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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

DIEGO PEREIRA MOTTER


ELVIS BRISTOTTI
CLEITON

LEIS DE NEWTON:
ANÁLISE DE SITUAÇÃO

Relatório de experimento prático para parte da média


três da disciplina de Física do curso de Engenharia
Industrial-Mecânica da Universidade do Vale do Itajaí.

Itajaí - SC
2011

_____________________________________________________
Prof. Roberto Torres, Doutor em Física - USP.
Universidade do Vale do Itajaí
RESUMO

Neste experimento explicaremos os conceitos das leis de Newton. Aplicando a teoria na


prática descobrimos que podemos tirar a física do papel. Deixou de ser algo meramente
ilustrativo em livros e passou a ser um motivo de interesse maior pelos estudos. Medindo
valores de massa, construindo modelos experimentais e calculando coeficientes de atrito
estático nós colocamos as leis à prova na nossa frente, ou seja, observamos e então
compreendemos melhor o ambiente à nossa volta. Os valores calculados para o outro corpo no
experimento serviram de base para a criação de pesos simples e com a comprovação física
para nós de que as equações são verdadeiras. “Botar a mão na massa” é fundamental em um
curso de Engenharia Industrial-Mecânica, os conhecimentos teóricos foram aprofundados e
melhor compreendidos e a práticas pôde ser feita. Isso nos lembra que conhecer a física
experimental e pratica é extremamente importante para o aprendizado.

Palavras-chave: Teoria. Prática. Experimento.

2
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO................................................................................................................. 44
1.1 MASSA ............................................................................................................................ 05
1.2 FORÇA ............................................................................................................................ 05
1.2.1 Peso ............................................................................................................................................06
1.2.2 Normal .......................................................................................................................................06
1.2.3 Atrito .........................................................................................................................................07
1.2.3.1 Atrito Estático ............................................................................................................. 07
1.2.3.2 Atrito Cinético ............................................................................................................ 07
1.2.4 Tração........................................................................................................................................08
1.3 REFERENCIAL INERCIAL ........................................................................................... 08

5 CONCLUSÃO ................................................................................................................... 15
REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 16
1 INTRODUÇÃO

Neste experimento trataremos de conceitos relacionados à dinâmica1. Para


isso, conhecer o que é força, massa, peso e atrito é de fundamental importância para
entendimento.
É impossível falar de dinâmica sem falar de Isaac Newton (1642-1727),
matemático e físico inglês que publicou as leis da mecânica, que são utilizadas até hoje
quando se fala de objetos com massa muito superior às de um elétron 2 e velocidades
muito inferiores à velocidade da luz3. “Qualquer corpo permanece em seu estado de
repouso ou de movimento retilíneo uniforme, a menos que seja obrigado a modificar tal
estado por forças aplicadas a ele” (HALLIDAY; RESNICK, 1992, p. 79), ou seja, um
corpo se mantém em inércia somente se 𝐹⃗𝑅𝑒𝑠 = 0, assim disse Newton em sua primeira
lei. A segunda lei afirma que: “A aceleração de um objeto é diretamente proporcional à
força resultante que atua sobre ele. O inverso da massa do objeto é a constante de
proporcionalidade.” (TIPLER; MOSCA, 2009, p. 114) Por fim, a terceira lei afirma que:
“Quando dois corpos interagem, as forças que cada corpo exerce sobre o outro são
sempre iguais em módulo e têm sentidos opostos.” (HALLIDAY; RESNICK;
WALKER, 2009, p. 107).
Assim,
𝑎⃗
= 𝑚−1
𝐹⃗𝑅𝑒𝑠
Equação 1-1 - Segunda lei de Newton

𝐹⃗𝑅𝑒𝑠 = 𝑚 ∙ 𝑎⃗
Equação 1-2 - Segunda lei de Newton isolando a força resultante

𝐹⃗ 𝐴
𝐵

1
Dinâmica: área da Física que estuda o que provoca os movimentos dos corpos.
2
Massa do elétron: 9,109 x 10−31 Kg.
3
Velocidade da luz: 2,998 x 108 m/s.

4
𝐹⃗ 𝐴 𝐹⃗𝐵𝐴
𝐹⃗𝐴𝐵 𝐵

𝐹⃗𝐵𝐴 = −𝐹⃗𝐴𝐵
Equação 1-3 - Terceira lei de Newton
Figura 1 - Ilustração esquemática da terceira lei de Newton

Para compreender melhor, a seguir será comentado sobre alguns itens


importantes.

1.1 MASSA

Massa é a quantidade de matéria que um corpo possui, porém, utilizaremos


um conceito mais apropriado. “A massa de um corpo é a propriedade do corpo que
relaciona a aceleração do corpo à força responsável pela aceleração. A massa é uma
grandeza escalar.” (HALLIDAY; RESNICK; WALKER, 2009, p. 114, grifo do autor)
No Sistema Internacional de Medidas (SI), a unidade de medida de massa é
o quilograma (Kg).

1.2 FORÇA

É a medida de quanto um corpo precisa ser “empurrado” ou “puxado” para


que seja submetido a uma aceleração. Nem sempre quando há força há movimento, pois
mais de uma podem agir sobre um mesmo corpo podendo se anular nula.
“Por definição, uma força que produz uma aceleração de 1 m/s 2 em uma
massa de 1 Kg tem um módulo de 1 newton (1 N).” (HALLIDAY; RESNICK;
WALKER, 2009, p. 114)
Portanto,
1 N = 1 Kg ∙ 1 m/s2
Equação 1-4 - Relação força e massa - aceleração
Em outros sistemas de medidas, unidades diferentes são utilizadas para as
dimensões, mas não serão aplicadas neste trabalho.

5
1.2.1 Peso

É a força de atração que age sobre um corpo 𝐴 que possui massa, tem
direção e sentido ao centro de gravidade de um corpo 𝐵 (geralmente a Terra) que
produz campo gravitacional à sua volta. A seguinte relação define a força peso:
𝑃 =𝑚∙𝑔
Equação 1-5 - Força peso

𝑃⃗⃗

Figura 2 - Exemplo da força peso

Vale ressaltar que pela terceira lei de Newton, o corpo 𝐴 também exerce
uma força de atração4 sobre o corpo 𝐵, porém, quando a diferença de massas é muito
grande, desprezamos essa última força.

1.2.2 Normal

Quando há apoio de um corpo em uma superfície existe uma força


perpendicular ao plano apoiado atuando sobre o objeto.

𝑚1 ∙𝑚2
4
Lei da gravitação de Newton: 𝐹 = 𝐺 ∙ , onde 𝐺 vale 6,67 x 10−11 N ∙ m2 /s 2 .
𝑟2

6
1.2.3 Atrito

Existindo contato entre superfícies, a força de atrito tenta impedir o deslize


do corpo sobre a superfície, sendo sempre paralela à superfície e sempre em direção
contrária ao movimento ou ao sentido do movimento.
A equação para calcular a força de atrito é:
𝑓𝑎𝑡 = 𝜇 ∙ 𝑁
Equação 1-6 - Força de atrito
onde 𝜇 é o coeficiente de atrito, podendo ser somente estático ou cinético.
Porém somente informar que é uma força de atrito não resolve os
problemas, é necessário informar que tipo de atrito está sendo aplicado na situação.

1.2.3.1 Atrito Estático

É a resistência que um corpo tem de alterar o seu estado de repouso em uma


superfície. Existe somente quando o corpo está em repouso.
Atualizando a equação 1-5, temos:
𝑓𝑎𝑡,𝑒 = 𝜇𝑒 ∙ 𝑁
Equação 1-7 - Força de atrito estático
A partir do momento em que o corpo entra em movimento, não existe mais
atrito estático.

1.2.3.2 Atrito Cinético

Quando o corpo já está em movimento em um plano, existe a força de atrito


cujo coeficiente é chamado cinético. A força necessária para manter um corpo em
movimento em um plano é menor que retirá-lo do repouso.

7
𝑓𝑎𝑡,𝑐 = 𝜇𝑐 ∙ 𝑁
Equação 1-8 - Força de atrito cinético
E então,
𝜇𝑐 < 𝜇 𝑒
Equação 1-9 - Comparação entre coeficientes de atritos
Essa última equação pode ser observada no dia-a-dia facilmente, e os
coeficientes variam de acordo com os materiais em contato e as condições em que estão
sendo submetidos ou estudados.

1.2.4 Tração

É quando uma corda está esticada de maneira que a força aplicada sobre os
corpos nas extremidades é uniforme. Para isso, deve-se desprezar o atrito entre polias
envolvidas no sistema e as massas tanto da corda quanto das polias.

1.3 REFERENCIAL INERCIAL

Chama-se um referencial de inercial quando as leis de Newton são válidas,


ou seja, um corpo de dimensões muito maiores a de átomos e de velocidades muito
inferiores a da luz.

8
2 ATIVIDADE 01

F1

F2 α X

F3
F1 + F2 + F3 = 0

0 -|F2|.COS α |F3|.SEN β
0,11806 x 9,8 + |F2|.SEN α + -|F3|.COS β = 0
0 0 0

Descobrindo α Descobrindo β

µ Ω

a2 = b2 + c2 – 2bc.Cosα
182 = 15,52 + 172 – 2x15,5x17.Cosµ
324 = 240,25 + 289 – 527.Cosµ
324 - 240,25 - 289 = - 527.Cosµ a2 = b2 + c2 – 2bc.Cosα
-205,25 = -527.Cosµ 33,52 = 19,52 + 15,52–
-205,25/-527 = Cosµ 2x19,5x15,5xCosΩ
0,3895 = Cosµ 1122,25 = 380,25 + 240,25-
µ = 67,07 604,5CosΩ
1122,25 – 620,5 = -604,5CosΩ
α = 90 - µ 501,75/-604,5 = CosΩ
α = 22,93 -0,83 = CosΩ
Ω = 146,10

β = 180 – 146,10
β = 33,9

9
10

0 -|F2|.COS 22,93 |F3|.SEN 33,9


0,11806 x 9,8 + |F2|.SEN 22,93 + -|F3|.COS 33,9 = 0
0 0 0

|F2| = 0,11815kg x 9,8m/s2


|F2| = 1,15787 kg.m/s2

0 -1,15787.COS 22,93 |F3|.SEN 33,9


1,1570kg.m/s2 + 1,15787.SEN 22,93 + -|F3|.COS 33,9 = 0
0 0 0

(Y)
1,157 + (1,15787 x Sen 22,93) – (|F3| x Cos 33,9) = 0
1,6081 - (|F3| x Cos 33,9) = 0
|F3| = 1,6081/0,83
|F3| = 1,9375Kg.m/s2

Peso da Chave:
m(F3) = m (Chave) + m(pesos)
(1,9375x1000/9,8) – 117,72g = m (Chave)

m (Chave) = 79,98g

10
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REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e


documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro, 2002.

______. NBR 6028: informação e documentação: resumo: apresentação. Rio de Janeiro,


2003.

______. NBR 10520: informação e documentação: citações em documentos: apresentação.


Rio de Janeiro, 2002.

______. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio


de Janeiro, 2011.

HALLIDAY, David; RESNICK, Robert. Física 1. 4. ed. Rio de Janeiro: LTC, 1992. 348 p.

HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos de Física:


Mecânica. 8. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2009. 349 p.

______. Fundamentos de Física: Gravitação, Ondas e Termodinâmica. 8. Ed. Rio de Janeiro:


LTC, 2009. 295 p.

SERWAY, Raymond A.. Física 1 para Cientistas e Engenheiros com Física Moderna. 3.
ed. Rio de Janeiro: LTC, 1992. 394 p.

TIPLER, Paul A.; MOSCA, Gene. Física para Cientistas e Engenheiros: Mecânica,
Oscilações e Ondas, Termodinâmica. 6. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2009. 759 p.

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