ações populares, mesmo o chefe do Poder Executivo federal será julgado pelo juízo de primeiro grau. ATENÇÃO! Também não
existe foro especial por prerrogativa de função nas ações civis públicas, como há, para certas autoridades, nas ações penais ou criminais.

7. No polo passivo da ação popular ajuizada pelo cidadão DEVEM figurar todas as pessoas jurídicas, públicas ou privadas, em nome das
quais foi praticado o ato ou contrato a ser anulado; todas as autoridades, os funcionários e administradores que houverem autorizado,
aprovado, ratificado ou praticado pessoalmente o ato ou firmado o contrato a ser anulado, ou que, por omissos, permitiram a lesão; todos
os beneficiários diretos do ato ou contrato ilegal. ATENÇÃO! A Lei 4.717/1965 impõe, portanto, litisconsórcio passivo necessário .

8. O autor da ação popular deve instruir a petição inicial com o título de eleitor, instrumento comprobatório da condição de cidadão.
ATENÇÃO! Antes da CF/88, a ação popular, conforme entendimento legal visava unicamente à anulação ou declaração de nulidade de
atos lesivos ao patrimônio público (em sentido amplo!). Com a CF/88, ampliou-se o objeto, cabendo a ação popular para a defesa,
também, da moralidade administrativa e do meio ambiente.
9. O cidadão possui legitimidade (ativa) para ajuizar ação popular, porém não detém capacidade postulatória, motivo pelo qual deverá ser
representado judicialmente por advogado, salvo na hipótese em que o próprio cidadão for advogado regularmente inscrito na OAB. Fique
atento (a): qualquer cidadão pode habilitar-se como litisconsorte ou assistente do autor da ação popular.

10. “Não é da competência originária do STF conhecer de ações populares, ainda que o réu seja autoridade que tenha na Corte o seu
foro por prerrogativa e função para os processos previstos na Constituição”. Mas, atenção: toda regra tem exceção! A Corte Suprema já
fixou a sua competência para o julgamento da ação popular no caso de conflito federativo baseado em causas e confrontos entre a União e
os Estados, a União e o Distrito Federal, ou entre uns e outros, inclusive as respectivas entidades da Administração Indireta.

11. No tocante à legitimidade recursal, além das partes e do Ministério Público, a Lei de Ação Popular reconhece legitimidade para
qualquer cidadão recorrer das decisões proferidas CONTRA o autor da ação. Não esqueça: a sentença de IMPROCEDÊNCIA é meramente
declaratória, inexistindo, em regra, condenação do autor (cidadão) ao pagamento de custas judiciais e do ônus da sucumbência, salvo
comprovada má-fé (CF, art. 5º, LXXIII). Nesse caso de improcedência do pedido, permite-se o ajuizamento de outra ação popular com
idêntico fundamento, valendo-se de nova prova.

12. A concessão de liminar no mandado de segurança COLETIVO depende da oitiva do representante judicial da pessoa jurídica de
direito PÚBLICO, que deverá se pronunciar no prazo de 72 horas.

13. A ação popular protege os denominados DIREITOS DIFUSOS; já o mandado de segurança coletivo defende DIREITOS
COLETIVOS “STRICTO SENSU” e INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS. ATENÇÃO! Parte da doutrina entende que o art. 21, parágrafo
único, da Lei 12.016/2009, seria inconstitucional, visto que não colocou, sob a tutela do MS coletivo, os “direitos difusos”. Entretanto, o
STF parece concordar com o afastamento dos “direitos difusos” (do âmbito de proteção do MS coletivo), vez que afirma, na Súmula 101,
que “O mandado de segurança não substitui a ação popular”.

14. Os partidos políticos com representação no CN têm legitimidade para impetrar mandado de segurança COLETIVO.
ATENÇÃO! A doutrina majoritária entende que os referidos partidos políticos, por meio do MS coletivo, podem defender não apenas os
seus filiados, mas também toda a sociedade, visto que o art. 21 da Lei 12/016/2009 menciona a proteção de interesses “relativos a seus
integrantes ou à finalidade partidária”.

15. As entidades de classe têm legitimidade para impetrar mandado de segurança COLETIVO. ATENÇÃO! “A impetração de
mandado de segurança coletivo por entidade de classe em favor dos associados independe da autorização destes” (Súmula 629 do STF).
Ainda, “A entidade de classe tem legitimação para o mandado de segurança ainda quando a pretensão veiculada interesse apenas a uma
parte da respectiva categoria” (Súmula 630 do STF).

16. “Habeas data” e “habeas corpus” não têm prazo para impetração. São ações gratuitas! Mas, ATENÇÃO! Embora o “habeas
corpus” não seja um remédio privativo de advogado, o “habeas data” exige impetração por meio de um advogado regularmente inscrito na
OAB.

17. Na CF/88, temos três instrumentos para suprir a OMISSÃO dos Poderes Legislativo e Executivo: i) mandado de injunção; ii) ação
direta de inconstitucionalidade por omissão; e iii) arguição de descumprimento de preceito fundamental.

18. A Mesa Diretora do Senado Federal e a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados têm legitimidade para propor ação direta de
inconstitucionalidade (CF, art. 103, II e III). ATENÇÃO!!! A Mesa do Congresso Nacional. NÃO TEM legitimidade para o
ajuizamento da referida ação (ADI).

19. Partido político com representação no Congresso Nacional pode impetrar mandado de segurança coletivo, mandado de injunção
coletivo, ação direta de inconstitucionalidade (ADI), ação direta de inconstitucionalidade por omissão (ADO), ação declaratória de
constitucionalidade (ADC) e arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF). ATENÇÃO! Basta o partido político possuir
UM representante em qualquer das Casas Legislativas do Congresso Nacional (na Câmara dos Deputados ou no Senado Federal).
20. A ação declaratória de constitucionalidade (ADC) não surgiu originariamente na Constituição Federal vigente. Ela é fruto do poder
constituinte derivado de emenda (EC 03/93). ATENÇÃO!!! Só podem ser objeto de ADC as normas produzidas posteriormente à emenda
constitucional supracitada (ou seja, normas produzidas após 17 de março de 1993).

21. A ação declaratória de constitucionalidade visa à declaração de constitucionalidade de leis ou atos normativos FEDERAIS (objeto
da ação). Lembre-se: toda lei “pronta e acabada” é presumidamente constitucional, presunção, porém, juris tantum (relativa). NÃO
TROPECE: o objetivo da ADC é transformar a presunção de constitucionalidade relativa em presunção de constitucionalidade
absoluta (iure et iure), pondo fim à insegurança jurídica.

22. Quanto à legitimidade ativa da ADC, é a mesma da ADI. Todos os legitimados do art. 103, I a IX, da CF/88, podem propor ação
declaratória de constitucionalidade e ação direta de inconstitucionalidade. Mas, atenção: somente a partir de 2004 (EC nº 45) que foi
ampliada a legitimidade para todos os legitimados da ADI. De 1993 a 2004, a legitimidade ativa da ADC era somente do Presidente da
República, do Procurador-Geral da República e das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Tem-se, pois, que até 2004, não
havia a necessidade de verificar o requisito “pertinência temática”. Questão interessante!!!

23. Tanto na ADI quanto na ADC, a representação por meio de advogado é obrigatória somente para partido político com representação no
Congresso Nacional, confederação sindical e entidade de classe de âmbito nacional.

24. Não cabe em sede de ADC: i) as modalidades de intervenção de terceiros; ii) recurso, salvo embargos declaratórios; iii) ação
rescisória.

25. Para que a ADC seja conhecida pelo STF, é imprescindível que o autor da ação comprove a existência de controvérsia JUDICIAL
relevante atinente à aplicação da disposição objeto da ação declaratória. ATENÇÃO! Divergência entre estudiosos do Direito, entre
doutrinadores, não é suficiente para que a ADC seja conhecida pela Corte Suprema.

26. Em sede de ADC não há participação do Advogado-Geral da União; não se aplica o disposto no art. 103, § 3º, da Carta Magna (tal
dispositivo se aplica para a ADI!).

27. Assim como na ADI, na ADC permite-se concessão de medida cautelar. Mas, atenção: na ADC, com a concessão da medida cautelar,
não há que se falar na suspensão da eficácia da norma (federal), objeto da ação (como ocorre na ADI!).

28. A ação direta de inconstitucionalidade por omissão foi contemplada pela Constituição Federal de 1988 (as Constituições anteriores não
tinham a ADO). ATENÇÃO! A referida ação só é cabível em relação a um tipo de norma constitucional: de eficácia LIMITADA (normas
constitucionais de eficácia limitada de princípio institutivo e de princípio programático).

29. Por meio da Lei nº 12.063/2009, que a ação direta de inconstitucionalidade por omissão passou a ter uma regulamentação específica
acerca do seu procedimento e peculiaridades. Não esqueça: a ADO tem previsão no texto magno, em seu art. 103, § 2º.

30. Conforme a jurisprudência da Corte Suprema, a legitimidade da ADO é a mesma da ADI, aplicando-se, também, o requisito da
“pertinência temática”. Fique atento (a): nos termos da Lei 12.063/09, “podem propor a ação direta de inconstitucionalidade por omissão
os legitimados à propositura da ação direta de inconstitucionalidade e da ação declaratória de constitucionalidade” (art. 12-A). Lembre-se;
instituto da “pertinência temática” não está previsto na Constituição, tampouco nas leis, todavia está consagrado na jurisprudência do STF.

31. Há duas espécies de ADO: i) ADO total (não há lei ou ato normativo); e ii) ADO parcial (existe a lei, mas é insatisfatória para viabilizar
o exercício de direitos previstos na CF). Esta (a parcial) se divide em: i) propriamente dita (existe a lei, mas não é suficiente para viabilizar
o exercício de direitos previstos na CF; e ii) relativa (existe a lei, e esta é suficiente para viabilizar o direito, mas ela não contempla todos
que deveria atingir, que se encontram na mesma situação).

32. Os legitimados do art. 103 da CF/88 não poderão ajuizar uma ADO na hipótese de terem dado causa à omissão. Isto é, em sendo o
órgão inerte ou omisso, não terá legitimidade para propor uma ADO. Exemplo: o Presidente da República é parte legítima para ajuizar uma
ação direta de inconstitucionalidade por omissão; até hoje ele não enviou ao Congresso Nacional o projeto de lei ORDINÁRIA
ESPECÍFICA para disciplinar o direito de greve dos servidores públicos civis (CF, art. 37, VII); à vista disso, não poderá o chefe do
Executivo federal impugnar a omissão ou inércia (própria) em ADO perante a Corte Suprema.
33. Na ADO são impugnáveis OMISSÕES (e não normas jurídicas!). ATENÇÃO!!! São impugnáveis as omissões de órgãos e autoridades
federais, estaduais e distritais (no que concerne ao exercício de atribuição estadual). Não tropece: as omissões de órgãos ou autoridades
municipais NÃO poderão ser atacadas em ADO perante o STF.

34. Em sede de ADO, o relator PODERÁ solicitar a manifestação do Advogado-Geral da União (na ADI, diferentemente, o AGU deverá
ser ouvido!). Digno de nota: de acordo com o § 2º da Lei 12.063/2009, o relator poderá solicitar a manifestação do AGU, que deverá ser
encaminhada no prazo de 15 dias.

35. Diante de excepcional urgência e relevância da matéria, o STF, em ADO, por decisão da maioria absoluta de seus membros, poderá
conceder medida cautelar (a Lei 12.063/2009, art. 12-F, prevê expressamente a concessão de medida cautelar em ADO).

36. Se a omissão ou inércia for de um Poder, o STF, após decidir (decisão de mérito), dará ciência ao Poder omisso ou inerte, para a adoção
das providências cabíveis. Contrariamente, se a omissão for de um órgão administrativo, as providências deverão ser adotadas no prazo de
30 dias (CF, art. 103, § 2º), ou em prazo razoável a ser fixado excepcionalmente pela Corte Suprema.

37. Fazendo um comparativo: i) qualquer pessoa física, jurídica ou até mesmo associações ou coletividades (em se tratando de MI
coletivo, por exemplo) pode ajuizar mandado de injunção (demonstrando, obviamente, o nexo de causalidade); ii) diferentemente,
somente os legitimados do art. 103 da CF/88 podem ajuizar ação direta de inconstitucionalidade por omissão (ADO). Ainda: i) o
procedimento do MI está previsto na Lei 12.016/2009; ii) já o procedimento da ADO tem previsão na Lei 12.069/2009. Por fim: i)
os efeitos da decisão em sede de MI são “inter partes”, visto que se trata de caso concreto, processo subjetivo (mas, atenção: nos
Mis nºs 670, 708 e 712 foi conferido, a princípio, efeito “erga omnes”); já os efeitos da decisão do STF, em sede de ADO (processo
objetivo), são “erga omnes”.

38. Segundo a CF/88, a arguição de descumprimento de preceito fundamental oriundo da Constituição será apreciada pelo STF.
ATENÇÃO! Tal ação faz parte do controle concentrado (abstrato) de constitucionalidade, e visa a evitar (ADPF preventiva) ou reparar
lesão (ADPF repressiva) a preceito fundamental da CF em razão de ato do Poder Público ou de controvérsia constitucional relativa à lei ou
ato normativo federal, estadual ou municipal, inclusive ANTERIORES à Carta Magna.

39. ADPF só foi regulamentada em 1999, por meio da Lei nº 9.882. Fique atento (a): o STF já assentou que o § 1º do art. 102 da CF/88
(que trata da ADPF) é uma norma constitucional de eficácia LIMITADA (a regulamentação legal surgiu, como já ressaltado, somente em
1999).

40. A lei regulamentadora da ADPF não estabeleceu os ‘preceitos fundamentais’ cuja afronta permitiria o ajuizamento desta ação.
Importante: o STF firmou entendimento que compete à própria Corte o juízo acerca do que se há de compreender como ‘preceito
fundamental’.

41. Natureza subsidiária (um dos pontos mais cobrados em provas concursais a respeito da arguição de descumprimento de preceito
fundamental): não cabe ADPF quando há outro meio eficaz de sanar a lesividade (portanto, se for cabível as demais ações do controle
abstrato de constitucionalidade, como ADI, ADC e ADO, não se admite a propositura da ADPF. Atente-se ao disposto no art. 4º, § 1º, da
Lei 9.882/1999!

42. Tendo em vista o princípio da fungibilidade, é permitido conhecer de ADI como ADPF (as ações são fungíveis!). Em caso de
inadmissibilidade da ADI e satisfeitos os pertinentes requisitos, é possível conhecer como ADPF uma ação proposta como ADI. Lembre-
se: o STF também admite que a ADPF venha a ser conhecida como ADI (pelo princípio da subsidiariedade, é incabível ADPF se há razão
para ajuizamento de ADI).

43. Por decisão da maioria absoluta de seus membros, a Corte Suprema (STF) poderá deferir pleito de medida liminar na ADPF. Também
já foi questão de prova!!! Vejamos: (FCC/2010/TCE-RO/Auditor) A arguição de descumprimento de preceito fundamental, conforme lei
que a regula, não admite concessão de liminar ad referendum do Pleno do Supremo Tribunal Federal. CERTO ou ERRADO?! Errado! Em
caso de extrema urgência ou perigo de lesão grave, ou ainda, em período de recesso, poderá o relator conceder a liminar, ad referendum do
Pleno da Corte Suprema.
44. Efeitos da decisão em sede de ADFP: i) em regra, “ex tunc” e “erga omnes”; ii) exceção: “ex nunc” (prospectivos) ou modulação de
efeitos (são as mesmas exceções da ADI!). Observar atentamente o disposto no art. 11 da Lei 9882/99.

45. Na ADFP: i) não cabe intervenção de terceiros; ii) não cabe recurso, salvo embargos de declaração (segundo o STF, visto que não há
previsão deste recurso na Lei 9.882/99); iii) também não cabe ajuizamento de ação rescisória.

46. A ação direta de inconstitucionalidade INTERVENTIVA é uma espécie de controle concentrado (e não difuso) no Supremo Tribunal
Federal. Visa a fiscalizar o processo de intervenção federal na hipótese de afronta aos princípios constitucionais SENSÍVEIS (CF, art. 34,
VII). ATENÇÃO! A legitimação é exclusiva do Procurador-Geral da República (PGR), chefe do Ministério Público da União (MPU). Se
o STF der provimento à representação interventiva do PGR, o Presidente da República será comunicado para editar o decreto de intervenção
suspendendo a execução do ato atacado, se essa medida bastar ao restabelecimento da normalidade (CF, art. 36, § 3º). Caso a normalidade
não seja restabelecida, deverá a União intervir no Estado-membro infrator ou no DF. Renovo: no período de intervenção federal, não cabe
emenda à Constituição (CF, art. 60, § 1º).

47. Controle abstrato de constitucionalidade ESTADUAL: cabe aos Estados-membros a instituição de representação de
inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, VEDADA a atribuição da
legitimação para agir a UM ÚNICO órgão (CF, art. 125, § 2º). ATENÇÃO! É vedada a atribuição da legitimação a UM ÚNICO órgão!!!
Conforme entendimento do STF, o Estado-membro não está obrigado a atender à simetria com o art. 103 da CF/88, podendo estabelecer
legitimados estaduais diferentes (a ampliação do rol é cabível!). A propósito, no precitado art. 103 da Carta Magna não consta deputado
federal como parte legítima para propositura de ADI perante o STF; nada impede, porém, que se dê legitimação ativa para qualquer deputado
estadual visando ao ajuizamento de uma ação direta de inconstitucionalidade perante o respectivo Tribunal de Justiça (anote: o art. 111,
VII, da Constituição do Estado do Paraná, por exemplo, considera o deputado estadual parte legítima para a propositura de ADI de lei ou
ato normativo estadual ou municipal, em face da CE).

48. A decisão proferida pelo Tribunal de Justiça no controle abstrato (concentrado) de constitucionalidade NÃO É passível de recurso, nem
mesmo perante a Corte Suprema. ATENÇÃO! Toda regra tem exceção: caberá recurso quando a lei, estadual ou municipal, for atacada
perante o TJ local por ofensa a dispositivo da Constituição ESTADUAL que reproduza norma da Constituição FEDERAL de observância
obrigatória pelo Estado-membro da Federação. Qual recurso?! Será cabível a interposição de recurso extraordinário perante o STF (a
decisão, nesse recurso, é dotada de eficácia “erga omnes”).

49. O controle de constitucionalidade difuso (INCIDENTAL) não dispõe de efeitos “erga omnes” (contra todos), tampouco efeito
vinculante. Alerta: os Tribunais de Justiça (TJs) podem efetivar tanto controle incidental como controle pela via direta (abstrato), neste
caso, em face da Constituição Estadual respectiva. Fique atento (a): as decisões do controle abstrato exercido pelo TJ em face da CE são
vinculantes e têm efeito “erga omnes” na seara do próprio Estado-membro.

50. Os legitimados do art. 103 da CF/88 (incs. I a IX) podem propor, perante o STF, todas as ações do controle de constitucionalidade
concentrado-abstrato (ADI, ADO, ADC e ADPF). ATENÇÃO! A ação declaratória de constitucionalidade (ADC) não surgiu com o texto
originário da CF/88 (é fruto de emenda!). A EC 03/1993 trouxe a ADC – e somente o Presidente da República, o Procurador-Geral da
República e as Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal podiam propô-la. NÃO TROPECE: com a EC 45/2004 foi ampliado
o rol de legitimados para ajuizar a ADC (hoje, todos do art. 103, I a IX, da CF/88, podem propô-la perante a Corte Suprema).

Direito Constitucional as 10 dicas abaixo são fundamentais!

01: A CF de 1988 não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, estado de defesa ou estado de sítio.

02: Leis federais, estaduais, distritais e municipais estão no mesmo nível hierárquico.

03: Os estrangeiros, residentes ou não, são titulares de direitos fundamentais.

04: As Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI`s) não podem determinar a interceptação telefônica e a busca e apreensão domiciliar.

05: A dissolução compulsória de associação depende de decisão judicial transitada em julgado.


06: Súmula Vinculante no 10 Viola a cláusula de reserva de plenário a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare
expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte.

07: Os Deputados e Senadores, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento perante o STF.

08: A imunidade material garante que os congressistas não poderão ser responsabilizados, civil e penalmente, pelas opiniões, palavras e
votos que proferirem no exercício da função

09: Para que uma norma (federal ou estadual) seja objeto de (ADI), ela deverá ser pós-constitucional, ou seja, deverá ter sido editada após
a promulgação da CF.

10: A condenação por crime de responsabilidade tem as seguintes consequências: perda do cargo público e inabilitação por 8 (oito)
anos para o exercício de função pública.

Dicas de direito constitucional que todo candidato da OAB precisa saber

1. - A nacionalidade é o vínculo jurídico-político que liga um indivíduo a determinado Estado. A lei não poderá estabelecer distinção
entre brasileiros natos e naturalizados, exceto os casos que estão previstos na CF.

2 - Direitos Políticos são Direitos Públicos Subjetivos que investem o indivíduo nos direitos cívicos, pelos quais tem o poder de
intervenção no governo de seu país. O cidadão pode ser privado deles nas hipóteses taxativas previstas na constituição, mesmo se
estiver no exercício de mandato eletivo.

3 - O Estado Federal é a aliança de Estados que perdem sua soberania preservando autonomia política limitada. No Brasil, é
inconstitucional qualquer proposta de Emenda Constitucional tendente a abolir a Federação.

4 - A autonomia dos entes federativos pressupõe repartição de competências administrativas, legislativas e tributárias, sendo um dos
pontos caracterizadores do Estado Federal.

5 - Embora a regra seja a autonomia política dos entes federativos, excepcionalmente será admitido o afastamento da autonomia, com a
finalidade de preservação da existência e unidade da própria Federação.

6 - Cada uma das esferas do poder exerce funções típicas, aquelas próprias para as quais foi criado, e atípicas, que, originalmente, não
caberiam àquele Poder.

7. A CPI tem poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, mas devem respeitar os direitos fundamentais, exigindo-se a
fundamentação de seus atos, assim como a publicidade dos mesmos.

8 - O STF já decidiu que o MPU junto ao TCU não integra o MPU, tendo vinculação administrativa ao Tribunal de Contas da União.

9 - A ideia central de controle de constitucionalidade está ligada à Supremacia da Constituição (característica da Constituição rígida) e
proteção dos direitos fundamentais.

10- As normas constitucionais originárias não podem ser objetos de constitucionalidade.

Direito Constitucional:
01- O Preâmbulo da Constituição não é norma constitucional e não prevalece contra texto expresso da Constituição, mas serve de
elemento de interpretação e integração dos diversos artigos que se encontram no texto constitucional.
02- A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 é comumente classificada pela doutrina como: formal, escrita,
dogmática, promulgada, rígida e analítica.
03- O Neoconstitucionalismo é um fenômeno surgido após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) que procura reconstruir as bases do
direito constitucional por meio de caminhos científicos visando à plena efetividade dos princípios jurídicos em consonância com o
sentimento de justiça.
04- As normas constitucionais podem ser de eficácia plena (produz efeitos imediatos - ex.: remédios constitucionais), contida (há
margem de atuação discricionária do poder público) ou limitada (depende de regulamentação por parte do legislador ordinário - normas
programáticas).
05- Os Direitos Humanos representam o conjunto de valores universalmente aceitos positivados pelo direito internacional, sendo
supranacionais, enquanto os Direitos Fundamentais referem-se ao catálogo de direitos positivados na Constituição de um Estado nacional.
06- A nacionalidade é o vínculo jurídico-político que liga um indivíduo a determinado Estado. A lei não poderá estabelecer distinção
entre brasileiros natos e naturalizados, salvo os casos previstos na Constituição (art. 12, §2º da CF).
07- Direitos Políticos são direitos públicos subjetivos que investem o indivíduo nos direitos cívicos, pelos quais tem o poder de
intervenção no governo de seu país. O cidadão pode ser privado deles nas hipóteses taxativamente previstas na Constituição, mesmo se
estiver no exercício de mandato eletivo.
08- Os Partidos Políticos são entidades de direito privado (e não órgãos estatais). O STF já reconheceu que os mandatos pertencem
aos partidos políticos, que podem requerer à Justiça Eleitoral a perda do cargo eletivo do parlamentar infiel e a imediata determinação da
posse do suplente.
09- Segundo o princípio da anualidade eleitoral, a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se
aplicando à eleição que ocorre até 1 ano da data de sua vigência.
10- O Estado Federal é a aliança de Estados que perdem sua soberania, preservando autonomia política limitada. No Brasil, é
inconstitucional qualquer proposta de emenda constitucional tendente a abolir a Federação (art. 60, §4º, I da CF).
11- A autonomia dos entes federativos pressupõe repartição de competências administrativas, legislativas e tributárias, sendo um dos
pontos caracterizadores do Estado Federal.
12- A Constituição, ao estabelecer as matérias próprias de cada um dos entes federativos, adota um princípio básico para a distribuição de
competências: princípio da predominância do interesse. Aos Estados-membros são reservadas todas as competências não atribuídas à
União e aos municípios.
13- Embora a regra seja a autonomia política dos entes federativos, excepcionalmente será admitido o afastamento da autonomia, com a
finalidade de preservação da existência e unidade da própria Federação.
14- A União somente pode intervir nos Estados-membros e no DF, enquanto os Estados somente poderão intervir nos Municípios
integrantes de seu território. A exceção é a União intervir nos municípios existentes dentro de Território Federal (art. 35, caput da CF).
15- As hipóteses para a intervenção federal encontram-se no art. 34 da CF, destacando-se os princípios constitucionais sensíveis,
previstos no inciso VII.
16- Em relação ao princípio da separação de poderes, a Constituição estabeleceu um sistema de freios e contrapesos ("checks and
balances"), que é um mecanismo de controle recíproco entre os poderes.
17- Cada uma das esferas do poder exerce funções típicas (aquelas próprias para as quais foi criado) e atípicas (que originalmente não
caberiam àquele Poder).
18- A CPI tem poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, mas devem respeitar os direitos fundamentais, exigindo-se a
fundamentação de seus atos, assim como a publicidade dos mesmos.
19- Os poderes investigatórios da CPI compreendem a possibilidade de quebra de sigilo bancário, fiscal e de dados (o que não se
confunde com a interceptação telefônica, que se encontra sob a reserva de jurisdição), e de determinar busca e apreensão, assegurada a
inviolabilidade domiciliar (art. 5º, XI da CF), somente afastada por ordem judicial.
20- As competências do CNJ objetivam controlar a atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário, bem como o cumprimento
dos deveres funcionais dos juízes. O STF já reconheceu o poder normativo do CNJ, através da edição de resoluções, que devem ser
cumpridas.
21- O STF já decidiu que o Ministério Público da União junto ao Tribunal de Contas da União não integra o Ministério Público da União,
tendo vinculação administrativa ao Tribunal de Contas da União.
22- O advogado é indispensável à administração da Justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos
limites da lei. O STF declarou parcialmente inconstitucional o art. 7º, §2º da Lei 8.906/94, excluindo a imunidade profissional em relação
ao desacato.
23- Há pelo menos 3 grandes modelos de jurisdição constitucional: o modelo norte-americano (julgamento de casos concretos); o modelo
austríaco (Corte Constitucional para o controle judicial de constitucionalidade das leis e atos normativos, em tese) e o modelo francês
(preventivo, até 2008).
24- A ideia central de controle de constitucionalidade está ligada à Supremacia da Constituição (característica da Constituição rígida) e
proteção dos direitos fundamentais.
25- As normas constitucionais originárias não podem ser objeto de controle de constitucionalidade.
26- A ADI não se sujeita a prazo prescricional ou decadencial, já que os atos inconstitucionais não se convalidam no tempo, nem
admite desistência.
27- O STF admite a sustentação oral pelo amicus curiae, mas não autoriza a interposição de nenhum recurso pelo mesmo. Seu ingresso
pode ocorrer até após o término do prazo de informações, mas nunca depois da inclusão do processo em pauta de julgamento.
28- O objeto da ADC é a lei ou ato normativo federal, diferentemente da ADI, que também admite o controle da lei estadual, em face da
Constituição Federal.
29- A ADPF é admitida quando houver controvérsia constitucional sobre lei ou ato normativo federal, estadual ou municipal, incluídos
os anteriores à Constituição, mas desde que respeitado o princípio da subsidiariedade.
30- A Reclamação é instituto processual destinado a preservar a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões, podendo
ser ajuizada por todos aqueles que forem atingidos por decisões contrárias ao entendimento firmado pelo STF em caráter vinculante.

A Constituição Federal tem seu preâmbulo e ele não é norma constitucional, não tem prevalência com norma expressa dela, somente
podendo ser utilizado como fonte interpretativa e de integração entre os dispositivos constitucionais.

A CF de 1988 é FORMAL, ESCRITA, DOGMÁTICA, PROMULGADA, RÍGIDA E ANALÍTICA.

Tão somente no pós-guerra do século XIX, na evolução do constitucionalismo, é que surge o impulso marcante com as Constituições
Dirigentes ou pragmáticas que trazem em seu bojo os direitos sociais e o dever do Estado em tutelar os direitos coletivos e concretizar
materialmente os princípios da igualdade, os valores da fraternidade e solidariedade.

O constitucionalismo social é a previsão na Constituição dos direitos sociais (saúde, educação, moradia, alimentação, trabalho,
previdência social, assistência social etc.)

O constitucionalismo liberal veio antes do constitucionalismo social, com a previsão de direitos individuais das pessoas, fruto integral
do liberalismo, o Estado não interferiria nos direitos individuais.

O transconstitucionalismo é o que o direito internacional garante melhor tutela do direito individual quando a Constituição do país não
consegue prever um determinado fato, uma situação concreta, a chamada jurisdição global ou jurisdição constitucional internacional.

Transnacionalismo é, diferentemente do transconstitucionalismo, a possibilidade da elaboração de uma Constituição única para vários
países, ainda de inexpressível aceitação no mundo do constitucionalismo pós-moderno.

O neoconstitucionalismo consagra o pós-positivismo, fruto do fim da 2ª guerra mundial, tratando-se da superação do jusnaturalismo
puro e do positivismo extremado. Predomina a soma de valores constitucionais escritos e de princípios expressos ou implícitos. Assegura
a maior eficácia da lei suprema, em especial dos direitos fundamentais, tendo como exemplo as decisões do STF acerca da união
homoafetiva, mínimo existencial em saúde, alimentação, educação etc.

As normas constitucionais podem ser de eficácia plena (produz efeitos imediatos – ex.: remédios constitucionais), contida (há margem
de atuação discricionária do poder público) ou limitada (depende de regulamentação por parte do legislador ordinário – normas
programáticas).

A nacionalidade é o vínculo jurídico-político que liga um indivíduo a determinado Estado. A lei não poderá estabelecer distinção entre
brasileiros natos e naturalizados, salvo os casos previstos na Constituição (art. 12, §2º da CF).

Direitos Políticos são direitos públicos subjetivos que investem o indivíduo nos direitos cívicos, pelos quais tem o poder de intervenção
no governo de seu país. O cidadão pode ser privado deles nas hipóteses taxativamente previstas na Constituição, mesmo se estiver no
exercício de mandato eletivo.

Os Partidos Políticos são entidades de direito privado (e não órgãos estatais). O STF já reconheceu que os mandatos pertencem aos
partidos políticos, que podem requerer à Justiça Eleitoral a perda do cargo eletivo do parlamentar infiel e a imediata determinação da
posse do suplente.

A autonomia dos entes federativos pressupõe repartição de competências administrativas, legislativas e tributárias, sendo um dos pontos
caracterizadores do Estado Federal.

Na corrente positivista o poder constituinte originário é ilimitado, uma vez que não existe direito antes de sua manifestação, mas na
corrente jusnaturalista o poder constituinte será limitado, com justificativa manifestada com base na doutrina do direito natural, que
tem em precedência os direitos humanos fundamentais.
Os limites ao poder derivado são classificados como: materiais (limites quanto à matéria e preceitos traçados no texto originário),
formais (trâmite a ser seguido na reforma e revisão da Constituição), circunstanciais (vedação de emendas em situações de instabilidade
institucional – estado de defesa ou de sítio) e temporais (artigo 3º ADCT).

Mutação constitucional em sentido formal ocorre quando no direito positivo a previsão constante em determinada norma constitucional
não mais atende a realidade.

Mutação constitucional no sentido material: ocorre quando presentes relações jurídicas na realidade da vida estatal em contradição
com o sistema, ou seja, contrárias ao sentido previsto na própria Constituição.

O Referendo é uma consulta popular, mas ele é convocadodepois que o ato já foi aprovado, cabendo ao povo ratificar ou rejeitar a
proposta.

O Plebiscito é a convocação dos eleitores do país a aprovar ou rejeitar questões relevantesantes da existência de lei ou do ato
administrativo. Assim, a população diz se quer ou não que ele seja aprovado.

A Iniciativa Popular é a outra forma de participação direta da população prevista na Constituição Federal. Por meio dela, é apresentado
um projeto de lei sobre determinado assunto, assinado por, no mínimo, 1% do eleitorado nacional, distribuído por pelo menos por cinco
Estados, e não menos de 0,3% dos eleitores de cada um deles. É o que aconteceu na Lei da Ficha Limpa, que tramitou e foi aprovada por
pedido da população.

A Constituição, ao estabelecer as matérias próprias de cada um dos entes federativos, adota um princípio básico para a distribuição de
competências: princípio da predominância do interesse. Aos Estados-membros são reservadas todas as competências não atribuídas à
União e aos municípios.

Embora a regra seja a autonomia política dos entes federativos, excepcionalmente será admitido o afastamento da autonomia, com
a finalidade de preservação da existência e unidade da própria Federação.

A União somente pode intervir nos Estados-membros e no DF, enquanto os Estados somente poderão intervir nos Municípios
integrantes de seu território. A exceção é a União intervir nos municípios existentes dentro de Território Federal (art. 35, caput da CF).

Em relação ao princípio da separação de poderes, a Constituição estabeleceu um sistema de freios e contrapesos (“checks and
balances”), que é um mecanismo de controle recíproco entre os poderes.

A CPI tem poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, mas devem respeitar os direitos fundamentais, exigindo-se a
fundamentação de seus atos, assim como a publicidade dos mesmos. Os poderes investigatórios da CPI compreendem a possibilidade
de quebra de sigilo bancário, fiscal e de dados (o que não se confunde com a interceptação telefônica, que se encontra sob a reserva de
jurisdição), e de determinar busca e apreensão, assegurada a inviolabilidade domiciliar (art. 5º, XI da CF), somente afastada por ordem
judicial.

As competências do CNJ objetivam controlar a atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário, bem como o cumprimento
dos deveres funcionais dos juízes. O STF já reconheceu o poder normativo do CNJ, através da edição de resoluções, que devem ser
cumpridas.

O advogado é indispensável à administração da Justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos
limites da lei. O STF declarou parcialmente inconstitucional o art. 7º, §2º da Lei 8.906/94, excluindo a imunidade profissional em
relação ao desacato.

Na segunda parte da Dica, seguem abaixo alguns pontos sobre tema de especial relevância na 1ª Fase da OAB: o controle de
constitucionalidade.
1- São pelo menos três grandes modelos de jurisdição constitucional: o modelo norte-americano (julgamento de casos concretos); o
modelo austríaco (Corte Constitucional para o controle judicial de constitucionalidade das leis e atos normativos, em tese) e o modelo
francês (preventivo, até 2008).
2- Controle de constitucionalidade é o ato de controlar a Constituição, verificando se os requisitos formais subjetivos foram obedecidos,
bem como, a competência do órgão que a editou e principalmente se a norma não fere qualquer princípio básico de direito e garantia
fundamental. É verificar a legalidade da própria norma, diante do Princípio da presunção de constitucionalidade.
3- O modelo de controle difuso adotado pelo sistema brasileiro permite que qualquer juiz ou tribunal declare a inconstitucionalidade de
leis ou atos normativos, não havendo restrição quanto ao tipo de processo. Tal como no modelo norte-americano, há um amplo poder
conferido aos juízes para o exercício do controle da constitucionalidade dos atos do poder público. Ao contrário de outros modelos do
direito comparado, o sistema brasileiro não reserva a um único tipo de ação ou de recurso a função primordial de proteção de direitos
fundamentais, estando a cargo desse mister, principalmente, as ações constitucionais do habeas corpus, o habeas data, o mandado de
segurança, o mandado de injunção, a ação civil pública e a ação popular.
4- O modelo de controle abstrato adotado pelo sistema brasileiro concentra no Supremo Tribunal Federal a competência para processar
e julgar as ações autônomas nas quais se apresenta a controvérsia constitucional. A Constituição Federal de 1988 prevê (art. 103), como
ações típicas do controle abstrato de constitucionalidade, a ação direta de inconstitucionalidade (ADI), a ação declaratória de
constitucionalidade (ADC), a ação direta de inconstitucionalidade por omissão (ADO) e a arguição de descumprimento de preceito
fundamental (ADPF).
5- O recurso extraordinário consiste no instrumento processual constitucional destinado a assegurar a verificação de eventual afronta à
Constituição em decorrência de decisão judicial proferida em última ou única instância do Poder Judiciário. De acordo com a inovação
legal, para efeito de repercussão geral, será considerada a existência, ou não, de questões relevantes do ponto de vista econômico,
político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa. Haverá também repercussão geral sempre que o recurso
impugnar decisão contrária a súmula ou jurisprudência dominante do Tribunal). A adoção desse novo instituto deverá ressaltar a feição
objetiva do recurso extraordinário.
6- A ideia central de controle de constitucionalidade está ligada à Supremacia da Constituição (característica da Constituição rígida) e
proteção dos direitos fundamentais.
7- As normas constitucionais originárias não podem ser objeto de controle de constitucionalidade.
8 – A ADI não se sujeita a prazo prescricional ou decadencial, já que os atos inconstitucionais não se convalidam no tempo, nem
admite desistência.
9- O STF admite a sustentação oral pelo amicus curiae, mas não autoriza a interposição de nenhum recurso pelo mesmo. Seu ingresso
pode ocorrer até após o término do prazo de informações, mas nunca depois da inclusão do processo em pauta de julgamento.
10- O objeto da ADC é a lei ou ato normativo federal, diferentemente da ADI, que também admite o controle da lei estadual, em face
da Constituição Federal.
11 – A ADPF é admitida quando houver controvérsia constitucional sobre lei ou ato normativo federal, estadual ou municipal,
incluídos os anteriores à Constituição, mas desde que respeitado o princípio da subsidiariedade.
12 – A Reclamação é instituto processual destinado a preservar a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões,
podendo ser ajuizada por todos aqueles que forem atingidos por decisões contrárias ao entendimento firmado pelo STF em caráter
vinculante.
13- Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal, há de se exigir, também, que o objeto da ação de inconstitucionalidade guarde
relação de pertinência com a atividade de representação da confederação sindical ou da entidade de classe de âmbito nacional. A
jurisprudência do Tribunal se, de um lado, revela o salutar propósito de concretizar o conceito de “entidade de classe de âmbito nacional”
e de “confederação sindical”, para os efeitos do art. 103, IX, da Constituição, deixa entrever, de outro, uma concepção assaz restritiva do
direito de propositura dessas organizações.
14- O Supremo Tribunal Federal entende que, para propor ação direta, suficiente se afigura a decisão do presidente do partido,
dispensando, assim, a intervenção do diretório partidário. A orientação jurisprudencial encaminhou-se, todavia, no sentido de exigir
que da procuração outorgada pelo órgão partidário conste a lei ou os dispositivos a ser impugnados.
15- Mudança jurisprudencial no STF Caso o partido perdesse a representação no Congresso Nacional após a propositura da ação, o
Tribunal vinha considerando que a ação havia de ser declarada prejudicada, ressalvando-se apenas a hipótese de já se ter iniciado o
julgamento. Entretanto, em decisão de 24-8-2004, reconheceu o Supremo Tribunal Federal que a perda superveniente de representação
parlamentar não afeta a ação direta de inconstitucionalidade já proposta em reconhecimento ao caráter eminentemente objetivo do
processo. O momento de aferição da legitimação passa a ser, assim, o momento da propositura da ação.
16 – A jurisprudência do STF tem considerado inadmissível a propositura de ação direta de inconstitucionalidade contra atos de
efeito concreto. Assim, tem-se afirmado que a ação direta é o meio pelo qual se procede ao controle de constitucionalidade das normas
jurídicas in abstracto, não se prestando ela “ao controle de atos administrativos que têm objeto determinado e destinatários certos, ainda
que esses atos sejam editados sob a forma de lei — as leis meramente formais, porque têm forma de lei, mas seu conteúdo não encerra
normas que disciplinam relações em abstrato.
Na terceira parte das Dicas, passamos os principais artigos da CF que mais têm caído (LEIAM, amigos!!):
– Artigos 5º (todo), 12, 14, 17, 21, 24, 34, 36, 50, 58, 60, 62, 69, 80, 88, 92, 93, 94, 95, 96, 97, 98, 99, 100, 101, 102, 103 , 103-A, 103-B,
104, 105, 106, 107, 108, 109, 110, 111, 112, 113, 114, 115, 116, 117, 118, 119, 120, 122, 123, 124, 125, 136, 137 e 139.
MP

1 – A Medida Provisória está prevista no artigo 62, da CFl (leitura obrigatória).

2 – Medida Provisória é ato com força de lei feito pelo chefe do Poder Executivo, em caso de relevância e urgência, e com prazo
determinado.

3 – Quem faz é o chefe do Poder Executivo. Pode ser o Presidente (art. 62, CF), o Governador (se houver previsão na CE)…

4 – e também pode ser feita pelo Prefeito, se houver previsão na Lei Orgânica do Município.

5 – Os requisitos de relevância e urgência são cumulativos e podem ser apreciados pelo Judiciário, em casos excepcionais.

6 – Editada a MP, será encaminhada ao Congresso Nacional, para votação (primeiro na Câmara, depois no Senado).

7 – Se o Congresso Nacional aprovar a MP, ela será convertida em lei (lembre-se que era um ato com força de lei).

8 – se o CN rejeitar a MP, ela perderá a eficácia de forma “ex tunc” (regra).

9- se o Congresso não votar a MP no prazo também perderá a eficácia. Mas, qual o prazo da MP?
10- se o Congresso não votar a MP no prazo também perderá a eficácia. Mas, qual o prazo da MP?

11 – Para evitar a inércia do Congresso, a CF diz que, se a MP não for votadas nos primeiros 45 dias, tranca a pauta da casa onde estiver.

12 – Trancar a pauta significa paralisar todas as votações. É como se a MP entrasse para o “primeiro lugar da fila das votações”.

13 – Se o Congresso Nacional fizer mudanças na MP, o projeto de “lei de conversão” será encaminhado ao Presidente, para sanção ou
veto.

14 – Até a sanção ou veto presidencial, permanecerá em vigor o texto original da Medida Provisória.

15 – Se uma MP for rejeitada (expressa ou tacitamente), somente poderá ser apresentada na próxima sessão legislativa.

16 – Existem matérias que não podem ser editadas por Medida Provisória (art. 62, § 1o, CF). Ex: Direito Penal, Proc. Penal, Proc. Civil
etc.

Agora, vamos falar um pouco sobre FEDERAÇÃO. O tema está na Constituição, a partir do artigo 18.

FEDERAÇÃO é a união de vários Estados, cada qual com uma parcela de autonomia.

O Brasil é uma FEDERAÇÃO POR DESAGREGAÇÃO, pois já existia um país, que foi dividido em vários Estados relativamente
autônomos.

Os entes federativos são União, Estados, DF e Municípios, todos autônomos, nos termos da CF

É possível a criação de novos Estados (acho que é um tema provável na prova, por conta do que ocorreu no Pará).

Pode ocorrer a FUSÃO (dois ou mais Estados se juntam para formar um terceiro Estado).

Pode ocorrer a CISÃO (um Estado se divide em dois ou mais Estados diferentes).

Pode ocorrer o DESMEMBRAMENTO (parte de um Estado se desmembra, persistindo o Estado originário, com território diminuído).

Há o DESMEMBRAMENTO FORMAÇÃO (a parte desmembrada é transformada em novo Estado ou Território).

Há o DESMEMBRAMENTO ANEXAÇÃO (a parte desmembrada é anexada a outro Estado).

ATENÇÃO: o que quase aconteceu no Pará foi o DESMEMBRAMENTO FORMAÇÃO. A parte desmembrada tornar-se-ia Tapajós e
Carajás

É possível a criação de novos Estados, desde que haja plebiscito com a população interessada e Lei Complementar do Congresso.

A criação de municípios tem 4 requisitos: 1) lei complementar federal autorizando a criação, 2) estudo de viabilidade municipal,…

3) plebiscito com a população diretamente interessada, 4) lei estadual criando o município.

ATENÇÃO: atualmente, não podem ser criados novos municípios no Brasil, pois inexiste lei complementar federal autorizando essa
criação.

Para complementar o tema FEDERAÇÃO, leia os artigos 22 (competência privativa da União), 24 (competência concorrente), 34 a 36
(intervenção)

INTERVENÇÃO é tema clássico na OAB. Pode ser FEDERAL (intervenção da União no Estado ou DF) ou ESTADUAL (intervenção
do Estado no Município)

ATENÇÃO: a União não pode intervir diretamente no Município, a não ser que esse faça parte de Território Federal.

Quem decreta a intervenção é o Chefe do Poder Executivo (Presidente – Intervenção Federal e Governador – Intervenção Estadual).

No DECRETO INTERVENTIVO, o chefe do Executivo fixará o prazo da intervenção, sua amplitude, suas condições e poderá nomear
interventor.

Bem, já é sexta-feira. Por hoje, ficaremos por aqui. Foi um prazer imenso estar na companhia de todos vocês nessa noite de quinta-feira.

Vamos começar falando de ELEIÇÃO DO PRESIDENTE. Ela acontece no primeiro domingo de outubro do último ano do mandato
presidencial.

Para ser considerado eleito, o candidato deve ter mais da metade dos votos válidos (todos os votos, excluídos os brancos e os nulos).

Se nenhum candidato obtiver esse número, teremos 2o turno no último domingo do mês de outubro, com os 2 candidatos mais votados.

Se algum candidato deixar a disputa durante o segundo turno, chama-se o terceiro


SUCESSÃO PRESIDENCIAL – na falta do Presidente, vem o Vice-Presidente. Depois dele, Presidente da Câmara, do Senado e do STF.

Se o Presidente e o Vice deixarem o cargo nos primeiros 2 anos, teremos novas eleições diretas, no prazo de 90 dias.

Se o Presidente e o Vice deixarem o cargo nos dois últimos anos, teremos eleições indiretas no Congresso Nacional, em 30 dias

Nas duas hipóteses acima, o Presidente que será eleito apenas terminará o mandato de seu antecessor (mandato tampão).

Parece que na série da TV Globo “Brado Retumbante” falaram alguma bobagem sobre isso. Alguém acompanhou?

ATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE: O Presidente no Brasil é CHEFE DE ESTADO e CHEFE DE GOVERNO.

Chefe de Estado representa o pais externamente. Chefe de Governo é o responsável pela Administração Federal e decisões políticas.

As atribuições do Presidente estão previstas no artigo 84, da Constituição Federal, mas o rol não é taxativo.

ATENÇÃO: as atribuições do artigo 84, via de regra, são indelegáveis.

No entanto, existem TRÊS atribuições que são delegáveis para os Ministros, para o Advogado Geral da União e o Procurador-Geral da
República

As TRÊS atribuições delegáveis estão previstas no artigo 84, VI, XII e XXV, 1a parte. Leitura obrigatória.

Até agora falamos de ELEIÇÃO PRESIDENCIAL, SUCESSÃO PRESIDENCIAL e ATRIBUIÇÕES DO PRESENTE. Agora,
RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE….

De todos esses temas de PODER EXECUTIVO, o mais importante é a RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE. Vamos falar dela:

RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE – O presidente pode praticar crime comum e de responsabilidade.

Os crimes de responsabilidade estão previstos no artigo 85, da Constituição e constituem infrações políticas praticadas pelo Presidente.

Quem julga o Presidente por crime de responsabilidade é o Senado Federal (que será presidido pelo Min. Pres. Do STF)

Quem julga o Presidente por crime comum é o Supremo Tribunal Federal.

Em ambos os casos (crime comum e responsabilidade) existirá um JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE feito pela Câmara dos Deputados.

A Câmara dos Deputados deve AUTORIZAR o processo contra o Presidente, por 2/3 de seus membros.

Recebida a denúncia pelo STF ou iniciado o processo no Senado, o Presidente será suspenso do cargo por até 180 dias.

Se o julgamento não for feito nesse período, o Presidente volta ao cargo.

Se o Presidente é condenado por crime comum, no STF, perde o cargo, suspende os direitos políticos (art. 15, CF) e cumpre a pena.

Se o Presidente é condenado por crime de responsabilidade, no Senado, perde o cargo e fica incapacitado p/ função pública por 8 anos.

IMUNIDADES DO PRESIDENTE: o Presidente só pode ser preso e decorrência de sentença penal condenatória.

O Presidente só pode ser processado por crime comum que tenha vinculo com a função

Crimes praticados sem vinculo com a função (como os anteriores ao mandato) só podem ser processados depois do mandato. FALAMOS
DE EXECUTIVO!

Agora, um dos temas mais tormentosos e importantes do DIREITO CONSTITUCIONAL: Controle de Constitucionalidade (elementos
principais):

controle de constitucionalidade é a verificação da compatibilidade das leis e atos normativos com a Constituição.

o controle de constitucionalidade decorre do princípio da SUPREMACIA DA CONSTITUIÇÃO e da RIGIDEZ CONSTITUCIONAL

a INCONSTITUCIONALIDADE pode ser POR OMISSÃO ou POR AÇÃO.

INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISSÃO – não realização de um complemento exigido pela Constituição.

INCONSTITUCIONALIDADE POR AÇÃO: a) material – o conteúdo da lei fere a constituição; b) formal (admite 3 formas, pelo menos)

INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL ORGÂNICA (incompetência para elaborar o ato legislativo. Ex: município fazendo lei penal).

INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL PROPRIAMENTE DITA (vício no processo de criação da lei).

INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL POR VIOLAÇÃO A PRESSUPOSTOS OBJETIVOS – Ex: medida provisória sem relevância
ou urgência (art. 62, CF).

Quanto ao momento em que é feito o CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE, temos 2 espécies: PREVENTIVO e


REPRESSIVO.
CONTROLE PREVENTIVO: ocorre antes do nascimento da lei ou ato normativo (impede o nascimento do ato inconstitucional).

Ele é feito pelo Legislativo (nas Comissões de Constituição e Justiça), pelo Executivo (por meio do veto jurídico) e pelo Judiciário.

Controle preventivo pelo Judiciário: Um parlamentar impetra MS para obstar o prosseguimento de um processo legislativo
inconstitucional.

CONTROLE REPRESSIVO: a lei ou ato normativo já nasceu, devendo reprimi-lo, atacá-lo.

O CONTROLE REPRESSIVO no Brasil é JURISDICIONAL (em regra, feito pelo Judiciário) e MISTO.

Por que MISTO? Pode ser DIFUSO ou CONCENTRADO.

C. DIFUSO: qualquer juiz pode declarar uma lei inconstitucional, desde que haja caso concreto e a inconstitucionalidade seja incidental

Nasceu nos EUA, em 1803, na Suprema Corte Americana (caso Marbury vs. Madison).

O juiz John Marshall deixou de aplicar uma lei, por entendê-la ser inconstitucional.

Atenção: os Tribunais somente podem declarar uma lei inconstitucional pela maioria absoluta (dos membros ou órgão especial).

Essa regra é chamada CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO e está prevista no artigo 97 da CF.

Da mesma forma, os órgãos fracionários dos tribunais não podem deixar de aplicar uma lei, mesmo sem declará-la inconstitucional.

Essa regra está na SÚMULA VINCULANTE N. 10 (leitura obrigatória).

Para as partes, os efeitos do controle difuso são “ex tunc” (retroativos) e “inter partes”.

O STF entende ser possível modular os efeitos do controle difuso, transformando-os em “ex nunc” (veja: http://migre.me/51SWn)

E para as demais pessoas, quais são os efeitos do controle difuso?

Segundo a CF (art. 52, X), declarada uma lei inconstitucional pelo STF, cabe ao Senado suspendê-la, no todo ou em parte.

Todavia, recentes decisões do STF reconhecem o efeito “erga omnes” de suas decisões no controle difuso.

É a chamada “abstrativização do controle difuso” ou “transcendência dos motivos determinantes. Veja em:

Além do CONTROLE DIFUSO, outro controle repressivo importante é o CONTROLE CONCENTRADO (feito por meio de ações).
Sobre ele, veja uma apostila de 30 páginas em meu site (http://www.professorflaviomartins.com.br).

VALE A PENA. Anote alguns artigos que podem fazer a diferença: 1o a 4o (princípios fundamentais), 5o (direitos individuais), 12
(nacionalidade), 14 a 17 (direitos políticos), 18, 19, 22 e 24 (federação). 34 a 36 (intervenção), 59 a 69 (processo legislativo), 136 a 141
(estado de sítio e defesa), 101, 102, 104, 105, 103-A e 103-B (Judiciário)

ATENÇÃO: com a leitura atenta desses artigos você poderá garantir pelo menos três questões da prova. ISSO FAZ A DIFERENÇA.
Vamos falar de alguns temas importantes.

Comecemos com PODER CONSTITUINTE.

PODER CONSTITUINTE é o poder de criar ou de reformar uma Constituição. O autor responsável pela teoria é o francês SIEYÈS. O
titular do Poder Constituinte é o POVO, mas esse é o titular indireto desse poder, pois quem o exerce diretamente são os representantes.

O PODER CONSTITUINTE pode ser ORIGINÁRIO (poder de criar uma nova Constituição) ou DERIVADO, que pode ser
REFORMADOR ou DECORRENTE. PODER DERIVADO REFORMADOR é o poder de reformar, alterar, uma Constituição já
existente.

PODER DERIVADO DECORRENTE é o poder de cada Estado fazer sua própria Constituição.

CARACTERÍSTICAS DO ORIGINÁRIO: inicial (faz nascer um novo ordenamento jurídico), incondicionado (pode ser exercido de
qualquer maneira).

ATUALMENTE, há sérias dúvidas se o PODER ORIGINÁRIO é limitado ou ilimitado. Prevalece o entendimento de que é LIMITADO.
Por sua vez, o PODER DERIVADO é condicionado (possui formas estabelecidas de manifestação) e limitado (tem seus limites na
própria CF). PEGADINHA: atualmente, a doutrina menciona o PODER CONSTITUINTE DIFUSO.

PODER CONST. DIFUSO (mais conhecido como mutação constitucional) consiste na alteração da interpretação da Constituição, e não
do texto.

QUAIS SÃO OS LIMITES DO PODER DERIVADO? Há vários limites, como as CLÁUSULAS PÉTREAS (matérias que não podem
ser suprimidas).
QUAIS SERIAM OS LIMITES DO PODER ORIGINÁRIO? Segundo muitos, não pode uma nova CF retroceder na tutela de direitos
fundamentais. ATENÇÃO: atualmente, a única maneira de se alterar a Constituição é por meio de EMENDA CONSTITUCIONAL (art.
60, CF).

Quem pode fazer a PEC (PROPOSTA DE EMENDA CONSTITUCIONAL)? O rol está no artigo 60, I, II e III, da CF. I) 1/3 de
deputados ou senadores; II) Presidente; III) mais da 1/2 das assembleias legislativas, pela maioria simples de seus membros.
APROVAÇÃO DA EC: ela deve ser votada nas 2 casas do Congresso, em 2 turnos, e com quorum de 3/5 dos seus respectivos membros.
ATENÇÃO: não existe na EMENDA CONSTITUCIONAL sanção ou veto presidencial. Se uma PEC (proposta de emenda) for
rejeitada, somente poderá ser apresentada novamente na próxima sessão legislativa. A Emenda Constitucional é promulgada pelas Mesas
da Câmara dos Deputados e do Senado Federal (cuidado: não é a mesa do Congresso).

CLÁUSULAS PÉTREAS: forma federativa de Estado; voto direto, secreto, universal e periódico; sep dos poderes; direitos e garant.
Individuais Vamos falar agora de mais um tema: APLICABILIDADE DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS.

As normas constitucionais possuem eficácia variada. Eficácia é a possibilidade de produção de efeitos concretos. Vamos à classificação:
NORMA CONSTITUCIONAL DE EFICÁCIA PLENA: produz todos os seus efeitos, sem precisar de complemento.

NORMA CONSTITUCIONAL DE EFICÁCIA CONTIDA: também produz todos os seus efeitos, mas lei infraconstitucional pode
reduzir esses efeitos. Exemplo de NORMA DE EFICÁCIA CONTIDA: art. 5o, XIII. Trata do direito ao trabalho, mas permite
limitação (como a aprovação no exame da oab). NORMA DE EFICÁCIA LIMITADA: produz poucos efeitos. Tem duas espécies:
NORMAS PROGRAMÁTICAS e DE PRINCÍPIO INSTITUTIVO.

NORMAS PROGRAMÁTICAS são aquelas que prevêem um programa de atuação para o Estado. Produzem poucos efeitos pois
precisam da evolução estatal NORMAS DE PRINCÍPIO INSTITUTIVO são aquelas que produzem poucos efeitos pois precisam de um
complemento, uma regulamentação. Se esse complemento não é feito, ocorre a INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISSÃO, que
pode ser atacada por ADI POR OMISSÃO ou MANDADO DE INJUNÇÃO. Bem, meus caros amigos, essa foi a nossa REVISÃO de
sexta-feira. Na próxima semana, vamos nos reunir novamente para estudarmos por aqui. Tenham todos um excelente final de semana.
Para aqueles que farão OAB ou CONCURSOS nas próximas semanas, BONS ESTUDOS!

O Processo Legislativo corresponde à elaboração das seguintes espécies legislativas, de acordo com o artigo 59 da Constituição
Federal:
 Emenda Constitucional;
 Lei Complementar;
 Lei Ordinária;
 Lei Delegada;
 Resolução;
 Decreto Legislativo;
 Medida Provisória.
As Emendas Constitucionais são resultado da atuação do chamado Poder Constituinte Derivado Reformador, ou seja, aquele que
altera aquilo que é fruto do Poder Constituinte Originário todas as vezes que encontra uma situação de necessidade e conveniência.
Assim, ele acrescenta, modifica ou suprime normas.
No entanto, o Poder Constituinte Derivado Reformador é caracterizado por ser limitado e, portanto apresenta as seguintes restrições:
 Limitações Explícitas.
 Limitações Implícitas.
As limitações explícitas podem ser de ordem formal, material ou circunstancial, veja:
 Limitações Formais
Em relação a este a aspecto a CF apenas poderá ser modificada mediante proposta apresentada por:
1. 1/3, no mínimo, dos membros do Congresso Nacional ou da Câmara dos Deputados (art.60, I da CF).
2. Presidente da República (art.60, II da CF).
3. Mais da metade das Assembleias Legislativas das Unidades da Federação, desde que cada qual se manifeste através da maioria
relativa de seus membros (art. 60, III da CF).
Quanto à votação, seu procedimento está descrito no art. 60, §2º da CF, segundo o dispositivo ocorrerá da seguinte forma:
1. A proposta de Emenda Constitucional será discutida e votada em cada uma das Casas que compõem o Congresso Nacional
(Câmara dos Deputados e Senado Federal).
2. Deverá ocorrer em dois turnos.
3. Será considerada aprovada desde que observado o seguinte quórum: voto favorável de 3/5 dos membros de cada Casa, em cada um
dos respectivos turnos.
Para fechar o assunto que abrange as limitações formais não podemos esquecer da Promulgação. De acordo com o art. 60, §3º da Carta
Magna, esta será realizada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
Continuando a análise das limitações explícitas vamos prosseguir com as de caráter material, conhecidas como Cláusulas Pétreas.
Conforme o §4º do art. 60 da Constituição Federal, não será objeto de deliberação a proposta de Emenda Constitucional que visa
abolir:
 A forma federativa de Estado;
 O voto direto, secreto, universal e periódico.
 A separação dos poderes.
 Direitos e garantias individuais.
A próxima limitação é de cunho circunstancial, sendo assim, diante de determinados cenários o constituinte originário veda a alteração
do texto constitucional. Tal situação ocorre nos seguintes casos:
 Intervenção Federal;
 Estado de Sítio;
 Estado de Defesa.
No que tange as limitações temporais, não há previsão expressa na CF.
Vale destacar que, de acordo com o §5º do art. 60 da CF, a matéria objeto de uma PEC que foi rejeitada ou havida por prejudicada, não
poderá ser reapreciada por meio de uma nova proposta na mesma sessão legislativa.
Basta que você fixe em sua memória o tema de hoje e sem dúvidas já estará na frente de muitos.

Os legitimados a propor ADI e ADC são os legitimados ativos especiais, também conhecidos como legitimados pela pertinência
temática, aqueles que se justificam pela legitimação implícita, e, também, os legitimados ativos universais, ou simplesmente pertinência
universal, são aqueles que independentemente da legitimidade implícita poderão propor a ADI e a ADC.

Legitimados universais
 Presidente da República;

 Mesa do Senado Federal;

 Mesa da Câmara dos Deputados;

 Procurador-Geral da República;

 Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e

 Partido político com representação no Congresso Nacional.

Legitimados por pertinência temática

 Mesa da Assembleia Legislativa;

 Mesa da Assembleia da Câmara Legislativa do Distrito Federal;

 Governador de Estado e do Distrito Federal e pelas

 Confederações sindicais e entidades de classe de âmbito nacional.

Agora que vocês já sabem quem são os legitimados, vamos fazer a leitura do art. 103 da constituição Federal, que diz o seguinte:

Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade:


I – o Presidente da República;
II – a Mesa do Senado Federal;
III – a Mesa da Câmara dos Deputados;
IV – a Mesa de Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal;
V – o Governador de Estado ou do Distrito Federal;
VI – o Procurador-Geral da República;
VII – o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;
VIII – partido político com representação no Congresso Nacional;
IX – confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.
1º O Procurador-Geral da República deverá ser previamente ouvido nas ações de inconstitucionalidade e em todos os processos de
competência do Supremo Tribunal Federal.
2º Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional, será dada ciência ao Poder
competente para a adoção das providências necessárias e, em se tratando de órgão administrativo, para fazê-lo em trinta dias.
3º Quando o Supremo Tribunal Federal apreciar a inconstitucionalidade, em tese, de norma legal ou ato normativo, citará, previamente,
o Advogado-Geral da União, que defenderá o ato ou texto impugnado.
Esse é um ponto crucial, o examinador adora cobrar, por isso, caso você se esqueça, volte e releia. Isso fará a diferença.
Veja as diferenças entre Inconstitucionalidade Total e Inconstitucionalidade Parcial:

Uma lei pode ter um ou mais artigos inconstitucionais, sendo constitucional em seu restante. Do mesmo modo, parte de um artigo pode
ser inconstitucional e a outra constitucional. Isso quer dizer que uma lei pode ter artigos constitucionais e artigos inconstitucionais, assim
como um artigo pode ter parte inconstitucional.

Não se deve confundir inconstitucionalidade parcial com inconstitucionalidade derivada de omissão parcial. São situações nada
semelhantes. A inconstitucionalidade derivada de omissão parcial constitui defeito decorrente de inação do legislador, que, diante do seu
dever de legislar para dar concretude à norma constitucional, comete ilicitude, fazendo aparecer a inconstitucionalidade. A
inconstitucionalidade parcial, por sua vez, significa que porção de uma lei ou de um artigo contém inconstitucionalidade, sendo, portanto,
defeito da lei e, assim, da própria ação do legislador.

Não deixem esse tema de fora do seu radar. Sem dúvidas passar por ele fará diferença na sua aprovação.

Inconstitucionalidade por Ação e Inconstitucionalidade por Omissão


A ação do parlamento deu origem ao controle de constitucionalidade. Sua historia começa com a negação da lei ilegítima. Foi assim na
Grécia e foi este o embrião do judicial review estadunidense, relacionado com o controle dos atos exorbitantes da colônia em face do
direito inglês. Do mesmo modo, o controle de constitucionalidade – do tipo europeu, derivado do sistema austríaco – fundado no
esquema teórico kelseniano, é preocupado com a validade dos atos positivos do Legislativo diante do direito maior que lhe dá
sustentáculo.
Ao contrário da omissão inconstitucional, em que o controle judicial constata que a falta de ação do legislador impede a realização de
norma constitucional, na inconstitucionalidade por ação o juiz vê a inconstitucionalidade no próprio produto do legislador, elaborado em
dissonância com o texto constitucional. Trata-se, assim, da forma “tradicional” e mais conhecida de inconstitucionalidade.

Instrumentos processuais para combater a omissão inconstitucional são: mandado de injunção e ação de inconstitucionalidade por
omissão.

Cabe o mandado de injunção, instrumento preordenado par a concessão de tutela jurisdicional, “sempre que a falta de norma
regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à
soberania e à cidadania” (art. 5°, LXXI, da CF). O problema, porém, é saber o alcance da tutela jurisdicional. Pensou-se, inicialmente,
que ao Tribunal caberia simplesmente declarar a mora, cientificando o Legislativo. A segunda solução estaria em declarar a mora e dar ao
Legislativo prazo para editar a norma, retirando, na hipótese de não observância deste prazo, uma consequência concreta. A terceira seria
elaborar a própria norma faltante.
Neste caso, diante de lei capaz de viabilizar o exercício do direito de greve pelos funcionários públicos civis, supriu-se a omissão
mediante o emprego da lei que regula a greve na iniciativa privada, além de se prever a possibilidade de o tribunal competente impor,
conforme as peculiaridades do caso concreto, regime de greve mais severo.

Em caso de ação direta de inconstitucionalidade por omissão, a decisão, em princípio, limita-se a declarar a omissão inconstitucional,
cientificando-se o órgão competente para, em prazo razoável, editar a norma, nos termos do parágrafo 2º do art. 103 da CF, que assim
reza: “Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional, será dada ciência ao Poder
competente para a adoção das providências necessárias e, em se tratando de órgão administrativo, para fazê-lo em trinta dias”.

Como já visto em Dicas passadas, Controle de Constitucionalidade é, sem dúvidas, o tema de maior incidência nos últimos 20 Exames de
Ordem.

Sendo assim, preparamos alguns resumos, para que você possa gabaritar em sua prova de constitucional.

As ideias de controle PREVENTIVO e controle REPRESSIVO costumam ser relacionadas ao MOMENTO do controle de
constitucionalidade, se anterior ou posterior à publicação da lei ou do ato normativo. Veja cada um deles:

Controle Preventivo

QUANDO ANTERIOR, o controle de constitucionalidade É DITO PREVENTIVO, confundindo-se, assim, com o controle político. É
verdade que o controle preventivo, visto como fase do processo legislativo, confunde-se com o controle político. Porém, a questão é saber
se é possível falar em controle jurisdicional preventivo.

Deixe-se claro, antes de tudo, que não existe previsão, na ordem jurídica brasileira, de tal forma de controle de constitucionalidade. O
STF admite o controle judicial do processo legislativo em nome do direito subjetivo do parlamentar de IMPEDIR QUE A
ELABORAÇÃO dos atos normativos incida em DESVIOS INCONSTITUCIONAIS. Entende-se caber MANDADO DE
SEGURANÇA – portanto controle incidental – quando a vedação constitucional se dirige ao próprio processamento da lei ou da emenda.

Contudo, é importante perceber que, nesse caso, não há controle preventivo de constitucionalidade. O que existe é controle judicial
repressivo, mediante mandado de segurança. A norma constitucional que veda a apresentação da emenda, por exemplo, impede o
andamento do processo legislativo. Há inconstitucionalidade muito antes de se chegar à deliberação; o processo é, por si, inconstitucional.
Ora, há nítida diferença entre afirmar violação de norma constitucional que impede o andamento de processo legislativo e pretender
afirmar judicialmente inconstitucionalidade na substância de lei que está para ser editada.

Controle Repressivo

O controle REPRESSIVO, realizado POSTERIORMENTE À PUBLICAÇÃO DA LEI, constitui a maneira típica e tradicional de
controle da constitucionalidade. Porém, antes da publicação da lei, em vista de inconstitucionalidade do processo legislativo, também há,
como visto, controle repressivo.

O Controle Repressivo se dará, via de regra, incidentalmente, ou seja, no caso concreto, devendo atentar-se à causa de pedir. Não
podendo ocorrer sem a devida fundamentação (art. 93,IX / Constituição Federal)

A Pauta do dia é: Controle Concreto e Controle Abstrato.

Principais diferenças entre eles:

No controle concreto, a análise da constitucionalidade da norma – que é pressuposto à resolução da demanda – se apresenta conjugada à
aferição de direito subjetivo ou interesse legítimo, cuja tutela jurisdicional dela depende. A constitucionalidade da norma, em outras
palavras, não é o objeto ou mesmo o fim do processo. Ou seja, o processo não é instaurado em virtude de dúvida acerca da legitimidade
da norma nem objetiva definir a sua constitucionalidade, declarando-se a sua inconstitucionalidade ou constitucionalidade.

O controle abstrato, ao controle, considera a norma em si, desvinculada de direito subjetivo de situação conflitiva concreta. Busca-se, no
controle abstrato, apenas analisar a validade constitucional da norma, independentemente de ser ela imprescindível, ou não, à tutela
jurisdicional de um direito.

 No controle concreto, o juiz age de ofício, de modo a afastar a norma alegando sua inconstitucionalidade por ser contrária ao
interesse constitucional face ao caso concreto, ou seja, nesse caso, a norma é afastada com o propósito de por fim ao litigio,
solucionando o mérito, vale dizer que o que está em questão não é a norma em si, mas o conflito que dela se depreende.
 No controle abstrato, o juiz agirá mediante provação, vez que a questão não é meramente de fundo, mas o próprio objeto da ação.
Esperamos que esses apontamentos tenham facilitado sua compreensão sobre esse tema, tão recorrente nas provas da OAB.