Você está na página 1de 5

mas não se deram a mão.

2 Da jornada, o major Geisel reteve apenas a lembrança de


ter gritado tantas ordens a ponto de terminar o dia resfriado e rouco: “Não passou
pela minha cabeça a idéia de que seria necessário tomar o palácio. Saí do quartel
com a certeza de que o Getulio já estava deposto. Participar de uma operação que
derrubou um presidente da República não me deu qualquer emoção especial. Tudo
parecia uma coisa muito natural. O movimento de 1945 foi feito dentro da
hierarquia”.3
Em toda a vida Geisel pouco falou da sua participação no golpe contra Vargas. Seus
registros biográficos informam que “tomou parte ativa na ação militar do dia 29 de
outubro de 1945, no Rio de Janeiro, como chefe do estado-maior do general Álcio
Souto”. Do mesmo modo, os registros da deposição de Vargas revelam que o Guanabara
foi confrontado com uma tropa do Núcleo da Divisão Blindada, sob o comando do
general, mas não fazem alusão ao major. Atrás desse silêncio estão algumas das
particularidades de Geisel. A principal, capaz de explicar também o desinteresse
com que tratava do assunto cinqüenta anos depois, era a noção de golpe “dentro da
hierarquia”, determinado pelo quartel-general e apoiado pelo comandante da unidade.
Nesse tipo de golpe, que não tem nome, forma ou conteúdo político, a missão do
major se resume a uma formalidade burocrática, impessoal. Álcio Souto concedeu ao
major Ernesto um elogio de 93 palavras em que mencionou a existência de uma “ação”
que terminou com “a vitória de nossas forças”, sem referência ao local onde ocorreu
ou ao objetivo que a desencadeou.4 O silêncio foi ainda produto do temperamento
retraído de Geisel, carregado de uma hostilidade ao exibicionismo que, além de
marcar a vida dele, marcaria o juízo que fazia dos chefes e subordinados.
Nas décadas seguintes o golpe que depôs Getulio Vargas foi associado a um
sentimento democrático dos comandantes militares influenciados pela experiência da
Força Expedicionária na Itália. Essa racionalização, posterior à quartelada,
ajudaria os oficiais que apoiaram o Estado Novo a confraternizar com os socialistas
e liberais que haviam mandado à cadeia ou ao desemprego. Varrendo-se a ditadura
para debaixo da biografia de Vargas, os generais e almirantes, liderados por Dutra,
pularam o muro do Estado Novo. Os personagens decisivos no golpe de 1945 foram
sete, todos oficiais-generais. Deles, apenas um (Cordeiro de Farias) estivera na
Itália. Três (Dutra, Goes Monteiro e Álcio Souto) só se juntaram ao esforço dos
Aliados depois da chegada dos americanos a Natal.5 Não foi para redemocratizar o
Brasil que o major Geisel cercou o Guanabara: “Getulio foi deposto porque prometeu
eleições e queria fazer trapaça. Estava sendo safado”
Sete meses depois da saída de Vargas do palácio do Catete, nele entrou Ernesto
Geisel. O general Álcio Souto assumira a chefia do Gabinete Militar do presidente
Dutra e designara-o para chefe de uma das seções da secretaria geral do Conselho de
Segurança Nacional
Em abril de 1947 o general mandou o major Geisel para Montevidéu como adido
militar, e provavelmente influiu na sua promoção a tenente-coronel, em junho de 48.
Não assinou o Memorial dos Coronéis e provocaria a queda do ministro do Trabalho,
João Goulart. Nem outro, a favor do ministro da Guerra, general Zenóbio da Costa,
oferecia-lhe a solidariedade dos oficiais. Do EMFA passara à Escola Superior de
Guerra, que nem de sede dispunha, funcionando de favor na Escola de Artilharia de
Costa. Getúlio derrubado, sem participação de Geisel, (votou em Eduardo Gomes )o
general Juarez Távora levou-o de volta ao governo, agora como subchefe do Gabinete
Militar do presidente Café Filho.Alguns meses mais tarde Geisel saiu do Catete para
assumir oegimento Escola de Artilharia, o mais prestigioso comando da arma,
mas também não se demorou.
Em setembro de 1955 o general Henrique Lott, feito ministro da Guerra, chamou-o ao
gabinete e pediu-lhe que fosse para a superintendência da refinaria de petróleo de
Cubatão, na Baixada Santista, inaugurada em abril.
A “Novembrada” separou os irmãos Geisel. Orlando, que a apoiara, atuando como
auxiliar do general executor do estado de sítio no Rio de Janeiro, e Ernesto, que a
condenara.No início de 1956 Lott mandou chamar o coronel Ernesto Geisel. Explicou-
lhe os motivos da “Novembrada” e foi surpreendido por uma condenação: “O senhor não
podia nunca se insurgir contra um presidente da República que o tinha nomeado”.
Apesar disso, o ministro ofereceu-lhe um dos principais comandos do Exército: a
Academia Militar das Agulhas Negras, centro formador da oficialidade. Era posição
de general. Geisel recusou o prêmio e foi designado comandante do 2º Grupo de
Canhões Antiaéreos, em Quitaúna, na periferia de São Paulo
Na tarde de 28 de março de 1957A morte do filho alterou a noção que Ernesto Geisel
tinha da própria existência. Trouxe-lhe um sofrimento que nenhum sucesso haveria de
eliminar.
Logo depois da morte do filho o coronel Geisel foi transferido para a seção de
informações do Estado-Maior do Exército, no Rio de Janeiro, onde acumulou a função
de representante do Ministério da Guerra no Conselho Nacional do Petróleo.
O coronel Geisel estudara o marxismo. Copiou em 26 páginas de caderno as principais
passagens do manual de Materialismo dialético da Academia de Ciências daURSS,
bíblia dos comunistas de todo o mundo. Com sua caligrafia impecável, anotava:
“Materialismo histórico é a ciência das leis que regem o desenvolvimento da
sociedade”, ou: “A contradição fundamental do capitalismo é a contradição entre o
caráter social da produção e a forma privada, capitalista, da apropriaçãoNo início
de 1960 o general Lott deixou o Ministério da Guerra para disputar a Presidência da
República em nome da coligação governista, contra o governador de São Paulo, Jânio
Quadros. Para o lugar foi o general Odylio Denys, comandante do I Exército durante
a “Novembrada”. Com ele subiu Orlando Geisel. Ganhara as estrelas de general dois
anos antes e tornou-se chefe-de-gabinete do ministro. Convidou o irmão para a
chefia do serviço secreto que Lott montara em seu gabinete.
“É convite seu ou do Denys?”, perguntou Ernesto.
“Do Denys, não tenho nada com isso”, respondeu Orlando
Aceito o convite, Geisel formou sua equipe e nela incluiu o major Sérgio de Ary
Pires, conhecido por sua militância política. O irmão procurou-o com um desabafo: —
Esse não dá. É golpista.

— Golpista? Golpistas são vocês. Eu sabia que não podia aceitar o convite. Vocês
não querem unir coisa nenhuma. Então vou embora daqui.

Geisel, promovido a general-de-brigada, foi para Brasília, acumulando


as funções de comandante da 11ª Região Militar e da 11ª Brigada de
Infantaria.

Nesses dias o governador gaúcho e o vice-presidente João Goulart sentaram-se para


almoçar com o ministro da Justiça, Armando Falcão, no restaurante Night and Day, no
centro do Rio. Brizola estava certo da vitória de Jânio e foi direto ao ponto:
“Nosso candidato está derrotado. Vamos atalhar o desastre. O remédio é uma junta
militar amiga”
Em janeiro de 1962 foi designado para a Artilharia Divisionária da
5ª Divisão de Infantaria, em Curitiba. Comando de primeira classe.

Fazia quase meio século que estava no Exército, já fora secretário de finanças e
superintendente de refinaria, mas não conseguira passar dois anos arregimentado num
quartel.De setembro de 1962 a janeiro de 64, sua atividade clandestina foi intensa
e irrelevante. Resumia-se a intermináveis conversas no apartamento dele, em geral
às quintas-feiras, com os generais Cordeiro de Farias, Ademar de Queiroz e Antonio
Carlos Muricy. Não tinham plano para o levante ou projeto para o novo governo. Nem
sequer data para a rebelião
Castello juntou-se aos conspiradores no final de janeiro de 1964.
Supunha-se que os combates pudessem durar 48 horas, trinta dias ou seis meses.
Geisel calculava que se o caso não fosse resolvido em três dias, duraria dois
meses.
Nomeado chefe do Gabinete Militar de Castello Branco, Geisel voltava ao gabinete
presidencial, onde estivera em 1945, 54 e 61. Na sua cabeça, porém, havia uma
novidade: “Em 64 veio a idéia de não se devolver tudo de novo aos ‘casacas’, e eu
era partidário dela”

Apesar de todas as dificuldades, com uma só canetada, em 1966, o governo Castello


Branco produziu a maior reforma da estrutura militar do país: a rotatividade dos
generais. A reforma de Castello criou um sistema pelo qual, além do limite de
idade, os generais eram levados para a reserva por duas novas condições. A cada ano
25% do quadro devia se renovar, e ninguém podia ser general por mais de doze anos.
Disso resultava que os generais tinham quatro anos para passar de brigada a
divisão, outros quatro para ir de divisão a exército, e tendo chegado ao topo, lá
só permaneciam por mais quatro anos. Para ilustrar a extensão da reforma, observe-
se que dos treze generais-de-exército listados no
Almanaque de 1962, oito haviam chegado ao generalato fazia mais de

doze anos. Um (Cordeiro de Farias) tinha vinte anos de generalato e dez como
quatro-estrelas.31 O efeito da mudança foi o desaparecimento doschamados “donos do
Exército” e a redução da área de manobra das vivandeiras políticas.

Geisel tentou afastar Costa e Silva do centro do poder pelo menos quatro vezes,
segundo Gaspari. A primeira, quando Geisel comandava o país na prática, durante a
curta interinidade de Mazzilli, em 1961.
O principal motivo: o ministro estava se transformando em candidato a presidente e
Geisel imaginava um comando profissional para as Forças Armadas. Na manhã de 17 de
fevereiro de 1966 o ministro da Guerra desembarcou no aeroporto do Rio de Janeiro.
Surpreendeu-se ao ver Geisel na pista. “Ué, tu também por aqui, Ernesto?”
perguntou-lhe.51 O chefe do Gabinete Militar respondeu que estava representando
Castello. De volta a Brasília, recebeu dois relatórios da cena que presenciara. Um
mencionava que eram Seiscentos os oficiais reunidos no aeroporto. “Cerca de 40 a 60
generais, 200 oficiais superiores, 100 subalternos, mil pessoas”, anotou Geisel.
O segundo relatório terminava com o item “Faixas Apresentadas”.
Uma delas dizia: “Linha dura é a linha certa”.\
argumentos do chefe do Gabinete Militar contra o candidato
eram todos profissionais: “O mal é o ministro da Guerra querer ser
O general lembrava-se de outra: “Manda brasa, Seu Artur”presidente. Ele passa a
agir dentro do ministério em função da sua candidatura”, ou “O exército não pode
ser partido político, comigo ele ficava ao sol e ao sereno
Pensou em pedir demissão, mas Foi mandado para o Superior Tribunal Militar.Geisel
passou de general-de-brigada a general-de-exército em cinco anos e oito meses.
Ninguém conseguira coisa parecida. As duas promoções demoravam cerca de dez anos.
Nos raros casos em que se formaram maiorias legalistas, como em julho de 1968,
quando o tribunal classificou como ineptas as denúncias imprecisas e inconclusivas,
Geisel votava com a minoria. Dois meses depois, os ministros mudaram de idéia, e
ele se tornou maioria.8 Sua trajetória está melhor demarcada pelos votos em que foi
vencido. Em 1968 Geisel negou ao ex-governador de Sergipe, Seixas Dória, o direito
de ser julgado peloSTM — e não numa auditoria — por supostos crimes cometidos em
63, quando a Justiça Militar nem sequer tinha jurisdição em matéria política.
Geisel rompeu o seu silêncio político em outubro de 1967, quando uma comissão de
parlamentares visitou presos em Juiz de Fora e achou onze vítimas de torturas. Em
todos os casos os criminosos eram militares agindo dentro de quartéis do Exército.
Um dos integrantes da comissão era o deputado Marcio Moreira Alves, cuja luta
contra a tortura já entrava em seu terceiro ano. Ele remexera na história de
setembro de 1964 e criticara a conduta de Geisel durante sua missão ao Nordeste:
“Este general honrado mancomunou-se com um bando de sádicos”O general respondeu na
sessão doSTM de 30 de outubro. Recapitulou os acontecimentos de 1964 e fechou sua
“Explicação Pessoal” citando longamente uma nota do general Lyra Tavares que
culpava a “técnica de ação comunista no campo psicológico” pela divulgação de
“falsidades e lendas”. Tudo coisa “dos teóricos da guerra revolucionária [que]
pretendem explorar a credulidade pública atribuindo a elementos das forças armadas
arbitrariedades e abusos de autoridade incompatíveis com a dignidade da função
militar e do sentimento humano”.15
Esse raciocínio repetia a idéia de que a questão da tortura era
uma campanha esquerdista.
No dia 6 de novembro de 1969, chegou a Geisel um telex do chefe do Gabinete Civil
informando-o de que Medici acabara de nomeá- lo para a presidência da Petrobrás

GOLBERY

DoSNI Golbery passara ao Tribunal de Contas e dele escapara em 1968. Tornara-se


presidente da Dow Química, braço brasileiro da multinacional americana. Ganhava
cerca de 10 mil dólares mensais. Leitor obsessivo, formara uma biblioteca de 10 mil
volumes, entulhando sua casa em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de
Janeiro.Pensava em ser engenheiro ou advogado. “Mas cadê o dinheiro? Talvez eu
conseguisse, mas meu irmão já estava no Exército, e eu fui no arrasto.” Era o
melhor aluno da escola, com notas superiores a 8 em todos os exames, na marca do
Cavaleiro da Esperança e do tenente Ernesto Geisel.
Mandado em 1931 para o9- Regimento de Infantaria, em Pelotas, esteve na tropa que
combateu a Revolução Constitucionalista de 32. Levara na mochila a Crítica da razão
pura, do filósofo alemão Emmanuel Kant, e retornara com um elogio por bravura.18
Foi a primeira e única vez que atirou em combate. De volta a Porto Alegre, tornou-
se instrutor do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva, oCPOR.Desembarcou em
Nápoles no final de fevereiro de 1945, um ano após a entrada das tropas americanas
na cidade.
Em março de 1952, como tenente-coronel, foi designado para a Escola Superior de
Guerra. AESG tinha três anos e ele, 41. Juntos construiriam uma das grandes lendas
da política brasileira Desde 1950 a escola juntava por volta de setenta civis e
militares num curso de um ano, verdadeira maratona de palestras e estudos em torno
dos problemas nacionais. arlos Lacerda chamava-a de “escola do blá-blá-blá”
Conceito de segurança nacional: Seu prelúdio é a visão pessimista de uma democracia
“exangue de forças e de vontade”, de uma civilização ocidental próxima do
aniquilamento e de um mundo atacado pela “subversão cósmica de valores e de
conceitos”.31 Cético em relação à ordem internacional, Golbery dizia que “não se
sabe já distinguir onde finda a paz e onde começa a guerra”, “de guerra total a
guerra global; [...] e — por que não reconhecê-lo? — permanente Seu remédio contra
a decadência era o fortalecimento do Estado. Primeiro pela necessidade do Estado de
“ampliar cada vez mais a esfera e o rigor do seu controle sobre uma sociedade já
cansada e desiludida do liberalismo fisiocrático de eras passadas”.37 Depois, pela
articulação de uma estratégia para a “guerra onipresente”.38 A Grande Estratégia
transforma-se, por fim, numa “verdadeira política de segurança
nacional”.39 Através dela o governo “coordena, dentro de um conceito

estratégico fundamental, todas as atividades políticas, econômicas, psicossociais e


militares”
Em outubro de 1954, enquanto boa parte dos “fritadores de bolinhos” se mudara para
o palácio do Catete Golbery continuou naESG e lá deu início ao mais influente de
todos os
seus ciclos de conferências. Chamava-se O Planejamento e a Segurança
Nacional.

Aqui e ali ainda há ecos de Spengler (“uma civilização talvez já ferida de morte”),
mas a influência do pessimismo alemão se dissolvera. No lugar dela está o choque
entre dois modelos: a “anomia” dos Estados liberais ou o “totalitarismo” dos
regimes socialistas. A saída? “Uma nova era para a história da humanidade, a era do
planejamento, de liberdade e de justiça.” Para isso, era preciso definir “o
problema complexo da guerra civil”, que ele também chama de “guerra
ubversiva”planejar a guerra contra movimentos internos que culminassem “na
subversão armada, na revolução, na guerra civil”. No caso da subversão comunista,
argumentava que a hipótese de guerra contra a “poderosa quinta-coluna” deveria ser
a mesma concebida para “a agressão externa partida da Rússia ou de seus
satélites”.59 Apesar de total, a guerra só começaria de verdade quando houvesse uma
ameaça tangível: “De qualquer forma, entre uma subversão armada e as perturbações
da ordem pública que requeiram apenas mera repressão de caráter policial, a
diferenciação não apresenta, em geral, maiores dificuldade
Um ano depois da “Novembrada”, promovido a coronel, Golbery estava no Estado-Maior.
Lá, haveria de começar a convivência dele com o coronel Ernesto Geisel e com um
novo subordinado a quem se afeiçoa-ria, o tenente-coronel João Baptista Figueiredo,
então com quarenta anos.
NO GOVERNO JANIO: No Serviço Federal de Informações e Contra-informação havia
quinze oficiais. Comandava a equipe o coronel Ednardo D’Avila Mello, um oficial
benquisto, bom jogador de basquete, signatário doMemorial
dos Coronéis de 1954. Abaixo estavam os tenentes-coronéis João

Baptista Figueiredo, Walter Pires de Carvalho e Mário Andreazza.2 Vinham todos da


militância antigetulista e das desordens que resultaram na queda do ministro
Estillac Leal, em 1952, e do presidente Carlos Luz, em 55.
A guerra de Golbery estava terminada. Cometera um manifesto com duas mesóclises,
tentara articular uma emenda constitucional que suspendesse as liberdades públicas
e marcasse novas eleições presidenciais, mas nada ficou de pé.40 Sua Censura fora
derrotada pela sobrevivência da Rede da Legalidade e por uma novidade tecnológica,
os rádios portáteis. Cabiam na palma da mão e ouviam Porto Alegre.
o dia 20 de março de 1962 o primeiro-ministro Tancredo Neves chegou à Escola
Superior de Guerra para a aula inaugural. Discorreu sobre o temaO Panorama Mundial
e a Segurança Nacional: “A opção, pois, em busca de um nível de desenvolvimento
econômico auto- induzido, para os povos ainda retardados em seus progressos, não se
acha mais entre o sistema comunista, com sua rígida planificação global a cargo do
Estado, de um lado e, de outro, um liberalismo econômico do modelo clássico, aberto
a todas as aberrações, perversões e misérias”.46
Não podia haver engano. Era oCorc a. O escriba fugira do pijama

PC O Brasil foi o primeiro país do chamado mundo ocidental a romper relações com
Moscou.21 A legalidade do Partido Comunista durara menos: dezoito meses. Depois de
ter conseguido 500 mil votos (10% do eleitorado) para seu candidato a presidente e
de ter feito uma bancada de catorze deputados, oPCB, com 180 mil membros,
controlando duas editoras e oito jornais, foi posto fora da lei em maio de 1947.
ATÉ O PALITEIRO DO IPÊS