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Aula 00

Legislação de Interesse da Atividade de Inteligência p/ ABIN (Agente de Inteligência)


Pós-Edital

Professores: Marcos Girão, Paulo Guimarães, Renan Araujo

00000000000 - DEMO
LEGIS. DE INTERESSE DA ATIV. DE INTELIGæNCIA P/ ABIN (2018) Ð AGENTE DE INTELIGæNCIA
Teoria e quest›es
Aula DEMO Ð Prof. Renan Araujo

AULA DEMO: BREVE INTRODU‚ÌO AO DIREITO PENAL. DOS


CRIMES CONTRA A Fƒ PòBLICA.
SUMçRIO
1 BREVE INTRODU‚ÌO AO ESTUDO DO DIREITO PENAL .......................................... 6
1.1 Conceito de Direito Penal ............................................................................... 6
1.2 Infra•‹o penal, crime e contraven•‹o ............................................................ 6
2 DOS CRIMES CONTRA A Fƒ PòBLICA ..................................................................... 8
2.1 Moeda falsa .................................................................................................... 9
2.1.1 Moeda falsa ................................................................................................... 9
2.1.2 Crimes assemelhados ao de moeda falsa ......................................................... 10
2.1.3 Petrechos para falsifica•‹o de moeda .............................................................. 12
2.1.4 Emiss‹o de t’tulo ao portador sem permiss‹o legal ........................................... 13
2.2 Da Falsidade de T’tulos e outros papŽis pœblicos ......................................... 14
2.3 Da Falsidade documental ............................................................................. 17
2.3.1 Falsifica•‹o de selo ou sinal pœblico ................................................................ 17
2.3.2 Falsifica•‹o de documento pœblico .................................................................. 18
2.3.3 Falsifica•‹o de documento particular............................................................... 21
2.3.4 Falsidade ideol—gica ..................................................................................... 22
2.3.4.1 Diferen•a entre falsidade ideol—gica e falsidade material ............................. 24
2.3.5 Falso reconhecimento de firma ou letra ........................................................... 25
2.3.6 Certid‹o ou atestado ideologicamente falso ..................................................... 26
2.3.7 Falsidade de atestado mŽdico ........................................................................ 27
2.3.8 Reprodu•‹o ou adultera•‹o de selo ou pe•a filatŽlica ........................................ 28
2.3.9 Uso de documento falso ................................................................................ 29
2.3.10 Supress‹o de documento ........................................................................... 31
2.4 Outras falsidades ......................................................................................... 32
2.5 Das fraudes em certames de interesse pœblico ............................................ 38
3 DISPOSITIVOS LEGAIS IMPORTANTES ............................................................... 40
4 SòMULAS PERTINENTES ..................................................................................... 47
4.1 Sœmulas do STJ ............................................................................................ 47
5 RESUMO .............................................................................................................. 48
6 EXERCêCIOS PARA PRATICAR ............................................................................. 51
7 EXERCêCIOS COMENTADOS ................................................................................. 61
8 GABARITO .......................................................................................................... 89

Ol‡, meus amigos!

ƒ com imenso prazer que estou aqui, mais uma vez, pelo ESTRATƒGIA
CONCURSOS, tendo a oportunidade de poder contribuir para a aprova•‹o de

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voc•s no concurso da ABIN (2018). N—s vamos estudar teoria e comentar


exerc’cios sobre DIREITO PENAL, para o cargo de AGENTE DE
INTELIGæNCIA.
O nome da matŽria, de acordo com o edital, Ž ÒLegisla•‹o de interesse da
atividade de intelig•nciaÓ. Todavia, os temas ali indicados s‹o de Direito Penal.
E a’, povo, preparados para a maratona?
O edital acabou de ser publicado, e a Banca ser‡ o CESPE. As provas
est‹o agendadas para o dia 11.03.2018!
Bom, est‡ na hora de me apresentar a voc•s, certo?
Meu nome Ž Renan Araujo, tenho 30 anos, sou Defensor Pœblico
Federal desde 2010, atuando na Defensoria Pœblica da Uni‹o no Rio de Janeiro,
e mestre em Direito Penal pela Faculdade de Direito da UERJ. Antes,
porŽm, fui servidor da Justi•a Eleitoral (TRE-RJ), onde exerci o cargo de
TŽcnico Judici‡rio, por dois anos. Sou Bacharel em Direito pela UNESA e p—s-
graduado em Direito Pœblico pela Universidade Gama Filho.
Minha trajet—ria de vida est‡ intimamente ligada aos Concursos Pœblicos.
Desde o come•o da Faculdade eu sabia que era isso que eu queria para a minha
vida! E querem saber? Isso faz toda a diferen•a! Algumas pessoas me perguntam
como consegui sucesso nos concursos em t‹o pouco tempo. Simples: Foco +
For•a de vontade + Disciplina. N‹o h‡ f—rmula m‡gica, n‹o h‡ ingrediente
secreto! Basta querer e correr atr‡s do seu sonho! Acreditem em mim, isso
funciona!
ƒ muito gratificante, depois de ter vivido minha jornada de concurseiro,
poder colaborar para a aprova•‹o de outros tantos concurseiros, como um dia eu
fui! E quando eu falo em Òcolaborar para a aprova•‹oÓ, n‹o estou falando apenas
por falar. O EstratŽgia Concursos possui ’ndices alt’ssimos de aprova•‹o
em todos os concursos!
Neste curso voc•s receber‹o todas as informa•›es necess‡rias para que
possam ter sucesso na prova da ABIN. Acreditem, voc•s n‹o v‹o se
arrepender! O EstratŽgia Concursos est‡ comprometido com sua
aprova•‹o, com sua vaga, ou seja, com voc•!
Mas Ž poss’vel que, mesmo diante de tudo isso que eu disse, voc• ainda
n‹o esteja plenamente convencido de que o EstratŽgia Concursos Ž a melhor
escolha. Eu entendo voc•, j‡ estive deste lado do computador. Ës vezes Ž dif’cil
escolher o melhor material para sua prepara•‹o. Contudo, alguns colegas de
caminhada podem te ajudar a resolver este impasse:

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Esse print screen acima foi retirado da p‡gina de avalia•‹o do curso. De


um curso elaborado para um concurso bastante concorrido (Delegado da
PC-PE), s— que ministrado em 2015. Vejam que, dos 62 alunos que avaliaram
o curso, 61 o aprovaram. Um percentual de 98,39%.
Ainda n‹o est‡ convencido? Continuo te entendendo. Voc• acha que
pode estar dentro daqueles 1,61%. Em raz‹o disso, disponibilizamos
gratuitamente esta aula DEMONSTRATIVA, a fim de que voc• possa analisar o
material, ver se a abordagem te agrada, etc.
Acha que a aula demonstrativa Ž pouco para testar o material? Pois
bem, o EstratŽgia concursos d‡ a voc• o prazo de 30 DIAS para testar o
material. Isso mesmo, voc• pode baixar as aulas, estudar, analisar detidamente
o material e, se n‹o gostar, devolvemos seu dinheiro.
Sabem porque o EstratŽgia Concursos d‡ ao aluno 30 dias para
pedir o dinheiro de volta? Porque sabemos que isso n‹o vai acontecer! N‹o
temos medo de dar a voc• essa liberdade.
Neste curso estudaremos todo o conteœdo de Direito Penal previsto no
Edital. Estudaremos teoria e vamos trabalhar tambŽm com exerc’cios
comentados.
Abaixo segue o plano de aulas do curso todo:
!
AULA CONTEòDO DATA
Breve introdu•‹o ao estudo do 10.01
Aula
Direito Penal. Crimes contra a fŽ
DEMO
pœblica
Crimes praticados por funcion‡rio
Aula 01 pœblico contra a administra•‹o em 15.01
geral
Crimes praticados por particular 20.01
Aula 02
contra a administra•‹o em geral

Aula 03 Crimes contra a administra•‹o


pœblica estrangeira. Crimes contra a

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administra•‹o da Justi•a. Crimes 25.01


contra as finan•as pœblicas.
Crimes contra a incolumidade 05.02
Aula 04
pœblica e contra a paz pœblica.
Direito de representaç‹o e processo 06.02
de responsabilidade administrativa,
civil e penal nos casos de abuso de
Aula 05 autoridade (Lei no 4.898/1965).
Estatuto do desarmamento (Lei no
10.826/2003). Ð Profs. Paulo
Guimar‹es e Marcos Gir‹o

Nossas aulas ser‹o disponibilizadas conforme o cronograma apresentado.


Em cada aula eu trarei algumas quest›es que foram cobradas em
concursos pœblicos, para fixarmos o entendimento sobre a matŽria.
Sempre que poss’vel, trabalharemos com quest›es do CESPE. Mais de 90%
das nossas quest›es ser‹o do CESPE!
AlŽm da teoria e das quest›es, voc•s ter‹o acesso a duas ferramentas
muito importantes:
¥! RESUMOS Ð Cada aula ter‡ um resumo daquilo que foi estudado,
variando de 03 a 10 p‡ginas (a depender do tema), indo direto ao
ponto daquilo que Ž mais relevante! Ideal para quem est‡ sem
muito tempo.
¥! FîRUM DE DòVIDAS Ð N‹o entendeu alguma coisa? Simples: basta
perguntar ao professor Vinicius Silva, que Ž o respons‡vel pelo
F—rum de Dœvidas, exclusivo para os alunos do curso.

Outro diferencial importante Ž que nosso curso em PDF ser‡


complementado por videoaulas. Nas videoaulas iremos abordar os t—picos do
edital com a profundidade necess‡ria, a fim de que o aluno possa esclarecer
pontos mais complexos, fixar aqueles pontos mais relevantes, etc.

No mais, desejo a todos uma boa maratona de estudos!


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E-mail: profrenanaraujo@gmail.com

Periscope: @profrenanaraujo

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Instagram: www.instagram.com/profrenanaraujo/?hl=pt-br
Youtube:
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Observa•‹o importante: este curso Ž protegido por direitos autorais


(copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida a
legisla•‹o sobre direitos autorais e d‡ outras provid•ncias.

Grupos de rateio e pirataria s‹o clandestinos, violam a lei e prejudicam os


professores que elaboram os cursos. Valorize o trabalho de nossa equipe
adquirindo os cursos honestamente atravŽs do site EstratŽgia Concursos. ;-)

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1! BREVE INTRODU‚ÌO AO ESTUDO DO DIREITO


PENAL
1.1! Conceito de Direito Penal
O Direito Penal pode ser conceituado como o ramo do Direito Pœblico cuja
fun•‹o Ž selecionar os bens jur’dicos mais importantes para a sociedade e buscar
protege-los, por meio da cria•‹o de normas de conduta que, uma vez violadas,
constituem crimes, sob amea•a de aplica•‹o de uma pena.
Nas palavras de CAPEZ1:
ÒO Direito Penal Ž o seguimento do ordenamento jur’dico que detŽm a fun•‹o de
selecionar os comportamentos humanos mais graves e perniciosos ˆ coletividade,
capazes de colocar em risco valores fundamentais para a conviv•ncia social, e
decrev•-los como infra•›es penais, cominando-lhes, em conseqŸ•ncia, as respectivas
san•›es, alŽm de estabelecer todas as regras complementares e gerais necess‡rias ˆ
sua correta e justa aplica•‹o"

1.2! Infra•‹o penal, crime e contraven•‹o


A infra•‹o penal Ž um fen™meno social, disso ninguŽm duvida. Mas como
defini-la?
Podemos conceituar infra•‹o penal como:

A conduta, em regra praticada por pessoa humana, que ofende um


bem jur’dico penalmente tutelado, para a qual a lei estabelece uma
pena, seja ela de reclus‹o, deten•‹o, pris‹o simples ou multa.

Assim, um dos princ’pios que podemos extrair Ž o princ’pio da lesividade,


que diz que s— haver‡ infra•‹o penal quando a pessoa ofender (lesar) bem
jur’dico de outra pessoa. Assim, se uma pessoa pega um chicote e se autolesiona
com mais de 100 chibatadas, a œnica puni•‹o que ela receber‡ Ž ficar com suas
costas ardendo, pois a conduta Ž indiferente para o Direito Penal.
A infra•‹o penal Ž o g•nero do qual decorrem duas espŽcies, crime e
contraven•‹o.
O Crime pode ser entendido sob tr•s aspectos: Material, legal e anal’tico.
Sob o aspecto material, crime Ž toda a•‹o humana que lesa ou exp›e
a perigo um bem jur’dico de terceiro, que, por sua relev‰ncia, merece a
prote•‹o penal. Esse aspecto valoriza o crime enquanto conteœdo, ou seja,
busca identificar se a conduta Ž ou n‹o apta a produzir uma les‹o a um bem
jur’dico penalmente tutelado.

1
CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal, parte geral, volume 1, editora Saraiva, 2005, p. 1

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Assim, se uma lei cria um tipo penal dizendo que Ž proibido chorar em
pœblico, essa lei n‹o estar‡ criando uma hip—tese de crime em seu sentido
material, pois essa conduta NUNCA SERç crime em sentido material, pois
n‹o produz qualquer les‹o ou exposi•‹o de les‹o a bem jur’dico de quem quer
que seja. Assim, ainda que a lei diga que Ž crime, materialmente n‹o o ser‡.
Sob o aspecto legal, ou formal, crime Ž toda infra•‹o penal a que a lei
comina pena de reclus‹o ou deten•‹o. Nos termos do art. 1¡ da Lei de
Introdu•‹o ao CP:

Art 1¼ Considera-se crime a infra•‹o penal que a lei comina pena de reclus‹o ou de
deten•‹o, quer isoladamente, quer alternativa ou cumulativamente com a pena de
multa; contraven•‹o, a infra•‹o penal a que a lei comina, isoladamente, pena de
pris‹o simples ou de multa, ou ambas. alternativa ou cumulativamente.

Percebam que o conceito aqui Ž meramente legal. Se a lei cominar a uma


conduta a pena de deten•‹o ou reclus‹o, cumulada ou alternativamente
com a pena de multa, estaremos diante de um crime.
Por outro lado, se a lei cominar a apenas pris‹o simples ou multa, alternativa
ou cumulativamente, estaremos diante de uma contraven•‹o penal.
Esse aspecto consagra o sistema dicot™mico adotado no Brasil, no qual
existe um g•nero, que Ž a infra•‹o penal, e duas espŽcies, que s‹o o crime e a
contraven•‹o penal.

CRIMES
INFRAÇÕES
PENAIS
CONTRAVENÇÕES
PENAIS

As contraven•›es penais s‹o infra•›es penais que tutelam bens jur’dicos


menos relevantes para a sociedade e, por isso, as penas previstas para as
contraven•›es s‹o bem mais brandas. Nos termos do art. 1¡ do da Lei de
Introdu•‹o ao C—digo Penal:

Art 1¼ Considera-se crime a infra•‹o penal que a lei comina pena de reclus‹o ou de
deten•‹o, quer isoladamente, quer alternativa ou cumulativamente com a pena de
multa; contraven•‹o, a infra•‹o penal a que a lei comina, isoladamente, pena
de pris‹o simples ou de multa, ou ambas. alternativa ou cumulativamente.

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Percebam que a Lei estabelece que se considera contraven•‹o a infra•‹o


penal para a qual a lei estabele•a pena de pris‹o simples ou multa.
Percebam, portanto, que a Lei estabelece um n’tido patamar diferenciado
para ambos os tipos de infra•‹o penal. Trata-se de uma escolha pol’tica, ou seja,
o legislador estabelece qual conduta ser‡ considerada crime e qual conduta ser‡
considerada contraven•‹o, de acordo com sua no•‹o de lesividade para a
sociedade.
Mas professor, qual Ž a diferen•a pr‡tica em saber se a conduta Ž
crime ou contraven•‹o? Muitas, meu caro! Vejamos:

CRIMES CONTRAVEN‚ÍES
Admitem tentativa (art. 14, II). N‹o se admite pr‡tica de
contraven•‹o na modalidade
tentada. Ou se pratica a
contraven•‹o consumada ou se
trata de um indiferente penal
Se cometido crime, tanto no Brasil A pr‡tica de contraven•‹o no
quanto no estrangeiro, e vier o exterior n‹o gera efeitos penais,
agente a cometer contraven•‹o, inclusive para fins de reincid•ncia.
haver‡ reincid•ncia. S— h‡ efeitos penais em rela•‹o ˆ
contraven•‹o praticada no Brasil!
Tempo m‡ximo de cumprimento de Tempo m‡ximo de cumprimento de
pena: 30 anos. pena: 05 anos.
Aplicam-se as hip—teses de N‹o se aplicam as hip—teses de
extraterritorialidade (alguns crimes extraterritorialidade do art. 7¡
cometidos no estrangeiro, em do C—digo Penal.
determinadas circunst‰ncias,
podem ser julgados no Brasil)

N‹o se prendam a estas diferen•as! Para o estudo desta aula o que


importa Ž saber que Hç DIFEREN‚AS PRçTICAS entre ambos.
Portanto, crime e contraven•‹o s‹o termos relacionados ˆ mesma
categoria (infra•‹o penal), mas n‹o se confundem, existindo diferen•as
pr‡ticas entre ambos.

2! DOS CRIMES CONTRA A Fƒ PòBLICA

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2.1! Moeda falsa

2.1.1!Moeda falsa
O art. 289 do CP prev• o crime de moeda falsa propriamente dito, que Ž
assim caracterizado:
Art. 289 - Falsificar, fabricando-a ou alterando-a, moeda met‡lica ou papel-moeda
de curso legal no pa’s ou no estrangeiro:
Pena - reclus‹o, de tr•s a doze anos, e multa.
¤ 1¼ - Nas mesmas penas incorre quem, por conta pr—pria ou alheia, importa ou
exporta, adquire, vende, troca, cede, empresta, guarda ou introduz na circula•‹o
moeda falsa.
¤ 2¼ - Quem, tendo recebido de boa-fŽ, como verdadeira, moeda falsa ou alterada, a
restitui ˆ circula•‹o, depois de conhecer a falsidade, Ž punido com deten•‹o, de seis
meses a dois anos, e multa.
¤ 3¼ - ƒ punido com reclus‹o, de tr•s a quinze anos, e multa, o funcion‡rio pœblico
ou diretor, gerente, ou fiscal de banco de emiss‹o que fabrica, emite ou autoriza a
fabrica•‹o ou emiss‹o:
I - de moeda com t’tulo ou peso inferior ao determinado em lei;
II - de papel-moeda em quantidade superior ˆ autorizada.
¤ 4¼ - Nas mesmas penas incorre quem desvia e faz circular moeda, cuja
circula•‹o n‹o estava ainda autorizada.

BEM JURêDICO TUTELADO FŽ pœblica


SUJEITO ATIVO Qualquer pessoa (crime comum)
SUJEITO PASSIVO A coletividade, sempre, e eventual lesado
pela conduta.
TIPO OBJETIVO A conduta Ž a de falsificar papel moeda
ou moeda met‡lica de curso legal no
Brasil ou no exterior. Pode ser
praticado mediante:
§! Fabrica•‹o Ð Cria-se a moeda
falsa
§! Adultera•‹o Ð Utiliza-se moeda
verdadeira para transformar em
outra, falsa.
TIPO SUBJETIVO Dolo, sem que seja exigida nenhuma
especial finalidade de agir. N‹o se admite
na forma culposa.
OBJETO MATERIAL A moeda alterada ou falsificada.
CONSUMA‚ÌO E Consuma-se no momento em que a
TENTATIVA moeda Ž fabricada ou alterada, n‹o no

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momento em que ela entra em circula•‹o.


Admite-se tentativa, pois n‹o se trata de
crime que se perfaz num œnico ato (pode-
se desdobrar seu iter criminis Ð caminho
percorrido na execu•‹o).
CONSIDERA‚ÍES ¥! A Doutrina entende que se a
IMPORTANTES falsifica•‹o for grosseira, n‹o h‡ crime,
por n‹o possuir potencialidade lesiva2
(n‹o tem o poder de enganar ninguŽm).
¥! A forma qualificada prevista no
¤ 3¡ s— admite como sujeitos ativos
aquelas pessoas ali enumeradas
(crime pr—prio);
¥! O ¤ 4¡ estabelece crime de
circula•‹o de moeda ainda n‹o autorizada
a circular. Pode ser praticado por
qualquer pessoa (crime comum), mas a
pena prevista Ž a do ¤ 3¡;
¥! Os ¤¤ 1¡ e 2¡ do artigo trazem
outras hip—teses nas quais tambŽm
ocorre o crime (outras condutas
assemelhadas), sendo que no caso do ¤
2¡, a pena Ž diferenciada, em raz‹o do
menor desvalor da conduta. No ¤ 2¡, o
agente deve ter recebido a moeda falsa
de boa-fŽ (sem saber que era falsa). Se
recebeu de m‡-fŽ, responde pelo crime do
¤ 1¡.

Importante ressaltar, ainda, que os Tribunais Superiores entendem ser


inaplic‡vel ao delito de moeda falsa o princ’pio da insignific‰ncia.3

2.1.2!Crimes assemelhados ao de moeda falsa


O art. 290 do CP prev• condutas que se assemelham ˆ falsifica•‹o de moeda
prevista no art. 289:
Art. 290 - Formar cŽdula, nota ou bilhete representativo de moeda com fragmentos
de cŽdulas, notas ou bilhetes verdadeiros; suprimir, em nota, cŽdula ou bilhete
recolhidos, para o fim de restitu’-los ˆ circula•‹o, sinal indicativo de sua

2
CUNHA, RogŽrio Sanches. Manual de Direito Penal. Parte Especial. 7¼ edi•‹o. Ed. Juspodivm. Salvador,
2015, p. 635. No mesmo sentido, BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal Ð Parte especial.
Volume 4. Ed. Saraiva, 9¼ edi•‹o. S‹o Paulo, 2015, p. 487
3
(HC 257.421/MG, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 22/04/2014,
DJe 06/05/2014)

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inutiliza•‹o; restituir ˆ circula•‹o cŽdula, nota ou bilhete em tais condi•›es, ou
j‡ recolhidos para o fim de inutiliza•‹o:
Pena - reclus‹o, de dois a oito anos, e multa.
Par‡grafo œnico - O m‡ximo da reclus‹o Ž elevado a doze anos e multa, se o crime
Ž cometido por funcion‡rio que trabalha na reparti•‹o onde o dinheiro se
achava recolhido, ou nela tem f‡cil ingresso, em raz‹o do cargo. (Vide)

BEM JURêDICO TUTELADO FŽ pœblica


SUJEITO ATIVO Qualquer pessoa (crime comum).
Entretanto, se quem cometer o crime for
funcion‡rio pœbico que trabalha no local,
ou tem f‡cil acesso a ele em raz‹o do
cargo, a pena Ž aumentada para atŽ 12
aos, conforme previsto no ¤ œnico. Nessa
hip—tese, o crime Ž pr—prio.
SUJEITO PASSIVO A coletividade, sempre, e eventual lesado
pela conduta.
TIPO OBJETIVO A conduta pode ser de formar cŽdula com
fragmentos de outras cŽdulas, suprimir
sinal de inutiliza•‹o de cŽdula ou
recolocar em circula•‹o cŽdula
inutilizada.
TIPO SUBJETIVO Dolo, sem que seja exigida nenhuma
especial finalidade de agir. N‹o se admite
na forma culposa.
OBJETO MATERIAL A moeda que foi formada, teve seu sinal
de inutiliza•‹o suprimido ou foi
recolocada em circula•‹o.
CONSUMA‚ÌO E Consuma-se no momento em que a
TENTATIVA moeda Ž formada, tem seu sinal
inutilizado ou entra em circula•‹o, a
depender de qual das condutas se trata.
Admite-se tentativa, pois n‹o se trata de
crime que se perfaz num œnico ato (pode-
se desdobrar seu iter criminis Ð caminho
percorrido na execu•‹o).
CONSIDERA‚ÍES ¥! Doutrina e jurisprud•ncia
IMPORTANTES entendem que se a falsifica•‹o for
grosseira4, n‹o h‡ crime, por n‹o

4
HC 83526, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Primeira Turma, julgado em 16/03/2004, DJ 07-05-2004
PP-00025 EMENT VOL-02150-02 PP-00271

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possuir potencialidade lesiva (n‹o


tem o poder de enganar ninguŽm). O
poder de iludir (imitatio veri) Ž
indispens‡vel. Caso n‹o haja esse poder,
poderemos estar diante de estelionato,
no m‡ximo, caso haja obten•‹o de
vantagem indevida em detrimento de
alguŽm mediante esta fraude.

2.1.3!Petrechos para falsifica•‹o de moeda


O art. 291 prev• o crime de Òpetrechos para falsifica•‹o de moedaÓ, assim
descrito:
Art. 291 - Fabricar, adquirir, fornecer, a t’tulo oneroso ou gratuito, possuir ou guardar
maquinismo, aparelho, instrumento ou qualquer objeto especialmente destinado ˆ
falsifica•‹o de moeda:
Pena - reclus‹o, de dois a seis anos, e multa.

BEM JURêDICO TUTELADO FŽ pœblica


SUJEITO ATIVO Qualquer pessoa (crime comum).
SUJEITO PASSIVO A coletividade, sempre, e eventual lesado
pela conduta.
TIPO OBJETIVO A conduta pode ser qualquer dos ÒverbosÓ
previstos no art. 291 (fabricar, adquirir,
etc.).
TIPO SUBJETIVO Dolo, sem que seja exigida nenhuma
especial finalidade de agir. N‹o se admite
na forma culposa.
OBJETO MATERIAL O maquin‡rio ou equipamento destinado
ˆ falsifica•‹o de moeda.
CONSUMA‚ÌO E Consuma-se no momento em que o
TENTATIVA agente pratica a conduta descrita no
nœcleo do tipo (verbo), seja adquirindo,
fornecendo ou fabricando o equipamento
destinado ˆ falsifica•‹o de moeda.
OBS.: Temos, aqui,. Com regra, os atos
preparat—rios n‹o s‹o pun’veis, eis que
ainda n‹o h‡ execu•‹o do delito (art. 31
do CP). Contudo, em determinados casos
especiais, como este, a Lei j‡ criminaliza
(desde logo) uma conduta que Ž

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considerada meramente preparat—ria


para outro delito (no caso, seria uma
conduta preparat—ria para o delito de
moeda falsa).
CONSIDERA‚ÍES O equipamento deve ter como finalidade
IMPORTANTES prec’pua a falsifica•‹o de moeda. Assim,
se alguŽm fornece, por exemplo,
equipamento que se destina a inœmeras
fun•›es, e dentre elas, pode ser usado
para esse fim, n‹o h‡ a pr‡tica do crime,
que exige que o equipamento se destine
precipuamente a essa finalidade
criminosa.

2.1.4!Emiss‹o de t’tulo ao portador sem permiss‹o legal


O artigo 292 encerra o cap’tulo relativo aos crimes de moeda falsa,
estabelecendo como crime a conduta de Òemiss‹o de t’tulo ao portador sem
permiss‹o legalÓ:
Art. 292 - Emitir, sem permiss‹o legal, nota, bilhete, ficha, vale ou t’tulo que contenha
promessa de pagamento em dinheiro ao portador ou a que falte indica•‹o do nome da
pessoa a quem deva ser pago:
Pena - deten•‹o, de um a seis meses, ou multa.
Par‡grafo œnico - Quem recebe ou utiliza como dinheiro qualquer dos documentos
referidos neste artigo incorre na pena de deten•‹o, de quinze dias a tr•s meses, ou
multa.

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SUJEITO ATIVO Qualquer pessoa (crime comum).
SUJEITO PASSIVO A coletividade, sempre, e eventual lesado
pela conduta.
TIPO OBJETIVO Caracteriza-se na Òemiss‹oÓ de
documento ao portador (aqueles
documentos descritos no artigo).
TIPO SUBJETIVO Dolo, sem que seja exigida nenhuma
especial finalidade de agir. N‹o se admite
na forma culposa.
OBJETO MATERIAL A nota, bilhete, ficha, vale ou t’tulo que
contenha promessa de pagamento em
dinheiro ao portador ou a que falte indica•‹o
do nome da pessoa a quem deva ser pago,
ou seja, o documento (tem que ser um

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destes) que foi emitido sem permiss‹o


legal.
CONSUMA‚ÌO E Consuma-se no momento em que o
TENTATIVA agente emite o documento ao portador,
n‹o sendo necess‡rio que seja
apresentado a terceiros;

2.2! Da Falsidade de T’tulos e outros papŽis pœblicos


Aqui o CP incrimina condutas diversas, relativas ˆ falsifica•‹o, em todas as
suas formas, de papŽis pœblicos.
O art. 293 prev•:
Art. 293 - Falsificar, fabricando-os ou alterando-os:
I - selo destinado a controle tribut‡rio, papel selado ou qualquer papel de emiss‹o
legal destinado ˆ arrecada•‹o de tributo; (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 11.035, de 2004)
II - papel de crŽdito pœblico que n‹o seja moeda de curso legal;
III - vale postal;
IV - cautela de penhor, caderneta de dep—sito de caixa econ™mica ou de outro
estabelecimento mantido por entidade de direito pœblico;
V - tal‹o, recibo, guia, alvar‡ ou qualquer outro documento relativo a arrecada•‹o de
rendas pœblicas ou a dep—sito ou cau•‹o por que o poder pœblico seja respons‡vel;
VI - bilhete, passe ou conhecimento de empresa de transporte administrada pela
Uni‹o, por Estado ou por Munic’pio:
Pena - reclus‹o, de dois a oito anos, e multa.
¤ 1o Incorre na mesma pena quem: (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 11.035, de
2004)
I - usa, guarda, possui ou detŽm qualquer dos papŽis falsificados a que se
refere este artigo; (Inclu’do pela Lei n¼ 11.035, de 2004)
II - importa, exporta, adquire, vende, troca, cede, empresta, guarda, fornece
ou restitui ˆ circula•‹o selo falsificado destinado a controle tribut‡rio;
(Inclu’do pela Lei n¼ 11.035, de 2004)
III - importa, exporta, adquire, vende, exp›e ˆ venda, mantŽm em dep—sito,
guarda, troca, cede, empresta, fornece, porta ou, de qualquer forma, utiliza
em proveito pr—prio ou alheio, no exerc’cio de atividade comercial ou
industrial, produto ou mercadoria: (Inclu’do pela Lei n¼ 11.035, de 2004)
a) em que tenha sido aplicado selo que se destine a controle tribut‡rio, falsificado;
(Inclu’do pela Lei n¼ 11.035, de 2004)
b) sem selo oficial, nos casos em que a legisla•‹o tribut‡ria determina a
obrigatoriedade de sua aplica•‹o. (Inclu’do pela Lei n¼ 11.035, de 2004)
¤ 2¼ - Suprimir, em qualquer desses papŽis, quando leg’timos, com o fim de
torn‡-los novamente utiliz‡veis, carimbo ou sinal indicativo de sua
inutiliza•‹o:
Pena - reclus‹o, de um a quatro anos, e multa.

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¤ 3¼ - Incorre na mesma pena quem usa, depois de alterado, qualquer dos
papŽis a que se refere o par‡grafo anterior.
¤ 4¼ - Quem usa ou restitui ˆ circula•‹o, embora recibo de boa-fŽ, qualquer
dos papŽis falsificados ou alterados, a que se referem este artigo e o seu ¤
2¼, depois de conhecer a falsidade ou altera•‹o, incorre na pena de deten•‹o,
de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa.

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SUJEITO ATIVO Qualquer pessoa (crime comum).
SUJEITO PASSIVO A coletividade, sempre, e eventual lesado
pela conduta.
TIPO OBJETIVO As condutas (tipos objetivos) previstos
para este crime s‹o inœmeras, podendo
ser praticado o crime quando o agente
realizar quaisquer das atividades
previstas no nœcleo do tipo.
TIPO SUBJETIVO Dolo, sem que seja exigida nenhuma
especial finalidade de agir. N‹o se
admite na forma culposa.
OBJETO MATERIAL Qualquer dos documentos previstos no
artigo, que tenha sido alterado,
inutilizado recolocado ˆ circula•‹o, etc.
CONSUMA‚ÌO E Consuma-se no momento em que o
TENTATIVA agente pratica a conduta, seja
recolocando em circula•‹o o documento
retirado de circula•‹o, alterando o
documento, etc., variando conforme o
tipo previsto.

O ¤5¼ do art. 293, por sua vez, traz um dispositivo importante:


¤ 5o Equipara-se a atividade comercial, para os fins do inciso III do ¤ 1o, qualquer
forma de comŽrcio irregular ou clandestino, inclusive o exercido em vias, pra•as ou
outros logradouros pœblicos e em resid•ncias. (Inclu’do pela Lei n¼ 11.035, de 2004)

Vejam que a inten•‹o do legislador foi abarcar qualquer tipo de atividade


comercial, inclusive aquela n‹o regulamentada, como a atividade dos
camel™s, por exemplo.5
J‡ o art. 294 prev• o crime de Òpetrechos de falsifica•‹oÓ, que s‹o,
basicamente, as condutas relacionadas aos objetos destinados ˆ falsifica•‹o,

5
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 531

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podendo consistir na guarda, fornecimento, fabrica•‹o, etc., destes


equipamentos:
Art. 294 - Fabricar, adquirir, fornecer, possuir ou guardar objeto especialmente
destinado ˆ falsifica•‹o de qualquer dos papŽis referidos no artigo anterior:
Pena - reclus‹o, de um a tr•s anos, e multa.
Art. 295 - Se o agente Ž funcion‡rio pœblico, e comete o crime prevalecendo-se do
cargo, aumenta-se a pena de sexta parte.

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SUJEITO ATIVO Qualquer pessoa (crime comum).
SUJEITO PASSIVO A coletividade, sempre, e eventual lesado
pela conduta.
TIPO OBJETIVO A conduta pode ser qualquer das
previstas no tipo, seja fabricar, adquirir,
fornecer, possuir ou guardar estes
objetos destinados ˆ falsifica•‹o.
TIPO SUBJETIVO Dolo, sem que seja exigida nenhuma
especial finalidade de agir. N‹o se admite
na forma culposa.
OBJETO MATERIAL O equipamento destinado ˆ falsifica•‹o.
CONSUMA‚ÌO E Consuma-se no momento em que o
TENTATIVA agente pratica a conduta prevista no
nœcleo (verbo) do tipo. Admite-se
tentativa, pois n‹o se trata de crime que
se perfaz num œnico ato (pode-se
desdobrar seu iter criminis Ð caminho
percorrido na execu•‹o).

No entanto, se o agente Ž funcion‡rio pœblico e comete o crime


valendo-se do cargo, a pena Ž aumentada em 1/6. Vejamos:
Art. 295 - Se o agente Ž funcion‡rio pœblico, e comete o crime prevalecendo-se do
cargo, aumenta-se a pena de sexta parte.

Percebam, assim, que n—s temos um crime COMUM, ou seja, um crime


que pode ser praticado por qualquer pessoa. Entretanto, caso venha a ser
praticado por funcion‡rio pœblico VALENDO-SE DO CARGO, a pena ser‡
aumentada.
CUIDADO COM ISSO, GALERA!

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2.3! Da Falsidade documental

2.3.1!Falsifica•‹o de selo ou sinal pœblico


O art. 296 prev• o crime de falsifica•‹o de selo ou sinal pœblico:
Falsifica•‹o do selo ou sinal pœblico
Art. 296 - Falsificar, fabricando-os ou alterando-os:
I - selo pœblico destinado a autenticar atos oficiais da Uni‹o, de Estado ou de
Munic’pio;
II - selo ou sinal atribu’do por lei a entidade de direito pœblico, ou a autoridade, ou
sinal pœblico de tabeli‹o:
Pena - reclus‹o, de dois a seis anos, e multa.
¤ 1¼ - Incorre nas mesmas penas:
I - quem faz uso do selo ou sinal falsificado;
II - quem utiliza indevidamente o selo ou sinal verdadeiro em preju’zo de outrem ou
em proveito pr—prio ou alheio.
III - quem altera, falsifica ou faz uso indevido de marcas, logotipos, siglas ou quaisquer
outros s’mbolos utilizados ou identificadores de —rg‹os ou entidades da Administra•‹o
Pœblica. (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000)
¤ 2¼ - Se o agente Ž funcion‡rio pœblico, e comete o crime prevalecendo-se do cargo,
aumenta-se a pena de sexta parte.

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TUTELADO
SUJEITO ATIVO Qualquer pessoa (crime comum). Isso significa que
qualquer pessoa pode praticar o delito, n‹o sendo
exigida nenhuma caracter’stica especial. PorŽm, o
¤ 2¡ estabelece que se o agente for funcion‡rio
pœblico prevalecendo-se do cargo, a pena Ž
aumentada em 1/6.
SUJEITO PASSIVO A coletividade, sempre. Entretanto, Ž poss’vel que alŽm
da coletividade, seja v’tima deste delito, tambŽm, um
eventual terceiro que seja lesado pela conduta.
TIPO OBJETIVO A conduta pode ser a de fabrica•‹o ou adultera•‹o
dos documentos previstos, ou, ainda, a utiliza•‹o
destes, conforme o ¤ 1¡ do art. 296.
TIPO SUBJETIVO Dolo, sem que seja exigida nenhuma especial finalidade
de agir. N‹o se admite na forma culposa.
OBJETO MATERIAL O documento, utilizado, alterado ou fabricado.
CONSUMA‚ÌO E Consuma-se no momento em que o agente fabrica,
TENTATIVA adultera ou utiliza o documento. No œltimo caso o
documento deve ser levado ao conhecimento de

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terceiros. Admite-se tentativa, pois n‹o se trata de


crime que se perfaz num œnico ato (pode-se desdobrar
seu iter criminis Ð caminho percorrido na execu•‹o).

2.3.2!Falsifica•‹o de documento pœblico


O art. 297, por sua vez, trata da falsifica•‹o de documento pœblico:
Art. 297 - Falsificar, no todo ou em parte, documento pœblico, ou alterar documento
pœblico verdadeiro:
Pena - reclus‹o, de dois a seis anos, e multa.
¤ 1¼ - Se o agente Ž funcion‡rio pœblico, e comete o crime prevalecendo-se do
cargo, aumenta-se a pena de sexta parte.
¤ 2¼ - Para os efeitos penais, equiparam-se a documento pœblico o emanado de
entidade paraestatal, o t’tulo ao portador ou transmiss’vel por endosso, as a•›es de
sociedade comercial, os livros mercantis e o testamento particular.
¤ 3o Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir: (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983,
de 2000)
I - na folha de pagamento ou em documento de informa•›es que seja destinado a
fazer prova perante a previd•ncia social, pessoa que n‹o possua a qualidade de
segurado obrigat—rio;(Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000)
II - na Carteira de Trabalho e Previd•ncia Social do empregado ou em documento que
deva produzir efeito perante a previd•ncia social, declara•‹o falsa ou diversa da que
deveria ter sido escrita; (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000)
III - em documento cont‡bil ou em qualquer outro documento relacionado com as
obriga•›es da empresa perante a previd•ncia social, declara•‹o falsa ou diversa da
que deveria ter constado. (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000)
¤ 4o Nas mesmas penas incorre quem omite, nos documentos mencionados no ¤ 3o,
nome do segurado e seus dados pessoais, a remunera•‹o, a vig•ncia do contrato de
trabalho ou de presta•‹o de servi•os.(Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000)

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SUJEITO ATIVO Qualquer pessoa (crime comum).
Entretanto, se o crime for cometido por
funcion‡rio pœblico prevalecendo-se do
cargo, a pena Ž aumentada em 1/6, nos
termos do ¤ 1¡ do art. 297.
SUJEITO PASSIVO A coletividade, sempre, e eventual lesado
pela conduta.
TIPO OBJETIVO A conduta pode ser de fabricar
documento pœblico falso ou alterar
documento pœblico verdadeiro ou atŽ
mesmo inserir informa•‹o err™nea, no
caso do ¤ 3¡. Vejam que se trata de
hip—tese (¤ 3¡) que mais se assemelha ˆ

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falsidade ideol—gica, mas que a lei


considera como falsidade de documento
pœblico;
TIPO SUBJETIVO Dolo, sem que seja exigida nenhuma
especial finalidade de agir. N‹o se admite
na forma culposa.
OBJETO MATERIAL O documento fabricado, alterado ou no
qual foi inserida a informa•‹o falsa.
CONSUMA‚ÌO E Consuma-se no momento em que o
TENTATIVA agente fabrica o documento falso ou
altera o documento verdadeiro, ou, ainda,
quando insere a informa•‹o inver’dica nos
documentos previstos no ¤ 3¡ do art. 297,
n‹o 0 sendo necess‡ria sua efetiva
apresenta•‹o perante a Previd•ncia
Social. Admite-se tentativa, pois n‹o se
trata de crime que se perfaz num œnico
ato (pode-se desdobrar seu iter criminis Ð
caminho percorrido na execu•‹o).
CONSIDERA‚ÍES ¥! O ¤ 2¡ traz um rol de documentos
IMPORTANTES que s‹o equiparados a documentos
pœblicos, embora elaborados por
particulares. Cuidado! Trata-se de um
rol taxativo, ou seja, n‹o se pode
ampli‡-lo por analogia, pois a
falsifica•‹o de documento pœblico Ž mais
grave que a falsifica•‹o de documento
particular, gerando san•‹o tambŽm mais
grave. Desta forma, aplicar a analogia
aqui seria fazer analogia in malam
partem, o que, como n—s j‡ vimos, Ž
vedado no Direito Penal.

Mas, qual o conceito de documento pœblico? A Doutrina divide em:


§! Documento pœblico em sentido formal e material (substancial) Ð A
forma Ž pœblica (emanado de —rg‹o pœblico, ou seja, por funcion‡rio
pœblico no exerc’cio das fun•›es, com o cumprimento das formalidades
legais) e o conteœdo tambŽm Ž pœblico (atos proferidos pelo poder
pœblico, como decis›es administrativas, senten•as judiciais, etc.).
§! Documento pœblico em sentido formal apenas Ð Aqui a forma Ž
pœblica (emanado de —rg‹o pœblico), mas o conteœdo Ž de interesse
privado (Ex.: Escritura pœblica de compra e venda de um im—vel
pertencente a um particular. O conteœdo Ž de interesse particular, embora
emanado de um —rg‹o pœblico).

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Contudo, existem ainda os documentos equiparados a documento


pœblico. S‹o eles:
§! Emanado de entidade paraestatal Ð Elaborados por entidades que n‹o
pertencem ao Poder Pœblico, mas que atuam em ‡reas de interesse pœblico
que n‹o s‹o privativas do Estado (Ex.: SESC, SENAI, etc.).
§! T’tulo ao portador ou transmiss’vel por endosso Ð T’tulo ao portador
Ž aquele que se transfere pela mera tradi•‹o (repasse para outra pessoa),
n‹o havendo no t’tulo men•‹o expressa ao seu titular (Ex.: Cheque de atŽ
R$ 100,00 e alguns outros). O t’tulo transmiss’vel por endosso Ž aquele
que identifica nominalmente o titular e, para ser transferido para outra
pessoa, precisa ser endossado pelo titular (Ex.: Cheque em geral, nota
promiss—ria, etc.).
§! A•›es de sociedade comercial Ð S‹o partes do capital social de uma
==0==

empresa por a•›es (sociedade an™nima e sociedade em comandita por


a•›es).
§! Livros mercantis Ð S‹o os livros estabelecidos pela Lei para o registro de
atividades empresariais (Ex.: Livro-caixa, etc.). Engloba, aqui, tanto os
livros obrigat—rios quanto os facultativos.
§! Testamento particular Ð ƒ o documento por meio do qual uma pessoa
capaz destina seus bens para quando ocorrer sua morte. O testamento
pœblico (aquele celebrado pelo Tabeli‹o) Ž documento pœblico
naturalmente, eis que tem forma pœblica. O testamento particular, a
princ’pio, n‹o se enquadraria no conceito de documento pœblico (j‡ que
possui forma e conteœdo de interesse particular). Entretanto, a Lei
entendeu por bem equipar‡-lo a documento pœblico (pela relev‰ncia de seu
conteœdo).

ATEN‚ÌO! Telegrama, expedido pelos Correios, Ž documento pœblico?


NÌO! Os Correios, aqui, atuam como uma empresa qualquer, limitando-se a
transcrever e a entregar a outra pessoa aquilo que o cliente mandar. O
funcion‡rio pœblico (empregado dos Correios), aqui, n‹o entra no mŽrito do ato
(o conteœdo do telegrama n‹o emana do Poder Pœblico). Entretanto, se
estivermos diante de um telegrama expedido por um funcion‡rio pœblico no
exerc’cio das fun•›es, a’ estaremos diante de um documento pœblico (Ex.:
Telegrama expedido pelo funcion‡rio de um —rg‹o pœblico convocando
determinado candidato para tomar posse no cargo).

Por fim, o STJ e o STF entendem que se o documento falso Ž fabricado para
a pr‡tica de estelionato, e a sua potencialidade lesiva se esgota nele, o crime de
falso fica absorvido pelo crime de estelionato. Caso a potencialidade lesiva do
documento n‹o se esgote no estelionato praticado, o agente responde por
ambos os delitos, em concurso material.

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Sœmula 17 do STJ
ÒQuando o falso se exaure no estelionato, sem mais potencialidade lesiva, Ž por este absorvidoÓ.

Um exemplo disso ocorre quando o agente, por exemplo, falsifica recibos


mŽdicos para cometer crimes tribut‡rios. Os referidos documentos (meros
recibos) t•m sua potencialidade lesiva esgotada na pr‡tica do crime tribut‡rio.6
Por outro lado, quando, por qualquer motivo, a potencialidade do falso n‹o se
exaurir na pr‡tica do estelionato, ou seja, quando permanecer o documento
possuindo potencialidade lesiva, n‹o haver‡ aplica•‹o do princ’pio da consun•‹o
(absor•‹o).7

2.3.3!Falsifica•‹o de documento particular


A falsifica•‹o de documento particular tambŽm Ž crime, possuindo,
porŽm, pena mais branda. Nos termos do art. 298 do CP:
Art. 298 - Falsificar, no todo ou em parte, documento particular ou alterar documento
particular verdadeiro:
Pena - reclus‹o, de um a cinco anos, e multa.

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SUJEITO ATIVO Qualquer pessoa (crime comum).
SUJEITO PASSIVO A coletividade, sempre, e eventual lesado
pela conduta.
TIPO OBJETIVO A conduta pode ser de fabricar
documento particular falso ou adulterar
documento particular verdadeiro.
OBS.: Considera-se documento
particular aquele que n‹o pode ser

6
(AgRg no AREsp 356.859/PE, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 15/05/2014, DJe
23/05/2014)
7
03. Conforme precedentes desta Corte (HC 263.884/RJ, Rel. Ministra Laurita Vaz, Quinta Turma, DJe
16/05/2014; HC 221.660/DF, Rel.Ministro Marco AurŽlio Bellizze, Quinta Turma, DJe 01.03.2012; HC
152.128/SC, Rel. Ministro Sebasti‹o Reis Jœnior, Sexta Turma, DJe 21/02/2013) e do Supremo Tribunal
Federal, "n‹o h‡ falar em princ’pio da consun•‹o entre os crimes de falso e de estelionato quando
n‹o exaurida a potencialidade lesiva do primeiro ap—s a pr‡tica do segundo" (HC 116.979 AgR, Rel.
Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 21.11.2013).
(...) (HC 270.416/SP, Rel. Ministro NEWTON TRISOTTO (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/SC),
QUINTA TURMA, julgado em 04/11/2014, DJe 12/11/2014)

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considerado, sob qualquer aspecto, como


documento pœblico.
TIPO SUBJETIVO Dolo, sem que seja exigida nenhuma
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na forma culposa.
OBJETO MATERIAL O documento fabricado ou alterado.
DETALHE: O ¤ œnico do art. 298 (inclu’do
pela Lei 12.737/12), equiparou o cart‹o
de crŽdito a documento particular,
para os fins deste delito.
CONSUMA‚ÌO E Consuma-se no momento em que ocorre
TENTATIVA a fabrica•‹o ou adultera•‹o. Admite-se
tentativa, pois n‹o se trata de crime que
se perfaz num œnico ato (pode-se
desdobrar seu iter criminis Ð caminho
percorrido na execu•‹o).
CONSIDERA‚ÍES ¥! Doutrina e jurisprud•ncia
IMPORTANTES entendem que se a falsifica•‹o for
grosseira, n‹o h‡ crime, por n‹o
possuir potencialidade lesiva (n‹o tem o
poder de enganar ninguŽm). O poder de
iludir (imitatio veri) Ž indispens‡vel. Caso
n‹o haja esse poder, poderemos estar
diante de estelionato, no m‡ximo;

2.3.4!Falsidade ideol—gica
O art. 299 estabelece o crime de falsidade ideol—gica, que,
diferentemente do que a maioria das pessoas imagina, n‹o est‡ relacionado ˆ
falsidade de identidade (prevista em outro crime). A falsidade ideol—gica est‡
relacionada ˆ altera•‹o do conteœdo de documento pœblico ou particular
(embora no mesmo artigo, as penas s‹o diferentes!):
Art. 299 - Omitir, em documento pœblico ou particular, declara•‹o que dele devia
constar, ou nele inserir ou fazer inserir declara•‹o falsa ou diversa da que devia
ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obriga•‹o ou alterar a verdade sobre
fato juridicamente relevante:
Pena - reclus‹o, de um a cinco anos, e multa, se o documento Ž pœblico, e reclus‹o
de um a tr•s anos, e multa, se o documento Ž particular.
Par‡grafo œnico - Se o agente Ž funcion‡rio pœblico, e comete o crime prevalecendo-
se do cargo, ou se a falsifica•‹o ou altera•‹o Ž de assentamento de registro civil,
aumenta-se a pena de sexta parte.

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TUTELADO
SUJEITO ATIVO Qualquer pessoa (crime comum). PorŽm, o ¤
œnico prev• que se o agente Ž funcion‡rio pœblico
valendo-se da fun•‹o ou a falsidade recai sobre
assentamento de registro civil, a pena Ž
aumentada de 1/6.
SUJEITO PASSIVO A coletividade, sempre, e eventual lesado pela
conduta.
TIPO OBJETIVO Caracteriza•‹o Ð Aqui o agente n‹o falsifica a
estrutura do documento. O documento Ž
estruturalmente verdadeiro, mas contŽm
informa•›es inver’dicas. A falsifica•‹o ideol—gica
ocorre quando o agente:
§! Omite declara•‹o que devia constar no
documento (conduta omissiva)
§! Nele insere ou faz inserir declara•‹o
falsa ou diversa da que devia ser escrita
(conduta comissiva)
Contudo, n‹o basta que o agente pratica a
conduta. Ele deve agir desta forma com uma
finalidade espec’fica (dolo espec’fico). Qual Ž
este especial fim de agir? ƒ a finalidade de
prejudicar direito, criar obriga•‹o ou alterar
a verdade sobre fato juridicamente
relevante.
EXEMPLO: JosŽ preenche um termo de
declara•‹o de bens (para tomar posse em
concurso), declarando que n‹o possui qualquer
bem. Na verdade, JosŽ possui diversos im—veis e
carros.
Percebam que, neste caso, o documento Ž
verdadeiro, mas o que ali consta Ž falso.
TIPO SUBJETIVO Dolo. Entretanto, aqui a lei exige uma especial
finalidade de agir8. Isto se revela quando o tipo
diz Òcom o fim deÓ. Assim, n‹o basta que o agente
insira informa•‹o falsa, ele deve fazer isto com o
fim de prejudicar direito, criar obriga•‹o ou
alterar a verdade sobre fato juridicamente
relevante. N‹o se admite na forma culposa.

8
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 557

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OBJETO MATERIAL O documento no qual foi omitida a informa•‹o ou


inserida a informa•‹o falsa.
CONSUMA‚ÌO E Consuma-se no momento em que o agente omite
TENTATIVA a informa•‹o que deveria constar ou insere a
informa•‹o falsa, n‹o sendo necess‡rio que o
documento seja levado ao conhecimento de
terceiros. Admite-se tentativa, pois n‹o se trata
de crime que se perfaz num œnico ato (pode-se
desdobrar seu iter criminis Ð caminho percorrido
na execu•‹o);

ATEN‚ÌO! Os Tribunais entendem que o crime n‹o se caracteriza se o


documento falsificado est‡ sujeito ˆ revis‹o por autoridade, pois a revis‹o
impediria que o crime chegasse a ter qualquer potencialidade lesiva9;

E a inser•‹o de conteœdo falso em documento em


branco assinado? A Doutrina entende que se o agente recebeu o documento
em branco mediante confian•a, a fim de que nele inserisse determinado
conteœdo, e o fez de maneira diversa, h‡ o crime de falsidade ideol—gica.
No entanto, se o agente se apodera do documento (por qualquer outro meio) e
ali insere conteœdo falso, o crime n‹o Ž o de falsidade ideol—gica, mas o de
falsidade material, pois este documento (que prev• obriga•›es perante o
signat‡rio e o agente) nunca existiu validamente10. Assim, o crime Ž de falsidade
na forma, na exist•ncia do documento.
Por fim, a pena ser‡ aumentada de 1/6 (causa de aumento de pena) nos
seguintes casos:
§! Se o agente Ž funcion‡rio pœblico, e desde que cometa o delito valendo-
se do cargo; ou
§! Se a falsifica•‹o ou altera•‹o Ž de assentamento de registro civil.

2.3.4.1! Diferen•a entre falsidade ideol—gica e falsidade material


A diferen•a b‡sica entre a falsidade material e a falsidade ideol—gica reside
no fato de que, na primeira, o documento Ž estruturalmente falso, e na segunda
a estrutura Ž verdadeira, mas o conteœdo (a ideia que o documento transmite) Ž
falsa.

9
CUNHA, RogŽrio Sanches. Op. Cit., p. 667
10
CUNHA, RogŽrio Sanches. Op. Cit., p. 558

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Ex. Paulo, ao preencher um formul‡rio para alugar seu apartamento, insere


informa•‹o de que recebe R$ 20.000,00 mensais em atividade informal. Na
verdade, Paulo nunca chegou nem perto de ver esse dinheiro. Temos, aqui,
falsidade ideol—gica.
Ex.2: JosŽ Ž funcion‡rio de uma imobili‡ria. Mariana, ao preencher o formul‡rio
para alugar sua casa, declara verdadeiramente que recebe R$ 8.000,00 mensais
em atividade informal. JosŽ, contudo, irritado porque deu uma cantada em
Mariana e n‹o foi correspondido, adultera o documento, para fazer constar como
renda declarada ÒR$800,00Ó ao invŽs de ÒR$ 8.000,00Ó. Neste caso, temos
falsidade MATERIAL. A informa•‹o contida no documento Ž falsa, mas na verdade
o pr—prio documento passou a ser falso, pois n‹o transmite com fidelidade aquilo
que Mariana colocou.

Perceba que no primeiro caso o documento representa fielmente o que


Paulo colocou. Contudo, o que Paulo colocou Ž uma mentira.
No segundo caso, o documento passa a ser falso (estruturalmente),
porque n‹o mais representa fielmente aquilo que Mariana colocou (foi
adulterado).

2.3.5!Falso reconhecimento de firma ou letra


O art. 300 do CP traz o crime de Òfalso reconhecimento de firma ou
letraÓ:
Art. 300 - Reconhecer, como verdadeira, no exerc’cio de fun•‹o pœblica, firma ou
letra que o n‹o seja:
Pena - reclus‹o, de um a cinco anos, e multa, se o documento Ž pœblico; e de um a
tr•s anos, e multa, se o documento Ž particular.

BEM JURêDICO FŽ pœblica


TUTELADO
SUJEITO ATIVO Somente o funcion‡rio pœblico, no exerc’cio da fun•‹o,
pode cometer o crime. Portanto, trata-se de crime
pr—prio.
SUJEITO PASSIVO A coletividade, sempre, e eventual lesado pela conduta.
TIPO OBJETIVO A conduta s— pode ser a de reconhecer como verdadeira,
firma ou letra que seja falsa.
TIPO SUBJETIVO Dolo, sem que seja exigida nenhuma especial
finalidade de agir. N‹o se admite na forma culposa.
OBJETO O documento reconhecido como verdadeiro.
MATERIAL

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CONSUMA‚ÌO E Consuma-se no momento em que o agente reconhece a


TENTATIVA veracidade da firma ou letra falsa. Admite-se tentativa,
pois n‹o se trata de crime que se perfaz num œnico ato
(pode-se desdobrar seu iter criminis Ð caminho
percorrido na execu•‹o).

2.3.6!Certid‹o ou atestado ideologicamente falso


O art. 301 trata do crime de Òcertid‹o ou atestado ideologicamente
falsoÓ:
Art. 301 - Atestar ou certificar falsamente, em raz‹o de fun•‹o pœblica, fato ou
circunst‰ncia que habilite alguŽm a obter cargo pœblico, isen•‹o de ™nus ou de servi•o
de car‡ter pœblico, ou qualquer outra vantagem:
Pena - deten•‹o, de dois meses a um ano.
¤ 1¼ - Falsificar, no todo ou em parte, atestado ou certid‹o, ou alterar o teor de
certid‹o ou de atestado verdadeiro, para prova de fato ou circunst‰ncia que
habilite alguŽm a obter cargo pœblico, isen•‹o de ™nus ou de servi•o de car‡ter pœblico,
ou qualquer outra vantagem:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a dois anos.
¤ 2¼ - Se o crime Ž praticado com o fim de lucro, aplica-se, alŽm da pena privativa de
liberdade, a de multa.

BEM JURêDICO TUTELADO FŽ pœblica


SUJEITO ATIVO No caso do caput do artigo, o crime Ž
pr—prio, pois s— pode ser praticado
pelo funcion‡rio pœblico no exerc’cio
da fun•‹o. J‡ no ¤ 1¡ trata-se de
crime comum11, pois a lei criou um fato
t’pico novo (possui nova previs‹o de
conduta e de pena), e n‹o exige que seja
praticado por funcion‡rio pœblico.
SUJEITO PASSIVO A coletividade, sempre, e eventual lesado
pela conduta.
TIPO OBJETIVO A conduta pode ser de atestar ou
certificar circunst‰ncia falsa, quando este
fato habilitar o beneficiado a obter cargo
pœblico, isen•‹o de ™nus ou servi•o de
car‡ter pœblico ou outra vantagem.
TIPO SUBJETIVO Dolo, sem que seja exigida nenhuma
especial finalidade de agir. Embora a

11
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 563

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maioria da Doutrina entenda isso,


acredito que este artigo, na verdade,
estabelece um fim espec’fico de agir, que
Ž a vontade de colaborar para a obten•‹o
da vantagem il’cita pela pessoa que
recebe o atestado ou certid‹o. Em provas
discursivas, vale a pena se alongar nisso.
N‹o se admite na forma culposa.
OBJETO MATERIAL O atestado ou certificado produzido pelo
agente.
CONSUMA‚ÌO E A Doutrina se divide. Uns entendem que
TENTATIVA o crime se consuma com a mera
fabrica•‹o do atestado ou certid‹o
falsa.12 Outros entendem que Ž
necess‡ria a entrega ˆ pessoa que ir‡
utilizar o documento13 (embora n‹o se
exija o efetivo uso). Admite-se tentativa,
pois n‹o se trata de crime que se perfaz
num œnico ato (pode-se desdobrar seu
iter criminis Ð caminho percorrido na
execu•‹o).

2.3.7!Falsidade de atestado mŽdico


J‡ o art. 302 estabelece o crime de Òfalsidade de atestado mŽdicoÓ:
Art. 302 - Dar o mŽdico, no exerc’cio da sua profiss‹o, atestado falso:
Pena - deten•‹o, de um m•s a um ano.
Par‡grafo œnico - Se o crime Ž cometido com o fim de lucro, aplica-se tambŽm multa.

BEM JURêDICO TUTELADO FŽ pœblica


SUJEITO ATIVO Somente o mŽdico14 poder‡ praticar o
crime. Portanto, trata-se de crime
pr—prio.
SUJEITO PASSIVO A coletividade, sempre, e eventual lesado
pela conduta.

12
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 564
13
Nesse sentido, DAMçSIO DE JESUS, apud CUNHA, RogŽrio Sanches. Op. Cit., p. 675
14
N‹o pode ser praticado por enfermeiro, dentista ou qualquer outro profissional da ‡rea de saœde. CUNHA,
RogŽrio Sanches. Op. Cit., p. 676. BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 566

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TIPO OBJETIVO A conduta pode ser somente a de fornecer


atestado falso.
TIPO SUBJETIVO Dolo, sem que seja exigida nenhuma
especial finalidade de agir. Entretanto, se
houver a finalidade especial de agir,
consistente na obten•‹o de lucro, h‡
previs‹o de pena de multa cumulada
com a privativa de liberdade,
conforme o ¤ œnico do art. 302. N‹o se
admite na forma culposa.
OBJETO MATERIAL O atestado falsamente emitido.
CONSUMA‚ÌO E Consuma-se no momento em que o
TENTATIVA mŽdico FORNECE o atestado falso.
Assim, se o mŽdico elabora o atestado
falso, mas se arrepende e deixa de
entregar ˆ pessoa, n‹o est‡ cometendo
crime15. Admite-se a tentativa.

2.3.8!Reprodu•‹o ou adultera•‹o de selo ou pe•a filatŽlica


O art. 303 do CP incrimina a conduta de Òreprodu•‹o ou adultera•‹o
de selo ou pe•a filatŽlicaÓ:
Art. 303 - Reproduzir ou alterar selo ou pe•a filatŽlica que tenha valor para cole•‹o,
salvo quando a reprodu•‹o ou a altera•‹o est‡ visivelmente anotada na face ou no
verso do selo ou pe•a:
Pena - deten•‹o, de um a tr•s anos, e multa.
Par‡grafo œnico - Na mesma pena incorre quem, para fins de comŽrcio, faz uso
do selo ou pe•a filatŽlica.

BEM JURêDICO TUTELADO FŽ pœblica


SUJEITO ATIVO Qualquer pessoa (crime comum).
SUJEITO PASSIVO A coletividade, sempre, e eventual lesado
pela conduta.
TIPO OBJETIVO A conduta somente pode ser a de
reproduzir ou alterar selo ou pe•a
filatŽlica QUE TENHA VALOR PARA
COLE‚ÌO. Entretanto, o ¤ œnico prev• a
criminaliza•‹o da conduta de utiliza•‹o,

15
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 567

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para fins de comŽrcio, da pe•a filatŽlica


ou selo alterado.
TIPO SUBJETIVO Dolo, sem que seja exigida nenhuma
especial finalidade de agir. Entretanto, o
¤ œnico prev• a criminaliza•‹o da conduta
de utiliza•‹o, para fins de comŽrcio, da
pe•a filatŽlica ou selo alterado. Nesse
caso, h‡ a especial finalidade de agir
(Òpara fins de comŽrcioÓ), pois se o
agente usa a pe•a alterada para sua
pr—pria cole•‹o, por exemplo, n‹o comete
crime. N‹o se admite na forma culposa.
OBJETO MATERIAL O selo, ou pe•a filatŽlica, adulterado ou
reproduzido irregularmente.
CONSUMA‚ÌO E Consuma-se no momento em que o
TENTATIVA agente adultera ou reproduz ilicitamente
o selo ou pe•a filatŽlica, n‹o se exigido
que o material chegue a circular.
Admite-se tentativa, pois n‹o se trata de
crime que se perfaz num œnico ato (pode-
se desdobrar seu iter criminis Ð caminho
percorrido na execu•‹o).

2.3.9!Uso de documento falso


O art. 304, por sua vez, disp›e sobre o uso de documento falso, assim
considerado qualquer dos documentos enumerados nos arts. 297 a 302 do CP:
Art. 304 - Fazer uso de qualquer dos papŽis falsificados ou alterados, a que se referem
os arts. 297 a 302:
Pena - a cominada ˆ falsifica•‹o ou ˆ altera•‹o.

BEM JURêDICO TUTELADO FŽ pœblica


SUJEITO ATIVO Qualquer pessoa (crime comum), ainda
que o crime resultante da fabrica•‹o ou
adultera•‹o do documento seja pr—prio.
SUJEITO PASSIVO A coletividade, sempre, e eventual lesado
pela conduta.
TIPO OBJETIVO A conduta consiste em fazer uso dos
documentos produzidos nos crimes

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previstos nos arts. 297 a 30216. Percebam


que o tipo penal praticamente n‹o
descreve as condutas, pois se remete aos
outros tipos penais (arts. 297 a 302 do
CP), inclusive no que se refere ˆ pena do
delito (ser‡ a mesma pena prevista para
a falsifica•‹o do documento utilizado).
Isso Ž chamado pela Doutrina como tipo
penal remetido, j‡ que se remete a
outros tipos penais para compor de forma
plena a conduta criminosa.17
TIPO SUBJETIVO Dolo, sem que seja exigida nenhuma
especial finalidade de agir. N‹o Ž
necess‡rio que o agente tenha a
finalidade de obter vantagem il’cita,
por exemplo. N‹o se admite na forma
culposa.
OBJETO MATERIAL O documento utilizado pelo agente.
CONSUMA‚ÌO E Consuma-se no momento em que o
TENTATIVA agente leva o documento ao
conhecimento de terceiros, pois a’ se
d‡ a les‹o ˆ credibilidade, ˆ fŽ pœblica.
NÌO SE ADMITE A TENTATIVA!18 Pois
se trata dede crime que se perfaz num
œnico ato (n‹o se pode desdobrar seu iter
criminis Ð caminho percorrido na
execu•‹o), ou seja, Ž crime
unissubsistente.

CUIDADO! E se quem usa o documento falso Ž a pr—pria pessoa que


fabricou o documento falso? Neste caso, temos (basicamente) dois
entendimentos:
1 Ð O agente responde apenas pelo crime de Òuso de documento falsoÓ,
pois a falsifica•‹o Ž ÒmeioÓ para a utiliza•‹o (RogŽrio Greco).
2 Ð O agente responde apenas pela falsifica•‹o do documento, e n‹o
pelo uso, pois Ž natural que toda pessoa que falsifica um documento

16
Fazer ÒUSOÓ significa a efetiva utiliza•‹o do documento, n‹o bastando para o mero ÒporteÓ do
documento para a caracteriza•‹o do delito. PorŽm, em se tratando de CARTEIRA NACIONAL DE
HABILITA‚ÌO, entende-se que o MERO PORTE j‡ caracteriza o delito de uso de documento falso,
pois o C—digo de Tr‰nsito Brasileiro disp›e que o mero porte da CNH j‡ Ž considerado como ÒusoÓ.
17
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 571
18
CUNHA, RogŽrio Sanches. Op. Cit., p. 683. Bitencourt entende que a tentativa Ž, teoricamente, poss’vel.
Contudo, sustenta ser muito dif’cil sua caracteriza•‹o. BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 572

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pretenda utiliz‡-lo posteriormente, de alguma forma (Cezar Roberto


Bitencourt, Dam‡sio e outros).19
Prevalece o segundo entendimento, sendo a utiliza•‹o considerada como
mero "p—s factum impun’vel".
Embora existam, no STJ, decis›es em sentido diverso, prevalece tambŽm
este entendimento (o uso como p—s-fato impun’vel).20
De toda forma, existem duas correntes doutrin‡rias e jurisprudenciais,
como preval•ncia pela corrente que entende que o agente responde pelo
FALSO, sendo o uso mero p—s fato impun’vel.

ATEN‚ÌO! Com rela•‹o ˆ compet•ncia para processar e julgar a


demanda, o STJ sumulou entendimento no sentido de que importa saber
a entidade ou —rg‹o perante o qual foi apresentado o documento (federal,
estadual, etc.), n‹o importando a natureza do —rg‹o expedidor:
Sœmula 546
A compet•ncia para processar e julgar o crime de uso de
documento falso Ž firmada em raz‹o da entidade ou —rg‹o ao
qual foi apresentado o documento pœblico, n‹o importando a
qualifica•‹o do —rg‹o expedidor.

2.3.10! Supress‹o de documento


O art. 305, por fim, trata do crime de Òsupress‹o de documentoÓ. Na
verdade, o crime deveria ser de Òsupress‹o, destrui•‹o ou oculta•‹oÓ de
documento, pois estas tr•s condutas s‹o previstas neste tipo penal (s‹o
tr•s tipos objetivos, tr•s condutas incriminadas):
Art. 305 - Destruir, suprimir ou ocultar, em benef’cio pr—prio ou de outrem, ou em
preju’zo alheio, documento pœblico ou particular verdadeiro, de que n‹o podia dispor:
Pena - reclus‹o, de dois a seis anos, e multa, se o documento Ž pœblico, e reclus‹o,
de um a cinco anos, e multa, se o documento Ž particular.

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SUJEITO ATIVO Qualquer pessoa (crime comum).
SUJEITO PASSIVO A coletividade, sempre, e eventual lesado
pela conduta.

19
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 571/572
20
(HC 228.280/BA, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, julgado em 11/03/2014, DJe
25/03/2014)

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TIPO OBJETIVO A conduta pode ser de destruir, suprimir


ou ocultar documento do qual o agente
n‹o poderia dispor.
TIPO SUBJETIVO Dolo, exigindo-se a especial
finalidade de agir, consistente na
vontade de obter benef’cio ou prejudicar
alguŽm. N‹o se admite na forma culposa.
OBJETO MATERIAL O documento suprimido, destru’do ou
ocultado.
CONSUMA‚ÌO E Consuma-se no momento em que o
TENTATIVA agente pratica qualquer das condutas
previstas no nœcleo do tipo (destr—i,
suprime ou oculta o documento). Admite-
se tentativa, pois n‹o se trata de crime
que se perfaz num œnico ato (pode-se
desdobrar seu iter criminis Ð caminho
percorrido na execu•‹o).

2.4! Outras falsidades


Este cap’tulo cuida de hip—teses diversas de falsidades, que n‹o se
enquadram perfeitamente em nenhum dos tipos penais atŽ ent‹o estabelecidos.
O art. 306 traz o crime de Òfalsifica•‹o de sinal empregado no contraste
de metal precioso ou na fiscaliza•‹o alfandeg‡ria, ou para outros finsÓ:
Art. 306 - Falsificar, fabricando-o ou alterando-o, marca ou sinal empregado pelo
poder pœblico no contraste de metal precioso ou na fiscaliza•‹o alfandeg‡ria, ou usar
marca ou sinal dessa natureza, falsificado por outrem:
Pena - reclus‹o, de dois a seis anos, e multa.
Par‡grafo œnico - Se a marca ou sinal falsificado Ž o que usa a autoridade pœblica para
o fim de fiscaliza•‹o sanit‡ria, ou para autenticar ou encerrar determinados objetos,
ou comprovar o cumprimento de formalidade legal:
Pena - reclus‹o ou deten•‹o, de um a tr•s anos, e multa.

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SUJEITO ATIVO Qualquer pessoa (crime comum).
SUJEITO PASSIVO A coletividade, sempre, e eventual lesado
pela conduta.
TIPO OBJETIVO A conduta pode ser de fabricar ou alterar
marca ou sinal. AlŽm disso, o tipo penal
tambŽm incrimina que faz uso destes
sinais ou marcas falsificados. O ¤ œnico

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estabelece a forma privilegiada (pena


reduzida) em rela•‹o ao caput, se o crime
for praticado sobre marca ou sinal
utilizado para fins de fiscaliza•‹o sanit‡ria
ou para o encerramento ou autentica•‹o
de objetos, ou ainda, para sinalizar o
cumprimento de formalidade legal.
TIPO SUBJETIVO Dolo, sem que seja exigida nenhuma
especial finalidade de agir. N‹o se
admite na forma culposa.
OBJETO MATERIAL A marca ou sinal falsificado ou utilizado
pelo agente.
CONSUMA‚ÌO E Na primeira conduta (falsificar, fabricando
TENTATIVA ou alterando), o crime se consuma no
momento em que o agente modifica o
objeto (a marca ou sinal utilizado pelo
poder pœblico). Aqui se admite
tentativa.
Na segunda conduta (usar), o crime se
consuma no momento em que o agente
faz uso do objeto, n‹o sendo suficiente
que ele apenas carregue consigo. Aqui
n‹o se admite tentativa.

O art. 307 do CP trata do crime de Òfalsa identidadeÓ, que a maioria das


pessoas acredita ser o crime de Òfalsidade ideol—gicaÓ. Cuidado com isso,
meu povo!
Art. 307 - Atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter
vantagem, em proveito pr—prio ou alheio, ou para causar dano a outrem:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano, ou multa, se o fato n‹o constitui elemento
de crime mais grave.

BEM JURêDICO FŽ pœblica


TUTELADO
SUJEITO ATIVO Qualquer pessoa (crime comum).
SUJEITO PASSIVO A coletividade, sempre, e eventual lesado pela
conduta.
TIPO OBJETIVO A conduta pode ser de atribuir a si ou terceiro
falsa identidade, que consiste, basicamente, em
se fazer passar por outra pessoa.

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CUIDADO! A falsa identidade s— ocorre se o


agente se faz passar por outra pessoa, sem
utilizar documento falso! Se o agente se vale
de um documento falso para se fazer passar
por outra pessoa, neste caso teremos USO DE
DOCUMENTO FALSO, nos termos do art. 304 do
CP. (HC 216.751/MS, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE
ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 24/10/2013,
DJe 04/11/2013).

TIPO SUBJETIVO Dolo, exigindo-se, no caso do art. 307,


especial finalidade de agir, consistente na
vontade de obter alguma vantagem ou
causar preju’zo a alguŽm. CUIDADO COM
ISSO, POVO! N‹o se admite na forma culposa.
OBJETO MATERIAL No caso de ser praticado pela forma escrita, o
documento por meio do qual o agente atribuiu-se
falsa identidade. Lembrando que se o agente se
vale de documento falso, responde por uso de
documento falso.
CONSUMA‚ÌO E Consuma-se no momento em que o agente se
TENTATIVA faz passar por outra pessoa. Assim, Ž
imprescind’vel que o agente exteriorize a
conduta. Admite-se tentativa, MAS SOMENTE
NA EXECU‚ÌO POR ESCRITO21, pois, nesse
caso, n‹o se trata de crime que se perfaz num
œnico ato (pode-se desdobrar seu iter criminis Ð
caminho percorrido na execu•‹o).
CONSIDERA‚ÍES A efetiva obten•‹o da vantagem pelo agente, ou
IMPORTANTES o dano visado por ele, s‹o irrelevantes para a
consuma•‹o do delito, pois o crime, como vimos,
se consuma com a mera atribui•‹o falsa de
identidade, independente (no caso do art.
307) de o agente vir a obter a vantagem
visada ou causar o dano almejado.

CUIDADO! A jurisprud•ncia, durante algum tempo, encampou a tese de


que a pr‡tica da conduta (falsa identidade), perante a autoridade policial,
para se esquivar de eventual cumprimento de pris‹o (por mandados
anteriores), configuraria exerc’cio leg’timo de ÒautodefesaÓ.

21
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 581

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Contudo, posteriormente, essa tese passou a ser recha•ada, ou seja,


atualmente a Jurisprud•ncia, notadamente o STJ, entende que a pr‡tica
da conduta, nestas condi•›es, CARACTERIZA o delito de falsa identidade.
Inclusive, fora editado o verbete de sœmula n¼ 522 do STJ, pacificando
o tema:
Sœmula 522
A conduta de atribuir-se falsa identidade perante autoridade policial Ž t’pica,
ainda que em situa•‹o de alegada autodefesa.

O art. 308, por sua vez, Ž considerado pela Doutrina como um tipo de falsa
identidade Òespec’ficoÓ. Trata-se do crime de USO (como pr—prio) DE
DOCUMENTO DE IDENTIDADE ALHEIO. Vejamos:
Art. 308 - Usar, como pr—prio, passaporte, t’tulo de eleitor, caderneta de reservista
ou qualquer documento de identidade alheia ou ceder a outrem, para que dele se
utilize, documento dessa natureza, pr—prio ou de terceiro:
Pena - deten•‹o, de quatro meses a dois anos, e multa, se o fato n‹o constitui
elemento de crime mais grave.

Pune-se, aqui, tanto aquele que USA o documento alheio (como se fosse
pr—prio) quanto aquele que CEDE o documento para o farsante (seja
documento pr—prio ou de outra pessoa).
Trata-se de crime FORMAL, se consumando no momento em que o agente
pratica a conduta, n‹o se exigindo qualquer resultado natural’stico para a
consuma•‹o.
O crime Ž comum, pois pode ser praticado por qualquer pessoa, e admite
a tentativa, em regra, j‡ que a conduta delituosa pode ser fracionada em
diversos atos.
Os arts. 309 e 310 do CP trazem as figuras t’picas de Òfraude de lei sobre
estrangeiroÓ, estabelecendo duas condutas completamente distintas. Uma
delas refere-se a uma modalidade especial de falsa identidade (art. 309).
A segunda, por sua vez, Ž uma hip—tese n‹o de falsa identidade especial,
mas de falsidade ideol—gica ou material especial, pois o brasileiro (tem que ser
brasileiro) se faz passar por dono de a•‹o, t’tulo ou valor pertencente a
estrangeiro, para fins de fraudar a lei, pois o estrangeiro n‹o poderia ser
propriet‡rio delas. Trata-se do famoso Òtesta-de-ferroÓ, o ÒlaranjaÓ, que
age desta forma para que o estrangeiro possa continuar sendo propriet‡rio de
algo que a lei brasileiro o pro’be de ser:
Art. 309 - Usar o estrangeiro, para entrar ou permanecer no territ—rio nacional, nome
que n‹o Ž o seu:
Pena - deten•‹o, de um a tr•s anos, e multa.
Par‡grafo œnico - Atribuir a estrangeiro falsa qualidade para promover-lhe a entrada
em territ—rio nacional: (Inclu’do pela Lei n¼ 9.426, de 1996)
Pena - reclus‹o, de um a quatro anos, e multa. (Inclu’do pela Lei n¼ 9.426, de 1996)

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Art. 310 - Prestar-se a figurar como propriet‡rio ou possuidor de a•‹o, t’tulo ou valor
pertencente a estrangeiro, nos casos em que a este Ž vedada por lei a propriedade ou
a posse de tais bens: (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 9.426, de 1996)
Pena - deten•‹o, de seis meses a tr•s anos, e multa. (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 9.426,
de 1996)

BEM JURêDICO TUTELADO FŽ pœblica


SUJEITO ATIVO No caso do art. 309, somente o
estrangeiro, incluindo o ap‡trida (aquele
que n‹o possui p‡tria, que n‹o Ž cidad‹o
de nenhum pa’s), pode praticar este fato
t’pico. No caso do ¤ œnico do art. 309,
qualquer pessoa poder‡ praticar o
delito. No caso do art. 310 Ž exatamente
ao contr‡rio, somente os brasileiros
podem praticar o crime. Tratam-se,
portanto, de crimes pr—prios.
Entretanto, se, um brasileiro no primeiro
caso, ou um estrangeiro no segundo,
colaboram para a pr‡tica do crime,
podem responder por ele, em coautoria
(ou participa•‹o).
SUJEITO PASSIVO A coletividade, sempre, e eventual lesado
pela conduta.
TIPO OBJETIVO A conduta pode ser de atribuir falsa
identidade ou qualidade a estrangeiro (no
caso do art. 309). No caso do art. 310, a
conduta que se pune Ž a do Òtesta-de-
ferroÓ, a de alguŽm que se faz passar por
propriet‡rio ou possuidor de algo
pertencente a estrangeiro, de forma a
burlar a lei.
TIPO SUBJETIVO Dolo. No primeiro crime se exige a
finalidade espec’fica (dolo espec’fico) de
fazer com que o agente ingresse ou
permane•a no territ—rio nacional. N
segundo caso, porŽm, a Doutrina se
divide, alguns entendendo n‹o haver
finalidade espec’fica, outros
entendendo que o agente deve ter a
finalidade espec’fica de fraudar a lei.
N‹o se admite na forma culposa.
OBJETO MATERIAL Eventuais documentos utilizados para
enganar terceiros, como os documentos

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que indicam a propriedade dos bens do


estrangeiro (fraudulentamente), ou o
documento de identidade falsa utilizado
pelo estrangeiro, etc.
CONSUMA‚ÌO E No primeiro caso se consuma quando
TENTATIVA o agente (estrangeiro) atribui a si
falsa identidade para ingressar no
territ—rio nacional ou aqui
22
permanecer , independente de obter
ou n‹o sucesso na empreitada criminosa.
No segundo caso, o crime se consuma
quando o brasileiro passa a figurar
como propriet‡rio ou possuidor dos
bens do estrangeiro. Admite-se a
tentativa SOMENTE NO SEGUNDO
CASO (ART. 310)23, por n‹o ser
poss’vel, no primeiro, o fracionamento da
conduta.

O caso do art. 310 pode ocorrer, por exemplo, nos casos em que a
Constitui•‹o veda que estrangeiro sejam propriet‡rios de empresa jornal’stica ou
de radiodifus‹o de sons e imagens. Conforme art. 222 da Constitui•‹o:
Art. 222. A propriedade de empresa jornal’stica e de radiodifus‹o sonora e de sons e
imagens Ž privativa de brasileiros natos ou naturalizados h‡ mais de dez anos, ou de
pessoas jur’dicas constitu’das sob as leis brasileiras e que tenham sede no Pa’s.

!
Assim, se um brasileiro aceita se fazer passar por dono de uma emissora de
TV (que na verdade Ž de um estrangeiro), estar‡ cometendo o crime previsto no
art. 310 do CP.
Finalizando o cap’tulo, o art. 311 estabelece o crime de Òadultera•‹o de
sinal de ve’culo automotorÓ:
Art. 311 - Adulterar ou remarcar nœmero de chassi ou qualquer sinal identificador de
ve’culo automotor, de seu componente ou equipamento: (Reda•‹o dada pela Lei n¼
9.426, de 1996))
Pena - reclus‹o, de tr•s a seis anos, e multa. (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 9.426, de
1996)
¤ 1¼ - Se o agente comete o crime no exerc’cio da fun•‹o pœblica ou em raz‹o
dela, a pena Ž aumentada de um ter•o. (Inclu’do pela Lei n¼ 9.426, de 1996)

22
Na hip—tese do ¤ œnico do art. 309, h‡ quem entenda cab’vel a tentativa. BITENCOURT, Cezar Roberto.
Op. Cit., p. 585
23
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 587

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¤ 2¼ - Incorre nas mesmas penas o funcion‡rio pœblico que contribui para o
licenciamento ou registro do ve’culo remarcado ou adulterado, fornecendo
indevidamente material ou informa•‹o oficial. (Inclu’do pela Lei n¼ 9.426, de 1996)

BEM JURêDICO TUTELADO FŽ pœblica


SUJEITO ATIVO Qualquer pessoa (crime comum).
Entretanto, os ¤¤ 1¡ e 2¡ trazem
hip—teses de condutas que devem ser
praticadas por funcion‡rio pœblico no
exerc’cio da fun•‹o, sendo a primeiro,
ainda, uma causa de aumento de pena.
SUJEITO PASSIVO A coletividade, sempre, e eventual lesado
pela conduta.
TIPO OBJETIVO A conduta pode ser de adulterar sinal
identificador de ve’culo, ou, no caso do ¤
2¡ do artigo, contribuir para o
licenciamento deste ve’culo (crime
pr—prio, s— podendo ser praticado por
funcion‡rio pœblico).
TIPO SUBJETIVO Dolo, sem que seja exigida nenhuma
especial finalidade de agir. N‹o se
admite na forma culposa.
OBJETO MATERIAL O ve’culo que teve chassi ou outro sinal
identificador adulterado ou remarcado.
CONSUMA‚ÌO E Consuma-se no momento em o agente
TENTATIVA realiza a adultera•‹o ou remarca•‹o do
chassi ou sinal identificador. No caso do
¤ 2¡ (forma equiparada), o crime se
consuma com o licenciamento do
ve’culo anteriormente remarcado ou
adulterado e que foi facilitado pelo
funcion‡rio pœblico. Admite-se
tentativa, pois n‹o se trata de crime que
se perfaz num œnico ato (pode-se
desdobrar seu iter criminis Ð caminho
percorrido na execu•‹o).
!

2.5! Das fraudes em certames de interesse pœblico


Foi publicada, em 2011, a lei 12.550/11, que acrescentou o art. 311-
A ao CP, prevendo a figura t’pica da fraude em certame pœblico ou de interesse
pœblico.

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A conduta (tipo objetivo) Ž, basicamente, relativa ˆ divulga•‹o de


informa•›es sigilosas, que possam comprometer a credibilidade do certame. Na
pr‡tica, est‡ muito relacionada ao ÒvazamentoÓ de quest›es e gabaritos de
provas de concursos. Vamos ao nosso quadro esquem‡tico:
Art. 311-A. Utilizar ou divulgar, indevidamente, com o fim de beneficiar a si ou a
outrem, ou de comprometer a credibilidade do certame, conteœdo sigiloso de:
(Inclu’do pela Lei 12.550. de 2011)
I - concurso pœblico; (Inclu’do pela Lei 12.550. de 2011)
II - avalia•‹o ou exame pœblicos; (Inclu’do pela Lei 12.550. de 2011)
III - processo seletivo para ingresso no ensino superior; ou (Inclu’do pela Lei 12.550.
de 2011)
IV - exame ou processo seletivo previstos em lei: (Inclu’do pela Lei 12.550. de 2011)
Pena - reclus‹o, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. (Inclu’do pela Lei 12.550. de
2011)
¤ 1o Nas mesmas penas incorre quem permite ou facilita, por qualquer meio, o
acesso de pessoas n‹o autorizadas ˆs informa•›es mencionadas no caput.
(Inclu’do pela Lei 12.550. de 2011)
¤ 2o Se da a•‹o ou omiss‹o resulta dano ˆ administra•‹o pœblica: (Inclu’do pela Lei
12.550. de 2011)
Pena - reclus‹o, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. (Inclu’do pela Lei 12.550. de
2011)
¤ 3o Aumenta-se a pena de 1/3 (um ter•o) se o fato Ž cometido por
funcion‡rio pœblico. (Inclu’do pela Lei 12.550. de 2011)

BEM JURêDICO FŽ pœblica, neste caso espec’fico, relativa ˆ credibilidade


TUTELADO dos certames pœblicos e de interesse pœblico.
SUJEITO ATIVO Qualquer pessoa (crime comum). Entretanto, o ¤ 1¡
prev• a equipara•‹o da conduta daquele que permite
o acesso de pessoa n‹o autorizada aos dados
sigilosos. Nesta hip—tese, a lei estabelece um crime
pr—prio, pois somente quem tem o dever de impedir o
acesso de outras pessoas aos dados sigilosos Ž que pode
cometer o crime. O ¤ 3¡ traz hip—tese de aumento de pena
se o crime for praticado por funcion‡rio pœblico no
exerc’cio da fun•‹o. Embora a lei n‹o diga Òno
exerc’cio da fun•‹oÓ, isso se extrai da l—gica do
sistema, pois o simples fato de alguŽm ser
funcion‡rio pœblico n‹o pode ser causa de aumento
de pena se essa circunst‰ncia n‹o influenciou na
pr‡tica do delito.24

24
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 597/598

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SUJEITO A coletividade, sempre, alŽm de eventual lesado pela


PASSIVO conduta.
TIPO OBJETIVO A conduta pode ser de utilizar ou divulgar
indevidamente. Percebam que este termo
ÒindevidamenteÓ Ž o que se chama de elemento
normativo do tipo penal, pois ele estabelece que a
conduta do agente deve estar desamparada pela lei.
Assim, aquele funcion‡rio pœblico que coloca o gabarito do
concurso na internet n‹o comete crime, pois n‹o o faz
indevidamente. Entretanto, se o fizer antes do hor‡rio
determinado, e com a finalidade de obter vantagem ou
prejudicar alguŽm, cometer‡ o crime.
TIPO SUBJETIVO Dolo, exigindo-se a especial finalidade de agir,
consistente na vontade de beneficiar a si ou a terceiro, ou,
ainda, comprometer a credibilidade do certame. N‹o se
admite na forma culposa.
OBJETO A informa•‹o utilizada ou divulgada indevidamente.
MATERIAL
CONSUMA‚ÌO E Consuma-se no momento em o agente utiliza a
TENTATIVA informa•‹o ou a divulga indevidamente. Admite-se
tentativa, pois n‹o se trata de crime que se perfaz num
œnico ato (pode-se desdobrar seu iter criminis Ð caminho
percorrido na execu•‹o).

EXEMPLO: Mauro, funcion‡rio de uma empresa contratada para realizar um


concurso pœblico, divulga, INDEVIDAMENTE, o conteœdo da prova para Ana,
uma semana antes da prova. Ana, burra que s— ela, mesmo assim n‹o consegue
fazer, sequer, 50 pontos. Nesse caso, embora o resultado visado n‹o tenha
ocorrido (beneficiar Ana), o crime Jç SE CONSUMOU, pois a consuma•‹o
ocorre no momento em que o agente divulga indevidamente o conteœdo
sigiloso.

CUIDADO: N‹o Ž s— em concurso pœblico que esta norma se aplica, aplicando-


se, tambŽm, em quaisquer outros processos seletivos de interesse
pœblico previstos nos incisos II, III e IV, como o ENEM, por exemplo, e
o exame da OAB.

3! DISPOSITIVOS LEGAIS IMPORTANTES


CîDIGO PENAL
Ä Arts. 289 a 311-A do CP Ð Tipificam os crimes contra a fŽ pœblica:

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TêTULO X
DOS CRIMES CONTRA A Fƒ PòBLICA
CAPêTULO I
DA MOEDA FALSA
Moeda Falsa
Art. 289 - Falsificar, fabricando-a ou alterando-a, moeda met‡lica ou papel-
moeda de curso legal no pa’s ou no estrangeiro:
Pena - reclus‹o, de tr•s a doze anos, e multa.
¤ 1¼ - Nas mesmas penas incorre quem, por conta pr—pria ou alheia, importa ou
exporta, adquire, vende, troca, cede, empresta, guarda ou introduz na circula•‹o
moeda falsa.
¤ 2¼ - Quem, tendo recebido de boa-fŽ, como verdadeira, moeda falsa ou
alterada, a restitui ˆ circula•‹o, depois de conhecer a falsidade, Ž punido com
deten•‹o, de seis meses a dois anos, e multa.
¤ 3¼ - ƒ punido com reclus‹o, de tr•s a quinze anos, e multa, o funcion‡rio
pœblico ou diretor, gerente, ou fiscal de banco de emiss‹o que fabrica, emite ou
autoriza a fabrica•‹o ou emiss‹o:
I - de moeda com t’tulo ou peso inferior ao determinado em lei;
II - de papel-moeda em quantidade superior ˆ autorizada.
¤ 4¼ - Nas mesmas penas incorre quem desvia e faz circular moeda, cuja
circula•‹o n‹o estava ainda autorizada.
Crimes assimilados ao de moeda falsa
Art. 290 - Formar cŽdula, nota ou bilhete representativo de moeda com
fragmentos de cŽdulas, notas ou bilhetes verdadeiros; suprimir, em nota, cŽdula ou
bilhete recolhidos, para o fim de restitu’-los ˆ circula•‹o, sinal indicativo de sua
inutiliza•‹o; restituir ˆ circula•‹o cŽdula, nota ou bilhete em tais condi•›es, ou j‡
recolhidos para o fim de inutiliza•‹o:
Pena - reclus‹o, de dois a oito anos, e multa.
Par‡grafo œnico - O m‡ximo da reclus‹o Ž elevado a doze anos e multa, se o
crime Ž cometido por funcion‡rio que trabalha na reparti•‹o onde o dinheiro se achava
recolhido, ou nela tem f‡cil ingresso, em raz‹o do cargo.(Vide Lei n¼ 7.209, de
11.7.1984)
Petrechos para falsifica•‹o de moeda
Art. 291 - Fabricar, adquirir, fornecer, a t’tulo oneroso ou gratuito, possuir ou
guardar maquinismo, aparelho, instrumento ou qualquer objeto especialmente
destinado ˆ falsifica•‹o de moeda:
Pena - reclus‹o, de dois a seis anos, e multa.
Emiss‹o de t’tulo ao portador sem permiss‹o legal
Art. 292 - Emitir, sem permiss‹o legal, nota, bilhete, ficha, vale ou t’tulo que
contenha promessa de pagamento em dinheiro ao portador ou a que falte indica•‹o
do nome da pessoa a quem deva ser pago:
Pena - deten•‹o, de um a seis meses, ou multa.
Par‡grafo œnico - Quem recebe ou utiliza como dinheiro qualquer dos
documentos referidos neste artigo incorre na pena de deten•‹o, de quinze dias a tr•s
meses, ou multa.

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CAPêTULO II
DA FALSIDADE DE TêTULOS E OUTROS PAPƒIS PòBLICOS
Falsifica•‹o de papŽis pœblicos
Art. 293 - Falsificar, fabricando-os ou alterando-os:
I Ð selo destinado a controle tribut‡rio, papel selado ou qualquer papel de
emiss‹o legal destinado ˆ arrecada•‹o de tributo; (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 11.035,
de 2004)
II - papel de crŽdito pœblico que n‹o seja moeda de curso legal;
III - vale postal;
IV - cautela de penhor, caderneta de dep—sito de caixa econ™mica ou de outro
estabelecimento mantido por entidade de direito pœblico;
V - tal‹o, recibo, guia, alvar‡ ou qualquer outro documento relativo a
arrecada•‹o de rendas pœblicas ou a dep—sito ou cau•‹o por que o poder pœblico seja
respons‡vel;
VI - bilhete, passe ou conhecimento de empresa de transporte administrada pela
Uni‹o, por Estado ou por Munic’pio:
Pena - reclus‹o, de dois a oito anos, e multa.
¤ 1o Incorre na mesma pena quem: (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 11.035, de 2004)
I Ð usa, guarda, possui ou detŽm qualquer dos papŽis falsificados a que se refere
este artigo; (Inclu’do pela Lei n¼ 11.035, de 2004)
II Ð importa, exporta, adquire, vende, troca, cede, empresta, guarda, fornece
ou restitui ˆ circula•‹o selo falsificado destinado a controle tribut‡rio; (Inclu’do pela
Lei n¼ 11.035, de 2004)
III Ð importa, exporta, adquire, vende, exp›e ˆ venda, mantŽm em dep—sito,
guarda, troca, cede, empresta, fornece, porta ou, de qualquer forma, utiliza em
proveito pr—prio ou alheio, no exerc’cio de atividade comercial ou industrial, produto
ou mercadoria: (Inclu’do pela Lei n¼ 11.035, de 2004)
a) em que tenha sido aplicado selo que se destine a controle tribut‡rio,
falsificado; (Inclu’do pela Lei n¼ 11.035, de 2004)
b) sem selo oficial, nos casos em que a legisla•‹o tribut‡ria determina a
obrigatoriedade de sua aplica•‹o. (Inclu’do pela Lei n¼ 11.035, de 2004)
¤ 2¼ - Suprimir, em qualquer desses papŽis, quando leg’timos, com o fim de
torn‡-los novamente utiliz‡veis, carimbo ou sinal indicativo de sua inutiliza•‹o:
Pena - reclus‹o, de um a quatro anos, e multa.
¤ 3¼ - Incorre na mesma pena quem usa, depois de alterado, qualquer dos papŽis
a que se refere o par‡grafo anterior.
¤ 4¼ - Quem usa ou restitui ˆ circula•‹o, embora recibo de boa-fŽ, qualquer dos
papŽis falsificados ou alterados, a que se referem este artigo e o seu ¤ 2¼, depois de
conhecer a falsidade ou altera•‹o, incorre na pena de deten•‹o, de seis meses a dois
anos, ou multa.
¤ 5o Equipara-se a atividade comercial, para os fins do inciso III do ¤ 1o,
qualquer forma de comŽrcio irregular ou clandestino, inclusive o exercido em vias,
pra•as ou outros logradouros pœblicos e em resid•ncias.(Inclu’do pela Lei n¼ 11.035,
de 2004)

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Petrechos de falsifica•‹o
Art. 294 - Fabricar, adquirir, fornecer, possuir ou guardar objeto especialmente
destinado ˆ falsifica•‹o de qualquer dos papŽis referidos no artigo anterior:
Pena - reclus‹o, de um a tr•s anos, e multa.
Art. 295 - Se o agente Ž funcion‡rio pœblico, e comete o crime prevalecendo-se
do cargo, aumenta-se a pena de sexta parte.

CAPêTULO III
DA FALSIDADE DOCUMENTAL
Falsifica•‹o do selo ou sinal pœblico
Art. 296 - Falsificar, fabricando-os ou alterando-os:
I - selo pœblico destinado a autenticar atos oficiais da Uni‹o, de Estado ou de
Munic’pio;
II - selo ou sinal atribu’do por lei a entidade de direito pœblico, ou a autoridade,
ou sinal pœblico de tabeli‹o:
Pena - reclus‹o, de dois a seis anos, e multa.
¤ 1¼ - Incorre nas mesmas penas:
I - quem faz uso do selo ou sinal falsificado;
II - quem utiliza indevidamente o selo ou sinal verdadeiro em preju’zo de outrem
ou em proveito pr—prio ou alheio.
III - quem altera, falsifica ou faz uso indevido de marcas, logotipos, siglas ou
quaisquer outros s’mbolos utilizados ou identificadores de —rg‹os ou entidades da
Administra•‹o Pœblica. (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000)
¤ 2¼ - Se o agente Ž funcion‡rio pœblico, e comete o crime prevalecendo-se do
cargo, aumenta-se a pena de sexta parte.
Falsifica•‹o de documento pœblico
Art. 297 - Falsificar, no todo ou em parte, documento pœblico, ou alterar
documento pœblico verdadeiro:
Pena - reclus‹o, de dois a seis anos, e multa.
¤ 1¼ - Se o agente Ž funcion‡rio pœblico, e comete o crime prevalecendo-se do
cargo, aumenta-se a pena de sexta parte.
¤ 2¼ - Para os efeitos penais, equiparam-se a documento pœblico o emanado de
entidade paraestatal, o t’tulo ao portador ou transmiss’vel por endosso, as a•›es de
sociedade comercial, os livros mercantis e o testamento particular.
¤ 3o Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir: (Inclu’do pela Lei n¼
9.983, de 2000)
I Ð na folha de pagamento ou em documento de informa•›es que seja destinado
a fazer prova perante a previd•ncia social, pessoa que n‹o possua a qualidade de
segurado obrigat—rio;(Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000)
II Ð na Carteira de Trabalho e Previd•ncia Social do empregado ou em
documento que deva produzir efeito perante a previd•ncia social, declara•‹o falsa ou
diversa da que deveria ter sido escrita; (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000)

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III Ð em documento cont‡bil ou em qualquer outro documento relacionado com
as obriga•›es da empresa perante a previd•ncia social, declara•‹o falsa ou diversa da
que deveria ter constado. (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000)
¤ 4o Nas mesmas penas incorre quem omite, nos documentos mencionados no
¤ 3o, nome do segurado e seus dados pessoais, a remunera•‹o, a vig•ncia do contrato
de trabalho ou de presta•‹o de servi•os.(Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000)
Falsifica•‹o de documento particular (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 12.737, de 2012)
Vig•ncia
Art. 298 - Falsificar, no todo ou em parte, documento particular ou alterar documento
particular verdadeiro:
Pena - reclus‹o, de um a cinco anos, e multa.
Falsifica•‹o de cart‹o (Inclu’do pela Lei n¼ 12.737, de 2012) Vig•ncia
Par‡grafo œnico. Para fins do disposto no caput, equipara-se a documento particular
o cart‹o de crŽdito ou dŽbito. (Inclu’do pela Lei n¼ 12.737, de 2012) Vig•ncia
Falsidade ideol—gica
Art. 299 - Omitir, em documento pœblico ou particular, declara•‹o que dele devia
constar, ou nele inserir ou fazer inserir declara•‹o falsa ou diversa da que devia ser
escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obriga•‹o ou alterar a verdade sobre fato
juridicamente relevante:
Pena - reclus‹o, de um a cinco anos, e multa, se o documento Ž pœblico, e
reclus‹o de um a tr•s anos, e multa, se o documento Ž particular.
Par‡grafo œnico - Se o agente Ž funcion‡rio pœblico, e comete o crime
prevalecendo-se do cargo, ou se a falsifica•‹o ou altera•‹o Ž de assentamento de
registro civil, aumenta-se a pena de sexta parte.
Falso reconhecimento de firma ou letra
Art. 300 - Reconhecer, como verdadeira, no exerc’cio de fun•‹o pœblica, firma
ou letra que o n‹o seja:
Pena - reclus‹o, de um a cinco anos, e multa, se o documento Ž pœblico; e de
um a tr•s anos, e multa, se o documento Ž particular.
Certid‹o ou atestado ideologicamente falso
Art. 301 - Atestar ou certificar falsamente, em raz‹o de fun•‹o pœblica, fato ou
circunst‰ncia que habilite alguŽm a obter cargo pœblico, isen•‹o de ™nus ou de servi•o
de car‡ter pœblico, ou qualquer outra vantagem:
Pena - deten•‹o, de dois meses a um ano.
Falsidade material de atestado ou certid‹o
¤ 1¼ - Falsificar, no todo ou em parte, atestado ou certid‹o, ou alterar o teor de
certid‹o ou de atestado verdadeiro, para prova de fato ou circunst‰ncia que habilite
alguŽm a obter cargo pœblico, isen•‹o de ™nus ou de servi•o de car‡ter pœblico, ou
qualquer outra vantagem:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a dois anos.
¤ 2¼ - Se o crime Ž praticado com o fim de lucro, aplica-se, alŽm da pena
privativa de liberdade, a de multa.
Falsidade de atestado mŽdico
Art. 302 - Dar o mŽdico, no exerc’cio da sua profiss‹o, atestado falso:
Pena - deten•‹o, de um m•s a um ano.

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Par‡grafo œnico - Se o crime Ž cometido com o fim de lucro, aplica-se tambŽm
multa.
Reprodu•‹o ou adultera•‹o de selo ou pe•a filatŽlica
Art. 303 - Reproduzir ou alterar selo ou pe•a filatŽlica que tenha valor para
cole•‹o, salvo quando a reprodu•‹o ou a altera•‹o est‡ visivelmente anotada na face
ou no verso do selo ou pe•a:
Pena - deten•‹o, de um a tr•s anos, e multa.
Par‡grafo œnico - Na mesma pena incorre quem, para fins de comŽrcio, faz uso
do selo ou pe•a filatŽlica.
Uso de documento falso
Art. 304 - Fazer uso de qualquer dos papŽis falsificados ou alterados, a que se
referem os arts. 297 a 302:
Pena - a cominada ˆ falsifica•‹o ou ˆ altera•‹o.
Supress‹o de documento
Art. 305 - Destruir, suprimir ou ocultar, em benef’cio pr—prio ou de outrem, ou
em preju’zo alheio, documento pœblico ou particular verdadeiro, de que n‹o podia
dispor:
Pena - reclus‹o, de dois a seis anos, e multa, se o documento Ž pœblico, e
reclus‹o, de um a cinco anos, e multa, se o documento Ž particular.

CAPêTULO IV
DE OUTRAS FALSIDADES
Falsifica•‹o do sinal empregado no contraste de metal precioso ou na fiscaliza•‹o
alfandeg‡ria, ou para outros fins
Art. 306 - Falsificar, fabricando-o ou alterando-o, marca ou sinal empregado pelo
poder pœblico no contraste de metal precioso ou na fiscaliza•‹o alfandeg‡ria, ou usar
marca ou sinal dessa natureza, falsificado por outrem:
Pena - reclus‹o, de dois a seis anos, e multa.
Par‡grafo œnico - Se a marca ou sinal falsificado Ž o que usa a autoridade pœblica
para o fim de fiscaliza•‹o sanit‡ria, ou para autenticar ou encerrar determinados
objetos, ou comprovar o cumprimento de formalidade legal:
Pena - reclus‹o ou deten•‹o, de um a tr•s anos, e multa.
Falsa identidade
Art. 307 - Atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem,
em proveito pr—prio ou alheio, ou para causar dano a outrem:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano, ou multa, se o fato n‹o constitui
elemento de crime mais grave.
Art. 308 - Usar, como pr—prio, passaporte, t’tulo de eleitor, caderneta de
reservista ou qualquer documento de identidade alheia ou ceder a outrem, para que
dele se utilize, documento dessa natureza, pr—prio ou de terceiro:
Pena - deten•‹o, de quatro meses a dois anos, e multa, se o fato n‹o constitui
elemento de crime mais grave.
Fraude de lei sobre estrangeiro

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Art. 309 - Usar o estrangeiro, para entrar ou permanecer no territ—rio nacional,
nome que n‹o Ž o seu:
Pena - deten•‹o, de um a tr•s anos, e multa.
Par‡grafo œnico - Atribuir a estrangeiro falsa qualidade para promover-lhe a
entrada em territ—rio nacional: (Inclu’do pela Lei n¼ 9.426, de 1996)
Pena - reclus‹o, de um a quatro anos, e multa. (Inclu’do pela Lei n¼ 9.426, de
1996)
Art. 310 - Prestar-se a figurar como propriet‡rio ou possuidor de a•‹o, t’tulo ou
valor pertencente a estrangeiro, nos casos em que a este Ž vedada por lei a
propriedade ou a posse de tais bens: (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 9.426, de 1996)
Pena - deten•‹o, de seis meses a tr•s anos, e multa. (Reda•‹o dada pela Lei n¼
9.426, de 1996)
Adultera•‹o de sinal identificador de ve’culo automotor (Reda•‹o dada pela Lei
n¼ 9.426, de 1996)
Art. 311 - Adulterar ou remarcar nœmero de chassi ou qualquer sinal identificador
de ve’culo automotor, de seu componente ou equipamento:(Reda•‹o dada pela Lei n¼
9.426, de 1996))
Pena - reclus‹o, de tr•s a seis anos, e multa. (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 9.426,
de 1996)
¤ 1¼ - Se o agente comete o crime no exerc’cio da fun•‹o pœblica ou em raz‹o
dela, a pena Ž aumentada de um ter•o. (Inclu’do pela Lei n¼ 9.426, de 1996)
¤ 2¼ - Incorre nas mesmas penas o funcion‡rio pœblico que contribui para o
licenciamento ou registro do ve’culo remarcado ou adulterado, fornecendo
indevidamente material ou informa•‹o oficial. (Inclu’do pela Lei n¼ 9.426, de 1996)

CAPêTULO V
(Inclu’do pela Lei 12.550. de 2011)
DAS FRAUDES EM CERTAMES DE INTERESSE PòBLICO
(Inclu’do pela Lei 12.550. de 2011)
Fraudes em certames de interesse pœblico (Inclu’do pela Lei 12.550. de
2011)
Art. 311-A. Utilizar ou divulgar, indevidamente, com o fim de beneficiar a si ou a
outrem, ou de comprometer a credibilidade do certame, conteœdo sigiloso de:
(Inclu’do pela Lei 12.550. de 2011)
I - concurso pœblico; (Inclu’do pela Lei 12.550. de 2011)
II - avalia•‹o ou exame pœblicos; (Inclu’do pela Lei 12.550. de 2011)
III - processo seletivo para ingresso no ensino superior; ou (Inclu’do pela Lei 12.550.
de 2011)
IV - exame ou processo seletivo previstos em lei: (Inclu’do pela Lei 12.550. de 2011)
Pena - reclus‹o, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. (Inclu’do pela Lei 12.550. de
2011)
¤ 1o Nas mesmas penas incorre quem permite ou facilita, por qualquer meio, o acesso
de pessoas n‹o autorizadas ˆs informa•›es mencionadas no caput. (Inclu’do pela
Lei 12.550. de 2011)

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¤ 2o Se da a•‹o ou omiss‹o resulta dano ˆ administra•‹o pœblica: (Inclu’do pela
Lei 12.550. de 2011)
Pena - reclus‹o, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. (Inclu’do pela Lei 12.550. de
2011)
¤ 3o Aumenta-se a pena de 1/3 (um ter•o) se o fato Ž cometido por funcion‡rio
pœblico. (Inclu’do pela Lei 12.550. de 2011)

4! SòMULAS PERTINENTES
4.1! Sœmulas do STJ
Ä Sœmula 17 do STJ Ð O STJ sumulou entendimento no sentido de que, se a
potencialidade lesiva do falso se exaure no estelionato, o crime de estelionato
absorve o falso, que foi apenas um meio para a sua pr‡tica:
Sœmula 17 do STJ
QUANDO O FALSO SE EXAURE NO ESTELIONATO, SEM MAIS POTENCIALIDADE
LESIVA, ƒ POR ESTE ABSORVIDO.

Ä Sœmula 522 do STJ Ð O STJ sumulou entendimento no sentido de que a


conduta daquele que atribui a si pr—prio falsa identidade perante autoridade
policial Ž t’pica, configurando crime do art. 307, ainda que em situa•‹o de alegada
autodefesa, n‹o havendo que se falar em atipicidade do fato:
Sœmula 522 do STJ
A conduta de atribuir-se falsa identidade perante autoridade policial Ž t’pica, ainda que
em situa•‹o de alegada autodefesa.

Ä Sœmula 546 do STJ Ð O STJ sumulou entendimento no sentido de que, para


fins de defini•‹o da compet•ncia ratione materiae, importa saber a entidade ou
—rg‹o perante o qual foi apresentado o documento (federal, estadual, etc.), n‹o
importando a natureza do —rg‹o expedidor:
Sœmula 546
A compet•ncia para processar e julgar o crime de uso de
documento falso Ž firmada em raz‹o da entidade ou —rg‹o ao
qual foi apresentado o documento pœblico, n‹o importando a
qualifica•‹o do —rg‹o expedidor.

Ä Sœmula 73 do STJ Ð O STJ sumulou entendimento no sentido de que a


falsifica•‹o GROSSEIRA de papel moeda (sem imitario veri) pode configurar
estelionato, n‹o cabendo falar em moeda falsa:
Sœmula 73 do STJ - A UTILIZAÇÌO DE PAPEL MOEDA GROSSEIRAMENTE
FALSIFICADO CONFIGURA, EM TESE, O CRIME DE ESTELIONATO, DA COMPETÊNCIA
DA JUSTIÇA ESTADUAL.

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5! RESUMO
CRIMES CONTRA A Fƒ PòBLICA
MOEDA FALSA
Conduta Ð Falsificar papel moeda ou moeda met‡lica de curso legal no
Brasil ou no exterior. Pode ser praticado mediante:
§! Fabrica•‹o Ð Cria-se a moeda falsa
§! Adultera•‹o Ð Utiliza-se moeda verdadeira para transformar em outra,
falsa.
Consuma•‹o - No momento em que a moeda Ž fabricada ou alterada (n‹o
precisa chegar a entrar em circula•‹o).
Forma equiparada (mesma pena) Ð Quem, por conta pr—pria ou alheia:
§! Importa ou exporta
§! Adquire
§! Vende
§! Troca
§! Cede
§! Empresta
§! Guarda
§! Introduz na circula•‹o moeda falsa

T—picos importantes
! Falsifica•‹o for grosseira - N‹o h‡ crime de moeda falsa, por n‹o possuir
potencialidade lesiva.
! Forma qualificada prevista no ¤ 3¡ - S— admite como sujeitos ativos
aquelas pessoas ali enumeradas (crime pr—prio)
! E se a moeda ainda n‹o foi autorizada a circular? Incorre nas mesmas
penas da forma principal do delito.
! Forma privilegiada - Ocorre quando o agente recebe a moeda falsa de boa-
fŽ (sem saber que era falsa) e a restitui ˆ circula•‹o (j‡ sabendo que Ž falsa)
Ð IMPORTANTE!
! Insignific‰ncia Ð NÌO CABE aplica•‹o do princ’pio da insignific‰ncia.

Petrechos para falsifica•‹o de moeda


Conduta - Fabricar, adquirir, fornecer, a t’tulo oneroso ou gratuito, possuir ou
guardar:
§! Maquinismo, aparelho, instrumento ou qualquer objeto especialmente
destinado ˆ falsifica•‹o de moeda. OBS.: Se o objeto serve para
diversas finalidades, n‹o sendo especialmente destinado ˆ falsifica•‹o de
moeda, n‹o h‡ o referido crime.
OBS.: Trata-se de exce•‹o ˆ regra da impunibilidade dos atos preparat—rios (Lei
j‡ considera como crime uma conduta que seria ato preparat—rio para outro
delito).

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FALSIDADE DOCUMENTAL
Falsifica•‹o de documento pœblico
Conduta Ð ƒ a de falsificar, no todo ou em parte, documento pœblico. Pode
ocorrer mediante:
§! Fabrica•‹o de um documento pœblico falso
§! Adultera•‹o de um documento pœblico verdadeiro

Consuma•‹o - No momento em que o agente fabrica o documento falso ou


altera o documento verdadeiro.
Conceito de documento pœblico Ð A Doutrina divide em:
§! Documento pœblico em sentido formal e material (substancial) Ð A
forma Ž pœblica (emanado de —rg‹o pœblico, ou seja, por funcion‡rio
pœblico no exerc’cio das fun•›es, com o cumprimento das formalidades
legais) e o conteœdo tambŽm Ž pœblico (atos proferidos pelo poder
pœblico, como decis›es administrativas, senten•as judiciais, etc.).
§! Documento pœblico em sentido formal apenas Ð Aqui a forma Ž
pœblica (emanado de —rg‹o pœblico), mas o conteœdo Ž de interesse
privado (Ex.: Escritura pœblica de compra e venda de um im—vel
pertencente a um particular. O conteœdo Ž de interesse particular, embora
emanado de um —rg‹o pœblico).

Equiparados a documento pœblico


§! Emanado de entidade paraestatal
§! T’tulo ao portador ou transmiss’vel por endosso
§! A•›es de sociedade comercial
§! Livros mercantis
§! Testamento particular

Falso x estelionato
§! Se o falso se exaure no estelionato Ð ƒ absorvido pelo estelionato:
Sœmula 17 do STJ
ÒQuando o falso se exaure no estelionato, sem mais potencialidade lesiva,
Ž por este absorvidoÓ.
§! Se o falso n‹o esgota sua potencialidade lesiva no estelionato Ð O
agente responde por ambos os delitos.
Falsifica•‹o de documento particular
Caracteriza•‹o Ð A l—gica Ž a mesma da falsifica•‹o de documento pœblico, s—
que com documento particular.
Conceito de documento particular - Considera-se documento particular
aquele que n‹o pode ser considerado, sob qualquer aspecto, como
documento pœblico.

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Documento particular por equipara•‹o Ð O CP equiparou a documento


particular o cart‹o de crŽdito ou dŽbito.

Falsidade ideol—gica
Caracteriza•‹o Ð Aqui o agente n‹o falsifica a estrutura do documento. O
documento Ž estruturalmente verdadeiro, mas contŽm informa•›es inver’dicas.
A falsifica•‹o ideol—gica ocorre quando o agente (com o fim de prejudicar direito,
criar obriga•‹o ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante):
§! Omite declara•‹o que devia constar no documento (conduta
omissiva)
§! Nele insere ou faz inserir declara•‹o falsa ou diversa da que devia
ser escrita (conduta comissiva)
Pena Ð A pena varia de acordo com o documento em que h‡ falsidade ideol—gica
(documento pœblico Ð reclus‹o de um a cinco anos e multa; documento particular
Ð reclus‹o de um a tr•s anos e multa).
Causa de aumento de pena Ð H‡ aumento de pena (1/6):
§! Se o agente Ž funcion‡rio pœblico, e desde que cometa o delito valendo-
se do cargo; ou
§! Se a falsifica•‹o ou altera•‹o Ž de assentamento de registro civil.

! Falsidade ideol—gica x falsidade material (falsifica•‹o de


documento pœblico ou particular) - A diferen•a b‡sica entre a falsidade
material e a falsidade ideol—gica reside no fato de que, na primeira, o documento
Ž estruturalmente falso, e na segunda a estrutura Ž verdadeira, mas o conteœdo
(a ideia que o documento transmite) Ž falsa.

Falsidade de atestado mŽdico


Crime pr—prio - Somente o mŽdico poder‡ praticar o crime (enfermeiro,
dentista, etc., n‹o podem).
Elemento subjetivo Ð Dolo. OBS.: Se houver finalidade de lucro = h‡
previs‹o de pena de multa cumulada com a privativa de liberdade.

Consuma•‹o - Consuma-se no momento em que o mŽdico FORNECE o


atestado falso. Se elaborar o atestado falso, mas se arrepender, n‹o h‡ crime.

Uso de documento falso


Caracteriza•‹o Ð Consiste em fazer uso dos documentos produzidos nos crimes
previstos nos arts. 297 a 302 do CP.
Pena Ð ƒ a mesma prevista para a falsifica•‹o do documento.

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OBS.: Isso Ž chamado pela Doutrina como tipo penal remetido, j‡ que se
remete a outros tipos penais para compor de forma plena a conduta criminosa.
Consuma•‹o Ð No momento em que o agente leva o documento ao
conhecimento de terceiros, pois a’ se d‡ a les‹o ˆ credibilidade, ˆ fŽ pœblica.
NÌO SE ADMITE A TENTATIVA!

ATEN‚ÌO! E se quem usa o documento falso Ž a pr—pria pessoa que


fabricou o documento falso? Neste caso, temos (basicamente) dois
entendimentos:
1 Ð O agente responde apenas pelo crime de Òuso de documento falsoÓ, pois a
falsifica•‹o Ž ÒmeioÓ para a utiliza•‹o
2 Ð O agente responde apenas pela falsifica•‹o do documento, e n‹o pelo
uso, pois Ž natural que toda pessoa que falsifica um documento pretenda utiliz‡-
lo posteriormente, de alguma forma Ð Prevalece na Doutrina e na
Jurisprud•ncia.

OUTRAS FALSIDADES
Falsa identidade
Caracteriza•‹o - Atribuir a si ou terceiro falsa identidade, que consiste,
basicamente, em se fazer passar por outra pessoa.
OBS.: Se o agente se vale de um documento falso para se fazer passar por
outra pessoa, neste caso teremos USO DE DOCUMENTO FALSO.
Elemento subjetivo Ð Dolo. Exige-se especial finalidade de agir, consistente
na vontade de obter alguma vantagem ou causar preju’zo a alguŽm.
! A pr‡tica da conduta (falsa identidade), perante a autoridade
policial, para se esquivar de eventual cumprimento de pris‹o (por
mandados anteriores), configuraria exerc’cio leg’timo de ÒautodefesaÓ?
N‹o, trata-se de conduta t’pica (falsa identidade) entendimento sumulado do STJ
(sœmula 522).
_______
Bons estudos!
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6! EXERCêCIOS PARA PRATICAR

01.! (CESPE Ð 2017 Ð TRF1 Ð OFICIAL DE JUSTI‚A)


No que se refere ao cumprimento de mandados judiciais e suas repercuss›es
criminais na esfera penal, julgue o item que se segue.

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Situa•‹o hipotŽtica: No curso de dilig•ncia para a cita•‹o pessoal de rŽu em


processo criminal, o destinat‡rio da cita•‹o apresentou documento de identidade
de outra pessoa, em que havia substitu’do a fotografia original, com o objetivo
de se furtar ao ato, o que frustrou o cumprimento da ordem judicial. Assertiva:
Nesse caso, o citado praticou o crime de falsa identidade.

02.! (CESPE Ð 2017 Ð TCE-PE Ð AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO)


Julgue o pr—ximo item, referente a crimes de falsidade documental.
A omiss‹o involunt‡ria de despesas de campanha eleitoral quando da presta•‹o
de contas afasta a eventual incid•ncia do crime de falsidade ideol—gica.

03.! (CESPE Ð 2017 Ð TCE-PE Ð AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO)


Ser‡ considerada at’pica por inexist•ncia de ofensa ˆ fŽ pœblica nacional, a
conduta do estrangeiro que, para tentar sair irregularmente do Brasil, apresentar
ˆ Pol’cia Federal passaporte falso expedido por outro pa’s.

04.! (CESPE Ð 2017 Ð PGM-BH Ð PROCURADOR Ð ADAPTADA)


O indiv’duo que, ao ser preso em flagrante, informa nome falso com o objetivo
de esconder seus maus antecedentes pratica o crime de falsa identidade, n‹o
sendo cab’vel a alega•‹o do direito ˆ autodefesa e ˆ n‹o autoincrimina•‹o.

05.! (CESPE Ð 2017 Ð TRE-PE Ð ANALISTA JUDICIçRIO Ð çREA


JUDICIçRIA)
Caracteriza crime de falsidade ideol—gica a conduta consistente em
a) omitir que est‡ empregado ao preencher cadastro pœblico para obten•‹o de
benef’cio social.
b) trocar a foto do documento de identifica•‹o por outra, pr—pria, mais recente.
c) fingir que Ž outra pessoa para obter algum benef’cio, como o ingresso em
evento privado.
d) utilizar o t’tulo de eleitor do irm‹o que se encontre em viagem para votar em
seu lugar.
e) alterar por conta pr—pria o nome que consta na carteira nacional de habilita•‹o.

06.! (CESPE Ð 2016 Ð TCE-SC Ð AUDITOR FISCAL DE CONTROLE


EXTERNO)
Em rela•‹o ao direito penal, julgue o item a seguir.
De acordo com o STJ, a conduta do agente que se atribui falsa identidade perante
autoridade policial Ž t’pica, ainda que em situa•‹o de alegada autodefesa.

07.! (CESPE Ð 2016 Ð TRT-8 Ð OFICIAL DE JUSTI‚A)

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Caracteriza falsifica•‹o de documento particular a altera•‹o de


a) testamento particular.
b) a•›es de sociedade comercial.
c) t’tulo ao portador ou transmiss’vel por endosso.
d) nota fiscal.
e) livros mercantis.

08.! (CESPE - 2016 - TCE-PR - AUDITOR)


Assinale a op•‹o correta com rela•‹o aos crimes contra a fŽ pœblica.
A) O tipo penal que incrimina a conduta de possuir ou guardar objetos
especialmente destinados ˆ falsifica•‹o de moeda constitui exce•‹o ˆ
impunibilidade dos atos preparat—rios no direito penal brasileiro.
B) Os documentos emitidos pelas empresas pœblicas estaduais s‹o equiparados
a documentos particulares para efeitos penais.
C) O servidor pœblico que dolosamente faz afirma•‹o falsa em procedimento de
licenciamento ambiental comete o crime de falsidade ideol—gica, previsto no CP.
D) O agente que falsificar e posteriormente usar documento pœblico cometer‡ os
crimes de falsifica•‹o de documento pœblico e uso de documento falso em
concurso material, nos termos do CP.
E) Segundo o entendimento consolidado nos tribunais superiores, ser‡ tida como
at’pica a conduta do acusado que, ao ser preso em flagrante, informar nome
diverso, uma vez que agir‡ em leg’timo exerc’cio de autodefesa.

09.! (CESPE Ð 2014 Ð PGE-BA Ð PROCURADOR DO ESTADO)


Aquele que utilizar laudo mŽdico falso para, sob a alega•‹o de possuir doen•a
de natureza grave, furtar-se ao pagamento de tributo, dever‡ ser condenado
apenas pela pr‡tica do delito de sonega•‹o fiscal se a falsidade ideol—gica for
cometida com o exclusivo objetivo de fraudar o fisco, em virtude da aplica•‹o
do princ’pio da subsidiariedade.

10.! (CESPE Ð 2015 Ð DPU Ð DEFENSOR PòBLICO)


Praticar‡ o crime de falsidade ideol—gica aquele que, quando do preenchimento
de cadastro pœblico, nele inserir declara•‹o diversa da que deveria, ainda que
n‹o tenha o fim de prejudicar direito, criar obriga•‹o ou alterar a verdade sobre
fato juridicamente relevante.

11.! (CESPE - 2015 - TRE-GO - ANALISTA JUDICIçRIO - çREA


JUDICIçRIA)
Cometer‡ o delito de falsidade ideol—gica o mŽdico que emitir atestado
declarando, falsamente, que determinado paciente est‡ acometido por
enfermidade.

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12.! (CESPE Ð 2015 Ð TCU Ð AUDITOR FEDERAL DE CONTROLE EXTERNO)


Situa•‹o hipotŽtica: Com o intuito de viajar para o exterior, Pedro, que n‹o possui
passaporte, usou como seu o documento de Paulo, seu irm‹o Ñ com quem se
parece muito Ñ, tendo-o apresentado, sem adultera•›es, para os agentes da
companhia aŽrea e da Pol’cia Federal no aeroporto. Pedro e Paulo t•m mais de
dezoito anos de idade. Assertiva: Nessa situa•‹o, de acordo com o C—digo Penal,
Pedro cometeu o crime de falsidade ideol—gica.

13.! (CESPE Ð 2015 Ð PGM Ð PROCURADOR)


De acordo com o C—digo Penal, agente que registrar na CTPS de empregado, ou
em qualquer documento que deva produzir efeito perante a previd•ncia social,
declara•‹o falsa ou diversa daquela que deveria ter sido escrita praticar‡ o delito
de
A) uso de documento falso.
B) falsifica•‹o de documento particular.
C) falsa identidade.
D) falsidade ideol—gica.
E) falsifica•‹o de documento pœblico.

14.! (CESPE Ð 2009 Ð BCB Ð PROCURADOR)


Quanto aos crimes contra a fŽ pœblica e contra a administra•‹o pœblica, assinale
a op•‹o correta.
A) No crime de falsifica•‹o de documento pœblico, o fato de ser o agente
funcion‡rio pœblico Ž um indiferente penal, ainda que esse agente cometa o crime
prevalecendo-se do cargo, tendo em vista que tal delito Ž contra a fŽ e n‹o contra
a administra•‹o pœblica.
B) No crime de falsidade ideol—gica, o documento Ž materialmente verdadeiro,
mas seu conteœdo n‹o reflete a realidade, seja porque o agente omitiu declara•‹o
que dele deveria constar, seja porque nele inseriu ou fez inserir declara•‹o falsa
ou diversa da que devia ser escrita.
C) No crime de prevarica•‹o, a satisfa•‹o de interesse ou sentimento pessoal Ž
mero exaurimento do crime, n‹o sendo obrigat—ria a sua presen•a para a
configura•‹o do delito.
D) N‹o haver‡ o crime de condescend•ncia criminosa quando faltar ao funcion‡rio
pœblico compet•ncia para responsabilizar o subordinado que cometeu a infra•‹o
no exerc’cio do cargo.
E) A ocorr•ncia de preju’zo pœblico como resultado do fato n‹o influencia a pena
do crime de abandono de fun•‹o.

15.! (CESPE Ð 2010 Ð ABIN Ð OFICIAL TƒCNICO DE INTELIGæNCIA)

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Teoria e quest›es
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Julgue o pr—ximo item com base no que estabelece o C—digo Penal sobre falsidade
documental e crimes praticados por funcion‡rio pœblico.
A omiss‹o, em documento pœblico, de declara•‹o que dele deveria constar, ou a
inser•‹o de declara•‹o falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita, com o fim
de prejudicar direito, criar obriga•‹o ou alterar a verdade sobre fato jur’dico
relevante, sujeita o funcion‡rio pœblico a pena de reclus‹o de um a cinco anos e
multa, se o documento for pœblico; e de um a tr•s anos e multa, se o documento
for particular. A pena ser‡ aumentada em um sexto se a falsifica•‹o ou altera•‹o
for de assentamento de registro civil.

16.! (CESPE Ð 2010 Ð ABIN Ð OFICIAL TƒCNICO DE INTELIGæNCIA)


Com base nos delitos em espŽcie, julgue o pr—ximo item.
Um agente que tenha adquirido cinco cŽdulas falsas de R$ 50,00 com o intuito
de introduzi-las no comŽrcio local deve responder pelo tipo de moeda falsa, visto
que, nessa situa•‹o, n‹o se aplica o princ’pio da insignific‰ncia como causa
excludente de tipicidade.

17.! (CESPE Ð 2010 Ð AGU Ð PROCURADOR FEDERAL)


Acerca dos crimes relativos a licita•‹o, crimes contra a fŽ pœblica e crimes contra
as rela•›es de consumo, julgue o item a seguir.
ƒ at’pica a conduta do agente que desvia e faz circular moeda cuja circula•‹o
ainda n‹o estava autorizada, pois constitui elementar do crime de moeda falsa a
coloca•‹o em circula•‹o de moeda com curso legal no pa’s ou no exterior.

18.! (CESPE Ð 2012 Ð TC/DF Ð AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO)


A respeito dos crimes contra a fŽ pœblica, dos crimes previstos na Lei de
Licita•›es, bem como dos princ’pios e conceitos gerais de direito penal, julgue o
item a seguir.
ƒ crime pr—prio, que somente pode ter como sujeito ativo o servidor pœblico,
falsificar, no todo ou em parte, atestado ou certid‹o, ou alterar o teor de certid‹o
ou atestado, para produzir prova de fato que habilite alguŽm a obter cargo
pœblico.

19.! (CESPE Ð 2012 Ð TC/DF Ð AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO)


A respeito dos crimes contra a fŽ pœblica, dos crimes previstos na Lei de
Licita•›es, bem como dos princ’pios e conceitos gerais de direito penal, julgue o
item a seguir.
A falsifica•‹o de moeda e a falsifica•‹o de documento particular, bem como a
falsidade ideol—gica e a falsidade de atestado mŽdico, s‹o crimes contra a fŽ
pœblica. Os dois primeiros dizem respeito ˆ forma do objeto falsificado, que Ž
criado ou alterado materialmente pelo agente; os dois œltimos referem-se ˆ
falsidade do conteœdo da declara•‹o contida no documento, que, entretanto, Ž
materialmente verdadeiro.

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20.! (CESPE Ð 2009 Ð AGU Ð ADVOGADO DA UNIÌO)


Julgue o item a seguir acerca dos crimes contra a fŽ pœblica.
No crime de falsifica•‹o de documento pœblico, a circunst‰ncia de ser o sujeito
ativo funcion‡rio pœblico, independentemente de ter ele se prevalecido do cargo
e, com isso, obtido vantagem ou facilidade para a consecu•‹o do crime, Ž um
indiferente penal.

21.! (CESPE Ð 2011 Ð DPU/MA Ð DEFENSOR PòBLICO)


Acerca dos crimes contra a fŽ pœblica e contra a administra•‹o pœblica, assinale
a op•‹o correta.
A) A incid•ncia da circunst‰ncia agravante relativa ao abuso de poder ou viola•‹o
de dever inerente a cargo, of’cio, ministŽrio ou profiss‹o n‹o se mostra
incompat’vel com o delito de peculato.
B) Caracteriza o delito de moeda falsa a fabrica•‹o de instrumento ou de qualquer
objeto especialmente destinado ˆ falsifica•‹o de moeda.
C) Reconhecer como verdadeira, no exerc’cio de fun•‹o pœblica, firma ou letra
que n‹o o seja caracteriza o delito de falsifica•‹o de documento particular.
D) Destruir, em benef’cio pr—prio ou de outrem, documento pœblico ou particular
verdadeiro de que n‹o se pode dispor configura o delito de falsidade ideol—gica.
E) A consuma•‹o do crime de peculato-apropria•‹o ocorre no momento em que
o funcion‡rio pœblico, em virtude do cargo, come•a a dispor do bem m—vel de
que se tenha apropriado, como se propriet‡rio dele fosse.

22.! (CESPE Ð 2012 Ð AGU Ð ADVOGADO DA UNIÌO)


Julgue o item a seguir, que versa sobre crimes relacionados ˆs licita•›es e delitos
contra a fŽ pœblica e as rela•›es de consumo.
O agente que falsificar e, em seguida, usar o documento falsificado responder‡
apenas pelo crime de falsifica•‹o.

23.! (CESPE Ð 2012 Ð TJ/BA Ð JUIZ ESTADUAL)


Considerando o que disp›e o CP a respeito dos crimes contra a incolumidade, a
paz, a fŽ e a administra•‹o pœblicas, assinale a op•‹o correta.
A) N‹o integram o tipo penal perigo de desastre ferrovi‡rio os ve’culos de tra•‹o
mec‰nica por meio de cabo aŽreo.
B) Considere que Jo‹o, Pedro, Ant™nio e Joaquim, todos maiores de idade,
associem-se com a finalidade de falsificar um œnico ingresso de evento esportivo.
Nessa situa•‹o, a conduta dos agentes se amolda ao crime de quadrilha.
C) Suponha que Maria, de dezenove anos de idade, receba, de boa-fŽ, de um
desconhecido passe falso de transporte de empresa administrada pelo governo e
o utilize imediatamente ap—s ser alertada, por seu irm‹o, da falsidade do bilhete.
Nessa situa•‹o, a conduta de Maria caracteriza-se como at’pica.

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D) Responde criminalmente o funcion‡rio pœblico que, em raz‹o da fun•‹o, e


mesmo antes de assumi-la, aceita promessa de vantagem indevida, ainda que
n‹o venha a receb•-la.
E) N‹o Ž prevista a modalidade culposa para o crime de desabamento.

24.! (CESPE Ð 2012 Ð AGU Ð ADVOGADO DA UNIÌO)


Julgue o item a seguir acerca dos crimes contra a fŽ pœblica.
De acordo com o STJ, a falsifica•‹o nitidamente grosseira de documento afasta o
delito de uso de documento falso, haja vista a inaptid‹o para ofender a fŽ pœblica.

25.! (CESPE - 2013 Ð TRE/MS - ANALISTA JUDICIçRIO - çREA


JUDICIçRIA)
Silas, maior e capaz, foi abordado por policiais militares e, ao ser questionado
acerca do documento de identifica•‹o, apresentou, como sendo seu, o œnico
documento que carregava, um t’tulo de eleitor, aut•ntico, pertencente a terceira
pessoa. Nessa situa•‹o hipotŽtica,
A) a conduta de Silas ajusta-se ao crime de uso de documento de identidade
alheio.
B) Silas praticou o crime de falsidade ideol—gica.
C) configurou-se o delito de uso de documento falso.
D) Silas perpetrou o crime de falsa identidade.
E) a conduta de Silas foi at’pica, pois ele exibiu o documento apenas por exig•ncia
dos policiais.

26.! (CESPE - 2004 - AGU - ADVOGADO)


Maria inseriu, falsamente, em sua carteira de trabalho e previd•ncia social,
visando adquirir alguns bens a crŽdito, um contrato de trabalho por meio do qual
exercia fun•‹o de secret‡ria-executiva, com sal‡rio de R$ 1.800,00 mensais, na
empresa Transportadora J&G Ltda. Posteriormente, Maria fez uso da carteira de
trabalho em uma loja de eletrodomŽsticos, ao adquirir, a credi‡rio, um televisor
e um videocassete. Nessa situa•‹o, consoante orienta•‹o do STJ, Maria praticou
os crimes de falsidade de documento pœblico e uso de documento falso.

27.! (CESPE - 2012 Ð TER/RJ - ANALISTA JUDICIçRIO - çREA


JUDICIçRIA)
A conduta consistente na emiss‹o de t’tulo ao portador sem permiss‹o legal
constitui crime contra a fŽ pœblica.

28.! (CESPE - 2012 - AGU - ADVOGADO)


O agente que falsificar e, em seguida, usar o documento falsificado responder‡
apenas pelo crime de falsifica•‹o.

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29.! (CESPE - 2012 - PF - AGENTE DA POLêCIA FEDERAL)


Luiz, propriet‡rio da mercearia Pague Menos, foi preso em flagrante por policiais
militares logo ap—s passar troco para cliente com cŽdulas falsas de moeda
nacional de R$ 20,00 e R$ 10,00. Os policiais ainda apreenderam, no caixa da
mercearia, 22 cŽdulas de R$ 20,00 e seis cŽdulas de R$ 10,00 falsas. Nessa
situa•‹o, as a•›es praticadas por Luiz Ñ guardar e introduzir em circula•‹o
moeda falsa Ñ configuram crime œnico.

30.! (CESPE - 2012 Ð PC/CE - INSPETOR DE POLêCIA - CIVIL)


Considere que, em uma batida policial, um indiv’duo se atribua falsa identidade
perante autoridade policial com o intento de ocultar seus maus antecedentes.
Nessa situa•‹o, conforme recente decis‹o do STF, configurar-se-‡ crime de falsa
identidade, sem ofensa ao princ’pio constitucional da autodefesa.

31.! (CESPE - 2012 Ð PC/CE - INSPETOR DE POLêCIA - CIVIL)


Se um indiv’duo adquirir, gratuitamente, maquinismo para falsificar moedas e
alcan•ar o seu intento, ent‹o, nesse caso, ele responder‡ pelo crime de moeda
falsa em concurso com o delito de petrechos para falsifica•‹o de moeda.

32.! (CESPE - 2008 Ð SEMAD/ARACAJU - PROCURADOR MUNICIPAL)


Considere a seguinte situa•‹o hipotŽtica.
K‡tia, propriet‡ria de uma lanchonete, recebeu, de boa-fŽ, uma moeda falsa.
Ap—s constatar a falsidade da moeda, para n‹o ficar no preju’zo, K‡tia restituiu
a moeda ˆ circula•‹o. Nessa situa•‹o, a conduta de K‡tia Ž at’pica, pois ela
recebeu a moeda falsa de boa-fŽ.

33.! (CESPE - 2008 Ð SEMAD/ARACAJU - PROCURADOR MUNICIPAL)


No crime de falsifica•‹o de documento pœblico, se o agente Ž funcion‡rio pœblico
e comete o delito prevalecendo-se do cargo, sua pena ser‡ aumentada em um
sexto.

34.! (CESPE - 2008 Ð SEMAD/ARACAJU - PROCURADOR MUNICIPAL)


N‹o comete o crime de falsidade ideol—gica o agente que declara falsamente ser
pobre, assinando declara•‹o de pobreza para obter os benef’cios da justi•a
gratuita, pois a declara•‹o n‹o pode ser considerada documento para fins de
consumar o crime mencionado.

35.! (CESPE - 2008 Ð SEMAD/ARACAJU - PROCURADOR MUNICIPAL)

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O crime de falsidade material de atestado ou certid‹o prev• pena de deten•‹o


ao agente que o pratica. No entanto, se o crime for praticado com o fim de lucro,
aplica-se, alŽm da pena privativa de liberdade, a pena de multa.

36.! (CESPE - 2009 Ð SEAD/SE (FPH) - PROCURADOR)


ƒ at’pica a conduta de quem restitui ˆ circula•‹o cŽdula recolhida pela
administra•‹o pœblica para ser inutilizada.

37.! (CESPE - 2009 Ð SEAD/SE (FPH) - PROCURADOR)


O direito penal n‹o pune os atos meramente preparat—rios do crime, raz‹o pela
qual Ž at’pica a conduta de quem simplesmente guarda aparelho especialmente
destinado ˆ falsifica•‹o de moeda sem efetivamente praticar o delito.

38.! (CESPE - 2011 Ð PC/ES - DELEGADO DE POLêCIA - ESPECêFICOS)


Em crimes de moeda falsa, a jurisprud•ncia predominante do STF Ž no sentido
de reconhecer como bem penal tutelado n‹o somente o valor correspondente ˆ
express‹o monet‡ria contida nas cŽdulas ou moedas falsas, mas a fŽ pœblica, a
qual pode ser definida como bem intang’vel, que corresponde, exatamente, ˆ
confian•a que a popula•‹o deposita em sua moeda.

39.! (CESPE - 2009 Ð SECONT/ES - AUDITOR DO ESTADO Ð DIREITO)


A conduta de quem se declara falsamente pobre visando obter os benef’cios da
justi•a gratuita subsume-se ao delito de falsifica•‹o de documento particular.

40.! (CESPE - 2010 - EMBASA - ANALISTA DE SANEAMENTO -


ADVOGADO)
Segundo o STJ, no caso de crime de falsifica•‹o de moeda, a norma penal n‹o
busca resguardar somente o aspecto patrimonial, mas tambŽm, e
principalmente, a moral administrativa, que se v• flagrantemente abalada com
a circula•‹o de moeda falsa. No entanto, a pequena quantidade de notas ou o
pequeno valor de seu somat—rio Ž suficiente para quantificar como pequeno o
preju’zo advindo do il’cito perpetrado, a ponto de caracterizar a m’nima
ofensividade da conduta para fins de exclus‹o de sua tipicidade.

41.! (CESPE - 2009 Ð DPE/ES - DEFENSOR PòBLICO)


A apresenta•‹o de documento falso ˆ autoridade incompetente, ap—s exig•ncia
desta, n‹o configura o crime de uso de documento falso.

42.! (CESPE - 2009 Ð DPE/ES - DEFENSOR PòBLICO)


Se, ao ser abordado por policiais militares, em procedimento rotineiro no centro
da cidade onde mora, um indiv’duo se identificar com outro nome, a fim de

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esconder antecedentes penais, esse indiv’duo praticar‡ o delito de falsa


identidade, segundo o STJ.

43.! (CESPE Ð 2013 Ð POLêCIA FEDERAL Ð DELEGADO)


A falsa atribui•‹o de identidade s— Ž caracterizada como delito de falsa
identidade se feita oralmente, com o poder de ludibriar; quando formulada por
escrito, constitui crime de falsifica•‹o de documento pœblico.

44.! (CESPE Ð 2013 - DPE-DF Ð DEFENSOR PòBLICO)


Julgue os seguintes itens, relativos aos crimes de porte ilegal de arma de fogo,
roubo e falsifica•‹o.
O agente que falsificar cart‹o de crŽdito ou dŽbito cometer‡, em tese, o crime
de falsifica•‹o de documento particular previsto no CP.

45.! (CESPE Ð 2013 Ð PC-BA Ð ESCRIVÌO DE POLêCIA)


Julgue os pr—ximos itens, relativos a crimes contra a fŽ pœblica.
A consuma•‹o do crime de atestar ou certificar falsamente, em raz‹o de fun•‹o
pœblica, fato ou circunst‰ncia que habilite alguŽm a obter cargo pœblico, isen•‹o
de ™nus ou de servi•o de car‡ter pœblico, ou qualquer outra vantagem ocorre no
instante em que o documento falso Ž criado, independentemente da sua efetiva
utiliza•‹o pelo benefici‡rio

46.! (CESPE Ð 2013 Ð PC-BA Ð ESCRIVÌO DE POLêCIA)


Julgue os pr—ximos itens, relativos a crimes contra a fŽ pœblica.
Considere a seguinte situa•‹o hipotŽtica. Celso, maior, capaz, quando trafegava
com seu ve’culo em via pœblica, foi abordado por policiais militares, que lhe
exigiram a apresenta•‹o dos documentos do ve’culo e da carteira de habilita•‹o.
Celso, ent‹o, apresentou habilita•‹o falsa. Nessa situa•‹o, a conduta de Celso
Ž considerada at’pica, visto que a apresenta•‹o do documento falso decorreu de
circunst‰ncia alheia ˆ sua vontade.

47.! (CESPE Ð 2013 Ð MPU Ð ANALISTA Ð DIREITO)


A inser•‹o, em assentamento de registro civil, de declara•‹o falsa com vistas ˆ
altera•‹o da verdade sobre fato juridicamente relevante configura crime de
falsidade ideol—gica, com aumento de pena em raz‹o da natureza do documento.

48.! (CESPE Ð 2013 Ð CNJ Ð ANALISTA JUDICIçRIO)


Crime de falsifica•‹o de documento pœblico, quando cometido por funcion‡rio
pœblico, admite a modalidade culposa ÐÐ hip—tese em que a pena Ž reduzida.

49.! (CESPE Ð 2013 Ð TCDF Ð PROCURADOR)

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O crime de uso de documento falso Ž formal, consumando-se com a simples


utiliza•‹o do documento reputado falso, n‹o se exigindo a comprova•‹o de
efetiva les‹o ˆ fŽ pœblica, o que afasta a possibilidade de aplica•‹o do princ’pio
da insignific‰ncia, em raz‹o do bem jur’dico tutelado.

50.! (CESPE Ð 2014 Ð TCDF Ð ACE)


Julgue os itens a seguir, acerca de crimes contra a administra•‹o pœblica e
contra a fŽ pœblica.
Considere que determinado servidor pœblico, prevalecendo-se de seu cargo,
tenha falsificado o teor de um testamento particular. Nesse caso, o servidor
praticou o delito de falsifica•‹o de documento particular, que n‹o se equipara a
documento pœblico, e est‡ sujeito ao aumento da pena prevista na lei penal.

51.! (CESPE Ð 2013 Ð AGU Ð PROCURADOR)


Acerca da legisla•‹o penal especial e dos crimes contra a administra•‹o pœblica
e contra a fŽ pœblica, julgue os itens subsequentes.
Aquele que emitir, sem permiss‹o legal, t’tulo que contenha promessa de
pagamento em dinheiro ao portador praticar‡ crime contra a ordem econ™mica,
as rela•›es de consumo e a economia popular.

52.! (CESPE Ð 2013 Ð PC-DF Ð AGENTE DE POLêCIA)


O empres‡rio que inserir na carteira de trabalho e previd•ncia social de seu
empregado declara•‹o diversa da que deveria ter escrito cometer‡ o crime de
falsidade ideol—gica.

53.! (CESPE Ð 2013 Ð TJ-BA Ð TITULAR NOTARIAL Ð ADAPTADA)


A falsifica•‹o de cart‹o de crŽdito, por si s—, n‹o configura conduta t’pica
pun’vel, uma vez que esse tipo de cart‹o n‹o Ž um documento propriamente
dito, mas constitui apenas uma base material destinada a estampar informe ou
outros dados credit’cios.

54.! (CESPE Ð 2013 Ð SEGESP-AL Ð PAPILOSCOPISTA)


No que se refere aos crimes contra a fŽ pœblica e contra o patrim™nio e ˆ
imputabilidade, julgue os itens seguintes.
Considera-se crime contra a fŽ pœblica fraudar concurso pœblico para —rg‹o da
administra•‹o direta do governo federal ou vestibular para universidade
particular.

7! EXERCêCIOS COMENTADOS

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01.! (CESPE Ð 2017 Ð TRF1 Ð OFICIAL DE JUSTI‚A)


No que se refere ao cumprimento de mandados judiciais e suas
repercuss›es criminais na esfera penal, julgue o item que se segue.
Situa•‹o hipotŽtica: No curso de dilig•ncia para a cita•‹o pessoal de rŽu
em processo criminal, o destinat‡rio da cita•‹o apresentou documento
de identidade de outra pessoa, em que havia substitu’do a fotografia
original, com o objetivo de se furtar ao ato, o que frustrou o cumprimento
da ordem judicial. Assertiva: Nesse caso, o citado praticou o crime de
falsa identidade.
COMENTçRIOS: Item errado, pois o agente, neste caso, praticou os crimes de
falsifica•‹o de documento pœblico e uso de documento falso. Todavia, por ter sido
o pr—prio falsificador, n‹o responder‡ pelo uso, que ser‡ considerado mero
exaurimento do delito de falso, respondendo o agente apenas pela falsifica•‹o de
documento pœblico, na forma do art. 297 do CP.
De toda sorte, n‹o h‡, aqui, o crime de falsa identidade, que pressup›e que o
agente n‹o use um documento falso e nem use documento verdadeiro
pertencente a outra pessoa.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç ERRADA.

02.! (CESPE Ð 2017 Ð TCE-PE Ð AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO)


A omiss‹o involunt‡ria de despesas de campanha eleitoral quando da
presta•‹o de contas afasta a eventual incid•ncia do crime de falsidade
ideol—gica.
COMENTçRIOS: O item est‡ correto, pois se a omiss‹o Ž INVOLUNTçRIA,
significa que n‹o h‡ dolo na conduta do agente, de maneira que n‹o h‡ que se
falar em crime de falsidade ideol—gica, previsto no art. 299 do CP, pois tal delito
exige n‹o s— o dolo, como tambŽm o dolo espec’fico (finalidade espec’fica).
Todavia, a conduta, neste caso, n‹o seria mesmo a conduta de falsidade
ideol—gica, e sim o crime de falsidade ideol—gica para fins eleitorais, previsto no
art. 350 do C—digo Eleitoral.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç CORRETA.

03.! (CESPE Ð 2017 Ð TCE-PE Ð AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO)


Ser‡ considerada at’pica por inexist•ncia de ofensa ˆ fŽ pœblica nacional,
a conduta do estrangeiro que, para tentar sair irregularmente do Brasil,
apresentar ˆ Pol’cia Federal passaporte falso expedido por outro pa’s.
COMENTçRIOS: O item est‡ errado, pois a conduta, neste caso, n‹o ser‡
at’pica, ser‡ uma conduta TêPICA, o crime de uso de documento falso, previsto
no art. 304 do CP.
O fato de se tratar de documento expedido por autoridade pœblica estrangeira
n‹o impede a caracteriza•‹o do delito, pois a Lei n‹o faz tal distin•‹o.

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Inclusive, o STJ j‡ decidiu nesse sentido (embora essa jurisprud•ncia n‹o seja
necess‡ria para se chegar a tal conclus‹o):
(...) ƒ t’pica a conduta de uso de documento falso, consistente em passaporte
expedido pela Repœblica do Uruguai, apresentado ˆ Pol’cia Federal por ocasi‹o de
abordagem realizada em aeroporto, mediante tentativa de sa’da irregular do pa’s
e burla ao controle aeroportu‡rio de fronteiras.
2. O art. 297 do C—digo Penal n‹o distingue proced•ncia do documento, se
emitido por autoridade nacional ou estrangeira.
(...) (REsp 1568954/SP, Rel. Ministro NEFI CORDEIRO, SEXTA TURMA, julgado em
18/10/2016, DJe 07/11/2016)

Portanto, a AFIRMATIVA ESTç ERRADA.

04.! (CESPE Ð 2017 Ð PGM-BH Ð PROCURADOR Ð ADAPTADA)


O indiv’duo que, ao ser preso em flagrante, informa nome falso com o
objetivo de esconder seus maus antecedentes pratica o crime de falsa
identidade, n‹o sendo cab’vel a alega•‹o do direito ˆ autodefesa e ˆ n‹o
autoincrimina•‹o.
COMENTçRIOS: Item correto, pois o STJ sumulou entendimento no sentido de
que tal conduta Ž t’pica, configurando o crime de falsa identidade, previsto no
art. 307 do CP, n‹o havendo que se falar em ÒautodefesaÓ como forma de afastar
a tipicidade da conduta (sœmula 522 do STJ).
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç CORRETA.

05.! (CESPE Ð 2017 Ð TRE-PE Ð ANALISTA JUDICIçRIO Ð çREA


JUDICIçRIA)
Caracteriza crime de falsidade ideol—gica a conduta consistente em
a) omitir que est‡ empregado ao preencher cadastro pœblico para
obten•‹o de benef’cio social.
b) trocar a foto do documento de identifica•‹o por outra, pr—pria, mais
recente.
c) fingir que Ž outra pessoa para obter algum benef’cio, como o ingresso
em evento privado.
d) utilizar o t’tulo de eleitor do irm‹o que se encontre em viagem para
votar em seu lugar.
e) alterar por conta pr—pria o nome que consta na carteira nacional de
habilita•‹o.
COMENTçRIOS:
a) CORRETA: Item coreto, pois neste caso temos a omiss‹o de informa•‹o que
deveria constar no documento, com o fim de obter vantagem configurando o
crime de falsidade ideol—gica, previsto no art. 299 do CP.
b) ERRADA: Item errado, pois neste caso n‹o h‡ falsidade ideol—gica, mas
falsidade material, nos termos do art. 297 do CP.

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c) ERRADA: Item errado, pois neste caso teremos o crime de falsa identidade,
previsto no art. 307 do CP.
d) ERRADA: Item errado, pois neste caso ocorreu o crime de uso de documento
alheio como pr—prio, previsto no art. 308 do CP.
e) ERRADA: Item errado, pois neste caso n‹o h‡ falsidade ideol—gica, mas
falsidade material, nos termos do art. 297 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

06.! (CESPE Ð 2016 Ð TCE-SC Ð AUDITOR FISCAL DE CONTROLE


EXTERNO)
Em rela•‹o ao direito penal, julgue o item a seguir.
De acordo com o STJ, a conduta do agente que se atribui falsa identidade
perante autoridade policial Ž t’pica, ainda que em situa•‹o de alegada
autodefesa.
COMENTçRIOS: Item correto, pois o STJ sumulou entendimento no sentido de
que tal conduta Ž t’pica, configurando o crime de falsa identidade, previsto no
art. 307 do CP, n‹o havendo que se falar em ÒautodefesaÓ como forma de afastar
a tipicidade da conduta (sœmula 522 do STJ).
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç CORRETA.

07.! (CESPE Ð 2016 Ð TRT-8 Ð OFICIAL DE JUSTI‚A)


Caracteriza falsifica•‹o de documento particular a altera•‹o de
a) testamento particular.
b) a•›es de sociedade comercial.
c) t’tulo ao portador ou transmiss’vel por endosso.
d) nota fiscal.
e) livros mercantis.
COMENTçRIOS: Dentre as hip—teses apresentadas, apenas a falsifica•‹o de
nota fiscal configura crime de falsifica•‹o de documento particular, j‡ que em
todos os demais casos teremos falsifica•‹o de documento pœblico, eis que os
documentos das letras A, B, C e E s‹o equiparados a documentos pœblicos, para
fins penais, nos termos do art. 297, ¤2¼ do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

08.! (CESPE - 2016 - TCE-PR - AUDITOR)


Assinale a op•‹o correta com rela•‹o aos crimes contra a fŽ pœblica.
A) O tipo penal que incrimina a conduta de possuir ou guardar objetos
especialmente destinados ˆ falsifica•‹o de moeda constitui exce•‹o ˆ
impunibilidade dos atos preparat—rios no direito penal brasileiro.
B) Os documentos emitidos pelas empresas pœblicas estaduais s‹o

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equiparados a documentos particulares para efeitos penais.


C) O servidor pœblico que dolosamente faz afirma•‹o falsa em
procedimento de licenciamento ambiental comete o crime de falsidade
ideol—gica, previsto no CP.
D) O agente que falsificar e posteriormente usar documento pœblico
cometer‡ os crimes de falsifica•‹o de documento pœblico e uso de
documento falso em concurso material, nos termos do CP.
E) Segundo o entendimento consolidado nos tribunais superiores, ser‡
tida como at’pica a conduta do acusado que, ao ser preso em flagrante,
informar nome diverso, uma vez que agir‡ em leg’timo exerc’cio de
autodefesa.
COMENTçRIOS:
A) CORRETA: Item correto, pois os atos preparat—rios n‹o s‹o pun’veis em EM
REGRA (art. 31 do CP). Existem, portanto, exce•›es. Alguns tipos penais
aut™nomos criminalizam condutas que s‹o meros atos preparat—rios para outros
delitos, como Ž o caso do delito de petrechos de falsifica•‹o de moeda (art. 291
do CP), que configura uma das exce•›es ˆ impunibilidade dos atos preparat—rios.
B) ERRADA: Estes documentos s‹o considerados documentos pœblicos, pois
emitidos por —rg‹os pœblicos.
C) ERRADA: O funcion‡rio pœblico pratica, aqui, um crime ambiental, previsto no
art. 66 da Lei 9.605/98:
Art. 66. Fazer o funcion‡rio pœblico afirma•‹o falsa ou enganosa, omitir a
verdade, sonegar informa•›es ou dados tŽcnico-cient’ficos em procedimentos de
autoriza•‹o ou de licenciamento ambiental:
Pena - reclus‹o, de um a tr•s anos, e multa.
D) ERRADA: Segundo entendimento jurisprudencial majorit‡rio, o agente
responder‡ apenas pelo delito de falsifica•‹o de documento, sendo o uso
considerado como mero p—s-fato impun’vel (mero exaurimento do delito).
E) ERRADA: Item errado, a tese de ÒautodefesaÓ em casos como este foi
recha•ada pelos Tribunais Superiores, tendo o STJ, inclusive, editado verbete de
sœmula em sentido contr‡rio, ou seja, sustentando que, neste caso, fica
configurado o delito de falsa identidade, previsto no art. 307 do CP (sœmula 522
do STJ).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

09.! (CESPE Ð 2014 Ð PGE-BA Ð PROCURADOR DO ESTADO)


Aquele que utilizar laudo mŽdico falso para, sob a alega•‹o de possuir
doen•a de natureza grave, furtar-se ao pagamento de tributo, dever‡
ser condenado apenas pela pr‡tica do delito de sonega•‹o fiscal se a
falsidade ideol—gica for cometida com o exclusivo objetivo de fraudar o
fisco, em virtude da aplica•‹o do princ’pio da subsidiariedade.

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COMENTçRIOS: De fato, o agente responder‡ apenas pelo crime-fim, ou seja,


o crime tribut‡rio, j‡ que a falsidade foi praticada como mero crime-meio para
a pr‡tica do delito tribut‡rio.
Contudo, o princ’pio aplic‡vel Ž o da CONSUN‚ÌO (absor•‹o do crime-meio pelo
crime-fim).
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç ERRADA.

10.! (CESPE Ð 2015 Ð DPU Ð DEFENSOR PòBLICO)


Praticar‡ o crime de falsidade ideol—gica aquele que, quando do
preenchimento de cadastro pœblico, nele inserir declara•‹o diversa da
que deveria, ainda que n‹o tenha o fim de prejudicar direito, criar
obriga•‹o ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante.
COMENTçRIOS: Item errado, pois o tipo penal do art. 299 do CP exige, para
sua configura•‹o, a presen•a do elemento subjetivo espec’fico (ou especial fim
de agir, tambŽm chamado de dolo espec’fico), consistente na INTEN‚ÌO de
prejudicar direito, criar obriga•‹o ou alterar a verdade sobre fato juridicamente
relevante. Vejamos:
Falsidade ideol—gica
Art. 299 - Omitir, em documento pœblico ou particular, declara•‹o que dele devia
constar, ou nele inserir ou fazer inserir declara•‹o falsa ou diversa da que devia ser
escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obriga•‹o ou alterar a verdade sobre fato
juridicamente relevante:
Pena - reclus‹o, de um a cinco anos, e multa, se o documento Ž pœblico, e reclus‹o
de um a tr•s anos, e multa, de quinhentos mil rŽis a cinco contos de rŽis, se o
documento Ž particular.
Assim, ausente tal intento, n‹o restar‡ configurado o delito do art. 299 do CP.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç ERRADA.

11.! (CESPE - 2015 - TRE-GO - ANALISTA JUDICIçRIO - çREA


JUDICIçRIA)
Cometer‡ o delito de falsidade ideol—gica o mŽdico que emitir atestado
declarando, falsamente, que determinado paciente est‡ acometido por
enfermidade.
COMENTçRIOS: Item errado, pois existe um tipo penal espec’fico para este
caso, que Ž o crime de Òfalsidade de atestado mŽdicoÓ, previsto no art. 302 do
CP:
Falsidade de atestado mŽdico
Art. 302 - Dar o mŽdico, no exerc’cio da sua profiss‹o, atestado falso:
Pena - deten•‹o, de um m•s a um ano.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç ERRADA.

12.! (CESPE Ð 2015 Ð TCU Ð AUDITOR FEDERAL DE CONTROLE EXTERNO)

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Situa•‹o hipotŽtica: Com o intuito de viajar para o exterior, Pedro, que


n‹o possui passaporte, usou como seu o documento de Paulo, seu irm‹o
Ñ com quem se parece muito Ñ, tendo-o apresentado, sem adultera•›es,
para os agentes da companhia aŽrea e da Pol’cia Federal no aeroporto.
Pedro e Paulo t•m mais de dezoito anos de idade. Assertiva: Nessa
situa•‹o, de acordo com o C—digo Penal, Pedro cometeu o crime de
falsidade ideol—gica.
COMENTçRIOS: Item errado, pois Pedro praticou o delito previsto no art. 308
do CP:
Art. 308 - Usar, como pr—prio, passaporte, t’tulo de eleitor, caderneta de reservista
ou qualquer documento de identidade alheia ou ceder a outrem, para que dele se
utilize, documento dessa natureza, pr—prio ou de terceiro:
Pena - deten•‹o, de quatro meses a dois anos, e multa, se o fato n‹o constitui
elemento de crime mais grave.
Trata-se, segundo a doutrina, de uma modalidade espec’fica do delito de falsa
identidade, tambŽm chamado de crime de Òuso de documento de identidade
alheioÓ.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç ERRADA.

13.! (CESPE Ð 2015 Ð PGM Ð PROCURADOR)


De acordo com o C—digo Penal, agente que registrar na CTPS de
empregado, ou em qualquer documento que deva produzir efeito perante
a previd•ncia social, declara•‹o falsa ou diversa daquela que deveria ter
sido escrita praticar‡ o delito de
A) uso de documento falso.
B) falsifica•‹o de documento particular.
C) falsa identidade.
D) falsidade ideol—gica.
E) falsifica•‹o de documento pœblico.
COMENTçRIOS: Embora tal conduta seja, do ponto de vista estrutural, muito
parecida com o delito de falsidade ideol—gica, temos aqui um crime de falsifica•‹o
de documento pœblico, conforme estabelecido no art. 297, ¤3¡, II, do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

14.! (CESPE Ð 2009 Ð BCB Ð PROCURADOR)


Quanto aos crimes contra a fŽ pœblica e contra a administra•‹o pœblica,
assinale a op•‹o correta.
A) No crime de falsifica•‹o de documento pœblico, o fato de ser o agente
funcion‡rio pœblico Ž um indiferente penal, ainda que esse agente
cometa o crime prevalecendo-se do cargo, tendo em vista que tal delito
Ž contra a fŽ e n‹o contra a administra•‹o pœblica.

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B) No crime de falsidade ideol—gica, o documento Ž materialmente


verdadeiro, mas seu conteœdo n‹o reflete a realidade, seja porque o
agente omitiu declara•‹o que dele deveria constar, seja porque nele
inseriu ou fez inserir declara•‹o falsa ou diversa da que devia ser escrita.
C) No crime de prevarica•‹o, a satisfa•‹o de interesse ou sentimento
pessoal Ž mero exaurimento do crime, n‹o sendo obrigat—ria a sua
presen•a para a configura•‹o do delito.
D) N‹o haver‡ o crime de condescend•ncia criminosa quando faltar ao
funcion‡rio pœblico compet•ncia para responsabilizar o subordinado que
cometeu a infra•‹o no exerc’cio do cargo.
E) A ocorr•ncia de preju’zo pœblico como resultado do fato n‹o influencia
a pena do crime de abandono de fun•‹o.
COMENTçRIO: O crime de falsidade ideol—gica Ž um crime contra a fŽ pœblica,
consistente na altera•‹o do conteœdo de determinado documento, com vistas a
alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. Tem, por finalidade,
portanto, o conteœdo do documento, n‹o sua forma, diferentemente do crime de
falsidade documental.
ƒ crime comum, podendo ser praticado por qualquer pessoa, e somente pode ser
praticado na forma dolosa, por n‹o haver previs‹o de sua puni•‹o a t’tulo
culposo. Vejamos o art. 299 do CP:
Falsidade ideol—gica
Art. 299 - Omitir, em documento pœblico ou particular, declara•‹o que dele devia
constar, ou nele inserir ou fazer inserir declara•‹o falsa ou diversa da que devia ser
escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obriga•‹o ou alterar a verdade sobre fato
juridicamente relevante:
Pena - reclus‹o, de um a cinco anos, e multa, se o documento Ž pœblico, e reclus‹o
de um a tr•s anos, e multa, se o documento Ž particular.
Assim, a alternativa B est‡ correta.
As demais alternativas est‹o erradas, eis que no crime de falsifica•‹o de
documento pœblico, o fato de o agente ser funcion‡rio pœblico Ž causa de aumento
de pena, art. 297, ¤1¼ do CP. No crime de prevarica•‹o a satisfa•‹o de
sentimento pessoal Ž elementar do crime e n‹o mero exaurimento, nos termos
do art. 319 do CP. O crime de condescend•ncia criminosa pode ser praticado pelo
superior hier‡rquico, ainda que este n‹o tenha compet•ncia para punir o
subordinado, j‡ que deve levar o fato a conhecimento de quem tenha
compet•ncia, nos termos do art. 320 do CP.
Por fim, a ocorr•ncia de preju’zo pœblico Ž causa qualificadora no crime de
abandono de cargo ou fun•‹o pœblica, nos termos do art. 323, ¤1¼ do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

15.! (CESPE Ð 2010 Ð ABIN Ð OFICIAL TƒCNICO DE INTELIGæNCIA)


Julgue o pr—ximo item com base no que estabelece o C—digo Penal sobre
falsidade documental e crimes praticados por funcion‡rio pœblico.

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A omiss‹o, em documento pœblico, de declara•‹o que dele deveria


constar, ou a inser•‹o de declara•‹o falsa ou diversa da que deveria ter
sido escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obriga•‹o ou alterar a
verdade sobre fato jur’dico relevante, sujeita o funcion‡rio pœblico a
pena de reclus‹o de um a cinco anos e multa, se o documento for pœblico;
e de um a tr•s anos e multa, se o documento for particular. A pena ser‡
aumentada em um sexto se a falsifica•‹o ou altera•‹o for de
assentamento de registro civil.
COMENTçRIO: A afirmativa est‡ CORRETA, eis que a conduta narrada pela
quest‹o se amolda perfeitamente ao tipo penal do art. 299, qual seja, o crime de
falsidade ideol—gica. Vejamos:

Art. 299 - Omitir, em documento pœblico ou particular, declara•‹o que dele devia
constar, ou nele inserir ou fazer inserir declara•‹o falsa ou diversa da que devia ser
escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obriga•‹o ou alterar a verdade sobre fato
juridicamente relevante:
Pena - reclus‹o, de um a cinco anos, e multa, se o documento Ž pœblico, e reclus‹o
de um a tr•s anos, e multa, se o documento Ž particular.
Par‡grafo œnico - Se o agente Ž funcion‡rio pœblico, e comete o crime prevalecendo-
se do cargo, ou se a falsifica•‹o ou altera•‹o Ž de assentamento de registro civil,
aumenta-se a pena de sexta parte.
Portanto, a afirmativa est‡ CORRETA.

16.! (CESPE Ð 2010 Ð ABIN Ð OFICIAL TƒCNICO DE INTELIGæNCIA)


Com base nos delitos em espŽcie, julgue o pr—ximo item.
Um agente que tenha adquirido cinco cŽdulas falsas de R$ 50,00 com o
intuito de introduzi-las no comŽrcio local deve responder pelo tipo de
moeda falsa, visto que, nessa situa•‹o, n‹o se aplica o princ’pio da
insignific‰ncia como causa excludente de tipicidade.
COMENTçRIO: O crime de moeda falsa est‡ previsto no art. 289 do CP, e tem
como condutas, dentre outras, a introdu•‹o da moeda falsa em circula•‹o.
Vejamos:
Art. 289 - Falsificar, fabricando-a ou alterando-a, moeda met‡lica ou papel-moeda de
curso legal no pa’s ou no estrangeiro:
Pena - reclus‹o, de tr•s a doze anos, e multa.
¤ 1¼ - Nas mesmas penas incorre quem, por conta pr—pria ou alheia, importa ou
exporta, adquire, vende, troca, cede, empresta, guarda ou introduz na circula•‹o
moeda falsa.
Segundo a Jurisprud•ncia pac’fica do STJ, n‹o se aplica o princ’pio da
insignific‰ncia ao delito de moeda falsa. Vejamos:
HABEAS CORPUS. MOEDA FALSA. APLICA‚ÌO DO PRINCêPIO DA INSIGNIFICåNCIA.
IMPOSSIBILIDADE. DESCLASSIFICA‚ÌO PARA O DELITO DE ESTELIONATO.
NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FçTICO-PROBATîRIO.
INCOMPATIBILIDADE COM A VIA ELEITA. ORDEM DENEGADA.
1. Segundo iterativa jurisprud•ncia desta Corte e do Supremo Tribunal Federal, o
princ’pio da insignific‰ncia n‹o Ž aplic‡vel ao delito de moeda falsa,
independentemente, da quantidade de notas ou do valor por elas ostentado.

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(...)
(HC 149.552/RS, Rel. Ministro MARCO AURƒLIO BELLIZZE, QUINTA TURMA, julgado
em 07/08/2012, DJe 22/08/2012)

Portanto, a AFIRMATIVA ESTç CORRETA.

17.! (CESPE Ð 2010 Ð AGU Ð PROCURADOR FEDERAL)


Acerca dos crimes relativos a licita•‹o, crimes contra a fŽ pœblica e
crimes contra as rela•›es de consumo, julgue o item a seguir.
ƒ at’pica a conduta do agente que desvia e faz circular moeda cuja
circula•‹o ainda n‹o estava autorizada, pois constitui elementar do
crime de moeda falsa a coloca•‹o em circula•‹o de moeda com curso
legal no pa’s ou no exterior.
COMENTçRIO: O crime de moeda falsa est‡ previsto no art. 289 do CP.
Vejamos:
Art. 289 - Falsificar, fabricando-a ou alterando-a, moeda met‡lica ou papel-moeda de
curso legal no pa’s ou no estrangeiro:
Pena - reclus‹o, de tr•s a doze anos, e multa.
Assim, vemos que a circunst‰ncia "de curso legal no pa’s ou no estrangeiro" Ž
uma elementar do tipo, de forma que, ausente esta circunst‰ncia no objeto
falsificado, estar‡ afastada a caracteriza•‹o do delito de moeda falsa.
No entanto, o ¤4¼ estende os efeitos do tipo penal do caput ˆ conduta daquele
que pratica o fato em rela•‹o ˆ moeda cuja circula•‹o ainda n‹o tenha sido
autorizada.
Vejamos:
Art. 289 (...)
¤ 4¼ - Nas mesmas penas incorre quem desvia e faz circular moeda, cuja circula•‹o
n‹o estava ainda autorizada.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç ERRADA.

18.! (CESPE Ð 2012 Ð TC/DF Ð AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO)


A respeito dos crimes contra a fŽ pœblica, dos crimes previstos na Lei de
Licita•›es, bem como dos princ’pios e conceitos gerais de direito penal,
julgue o item a seguir.
ƒ crime pr—prio, que somente pode ter como sujeito ativo o servidor
pœblico, falsificar, no todo ou em parte, atestado ou certid‹o, ou alterar
o teor de certid‹o ou atestado, para produzir prova de fato que habilite
alguŽm a obter cargo pœblico.
COMENTçRIO: O crime descrito na quest‹o Ž o crime de FALSIDADE MATERIAL
DE ATESTADO MƒDICO OU CERTIDÌO, previsto no art. 301 do CP:
Art. 301 (...)
Falsidade material de atestado ou certid‹o

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¤ 1¼ - Falsificar, no todo ou em parte, atestado ou certid‹o, ou alterar o teor de
certid‹o ou de atestado verdadeiro, para prova de fato ou circunst‰ncia que habilite
alguŽm a obter cargo pœblico, isen•‹o de ™nus ou de servi•o de car‡ter pœblico, ou
qualquer outra vantagem:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a dois anos.

Este delito NÌO ƒ PRîPRIO, podendo ser praticado por qualquer pessoa,
diferente do crime do caput (n‹o transcrito), que Ž o de "atestar ou certificar
falsamente...", este sim um delito pr—prio.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç ERRADA.

19.! (CESPE Ð 2012 Ð TC/DF Ð AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO)


A respeito dos crimes contra a fŽ pœblica, dos crimes previstos na Lei de
Licita•›es, bem como dos princ’pios e conceitos gerais de direito penal,
julgue o item a seguir.
A falsifica•‹o de moeda e a falsifica•‹o de documento particular, bem
como a falsidade ideol—gica e a falsidade de atestado mŽdico, s‹o crimes
contra a fŽ pœblica. Os dois primeiros dizem respeito ˆ forma do objeto
falsificado, que Ž criado ou alterado materialmente pelo agente; os dois
œltimos referem-se ˆ falsidade do conteœdo da declara•‹o contida no
documento, que, entretanto, Ž materialmente verdadeiro.
COMENTçRIO: Os delitos de falsifica•‹o de moeda (moeda falsa) e falsifica•‹o
de documento particular, de fato, s‹o crimes contra a fŽ pœblica, estando
previstos nos arts. 289 e 298 do CP, dentro do T’tulo X (Crimes contra a fŽ
pœblica). Ambos os delitos se referem ˆ forma do que est‡ sendo falsificado, no
primeiro caso a moeda e no segundo caso o documento particular, de forma que
o pr—prio objeto Ž falso.
Os crimes de falsidade ideol—gica e falsidade de atestado mŽdico tambŽm est‹o
previstos dentro do T’tulo X do CP (crimes contra a fŽ pœblica), arts. 299 e 302
do CP, sendo, no entanto, crimes nos quais n‹o se est‡ a alterar a forma do
documento, que Ž original, verdadeiro. O que se altera Ž o conteœdo que deveria
estar dentro do documento, ou seja, o conteœdo do documento, aquilo que ele
expressa, Ž falso.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç CORRETA.

20.! (CESPE Ð 2009 Ð AGU Ð ADVOGADO DA UNIÌO)


Julgue o item a seguir acerca dos crimes contra a fŽ pœblica.
No crime de falsifica•‹o de documento pœblico, a circunst‰ncia de ser o
sujeito ativo funcion‡rio pœblico, independentemente de ter ele se
prevalecido do cargo e, com isso, obtido vantagem ou facilidade para a
consecu•‹o do crime, Ž um indiferente penal.
COMENTçRIO: Embora o delito de falsifica•‹o de documento pœblico seja um
crime comum, ou seja, n‹o exige nenhuma qualidade especial do agente, se o
delito for praticado por funcion‡rio pœblico no exerc’cio da fun•‹o, prevalecendo-

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se de alguma vantagem proporcionada pelo cargo, a pena Ž aumentada em um


sexto, nos termos do art. 297, ¤1¼ do CP:
Art. 297 - Falsificar, no todo ou em parte, documento pœblico, ou alterar documento
pœblico verdadeiro:
Pena - reclus‹o, de dois a seis anos, e multa.
¤ 1¼ - Se o agente Ž funcion‡rio pœblico, e comete o crime prevalecendo-se do cargo,
aumenta-se a pena de sexta parte.
Assim, n‹o se trata de indiferente penal.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç ERRADA.

21.! (CESPE Ð 2011 Ð DPU/MA Ð DEFENSOR PòBLICO)


Acerca dos crimes contra a fŽ pœblica e contra a administra•‹o pœblica,
assinale a op•‹o correta.
A) A incid•ncia da circunst‰ncia agravante relativa ao abuso de poder ou
viola•‹o de dever inerente a cargo, of’cio, ministŽrio ou profiss‹o n‹o se
mostra incompat’vel com o delito de peculato.
B) Caracteriza o delito de moeda falsa a fabrica•‹o de instrumento ou de
qualquer objeto especialmente destinado ˆ falsifica•‹o de moeda.
C) Reconhecer como verdadeira, no exerc’cio de fun•‹o pœblica, firma ou
letra que n‹o o seja caracteriza o delito de falsifica•‹o de documento
particular.
D) Destruir, em benef’cio pr—prio ou de outrem, documento pœblico ou
particular verdadeiro de que n‹o se pode dispor configura o delito de
falsidade ideol—gica.
E) A consuma•‹o do crime de peculato-apropria•‹o ocorre no momento
em que o funcion‡rio pœblico, em virtude do cargo, come•a a dispor do
bem m—vel de que se tenha apropriado, como se propriet‡rio dele fosse.
COMENTçRIO:
A) ERRADA: A aplica•‹o desta agravante Ž imposs’vel no crime de peculato, eis
que essa circunst‰ncia j‡ Ž uma elementar do tipo penal de peculato, n‹o
podendo incidir a agravante, sob pena de BIS IN IDEM;
B) ERRADA: Essa conduta caracteriza o delito de PETRECHOS DE MOEDA FALSA,
previsto no art. 291 do CP:
Petrechos para falsifica•‹o de moeda
Art. 291 - Fabricar, adquirir, fornecer, a t’tulo oneroso ou gratuito, possuir ou guardar
maquinismo, aparelho, instrumento ou qualquer objeto especialmente destinado ˆ
falsifica•‹o de moeda:
Pena - reclus‹o, de dois a seis anos, e multa.
C) ERRADA: Essa conduta caracteriza o delito de falso reconhecimento de firma
ou letra, previsto no art. 300 do CP:
Falso reconhecimento de firma ou letra
Art. 300 - Reconhecer, como verdadeira, no exerc’cio de fun•‹o pœblica, firma ou letra
que o n‹o seja:

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Pena - reclus‹o, de um a cinco anos, e multa, se o documento Ž pœblico; e de um a
tr•s anos, e multa, se o documento Ž particular.
D) ERRADA: Nesse caso, resta caracterizado o delito de supress‹o de
documento, previsto no art. 305 do CP:
Supress‹o de documento
Art. 305 - Destruir, suprimir ou ocultar, em benef’cio pr—prio ou de outrem, ou em
preju’zo alheio, documento pœblico ou particular verdadeiro, de que n‹o podia dispor:
Pena - reclus‹o, de dois a seis anos, e multa, se o documento Ž pœblico, e reclus‹o,
de um a cinco anos, e multa, se o documento Ž particular.
E) CORRETA: A afirmativa est‡ correta, pois no peculato-apropria•‹o o
funcion‡rio pœblico j‡ est‡ na posse do bem, o que ocorre Ž uma invers‹o
da inten•‹o, que antes era apenas a de ser mero detentor, ou seja,
apenas ter a posse do bem que sabe n‹o ser seu, para uma inten•‹o de
ter o bem como pr—prio (ANIMUS REM SIBI HABENDI).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

22.! (CESPE Ð 2012 Ð AGU Ð ADVOGADO DA UNIÌO)


Julgue o item a seguir, que versa sobre crimes relacionados ˆs licita•›es
e delitos contra a fŽ pœblica e as rela•›es de consumo.
O agente que falsificar e, em seguida, usar o documento falsificado
responder‡ apenas pelo crime de falsifica•‹o.
COMENTçRIO: Essa quest‹o j‡ foi analisada pelo STJ, tendo sido mantida a
decis‹o do Ju’zo de primeiro grau. Vejamos:
PENAL. HABEAS CORPUS. MOEDA FALSA E FALSIFICA‚ÌO DE DOCUMENTO PòBLICO.
PLEITO DE APLICA‚ÌO DA TESE DA AUTODEFESA. ATIPICIDADE DA CONDUTA.
INVIABILIDADE.
1. O Ju’zo de primeiro grau imputou ao paciente o crime de falsifica•‹o de documento
pœblico, uma vez que o crime de uso de documento falso restou absorvido por aquele.
(...)
4. Assim, alŽm de o caso dos autos n‹o se adequar ao anterior entendimento desta
Corte, por se tratar de falsifica•‹o de documento pœblico, e n‹o uso de documento
falso, a pretens‹o do impetrante esbarra no entendimento atual da Turma.
5. Ordem denegada.
(HC 195.634/SP, Rel. Ministro SEBASTIÌO REIS JòNIOR, SEXTA TURMA, julgado em
03/11/2011, DJe 28/11/2011)
Assim, vemos que quando o agente comete ambos os crimes, dever‡ responder
apenas pelo crime de falsifica•‹o.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç CORRETA.

23.! (CESPE Ð 2012 Ð TJ/BA Ð JUIZ ESTADUAL)


Considerando o que disp›e o CP a respeito dos crimes contra a
incolumidade, a paz, a fŽ e a administra•‹o pœblicas, assinale a op•‹o
correta.
A) N‹o integram o tipo penal perigo de desastre ferrovi‡rio os ve’culos
de tra•‹o mec‰nica por meio de cabo aŽreo.

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B) Considere que Jo‹o, Pedro, Ant™nio e Joaquim, todos maiores de


idade, associem-se com a finalidade de falsificar um œnico ingresso de
evento esportivo. Nessa situa•‹o, a conduta dos agentes se amolda ao
crime de quadrilha.
C) Suponha que Maria, de dezenove anos de idade, receba, de boa-fŽ, de
um desconhecido passe falso de transporte de empresa administrada
pelo governo e o utilize imediatamente ap—s ser alertada, por seu irm‹o,
da falsidade do bilhete. Nessa situa•‹o, a conduta de Maria caracteriza-
se como at’pica.
D) Responde criminalmente o funcion‡rio pœblico que, em raz‹o da
fun•‹o, e mesmo antes de assumi-la, aceita promessa de vantagem
indevida, ainda que n‹o venha a receb•-la.
E) N‹o Ž prevista a modalidade culposa para o crime de desabamento.
COMENTçRIO:
A) ERRADA: Estes ve’culos tambŽm integram o tipo penal, nos termos do art.
260, e seu ¤3¼ do CP;
B) ERRADA: N‹o h‡ crime de quadrilha neste caso, pois o tipo penal do art. 288
exige que a associa•‹o se d• para a pr‡tica de CRIMES, no plural, e n‹o para
apenas um delito;
C) ERRADA: A conduta de Maria, neste caso, se amolda ao tipo penal do art.
289, ¤2¼ do CP. Vejamos:
Art. 289 - Falsificar, fabricando-a ou alterando-a, moeda met‡lica ou papel-moeda de
curso legal no pa’s ou no estrangeiro:
Pena - reclus‹o, de tr•s a doze anos, e multa.
(...)
¤ 2¼ - Quem, tendo recebido de boa-fŽ, como verdadeira, moeda falsa ou alterada, a
restitui ˆ circula•‹o, depois de conhecer a falsidade, Ž punido com deten•‹o, de seis
meses a dois anos, e multa.
D) CORRETA: Esse funcion‡rio pœblico responder‡ pelo delito de
corrup•‹o passiva, nos termos do art. 317 do CP;
E) ERRADA: O crime de desabamento admite modalidade culposa, nos termos
do art. 256, ¤ œnico do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

24.! (CESPE Ð 2012 Ð AGU Ð ADVOGADO DA UNIÌO)


Julgue o item a seguir acerca dos crimes contra a fŽ pœblica.
De acordo com o STJ, a falsifica•‹o nitidamente grosseira de documento
afasta o delito de uso de documento falso, haja vista a inaptid‹o para
ofender a fŽ pœblica.
COMENTçRIOS: O delito de uso de documento falso exige potencialidade lesiva
para sua caracteriza•‹o, ou seja, Ž necess‡rio que a falsifica•‹o seja pass’vel de
levar alguŽm a erro.
A Doutrina e o STJ entendem que se a falsifica•‹o for grosseira, n‹o h‡
crime, por n‹o possuir potencialidade lesiva (n‹o tem o poder de enganar

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ninguŽm). O poder de iludir (imitatio veri) Ž indispens‡vel. Caso n‹o haja esse
poder, poderemos estar diante de estelionato, no m‡ximo, caso haja
obten•‹o de vantagem indevida em detrimento de alguŽm mediante esta
fraude.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç CORRETA.

25.! (CESPE - 2013 Ð TRE/MS - ANALISTA JUDICIçRIO - çREA


JUDICIçRIA)
Silas, maior e capaz, foi abordado por policiais militares e, ao ser
questionado acerca do documento de identifica•‹o, apresentou, como
sendo seu, o œnico documento que carregava, um t’tulo de eleitor,
aut•ntico, pertencente a terceira pessoa. Nessa situa•‹o hipotŽtica,
A) a conduta de Silas ajusta-se ao crime de uso de documento de
identidade alheio.
B) Silas praticou o crime de falsidade ideol—gica.
C) configurou-se o delito de uso de documento falso.
D) Silas perpetrou o crime de falsa identidade.
E) a conduta de Silas foi at’pica, pois ele exibiu o documento apenas por
exig•ncia dos policiais.
COMENTçRIOS: No caso a Banca considerou como correta a letra A, nos termos
do art. 308 do CP. Vejamos:
Art. 308 - Usar, como pr—prio, passaporte, t’tulo de eleitor, caderneta de reservista
ou qualquer documento de identidade alheia ou ceder a outrem, para que dele se
utilize, documento dessa natureza, pr—prio ou de terceiro:
Pena - deten•‹o, de quatro meses a dois anos, e multa, se o fato n‹o constitui
elemento de crime mais grave.
A quest‹o Ž pol•mica, pois poderia se entender que houve pr‡tica do crime de
Òfalsa identidadeÓ, eis que a nomenclatura Òfalsa identidadeÓ, de acordo com o
CP, se aplica tanto ao art. 307 quanto ao art. 308, embora doutrinariamente o
nome Òuso de documento alheioÓ seja utilizada para designar a conduta do art.
308. Quest‹o poderia, tranquilamente, ter sido anulada.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

26.! (CESPE - 2004 - AGU - ADVOGADO)


Maria inseriu, falsamente, em sua carteira de trabalho e previd•ncia
social, visando adquirir alguns bens a crŽdito, um contrato de trabalho
por meio do qual exercia fun•‹o de secret‡ria-executiva, com sal‡rio de
R$ 1.800,00 mensais, na empresa Transportadora J&G Ltda.
Posteriormente, Maria fez uso da carteira de trabalho em uma loja de
eletrodomŽsticos, ao adquirir, a credi‡rio, um televisor e um
videocassete. Nessa situa•‹o, consoante orienta•‹o do STJ, Maria
praticou os crimes de falsidade de documento pœblico e uso de
documento falso.

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COMENTçRIOS: No caso, Maria praticou os delitos de falsidade ideol—gica,


previsto no art. 299 do CP, em raz‹o de ter inserido informa•›es falsas em
documento verdadeiro, e praticou, ainda, o delito de uso de documento falso,
previsto no art. 304 do CP. Vejamos:
Falsidade ideol—gica
Art. 299 - Omitir, em documento pœblico ou particular, declara•‹o que dele devia
constar, ou nele inserir ou fazer inserir declara•‹o falsa ou diversa da que devia ser
escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obriga•‹o ou alterar a verdade sobre fato
juridicamente relevante:
Pena - reclus‹o, de um a cinco anos, e multa, se o documento Ž pœblico, e reclus‹o
de um a tr•s anos, e multa, se o documento Ž particular.
(...)
Uso de documento falso
Art. 304 - Fazer uso de qualquer dos papŽis falsificados ou alterados, a que se referem
os arts. 297 a 302:
Pena - a cominada ˆ falsifica•‹o ou ˆ altera•‹o.

N‹o h‡ que se falar em falsifica•‹o de documento pœblico, pois Maria n‹o criou
documento pœblico falso nem adulterou a forma de documento pœblico, tendo
apenas alterado o seu conteœdo.
TambŽm n‹o h‡ que se falar em estelionato, eis que Maria n‹o tentou obter
vantagem il’cita em face da loja na qual apresentou o documento, mas apenas
um crŽdito para realizar a compra, sem que a quest‹o afirmasse que Maria
pretendia n‹o pagar pela compra posteriormente.
AlŽm disso, o STJ e o STF entendem que quando o agente pratica a falsidade e
logo ap—s utiliza o documento falso, este œltimo crime Ž considerando mero
ÒexaurimentoÓ do primeiro, sendo um p—s fato impun’vel.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç ERRADA.

27.! (CESPE - 2012 Ð TER/RJ - ANALISTA JUDICIçRIO - çREA


JUDICIçRIA)
A conduta consistente na emiss‹o de t’tulo ao portador sem permiss‹o
legal constitui crime contra a fŽ pœblica.
COMENTçRIOS: De fato, esta conduta configura crime contra a fŽ pœblica,
previsto no art. 292 do CP:
Emiss‹o de t’tulo ao portador sem permiss‹o legal
Art. 292 - Emitir, sem permiss‹o legal, nota, bilhete, ficha, vale ou t’tulo que contenha
promessa de pagamento em dinheiro ao portador ou a que falte indica•‹o do nome da
pessoa a quem deva ser pago:
Pena - deten•‹o, de um a seis meses, ou multa.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç CORRETA.

28.! (CESPE - 2012 - AGU - ADVOGADO)

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O agente que falsificar e, em seguida, usar o documento falsificado


responder‡ apenas pelo crime de falsifica•‹o.
COMENTçRIOS: Embora a Doutrina se divida a respeito do tema, a maioria da
Doutrina e a jurisprud•ncia v•m entendendo, capitaneada pelo STF, que quando
o agente pratica ambas as condutas (falsifica•‹o e uso de documento falso),
responde apenas pela falsifica•‹o, sendo o uso de documento falso um mero
ÒexaurimentoÓ da primeira conduta, sendo considerado um Òp—s fato impun’velÓ.
Vejamos:
E M E N T A: "HABEAS CORPUS" - FALSIFICA‚ÌO DE DOCUMENTO PòBLICO - FATO
DELITUOSO, QUE, ISOLADAMENTE CONSIDERADO, NÌO OFENDE BENS, SERVI‚OS
OU INTERESSES DA UNIÌO FEDERAL, DE SUAS AUTARQUIAS OU DE EMPRESA
PòBLICA FEDERAL - RECONHECIMENTO, NA ESPƒCIE, DA COMPETæNCIA PENAL DA
JUSTI‚A ESTADUAL PARA O PROCESSO E JULGAMENTO DO CRIME TIPIFICADO NO
ART. 297 DO CP - USO POSTERIOR, PERANTE REPARTI‚ÌO FEDERAL, PELO PRîPRIO
AUTOR DA FALSIFICA‚ÌO, DO DOCUMENTO POR ELE MESMO FALSIFICADO - "POST
FACTUM" NÌO PUNêVEL - CONSEQ†ENTE FALTA DE COMPETæNCIA DA JUSTI‚A
FEDERAL, CONSIDERADO O CARçTER IMPUNêVEL DO USO POSTERIOR, PELO
FALSIFICADOR, DO DOCUMENTO POR ELE PRîPRIO FORJADO - ABSOR‚ÌO, EM TAL
HIPîTESE, DO CRIME DE USO DE DOCUMENTO FALSO (CP, ART. 304) PELO DELITO
DE FALSIFICA‚ÌO DOCUMENTAL (CP, ART. 297, NO CASO), DE COMPETæNCIA, NA
ESPƒCIE, DO PODER JUDICIçRIO LOCAL - PEDIDO INDEFERIDO. - O uso dos
papŽis falsificados, quando praticado pelo pr—prio autor da falsifica•‹o,
configura "post factum" n‹o pun’vel, mero exaurimento do "crimen falsi",
respondendo o fals‡rio, em tal hip—tese, pelo delito de falsifica•‹o de
documento pœblico (CP, art. 297) ou, conforme o caso, pelo crime de
falsifica•‹o de documento particular (CP, art. 298). Doutrina. Precedentes (STF).
- Reconhecimento, na espŽcie, da compet•ncia do Poder Judici‡rio local, eis que
inocorrente, quanto ao delito de falsifica•‹o documental, qualquer das situa•›es a que
se refere o inciso IV do art. 109 da Constitui•‹o da Repœblica. - Irrelev‰ncia de o
documento falsificado haver sido ulteriormente utilizado, pelo pr—prio autor da
falsifica•‹o, perante reparti•‹o pœblica federal, pois, tratando-se de "post factum"
impun’vel, n‹o h‡ como afirmar-se caracterizada a compet•ncia penal da Justi•a
Federal, eis que inexistente, em tal hip—tese, fato delituoso a reprimir.
(HC 84533, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, julgado em
14/09/2004, DJ 30-06-2006 PP-00035 EMENT VOL-02239-01 PP-00112 RTJ VOL-
00199-03 PP-01112)
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç CORRETA.

29.! (CESPE - 2012 - PF - AGENTE DA POLêCIA FEDERAL)


Luiz, propriet‡rio da mercearia Pague Menos, foi preso em flagrante por
policiais militares logo ap—s passar troco para cliente com cŽdulas falsas
de moeda nacional de R$ 20,00 e R$ 10,00. Os policiais ainda
apreenderam, no caixa da mercearia, 22 cŽdulas de R$ 20,00 e seis
cŽdulas de R$ 10,00 falsas. Nessa situa•‹o, as a•›es praticadas por Luiz
Ñ guardar e introduzir em circula•‹o moeda falsa Ñ configuram crime
œnico.
COMENTçRIOS: No caso, a afirmativa est‡ correta, eis que as condutas de
ÒguardarÓ e Òintroduzir em circula•‹oÓ moeda falsa configuram apenas um delito,
qual seja, o delito de Òmoeda falsaÓ, previsto no art. 289, 1¼ do CP:

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Moeda Falsa
Art. 289 - Falsificar, fabricando-a ou alterando-a, moeda met‡lica ou papel-moeda de
curso legal no pa’s ou no estrangeiro:
Pena - reclus‹o, de tr•s a doze anos, e multa.
¤ 1¼ - Nas mesmas penas incorre quem, por conta pr—pria ou alheia, importa ou
exporta, adquire, vende, troca, cede, empresta, guarda ou introduz na circula•‹o
moeda falsa.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç CORRETA.

30.! (CESPE - 2012 Ð PC/CE - INSPETOR DE POLêCIA - CIVIL)


Considere que, em uma batida policial, um indiv’duo se atribua falsa
identidade perante autoridade policial com o intento de ocultar seus
maus antecedentes. Nessa situa•‹o, conforme recente decis‹o do STF,
configurar-se-‡ crime de falsa identidade, sem ofensa ao princ’pio
constitucional da autodefesa.
COMENTçRIOS: De fato, ap—s muita diverg•ncia jurisprudencial, o STF firmou
entendimento no sentido de que a apresenta•‹o de falsa identidade com a
finalidade de ocultar maus antecedentes configura o delito de falsa identidade,
previsto no art. 307 do CP, n‹o havendo que se falar em direito ˆ ÒautodefesaÓ,
consistente no suposto direito de apresentar falsa identidade.
Vejamos:
(...)III Ð Ambas as Turmas desta Corte j‡ se pronunciaram no sentido de que comete
o delito tipificado no art. 307 do C—digo Penal aquele que, conduzido perante
a autoridade policial, atribui a si falsa identidade com o intuito de ocultar
seus antecedentes, entendimento que foi reafirmado pelo Plen‡rio Virtual, ao
apreciar o RE 640.139/DF, Rel. Min. Dias Toffoli. IV Ð Habeas corpus denegado.
(HC 112176, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em
14/08/2012, PROCESSO ELETRïNICO DJe-168 DIVULG 24-08-2012 PUBLIC 27-08-
2012)
Inclusive, atualmente, a discuss‹o est‡ pacificada, em raz‹o da edi•‹o do
verbete de sœmula n¼ 522 do STJ:
Sœmula 522
A conduta de atribuir-se falsa identidade perante autoridade policial Ž t’pica, ainda que
em situa•‹o de alegada autodefesa.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç CORRETA.

31.! (CESPE - 2012 Ð PC/CE - INSPETOR DE POLêCIA - CIVIL)


Se um indiv’duo adquirir, gratuitamente, maquinismo para falsificar
moedas e alcan•ar o seu intento, ent‹o, nesse caso, ele responder‡ pelo
crime de moeda falsa em concurso com o delito de petrechos para
falsifica•‹o de moeda.
COMENTçRIOS: Para que o agente ÒfabriqueÓ moeda falsa, praticando o crime
do art. 289 do CP, Ž necess‡rio que ele se utilize do maquin‡rio necess‡rio, tendo,
portanto, a sua posse ou guarda. Desta forma, quando o agente fabrica moeda

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falsa ele necessariamente est‡ praticando tambŽm o delito de Òpetrechos de


falsifica•‹oÓ, previsto no art. 291 do CP.
Contudo, como um Ž meio necess‡rio para o outro (possuir o maquin‡rio Ž meio
necess‡rio para fabricar moeda falsa), o agente responde apenas pelo crime-fim
(moeda falsa), ficando o crime-meio (petrechos de falsifica•‹o) absorvido, pelo
princ’pio da consun•‹o.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç ERRADA.

32.! (CESPE - 2008 Ð SEMAD/ARACAJU - PROCURADOR MUNICIPAL)


Considere a seguinte situa•‹o hipotŽtica.
K‡tia, propriet‡ria de uma lanchonete, recebeu, de boa-fŽ, uma moeda
falsa. Ap—s constatar a falsidade da moeda, para n‹o ficar no preju’zo,
K‡tia restituiu a moeda ˆ circula•‹o. Nessa situa•‹o, a conduta de K‡tia
Ž at’pica, pois ela recebeu a moeda falsa de boa-fŽ.
COMENTçRIOS: Neste caso, K‡tia TAMBƒM responde pelo delito de Òmoeda
falsaÓ, com penalidade mais branda, pois ap—s saber da falsidade da moeda, a
restituiu ˆ circula•‹o, nos termos do art. 289, ¤2¼ do CP:
Art. 289 - Falsificar, fabricando-a ou alterando-a, moeda met‡lica ou papel-moeda de
curso legal no pa’s ou no estrangeiro:
Pena - reclus‹o, de tr•s a doze anos, e multa.
(...)
¤ 2¼ - Quem, tendo recebido de boa-fŽ, como verdadeira, moeda falsa ou alterada, a
restitui ˆ circula•‹o, depois de conhecer a falsidade, Ž punido com deten•‹o, de seis
meses a dois anos, e multa.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç ERRADA.

33.! (CESPE - 2008 Ð SEMAD/ARACAJU - PROCURADOR MUNICIPAL)


No crime de falsifica•‹o de documento pœblico, se o agente Ž funcion‡rio
pœblico e comete o delito prevalecendo-se do cargo, sua pena ser‡
aumentada em um sexto.
COMENTçRIOS: De fato, esta Ž a previs‹o contida no art. 297, ¤1¼ do CP:
Art. 297 - Falsificar, no todo ou em parte, documento pœblico, ou alterar documento
pœblico verdadeiro:
Pena - reclus‹o, de dois a seis anos, e multa.
¤ 1¼ - Se o agente Ž funcion‡rio pœblico, e comete o crime prevalecendo-se do cargo,
aumenta-se a pena de sexta parte.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç CORRETA.

34.! (CESPE - 2008 Ð SEMAD/ARACAJU - PROCURADOR MUNICIPAL)


N‹o comete o crime de falsidade ideol—gica o agente que declara
falsamente ser pobre, assinando declara•‹o de pobreza para obter os
benef’cios da justi•a gratuita, pois a declara•‹o n‹o pode ser
considerada documento para fins de consumar o crime mencionado.

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COMENTçRIOS: Tanto o STF quanto o STJ entendem que, neste caso, a conduta
Ž at’pica, pois o documento no qual se afirma ser pobre, por si s—, n‹o possui
valor probante, representando apenas um pedido, sujeito ˆ posterior verifica•‹o,
de forma que este documento n‹o se amolda ao objeto do tipo penal do art. 299
do CP. Vejamos:
(...) 2. Consoante recente orienta•‹o jurisprudencial do egrŽgio
Supremo Tribunal Federal, seguida por esta Corte, eventual
declara•‹o de pobreza firmada com o fito de obter o benef’cio
da gratuidade de justi•a n‹o se adequa ao tipo penal previsto no
artigo 299 do C—digo Penal, pois n‹o possui, por si s—, for•a
probante, j‡ que sujeita ˆ posterior averigua•‹o pelo
Magistrado, de of’cio ou a requerimento.
3. Ordem concedida.
(HC 110.422/DF, Rel. Ministra JANE SILVA (DESEMBARGADORA
CONVOCADA DO TJ/MG), SEXTA TURMA, julgado em 18/12/2008, DJe
09/02/2009)
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç CORRETA.

35.! (CESPE - 2008 Ð SEMAD/ARACAJU - PROCURADOR MUNICIPAL)


O crime de falsidade material de atestado ou certid‹o prev• pena de
deten•‹o ao agente que o pratica. No entanto, se o crime for praticado
com o fim de lucro, aplica-se, alŽm da pena privativa de liberdade, a
pena de multa.
COMENTçRIOS: De fato, esta Ž a previs‹o contida no art. 301, ¤1¼ do CP.
Vejamos:
Falsidade material de atestado ou certid‹o
¤ 1¼ - Falsificar, no todo ou em parte, atestado ou certid‹o, ou alterar o teor de
certid‹o ou de atestado verdadeiro, para prova de fato ou circunst‰ncia que habilite
alguŽm a obter cargo pœblico, isen•‹o de ™nus ou de servi•o de car‡ter pœblico, ou
qualquer outra vantagem:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a dois anos.
¤ 2¼ - Se o crime Ž praticado com o fim de lucro, aplica-se, alŽm da pena privativa de
liberdade, a de multa.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç CORRETA.

36.! (CESPE - 2009 Ð SEAD/SE (FPH) - PROCURADOR)


ƒ at’pica a conduta de quem restitui ˆ circula•‹o cŽdula recolhida pela
administra•‹o pœblica para ser inutilizada.
COMENTçRIOS: Nesse caso o agente pratica o delito previsto no art. 290 do
CP:
Crimes assimilados ao de moeda falsa
Art. 290 - Formar cŽdula, nota ou bilhete representativo de moeda com fragmentos
de cŽdulas, notas ou bilhetes verdadeiros; suprimir, em nota, cŽdula ou bilhete
recolhidos, para o fim de restitu’-los ˆ circula•‹o, sinal indicativo de sua inutiliza•‹o;

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restituir ˆ circula•‹o cŽdula, nota ou bilhete em tais condi•›es, ou j‡
recolhidos para o fim de inutiliza•‹o:
Pena - reclus‹o, de dois a oito anos, e multa.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç ERRADA.

37.! (CESPE - 2009 Ð SEAD/SE (FPH) - PROCURADOR)


O direito penal n‹o pune os atos meramente preparat—rios do crime,
raz‹o pela qual Ž at’pica a conduta de quem simplesmente guarda
aparelho especialmente destinado ˆ falsifica•‹o de moeda sem
efetivamente praticar o delito.
COMENTçRIOS: Neste caso o agente pratica o delito de Òpetrechos de
falsifica•‹oÓ, previsto no art. 291 do CP:
Petrechos para falsifica•‹o de moeda
Art. 291 - Fabricar, adquirir, fornecer, a t’tulo oneroso ou gratuito, possuir ou guardar
maquinismo, aparelho, instrumento ou qualquer objeto especialmente destinado ˆ
falsifica•‹o de moeda:
Pena - reclus‹o, de dois a seis anos, e multa.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç ERRADA.

38.! (CESPE - 2011 Ð PC/ES - DELEGADO DE POLêCIA - ESPECêFICOS)


Em crimes de moeda falsa, a jurisprud•ncia predominante do STF Ž no
sentido de reconhecer como bem penal tutelado n‹o somente o valor
correspondente ˆ express‹o monet‡ria contida nas cŽdulas ou moedas
falsas, mas a fŽ pœblica, a qual pode ser definida como bem intang’vel,
que corresponde, exatamente, ˆ confian•a que a popula•‹o deposita em
sua moeda.
COMENTçRIOS: De fato, o STF entende que o bem tutelado n‹o Ž apenas o
patrim™nio de quem possa ser prejudicado com o recebimento da cŽdula, mas
tambŽm, e principalmente, a fŽ que as pessoas depositam nas cŽdulas que
circulam no pa’s, sob pena de se instalar o caos, numa total descren•a acerca da
legitimidade de toda e qualquer cŽdula que os cidad‹os recebam.
Vejamos:
STF, HC 96153 MG, Min. Rel. CçRMEN LòCIA, Julgamento em
26/05/2009:
3. A jurisprud•ncia predominante do Supremo Tribunal Federal
Ž no sentido de reverenciar - em crimes de moeda falsa - a fŽ
pœblica, que Ž um bem intang’vel, que corresponde, exatamente,
ˆ confian•a que a popula•‹o deposita em sua moeda.
Precedentes.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç CORRETA.

39.! (CESPE - 2009 Ð SECONT/ES - AUDITOR DO ESTADO Ð DIREITO)

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LEGIS. DE INTERESSE DA ATIV. DE INTELIGæNCIA P/ ABIN (2018) Ð AGENTE DE INTELIGæNCIA
Teoria e quest›es
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A conduta de quem se declara falsamente pobre visando obter os


benef’cios da justi•a gratuita subsume-se ao delito de falsifica•‹o de
documento particular.
COMENTçRIOS: Tanto o STF quanto o STJ entendem que, neste caso, a conduta
Ž at’pica, pois o documento no qual se afirma ser pobre, por si s—, n‹o possui
valor probante, representando apenas um pedido, sujeito ˆ posterior verifica•‹o,
de forma que este documento n‹o se amolda ao objeto do tipo penal do art. 299
do CP. Vejamos:
PENAL Ð HABEAS CORPUS Ð FALSIDADE IDEOLîGICA Ð INQUƒRITO POLICIAL Ð
TRANCAMENTO Ð POSSIBILIDADE APENAS QUANDO DEMONSTRADA A MANIFESTA
ATIPICIDADE DA CONDUTA Ð DECLARA‚ÌO DE POBREZA Ð FALSIDADE AVENTADA
PELO MAGISTRADO Ð NÌO ADEQUA‚ÌO DA CONDUTA AO DELITO PREVISTO NO
ARTIGO 299 DO CîDIGO PENAL Ð DOCUMENTO QUE, POR SI Sî, NÌO POSSUI FOR‚A
PROBANTE Ð NECESSIDADE DE ULTERIOR AVERIGUA‚ÌO PELO JUêZO, DE OFêCIO OU
A REQUERIMENTO Ð ATIPICIDADE Ð NECESSIDADE DE TRANCAMENTO Ð ORDEM
CONCEDIDA.
1. O trancamento de inquŽrito policial somente Ž vi‡vel ante a cabal e inequ’voca
demonstra•‹o da atipicidade da conduta atribu’da ao investigado.
2. Consoante recente orienta•‹o jurisprudencial do egrŽgio Supremo Tribunal
Federal, seguida por esta Corte, eventual declara•‹o de pobreza firmada com
o fito de obter o benef’cio da gratuidade de justi•a n‹o se adequa ao tipo
penal previsto no artigo 299 do C—digo Penal, pois n‹o possui, por si s—, for•a
probante, j‡ que sujeita ˆ posterior averigua•‹o pelo Magistrado, de of’cio ou
a requerimento.
3. Ordem concedida.
(HC 110.422/DF, Rel. Ministra JANE SILVA (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO
TJ/MG), SEXTA TURMA, julgado em 18/12/2008, DJe 09/02/2009)
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç ERRADA.

40.! (CESPE - 2010 - EMBASA - ANALISTA DE SANEAMENTO -


ADVOGADO)
Segundo o STJ, no caso de crime de falsifica•‹o de moeda, a norma
penal n‹o busca resguardar somente o aspecto patrimonial, mas
tambŽm, e principalmente, a moral administrativa, que se v•
flagrantemente abalada com a circula•‹o de moeda falsa. No entanto, a
pequena quantidade de notas ou o pequeno valor de seu somat—rio Ž
suficiente para quantificar como pequeno o preju’zo advindo do il’cito
perpetrado, a ponto de caracterizar a m’nima ofensividade da conduta
para fins de exclus‹o de sua tipicidade.
COMENTçRIOS: O primeiro erro da quest‹o Ž afirmar que este tipo penal tutela
a moralidade administrativa, quando na verdade o que se busca tutelar Ž a ÒfŽ
pœblicaÓ. AlŽm disso, o STJ entende que a pequena quantidade de notas ou o
baixo valor de seu somat—rio n‹o Ž suficiente para caracterizar a m’nima
ofensividade da conduta (para fins de aplica•‹o do princ’pio da insignific‰ncia),
eis que o bem jur’dico tutelado Ž mais a fŽ pœblica que o patrim™nio de eventual
prejudicado. Vejamos:

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Teoria e quest›es
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RECURSO ESPECIAL. FALSIFICA‚ÌO DE MOEDA. R$ 50,00. PRINCêPIO DA
INSIGNIFICåNCIA. PEQUENO VALOR. INAPLICABILIDADE. RECURSO IMPROVIDO.
(...)
2. No caso de crime de falsifica•‹o de moeda, a norma n‹o busca resguardar
somente o aspecto patrimonial, mas tambŽm, e principalmente, a moral
administrativa, que se v• flagrantemente abalada com a circula•‹o de moeda
falsa.
3. A menor quantidade de notas ou o pequeno valor de seu somat—rio n‹o Ž
apto a quantificar o preju’zo advindo do il’cito perpetrado, a ponto de
caracterizar a m’nima ofensividade da conduta para fins de exclus‹o de sua
tipicidade.
4 Recurso a que se nega provimento, em que pese a manifesta•‹o ministerial.
(REsp 964.047/DF, Rel. Ministro NAPOLEÌO NUNES MAIA FILHO, QUINTA TURMA,
julgado em 25/10/2007, DJ 19/11/2007 p. 289)
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç ERRADA.

41.! (CESPE - 2009 Ð DPE/ES - DEFENSOR PòBLICO)


A apresenta•‹o de documento falso ˆ autoridade incompetente, ap—s
exig•ncia desta, n‹o configura o crime de uso de documento falso.
COMENTçRIOS: Embora o STJ entenda que a exig•ncia, pela autoridade, da
apresenta•‹o do documento, NÌO descaracterize a pr‡tica de uso de documento
falso (ou falsa identidade, a depender do caso), a jurisprud•ncia entende que a
apresenta•‹o de documento falso perante autoridade INCOMPETENTE n‹o
caracteriza o delito. Vejamos:
"Uso de documento falso - Apreens‹o do documento feita por guardas municipais em
opera•‹o bloqueio - N‹o Ž atribui•‹o desses agentes - Arts. 144, ¤ 8¼, da Constitui•‹o
Federal, e 147 da Constitui•‹o Estadual. N‹o h‡ crime de uso de documento falso".
(TJSP, Ap. 230.377-3, Indaiatuba, 1a C. Extraordin‡ria, rel. Ferraz Felisardo,
10.03.1999, v.u.)
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç CORRETA.

42.! (CESPE - 2009 Ð DPE/ES - DEFENSOR PòBLICO)


Se, ao ser abordado por policiais militares, em procedimento rotineiro
no centro da cidade onde mora, um indiv’duo se identificar com outro
nome, a fim de esconder antecedentes penais, esse indiv’duo praticar‡
o delito de falsa identidade, segundo o STJ.
COMENTçRIOS: Quando da aplica•‹o da prova a quest‹o estava ERRADA
(inclusive a Banca deu o gabarito como errado), pois o STJ, de fato, adotava
entendimento no sentido de que n‹o se caracterizava o delito, em raz‹o do
direito ˆ autodefesa. Contudo, mais recentemente, o STJ, seguindo
posicionamento firmado pelo STF, mudou se entendimento, passando a
entender que o direito ˆ autodefesa n‹o pode servir de manto para proteger a
conduta de uso de documento falso. Vejamos decis‹o do STF:
** O uso de documento falso n‹o pode ser invocado para justificar o princ’pio da
autodefesa. O posicionamento foi firmado pela 2» Turma do STF no julgamento do HC
103.314-MS, em 24 de maio de 2011, relatado pela Ministra Ellen Gracie."

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Teoria e quest›es
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Inclusive, atualmente, a discuss‹o est‡ pacificada, em raz‹o da edi•‹o do


verbete de sœmula n¼ 522 do STJ:
Sœmula 522
A conduta de atribuir-se falsa identidade perante autoridade policial Ž t’pica, ainda que
em situa•‹o de alegada autodefesa.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç CORRETA.

43.! (CESPE Ð 2013 Ð POLêCIA FEDERAL Ð DELEGADO)


A falsa atribui•‹o de identidade s— Ž caracterizada como delito de falsa
identidade se feita oralmente, com o poder de ludibriar; quando
formulada por escrito, constitui crime de falsifica•‹o de documento
pœblico.
COMENTçRIOS: O item est‡ errado, pois o art. 307, que tipifica o delito de
falsa identidade, n‹o faz distin•‹o entre atribui•‹o de falsa identidade oral ou
escrita. Vejamos:
Falsa identidade
Art. 307 - Atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem, em
proveito pr—prio ou alheio, ou para causar dano a outrem:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano, ou multa, se o fato n‹o constitui elemento
de crime mais grave.
O que n‹o pode ocorrer Ž a apresenta•‹o de documento falso com o fim de se
fazer passar por outra pessoa, pois neste caso teremos USO DE DOCUMENTO
FALSO (art. 304 do CP).
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç ERRADA.

44.! (CESPE Ð 2013 - DPE-DF Ð DEFENSOR PòBLICO)


Julgue os seguintes itens, relativos aos crimes de porte ilegal de arma
de fogo, roubo e falsifica•‹o.
O agente que falsificar cart‹o de crŽdito ou dŽbito cometer‡, em tese, o
crime de falsifica•‹o de documento particular previsto no CP.
COMENTçRIOS: O item est‡ correto, pois o cart‹o de dŽbito ou crŽdito Ž
equiparado a documento particular. Vejamos:
Falsifica•‹o de documento particular (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 12.737, de
2012) Vig•ncia
Art. 298 - Falsificar, no todo ou em parte, documento particular ou alterar documento
particular verdadeiro:
Pena - reclus‹o, de um a cinco anos, e multa.
Falsifica•‹o de cart‹o (Inclu’do pela Lei n¼ 12.737, de 2012) Vig•ncia
Par‡grafo œnico. Para fins do disposto no caput, equipara-se a documento particular
o cart‹o de crŽdito ou dŽbito. (Inclu’do pela Lei n¼ 12.737, de 2012) Vig•ncia
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç CORRETA.

45.! (CESPE Ð 2013 Ð PC-BA Ð ESCRIVÌO DE POLêCIA)

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Julgue os pr—ximos itens, relativos a crimes contra a fŽ pœblica.


A consuma•‹o do crime de atestar ou certificar falsamente, em raz‹o de
fun•‹o pœblica, fato ou circunst‰ncia que habilite alguŽm a obter cargo
pœblico, isen•‹o de ™nus ou de servi•o de car‡ter pœblico, ou qualquer
outra vantagem ocorre no instante em que o documento falso Ž criado,
independentemente da sua efetiva utiliza•‹o pelo benefici‡rio.
COMENTçRIOS: O item est‡ correto. Vejamos a reda•‹o do art. 301 do CP:
Certid‹o ou atestado ideologicamente falso
Art. 301 - Atestar ou certificar falsamente, em raz‹o de fun•‹o pœblica, fato ou
circunst‰ncia que habilite alguŽm a obter cargo pœblico, isen•‹o de ™nus ou de servi•o
de car‡ter pœblico, ou qualquer outra vantagem:
Pena - deten•‹o, de dois meses a um ano.
Vejam que, pela reda•‹o do tipo penal, se percebe que estamos diante de um
crime formal, que se consuma com a mera pr‡tica da conduta de atestar ou
certificar falsamente.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç CORRETA.

46.! (CESPE Ð 2013 Ð PC-BA Ð ESCRIVÌO DE POLêCIA)


Julgue os pr—ximos itens, relativos a crimes contra a fŽ pœblica.
Considere a seguinte situa•‹o hipotŽtica. Celso, maior, capaz, quando
trafegava com seu ve’culo em via pœblica, foi abordado por policiais
militares, que lhe exigiram a apresenta•‹o dos documentos do ve’culo
e da carteira de habilita•‹o. Celso, ent‹o, apresentou habilita•‹o falsa.
Nessa situa•‹o, a conduta de Celso Ž considerada at’pica, visto que a
apresenta•‹o do documento falso decorreu de circunst‰ncia alheia ˆ sua
vontade.
COMENTçRIOS: O item est‡ errado. Neste caso, Celso praticou o delito de uso
de documento falso. Vejamos:
Uso de documento falso
Art. 304 - Fazer uso de qualquer dos papŽis falsificados ou alterados, a que se referem
os arts. 297 a 302:
Pena - a cominada ˆ falsifica•‹o ou ˆ altera•‹o.
O simples fato de ter havido solicita•‹o do agente policial n‹o caracteriza a
Òaus•ncia de vontadeÓ do agente. H‡ decis›es judiciais entendendo, ainda, que
o mero porte da CNH falsa j‡ caracteriza o delito.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç ERRADA.

47.! (CESPE Ð 2013 Ð MPU Ð ANALISTA Ð DIREITO)


A inser•‹o, em assentamento de registro civil, de declara•‹o falsa com
vistas ˆ altera•‹o da verdade sobre fato juridicamente relevante
configura crime de falsidade ideol—gica, com aumento de pena em raz‹o
da natureza do documento.

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COMENTçRIOS: O item est‡ correto, pois esta Ž a exata previs‹o contida no


art. 299 e seu ¤ œnico do CP:
Falsidade ideol—gica
Art. 299 - Omitir, em documento pœblico ou particular, declara•‹o que dele devia
constar, ou nele inserir ou fazer inserir declara•‹o falsa ou diversa da que devia ser
escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obriga•‹o ou alterar a verdade sobre fato
juridicamente relevante:
Pena - reclus‹o, de um a cinco anos, e multa, se o documento Ž pœblico, e reclus‹o
de um a tr•s anos, e multa, se o documento Ž particular.
Par‡grafo œnico - Se o agente Ž funcion‡rio pœblico, e comete o crime prevalecendo-
se do cargo, ou se a falsifica•‹o ou altera•‹o Ž de assentamento de registro civil,
aumenta-se a pena de sexta parte.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç CORRETA.

48.! (CESPE Ð 2013 Ð CNJ Ð ANALISTA JUDICIçRIO)


Crime de falsifica•‹o de documento pœblico, quando cometido por
funcion‡rio pœblico, admite a modalidade culposa ÐÐ hip—tese em que a
pena Ž reduzida.
COMENTçRIOS: Os crimes contra a fŽ pœblica somente s‹o punidos na
modalidade dolosa, n‹o havendo previs‹o na forma culposa. Para que um crime
seja pun’vel a t’tulo de culpa Ž necess‡rio que haja expressa previs‹o legal nesse
sentido. Vejamos:
Art. 18 - Diz-se o crime: (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
(...)
Crime culposo(Inclu’do pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
II - culposo, quando o agente deu causa ao resultado por imprud•ncia, neglig•ncia ou
imper’cia. (Inclu’do pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
Par‡grafo œnico - Salvo os casos expressos em lei, ninguŽm pode ser punido por fato
previsto como crime, sen‹o quando o pratica dolosamente. (Inclu’do pela Lei n¼ 7.209,
de 11.7.1984)
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç ERRADA.

49.! (CESPE Ð 2013 Ð TCDF Ð PROCURADOR)


O crime de uso de documento falso Ž formal, consumando-se com a
simples utiliza•‹o do documento reputado falso, n‹o se exigindo a
comprova•‹o de efetiva les‹o ˆ fŽ pœblica, o que afasta a possibilidade
de aplica•‹o do princ’pio da insignific‰ncia, em raz‹o do bem jur’dico
tutelado.
COMENTçRIOS: O item est‡ correto. A Doutrina entende que o delito do art.
304 Ž formal, pois se consuma no momento da utiliza•‹o do documento, ou seja,
no momento da pr‡tica da conduta, sendo dispens‡vel eventual resultado
natural’stico. Vejamos o art. 304:
Uso de documento falso
Art. 304 - Fazer uso de qualquer dos papŽis falsificados ou alterados, a que se referem
os arts. 297 a 302:

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Pena - a cominada ˆ falsifica•‹o ou ˆ altera•‹o.
Com rela•‹o ao princ’pio da insignific‰ncia, de fato, este Ž o entendimento
jurisprudencial predominante (impossibilidade de aplica•‹o nos crimes contra a
fŽ pœblica), embora haja decis›es isoladas entendendo pela aplica•‹o do
princ’pio.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç CORRETA.

50.! (CESPE Ð 2014 Ð TCDF Ð ACE)


Julgue os itens a seguir, acerca de crimes contra a administra•‹o pœblica
e contra a fŽ pœblica.
Considere que determinado servidor pœblico, prevalecendo-se de seu
cargo, tenha falsificado o teor de um testamento particular. Nesse caso,
o servidor praticou o delito de falsifica•‹o de documento particular, que
n‹o se equipara a documento pœblico, e est‡ sujeito ao aumento da pena
prevista na lei penal.
COMENTçRIOS: O Item est‡ errado. No caso em tela o funcion‡rio pœblico
praticou o delito de falsifica•‹o de documento pœblico, pois o testamento
particular Ž equiparado a documento pœblico para estes fins. Vejamos:
Art. 297 - Falsificar, no todo ou em parte, documento pœblico, ou alterar documento
pœblico verdadeiro:
Pena - reclus‹o, de dois a seis anos, e multa.
¤ 1¼ - Se o agente Ž funcion‡rio pœblico, e comete o crime prevalecendo-se do cargo,
aumenta-se a pena de sexta parte.
¤ 2¼ - Para os efeitos penais, equiparam-se a documento pœblico o emanado de
entidade paraestatal, o t’tulo ao portador ou transmiss’vel por endosso, as a•›es de
sociedade comercial, os livros mercantis e o testamento particular.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç ERRADA.

51.! (CESPE Ð 2013 Ð AGU Ð PROCURADOR)


Acerca da legisla•‹o penal especial e dos crimes contra a administra•‹o
pœblica e contra a fŽ pœblica, julgue os itens subsequentes.
Aquele que emitir, sem permiss‹o legal, t’tulo que contenha promessa
de pagamento em dinheiro ao portador praticar‡ crime contra a ordem
econ™mica, as rela•›es de consumo e a economia popular.
COMENTçRIOS: Item errado, pois tal conduta configura crime contra a fŽ
pœblica, mais especificamente o delito do art. 292 do CP (emiss‹o de t’tulo ao
portador sem permiss‹o legal):
Emiss‹o de t’tulo ao portador sem permiss‹o legal
Art. 292 - Emitir, sem permiss‹o legal, nota, bilhete, ficha, vale ou t’tulo que contenha
promessa de pagamento em dinheiro ao portador ou a que falte indica•‹o do nome da
pessoa a quem deva ser pago:
Pena - deten•‹o, de um a seis meses, ou multa.

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Par‡grafo œnico - Quem recebe ou utiliza como dinheiro qualquer dos documentos
referidos neste artigo incorre na pena de deten•‹o, de quinze dias a tr•s meses, ou
multa.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç ERRADA.

52.! (CESPE Ð 2013 Ð PC-DF Ð AGENTE DE POLêCIA)


O empres‡rio que inserir na carteira de trabalho e previd•ncia social de
seu empregado declara•‹o diversa da que deveria ter escrito cometer‡
o crime de falsidade ideol—gica.
COMENTçRIOS: Item errado. Embora haja inser•‹o de elementos falsos em
determinado documento, tal conduta n‹o se amolda ao tipo penal do art. 299
(falsidade ideol—gica) porque h‡ norma legal espec’fica para este caso, que Ž a
do art. 297, ¤3¼, II do CP:
Falsifica•‹o de documento pœblico
Art. 297 - Falsificar, no todo ou em parte, documento pœblico, ou alterar documento
pœblico verdadeiro:
Pena - reclus‹o, de dois a seis anos, e multa.
(...)
¤ 3o Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir: (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983,
de 2000)
(...)
II - na Carteira de Trabalho e Previd•ncia Social do empregado ou em documento que
deva produzir efeito perante a previd•ncia social, declara•‹o falsa ou diversa da que
deveria ter sido escrita; (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000)
Assim, tal conduta configura falsifica•‹o de documento pœblico, embora em sua
ess•ncia, se trate de uma Òfalsidade ideol—gicaÓ, j‡ que o documento Ž
materialmente verdadeiro, mas com informa•›es inexatas.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç ERRADA.

53.! (CESPE Ð 2013 Ð TJ-BA Ð TITULAR NOTARIAL Ð ADAPTADA)


A falsifica•‹o de cart‹o de crŽdito, por si s—, n‹o configura conduta
t’pica pun’vel, uma vez que esse tipo de cart‹o n‹o Ž um documento
propriamente dito, mas constitui apenas uma base material destinada a
estampar informe ou outros dados credit’cios.
COMENTçRIOS: Item errado, pois a falsifica•‹o de cart‹o de crŽdito configura
o delito de falsifica•‹o de documento particular, eis que o cart‹o de crŽdito foi
equiparado a documento particular para estes fins. Vejamos:
Falsifica•‹o de documento particular (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 12.737, de
2012) Vig•ncia
Art. 298 - Falsificar, no todo ou em parte, documento particular ou alterar documento
particular verdadeiro:
Pena - reclus‹o, de um a cinco anos, e multa.
Falsifica•‹o de cart‹o (Inclu’do pela Lei n¼ 12.737, de 2012) Vig•ncia

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Par‡grafo œnico. Para fins do disposto no caput, equipara-se a documento particular
o cart‹o de crŽdito ou dŽbito. (Inclu’do pela Lei n¼ 12.737, de 2012) Vig•ncia
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç ERRADA.

54.! (CESPE Ð 2013 Ð SEGESP-AL Ð PAPILOSCOPISTA)


No que se refere aos crimes contra a fŽ pœblica e contra o patrim™nio e
ˆ imputabilidade, julgue os itens seguintes.
Considera-se crime contra a fŽ pœblica fraudar concurso pœblico para
—rg‹o da administra•‹o direta do governo federal ou vestibular para
universidade particular.
COMENTçRIOS: Item correto, pois a conduta, neste caso, se amolda ao tipo
penal do art. 311-A do CP, que est‡ inserido no rol dos crimes contra a fŽ
pœblica:
Fraudes em certames de interesse pœblico (Inclu’do pela Lei 12.550. de 2011)
Art. 311-A. Utilizar ou divulgar, indevidamente, com o fim de beneficiar a si ou a
outrem, ou de comprometer a credibilidade do certame, conteœdo sigiloso
de: (Inclu’do pela Lei 12.550. de 2011)
I - concurso pœblico; (Inclu’do pela Lei 12.550. de 2011)
(...)
III - processo seletivo para ingresso no ensino superior; ou (Inclu’do pela Lei 12.550.
de 2011)
(...)
Pena - reclus‹o, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. (Inclu’do pela Lei 12.550. de
2011)
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç CORRETA.

8! GABARITO

1.! ERRADA
2.! CORRETA
3.! ERRADA
4.! CORRETA
5.! ALTERNATIVA A
6.! CORRETA
7.! ALTERNATIVA D
8.! ALTERNATIVA A
9.! ERRADA
10.! ERRADA
11.! ERRADA

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12.! ERRADA
13.! ALTERNATIVA E
14.! ALTERNATIVA B
15.! CORRETA
16.! CORRETA
17.! ERRADA
18.! ERRADA
19.! CORRETA
20.! ERRADA
21.! ALTERNATIVA E
22.! CORRETA
23.! ALTERNATIVA D
24.! CORRETA
25.! ALTERNATIVA A
26.! ERRADA
27.! CORRETA
28.! CORRETA
29.! CORRETA
30.! CORRETA
31.! ERRADA
32.! ERRADA
33.! CORRETA
34.! CORRETA
35.! CORRETA
36.! ERRADA
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