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Faculdade Estácio de João Pessoa

Boas-vindas 2018.1

REÚSO DE ÁGUA

PALESTRANTE – ENG. CIVIL PEDRO FRANÇA


INTRODUÇÃO

Esquema do ciclo hidrológico da Terra


DISPONIBILIDADE DE ÁGUA DOCE NO MUNDO
E BRASIL

Fonte: FAO
IMPORTAÇÃO DE ÁGUA VIRTUAL

Fonte: Water Resources Group (2015)


CONSUMO MÉDIO DE ÁGUA DE UM BRASILEIRO

Fonte: Water Resources Group


USO DA ÁGUA NO MUNDO

Fonte: Water Resources Group (2015)


USO DA ÁGUA NO BRASIL

Fonte: ANA/2014
REÚSO DE ÁGUA

 “O reaproveitamento ou reúso da água é o


processo pelo qual a água, tratada ou não, é
reutilizada para o mesmo ou outros fins menos
nobres.” (ZARED FILHO et al., 2007)
CLASSIFICAÇÃO DO REÚSO

 DIRETO - Os efluentes devidamente tratados são


encaminhados diretamente de seu ponto de
descarga até o local do reúso;

 INDIRETO – A água usada é descarregada nas


águas superficiais ou subterrâneas e utilizada
novamente a jusante
CLASSIFICAÇÃO DO REÚSO
CLASSIFICAÇÃO DO REÚSO

 PLANEJADO OU INTENCIONAL – O reúso é


resultado de uma ação humana consciente,
adiante do ponto de descarga do efluente a ser
usado de forma direta ou indireta;

 NÃO PLANEJADO OU NÃO INTENCIONAL –


A água, já utilizada no desenvolvimento de
alguma atividade humana, é descartada no meio
ambiente e novamente utilizada, em sua forma
diluída, de maneira não intencional e não
controlada.
LEGISLAÇÃO

 Normas Brasileiras são deficitárias em relação


aos critérios de qualidade da água para reúso;

 “Há uma necessidade de assegurar à atual e às


futuras gerações a necessária disponibilidade de
água, em padrões de qualidade adequados aos
aspectos de uso” (LEI Nº 9.433/97)
LEGISLAÇÃO

 Resolução nº 54 do Conselho Nacional de


Recursos Hídricos - CNRH/2005;

 Estabelece modalidades e critérios gerais para a


prática de reúso direto não potável para água,
sendo a principal norteadora do reúso dos
efluentes.
LEGISLAÇÃO
 O Artigo 9º descreve que a atividade de reúso de
água deverá ser informada, quando requerida, ao
órgão gestor de recursos hídricos, para fins de
cadastro, devendo contemplar, no mínimo:
 I - Identificação do produtor, distribuidor ou usuário;
 II - Localização geográfica da origem e destinação da
água de reúso;
 III - Especificação da finalidade da produção e do
reúso de água; e
 IV - Vazão e volume diário de água de reúso
produzida, distribuída ou utilizada.
LEGISLAÇÃO
 ABNT NBR 13.969/97: Reúso de água servida
e/ou esgotos tratados

 “No caso do esgoto de origem essencialmente


doméstica ou com características similares, o
esgoto tratado deve ser reutilizado para fins que
exigem qualidade de água não potável, mas
sanitariamente segura, tais como irrigação dos
jardins, lavagem dos pios e dos veículos
automotivos, na descarga dos vasos sanitários, na
manutenção paisagística dos lagos e canais com
água, na irrigação dos campos agrícolas e
pastagens, etc.”.
CLASSES E REÚSOS PREVISTOS – ABNT NBR 13.696/97
CATEGORIAS DE REÚSO E SUAS
LIMITAÇÕES SANITÁRIAS E AMBIENTAIS
 Reúso para a agricultura irrigada de culturas e
olericultura – Limitações se referem ao efeito da
qualidade da água, principalmente a salinização
dos solos, e a preocupação patogênica (bactérias,
vírus e parasitas) na saúde pública;

 Reúso para irrigação de ambientes urbanos –


Limitação relacionada com a contaminação das
águas de superfície e subterrânea devido à gestão
ineficiente e com restrições na comercialização
dos produtos agrícolas e aceitação de mercados;
CATEGORIAS DE REÚSO E SUAS
LIMITAÇÕES SANITÁRIAS E AMBIENTAIS
 Reúso para recarga de aquíferos – Limitação na
aplicação devido a traços de toxidade e seus
efeitos nas águas de reúso, além da possibilidade
de existência de sólidos dissolvidos totais, metais
pesados e patógenos nas águas de reúso.
RISCOS DO REÚSO

Fonte: Rodrigues, 2005


REÚSO NA INDÚSTRIA

 As atividades industriais no Brasil respondem


por aproximadamente 7% do consumo de água,
sendo que, pelo menos 5% é extraída diretamente
de corpos d’água e mais da metade é tratada de
forma inadequado ou não recebe nenhuma forma
de tratamento
 Face à sistemática de outorga e cobrança pelo uso
da água, que vem sendo implementada pela
Agência Nacional das Águas - ANA, a indústria
será duplamente penalizada, tanto em termos de
captação de água como em relação ao lançamento
de efluentes. O reuso e reciclagem na indústria
passam a se constituir, portanto, ferramentas de
gestão fundamentais para a sustentabilidade da
produção industrial.
BENEFÍCIOS DO REÚSO NA INDÚSTRIA
BENEFÍCIOS AMBIENTAIS

 Redução do lançamento de efluentes industriais


em cursos d´água, possibilitando melhorar a
qualidade das águas interiores das regiões mais
industrializadas;
 Redução da captação de águas superficiais e
subterrâneas, possibilitando uma situação
ecológica mais equilibrada;
 Aumento da disponibilidade de água para usos
mais exigentes, como abastecimento público,
hospitalar, etc.
BENEFÍCIOS DO REÚSO NA INDÚSTRIA
BENEFÍCIOS ECONÔMICOS

 Conformidade ambiental em relação a padrões e


normas ambientais estabelecidos, possibilitando
melhor inserção dos produtos nos mercados
internacionais;
 Mudanças nos padrões de produção e consumo;

 Redução dos custos de produção;

 Aumento da competitividade do setor;

 Habilitação para receber incentivos e coeficientes


redutores dos fatores da cobrança pelo uso da
água.
BENEFÍCIOS DO REÚSO NA INDÚSTRIA
BENEFÍCIOS SOCIAIS

 Ampliação da oportunidade de negócios para as


empresas fornecedoras de serviços e
equipamentos, em toda a cadeia produtiva;
 Ampliação na geração de empregos diretos e
indiretos;
 Melhoria da imagem do setor produtivo junto à
sociedade, com reconhecimento de empresas
socialmente responsáveis
PLANO DE CONSERVAÇÃO E REÚSO
DE ÁGUA (PCRA)
 Um Plano de Conservação e Reuso de Água (PCRA) é
uma importante ferramenta na promoção do uso
racional da água na indústria. Para implantá-lo
eficientemente, é necessário considerar os aspectos
legais, institucionais, técnicos e econômicos.

 Deve ser empregada uma metodologia que permita,


por análise de processos e atividades, avaliar as
oportunidades para implantação de práticas que
reduzam o consumo de água por meio da otimização
do uso e do reuso; identificando as características
quantitativas e qualitativas da água consumida e dos
efluentes gerados em cada setor.
PLANO DE CONSERVAÇÃO E REÚSO
DE ÁGUA (PCRA)
EXEMPLO DE REÚSO NA INDÚSTRIA

 Na indústria em questão, do setor metalúrgico,


foram avaliados os potenciais de otimização do
uso e reúso da água, bem como o aproveitamento
de águas pluviais;

 Na etapa preliminar dos trabalhos, foram


identificados os pontos que apresentavam as
maiores demandas de água e geração de
efluentes.
EXEMPLO DE REÚSO NA INDÚSTRIA
EXEMPLO DE REÚSO NA INDÚSTRIA

Processo de decapagem
EXEMPLO DE REÚSO NA INDÚSTRIA

 Foi sugerida a implantação de um sistema de


Osmose Reversa para tratar o efluente da
decapagem, juntamente com alguns efluentes da
área do setor de revestimento;

 Como fonte alternativa ao suprimento de parte


da demanda, foi apontada a possibilidade de
aproveitamento de água pluvial, que deve ser
submetida a um tratamento simples, composto
por sedimentação, filtração e desinfecção, antes
de ser utilizada nos diferentes processos.
EXEMPLO DE REÚSO NA INDÚSTRIA
 No final foi realizada uma estimativa de custo
referente à implantação e operação dos dois
sistemas propostos. Após análise dos resultados
das simulações com diferentes dimensões dos
sistemas propostos, concluiu-se que os mais
viáveis são os apresentados na tabela abaixo:

Estimativa de custos para suprimento de 80 m³/dia de água pluvial e


80 m³/dia de água de reuso
REÚSO NA AGRICULTURA

 A oferta de água no mundo tem relação estreita


com a segurança alimentar, o crescimento
agrícola e a sustentabilidade ambiental.
 Conforme relatório do IFPRI & IWMI (2002),
projeta-se que em 2025 a escassez de água
causará perdas anuais globais de 350 milhões de
toneladas da produção de alimento.
 De acordo com BEEKMAN (1996), como a demanda
pela água continua a aumentar, o retorno das águas
servidas e o seu reúso vem se tornando um
componente importante no planejamento,
desenvolvimento e utilização dos recursos hídricos,
tanto em regiões áridas, como em regiões úmidas.
QUALIDADE DA ÁGUA DOS EFLUENTES
PARA REÚSO NA AGRICULTURA

 A qualidade da água pode ser avaliada por uma


ou mais características físicas, químicas ou
biológicas;

 Água de uma determinada fonte pode ser


considerada de boa qualidade para determinado
sistema de irrigação ou cultura e inadequada
para outras situações;
QUALIDADE DA ÁGUA DOS EFLUENTES
PARA REÚSO NA AGRICULTURA

 Segundo Hespanhol (2003) os efluentes de


sistemas convencionais de tratamento
apresentam concentração tanto de
macronutrientes, como N, P e K, como também
micronutrientes, como As, Cd, Cr, Hg, Mo, Ni, Pb,
Se e Zn.
 Sousa et al. (2005) relatam que a quantidade de
macro e micronutrientes contidos em três
efluentes testados (wetland, leito de brita não
vegetado e lagoas de polimento) foi suficiente
para a maioria das culturas cultivadas na região
semiárida do nordeste brasileiro.
QUALIDADE DA ÁGUA DOS EFLUENTES
PARA REÚSO NA AGRICULTURA
QUALIDADE DA ÁGUA DOS EFLUENTES
PARA REÚSO NA AGRICULTURA
ASPECTOS DE SEGURANÇA
 O reconhecimento de que o uso de corpos d’água
que recebem esgoto sanitário, na irrigação das
culturas, envolve sérios riscos para a saúde é
praticamente unânime.

 Contudo persistem controvérsias quanto à


definição dos riscos aceitáveis, ou seja, quanto
aos padrões de qualidade e graus de tratamento
requeridos para a garantia da saúde pública.
ASPECTOS DE SEGURANÇA
 A água de irrigação é o maior fator de influência
na quantidade de doenças em uma lavoura, em
especial as de origem bacteriana, devido à grande
maioria dos horticultores irrigarem suas
plantações de forma inadequada e também não
possuírem orientação sobre as características
físico-químicas desta água, interferindo
diretamente no desenvolvimento da planta,
afetando a sua produtividade (MARQUELLI,
2004).
ASPECTOS DE SEGURANÇA
 Cada um dos métodos de irrigação implica
diferentes riscos de saúde pública para os grupos
de risco, diferentes custos e diferentes eficiências
no uso da água aplicada.
ASPECTOS DE SEGURANÇA
 A OMS recomenda, para irrigação irrestrita de
vegetais a ser ingerida crua, a contagem de
coliformes fecais ≤ 1.000/100mL e de ovos de
helmintos ≤ 1/litro. Para uso restrito, o último
parâmetro é a única referência (OMS, 1989).
 No Ceará há a Portaria nº 154 da
Superintendência Estadual do Meio Ambiente
(SEMACE, 2002) que dispõe sobre padrões de
lançamento de efluentes líquidos gerados por
fontes poluidoras. Neste instituto, o limite imposto
para irrigação restrita é de 5.000 CF/100mL,
permanecendo as mesmas restrições quanto a
helmintos e à irrigação irrestrita da OMS.
EXEMPLO DE REÚSO NO SEMIÁRIDO
BRASILEIRO

 O Instituto Nacional do Semiárido (INSA) elaborou


em 2014 na sua própria sede um projeto de
captação de água de chuva e reúso em sistemas
agroflorestais para avaliar os resultados das
reproduções e posteriormente replicar o projeto na
região do semiárido brasileiro.
 Após alguns meses de teste de experimento no
próprio instituto, o INSA lançou o Projeto Águas,
já instalados atualmente em algumas
comunidades.
EXEMPLO DE REÚSO NO SEMIÁRIDO
BRASILEIRO

 Captação das águas da chuva através de calhas;


EXEMPLO DE REÚSO NO SEMIÁRIDO
BRASILEIRO

 Sistema de armazenamento de água;


EXEMPLO DE REÚSO NO SEMIÁRIDO
BRASILEIRO

 Sistema de irrigação do Sistema Agroflorestal


REÚSO NA AQUICULTURA

 Aquicultura é o processo de produção, em


cativeiro de organismos com hábitat
predominante aquático, em qualquer estágio de
desenvolvimento, ou seja: ovos, larvas, pós-
larvas, juvenis ou adultos

 Neste contexto a aquicultura moderna apoia-se


em três pilares fundamentais: a produção
lucrativa, a preservação do meio-ambiente e o
desenvolvimento social (Valenti et all,2000).
ESTRATÉGIAS DE TRATAMENTO E REÚSO NA
AQUICULTURA

Fonte: Edwards, 1992


MÉTODOS DE REÚSO NA AQUICULTURA

 UTILIZAÇÃO DIRETA DE ÁGUAS NEGRAS:


Adição e diluição das excretas na águas do
tanque de peixes, onde há uma permuta da
utilização do esterco animal pela excreta
humana.
 Esse sistema tem o uso clássico em Israel,
empregado em pequenas propriedades rurais com
500 a 1.500 pessoas e que produzem em torno de
100 a 600 m³/d. Também é utilizado na China e
na Indonésia.
MÉTODOS DE REÚSO NA AQUICULTURA
MÉTODOS DE REÚSO NA AQUICULTURA
MÉTODOS DE REÚSO NA AQUICULTURA
MÉTODOS DE REÚSO NA AQUICULTURA
MÉTODOS DE REÚSO NA AQUICULTURA

 UTILIZAÇÃO DE ÁGUAS RESIDUÁRIAS COM


TRATAMENTO PARCIAL: As águas residuárias
passam por um tanque de sedimentação, onde o
líquido escoa antes de finalmente adentrar à
lagoa de peixes. Segundo Moscoso e Galecio
(1978) ocorre uma redução de 100 a 115 mg/l de
DBO.

 É aplicado na Alemanha e na Colômbia há mais


de três décadas.
MÉTODOS DE REÚSO NA AQUICULTURA
 UTILIZAÇÃO DIRETA DE ÁGUAS
RESIDUÁRIAS COMPLETAMENTE TRATADA:
Consiste em tratar as águas residuárias através
de uma série de tanques ou lagoas de
estabilização com a finalidade de melhorar a
qualidade das águas residuárias através do
cultivo de peixes.
QUALIDADE DA ÁGUA DOS EFLUENTES
PARA REÚSO NA AQUICULTURA

 Peixes que crescem em tanques alimentados por


efluentes de esgotos domésticos tratados são
factíveis de contaminação com bactérias e vírus.
Esses patógenos são transportado para as
escamas, as guelras, o líquido intraperitoneal, as
vias digestivas ou os músculo dos peixes. O peixe
consumido cru ou mal cozido pode transmitir
várias infeções causadas por bactérias e vírus.
(Léon e Moscoso, 1996; Mara e Cairncross, 1989)
QUALIDADE DA ÁGUA DOS EFLUENTES
PARA REÚSO NA AQUICULTURA

 Strauss (1985) analisou diversas publicações


sobre infecções de patógenos em peixes e concluiu
que:
 Na maioria dos experimentos foram encontrados
concentração alta de indicador patogênico no
trato intestinal e no líquido intraperitoneal de
peixes cultivados em águas residuárias, portanto,
a manipulação no momento da retirada das
vísceras é uma rota potencial de transmissão de
vírus e bactérias
QUALIDADE DA ÁGUA DOS EFLUENTES
PARA REÚSO NA AQUICULTURA

 Quando as concentrações de Coliformes fecais e


Salmonela nos efluentes tratados ultrapassarem
o limite de 10^4 e 10^55 NMP/100 ml,
respectivamente, é provável que as bactérias
invadam os músculos dos peixes; sendo que o
risco potencial de invasão é agravado com o
aumento da exposição dos peixes na água
contaminada;
QUALIDADE DA ÁGUA DOS EFLUENTES
PARA REÚSO NA AQUICULTURA

 Já Mara e Cairncross (1989) sugerem a diretriz


de Engelberg para reúso agrícola também na
aquicultura
EXEMPLOS DE REÚSO NA AQUICULTURA
 Os primeiros trabalhos sobre as propriedades da
fertilização das águas residuárias na piscicultura
foram editados na Alemanha durante o início do
século XIX;
 Cerca de 25% das águas residuárias da cidade de
Munique, após ser removido a maioria dos Sólidos
Sedimentáveis, alimentam um complexo sistema
de piscicultura de 233 hectares de extensão, que
consta de 30 tanques de grande tamanho
manejados de forma paralela, com tempo de
retenção aproximadamente de 40 horas
EXEMPLOS DE REÚSO NA AQUICULTURA
 Na Índia existe mais de 130 sistemas de piscicultura
com tanques alimentados com águas residuárias, em
uma zona de 12.000 hectares; a maioria encontra-se em
Bengala Ocidental. Calcutá tem o sistema de
aquicultura alimentado com águas residuárias mais
extenso do mundo, as águas residuárias sem tratar e a
água pluvial da cidade são conduzida através de um
canal principal, que distribui o líquido por um complexo
sistema de canais secundários e terciários até um
extenso sistema de tanques com uma superfície de
4.400 hectares, que produz carpa e tilápia, que são
importantes como alimento na Índia e em 5 a 6 meses
alcançam o tamanho comercial (Strauss e
Blumenthal,1990; Edwards, 1992).;
EXEMPLOS DE REÚSO NA AQUICULTURA
 A fertilização de sistemas de piscicultura com excreta
ou águas negras é praticada principalmente no sudoeste
de Java Oeste, na Indonésia. Em quatro regências
(áreas administrativas) de Bandung, Ciamis, Garut e
Tasikmalaya, onde a prática é mais comum, possuem
uma população aproximada de 8 milhões de habitantes,
a produção anual de peixes é 33.000 toneladas e em
lagoas de 10.000 hectares de superfície, o cultivo
predominantemente é de carpa comum, tilápia do Nilo e
Javanesa. A produtividade anual varia de 1600 a 2800
kg/ha e o lodo de fundo dos tanques é utilizado como
condicionador de solo e fertilizante para a produção de
arroz.
EXEMPLOS DE REÚSO NA AQUICULTURA
 Em algumas lagoas, cultivam-se também plantas
aquáticas - water spinach (Ipomoea aquática) - para
consumo humano, preparando-a de forma cozida. A
doença do tipo diarreia não é o maior problema nas
vilas, com a frequência de somente um episódio por
pessoa por ano. A concentração de Coliformes fecais nas
lagoas de peixes variam de 10^4 a 10^5 NMP/100 ml.
São ausentes as infeções causadas por trematódeos
(Clonorchis, Fasciolopsis e Schistosomas). Na
Indonésia, a prática da fertilização das lagoas de peixes
com águas negras não parece promover, com
significante excesso, qualquer doença relaciona com as
excretas humanas (Mara e Cairncross, 1989)..
CONSIDERAÇÕES FINAIS

 Em virtude da escassez hídrica no mundo, o reúso


de efluente tratado se apresenta como
alternativas interessantes, pois diminui o
consumo de água potável, contribuindo para uma
economia sustentável.

 Com base na revisão de literatura, existem


diversos pesquisadores e instituições realizando
trabalhos científicos na área de reúso de água,
com resultados significativos relativos ao
aumento da produtividade e lucratividade.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

 Vale salientar que a avaliação dos aspectos de


segurança para proteção dos grupos de risco é de
suma importância, uma vez que adotar de forma
imprudente o reúso pode gerar problemas de
saúde pública;

 Conclui-se então que o sucesso de programas de


reúso de água dependem da participação de
equipes devidamente capacitadas e estudos
tecnicamente bem elaborados.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Ambiente Brasil. Disponível em:
<http://ambientes.ambientebrasil.com.br/agua/artigos_aguas_urbanas/reúso_de_agua.html>
Acessado em Jul/2017.
ARAÚJO, E. D.; RIBEIRO, E; SANTOS, E. Captação e reúso de Água no INSA Campina
Grande: Estratégias de Convivência com o Semiárido. Campina Grande, 2016. Disponível em:
http://www.editorarealize.com.br/revistas/conidis/trabalhos/TRABALHO_EV064_MD1_SA6_ID2
77_06102016123530.pdf . Acesso em Jul/2017
FELIZZATO, M. R.; STARLING, F. L.; SOUZA, M. A. Reúso de Água em Piscicultura: Análise
da Aplicação de Efluente de Lagoas de Estabilização em Série. Brasília, 2000. Disponível em:
http://bvsper.paho.org/bvsaidis/aresidua/i-024.pdf. Acesso em Jul/2017.
GUERRA FILHO, D. Águas Residuárias: uma Alternativa Racional de Reúso. Cadernos.
UniFOA, Volta Redonda, ano 1, nº. 1, jul. 2006. Disponível em:
<http://www.unifoa.edu.br/pesquisa/caderno/edicao/01/17.pdf>. Acesso em março, 2016.
GUERRA FILHO, D.B.; MANCUSO, P.C.S. Conceito de reúso de água. In: MANCUSO, P.C.S.;
SANTOS, H.F. dos. (Ed.). Reúso de água. Barueri: Manole, 2003. p. 21-36 Folha de São Paulo.
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/10/1527174-prefeitura-vai-
incentivar-reúso-de-agua-em-predios.shtml > Acessado em Jul/2017.
Guidelines for Water Reuse. Disponível em: <http://www.ehproject.org/PDF/ehkm/water-
reuse2004.pdf > Acessado em Jul/2017.
HESPANHOL, I.; MIERZWA, J. C.; RODRIGUES, L. B.; SILVA, M. C. C. Manual de
Conservação e reúso de Água na Industria. FIRJAN. Rio de Janeiro. 2006.
LAVRADOR FILHO, J. Contribuição para o Entendimento do Reúso Planejado da Água e
algumas Considerações Sobre suas Possibilidades no Brasil. São Paulo, 1987. 191 f. Dissertação
(Mestrado em Engenharia) - Escola Politécnica, Universidade de São Paulo.
MOTA, S.; AQUINO, M. D.; SANTOS, A. B. Reúso de águas: conceitos; importância; tipos. In:
MOTA, S.; AQUINO, M. D.; SANTOS, A. B. (Organizadores) Reúso de águas em irrigação e
piscicultura. Fortaleza: Universidade Federal do Ceará – Centro de Tecnologia, 2007. P. 21-37.
OBRIGADO!!