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A lenda da Yara

A LENDA DA YARA -------------------------------------------------------------------------------- A lenda


da Yara tem sua origem no guerreiro Miryan, filho do cacique Mundurucu Irahuana. Para explicar a
origem da Yara nas águas amazônicas, pela lenda indígena sofreu muita influência pelas histórias
narradas pelos europeus, principalmente pelos colonizadores portugueses no Brasil. Pois os índios
contavam esta lenda com muito interesse para explicar a origem da mãe d’água semelhante a uma
sereia européia. A mãe d’água é uma mulher muita bonita e muito atraente, cabelos compridos e
loiros, rosto bem arredondado, olhos verdes e pele rosada, possui a metade do corpo de mulher e a
outra metade de peixe, encanta os homens com o seu poder caantando um canto maravilhoso com a
voz harmoniosa e suave. Os habitantes dos rios da Amazônia dizem que no fundo do rio ela possui
um belo castelo e esta bela sereia consegue enfeitiçar os homens que vêem a esta bela sereia, ao
ponto de se atirar nas águas profundas dos rios para com ela viverem. Conta a lenda que o mais
valoroso guerreiro da tribo era Miryan, que ganhara notoriamente no combate aos índios Apupos.
Ganhou do seu tio o pajé Ariman, um arco e flecha e um dia o Taxaua Irahuana quis mostrar aos
oputros filhos o valor do primogênito e mandou-os em sua companhia combater as feras. Por arte
do pajé, no lugar das feras surgiram enormes bandos de lajamandis. E foram travados terríveis
combates, mas Miryan saiu vitorioso, os irmãos cheios de inveja tentaram matá-lo enquanto ele
dormia mesmo ferido na coxa o guerreiro conseguiu aniquila-los e temeroso da vingança fugiu, o
velho cacique ao saber da morte dos filhos jurou matar Miryan. E mandou 400 guerreiros à procura
de Miryan, chegando no local onde Miryan se encontrava o cercaram em uma espessa moita de
Uranas e durante muitas noites os 400 guerreiros tentaram inutilmente vencer Miryan. Certa noite,
depois de combate exaustivo, o guerreiro conseguiu esquivar-se até chegar onde seu pai dormia e
disse-lhe: “Tu me fazes uma guerra injusta, eu matei meus irmãos para não morrer. Mas o velho
Tuxaua não convencido com a história de Miryan gritou que o matasse”. Os índios lançaram-se
sobre ele, mas ele esperto conseguiu escapar, jogou-se na baía do Rio Negro. E ao cair na água
numerosos peixes grandes e pequenos sustentaram-no na superfície e a luz do luar irradiou do corpo
do guerreiro, que aos poucos foi se modificando da cintura para baixo e Miryan passou a ter corpo
de mulher. Um belo corpo, de cabelo negro e no lendário mundo indígena Miryan virou “Iara”,
castigado por Tupã que quis se revoltar contra o pai. Uma outra versão desta lenda surgiu em uma
noite tropical do rio Amazonas saturado de perfume e mistério, conta a lenda que Tapuio, um índio
que vagava no remanso de um igarapé ouviu uma voz que parecia uma mulher, num dado momento
a voz silenciou, mas depois ouvia-se a voz novamente e uma cortina da vegetação abriu-se
descobrindo uma mulher desnuda que reclinada à beira do igarapé e de repente o índio Tapuio
sentiu uma vertigem como se fosse cair no abismo, caiu de joelhos esquecendo do mundo e ficou
apaixonado pela imagem da feiticeira, na verdade a feiticeira era Iara, nascida das águas sendo ela
afrodite sedutora e enganadora, fez o índio Tapuio mergulhar nas águas noturnas e nunca mais
aparecer. Os que conseguem voltar ao mundo dos vivos... Voltam assombrados falando em castilos,
sectos e corte de encantados e é preciso que um pajé faça muita reza forte, para tirar do estado de
assombração, pois muitos ficam facilmente hipnotizados... A Iara até hoje exerce um grande
fascínio e maior encantamento nos homens da região amazônica.