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República de Angola

Ministério da Educação
Instituto Médio comercial de Luanda

O EMPREENDEDORISMO

Luanda, 2018.
O empreendedorismo

Prova de Aptidão profissional


Apresentado á comissão de
Avaliação do instituto Médio
Comercial de Luanda como
um dos requisitos para a
obtenção de Nível Técnico
Médio de Contabilidade, sob a
orientação do Professor
Manuel Indo.

Luanda, 2018
FICHA TÉCNICA
DEDICATÓRIA

Dedicamos este trabalho as nossas famílias e ao nosso Deus pai todo


poderoso.
Agradecimentos

Agradecemos á Deus em primeiro lugar por ter nos dado saúde e disposição
para podermos realizar este trabalho e chegarmos até o dia hoje, a nossa família
principalmente aos nossos pais pelo suporte que nos deram para conceder esta
tarefa, ao Institulo Médio Comercial de Luanda, ao orientador, unidade pesquisada
aos nossos colegas pelo companheirismos e a dedicação.
Epígrafe
Introdução

Este presente trabalho de ordem académica é resultado de uma pesquisa realizada


pelo grupo 4,que tem como objectivo tratar de vários aspectos referentes a
planificação do empreendedorismo e do controlo da actividade empresarial que
permite a criação de novas empresas e as inovações de novos produtos. O modelo
desta pesquisa é qualitativa porque busca uma compreensão particular daquilo que
se estuda e porque o foco da sua atenção é centralizada no específico,no
peculiar,no individual,almejando sempre a compreensão e não a explicação de
fenómenos estudados.

O empreendedorismo é o processo de iniciativa de implementar novos negócios ou


mudanças em empresas já existentes. É um termo muito usado no âmbito
empresarial e muitas vezes está relacionado com a criação de empresas ou
produtos novos, normalmente envolvendo inovações.

Problema da pesquisa
Quais são as vantagens e desvantagens do empreendedorismo em Luanda?

Objectivo geral
*Identificar as vantagens e desvantagens do empreendedorismo em Luanda

Objectivo específico
*Avaliar as vantagens e as desvantagens do empreendedorismo em Luanda

*Descrever as razões das vantagens e as desvantagens do empreendedorismo em


luanda

*Verificar as vantagens e as desvantagens do empreendedorismo em Luanda

Hipóteses

1-As vantagens do empreendedorismo são a capacidade do empreendedor fazer o


que gosta,trabalhar com que quer e trabalhar em equipe.

2-As vantagens do empreendedorismo permite o empreendedor alcançar sonhos e


objectivos traçados e sentir-se livre para tomar decisões no trabalho e com os
funcionários de diversos departamentos.

3-As vantagens do empreendedorismo permite o empreendedor ser


prudente,aprender com os erros,ter progresso técnico,espírito de iniciativa e
qualidade como pessoa.

4-As desvantagens do empreendedorismo são a incapacidade do empreendedor


realizar todos os problemas porque tudo depende da sua própria decisão.

5-As desvantagens do empreendedorismo é que o empreendedor tem pouco tempo


para cuidar da sua saúde e provocar riscos na gestão porque um erro do
empreendedor pode determinar a falência da empresa.
6-As desvantagens do empreendedorismo são a ansiedade ou stresse as
quantidades de responsabilidades porque tudo depende do empreendedor e a falta
de dormir tranquilamente.

Justificativa do tema

O empreendedorismo tem uma grande importância para a nossa sociedade ou


comunidade visto que o empreendedorismo ajuda a introduzir novas tecnologias
com vista a um aumento no custo de produção das empresas ,a proporcionar novos
mercados de trabalho as comunidade ou sociedades,a conhecer os principais
concorrentes ao longo dos tempos ,a diminuir o índice de desemprego nas
sociedades,a descrever o meio envolvente a empresa,isto é, onde a empresa exerce
as suas actividades,no sistema onde a empresa pertence e onde também pertencem
outros elementos.O empreendedorismo tem uma grande importância porque
também procura conhecer tipos,fases e técnicas de planeamento,avalia a
importância das necessidades do planeamento empresarial ,elabora planificações
,analisa planos,verifica as vantagens de um correto planeamento ou plano de
negocio e conhece factores que possam reduzir uma eficácia nos planos elaborados
pelo empreendedor ou pela empresa.O empreendedorismo é importante porque não
permite que o empreendedor defina objectivos sem primeiro eleger uma estratégia
que tem como objectivo principal colocar a empresa numa situação vantiosa
Conceitos de empreendedor e empreendedorismo

Empreendedorismo é o processo de iniciação de implementar novos negócios


ou mudanças em empresas já existentes. É um termo muito usado no
âmbitoempresarial e muitas vezes está relacionado com a criação de empresas ou
produtos novos, normalmente envolvendo inovanções e riscos.

Pessoas como Bill Gates e Steve Jobs são consideradas empreendedoras


por terem inovado no ramo da técnologia como no desenvolvimentode sistemas
operacionais, no caso de Bill Gates.

O empreendedorismo está muito relacionado com a questão de inovação na


qual há determinado objectivo de se criar algo dentro de um sector ou produzir algo
novo. Diversas startups,por exemplo, inovam-se dentro de um sector existente uma
grande startup hoje, que teve inovações dentro de um sector existente, Uber que
deu novas possibilidades no mercado dos taxis.

O termo empreendedor (entrepeneur) é de origem francesa e


significa“assumirriscos e começar algo novo”. Já o termo empreendedorismo tem
sua criaçãoatribuída ao escritor e economista Richard Cantillon (séc. XVII), pois foi
umdos primeiros a distinguir o empreendedor (pessoa que assume riscos)
docapitalista (fornecedor de capital).

Em 1814, o economista francês Jean-Baptiste Say usou o


termo“empreendedor”para identificar o indivíduo que transfere recursos econômicos
de um setorde baixa produtividade para um setor de produtividade mais elevada. O
autorenfatizou ainda a importância do empreendedor para o bom funcionamentodo
sistema econômico.

Schumpeter (1984), economista austríaco, defendeu o papel


doempreendedore seu impacto sobre a economia. Ele definiu o termo como alguém
com desejoe potencial de converter uma nova ideia ou invenção em uma inovação
bemsucedida, tendo como principal tarefa a “destruição criativa”. Para o autor,
oempreendedor é capaz de modificar a economia introduzindo novos produtosou
serviços no mercado.Um empreendedor é capaz de conceder a algo já existente
uma nova funcionalidade.

Constantemente empenha-se em descobrir oportunidades para inovar,sem


medo de assumir riscos. Aquele que empreende, alem de ser capaz
dedetectaroportunidades rentáveis, também busca informações e
conhecimentos,pois entende que esse é o caminho para o êxito do seu negócio.

Para Chiavenato (2005), ser empreendedor é ser uma pessoa com


sensibilidadee “tino” fnanceiro para os negócios; é ser dinâmico e realizador de
propostas;é alguém que inicia e opera um negócio para realização de uma ideia
ouumprojeto pessoal, assumindo riscos, responsabilidades e, enfm, inovando em
sua área de atuação.
Segundo Carvalho (1996, p.79-82),os empreendedores são indivíduos que
têm a capacidade de criaralgo novo, assumindo responsabilidades em função de um
sonho, o deobter sucesso em seu negócio, estas pessoas são
ousadas,aprendemcom os erros e encaram seu negócio como um desafo a ser
superado;têm facilidade para resolverem problemas que podem influenciarem
seuempreendimento, e mais, identifcam oportunidades que possibilitam melhores
resultados; são pessoas incansáveis na procura deinformações interessadas em
melhorias para o seu setor ou ramo deatividade, elevando ao máximo sua gestão.

De acordo com Bernardi (2010), a ideia de um empreendimento surge da


observação, da percepção e da análise de atividades, tendências
edesenvolvimentos,na cultura, na sociedade, nos hábitos sociais e de consumo.
Assim tambémas oportunidades detectadas, racional ou intuitivamente,
nasnecessidades enas demandas prováveis (atuais e futuras), bem como nas
necessidades nãoatendidas, para o autor, defnem o conceito de empreendimento.

VANTAGENS E DESVANTAGENS AO SE TORNAR EMPREENDEDOR

A maioria dos empreendedores abre o seu negócio sem o devido


planejamento,e, infelizmente acabam fechando as suas portas nos três primeiros
anosdeexistência. Chiavenato (2008, p. 15) descreve os principais fatores e causas
maiscomuns para o fracasso do empreendedorismo, sendo estes: a incompetência
doempreendedor; falta de experiência gerencial; lucros insuficientes; juros elevados;
perda de mercado; mercado consumidor restrito; pouca competitividade; recessão
econômica; vendas insuficientes; dificuldades de administração de
estoque;localização inadequada; dívidas e cargas tributarias demasiadas; capital e
ativosinsuficientes. É necessário avaliar algumas barreiras de um novo
empreendimento. Por conta disso, Chiavenato (2008, p. 21) lista alguns
elementos demonstrando os pontos fundamentais de desvantagens no
empreendedorismo. Enumerando esses pontos, temos:

- Esqueça o tempo de oito horas de jornada, os fins de semana e os feriados,


pelomenos no transcorrer de alguns meses ou, até mesmo, anos.

- Existe a probabilidade de o empreendedor deteriorar seu investimento de


capitalfinanceiro ($) e quem sabe o dinheiro de outras pessoas que também
contribuíram com a entrada de numerário para o desenvolvimento do negócio.

- Possivelmente, o empreendedor não poderá contar com um ganho regular


ounem mesmo com algum ganho durante o momento inicial do empreendimento,
atéporque se trata do início do negócio.

- O empreendedor assumirá um enorme papel de responsabilidades. Terá de


tomar decisões, muitas vezes sem o conhecimento de seus cooperados
(colaboradores), em todas as dificuldades e decisões importantes do negócio.

- O empreendedor terá de realizar o que gosta, isso é extremamente


importantepara sua realização pessoal, e mais o que não adora para tocar seu
próprioempreendimento.
- Todo o tempo e todas as forças terão de ser aproveitadas e concentradas.
Devendo se concentrar nessa missão. Isso diminuirá a atenção disponível para a
família e para os amigos.

Para Chiavenato (2008, p. 15), observa-se que nos novos negócios a


mortalidadeprematura é tão alta que por muitas vezes driblar tais fatores negativos
se tornamcansativos para quem luta contra eles. Conforme o autor, os riscos na
abertura doseu negócio são grandes e perigos não faltam. Assim, quem decide abrir
a suaempresa, deverá ter muita cautela e jogo de cintura para enfrentar os
possíveisobstáculos encontrados no caminho.Outra realidade do empreendedor é
que ele promove a visão com paixãoentusiástica. Há, entretanto, um único senão:
essa promoção da visão com tantapaixão, dura apenas pouco tempo, considerando
que o forte do empreendedornão é o planejamento estratégico. O empreendedor é
adaptativo por natureza. Oseu planejamento é moldado às contingências do
ambiente, as ações, em grandeparte das vezes, são ações do tipo apaga-incêndio.
DANTAS (2008, p. 10).

Conforme Marcondes e Bernardes (2004) antes de criar uma empresa, se faz


necessário que o empresário tenha alguém que o oriente sobre o
empreendimento e o alerte sobre os perigos das decisões erradas e
comportamentos inadequados. Dessa forma, observa-se que o monitoramento do
negócio com a ajuda de alguém que entenda sobre o mundo dos
empreendimentos, é uma escolha fundamental para o sucesso do
empreendimento. Em relação a esse aspecto, cabe destacar que o SEBRAE
possui meios de assessoramento para os micros e pequenos empresários.Existem
muitas razões pelas quais muitas pessoas constituem os seus próprios
negócios e assumem os riscos, se seguir cuidadosamente as instruções
possivelmente conseguirá sua independência laboral e financeira. São alguns
ingredientes para o empreendedor começar a pensar em seu próprio negócio:
cautela, bom senso e não ter pressa. (CHIAVENATO, 2008, p. 24)
Ao montar seu próprio negócio o empreendedor assume a responsabilidade e os
riscos pelo seu desenvolvimento e sobrevivência, e em compensação usufrui de
algumas vantagens. Para Chiavenato (2008, p. 17) a lista a seguir apresenta
algumas razões pelas quais as pessoas se engajam em negócios:
- forte desejo de ser seu próprio patrão, de ter independência e não receber
ordens de outros, fundamentando-se apenas em seu talento pessoal. A isso se dá
o nome de espírito empreendedor;
- oportunidade de trabalhar naquilo que gosta, em vez de trabalhar como
subalterno apenas para ter segurança de um salário mensal e férias a cada ano;
- sentimento que pode desenvolver sua própria iniciativa sem o guarda-chuva do
patrão;
- desejo pessoal de reconhecimento e de prestígio;
- poderoso impulso para acumular riqueza e oportunidade de ganhar mais que
quando era simples empregado;
- descoberta de uma oportunidade que outros ignoram ou subestimaram;
- desafio de aplicar recursos próprios e habilidades pessoais em um ambiente
desconhecido.
Para Bernardi (2003, p. 66) “entre muitas motivações e razões objetivas para
empreender encontram-se predominantemente as seguintes”:
- necessidade de realização;
- implementação de idéias;
- independência;
- fuga da rotina profissional;
- maiores responsabilidades e riscos;
- prova de capacidade;
- auto-realização;
- maior ganho;
- status;

Tipo 1 — O Empreendedor Nato (Mitológico) Geralmente são os mais


conhecidos e aclamados. Suas histórias são brilhantes e, muitas vezes, começaram
do nada e criam grandes impé- rios. Começam a trabalhar muito jovens e adquirem
habilidade de negociação e de vendas. Em países ocidentais, esses
empreendedores na- tos são, em sua maioria, imigrantes ou seus pais e avós o
foram. São visionários, otimistas, estão à frente do seu tempo e comprometem-se
100% para realizar seus sonhos. Suas referências e exemplos a seguir são os
valores familiares e religiosos, e eles mesmos acabam por se tor- nar uma grande
referência. Se você perguntar a um empreendedor nato quem ele admira será
comum lembrar da figura paterna/materna ou algum familiar mais próximo ou, em
alguns casos, não haver algum exem- plo específico para citar. Exemplos: Bill
Gates, Andrew Carnegie, Sílvio Santos, Irineu Evangelista de Souza (Barão de
Mauá) etc.

Tipo 2 — O Empreendedor que Aprende (Inesperado) Este tipo de


empreendedor tem sido muito comum. É normalmen- te uma pessoa que, quando
menos esperava, se deparou com uma opor- tunidade de negócio e tomou a decisão
de mudar o que fazia na vida para se dedicar ao negócio próprio. É o caso clássico
de quando a opor- tunidade bate à porta. É uma pessoa que nunca pensou em ser
empreen- dedor, que antes de se tornar um via a alternativa de carreira em gran-
des empresas como a única possível. O momento de disparo ou de to- mada de
decisão ocorre quando alguém o convida para fazer parte de uma sociedade ou
ainda quando ele próprio percebe que pode criar um negócio próprio. Geralmente
demora um pouco para tomar a deci- são de mudar de carreira, a não ser que esteja
em situação de perder o emprego ou já tenha sido demitido. Antes de se tornar
empreendedor, acreditava que não gostava de assumir riscos. Tem de aprender a
lidar com as novas situações e se envolver em todas as atividades de um negó- cio
próprio. Quem está pensando em uma alternativa à aposentadoria muitas vezes se
encaixa nesse tipo.

Tipo 3 — O Empreendedor Serial (Cria Novos Negócios) O empreendedor


serial é aquele apaixonado não apenas pelas em- presas que cria, mas
principalmente pelo ato de empreender. É uma pessoa que não se contenta em criar
um negócio e ficar à frente dele até que se torne uma grande corporação. Como
geralmente é uma pessoa dinâmica, prefere os desafios e a adrenalina envolvidos
na criação de algo novo a assumir uma postura de executivo que lidera grandes
equipes. Normalmente está atento a tudo o que ocorre ao seu redor e adora
conversar com as pessoas, participar de eventos, associações, fazer networking.
Para esse tipo de empreendedor, a expressão “tempo é dinheiro” cai como uma
luva. Geralmente tem uma habilidade incrível de montar equipes, motivar o time,
captar recursos para o início do negócio e colocar a empresa em funcionamento.
Sua habilidade maior é acreditar nas oportunidades e não descansar enquanto não
as vir implementadas. Ao concluir um desafio, precisa de outros para se man- ter
motivado. Às vezes se envolve em vários negócios ao mesmo tempo e não é
incomum ter várias histórias de fracasso. Mas estas servem de estí- mulo para a
superação do próximo desafio.

Tipo 4 — O Empreendedor Corporativo O empreendedor corporativo tem


ficado mais em evidência nos úl- timos anos, devido à necessidade das grandes
organizações de se reno- var, inovar e criar novos negócios. São geralmente
executivos muito competentes, com capacidade gerencial e conhecimento de
ferramen- tas administrativas. Trabalham de olho nos resultados para crescer no
mundo corporativo. Assumem riscos e têm o desafio de lidar com a falta de
autonomia, já que nunca terão o caminho 100% livre para agir. Isso faz com que
desenvolvam estratégias avançadas de negociação. São há- beis comunicadores e
vendedores de suas idéias. Desenvolvem seu networking dentro e fora da
organização. Convencem as pessoas a faze- rem parte de seu time, mas sabem
reconhecer o empenho da equipe. Sabem se autopromover e são ambiciosos. Não
se contentam em ga- nhar o que ganham e adoram planos com metas ousadas e
recompen- sas variáveis. Se saírem da corporação para criar o próprio negócio po-
dem ter problemas no início, já que estão acostumados com as regalias e o acesso
a recursos do mundo corporativo.

Tipo 5 — O Empreendedor Social O empreendedor social tem como missão


de vida construir um mundo melhor para as pessoas. Envolve-se em causas
humanitárias com comprometimento singular. Tem um desejo imenso de mudar o
mundo criando oportunidades para aqueles que não têm acesso a elas. Suas
características são similares às dos demais empreendedores, mas a dife- rença é
que se realizam vendo seus projetos trazerem resultados para os outros e não para
si próprios. Os empreendedores sociais são um fenô- meno mundial e,
principalmente em países em desenvolvimento, como o Brasil, têm um papel social
extremamente importante, já que através de suas ações e das organizações que
criam preenchem lacunas deixa- das pelo poder público. De todos os tipos de
empreendedores é o único que não busca desenvolver um patrimônio financeiro, ou
seja, não tem como um de seus objetivos ganhar dinheiro. Prefere compartilhar seus
recursos e contribuir para o desenvolvimento das pessoas.

Tipo 6 — O Empreendedor por Necessidade O empreendedor por


necessidade cria o próprio negócio porque não tem alternativa. Geralmente não tem
acesso ao mercado de trabalho ou foi demitido. Não resta outra opção a não ser
trabalhar por conta própria. Geralmente se envolve em negócios informais,
desenvolvendo tarefas simples, prestando serviços e conseguindo como resultado
pouco retorno financeiro. É um grande problema social para os países em
desenvolvimento, pois apesar de ter iniciativa, trabalhar arduamente e buscar de
todas as formas a sua subsistência e a dos seus familiares, não contribui para o
desenvolvimento econômico. Na verdade, os empreendedores por necessidade são
vítimas do modelo capitalista atual, pois não têm acesso a recursos, à educação e
às mínimas condições para empreender de maneira estruturada. Suas iniciativas
empreendedoras são simples, pouco inovadoras, geralmente não contribuem com
impostos e outras taxas, e acabam por inflar as estatísticas empreendedoras de
países em desenvolvimento, como o Brasil. Sua existência em grande quantidade é
um problema social que, no caso brasileiro, ainda está longe de ser resolvido.

Tipo 7 — O Empreendedor Herdeiro (Sucessão Familiar) O empreendedor


herdeiro recebe logo cedo a missão de levar à frente o legado de sua família.
Empresas familiares fazem parte da estrutura empresarial de todos os países, e
muitos impérios foram construídos nos últimos anos por famílias empreendedoras,
que mos- traram habilidade de passar o bastão a cada nova geração. Mais
recentemente, porém, tem ocorrido a chamada profissionalização da gestão de
empresas familiares, através da contratação de executivos de mercado para a
administração da empresa e da criação de uma estrutura de governança corporativa,
com os herdeiros opinando no conselho de administração e não necessariamente
assumindo cargos executivos na empresa. O desafio do empreendedor herdeiro é
multiplicar o patrimônio recebido. Isso tem sido cada vez mais difícil. O
empreendedor herdeiro aprende a arte de empreender com exemplos da família, e
geralmente segue seus passos. Muitos começam bem cedo a entender como o
negócio funciona e a assumir responsabilidades na organiza- ção, e acabam por
assumir cargos de direção ainda jovens. Alguns têm senso de independência e
desejo de inovar, de mudar as regras do jogo. Outros são conservadores e preferem
não mexer no que tem dado certo. Esses extremos, na verdade, mostram que
existem variações no per- fil do empreendedor herdeiro. Mais recentemente, os
próprios herdeiros e suas famílias, preocupados com o futuro de seus negócios, têm
optado por buscar mais apoio externo, através de cursos de especialização, MBA,
programas especiais voltados para empresas familiares, com o objetivo de não
tomar decisões apenas com base na experiência e na história de sucesso das
gerações anteriores.

Tipo 8 — O “Normal” (Planejado) Toda teoria sobre o empreendedor de


sucesso sempre apresenta o planejamento como uma das mais importantes
atividades desenvolvidas pelos empreendedores. E isso tem sido comprovado nos
últimos anos, já que o planejamento aumenta a probabilidade de um negócio ser
bem sucedido e, em conseqüência, leva mais empreendedores a usarem essa
técnica para garantir melhores resultados. O empreendedor que “faz a lição de
casa”, que busca minimizar riscos, que se preocupa com os pró- ximos passos do
negócio, que tem uma visão de futuro clara e que traba- lha em função de metas é o
empreendedor aqui definido como o “normal” ou planejado. “Normal” do ponto de
vista do que se espera de um empreendedor, mas não necessariamente do que se
encontra nas esta- tísticas gerais sobre a criação de negócios (a maioria dos
empreendedores ainda não se encaixa na categoria “normal”). Então, o empreende-
dor normal seria o mais completo do ponto de vista da definição de empreendedor e
o que a teria como referência a ser seguida, mas que na prática ainda não
representa uma quantidade considerável de em- preendedores. No entanto, ao se
analisar apenas empreendedores bem- sucedidos, o planejamento aparece como
uma atividade bem comum nesse universo específico, apesar de muitos dos bem-
sucedidos tam- bém não se encaixarem nessa categoria. Agora iremos dar
continuidade falando sobre Semelhanças e diferenças entre empreendedores e
empresários.

Semelhanças e diferenças entre empreendedores e empresários


Muitas vezes o termo empreendedor e o termo empresário são usados como
sinônimos no dia-a-dia, porém existem diferenças conceituais e prática entre eles.
Nem todo empreendedor é empresário, enquanto nem todo empresário é
empreendedor, no entanto, o ideal é ser empresário empreendedor, o que
certamente facilita a sobrevivência no mundo dos negócios. O empreendedor
costuma ter boas ideias, não somente quando cria uma empresa, mas durante toda
a existência dela, tendo a iniciativa de renová-la sempre. Já o empresário é sinônimo
de cautela. Ele consegue a empresa porque a montou, comprou ou herdou, mas sua
atuação limita-se a administrála da maneira em que ela está montada. Possui um
estilo conservador. O empreendedor tem a capacidade de enxergar objetivos com
clareza e traçar planos para atingi-los em prazo pré-estabelecido, tendo a
capacidade de identificar oportunidades nos locais mais improváveis. Ele sabe
montar um projeto e ainda colocá-lo em prática, mesmo que, para isso, ele corra
riscos, o que exige tolerância às frustrações e motivação diante dos desafios.
Segundo Dornelas (2005), os empreendedores são pessoas diferenciadas, que
possuem motivação singular, apaixonadas pelo que fazem, não se contentam em
ser mais um na multidão, querem ser reconhecidas e admiradas, referenciadas e
imitadas, querem deixar um legado. Um empresário com personalidade
empreendedora é de fundamental importância para a empresa, porque para
momentos em que seja necessário dar equilíbrio à mesma ou depois de uma
mudança na organização, certamente suas características como empresário não
criaria nenhum tipo de instabilidade, além de poder contar com a criatividade e
inovação pertinentes aos empreendedores em momentos de dificuldades.

Características dos empreendedores

O empreendedorismo está cada vez mais se tornando essencial nas atitudes


diárias dentro de uma empresa. Em um período em que a duração dos empregos
formais está menor e, os mais diversos setores industriais comerciais são
caracterizados por expressiva volatilidade, o empreendedorismo ao ser aplicado
diariamente, passa a ser um importante diferencial para fortalecer a capacidade de
superar desafios. Para Leite (2002), ser empreendedor significa ter capacidade de
iniciativa, imaginação fértil para conceber as ideias, flexibilidade para adaptálas,
criatividade para transformá-las em uma oportunidade de negócio, motivação para
pensar conceitualmente e a capacidade para ver, perceber a mudança como uma
oportunidade. Algumas características são decisivas para identificar um indivíduo
empreendedor. De acordo com SEBRAE (2007), observando o modo como agem,
as características dos empreendedores são as seguintes:

a) Iniciativa: agir espontaneamente antes de ser forçado pelas circunstâncias;

b) Busca de oportunidades: reconhecer e saber aproveitar oportunidades


novas e pouco comuns, precisa estar atento e capaz de perceber, no momento
certo, as oportunidades de negócio que o mercado oferece;

c) Persistência: não desistir diante das dificuldades encontradas, nunca deixar


de ter esperança e lutar para ver seus projetos realizados;
d) Busca de informação: valorizar a informação e buscá-la pessoalmente para
elaborar um plano ou tomar decisões, buscar conhecimentos em livros, cursos ou
até mesmo com pessoas que tenham experiência no setor;

e) Preocupação com a alta qualidade do trabalho: interesse em manter um


alto nível de qualidade nos produtos ou serviços prestados;

f) Eficiência: preocupação em reduzir o custo, os recursos necessários e o


tempo para realizar as tarefas;

g) Autoconfiança: Acreditar na própria habilidade e capacidade;

h) Persuasão: habilidade de convencimento diante dos demais;

i) Uso de estratégias de influência: tendência a pensar e definir formas para


influenciar os demais;

j) Reconhecimento das próprias limitações: admitir suas limitações


aprendendo com os próprios erros;

k) Comprometimento com os contratos de trabalho: comprometimento pessoal


para cumprir contratos firmados;
l) Assertividade: apresentar os problemas aos outros de forma direta e tomar
decisões fortes no papel de oposição;

m) Monitoramento: acompanhamento do trabalho dos outros para assegurar


que o trabalho satisfaz as expectativas relativas a procedimento, planejamento e
qualidade;

n) Perícia: experiência ou capacitação prévia em áreas relacionadas ao


próprio negócio, pois quanto mais dominar o ramo em que atua, maiores serão as
chances de êxito;

o) Planejamento Sistemático: uso de análise lógica para desenvolver planos


específicos para a tomada de decisões;

p) Resolução de problemas: habilidade para mudar de estratégia quando se


torna necessário identificar novas soluções para os problemas.

De acordo com Drucker (1986) o empreendedor é uma pessoa capaz de


demonstrar um comportamento inovador, criando uma satisfação para seu cliente. É
considerada uma pessoa que identifica as oportunidades de negócios, nichos de
mercados, estabelece metas, corre riscos calculados, busca novas informações,
realiza um planejamento e monitoramento sistemático, é persistente, comprometido,
persuasivo, exige qualidade, possui independência e autoconfiança. O
empreendedor deve ser capaz de tomar decisões corretas no momento exato, estar
bem informado, analisar friamente a situação e avaliar as alternativas para poder
escolher a solução mais adequada. Precisa ter iniciativa de agir objetivamente e
confiança em si mesmo.
De acordo com Maximiano (2006), o empreendedor, em essência, é a pessoa
que tem a capacidade de idealizar e realizar coisas novas. Pense em qualquer
pessoa empreendedora que conheça e você identificará nela a capacidade de
imaginar e fazer as coisas acontecerem. Outras pessoas, ao contrário, podem ser
apenas criativas ou apenas implementadoras, sem a habilidade de combinar esses
dois traços básicos de comportamento. Além de ser líder, incentivando as pessoas
a alcançarem as metas definidas, precisa definir e produzir condições de
relacionamento equilibradas entre a equipe de trabalho. È necessário que tenha
talento e um certo inconformismo diante das atividades rotineiras para transformar
simples ideias em negócios efetivos.

Empreendedorismo é o principal factor de desenvolvimento de um país.

Empreendedor é o termo utilizado para qualificar, ou especificar, principalmente,


aquele indivíduo que detém uma forma especial, inovadora, de dedicar-se a
actividades de organização, administração, execução; principalmente na geração de
riquezas, na transformação de conhecimentos e bens em novos produtos –
mercancias ou serviços; gerando um novo método com o seu próprio conhecimento.
É o profissional inovador que modifica, com a sua forma de actuar, qualquer área do
conhecimento humano. Também é utilizado – no contexto económico – para
designar o fundador de uma empresa ou entidade, aquele que constrói tudo às suas
custas, criando o que ainda não existia.

O empreendedor é, ainda, alguém que explora uma oportunidade que outros não
tinham percepcionado, propondo-se fazer algo novo e que portanto envolve risco e
incerteza. O processo de empreendedorismo, por sua vez, requer a convergência de
dois fenómenos: a existência de oportunidades lucrativas e a presença de indivíduos
empreendedores. A exploração da oportunidade exige a obtenção de um conjunto
de recursos, cuja natureza depende da oportunidade percepcionada. A formação de
uma nova empresa é um processo complexo e dinâmico, onde intervêm factores de
natureza muito distinta (económicos, sociais, culturais): o empreendedorismo é um
processo de aprendizagem que envolve a assimilação e a troca de informação com
o ambiente.

Redes Sociais e empreendedorismo (Networking)


Nas últimas décadas tem-se assistido a um progresso na literatura sobre as origens
do empreendedorismo: de uma abordagem centrada nos traços de personalidade,
factores psicológicos e variáveis demográficas, tem-se passado para uma
abordagem que encara o empreendedorismo como processo socioeconómico
(Granovetter, 1985 cit in Fontes, Sousa, & Videira, 2009) integrado em estruturas de
rede (ibidem), abandonando-se a tradicional visão do empreendedor como um
indivíduo isolado. Nesta perspectiva, o capital social e as redes sociais avocam um
papel de destaque no empreendedorismo, considerando-se que a formação e o
desenvolvimento da empresa são facilitados (ou condicionados) pelas redes sociais
dos seus fundadores (redes pessoais) e pelo contexto social em que a empresa está
inserida (redes inter-organizacionais). Estas redes permitem contornar algumas das
restrições que o empreendedor enfrenta no processo de criação, facilitando a
obtenção de recursos na sua envolvente. Na análise da importância das redes
sociais no processo de empreendedorismo, tem sido dada particular atenção às
novas empresas de base tecnológica, onde geralmente o conhecimento científico e
tecnológico se encontra na génese da oportunidade e na base da vantagem
competitiva.

Como a aquisição e a exploração de conhecimento são processos sociais (Kogut e


Zander, 1992 cit in Fontes, Sousa, & Videira, 2009), argumenta-se que, através da
interacção social, é possível aumentar a profundidade, amplitude e eficiência das
trocas de conhecimento (Lane e Lubatkin, 1998 cit in Fontes, Sousa, & Videira,
2009). Por outro lado, quando a empresa não tem reputação estabelecida ou
quando o valor das suas tecnologias não está provado, a rede social pode fornecer
credibilidade (Powell et al., 1996 cit in Fontes, Sousa, & Videira, 2009). Assim, as
redes sociais através da promoção do capital social apresentam-se como uma mais-
valia na hora do empreendedor iniciar o seu investimento, não só porque se
apresentam como fontes de informação privilegiadas mas também como fontes de
suporte para esse duro início. Sendo uma das fontes de capital social, as redes
sociais vêm promover aquilo que Bourdier define ao longo de toda a sua análise
deste conceito, este acentua a conversibilidade das diversas formas de capital
(capital económico, capital cultural e capital social) e a redução, em última instância,
de todas essas formas a dinheiro, definido como trabalho humano acumulado.
Assim, os actores podem alcançar, através do capital social, acesso directo a
recursos económicos (empréstimos subsidiados, informações de negócios,mercados
protegidos); podem aumentar o seu capital cultural através de contactos com
especialistas ou com pessoas cultas (i. e., capital cultural incorporado); ou, em
alternativa, podem filiar-se em instituições que conferem credenciais valorizadas (i.
e., capital cultural institucionalizado) (Portes, 2000). Assim sendo, podemos concluir
que poderá ser através das redes sociais que o empreendedor vai buscar capital
económico e capital cultural que lhe permite fazer face às dificuldades inerentes ao
processo de implementação, gestão e definição da estratégia organizacional iniciais.

Na educação básica e profissional, o ensino do empreendedorismo está se


consolidando, especialmente pela adesão a projetos baseados na pedagogia
empreendedora desenvolvida por Fernando Dolabela, seja como disciplina ou
mesmo conhecimento extracurricular transdisciplinar com presença marcante do
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE),
Organizações Não Governamentais (ONG) ou, mesmo, de entidades ligadas à
divulgação do empreendedorismo, como a Junior Achievement (JA) e Empresa
Junior dentro das escolas. Também é expressivo o número de pesquisas de
mestrado e doutorado que descrevem acerca da necessidade de se educar os
trabalhadores para serem empreendedores. Eis alguns exemplos: Pereira (2001)
apresenta procedimentos metodológicos para o desenvolvimento e a atualização de
habilidades do sujeito empreendedor, notadamente do jovem universitário, que
precisa ser formado com uma nova mentalidade para atender e se adequar às
mudanças do mundo atual. Miranda (2002) elaborou uma metodologia para
introdução do ensino de empreendedorismo nos cursos técnicos de nível médio.
Wolf (2004) descreve acerca da aceitação do aprendizado do empreendedorismo
como facilitador do sucesso profissional de alunos do ensino médio. Bastos et al
(2006) entendem que o projeto do empreendedorismo na escola básica como
matéria extracurricular, transdisciplinar, permite incorporar ao ensino curricular
obrigatório outros conhecimentos que provoquem nos jovens novos comportamentos
e novas posturas a partir do ideal empreendedor. Friedlaender (2004) e Santos
(2002) reforçam a necessidade de formar para o empreendedorismo, pois o
empreendedor sabe buscar as oportunidades, tem iniciativa, é persistente e
comprometido com seu projeto. Também é exigente consigo mesmo e sabe que
enfrentará riscos, estabelece e procura cumprir metas, busca informações e sabe
utilizá-las, sabe usar a arte da comunicação e persuasão e é independente e
autoconfiante.

Entre os diversos autores que sustentam a ideia de educar os atuais e futuros


trabalhadores para o empreendedorismo, indubitavelmente, Fernando Dolabela é o
que mais se destaca em função das diversas proposições e trabalhos práticos que
apresenta e desenvolve, com destaque para a pedagogia empreendedora
(DOLABELA, 2003) e oficina do empreendedor (DOLABELA, 1999).
Dolabela organizou vários materiais e atividades para alunos e professores, tais
como livros, artigos, cadernos de exercícios, software, seminários, cursos, oficinas.

O autor(DOLABELA, 2003) destaca que o mundo atual passa por rápidas e


profundas transformações que exigem um novo posicionamento da escola. Nesse
contexto, a tarefa da educação empreendedora seria, principalmente, a de fortalecer
os valores empreendedores na sociedade, a capacidade individual e coletiva de
gerar valores para toda a comunidade, de inovar, de ser autônomo e de buscar a
sustentabilidade. A tese do autor é a de que o atual modelo educacional
fundamenta-se numa cultura que visa preparar crianças, jovens e adultos,
exclusivamente, para conseguir um emprego. Contrário a esse modelo, que
considera anacrônico, o autor insiste na necessidade de se praticar os princípios do
empreendedorismo na escola como um meio para mudar o paradigma educacional.
A meta principal da pedagogia empreendedora é inserir o empreendedorismo na
educação básica, além de procurar articulálo com a construção de tecnologias de
desenvolvimento social local sustentável (DOLABELA, 2003).

Empreendedorismo como ideologia

Procurou-se apresentar a formação dos trabalhadores para o empreendedorismo


como ideologia, tomando-se como referência a compreensão de Marx e Engels e
outros marxistas, de modo especial, Gramsci (1977, 1979) e Mészáros (2007). Para
esses autores, as ideologias são representações da realidade, expressam
concepções de mundo que servem à legitimação do status quo e reproduzem a
sociabilidade capitalista, de modo que se torna necessário analisá-las para construir
formas de resistência e de mudança social. Na introdução de Contribuição à crítica
da economia política (1977) e em A ideologia alemã (2001), Marx e Engels
destacam que a ideologia se faz presente na superestrutura da vida social que, por
sua vez, encontra sua base na produção da existência. Gramsci (1977, 1979)
concebe que a ideologia, como a própria vida, é espaço de realização da política e a
articula a diversos outros conceitos como senso comum, bom senso e consciência
filosófica. Para o autor, o senso comum, difuso e incoerente, poderia ser o início de
uma trajetória para se chegar ao senso crítico, porém, a compreensão da realidade
simplesmente pelo senso comum é restrita e superficial. Analisar a ideologia
imbricada no senso comum é desafio para os que lutam contra a ordem estabelecida
nas fileiras da contra-hegemonia, na produção de uma contraideologia em prol de
um projeto emancipatório. István Mészáros (2007), por sua vez, refuta
veementemente a tese dos ideólogos do capital que difundem a falácia do fim das
ideologias. Discordando veementemente, o autor sustenta que “em nossa sociedade
tudo está „impregnado de ideologia‟, quer percebamos, quer não” (MÉSZÁROS,
2007, p. 57). Portanto, nesse contexto histórico regido pela perversa lógica da
propriedade privada e da cultura liberal, é imprescindível conhecer como a
sociedade capitalista opera tentando naturalizar suas contradições, uma vez que
apresenta “suas próprias regras de seletividade, preconceito, discriminação e até
distorção sistemática como „normalidade‟, „objetividade‟ e „imparcialidade
científica‟” (MÉSZÁROS, 2007, p. 57). Nas sociedades de classe, como é a
capitalista, o discurso ideológico é utilizado para levar as pessoas a aceitarem as
relações sociais vigentes sem questioná-las.

A IMPORTÂNCIA DO EMPREENDEDOR NA ECONOMIA

De acordo com ANDRADE FILHO (2000), redução dos níveis de emprego é,


dentre os diversos problemas que hoje afligem a_ sociedade mundial, um dos mais
claramente percebidos. Seja pelo desenvolvimento tecnológico, pela globalização,
pelos processos de redução das estruturas internas e terceirização em pequenas
empresas públicas e privadas, a busca de soluções para ocupar a população
economicamente ativa é prioridade nas agendas de líderes e governos mundiais.
Diversos autores consideram o estímulo a formação de empreendedores um
ingrediente vital no desenvolvimento das nações no atual cenário mundial. E, mais
do que teorias acerca do tema, diversas formas de incentivos ao empreendedorismo
podem ser vistas atualmente. O presente capítulo procura mostrar o papel do
empreendedor na economia. A partir destas perspectivas são discutidas as formas
pelas quais são percebidos os programas de formação de empreendedores. A
reduçao dos níveis de emprego formal em todos os setores da economia e níveis
das organizações é um dos maiores problemas da sociedade mundial. Nos niveis
inferiores (pessoal operacional) os crescentes índices de automação de processos
vêm reduzindo em escalas nunca antes vistas, o número de postos de
trabalho.Também nos níveis intermediários (representados pelas tradicionais
gerências e Supervisões), também são afetados cada vez mais pelos eficientes
sistemas de informação que desenvolvem atividades antes realizadas por grupos de
pessoas. Muito mais rápidos e eficientes, agrupam, tratam e disponibilizam as
informações vitais à tomada de decisões,principalmente de ordem rotineira, para um
grupo cada vez menor de decisores (REZENDE et al., 1996).

Importante agente econômico na geração de emprego e renda, o


empreendedor é também um produtor e prestador de serviços à comunidade.
Através de seus empreendimentos, identifica, desenvolve e fornece bens e serviços,
atendendo a necessidade e desejos de indivíduos e organizações. A velocidade da
mudança de valores, hábitos e costumes das pessoas geram constantemente,
novas oportunidades de negócios. Estas tendências de comportamento, estudadas
por Naisbitt (1994), criam nichos de mercado nem sempre lucrativos e com escala
insuficiente para atrair os recursos e esforços das grandes organizações. Tais
tendências transforman-se em excelentes oportunidades de negócios para os novos
empreendedores. São eles que identificam as novas oportunidades, mobilizam e
direcionam recursos para o alcance de seus objetivos pessoais e atendimento
destes novos mercados. (ANDRADE FILHO, zooo, pis). Ao identificar e atender as
necessidades do mercado, através da criação e desenvolvimento de novos
negócios, o empreendedor expande sua importância de gerador de soluções em
trabalho e renda. Além de atender as sociedades, govemos, mercados e
organizações, o empreendedor deixa de ser um problema para estes grupos, pois
busca sua liberdade pessoal, econômica a sua felicidade. O empreendedor é, em
sua própria essência, além de um energizador social. Um provedor de soluções para
si mesmo (Longenecker, 1997). A importância do desenvolvimento de
empreendedores na sociedade atual é clara. As características pessoais e
habilidades técnicas do empreendedor transformam-no em um importante agente de
desenvolvimento social e econômico.