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 CONSTITUIÇÃO FEDERAL (IN OMISSIS)

ART. 5º, XIII - É LIVRE O EXERCÍCIO DE QUALQUER TRABALHO, OFÍCIO OU PROFISSÃO,


ATENDIDAS AS QUALIFICAÇÕES PROFISSIONAIS QUE A LEI ESTABELECER;”

“POR TANTO, SOMENTE QUEM TEM FORMAÇÃO REGULAMENTADA EM LEI, PODE EXERCER
DETERMINADA FUNÇÃO”.

NORMA QUE REGULAMENTA A FORMAÇÃO DO BC.

 NBR 14608:2007 BOMBEIRO PROFISSIONAL CIVIL,

 CBO 5171-10 Bombeiro civil

LEI Nº 11.901, DE 12 DE JANEIRO DE 2009. (IN OMISSIS)

Dispõe sobre a profissão de Bombeiro Civil e dá


outras providências.

Art. 1o O exercício da profissão de Bombeiro Civil reger-se-á pelo disposto nesta Lei.

Art. 4o As funções de Bombeiro Civil são assim classificadas:

II - Bombeiro Civil Líder, o formado como técnico em prevenção e combate a incêndio,


em nível de ensino médio, comandante de guarnição em seu horário de trabalho;

SECRETARIA DE ESTADO DA DEFESA CIVIL


- DOERJ DO PODER EXECUTIVO Nº 031, DE 18 DE FEVEREIRO DE 2005
- PÁGINAS 14, 15 E 16
- TRANSCRIÇÃO ATO DO SECRETÁRIO RESOLUÇÃO SEDEC N° 279, DE 11 DE JANEIRO DE 2005.

ATO DO SECRETÁRIO RESOLUÇÃO SEDEC N° 279, DE 11 DE JANEIRO DE 2005. (IN OMISSIS)

DISPÕE SOBRE A AVALIAÇÃO E A HABILITAÇÃO DO BOMBEIRO PROFISSIONAL CIVIL [...]

O SECRETÁRIO DE ESTADO DA DEFESA CIVIL E COMANDANTE- GERAL DO CORPO DE


BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições legais, [...]
RESOLVE:

CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1o [...]

Art. 2o - Para efeito desta Resolução define-se como:

I – [...]

II - Bombeiro Profissional Civil (BPC) - aquele que, devidamente habilitado no CBMERJ, presta
serviços de prevenção e combate a incêndio e atendimento de emergências setoriais, com
dedicação exclusiva em Brigada de Incêndio (BI)

Conclui-se então que, a atividade de combate a incêndio é de competência tanto dos


Bombeiros militares quanto dos Bombeiros Civis.
LCP - Decreto Lei nº 3.688 de 03 de Outubro de 1941 (IN OMISSIS)
Art. 47. Exercer profissão ou atividade econômica ou anunciar que a exerce, sem preencher as
condições a que por lei está subordinado o seu exercício:
Pena - prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa.

CONSTITUIÇÃO FEDERAL (IN OMISSIS)

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, [...]

Art. 5º, II, da mesma carta, prescrevendo que: “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de
fazer alguma coisa senão em virtude da lei”.

Como leciona Hely Lopes Meirelles: “a legalidade, como princípio de administração, significa
que o administrador público está, em toda sua atividade funcional, sujeito aos mandamentos
da lei, e às exigências do bem comum, e deles não se pode afastar ou desviar, sob pena de
praticar ato inválido e expor-se à responsabilidade disciplinar, civil e criminal, conforme o
caso”.

O gestor público não age como “dono”, que pode fazer o que lhe pareça mais cômodo.
Diz-se, então, que ao Administrador Público só é dado fazer aquilo que a lei autorize, de forma
prévia e expressa.

Daí decorre o importante axioma da indisponibilidade, pela Administração, dos interesses


públicos.”

Resumindo, Na Administração Pública não há liberdade nem vontade pessoal.


Enquanto ao particular é lícito fazer tudo que a lei não proíbe, na Administração Pública só é
permitido fazer o que a lei expressamente autoriza.
Sendo essa autorização positivada em LEI e anterior a decorrência do ato.
E todos que estejam sobe a tutela da Administração Pública, seguem obrigatoriamente o
mesmo princípio da Legalidade e tantos outros existentes no Direito Administrativo.

LEI DA DEFESA CIVIL.

 LEI Nº 12.608, DE 10 DE ABRIL DE 2012.(IN OMISSIS)

ART. 18. PARA FINS DO DISPOSTO NESTA LEI, CONSIDERAM-SE AGENTES DE PROTEÇÃO E
DEFESA CIVIL:

II - OS AGENTES PÚBLICOS DETENTORES DE CARGO, EMPREGO OU FUNÇÃO PÚBLICA, CIVIS OU


MILITARES, COM ATRIBUIÇÕES RELATIVAS À PRESTAÇÃO OU EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS DE
PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL.

“A LEI DEIXA CLARO QUE PARA SER AGENTE DE PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL, ESTE DEVERÁ TER
FORMAÇÃO PERTINENTE AOS SERVIÇOS PRESTADO PELO ÓRGÃO A SOCIEDADE E SOMENTE
ATRIBUIÇÕES ESPECIFICAS SE ENQUADRAM AO QUE A LEI EXPRESSA DE MANEIRA INEQUÍVOCA”.

Data venha, cabe ressaltar também que, a luz da Norma Federal, Agente de Proteção e Defesa
Civil, não é cargo nem função, é uma condição. Onde o profissional exercerá a função a qual
está habilitado por lei.
E esta assertiva baliza-se no CBO classificação brasileira de ocupações).
De onde não consta Agente de Proteção e Defesa Civil como profissão, função ou cargo.
DESVIO DE FUNÇÃO:

Conforme lição de José Maria Pinheiro Madeira, “a movimentação de servidor está inserida no
âmbito do juízo de conveniência e oportunidade da administração pública, é certo que os
direitos e deveres são aqueles inerentes ao cargo para o qual foi investido”

Súmula 378: “Reconhecido o desvio de função, o servidor faz jus às diferenças salariais
decorrentes.”

Função, entende-se que é a atribuição ou conjunto de atribuições atinentes à execução de


serviços públicos. Todo funcionário público ou assemelhado tem a sua função definida em
Lei específica ou Estatuto.

Cargo, entende-se cargo de comissão ou cargo de confiança que em determinados Poderes


podem ser exercidos por particulares, ou seja, por pessoas distintas do real funcionalismo
público, mas que por semelhança e por força de Lei, agem como se funcionários fossem.

Disto extrai-se que, é licito o desvio de função e que os integrantes da Defesa Civil tanto
poderão ser servidores ou civis, desde que tais eleitos tenham formação especifica para
realizar as atividades de defesa civil.

Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro


Lei Orgânica do Município de Quissamã. (IN OMISSIS)

TÍTULO II

DA COMPETÊNCIA MUNICIPAL

Art. 9º - compete ao Município:

I - legislar sobre assuntos de interesse local;


II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber;
XVI - realizar atividades de defesa civil, inclusive a de combate a incêndio e prevenção de
acidentes naturais em coordenação com a União e o Estado;

Atribuições da Defesa Civil:

 LEI Nº 12.608, DE 10 DE ABRIL DE 2012.(IN OMISSIS)


Institui a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil

Art. 8o Compete aos Municípios:


III - incorporar as ações de proteção e defesa civil no planejamento municipal;
IV - identificar e mapear as áreas de risco de desastres;
V - promover a fiscalização das áreas de risco de desastre e vedar novas ocupações
nessas áreas;
VI - declarar situação de emergência e estado de calamidade pública;
VII - vistoriar edificações e áreas de risco e promover, quando for o caso, a intervenção
preventiva e a evacuação da população das áreas de alto risco ou das edificações vulneráveis;
VIII - organizar e administrar abrigos provisórios para assistência à população em
situação de desastre, em condições adequadas de higiene e segurança;
IX - manter a população informada sobre áreas de risco e ocorrência de eventos
extremos, bem como sobre protocolos de prevenção e alerta e sobre as ações emergenciais
em circunstâncias de desastres;
X - mobilizar e capacitar os radioamadores para atuação na ocorrência de desastre;
XI - realizar regularmente exercícios simulados, conforme Plano de Contingência de
Proteção e Defesa Civil;
XII - promover a coleta, a distribuição e o controle de suprimentos em situações de
desastre;
XIII - proceder à avaliação de danos e prejuízos das áreas atingidas por desastres;
XVI - prover solução de moradia temporária às famílias atingidas por desastres.

LEI 756 DE 08 DE MAIO DE 2003 (IN OMISSIS)


Cria a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (COMDEC) do Município de Quissamã
(RJ) e da outras providências.

Art. 1° - Fica criada a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil [...]


Com a finalidade de Coordenar, em nível Municipal, todas as ações de defesa civil, nos
períodos de normalidade e anormalidade.

Art. 2º - Para as finalidades desta Lei denomina-se:

I – Defesa Civil: o conjunto de ações preventivas, de socorro, assistenciais e


reconstrutivas destinadas a evitar ou minimizar os desastres, preservar o moral da população e
restabelecer a normalidade social.

II – Desastre: resultado de eventos adversos, naturais ou provocados pelo homem, sobre


um ecossistema vulnerável, causando danos humanos, materiais e ambientais e consequentes
prejuízos econômicos e sociais.

LEI Nº 13.425, DE 30 DE MARÇO DE 2017. (IN OMISSIS)

Estabelece diretrizes gerais sobre medidas de prevenção e combate a incêndio e a desastres


em estabelecimentos, edificações e áreas de reunião de público

Art. 3o § 2o Os Municípios que não contarem com unidade do Corpo de Bombeiros


Militar instalada poderão criar e manter serviços de prevenção e combate a incêndio e
atendimento a emergências, mediante convênio com a respectiva corporação militar estadual.

Com base nas normas ateriormente citadas, não faz parte das atribuições da Defesa
Civil o combate de incendios quando não se encontrar, os requisitos Legais para a realização
desta atividade. Vez que, a função está ligada diretamente ao profissional legalmente instituido,
somente neste caso, a Defesa Civil, poderá executar a Função pois no seu quadro de
funcionarios existe o Bombeiro seja ele Civil ou Militar.