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UNIVERSIDADE DO PLANALTO CATARINENSE

NÚCLEO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS


CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

ALLISSON MEDEIROS DA SILVA

PROJETO DE ADEQUAÇÃO NR-12 EM UMA MÁQUINA


CINTADEIRA DE PALETE MODELO
ITIPACK

Lages (SC)
2016
ALLISSON MEDEIROS DA SILVA

PROJETO DE ADEQUAÇÃO NR-12 EM UMA MÁQUINA CINTADEIRA


DE PALETE MODELO
ITIPACK

Relatório de estágio submetido à Coordenação


do Curso de Engenharia Elétrica da
Universidade do Planalto Catarinense, como
requisito parcial da Disciplina de Estagio
Supervisionado, em setembro de 2016.
Orientador: Prof. Rodrigo Bastos de Aguiar
Supervisor de Estágio: Prof. Carlos Eduardo
de Liz

Lages, (SC)
2016.
ALLISSON MEDEIROS DA SILVA

PROJETO DE ADEQUAÇÃO NR-12 EM UMA MÁQUINA CINTADEIRA


DE PALETE MODELO
ITIPACK

Projeto de estágio submetido à Coordenação


do Curso de Engenharia Elétrica da
Universidade do Planalto Catarinense, como
requisito parcial da Disciplina de Estágio
Supervisionado, em setembro de 2016.

BANCA EXAMINADORA

ORIENTADOR:
(Professor: Rodrigo Bastos de Aguiar
UNIPLAC - Universidade do Planalto Catarinense)

SUPERVISOR DE ESTÁGIO:
(Professor: Carlos Eduardo de Liz
UNIPLAC- Universidade do Planalto Catarinense)

Lages (SC)
2016
AGRADECIMENTOS

Primeiramente à Deus, por me dar força para concluir o curso de Eng. Elétrica.
À minha família que me apoiou, em todas as minhas escolhas, me dando conforto, e
compreendendo as faltas que tive perante compromissos acadêmicos.
À minha namorada, que esteve presente em todo este pleito.
À Uniplac, a qual proporcionou uma ótima estrutura e bons professores para minha
formação acadêmica.
Ao orientador de estágio, Rodrigo Bastos de Aguiar, que soube com paciência, ceder
seus conhecimentos, e encaminhou este relatório da melhor forma possível.
RESUMO

O presente relatório tem como objetivo, a conclusão da disciplina Estágio Supervisionado. O


qual foi efetuado na empresa Wiatec Eletricidade e Automação Industrial, com sede no
município de Lages (SC), que recebeu-me de bom grado e designou funções que aprimoraram
meus conhecimentos na área de engenharia. Uma dessas funções, é o tema deste relatório, que
refere-se a adequação de uma cintadeira Itipack, a Norma Regulamentar NR-12. Esta norma
tem a função de proteger os operadores de maquinas, que trabalham em equipamentos que
desenvolvem movimentos repetitivos, as quais oferecem riscos aos colaboradores. O projeto
de adequação foi efetuado para a industria de madeiras Berneck a Marca da Madeira, onde
apresentou-se um memorial descritivo e orçamento para tal adequação.

Palavras chaves:
Wiatec. Berneck. Adequação. NR-12. Itipack.
ABSTRACT

This report aims at completing the Supervised Internship course. This was done at the
company Wiatec Eletricidade e Automação Industrial, with headquarters in the city of Lages
(SC), which received the degree of graduation and assigned functions that improved the
knowledge in the area of engineering. One of the functions listed in the following report,
which refers to the suitability of an Itipack coinage, the Regulatory Standard NR-12. This
standard has a function to protect the machine operators, who work in equipment that develop
repetitive movements, such as access to employees. The adequacy project for the Berneck
timber industry, the Timber Mark, where a descriptive memorial and budget for such
adaptation was presented.

Keywords:
Wiatec. Berneck. Adequacy. NR-12. Itipack.
LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Arquitetura CLP ........................................................................................................ 16


Figura 2: CLP plc 300 Weg ...................................................................................................... 17
Figura 3: Botoeira de Emergência ............................................................................................ 18
Figura 4: Cortina de Luz WEG................................................................................................. 19
Figura 5: Modo de Operação .................................................................................................... 19
Figura 6: Grade de Proteção ..................................................................................................... 20
Figura 7: Chave de Segurança .................................................................................................. 21
Figura 8:Sensor Eletromagnético ............................................................................................. 21
Figura 9: Itipack ....................................................................................................................... 24
Figura 10: Quadro de comando ................................................................................................ 26
Figura 11: Sensor já presente .................................................................................................... 27
Figura 12: Grade de proteção ................................................................................................... 30
Figura 13: Coluna luminosa ..................................................................................................... 31
LISTA DE ABREVIATURAS

ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas


CLP Controlador Lógico Programável
CPU Central Processing Unit (Unidade Central de Processamento)
DI Digital In (Entrada Digital)
DO Digital Out (Saída Digital)
IHM Interface Homem Maquina
MDF Mediun Density Fiberboard (Placa de Fibra de media densidade)
NA Normalmente Aberto
NBR Norma Brasileira aprovada pela ABNT
NF Normalmente Fechado
NR Norma Regulamentadora
PLC Programmable Logic Controller (Controlador Lógico Programável)
UCP Unidade Central de Processamento
UNIPLAC Universidade do Planalto Catarinense
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................ 10
1.1 APRESENTAÇAO DA EMPRESA:......................................................................... 10
2 DEFINIÇAO DO PROBLEMA ....................................................................................... 11
2.1 JUSTIFICATIVA ...................................................................................................... 11
2.2 OBJETIVOS .............................................................................................................. 11
3 REVISÃO DE LITERATURA ........................................................................................ 13
3.1 LEGISLAÇÃO .......................................................................................................... 13
3.2 AUTOMAÇÃO DE SEGURANÇA .......................................................................... 14
3.3 EQUIPAMENTOS .................................................................................................... 15
4 METODOLOGIA ............................................................................................................. 22
4.1 DELINEAMENTO DA PESQUISA ......................................................................... 22
4.2 POPULAÇAO ALVO ............................................................................................... 22
5 DESENVOLVIMENTO ................................................................................................... 23
5.1 BERNECK ................................................................................................................. 23
5.2 LEVANTAMENTO DE COMPONENTES ............................................................. 25
5.3 AUTOMAÇÃO ......................................................................................................... 33
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................... 34
6.1 RECOMENDAÇÕES PARA TRABALHOS FUTUROS ........................................ 34
7 BIBLIOGRAFIA .............................................................................................................. 35
10

1 INTRODUÇÃO

O referido trabalho tem como intuito apresentar as atividades realizadas no estágio


supervisionado na empresa Wiatec Eletricidade e Automação Industrial com previsão de 180
horas correspondente aos dias 29/08/2016 até 22/10/2016.
O seguinte projeto tem o interesse de analisar e adequar uma máquina cintadeira
Itipack à Norma Regulamentadora NR-12 Segurança no Trabalho em Máquinas e
Equipamentos, a pedido da empresa Berneck, à prestadora de serviços Wiatec, empresa a
qual percebeu falhas de segurança na máquina, causando risco aos colaboradores que operam
a mesma.

1.1 APRESENTAÇAO DA EMPRESA:

A empresa Wiatec é especializada na comercialização e instalação de materiais


elétricos e de automação industrial. Iniciou suas atividades em 2009 na Cidade de Lages SC,
nesses 6 anos de atuação vem expandindo sua operação na serra catarinense.

Seu portfólio conta com as principais marcas do mercado, que se diferenciam pela
tecnologia, inovação e proporcionam além disso, soluções completas em seu segmento de
atuação.

A empresa conta com um corpo de técnicos e engenheiros e especialistas treinados,


preparados para fornecer além da instalação, suporte no desenvolvimento e integração de
sistemas de Automação Industrial. Complementarmente, atuam também na especificação
técnica de toda a gama de produtos ofertados pela empresa.

Nossa equipe comercial conta com a experiência comprovada na elaboração das


melhores ofertas, visando sempre o melhor custo benefício para nossos clientes. Benefícios
que vão desde as reduções de falha de máquina, até o ganho efetivo com o aumento da
produção.
11

2 DEFINIÇAO DO PROBLEMA

Como garantir a segurança dos colaboradores da empresa Bernek ao operarem a


cintadeira ITIPACK?

2.1 JUSTIFICATIVA

Nos 5 anos que passei pela Universidade do Planalto Catarinense UNIPLAC cursando
Engenharia Elétrica obtive vasto conhecimento relacionado a área, entre elas a necessidade de
segurança no trabalho e automação industrial, a qual é o objetivo do projeto. Oportunidade
que agora estou tendo em aprimorar os conhecimentos na empresa que sedia meu estágio.

A empresa concedente do estágio em exercício de suas funções prestou serviços à


industria BERNECK - A Marca da Madeira, onde realizou serviços de manutenção anual na
subestação elétrica, e através deste serviço percebeu divergências em um equipamento
utilizado pela indústria.

Todos os equipamentos/máquinas que possuem acionamento repetitivo e não possuem


proteção adequada e ou estão fora do padrão exigidos pela Norma Regulamentadora NR-12,
oferece risco aos operadores. Para isso o presente projeto tem como principal objetivo a
adequação de uma cintadeira da ITIPACK.

2.2 OBJETIVOS

2.2.1 Objetivo Geral:

Adequação da NR-12 á uma cintadeira ITIPACK


12

2.2.2 Objetivos Específicos :

 Levantar hardware disponível na maquina.


 Analisar e alterar diagrama elétrico.
 Apresentar equipamentos de segurança necessários .
13

3 REVISÃO DE LITERATURA

3.1 LEGISLAÇÃO

O Presidente da Republica decretou em 22 de dezembro de 1977 a Lei nº 6514, onde


alterou o Capítulo V da Consolidação das Leis do Trabalho, relativo à Segurança e Medicina
do Trabalho. Onde fica explícito na Seção XI as definições de segurança aos trabalhadores
que operam máquinas e equipamentos definidos pelos artigos 184,
185 e 186.
Art. 184 - As máquinas e os equipamentos deverão ser dotados de dispositivos de
partida e parada e outros que se fizerem necessários para a prevenção de acidentes
do trabalho, especialmente quanto ao risco de acionamento acidental.
Parágrafo único - É proibida a fabricação, a importação, a venda, a locação e o uso
de máquinas e equipamentos que não atendam ao disposto neste artigo
(BRASIL,1977).
Este artigo apresenta que é de grande importância a adoção de dispositivos de partida e
parada, próximos ao operador facilitando o acionamento em caso de risco.
Art. 185 - Os reparos, limpeza e ajustes somente poderão ser executados com as
máquinas paradas, salvo se o movimento for indispensável à realização do ajuste
(BRASIL,1977)
Atenta que todos os procedimentos de manutenção da mesma deve ser feito com o
equipamento parado salvo exceções de equipamentos que a necessite.
Art. 186 - O Ministério do Trabalho estabelecerá normas adicionais sobre proteção e
medidas de segurança na operação de máquinas e equipamentos, especialmente
quanto à proteção das partes móveis, distância entre elas, vias de acesso às máquinas
e equipamentos de grandes dimensões, emprego de ferramentas, sua adequação e
medidas de proteção exigidas quando motorizadas ou elétricas.(BRASIL,1977)
Comenta que as normas adicionais ficam a cargo do Ministério do trabalho órgão
competente.
A Norma Regulamentar NR - 12 surgiu junto com outras 27 normas regulamentadoras
por meio da Portaria Nº 3.214/78, que regulamentou a Lei Nº 6.514/77. Tratando
exclusivamente de Máquinas e Equipamentos. Atualizada em 29 de abril de
2016.(BRASIL,1977)
No seu tratamento ela indica que todos os componentes elétricos devem estar em
conformidade com a NR-10, protegendo todo o equipamento e colaboradores envolvidos no
processo, com circuito de aterramento adequados, quadros de energia com porta e sinalizados,
14

proibindo o uso de chave geral como dispositivo de partida.


Ressaltando que os dispositivo de partida e acionamentos de parada não se localizem
em zonas perigosas, sendo fáceis de utilizar em caso de emergência por outra pessoa que não
seja o operador, e ainda não possam ser burlados.(BRASIL,1977)
No que se refere a segurança a NR - 12 comenta que as zonas de perigo devem ser
disposta por proteções fixas, moveis e dispositivos interligados que garantam a proteção à
saúde e a integridade física dos operadores. E no caso de implantação de dispositivos deve-se
considerar as características técnicas de cada máquina, para que se atinja o nível necessário de
segurança, e que os dispositivos contemplem todos os requisitos necessários. Essas maquinas
de acordo com seu risco devem possuir documentação tal como diagramas e representação
esquemática. Caso não possuir documentação técnica exigida é de obrigação de seu
proprietário adquirir com um profissional legalmente habilitado.
Como a norma é muito abrangente é de extrema importância que seja estudada e
analisada caso à caso, pois cada maquina ou processo tem suas peculiaridades e ressalvas.

3.2 AUTOMAÇÃO DE SEGURANÇA

Automação é a técnica de tornar um processo ou sistema automático, podendo ser


tanto um serviços executado como um produto fabricado automaticamente gerando
comunicação das informações criadas pelo processo(BLACK, 1998).
Iniciou seu processo evolutivo por volta do século XVIII, com o invento das maquinas
a vapor durante a revolução industrial. Com o passar dos anos o processo industrial cresceu,
passando por evoluções no processo de produção, tal como as linhas de montagem, o que
trouxe processo em larga escala e com alta produtividade, nesse processo já podia se
encontrar maquinas dotadas de relés que faziam um processo de automação. Porem com
programação complexa, painéis e cabines de controle com vários relés mecânicos, que tinha
pequena vida útil, e necessitava de uma grande estrutura voltada à comunicação (SILVEIRA;
LIMA. 2003).
Então em 1968 a empresa BedFord Associatio foi a responsável por criar um novo
dispositivo que substituísse os relés mecânicos. MODICON (Modular Digital Controller) foi
o primeiro Controlador Lógico Programável que tornou o sistema mais flexível e econômico
(SILVEIRA; LIMA. 2003).
15

Segurança é um tema bem abordado por sistemas autômatos, por isso os sistemas
devem ser avaliados e projetados para os piores casos de falha de segurança, ainda mais
quando esta ligado ao risco da vida humana, sistemas que estão presentes em aviões, hospitais
e na indústrias. Para cada área deve ser escolhido um sistema que contemple a função
desejada, sistemas ditos como Hard Real Time (Tempo Real Crítico) são aqueles utilizados
quando a falha possa ser catastrófica, sendo necessária a atuação imediata. O mesmo deve ser
dotado de redundâncias, escalonamento e estratégias de recuperação que impeçam a falha do
mesmo. Assim garantindo a segurança de todos envolvidos no processo (NEVES; et all,
2007).

3.3 EQUIPAMENTOS

3.3.1 Clp

Controlador Lógico Programável, conhecido também por suas siglas CLP ou pela sigla
de expressão inglesa PLC (Programmable Logic Controller), é baseado num
microprocessador que desempenha funções de controle. Geralmente as famílias de
Controladores Lógicos Programáveis são definidas pela capacidade de processamento de um
determinado numero de pontos de Entradas e/ou Saídas (E/S). Definido pela Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), como um equipamentos eletrônico dotado de
hardware e software compatíveis com as aplicações industriais (ABNT, 2012).
O primeiro CLP foi criado em 1968 por Dick Morley, desenvolvido para substituir os
armários de controle da indústria automobilística General Motors. Sendo um equipamento
viável quando substituía painéis com mais de 300 relés mecânicos. Mas com a evolução dos
circuitos integrados e também dos computadores ele passou a ser difundido em todas as
industrias. Graças a norma IEC 61131-3 os CLPs foram padronizados, utilizando uma forma
de linguagem e comunicação padronizada facilitando ainda mais sua larga utilização nos
campos fabril (PAREDE; GOMES, 2011).
O CLP é um aparelho digital que usa memória programável para armazenar instruções,
controlar e implementar funções de lógica, temporização, contagem e efetuar operações
16

aritméticas feitas através de módulos de entrada e saída (digital e analógica) que podem ser
enviadas de diversos tipos de máquinas e processos. Sendo um equipamento flexível com
varias vantagens sobre outros tipos de sistemas, tais como:
 Ocupa menos espaço;
 Requer menor potencia elétrica
 Programáveis, de acordo com sua necessidade
 Maior confiabilidade
 Interface de comunicação com outros CLPs e computadores de controle
 Rapidez de processos
Dentre outras características de bom funcionamento já que conseguem controlar mais
de um tipo de equipamento (TEIXEIRA, 2011). Sua arquitetura pode ser dividida em 5 partes
como mostrado na figura 1 a seguir:

Figura 1: Arquitetura CLP

Fonte: SILVA (2012).

 Fonte: Responsável pelo fornecimento de energia ao CLP


 Unidades de Entrada: Unidades onde os atuadores fazem a comunicação com o CLP
(analógica e/ou digitais)
 Unidades de Saída: Onde o CLP envia os comandos aos atuadores
 Unidade Central de Processamento (UCP ou CPU): Onde é executada as lógicas de
controle.
 Comunicação: Pode ser uma IHM (Interface Homem Máquina) visor que permite o
usuário ou desenvolvedor controlar o processo ou inserir programação, mas quando o
sistema é muito complexo a comunicação deve ser feita por computadores. (SILVA,
17

2012)
A Figura 2 a seguir representa um dos diversos modelos de CLP existentes.

Figura 2: CLP plc 300 Weg

Fonte: http://w3.siemens.com.br (2016).

3.3.2 Botoeiras de Emergência

As botoeiras fazem parte dos dispositivos denominados de elementos de sinais, elas


são dispositivos capazes de desligar e ou ligar um circuito através de um pulso, as mais
comuns são as botoeiras tipo NA (Normalmente Aberto) e NF (Normalmente Fechado).
Dependendo do fabricante essas botoeiras podem vir até com nove contatos auxiliares, o tipo
de botoeira e funções são definidas pelo projetista. A Figura 3 apresenta os tipos de botoeiras
(gasparin; et all. 2011).
18

Figura 3: Botoeira de Emergência

Fonte: http://www.weg.net/br (2016).

3.3.3 Cortinas de Luz

Segundo a industria de componentes WEG (2016) as cortinas são equipamentos


optoeletrônicos que possuem unidades transmissoras e receptoras, que produz um facho de luz
infravermelha, capazes de escanear a área de instalação, que compreende a área entre
receptor e transmissor do dispositivo. Se a área entre as unidades for invadida, o facho de luz
é interrompido e a saída comuta informando ao sistema de comando a ela conectado.
A escolha deve ser adequada de acordo com a altura de proteção e a resolução do
equipamento (capacidade de percepção do corpo), e posicionada a uma distância segura da
zona de risco, levando em conta o tempo total de parada da máquina (SCHNEIDER, 2011).
As imagens a seguir apresentadas mostram um modelo de cortina de luz da empresa
Weg (Figura 4), e o modo de funcionamento a qual depende da resolução do feixe de luz
(figura 5).
19

Figura 4: Cortina de Luz WEG

Fonte: http://www.weg.net/br (2016).

Figura 5: Modo de Operação

Fonte: http://www.keyence.com (2016).

3.3.4 Grade de Proteção Fixa

SCHNEIDER (2011) comenta que são proteções fixadas normalmente no corpo ou


estrutura da máquina, essas devem ser mantidas fechadas e de difícil remoção, fixadas por
meio de solda ou parafusos, tornando sua remoção ou abertura impossível sem o uso de
ferramentas. Podendo ser fabricadas em tela metálica, chapa metálica ou policarbonato. Vide
figura 6.
20

Figura 6: Grade de Proteção

Fonte: http://www.cofama.com.br (2017).

3.3.5 Chave de Segurança e Sensores de Segurança

Perante os comentário de Schneider (2011) as chaves de segurança são dispositivos


conectados às proteções fixas (portas de acesso, gaveta etc.) de forma que garanta o não
funcionamento da maquina se o mesmo estiver aberto ou for corrompido, este equipamento e
disposto por uma lingueta que confere o travamento da abertura. Vide figura 7.
O mesmo acontece com os sensores de segurança porem funcionam através de sensor
magnético de segurança multicanal e um imã atuador, que se comunicam sem contato físico
entre os dois dispositivos, mas que quando separados enviam sinal ao controlador e protegem
o circuito. Estas estão representadas na figura 8 (WEG, 2016).
21

Figura 7: Chave de Segurança

Fonte: http://www.weg.net/br (2016).

Figura 8:Sensor Eletromagnético

Fonte: http://www.weg.net/br (2016).


22

4 METODOLOGIA

4.1 DELINEAMENTO DA PESQUISA

A pesquisa será apresentar uma soluções de um problema diagnosticado em serviços


de campo em uma maquina cintadeira que não está de acordo com as normas existentes no
que se refere à proteção coletiva dos operários. O projeto será realizado com base nas Norma
Regulamentar NR- 12.

4.2 POPULAÇAO ALVO

O alvo desse projeto é a industria BERNECK - A Marca da Madeira, na maquina


cintadeira ITIPACK.
23

5 DESENVOLVIMENTO

A Wiatec Eletricidade e Automação Industrial é uma empresa comercial e prestadora


de serviços para ramo industrial. Para isso conta com um espaço físico para atendimento de
clientes tipo pessoa física e vendedores externos para atendimento as industrias.
Os serviços prestados pela empresa abrangem as áreas de automação e elétrica em
geral, para isso conta com um corpo técnico de qualidade e capacitados para esses serviços.
O levantamentos de obra ou serviços são feitos através de visitas a campo, onde são
seguidas todas as normas de segurança regidas pela empresa contratante, ou por projetos e
digramas encaminhados para a equipe de projetos da Wiatec.

5.1 BERNECK

A industria de madeiras Berneck é a empresa contratante que possui a cintadeira


Itipack, a qual efetua o travamento das placas de MDF para posterior transporte.
Esta maquina por ser de origem estrangeira e por já possuir alguns anos, não possui
todos os itens que se refere a proteção aos colaboradores que à operam exigidos pela norma
brasileira, por isso é de extrema importância uma adequação da mesma à Norma
Regulamentadora NR-12. As imagem a seguir demonstra a referida maquina.
Se faz necessário o comentário que a máquina é de origem italiana, possuindo
proteções e sensores em sua estrutura, seguindo as normas internacionais de comércio. Porém
é de saber, de todos que muitos dos acidentes que ocorrem nas industrias brasileiras,
acontecem por atos inseguros, e comodismo dos operadores, fazendo que seja necessária a
implantaçao deste sistema de proteção.
24

Figura 9: Itipack

Fonte: WIATEC (2016).

Dessa forma a empresa contratada de acordo com suas competências se prontificou a


efetuar um orçamento para moldar a maquina à norma vigente, dando maior segurança aos
colaboradores e diminuído os riscos de acidentes da Bernek.
25

5.2 LEVANTAMENTO DE COMPONENTES

De acordo com levantamento a campo e diagramações fornecidas pela contratante, foi


diagnosticado que para correto funcionamento da cintadeira é necessário a instalação dos
seguintes componentes:
 Quadro de comando 800x600x250 mm c/ flange;
 2 Barreiras de Luz SCHMERSAL DE 650 mm;
 2 Barreiras de Luz SCHMERSAL DE 1210 mm;
 2 Barreiras de Luz SCHMERSAL DE 1770 mm;
 1 Estação remota da SIEMENS IM-151;
 7 Módulo terminal para ET200S;
 3 Rele de Segurança 6ES7 138-4FR00-0AA0;
 3 Cartão “DI” 6ES7 138-4FA05-0AB0;
 1 Cartão “DO” 6ES7 138-4FB04-0AB0;
 1 Coluna luminosa de 5 lentes;
 5 Botoeiras para acionamentos remoto;
 1 Sensor de Segurança + Atuador;
 3 Contatores de Segurança CWMS18;
 3 Contatores auxiliares de Segurança CAWMS.

5.2.1 Quadro de comando

O quadro de comando é um item para alocação dos componentes de proteção e


automação do sistema, possui 800mm de largura, 600mm de altura e 250mm de profundidade.
Demonstrado na figura 10.
26

Figura 10: Quadro de comando

Fonte: http://www.zathura.com.br (2016).

5.2.2 Barreiras de Luz

As barreiras de luz ou cortinas de luz, são os equipamentos que efetuaram o


monitoramento da esteira da máquina, essas cortinas são demonstradas nas figuras 4 e 5. É
necessário a instalação de 6 cortinas no decorrer da esteira, onde as mesmas farão as seguintes
monitorações:

 Cortina N° 1 e N°3:

Tem a função de monitorar a entrada de colaboradores desnecessária, efetuando a


parada da máquina através de comunicação com o CLP de segurança, o qual indicara através
de uma coluna luminosa a falha ocorrida.
Para um correto funcionamento existirá um “By-Pass 1”(desvio) desligando a cortina
Nº 1 e ativando a cortina Nº 3, quando houver a intervenção da empilhadeira no momento de
retirada ou inserção do palete de MDF, sendo que a cortina Nº3 irá monitorar a travessia do
colaborador internamente à máquina.
Após a retirada do palete, que é monitorado sensor de presença já existente na
27

cintadeira conforme a figura 11, contara um tempo pré-determinado e será ativado através da
ausência de palete, que automaticamente ira acionar a monitoração da cortina Nº1 e desligará
a monitoração da cortina Nº3.

Figura 11: Sensor já presente

Fonte: WIATEC (2016).

 Cortina N° 2

Tem a função de monitorar a entrada de colaboradores desnecessária e parar a


máquina através do CLP de segurança, e indicar através de uma coluna luminosa a falha
ocorrida.

 Cortina N°3 e Nº 4

Tem como principal função monitorar a entrada de colaboradores desnecessária


efetuando comunicação com o CLP e desativando o funcionamento da maquina, indicando
através de coluna luminosa a falha ocorrida.
A cortina N°3 esta disposta de forma que seu feixe de luz corte transversalmente a
28

maquina, monitorando a área que antecede a cintadeira.

Figura 12: Cortinas 3 e 5

Cortina
N° 3

Cortina
N° 5

Fonte: WIATEC (2016).

 Cortina Nº 5 e Nº6

Tem a função de monitorar a entrada de colaboradores desnecessária e parar a


máquina através do CLP de segurança, e indicar através de uma coluna luminosa a falha
ocorrida.
29

Existirá um “By-Pass 2” desligando a cortina Nº 6 e ativando a cortina Nº 5, quando


houve a intervenção da empilhadeira para retirada, onde a cortina Nº 5 irá monitorar a
travessia do colaborador internamente à máquina.
Após a retirada do palete, que também é monitorado por um sensor de presença fará a
contagem do tempo pré-determinado e voltará automaticamente a funcionar a monitoração da
cortina Nº 6 e desligará a monitoração da cortina Nº5. A posição da cortina 5 esta
demonstrada na imagem 12.

5.2.3 Grades de Proteção

A grade de proteção tem o intuito de proteger e delimitar as áreas de risco e acesso a


maquina cintadeira.
Nela estarão dispostas todo o corpo da maquina e a área de carretéis. Onde também
serão instalados os seguintes dispositivos: Cortinas N° 1, 2, 4 e 6, locais que permitem o
aceso dos operadores e empilhadeiras, e a Trava de Segurança, que estará alocada na porta da
sala dos carretéis. A imagem da grade, disposição das cortinas e o sensor e demontrada na
figura 13.

5.2.4 Sensor Trava de Segurança

Tem a função de monitorar a entrada de colaboradores para efetuar a troca do


carretel, ou seja, cabeçote Nº 1 para o cabeçote Nº 2, ou vice-versa, onde será
sinalizado através de uma coluna luminosa a falha ocorrida através do CLP de
segurança, voltando a seu estado normal, com o fechamento do portão e reset da falha.
Este sensor faz com que o operador seja impedido de acessar esta área para
troca dos carretéis se a maquina estiver em funcionamento.
A área dos carretéis será protegida pela grade de proteção que terá uma porta
com o Sensor Trava de Segurança.
30

Figura 13: Grade de proteção

Cortina
N°2

Cortina
N°1

Cortina
N°6

Cortina
N°4

Trava de
Segurança

Fonte: BERNECK, (2016).

5.2.5 Coluna Luminosa

A coluna luminosa tem como principal função efetuar comunicação luminosa para os
operadores, indicando falhas ocorrentes, maquina em funcionamento, dentre outros.
31

Figura 14: Coluna luminosa

Fonte: http://www.unisafety.com.br (2016).

5.2.6 Botoeiras

As botoeiras serão instaladas com a finalidade de reiniciar os processos, ou para


finalidade de parada de emergência.
Próximo a todas as cortinas de acesso a maquina haverá botoeiras para reiniciar o
processo, se a falha ou objeção informada pela cortina for resolvida.

5.2.7 Clp

O Clp utilizado para este processo será um Siemens S7-300, este modelo de CLP é
modular, e receberá 7 módulos de expansão, descritos a seguir:

a) Entradas Digitais:

Módulo E 1.1
32

 DI.0 e DI.1 – Entrada de Segurança Cortina 1;


 DI.2 e DI.3 – Entrada de Segurança Cortina 2;
 DI.4 e DI.5 – Entrada de Segurança Cortina 3;
 DI.6 e DI.7 – Entrada de Segurança Cortina 4;

Módulo E 1.2

 DI.0 e DI.1 – Entrada de Segurança Cortina 5;


 DI.2 e DI.3 – Entrada de Segurança Cortina 6;
 DI.4 e DI.5 – Sensor Segurança Calço;
 DI.6 e DI.7 – Trava de Segurança;

Módulo E 1.3

 DI.0 e DI.1 – Entrada de Segurança Emergência;


 DI.2 – Entrada Botão Reset;
 DI.3 e DI.4 – Sensor Esteira de Entrada;
 DI.5 e DI.6 – Feedback Contator de Seguranças;
 DI.7 – Entrada Reserva;

b) Saídas Reles

Módulo RL 1.4

 Out O.0 – Saída Relé para acionar Contator C3 no CCM;


 Out O.1 – Saída Relé para acionar Contator C4 no CCM;

Módulo RL 1.5
33

 Out O.0 – Saída Relé para acionar o Contator C5 no CCM;


 Out O.1 – Saída Reserva;

Módulo RL 1.6

 Out O.0 – Saída Relé para acionar o Contator K34.2 (Painel


Cintadeira);
 Out O.1 – Saída Relé para acionar o Contator K34.5 (Painel
Cintadeira);

c) Saídas Digitais

Módulo S1.7

 DO.1 – Sinaleiro Falha Cortinas;


 DO.2 – Sinaleiro Botão de Emergência;
 DO.3 – Sinaleiro Falha Geral;
 DO.4 – Sinaleiro Sensor Calço;
 DO.5 – Sinaleiro Trava de Segurança;

5.3 AUTOMAÇÃO

O orçamento entregue para a Berneck se refere a prestação de serviços


compreendendo disponibilização de todos os equipamentos acima citados e instalações do
mesmo, incluindo cabeamentos. Porem é de responsabilidade da contratante a programação da
parte lógica do PLC. A contratada se disponibiliza inteiramente para acompanhamento e sanar
quaisquer duvidas sobre a programação da mesma.
34

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com o trabalho feito sobre o referido projeto, foi constado que a segurança no trabalho
é de extrema importância, para a segurança dos funcionários e para a industria. Percebeu-se
que para efetuar os referidos serviços, oferecidos às industrias precisa de um vasto
conhecimentos das normas regulamentares e entender o processo que cada máquina efetua e é
claro analisar como os colaboradores efetuam sua operação, conforme treinamento recebido.
Para se planejar e instalar os equipamentos se faz necessário ainda que a contratante
forneça todos digramas elétricos de alimentação e comandos da mesma, para que a equipe
possa planejar de forma adequada e sem erros os equipamentos a serem instalados.
Em mãos destas informações a equipe de projetos preparou um orçamento
contemplando todos os custos pertinentes a prestação do serviço. Ficando a encargo da
contratante a análise e autorização da obra. Este projeto ainda aguarda aprovação da Berneck
a Marca da Madeira.

6.1 RECOMENDAÇÕES PARA TRABALHOS FUTUROS

O memorial descritivo e orçamento enviado para a industria Berneck, está de acordo


com as necessidades da mesma, e tem custo de implantação competitivo de acordo com outras
empresas do ramo. Assim a Wiatec se dispõem para quaisquer duvidas e aguarda confirmação
para efetuar tal obra.
35

7 BIBLIOGRAFIA

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maquinas: Princípios para apreciação de riscos. Rio de Janeiro, RJ, dez 2013. Disponível em:
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