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Volume IV

Floresta Ombrófila Densa

Editores

Alexander Christian Vibrans

Lucia Sevegnani

André Luís de Gasper

Débora Vanessa Lingner

Blumenau 2013
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina

© Alexander Christian Vibrans, Lucia Sevegnani,


André Luís de Gasper, Débora Vanessa Lingner
(Editores)
UNIVERSIDADE REGIONAL DE
BLUMENAU
Editora da FURB
REITOR
Rua Antônio da Veiga, 140
João Natel Pollonio Machado Governo do Estado de Santa Catarina
89012-900 Blumenau-SC, BRASIL
VICE-REITOR Governador João Raimundo Colombo
Fone: (47) 3321-0329
Griseldes Fredel Boos
Correio eletrônico: editora@furb.br Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável
EDITORA DA FURB
Internet: www.furb.br/editora CONSELHO EDITORIAL Secretário Paulo Bornhausen
Edson Luiz Borges
Elsa Cristine Bevian Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina
Revisão: Roberto Belli
João Francisco Noll
Diagramação: Nenno Silva Jorge Gustavo Barbosa de Oliveira Presidente Sergio Luiz Gargioni
Distribuição: Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina Roberto Heinzle Serviço Florestal Brasileiro
Marco Antônio Wanrowsky
Fone: (47) 3221-6047 Maristela Pereira Fritzen Diretor-Geral Antônio Carlos Hummel
Correio eletrônico: iffsc@furb.br
EDITOR EXECUTIVO Universidade Regional de Blumenau
Internet: www.iff.sc.gov.br Maicon Tenfen
Reitor João Natel Pollonio Machado
Universidade Federal de Santa Catarina
Reitora Roselane Neckel
Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina
Presidente Luiz Hessmann

Depósito legal na Biblioteca Nacional, conforme Lei nº 10.994 de 14 de dezembro de 2004.


“Impresso no Brasil / Printed in Brazil”

Ficha Catalográfica elaborada pela


Biblioteca Central da FURB

F634f Floresta ombrófila densa / editores Alexander Christian


Vibrans ... [et al.]. – Blumenau : Edifurb, 2013.
576 p. : il. – (Inventário florístico florestal de Santa Catarina ; v.4)
ISBN 978-85-7114-333-3
Inclui bibliografia.

1.Inventário florestal – Santa Catarina. 2. Fitogeografia -


Santa Catarina. 3. Florestas – Santa Catarina. I. Vibrans, Alexander
Christian. II. Série.
CDD 634.9
Dedicatória

Esta obra é dedicada à memória dos botânicos

Raulino Reitz e Roberto Miguel Klein


Alexander Christian Vibrans Lucia Sevegnani André Luís de Gasper Débora Vanessa Lingner
Editores
Floresta Ombrófila Densa

A
Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável – SDS faz chegar à
comunidade técnico-científica o presente trabalho, ciente de sua importância para os
estudos da flora catarinense e do Sul do Brasil.

A edição desta obra objetiva, em parte, reconhecer o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos
10 anos no planejamento, execução e divulgação dos resultados do Inventário Florístico Florestal do
Estado de Santa Catarina e, em parte, apresentar os resultados dos levantamentos de dados sobre a
diversidade de plantas vasculares, composição florística, estrutura e estado de conservação da cobertura
florestal, a diversidade genética de espécies ameaçadas de extinção e a importância socioeconômica e
cultural dos recursos florestais do Estado.

Os resultados deste projeto servirão de base para fomentar a pesquisa científica relacionada à
biodiversidade catarinense, mas acima de tudo constituem um marco no planejamento, formulação e
desenvolvimento de uma Política Florestal Sustentável para o Estado de Santa Catarina.

Diversas ações do Estado, como o Zoneamento Ecológico Econômico, o Programa de Pagamento


por Serviços Ambientais e as atividades de monitoramento, fiscalização e conservação ambiental do
Estado, possuem agora sólida base para seu desenvolvimento.

A execução deste trabalho esteve a cargo da Universidade Regional de Blumenau (FURB), da


Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão
Rural de Santa Catarina (EPAGRI), incentivado e financiado pela FAPESC, tendo a Diretoria de
Saneamento e Meio Ambiente da SDS reunido as condições para sua publicação.

Paulo Bornhausen
Secretário de Estado do
Desenvolvimento Econômico Sustentável
Alexander Christian Vibrans Lucia Sevegnani André Luís de Gasper Débora Vanessa Lingner
Editores
Floresta Ombrófila Densa

É O
com enorme prazer que publicamos os resultados do Inventário Florístico Florestal s recursos florestais ganharam enorme importância nos últimos anos, notadamente após
de Santa Catarina (IFFSC), conduzido numa parceria entre a Universidade Regional a Rio92, e, desde então, em decorrência de suas convenções, como a da Diversidade
de Blumenau (FURB), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Empresa de Biológica e das Mudanças do Clima. A sua importância é hoje reconhecida por uma
Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI). Esse estudo recebeu apoio gama de bens e serviços que podem gerar, muito além do que apenas a produção de madeira. Os
financeiro do Governo do Estado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado serviços ambientais decorrentes das florestas, tais como a conservação da biodiversidade e a regulação
de Santa Catarina (FAPESC). do clima, ganharam o mundo e a simpatia da sociedade. No âmbito nacional, as florestas também têm
ganhado enorme espaço nas discussões e atenções da sociedade. A cada dia observa-se uma demanda
O IFFSC foi conduzido por uma equipe multidisciplinar que percorreu quase a totalidade do maior por políticas públicas que conciliem a necessidade de conservação das florestas com as demandas
território catarinense, excetuando-se apenas áreas extremamente íngremes e de difícil acesso, com o da sociedade, seja por seus produtos e serviços, seja pelo espaço que as florestas ocupam, competindo
intuito de inventariar seus remanescentes florestais e gerar uma sólida base de dados. Estas informações com outros usos da terra.
servem de subsídios para a formação de políticas públicas voltadas à conservação das florestas
catarinenses e para adoção de medidas concretas do uso sustentável dos recursos florestais. A produção de informações e conhecimento sobre os recursos florestais nunca foi tão necessária
para dosar, de forma equilibrada, a formulação de políticas que incidem sobre regiões, biomas e,
O manejo sustentável de uma floresta permite que ela gere renda sem comprometer sua muitas vezes, sobre todo o país, influenciando os padrões de uso da terra. No caso do Brasil, a situação
biodiversidade ou outros aspectos importantes de seu tipo de cobertura vegetal. Permite, também, merece ainda maior atenção, uma vez que cerca de 60% de seu extenso território ainda são cobertos por
destacar a importância de manter áreas de proteção integral, como a criação de Unidades de Conservação, florestas. No entanto, também é fato conhecido, que, nos últimos anos, maior atenção tem sido dada à
a fim de preservar a biodiversidade relevante existente nestas áreas. O IFFSC define áreas prioritárias perda de florestas, o desmatamento, pela perda de biodiversidade e pelo aumento de emissões de gases
a serem recuperadas, sinaliza para ecossistemas degradados que merecem serem recompostos e aponta do efeito estufa que causa. Reduzir a perda de florestas é de fato importante, mas conhecer melhor as
para a necessidade premente da elaboração do zoneamento econômico-ecológico das atividades florestas de que ainda dispomos é um pré-requisito fundamental para a sua conservação. Como país,
extrativistas do Estado, conduzindo a mecanismos que permitam pagar pelos serviços ambientais em estamos trabalhando para que o Inventário Florestal Nacional seja realidade e uma política de Estado
Santa Catarina. consolidada e estruturada para produzir informações sobre as florestas de todo o país a cada cinco anos.
Ao longo dos últimos anos, o caminho para a construção dessa política tem-se mostrado árduo, pois,
O Inventário proporcionou trabalhar na identificação genética de algumas espécies ameaçadas de certa forma, é difícil mostrar o seu valor com resultados concretos, antes que estejam disponíveis,
de extinção e/ou de relevância econômica. Com isto foi possível estudar as espécies e áreas que sobretudo para aqueles que tomam decisões estratégicas e precisam crer na sua utilidade.
apresentavam maior diversidade, bem como identificar as populações que apresentavam alta similaridade
entre si, sendo, por conseguinte, mais ameaçadas de extinção. Santa Catarina iniciou, de forma pioneira, a implementação de seu Inventário Florístico
Florestal para atender a uma demanda da própria sociedade, motivada por proteger espécies ameaçadas
Dentro do escopo da proposta do IFFSC, foi dada ênfase à avaliação socioeconômica e cultural e, além disso, dispor de recursos para a sua gestão, agora e no futuro. Tendo como estrutura básica
dos recursos florestais – especialmente das espécies ameaçadas de extinção, através de entrevistas a metodologia nacional proposta para o Inventário Florestal Nacional, Santa Catarina concluiu com
realizadas com as comunidades locais de cada região catarinense. êxito essa importante tarefa, produzindo informações ainda mais detalhadas sobre as suas florestas.
Desde a área, a distribuição e as condições de suas florestas até a distribuição da diversidade genética
No total, foram investidos mais de R$ 5,3 milhões de recursos públicos em mais de 5 anos de
das espécies consideradas mais importantes, os resultados apresentados nesta publicação são a prova
pesquisa científica. A divulgação destes resultados à comunidade é de suma importância. Os últimos
concreta de até onde se pode chegar com a produção de informações sobre os recursos florestais, para
dados datavam das décadas de 1950 e 1960, com um nível de detalhamento e cobertura bem mais
o uso estratégico e em benefício da sociedade.
carentes.
Trata-se de um conjunto de dados tão precioso que certamente ainda servirá para a geração
Esse Inventário utilizou metodologia compatível com a proposta do Inventário Florestal de conhecimento por anos à frente, refinando e proporcionando novas leituras sobre o que se tem
Nacional, garantindo a integração dos resultados obtidos com os dados de outros Estados da Nação. e o que deve ser feito para conservar as florestas do estado. Para o Inventário Florestal Nacional,
Santa Catarina apresenta-se como pioneira neste tipo de estudo, no entanto, se faz necessário ainda em implementação em outros estados, o exemplo de Santa Catarina demonstra aonde podemos
que seja dada a devida importância aos resultados destacados pelo IFFSC e que seja dada continuidade chegar com a produção de informações florestais sobre todo o país. São os resultados concretos que nos
na melhoria e atualização de seus dados. faltavam para avançar e convencer. Estão de parabéns todas as instituições estaduais que trabalharam
nesse projeto, todos os pesquisadores, gestores públicos, funcionários, profissionais e estudantes que
dedicaram o seu tempo e o seu talento para produzir um resultado tão importante para Santa Catarina,
tão importante para o Brasil.

Sergio Luiz Gargioni


Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa Joberto Veloso de Freitas
e Inovação de Santa Catarana Diretor de Pesquisa e Informações do
Serviço Florestal Brasileiro
Alexander Christian Vibrans Lucia Sevegnani André Luís de Gasper Débora Vanessa Lingner
Editores
Floresta Ombrófila Densa

A Agradecimentos
Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano
(1992), teve como principal tema a discussão sobre o desenvolvimento sustentável
e sobre como reverter o processo de degradação ambiental. Reuniu 117 governantes
de países que buscavam encontrar soluções para diminuir desigualdades sociais e enfrentar a crise O Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina não teria sido realizado sem a contribuição
da biodiversidade. A contribuição acadêmica foi extensa e inúmeros documentos foram produzidos, de um grande número de pessoas que, com entusiasmo e perseverança apoiaram a ideia de realizar o
ressaltando questões e serviços essenciais da biodiversidade, sem os quais a vida na Terra torna-se inventário das florestas catarinenses e fizeram com que os inúmeros obstáculos que este empreendimento
comprometida: equilíbrio do clima, qualidade e quantidade de água, produção de alimentos, bem-estar enfrentou fossem superados.
humano, entre outros.
Agradecemos aos Governadores do Estado de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira
Após a assinatura da Convenção de Diversidade Biológica (CDB), foram iniciadas discussões e João Raimundo Colombo, ao Secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável,
sobre as possíveis alternativas para reverter o quadro crítico da questão ambiental na escala planetária. Paulo Bornhausen, aos Presidentes da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa
Mudanças climáticas, uso sustentável de recursos e a conservação da biodiversidade tornaram-se os Catarina (FAPESC) Antônio Diomário de Queiroz e Sergio Luiz Gargioni, aos Diretores de Pesquisa
pontos centrais da agenda global. A CDB fomentou a criação de tratados e outros instrumentos que Agropecuária, Zenório Piana e de Pesquisa Científica e Inovação da FAPESC, Mario Vidor, ao Diretor
orientam políticas sobre conhecimento, conservação e uso sustentável da biodiversidade. Para plantas, de Pesquisa e Informações do Serviço Florestal Brasileiro, Joberto Veloso de Freitas; às gerentes de
um dos principais mecanismos propostos a partir da CDB, foi a Estratégia Global para Conservação projetos da FAPESC, Adriana Dias Trevisan e Caroline Heidrich Seibert; aos Gerentes Florestais da
de Plantas (GSPC). Sua versão atualizada (ver http://www.plants2020.net/implementing-the-gspc- Secretaria de Agricultura e da Pesca de Santa Catarina, Maria Eliza Martorano Bathke (in memoriam)
targets/) possui cinco objetivos e 16 metas destinadas a buscar o consenso e facilitar sinergias nos
e Silvio Tadeu de Menezes (in memoriam); à CAPES (PROAP - AUXPE FURB 2466/2010 - Programa
níveis global, nacional e regional, de forma a impulsionar o conhecimento, a conservação e o uso
de Pós-Graduação em Engenharia Florestal e Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental)
sustentável de plantas de 2011 a 2020.
pelo apoio financeiro para a editoração deste livro.
Considerando que o alcance dos objetivos e metas da GSPC, requer a geração de conhecimento
e de informações científicas em bases acessíveis, pode-se afirmar que os resultados alcançados pelo Um especial agradecimento devemos às equipes de trabalho do IFFSC e aos proprietários
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina – IFFSC conferem ao estado de Santa Catarina uma das florestas inventariadas; às primeiras, pelo entusiasmo, pelo incansável empenho e pela seriedade
situação privilegiada, não só pela quantidade e qualidade dos dados e informações atualizadas sobre e responsabilidade com que realizaram o levantamento dos dados em campo, seu processamento e
sua flora, como também por facilitar o alcance das metas da GSPC e das diretrizes estabelecidas sua análise, sob condições muitas vezes adversas; aos segundos pela generosidade, compreensão e
pela Política Nacional de Biodiversidade. O histórico de busca de conhecimento sobre sua flora, que confiança com que abriram as portas de suas propriedades para as nossas equipes de trabalho.
remonta do Plano de Coleções de R. Reitz (1965), o Inventário Florestal Nacional na década de 1980
Agradecemos à administração da Universidade Regional de Blumenau que sempre atendeu às
e os resultados advindos do IFFSC, permitirão ao estado fundamentar suas políticas públicas com base
em dados científicos, embasando as tomadas de decisões relativas ao uso e à conservação da flora, demandas do projeto e tornou possíveis trâmites administrativos às vezes inéditos.
permitindo um planejamento territorial adequado, conciliando assim, as políticas de desenvolvimento Aos consultores externos agradecemos pela cooperação e pela revisão dos manuscritos, aos
social e econômico. Além de ampliar o conhecimento sobre as espécies, permitem avaliar o estado de taxonomistas pela valiosa e indispensável colaboração na identificação de mais de 20.000 exsicatas.
conservação das espécies e ecossistemas, assim como as potencialidades de utilização e recuperação de
espécies de valor econômico do estado.
Os dados e as informações da cobertura dos remanescentes florestais, do uso e da diversidade
genética das espécies de valor econômico registrados pelo IFFSC, contribuem de forma efetiva para
que o estado possa avaliar de forma cientifica e consistente, o risco de extinção das espécies e assim, Alexander Christian Vibrans
orientar as ações de conservação, das Metas 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 da GSPC. Com estes exemplos da
Lucia Sevegnani
importância do IFFSC, o Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina consolida-se como um
exemplo a ser seguido por outros estados brasileiros. André Luís de Gasper
Débora Vanessa Lingner

Gustavo Martinelli
Coordenador do Centro Nacional de Conservação da Flora
Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Floresta Ombrófila Densa

Sumário

Apresentação do IFFSC...................................................................................................................... 17
Equipe executora IFFSC..................................................................................................................... 18
1 Extensão original e remanescentes da Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina..................... 25
2 Amostragem dos remanescentes florestais da Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina......... 37
2.1 Metodologia.............................................................................................................................. 38
2.2 Análise estatística dos dados dendrométricos levantados......................................................... 47
2.2.1 Representatividade da amostragem realizada..................................................................... 48
2.2.2 Variabilidade de dados entre grupos florísticos e bacias hidrográficas.............................. 63
2.3 Estimativa das variáveis dendrométricas para a Floresta Ombrófila Densa............................. 66
2.3.1 Estimativa das variáveis dendrométricas por espécie......................................................... 73
2.3.2 Estimativa das variáveis dendrométricas por Unidade Amostral....................................... 75
3 Equações hipsométricas, volumétricas e de peso seco para a Floresta Ombrófila Densa
em Santa Catarina............................................................................................................................ 97
3.1 Introdução.................................................................................................................................. 98
3.2 Modelos para estimativa da altura total das árvores................................................................. 98
3.2.1 Metodologia........................................................................................................................ 98
3.2.2 Resultados e Discussão..................................................................................................... 100
3.3 Modelos para estimativa do volume do fuste com casca das árvores..................................... 108
3.3.1 Metodologia...................................................................................................................... 108
3.3.2 Resultados e Discussão..................................................................................................... 115
3.4 Modelos para estimativa do peso seco total das árvores......................................................... 121
3.4.1 Metodologia...................................................................................................................... 121
3.4.2 Resultados......................................................................................................................... 122
4 Flora vascular da Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina................................................... 127
4.1 Introdução................................................................................................................................ 128
4.2 Metodologia............................................................................................................................ 129
4.3 Resultados e Discussão........................................................................................................... 129
5 Grupos florísticos estruturais da Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina............................ 143
5.1 Introdução................................................................................................................................ 144
5.2 Metodologia............................................................................................................................ 145
5.3 Resultados e Discussão........................................................................................................... 147
6 Fitossociologia do componente arbóreo/arbustivo da Floresta Ombrófila Densa em
Santa Catarina............................................................................................................................... 159
Alexander Christian Vibrans Lucia Sevegnani André Luís de Gasper Débora Vanessa Lingner
Editores

6.1 Introdução................................................................................................................................ 160


6.2 Metodologia............................................................................................................................ 161
6.3 Resultados e Discussão........................................................................................................... 162
7 Regeneração natural da Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina......................................... 203
7.1 Introdução................................................................................................................................ 204
7.2 Metodologia............................................................................................................................ 205
7.3 Resultados e Discussão........................................................................................................... 206
8 Estrutura diamétrica dos remanescentes da Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina........... 249
8.1 Introdução................................................................................................................................ 250
8.2 Metodologia............................................................................................................................ 250
8.3 Resultados e Discussão........................................................................................................... 251
8.3.1 Distribuição diamétrica geral............................................................................................ 251
8.3.2 Distribuição diamétrica por Unidade Amostral................................................................ 252
8.3.3 Distribuição diamétrica por espécie................................................................................. 272
9 Composição florística e estrutura das restingas em Santa Catarina............................................... 285
9.1 Introdução................................................................................................................................ 286
9.2 Metodologia............................................................................................................................ 287
9.3 Resultados e Discussão........................................................................................................... 290
9.3.1 Fitossociologia do componente arbóreo/arbustivo........................................................... 291
9.3.2 Fitossociologia do componente da regeneração natural................................................... 293
9.3.3 Florística........................................................................................................................... 294
9.3.4 Distribuição das espécies e estrutura das comunidades estudadas................................... 302
10 Estádios sucessionais na Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina...................................... 311
10.1 Introdução............................................................................................................................ 312
10.2 Metodologia......................................................................................................................... 313
10.3 Resultados e Discussão........................................................................................................ 314
10.3.1 Estádio Avançado........................................................................................................... 315
10.3.2 Estádio Médio................................................................................................................. 317
11 Considerações Finais sobre a Floresta Ombrófila Densa e Restinga........................................... 325
Apêndice I: Lista Florística geral da Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina................... 329
Apêndice II: Estimativas das variáveis dendrométricas por espécie e por hectare...................... 379
Apêndice III: Parâmetros fitossociológicos das espécies da Floresta Ombrófila Densa.............. 405
Apêndice IV: Distribuição diamétrica por espécie da Floresta Ombrófila Densa........................ 441
Apêndice V: Descrições resumidas das Unidades Amostrais da Floresta Ombrófila Densa....... 473

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Floresta Ombrófila Densa

Apresentação do IFFSC

O inventário florestal é o processo de obtenção de dados qualitativos e quantitativos dos


recursos florestais de um Estado, Região ou País. Estes dados são necessários para a gestão adequada
das florestas, seu manejo, sua conservação e também para subsidiar o planejamento regional e as
tomadas de decisões estratégicas nos diversos níveis administrativos. A realização de um inventário
florestal em Santa Catarina foi motivada pelas Resoluções nº 278/2001 e nº 309/2002 do CONAMA,
que vincularam autorizações para corte e exploração de espécies ameaçadas de extinção, constantes
da lista oficial do IBAMA/MMA, em populações naturais no bioma Mata Atlântica, à elaboração de
“critérios técnicos, baseados em inventário florestal que garantam a sustentabilidade da exploração e a
conservação genética das populações”.

O objetivo do Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina (IFFSC) é conhecer a quantidade


e a qualidade das florestas que ainda existem no nosso Estado, saber qual é seu estado de conservação
ou degradação, conhecer a distribuição e o potencial das diversas espécies de árvores, inclusive a
caracterização genética das raras e ameaçadas de extinção, para fundamentar políticas corretas para
o uso do solo e para a conservação dos recursos naturais e o relacionamento do ser humano com o
ambiente. Compõem os objetivos específicos do IFFSC:

- Identificação e coleta de dados de todas as árvores, arbustos, ervas e epífitas nas Unidades
Amostrais que compõem o inventário terrestre propriamente dito;

- Levantamento da estrutura genética de populações de espécies ameaçadas;

- Levantamento da importância socioambiental e cultural dos recursos florestais nativos;

- Criação de uma estrutura que permita a todas as pessoas o acesso às informações através do
uso da internet.

Neste Volume IV, são apresentados os resultados dos estudos realizados na Floresta Ombrófila
Densa no período entre 2009 e 2011, através dos Convênios 5.773/2009-8, 24.397/2010-3 e 24.398/2010-
1 firmados entre a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (FAPESC) e a
Universidade Regional de Blumenau e do Convênio 73.6531/2010, firmado entre o Serviço Florestal
Brasileiro (SFB), a FAPESC e Universidade Regional de Blumenau.

A metodologia de todos os levantamentos do IFFSC está detalhadamente descrita no Volume I


desta obra e foi abordada apenas resumidamente no presente volume. Foi objetivo publicar, além dos
resultados de análises qualitativas e quantitativas dos dados coletados, listas de espécies e tabelas com
dados de variáveis dendrométricas e fitossociológicas por espécie, por Unidade Amostral e por classe
de diâmetro, para futuras consultas e para possibilitar a realização de novos estudos.

No Volume I serão apresentados os resultados gerais para Santa Catarina, no contexto das três
regiões fitoecológicas, além dos resultados dos estudos genéticos, sócioambientais e outros correlatos.
O Volume II é dedicado aos resultados obtidos na Floresta Estacional Decidual e o Volume III aos da
Floresta Ombrófila Mista. O Volume V aborda as plantas epifíticas da Floresta Ombrófila Densa e o
Volume VI contém um guia de campo para identificação de epífitas. No Volume VII serão abordadas as
espécies raras e ameaçadas de extinção.
Informações atualizadas estão disponíveis no portal do IFFSC: www.iff.sc.gov.br

17
Alexander Christian Vibrans Lucia Sevegnani André Luís de Gasper Débora Vanessa Lingner
Editores
Floresta Ombrófila Densa

Equipe executora IFFSC Annete Bonnet Bióloga, Dra. (Epífitas)


A equipe do IFFSC foi formada por integrantes das seguintes instituições executoras: Carlos Anastácio Júnior Engenheiro Florestal
Universidade Regional de Blumenau (FURB), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e
Eduardo Brogni Engenheiro Florestal, MSc.
Empresa de Pesquisa e Extensão Agropecuária de Santa Catarina (EPAGRI). Esta equipe contou com
a valiosa colaboração dos proprietários das florestas inventariadas e dos consultores e taxonomistas Guilherme Klemz Engenheiro Florestal
externos, oriundos de várias instituições entre universidades e instituições de pesquisa brasileiras e Jaison Leandro Engenheiro Florestal
estrangeiras.
Juliane Luzia Schmitt Bióloga (Epífitos)
Coordenador institucional:
Marcela Braga Godoy Bióloga
Eng. Agron. MSc. Sílvio Tadeu de Menezes (Secretaria de Agricultura e da Pesca) (in memoriam)
Marcio Verdi Biólogo
Equipe da Universidade Regional de Blumenau (FURB) Ronnie Schmitt Engenheiro Florestal

Coordenação Susana Dreveck Bióloga

Alexander Christian Vibrans Engenheiro Florestal, Dr., Universidade Regional de Blumenau Volnei Rodrigo Pasqualli Engenheiro Florestal

Equipe científica Tiago João Cadorin Biólogo (Epífitos)

Alexandre Uhlmann Biólogo, Dr., Embrapa Florestas César Pedro Lopes de Oliveira Rapelista
Annete Bonnet Bióloga, Dra., Embrapa Florestas Eder Caglioni Rapelista
Julio Cesar Refosco Engenheiro Florestal, Dr., Universidade Regional de Blumenau Raphael Borsoi Saulo Escalador
Karin Esemann de Quadros Bióloga, Dra., Universidade Regional de Blumenau Renato Schmitz Escalador
Lauri Amândio Schorn Engenheiro Florestal, Dr., Universidade Regional de Blumenau Simone Silveira Escaladora
Lucia Sevegnani Bióloga, Dra., Universidade Regional de Blumenau Felipe Borsoi Saulo Escalador
Marcos Eduardo Guerra Sobral Biólogo, Dr., Universidade Federal de São João del Rei José Francisco Torres Escalador
Moacir Marcolin Engenheiro Florestal, MSc., Universidade Regional de Blumenau Ademar Hilton Kniess Auxiliar de campo
Consultores externos Aline Luíza Tomazi Auxiliar de campo
Ary Teixeira de Oliveira Filho Engenheiro Florestal, Dr., Universidade Federal de Minas Gerais Ary Francisco Mohr Filho Auxiliar de campo
Daniel Piotto Engenheiro Florestal, Dr., Serviço Florestal Brasileiro
Bruna Grosch Auxiliar de campo
Doádi Antônio Brena Engenheiro Florestal, Dr., Universidade Federal de Santa Maria
Caroline Cristofolini Auxiliar de campo
Ernestino Guarino Engenheiro Florestal, Dr., Embrapa Acre
Claus Leber Auxiliar de campo
João André Jarenkow Biólogo, Dr., Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Deunízio Stano Auxiliar de campo
Solon Jonas Longhi Engenheiro Florestal, Dr., Universidade Federal de Santa Maria
Diego Henrique Klettenberg Auxiliar de campo
Ronald Edward McRoberts Matemático, Dr., U.S. Forest Service, Saint Paul, Minnesota
Douglas Meyer Auxiliar de campo
Vanilde Citadini-Zanette Bióloga, Dra., Universidade do Extremo Sul Catarinense
Eduardo Francisco Pedro Auxiliar de campo
Yeda Maria Malheiros de Oliveira Engenheira Florestal, Dra., Embrapa Florestas
Emílio Boing Auxiliar de campo
Equipes de campo
Eusébio Afonso Welter Auxiliar de campo
Alexandre Korte Biólogo
Andres Krüger Engenheiro Florestal Evair Legal Auxiliar de campo

André Luís de Gasper Biólogo, MSc. Francisco Estevão Carneiro Auxiliar de campo

Anita Stival dos Santos Bióloga Francys João Balestreri Auxiliar de campo

18 19
Alexander Christian Vibrans Lucia Sevegnani André Luís de Gasper Débora Vanessa Lingner
Editores
Floresta Ombrófila Densa

Hélio Tomporowski Auxiliar de campo Ary Gustavo Brignoli Wolff Bolsista, Engenharia Florestal
Herison José de Melo Auxiliar de campo Bruno Burkhardt Bolsista, Engenharia Florestal
Jair Ivan Rodrigues da Fonseca Auxiliar de campo Camila Mayara Gessner Bolsista, Engenharia Florestal
Luís Cláudio Auxiliar de campo Carla Marcolla Bolsista, Engenharia Florestal
Marcelo Devid Ferreira Silva Auxiliar de campo Cláudia Mariana Kirchheim da Silva Bolsista, Engenharia Florestal
Marco Antônio Florêncio Auxiliar de campo Débora Cristina da Silva Bolsista, Engenharia Florestal
Naiara Maria Bruggemann Auxiliar de campo Diego Knoch Sampaio Bolsista, Engenharia Florestal
Otávio Júnior Jeremias Auxiliar de campo Eder de Lima Bolsista, Engenharia Florestal
Pedro Rodrigues dos Santos Auxiliar de campo Gabriel Eduardo Marroquin Choto Bolsista, Engenharia Florestal
Rafaela Tamara Marquardt Auxiliar de campo Helena Koch Bolsista, Engenharia Florestal
Reginaldo José de Carvalho Auxiliar de campo João Paulo de Maçaneiro Bolsista, Engenharia Florestal
Ricardo Zimmermann Auxiliar de campo Luana Silveira e Silva Bolsista, Engenharia Florestal
Robson Carlos Avi Auxiliar de campo Maiara Jade Panca Bolsista, Engenharia Florestal
Rony Paolin Hasckel Auxiliar de campo Morgana dos Santos Neckel Bolsista, Engenharia Florestal
Sabrina De Moraes Clems Auxiliar de campo Murilo Schramm da Silva Bolsista, Engenharia Florestal
Simone de Andrade Auxiliar de campo Raphaela Noêmia Dutra Bolsista, Engenharia Florestal
Valdir de Oliveira Auxiliar de campo Sivonir Ricardo Fuchs Bolsista, Engenharia Florestal
Heitor Felipe Uller Bolsista Engenharia Florestal Stefanie Cristina De Souza Bolsista, Engenharia Florestal
Jefferson Tachini Bolsista Engenharia Florestal Thiago Michael Barth Bolsista, Engenharia Florestal
Paulo Roberto Lessa Bolsista Engenharia Florestal Alexandre Amilton de Oliveira Bolsista, Engenharia Florestal
Regiane Richartz Bolsista Engenharia Florestal Daniel Augusto da Silva Bolsista, Engenharia Florestal
Deise Clarice Melchioretto Bolsista Engenharia Florestal Kathlen Heloise Pfiffer Bolsista, Engenharia Florestal
Diego Marcos Feldhaus Bolsista Engenharia Florestal Herbário
Eron Marcus Santos Bolsista Engenharia Florestal André Luís de Gasper Biólogo, MSc.
Processamento de dados Leila Meyer Bióloga
Débora Vanessa Lingner Engenheira Florestal, MSc. Morilo José Rigon Jr. Biólogo
Deisi Cristini Sebold Engenheira Florestal Alciane Cé Valim Bolsista, Ciências Biológicas
Karine Heil Soares Engenheira Florestal Aline Haverroth Bolsista, Ciências Biológicas
Shams Sabbagh Engenheiro Florestal Arthur Vinícius Rodrigues Bolsista, Ciências Biológicas
Suélen Schramm Schaadt Engenheira Florestal, MSc. Camila Bernadete Ptermann Bolsista, Ciências Biológicas
Vilmar Orsi Analista de Sistemas Emily Daiana do Santos Bolsista, Ciências Biológicas
Paolo Moser Matemático Heitor Felipe Uller Bolsista, Engenharia Florestal
Adam Henry Marques Gonçalves Bolsista, Engenharia Florestal Itamara Kureck Bolsista, Nutrição
Adilson Luiz Nicoletti Bolsista, Engenharia Florestal Kamila Vieira Bolsista, Ciências Biológicas

20 21
Alexander Christian Vibrans Lucia Sevegnani André Luís de Gasper Débora Vanessa Lingner
Editores
Floresta Ombrófila Densa

Mariana Sara Custódio Bolsista, Ciências Biológicas Armando Cervi Universidade Federal do Paraná
Nayara Lais de Souza Bolsista, Ciências Biológicas Denilson Fernandes Peralta Instituto de Botânica de São Paulo
Thiago Alberto Beckhauser Bolsista, Ciências Biológicas Eliane de Lima Jacques Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Vanessa Bachmann Bolsista, Ciências Biológicas Elsie Guimarães Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Alunos de Pós-graduação Erik Koiti Okiyama Hattori Universidade Federal de Minas Gerais
André Luís de Gasper Biologia Vegetal, Universidade Federal de Minas Gerais Fábio de Barros Instituto de Botânica de São Paulo
Anita Stival dos Santos Botânica, Universidade Federal do Rio Grande do Sul Gustavo Martinelli Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Cláudia Fontana Engenharia Ambiental, Universidade Regional de Blumenau Hilda Longhi-Wagner Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Débora Vanessa Lingner Engenharia Ambiental, Universidade Regional de Blumenau João Aranha Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Mariana
Eder Caglioni Engenharia Florestal, Universidade Federal do Paraná João Renato Stehmann Universidade Federal de Minas Gerais
Eduardo Brogni Engenharia Ambiental, Universidade Regional de Blumenau Leandro Giacomin Universidade Federal de Minas Gerais
Gisele Müller Amaral Engenharia Ambiental, Universidade Regional de Blumenau Lidyanne Aona Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Gustavo Antonio Piazza Engenharia Ambiental, Universidade Regional de Blumenau Lúcia Lohmann Universidade de São Paulo
Marcelo Bucci Engenharia Florestal, Universidade Regional de Blumenau Luciano Moreira Ceolin Universidade Federal do Paraná
Marcio Verdi Botânica, Universidade Federal do Rio Grande do Sul Mara Rejane Ritter Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Paolo Moser Engenharia Florestal, Universidade Regional de Blumenau Marcus Nadruz Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Suélen Schramm Schaadt Engenharia Ambiental, Universidade Regional de Blumenau Maria de Fátima Freitas Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Talita Macedo Maia Engenharia Florestal, Universidade Regional de Blumenau Maria Leonor Del Rei Universidade Federal de Santa Catarina
Administração Maria Salete Marchioretto Instituto Anchietano de Pesquisas/UNISINOS
Dirce Harnisch Auxiliar administrativo María Silvia Ferrucci Instituto de Botánica del Nordeste
Maria José Santana Barros Auxiliar administrativo Massimo Bovini Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Regiane Patrícia de Souza Auxiliar administrativo Mizue Kirizawa Instituto de Botânica
Solange Maria Krug Auxiliar administrativo Rafael Trevisan Universidade Federal de Santa Catarina
Taysa Cristina Nardes Auxiliar administrativo Rafaela Campostrini Forzza Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Taxonomistas Regina Andreata Universidade Federal do Rio de Janeiro
Adriana Lobão Universidade Federal Fluminense Renato Goldenberg Universidade Federal do Paraná
Alain Chautems Conservatoire et Jardin botanique de la Ville de Genève Rodrigo Augusto Camargo Universidade Estadual de Campinas
Alexandre Quinet Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Alexandre Salino Universidade Federal de Minas Gerais
Alice Calvente Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Ana Cláudia Fernandes Universidade Federal de Minas Gerais
Ana Odete Santos Vieira Universidade Estadual de Londrina
Andrea Costa Museu Nacional do Rio de Janeiro
Ariane Luna Peixoto Jardim Botânico do Rio de Janeiro

22 23
Capítulo 1
Floresta Ombrófila Densa

Extensão original e remanescentes da Floresta Ombrófila Densa


em Santa Catarina1

Original and present forest cover of Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina

Alexander Christian Vibrans, Ronald Edward McRoberts,


Débora Vanessa Lingner, Adilson Luiz Nicoletti, Paolo Moser

Resumo
De acordo com o mapa fitogeográfico de Klein, a Floresta Ombrófila Densa cobria, originalmente 29.282 km²
ou 31% do território de Santa Catarina. A Floresta Ombrófila Mista cobria aproximadamente 45% e a Floresta
Estacional Decidual 8%, enquanto os campos cobriam 14% e outras formações 2%. A cobertura florestal atual
foi estimada com base na avaliação da acuracidade de quatro recentes mapeamentos e nos dados de campo
do IFFSC. Estes mapas foram elaborados por instituições governamentais e não-governamentais, entre 2005 e
2009, a partir da interpretação de imagens orbitais multiespectrais de resolução espacial média. Os resultados, no
entanto, mostraram grandes discrepâncias, com estimativas de cobertura florestal que variam entre 36,8 e 44,3%
para a Floresta Ombrófila Densa. Considerando vários parâmetros estatísticos de uma amostragem aleatória
simples, bem como de estimativas baseadas em modelagem com tendências ajustadas pelos dados terrestres
do IFFSC, chegou-se a uma estimativa de 12.618,50 km², com um intervalo de confiança compreendido entre
11.457,11 e 13.779,89 km², equivalentes a uma cobertura florestal de 40,1% para a Floresta Ombrófila Densa
em Santa Catarina. A fragmentação dos remanescentes da Floresta Ombrófila Densa é menor do que na média
estadual, com fragmentos de até 50 hectares, representando 74% do total dos fragmentos, mas apenas 6% de
toda área coberta por florestas. Os 110 fragmentos com área > 1.000 ha, por outro lado, cobrem 7,2% da área de
florestas.

Abstract
According to Klein’s phytogeographic map of Santa Catarina, Dense Ombrophylous Forest originally covered
29,282 km² or 31% of the state’s territory. Mixed Ombrophylous Forest covered nearly 45% and Seasonal
Deciduous Forest 8%, while Savanas covered 14% and other formations 2%. The present forest cover was
estimated based on an accuracy assessment of four recent cover maps using IFFSC ground data. The maps were
executed by governmental and non-governmental institutions between 2005 and 2009, based on classification of
medium resolution imagery. Large discrepancies of forest cover of Dense Ombrophylous Forest were observed,
ranging from 36.8 to 44.3%. Considering different statistic parameters of plot-based, simple random sampling
and bias adjusted model-assisted estimates, the present forest area is estimated in 12,618.50 km² with a 95%
confidence interval, ranging from 11,457.11 and 13,779.89 km². This estimated forest area represents a current
forest cover of 40.1% within the Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina. Fragmentation of forests
in Dense Ombrophylous Forest was less intense than in the state’s mean, with small forest patches (<50 ha)
representing 74% of all remnants, but only 6% of total forest area. By contrast, the 110 remnants > 1,000 ha
cover 7.4% of the forest area.

1
Vibrans, A.C.; McRoberts, R. E.; Lingner; D.V. Nicoletti, A.L.; Moser, P. 2013. Extensão original e remanescentes da Floresta Ombrófla
Densa em Santa Catarina. In: Vibrans, A.C.; Sevegnani, L.; Gasper, A.L. de; Lingner, D.V. (eds.). Inventário Florístico Florestal de Santa
Catarina, Vol. IV, Floresta Ombrófla Densa. Blumenau. Edifurb.

25
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 1 | Extensão original e remanescentes da Floresta Ombrófila Densa

O Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina utiliza como divisão fitogeográfica do base em metodologia de McRoberts (2010; 2011) e são apresentados na Tabela 1.2. Os valores da
estado aquela proposta por Klein (1978). De acordo com seu mapa fitogeográfico (Figura 1.1), a cobertura florestal remanescente, tanto de Santa Catarina, como da área originalmente coberta pela
região fitoecológica da Floresta Ombrófila Densa cobria originalmente uma área de aproximadamente Floresta Ombrófila Densa, variam de acordo com cada mapeamento. A validação com dados de campo
29.282,00 km², equivalentes a 31% da superfície do Estado, enquanto a Floresta Ombrófila Mista cobria do IFFSC mostrou que os mapeamentos Atlas 2008 e PROBIO/MMA subestimaram a extensão dos
45%, a Floresta Estacional Decidual 8%, os Campos Naturais 14% e demais regiões 2%. (Tabela 1.1) remanescentes, enquanto os mapas LCF/SAR e PPMA-SC/FATMA superestimaram a cobertura
remanescente. Considerando um conjunto de parâmetros estatísticos e os trabalhos de campo do
IFFSC, é possível afirmar que, baseado no mapeamento Atlas 2008 (Fundação SOS Mata Atlântica
2009), a cobertura florestal remanescente em 2008 na Floresta Ombrófila Densa era de 12.618.50 km²
(equivalentes a 40,1 % de sua área original), com um intervalo de confiança entre 11.457,11 e 13.779,89
km² (equivalente a uma cobertura florestal entre 36,8 e 44,3%) para um nível de probabilidade de 95%
(Vibrans et al. 2013). Nas Figuras 1.2 a 1.5, foram reproduzidos os remanescentes florestais de acordo
com os arquivos originais dos levantamentos citados, gentilmente cedidos ao IFFSC pelos responsáveis
das respectivas instituições executoras.
Tabela 1.2. Remanescentes florestais em Santa Catarina e da Floresta Ombrófila Densa. p̂ SRS = Área e percentual de
cobertura florestal equivalente à proporção da amostragem aleatória simples; = Área e percentual de cobertura florestal
ajustada a partir de matriz de erro considerando os dados de campo do IFFSC, de acordo com Vibrans et al. (2013).

Table 1.2. Forest cover of Santa Catarina and of Dense Ombrophylous Forest. SRS = estimation of forest cover using
simple random sampling (SRS), = Model assisted forest cover estimation based on IFFSC ground data, according to
Vibrans et al. (2013).
Santa Catarina Floresta Ombrófila Densa
Base de dados e ano de referência Estimador Área
% Área (km2) %
(km2)

IFFSC (campo; 2008/10) p̂ SRS 26.337, 8 27,8 12,632.7 0.404

p̂ SRS 35.498,7 37,2 16,726.1 0.534


LCF/SAR (2003/04)
Figura 1.1. Mapa fitogeográfico do Estado de Santa Catarina (Klein 1978). 31.326,2 32,9 14,747.0 0.471
Figure 1.1. Phytogeographic map of Santa Catarina (Klein 1978).
p̂ SRS 25.680,3 26,9 12,558.7 0.406
PROBIO (2000)
Tabela 1.1. Extensão original das regiões fitoecológicas em Santa Catarina, de acordo com Klein (1978).
30.563,0 32,1 13,493.2 0.436
Table 1.1. Original extension of vegetation types in Santa Catarina, according to Klein (1978).
Região Fitoecológica Superfície original em km² Percentual da superfície do Estado (%) p̂ SRS 21.340,7 22,4 11,079.5 0.356
Atlas 2008 (2008)
Floresta Ombrófila Densa 29.282,00 30,71 27.555,0 28,9 12,618.5 0.405
Floresta Ombrófila Mista 42.851,56 44,94
p̂ SRS 39.531,2 41,5 16,723.6 0.527
Campos Naturais 13.543,00 14,20
PPMA (2005)
Floresta Estacional Decidual 7.670,57 8,04 35.092,3 36,8 14,018.9 0.441
Outras (Restinga, Manguezais) 1.999,05 2,10
Total 95.346,18 100

Para identificar os remanescentes florestais a serem amostrados, foi realizado o mapeamento


dos remanescentes florestais e do uso do solo através de interpretação visual de imagens orbitais
multiespectrais dos satélites Landsat-5 TM e Landsat-7 ETM+ dos anos de 2003 e 2004 LCF/SAR (SAR
2005). Além destes dados, o IFFSC utilizou o mapeamento temático realizado pelo projeto PPMA-
SC/FATMA, com base em classificação não-supervisionada de imagens multiespectrais dos satélites
SPOT-4 e SPOT-5 do ano de 2005 (Geoambiente 2008). Os resultados destes dois levantamentos,
bem como os do projeto PROBIO/MMA (Vicens & Cruz 2008) e do Atlas 2008 (Fundação SOS Mata
Atlântica 2009), foram validados com os dados de campo do IFFSC por Vibrans et al. (2013), com

26 27
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 1 | Extensão original e remanescentes da Floresta Ombrófila Densa

Figura 1.2. Mapa dos remanescentes florestais de Santa Catarina “LCF/SAR” (SAR 2005). Figura 1.3. Mapa dos remanescentes florestais de Santa Catarina “Atlas 2008” (Fundação SOS Mata Atlântica
2009).
Figure 1.2. “LCF/SAR” forest cover map of Santa Catarina (SAR 2005).
Figure 1.3. “Atlas 2008” forest cover map of Santa Catarina (Fundação SOS Mata Atlântica 2009).

28 29
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 1 | Extensão original e remanescentes da Floresta Ombrófila Densa

Figura 1.5. Mapa dos remanescentes florestais de Santa Catarina “PPMA-SC/FATMA” (Geoambiente 2008).
Figura 1.4. Mapa dos remanescentes florestais de Santa Catarina “PROBIO” (Cruz & Vicens 2007). Figure 1.5. “PPMA-SC/FATMA” forest cover map of Santa Catarina (Geoambiente 2008).
Figure 1.4. “PROBIO” forest cover map of Santa Catarina (Cruz & Vicens 2007).

30 31
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 1 | Extensão original e remanescentes da Floresta Ombrófila Densa

Analisando a frequência dos fragmentos florestais por classe de tamanho na Floresta Ombrófila
Densa em Santa Catarina (Tabela 1.3), percebe-se que a cobertura florestal atual está menos fragmentada
do que nas outras regiões do estado (Figura 1.6). Fragmentos pequenos, com área até 20 hectares
representam 50% do número total dos fragmentos mapeados e aqueles com até 50 hectares somam
74% dos fragmentos. Enquanto, no estado de Santa Catarina, fragmentos até 50 hectares de área somam
14% do total da área coberta por florestas, na Floresta Ombrófila Densa cobrem apenas 6% do total.
Considerando os remanescentes até 200 hectares, a média estadual é de 28%, a da Floresta Ombrófila
Densa é 14%, com base nas informações extraídas do mapeamento “Atlas 2008” (Fundação SOS Mata
Atlântica 2009), que obteve o melhor desempenho na avaliação de uma série de parâmetros estatísticos,
quando comparado com os dados de campo do IFFSC (Vibrans et al. 2013). Isto significa que na
Floresta Ombrófila Densa, um maior percentual das florestas encontra-se em fragmentos maiores do
que na Floresta Ombrófila Mista e na Floresta Estacional Decidual.
Tabela 1.3. Número de fragmentos florestais mapeados na Floresta Ombrófila Densa, em Santa Catarina, e percentual do
total, de acordo com os quatro mapeamentos avaliados.
Table 1.3. Number of forest fragments in Dense Ombrophylous Forest mapped by four thematic maps and percentage of
total number of fragments.
Figura 1.6. Número de fragmentos da Floresta Ombrófila Densa e área acumulada dos fragmentos em percentual da área
ATLAS total, por classe de tamanho (ha), para Santa Catarina, Floresta Estacional Decidual (FED), Floresta Ombrófila Mista (FOM)
Classe (ha) LCF/SAR % PPMA-SC / FATMA % % PROBIO %
2008 e Floresta Ombrófila Densa (FOD), de acordo com “Atlas 2008” (Fundação SOS Mata Atlântica 2009).
Figure 1.6. Number of forest fragments of Dense Ombrophylous Forest and accumulated area as percentage of total forest
<5 2.553 34,34 4.181 38,26 676 12,42 4.690 44,93 area, by size class (ha) for Santa Catarina, Seasonal Deciduous Forest (FED), Mixed Ombrophylous Forest (FOM) and
Dense Ombrophylous Forest (FOD), according to “Atlas 2008” (Fundação SOS Mata Atlântica 2009).
5 a 10 1.837 24,71 2.882 26,37 793 14,57 1.523 14,59

10 a 20 1.231 16,56 1.703 15,58 1.263 23,21 1.402 13,43


Referências
20 a 50 920 12,37 1.119 10,24 1.279 23,51 1.323 12,67
Cruz, C.B.M.; Vicens, R.S. 2007. Levantamento da Cobertura Vegetal Nativa do Bioma
50 a 100 373 5,02 463 4,24 605 11,12 625 5,99 Mata Atlântica. Relatório Final. Rio de Janeiro. IESB/IGEO/UFRJ/UFF.

Fundação SOS Mata Atlântica. 2009. Atlas dos remanescentes florestais da Mata Atlântica,
100 a 200 231 3,11 274 2,51 362 6,65 367 3,52
período 2005-2008. Relatório Final. São Paulo. Fundação SOS Mata Atlântica/ Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais.
200 a 500 155 2,08 184 1,68 257 4,72 276 2,64
Geoambiente Sensoriamento Remoto Ltda. 2008. Projeto de Proteção da Mata Atlântica em
500 a 1.000 63 0,85 56 0,51 96 1,76 102 0,98 Santa Catarina (PPMA/SC). Relatório Técnico do Mapeamento Temático Geral do Estado de Santa
Catarina. São José dos Campos. Geoambiente.
> 1.000 72 0,97 66 0,60 110 2,02 131 1,25
Klein, R.M. 1978. Mapa fitogeográfico do Estado de Santa Catarina. In: Reitz, R. (ed.).
Total 7.435 10.928 5.441 10.439 Flora Ilustrada Catarinense. Itajaí. Herbário Barbosa Rodrigues.

McRoberts, R.E. 2010. Probability and model-based approaches to inference for proportion
forest using satellite imagery as ancillary data. Remote Sensing of Environment 114: 1015-1025.

McRoberts, R.E. 2011. Satellite image-based maps: scientific inference or pretty pictures?
Remote Sensing of Environment 115: 715-724.

Netto, S.P. 1984. Inventário Florestal Nacional, florestas nativas: Paraná e Santa Catarina.
Brasília. Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal.

32 33
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 1 | Extensão original e remanescentes da Floresta Ombrófila Densa

SAR. Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de Santa Catarina. 2005. Inventário


Florístico Florestal de Santa Catarina. Relatório do Projeto Piloto. Florianópolis. SAR (mimeo).

Vibrans, A.C.; McRoberts, R.E.; Moser, P.; Nicoletti, A. 2013. Using satellite image-based
maps and ground inventory data to estimate the remaining Atlantic forest in the Brazilian state of Santa
Catarina. Remote Sensing of Environment 130: 87-95.

34 35
Capítulo 2
Floresta Ombrófila Densa

Amostragem dos remanescentes florestais da Floresta


Ombrófila Densa em Santa Catarina1

Sampling of Dense Ombrophylous Forest remnants in Santa Catarina

Alexander Christian Vibrans, Paolo Moser, João Paulo de Maçaneiro,


Débora Vanessa Lingner, Luana Silveira e Silva, Gustavo Antonio Piazza

Resumo
Na área da Floresta Ombrófila Densa, foram instaladas, nas interseções de uma grade de 10 x 10 km, 197
Unidades Amostrais, formadas por conglomerados compostos por quatro subunidades de 1.000 m² (20 x 50 m)
de área cada uma. Estas Unidades Amostrais foram implantadas em áreas onde pelo menos um dos dois mapas
temáticos disponíveis na época indicava a existência de florestas. O número de Unidades Amostrais foi suficiente
para estimar número de árvores, área basal, volume do fuste e peso seco com uma margem de erro de 10% e uma
probabilidade de acerto de 95%. O esforço amostral também foi adequado para registrar a riqueza de espécies na
região de estudo, de acordo com a curva de rarefação, baseada na relação espécie/área amostral. Diferenças de
número de indivíduos, área basal, volume e peso seco entre três faixas altitudinais (< 30 m; 30 – 500 m; > 500 m)
e bacias hidrográficas foram analisadas. Variáveis dendrométricas como DAP, altura do fuste, altura total, área
basal, volume do fuste e peso seco foram calculados com seus intervalos de confiança para a Floresta Ombrófila
Densa toda e para cada Unidade Amostral baseada na variabilidade intra-conglomerado dos dados. Os seguintes
valores médios foram computados: número de indivíduos vivos com DAP ≥ 10 cm (684 ind.ha-1), riqueza de
espécies (59,1 Unidade Amostral-1), DAP (18,13 cm), altura do fuste (5,6 m), altura total (10,6 m), área basal
(23,65 m².ha-1), volume do fuste (97,64 m³.ha-1), peso seco das árvores vivas (DAP ≥ 10 cm) (137,99 Mg.ha-1),
peso seco das árvores mortas em pé (DAP ≥ 10 cm) (4,90 Mg.ha-1), estoque de carbono das árvores vivas (69,00
Mg.ha-1) e estoque de carbono das árvores mortas em pé (2,45 Mg.ha-1).

Abstract
Within the study area of Dense Ombrophylous Forest, field crews installed 197 Sample Plots in the form of a
cluster of four crosswise 1,000 m² subplots (20 x 50 m) at the intersections of a 10 x 10 km grid in areas predicted
to have forest cover according to at least one of the two forest cover maps available when the inventory was
conducted. As a result, number of Sample Plots was sufficient to allow estimates within a 10% error bound with
95% probability (α=0.05) for tree density, basal area, stem volume and total biomass. The conducted sampling
effort also resulted in effective measurement of species richness, based on species-area relationship and sample-
based rarefaction curves. Differences of tree density, basal area, stem volume and total biomass between tree
altitude classes (< 30 m; 30 – 500 m; > 500 m) and main watersheds in the study region were assessed. Descriptive
statistics for tree density, species richness, tree diameter and height, basal area, stem volume and biomass were
calculated for each Sample Plot (based on intra-plot data variability), for each tree species and for the whole
study region. The following mean values were computed: tree density (684 ind.ha-1), species richness (59.1
Sample Plot-1), DBH (18.13 cm), stem height (5.6 m), total height (10.6 m), basal area (23.65 m².ha-1), stem
volume (97.64 m³.ha-1), living tree (DBH ≥ 10 cm) biomass (137.99 Mg.ha-1), dead standing tree (DBH ≥ 10
cm) biomass (4.90 Mg.ha-1), living tree carbon stock (69.00 Mg.ha-1) and dead standing tree carbon stock (2.45
Mg.ha-1).

1
Vibrans, A.C.; Moser, P.; Maçaneiro, J.P. de; Lingner, D.V.; Silva, L.S.; Piazza, G.A. 2013. Amostragem dos remanescentes forestais da
Floresta Ombrófla Densa em Santa Catarina. In: Vibrans, A.C.; Sevegnani, L.; Gasper, A.L. de; Lingner, D.V. (eds.). Inventário Florístico
Florestal de Santa Catarina, Vol. IV, Floresta Ombrófla Densa. Blumenau. Edifurb.

37
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 2 | Amostragem dos remanescentes florestais da Floresta Ombrófila Densa

2.1 Metodologia

O Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina utilizou o processo de amostragem de


múltiplas ocasiões com possibilidade de repetição total da amostragem, com distribuição sistemática
das Unidades Amostrais, a partir de uma rede de pontos sistematizados (grade), com distância de 10
x 10 km, cobrindo todo o estado (Capítulo 2 do Volume I). Este procedimento resultou para a área de
ocorrência da Floresta Ombrófila Densa na instalação de 197 Unidades Amostrais, número considerado
suficiente para atender os requisitos e objetivos do IFFSC. A seleção das Unidades Amostrias foi
realizada a partir de uma estratificação preliminar em floresta e não-floresta, baseada em interpretação de
imagens orbitais (SAR 2005; Geoambiente 2008). Adotou-se inicialmente para a definição de ‘floresta’
o conceito da FAO (2009): terras com área mínima de 0,5 ha, árvores com altura > 5 m e cobertura
das copas ≥ 10%. No decorrer do inventário, no entanto, percebeu-se que, ao utilizar imagens orbitais
multiespectrais de média resolução espacial (Landsat-5, Landsat-7 e Spot-4) para o mapeamento dos
remanescentes e, assim, para a escolha dos pontos amostrais, o termo “floresta” deveria ser definido,
embora, de fato, a posteriori, de maneira diferente: em consonância com Ribeiro et al. (2009) e Vibrans
et al. (2013), o IFFSC amostrou áreas cobertas por vegetação arbórea contínua com altura do dossel >
10 m e idade > 15 anos, envolvendo, assim, todas as formações secundárias incluídas nestes limites,
pois são estas as formações florestais detectáveis com imagens de média resolução. Plantações de
espécies florestais exóticas não são incluídas nesta definição, nem pomares, quebra-ventos e outras
culturas agrícolas perenes.

Unidades Amostrais que, apesar de estarem localizadas fora dos limites da Floresta Ombrófila
Densa indicados por Klein (1978), mostraram uma composição de espécies característica desta região
fitoecológica (Unidades Amostrais: 1, 27, 117, 141, 221, 254, 255, 378, 468, 507, 570, 737, 795, 796 Figura 2.1. Conglomerado básico do IFFSC para a Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina.
e 913), estão incluídas no grupo das 197 Unidades Amostrais atribuídas à Floresta Ombrófila Densa Figure 2.1. Sample Plot (cluster) of IFFSC used in Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina.
e ao ecótono com a Floresta Ombrófila Mista. Unidades localizadas dentro dos limites, porém com
Além das Unidades Amostrais regulares da referida grade de 10 x 10 km, foram instaladas cinco
composição florística remetendo à Floresta Ombrófila Mista, foram atribuídas a essa região fitoecológica
Unidades Amostrais “complementares” em remanescentes supostamente bem conservados (Unidades
e não à Floresta Ombrófila Densa (Unidades Amostrais: 310, 311, 797, 852 e 856).
Amostrais: 8003, no município de Florianópolis; 8009 em Biguaçu; 8011 em Garuva; 8012 em São
O método de amostragem foi o de Área Fixa em Conglomerados compostos por quatro Francisco do Sul e 8013 em Navegantes). Estas Unidades Amostrais, no entanto, não foram consideradas
subunidades perpendiculares a partir de um ponto central (Figura 2.1). Cada Unidade Amostral foi na análise estatística do IFFSC. Demais formações florestais, principalmente as formações iniciais de
composta por um conglomerado com área total de 4.000 m², constituído por quatro subunidades, com sucessão, não foram detectadas pelos mapeamentos utilizados. Estas constituem, em conjunto com
área de 1.000 m² cada, medindo 20 m de largura e 50 m de comprimento, orientadas na direção dos árvores esparsas e plantios em linha (quebra-ventos, aleias), os recursos florestais chamados “fora da
quatro pontos cardeais (Norte, Sul, Leste e Oeste), mantendo, cada uma, 30 m de distância do centro floresta” (FAO 2010) e foram amostrados por meio de uma grade de pontos com distância de 20 x 20
do conglomerado, com área de inclusão de 2,56 ha. Cada subunidade de 20 x 50 m, constituída por km, resultando em outras 34 Unidades Amostrais.
10 unidades básicas de 10 x 10 m (100 m²), foi destinada ao levantamento de todos os indivíduos com
A Figura 2.2 e as Tabelas 2.1 a 2.4 mostram a localização de todas as Unidades Amostrais
diâmetro à altura do peito (DAP) maior ou igual a 10 cm. Destes, foram registradas as suas coordenadas
instaladas, bem como aquelas que foram descartadas por motivos diversos. Entre estes motivos, constam
x e y dentro da subunidade, de modo a possibilitar o processamento dos dados com base na unidade básica
a falta ou a reduzida área de cobertura florestal no local, a falta de autorização dos proprietários para
de 100 m², bem como facilitar o controle de qualidade do trabalho de campo e futuras remedições. As
realizar o levantamento ou dificuldades de acesso.
variáveis levantadas foram: espécies, número de fustes, o(s) DAP(s) (através da medição do(s) CAP(s)),
a altura do fuste, altura total, qualidade do fuste, sanidade da árvore e a sua posição sociológica. Cada
subunidade contém quatro subparcelas de 5 x 5 m, destinada ao levantamento da regeneração natural,
considerando as plantas com altura ≥ 0,50 m e DAP < 10 cm; nestas subparcelas foram registrados,
além de indivíduos regenerantes de espécies do dossel, também espécimes exclusivas do sub-bosque.
As variáveis levantadas foram a espécie e a altura total da planta.

38 39
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 2 | Amostragem dos remanescentes florestais da Floresta Ombrófila Densa

Tabela 2.1. Unidades Amostrais (UA) levantadas por município, microrregião e bacia hidrográfica na Floresta Ombrófila
Densa em Santa Catarina.
Table 2.1. Installed Sample Plots by municipality, district and watershed in Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina.

Bacia Coordenadas UTM Altitude Data do


UA Município Microrregião
Hidrográfica E S (m) levantamento
1 Praia Grande Araranguá Rio Manpituba 584.552 6.764.019 466 26/05/2010

4 Praia Grande Araranguá Rio Manpituba 601.885 6.773.892 323 23/09/2009

10 Jacinto Machado Araranguá Rio Manpituba 610.962 6.783.721 74 25/09/2009

15 Jacinto Machado Araranguá Rio Araranguá 611.152 6.793.749 311 29/09/2009

21 Jacinto Machado Araranguá Rio Araranguá 611.157 6.803.667 380 14/10/2009

23 Turvo Araranguá Rio Araranguá 628.650 6.802.979 270 16/10/2009

27 Araranguá Araranguá Rio Araranguá 663.805 6.803.032 13 07/12/2010

28 Timbé do Sul Araranguá Rio Araranguá 611.252 6.813.639 360 19/10/2009

30 Morro Grande Araranguá Rio Araranguá 628.812 6.813.463 60 21/10/2009

37 Morro Grande Araranguá Rio Araranguá 620.128 6.823.515 311 27/11/2009

39 Nova Veneza Criciúma Rio Araranguá 637.858 6.823.558 124 12/11/2009

40 Nova Veneza Criciúma Rio Araranguá 646.566 6.823.137 48 01/12/2009

41 Criciúma Criciúma Rio Araranguá 655.399 6.823.199 50 04/11/2009

47 Siderópolis Criciúma Rio Araranguá 637.830 6.833.303 479 06/11/2009

49 Siderópolis Criciúma Rio Araranguá 655.543 6.832.871 43 28/11/2009

50 Cocal do Sul Criciúma Rio Urussanga 664.686 6.833.192 58 03/02/2010

51 Morro da Fumaça Criciúma Rio Urussanga 672.837 6.832.914 50 03/12/2009

58 Treviso Criciúma Rio Araranguá 647.026 6.843.248 197 27/01/2010

59 Urussanga Criciúma Rio Araranguá 655.286 6.843.459 453 29/01/2010

74 Treviso Criciúma Rio Araranguá 647.009 6.850.730 555 02/02/2010

77 Urussanga Criciúma Rio Tubarão 673.341 6.852.754 165 18/02/2010

81 Laguna Tubarão Rio Tubarão 708.596 6.852.207 246 04/05/2010

95 Lauro Müller Criciúma Rio Tubarão 647.017 6.863.107 449 20/02/2010

97 Orleans Tubarão Rio Tubarão 664.749 6.863.080 206 23/02/2010

98 Orleans Tubarão Rio Tubarão 673.283 6.862.457 345 11/03/2010

117 Orleans Tubarão Rio Tubarão 647.185 6.873.061 646 22/05/2009

118 Orleans Tubarão Rio Tubarão 655.777 6.872.997 309 16/03/2010

119 Orleans Tubarão Rio Tubarão 664.881 6.872.764 314 31/03/2010

122 Armazém Tubarão Rio Tubarão 691.362 6.872.505 187 07/04/2010

123 Armazém Tubarão Rio Tubarão 700.163 6.872.033 412 08/04/2010

141 Orleans Tubarão Rio Tubarão 647.669 6.882.819 928 26/05/2009

142 Orleans Tubarão Rio Tubarão 656.100 6.882.950 431 13/03/2010

143 Grão Pará Tubarão Rio Tubarão 664.711 6.882.814 332 14/04/2010

146 Rio Fortuna Tubarão Rio Tubarão 691.457 6.882.504 229 06/06/2010

Figura 2.2. Localização das Unidades Amostrais instaladas e descartadas do IFFSC na Floresta Ombrófila 147 São Martinho Tubarão Rio Tubarão 700.454 6.882.450 89 11/04/2010
Densa em Santa Catarina. 148 Imaruí Tubarão Rio D’uma 709.102 6.882.188 604 18/03/2010
Figure 2.2. Localization of installed and cancelled Sample Plots by IFFSC in Dense Ombrophylous Forest in
Santa Catarina. 170 Santa Rosa de Lima Tubarão Rio Tubarão 683.065 6.892.479 276 06/05/2010

172 São Martinho Tabuleiro Rio Tubarão 700.380 6.892.180 332 13/04/2010

40 41
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 2 | Amostragem dos remanescentes florestais da Floresta Ombrófila Densa

Bacia Coordenadas UTM Altitude Data do Bacia Coordenadas UTM Altitude Data do
UA Município Microrregião UA Município Microrregião
Hidrográfica E S (m) levantamento Hidrográfica E S (m) levantamento
173 São Martinho Florianópolis Rio D’uma 709.308 6.892.108 517 16/06/2010 388 Antônio Carlos Florianópolis Rio Biguaçú 710.504 6.961.905 709 12/07/2010

174 Paulo Lopes Florianópolis Rio D’uma 718.144 6.891.948 126 01/05/2010 390 Biguaçu Florianópolis Rio Biguaçú 728.298 6.961.596 66 17/06/2010

175 Garopaba Tubarão Rio D’uma 726.991 6.891.780 147 29/04/2010 392 Florianópolis Florianópolis Rio Tijucas 755.033 6.960.921 147 16/03/2010

194 Santa Rosa de Lima Tubarão Rio Tubarão 673.973 6.902.690 588 20/05/2010 421 Ituporanga Ituporanga Rio Itajaí 648.122 6.972.739 708 20/10/2009

196 São Bonifácio Tabuleiro Rio Tubarão 691.888 6.902.478 821 01/06/2010 422 Ituporanga Ituporanga Rio Itajaí 657.270 6.972.659 895 03/11/2009

197 São Bonifácio Tabuleiro Rio Tubarão 700.623 6.901.799 339 30/06/2010 423 Vidal Ramos Ituporanga Rio Itajaí 666.168 6.972.597 588 24/09/2009

198 São Bonifácio Tabuleiro Rio Tubarão 709.504 6.902.068 623 02/07/2010 424 Leoberto Leal Tijucas Rio Tijucas 675.054 6.972.476 442 21/09/2009

199 Paulo Lopes Florianópolis Rio D’uma 718.336 6.901.933 329 09/06/2010 425 Nova Trento Tijucas Rio Tijucas 684.186 6.972.352 467 26/05/2010

221 Anitápolis Tabuleiro Rio Tubarão 674.196 6.912.608 602 18/06/2009 426 Nova Trento Tijucas Rio Tijucas 692.879 6.972.368 307 14/07/2010

251 Anitápolis Tabuleiro Rio Tubarão 683.210 6.922.458 720 06/07/2010 427 Major Gercino Tijucas Rio Tijucas 701.778 6.972.037 258 06/10/2010

253 Águas Mornas Tabuleiro Rio Cubatão (Sul) 700.864 6.922.217 620 25/06/2010 428 São João Batista Tijucas Rio Tijucas 710.919 6.971.919 231 16/12/2009

254 Santo Amaro da Imperatriz Florianópolis Rio Cubatão (Sul) 710.133 6.922.020 744 29/05/2009 429 Biguaçu Florianópolis Rio Tijucas 719.589 6.971.746 442 07/07/2010

255 Santo Amaro da Imperatriz Florianópolis Rio Cubatão (Sul) 718.667 6.921.875 558 20/10/2010 430 Biguaçú Florianópolis Rio Tijucas 728.469 6.971.428 75 29/10/2010

256 Palhoça Florianópolis Rio da Madre 727.565 6.921.699 220 22/06/2010 457 Pouso Redondo Rio do Sul Rio Itajaí 594.918 6.983.266 475 07/05/2010

281 Alfredo Wagner Tabuleiro Rio Itajaí 674.575 6.932.451 803 17/06/2010 460 Agrolândia Rio do Sul Rio Itajaí 621.727 6.983.064 458 04/05/2010

284 Águas Mornas Florianópolis Rio Cubatão (Sul) 701.110 6.932.147 460 21/10/2010 464 Presidente Nereu Rio do Sul Rio Itajaí 657.383 6.982.663 640 14/10/2009

285 Águas Mornas Tabuleiro Rio Cubatão (Sul) 709.847 6.932.136 250 20/05/2010 465 Presidente Nereu Rio do Sul Rio Itajaí 666.267 6.982.386 458 17/10/2009

286 Santo Amaro da Imperatriz Florianópolis Rio Cubatão (Sul) 718.873 6.931.840 612 27/05/2010 466 Botuverá Blumenau Rio Itajaí 675.208 6.982.414 525 07/10/2009

287 Santo Amaro da Imperatriz Florianópolis Rio Cubatão (Sul) 727.513 6.931.929 108 14/07/2010 467 Botuverá Blumenau Rio Itajaí 684.113 6.982.288 639 01/04/2010

309 Alfredo Wagner Tabuleiro Rio Itajaí 647.991 6.942.884 642 25/11/2009 468 Botuverá Blumenau Rio Itajaí 692.831 6.982.312 874 30/06/2009

314 Angelina Tijucas Rio Tijucas 692.469 6.942.731 590 04/02/2010 470 Camboriú Tijucas Rio Tijucas 716.835 6.981.626 119 27/05/2010

316 Águas Mornas Tabuleiro Rio Cubatão (Sul) 710.162 6.941.965 413 25/02/2010 507 Mirim Doce Rio do Sul Rio Itajaí 577.489 6.993.112 842 23/02/2008

317 Santo Amaro da Imperatriz Florianópolis Rio Cubatão (Sul) 718.979 6.941.929 236 01/06/2010 508 Mirim Doce Rio do Sul Rio Itajaí 586.171 6.993.328 596 02/05/2010

318 Palhoça Florianópolis Rio Cubatão (Sul) 727.778 6.941.649 65 15/06/2010 513 Rio do Sul Rio do Sul Rio Itajaí 630.756 6.992.945 623 09/12/2009

340 Petrolândia Ituporanga Rio Itajaí 621.391 6.953.137 915 05/05/2008 516 Apiúna Blumenau Rio Itajaí 657.509 6.992.617 793 17/03/2010

341 Petrolândia Ituporanga Rio Itajaí 630.392 6.953.129 493 30/04/2010 517 Apiúna Blumenau Rio Itajaí 666.428 6.992.512 643 12/11/2009

344 Ituporanga Ituporanga Rio Itajaí 657.001 6.952.749 677 03/12/2009 518 Presidente Nereu Rio do Sul Rio Itajaí 675.346 6.992.387 616 10/11/2009

347 Angelina Tijucas Rio Tijucas 683.666 6.952.377 630 28/04/2010 519 Botuverá Blumenau Rio Itajaí 684.266 6.992.266 307 05/11/2009

348 Angelina Tijucas Rio Tijucas 692.561 6.952.240 835 30/01/2010 520 Botuverá Blumenau Rio Itajaí 693.258 6.992.148 219 03/11/2009

349 Angelina Tijucas Rio Tijucas 701.448 6.952.090 718 07/04/2010 522 Canelinha Tijucas Rio Tijucas 710.894 6.991.620 260 08/12/2009

350 Antônio Carlos Florianópolis Rio Biguaçú 710.324 6.952.015 220 18/02/2010 523 Tijucas Tijucas Rio Tijucas 719.956 6.991.656 186 13/12/2009

351 São Pedro de Alcântara Florianópolis Rio Biguaçú 719.228 6.951.784 245 08/07/2010 526 Bombinhas Itajaí Rio Tijucas 746.696 6.991.178 8 06/07/2010

352 São José Florianópolis Rio Cubatão (Sul) 728.160 6.951.602 135 19/03/2010 568 Taió Rio do Sul Rio Itajaí 595.430 7.003.012 400 28/01/2010

377 Agrolândia Ituporanga Rio Itajaí 612.500 6.963.145 544 25/04/2010 570 Rio do Oeste Rio do Sul Rio Itajaí 613.266 7.003.137 401 15/06/2009

378 Atalanta Ituporanga Rio Itajaí 621.464 6.963.118 649 11/06/2009 571 Presidente Getúlio Rio do Sul Rio Itajaí 621.941 7.002.989 516 09/04/2010

383 Vidal Ramos Ituporanga Rio Itajaí 666.019 6.962.597 806 17/09/2009 573 Rio do Sul Rio do Sul Rio Itajaí 639.791 7.002.815 792 11/12/2009

384 Leoberto Leal Tijucas Rio Tijucas 674.919 6.962.476 849 05/11/2009 575 Apiúna Blumenau Rio Itajaí 657.631 7.002.615 333 19/05/2010

385 Major Gercino Tijucas Rio Tijucas 683.818 6.962.346 708 01/05/2010 576 Apiúna Blumenau Rio Itajaí 666.554 7.002.502 370 19/03/2010

386 Angelina Tijucas Rio Tijucas 692.705 6.962.136 841 30/04/2010 577 Indaial Blumenau Rio Itajaí 675.478 7.002.372 601 21/05/2010

387 Angelina Tijucas Rio Tijucas 701.611 6.962.088 434 26/02/2010 578 Blumenau Blumenau Rio Itajaí 684.407 7.002.229 803 27/05/2010

42 43
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 2 | Amostragem dos remanescentes florestais da Floresta Ombrófila Densa

Bacia Coordenadas UTM Altitude Data do Bacia Coordenadas UTM Altitude Data do
UA Município Microrregião UA Município Microrregião
Hidrográfica E S (m) levantamento Hidrográfica E S (m) levantamento
579 Guabiruba Blumenau Rio Itajaí 693.395 7.002.083 256 29/10/2009 807 Blumenau Blumenau Rio Itapocú 693.951 7.041.984 276 19/06/2010

582 Camboriú Itajaí Rio Itajaí 720.123 7.001.659 341 01/06/2010 811 Piçarras Itajaí Rio Itajaí 729.307 7.041.377 18 10/10/2009

584 Itapema Itajaí Rio Tijucas 737.988 7.001.401 60 04/05/2010 853 Itaiópolis Canoinhas Rio Itajaí 613.480 7.052.933 601 10/06/2010

624 Rio do Campo Rio do Sul Rio Itajaí 577.390 7.013.311 893 14/09/2010 857 Rio dos Cedros Blumenau Rio Itajaí 649.304 7.052.561 553 28/05/2010

625 Taió Rio do Sul Rio Itajaí 586.320 7.013.264 808 18/02/2010 858 Rio dos Cedros Blumenau Rio Itajaí 658.123 7.052.641 745 14/06/2010

631 Ibirama Rio do Sul Rio Itajaí 639.952 7.012.998 503 07/04/2010 860 Rio dos Cedros Blumenau Rio Itajaí 676.184 7.052.217 443 21/04/2010

633 Ascurra Blumenau Rio Itajaí 657.766 7.012.566 268 17/04/2010 865 São João do Itaperiú Itajaí Rio Itapocú 720.555 7.051.378 25 15/10/2009

634 Ascurra Blumenau Rio Itajaí 666.692 7.012.460 154 01/04/2010 899 Itaiópolis Canoinhas Rio Itajaí 604.911 7.063.015 747 03/02/2010

635 Indaial Blumenau Rio Itajaí 675.615 7.012.351 357 14/05/2010 905 Rio dos Cedros Blumenau Rio Itajaí 658.395 7.062.424 914 14/07/2010

636 Blumenau Blumenau Rio Itajaí 684.557 7.012.188 351 10/10/2009 906 Rio dos Cedros Blumenau Rio Itajaí 667.354 7.062.307 893 17/06/2010

637 Gaspar Blumenau Rio Itajaí 693.400 7.012.022 215 08/10/2009 907 Jaraguá do Sul Joinville Rio Itapocú 676.713 7.061.929 180 27/01/2010

638 Gaspar Blumenau Rio Itajaí 702.398 7.011.990 92 15/10/2009 909 Jaraguá do Sul Joinville Rio Itapocú 694.250 7.061.911 634 14/05/2010

639 Brusque Blumenau Rio Itajaí 711.381 7.011.717 45 19/11/2009 912 São João do Itaperiú Itajaí Rio Itapocú 721.474 7.061.673 14 14/10/2009

640 Itajaí Itajaí Rio Itajaí 720.263 7.011.635 72 21/11/2009 913 Balneário Barra do Sul Joinville Rio Itapocú 730.221 7.061.051 10 09/04/2010

641 Camboriú Itajaí Rio Itajaí 729.208 7.011.460 97 15/06/2010 951 Corupá Joinville Rio Itapocú 658.513 7.072.392 938 24/08/2010

642 Balneário Camboriú Itajaí Rio Itajaí 738.144 7.011.298 140 06/05/2010 953 Corupá Joinville Rio Itapocú 676.170 7.072.162 270 05/02/2010

681 Rio do Campo Rio do Sul Rio Itajaí 577.477 7.023.311 786 30/06/2010 955 Jaraguá do Sul Joinville Rio Itapocú 694.225 7.071.639 219 22/02/2010

682 Rio do Campo Rio do Sul Rio Itajaí 586.526 7.023.401 733 25/02/2010 959 Balneário Barra do Sul Joinville Rio Itapocú 730.310 7.071.303 10 05/11/2009

685 Witmarsum Rio do Sul Rio Itajaí 612.954 7.023.064 587 01/06/2010 991 São Bento do Sul Joinville Rio Itapocú 658.634 7.082.380 857 25/11/2009

686 Witmarsum Rio do Sul Rio Itajaí 622.143 7.022.935 439 13/02/2010 992 São Bento do Sul São Bento do Sul Rio Itapocú 667.599 7.082.175 368 09/12/2009

687 José Boiteux Rio do Sul Rio Itajaí 631.304 7.023.020 652 23/06/2010 993 São Bento do Sul São Bento do Sul Rio Itapocú 676.596 7.082.128 260 30/01/2010

688 José Boiteux Rio do Sul Rio Itajaí 640.217 7.022.553 823 14/04/2010 994 Jaraguá do Sul Joinville Rio Itapocú 685.600 7.082.225 205 02/02/2010

689 Benedito Novo Blumenau Rio Itajaí 648.984 7.022.628 860 10/03/2010 995 Schroeder Joinville Rio Itapocú 694.690 7.081.906 105 24/02/2010

690 Rodeio Blumenau Rio Itajaí 657.803 7.022.544 611 30/03/2010 997 Joinville Joinville Rio Itapocú 712.523 7.081.585 21 23/06/2010

737 Rio do Campo Canoinhas Rio Itajaí 577.244 7.033.566 1195 17/09/2010 1025 Joinville Joinville Rio Itapocú 685.721 7.091.972 744 26/02/2010

742 Vitor Meireles Rio do Sul Rio Itajaí 622.295 7.032.747 714 24/06/2010 1026 Joinville Joinville Rio Itapocú 694.707 7.091.839 698 18/08/2010

743 José Boiteux Rio do Sul Rio Itajaí 631.182 7.032.809 394 29/06/2010 1027 Joinville Joinville Rio Itapocú 703.504 7.091.690 85 18/11/2009

745 Benedito Novo Blumenau Rio Itajaí 649.069 7.032.621 690 26/05/2010 1031 São Francisco do Sul Joinville Rio Cubatão (Norte) 739.657 7.091.084 28 03/11/2009

747 Timbó Blumenau Rio Itajaí 666.868 7.032.548 192 15/04/2010 1047 Joinville Joinville Rio Cubatão (Norte) 685.786 7.102.240 822 27/11/2009

748 Timbó Blumenau Rio Itajaí 675.958 7.032.180 247 31/03/2010 1048 Joinville Joinville Rio Cubatão (Norte) 695.066 7.101.518 585 15/12/2009

750 Blumenau Blumenau Rio Itajaí 693.866 7.032.054 264 21/09/2009 1049 Joinville Joinville Rio Cubatão (Norte) 703.855 7.101.672 240 29/10/2009

752 Ilhota Itajaí Rio Itajaí 711.585 7.031.747 106 05/10/2009 1052 São Francisco do Sul Joinville Rio Cubatão (Norte) 730.844 7.101.220 453 15/03/2010

753 Navegantes Itajaí Rio Itajaí 720.767 7.031.297 178 15/09/2009 1065 Joinville Joinville Rio Cubatão (Norte) 695.009 7.111.784 1160 21/04/2010

795 Papanduva Canoinhas Rio Itajaí 586.333 7.042.992 790 09/04/2008 1066 Joinville Joinville Rio Cubatão (Norte) 704.054 7.111.686 294 25/06/2010

796 Santa Terezinha Canoinhas Rio Itajaí 595.476 7.043.099 765 08/04/2008 1068 Garuva Joinville Rio Cubatão (Norte) 721.981 7.111.324 114 25/09/2009

798 Vitor Meireles Rio do Sul Rio Itajaí 613.368 7.042.960 540 03/06/2010 1069 Itapoá Joinville Rio Cubatão (Norte) 731.063 7.111.232 5 28/06/2010

801 Doutor Pedrinho Blumenau Rio Itajaí 640.082 7.042.535 759 13/05/2010 1072 Garuva Joinville Rio Cubatão (Norte) 713.178 7.121.471 34 07/04/2010

802 Doutor Pedrinho Blumenau Rio Itajaí 649.179 7.042.591 621 04/05/2010 1073 Garuva Joinville Rio Cubatão (Norte) 722.186 7.121.469 39 06/10/2009

803 Benedito Novo Blumenau Rio Itajaí 658.404 7.042.741 560 14/05/2010 1074 Itapoá Joinville Rio Cubatão (Norte) 731.199 7.121.164 18 15/09/2009

804 Rio dos Cedros Blumenau Rio Itajaí 666.922 7.042.303 447 19/04/2010

44 45
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 2 | Amostragem dos remanescentes florestais da Floresta Ombrófila Densa

Tabela 2.2. Unidades Amostrais (UA) “complementares” levantadas por município, microrregião e bacia hidrográfica na Tabela 2.4. Unidades Amostrais (UA) “fora-da-floresta” levantadas por município e bacia hidrográfica na Floresta Ombrófila
Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina. Densa em de Santa Catarina.
Table.2.2. “Complementary” Sample Plots installed by municipality, district and watershed in Dense Ombrophylous Forest Table 2.4. Installed “Out-of-forest” Sample Plots by municipality and watershed in Dense Ombrophylous Forest in Santa
in Santa Catarina. Catarina.
Bacia Coordenadas UTM Altitude Data do Bacia Coordenadas UTM Data do
UA Município Microrregião UA Município Altitude (m)
Hidrográfica E S (m) levantamento Hidrográfica E S levantamento
8003 Florianópolis Florianópolis Rio Cubatão (Sul) 743.769 6.931.645 226 12/03/2010 5 Praia Grande Rio Manpituba 610.868 6.773.749 13 10/05/2011
8009 Biguaçu Florianópolis Rio Biguaçú 728.541 6.961.602 64 24/06/2010 7 Santa Rosa do Sul Rio Manpituba 628.375 6.773.567 0 10/05/2011
8011 Garuva Joinville Rio Cubatão (Norte) 719.953 7.119.110 18 01/02/2011 17 Ermo Rio Araranguá 628.592 6.793.512 17 10/05/2011
8012 São Francisco do Sul Joinville Rio Itapocú 738.370 7.078.545 2 22/02/2011 32 Forquilhinha Rio Araranguá 646.389 6.813.248 18 10/05/2011
8013 Navegantes Itajaí Rio Itajaí 733.992 7.027.605 8 24/02/2011 34 Içara Rio Araranguá 663.961 6.813017 7 11/05/2011

Tabela 2.3. Unidades Amostrais (UA) descartadas por município, microrregião e bacia hidrográfica, com motivo do 48 Siderópolis Rio Araranguá 646.639 6.833.197 117 10/05/2011
descarte: 1 = descartado no escritório com base em imagens Google Earth; 2 = acesso negado pelo proprietário; 3 = cultura 52 Sangão Rio Tubarão 681.843 6.832.697 137 11/05/2011
agrícola; 4 = reflorestamento; 5 = Terra Indígena; 6 = fragmento muito pequeno; 7 = outro motivo.
54 Jaguaruna Rio Tubarão 699.441 6.832.412 2 11/05/2011
Table 2.3. Cancelled Sample Plots by municipality, district and watershed with cancelling reason: 1 = cancelled at office
based on Google Earth images; 2 = access denied by landowner; 3 = agriculture; 4 = forest plantation; 5 = indigenous land; 76 Urussanga Rio Tubarão 664.519 6.852.095 231 12/05/2011
6 = very small forest remnant; 7 = others. 78 Pedras Grandes Rio Tubarão 682.146 6.852.646 327 11/05/2011
Bacia Coordenadas UTM Data do Motivo de 80 Capivari de Baixo Rio Tubarão 699.788 6.852.374 10 11/05/2011
UA Município Microrregião
Hidrográfica E S levantamento descarte 121 Braço do Norte Rio Tubarão 682.457 6.872.594 123 12/05/2011
9 Jacinto Machado Araranguá Rio Manpituba 602.155 6.783.749 2009 1 125 Imaruí Rio D’uma 717.780 6.872.001 7 12/05/2011
11 Santa Rosa do Sul Araranguá Rio Araranguá 619.677 6.783.579 2009 1 168 Grão Pará Rio Tubarão 665.072 6.892.804 427 11/07/2011
33 Criciúma Criciúma Rio Araranguá 655.174 6.813.135 2009 1 222 Anitápolis Rio Tubarão 683.065 6.912.480 575 14/07/2011
62 Treze de Maio Tubarão Rio Tubarão 681.946 6.842.618 2009 1 224 São Bonifácio Rio Tubarão 700.787 6.912.202 575 17/03/2011
144 Grão Pará Tubarão Rio Tubarão 673.772 6.882.698 14/04/2010 7 343 Chapadão do Lageado Rio Itajaí 648.115 6.952.856 474 15/03/2011
169 Rio Fortuna Tubarão Rio Tubarão 673.917 6.892.670 27/05/2010 6 417 Trombudo Central Rio Itajaí 612.747 6.973.175 408 10/03/2011
223 Anitápolis Tabuleiro Rio Tubarão 691.926 6.912.346 07/05/2010 7 431 Governador Celso Ramos Rio Tijucas 737.394 6.971.405 5 24/02/2011
226 Paulo Lopes Florianópolis Rio da Madre 718.508 6.911.893 06/10/2010 7 511 Rio do Oeste Rio Itajaí 612.929 6.993.114 338 15/03/2011
277 Bom Retiro Campos de Lages Rio Canoas 638.951 6.932.964 05/2009 7 515 Lontras Rio Itajaí 648.595 6.992.739 345 03/02/2011
319 Florianópolis Florianópolis Rio Cubatão (Sul) 745.698 6.941.306 06/2010 7 521 Brusque Rio Itajaí 702.096 6.991.972 160 09/03/2011
461 Rio do Sul Rio do Sul Rio Itajaí 630.656 6.982.969 16/02/2010 7 525 Porto Belo Rio Tijucas 737.777 6.991.352 25 24/02/2011
510 Taió Rio do Sul Rio Itajaí 604.013 6.993.192 2009 1 626 Salete Rio Itajaí 595.249 7.013.202 438 14/03/2011
567 Taió Rio do Sul Rio Itajaí 586.250 7.003.298 29/01/2010 2 628 Dona Emma Rio Itajaí 613.109 7.013.054 634 03/03/2011
569 Taió Rio do Sul Rio Itajaí 604.096 7.003.161 16/02/2010 7 630 Dona Emma Rio Itajaí 630.971 7.012.880 360 03/03/2011
581 Brusque Blumenau Rio Itajaí 711.188 7.001.808 06/2010 7 632 Ibirama Rio Itajaí 648.833 7.012.680 29 10/03/2011
684 Vitor Meireles Rio do Sul Rio Itajaí 604.262 7.023.100 14/06/2010 7 859 Rio dos Cedros Rio Itajaí 667.223 7.052.338 583 01/03/2011
692 Indaial Blumenau Rio Itajaí 675.767 7.022.304 29/03/2010 7 861 Jaraguá do Sul Rio Itajaí 685.144 7.052.089 325 01/03/2011
694 Blumenau Blumenau Rio Itajaí 693.645 7.022.041 04/2010 7 863 Massaranduba Rio Itajaí 703.065 7.051.816 331 07/03/2011
741 Vitor Meireles Rio do Sul Rio Itajaí 613.289 7.032.992 14/06/2010 4 956 Guaramirim Rio Itapocú 703.383 7.071.759 17 18/02/2011
751 Ilhota Itajaí Rio Itajaí 702.745 7.031.872 10/2010 7 958 Araquari Rio Itapocú 721.334 7.071.461 7 18/02/2011
805 Pomerode Blumenau Rio Itajaí 676.045 7.042.245 25/05/2010 7 960 Balneário Barra do Sul Rio Itapocú 739.286 7.071.139 3 15/02/2011
806 Pomerode Blumenau Rio Itajaí 684.998 7.042.118 29/03/2010 7 1070 Itapoá Rio Cubatão (Norte) 740.026 7.111.029 0 15/02/2011
864 Luiz Alves Blumenau Rio Itajaí 712.026 7.051.669 16/10/2009 7
897 Santa Terezinha Canoinhas Rio Itajaí 586.660 7.063.110 14/06/2010 6
908 Jaraguá do Sul Joinville Rio Itapocú 685.288 7.062.060 11/08/2009 7
2.2 Análise estatística dos dados dendrométricos levantados
942 Monte Castelo Canoinhas Rio Itajaí 577.756 7.073.137 2009 1
952 Corupá Joinville Rio Itapocú 667.484 7.072.278 13/05/2010 7 Neste capítulo, será abordada a análise estatística das 197 Unidades Amostrais da grade de 10 x
954 Jaraguá do Sul Joinville Rio Itapocú 685.433 7.072.031 02/2010 7 10 km, implantadas nos remanescentes da Floresta Ombrófila Densa. Em consequência dos resultados
996 Joinville Joinville Rio Itapocú 703.540 7.081.730 08/06/2010 7 das análises estatísticas do Volume I, que mostraram a inexistência de diferenças significativas entre as

46 47
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 2 | Amostragem dos remanescentes florestais da Floresta Ombrófila Densa

subunidades para as variáveis a) número de espécies, b) número de indivíduos e c) área basal em 80% Tabela 2.5. Número de Unidades Amostrais necessárias para alcançar erro amostral de 10% com probabilidade de α=0,05
das Unidades Amostrais, o conglomerado com suas subunidades é tratado como uma única Unidade na Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina.
Amostral para realização das estimativas das variáveis dendrométricas por unidade de área. Table 2.5. Sample Plots required to estimate means with 10% error bound (E) at probability α=0,05 in Dense Ombrophylous
Forest in Santa Catarina.
Variável Unidades a serem inventariadas
Número de indivíduos 24
2.2.1 Representatividade da amostragem realizada
Área basal total 20
Avaliar se a amostragem realizada é representativa para a população amostrada é de suma Volume do fuste total 120
importância na avaliação dos resultados de um inventário florestal. Esta representatividade foi avaliada Peso seco total 67
de duas maneiras, através do cálculo da suficiência amostral, baseado na variabilidade dos dados
quantitativos mensurados, bem como por meio da avaliação das curvas do coletor e das curvas de
rarefação, com base no número acumulado de parcelas e no número acumulado de indivíduos. Sabendo-se que, ao todo, foram inventariadas 197 Unidades Amostrais para a Floresta Ombrófila
Densa, concluiu-se que o levantamento é substancialmente suficiente para a realização de estimativas
das variáveis dendrométricas detalhadas neste capítulo.

Suficiência amostral para a Floresta Ombrófila Densa

O cálculo da suficiência amostral, feito a partir da variabilidade dos dados mensurados, foi Curvas de rarefação para a Floresta Ombrófila Densa
realizado com base em Pellico & Brena (1997), com detalhamento no Volume I.
A curva de acumulação de espécies (curva-do-coletor, curva espécie-área, curva espécie-
O cálculo do número mínimo de Unidades Amostrais a serem inventariadas foi feito tomando- indivíduo), bem como as respectivas curvas de rarefação são ferramentas para detectar o tamanho
se como α = 0, 05 e baseando-se na variabilidade (por Unidade Amostral) do número de indivíduos, mínimo da amostra para representar suficientemente a riqueza florística da vegetação, considerando ou
área basal total, volume do fuste com casca total e peso seco total. Conforme citado na metodologia, a área mínima amostral (através da geração da curva espécie-área) ou o número mínimo de indivíduos
utilizou-se o processo de amostragem aleatória simples com estimativa por razão, visto que as Unidades a serem amostrados (através da curva espécie-indivíduo). Para a geração destas curvas, estabelecem-se
Amostrais possuem áreas distintas entre si, porque não foi possível implantar em todas as Unidades áreas de Unidades Amostrais sucessivamente maiores, computando-se o número acumulado de espécies
Amostrais todas as subparcelas nas subunidades, devido ao tamanho reduzido do fragmento amostrado presentes em cada uma delas.
ou devido a impedimentos físicos diversos.
A análise de uma curva espécie-área é feita levando-se em conta sua aproximação à assíntota
O indicador que permite realizar esta classificação é a fração de amostragem, dada horizontal (teoricamente, neste ponto a curva passa a admitir a característica de uma função constante,
apresentando evidências de suficiência florística). As curvas espécie-indivíduo são mais acentuadas
a
por f = , onde f é a fração de amostragem propriamente dita, a é a área inventariada quando comparadas com as curvas espécie-área, pois parcelas geralmente contêm indivíduos agregados
A no seu espaço (Kersten & Galvão 2011); além disso, a aleatorização dos indivíduos causa um aumento
e A é a área total populacional. Pode-se considerar infinita uma população onde menos do que 2% da área mais acentuado no número de espécies do que a curva espécie-área.
total tenha sido amostrada. Para a Floresta Ombrófila Densa, obteve-se α=70,18 ha e A=1.624.418,88 ha, o
que caracteriza uma fração f ≅ 0, 02% , confirmando a suposição de população infinita. Para esta situação, Para fins práticos, Cain & Castro (1959) propuseram que a hipótese de suficiência pode ser
a intensidade (suficiência) amostral, em função da variabilidade de uma determinada variável x , é dada corroborada quando o aumento de 10% na área amostral corresponda a um aumento de, no máximo,
10% no número total de espécies.
 n 2 n 2 n
 n

2 2
t .sx r 2  ∑ X i ∑ Yi 2 ∑ X i .Yi  ∑ Xi As curvas de rarefação foram desenvolvidas para excluir efeitos de aleatoriedade da análise da
por n = 2 , onde = 2
sr =
 + 2 −
i 1 =i 1 =i 1
 , dado que r = n
i = 1 .
E n −1  x 2 y x.y  curva do coletor e são resultados da autorreamostragem dos dados das diversas Unidades Amostrais
  ∑ i =1
Yi (Gotelli & Colwell 2001; Kersten & Galvão 2011). No presente estudo foram geradas as curvas de
rarefação para as Unidades Amostrais da Floresta Ombrófila Densa, tanto para a área amostral como
Todas as estimativas foram realizadas utilizando-se 10% como limite de erro amostral. Na para os indivíduos amostrados (Magurran 2004) pelo método Mao Tau (Colwell et al. 2004) no software
Tabela 2.5, são apresentados os resultados dos cálculos da intensidade de amostragem. Past versão 2.14 (Capítulo 2 do Volume I).

As curvas do coletor e de rarefação para área amostral acumulada e número de indivíduos


acumulados constam na Figura 2.3. Os valores dos desvios padrões mínimos, médios e máximos para
a curva de rarefação da área amostral acumulada foram 3,50, 11,03 e 11,65, respectivamente. Já para a
curva de rarefação do número acumulado de indivíduos, os valores mínimos, médios e máximos para
o desvio padrão foram 0,11, 5,82 e 8,31, respectivamente. Na Figura 2.3, pode-se observar a curva
de acumulação de espécies e indivíduos (linhas irregulares), a curva de rarefação (linhas contínuas
suavizadas) com seus respectivos desvios padrões positivos e negativos (linhas pontilhadas). A curva
de rarefação para o número acumulado de Unidades Amostrais indicou uma tendência à estabilização,

48 49
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 2 | Amostragem dos remanescentes florestais da Floresta Ombrófila Densa

sendo 84,90% das espécies registradas com metade das Unidades Amostrais. Para a curva de rarefação Suficiência amostral por Unidade Amostral
baseada no número acumulado de indivíduos, 90,09% das espécies foram amostradas com metade do
número de indivíduos. Para avaliar a representatividade das próprias Unidades Amostrais para o remanescente florestal
amostrado, realizou-se o cálculo de suficiência amostral relativo a duas variáveis, o número de indivíduos
e a área basal, utilizando-se as 40 subparcelas de cada Unidade Amostral (Capítulo 2 do volume I), com
20% de expectância de erro; notou-se que o número mínimo de subparcelas amostradas para a primeira
variável foi suficiente na maioria das Unidades Amostrais (90,4% do total), enquanto para a variável
área basal, a suficiência teórica foi atingida em aproximadamente metade das unidades (51,3% do
total). Este resultado foi causado pela significativa variabilidade da área basal entre as subparcelas da
maioria das Unidades Amostrais (Tabelas 2.6 e 2.7).

Curvas de Suficiência e Estabilidade por Unidade Amostral

Para a avaliação da adequada representação da riqueza de espécies arbóreas nos remanescentes


amostrados pelas Unidades Amostrais do IFFSC, foram geradas para cada Unidade Amostral a curva
espécie-área, a curva espécie-indivíduo, a curva de média corrente por espécie e a curva da variância
do número de espécies (Capítulo 2 do Volume I).
Após a geração das curvas para cada Unidade Amostral em separado, gerou-se uma “curva
média” para todas as Unidades Amostrais (Figura 2.4), com exceção da curva espécie-indivíduo, uma
vez que esta depende do número variável de indivíduos em cada Unidade Amostral.

Finalmente, para a curva do coletor (espécie-área), adaptou-se a já citada relação “10/10%”,


proposta por Cain & Castro (1959), para 10/15%. Este relaxamento do critério de suficiência foi
realizado sob a lógica de que o número total de espécies da Floresta Ombrófila Densa é substancialmente
maior que o das outras fitofisionomias, exigindo cautela quanto à rigorosidade analítica da suficiência
atingida. Com base nisto, graças à mesma escala utilizada no eixo x e no eixo y, pôde-se encontrar o
ponto de suficiência fazendo-se a intersecção da curva do coletor média com a reta proveniente da
função f ( x) = 1, 5 x (onde “x” é o número de subparcelas acumuladas). Assim, é possível concluir
que, após o ponto de intersecção da reta da função f ( x) = 1, 5 x com a curva espécie-área (dada a
natureza da última), incrementos de 10% no número de parcelas causam, necessariamente, menos
de 15% de incremento no número de espécies (visto que esta está abaixo da relação f ( x) = 1, 5 x ),
conforme esperado. A reta f ( x) = 1, 5 x encontra-se traçada juntamente com a curva do coletor (com
sua respectiva função de regressão e o coeficiente de determinação R²), na Figura 2.5, evidenciando-se
o ponto de intersecção (suficiência) entre as duas curvas.

Figura 2.3. Curvas de acumulação de espécies e indivíduos (linha preta irregular), intervalos de confiança de
95% (linhas pontilhadas) e curvas de rarefação (linha vermelha) para as 197 Unidades Amostrais da Floresta
Ombrófila Densa em Santa Catarina.
Figure 2.3. Species-area accumulation (irregular black line) and rarefaction curve (red line) of 197 Sample Plots
in Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina, with standard deviation (dashed line).

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Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 2 | Amostragem dos remanescentes florestais da Floresta Ombrófila Densa

Figura 2.5. Curva espécie-área média e reta identidade para 197 Unidades Amostrais da Floresta Ombrófila Densa.
Figure 2.5. Average species area curve and identity function of 197 Sample Plots in Dense Ombrophylous Forest in Santa
Catarina.

De posse da função de regressão da curva espécie-área média ( f ( x) =


−0, 022 x 2 + 2,1748 x + 5, 0942 ),
é possível encontrar, também analiticamente, o ponto de intersecção entre esta e a função f ( x) = 1, 5 x . A
resolução desta igualdade determinou o ponto de intersecção como sendo 37 subparcelas, corroborando
o resultado explicitado na figura anterior, logo, a curva espécie-área média apresenta características de
suficiência amostral, de acordo com a metodologia adotada pelo IFFSC.

Dado que as três curvas médias demonstraram ter atingido a suficiência amostral, procedeu-se
o teste Kolmogorov-Smirnov (Volume I) para comparação das curvas médias com as curvas de cada
Unidade Amostral, para validar as mesmas quanto à suficiência para o número de espécies. As Figuras
2.6 e 2.7 apresentam exemplos de curvas que são estatisticamente iguais às curvas médias e curvas que
não o são.

Figura 2.4. Curva espécie-área média (a), curva média da média corrente do número de espécies (b) e
curva média da variância do número de espécies (c) para 197 Unidades Amostrais da Floresta Ombrófila
Densa em Santa Catarina.
Figure 2.4. Average species area curve (a), average curve of current mean of species number (b) and
average species number variance curve (c) of 197 Sample Plots in Dense Ombrophylous Forest in Santa
Catarina.

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Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 2 | Amostragem dos remanescentes florestais da Floresta Ombrófila Densa

Figura 2.6. Curvas de suficiência amostral idênticas (teste Kolmogorov Smirnov) (Unidade Amostral n° 460)
com as curvas médias da Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina. Figura 2.7. Curvas de suficiência amostral não-idênticas (teste Kolmogorov Smirnov) (Unidade Amostral n° 77)
com as curvas médias da Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina.
Figure 2.6. Species sufficiency curves identical (Kolmogorov Smirnov test) (Sample Plot n° 460) with average
curves in Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina. Figure 2.7. Species sufficiency curves non-identical (Kolmogorov Smirnov test) (Sample Plot n° 77) with
average curves in Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina.

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Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 2 | Amostragem dos remanescentes florestais da Floresta Ombrófila Densa

Os resultados da análise de aderência à curva média, detalhados por Unidade Amostral, estão Hipótese de Aderência à Curva Média Suficiência Amostral (Subparcelas de 100m²)
relacionados na Tabela 2.6, juntamente com os resultados do cálculo da suficiência amostral e do erro (teste Kolmogorov Smirnov) (Pellico & Brena 1997)
amostral relativo, considerando as variáveis número de indivíduos (ind.ha-1) e área basal (m².ha-1). UA
Critério: ind.ha-1 Critério: m².ha-1
Média
Tabela 2.6. Resultados da investigação de suficiência amostral detalhado para 197 Unidades Amostrais da Floresta Espécie-Área Variância N° de Erro
Corrente N° de sub-parcelas Erro amostral
sub-parcelas amostral
Ombrófila Densa em Santa Catarina. N = número de indivíduos com DAP ≥ 10 cm; AB = área basal. necessárias (%)
necessárias (%)
Table 2.6. Results of sufficiency tests of 197 Sample Plots in Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina. N = number
of trees with DBH ≥ 10cm; AB = basal area. 122 Aceita Aceita Aceita 17 12,65 16 12,45

Hipótese de Aderência à Curva Média Suficiência Amostral (Subparcelas de 100m²) 123 Aceita Aceita Aceita 68 25,95 55 23,44
(teste Kolmogorov Smirnov) (Pellico & Brena 1997)
141 Aceita Aceita Aceita 16 12,42 18 13,41
Critério: ind.ha-1 Critério: m².ha-1
UA
Média 142 Rejeitada Aceita Rejeitada 41 20,11 78 27,88
Espécie-Área Variância N° de Erro
Corrente N° de sub-parcelas Erro amostral
sub-parcelas amostral 143 Aceita Aceita Aceita 44 20,77 63 25,09
necessárias (%)
necessárias (%)
146 Aceita Aceita Aceita 29 16,94 41 20,24
1 Aceita Aceita Aceita 22 14,55 29 16,81
147 Aceita Aceita Aceita 38 19,43 51 22,52
4 Aceita Aceita Aceita 15 12,20 38 19,44
148 Aceita Aceita Aceita 17 12,66 24 15,25
10 Aceita Aceita Aceita 32 17,61 50 22,21
170 Aceita Aceita Aceita 35 18,47 41 20,08
15 Aceita Aceita Aceita 26 15,93 57 23,86
172 Aceita Aceita Aceita 31 17,41 42 20,39
21 Aceita Aceita Aceita 18 13,33 31 17,39
173 Aceita Aceita Aceita 44 20,86 38 19,45
23 Aceita Aceita Aceita 39 19,54 120 34,58
174 Aceita Aceita Rejeitada 33 18,01 43 20,66
27 Aceita Aceita Aceita 18 13,33 21 14,22
175 Aceita Aceita Aceita 19 13,76 67 25,83
28 Aceita Aceita Aceita 23 15,04 24 15,40
194 Aceita Aceita Aceita 26 16,04 83 28,78
30 Aceita Aceita Rejeitada 19 13,47 64 25,11
196 Aceita Aceita Aceita 21 14,44 28 16,53
37 Aceita Aceita Aceita 30 17,20 62 24,79
197 Aceita Aceita Aceita 19 13,56 38 19,35
39 Aceita Aceita Rejeitada 25 15,76 26 16,11
198 Aceita Aceita Aceita 19 13,67 37 19,06
40 Aceita Aceita Aceita 20 13,84 34 18,22
199 Aceita Aceita Aceita 23 14,99 39 19,65
41 Aceita Aceita Aceita 32 17,83 32 17,70
221 Aceita Aceita Rejeitada 21 14,15 34 18,31
47 Aceita Aceita Aceita 18 13,14 22 14,66
251 Aceita Aceita Aceita 16 12,64 18 13,30
49 Rejeitada Aceita Aceita 30 17,18 41 20,03
253 Aceita Aceita Aceita 29 16,95 106 32,49
50 Aceita Aceita Aceita 19 13,45 51 22,44
254 Rejeitada Rejeitada Rejeitada 22 14,70 91 30,06
51 Aceita Aceita Aceita 14 11,46 107 32,66
255 Rejeitada Rejeitada Rejeitada 32 17,76 57 23,72
58 Rejeitada Aceita Rejeitada 25 15,68 27 16,21
256 Aceita Aceita Aceita 15 12,10 31 17,49
59 Aceita Aceita Aceita 31 17,54 33 18,11
281 Aceita Rejeitada Rejeitada 46 21,35 44 20,91
74 Rejeitada Rejeitada Aceita 27 16,25 50 22,17
284 Aceita Aceita Aceita 21 14,29 22 14,83
77 Rejeitada Rejeitada Rejeitada 14 11,49 50 22,34
285 Aceita Aceita Aceita 22 14,70 24 15,37
81 Aceita Aceita Aceita 20 13,97 17 13,00
286 Aceita Aceita Aceita 24 15,20 29 16,80
95 Aceita Aceita Aceita 29 16,75 35 18,53
287 Aceita Aceita Aceita 12 10,52 15 12,08
97 Aceita Aceita Rejeitada 23 14,94 39 19,64
309 Aceita Aceita Rejeitada 28 16,73 36 18,78
98 Aceita Aceita Aceita 20 14,10 43 20,58
314 Aceita Aceita Aceita 25 15,60 27 16,40
117 Aceita Aceita Aceita 34 18,36 29 16,78
316 Aceita Aceita Rejeitada 20 13,82 37 19,09
118 Aceita Aceita Rejeitada 23 15,06 30 17,24
317 Aceita Rejeitada Rejeitada 37 19,03 39 19,71
119 Aceita Aceita Aceita 11 10,37 24 15,29
318 Rejeitada Aceita Aceita 23 14,94 59 24,21

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Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 2 | Amostragem dos remanescentes florestais da Floresta Ombrófila Densa

Hipótese de Aderência à Curva Média Suficiência Amostral (Subparcelas de 100m²) Hipótese de Aderência à Curva Média Suficiência Amostral (Subparcelas de 100m²)
(teste Kolmogorov Smirnov) (Pellico & Brena 1997) (teste Kolmogorov Smirnov) (Pellico & Brena 1997)
Critério: ind.ha-1 Critério: m².ha-1 Critério: ind.ha-1 Critério: m².ha-1
UA UA
Média Média
Espécie-Área Variância N° de Erro Espécie-Área Variância N° de Erro
Corrente N° de sub-parcelas Erro amostral Corrente N° de sub-parcelas Erro amostral
sub-parcelas amostral sub-parcelas amostral
necessárias (%) necessárias (%)
necessárias (%) necessárias (%)
340 Aceita Aceita Aceita 44 20,90 108 32,75 467 Aceita Aceita Aceita 17 12,73 32 17,78

341 Aceita Aceita Aceita 31 17,50 46 21,31 468 Aceita Aceita Rejeitada 32 17,81 60 24,48

344 Aceita Aceita Aceita 58 24,01 105 32,25 470 Rejeitada Aceita Aceita 15 11,91 16 12,51

347 Aceita Aceita Aceita 24 15,17 37 19,02 507 Aceita Aceita Aceita 31 17,56 28 16,59

348 Aceita Aceita Aceita 25 15,67 26 15,90 508 Aceita Aceita Aceita 29 16,75 50 22,34

349 Aceita Aceita Rejeitada 15 12,06 33 17,91 513 Aceita Aceita Rejeitada 34 18,40 51 22,43

350 Aceita Aceita Aceita 33 17,94 33 17,94 516 Aceita Aceita Aceita 16 12,58 22 14,60

351 Rejeitada Rejeitada Rejeitada 13 11,29 24 15,29 517 Aceita Aceita Aceita 18 13,35 142 37,62

352 Rejeitada Rejeitada Rejeitada 17 12,93 39 19,69 518 Aceita Aceita Rejeitada 32 17,89 54 23,12

377 Aceita Aceita Aceita 25 15,55 34 18,33 519 Aceita Aceita Aceita 30 17,12 47 21,58

378 Aceita Aceita Aceita 22 14,52 40 19,92 520 Aceita Aceita Aceita 22 14,82 32 17,61

383 Aceita Aceita Aceita 40 19,84 67 25,79 522 Rejeitada Rejeitada Rejeitada 41 20,14 55 23,39

384 Aceita Aceita Aceita 41 20,04 48 21,68 523 Aceita Aceita Aceita 18 13,05 34 18,39

385 Aceita Aceita Rejeitada 17 12,89 24 15,44 526 Aceita Aceita Aceita 12 10,50 17 12,88

386 Aceita Aceita Aceita 21 14,26 18 13,36 568 Aceita Aceita Aceita 24 15,38 55 23,44

387 Aceita Aceita Rejeitada 29 16,94 52 22,63 570 Aceita Aceita Aceita 24 15,45 36 18,71

388 Aceita Aceita Aceita 20 13,91 21 14,38 571 Aceita Aceita Aceita 44 20,80 52 22,78

390 Aceita Aceita Aceita 29 16,96 44 20,76 573 Aceita Aceita Aceita 15 11,94 40 19,81

392 Aceita Aceita Aceita 21 14,39 40 19,94 575 Aceita Aceita Aceita 42 20,35 40 19,83

421 Aceita Aceita Aceita 24 15,42 67 25,79 576 Aceita Aceita Rejeitada 17 12,97 32 17,83

422 Aceita Aceita Aceita 29 16,87 36 18,89 577 Aceita Aceita Aceita 13 11,35 29 16,75

423 Aceita Aceita Aceita 23 15,07 39 19,65 578 Aceita Aceita Aceita 14 11,75 29 16,94

424 Aceita Aceita Rejeitada 21 14,43 18 13,21 579 Aceita Aceita Aceita 16 12,34 37 19,12

425 Aceita Aceita Aceita 23 14,95 45 21,16 582 Rejeitada Aceita Rejeitada 36 18,75 56 23,60

426 Rejeitada Rejeitada Rejeitada 19 13,58 18 13,34 584 Rejeitada Aceita Aceita 21 14,48 40 19,85

427 Aceita Aceita Aceita 20 14,04 54 23,19 624 Aceita Aceita Aceita 27 16,13 92 30,28

428 Rejeitada Aceita Aceita 25 15,70 45 21,12 625 Aceita Aceita Aceita 27 16,32 35 18,46

429 Aceita Aceita Aceita 17 12,73 38 19,37 631 Aceita Aceita Aceita 39 19,62 51 22,48

430 Aceita Aceita Aceita 31 17,44 241 49,07 633 Aceita Aceita Aceita 16 12,29 31 17,51

457 Aceita Aceita Aceita 15 12,13 30 17,08 634 Aceita Aceita Aceita 17 12,81 36 18,93

460 Aceita Aceita Aceita 21 14,39 69 26,25 635 Aceita Aceita Rejeitada 19 13,70 27 16,13

464 Aceita Aceita Aceita 29 16,82 62 24,88 636 Aceita Aceita Aceita 16 12,39 33 17,97

465 Aceita Aceita Aceita 23 14,90 58 24,05 637 Aceita Aceita Aceita 20 13,95 28 16,51

466 Aceita Aceita Aceita 16 12,26 43 20,71 638 Aceita Aceita Aceita 32 17,66 62 24,71

58 59
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 2 | Amostragem dos remanescentes florestais da Floresta Ombrófila Densa

Hipótese de Aderência à Curva Média Suficiência Amostral (Subparcelas de 100m²) Hipótese de Aderência à Curva Média Suficiência Amostral (Subparcelas de 100m²)
(teste Kolmogorov Smirnov) (Pellico & Brena 1997) (teste Kolmogorov Smirnov) (Pellico & Brena 1997)
Critério: ind.ha-1 Critério: m².ha-1 Critério: ind.ha-1 Critério: m².ha-1
UA UA
Média Média
Espécie-Área Variância N° de Erro Espécie-Área Variância N° de Erro
Corrente N° de sub-parcelas Erro amostral Corrente N° de sub-parcelas Erro amostral
sub-parcelas amostral sub-parcelas amostral
necessárias (%) necessárias (%)
necessárias (%) necessárias (%)
639 Aceita Aceita Aceita 31 17,40 52 22,77 865 Aceita Aceita Rejeitada 25 15,56 62 24,71

640 Aceita Aceita Rejeitada 59 24,26 65 25,38 899 Aceita Aceita Aceita 30 17,27 37 19,19

641 Aceita Aceita Rejeitada 20 13,99 32 17,62 905 Aceita Aceita Aceita 21 14,33 45 21,03

642 Aceita Aceita Aceita 17 12,91 36 18,83 906 Aceita Aceita Aceita 35 18,46 53 22,98

681 Aceita Aceita Aceita 32 17,63 29 16,89 907 Aceita Aceita Aceita 36 18,72 53 22,90

682 Aceita Aceita Rejeitada 27 16,26 70 26,28 909 Aceita Aceita Aceita 19 13,68 27 16,21

685 Aceita Aceita Aceita 25 15,69 49 21,94 912 Aceita Aceita Aceita 24 15,17 64 25,14

686 Aceita Aceita Aceita 38 19,28 33 18,01 913 Aceita Aceita Aceita 18 13,37 49 22,03

687 Aceita Aceita Aceita 58 24,06 33 18,09 951 Aceita Aceita Aceita 46 21,37 46 21,22

688 Aceita Aceita Aceita 22 14,57 53 22,83 953 Aceita Aceita Aceita 24 15,27 25 15,69

689 Rejeitada Rejeitada Rejeitada 29 16,93 36 18,93 955 Aceita Aceita Aceita 20 13,86 36 18,89

690 Aceita Aceita Aceita 21 14,32 39 19,56 959 Aceita Aceita Aceita 15 12,04 21 14,24

737 Rejeitada Aceita Aceita 24 15,43 25 15,60 991 Aceita Aceita Aceita 25 15,74 37 19,23

742 Aceita Aceita Aceita 40 19,76 181 42,48 992 Rejeitada Aceita Rejeitada 21 14,27 22 14,68

743 Aceita Aceita Aceita 44 20,93 120 34,63 993 Aceita Aceita Rejeitada 61 24,51 90 29,93

745 Aceita Aceita Aceita 41 20,21 34 18,35 994 Aceita Aceita Aceita 29 16,79 50 22,20

747 Aceita Aceita Aceita 30 17,21 70 26,36 995 Aceita Aceita Aceita 18 13,13 83 28,69

748 Aceita Aceita Rejeitada 44 20,82 62 24,85 997 Rejeitada Aceita Aceita 30 17,15 57 23,75

750 Aceita Aceita Aceita 21 14,18 50 22,24 1025 Aceita Aceita Aceita 22 14,68 65 25,39

752 Aceita Aceita Aceita 18 13,20 44 20,79 1026 Aceita Aceita Aceita 29 16,73 180 42,33

753 Rejeitada Aceita Aceita 27 16,33 38 19,30 1027 Aceita Aceita Aceita 21 14,24 37 19,09

795 Aceita Aceita Aceita 31 17,49 156 39,46 1031 Aceita Aceita Aceita 17 12,78 29 16,87

796 Aceita Aceita Aceita 29 16,94 49 22,08 1047 Aceita Aceita Aceita 38 19,48 133 36,46

798 Aceita Aceita Aceita 20 14,11 39 19,58 1048 Aceita Aceita Aceita 27 16,24 67 25,86

801 Aceita Aceita Rejeitada 27 16,37 59 24,26 1049 Aceita Aceita Rejeitada 28 16,55 37 19,18

802 Aceita Aceita Aceita 33 18,08 42 20,33 1052 Aceita Aceita Aceita 20 13,82 29 16,80

803 Aceita Aceita Aceita 13 11,30 28 16,64 1065 Aceita Aceita Aceita 15 12,14 45 21,07

804 Aceita Aceita Aceita 33 18,08 62 24,74 1066 Aceita Aceita Aceita 15 11,96 27 16,24

807 Rejeitada Aceita Aceita 19 13,70 22 14,83 1068 Aceita Aceita Aceita 17 12,82 44 20,94

811 Aceita Aceita Aceita 32 17,65 44 20,77 1069 Aceita Aceita Aceita 16 12,37 25 15,77

853 Aceita Aceita Aceita 34 18,37 29 16,94 1072 Aceita Aceita Aceita 15 12,21 29 16,76

857 Aceita Aceita Aceita 30 17,07 49 22,05 1073 Aceita Aceita Aceita 17 12,66 42 20,27

858 Aceita Aceita Aceita 38 19,35 46 21,36 1074 Rejeitada Aceita Aceita 18 13,30 45 21,00

860 Rejeitada Rejeitada Rejeitada 22 14,80 31 17,42

60 61
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O erro médio amostral relativo por Unidade Amostral foi de 15,7%, considerando a variável resultados insatisfatórios de suficiência amostral. Este resultado é explicado pela alta variabilidade da
número de indivíduos e de 20,9%, quando considerada a variável área basal. Aplicou-se o teste área basal, que ocorreu entre as subparcelas, provavelmente causada pelas influências antrópicas que
Kolmogorov-Smirnov para testar a normalidade destes erros relativos; o conjunto de dados relativos ao levaram à abertura do dossel e à heterogeneidade da vegetação nos fragmentos florestais amostrados.
número de indivíduos possui distribuição aproximadamente normal, com valores p > 0,01, enquanto os
Tabela 2.7. Resultados resumidos da investigação de suficiência amostral detalhado para 197 Unidades Amostrais da
dados relativos aos erros da área basal apresentaram evidências de rejeição da hipótese nula (p < 0,01). Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina.
Os histogramas das distribuições de frequências destes dados (com os pontos médios das classes no Table 2.7. Results of sufficiency tests of 197 Sample Plots in Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina.
eixo horizontal) são apresentados na Figura 2.8.
Número de Unidades Amostrais
Critério de avaliação
Suficiência atingida % Suficiência não atingida %

Curva Espécie-Área 173 87,82 24 12,18

Curva Média Corrente 185 93,91 12 6,09

Curva Variância 157 79,70 40 20,30

Nº de Indivíduos 179 90,86 18 9,14

Área Basal 104 52,79 93 47,21

2.2.2 Variabilidade de dados entre grupos florísticos e bacias hidrográficas

Nesta seção será abordada a variabilidade das variáveis dendrométricas a) número de indivíduos
(ind.ha ), b) número de espécies (S.ha-1), c) área basal (m2.ha-1) e d) altura dominante média (Hdom) nos
-1

grupos florísticos (áreas “Abaixo de 30 m”, “Entre 30 m e 500 m” e “Acima de 500 m”) e nas bacias
hidrográficas localizadas dentro da área de abrangência da Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina
(Figura 2.8). A altura dominante descreve a altura média do dossel da floresta e é definida como a
média das alturas do grupo das árvores que possuem altura total > (Volume I), sendo DP o
desvio padrão dos dados de altura.

Figura 2.8. Histograma da distribuição das frequências por classe de erro relativo médio
para a variável número de indivíduos (ind.ha-1) (a) e para a variável área basal (m².ha-1)
(b) nas 197 Unidades Amostrais na Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina.
Figure 2.8. Histogram of frequency distributions of relative sample error considering
variable tree number (ind.ha-1) with DBH ≥ 10cm (a) and considering variable basal
area (m².ha-1) (b) in 197 Sample Plots in Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina.

De posse de todas as comparações e cálculos de suficiência amostral individuais (por Unidade


Amostral), pôde-se quantificar o número de Unidades Amostrais que atingiram suficiência em relação
à riqueza de espécies, número de indivíduos e área basal. Notou-se que a suficiência amostral para a
riqueza de espécies foi atingida para todos os três critérios adotados (curva espécie-área, curva da média
corrente e curva da variância) em mais de 80% das Unidades Amostrais, evidenciando que a riqueza
de espécies foi, de fato, amostrada de forma suficiente (Tabela 2.7). Para o número de indivíduos, o
resultado também foi satisfatório, com aproximadamente 90% das Unidades Amostrais cumprindo
a suficiência para α=0,05 e 20% de expectância de erro. A área basal foi a variável que apresentou

62 63
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Grupos florísticos (estratificação por altitude)

Para a comparação das médias das Unidades Amostrais localizadas nas áreas “Abaixo de 30
m”, “Entre 30 m e 500 m” e “Acima de 500 m”, utilizou-se o teste ANOVA (Capítulo 4). Conforme
listado na Tabela 2.8, notou-se que a única variável analisada que apresentou evidências para rejeição
da hipótese de igualdade entre suas médias, para α=0,01, foi a variável número de espécies. Para
categorizar estas diferenças, procedeu-se o teste post-hoc de Tukey-Kramer, para comparação de vários
grupos independentes (detalhado no Volume I). Na Tabela 2.9, são apresentados os resultados obtidos
neste teste. Neste contexto, é importante salientar que, no caso das espécies, a igualdade/desigualdade
refere-se apenas ao número destas e não a diferenças na composição florística.
Tabela 2.8. Resultado do teste ANOVA na Floresta Ombrófila Densa para as variáveis dendrométricas entre as áreas abaixo
de 30 m, entre 30 m e 500 m e acima de 500 m (α=0,01).
Table 2.8. Results of ANOVA in Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina for dendrometric variables between areas
under 30 m, between 30 m and 500 m and upon 500 m (α=0,01).

Variável Hipótese de igualdade

Número de indivíduos Aceita

Área Basal Aceita

Número de Espécies Rejeitada

Altura Dominante Média Aceita

Procedendo ao teste de Tukey-Kramer para encontrar onde as diferenças entre as altitudes,


obtiveram-se os seguintes resultados.
Tabela 2.9. Resultado do teste de Tukey-Kramer (α=0,01) para a variável número de espécies nas áreas abaixo de 30 m,
entre 30 m e 500 m e acima de 500 m da Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina.
Table 2.9. Results of Tukey-Kramer test (α=0,01) for variable number of species at areas under 30 m, between 30 m and
500 m and upon 500 m in Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina.

Hipótese de igualdade (número de espécies)


Grupo florístico (faixa de altitude)
Abaixo de 30m Entre 30 e 500m

Entre 30 e 500m Aceita

Acima de 500m Rejeitada Aceita

Bacias hidrográficas

A bacia hidrográfica, como delimitação do espaço geográfico, é amplamente utilizada como


unidade de análise e planejamento ambiental. Comparam-se as mesmas variáveis (número de indivíduos,
área basal, número de espécies e altura dominante média) entre as Unidades Amostrais das bacias dos
rios Araranguá, Cubatão Norte, Cubatão Sul, Itajaí, Itapocu, Tijucas e Tubarão. As bacias dos rios
Biguaçu, Cubatão, Rio da Madre, D’Una, Manpituba e Urussanga não puderam ser comparadas por
possuírem menos de cinco Unidades Amostrais na Floresta Ombrófila Densa. Primeiramente, realizou-
se o teste de ANOVA, para detectar a existência de diferenças significativas entre as bacias hidrográficas.
Figura 2.9. Localização das 197 Unidades Amostrais instaladas por grupo florístico (I a III) na Floresta Ombrófila
Densa em Santa Catarina.
Os resultados são apresentados na Tabela 2.10.
Figure 2.9. Localization of 197 installed Sample Plots by floristic group (I to III) in Dense Ombrophylous Forest
in Santa Catarina.

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Tabela 2.10. Resumo das variáveis analisadas no teste de ANOVA para as variáveis dendrométricas entre as bacias
hidrográficas da Floresta Ombrófila Densa (α=0,01). σ
Table 2.10. Results of ANOVA in Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina for dendrometric variables between main E = t(α ; n −1) . , onde t é o valor crítico bi-caudal da distribuição t de student, ao nível de significância
watersheds (α=0,01). n
α , com n − 1 graus de liberdade, n é o número de elementos e σ é o desvio padrão da amostra. Vale
Variável Hipótese de igualdade lembrar que, se a amostra for grande ( n > 30 ), o valor de t limita-se ao valor z , obtido da tabela de
Número de indivíduos Rejeitada distribuição normal padronizada (neste caso, para α = 0, 05 , z = 1, 96 ).

Área Basal Aceita As variáveis altura total e altura do fuste das árvores foram estimadas visualmente pela equipe
de campo. As estimativas da altura total foram comparadas com as estimativas preditas pelos modelos
Número de Espécies Aceita ajustados (baseados em alturas medidas com hipsômetro) e consideradas equivalentes (Capítulo 3).
O volume do fuste com casca das árvores vivas foi estimado a partir de modelos ajustados baseados
Altura Dominante Média Aceita
nas medições do IFFSC. Para Alchornea triplinervia, Cedrela fissilis, Hieronyma alchorneoides,
Miconia cinnamomifolia, Nectandra oppositifolia, Ocotea puberula, Piptocarpha angustifolia,
Identificada a variável que apresentou diferença estatística (número de indivíduos), procedeu-se Tapirira guianensis e Virola bicuhyba foram ajustados modelos específicos. Para as árvores restantes,
o teste de Tukey-Kramer, com o intuito de identificar as igualdades/diferenças pareadas entre as bacias. utilizou-se um modelo ajustado para “Demais espécies”. Para estimativa do volume das árvores
Na Tabela 2.11, são apresentados os resultados obtidos. Nota-se que a variável número de indivíduos mortas, ajustou-se um modelo para “Todas as espécies” (Capítulo 3). O valor do peso seco total foi
mostra diferenças significativas entre sete dos 21 pares de bacias. Pode-se concluir que os valores obtido a partir do modelo de Silveira (2009). O carbono estocado nas árvores foi estimado por meio
das variáveis área basal, número de espécies e altura dominante média são bastante homogêneos e da multiplicação das estimativas de biomassa obtidas pelo fator 0,5, considerando-se que o peso seco
não apresentam diferenças significativas entre as bacias (Tabela 2.10). Como estas variáveis são contém aproximadamente 50% de carbono.
indicadores importantes para avaliar o estado de conservação dos remanescentes, é possível afirmar
que neste aspecto as bacias analisadas não diferem estatisticamente entre si. Os resultados destas estimativas para as árvores vivas e as árvores mortas em pé, com seus
respectivos intervalos de confiança de 95%, são apresentados nas Tabelas 2.12 e 2.13.
Tabela 2.11. Resultado do teste Tukey-Kramer para a variável número de indivíduos (α=0,01) nas bacias hidrográficas da
Floresta Ombrófila Densa. Tabela 2.12. Estimativa das variáveis dendrométricas para as árvores vivas na Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina.
Table 2.11. Results of Tukey-Kramer test for variable tree density (α=0,01) in main watersheds in Dense Ombrophylous DP = desvio padrão; CV = coeficiente de variação; IC = intervalo de confiança; MIN = valor mínimo; MAX = valor máximo.
Forest in Santa Catarina. Table 2.12. Estimates of dendrometric variables of living trees in Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina. DP =
standard deviation; CV = coefficient of variation; IC = confidence interval; MIN = minimum value; MAX = maximum
Hipótese de igualdade (número de indivíduos) value.
Bacia Hidrográfica
Araranguá Cubatão Norte Cubatão Sul Itajaí Itapocu Tijucas Estimativa das variáveis dendrométricas

Cubatão Norte Aceita Variável Média DP CV (%) IC (α=0,05) MIN MAX

Cubatão Sul Aceita Aceita DAP (cm) 18,13 2,30 12,67 0,32 17,81 18,45

Itajaí Rejeitada Aceita Aceita Altura do fuste (m) 5,57 1,09 19,54 0,15 5,42 5,73

Itapocu Rejeitada Aceita Aceita Aceita Altura total (m) 10,60 1,54 14,49 0,21 10,38 10,81

Tijucas Aceita Rejeitada Aceita Rejeitada Rejeitada Altura dominante (m) 17,02 2,67 15,70 0,38 16,64 17,39

Tubarão Aceita Aceita Aceita Rejeitada Rejeitada Aceita Nº de indivíduos (ind.ha-1) 629,44 193,04 30,67 27,12 602,31 656,56

Área basal total (m².ha-1) 21,72 8,07 37,15 1,13 20,58 22,85

Nº de espécies 59,12 14,72 24,90 2,06 57,05 61,19


2.3 Estimativa das variáveis dendrométricas para a Floresta Ombrófila Densa
Volume do fuste c/ casca (m³.ha-1) 92,78 54,11 58,32 7,60 85,18 100,39
As seguintes variáveis dendrométricas foram estimadas para toda a Floresta Ombrófila Densa Peso seco (Mg.ha-1) 127,00 60,62 47,73 8,51 118,48 135,52
a partir do conjunto das 197 Unidades Amostrais implantadas: número de indivíduos (N), número de
espécies (S), diâmetro à altura do peito (DAP), altura do fuste (Hf), altura total (Ht), área basal (m2. Carbono (Mg.ha-1) 63,50 30,31 47,73 4,25 59,24 67,76
ha-1), volume do fuste com casca (Vf c/c), peso seco total (PS) e estoque de carbono (C). Cada variável
dendrométrica foi expressa na forma de seu valor médio e dos respectivos intervalos de confiança,
com α=0,05. Estes intervalos de confiança foram construídos a partir do desvio padrão e do número
de indivíduos do respectivo grupo analisado. Este intervalo é dado por x − E < µ < x + E , onde x é a
média amostral, µ é a estimativa da média populacional e E é a margem de erro. No caso, tem-se

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Tabela 2.13. Estimativa das variáveis dendrométricas para as árvores mortas na Floresta Ombrófila Densa em Santa
Catarina. DP = desvio padrão; CV = coeficiente de variação; IC = intervalo de confiança; MIN = valor mínimo; MAX =
valor máximo.
Table 2.13. Estimates of dendrometric variables of dead standing trees in Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina.
DP = standard deviation; CV = coefficient of variation; IC = confidence interval; MIN = minimum value; MAX = maximum
value.

Estimativa das variáveis dendrométricas


Variável Média DP CV (%) IC (α=0,05) MÍN MÁX
DAP (cm) 18,74 3,74 19,98 0,53 18,21 19,27
Altura do fuste (m) 5,82 2,45 42,18 0,35 5,47 6,16
Altura total (m) 6,50 1,53 23,52 0,22 6,28 6,71
Nº de indivíduos (ind.ha-1) 38,38 23,10 60,20 3,26 35,12 41,64
Área basal total (m2.ha-1) 1,30 0,91 70,27 0,13 1,17 1,43
Volume do fuste c/ casca (m³.ha-1) 0,99 2,32 234,79 0,33 0,66 1,32
Peso seco (Mg.ha-1) 4,95 3,89 78,58 0,55 4,40 5,50
Carbono (Mg.ha-1) 2,48 1,95 78,58 0,27 2,20 2,75
Figura 2.11. Número médio de espécies por Unidade Amostral do componente arbóreo/arbustivo para as árvores vivas na
Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina. A linha vermelha representa a média geral da variável analisada.
Nas Figuras 2.9 a 2.17, são apresentadas as estimativas das variáveis dendrométricas para as Figure 2.11. Mean species richness of the tree/shrub component by Sample Plot, considering living trees in Dense
árvores vivas e mortas das 197 Unidades Amostrais da Floresta Ombrófila Densa em ordem decrescente. Ombrophylous Forest in Santa Catarina. The red line represents the mean value of the variable.

Figura 2.12. DAP médio (cm) das árvores vivas e mortas do componente arbóreo/arbustivo nas 197 Unidades Amostrais na
Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina. A linha azul representa a média das árvores vivas, a preta a média das árvores
Figura 2.10. Número médio de indivíduos vivos e mortos do componente arbóreo/arbustivo por hectare (ind.ha-1) nas 197 mortas.
Unidades Amostrais na Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina. A linha vermelha representa a média geral das árvores Figure 2.12. Mean DBH (cm) of the tree/shrub component of living and dead trees in 197 Sample Plots in Dense
vivas e a linha preta, a média geral das árvores mortas. Ombrophylous Forest in Santa Catarina. The blue line expresses the mean value of living trees, the black one the mean of
Figure 2.10. Mean tree density of living and dead trees of the tree/shrub component (ind.ha-1) in 197 Sample Plots in Dense dead trees.
Ombrophylous Forest in Santa Catarina. The red line expresses the mean value of living trees and the black one, the mean
value of dead trees.

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Figura 2.15. Área basal média (m².ha-1) das árvores vivas e mortas do componente arbóreo/arbustivo em 197 Unidades
Figura 2.13. Altura do fuste média (m) das árvores vivas e mortas do componente arbóreo nas 197 Unidades Amostrais na Amostrais na Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina. A linha contínua representa e média das árvores vivas, a linha
Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina. A linha azul representa a média das árvores vivas, a preta a média das árvores tracejada a média das mortas.
mortas.
Figure 2.15. Mean basal area (m².ha-1) of the tree/shrub component of living and dead trees in 197 Sample Plots in Dense
Figure 2.13. Mean stem height (m) of the tree/shrub component of living and dead trees in 197 Sample Plots in Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina. The black line expresses the mean value of living trees, the dashed line the mean
Ombrophylous Forest in Santa Catarina. The blue line expresses the mean value of living trees, the black one the mean of of dead trees.
dead trees.

Figura 2.14. Altura total média (m) para as árvores vivas e mortas do componente arbóreo/arbustivo em 197 Unidades
Amostrais na Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina. A linha azul representa a média das árvores vivas, a preta a
média das árvores mortas. Figura 2.16. Volume do fuste médio por Unidade Amostral (m³.ha-1) das árvores vivas e mortas nas 197 Unidades Amostrais
amostradas na Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina. A linha contínua representa e média das árvores vivas, a linha
Figure 2.14. Mean total tree height (m) of the tree/shrub component of living and dead trees in 197 Sample Plots in Dense
tracejada a média das mortas.
Ombrophylous Forest in Santa Catarina. The blue line expresses the mean value of living trees, the black one the mean of
dead trees. Figure 2.16. Mean stem volume (m³.ha-1) of living and dead trees by 197 Sample Plot in Dense Ombrophylous Forest in
Santa Catarina. The black line expresses the mean value of living trees, the dashed line the mean of dead trees.

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2.3.1 Estimativa das variáveis dendrométricas por espécie

A seguir serão apresentadas as estimativas por espécie e por hectare das seguintes variáveis
dendrométricas: número de indivíduos (ind.ha-1), diâmetro à altura do peito (DAP), altura do fuste (Hf),
altura total (Ht), área basal (m2.ha-1), volume do fuste com casca (Vf c/c), peso seco total (PS) e estoque
de carbono (C). Estas variáveis foram estimadas por espécie amostrada na Floresta Ombrófila Densa, a
partir da média e do desvio padrão das mesmas em todas as 40 subparcelas de 100 m², localizadas nas
quatro subunidades do conglomerado (Figura 2.1).

Cada variável dendrométrica foi expressa na forma de seu valor médio e dos
respectivos intervalos de confiança, a um nível de significância de 95%. Estes intervalos de
confiança foram construídos a partir do desvio padrão e do número de indivíduos da respectiva
espécie analisada. Este intervalo é dado por x − E < µ < x + E , onde x é a média amostral,
µ é a estimativa da média populacional e E é a margem de erro.
σ
No caso, tem-se , onde t é o valor crítico bi-caudal da distribuição t de
E = t(α ; n −1) .
n
student, ao nível de significância α , com n − 1 graus de liberdade, n é o número de elementos
e σ é o desvio padrão da amostra. Vale lembrar que, se a amostra for grande ( 30 ), o valor
de t limita-se ao valor z , obtido da tabela de distribuição normal padronizada (neste caso, para
α = 0, 05 , z = 1, 96 ).

Figura 2.17. Peso seco total médio por Unidade Amostral (Mg.ha-1) das árvores vivas e mortas na Floresta Ombrófila
A variável volume do fuste com casca foi estimada a partir dos valores obtidos pelos modelos
Densa em Santa Catarina. A linha contínua representa a média das árvores vivas, a linha tracejada a média das mortas. ajustados para o conjunto de dados da Floresta Ombrófila Densa (Capítulo 3). O valor do peso seco
Figure 2.17. Total mean dry weight (Mg.ha-1) of living and dead trees by Sample Plot in Dense Ombrophylous Forest total foi obtido a partir do modelo de Silveira (2009). O carbono estocado nas árvores foi estimado por
in Santa Catarina. The black line expresses the mean value of living trees, the dashed line the mean of dead trees. meio da multiplicação das estimativas de biomassa obtidas pelo fator 0,5, considerando-se que o peso
seco contém aproximadamente 50% de carbono.

Na Tabela 2.14, são apresentadas as estimativas das variáveis dendrométricas para as 30


espécies com maior valor de importância na Floresta Ombrófila Densa. Nota-se que o coeficiente de
variação para algumas espécies foi superior a 100%, devido à variabilidade do número de indivíduos
destas espécies nas 40 subparcelas de 10 x 10 m (100 m²) da Unidade Amostral. Quanto maior o
coeficiente de variação de uma determinada espécie, mais irregular é sua distribuição na Unidade
Amostral; um coeficiente de variação menor indica uma distribuição mais uniforme desta espécie na
Unidade Amostral.

Figura 2.18. Estoque de carbono total médio por Unidade Amostral (Mg.ha-1) das árvores vivas e mortas na Floresta
Ombrófila Densa em Santa Catarina. A linha contínua representa e média das árvores vivas, a linha tracejada a média
das mortas.
Figure 2.18. Total mean carbon stock (Mg.ha-1) of living and dead trees by Sample Plot in Dense Ombrophylous
Forest in Santa Catarina. The black line expresses the mean value of living trees, the dashed line the mean of dead
trees.

72 73
Tabela 2.14. Estimativas das variáveis dendrométricas para as 30 espécies com maior valor de importância (VI) na Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina, em ordem decrescente
de VI. Valores médios com intervalo de confiança e coeficiente de variação (CV). ind.ha-1 = número de indivíduos por hectare; DAP = diâmetro à altura do peito; Hf = altura do fuste;
Ht = altura total; AB = área basal total; Vf c/c = volume total do fuste com casca; PS = peso seco total; C = estoque de carbono total; PI = população insuficiente.
Table 2.14. Estimates of dendrometric variables of 30 tree species with major importance value (VI) in Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina, in decrescent order of VI. Mean
values with confidence interval and coefficient of variation (CV). ind.ha-1 = number of trees per hectare; DAP = DBH; Hf = stem height; Ht = total tree height; AB = total basal area;
Vf c/c = stem volume with bark; PS = total dry weight; C = total carbon stock e; PI = insufficient population size.
ESPÉCIE ind.ha-1 CV (%) DAP (cm) CV (%) Hf (m) CV (%) Ht (m) CV (%) AB (m².ha-1) CV (%) Vf c/c (m³.ha-1) CV (%) PS (Mg.ha-1) CV (%) C (Mg.ha-1) CV (%)

Alchornea triplinervia 21,34 ± 4,51 150,5 22,49 ± 1,34 36,8 5,55 ± 0,36 38,1 12,38 ± 0,48 23,8 1,23 ± 0,44 157,7 4,73 ± 2,05 191,9 7,67 ± 2,97 171,9 3,84 ± 1,49 171,9

Alsophila setosa 38,71 ± 10,15 186,6 11,81 ± 0,25 11,2 4,23 ± 0,46 37,6 5,03 ± 0,41 42,7 0,44 ± 0,19 186,3 0,59 ± 0,59 443,7 1,9 ± 0,8 186,6 0,95 ± 0,4 186,6

Hieronyma alchorneoides 16,07 ± 3,78 167,2 21,71 ± 1,5 34,4 5,98 ± 0,35 28,6 13,08 ± 0,55 21,0 0,78 ± 0,34 192,1 4,76 ± 2,33 217,3 5 ± 2,34 207,9 2,5 ± 1,17 207,9

Psychotria vellosiana 16,7 ± 3,5 149,4 17,72 ± 0,73 23,3 4,72 ± 0,26 29,1 10,54 ± 0,37 20,1 0,48 ± 0,18 162,0 1,65 ± 0,66 178,1 2,45 ± 0,92 167,1 1,22 ± 0,46 167,1

Cyathea phalerata 20,95 ± 5,32 180,9 12,79 ± 0,29 10,9 3,72 ± 0,38 34,1 4,8 ± 0,36 36,7 0,29 ± 0,12 184,4 0,36 ± 0,29 355,0 1,12 ± 0,46 182,2 0,56 ± 0,23 182,2

Euterpe edulis 21,72 ± 7,07 231,8 12,05 ± 0,26 11,2 6,73 ± 0,38 25,1 9,21 ± 0,36 20,7 0,26 ± 0,15 256,6 1,4 ± 0,97 308,2 1,28 ± 0,75 259,5 0,64 ± 0,37 259,5

Cabralea canjerana 9,18 ± 1,63 126,1 18,72 ± 1,23 40,1 4,52 ± 0,31 37,5 10,02 ± 0,42 25,8 0,43 ± 0,16 169,8 1,27 ± 0,61 212,8 2,43 ± 1,03 188,5 1,22 ± 0,52 188,5

Syagrus romanzoffiana 10,88 ± 4,32 282,3 22,18 ± 0,97 20,0 8,01 ± 0,73 36,2 11,41 ± 0,78 31,0 0,41 ± 0,25 273,9 1,85 ± 1,29 309,8 1,99 ± 1,2 268,3 1 ± 0,6 268,3

Miconia cinnamomifolia 10,79 ± 3,6 237,6 22,1 ± 2,23 41,6 PI PI 13,59 ± 0,83 25,3 0,44 ± 0,23 236,2 5,13 ± 2,82 243,5 2,76 ± 1,52 244,6 1,38 ± 0,76 244,6

Casearia sylvestris 10,7 ± 2,07 137,6 15,93 ± 0,72 26,8 4,42 ± 0,31 36,4 10,01 ± 0,42 24,9 0,25 ± 0,08 140,2 0,68 ± 0,26 167,9 1,23 ± 0,39 139,7 0,62 ± 0,19 139,7

Tapirira guianensis 0,01 ± 0,03 1403,6 24,12 ± 2,03 27,9 6,2 ± 0,47 24,8 13,75 ± 0,68 16,4 0,48 ± 0,3 284,3 2,4 ± 1,5 277,5 2,96 ± 1,91 285,7 1,48 ± 0,95 285,7

Nectandra oppositifolia 6,74 ± 1,37 144,9 22,97 ± 1,35 32,1 7,02 ± 0,48 35,1 13,64 ± 0,52 20,8 0,4 ± 0,21 234,6 2,7 ± 2,02 332,6 2,62 ± 1,68 284,8 1,31 ± 0,84 284,8

74
Guapira opposita 9,68 ± 3,1 228,2 16,21 ± 0,69 21,9 4,22 ± 0,3 32,8 9,46 ± 0,43 23,3 0,26 ± 0,14 238,7 0,7 ± 0,35 219,5 1,25 ± 0,64 228,1 0,62 ± 0,32 228,1

Cedrela fissilis 5,78 ± 1,09 133,8 23,23 ± 1,65 40,5 6,83 ± 0,45 36,3 13,74 ± 0,61 25,2 0,32 ± 0,11 154,8 2,17 ± 0,84 170,5 2,13 ± 0,78 163,7 1,06 ± 0,39 163,7

Matayba intermedia 6,76 ± 1,58 166,4 21,04 ± 1,6 42,9 6,1 ± 0,45 39,0 13 ± 0,54 23,4 0,27 ± 0,1 155,8 1,21 ± 0,48 175,2 1,65 ± 0,59 158,6 0,82 ± 0,29 158,6

Ocotea catharinensis 5,54 ± 1,55 198,9 24,27 ± 2,08 36,7 6,77 ± 0,48 28,5 12,84 ± 0,76 25,2 0,39 ± 0,26 297,0 2 ± 1,62 359,4 2,77 ± 2,29 367,3 1,39 ± 1,15 367,3

Clethra scabra 10,26 ± 3,96 274,5 18,03 ± 1,56 36,6 4,94 ± 0,38 31,3 10,81 ± 0,56 21,8 0,26 ± 0,15 245,5 1,04 ± 0,59 251,3 1,36 ± 0,75 244,2 0,68 ± 0,37 244,2

Guatteria australis 8,1 ± 1,74 152,7 16,61 ± 1,04 32,7 4,72 ± 0,31 32,4 10,12 ± 0,34 17,5 0,25 ± 0,09 165,2 0,71 ± 0,29 182,7 1,26 ± 0,49 171,9 0,63 ± 0,24 171,9

Cryptocarya mandioccana 4,03 ± 1,24 218,6 21,86 ± 1,72 32,5 5,52 ± 0,48 32,1 12,85 ± 0,74 23,8 0,29 ± 0,17 262,8 1,21 ± 0,8 294,3 1,83 ± 1,18 286,0 0,92 ± 0,59 286,0
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina

Sloanea guianensis 6,8 ± 2,11 220,5 20,94 ± 4,51 92,2 5,44 ± 0,48 35,3 11,91 ± 0,72 25,9 0,34 ± 0,22 285,5 1,1 ± 0,69 279,5 2,25 ± 1,75 344,0 1,12 ± 0,87 344,0

Bathysa australis 9,02 ± 2,4 189,4 15,51 ± 0,78 22,9 4,07 ± 0,32 29,0 9 ± 0,39 19,6 0,22 ± 0,1 205,8 0,43 ± 0,27 275,2 1,08 ± 0,51 210,0 0,54 ± 0,26 210,0

Cecropia glaziovii 7,3 ± 2,26 220,6 18,16 ± 1,06 29,0 7,68 ± 0,64 34,7 13,12 ± 0,57 21,5 0,25 ± 0,14 247,3 1,19 ± 0,8 298,5 1,46 ± 0,84 255,3 0,73 ± 0,42 255,3

Cupania vernalis 8,5 ± 3,88 324,6 16,54 ± 1,22 37,8 4,49 ± 0,31 33,3 10,43 ± 0,48 23,9 0,2 ± 0,13 298,1 0,78 ± 0,67 379,9 1,05 ± 0,74 310,3 0,53 ± 0,37 310,3

Aspidosperma australe 6,14 ± 1,55 179,7 21,01 ± 1,47 34,2 7,05 ± 0,5 33,9 13,74 ± 0,76 26,8 0,27 ± 0,12 200,9 1,52 ± 0,79 230,1 1,8 ± 0,87 213,7 0,9 ± 0,43 213,7

Pera glabrata 7,71 ± 2,79 257,4 19,06 ± 1,93 45,4 6,04 ± 0,5 35,2 11,97 ± 0,61 23,0 0,23 ± 0,13 250,8 1,06 ± 0,56 234,5 1,29 ± 0,73 248,9 0,65 ± 0,36 248,9

Ocotea puberula 6,44 ± 2,84 314,0 23,57 ± 1,94 30,1 6,59 ± 0,63 34,1 13,28 ± 0,86 23,6 0,32 ± 0,22 301,8 2,11 ± 1,64 344,8 2,05 ± 1,48 319,9 1,02 ± 0,74 319,9

Ocotea elegans 4,36 ± 0,88 143,6 19,2 ± 1,12 29,4 5,19 ± 0,35 31,9 11,4 ± 0,52 23,3 0,2 ± 0,08 167,3 0,69 ± 0,29 185,6 1,11 ± 0,43 173,1 0,55 ± 0,22 173,1

Byrsonima ligustrifolia 5,82 ± 1,61 196,7 18,51 ± 1,18 29,3 5,46 ± 0,4 31,8 11,86 ± 0,51 19,7 0,19 ± 0,09 207,4 0,79 ± 0,4 225,3 1,04 ± 0,51 215,2 0,52 ± 0,25 215,2

Piptocarpha axillaris 6,34 ± 1,6 179,4 17,06 ± 0,79 22,9 5,33 ± 0,32 28,9 11,43 ± 0,48 20,7 0,15 ± 0,06 171,3 0,63 ± 0,28 196,7 0,79 ± 0,31 173,2 0,4 ± 0,16 173,2

Vernonanthura discolor 0,52 ± 0,42 570,2 19,69 ± 1,21 25,1 5,65 ± 0,51 35,5 11,88 ± 0,57 19,7 0,21 ± 0,12 263,3 0,89 ± 0,56 279,9 1,11 ± 0,66 264,6 0,55 ± 0,33 264,6
Árvores vivas
seco contém aproximadamente 50% de carbono.
padronizada (neste caso, para α = 0, 05 , z = 1, 96 ).

ocasionando uma elevada variância entre os dados.

75
2.3.2 Estimativa das variáveis dendrométricas por Unidade Amostral
2 | Amostragem dos remanescentes florestais da Floresta Ombrófila Densa

100%, isto se deve ao fato do desvio padrão ser maior que a média do conjunto de dados analisado,
se que o coeficiente de variação de algumas variáveis em algumas Unidades Amostrais foi superior a
vivas do estrato arbóreo (DAP ≥ 10 cm) por Unidade Amostral da Floresta Ombrófila Densa. Nota-
Na Tabela 2.15 são apresentadas as estimativas das variáveis dendrométricas para as árvores
meio da multiplicação das estimativas de biomassa obtidas pelo fator 0,5, considerando-se que o peso
total foi obtido a partir do modelo de Silveira (2009). O carbono estocado nas árvores foi estimado por
ajustados para o conjunto de dados da Floresta Ombrófila Densa (Capítulo 3). O valor do peso seco
A variável volume do fuste com casca foi estimada a partir dos valores obtidos pelos modelos
amostra for grande ( n > 30 ), o valor de t limita-se ao valor z , obtido da tabela de distribuição normal
de liberdade, n é o número de elementos e σ é o desvio padrão da amostra. Vale lembrar que, se a
t é o valor crítico bi-caudal da distribuição t de student, ao nível de significância α , com n − 1 graus
µ é a estimativa da média populacional e E é a margem de erro. No caso, tem-se E = t(α ; n −1) . σ , onde
do respectivo grupo analisado. Este intervalo é dado por x − E < µ < x + E , onde x é a média amostral,
foi expressa na forma de seu valor médio e dos respectivos intervalos de confiança, com α = 0, 05 .
Estes intervalos de confiança foram construídos a partir do desvio padrão e do número de indivíduos
localizadas nas quatro subunidades da Unidade Amostral (Figura 2.1). Cada variável dendrométrica
Amostral, a partir da média e do desvio padrão das mesmas em todas as 40 subparcelas de 100 m²,
de carbono (C). Estas variáveis foram estimadas para cada fragmento amostrado por sua Unidade
(Hf), altura total (Ht), área basal (AB), volume do fuste com casca (Vf c/c), peso seco total (PS) e estoque
número de indivíduos (ind.), número de espécies (S), diâmetro à altura do peito (DAP), altura do fuste
A seguir serão apresentadas as estimativas por hectare das seguintes variáveis dendrométricas:
Tabela 2.15. Estimativas das variáveis dendrométricas para as árvores vivas em 197 Unidades Amostrais amostradas na Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina. Valores médios
com intervalo de confiança e coeficiente de variação. ind.ha-1 = número de indivíduos por hectare; S = número médio de espécies por unidade básica (10 x 10 m); DAP = diâmetro à
altura do peito; CV = coeficiente de variação; Hf = altura do fuste; Ht = altura total; AB = área basal total; Vf c/c = volume total do fuste com casca; PS = peso seco total; C = estoque
de carbono total.
Table 2.15. Estimates of dendrometric variables of living trees species within 197 Sample Plots in Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina. Mean values with confidence
interval and coefficient of variation. ind.ha-1 = number of trees per hectare; S = Average number of species per basic unit (10 x 10 m); DAP = DBH; CV = coefficient of variation;
Hf = stem height; Ht = total tree height; AB = total basal area; Vf c/c = stem volume with bark; PS = total dry weight; C = total carbon stock.
UA ind.ha-1 CV (%) DAP (cm) CV (%) Hf (m) CV (%) Ht (m) CV (%) AB (m².ha-1) CV (%) S CV (%) Vf c/c (m³.ha-1) CV (%) PS (Mg.ha-1) CV (%) C (Mg.ha-1) CV (%)

1 617,5 ± 89,84 45,5 20,14 ± 1,56 24,2 7,15 ± 0,57 24,8 12,89 ± 0,79 19,3 32,69 ± 5,49 52,6 4,7 ± 0,58 38,6 230,8 ± 48,82 66,1 223,09 ± 44,79 62,8 111,54 ± 22,39 62,8

4 856,25 ± 168,46 61,5 19,36 ± 1,61 23,8 5,47 ± 0,45 23,7 10,3 ± 0,7 19,4 37,98 ± 9,67 79,6 6,21 ± 0,7 32,2 193,12 ± 51,85 84,0 214,9 ± 59,91 87,2 107,45 ± 29,95 87,2

10 575,12 ± 113,04 61,5 18,04 ± 1,07 18,0 5,29 ± 0,63 35,7 9,52 ± 0,88 28,1 19,97 ± 4,75 74,4 4,16 ± 0,73 53,5 108,61 ± 33,86 97,5 104,38 ± 28,81 86,3 52,19 ± 14,4 86,3

15 857,5 ± 136,63 49,8 16,6 ± 1,06 20,0 4,56 ± 0,49 33,3 8,81 ± 0,75 26,6 26,71 ± 6,37 74,6 6,18 ± 0,94 47,4 127,44 ± 36,63 89,9 139,78 ± 37,58 84,1 69,89 ± 18,79 84,1

21 630 ± 91,09 45,2 15,29 ± 0,82 16,5 5,34 ± 0,43 24,1 9,42 ± 0,6 19,7 14,4 ± 2,64 57,4 5,28 ± 0,73 42,5 71,21 ± 15,32 67,2 72,81 ± 14,12 60,6 36,41 ± 7,06 60,6

23 747,5 ± 182,36 76,3 18,05 ± 1,53 24,7 7,29 ± 0,72 27,2 11,62 ± 0,88 22,1 29,3 ± 11,42 121,9 3,94 ± 0,65 48,0 225,87 ± 116,73 161,6 201,55 ± 97,82 151,7 100,78 ± 48,91 151,7

27 765 ± 135,41 55,3 16,45 ± 0,88 15,9 4,12 ± 0,59 28,7 9,54 ± 0,81 25,2 19,84 ± 3,66 57,7 4,67 ± 0,45 28,5 18,72 ± 11,27 188,1 96,15 ± 18,98 61,7 48,07 ± 9,49 61,7

28 692,26 ± 154,41 69,7 16,02 ± 0,57 10,6 4,94 ± 0,45 27,1 8,53 ± 0,45 15,5 16,69 ± 3,57 66,9 6,31 ± 0,89 41,5 76,98 ± 18,01 73,2 80,03 ± 17,3 67,6 40,01 ± 8,65 67,6

30 760 ± 102,37 42,1 19,13 ± 1,43 23,3 7,57 ± 0,49 20,3 11,87 ± 0,7 18,4 32,87 ± 8,25 78,5 4,85 ± 0,76 49,3 230,31 ± 70,67 95,9 225 ± 75,43 104,8 112,5 ± 37,71 104,8

76
37 850 ± 170,93 62,9 18,93 ± 1,56 24,6 5,25 ± 0,42 23,9 9,46 ± 0,66 21,0 40,08 ± 10,96 85,5 6,73 ± 1,28 57,0 211,56 ± 68,03 100,6 228,53 ± 70,9 97,0 114,26 ± 35,45 97,0

39 740 ± 124,14 52,5 18,31 ± 1,12 18,9 5,64 ± 0,48 26,2 10,74 ± 0,49 14,1 23,6 ± 4,04 53,5 5,56 ± 0,93 51,3 130,11 ± 27,4 65,8 129,57 ± 24,82 59,9 64,78 ± 12,41 59,9

40 499,44 ± 113,44 71,0 18,88 ± 1,39 20,3 5,96 ± 0,55 25,5 10,85 ± 0,83 21,2 18,26 ± 4,79 82,1 5,09 ± 0,79 43,0 101,37 ± 29,37 90,6 107,09 ± 32,37 94,5 53,55 ± 16,18 94,5

41 739,64 ± 132,36 56,0 15,16 ± 0,95 19,6 4,38 ± 0,44 31,7 8,81 ± 0,61 21,5 16,3 ± 3,07 59,0 4,83 ± 0,73 47,4 71,43 ± 15,44 67,6 75,59 ± 14,98 62,0 37,8 ± 7,49 62,0

47 820 ± 107,71 41,1 15,88 ± 0,78 15,4 4,98 ± 0,35 22,0 10,18 ± 0,48 14,8 22,98 ± 3,37 45,8 5,48 ± 0,73 41,6 115,95 ± 19,14 51,6 118,14 ± 18,44 48,8 59,07 ± 9,22 48,8
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina

49 422,23 ± 116,47 86,2 18,26 ± 1,67 24,0 5,85 ± 0,82 35,4 10,26 ± 1,27 32,5 13,06 ± 3,88 93,0 4,97 ± 0,99 52,3 69,21 ± 24,24 109,5 72,43 ± 23,76 102,6 36,22 ± 11,88 102,6

50 469,86 ± 104,21 69,3 16,04 ± 1,33 23,0 5,15 ± 0,62 33,5 9,33 ± 0,58 17,3 13,09 ± 4,05 96,8 4,16 ± 0,68 45,4 66,56 ± 23,65 111,1 65,81 ± 21,29 101,2 32,9 ± 10,65 101,2

51 575 ± 65,88 35,8 21,1 ± 2,16 32,1 8,06 ± 0,65 25,1 13,25 ± 0,75 17,7 33,23 ± 10,85 102,1 4,8 ± 0,56 36,3 251,21 ± 93,11 115,9 264,38 ± 106,1 125,5 132,19 ± 53,05 125,5

58 727,5 ± 230,28 99,0 14,65 ± 0,99 19,4 3,92 ± 0,45 32,3 7,7 ± 0,77 28,9 14,38 ± 4,45 96,7 5,15 ± 0,98 54,8 57,55 ± 17,62 95,7 62,88 ± 18,39 91,5 31,44 ± 9,2 91,5

59 722,5 ± 175,99 76,2 16,49 ± 1,25 21,4 5,59 ± 0,51 25,5 10,12 ± 0,82 23,0 18,64 ± 4,63 77,7 5,79 ± 0,99 48,1 97,06 ± 26,13 84,2 97,81 ± 25,15 80,4 48,9 ± 12,58 80,4

74 435 ± 187,12 134,5 19,83 ± 2,51 25,5 4,83 ± 0,55 23,0 8,38 ± 0,87 21,0 20,03 ± 9,69 151,2 7,61 ± 1,79 47,3 85,5 ± 41,44 151,5 92,56 ± 43,92 148,4 46,28 ± 21,96 148,4

77 480 ± 109,88 71,6 16,69 ± 1,58 25,4 4,76 ± 0,44 25,0 9,38 ± 0,66 18,8 16,77 ± 5,33 99,3 4,2 ± 0,69 43,9 85,39 ± 30,08 110,1 88,95 ± 31,61 111,1 44,47 ± 15,81 111,1

81 896,02 ± 165,74 57,8 18,26 ± 1,13 18,0 6,22 ± 0,52 24,1 10,5 ± 0,59 16,5 28,77 ± 5,11 55,5 6,09 ± 1,14 54,6 160,77 ± 27,86 54,2 153,27 ± 27,45 56,0 76,64 ± 13,72 56,0

95 549,38 ± 129,42 73,7 15,59 ± 1,38 24,5 3,22 ± 0,38 32,9 6,65 ± 0,48 19,9 13,37 ± 3,34 78,0 5,09 ± 0,97 52,6 45,66 ± 15,45 105,8 57,28 ± 16,59 90,6 28,64 ± 8,3 90,6

UA ind.ha-1 CV (%) DAP (cm) CV (%) Hf (m) CV (%) Ht (m) CV (%) AB (m².ha-1) CV (%) S CV (%) Vf c/c (m³.ha-1) CV (%) PS (Mg.ha-1) CV (%) C (Mg.ha-1) CV (%)

97 535 ± 102,05 59,6 17,45 ± 1,21 20,4 6,46 ± 0,54 24,6 11,16 ± 0,72 19,0 16,45 ± 3,84 72,9 4,67 ± 0,7 44,1 99,84 ± 25,47 79,8 90,16 ± 21,87 75,9 45,08 ± 10,94 75,9

98 796,83 ± 175,15 68,7 20,01 ± 1,57 23,5 7,48 ± 0,62 24,9 13,08 ± 0,99 22,8 33,3 ± 7,43 69,7 5,32 ± 0,75 42,5 222,75 ± 56,12 78,8 233,96 ± 64,94 86,8 116,98 ± 32,47 86,8

117 840 ± 177,96 66,2 17,89 ± 0,87 14,6 4,97 ± 0,47 28,2 9,75 ± 0,58 17,9 27,89 ± 5,5 61,6 5,92 ± 1,02 51,5 110,69 ± 23,11 65,3 140,64 ± 28,48 63,3 70,32 ± 14,24 63,3

118 785 ± 118,24 47,1 15,83 ± 0,81 16,0 6,07 ± 0,74 37,7 8,9 ± 0,92 32,4 18,6 ± 3,21 53,9 5,53 ± 0,88 49,7 86,49 ± 23,01 83,2 94,93 ± 20,64 68,0 47,46 ± 10,32 68,0

119 1012,5 ± 105 32,4 16,88 ± 0,95 17,6 6,31 ± 0,41 20,2 11,74 ± 0,62 16,5 25,76 ± 3,94 47,8 4,43 ± 0,5 35,0 147,42 ± 25,29 53,7 135,31 ± 23,84 55,1 67,66 ± 11,92 55,1

122 900 ± 154,32 53,6 16,4 ± 1,07 19,2 6,23 ± 0,4 19,1 11,42 ± 0,67 17,3 23,16 ± 3,93 53,1 4,83 ± 0,51 31,1 126,12 ± 26,62 66,0 134,69 ± 25,49 59,2 67,35 ± 12,74 59,2

123 650 ± 190,93 91,8 15,9 ± 1,54 28,6 4,16 ± 0,37 26,0 8,48 ± 0,56 19,6 14,15 ± 3,81 84,2 4,94 ± 1,05 62,7 58,86 ± 19,41 103,1 67,16 ± 19,16 89,2 33,58 ± 9,58 89,2

141 662,5 ± 141,12 66,6 20,69 ± 2,58 34,6 4,78 ± 0,38 21,9 10,6 ± 0,67 17,5 24,04 ± 5,3 68,9 5,81 ± 0,74 35,1 101,75 ± 27,61 84,9 130,23 ± 31,29 75,1 65,11 ± 15,64 75,1

142 465,55 ± 125,15 84,1 16,5 ± 1,72 27,8 5,1 ± 0,64 32,9 9,64 ± 0,85 23,5 13,86 ± 4,9 110,4 4,3 ± 1,04 65,0 58,92 ± 21,01 111,5 72,05 ± 28,38 123,1 36,03 ± 14,19 123,1

143 497,05 ± 135,97 85,5 21,61 ± 3,41 46,6 7,08 ± 1 41,0 11,96 ± 1,46 36,2 21,35 ± 6,45 94,5 4,17 ± 0,73 51,5 140,75 ± 48,23 107,1 147,67 ± 56,57 119,8 73,84 ± 28,29 119,8

146 589,75 ± 93,15 49,4 17,14 ± 1,28 22,9 6,1 ± 0,62 30,8 10,18 ± 0,71 21,7 17,96 ± 3,56 61,9 4 ± 0,67 51,9 96,02 ± 22,71 73,9 92,42 ± 19,87 67,2 46,21 ± 9,94 67,2

147 820 ± 159,37 60,8 17,45 ± 1,13 20,3 6,14 ± 0,49 25,0 11,79 ± 1,01 26,7 30,93 ± 6,97 70,4 4,1 ± 0,63 48,1 179,53 ± 47,61 82,9 179,74 ± 49,55 86,2 89,87 ± 24,78 86,2

148 850 ± 154,99 57,0 15,82 ± 0,87 16,0 5,11 ± 0,58 32,4 9,08 ± 0,81 26,1 20,48 ± 4,17 63,7 6,09 ± 0,73 35,1 88,88 ± 22,97 80,8 102,76 ± 22,74 69,2 51,38 ± 11,37 69,2
77

170 747,5 ± 145,03 60,7 17,56 ± 1,18 20,7 7,1 ± 0,74 32,0 11,78 ± 0,83 21,8 23,38 ± 4,91 65,6 5,36 ± 0,83 47,6 156,5 ± 41,76 83,4 139,31 ± 33,07 74,2 69,66 ± 16,53 74,2

172 537,5 ± 130,5 75,9 15,12 ± 0,82 16,0 4,92 ± 0,64 37,0 8,95 ± 0,99 32,6 11,94 ± 3,29 86,2 4,25 ± 0,79 54,9 59,39 ± 18,4 96,9 57,8 ± 17,21 93,1 28,9 ± 8,61 93,1

173 798,13 ± 209,16 81,9 15,17 ± 0,61 11,6 5,25 ± 0,47 25,4 9,2 ± 0,59 18,4 16,79 ± 4,18 77,9 6,62 ± 1,03 44,8 74,56 ± 20,74 87,0 81,51 ± 21,02 80,6 40,76 ± 10,51 80,6

174 553,69 ± 196,34 110,9 17,19 ± 1,37 20,9 6,8 ± 0,93 36,0 11,01 ± 1,26 30,1 18,83 ± 9,96 165,3 3,97 ± 0,87 57,8 110,24 ± 58,93 167,2 102,71 ± 53,27 162,2 51,35 ± 26,64 162,2

175 535,83 ± 67,09 39,2 16,43 ± 1,16 22,1 4,08 ± 0,43 32,2 8,46 ± 0,72 26,7 16,32 ± 4,07 78,1 4,13 ± 0,59 45,0 73,7 ± 24,08 102,2 83,11 ± 24,83 93,4 41,56 ± 12,41 93,4

194 730 ± 146,33 62,7 17,59 ± 1,08 18,2 6,59 ± 0,67 30,2 9,31 ± 0,96 30,3 24,78 ± 7,97 100,5 5,67 ± 0,94 49,0 134,78 ± 42,45 98,5 133,92 ± 40,5 94,6 66,96 ± 20,25 94,6

196 802,5 ± 150,79 58,8 18,98 ± 1,44 22,8 6,67 ± 0,66 29,5 10,62 ± 0,77 21,8 28,84 ± 5,84 63,3 7,16 ± 0,94 39,6 170,92 ± 39,64 72,5 167,5 ± 39,12 73,0 83,75 ± 19,56 73,0

197 697,5 ± 109,95 49,3 17,48 ± 1,71 29,7 6,16 ± 0,64 31,7 10,56 ± 0,99 28,4 20,74 ± 4,39 66,2 5,89 ± 0,75 38,6 123,9 ± 32,99 83,3 116,6 ± 30,32 81,3 58,3 ± 15,16 81,3

198 1007,5 ± 137,68 42,7 16,14 ± 0,94 18,2 7,86 ± 0,73 28,7 10,51 ± 1,02 30,5 24,71 ± 4,71 59,6 5,18 ± 0,81 48,9 147,53 ± 41,02 86,9 147,3 ± 36,95 78,4 73,65 ± 18,47 78,4
2 | Amostragem dos remanescentes florestais da Floresta Ombrófila Densa

199 695 ± 104,19 46,9 19,47 ± 1,44 23,1 6,89 ± 0,53 24,2 11,77 ± 0,59 15,7 24,13 ± 4,74 61,4 6,1 ± 0,84 42,9 150,22 ± 31,62 65,8 139,41 ± 29,59 66,4 69,7 ± 14,79 66,4

221 601,25 ± 116,02 60,3 15,95 ± 0,66 12,5 4,51 ± 0,51 33,3 8,84 ± 0,84 28,5 16,58 ± 4,08 76,9 5,19 ± 0,79 45,8 73,47 ± 25,85 110,0 84,37 ± 24,43 90,5 42,18 ± 12,22 90,5

251 777,5 ± 184,15 74,1 15,53 ± 1,09 18,8 5,19 ± 0,54 27,6 8,75 ± 0,91 27,9 15,81 ± 3,82 75,5 4,7 ± 0,64 36,7 70,71 ± 20,5 90,6 76,18 ± 19,56 80,3 38,09 ± 9,78 80,3

253 570 ± 130,2 71,4 17,18 ± 1,39 23,1 6,52 ± 0,43 18,5 10,98 ± 0,54 14,0 19,54 ± 7,37 117,9 5,44 ± 0,92 48,3 81,65 ± 23,11 88,5 105,6 ± 34,21 101,3 52,8 ± 17,1 101,3

254 340,27 ± 117,57 108,0 15,49 ± 1,1 16,4 4,64 ± 1,1 39,4 8,61 ± 0,92 24,6 9,24 ± 4,49 152,0 5,09 ± 1,03 46,6 11,15 ± 7,36 206,5 46,46 ± 24,39 164,1 23,23 ± 12,19 164,1
UA ind.ha-1 CV (%) DAP (cm) CV (%) Hf (m) CV (%) Ht (m) CV (%) AB (m².ha-1) CV (%) S CV (%) Vf c/c (m³.ha-1) CV (%) PS (Mg.ha-1) CV (%) C (Mg.ha-1) CV (%)

255 425 ± 148,2 109,0 15,49 ± 0,99 15,1 3,91 ± 0,42 23,4 9,63 ± 0,81 20,0 10,35 ± 4,17 125,9 6,08 ± 1,34 52,2 19,76 ± 10,81 171,0 54,29 ± 24,23 139,5 27,15 ± 12,11 139,5

10,25 ±
256 745 ± 90,15 37,8 20,42 ± 1,38 21,2 31,5 15,88 ± 1,15 22,6 31,72 ± 5,55 54,7 4,9 ± 0,58 37,2 277,68 ± 66,01 74,3 256,61 ± 56,19 68,5 128,31 ± 28,09 68,5
1,03

281 615 ± 205,48 104,5 15,35 ± 1,07 16,9 5,26 ± 0,57 25,5 8,16 ± 0,92 27,3 13,55 ± 4,59 106,0 4,16 ± 0,94 54,5 54,78 ± 21,12 120,6 63,17 ± 22,09 109,3 31,58 ± 11,05 109,3

284 720 ± 155,03 67,3 16,96 ± 1 16,9 5,03 ± 0,52 28,5 12,31 ± 0,76 17,8 20,44 ± 4,59 70,2 5,85 ± 0,77 37,9 63,77 ± 19,39 95,1 122,78 ± 28,47 72,5 61,39 ± 14,24 72,5

285 677,5 ± 127,82 59,0 15,32 ± 0,93 17,9 5,48 ± 0,39 21,3 9,99 ± 0,49 14,4 15,77 ± 3,07 60,8 5,28 ± 0,61 34,1 65,14 ± 15,84 76,0 78,04 ± 15,47 62,0 39,02 ± 7,74 62,0

286 700 ± 149,48 66,8 15,47 ± 0,69 12,7 4,84 ± 0,27 14,7 9 ± 0,34 10,5 15,02 ± 3,44 71,6 6,3 ± 0,92 41,3 39,75 ± 12,56 98,8 69,17 ± 16,25 73,5 34,59 ± 8,13 73,5

287 842,5 ± 88,67 32,9 15,32 ± 0,69 14,1 5,2 ± 0,2 12,0 10,12 ± 0,33 10,3 18,93 ± 2,29 37,8 5,2 ± 0,48 29,0 61,2 ± 11,35 58,0 94,54 ± 12,44 41,1 47,27 ± 6,22 41,1

309 600 ± 135,88 70,8 15,41 ± 0,77 14,4 3,6 ± 0,33 25,5 8,88 ± 0,54 17,4 13,9 ± 3,4 76,5 5,41 ± 0,98 51,7 37,98 ± 11,1 91,4 65,2 ± 16,41 78,7 32,6 ± 8,21 78,7

314 1350 ± 210,65 48,8 13,89 ± 0,72 15,9 5,24 ± 0,31 18,5 8,39 ± 0,61 22,4 25,98 ± 4,26 51,3 3,26 ± 0,49 46,0 106,82 ± 25,38 74,3 129,78 ± 24,29 58,5 64,89 ± 12,15 58,5

316 912,5 ± 126,11 43,2 15,4 ± 0,81 16,4 7 ± 0,5 22,1 12,25 ± 0,66 16,9 21,04 ± 4,02 59,7 5,23 ± 0,73 43,7 114,31 ± 29,44 80,5 118,01 ± 24,85 65,8 59,01 ± 12,43 65,8

317 422,14 ± 124,95 92,5 17,32 ± 1,21 18,3 6,07 ± 0,42 18,0 10,95 ± 0,77 18,5 12,78 ± 3,86 94,4 4,1 ± 0,76 48,9 67,44 ± 21,98 101,9 68,01 ± 20,81 95,7 34 ± 10,41 95,7

318 662,5 ± 98,96 46,7 15,06 ± 1,01 21,0 5,37 ± 0,46 25,8 8,9 ± 0,65 22,7 14,16 ± 3,43 75,7 4,05 ± 0,52 39,9 39,52 ± 11,18 88,5 69,66 ± 18,11 81,3 34,83 ± 9,05 81,3

340 332,5 ± 75,4 70,9 20,78 ± 2,1 30,8 4,21 ± 0,6 43,1 8,81 ± 0,89 30,8 15,33 ± 5,27 107,5 3,03 ± 0,6 60,7 59,6 ± 18,73 98,3 72,61 ± 26,53 114,3 36,3 ± 13,27 114,3

341 283,33 ± 93,31 103,0 17,94 ± 1,84 24,8 5,37 ± 0,68 26,9 12,09 ± 0,71 14,2 10,02 ± 3,65 113,9 3,68 ± 0,75 49,4 30,56 ± 13,42 137,3 59,8 ± 22,97 120,1 29,9 ± 11,49 120,1

78
344 429,38 ± 156,87 114,2 14,55 ± 1,47 24,4 3,04 ± 0,41 28,7 7,73 ± 0,78 24,4 9,77 ± 4,36 139,4 3,96 ± 0,96 58,5 25,16 ± 16,08 199,8 47,65 ± 22,84 149,9 23,82 ± 11,42 149,9

347 630 ± 95,59 47,4 15,91 ± 0,69 13,5 4,69 ± 0,25 16,2 10,13 ± 0,4 12,3 16,59 ± 3,16 59,5 4,4 ± 0,63 45,1 55,46 ± 14,48 81,6 79,14 ± 15,05 59,5 39,57 ± 7,53 59,5

348 1370 ± 214,62 49,0 15,44 ± 1,83 35,6 6,72 ± 0,39 18,2 10,31 ± 1 29,0 36,6 ± 5,82 49,7 3,27 ± 0,4 36,5 187,98 ± 37,62 62,6 202,26 ± 35,47 54,8 101,13 ± 17,74 54,8

349 1065 ± 128,45 37,7 16,49 ± 1 18,9 6,31 ± 0,41 20,4 10,97 ± 0,42 11,9 28,39 ± 5,08 56,0 5,85 ± 0,69 36,6 113,95 ± 26,11 71,7 148,14 ± 30,34 64,0 74,07 ± 15,17 64,0

350 632,5 ± 137,49 68,0 14,41 ± 0,65 13,4 5,92 ± 0,41 20,3 10,69 ± 0,49 13,5 11,43 ± 2,44 66,7 4,17 ± 0,56 40,0 45,6 ± 11,67 80,0 57,57 ± 12,61 68,5 28,79 ± 6,31 68,5
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina

351 500 ± 113,82 71,2 19,66 ± 1,37 18,7 6,83 ± 0,54 21,1 14,5 ± 0,7 13,0 18,16 ± 4,66 80,2 5,43 ± 0,8 39,5 115,32 ± 32,16 87,2 119,58 ± 34,18 89,4 59,79 ± 17,09 89,4

352 467,29 ± 139,7 93,5 18,51 ± 1,65 22,1 6,91 ± 0,63 22,6 12,45 ± 1,02 20,3 16,18 ± 5,48 105,8 4,96 ± 0,86 42,8 80,93 ± 28,07 108,4 93,61 ± 32,4 108,2 46,81 ± 16,2 108,2

377 467,5 ± 113,91 76,2 16,58 ± 1,13 18,6 5,34 ± 0,65 30,7 11,31 ± 0,86 20,8 14,73 ± 3,95 83,8 5,03 ± 0,91 49,3 38,64 ± 15,34 124,1 83,28 ± 23,72 89,0 41,64 ± 11,86 89,0

378 355 ± 88,98 78,4 23,54 ± 2,48 28,2 6,17 ± 0,89 37,2 12,03 ± 1,04 23,2 20,28 ± 6 92,4 3,9 ± 0,65 44,3 69,17 ± 25,16 113,8 134,63 ± 43,73 101,6 67,31 ± 21,87 101,6

383 693,75 ± 177,85 80,2 17,9 ± 1,91 31,1 4,76 ± 0,48 29,2 8,91 ± 0,87 28,3 21,61 ± 7,11 102,8 5,34 ± 0,93 50,5 100,68 ± 37,4 116,2 114,63 ± 43,1 117,6 57,32 ± 21,55 117,6

384 1188,51 ± 667,76 175,7 15,16 ± 0,97 18,3 3,82 ± 0,32 24,2 8,09 ± 0,6 21,3 24,65 ± 10,56 134,0 4,76 ± 0,78 46,8 66,94 ± 29,1 135,9 117,73 ± 50 132,8 58,86 ± 25 132,8

385 872,5 ± 112,43 40,3 15,59 ± 1,03 20,7 4,91 ± 0,33 20,8 9,4 ± 0,71 23,7 19,09 ± 2,95 48,3 5,1 ± 0,63 38,9 69,72 ± 15,28 68,6 92,42 ± 17,76 60,1 46,21 ± 8,88 60,1

386 742,5 ± 184,63 77,8 19,09 ± 1,03 14,5 6,46 ± 0,53 22,1 11,6 ± 0,67 15,6 27,25 ± 6,59 75,7 7,43 ± 1,19 42,8 127,76 ± 35,49 86,8 159,75 ± 40,71 79,7 79,88 ± 20,36 79,7

UA ind.ha-1 CV (%) DAP (cm) CV (%) Hf (m) CV (%) Ht (m) CV (%) AB (m².ha-1) CV (%) S CV (%) Vf c/c (m³.ha-1) CV (%) PS (Mg.ha-1) CV (%) C (Mg.ha-1) CV (%)

387 562,5 ± 151,86 84,4 14,82 ± 0,97 17,6 5,77 ± 0,41 18,9 10,97 ± 0,6 14,7 12,64 ± 4,05 100,2 5,2 ± 1,09 56,3 52,05 ± 17,37 104,3 64,05 ± 21,38 104,4 32,02 ± 10,69 104,4

388 1045 ± 145,38 43,5 15,96 ± 1,04 20,3 4,65 ± 0,28 18,6 8,87 ± 0,69 24,2 23,91 ± 3,44 45,0 4,5 ± 0,61 42,7 69,95 ± 14,18 63,4 117 ± 17,81 47,6 58,5 ± 8,91 47,6

390 532,78 ± 112,64 66,1 16 ± 1,03 18,8 5,87 ± 0,54 26,5 10,5 ± 0,56 15,4 13,57 ± 3,32 76,4 4,23 ± 0,65 44,5 45,66 ± 10,75 73,6 68,71 ± 17,25 78,5 34,36 ± 8,63 78,5

392 515 ± 108,04 65,6 14,25 ± 0,87 17,2 5,25 ± 0,36 19,2 10,31 ± 0,47 12,9 11,69 ± 3 80,2 3,64 ± 0,55 42,8 40,92 ± 10,35 79,1 57,9 ± 15,14 81,7 28,95 ± 7,57 81,7

421 695 ± 107,17 48,2 23,83 ± 2,72 35,7 6,57 ± 0,69 32,0 11,97 ± 1,33 34,7 45,68 ± 11,78 80,6 4,73 ± 0,63 41,5 251,62 ± 82,93 103,1 348,94 ± 109,38 98,0 174,47 ± 54,69 98,0

422 510 ± 96,03 58,9 21 ± 1,51 21,9 4,03 ± 0,46 32,9 9,38 ± 0,57 18,6 20,73 ± 4,3 64,9 4,5 ± 0,8 53,9 56,85 ± 14,61 80,4 98,31 ± 21,44 68,2 49,16 ± 10,72 68,2

423 732,5 ± 110,4 47,1 16,69 ± 0,96 18,0 3,85 ± 0,26 20,1 8,87 ± 0,68 24,1 20,68 ± 4,06 61,4 4,68 ± 0,58 38,6 61,17 ± 16,69 85,3 101,15 ± 22,18 68,6 50,57 ± 11,09 68,6

424 837,5 ± 173,47 64,8 16,07 ± 1 17,9 4,46 ± 0,23 15,0 8,59 ± 0,64 21,4 22,45 ± 4,43 61,7 5,12 ± 0,66 37,2 94,96 ± 22,49 74,0 110,24 ± 23,45 66,5 55,12 ± 11,73 66,5

425 687,5 ± 131,2 59,7 17,71 ± 1,32 22,0 5,44 ± 0,54 27,6 10,91 ± 0,72 19,4 22,09 ± 5,47 77,4 5,83 ± 0,88 44,4 64,12 ± 21,86 106,6 122,96 ± 32,82 83,5 61,48 ± 16,41 83,5

426 480 ± 138,02 89,9 16,31 ± 1,17 17,8 4,53 ± 0,49 26,1 11,67 ± 0,53 11,3 11,13 ± 3,55 99,7 4,46 ± 0,67 37,1 35,71 ± 14,42 126,3 61,42 ± 20,93 106,6 30,71 ± 10,47 106,6

427 470 ± 130,2 86,6 20,81 ± 2,81 34,1 5,66 ± 0,54 22,8 12,72 ± 1,52 30,2 20,9 ± 7,64 114,2 6,07 ± 1,07 44,7 75,14 ± 37,71 156,9 150,61 ± 63,9 132,7 75,31 ± 31,95 132,7

428 687,5 ± 121,88 55,4 19,79 ± 1 15,3 7,93 ± 0,42 16,1 13,61 ± 0,49 11,0 28,88 ± 6,61 71,6 5,55 ± 0,8 44,1 173,2 ± 36,7 66,3 185,94 ± 49,38 83,0 92,97 ± 24,69 83,0

429 710 ± 90,4 39,8 19,72 ± 1,24 19,7 6,04 ± 0,33 16,9 11,21 ± 0,59 16,5 27,95 ± 5,41 60,6 6,33 ± 0,79 39,3 116,54 ± 23,57 63,2 161,71 ± 35,96 69,5 80,86 ± 17,98 69,5
79

430 402,5 ± 130,46 101,3 15,78 ± 1,58 24,3 3,97 ± 0,45 23,4 8,75 ± 0,81 22,4 12,35 ± 8,21 208,0 4,4 ± 0,66 36,5 28,88 ± 22,94 248,4 63,06 ± 45,46 225,4 31,53 ± 22,73 225,4

457 757,5 ± 91,86 37,9 16,41 ± 0,81 15,4 4,82 ± 0,48 28,9 12,5 ± 0,93 23,2 22,03 ± 3,76 53,4 5,53 ± 0,75 42,4 61,55 ± 18,91 96,1 129,25 ± 28,49 68,9 64,63 ± 14,25 68,9

460 655,63 ± 95,83 45,7 17,14 ± 1,52 27,8 5,82 ± 0,69 31,9 9,37 ± 1,12 37,5 20,77 ± 5,36 80,7 4,3 ± 0,62 44,7 65,29 ± 30,74 147,2 139,81 ± 54,75 122,5 69,91 ± 27,38 122,5

464 677,5 ± 113,94 52,6 21,78 ± 1,58 22,6 5,43 ± 0,39 21,8 11,51 ± 0,78 21,1 36,04 ± 8,97 77,8 5,58 ± 0,8 44,8 174,01 ± 49,67 89,3 235,41 ± 66,86 88,8 117,71 ± 33,43 88,8

465 550 ± 81,94 46,6 23,74 ± 2,38 31,4 5,24 ± 0,38 22,6 11,53 ± 0,67 18,1 36,42 ± 8,76 75,2 4,48 ± 0,46 32,4 176,74 ± 51,29 90,7 248,81 ± 75,85 95,3 124,41 ± 37,93 95,3

466 917,5 ± 124,16 42,3 18,29 ± 1,5 25,7 4,16 ± 0,24 18,2 9,24 ± 0,44 15,0 27,96 ± 6,09 68,1 6,5 ± 0,81 39,1 99 ± 28,19 89,0 140,81 ± 35,23 78,2 70,41 ± 17,61 78,2

467 880 ± 112,01 39,8 17,46 ± 1,15 20,6 6,3 ± 0,48 23,5 11,46 ± 0,53 14,4 24,71 ± 4,39 55,6 6,18 ± 0,7 35,3 96,95 ± 20,34 65,6 132,5 ± 26,96 63,6 66,25 ± 13,48 63,6

468 845 ± 158,5 58,7 17,31 ± 0,99 17,7 4,29 ± 0,43 30,9 8,5 ± 0,56 20,4 27,05 ± 6,85 79,2 6,44 ± 1,05 50,1 105,03 ± 35,41 105,4 129,69 ± 37,49 90,4 64,84 ± 18,75 90,4

470 502,5 ± 140,34 87,3 16,51 ± 0,79 11,8 5,09 ± 0,63 29,2 12,44 ± 0,77 15,2 13,63 ± 3,86 88,6 6,31 ± 0,81 31,6 33,31 ± 12,99 121,9 76,21 ± 22,53 92,4 38,1 ± 11,27 92,4
2 | Amostragem dos remanescentes florestais da Floresta Ombrófila Densa

507 665 ± 129,46 60,9 22,09 ± 1,78 24,1 4,91 ± 0,45 27,6 10,99 ± 0,48 13,1 31,24 ± 6,48 64,9 5,19 ± 0,77 44,7 142,79 ± 29,02 63,6 164,09 ± 35,79 68,2 82,05 ± 17,9 68,2

508 642,5 ± 107,64 52,4 18 ± 1,22 21,2 5,55 ± 0,57 27,9 11,42 ± 1,1 30,0 20,3 ± 4,54 69,9 4,08 ± 0,55 42,1 71,22 ± 23,72 104,1 128,62 ± 34,23 83,2 64,31 ± 17,11 83,2

513 742,5 ± 136,63 57,5 16,69 ± 1,39 26,0 4,88 ± 0,56 33,9 8,95 ± 0,65 22,8 19,98 ± 4,48 70,1 4,88 ± 0,68 43,6 77,18 ± 26,24 106,3 111,56 ± 30,57 85,7 55,78 ± 15,29 85,7

516 685 ± 86,17 39,3 21,66 ± 1,3 18,8 5,06 ± 0,48 29,3 10,9 ± 0,47 13,6 33,71 ± 4,92 45,7 5,4 ± 0,61 35,5 122,68 ± 28 71,4 199,78 ± 36,69 57,4 99,89 ± 18,34 57,4

517 587,5 ± 158,54 84,4 16,59 ± 1,34 20,8 4,33 ± 0,52 30,7 8,99 ± 0,63 18,0 17,87 ± 8,9 155,8 6,07 ± 1,23 52,1 55,09 ± 27,2 154,4 91,89 ± 51,37 174,8 45,95 ± 25,69 174,8
UA ind.ha-1 CV (%) DAP (cm) CV (%) Hf (m) CV (%) Ht (m) CV (%) AB (m².ha-1) CV (%) S CV (%) Vf c/c (m³.ha-1) CV (%) PS (Mg.ha-1) CV (%) C (Mg.ha-1) CV (%)

518 640 ± 114,47 55,9 18,85 ± 2,1 34,8 4,73 ± 0,48 30,1 9,73 ± 0,81 26,2 22,57 ± 5,22 72,3 4,5 ± 0,9 62,7 73,67 ± 21,22 90,1 122,16 ± 29,62 75,8 61,08 ± 14,81 75,8

189,82 ±
519 1523,33 ± 1260 258,6 20,61 ± 1,49 22,1 6,77 ± 0,45 19,8 13,68 ± 0,72 16,1 59,71 ± 43,56 228,1 5,66 ± 0,92 49,4 284,7 ± 185,01 203,2 379,65 ± 278,82 229,6 229,6
139,41

520 620 ± 143,43 72,3 16,37 ± 0,99 16,8 6,06 ± 0,51 22,9 12,13 ± 0,57 13,1 16,64 ± 4,23 79,6 5,28 ± 0,78 40,9 75,64 ± 18,69 77,3 92,36 ± 24,99 84,6 46,18 ± 12,5 84,6

522 332,5 ± 118,43 111,4 20,7 ± 2,77 32,4 6,92 ± 0,52 16,8 12,35 ± 0,92 18,1 16,66 ± 6,43 120,7 4,36 ± 1,1 61,0 94,98 ± 40,29 132,6 99,86 ± 41,29 129,3 49,93 ± 20,64 129,3

523 725 ± 94,64 40,8 17,58 ± 1,16 20,6 7,05 ± 0,4 17,8 12,52 ± 0,41 10,3 22,71 ± 4,18 57,5 5,95 ± 0,72 38,1 137,81 ± 28,41 64,5 134,63 ± 27,49 63,9 67,31 ± 13,75 63,9

526 685 ± 136,95 62,5 20,65 ± 1,17 15,7 6,29 ± 0,36 15,9 13,73 ± 0,32 6,4 28,74 ± 6,32 68,8 4,16 ± 0,49 33,0 168,29 ± 38,85 72,2 178,52 ± 40,65 71,2 89,26 ± 20,33 71,2

568 605 ± 105,44 54,5 20,73 ± 1,86 27,3 4,93 ± 0,51 30,6 10,88 ± 0,69 19,2 26,43 ± 6,65 78,6 5,24 ± 0,86 50,1 89,28 ± 26,75 93,7 153,31 ± 44,02 89,8 76,66 ± 22,01 89,8

570 622,5 ± 127,82 64,2 20,09 ± 2,14 31,0 5,35 ± 0,6 32,6 11,34 ± 0,78 20,1 23,93 ± 5,6 73,2 5,8 ± 1 50,3 77,33 ± 20,91 84,5 148,03 ± 38,52 81,4 74,02 ± 19,26 81,4

571 545 ± 118,99 68,3 17,94 ± 1,35 22,9 5,93 ± 0,74 34,7 10,26 ± 0,82 24,4 17,01 ± 4,01 73,6 4,39 ± 0,77 53,0 60,44 ± 20,5 106,0 98,01 ± 26,52 84,6 49 ± 13,26 84,6

573 750 ± 89,58 37,3 19,97 ± 1,22 19,1 4,78 ± 0,4 25,7 9,29 ± 0,68 23,0 32,82 ± 6,5 61,9 5,4 ± 0,57 33,0 108,98 ± 33,16 95,1 183,4 ± 45,92 78,3 91,7 ± 22,96 78,3

575 312,5 ± 116,15 116,2 16,24 ± 1,3 19,4 4,57 ± 0,64 30,0 10,23 ± 0,86 20,3 8,88 ± 3,22 113,5 3,96 ± 0,75 45,8 19,29 ± 9,66 156,6 46,55 ± 17,2 115,5 23,27 ± 8,6 115,5

576 395 ± 123,32 97,6 19,09 ± 1,14 14,2 5,12 ± 0,53 24,3 12,41 ± 0,99 18,9 15,35 ± 5,36 109,2 5,71 ± 0,95 39,5 67,92 ± 26,81 123,4 94,47 ± 34,95 115,7 47,23 ± 17,48 115,7

577 612,5 ± 69,54 35,5 19,23 ± 1,5 24,3 6,03 ± 0,64 31,1 11,32 ± 0,99 27,3 22,69 ± 3,8 52,4 5,1 ± 0,67 41,4 80,4 ± 20,6 80,1 139,59 ± 27,02 60,5 69,79 ± 13,51 60,5

80
578 797,5 ± 93,73 36,7 18,93 ± 1,27 21,0 4,6 ± 0,38 25,2 11,02 ± 0,67 19,1 31,36 ± 5,31 53,0 6,63 ± 0,77 36,3 69,04 ± 18,58 84,1 187,82 ± 37,25 62,0 93,91 ± 18,63 62,0

579 665 ± 141,28 66,4 21,09 ± 1,71 22,5 7,96 ± 0,53 18,6 13,84 ± 0,8 16,1 31,09 ± 8,32 83,7 6,47 ± 0,92 39,3 202,46 ± 58,9 91,0 210,91 ± 64,58 95,7 105,46 ± 32,29 95,7

582 475 ± 140,76 92,7 17,59 ± 1,23 18,3 4,4 ± 0,55 29,0 11 ± 0,63 15,0 15,24 ± 5,19 106,4 4,34 ± 0,97 58,8 27,2 ± 13,89 159,6 82,13 ± 29 110,4 41,07 ± 14,5 110,4

584 381,79 ± 97,1 79,5 18,12 ± 1,55 22,5 5,89 ± 0,54 22,6 10 ± 0,6 15,7 13,61 ± 4,04 92,9 4,03 ± 0,63 41,1 46,97 ± 16,7 111,2 70,21 ± 22,67 101,0 35,11 ± 11,33 101,0

624 637,5 ± 102,85 50,4 17,65 ± 1,34 23,7 4,64 ± 0,54 31,5 8,81 ± 0,77 27,5 22,45 ± 6,8 94,7 4,18 ± 0,61 45,3 52,44 ± 19,3 115,1 123,42 ± 36,6 92,7 61,71 ± 18,3 92,7

625 627,5 ± 102,42 51,0 22,22 ± 1,96 27,6 5,56 ± 0,47 25,6 10,43 ± 0,78 23,4 30,81 ± 5,69 57,7 4,55 ± 0,68 46,7 129,42 ± 32,27 78,0 194,72 ± 42,57 68,4 97,36 ± 21,29 68,4
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina

631 460 ± 114,47 77,8 18,47 ± 1,37 21,6 5,55 ± 0,79 35,8 10,28 ± 0,94 26,6 14,11 ± 3,95 87,5 4,14 ± 0,76 53,4 42,15 ± 20,21 149,9 81,3 ± 25,71 98,9 40,65 ± 12,85 98,9

633 757,5 ± 144,1 59,5 19,02 ± 1,07 16,2 6,06 ± 0,55 26,0 12,62 ± 0,67 15,3 28,05 ± 6,54 72,9 7,59 ± 1 37,7 120,44 ± 34,72 90,1 184,28 ± 46,28 78,5 92,14 ± 23,14 78,5

634 722,5 ± 91,18 39,5 18,29 ± 1,34 22,9 5,16 ± 0,52 31,7 11,3 ± 0,7 19,3 23,06 ± 4,32 58,6 5,23 ± 0,58 34,8 93,8 ± 26,83 89,5 137,75 ± 33,48 76,0 68,87 ± 16,74 76,0

635 662,5 ± 82,09 38,7 19,03 ± 1,27 20,8 5,64 ± 0,41 21,8 13,15 ± 0,78 18,5 22,43 ± 3,35 46,8 5,53 ± 0,63 35,7 80,97 ± 18,15 70,1 144,68 ± 25,54 55,2 72,34 ± 12,77 55,2

636 630 ± 78,07 38,7 22,01 ± 1,71 24,4 6,7 ± 0,36 17,0 12,69 ± 0,59 14,6 33,1 ± 5,95 56,2 5,55 ± 0,72 40,8 187,83 ± 34,89 58,1 202 ± 38,6 59,8 101 ± 19,3 59,8

637 785 ± 109,49 43,6 17,54 ± 1,11 19,7 6,44 ± 0,44 21,3 11,8 ± 0,46 12,2 26,05 ± 4,3 51,6 6 ± 0,72 37,4 146,87 ± 28,08 59,8 146,62 ± 26,46 56,4 73,31 ± 13,23 56,4

638 495 ± 101,64 64,2 14,75 ± 0,95 19,2 5,73 ± 0,44 21,5 10,97 ± 0,47 12,8 11,55 ± 3,15 85,3 4,27 ± 0,66 46,4 43,29 ± 12,52 90,5 59,09 ± 16,74 88,6 29,54 ± 8,37 88,6

639 587,5 ± 102,21 54,4 15,05 ± 0,76 15,8 5,07 ± 0,46 28,1 9,91 ± 0,6 18,8 14,93 ± 3,4 71,2 4,48 ± 0,78 54,5 59,37 ± 18,33 96,5 75,75 ± 18,69 77,2 37,87 ± 9,35 77,2

UA ind.ha-1 CV (%) DAP (cm) CV (%) Hf (m) CV (%) Ht (m) CV (%) AB (m².ha-1) CV (%) S CV (%) Vf c/c (m³.ha-1) CV (%) PS (Mg.ha-1) CV (%) C (Mg.ha-1) CV (%)

640 495 ± 137,21 86,7 15,86 ± 0,96 17,8 5,63 ± 0,45 22,7 10,43 ± 0,9 25,4 12,79 ± 3,68 90,1 3,42 ± 0,63 54,8 51,5 ± 18,59 112,9 64,94 ± 19,88 95,7 32,47 ± 9,94 95,7

641 630 ± 88,17 43,8 21,98 ± 1,62 23,0 6,77 ± 0,75 33,0 13,83 ± 0,8 18,0 29,43 ± 5,19 55,1 5,93 ± 0,77 40,7 138 ± 36,26 82,2 211,87 ± 46,01 67,9 105,94 ± 23,01 67,9

642 590 ± 106,39 56,4 17,4 ± 1,17 19,6 6,17 ± 0,47 21,5 10,61 ± 0,49 13,4 21,71 ± 5,03 72,4 5,17 ± 0,65 36,5 85,48 ± 23,89 87,4 114,85 ± 28,1 76,5 57,43 ± 14,05 76,5

681 885 ± 201,82 71,3 17,92 ± 1,87 30,4 4,66 ± 0,66 39,5 8,02 ± 0,89 32,4 25,3 ± 5,55 68,6 5,66 ± 0,81 41,6 60,11 ± 21,75 113,1 123,82 ± 29,24 73,8 61,91 ± 14,62 73,8

682 450 ± 77,67 54,0 22,9 ± 2,11 28,4 5,38 ± 0,7 39,5 10,68 ± 0,97 28,1 25,29 ± 6,86 84,8 3,82 ± 0,58 46,8 108,72 ± 34,28 98,6 166,57 ± 55,62 104,4 83,28 ± 27,81 104,4

685 662,5 ± 110,71 52,3 15,51 ± 0,95 18,9 5,03 ± 0,72 34,8 8,36 ± 0,87 32,2 15,1 ± 3,44 71,3 4,95 ± 0,78 48,4 25,92 ± 10,83 130,7 76,62 ± 20,01 81,6 38,31 ± 10 81,6

686 540 ± 109,07 63,2 18,2 ± 1,47 25,0 5,47 ± 0,7 36,9 11,29 ± 1,29 35,2 15,74 ± 2,98 59,3 3,92 ± 0,64 50,4 54,42 ± 16,99 97,6 92,26 ± 21,27 72,1 46,13 ± 10,64 72,1

687 600 ± 145,93 76,0 17,23 ± 1,37 24,8 4,52 ± 0,64 35,7 9,5 ± 0,92 30,4 14,75 ± 2,77 58,7 3,53 ± 0,56 49,8 35,99 ± 11,89 103,3 83,95 ± 17,74 66,1 41,97 ± 8,87 66,1

688 650 ± 94,71 45,6 20,02 ± 1,97 30,7 5,95 ± 0,58 29,4 11,66 ± 1,19 31,9 25,81 ± 5,89 71,4 4,9 ± 0,64 40,8 113,22 ± 35,09 96,9 178,3 ± 53,65 94,1 89,15 ± 26,82 94,1

689 564,17 ± 144,33 80,0 18,23 ± 1,3 19,4 4,26 ± 0,41 24,4 8,63 ± 0,49 15,4 17,83 ± 4,88 85,6 5,52 ± 1,07 52,9 40,57 ± 13,93 107,3 86,28 ± 23,86 86,5 43,14 ± 11,93 86,5

690 660 ± 98,99 46,9 20,24 ± 1,5 22,8 4,86 ± 0,42 25,4 11,08 ± 0,7 19,6 28,38 ± 5,71 62,9 4,92 ± 0,67 42,0 100,8 ± 30,5 94,6 180,65 ± 50,59 87,6 90,33 ± 25,3 87,6

737 417,5 ± 113,8 85,2 18,17 ± 1,44 20,5 3,68 ± 0,43 25,8 9,46 ± 0,68 18,5 14,54 ± 3,96 85,2 4,82 ± 0,69 37,0 15,84 ± 7,36 145,3 68,12 ± 19,05 87,4 34,06 ± 9,52 87,4

742 400 ± 88,7 69,3 21,28 ± 4,15 56,8 5,88 ± 0,89 35,9 11,52 ± 1,42 35,9 22,42 ± 10,22 142,5 3,69 ± 0,76 59,9 89,11 ± 67,92 238,3 188,63 ± 120,41 199,6 94,32 ± 60,21 199,6
81

743 352,5 ± 88,4 78,4 19,56 ± 2,43 36,7 5,09 ± 0,8 41,1 11,87 ± 0,92 22,9 16,14 ± 5,96 115,4 3,11 ± 0,67 63,3 51,14 ± 28,31 173,1 111,06 ± 51,02 143,7 55,53 ± 25,51 143,7

745 437,5 ± 140,19 100,2 17,91 ± 1,6 23,1 4,79 ± 0,52 27,8 10,73 ± 0,7 16,8 13,45 ± 4,09 95,1 4,29 ± 0,65 39,1 69,08 ± 23,41 106,0 73,16 ± 23,72 101,4 36,58 ± 11,86 101,4

747 540 ± 103,39 59,9 21,47 ± 2,23 31,7 8 ± 0,74 27,0 13,19 ± 0,87 20,1 28,52 ± 8 87,7 4,21 ± 0,62 44,6 156,31 ± 50,56 101,1 220,64 ± 75,96 107,6 110,32 ± 37,98 107,6

748 312,5 ± 109,88 109,9 19,6 ± 1,88 23,2 5,99 ± 0,94 32,7 11,1 ± 1,12 24,4 11,87 ± 4,59 121,0 3,4 ± 0,7 50,2 42,39 ± 21,29 157,0 69,78 ± 28,89 129,5 34,89 ± 14,45 129,5

750 567,5 ± 80,45 44,3 20,2 ± 1,46 22,5 7,35 ± 0,4 17,1 12,97 ± 0,67 16,1 25,22 ± 5,61 69,5 5,25 ± 0,74 44,4 151,12 ± 36,02 74,5 160,59 ± 40,89 79,6 80,3 ± 20,45 79,6

752 587,5 ± 84,21 44,8 21,39 ± 1,91 27,6 7,33 ± 0,5 20,8 12,2 ± 0,54 13,6 27,76 ± 6,02 67,8 5,26 ± 0,67 39,2 162,4 ± 35 67,4 169,13 ± 40,68 75,2 84,56 ± 20,34 75,2

753 492,5 ± 135,95 86,3 17,43 ± 1,25 18,9 6,57 ± 0,36 14,3 11,55 ± 0,47 10,8 15,15 ± 4,56 94,2 5,17 ± 1,06 54,0 96,32 ± 29,35 95,3 81,11 ± 25,11 96,8 40,55 ± 12,55 96,8

795 350 ± 67,94 60,7 21,02 ± 2,53 36,6 5,65 ± 0,59 31,7 10,75 ± 0,99 28,1 19,88 ± 8,18 128,6 3,24 ± 0,56 52,5 106,41 ± 52,27 153,6 120,98 ± 63,17 163,3 60,49 ± 31,59 163,3

796 562,5 ± 100,79 56,0 24,18 ± 2,29 29,2 5,82 ± 0,52 27,7 13,26 ± 0,75 17,4 32,27 ± 7,41 71,8 4,77 ± 0,68 43,9 181,42 ± 44,58 76,8 228,48 ± 59,28 81,1 114,24 ± 29,64 81,1
2 | Amostragem dos remanescentes florestais da Floresta Ombrófila Densa

798 540 ± 133,7 77,4 18,88 ± 1,23 17,5 4,73 ± 0,53 28,2 12,47 ± 0,56 12,0 20,32 ± 5,95 91,5 6,23 ± 1,03 44,3 50,44 ± 20,07 124,4 126,08 ± 39,6 98,2 63,04 ± 19,8 98,2

801 567,5 ± 113,45 62,5 20,31 ± 1,73 25,2 5,4 ± 0,34 18,5 10,68 ± 0,69 19,0 29,59 ± 12,88 136,1 5,17 ± 0,84 48,2 163,9 ± 70,35 134,2 175,65 ± 81,77 145,6 87,83 ± 40,89 145,6

802 520 ± 93,09 56,0 19,96 ± 1,52 23,8 6,12 ± 0,31 15,7 10,67 ± 0,64 18,7 20,11 ± 4,06 63,2 4,43 ± 0,79 55,6 116,09 ± 24,62 66,3 108,27 ± 24,66 71,2 54,14 ± 12,33 71,2

803 574,17 ± 129,84 70,7 18,05 ± 0,97 14,5 4,76 ± 0,26 14,6 10,17 ± 0,47 12,3 18,85 ± 5,01 83,0 5,93 ± 0,92 41,7 92,44 ± 25,23 85,4 97,91 ± 26,45 84,5 48,96 ± 13,22 84,5

804 367,5 ± 102,98 87,6 18,49 ± 1,53 22,1 6,78 ± 0,4 15,7 11,44 ± 0,75 17,5 13,92 ± 4,83 108,6 3,87 ± 0,78 54,2 89,05 ± 31,68 111,3 81,69 ± 29,47 112,8 40,84 ± 14,74 112,8
UA ind.ha-1 CV (%) DAP (cm) CV (%) Hf (m) CV (%) Ht (m) CV (%) AB (m².ha-1) CV (%) S CV (%) Vf c/c (m³.ha-1) CV (%) PS (Mg.ha-1) CV (%) C (Mg.ha-1) CV (%)

807 485 ± 129,67 83,6 19,85 ± 1,46 19,0 6,93 ± 0,5 18,4 15,11 ± 0,97 16,5 20,82 ± 5,74 86,2 4,64 ± 0,81 44,7 148,32 ± 41,5 87,5 155,44 ± 44,74 90,0 77,72 ± 22,37 90,0

811 475 ± 98,71 65,0 19,12 ± 1,2 18,6 5,39 ± 0,76 31,8 10,49 ± 0,73 20,6 18,26 ± 4,36 74,7 4,42 ± 0,77 51,5 47,16 ± 20,76 137,7 101,28 ± 26,99 83,3 50,64 ± 13,49 83,3

853 427,5 ± 136,65 99,9 17,67 ± 1,76 24,6 4,93 ± 0,52 24,8 11,37 ± 1,33 28,9 12,83 ± 3,97 96,6 4,77 ± 1,09 56,4 29,96 ± 11,88 124,0 76,75 ± 25,13 102,4 38,38 ± 12,57 102,4

857 662,5 ± 113,06 53,4 18,82 ± 1,51 25,0 4,83 ± 0,34 22,1 9,98 ± 0,75 23,6 24,76 ± 5,46 69,0 4,85 ± 0,75 48,6 126,45 ± 31,21 77,2 143,68 ± 38,86 84,6 71,84 ± 19,43 84,6

858 627,5 ± 121,4 60,5 19,81 ± 1,4 22,1 4,81 ± 0,36 23,1 9,94 ± 0,62 19,5 23,82 ± 5,09 66,8 4,83 ± 0,85 55,1 117,02 ± 26,58 71,0 126,67 ± 29,37 72,5 63,33 ± 14,68 72,5

860 335 ± 104,59 97,6 19,12 ± 3,42 43,3 6,34 ± 0,39 14,9 11,43 ± 1,3 27,6 10,46 ± 3,48 104,1 4,12 ± 0,79 46,6 64,49 ± 22,08 107,1 57,74 ± 20,64 111,8 28,87 ± 10,32 111,8

865 318,33 ± 98,74 97,0 16,36 ± 0,97 14,3 5,78 ± 1,05 36,5 10,1 ± 0,74 17,8 8,41 ± 3,27 121,5 3,56 ± 0,77 52,6 27,51 ± 16,83 191,2 44,96 ± 20,69 143,9 22,48 ± 10,34 143,9

899 662,5 ± 114,44 54,0 19,94 ± 1,38 21,6 4,24 ± 0,38 27,8 10,16 ± 0,55 16,9 24,21 ± 4,65 60,0 5,18 ± 0,84 50,6 75,61 ± 16,95 70,1 129,08 ± 26,65 64,6 64,54 ± 13,33 64,6

905 582,5 ± 145,19 77,9 17,61 ± 1,43 21,7 5,4 ± 0,34 16,9 11,2 ± 0,65 15,7 18,47 ± 5,65 95,6 5,8 ± 0,89 41,1 99,24 ± 31,32 98,7 101,97 ± 33,19 101,8 50,99 ± 16,6 101,8

906 550,83 ± 106,33 60,4 17,02 ± 1,12 20,3 4,47 ± 0,26 17,8 9,11 ± 0,51 17,2 14,57 ± 3,47 74,4 4,26 ± 0,72 51,9 67,09 ± 16,65 77,6 71,4 ± 18,98 83,1 35,7 ± 9,49 83,1

907 517,5 ± 107,15 64,7 20,13 ± 1,62 24,1 5,57 ± 0,63 30,1 11,5 ± 0,74 19,3 21,25 ± 5,25 77,2 3,78 ± 0,67 53,3 70,6 ± 30,52 135,2 128,92 ± 37,32 90,5 64,46 ± 18,66 90,5

909 665 ± 185,57 87,3 20,08 ± 1,96 24,6 5,97 ± 0,75 31,8 10,67 ± 1,11 26,4 25,69 ± 7,66 93,3 7,11 ± 1,28 45,4 111,5 ± 36,84 103,3 155,77 ± 52,45 105,3 77,89 ± 26,22 105,3

912 535 ± 81,15 47,4 20,33 ± 1,43 22,1 5,57 ± 0,65 32,6 11,71 ± 0,61 16,2 24,67 ± 6,2 78,6 4,3 ± 0,62 44,7 61,15 ± 22,9 117,1 146,56 ± 43,48 92,8 73,28 ± 21,74 92,8

913 377,5 ± 62,92 52,1 21,86 ± 2,37 32,5 6,99 ± 0,89 33,6 12,48 ± 1,18 28,4 19,43 ± 4,79 77,1 3,59 ± 0,44 36,8 61,88 ± 19,98 101,0 123,99 ± 35,49 89,5 61,99 ± 17,75 89,5

82
951 492,5 ± 157,41 99,9 19,61 ± 1,54 20,7 4,43 ± 0,6 32,1 10,17 ± 0,97 25,0 18,57 ± 5,91 99,5 4,97 ± 0,96 50,6 32,97 ± 17,27 163,8 102,1 ± 36,81 112,7 51,05 ± 18,41 112,7

953 645 ± 118,33 57,4 20,4 ± 1,27 18,7 5,19 ± 0,45 25,6 11,37 ± 0,56 14,8 27,32 ± 5,12 58,5 5,76 ± 0,83 43,0 98,79 ± 23,43 74,2 163,27 ± 33,44 64,0 81,63 ± 16,72 64,0

955 434,17 ± 62,74 45,2 18,49 ± 1,52 25,3 5,09 ± 0,82 44,7 10,63 ± 0,82 23,7 15,62 ± 3,04 60,8 3,69 ± 0,52 43,6 34,06 ± 11,19 102,7 88,2 ± 19,72 69,9 44,1 ± 9,86 69,9

959 615 ± 81,47 41,4 16,98 ± 1,05 19,1 3,91 ± 0,67 46,5 9,52 ± 0,79 25,7 17,09 ± 2,62 47,9 4,59 ± 0,52 35,2 29,2 ± 12,54 134,3 87,59 ± 16,06 57,3 43,79 ± 8,03 57,3

991 672,5 ± 116,33 54,1 20,25 ± 1,22 18,4 4,38 ± 0,52 35,4 9,16 ± 0,83 27,6 28,24 ± 5,98 66,2 4,87 ± 0,62 38,6 62,05 ± 23,06 116,2 156,5 ± 39,34 78,6 78,25 ± 19,67 78,6
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina

992 327,5 ± 206,37 197,0 20,32 ± 2,05 14,1 6,55 ± 1,04 22,3 12,08 ± 0,62 7,2 13,46 ± 8,28 192,4 6,2 ± 1,68 37,9 43,12 ± 26,96 195,5 79,03 ± 48,9 193,5 39,51 ± 24,45 193,5

993 470,65 ± 149,88 99,6 18,74 ± 1,68 24,9 5,64 ± 0,65 29,2 10,45 ± 0,98 26,1 20,95 ± 10 149,3 4,09 ± 0,93 63,1 55,09 ± 21,98 124,8 119,3 ± 60,16 157,7 59,65 ± 30,08 157,7

994 453,33 ± 124,36 85,8 16,97 ± 1,38 21,3 5,68 ± 0,63 26,2 10,99 ± 0,96 23,0 14 ± 4,51 100,8 4,83 ± 0,84 45,7 49,21 ± 19,96 126,8 79,19 ± 27,42 108,3 39,59 ± 13,71 108,3

995 585 ± 76,83 41,1 21,18 ± 1,91 28,1 8,04 ± 0,88 34,2 13,37 ± 0,89 20,8 30,21 ± 8,67 89,7 4,93 ± 0,67 42,7 119,2 ± 35,97 94,3 206,84 ± 56,73 85,8 103,42 ± 28,36 85,8

997 490 ± 93,54 59,7 19,69 ± 1,8 27,8 5,05 ± 0,49 29,1 11,17 ± 0,77 21,1 18,62 ± 4,74 79,6 3,34 ± 0,59 53,6 90,61 ± 28,73 99,1 105,16 ± 33,22 98,8 52,58 ± 16,61 98,8

1025 829,79 ± 337,79 127,3 27,79 ± 4,59 51,7 5,5 ± 0,87 40,9 12,49 ± 0,89 22,2 56,54 ± 12,44 68,8 5,15 ± 0,8 48,5 65,86 ± 39,69 188,4 404,25 ± 100,9 78,0 202,13 ± 50,45 78,0

1026 632,5 ± 197,92 97,8 19,2 ± 2,56 35,1 5,06 ± 0,51 23,8 11,05 ± 1,05 24,9 28,26 ± 13,95 154,4 5,14 ± 0,6 30,7 59,12 ± 27,92 147,6 203,74 ± 128,89 197,8 101,87 ± 64,44 197,8

1027 556,11 ± 153,77 86,5 15,03 ± 0,74 14,1 5,2 ± 0,79 35,8 10,05 ± 0,6 17,0 14,48 ± 6,06 131,0 4,44 ± 0,59 38,1 19,87 ± 10,95 172,3 70,56 ± 26,72 118,4 35,28 ± 13,36 118,4

UA ind.ha-1 CV (%) DAP (cm) CV (%) Hf (m) CV (%) Ht (m) CV (%) AB (m².ha-1) CV (%) S CV (%) Vf c/c (m³.ha-1) CV (%) PS (Mg.ha-1) CV (%) C (Mg.ha-1) CV (%)

1031 540 ± 69,01 40,0 20,04 ± 1,31 20,5 6,51 ± 0,76 32,5 12,82 ± 0,61 15,0 21,64 ± 3,65 52,8 4,58 ± 0,61 42,0 74,94 ± 21,04 87,8 135 ± 25,92 60,0 67,5 ± 12,96 60,0

1047 254,17 ± 69,54 85,5 21,34 ± 2,57 33,4 4,91 ± 1,82 74,3 9,15 ± 1,2 36,3 13,98 ± 6,12 136,8 2,59 ± 0,59 62,6 37,55 ± 21,04 175,2 80,65 ± 41,56 161,1 40,33 ± 20,78 161,1

1048 540 ± 98,45 57,0 26,56 ± 2,4 27,4 7,11 ± 0,73 29,5 12,57 ± 0,84 20,4 48,01 ± 13,22 86,1 5,24 ± 0,78 45,6 235,88 ± 83,4 110,6 365,48 ± 118,26 101,2 182,74 ± 59,13 101,2

1049 552,5 ± 96,89 54,8 23,83 ± 1,47 19,0 7,15 ± 0,92 35,7 12,44 ± 0,84 20,8 31,53 ± 6,34 62,9 5,21 ± 0,84 49,5 101,64 ± 36,58 112,5 203,91 ± 54,86 84,1 101,95 ± 27,43 84,1

1052 562,5 ± 96 53,4 23,02 ± 1,99 25,9 5,77 ± 0,8 35,9 12,25 ± 0,75 18,3 30,13 ± 5,95 61,7 5,46 ± 0,77 42,4 66,97 ± 22,9 106,9 191,92 ± 40,39 65,8 95,96 ± 20,2 65,8

1065 787,5 ± 95,59 38,0 17,78 ± 1,34 23,6 3,9 ± 0,41 27,4 8,4 ± 0,82 30,4 25,04 ± 5,28 65,9 5,9 ± 0,83 44,1 54,2 ± 21,67 125,0 121,03 ± 29,87 77,2 60,52 ± 14,93 77,2

1066 1111,67 ± 123,46 34,7 15,29 ± 0,83 16,9 3,61 ± 0,41 31,7 7,68 ± 0,57 23,3 23,47 ± 3,68 49,0 5,65 ± 0,9 50,0 34,22 ± 12,96 118,4 105,53 ± 19,12 56,6 52,76 ± 9,56 56,6

1068 535 ± 74,76 43,7 23,67 ± 3,04 39,7 6,74 ± 1,04 45,0 12,86 ± 0,81 19,5 27,13 ± 5,92 68,3 4,87 ± 0,57 36,2 78,86 ± 22,67 89,9 179,13 ± 44,92 78,4 89,56 ± 22,46 78,4

1069 712,5 ± 88,16 38,7 18,51 ± 1,09 18,4 5,11 ± 0,42 24,5 11,65 ± 0,58 15,5 23,52 ± 3,71 49,3 6,33 ± 0,71 35,3 78,75 ± 17,07 67,8 138,07 ± 24,8 56,2 69,04 ± 12,4 56,2

1072 650 ± 79,34 38,2 18,14 ± 1,17 20,1 6,31 ± 0,68 30,2 12,68 ± 0,62 15,4 19,62 ± 3,29 52,4 5,13 ± 0,65 39,6 55,94 ± 21,03 117,5 116,09 ± 21,87 58,9 58,04 ± 10,93 58,9

1073 505 ± 86,59 53,6 17,33 ± 1,51 25,8 6,02 ± 0,76 35,0 11,1 ± 0,77 20,5 14,13 ± 3,38 74,8 5,17 ± 0,65 37,2 42,13 ± 17,1 126,9 81,96 ± 23,6 90,0 40,98 ± 11,8 90,0

1074 550 ± 73,14 41,6 19,83 ± 1,76 27,8 7,84 ± 1,15 43,5 13,47 ± 1,01 23,5 22,24 ± 4,67 65,7 4,8 ± 0,6 39,0 88,41 ± 31,97 113,1 149,43 ± 39,98 83,7 74,72 ± 19,99 83,7
83
2 | Amostragem dos remanescentes florestais da Floresta Ombrófila Densa
Árvores mortas

84
de dados analisado, ocasionando uma elevada variância entre os dados.
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina

Amostrais foi superior a 100%, isto se deve ao fato do desvio padrão ser maior que a média do conjunto
95%, estão apresentados na Tabela 2.16. Note que o coeficiente de variação para algumas Unidades
as árvores vivas. Os resultados destas estimativas, com seus respectivos intervalos de confiança de
que possuíram árvores mortas. Os intervalos de confiança foram construídos da mesma forma que para
média e do desvio padrão das mesmas nas 40 subparcelas de cada uma das 195 Unidades Amostrais
Floresta Ombrófila Densa. Seguindo a mesma metodologia, estas variáveis foram estimadas a partir da
ajustado para o grupo “Todas as espécies” da
as árvores mortas). O volume do fuste para as árvores mortas foi estimado a partir do uso da equação
para as árvores vivas (com exceção da variável número de espécies por hectare, que não existe para
As variáveis dendrométricas calculadas para as árvores mortas são as mesmas quantificadas

Tabela 2.16. Estimativas das variáveis dendrométricas para as árvores mortas em 195 Unidades Amostrais amostradas na Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina. Valores médios
com intervalo de confiança e coeficiente de variação. ind.ha-1 = número de indivíduos por hectare; DAP = diâmetro à altura do peito; CV = coeficiente de variação; Hf = altura do fuste;
Ht = altura total; AB = área basal total; Vf c/c = volume total do fuste com casca; PS= peso seco total; C = estoque de carbono total; PI = população insuficiente.
Table 2.16. Estimates of dendrometric variables of dead trees species within 195 Sample Plots in Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina. Mean values with confidence interval
and coefficient of variation. ind.ha-1 = number of trees per hectare; DAP = DBH; CV = coefficient of variation; Hf = stem height; Ht = total tree height; AB = total basal area; Vf c/c =
stem volume with bark; PS = total dry weight; C = total carbon stock; PI = insufficient population.
UA ind.ha-1 CV (%) DAP (cm) CV (%) Hf (m) CV (%) Ht (m) CV (%) AB (m².ha-1) CV (%) Vf c/c (m³.ha-1) CV (%) PS (Mg.ha-1) CV (%) C (Mg.ha-1) CV (%)

1 57,5 ± 20,34 110,6 20,07 ± 3,97 42,2 6,25 ± 1,09 54,6 8,86 ± 1,81 43,8 2,13 ± 1,04 152,2 4,58 ± 4,63 315,8 9,8 ± 5,35 170,6 4,9 ± 2,67 170,6

4 41,88 ± 20,36 152,0 20,78 ± 9,16 76,3 2 - 5,43 ± 1,03 32,9 1,96 ± 1,98 315,8 0,07 ± 0,14 - 5,44 ± 4,29 246,2 2,72 ± 2,14 246,2

10 33,57 ± 22,63 210,8 16,56 ± 4,14 32,5 - - 3,17 ± 0,77 31,6 1,09 ± 0,99 283,9 - - 2,67 ± 2,2 256,9 1,34 ± 1,1 256,9

15 27,5 ± 14,46 164,4 12,46 ± 1,33 18,5 - - 4,36 ± 1,43 56,7 0,38 ± 0,21 176,4 - - 1,4 ± 0,76 170,4 0,7 ± 0,38 170,4

21 47,5 ± 22,89 150,7 15,59 ± 2,51 27,9 2,5 ± 0,23 28,3 5,36 ± 1,27 41,0 1,14 ± 0,68 187,1 0,37 ± 0,6 505,2 4,15 ± 2,67 201,2 2,07 ± 1,33 201,2

23 40 ± 27,86 217,8 19,82 ± 6,37 50,6 - - 5,75 ± 2,3 63,0 1,41 ± 0,99 220,9 - - 5,74 ± 4,62 251,5 2,87 ± 2,31 251,5

27 25 ± 17,37 217,2 15,64 ± 4,13 31,6 6 - 5,56 ± 2,36 50,7 0,61 ± 0,57 292,3 0,85 ± 1,72 - 2,44 ± 2,48 318,7 1,22 ± 1,24 318,7

28 58,57 ± 24,19 129,2 15,82 ± 2,12 27,8 - - 5,76 ± 1,8 64,6 1,24 ± 0,58 145,4 - - 4,89 ± 2,64 168,6 2,45 ± 1,32 168,6

30 55 ± 30,68 174,4 16,98 ± 3,89 43,0 8,5 ± 1,13 41,6 5,9 ± 1,53 48,6 2,11 ± 1,57 231,8 1,15 ± 1,78 484,3 7,88 ± 6,26 248,4 3,94 ± 3,13 248,4
85

37 37,5 ± 23,68 197,4 19,39 ± 3,75 27,0 - - 4,98 ± 2,18 61,2 1,26 ± 0,9 222,3 - - 3,95 ± 2,97 235,3 1,98 ± 1,49 235,3

39 47,5 ± 20,47 134,7 18,73 ± 5,52 55,3 - - 5,34 ± 1,76 61,8 1,76 ± 1,35 238,9 - - 6,36 ± 5,52 271,5 3,18 ± 2,76 271,5

40 32,5 ± 19,68 189,4 18,08 ± 5,03 43,8 - - 5,46 ± 2,21 63,6 1,36 ± 1,14 262,6 - - 6,06 ± 6,04 311,8 3,03 ± 3,02 311,8

41 61,07 ± 26,17 134,0 13,54 ± 1,22 18,1 4 - 5,44 ± 1,29 47,7 0,96 ± 0,51 165,9 0,21 ± 0,43 - 3,86 ± 2,08 168,5 1,93 ± 1,04 168,5

47 50 ± 24,02 150,2 14,7 ± 2,16 27,5 - - 4,65 ± 1,27 51,2 1,07 ± 0,59 171,7 - - 3,95 ± 2,2 174,4 1,97 ± 1,1 174,4

49 99,02 ± 38,24 120,8 17,77 ± 3,15 40,0 - - 5,85 ± 1,14 43,8 2,9 ± 1,32 142,0 - - 11,17 ± 5,33 149,2 5,58 ± 2,66 149,2

50 75 ± 126,85 528,8 12,15 ± 1,61 8,3 - - 4,83 ± 2,95 38,4 0,92 ± 1,55 527,7 - - 3,61 ± 6,02 520,9 1,81 ± 3,01 520,9

51 37,5 ± 18,73 156,2 21,19 ± 7,42 57,9 17 - 7,08 ± 2,77 64,7 1,84 ± 1,56 264,2 1,18 ± 2,38 - 8,27 ± 8,05 304,5 4,13 ± 4,03 304,5

58 20 ± 12,96 202,5 14,01 ± 2,52 25,2 - - 5,5 ± 1,73 43,9 0,29 ± 0,21 222,7 - - 1,17 ± 0,81 216,4 0,58 ± 0,4 216,4
2 | Amostragem dos remanescentes florestais da Floresta Ombrófila Densa

59 27,5 ± 16,17 183,9 14,48 ± 2,61 25,2 4 - 5,55 ± 2,11 53,1 0,48 ± 0,31 205,0 0,22 ± 0,44 - 1,8 ± 1,19 207,1 0,9 ± 0,6 207,1

74 17,5 ± 17,57 314,0 16,32 ± 3,53 17,4 - - 7,4 ± 2,08 22,6 0,36 ± 0,34 300,4 - - 1,51 ± 1,46 302,9 0,75 ± 0,73 302,9

77 22,5 ± 15,34 213,2 21,49 ± 7,11 39,6 - - 6,06 ± 2,74 54,1 1,03 ± 0,81 244,7 - - 3,73 ± 3,11 260,9 1,87 ± 1,56 260,9

81 5 ± 7,06 441,4 16,23 ± 24,27 16,6 - - 1,65 ± 4,45 30,0 0,1 ± 0,15 453,8 - - 0,23 ± 0,33 442,0 0,12 ± 0,16 442,0

95 71,79 ± 40,66 177,1 14,23 ± 1,02 12,4 - - 2,88 ± 0,57 34,0 1,66 ± 1,15 216,8 - - 5 ± 3,47 216,7 2,5 ± 1,73 216,7
UA ind.ha-1 CV (%) DAP (cm) CV (%) Hf (m) CV (%) Ht (m) CV (%) AB (m².ha-1) CV (%) Vf c/c (m³.ha-1) CV (%) PS (Mg.ha-1) CV (%) C (Mg.ha-1) CV (%)

97 27,5 ± 20,47 232,7 18,49 ± 5,15 33,3 - - 3,75 ± 1,18 37,7 0,76 ± 0,57 235,0 - - 2,14 ± 1,68 245,4 1,07 ± 0,84 245,4

98 12,5 ± 10,71 267,9 19,62 ± 8,56 52,2 - - 8,38 ± 3,06 43,7 0,62 ± 0,81 410,5 - - 2,8 ± 4,14 462,2 1,4 ± 2,07 462,2

117 30 ± 20,74 216,2 20,41 ± 6,31 37,0 - - 6,03 ± 1,81 35,9 1,05 ± 0,79 236,7 - - 3,4 ± 2,66 244,4 1,7 ± 1,33 244,4

118 57,5 ± 23,9 130,0 16,39 ± 3,72 47,1 - - 4,38 ± 1,63 77,5 1,48 ± 0,87 183,4 - - 5,06 ± 3,27 202,1 2,53 ± 1,64 202,1

119 32,5 ± 16,81 161,7 15,45 ± 3,97 40,4 - - 5,21 ± 1,83 55,4 0,76 ± 0,56 231,6 - - 2,81 ± 2,2 245,6 1,4 ± 1,1 245,6

123 47,5 ± 24,01 158,0 14,29 ± 1,61 20,3 - - 4,03 ± 1,21 54,3 1 ± 0,58 182,1 - - 3,11 ± 1,67 168,1 1,55 ± 0,84 168,1

141 32,5 ± 19,68 189,4 21,61 ± 4,01 26,0 - - 4,3 ± 2,27 73,8 1,44 ± 1,13 245,0 - - 3,81 ± 2,85 233,4 1,91 ± 1,42 233,4

142 10 ± 9,72 303,8 13,53 ± 6,22 28,9 - - 2,63 ± 1,19 28,6 0,15 ± 0,17 346,8 - - 0,44 ± 0,43 307,1 0,22 ± 0,22 307,1

143 40,66 ± 30,76 236,6 18,32 ± 4,5 34,3 - - 8,08 ± 3,4 58,8 1,26 ± 0,97 241,9 - - 5,47 ± 4,9 280,1 2,74 ± 2,45 280,1

146 19,17 ± 15,62 254,9 13,3 ± 4,14 40,5 - - 3,61 ± 2,05 73,8 0,36 ± 0,36 310,1 - - 1,18 ± 1,06 280,2 0,59 ± 0,53 280,2

147 30 ± 20,74 216,2 17,23 ± 3,9 29,5 - - 7,11 ± 3,25 59,4 0,89 ± 0,83 291,3 - - 3,02 ± 2,6 269,7 1,51 ± 1,3 269,7

148 60 ± 27,86 145,2 18,79 ± 3,92 39,1 - - 4,5 ± 1,03 43,0 2,04 ± 1,45 222,6 - - 6,1 ± 4,27 218,6 3,05 ± 2,13 218,6

170 32,5 ± 19,68 189,4 17,44 ± 5,52 44,3 - - 6,45 ± 2,75 59,7 0,8 ± 0,63 244,1 - - 3,19 ± 2,5 245,0 1,59 ± 1,25 245,0

172 42,5 ± 21,59 158,8 15,8 ± 3,71 42,4 - - 5,59 ± 1,62 52,5 1,09 ± 0,7 200,1 - - 4,13 ± 2,51 190,3 2,07 ± 1,26 190,3

86
173 32,5 ± 19,68 189,4 15,68 ± 2,6 23,2 - - 5,9 ± 2,65 62,8 0,65 ± 0,42 202,0 - - 2,69 ± 1,95 226,1 1,35 ± 0,97 226,1

174 36,07 ± 51,17 443,6 16,11 ± 4,7 23,5 - - 7,5 ± 8,12 87,2 0,99 ± 1,6 506,8 - - 2,8 ± 3,85 429,8 1,4 ± 1,92 429,8

175 7,5 ± 8,53 355,7 12,63 ± 1,99 6,3 - - 6 ± 2,48 16,7 0,09 ± 0,11 357,7 - - 0,4 ± 0,45 356,4 0,2 ± 0,23 356,4

194 57,5 ± 26,99 146,8 18,67 ± 3,77 39,3 6 - 4,74 ± 1,51 61,8 1,81 ± 1,04 179,2 0,23 ± 0,47 - 6,49 ± 4,41 212,6 3,25 ± 2,21 212,6

196 65 ± 26,66 128,2 19,3 ± 5,05 54,2 - - 7,13 ± 1,63 47,5 2,25 ± 1,34 186,4 - - 8,5 ± 4,85 178,3 4,25 ± 2,42 178,3
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina

197 45 ± 27,05 188,0 16,26 ± 2,95 28,5 - - 5,28 ± 1,57 46,7 1,33 ± 1,05 247,6 - - 5,15 ± 4,36 265,0 2,57 ± 2,18 265,0

198 77,5 ± 37,97 153,2 19,99 ± 3,08 28,9 - - 9,76 ± 3 57,7 2,96 ± 1,65 175,0 - - 16,77 ± 11,39 212,5 8,38 ± 5,7 212,5

199 57,5 ± 22,77 123,8 21,7 ± 3,84 34,4 5,75 ± 0,99 53,8 9,41 ± 2,19 45,2 2,56 ± 1,5 182,8 6,32 ± 9,99 494,4 13,28 ± 10,18 239,6 6,64 ± 5,09 239,6

221 47,5 ± 22,89 150,7 21,05 ± 7,14 58,8 - - 5,93 ± 1,7 49,7 1,95 ± 1,49 239,2 - - 7,06 ± 5,1 225,9 3,53 ± 2,55 225,9

253 52,5 ± 24,01 143,0 15,19 ± 2,11 26,1 8 - 4,87 ± 1,89 72,8 1,21 ± 0,87 226,5 2,47 ± 4,99 - 5,54 ± 5,4 304,4 2,77 ± 2,7 304,4

254 15 ± 13,65 284,4 13,11 ± 3,53 21,7 - - 5,8 ± 2,04 28,3 0,21 ± 0,21 302,9 - - 0,88 ± 0,85 301,8 0,44 ± 0,42 301,8

255 27,5 ± 20,47 232,7 14,6 ± 2,62 21,5 - - 6,42 ± 2,47 46,0 0,5 ± 0,41 255,2 - - 2,16 ± 1,84 266,3 1,08 ± 0,92 266,3

256 95 ± 48,56 159,8 15,34 ± 1,69 23,5 6 - 6,97 ± 1,51 46,3 1,77 ± 0,85 150,2 0,71 ± 1,44 - 7,32 ± 3,69 157,9 3,66 ± 1,85 157,9

UA ind.ha-1 CV (%) DAP (cm) CV (%) Hf (m) CV (%) Ht (m) CV (%) AB (m².ha-1) CV (%) Vf c/c (m³.ha-1) CV (%) PS (Mg.ha-1) CV (%) C (Mg.ha-1) CV (%)

281 22,5 ± 16,97 235,8 14,51 ± 2,9 21,6 - - 6,54 ± 2,59 42,8 0,38 ± 0,3 241,2 - - 1,61 ± 1,23 239,2 0,8 ± 0,62 239,2

284 38,33 ± 23,6 192,5 13,89 ± 1,87 20,0 - - 6,91 ± 1,93 41,5 0,64 ± 0,4 196,1 - - 2,59 ± 1,59 192,2 1,3 ± 0,8 192,2

285 55 ± 33,93 192,9 16,1 ± 3,47 32,1 9 ± 0,45 15,7 6,14 ± 2,42 58,7 1,12 ± 0,72 202,3 1,54 ± 2,42 492,4 4,77 ± 3,3 216,0 2,39 ± 1,65 216,0

286 85 ± 43,79 161,1 14,44 ± 1,44 20,0 4,13 ± 0,38 28,6 6,76 ± 1,07 31,7 1,59 ± 0,84 165,2 0,89 ± 0,94 330,9 6,56 ± 3,45 164,7 3,28 ± 1,73 164,7

287 32,5 ± 18,3 176,1 14,32 ± 3,8 39,5 - - 5,35 ± 1,06 29,6 0,59 ± 0,43 226,9 - - 2,27 ± 1,56 215,0 1,14 ± 0,78 215,0

309 30 ± 18,03 188,0 16,44 ± 3,15 26,7 - - 6,93 ± 1,87 37,8 0,81 ± 0,62 241,4 - - 3,23 ± 2,51 243,5 1,61 ± 1,26 243,5

314 137,5 ± 46,76 106,3 14,87 ± 2,95 49,2 4,3 ± 0,32 23,4 5,9 ± 1,1 46,1 2,64 ± 1,2 142,1 4,86 ± 2,9 186,2 9,26 ± 3,45 116,5 4,63 ± 1,72 116,5

316 102,5 ± 37,27 113,7 15,5 ± 2,52 36,7 6,5 ± 0,48 23,1 8,45 ± 1,3 34,7 2,54 ± 1,42 174,7 1,25 ± 1,25 313,4 9,72 ± 4,71 151,5 4,86 ± 2,35 151,5

317 30 ± 19,43 202,5 16,05 ± 4,55 36,8 - - 5,38 ± 1,42 34,4 0,87 ± 0,71 253,4 - - 3,06 ± 2,38 243,0 1,53 ± 1,19 243,0

318 42,5 ± 26 191,3 15,36 ± 2,44 25,0 - - 5,4 ± 1,08 31,5 0,78 ± 0,46 183,8 - - 2,86 ± 1,7 185,9 1,43 ± 0,85 185,9

340 27,5 ± 19,14 217,7 21,11 ± 3,31 18,8 4 - 5,81 ± 1,7 35,1 1,04 ± 0,8 242,9 0,26 ± 0,52 - 3,37 ± 2,57 238,2 1,69 ± 1,28 238,2

341 10 ± 12,12 378,9 16,71 ± 5,85 14,1 - - 6 ± 4,3 28,9 0,21 ± 0,25 368,2 - - 0,77 ± 0,9 365,3 0,38 ± 0,45 365,3

344 27,5 ± 16,17 183,9 16,84 ± 4,23 35,1 5 - 6,13 ± 1,83 41,8 0,69 ± 0,49 223,5 0,43 ± 0,87 - 2,64 ± 1,87 221,7 1,32 ± 0,94 221,7
87

347 52,5 ± 26,1 155,4 15,49 ± 2,81 31,5 5 - 7,91 ± 1,57 34,4 1,02 ± 0,56 170,3 0,15 ± 0,31 - 4,28 ± 2,27 165,5 2,14 ± 1,13 165,5

348 120 ± 32,55 84,8 19,51 ± 4,13 56,7 8,15 ± 0,73 28,0 8,27 ± 1,47 47,5 5,22 ± 4,21 252,0 6,39 ± 5,23 255,7 17,39 ± 8,07 145,0 8,69 ± 4,03 145,0

349 90 ± 34,58 120,1 18,02 ± 2,75 35,3 7,5 ± 1,13 47,1 6,84 ± 0,99 33,4 3,02 ± 1,62 167,7 0,27 ± 0,39 447,7 9,44 ± 3,98 131,9 4,72 ± 1,99 131,9

350 82,5 ± 33,88 128,4 13,2 ± 1,61 26,8 4,29 ± 0,69 50,0 5,53 ± 1,23 48,7 1,17 ± 0,5 133,5 2,39 ± 1,36 178,6 4,71 ± 2 133,1 2,35 ± 1 133,1

351 7,5 ± 8,53 355,7 17,4 ± 4,5 10,4 4 - 9,33 ± 9,4 40,6 0,18 ± 0,21 361,3 0,34 ± 0,68 - 0,8 ± 0,96 372,5 0,4 ± 0,48 372,5

352 17,5 ± 19,01 339,6 16,47 ± 13,09 49,9 4 - 5,88 ± 1,64 17,5 0,36 ± 0,4 349,6 0,19 ± 0,37 - 1,31 ± 1,4 334,4 0,65 ± 0,7 334,4

377 37,5 ± 22,54 188,0 19,32 ± 4,11 31,7 - - 9,05 ± 3,1 51,0 1,27 ± 0,9 222,7 - - 6,87 ± 5,7 259,3 3,44 ± 2,85 259,3

378 22,5 ± 15,34 213,2 22,06 ± 7,55 40,9 5,5 - 7,43 ± 2,96 47,7 0,95 ± 0,76 250,2 0,75 ± 1,52 - 3,75 ± 3,04 253,2 1,87 ± 1,52 253,2

383 25 ± 18,82 235,3 18,11 ± 6,4 42,3 3,17 ± 0,56 55,5 6,18 ± 2,05 39,6 0,84 ± 0,72 271,0 0,5 ± 0,66 411,9 3,06 ± 2,65 270,4 1,53 ± 1,32 270,4
2 | Amostragem dos remanescentes florestais da Floresta Ombrófila Densa

384 40 ± 25,91 202,5 16,27 ± 5,05 43,4 - - 5,96 ± 1,98 46,5 1,01 ± 0,77 238,5 - - 3,38 ± 2,41 223,5 1,69 ± 1,21 223,5

385 47,5 ± 25,08 165,1 20,12 ± 4,77 39,2 4,13 ± 1,07 81,2 7,54 ± 2,31 50,8 1,83 ± 1,49 255,0 0,55 ± 0,64 358,8 7,48 ± 6,37 266,1 3,74 ± 3,18 266,1

386 42,5 ± 21,59 158,8 19,17 ± 3,63 31,3 7 ± 0,45 20,2 6,02 ± 2,2 60,5 1,51 ± 0,95 197,4 0,71 ± 1,02 449,8 4,86 ± 3,29 212,1 2,43 ± 1,65 212,1

387 42,5 ± 34,65 254,9 16,05 ± 3,29 28,6 6 - 6,13 ± 2,78 63,5 1,04 ± 0,92 274,9 0,57 ± 1,15 - 3,78 ± 3,55 294,0 1,89 ± 1,78 294,0

388 65 ± 30,34 146,0 22,31 ± 5,48 47,8 3,5 ± 0,23 20,2 5,54 ± 1,37 48,0 2,65 ± 1,57 186,0 0,51 ± 0,81 493,6 8,48 ± 5,03 185,5 4,24 ± 2,52 185,5
UA ind.ha-1 CV (%) DAP (cm) CV (%) Hf (m) CV (%) Ht (m) CV (%) AB (m².ha-1) CV (%) Vf c/c (m³.ha-1) CV (%) PS (Mg.ha-1) CV (%) C (Mg.ha-1) CV (%)

390 20 ± 12,96 202,5 15,32 ± 4,61 36,0 - - 4,31 ± 1,69 46,8 0,41 ± 0,34 257,8 - - 1,38 ± 1,05 238,1 0,69 ± 0,52 238,1

392 45 ± 25,04 174,0 13,96 ± 1,9 21,4 - - 6,13 ± 1,58 40,5 0,88 ± 0,55 196,5 - - 3,64 ± 2,32 199,5 1,82 ± 1,16 199,5

421 20 ± 14,84 232,0 20,03 ± 5,13 27,7 - - 6,51 ± 3,01 49,9 0,86 ± 0,95 343,3 - - 2,75 ± 2,65 301,7 1,37 ± 1,33 301,7

422 55 ± 20,42 116,1 20,41 ± 4,11 41,8 - - 6,8 ± 1,17 35,6 2,1 ± 1,01 149,8 - - 7,89 ± 3,65 144,6 3,94 ± 1,82 144,6

423 42,5 ± 17,57 129,3 15,7 ± 2,33 27,9 4,5 - 6,89 ± 1,05 28,6 0,86 ± 0,42 151,4 0,17 ± 0,35 - 3,53 ± 1,69 149,3 1,76 ± 0,84 149,3

424 22,5 ± 13,53 188,0 13,6 ± 1,17 11,2 - - 6,67 ± 2,15 41,9 0,33 ± 0,2 193,3 - - 1,37 ± 0,86 196,1 0,69 ± 0,43 196,1

425 47,5 ± 20,47 134,7 17,41 ± 2,36 25,5 - - 5,66 ± 1,64 54,5 1,18 ± 0,55 146,9 - - 4,03 ± 1,92 148,8 2,01 ± 0,96 148,8

426 32,5 ± 24,44 235,1 16,32 ± 6,92 55,1 - - 6,83 ± 2,03 38,7 1,03 ± 1,29 391,6 - - 2,72 ± 2,5 286,9 1,36 ± 1,25 286,9

427 12,5 ± 12,93 323,4 15,8 ± 10,01 39,8 - - 6,63 ± 6,73 63,9 0,24 ± 0,27 354,4 - - 1,07 ± 1,32 383,9 0,54 ± 0,66 383,9

428 67,5 ± 32,7 151,5 14,84 ± 1,41 19,1 9,4 ± 0,83 27,7 8,17 ± 1,68 41,4 1,82 ± 1,41 242,7 1,9 ± 1,81 298,4 6,82 ± 4,23 194,1 3,41 ± 2,12 194,1

429 30 ± 18,03 188,0 18,13 ± 8,68 66,9 - - 5,53 ± 1,74 44,0 1,36 ± 1,66 382,9 - - 3,54 ± 3,45 304,4 1,77 ± 1,72 304,4

430 42,5 ± 31,48 231,6 15,89 ± 2,82 23,1 - - 8,29 ± 1,07 16,9 1,03 ± 1 304,2 - - 4,62 ± 4,5 305,0 2,31 ± 2,25 305,0

457 80 ± 35,63 139,3 17,43 ± 2,05 23,6 - - 8,54 ± 1,27 29,8 2,04 ± 0,94 144,9 - - 9,05 ± 4,44 153,2 4,53 ± 2,22 153,2

460 32,5 ± 15,17 146,0 18,98 ± 5 43,6 - - 6,54 ± 2,07 52,5 1,08 ± 0,79 227,2 - - 4,4 ± 3,28 233,1 2,2 ± 1,64 233,1

88
464 35 ± 15,45 138,0 26,63 ± 10,04 65,3 - - 6,35 ± 1,89 51,6 2,72 ± 2,52 289,6 - - 8,41 ± 7,65 284,4 4,21 ± 3,83 284,4

465 27,5 ± 14,46 164,4 18,31 ± 3,8 30,9 - - 4,85 ± 1,54 47,4 0,79 ± 0,5 198,9 - - 2,38 ± 1,45 190,9 1,19 ± 0,73 190,9

466 50 ± 19,16 119,8 19,21 ± 4,28 44,8 - - 5,54 ± 1,02 37,0 1,67 ± 1,02 190,8 - - 6,16 ± 4,24 215,3 3,08 ± 2,12 215,3

467 82,5 ± 33,88 128,4 19,17 ± 3,25 37,3 5 - 5,91 ± 1,13 42,1 2,52 ± 1,21 151,0 0,92 ± 1,54 - 8,73 ± 3,97 142,2 4,36 ± 1,98 142,2

468 40 ± 18,89 147,6 16,55 ± 2,85 29,9 - - 5,68 ± 2,09 63,6 1,03 ± 0,68 205,8 - - 3,41 ± 1,96 179,8 1,7 ± 0,98 179,8
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina

470 35 ± 25,66 229,2 19,18 ± 4,44 27,7 - - 7,44 ± 2,24 36,1 1,14 ± 0,95 259,3 - - 5,24 ± 4,66 277,7 2,62 ± 2,33 277,7

507 30 ± 16,52 172,1 23,47 ± 7,18 45,6 5,75 ± 1,24 67,6 5,98 ± 1,83 45,5 1,54 ± 1,1 224,4 2,11 ± 3,01 444,7 4,89 ± 3,26 208,7 2,44 ± 1,63 208,7

508 17,5 ± 12,31 219,9 22,92 ± 11,16 52,7 - - 7,43 ± 4,47 65,1 0,89 ± 0,9 316,0 - - 3,6 ± 4,03 350,8 1,8 ± 2,02 350,8

513 45 ± 22,85 158,7 15,32 ± 2,69 29,1 - - 5,37 ± 0,71 22,0 1,02 ± 0,73 222,2 - - 3,35 ± 2,03 189,8 1,68 ± 1,02 189,8

516 17,5 ± 12,31 219,9 20,42 ± 7,4 39,2 - - 6,29 ± 2,49 42,8 0,65 ± 0,59 282,3 - - 2,23 ± 2,01 281,8 1,12 ± 1,01 281,8

517 15 ± 11,57 241,1 19,47 ± 8,61 42,1 - - 5,95 ± 2,28 36,5 0,51 ± 0,5 306,2 - - 1,88 ± 1,95 325,3 0,94 ± 0,98 325,3

518 25 ± 15,78 197,4 23,08 ± 5,9 33,3 - - 7,78 ± 3,09 51,7 1,23 ± 0,94 240,4 - - 4,69 ± 3,68 244,8 2,35 ± 1,84 244,8

519 32,5 ± 20,97 201,8 20,39 ± 8,1 51,7 5,67 ± 0,49 27,0 9,64 ± 2,68 36,1 1,68 ± 1,62 301,0 2,12 ± 2,75 406,9 7,96 ± 7,62 299,3 3,98 ± 3,81 299,3

UA ind.ha-1 CV (%) DAP (cm) CV (%) Hf (m) CV (%) Ht (m) CV (%) AB (m².ha-1) CV (%) Vf c/c (m³.ha-1) CV (%) PS (Mg.ha-1) CV (%) C (Mg.ha-1) CV (%)

520 50 ± 25,09 156,9 16 ± 2,35 25,4 5,6 ± 0,74 41,1 8,9 ± 2,08 40,6 1,08 ± 0,6 173,6 2,14 ± 2,52 367,4 4,86 ± 2,84 182,5 2,43 ± 1,42 182,5

522 15 ± 13,65 284,4 20,91 ± 9,21 35,5 8,33 ± 1,12 42,1 10,3 ± 3,92 30,6 0,66 ± 0,66 309,8 2,06 ± 2,85 432,8 3,38 ± 3,38 312,7 1,69 ± 1,69 312,7

523 60 ± 24,88 129,6 19,02 ± 5,1 54,0 9 ± 0,78 27,2 7,24 ± 2,23 61,9 2,26 ± 1,39 192,5 2,96 ± 4,47 472,9 9,61 ± 6,83 222,2 4,81 ± 3,42 222,2

526 37,5 ± 20,08 167,4 21,42 ± 10,37 76,2 4,22 ± 0,36 26,6 9,38 ± 1,25 21,0 1,82 ± 1,76 302,2 3,61 ± 4,21 365,3 7,93 ± 7,76 306,1 3,96 ± 3,88 306,1

568 27,5 ± 16,17 183,9 25,39 ± 7,71 42,5 - - 7,2 ± 3,5 68,0 1,54 ± 1,18 240,9 - - 5,09 ± 3,56 218,6 2,54 ± 1,78 218,6

570 12,5 ± 10,71 267,9 25,34 ± 11,89 37,8 - - 8 ± 2,48 25,0 0,7 ± 0,71 317,3 - - 2,89 ± 3,06 330,7 1,45 ± 1,53 330,7

571 35 ± 18,54 165,6 18,37 ± 6,83 58,5 - - 6,17 ± 1,23 31,4 1,27 ± 1,16 285,9 - - 5,18 ± 4,89 294,9 2,59 ± 2,44 294,9

573 22,5 ± 15,34 213,2 21,78 ± 4,65 25,5 - - 5,88 ± 2,25 45,9 0,84 ± 0,59 217,0 - - 2,8 ± 1,98 221,3 1,4 ± 0,99 221,3

575 12,5 ± 12,93 323,4 38,4 ± 60,9 99,7 - - 7,13 ± 3,46 30,5 2,14 ± 3,64 530,5 - - 9,1 ± 16,09 552,5 4,55 ± 8,04 552,5

576 17,5 ± 19,01 339,6 20,54 ± 12,75 39,0 - - 4,44 ± 2,91 41,2 0,68 ± 0,76 351,2 - - 1,78 ± 1,92 336,9 0,89 ± 0,96 336,9

577 15 ± 11,57 241,1 22,81 ± 8,83 36,9 - - 7,17 ± 2,43 32,3 0,68 ± 0,65 295,9 - - 2,35 ± 2,25 299,0 1,17 ± 1,12 299,0

578 25 ± 15,78 197,4 20,21 ± 4,08 26,3 - - 7,19 ± 2,08 37,7 1,01 ± 0,8 248,8 - - 3,65 ± 2,73 233,6 1,83 ± 1,36 233,6

579 52,5 ± 20,47 121,9 20,04 ± 5,2 52,2 6,25 ± 0,34 17,0 7,05 ± 2 57,1 2,03 ± 1,28 196,3 0,43 ± 0,64 464,3 8,75 ± 8,18 292,3 4,37 ± 4,09 292,3
89

582 40 ± 25,91 202,5 18,5 ± 4,9 34,4 8 - 8,69 ± 3,05 45,7 1,01 ± 0,67 208,5 1,31 ± 2,65 - 4,78 ± 3,56 232,9 2,39 ± 1,78 232,9

584 20 ± 16,52 258,2 19,74 ± 4,32 20,8 - - 8 ± 3,8 45,2 0,72 ± 0,65 282,3 - - 3,02 ± 3,09 319,4 1,51 ± 1,54 319,4

624 45 ± 19,09 132,7 17,23 ± 3,91 42,6 9 - 6,59 ± 1,7 48,4 1,21 ± 0,71 182,0 0,45 ± 0,91 - 5,13 ± 3,27 199,6 2,56 ± 1,64 199,6

625 17,5 ± 12,31 219,9 20,24 ± 7,15 38,2 - - 6,71 ± 2,43 39,1 0,63 ± 0,54 264,8 - - 2,38 ± 2,02 265,0 1,19 ± 1,01 265,0

631 45 ± 21,67 150,6 15,31 ± 2,68 31,6 - - 4,02 ± 1,01 45,3 0,87 ± 0,52 188,6 - - 2,57 ± 1,38 167,6 1,28 ± 0,69 167,6

633 35 ± 21,18 189,2 19,34 ± 5,74 41,5 - - 7,25 ± 1,65 31,9 1,16 ± 0,84 226,2 - - 4,11 ± 2,79 212,0 2,06 ± 1,4 212,0

634 27,5 ± 17,72 201,5 16,52 ± 3,4 26,8 - - 6,64 ± 2,12 41,6 0,63 ± 0,46 225,2 - - 2,5 ± 1,82 228,0 1,25 ± 0,91 228,0

635 27,5 ± 17,72 201,5 19,88 ± 5,17 33,8 - - 6,72 ± 1,32 25,5 0,95 ± 0,72 238,2 - - 3,46 ± 2,57 232,9 1,73 ± 1,29 232,9

636 97,5 ± 36,56 117,3 21,17 ± 4,88 50,7 10,25 ± 0,92 28,0 5,91 ± 2,32 86,3 4,78 ± 2,67 174,6 7,11 ± 11 483,8 20,58 ± 15 227,9 10,29 ± 7,5 227,9
2 | Amostragem dos remanescentes florestais da Floresta Ombrófila Densa

637 82,5 ± 33,88 128,4 17,55 ± 3,03 36,9 6,4 ± 0,36 17,8 7,21 ± 2,08 61,5 2,35 ± 1,23 163,0 2,77 ± 3,07 346,9 9,28 ± 4,71 158,6 4,64 ± 2,35 158,6

638 52,5 ± 27,09 161,3 14,85 ± 2,66 29,6 4,78 ± 0,54 35,3 8,02 ± 2,44 50,3 1,2 ± 0,83 217,3 3,39 ± 3,34 308,1 5,69 ± 4,31 237,1 2,84 ± 2,16 237,1

639 67,5 ± 32,7 151,5 15,21 ± 1,77 21,9 5,17 ± 0,24 14,8 7,81 ± 0,95 22,8 1,48 ± 0,81 170,4 1,44 ± 1,9 414,9 6,28 ± 3,28 163,2 3,14 ± 1,64 163,2

640 32,5 ± 19,68 189,4 15,09 ± 2,56 23,7 5,2 ± 0,42 25,1 7,02 ± 2,43 48,4 0,68 ± 0,52 239,0 1,11 ± 1 279,2 2,64 ± 1,94 230,4 1,32 ± 0,97 230,4

641 30 ± 18,03 188,0 28,22 ± 9,17 45,4 - - 9,5 ± 3,37 49,6 2,39 ± 1,87 245,3 - - 12,01 ± 10,64 277,1 6 ± 5,32 277,1
UA ind.ha-1 CV (%) DAP (cm) CV (%) Hf (m) CV (%) Ht (m) CV (%) AB (m².ha-1) CV (%) Vf c/c (m³.ha-1) CV (%) PS (Mg.ha-1) CV (%) C (Mg.ha-1) CV (%)

642 22,5 ± 15,34 213,2 15,82 ± 3,4 25,7 6 ± 0,45 23,6 7,38 ± 2,35 38,1 0,47 ± 0,33 221,0 0,59 ± 0,89 473,0 2,06 ± 1,5 228,2 1,03 ± 0,75 228,2

681 22,5 ± 15,34 213,2 16,09 ± 2,68 19,9 - - 5,3 ± 1,42 32,0 0,51 ± 0,43 258,8 - - 1,79 ± 1,44 250,9 0,9 ± 0,72 250,9

682 30 ± 16,52 172,1 30,38 ± 8,45 41,4 - - 9,5 ± 2,75 43,1 2,33 ± 1,55 207,7 - - 11,93 ± 8,61 225,5 5,97 ± 4,3 225,5

685 17,5 ± 12,31 219,9 18,08 ± 6 35,9 - - 6,86 ± 1,53 24,1 0,8 ± 0,76 298,5 - - 3,17 ± 3,01 296,0 1,59 ± 1,5 296,0

686 17,5 ± 16,01 286,1 20,02 ± 7,99 32,2 - - 5,05 ± 2,67 42,6 0,62 ± 0,68 344,2 - - 1,82 ± 1,96 336,1 0,91 ± 0,98 336,1

687 32,5 ± 26,5 254,9 15,26 ± 4,84 34,3 - - 5,36 ± 1,48 29,9 0,68 ± 0,64 293,0 - - 2,42 ± 2,12 274,2 1,21 ± 1,06 274,2

688 30 ± 14,84 154,7 27,53 ± 15,94 91,1 - - 7,68 ± 1,92 39,4 3,15 ± 3,72 370,1 - - 10,99 ± 16,31 464,3 5,49 ± 8,16 464,3

689 12,5 ± 10,71 267,9 21,71 ± 8,42 31,2 - - 8,6 ± 2,86 26,8 0,5 ± 0,5 311,5 - - 2,19 ± 2,24 319,6 1,09 ± 1,12 319,6

690 25 ± 18,82 235,3 15,73 ± 4,84 33,3 - - 7,14 ± 1,27 19,3 0,7 ± 0,66 296,8 - - 2,9 ± 2,79 300,5 1,45 ± 1,4 300,5

737 30 ± 18,03 188,0 21,34 ± 4,59 30,1 - - 4,28 ± 1,04 33,8 1,1 ± 0,68 193,4 - - 3,17 ± 2,06 203,2 1,58 ± 1,03 203,2

742 2,5 ± 5,06 632,5 - - - - - - 0,05 ± 0,1 632,5 - - 0,2 ± 0,4 632,5 0,1 ± 0,2 632,5

743 25 ± 14,02 175,4 20,32 ± 9,51 65,4 - - 6,55 ± 1,1 23,4 1,3 ± 1,3 312,3 - - 4,31 ± 3,64 264,2 2,16 ± 1,82 264,2

745 20 ± 16,52 258,2 14,16 ± 3,92 26,4 4,5 ± 0,38 26,3 8,08 ± 2,16 25,5 0,43 ± 0,43 311,2 2,14 ± 2,21 323,2 1,75 ± 1,65 293,9 0,88 ± 0,82 293,9

747 37,5 ± 21,35 178,0 16,42 ± 3,64 33,0 - - 7,41 ± 2,17 43,5 1,11 ± 0,94 265,0 - - 3,63 ± 2,72 234,4 1,81 ± 1,36 234,4

90
748 35 ± 23,52 210,2 29,31 ± 5,67 25,1 14 - 6,87 ± 1,74 33,0 2,62 ± 1,96 234,3 0,35 ± 0,7 - 9,19 ± 7,29 248,1 4,6 ± 3,65 248,1

750 75 ± 36,75 153,2 21,75 ± 4,06 37,6 7,9 ± 0,56 22,1 7,69 ± 1,83 47,8 3,49 ± 2,16 193,5 5,12 ± 8,07 492,9 15,53 ± 11,06 222,8 7,76 ± 5,53 222,8

752 62,5 ± 27,76 138,9 25,7 ± 6,06 44,2 7,5 ± 0,84 34,9 8,83 ± 2,14 45,4 5,09 ± 3,28 201,3 22,27 ± 18,11 254,2 27,08 ± 18,72 216,1 13,54 ± 9,36 216,1

753 72,5 ± 30,72 132,5 18,29 ± 3,23 35,6 5,81 ± 0,38 20,5 7,47 ± 1,43 38,5 2,71 ± 1,77 204,0 2,35 ± 1,71 228,3 10,09 ± 6,28 194,5 5,04 ± 3,14 194,5

795 30 ± 16,52 172,1 19,45 ± 6,13 46,9 11 - 7,86 ± 1,82 34,5 1,18 ± 1,04 275,4 1,87 ± 3,78 - 4,97 ± 4,79 301,3 2,49 ± 2,4 301,3
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina

796 27,5 ± 19,14 217,7 26,48 ± 7,48 33,8 3,88 ± 0,24 19,4 9,54 ± 3,4 42,7 2,11 ± 1,92 283,8 2,94 ± 2,86 304,3 9,28 ± 8,43 284,0 4,64 ± 4,21 284,0

798 20 ± 19,43 303,8 15,18 ± 3,83 20,3 - - 7,97 ± 5,46 55,2 0,39 ± 0,39 314,6 - - 1,75 ± 1,74 311,1 0,88 ± 0,87 311,1

801 15 ± 13,65 284,4 24,13 ± 3,69 12,3 5,5 ± 0,45 25,7 7,4 ± 1,42 15,4 0,72 ± 0,67 293,8 3,85 ± 3,71 301,3 2,64 ± 2,51 297,3 1,32 ± 1,25 297,3

802 18,33 ± 12,99 221,5 22,65 ± 10,65 50,8 4,57 ± 0,55 37,6 7,43 ± 3,45 50,3 0,89 ± 0,89 311,1 4,71 ± 5,25 348,3 4 ± 4,85 378,7 2 ± 2,42 378,7

803 28,33 ± 22,07 243,5 15,76 ± 2,27 15,6 4,17 ± 0,33 25,0 7,9 ± 0,95 13,0 0,63 ± 0,54 267,4 3,06 ± 2,7 275,8 2,52 ± 2,1 260,3 1,26 ± 1,05 260,3

804 45 ± 25,04 174,0 19,35 ± 3,93 32,0 4,87 ± 0,39 25,0 7,17 ± 1,09 24,0 1,61 ± 1,05 203,4 6,98 ± 5,92 265,0 6,36 ± 4,53 222,4 3,18 ± 2,26 222,4

807 25 ± 17,37 217,2 14,22 ± 2,57 21,6 4,38 ± 0,22 15,9 8,5 ± 2,31 32,5 0,5 ± 0,44 272,0 2,39 ± 2,04 266,3 2,13 ± 1,71 251,2 1,06 ± 0,85 251,2

811 30 ± 24,24 252,6 21,22 ± 8,01 45,1 - - 6,01 ± 3,64 72,4 1,72 ± 1,63 296,1 - - 6,25 ± 5,54 277,0 3,12 ± 2,77 277,0

UA ind.ha-1 CV (%) DAP (cm) CV (%) Hf (m) CV (%) Ht (m) CV (%) AB (m².ha-1) CV (%) Vf c/c (m³.ha-1) CV (%) PS (Mg.ha-1) CV (%) C (Mg.ha-1) CV (%)

853 20 ± 16,52 258,2 13,29 ± 1,72 12,3 - - 7 ± 2,63 35,9 0,36 ± 0,36 315,6 - - 1,57 ± 1,61 320,4 0,78 ± 0,8 320,4

857 20 ± 14,84 232,0 21,17 ± 5,41 27,6 3,93 ± 0,33 25,9 7,79 ± 1,55 21,6 0,86 ± 0,7 255,2 3,81 ± 3,13 256,4 3,38 ± 2,82 260,8 1,69 ± 1,41 260,8

858 30 ± 18,03 188,0 22,33 ± 8,61 53,9 5,1 ± 0,59 36,3 8,4 ± 2,29 38,0 1,43 ± 1,2 262,8 7,78 ± 7,23 290,4 6,3 ± 5,99 297,2 3,15 ± 3 297,2

860 37,5 ± 22,54 188,0 17,72 ± 2,67 22,5 4,03 ± 0,47 36,3 6,52 ± 1,38 31,5 1,33 ± 0,87 205,2 5,82 ± 3,77 202,4 4,7 ± 2,96 196,7 2,35 ± 1,48 196,7

865 5 ± 7,06 441,4 17,51 ± 80,89 51,4 - - 2,5 ± 6,35 28,3 0,14 ± 0,23 528,7 - - 0,29 ± 0,44 465,8 0,15 ± 0,22 465,8

899 30 ± 20,74 216,2 23,91 ± 5,39 29,3 - - 7,44 ± 1,18 20,5 1,41 ± 1,05 232,0 - - 5,2 ± 3,78 227,5 2,6 ± 1,89 227,5

905 40 ± 21,48 167,9 21,8 ± 6,28 45,3 6 ± 0,9 47,1 9,58 ± 2,02 33,1 1,69 ± 1,21 223,8 5,59 ± 6,24 349,0 7,06 ± 4,71 208,4 3,53 ± 2,35 208,4

906 25 ± 20,16 252,2 18,52 ± 5,03 29,4 4,33 ± 0,43 30,8 6,9 ± 1,99 31,1 0,94 ± 1,01 336,1 4,62 ± 5,26 356,1 3,4 ± 3,62 332,2 1,7 ± 1,81 332,2

907 27,5 ± 17,72 201,5 22,16 ± 7,97 46,8 - - 5,11 ± 2,06 52,4 1,16 ± 0,96 258,0 - - 3,13 ± 2,32 231,3 1,57 ± 1,16 231,3

909 55 ± 28 159,2 19,12 ± 4,92 48,3 8 ± 0,9 35,4 5,77 ± 2,34 76,2 2,07 ± 1,44 217,2 3,24 ± 5,33 513,9 9,29 ± 9,11 306,8 4,64 ± 4,56 306,8

912 30 ± 18,03 188,0 16,23 ± 3,05 26,2 - - 5,2 ± 1,3 34,9 0,64 ± 0,41 202,6 - - 2,12 ± 1,35 198,8 1,06 ± 0,67 198,8

913 50 ± 26,11 163,3 21,04 ± 4,62 38,1 - - 7,19 ± 1,94 46,8 2,22 ± 1,61 226,4 - - 8,8 ± 7,26 257,9 4,4 ± 3,63 257,9

951 32,5 ± 18,3 176,1 24,6 ± 6,17 37,3 - - 5,95 ± 2,16 54,0 1,79 ± 1,31 228,6 - - 6,4 ± 5,26 257,1 3,2 ± 2,63 257,1
91

953 22,5 ± 15,34 213,2 20,79 ± 8,77 50,4 2 - 5,81 ± 1,55 31,8 0,86 ± 0,79 286,2 0,13 ± 0,26 - 2,62 ± 2,16 257,7 1,31 ± 1,08 257,7

955 25 ± 15,78 197,4 20,74 ± 9,81 61,5 3 - 4,75 ± 1,93 52,9 1,07 ± 1,13 330,0 0,47 ± 0,96 - 2,6 ± 2 240,2 1,3 ± 1 240,2

959 22,5 ± 15,34 213,2 24,41 ± 9,01 44,2 - - 4,47 ± 1,61 43,2 1,2 ± 1 260,1 - - 3,09 ± 2,61 263,4 1,55 ± 1,3 263,4

991 42,5 ± 22,77 167,5 21,28 ± 8,81 68,5 3,75 ± 0,11 9,4 4,54 ± 1,19 43,5 2,43 ± 2,09 268,3 3,71 ± 6,51 549,1 6,62 ± 5,25 247,6 3,31 ± 2,62 247,6

992 32,5 ± 51,41 494,6 20,27 ± 8,45 16,8 6,5 - 7,08 ± 2,51 14,3 1,17 ± 1,72 460,6 1,61 ± 3,26 - 4,17 ± 5,94 445,5 2,08 ± 2,97 445,5

993 22,74 ± 15,15 208,3 26,46 ± 6,75 30,5 4 ± 0,45 35,4 5,5 ± 0,63 13,7 1,32 ± 0,98 233,9 2,19 ± 3,49 498,6 3,78 ± 2,71 224,7 1,89 ± 1,36 224,7

994 15 ± 15,45 322,0 17,51 ± 8,71 31,3 5,67 ± 0,8 44,4 5,56 ± 4,71 53,2 0,39 ± 0,42 336,7 1,36 ± 1,55 356,5 1,41 ± 1,58 351,3 0,71 ± 0,79 351,3

995 12,5 ± 10,71 267,9 29,67 ± 15,96 43,3 - - 9 ± 4,65 41,6 0,99 ± 1,05 330,9 - - 3,61 ± 3,75 324,9 1,8 ± 1,87 324,9

997 15 ± 13,65 284,4 18,46 ± 8,46 36,9 4,13 ± 0,2 15,3 7,2 ± 1,62 18,1 0,54 ± 0,71 408,4 2,16 ± 2,79 403,3 1,72 ± 1,92 348,7 0,86 ± 0,96 348,7
2 | Amostragem dos remanescentes florestais da Floresta Ombrófila Densa

1025 27,5 ± 16,17 183,9 18,29 ± 6,97 53,3 - - 6,2 ± 3,25 73,2 0,94 ± 0,87 289,7 - - 2,93 ± 2,43 259,5 1,46 ± 1,22 259,5

1026 10 ± 12,12 378,9 14,75 ± 4,35 11,9 - - 4,33 ± 2,59 24,0 0,18 ± 0,22 393,4 - - 0,6 ± 0,76 397,1 0,3 ± 0,38 397,1

1027 127,14 ± 55,25 135,9 18,66 ± 1,78 20,9 6,12 ± 0,54 27,6 8,33 ± 1,42 37,5 4,1 ± 1,96 149,7 10,86 ± 6,47 186,4 18,22 ± 9,05 155,3 9,11 ± 4,53 155,3

1031 32,5 ± 18,3 176,1 18,46 ± 5,14 41,5 - - 4,75 ± 1,05 33,0 1,01 ± 0,68 209,8 - - 2,9 ± 1,84 198,8 1,45 ± 0,92 198,8

1047 15 ± 11,57 241,1 17,61 ± 6,74 36,5 - - 2,75 ± 0,64 22,3 0,41 ± 0,38 289,1 - - 0,94 ± 0,78 260,4 0,47 ± 0,39 260,4
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 2 | Amostragem dos remanescentes florestais da Floresta Ombrófila Densa

A partir dos dados obtidos pelas estimativas das variáveis dendrométricas da Floresta Ombrófila
Densa em Santa Catarina, foi possível comparar estes valores com outros trabalhos desenvolvidos no
CV (%)

186,2
190,2

342,8

247,8

145,6

272,1

157,2

325,3

282,5
115,5
âmbito da Floresta Ombrófila Densa no Brasil. É importante salientar que as variáveis dendrométricas
estimadas representam um conjunto de 197 Unidades Amostrais inseridas na Floresta Ombrófila Densa;
C (Mg.ha-1)

outros trabalhos encontrados na literatura, na maioria das vezes, foram realizados num único local,

2,25 ± 1,34
7,66 ± 4,66

0,41 ± 0,45

4,89 ± 3,87

2,25 ± 0,83

1,81 ± 0,84

2,31 ± 2,01

6,79 ± 3,41

0,35 ± 0,36

1,41 ± 1,27
com pequena área amostral e, portanto, não representando uma área de abrangência muito ampla,
quando comparados com a amostragem realizada pelo IFFSC. Muitas vezes, são objeto de estudo
em trabalhos fitossociológicos, florestas relativamente bem conservadas ou até florestas localizadas
CV (%)

186,2
190,2

342,8

247,8

145,6

272,1

157,2

325,3

282,5
115,5

em unidades de conservação. Por outro lado, o IFFSC amostrou a vegetação sistematicamente a cada
10 km, incluindo na amostra remanescentes secundários que talvez nem despertariam o interesse de
PS (Mg.ha-1)

15,31 ± 9,31

13,57 ± 6,83

muitos pesquisadores, o que pode explicar a diferença entre os resultados obtidos.


4,49 ± 2,68
9,78 ± 7,75

3,63 ± 1,69

4,63 ± 4,02

2,82 ± 2,55
0,82 ± 0,9

4,5 ± 1,66

0,7 ± 0,73

A Tabela 2.17 mostra detalhadamente a comparação entre as variáveis dendrométricas de


alguns trabalhos encontrados na literatura com os valores obtidos pelo IFFSC.
CV (%)

385,2
472,9

Tabela 2.17. Comparação entre as variáveis dendrométricas das árvores vivas na Floresta Ombrófila Densa em Santa
Catarina com sete trabalhos no Brasil. 1 = Blum (2006); 2 = Lacerda (2001); 3 e 4 = Moreno et al. (2003); 5 = Koehler et
Vf c/c (m³.ha-1)

al. (2002); 6 = Rio Grande do Sul (2011); 7 = Scolforo et al. (2008).


0,67 ± 1,02

0,85 ± 1,72

2,08 ± 2,56
0,64 ± 1,3

Table 2.17. Comparison of dendrometric variables of living trees in Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina with
-

seven other studies. 1 = Blum (2006); 2 = Lacerda (2001); 3 e 4 = Moreno et al. (2003); 5 = Koehler et al. (2002); 6 = Rio
Grande do Sul (2011); 7 = Scolforo et al. (2008).
CV (%)

OUTROS TRABALHOS
176,8

326,9

223,5

133,2

154,6

267,7

166,0

331,5

297,2

179,7

VARIÁVEL IFFSC
1 2 3 4 5 6 7
AB (m².ha-1)

Limite de inclusão DAP (cm) 10,00 10,00 4,77 10,0 10,0 3,18 9,55 5,00
4,04 ± 2,29

0,27 ± 0,28

2,33 ± 1,66

1,13 ± 0,56

1,54 ± 1,32

4,12 ± 2,19

1,27 ± 0,73
1,5 ± 0,64

0,2 ± 0,22

0,94 ± 0,9

DAP (cm) 18,13 23,74 12,80 - - 8,40 17,62 -


Altura do fuste (m) 5,57 - - - - - 5,59 -
CV (%)

Altura total (m) 10,60 14,07 10,00 - - 4,00 10,22 8,43


41,9

85,9

54,7

39,9

33,2

49,2

57,8

33,9

36,5

56,5

Nº de indivíduos (ind.ha ) -1
629,44 871,87 1615,37 153,3 158,3 3852,70 1111,21 1863,94
6,79 ± 1,42

7,97 ± 2,77

4,63 ± 0,82

4,03 ± 0,71

4,77 ± 1,68

6,88 ± 1,86

4,88 ± 2,63

4,69 ± 1,43
5,5 ± 7,52

6,6 ± 2,07

Área basal total (m².ha ) -1


21,72 49,31 42,68 41,9 34,8 32,30 34,74 32,5
Ht (m)

Nº de espécies 59,12 13,04 - 46,2 46,8 23,40 - -


Volume do fuste c/c (m³.ha-1) 92,78 - 166,45 - - - 190,37 -
CV (%)

61,6
38,6

Peso seco (Mg.ha ) -1


127,00 - - - - - - 135,28
Carbono (Mg.ha ) -1
63,50 - - - - - - 53,64
5,92 ± 1,17
5,5 ± 0,68
Hf (m)

4
-

A comparação entre as estimativas das variáveis dendrométricas do IFFSC com as obtidas pelos
diferentes trabalhos mostrou que na maioria das variáveis os valores do IFFSC são inferiores aos dos
demais estudos, o que pode estar relacionada à amostragem sistemáticas do IFFSC. Nesta amostragem,
CV (%)

25,9

44,5

35,7

22,6

37,8

40,2

25,2

42,6

27,1
45,8

muitos fragmentos degradados são amostrados; isto não ocorre nos demais estudos que são direcionados
geralmente a áreas mais bem conservadas.
18,06 ± 7,45

24,47 ± 6,92

14,56 ± 1,75

15,76 ± 6,32

19,18 ± 6,82
25,45 ± 5,79

16,8 ± 2,66

20,35 ± 5,5

24,3 ± 4,57

16,66 ± 2,5
DAP (cm)

O diâmetro médio à altura do peito (DAP em cm) encontrado pelo IFFSC (18,13) foi superior
aos encontrados pelos trabalhos de Lacerda (2001) (12,8), Koehler et al. (2002) (8,4) e Rio Grande do
Sul (2011) (17,62) respectivamente, porém, inferior ao encontrado por Blum (2006) (23,74).
CV (%)

303,8

177,2

100,5

138,9

210,2

132,5

303,8

217,2

150,2
143,5

A altura total média (m) encontrada pelo IFFSC (10,6) foi superior, quando comparada com
os estudos de Koehler et al. (2002) (4,0), Lacerda (2001) (10,0), Rio Grande do Sul (2011) (10,22) e
Scolforo et al. (2008) (8,43) respectivamente, porém, inferior aos resultados de Blum (2006) (14,07).
62,5 ± 20,08

62,5 ± 27,76

72,5 ± 30,72
62,5 ± 28,69

40 ± 22,67

35 ± 23,52

25 ± 17,37

50 ± 24,02
10 ± 9,72

10 ± 9,72
ind.ha-1

O número de indivíduos por hectare (ind.ha-1) do IFFSC (629,44) foi inferior, quando comparado
com os trabalhos de Blum (2006) (871,87), Lacerda (2001) (1615,37), Koehler et al. (2002) (3852,70),
Rio Grande do Sul (2011) (1111,21) e Scolforo et al. (2008) (1863,94), respectivamente. Este resultado
1049

1052

1065

1066

1068

1069

1072

1073

1074
1048
UA

pode estar sendo influenciado pelo critério de inclusão, adotado na medição das árvores, pois no IFFSC

92 93
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 2 | Amostragem dos remanescentes florestais da Floresta Ombrófila Densa

se utilizou como critério de inclusão o DAP ≥ 10 cm, enquanto para os trabalhos 2, 5 e 7 usaram-se o arbóreo em duas zonas altitudinais na Mata Atlântica de encosta da região do Imbé, RJ. Acta Botânica
diâmetro à altura do peito (DAP) ≥ 4,77, 3,18 e 5,0 cm, respectivamente. Brasilica 17(3): 371-386.
A área basal média por hectare (m².ha-1), encontrada pelo IFFSC (21,72), foi inferior quando Pellico, N.S.; Brena, D.A. 1997. Inventário Florestal. Curitiba. Edição dos autores.
comparada com todos os trabalhos. O número de espécies médio encontrado pelo IFFSC (59,12) foi
superior, quando comparado aos estudos de Blum (2006) (13,04), Moreno et al. (2003) (46,2 e 46,8) e Ribeiro, M.C.; Metzger, J.P.; Martensen, A.C.; Ponzoni, F.J.; Hirota, M.M. 2009. The Brazilian
Koehler et al. (2002) (23,4), respectivamente. O peso seco (Mg.ha-1) estimado pelo IFFSC (127,00) foi Atlantic Forest: How much is left, and how is the remaining forest distributed? Implications for
ligeiramente inferior ao estimado por Scolforo et al. (2008) (135,28). Burger (2005) quantificou através conservation. Biological Conservation 142: 1141-1153.
de equações alométricas a fitomassa epígea para quatro áreas diferentes da Floresta Ombrófila Densa
Rio Grande do Sul. 2002. Inventário Florestal Contínuo do Rio Grande do Sul. Porto Alegre.
na Serra do Mar, SP e encontrou valores que variaram 40 a 454 Mg.ha-1.
FATEC/SEMA. http://www.ufsm.br/ifcrs (acesso: 02/11/2011).
Poucos trabalhos no âmbito da Floresta Ombrófila Densa abordam o estoque de carbono médio
SAR. Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de Santa Catarina. 2005. Inventário
contido nas árvores. Dentre os trabalhos analisados, apenas o de Scolforo et al. (2008) quantificou o
Florístico Florestal de Santa Catarina. Relatório do Projeto Piloto. Florianópolis. SAR (mimeo).
estoque de carbono, encontrando 53,64 Mg.ha-1, valor inferior ao encontrado pelo IFFSC (63,5 Mg.ha-1).
Scolforo, J.R.; Mello, J.M.; Oliveira, A.D.; Pereira, R.M.; Guedes, I.C.L. 2008. Volumetria,
peso de matéria seca e carbono para o domínio atlântico em Minas Gerais. In: Scolforo, J.R.; Mello,
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Blum, C.T. 2006. A Floresta Ombrófila Densa na Serra da Prata, Parque Nacional Saint-
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94 95
Capítulo 3
Floresta Ombrófila Densa

Equações hipsométricas, volumétricas e de peso seco para a


Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina1

Diameter-height, tree volume and biomass equations for Dense Ombrophylous Forest
in Santa Catarina

Alexander Christian Vibrans, Paolo Moser,


João Paulo de Maçaneiro, Débora Vanessa Lingner, Andres Krüger, Luana Silveira e Silva

Este capítulo é dedicado aos escaladores José Francisco Torres,


Deunízio Stano, Eder Caglioni, Felipe Borsoi Saulo, Raphael Borsoi Saulo,
Renato Schmitz e Simone Silveira

Resumo
Modelos hipsométricos, volumétricos e de peso seco foram avaliados com base nos dados coletados em 143 Unidades
Amostrais na Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina. Modelos hipsométricos foram ajustados a partir de 1.317 alturas
medidas e também a partir de 2.413 alturas estimadas, sorteadas entre 51.691 alturas estimadas. Os resultados de dez
modelos diferentes para Cedrela fissilis, Clethra scabra, Hieronyma alchorneoides, Miconia cinnamomifolia, Nectandra
oppositifolia, Ocotea puberula, Pera glabrata, Tapirira guianensis e o grupo das “Demais espécies” foram ranqueados
de acordo com o R² e erro padrão relativo. Análise residual foi realizada para assegurar normalidade, independência e
homocedasticidade dos resíduos. A identidade dos melhores modelos foi testada realizando-se o teste F, modificado por
Graybill. As melhores equações de ambas as bases de dados foram consideradas estatisticamente iguais mediante teste z
(p > 0,01). Equações para o volume com casca foram ajustadas com base em 1.207 cubagens rigorosas de árvores em pé,
para Alchornea triplinervia, Cedrela fissilis, Hieronyma alchorneoides, Miconia cinnamomifolia, Nectandra oppositifolia,
Ocotea puberula, Piptocarpha angustifolia, Tapirira guianensis, Virola bicuhyba, “Demais espécies” e “Todas as
espécies”, usando nove modelos diferentes. Ranking e controle de qualidade foram realizados bem como para os modelos
hipsométricos. Equações alométricas para estimativas de peso seco, oriundas de outros estudos na Floresta Ombrófila Densa
no Sul e Sudeste do Brasil, foram comparadas e aplicadas para estimar peso seco e estoque de carbono de árvores vivas e
mortas em pé.

Abstract
Diameter-height, tree volume and biomass equations for trees of the Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina were
derived from a data set collected by the IFFSC in 143 Sample Plots. Tree height equations were adjusted using data from
1,317 measured tree heights and from 2,413 estimated tree heights, randomly chosen from 51,691 trees. Results of ten
diameter-height models for Cedrela fissilis, Clethra scabra, Hieronyma alchorneoides, Miconia cinnamomifolia, Nectandra
oppositifolia, Ocotea puberula, Pera glabrata, Tapirira guianensis and “Other tree species” were ranked following R² and
relative standard error. Residual normality, independence and homoscedasticity were analyzed, both based on measured
and estimated heights. Identity of best fitting equations was tested by Graybill’s modified F test. Equations from the two
data sets were considered statistically equal by z test (p > 0.01). Stem volume (including bark) equations were adjusted
based on taper measurements of 1,207 standing trees of Alchornea triplinervia, Cedrela fissilis, Hieronyma alchorneoides,
Miconia cinnamomifolia, Nectandra oppositifolia, Ocotea puberula, Piptocarpha angustifolia, Tapirira guianensis and
Virola bicuhyba, “Other tree species”, “All tree species”, using nine different tree volume models. Ranking and quality
checking were performed for all diameter-height equations. Allometric biomass equations developed in other sites within
Dense Ombrophylous Forest in southern Brazil were compared and used to estimate total living and standing dead tree
biomass and carbon stocks.

1
Vibrans, A.C.; Moser, P.; Maçaneiro, J.P. de; Lingner, D.V.; Krüger, A; Silva; L.S. 2013. Equações hipsométricas, volumétricas e de
peso seco para a Floresta Ombrófla Densa em Santa Catarina. In: Vibrans, A.C.; Sevegnani, L.; Gasper, A.L. de; Lingner, D.V. (eds.).
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina, Vol. IV, Floresta Ombrófla Densa. Blumenau. Edifurb.

97
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 3 | Equações hipsométricas, volumétricas e de peso seco para a Floresta Ombrófila Densa

3.1 Introdução Após ajuste de modelos para os dados medidos com hipsômetro e para os dados estimados pelo
engenheiro de campo, os dois modelos para cada classe foram comparados, por meio do teste z e do
O diâmetro ou a circunferência das árvores na altura do peito (a 1,30 m do solo) é uma variável teste de identidade de modelos.
que pode ser medida mais facilmente e com maior precisão entre as variáveis dendrométricas em
Tabela 3.1. Número de indivíduos medidos e utilizados para o ajuste das equações de regressão nos dados medidos com
inventários florestais. A medição do diâmetro nas demais alturas do fuste das árvores, bem como da hipsômetro e pelo engenheiro de campo na Floresta Ombrófila Densa do Estado de Santa Catarina.
altura deste fuste e da altura total das árvores são variáveis indispensáveis para a estimativa de volume e Table 3.1. Number of trees measured and used to adjust diameter-height equations for measured and estimated heights in
do peso seco das árvores, mas são de difícil e dispendiosa medição, considerando precisão, tempo, mão Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina.
de obra e custo. Como estas são correlatas ao diâmetro à altura do peito (DAP), elas são estimadas para
Hipsômetro Estimativa de campo
toda a população (ou comunidade) a partir do ajuste de modelos baseados em medições de diâmetro e a
variável dependente em questão numa subamostra de árvores (Finger 1992; Husch et al. 2003). Espécie Número de Número de
Amostra DAP (cm) Amostra DAP (cm)
indivíduos indivíduos
utilizada mín./máx. utilizada mín./máx.
Como na literatura não foram encontradas equações descrevendo a relação hipsométrica para medidos medidos
as florestas de Santa Catarina, a coleta de dados para ajuste de modelos hipsométricos foi realizada de Cedrela fissilis 31 31 12,10 / 43,93 479 215 8,91 / 82,12
duas maneiras: a) em cada uma das Unidades Amostrais foi medido com hipsômetro a altura de até oito Clethra scabra 29 27 10,19 / 48,70 860 273 9,55 / 48,70
árvores, totalizando 1.446 árvores abrangendo todas as classes diamétricas; b) paralelamente a estas
medições, as alturas do fuste e as totais de todas as árvores do componente arbóreo/arbustivo (DAP ≥ 10 Hieronyma alchorneoides 47 47 12,73 / 50,61 1.231 300 10,19 / 86,90
cm) foram estimadas pelo engenheiro de campo durante os levantamentos, além do registro das demais Miconia cinnamomifolia 61 58 10,19 / 69,71 825 264 10,19 / 69,71
variáveis de cada árvore (Capítulo 2 do Volume I). Objetivo deste procedimento foi obter dados para o
ajuste de modelos hipsométricos, considerando toda variabilidade de valores causada pelas diferentes Nectandra oppositifolia 30 30 11,46 / 60,48 567 235 10,19 / 141,01
condições de sítio e fatores ambientais ao longo da área de abrangência da Floresta Ombrófila Densa. Ocotea puberula 40 39 10,50 / 82,76 447 210 10,19 / 82,76
O segundo objetivo foi de comparar os modelos resultantes com modelos baseados nas estimativas
Pera glabrata 30 27 10,19 / 61,43 673 248 10,19 / 132,10
de altura feitas em campo, para validar os primeiros e subsidiar a definição de rotinas de trabalho em
futuros ciclos do IFFSC. O ajuste de modelos volumétricos para o volume do fuste, por sua vez, baseou- Tapirira guianensis 37 37 10,19 / 57,61 819 268 10,19 / 73,53
se na cubagem rigorosa em pé do fuste de 1.208 árvores, realizada pelo escalador de cada equipe de Demais espécies 1.141 1.021 10,19 / 114,59 45.790 400 7,32 / 171,89
campo. Entende-se como fuste o tronco principal da árvore até a inserção dos primeiros galhos da
copa. Diante das impossibilidades legais e das dificuldades administrativas de realizar levantamentos Total 1.446 1.317 51.691 2.413
de peso seco em florestas pelo método destrutivo (quando árvores são cortadas para esta finalidade),
foram usadas as equações encontradas na literatura para a Floresta Ombrófila Densa do Sul e Sudeste A seguir serão apresentados os modelos hipsométricos (com os coeficientes βi determinados) e
do Brasil para as estimativas de peso seco a partir do diâmetro e da altura total das árvores. Embora, os parâmetros estatísticos listados, organizados pelo ranking sugerido por Bartoszeck (2000).
em campo, tenha sido levantada a circunferência à altura do peito (CAP) das árvores, utilizou-se, neste
capítulo, o diâmetro (DAP) como variável independente no ajuste dos modelos, com exceção de alguns Em seguida, foram executadas as análises residuais de cada modelo. Procedeu-se a análise
modelos para estimativa do peso seco. visual dos gráficos do resíduo e, para eliminar qualquer intervenção subjetiva, efetuaram-se os testes
Kolmogorov-Smirnov (para aderência à normalidade), sequências/runs test (para aleatoriedade) e
Brown-Forsythe (para homocedasticidade). Apresentaram-se, de forma a corroborar as conclusões, os
valores p relativos a cada teste. Considerando a quantidade massiva de dados dos modelos ajustados
3.2 Modelos para estimativa da altura total das árvores com base nos dados estimados, com o intuito de aprimorar a apresentação residual e facilitar os testes
estatísticos, foram sorteados 80 resíduos do conjunto residual destes modelos. Apresenta-se também o
3.2.1 Metodologia resultado do teste z , com seu respectivo valor p, para determinar se os dois modelos medem, em média,
um conjunto de alturas estatisticamente iguais. Por fim, realizou-se o teste de identidade de modelos,
Os modelos hipsométricos foram ajustados a partir de duas bases de dados, uma contendo as
para investigar se ambos os modelos (medido e estimado) são iguais do ponto de vista estatístico. O
alturas das árvores medidas com o hipsômetro e outra contendo as alturas estimadas em campo pelo
valor p deste teste também é reportado. Para todos os testes de hipóteses foi adotado α = 0, 01 .
engenheiro da equipe. Para oito espécies com número suficiente de árvores medidas (Cedrela fissilis,
Clethra scabra, Hieronyma alchorneoides, Miconia cinnamomifolia, Nectandra oppositifolia, Ocotea Foram ajustados 10 modelos de relação hipsométrica para estimativa da altura total do fuste cujas
puberula, Pera glabrata e Tapirira guianensis), foram ajustados modelos específicos; para o grupo das
“Demais espécies”, sem as oito espécies acima citadas, foi ajustado um modelo genérico. variáveis independentes são: d, d², d³, 1 , 1 e ln d. Os ajustes tiveram como variáveis dependentes:
d d2
Para facilitar a manipulação dos dados estimados pelos engenheiros de campo, realizou-se uma 1
Ht, log Ht, ln Ht, log (Ht – 1,3), e .
amostragem aleatória dos mesmos, com o objetivo de reduzir o número de dados, mantendo, entretanto, 1
a significância estatística da amostra. Para os dados medidos pelo hipsômetro, este procedimento não (Ht − 1,3) 3
foi necessário, face ao reduzido número de árvores amostradas. O número de indivíduos utilizados para
cada regressão (sem outliers, excluídos seguindo metodologia detalhada no Volume I) consta na Tabela As equações utilizadas estão representadas na Tabela 3.2.
3.1.

98 99
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 3 | Equações hipsométricas, volumétricas e de peso seco para a Floresta Ombrófila Densa

Tabela 3.2. Equações hipsométricas ajustadas para a estimativa da altura total do fuste na Floresta Ombrófila Densa em Tabela 3.3. Ajuste do melhor modelo hipsométrico com os dados obtidos pela medição com hipsômetro de todos os grupos
Santa Catarina. β 0 , β1 , β 2 e β 3 = coeficientes de regressão; ε = erro aleatório; Ht = altura total da árvore (m); d = diâmetro das árvores na Floresta Ombrófila Densa. R² = coeficiente de determinação (ajustado); Sxy = erro padrão; F = valor da
à altura do peito (cm). distribuição F.
Table 3.2. Diameter-height equations adjusted for estimates of tree height in Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina. Table 3.3. Adjusted diameter-height equations based on measured heights (hypsometer) of all groups of trees in Dense
β 0 , β1 , β 2 e β 3 = regression coefficients; ε = residual error; Ht = total tree height (m); d = DBH (cm). Ombrophylous Forest. R² = coefficient of determination (adjusted); Sxy = standard error; F = value of F-distribution.

N° MODELO AUTOR ESPÉCIE MODELO R² R² aj. Sxy (%) F

Cedrela fissilis 0,56 0,55 7,00 39,6


1 Finger
Clethra scabra 0,53 0,51 5,39 28,1
2 Finger
Hieronyma alchorneoides 0,46 0,45 6,88 39,1
3 Finger
Miconia cinnamomifolia 0,65 0,64 7,12 102,9

4 Finger Nectandra oppositifolia 0,46 0,44 8,66 24,3

Ocotea puberula 0,65 0,64 7,17 66,9


5 Loetsch
Pera glabrata 0,54 0,53 7,48 37,3
6 Loetsch
Tapirira guianensis 0,44 0,42 6,12 27,5

7 Finger Demais espécies 0,59 0,59 7,82 1445,2

8 Finger Tabela 3.4. Ajuste do melhor modelo hipsométrico com os dados obtidos pelas estimativas dos engenheiros de campo de
todos os grupos das árvores na Floresta Ombrófila Densa. R² = coeficiente de determinação (ajustado); Sxy = erro padrão; F
= valor da distribuição F; RP = ranking de classificação parcial; RG = ranking geral.
9 Barros Table 3.4. Adjusted diameter-height equations based on estimated heights (forester) of all groups of trees in Dense
Ombrophylous Forest. R² = coefficient of determination (adjusted); Sxy = standard error; F = value of F-distribution; RP =
partial classification ranking; RG = general ranking.
10 Petterson
ESPÉCIE MODELO R² R² aj. Sxy (%) F

Os testes estatísticos foram executados em planilhas Microsoft Excel v. 2011, os gráficos 3D Cedrela fissilis 0,61 0,61 7,79 334,0
foram gerados no software Maple v.12 © Maplesoft, Waterloo Maple Inc. 2012.
Clethra scabra 0,32 0,32 9,17 124,2

Hieronyma alchorneoides 0,52 0,52 8,28 303,5


3.2.2 Resultados e Discussão
Miconia cinnamomifolia 0,61 0,61 8,45 410,3
Ajuste dos modelos hipsométricos
Nectandra oppositifolia 0,53 0,53 7,55 261,8
Nas Tabelas 3.3 e 3.4, estão apresentados os resultados do ajuste dos melhores modelos
hipsométricos testados, tanto para as alturas medidas como para as alturas estimadas em campo, Ocotea puberula 0,64 0,64 6,96 368,4
para o grupo das árvores de Cedrela fissilis, Clethra scabra, Hieronyma alchorneoides, Miconia
cinnamomifolia, Nectandra oppositifolia, Ocotea puberula, Pera glabrata, Tapirira guianensis e Pera glabrata 0,40 0,39 8,14 162,1
“Demais espécies”, juntamente com seus indicadores de qualidade, seguidos de sua classificação no
Tapirira guianensis 0,50 0,50 7,95 267,5
ranking de melhor modelo.
Demais espécies 0,47 0,47 10,29 356,5

100 101
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 3 | Equações hipsométricas, volumétricas e de peso seco para a Floresta Ombrófila Densa

Análise Residual

Os modelos mais eficientes foram submetidos à análise residual, com o intuito de investigar a
normalidade, aleatoriedade e homocedasticidade dos resíduos.

Num primeiro momento, foi feita a análise visual dos gráficos residuais (Figuras 3.1 e 3.2);
para evitar subjetividade inerente à análise visual, são apresentados, na Tabela 3.5, os resultados dos
testes de hipóteses residuais previstos na metodologia proposta no Volume I com seus respectivos
valores p e consequentes conclusões a respeito das hipóteses lançadas. As hipóteses de normalidade,
aleatoriedade e homocedasticidade residual foram aceitas ( p > 0, 01 ). Nota-se que os pressupostos
de normalidade, aleatoriedade e homocedasticidade foram atendidos em todos os casos, com exceção
da homocedasticidade para o grupo das “Demais espécies”. Neste último caso, o valor p para
homocedasticidade, no entanto, foi muito baixo ( p < 0, 01 ), o que leva à rejeição da hipótese de
homocedasticidade. Esta rejeição não faz com que a regressão não seja válida, porém, indica que os
coeficientes βi não são os melhores possíveis. Outra consequência é que os estimadores das variâncias
dos estimadores dos parâmetros do modelo são viesados, o que afeta o erro padrão dos estimadores
dos mínimos quadrados. Isso significa que os testes t e F (bem como os intervalos de confiança) ficam
comprometidos.

Em termos gerais, o atendimento dos três pressupostos, na maioria dos casos analisados, permite-
nos concluir que é possível estabelecer estatisticamente uma correlação entre o diâmetro e a altura
para Cedrela fissilis, Clethra scabra, Hieronyma alchorneoides, Miconia cinnamomifolia, Nectandra
oppositifolia, Ocotea puberula, Pera glabrata e Tapirira guianensis e para o conjunto restante das
espécies da Floresta Ombrófila Densa.

Figura 3.1. Distribuição dos resíduos das alturas medidas para o melhor modelo das árvores na Floresta Ombrófila Densa
em Santa Catarina, onde: (a) Cedrela fissilis, (b) Clethra scabra, (c) Hieronyma alchorneoides, (d) Miconia cinnamomifolia,
(e) Nectandra oppositifolia, (f) Ocotea puberula, (g) Pera glabrata, (h) Tapirira guianensis, (i) Demais espécies.
Figure 3.1. Distribution of residuals of measured heights by best fitting models in Dense Ombrophylous Forest in Santa
Catarina for (a) Cedrela fissilis, (b) Clethra scabra, (c) Hieronyma alchorneoides, (d) Miconia cinnamomifolia, (e)
Nectandra oppositifolia, (f) Ocotea puberula, (g) Pera glabrata, (h) Tapirira guianensis, (i) Other trees.

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Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 3 | Equações hipsométricas, volumétricas e de peso seco para a Floresta Ombrófila Densa

Tabela 3.5. Resultados dos testes de hipóteses residuais de normalidade, aleatoriedade e homocedasticidade para os modelos
hipsométricos de todas as árvores na Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina (p > 0,01).
Table 3.5. Results of residual normality, independence and homoscedacity tests of adjusted diameter-height models of all
tree in Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina (p > 0.01).
TESTE
MODELO
ESPÉCIE Kolmogorov-Smirnov Teste das Sequências Brown-Forsythe
Medidas / Estimadas
p Norm. p Aleat. p Homoc.

0,75 Aceita 0,29 Aceita 0,25 Aceita


Cedrela fissilis
0,60 Aceita 0,13 Aceita 0,94 Aceita

0,88 Aceita 0,28 Aceita 0,33 Aceita


Clethra scabra
0,81 Aceita 0,06 Aceita 0,12 Aceita

0,93 Aceita 0,15 Aceita 0,23 Aceita


Hieronyma alchorneoides
0,89 Aceita 0,33 Aceita 0,02 Aceita

0,54 Aceita 0,09 Aceita 0,28 Aceita


Miconia cinnamomifolia
0,73 Aceita 0,41 Aceita 0,06 Aceita

0,88 Aceita 0,005 Rejeitada 0,80 Aceita


Nectandra oppositifolia
0,69 Aceita 0,25 Aceita 0,35 Aceita

0,74 Aceita 0,44 Aceita 0,99 Aceita


Ocotea puberula
0,54 Aceita 0,33 Aceita 0,70 Aceita

0,87 Aceita 0,42 Aceita 0,26 Aceita


Pera glabrata
0,60 Aceita 0,33 Aceita 0,16 Aceita

0,40 Aceita 0,31 Aceita 0,25 Aceita


Tapirira guianensis
0,74 Aceita 0,25 Aceita 0,75 Aceita

0,67 Aceita 0,41 Aceita 0,86 Aceita


Demais espécies
0,85 Aceita 0,13 Aceita 0,67 Aceita

Figura 3.2. Distribuição dos resíduos das alturas estimadas para o melhor modelo das árvores na Floresta Ombrófila Densa
em Santa Catarina, onde: (a) Cedrela fissilis, (b) Clethra scabra, (c) Hieronyma alchorneoides, (d) Miconia cinnamomifolia,
(e) Nectandra oppositifolia, (f) Ocotea puberula, (g) Pera glabrata, (h) Tapirira guianensis, (i) Demais espécies.
Figure 3.2. Distribution of residuals of estimated heights by best fitting models models in Dense Ombrophylous Forest in
Santa Catarina for (a) Cedrela fissilis, (b) Clethra scabra, (c) Hieronyma alchorneoides, (d) Miconia cinnamomifolia, (e)
Nectandra oppositifolia, (f) Ocotea puberula, (g) Pera glabrata, (h) Tapirira guianensis, (i) Other trees.

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Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 3 | Equações hipsométricas, volumétricas e de peso seco para a Floresta Ombrófila Densa

Identidade dos modelos ajustados

Procedendo-se o teste z para médias, concluiu-se que tanto para Nectandra megapotamica,
como para Ocotea puberula e para o conjunto restante das espécies, os modelos ajustados com base nas
alturas medidas e nas estimadas são estatisticamente iguais (validando a hipótese de que os modelos
estimam, em média, as mesmas alturas. Este fenômeno pode ser conferido visualmente através da
sobreposição das curvas apresentadas na Figura 3.7.

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73,53 cm, respectivamente. Antes de realizar a cubagem rigorosa do fuste, foram medidos o DAP (d),
a altura do fuste até a inserção dos galhos da copa (Hf) e altura total (Ht) das árvores selecionadas com
fita métrica e hipsômetro, respectivamente. A cubagem do fuste foi realizada pelo escalador da equipe
de campo. De baixo para cima, as medidas dos diâmetros em diferentes alturas foram tomadas com
fita métrica a 0,3 m (toco), 1 m, 2 m, 3 m e, assim sucessivamente, de 1 em 1 metro, ao longo do fuste,
até o início da copa (Capítulo 2 do Volume I; Vibrans et al. 2010). O cálculo do volume do fuste com
casca (Vf c/c) foi obtido através do uso da cubagem rigorosa pelo método de Smalian descrito por Finger
(1992).

A partir dos dados totais para a região fitoecológica da Floresta Ombrófila Densa, realizou-
se uma estratificação por espécie. O critério para o ajuste de modelos individuais para uma espécie
foi o de a mesma possuir ao menos 30 indivíduos medidos. Nos casos em que houve um número
substancial de indivíduos em um extrato, foi realizada uma amostragem do mesmo a fim de facilitar
a manipulação dos dados. Os “outliers” (pontos discrepantes) foram extraídos das amostras a fim de
evitar tendenciosidades entre os modelos de regressão (metodologia detalhada no Volume I). Das 1.207
árvores cubadas, restaram, após a remoção dos outliers, 1.196 árvores que foram utilizadas para o
ajuste das equações de regressão (Tabela 3.6). Assim, foram ajustadas equações volumétricas para as
espécies Alchornea triplinervia, Cedrela fissilis, Hieronyma alchorneoides, Miconia cinnamomifolia,
Nectandra oppositifolia, Ocotea puberula, Piptocarpha angustifolia, Tapirira guianensis e Virola
bicuhyba, e para o grupo denominado “Demais espécies” e para o grupo “Todas as espécies”.
Tabela 3.6. Número de indivíduos utilizados para ajuste das equações de regressão para o volume do fuste com casca na
Floresta Ombrófila Densa.
Table 3.6. Number of trees measured and used to adjust stem volume equations by species group in Dense Ombrophylous
Forest in Santa Catarina.
Figura 3.3. Representação gráfica dos modelos hipsométricos medidos e estimados de (a) Cedrela fissilis, (b) Clethra
scabra, (c) Hieronyma alchorneoides, (d) Miconia cinnamomifolia, (e) Nectandra oppositifolia, (f) Ocotea puberula, (g) Espécie Número de indivíduos Amostra DAP (cm) mín./máx.
Pera glabrata, (h) Tapirira guianensis e (i) “Demais espécies” na Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina.
Figure 3.3. Graphics of adjusted models based on measured and estimated tree heights of (a) Cedrela fissilis, (b) Clethra Alchornea triplinervia 40 37 13,37 / 49,34
scabra, (c) Hieronyma alchorneoides, (d) Miconia cinnamomifolia, (e) Nectandra oppositifolia, (f) Ocotea puberula, (g)
Pera glabrata, (h) Tapirira guianensis and (i) “Other trees” in Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina.
Cedrela fissilis 47 46 15,92 / 51,25
O teste F (Zar 1984), descrito no Volume I, foi realizado para a identificação de curvas de
Hieronyma alchorneoides 38 37 18,14 / 44,88
regressão coincidentes, o qual, em caso de resultado positivo, fornece subsídios para afirmação de que
ambas as bases de dados representem estatisticamente a mesma população. Com isso, verifica-se que
Miconia cinnamomifolia 100 98 16,55 / 44,25
as bases de dados (medidas e estimadas) são equivalentes, podendo-se utilizar qualquer uma das duas
para cálculos de estimativas dendrométricas e afins. Para possibilitar a comparação entre curvas de Nectandra oppositifolia 38 37 14,96 / 42,97
regressão, a estrutura dos modelos deve ser a mesma, uma vez que o teste F leva em consideração a
soma dos quadrados residuais dos mesmos. Ocotea puberula 30 29 15,92 / 37,88
Como esta hipótese foi atendida (os melhores modelos foram sempre os mesmos), foi realizado Piptocarpha angustifolia 36 35 16,55 / 43,93
o teste F de identidade de modelos, ajustando-se uma regressão única para as bases de dados combinadas
e comparando-as às regressões ajustadas especificamente. A hipótese nula de igualdade entre as Tapirira guianensis 32 30 15,60 / 50,29
regressões foi testada com α = 0,01. Os valores p obtidos em todos os testes F foram maiores que 0,01,
corroborando a hipótese de que os modelos ajustados para as bases de dados medidas e estimadas são Virola bicuhyba 46 45 17,51 / 63,03
estatisticamente idênticos.
Demais espécies 800 782 11,46 / 66,85

3.3 Modelos para estimativa do volume do fuste com casca das árvores Todas as espécies 1.207 1.196 11,46 / 67,48

3.3.1 Metodologia Na Tabela 3.7 constam as frequências por classe diamétrica dos 1.196 indivíduos utilizados
O ajuste de modelos volumétricos foi realizado com a base de dados da cubagem rigorosa do para ajuste dos modelos volumétricos.
fuste de 1.207 árvores em 152 das 197 Unidades Amostrais da Floresta Ombrófila Densa em Santa
Catarina. Os DAPs mínimos, médios e máximos das árvores cubadas foram 11,45 cm, 28,08 cm e

108 109
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Tabela 3.7. Distribuição das frequências das árvores utilizadas para o ajuste de modelos volumétricos por classe diamétrica
na Floresta Ombrófila Densa. Centro das classes de diâmetro (cm)
UA TOTAL
Table 3.7. Frequency distribution of trees used to adjust stem volume equations by diameter class in Dense Ombrophylous 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 >60
Forest in Santa Catarina.
174 - - 2 3 2 1 2 - - - - 10
Centro das classes de diâmetro (cm)
UA TOTAL 175 - - 1 - 4 1 2 - - - 1 9
10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 >60
199 - - - 1 4 1 1 - - - - 7
10 - - - 2 3 2 1 - - - - 8
221 - - 1 3 1 3 - - - - - 8
15 - - 2 3 3 - - - - - - 8
253 - - - 3 1 3 1 - - - - 8
21 - - - 7 3 - - - - - - 10
254 - 2 - 3 - 1 - - - - - 6
23 - - - 1 2 2 - 3 - - - 8
256 - - - 2 3 1 2 1 - - - 9
28 - - 2 3 1 1 1 - - - - 8
285 - - - 4 3 2 - - - - - 9
30 - - - 3 4 4 - - - 1 - 12
286 - - 1 1 1 - - - - - - 3
37 - - - 3 1 3 - 2 - - - 9
287 - - - 2 3 2 - - - - - 7
39 - 1 - 3 4 4 2 2 1 - - 17
309 - 1 2 3 2 - - - - - - 8
40 - - 1 - 2 4 1 1 - - - 9
316 - - - 4 2 1 1 - - - - 8
41 - - 1 3 1 3 1 - - - - 9
318 - - 2 2 - 1 - - - - - 5
49 - - 2 1 2 2 - 2 - - - 9
341 - - - 2 2 1 2 1 - - - 8
50 - 1 4 2 2 - - - - - - 9
344 - 2 2 3 1 - - - - - - 8
51 - - - 1 1 1 3 - 3 - - 9
349 - - - 2 2 1 - - - - - 5
58 - - 2 1 4 - - - - - - 7
351 - - - 1 2 5 - - - - - 8
59 - - 1 4 - 1 4 2 - 1 - 13
352 - - - 3 1 - 2 - - - - 6
77 1 - 1 5 - - 1 - - - - 8
377 - 1 1 3 3 - - - - - - 8
81 - - - 6 1 2 - - - - - 9
378 - 1 - 2 1 2 1 - 1 - - 8
95 - 1 - 2 - 1 - - - - - 4
383 - - - - - - 5 - - - - 5
97 - - 4 3 3 - - - - - - 10
384 - 1 2 3 2 - - - - - - 8
98 - - - - - 2 - - - - - 2
386 - - 2 2 1 1 - - - - - 6
117 - - - 3 3 - 2 - - - - 8
387 - - 1 3 1 - - - - - - 5
119 - - 2 1 1 1 2 1 - - - 8
388 - - 1 4 1 - - - - - - 6
122 - - - 1 2 2 1 1 - 1 - 8
390 - - - 4 1 - 1 - - - - 6
123 - 1 - 4 2 1 2 - - - - 10
421 - - - - - 2 3 1 2 - - 8
141 - - - 2 1 3 2 - - - - 8
422 - - 2 3 1 3 - - 1 - - 10
142 - - - 3 2 2 - - - - - 7
423 - - - 1 3 3 - 1 - - - 8
143 - - - - 4 1 - 1 - - - 6
424 - - - 2 1 2 2 1 - - - 8
147 - - 1 2 5 2 1 2 - - - 13
425 - - 2 4 2 - 1 - - - - 9
170 - - 2 2 3 1 - - - - - 8
426 - 1 3 4 - - - - - - - 8
172 - - - 6 1 3 - - - - - 10
428 - - - 2 2 1 - - - - - 5
173 - 1 4 3 - - - - - - - 8
429 - - - 2 1 1 1 - - - - 5

110 111
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Centro das classes de diâmetro (cm) Centro das classes de diâmetro (cm)
UA TOTAL UA TOTAL
10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 >60 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 >60
457 - 1 - 4 3 - - - - - - 8 637 - - - 1 1 3 1 1 - - - 7
460 - - 1 2 1 1 1 1 1 - - 8 638 - - 1 1 - 1 - - - - - 3
464 - - - - 3 2 1 1 2 - - 9 640 - - 2 1 2 1 - - - - - 6
465 - - - 2 2 - 1 2 - - - 7 641 1 - - 2 2 1 1 - 1 2 - 10
466 - 1 2 4 - - - 1 - - - 8 642 - - - 3 4 1 - - - - - 8
467 - - 2 1 1 1 - - - - - 5 681 - - 2 1 1 1 - - - 1 - 6
468 - - - 3 3 - 2 - - - - 8 682 - - 1 4 3 - - 1 1 1 - 11
507 - - - - 1 1 - - - - - 2 685 - - 4 2 1 1 - - - - - 8
508 - - - 3 2 1 1 - 1 - - 8 686 - - 1 - 7 2 1 - - - - 11
513 - 1 1 3 2 3 2 - - - - 12 687 - - - 1 - 2 - 1 - - - 4
516 - 2 4 5 2 2 1 - 1 - - 17 688 - - 1 1 - 1 1 1 - 2 - 7
517 - - 1 3 5 1 - - - - - 10 690 - - 2 - 2 1 1 - 3 - - 9
518 - - 3 2 1 - 1 - 1 - - 8 743 - - 2 2 2 - 1 - - - - 7
519 - - - 2 1 1 - - 1 - - 5 747 1 - 1 1 1 1 - 3 - - - 8
520 - - 1 2 1 - - - - - - 4 748 - - 1 - 2 3 1 2 - - - 9
522 - - - 2 2 1 1 - - - - 6 750 - - - 1 2 1 1 - - - - 5
523 - - - 4 1 2 1 - - - - 8 752 - - - 1 - 1 1 - - - - 3
526 - - - 2 - 2 2 - 1 - 1 8 753 - - - - 2 - - - - - - 2
568 - - 3 1 1 2 1 - 1 - - 9 795 - - - - - 3 - - - - - 3
570 - - 4 2 4 - - 1 - - - 11 796 1 - 1 - 1 2 1 2 2 - - 10
571 - - 2 1 3 2 - - - - - 8 798 - 2 - 3 1 - 2 - - - - 8
573 - - 1 2 - 2 - - 1 - - 6 801 - 1 2 2 3 1 1 - - - - 10
575 - - 2 2 2 1 - - - - - 7 802 - - 2 2 1 3 1 - 1 - - 10
576 - - 1 1 5 3 3 1 - 1 - 15 804 - - 3 1 - 3 1 - - - - 8
577 - - 1 - 3 - 1 - - - - 5 807 - - - - 2 2 - 1 2 1 - 8
578 - 1 2 1 1 2 - 1 - - - 8 811 - - 1 1 5 1 1 2 - - - 11
579 - - - 4 2 2 - - - - - 8 853 - 1 4 3 1 - - - - - - 9
584 - - 1 3 3 1 1 1 - - - 10 857 - 2 8 1 1 2 2 - - 1 - 17
625 - - - 2 1 3 2 - - - - 8 858 - - 4 2 2 2 2 - - - - 12
631 - - 1 3 2 1 - 1 - - - 8 865 - - - 3 2 - - 1 - - - 6
633 - - 1 1 1 3 1 1 - - - 8 899 - - - 1 1 1 - 2 - - - 5
634 - - 3 2 1 1 2 - - - - 9 905 - - 8 2 - 2 2 2 - - - 16
635 - - 2 2 1 3 - - - - - 8 907 - - - 2 2 1 2 - - 1 - 8
636 - - - - 1 - - - - - - 1 909 - - 1 1 1 2 1 2 - - - 8

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Tabela 3.8. Equações volumétricas ajustadas para a estimativa do volume total do fuste com casca na Floresta
Centro das classes de diâmetro (cm) Ombrófila Densa. β 0 , β1 , β 2 e β 3 = os coeficientes de regressão; ε = o erro aleatório; V f = o volume total do
UA TOTAL fuste com casca em metros cúbicos; d = o diâmetro à altura do peito em centímetros, CAP = a circunferência
10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 >60
da árvore na altura do peito; H f = a altura do fuste até a inserção dos galhos da copa.
912 - - - 2 1 1 - - - - - 4 Table 3.8. Volume equations adjusted for estimates of stem volume with bark of trees in Dense Ombrophylous
Forest in Santa Catarina. β 0 , β1 , β 2 e β 3 = regression coefficients; ε = residual error; V f = stem volume with
913 1 - 2 - - - - - - - - 3 bark; d = DBH (cm); CAP = CBH; H f = stem height (m).
953 - - 1 - 2 2 1 - - 1 - 7
N° MODELO AUTOR
955 - - - 1 2 1 - - - - - 4
1 S. H. Spurr
991 - - - 3 3 1 2 - 1 1 - 11
992 - 1 - 4 2 1 1 - - - - 9 2 Stoate
993 - - - 1 2 2 1 - - - - 6 3 Spurr
994 - - 4 1 1 - - 1 - - - 7
4 Schumacher
995 - 1 1 3 1 1 3 3 - - 1 14
1027 - - - 4 2 - - - - - - 6 5 Kopezky – Gehrhardt

1031 - 1 1 2 - - - 1 - - - 5 6 Hohenadl e Krenn


1047 - - - - - - 2 1 - - - 3
7 Brenac
1049 1 - - 1 - 1 1 1 - - - 5
1052 - - 1 1 2 2 2 - - - - 8 8 Adaptado de Schumacher-Hall
1065 - - - 4 4 - - - - - - 8
9 Adaptado de Schumacher-Hall
1068 - - 2 4 - 2 2 - - - - 10
1072 - - 1 5 5 2 3 - - - - 16
Após o ajuste dos modelos, serão apresentadas as equações hipsométricas (com os coeficientes
1073 - - - 2 - - - - - - - 2 βi determinados) e os parâmetros estatísticos listados, organizados pelo ranking sugerido por
Bartoszeck (2000). Em seguida, foram executadas as análises residuais de cada modelo. Procedeu-se a
1074 - - 2 - 4 1 - - - 1 - 8
análise visual dos gráficos do resíduo e, para eliminar qualquer intervenção subjetiva, efetuaram-se os
TOTAL 6 29 160 316 263 194 119 61 29 16 3 1.196 testes Kolmogorov-Smirnov (para aderência à normalidade), sequências/runs test (para aleatoriedade)
e Brown-Forsythe (para homocedasticidade). Apresentam-se também, de forma a corroborar as
conclusões, os valores p relativos a cada teste. Por fim, apresentam-se à comparação entre o volume
estimado pelas equações volumétricas com o volume medido a partir da cubagem rigorosa do fuste.
Foram ajustados nove modelos volumétricos para estimativa do volume total do fuste com
casca, cujas variáveis independentes são: d, d², h, d²h, ln d²hf, ln d, ln h, ln CAP² e ln CAP²hf. Os ajustes
tiveram como variáveis dependentes: Vf, ln Vf e . As equações utilizadas estão representadas
na Tabela 3.8. 3.3.2 Resultados e Discussão

Ajuste de modelos volumétricos

Na Tabela 3.9, constam os resultados dos ajustes dos melhores modelos volumétricos para
os grupos das espécies Alchornea triplinervia, Cedrela fissilis, Hieronyma alchorneoides, Miconia
cinnamomifolia, Nectandra oppositifolia, Ocotea puberula, Piptocarpha angustifolia, Tapirira
guianensis e Virola bicuhyba, e para os grupos denominados “Demais espécies” e “Todas as espécies”
da Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina.

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Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 3 | Equações hipsométricas, volumétricas e de peso seco para a Floresta Ombrófila Densa

Tabela 3.9. Ajuste do melhor modelo volumétrico para o volume do fuste com casca de todos os grupos das árvores na
Floresta Ombrófila Densa. R² = coeficiente de determinação (ajustado); Sxy = erro padrão; F = valor da distribuição F.
Table 3.9. Adjusted volume equations for estimates of stem volume with bark of all species groups in Dense Ombrophylous
Forest. R² = coefficient of determination (adjusted); Sxy = standard error; F = value of F-distribution.
ESPÉCIE MODELO R² R²aj. Sxy (%) F
Alchornea triplinervia 0,98 0,98 8,89 676,9
Cedrela fissilis 0,98 0,98 1,33 885,0

Hieronyma alchorneoides 0,97 0,97 1,10 642,5

Miconia cinnamomifolia 0,94 0,94 1,42 794,7

Nectandra oppositifolia 0,98 0,98 1,15 968,2

Ocotea puberula 0,93 0,93 1,83 179,3

Piptocarpha angustifolia 0,98 0,98 0,94 1.024,7

Tapirira guianensis 0,92 0,92 1,98 331,3

Virola bicuhyba 0,97 0,97 1,71 682,3

Demais espécies 0,95 0,95 1,92 7.143,3

Todas as espécies 0,93 0,93 2,19 8.137,9

Análise Residual

Os modelos melhores posicionados no ranking, com seus respectivos coeficientes, para todos
os grupos de árvores analisadas, foram submetidos à análise residual prevista na metodologia, com o
intuito de investigar a normalidade, aleatoriedade e homocedasticidade dos resíduos. A análise visual
dos gráficos residuais da Figura 3.4 revelou que há indícios de que os pressupostos de normalidade,
aleatoriedade e homocedasticidade foram atendidos.

Figura 3.4. Distribuição gráfica dos resíduos gerados a partir dos modelos volumétricos de (a) Alchornea triplinervia,
(b) Cedrela fissilis, (c) Hieronyma alchorneoides, (d) Miconia cinnamomifolia, (e) Nectandra oppositifolia, (f) Ocotea
puberula, (g) Piptocarpha angustifolia, (h) Tapirira guianensis, (i) Virola bicuhyba, (j) “Demais espécies” e (l) “Todas as
espécies” na Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina.
Figure 3.4. Distribution of residuals of volume models of (a) Alchornea triplinervia, (b) Cedrela fissilis, (c) Hieronyma
alchorneoides, (d) Miconia cinnamomifolia, (e) Nectandra oppositifolia, (f) Ocotea puberula, (g) Piptocarpha angustifolia,
(h) Tapirira guianensis, (i) Virola bicuhyba, (j) “Other trees” and (l) “All tree species” in Dense Ombrophylous Forest in
Santa Catarina.

Para evitar subjetividade inerente à análise visual, foram realizados os testes de hipóteses
residuais com seus respectivos valores p e consequentes conclusões a respeito das hipóteses lançadas
( p > 0, 01 ) (Tabela 3.10).

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Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 3 | Equações hipsométricas, volumétricas e de peso seco para a Floresta Ombrófila Densa

Tabela 3.10. Resultados dos testes de hipóteses para normalidade, aleatoriedade e homocedasticidade residual dos melhores
modelos volumétricos para as árvores na Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina (p > 0,01).
Table 3.10. Results of residual normality, independence and homoscedacity tests of best fitting volume models adjusted of
tree species in Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina (p > 0.01).
Teste
Espécie/ Modelo Kolmogorov-Smirnov Teste das Sequências Brown-Forsythe
Valor p Norm. Valor p Aleat. Valor p Homoc.
Alchornea triplinervia
0,975 Aceita 0,067 Aceita 0,729 Aceita

Cedrela fissilis
0,339 Aceita 0,068 Aceita 0,395 Aceita

Hieronyma alchorneoides
0,913 Aceita 0,435 Aceita 0,761 Aceita

Miconia cinnamomifolia
0,159 Aceita 0,021 Aceita 0,722 Aceita

Nectandra oppositifolia
0,914 Aceita 0,432 Aceita 0,156 Aceita

Ocotea puberula
0,652 Aceita 0,094 Aceita 0,210 Aceita

Piptocarpha angustifolia
0,990 Aceita 0,114 Aceita 0,075 Aceita

Tapirira guianensis
0,990 Aceita 0,022 Aceita 0,528 Aceita

Virola bicuhyba
0,76 Aceita 0,012 Aceita 0,311 Aceita

Demais espécies
0,645 Aceita 0,054 Aceita 0,789 Aceita

Todas as espécies
0,710 Aceita 0,157 Aceita 0,973 Aceita

Comparação entre volumes medidos e estimados

Na Figura 3.5, são apresentados em representação gráfica os valores do volume do fuste com
casca em função do DAP das árvores; constam os valores observados (medidos na cubagem rigorosa dos
fustes) e os valores estimados usando o melhor modelo volumétrico ajustado. Nota-se um agrupamento
entre as nuvens de pontos dos valores observados e estimados, mostrando que o modelo escolhido é
representativo para o conjunto de dados analisados.

118 119
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 3 | Equações hipsométricas, volumétricas e de peso seco para a Floresta Ombrófila Densa

Nas figuras, o gráfico (b) apresenta a visão do plano CAP x Volume, evidenciando a relação
entre estas duas variáveis. Percebe-se que a taxa de variação do volume em função do aumento do CAP é
sensivelmente maior em árvores de grande porte, enquanto em árvores pequenas, pequenos incrementos
no CAP ocasionam pequenos incrementos no volume (esta conclusão pode ser corroborada pensando-
se nas derivadas ao longo da curva gerada pela borda superior da superfície planificada acima).

O gráfico (c), por sua vez, apresenta a visão do plano Altura x Volume, evidenciando a relação
entre estas duas variáveis. Neste, percebe-se o comportamento inverso: a taxa de variação do volume
em função do incremento da altura é sensivelmente maior em árvores de pequeno porte, enquanto em
árvores bem desenvolvidas, incrementos na altura ocasionam menores taxas de variação no volume
(esta conclusão também pode ser corroborada pensando-se nas derivadas ao longo da curva gerada pela
borda superior da superfície planificada acima).

3.4 Modelos para estimativa do peso seco total das árvores

3.4.1 Metodologia

Figura 3.5. Comparação entre o volume do fuste com casca medido e estimado pelo melhor modelo ajustado para (a) Diante da impossibilidade de usar o método destrutivo, por conta de impedimentos legais e da
Alchornea triplinervia, (b) Cedrela fissilis, (c) Hieronyma alchorneoides, (d) Miconia cinnamomifolia, (e) Nectandra falta de autorização pelo órgão ambiental competente, a estimativa do peso seco (ou biomassa) total
oppositifolia, (f) Ocotea puberula, (g) Piptocarpha angustifolia, (h) Tapirira guianensis, (i) Virola bicuhyba, (j) Demais
espécies e (l) Todas as espécies na Floresta Ombrófila Densa, em função do DAP.
das árvores foi realizada por meio de equações ajustadas por outros estudos realizados na Floresta
Figure 3.5. Comparison of observed and of estimated stem volume with bark by best fitting model for (a) Alchornea
Ombrófila Densa no Sul e Sudeste do Brasil. O carbono estocado nas árvores com casca foi estimado
triplinervia, (b) Cedrela fissilis, (c) Hieronyma alchorneoides, (d) Miconia cinnamomifolia, (e) Nectandra oppositifolia, (f) por meio da multiplicação das estimativas de biomassa obtidas pelo fator 0,5, considerando-se que o
Ocotea puberula, (g) Piptocarpha angustifolia, (h) Tapirira guianensis, (i) Virola bicuhyba, (j) Other trees and (l) All tree peso seco contém aproximadamente 50% de carbono como constataram Fukuda et al. (2003), Soares &
species in Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina, as function of DBH. Oliveira (2002) e Fang et al. (2001).
Como o modelo possui duas variáveis independentes (CAP e H), a representação gráfica de Foram testados 15 modelos para estimativa do peso seco total das árvores vivas e mortas, com
todos os resultados possíveis resume-se a uma superfície (tridimensional). Na Figura 3.6, é apresentada as variáveis independentes: d, d², d²h, dh, ln d²h, ln d, ln d², ln h, h², 1/h, sendo d = diâmetro à altura
no gráfico (a) esta superfície com os respectivos dados observados (medidos na cubagem rigorosa dos do peito em centímetros; Ht = altura total da árvore em metros. Os modelos tiveram como variáveis
fustes) plotados nas adjacências da mesma. dependentes: PS, ln PS, sendo PS - o peso seco total da árvore em kg. As equações utilizadas constam
na Tabela 3.11.
(a) (b) (c)

Figura 3.6. Análise da superfície dos valores preditos pelo modelo para volume do fuste com casca (Modelo N° 8) com
os dados observados (medidos) de “Todas as espécies” na Floresta Ombrófila Densa; eixo x = altura do fuste (m); eixo y
= CAP (cm); eixo z = volume (m³) (a); relação binária entre o CAP (eixo x) e volume do fuste (eixo y) (b); relação binária
entre altura do fuste (eixo x) e volume do fuste (eixo y) (c).
Figure 3.6. Surface analysis of predicted values of stem volume model N° 8 and observed (measured) values for “All
species” in Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina; axis = stem height (m), y axis = CBH (cm); z axis = volume
(m³) (a); binary relation between CBH (x axis) and stem volume (y axis) (b); between stem height (x axis) and stem volume
(y axis) (c).

120 121
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 3 | Equações hipsométricas, volumétricas e de peso seco para a Floresta Ombrófila Densa

Tabela 3.11. Equações testadas para estimativa do peso seco total das árvores na Floresta Ombrófila Densa. PS = o peso Para quantificação do peso seco vivo, foi utilizado o conjunto de dados das árvores vivas em pé
seco total da árvore em kg; d = diâmetro à altura do peito em centímetros; h = altura total da árvore em metros. da Floresta Ombrófila Densa. Na Figura 3.7, pode ser observada a relação entre o peso seco vivo e o
Table 3.11. Equations tested for estimates of total dry weight of trees in Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina. PS DAP das árvores após aplicação do modelo N° 5.
= dry weight (kg); d = DBH (cm); h = stem height (m).

N° MODELO AUTOR

1 Burger (2005)

2 Burger (2005)

3 Silveira (2009)

4 Silveira (2009)

5 Silveira (2009)

6 Silveira (2009)

7 Silveira (2009)

8 Silveira (2009) Figura 3.7. Relação entre o peso seco vivo e o DAP das árvores na Floresta
Ombrófila Densa, utilizando o modelo N° 5 de Silveira (2009).
9 Silveira (2009) Figure 3.7. Relationship between dry weight of living trees and DBH in Dense
Ombrophylous Forest in Santa Catarina, using model N° 5 (Silveira 2009).
10 Silveira (2009)

11 Silveira (2009)
Tabela 3.12. Número total de indivíduos (N), peso seco total (PS) e estoque total de carbono por classe diamétrica das
12 Silveira (2009) árvores vivas amostradas da Floresta Ombrófila Densa.
Table 3.12. Tree number (N), dry weight (PS) and total carbon stock by diameter class of all sampled living trees in Dense
13 Silveira (2009) Ombrophylous Forest in Santa Catarina.
Intervalo entre Centro da
N % PS (Mg) % Carbono (Mg) PS p/árvore (Mg)
14 Burger & Delitti (2008) classes (cm) classe (cm)
5 ˫ 15 10 27213 51,22 1486,6 15,35 743,3 0,05
15 Burger & Delitti (2008)
15 ˫ 25 20 17710 33,33 2603,5 26,89 1301,8 0,15

25 ˫ 35 30 5584 10,51 2250,2 23,24 1125,1 0,40


3.4.2 Resultados 35 ˫ 45 40 1693 3,19 1412,8 14,59 706,4 0,83

A estimativa do peso seco total na Floresta Ombrófila Densa, foi realizada para as árvores vivas 45 ˫ 55 50 559 1,05 805,2 8,31 402,6 1,44
e para as árvores mortas, separadamente. Levando em consideração a similaridade das características
estruturais (DAP, área basal, alturas mínimas, médias e máximas) entre as florestas estudadas pelos 55 ˫ 65 60 215 0,40 473,2 4,89 236,6 2,20
autores citados e das florestas catarinenses, bem como os melhores descritores de ajuste, utilizou-se o 65 ˫ 75 70 73 0,14 202,7 2,09 101,4 2,78
modelo N° 5 de Silveira (2009) para quantificar o peso seco total das árvores vivas como das mortas
(Tabelas 3.12 e 3.13). Este modelo, embora de dupla entrada (DAP e altura), explicita a existência de 75 ˫ 85 80 41 0,08 144,4 1,49 72,2 3,52
forte correlação entre o peso seco e o DAP das árvores (Figura 3.7).
85 ˫ 95 90 14 0,03 69,4 0,72 34,7 4,96
Nas Tabelas 3.12 e 3.13 encontram-se os valores de peso seco total e por árvore, separados 95 ˫ 105 100 11 0,02 63,3 0,65 31,6 5,75
por classe diamétrica, para as árvores vivas e mortas. Observa-se que o peso seco total das árvores
decresce nas classes dos maiores diâmetros, devido ao decréscimo do número de indivíduos amostrados > 105 - 20 0,04 172,6 1,78 86,3 8,63
nas classes superiores, mantendo-se uma concentração maior do peso seco nas classes inferiores por
conterem um número muito maior de indivíduos. Total 53133 100,0 9683,8 100,0 4841,9

122 123
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 3 | Equações hipsométricas, volumétricas e de peso seco para a Floresta Ombrófila Densa

Tabela 3.13. Número total de indivíduos (N), peso seco total (PS) e estoque total de carbono por classe diamétrica das
árvores mortas amostradas da Floresta Ombrófila Densa.
Table 3.13. Tree number (N), dry weight (PS) and total carbon stock by diameter class of all sampled dead trees in Dense
Ombrophylous Forest in Santa Catarina.
Intervalo entre Centro da PS
N % % Carbono (Mg) PS p/árvore (Mg)
classes (cm) classe (cm) (Mg)
5 ˫ 15 10 1400 46,2 69,8 20,0 34,9 0,05
15 ˫ 25 20 1137 37,5 120,7 34,5 60,4 0,11
25 ˫ 35 30 322 10,6 77,2 22,1 38,6 0,24
35 ˫ 45 40 109 3,6 44,1 12,6 22,1 0,40
45 ˫ 55 50 43 1,4 20,2 5,8 10,1 0,47
55 ˫ 65 60 10 0,3 8,4 2,4 4,2 0,84
> 65 - 7 0,2 9,3 2,7 4,7 1,33
Total 3028 100,0 349,9 100,0 174,9

Referências

Bartoszeck, A.C.P.S. 2000. Evolução da relação hipsométrica e da distribuição diamétrica


em função dos fatores idade, sítio e densidade inicial em bracatingais da região metropolitana de
Curitiba. Dissertação (Mestrado). Universidade Federal do Paraná. Curitiba.

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Zar, J. 1984. Biostatistical Analysis. New Jersey. Prentice Hall.

124
Capítulo 4
Floresta Ombrófila Densa

Flora vascular da Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina1

Vascular flora of Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina

Lucia Sevegnani, André Luís de Gasper, Annete Bonnet, Marcos Guerra Sobral,
Alexander Christian Vibrans, Marcio Verdi, Anita Stival dos Santos,
Susana Dreveck, Alexandre Korte, Juliana Schmitt, Tiago Cadorin, Cesar Paulo Lopes,
Eder Caglioni, José Francisco Torres, Leila Meyer

Resumo
Neste trabalho, apresenta-se a lista de espécies da Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina, com base
em 202 Unidades Amostrais implantadas pelo IFFSC para estudo do componente arbóreo/arbustivo e da
regeneração natural, outras 33 para levantamento dos epífitos vasculares, além de coletas florísticas externas
às Unidades Amostrais. Esta lista aponta a bacia hidrográfica de ocorrência em que cada espécie foi coletada,
em qual componente foi registrada e a sua forma de vida. Foram registradas 1.900 espécies, sendo estas: 23
licófitas, 265 monilófitas, três gimnospermas e 1.609 angiospermas. As famílias mais ricas em espécies, mas
nem sempre com maior número de gêneros foram: Orchidaceae (209 espécies; 87 gêneros), Myrtaceae (141; 16),
Asteraceae (103; 45), Melastomataceae (87; 10), Fabaceae (78; 44), Bromeliaceae (71; 14), Rubiaceae (67; 33),
Piperaceae (64; 3), Solanaceae (64; 11), Lauraceae (52; 9), Polypodiaceae (46; 16) e Pteridaceae (36; 10). Entre
as espécies registradas, 10 constam na Lista Oficial das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção:
Aechmea blumenavii, Anthurium luschnathianum, Araucaria angustifolia, Billbergia alfonsijoannis, Dicksonia
sellowiana, Euterpe edulis, Heliconia farinosa, Ocotea catharinensis, O. odorifera e O. porosa. A Floresta
Ombrófila Densa existente atualmente em Santa Catarina é extremamente biodiversa, abrangendo 22,4% das
espécies vasculares citadas para a Floresta Ombrófila Densa do Brasil.

Abstract
The list of species of Dense Ombrophylous Forest was prepared, based on 202 Sample Plots to sample the
tree/shrub component and the natural regeneration and 33 Sample Plots to study the epiphytes vascular,
besides plants collected outside the Sample Plots. This list shows the watershed of occurrence in which the
specimens were collected, in which component was collected and the life form. Altogether 1,900 species of
tracheophyta were recorded, 23 Licophyta, 265 Monilophyta, three gymnosperms and 1,609 angiosperms.
Families with the highest species richness, but not always with the greatest number of genera were: Orchidaceae
(209 species; 87 genera), Myrtaceae (141; 16), Asteraceae (103; 45), Melastomataceae (87; 10), Fabaceae (78;
44), Bromeliaceae (71; 14), Rubiaceae (67; 33), Piperaceae (64; 3), Solanaceae (64; 11), Lauraceae (52; 9),
Polypodiaceae (46; 16) and Pteridaceae (36; 10). Among the species reported, appearing on the Official List of
Endangered Species of Brazilian Flora: Aechmea blumenavii, Anthurium luschnathianum, Araucaria angustifolia,
Billbergia alfonsijoannis, Dicksonia sellowiana, Euterpe edulis, Heliconia farinosa, Ocotea catharinensis, O.
odorifera and O. porosa. The present Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina is extremely biodiverse,
including 22.4% species of tracheophyta quoted to the Dense Ombrophylous Forest of Brazil.

1
Sevegnani, L.; Gasper, A.L. de; Bonnet, A.; Sobral, M.G.; Vibrans, A.C.; Verdi, M.; Santos, A.S. dos; Dreveck, S.; Korte, A.; Schmitt,
J.; Cadorin, T.; Lopes, C. P.; Caglioni, E.; Torres, J. F.; Meyer, L. 2013. Flora vascular da Floresta Ombrófla Densa em Santa Catarina.
In: Vibrans, A.C.; Sevegnani, L.; Gasper, A.L. de; Lingner, D.V. (eds.). Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina, Vol. IV, Floresta
Ombrófla Densa. Blumenau. Edifurb.

127
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 4 | Flora vascular da Floresta Ombrófila Densa

4.1 Introdução 4.2 Metodologia

A Floresta Ombrófila Densa, que ocorre ao longo da costa atlântica brasileira, outrora formava Os dados florísticos aqui apresentados são resultantes das coletas realizadas durante o Inventário
um continuum do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte (Leite & Klein 1990; Veloso et al. 1991). Florístico Florestal de Santa Catarina (IFFSC), especificamente na área de abrangência da Floresta
Esta região fitoecológica apresenta elevada diversidade biológica por sua distribuição latitudinal, Ombrófila Densa. A metodologia do levantamento encontra-se detalhadamente descrita no Capítulo 2
pelas características geológicas, geomorfológicas e de altitude, acarretando variações de solo, clima do Volume I e em Vibrans et al. (2010).
e influência de diversos biomas à sua flora atual e pretérita (Morellato 2000; Oliveira Filho & Fontes
2000). Foram analisadas plantas vasculares coletadas em 202 Unidades Amostrais, sendo 143
Unidades Amostrais da grade conforme Vibrans et al. (2010) e cinco Unidades Amostrais consideradas
Em Santa Catarina, a Floresta Ombrófila Densa situa-se abaixo do trópico de Capricórnio, sob complementares, por terem sido instaladas fora da grade em área com vegetação em bom estádio de
clima temperado úmido de verão quente, de acordo com sistema de Köppen (Ayoade 1996). Nessa conservação, mas seguindo a metodologia de coleta das demais. Os epífitos foram coletados em 33
latitude, o fotoperíodo e a inclinação dos raios solares que chegam à superfície determinam padrões Unidades Amostrais, algumas delas (24 Unidades Amostrais) coincidentes com as do inventário das
de luminosidade diferentes das condições tropicais, o que, aliado à chegada de massas polares, que plantas vasculares.
ocasionam geadas no inverno, resultam em condições diferenciadas das regiões tropicais, ainda que
possibilitem o desenvolvimento de florestas pluviais exuberantes, com diversas sinúsias e ricas em A lista de espécies apresentada aqui foi obtida empregando-se diferentes critérios de inclusão:
epífitos e lianas (Klein 1978; Leite & Klein 1990). 1) componente arbóreo/arbustivo: refere-se aos indivíduos com diâmetro à altura do peito (DAP) ≥
10 cm, em área de 4.000 m2; 2) regeneração natural: refere-se aos indivíduos com DAP < 10 cm e
Pela exuberância de suas florestas, esta região fitoecológica deslumbrou os primeiros navegadores altura ≥ 1,50 m, em área de 100 m2; 3) componente florístico extra: refere-se às coletas de plantas
que chegaram ao Estado após 1504, bem como os naturalistas, dentre eles, August de Saint Hilaire que férteis feitas no interior e nos arredores das Unidades Amostrais, mesmo que fora dos critérios de
por aqui esteve em 1820 (Hilaire 1936) e, Fritz Müller que residiu em Blumenau e em Desterro (atual inclusão acima citados, bem como durante a caminhada de acesso às Unidades Amostrais; 4) epífitos
Florianópolis), entre 1852 a 1897 (Zillig 1997). Essa floresta também foi foco de estudo, juntamente vasculares: refere-se às plantas férteis coletadas, a partir do solo, ou sobre outras plantas (árvores,
com as demais regiões fitoecológicas do Estado, dos botânicos Roberto Miguel Klein e Raulino Reitz, fetos arborescentes, cipós, palmeiras, ramos caídos) existentes na parcela, e às plantas epifíticas férteis
que em meados do século XX empreenderam importante trabalho de levantamento, identificação, encontradas sobre os forófitos escalados com uso de equipamentos específicos.
classificação e descrição da flora e vegetação catarinense, que culminou com a publicação da Flora
Ilustrada Catarinense (Reitz 1965). Merece destaque também os trabalhos históricos com enfoque Apenas os indivíduos identificados em nível de espécie ou gênero foram listados, no entanto, para
florístico e fitossociológico no âmbito da Floresta Ombrófila Densa de Veloso & Klein (1957; 1959; aquelas em nível de gênero, foram listados somente aqueles que não tiveram outra espécie identificada,
1961; 1963; 1968a; 1968b) e Klein (1978; 1979). evitando, assim, superestimativas. As espécies exóticas encontradas nos fragmentos foram excluídas da
listagem apresentada neste capítulo.
A Floresta Ombrófila Densa corresponde à região fitoecológica com maior conhecimento a
cerca de sua diversidade florística no Estado, resultado dos esforços despendidos pelos autores citados Para a circunscrição das famílias de angiospermas, adotou-se o sistema APG III (2009). Para
acima, bem como, por estudos a partir de 1990, como os de Labiak & Prado (1998), Gasper & Sevegnani monilófitas (samambaias e xaxins), foi utilizada a classificação de Smith et al. (2006); para as licófitas
(2010) e Gasper et al. (2012) com enfoque nas pteridófitas; Danilevicz et al. (1990), Souza et al. (1991; (licopódios), a de Kramer & Green (1990); para as gimnospermas, a de Christenhusz et al. (2011).
1992), Falkenberg (1999), Guimarães (2006) e Klein et al. (2007) com ênfase na restinga; Citadini- Após sinonimização, foi efetuada comparação entre a lista aqui apresentada e as espécies
Zanette et al. (1997) com levantamento de lianas, Negrelle (2006) e Colonetti et al. (2009) estudando arbóreas listadas por Reitz et al. (1979) para a vertente atlântica (Floresta Ombrófila Densa) e por Klein
os fanerófitos e, de grupos específicos, Vieira (2010) com Myrtaceae e Neves & Zanin (2011) com (1979). Consta ainda, na listagem apresentada, o registro da bacia hidrográfica onde as espécies foram
Andropogoneae (Poaceae), dentre outros. coletadas pelo IFFSC. As espécies foram classificadas quanto ao hábito a partir das observações das
Considerando-se especificamente os epífitos vasculares, grande parte da diversidade destas espécies em campo, apontadas na ficha de herbário FURB.
plantas foi estudada separadamente, com foco em famílias botânicas específicas. Bromeliaceae foi Além da composição florística, utilizou-se o software ArcGIS 10 (ESRI 2011) para analisar
pesquisada em vários aspectos, inclusive ecológicos, por Reitz (1983); outros trabalhos mais pontuais espacialmente a riqueza de espécies. Sobre o mapa do estado de Santa Catarina, foram plotados os
foram realizados posteriormente (Hoeltgebaum 2003; Bonnet & Queiroz 2006; Bonnet et al. 2007; pontos de alocação das Unidades Amostrais, bem como as quadrículas de 20 x 20 km (em linhas de
Azeredo 2010). Outras famílias com representantes epifíticos, já pesquisadas em Santa Catarina, foram latitude e longitude medida na linha do Equador), amostradas no âmbito da Floresta Ombrófila Densa.
Araceae (Rogalski 2002), Cactaceae (Scheinvar 1985), Orchidaceae (Rohr 1951; Klein et al. 1978; Como cada quadrícula possuía mais de uma Unidade Amostral, o algoritmo do programa calculou o
Ceolin 2009). Com uma abordagem ampla, considerando o grupo total de epífitos vasculares, pode-se número de espécies contidas nas amostras circunscritas a cada quadrícula, permitindo assim identificar
citar apenas Mancinelli & Esemann-Quadros (2007), que avaliaram este grupo de plantas sobre quatro as variações espaciais da riqueza específica amostrada, resultante do esforço amostral efetuado.
forófitos na região de Joinville-SC.

No entanto, estudos com extensas áreas de amostragem seguindo a mesma metodologia, como
os dados aqui apresentados, ainda são escassos. Neste sentido, o presente trabalho tem como objetivo
4.3 Resultados e Discussão
caracterizar a composição florística atual da Floresta Ombrófila Densa de Santa Catarina, fazendo
referência às espécies ameaçadas de extinção.
Nesta floresta foram encontradas 1.900 espécies, sendo: 23 licófitas, 265 monilófitas, três
gimnospermas e 1.609 angiospermas. O total das espécies está segregado em 714 gêneros e 175
famílias botânicas (Tabela 4.1). Este número representa 22,4% das espécies vasculares citadas para

128 129
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 4 | Flora vascular da Floresta Ombrófila Densa

a Floresta Ombrófila Densa do Brasil (Stehmann et al. 2009). Os levantamentos feitos na Floresta
Ombrófila Densa em Santa Catarina, pelo presente Inventário Florestal vem confirmar o que a literatura
já apontava: uma floresta rica em espécies, formas de vida e com estrutura complexa (Klein 1978;
1980; Rizzini 1997; Oliveira-Filho & Fontes 2000; Metzger 2009).

No componente arbóreo/arbustivo foram encontradas 571 espécies, sendo 60 exclusivas deste,


na regeneração natural foram 646 e 46 exclusivas e, no florístico extra, o qual inclui os epífitos, 1.675
espécies, das quais 1.046 foram exclusivas (Tabela 4.1).
Tabela 4.1. Síntese da florística amostrada na Floresta Ombrófila Densa de Santa Catarina pelo Inventário Florístico
Florestal de Santa Catarina.
Table 4.1. Summary of floristic sampled within the Dense Ombrophylous Forest through the Floristic and Forest Inventory
of Santa Catarina State.

Categoria Número

Total de famílias 175

Total de gêneros 714

Total de espécies amostradas 1.900

Famílias de samambaias 27

Gêneros de samambaias 83

Espécies de samambaias 288 Figura 4.1. Número de espécies (barras verde escuro) e gêneros (barras verde claro) das principais famílias registradas.
Figure 4.1. Number of species (dark green bars) and genera (clear green bars) of the major families registered.
Famílias de gimnospermas 2
O Inventário Florístico e Florestal de Santa Catarina amostrou uma espécie nova e já descrita
Gêneros de gimnospermas 2 até o presente, trata-se de Vriesea rubens J.G.Silva & A.F.Costa (Bromeliaceae), uma planta epifítica
Espécies de gimnospermas 3 coletada originalmente no município de Orleans (Gomes da Silva & Costa 2011) e, posteriormente,
também identificada no município de Antônio Carlos, na RPPN Caraguatá e no município de São
Famílias de angiospermas 146 Martinho no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro.
Gêneros de angiospermas 629 Os fanerófitos (árvores, arvoretas e arbustos) representaram 34,7% das espécies, seguidos
dos epífitos com 25,2%, terrícolas com 24,0%, lianescentes ou trepadeiras com 7,7%, rupícolas
Espécies de angiospermas 1.609
7,5%, parasitas com 0,6% e hidrófitas com 0,3%. Dentre as parasitas, encontram-se holoparasitas
Espécies amostradas no componente arbóreo/arbustivo 571 como as Balanophoraceae (Helosis cayennensis, Langsdorffia hypogaea) ou hemiparasitas, as
conhecidas ervas-de-passarinho, pertencentes à Loranthaceae (Struthanthus polyrhizus, S. vulgaris,
Espécies amostradas na regeneração natural 646 Tripodanthus acutifolius) e as Santalaceae (Phoradendron affine, P. craspedophyllum, P. bathyoryctum,
Espécies amostradas no florístico extra 1.675 P. chrysocladon, P. piperoides, P. crassifolium). A representatividade de espécies lianescentes ou
trepadeiras, rupícolas, parasitas e hidrófitas foi relativamente baixa em decorrência da metodologia
Espécies na lista das ameaçadas de extinção MMA (2008) 10 adotada que não favoreceu estes grupos.

As famílias mais ricas em espécies, mas nem sempre com maior número de gêneros, foram: Os epífitos compõem um importante grupo de plantas intersticiais, pois permeiam as espécies
Orchidaceae (209 espécies; 87 gêneros), Myrtaceae (141; 16), Asteraceae (103; 45), Melastomataceae estruturais da floresta, como as árvores e os arbustos (Huston 1998). Estes vegetam por sobre ramos,
(87; 10), Fabaceae (78; 44), Bromeliaceae (71; 14), Rubiaceae (67; 33), Piperaceae (64; 3), Solanaceae troncos, raízes expostas, e ali encontram as condições e os recursos para sobreviver e reproduzir.
(64; 11), Lauraceae (52; 9), Polypodiaceae (46; 16), Pteridaceae (36; 10) (Figura 4.1). Estas famílias Mantêm forte interação com a fauna, criando inclusive condições ecológicas para que espécies de
destacam-se por sua riqueza no Bioma Mata Atlântica (Klein 1979; Reitz et al. 1979; Sthemann 2009; animais, plantas e micro-organismos sobrevivam. Por sua densidade e forma de vida, armazenam em
Flora do Brasil 2012). Ressalta-se que 58 famílias (33,1% do total) estão presentes com uma espécie e si grandes quantidades de água, especialmente as bromélias formadoras de tanques, bem como, as
um gênero somente. cactáceas e outras suculentas como gesneriáceas e piperáceas. Um total de 491 espécies de epífitos
vasculares foi registrado na Floresta Ombrófila Densa do Estado, sendo 126 espécies de pteridófitas
(monilófitas e licófitas) e 365 espécies de angiospermas. Esta significativa riqueza se justifica pela
vasta área abrangida pelas coletas, pelo tamanho das áreas efetivamente estudadas (aproximadamente
66 ha), além das grandes variações altitudinais entre Unidades Amostrais (6 m a 1.168 m s.n.m.),
variações em relevo e diversidade de associações florísticas atingidas pelo levantamento. A maioria dos

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Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 4 | Flora vascular da Floresta Ombrófila Densa

epífitos pertence às famílias Orchidaceae (37%), Bromeliaceae (14%) e Polypodiaceae (9%), resultado do Sul) possui apenas 194 exclusivas (Tabela 4.2). As ilhas de São Francisco e de Florianópolis não
semelhante aos estudos já realizados no Sul e no Sudeste do país (Dittrich et al. 1999; Rogalski & Zanin apresentaram espécies exclusivas. Esses resultados, de modo geral, podem estar relacionados com as
2003; Giongo & Waechter 2004; Breier 2005; Blum et al. 2011). A máxima riqueza registrada em uma condições geográficas, climáticas e de ocupação humana. A parte norte do Estado tem maior área
Unidade Amostral foi de 128 espécies, o que ocorreu nos municípios de Blumenau e Joinville, ambas coberta pela Floresta Ombrófila Densa, possui clima mais quente e úmido, relevo mais acidentado e
em Unidades de Conservação e em regiões que podem ser consideradas muito ricas em epífitos. variado quando comparada à parte sul. A parte sul apresenta limites longitudinais, ora formados pela
Serra do Tabuleiro ora pela Serra Geral, deixando uma estreita faixa entre a Serra e o Oceano Atlântico.
Na vertente litorânea e ilhas, foram encontradas sete espécies de palmeiras nativas: Attalea Há também, na planície sul, grandes lagoas, especialmente a partir de Laguna, diminuindo o espaço
dubia, Bactris setosa, Euterpe edulis, Geonoma schottiana, G. elegans, G. gamiova e Syagrus disponível para a ocorrência de florestas. Como um importante fator de limitação adicional, as áreas ao
romanzoffiana. Reitz (1974) registrou também Astrocarium aculeatissimum em Garuva, Butia sul são mais densamente ocupadas por atividades agrícolas, pecuárias, além da presença de cidades e
catharinensis, na planície litorânea do sul e em Florianópolis, além de Tritrinax brasiliense em rodovias.
Florianópolis e Araranguá. No entanto, estas três espécies não foram amostradas pelo IFFSC. Rosa
et al. (1998) fizeram estudos populacionais de Butia capitata, sinonimizada para Butia catharinensis, Na bacia hidrográfica do rio Itajaí, foram registradas 252 espécies exclusivas, seguida pela do
em Laguna, em uma população com alta densidade de plantas desta espécie. Euterpe edulis tem ampla Cubatão do Norte (62 espécies), do Tijucas (52), do Itapocu (46), do Araranguá (45), do Tubarão (44)
distribuição na Floresta Ombrófila Densa (Veloso & Klein 1968; Klein 1980; Reis et al. 2000) e com e do Cubatão do Sul (37). As demais cinco bacias apresentaram riquezas entre 14 e quatro espécies
grande relevância nas teias alimentares desta região fitoecológica (Reis & Kageyama 2000; Galetti et (Tabela 4.2). Seu registro em apenas uma bacia pode estar relacionado à metodologia de amostragem,
al. 1999), mas encontra-se sob intenso processo de exploração. mas também às estratégias de dispersão e colonização, assim como sua história evolutiva e respostas
aos fatores de degradação, históricos ou atuais, provocados pelo homem. Essas ações simplificam a
Das espécies listadas como ameaçadas de extinção para a Floresta Ombrófila Densa de Santa vegetação bem como podem limitar a ocorrência de algumas espécies e facilitar a ocorrência de outras,
Catarina, segundo a resolução MMA (2008), foram encontradas 10: Aechmea blumenavii, Anthurium dependendo das características ecológicas do local e da espécie. Por exemplo: Miconia cinamomifolia
luschnathianum, Araucaria angustifolia, Billbergia alfonsijoannis, Dicksonia sellowiana, Euterpe ampliou sua densidade e frequência, enquanto Euterpe edulis teve reduzida sua densidade (Capítulo
edulis, Heliconia farinosa, Ocotea catharinensis, O. odorifera e O. porosa. 10).
Ressalta-se que a metodologia empregada não contemplou de maneira satisfatória a amostragem A bacia do Itajaí se destaca pela maior área territorial na vertente litorânea, portanto com maior
das espécies típicas da formação aluvial, tanto que algumas espécies não foram registradas, como por quantidade de Unidades Amostrais estabelecidas em seu interior. Outras características tornam esta bacia
exemplo, Raulinoa echinata R.S.Cowan, Dyckia ibiramensis Reitz, Dalechampia riparia L.B.Sm. & tão rica em espécies (Klein 1980; Santa Catarina 1986): sua maior amplitude Norte/Sul e Leste/Oeste,
Downs, endêmicas da bacia hidrográfica do rio Itajaí, especialmente às margens ou em pequenas ilhas seu relevo acidentado com muitos cursos de água, sua proximidade com o litoral; seu direcionamento
no interior da zona de corredeiras deste grande rio catarinense (Reitz 1983). de relevo preferencialmente voltado para Leste/Oeste, o que facilita a entrada da umidade advinda do
Em princípio, 150 espécies de angiospermas, encontradas no vale do Itajaí por Klein (1979; oceano Atlântico; sua posição centro-norte, condicionando temperaturas médias anuais em torno de
1980), não foram amostradas pelo IFFSC, entre as quais se destacam: Aiouea acarodomatifera Kosterm., 19 a 20 °C e a elevada amplitude altitudinal, desde o nível do mar até 1.752 m (o ponto mais alto está
Calyptranthes brasiliensis Spreng., Calyptranthes lanceolata O.Berg, Campomanesia tenuifolia (Mart. situado na Serra da Anta Gorda, em Alfredo Wagner, mas os valores mais frequentes estão em torno
ex DC.) O.Berg, Capsicum mirabile Mart., Capsicum villosum Sendtn., Casearia rupestris Eichler, dos 350 m).
Dalbergia glaucescens (Benth.) Benth., Daphnopsis coriacea Taub., Erythroxylum myrsinites Mart.,
Eugenia convexinervia D.Legrand, Eugenia pseudomalacantha D.Legrand, Euplassa cantareirae
Sleumer, Faramea porophylla (Vell.) Müll.Arg., Handroanthus impetiginosus (Mart. ex DC.) Mattos,
Lonchocarpus denudatus Benth., Lonchocarpus leucanthus Burkart, Lonchocarpus virgilioides (Vogel)
Benth., Luehea paniculata Mart., Miconia ramboi Brade, Mollinedia chrysophylla Perkins, Myrcia
ilheosensis Kiaersk., Peixotoa jussieuana Mart. ex A. Juss., Piper piritubanum Yunck., Piptocarpha
isotrichia (DC.) Cabrera & Vittet, Piptocarpha macropoda (DC.) Baker, Psychotria hoffmannseggiana
(Willd. ex Schult.) Müll.Arg., Symplocos oblongifolia Casar., Symplocos revoluta Casar., Trichilia
tetrapetala C.DC. e Xylosma ciliatifolia (Clos) Eichler. A maior parte destas espécies, Klein (1979; 1980)
registrou como raras ou muito raras na bacia do rio Itajaí, portanto, para determinar mais propriamente
seu estado de conservação, se fazem necessárias pesquisas direcionadas. De qualquer maneira, há forte
indicativo de raridade para estas espécies, especialmente aquelas arbóreas e arbustivas, haja vista a
elevada intensidade de pontos de amostragem nesta região fitoecológica.

Das espécies plenamente identificadas, somente 39 (2,1%) estiveram presentes em todas as


bacias hidrográficas, enquanto 580 (31,2%) estiveram limitadas a somente uma das bacias hidrográficas
estudadas na vertente litorânea. Cabe destacar que estes dados se referem exclusivamente aos levantados
pelo IFFSC, ou seja, algumas das espécies não listadas em uma determinada bacia podem ocorrer nesta.

A parte norte do Estado (desde a divisa com o Paraná e incluindo a bacia do rio Biguaçu) possui
652 espécies exclusivas e a parte sul (da bacia do rio Cubatão do Sul até a divisa com o Rio Grande

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Tabela 4.2. Número de espécies total e exclusivas registradas por bacia hidrográfica e ilhas no âmbito da Floresta Ombrófila
Densa em Santa Catarina.
Table 4.2. Number of species and number of exclusive species sample in each watershed and islands in Dense Ombrophylous
Forest in Santa Catarina.

Bacia/ Ilha Espécies exclusivas Total de espécies


Bacias ao Norte 652 1674
Ilha de São Francisco do Sul 0 309
Ilha de Florianópolis 0 260
Rio Cubatão do Norte 62 771
Rio Itapocu 46 766
Rio Itajaí 252 1388
Rio Tijucas 52 855
Rio Biguaçu 6 383
Bacias ao Sul 194 1216
Rio Cubatão do Sul 37 568
Rio da Madre 10 250
Rio D’Una 14 509
Rio Tubarão 44 717
Rio Urussanga 4 176
Rio Araranguá 45 672
Rio Mampituba 9 348

Quando analisadas as quadrículas geradas no mapa de 20 x 20 km (Figura 4.2), apenas oito


quadrículas apresentaram entre 401 a 493 espécies, a maior parte delas situadas no Vale do Itajaí,
especialmente no interior do Parque Nacional da Serra do Itajaí, bem como nas encostas do vale do
Tijucas e do Biguaçu, incluindo partes do Parque Estadual do Tabuleiro, e uma ao norte, nas encostas
da serra do Mar, na região de Joinville.

Outras 19 quadrículas apresentaram entre 261 a 400 espécies, situadas, de modo geral, em áreas
com relevo acidentado, possivelmente com florestas mais desenvolvidas, especialmente da serra do
Tabuleiro, próximo de Florianópolis em direção ao norte do Estado. Há 46 quadrículas com números
de espécies entre 131 a 260 valores considerados baixos para esta região fitoecológica, em geral
apresentando florestas secundárias ainda muito perturbadas em seu interior. E, finalmente, com menos
de 130 espécies há 21 quadrículas (Figura 4.2). Cada quadrícula poderia ter tido quatro Unidades
Amostrais, em geral, em seu interior, mas algumas delas somente tiveram uma, isso resulta da falta de
cobertura florestal no ponto previsto na grade de amostragem. Nos locais, havia outros usos do solo e
reduzida cobertura florestal. Observa-se isso mais intensamente na planície litorânea, bem como, em
parte do Alto Vale do Itajaí.

Figura 4.2. Riqueza de espécies registradas na Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina, baseado no esforço
amostral do Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina.
Figure 4.2. Richness in Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina, based on sampling effort of the Floristic
and Forest Inventory of Santa Catarina State.

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Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 4 | Flora vascular da Floresta Ombrófila Densa

Diante dos dados apresentados, constata-se que a Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina é Colonetti, S.; Citadini-Zanette, v.; Martins, R.; Santos, R.; Rocha, E.; Jarenkow, J. A. 2009.
um hotspot de biodiversidade (Myers 2000), apresentando grande número de sinúsias, com composição Florística e estrutura fitossociológica em floresta ombrófila densa submontana na barragem do rio São
florística relevante, merecedora de proteção, conservação e manejos adequados. Bento, Siderópolis, Estado de Santa Catarina. Acta Scientiarum 31(4): 397-405.
As espécies não amostradas, mas anteriormente citadas, presentes ou não na lista das espécies Danilevicz, E.; Janke, H.; Pankowski, L.H.S. 1990. Florística e estrutura da comunidade
ameaçadas de extinção, merecem estudo direcionado para avaliar seu estado de conservação. herbácea e arbustiva da praia da Ferrugem, Garopaba-SC. Acta Botanica Brasilica 4(2): 21-34.

Outro fato evidenciado é que, a distribuição da biodiversidade não se dá de modo igualitário Dittrich, V.A.O.; Kozera, C.; Silva, S.M. 1999. Levantamento florístico dos epífitos vasculares
ao longo da área estudada, e que as áreas com relevo acidentado, ainda são abrigos importantes da do Parque Barigüi, Curitiba, Paraná, Brasil. Iheringia Série Botânica 52: 11-21.
biodiversidade do Estado. Algumas destas áreas mais ricas encontram-se no interior de Unidades ESRI. 2011. ArcGIS Desktop: Release 10. Redlands, CA. Environmental Systems Research
de Conservação, como Parque Nacional da Serra do Itajaí e Parque Estadual do Tabuleiro, ambos Institute.
demandantes de políticas de indenização das terras para que estas espécies, ali abrigadas, possam
constituir populações viáveis, inclusive para colonizar áreas externas às Unidades de Conservação, Galetti, M.; Zipparro, V.B.; Morellato, P.C. 1999. Fruiting phenology and frugivory on the palm
atualmente degradadas ou em fase de sucessão ecológica. Euterpe edulis in a lowland Atlantic Forest of Brazil. Ecotropica 5: 115-122.
Gaplan. 1986. Atlas de Santa Catarina. Florianópolis. Aerofoto Cruzeiro.
Evidenciou-se também que o número de espécies de árvores e arbustos, bem como o de epífitos,
está diretamente ligado à qualidade da floresta, refletindo o seu estado de conservação. Estas espécies Gasper, A.L. de; Salino, A.; Vibrans, A.C.; Sevegnani, L.; Verdi, M.; Korte, A.; Stival-Santos,
apresentam variadas formas de vida, que constitui e confirma a complexidade estrutural da floresta, A.; Dreveck, S.; Cadorin, T.J.; Schmitt, J.L.; Caglioni, E. 2012. Pteridófitas de Santa Catarina: um olhar
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Capítulo 5
Floresta Ombrófila Densa

Grupos florísticos estruturais da Floresta


Ombrófila Densa em Santa Catarina1

Structural floristic groups of Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina

Débora Vanessa Lingner, Lucia Sevegnani,


André Luís de Gasper, Alexandre Uhlmann, Alexander Christian Vibrans

Resumo
O objetivo deste trabalho foi identificar as possíveis similaridades estruturais entre os remanescentes da Floresta Ombrófila
Densa em Santa Catarina e detectar a existência das subáreas propostas para a região fitoecológica nas condições
atuais da floresta. Foram analisadas as 197 Unidades Amostrais instaladas durante os anos de 2009 e 2010, na Floresta
Ombrófila Densa, pelo Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina. Os dados foram examinados através da Análise
de Correspondência Corrigida (DCA) e Análise de Agrupamento, utilizando uma matriz de densidade das espécies dos
componentes arbóreo/arbustivo e regeneração natural. A segregação das Unidades Amostrais resultante foi avaliada segundo
a distribuição destas em intervalos de altitude e subáreas delimitadas, conforme proposta do Mapa Fitogeográfico de Santa
Catarina. A proporção da variância explicada pelos três primeiros eixos da DCA foi de 17,7% e 8,5% (arbóreo/arbustivo
e regeneração, respectivamente). No agrupamento abaixo dos 30 m s.n.m, Calophyllum brasiliense, Andira fraxinifolia e
Tapirira guianensis estiveram dentre as espécies que se destacaram. Dentre as espécies associadas às faixas superiores da
Floresta Ombrófila Densa, ou seja, acima dos 500 m, foram observadas: Alsophila setosa, Laplacea fructicosa, Piptocarpha
axillaris e Psychotria vellosiana. Nas áreas de transição entre as duas faixas altitudinais, o conjunto de espécies incluiu
Cecropia glaziovii, Euterpe edulis, Hieronyma alchorneoides, Tetrorchidium rubrivenium e Virola bicuhyba. A Análise
de Agrupamento apontou para a mesma segregação altitudinal da Floresta Ombrófila Densa. A DCA aplicada para avaliar
a consistência da classificação da floresta proposta mostrou que é possível detectar algumas subáreas mesmo com a
homogeneização da floresta e que a diferenciação destas seria condicionada em parte pela variação da altitude. Com isso,
propõe-se uma divisão inicial da Floresta Ombrófila Densa, em Santa Catarina, em três zonas altitudinais: a) formação
denominada aqui de floresta ombrófila densa de terras baixas, que consiste na floresta em patamar altimétrico inferior a
30 m; b) formação da floresta ombrófila densa submontana, que compreende as florestas entre 30-500 m de altitude; c)
formação da floresta ombrófila densa montana, que engloba todas as áreas acima de 500 m de altitude.

Abstract
The purpose of this study was to identify possible structural similarities between remnants of Dense Ombrophylous Forest
in Santa Catarina and to detect the existence of proposed formelly for the phytoecological region under current conditions of
the forest. Data from 78 Sample Plots were collected between 2009 and 2010 during the Forest Inventory Floristic of Santa
Catarina (IFFSC). Data were analyzed through the Adjusted Correspondence Analysis (DCA) and cluster analysis, using
a density matrix of the species from tree/shrub and natural regeneration components. The resulting segregation of Sample
Plots was evaluated according to the distribution of them in altitude ranges and formelly delimited according to the proposal
suggested in the Phytogeographical Map of Santa Catarina. The proportion of variance explained by the first three axes of
DCA was 17.7% and 8.5% (tree/shrub and regeneration, respectively). In the group below 30 m asl, Calophyllum brasiliense,
Andira fraxinifolia and Tapirira guianensis were among the main species. Among the species associated with the upper
altitudes, ie, above 500 m were observed: Alsophila setosa, Laplacea fructicosa, Piptocarpha axillaris and Psychotria
vellosiana. In the areas of transition between the two altitudinal zones, the set of species included Cecropia glaziovii,
Euterpe edulis, Hieronyma alchorneoides, Tetrorchidium rubrivenium and Virola bicuhyba. Cluster analysis pointed to the
same altitudinal segregation of Dense Ombrophylous Forest. The DCA applied to evaluate the consistency of the proposed
forest classification showed that some formelly can be detected even with the forest homogenization and the differentiation
among them would be conditioned in part by the altitude variation. Thus, the authors propose an initial division of the Dense
Ombrophylous Forest in Santa Catarina, in three altitudinal zones: a) area called lowland dense ombrophylous forest, which
consists in the forest below the level of 30 m a.s.l. b) area of submontane dense ombrophylous forest, that comprises the
forest between 30-500 m of altitude; c) area of montane dense ombrophylous forest, that encompasses all areas above 500
m of altitude.

1
Lingner, D.V.; Sevegnani, L.; Gasper, A.L. de; Uhlmann, A.; Vibrans, A.C. 2013. Grupos forísticos estruturais da Floresta Ombrófla
Densa em Santa Catarina. In: Vibrans, A.C.; Sevegnani, L.; Gasper, A.L. de; Lingner, D.V. (eds.). Inventário Florístico Florestal de Santa
Catarina, Vol. IV, Floresta Ombrófla Densa. Blumenau. Edifurb.

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5.1 Introdução Utilizando os dados levantados pelo Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina (IFFSC),
pretende-se verificar se ocorre segregação da Floresta Ombrófila Densa em diferentes subáreas e níveis
A Floresta Ombrófila Densa é uma das regiões fitoecológicas que compõe o bioma Mata altimétricos. Pretende-se também averiguar se as subáreas propostas por Klein (1978) para esta região
Atlântica, conforme Lei da Mata Atlântica nº 11.428, de 22 de dezembro de 2006 (Brasil 2006), sendo fitoecológica podem ser observadas nas condições atuais da floresta.
considerada bastante complexa e heterogênea, com a presença de fanerófitos com distintas formas de
vida, envolvendo macro e mesofanerófitos, além de lianas lenhosas e epífitos em abundância (IBGE
1992). É caracterizada por inúmeras comunidades e associações de espécies existentes em função das
condições ambientais e as variações microclimáticas locais (Leite & Klein 1990; IBGE 1992). 5.2 Metodologia

A floresta situa-se na zona extratropical, mas suas características estão atreladas aos fatores A área de estudo corresponde à região de ocorrência da Floresta Ombrófila Densa (Klein 1978),
climáticos tropicais, sendo marcada pela ausência de um período seco, temperaturas médias acima em em Santa Catarina, onde foram implantadas 197 Unidades Amostrais (Figura 5.1) do IFFSC. Os dados
torno de 20 ºC, alta umidade e índices pluviométricos acima de 1.500 mm por ano (Klein 1978; 1980; das 197 Unidades Amostrais foram utilizados para a construção de matrizes com a densidade absoluta
Nimer 1989; IBGE 1992). A ocorrência de um período vegetativo contínuo com alta umidade e calor das espécies. Assim, as linhas da matriz representaram as Unidades Amostrais e as colunas, as espécies,
promoveu algumas adaptações das plantas para aproveitar a luz, como folhas largas, arquitetura das onde cada célula corresponde ao valor da densidade absoluta (número de indivíduos por hectare) das
copas e a presença de lianas e epífitas, o que favoreceu o porte (20 a 35 m), a rapidez do desenvolvimento espécies em cada Unidade Amostral.
e a riqueza de espécies (Klein 1980; Guariguata & Kattan 2002). Ainda é comum nesta floresta, a
presença de latossolos com características distróficas e raramente eutróficas, originados de vários tipos As espécies do componente arbóreo/arbustivo com valor médio de densidade média inferior a
de rochas, desde granitos e gnaisses até os arenitos com derrames vulcânicos de variados períodos um ind.ha-1 foram eliminadas das matrizes, pois conforme Gauch Jr. (1982), as espécies raras influem
geológicos (Santa Catarina 1986; Veloso et al. 1991). de maneira pouco significativa nos resultados. Os indivíduos mortos e não identificados plenamente,
também foram removidos da análise, restando 139 espécies. Sendo assim, a matriz foi constituída por
Sua distribuição corresponde a uma faixa que acompanha a costa brasileira desde o Estado do 139 espécies (colunas) e 197 Unidades Amostrais (linhas). O mesmo procedimento foi realizado com
Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul, distribuindo-se em um gradiente altitudinal, que varia dados da regeneração natural, onde permaneceram 423 espécies do total de 646 registradas. Esta matriz
do nível do mar até com raros pontos acima de 1.000 m (Leite & Klein 1990; IBGE 1992). Segundo foi composta por 423 espécies (colunas) e 197 Unidades Amostrais (linhas). As duas matrizes foram
Klein (1978), a Floresta Tropical Atlântica, cuja denominação foi atualizada para Floresta Ombrófila submetidas à Análise de Correspondência Corrigida (Detrended Correspondence Analisys – DCA),
Densa (Santa Catarina  1986) cobria originalmente 29.309 km² de superfície em Santa Catarina, categorizando-se as Unidades Amostrais em dez classes de altitude (< 30; 30-100; 100-200; 200-300;
correspondendo a quase 31% do território do estado. Até o início do século passado, apenas 5% das 300-400; 400-500; 500-600; 600-700; 700-800; > 800 m) com intuito ilustrativo para plotagem do
florestas haviam sido destruídas, contudo, hoje, a imensa parte desta cobertura encontra-se em estádio gráfico de ordenação.
secundário de sucessão (Capítulo 10), e de cobertura atual restam aproximadamente 40,38% (Vibrans
et al. 2013). Uma matriz com a média da densidade das 139 espécies (colunas) do componente arbóreo/
arbustivo nas dez classes de altitude (linhas) foi analisada através da Análise de Agrupamento (Cluster
Em Santa Catarina, a floresta foi muito alterada com a sua conversão para a agricultura (Queiroz Analysis), utilizando-se a Distância Euclidiana e o método de agrupamento de Ward’s. O número
1994) e pela exploração indiscriminada para obtenção de madeira de grande valor econômico, como dos grupos homogêneos foi definido aplicando-se a linha fenon paralelamente ao eixo horizontal do
ocorreu com as espécies de Lauraceae (Quinet & Andreata 2002), e a comercialização do palmiteiro dendrograma (Souza et al. 1990; Medeiros 2008; Silva 2009), sendo tracejada na metade do maior
Euterpe edulis (Reis et al. 1996). No sul do Estado, as atividades mineradoras de carvão foram valor da distância euclidiana observada.
responsáveis pela maior parte da degradação ambiental sofrida na região carbonífera, onde hoje
existem aproximadamente 4.724 hectares de áreas degradadas pela atividade mineradora do carvão Como foi observada uma tendência na formação de grupos em função da variação da altitude,
(Martins 2005; Colonetti 2008). Esse intenso processo de exploração dos recursos naturais resultou realizou-se a análise de espécies indicadoras – ISA (Dufrêne & Legendre 1997) a fim de discriminar
no predomínio de fragmentos de floresta de formações secundárias em vários estádios sucessionais e as espécies características de cada grupo, utilizado as matrizes do componente arbóreo/arbustivo e da
os poucos remanescentes caracterizados como florestas primárias, se restringem às regiões de maior regeneração. A ISA fornece para cada espécie um valor indicador calculado com base na abundância e
altitude e de difícil acesso (Queiroz 1994; Viana & Tabanez 1996). frequência das espécies em cada um dos grupos.

A degradação e fragmentação da floresta, com consequente alteração de seus padrões Com o objetivo de verificar se as subáreas delimitadas por Klein (1978) podem ser observadas
fisionômicos e estruturais, remetem à necessidade urgente por ações que visem à sua conservação e nas condições atuais da floresta, analisou-se através da DCA, a matriz do componente arbóreo/arbustivo,
recuperação, uma vez que a floresta assume papel importante na prestação de serviços ambientais, tais com as 197 Unidades Amostrais classificadas conforme esta proposta. Na região fitoecológica da Floresta
como a manutenção de nascentes e fontes de água, regulação do clima e fluxo de mananciais e proteção Ombrófila Densa, Klein (1978) observou a existência das seguintes subáreas: Floresta Ombrófila Densa
da biodiversidade (Guedes & Seehusen 2011). com Magnolia ovata (FOD1), Floresta Ombrófila Densa com Ocotea catharinensis (FOD2), Floresta
Ombrófila Densa com Chrysophyllum viride (FOD3), Floresta Ombrófila Densa com Euterpe edulis
Os estudos sobre composição e estrutura, bem como das variações fisionômicas, que resultam (FOD4), Floresta Ombrófila Densa com Tapirira guianensis (FOD5), Floresta Ombrófila Densa com
das interações de fatores naturais e antrópicos, podem contribuir para a elaboração de técnicas efetivas Sloanea guianensis (FOD6). Além destas, o autor apontou as subáreas da Floresta Ombrófila Densa
de manejo florestal ou conservação (Nascimento et al. 2001). Contudo, a definição das fisionomias com Nectandra lanceolata e Handroanthus umbellatus, cada uma sendo representada por apenas uma
ou agrupamentos distintos da vegetação precisa ser atualizado, uma vez que a cobertura atual não é a Unidade Amostral do IFFSC, as quais foram enquadradas nas subáreas próximas. Ainda conforme a
mesma de quando estes agrupamentos foram estabelecidos. mesma proposta, algumas Unidades Amostrais foram classificadas em outras regiões fitoecológicas,
fora do âmbito da Floresta Ombrófila Densa: Floresta de Araucária ou Pinhais, Campo com Capões,

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Matinha Nebular, Floresta de Faxinais e Vegetação Litorânea, contudo, a análise dos dados florísticos 5.3 Resultados e Discussão
obtidos pelo IFFSC, apontaram estas Unidades Amostrais como pertencentes à Floresta Ombrófila
Densa. Na Análise de Agrupamento, formaram-se grupos de faixas de altitude, conforme observado no
dendrograma gerado através do uso da distância e valendo-se do método de ligação de Ward´s (Figura
Por fim, a matriz de dados do componente arbóreo/arbustivo foi analisada através da DCA, 5.2).
categorizando-se as Unidades Amostrais nas 13 bacias hidrográficas existentes no âmbito da Floresta
Ombrófila Densa (Figura 5.1). No entanto, os resultados obtidos através desta análise não foram muito
explicativos e, portanto, não serão aqui apresentados.

O processamento dos dados e as análises foram feitas com auxílio dos programas Canoco 4.5
(Ter Braak & Šmilauer 2002), Mata Nativa 2 (Cientec 2002), Microsoft Office Excel (2007) e PC-ORD
6 (McCune & Mefford 2011).

Figura 5.2. Classificação obtida para o componente arbóreo/arbustivo por meio


da aplicação da Análise de Agrupamentos em uma matriz de dados de densidade
média das espécies em cada faixa de altitude na área de abrangência da Floresta
Ombrófila Densa em Santa Catarina.
Figure 5.2. Classification obtained for the tree/shrub component by application
of cluster analysis in a data matrix of mean density of species in each altitude
range in areas covered of the Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina.

Considerando a linha fenon (metade da maior distância de ligação – linha vermelha) constatou-
se a divisão das faixas de altitude em três grupos. O nível mais baixo, de 0 – 30 cm, se mostrou bastante
dissimilar aos demais pisos altitudinais, constituindo um grupo isolado. O segundo grupo abrangeu as
faixas de altitude 30 – 100 m, 100 – 200 m, 300 – 400 m e 400 – 500 m. As quatro faixas de altitude
acima de 500 m formaram o terceiro grupo.

Na Análise de Correspondência Corrigida (DCA), aplicada aos dados do componente arbóreo/


arbustivo, os três primeiros explicaram 17,7% do total da variância dos dados (DCA1 = 7,7%; DCA2
= 5,8%; DCA3 = 4,2%). Com os escores dos dois primeiros eixos plotados no gráfico, notou-se uma
tendência de formação de três grupos, similar ao que foi observado com a análise de agrupamento: um
deles constituído pelas áreas situadas abaixo de 30 m, outro correspondendo a uma área de transição
Figura 5.1. Localização das Unidades Amostrais e as classes de altitude para a Floresta
entre 30 m e 500 m e um grupo formado pela floresta existente acima de 500 m.
Ombrófila Densa em Santa Catarina.
Na mesma análise realizada com os dados de regeneração natural, foi observado uma tendência
Figure 5.1. Location of Sample Plots and altitude classes for the Dense Ombrophylous
Forest in Santa Catarina. semelhante na formação dos grupos. Neste caso, a variação dos dados explicada pelos três primeiros
eixos foi de 8,5% (DCA1 = 3,4%; DCA2 = 3,0%; DCA3 = 2,1%).

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Através da ordenação dos dados pela DCA e com a Análise de Espécies Indicadoras (ISA), foi Na regeneração natural, as espécies que se destacaram na floresta abaixo de 30 m foram: Andira
possível determinar as espécies que caracterizaram cada um dos grupos encontrados. Na ISA, foram fraxinifolia, Aparisthmium cordatum, Calophyllum brasiliense, Clusia criuva, Dendropanax australis,
apontadas as espécies com os maiores valores indicadores, significativos para p < 0,05 (Tabela 5.1). Marlierea obscura, Marlierea tomentosa, Miconia cinnamomifolia, Miconia discolor, Mollinedia
ovata, Myrcia racemosa, Myrsine hermogenesii, Ocotea dispersa, Rudgea coriacea, Piper solmsianum,
No componente arbóreo/arbustivo da faixa de altitude inferior a 30 m, as principais espécies Tapirira guianensis entre outras (Figura 5.4 e Tabela 5.1).
foram: Andira fraxinifolia, Aniba firmula, Calophyllum brasiliense, Coussapoa microcarpa, Garcinia
gardneriana, Myrcia brasiliensis, Nectandra oppositifolia, Ocotea aciphylla, Pera glabrata, Psidium As espécies associadas às faixas entre 30 e 500 m foram: Allophylus petiolulatus, Cecropia
cattleianum, Tapirira guianensis, entre outras (Figura 5.3 e Tabela 5.1). glaziovii, Euterpe edulis, Hieronyma alchorneoides, Inga marginata, Miconia cinnamomifolia, Piper
aduncum, Piper amplum, Piper gaudichaudianum, Piper hispidum, Psychotria carthagenensis,
O conjunto de espécies do componente arbóreo/arbustivo observado, entre 30 m e 500 m, Tetrorchidium rubrivenium, Trichilia casaretti, Trichilia pallens, Virola bicuhyba entre outras (Figura
incluiu: Alchornea glandulosa, Annona neosericea, Brosimum lactescens, Casearia sylvestris, Cecropia 5.4 e Tabela 5.1).
glaziovii, Euterpe edulis, Ficus adhatodifolia, Hieronyma alchorneoides, Magnolia ovata, Marlierea
silvatica, Nectandra membranacea, Piptadenia gonoacantha, Virola bicuhyba, entre outras (Figura Em altitudes superiores a 500 m, as espécies que contribuíram para a separação deste grupo
5.3 e Tabela 5.1).
foram: Alsophila setosa, Byrsonima ligustrifolia, Cybianthus peruvianus, Geonoma schottiana, Inga
No agrupamento que engloba as faixas superiores, estiveram dentre as espécies que se sessilis, Laplacea fructicosa, Leandra laevigata, Leandra pilonensis, Myrceugenia pilotantha, Myrcia
destacaram: Alsophila setosa, Cryptocarya aschersoniana, Cyathea phalerata, Dicksonia sellowiana, splendens, Myrsine lancifolia, Myrsine umbellata, Ocotea glaziovii, Piptocarpha axillaris, Psychotria
Lamanonia ternata, Laplacea fructicosa, Ocotea catharinensis, Ocotea corymbosa, Ocotea odorifera,
Piptocarpha regnellii, Psychotria vellosiana, Sloanea hirsuta e Vernonanthura discolor (Figura 5.3 e vellosiana entre outras (Figura 5.4 e Tabela 5.1).
Tabela 5.1).

Figura 5.3. Ordenação obtida para componente arbóreo/arbustivo por meio da aplicação de Análise de Correspondência
Corrigida em uma matriz de dados de densidade absoluta das espécies em cada Unidade Amostral na área de abrangência Figura 5.4. Ordenação obtida para a regeneração natural por meio da aplicação de Análise de Correspondência Corrigida
da Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina. em uma matriz de dados de densidade absoluta das espécies em cada Unidade Amostral na área de abrangência da Floresta
Figure 5.3. Ordination yielded to tree/shrub component from DCA applied on a matrix composed by absolute density of Ombrófila Densa em Santa Catarina.
species surveyed in each Sample Plot located at the range of Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina. Figure 5.4. Ordination yielded to the natural regeneration from DCA applied on a matrix composed by mean density of
species surveyed in each Sample Plot located at the range of Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina.

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Tabela 5.1. Relação das espécies com resultados significativos pela análise de espécies indicadoras (ISA), realizada com
base nos três grupos observados através da DCA e no valor indicador das 139 espécies (s = desvio padrão; p = significância). MONTANA        
Significância: * p < 0,05; ** p < 0,01; *** p < 0,001. Em negrito, as espécies comuns ao componente arbóreo/arbustivo e Psychotria vellosiana 65,2 28,3 5,11 ***
regeneração natural.
Table 5.1. List of species with significant results by indicator species analysis (ISA), based on the three groups observed by Alsophila setosa 61,9 25,4 5,67 ***
the DCA and the indicator value of the 139 species (s = standard deviation, p = significance). Significance: * p < 0.05, ** p Ocotea elegans 50,1 23,6 4,97 **
< 0.01, *** p < 0.001. In bold, common species between tree/shrub component and natural regeneration.
Guatteria australis 49,1 24,9 5,08 **
Componente arbóreo/arbustivo
Cyathea phalerata 48,9 22,9 5,31 **
Fitofisionomias Valor Indicador
Média s p Ocotea catharinensis 47,7 19,0 5,1 **
Espécies Observado
Myrsine umbellata 42,8 22,2 5,38 **
TERRAS BAIXAS         Myrcia hebepetala 40,1 13,6 4,96 **
Tapirira guianensis 78,8 13,6 4,87 *** Ocotea odorifera 39,3 18,8 5,39 *
Calophyllum brasiliense 72,7 4,7 2,49 *** Posoqueria latifolia 38,3 20,4 5,3 *
Myrcia brasiliensis 62,8 15,8 5,01 *** Aspidosperma australe 38 22,9 5,42 *
Coussapoa microcarpa 59,1 12,9 4,79 *** Ocotea corymbosa 37,4 12,9 4,86 **
Nectandra oppositifolia 58,6 26,7 5,25 *** Lamanonia ternata 35,6 15,7 5,29 *
Pera glabrata 54,5 21,1 5,65 *** Coussarea contracta 34,9 15,9 5,02 *
Garcinia gardneriana 54,1 14,5 5,04 *** Vernonanthura discolor 34,7 18,1 5,34 *
Alchornea triplinervia 46,6 32,8 4,99 * Dicksonia sellowiana 33,9 11,8 5,01 **
Aniba firmula 45,8 19,5 5,42 ** Cryptocarya mandioccana 33,0 21,0 5,25 *
Andira fraxinifolia 45,1 9,2 4,25 *** Ocotea nectandrifolia 29,9 16,7 4,96 *
Ocotea aciphylla 43,8 12,6 4,71 *** Ilex paraguariensis 28,4 12,8 4,84 *
Sloanea guianensis 43,1 19,2 5,25 ** Maytenus robusta 28,2 17,4 4,98 *
Psidium cattleianum 41,0 8,4 3,95 *** Calyptranthes grandifolia 27,9 14,5 4,69 *
Syagrus romanzoffiana 37,5 21,9 5,72 * Cryptocarya aschersoniana 27,8 13,3 4,74 *
Schefflera morototoni 37,2 12,6 4,66 ** Sloanea hirsuta 27 12,7 4,68 *
Myrcia pubipetala 36,5 22,8 5,13 * Ormosia arborea 26,1 13,5 5,02 *
Aparisthmium cordatum 34,8 9,5 4,14 ** Piptocarpha regnellii 26,1 9,5 4,38 *
Ilex theezans 34,4 22,3 5,33 * Laplacea fructicosa 25,6 11,6 4,54 *
Amaioua guianensis 31,4 12,5 4,52 ** Ocotea glaziovii 24,8 12,5 4,85 *
SUBMONTANA         Coccoloba warmingii 23,2 12,6 4,69 *
Euterpe edulis 55,2 26,5 6,01 ** Myrcia pulchra 18,6 9,8 4,45 *
Cecropia glaziovii 52 24,5 5,76 ** Weinmannia paulliniifolia 18,0 8,9 4,09 *
Virola bicuhyba 43,1 18,3 5,16 ** Regeneração natural
Annona neosericea 41,4 20,6 5,29 ** TERRAS BAIXAS        
Hieronyma alchorneoides 41,0 23,4 5,25 * Guarea macrophylla 78,0 26,3 5,68 ***
Casearia sylvestris 40,4 30 4,96 * Andira fraxinifolia 70,8 9,8 4,34 ***
Cedrela fissilis 39,2 28,1 4,83 * Myrcia racemosa 63,6 4,4 2,86 ***
Miconia cinnamomifolia 38,0 18,4 5,46 * Dendropanax australis 53,2 5,9 3,27 ***
Brosimum lactescens 28,3 12,8 4,86 * Tapirira guianensis 47,9 8,7 4,07 ***
Magnolia ovata 26,5 14,5 4,92 * Rudgea coriacea 45,5 3,6 2,67 ***
Ficus adhatodifolia 24,1 13,5 4,91 * Calophyllum brasiliense 45,2 4,2 2,82 ***
Piptadenia gonoacantha 21,1 9,9 4,41 * Bactris setosa 43,8 24,1 5,64 *

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Garcinia gardneriana 41,7 19,6 5,46 ** SUBMONTANA        


Marlierea tomentosa 41,1 10,5 4,33 ** Actinostemon concolor 29,6 17,5 5,16 *
Aparisthmium cordatum 37,9 8,7 4,17 *** Piper gaudichaudianum 27,2 13,0 4,93 *
Alchornea triplinervia 37,2 19,6 5,1 * Psychotria leiocarpa 24,1 13,4 4,93 *
Sloanea guianensis 34,1 15,6 5,01 ** Blechnum brasiliense 23,3 11,8 4,66 *
Pera glabrata 33,8 19,5 5,77 * Trichilia lepidota 22,0 12,1 4,57 *
Miconia pusilliflora 33,3 18,0 5,71 * Margaritopsis astrellantha 21,8 10,0 4,18 *
Aniba firmula 32,9 15,7 5,0 * Cyathea delgadii 19,5 9,2 4,13 *
Myrsine hermogenesii 31,5 6,8 3,6 *** Leandra melastomoides 17,9 9,1 4,11 *
Maytenus robusta 30,6 16,4 5,27 * MONTANA        
Psychotria nuda 29,6 14,1 5,08 * Alsophila setosa 44,9 22,3 5,2 **
Ocotea dispersa 28,5 6,1 3,38 *** Ocotea catharinensis 36,1 15,1 5,27 **
Ormosia arborea 28,3 8,8 4,25 ** Inga sessilis 29,7 14,4 4,84 *
Miconia discolor 25,7 4,0 2,78 ** Myrsine umbellata 28,5 17,0 5,08 *
Hedyosmum brasiliense 24,6 5,9 3,36 ** Myrceugenia myrcioides 25,6 14,5 4,84 *
Piper cernuum 22,9 12,3 4,72 * Eugenia kleinii 24,0 13,2 4,85 *
Piper solmsianum 21,6 10,7 4,54 * Myrcia anacardiifolia 21,0 9,7 4,31 *
Piper caldense 21,5 5,3 3,16 ** Eugenia involucrata 17,9 8,6 4,1 *
Leandra echinata 16,5 3,7 2,64 ** Cryptocarya aschersoniana 15,2 7,6 3,79 *
Handroanthus umbellatus 16,3 4,5 2,66 * Ocotea glaziovii 15,0 7,0 3,67 *
Myrcia heringii 15,9 4,0 2,74 * Maytenus dasyclada 13,0 5,2 3,19 *
Inga edulis 12,9 3,3 2,51 * Plinia pseudodichasiantha 13,0 5,2 3,07 *
Ocotea pulchella 12,4 5,0 3,19 * Myrcia retorta 9,1 4,4 2,71 *
Ossaea sanguinea 11,4 5,0 3,05 *
Dichorisandra thyrsiflora 8,9 2,2 2,04 * A aplicação da DCA com o objetivo de verificar a consistência dos grupos delimitados por
Klein (1978) resultou em uma ordenação onde a altitude parece influenciar na segregação das subáreas
Myrcia multiflora 8,9 4,0 2,52 *
(Figura 5.5). Os grupos dispostos na direita do primeiro eixo da ordenação parecem representar zonas
Myrsine parvifolia 8,9 2,2 2,09 * de menor altitude e com maior proximidade do oceano (Floresta Ombrófila Densa com Handroanthus
Psychotria brachyceras 8,3 4,3 2,85 * umbellatus e Vegetação Litorânea). As espécies Calophyllum brasiliense, Myrcia brasiliensis, Psidium
Neomitranthes cordifolia 8,0 3,2 2,53 * cattleianum e Tapirira guianensis são bastante comuns nestes ambientes litorâneos (Reitz 1961). Os
agrupamentos posicionados à esquerda corresponderam às zonas de maior altitude e mais afastados
Calyptranthes concinna 7,9 3,7 2,56 *
do litoral (Capões, Floresta de faxinais, Matinha Nebular, Floresta Ombrófila Densa com Tapirira
SUBMONTANA         guianensis, Floresta Ombrófila Mista), onde ocorre a transição com a Floresta Ombrófila Mista, com
Euterpe edulis 54,5 29,5 5,06 *** o aparecimento de espécies típicas desta região fitoecológica, como Dicksonia sellowiana, Ocotea
Virola bicuhyba 48,7 16,9 5,02 *** pulchella, Vernonanthura discolor e Weinmannia paulliniifolia. Entre estes agrupamentos, apareceram
as subáreas do litoral centro e litoral sul, onde a altitude varia de modo geral entre 30 m e 500 m (FOD1,
Cabralea canjerana 47,7 31,7 4,53 **
FOD3, FOD4 e FOD6), possivelmente consistindo em florestas em altitudes médias entre as zonas de
Leandra dasytricha 40,0 20,7 5,57 * maior e menor altitude. Nota-se ainda, que a Floresta Ombrófila Densa com Magnolia ovata (FOD1)
Piper aduncum 39,3 23,3 6,1 * ocorreu mais afastada das demais subáreas no plano de ordenação. Esta subárea situa-se no extremo sul
Casearia sylvestris 38,5 25,1 5,38 * do litoral catarinense e parece apresentar características próprias bem definidas que podem ter induzido
seu afastamento no gráfico em relação às demais subáreas da Floresta Ombrófila Densa.
Miconia cabucu 36,7 18,8 5,55 *
Trichilia pallens 35,3 19,8 5,86 *
Faramea montevidensis 33,4 18,4 5,3 *
Zanthoxylum rhoifolium 30,8 14,1 4,9 *

152 153
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 5 | Grupos florísticos estruturais da Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina

Por meio da aplicação da DCA e da análise de agrupamento, foi possível constatar forte influência
da altitude na variação estrutural da Floresta Ombrófila Densa. Na altitude, variam os fatores ecológicos
condicionantes do crescimento das plantas, tais como: temperatura, precipitação, umidade, radiação,
circulação atmosférica, espessura do solo e quantidade de serrapilheira, selecionando as espécies que
ali podem ocorrer, influenciando inclusive na fisionomia da vegetação (Dajoz 1983; Pendry & Proctor
1997; Oliveira-Filho & Fontes 2000; Koehler 2001). Meireles et al. (2008) enfatizam a importância da
altitude como variável exploratória para a presença e densidade das espécies ao longo das formações
vegetacionais.

Com a variação da altitude, observou-se uma tendência no estabelecimento de diferenciações


tipológicas na Floresta Ombrófila Densa, o que é especialmente nítido abaixo dos 30 m de altitude,
apesar da vegetação estudada no presente trabalho ter sido mais intensamente degradada pelo processo
histórico e atual de uso do solo. Comparando-se as variáveis climáticas das comunidades florestais
amostradas pelo IFFSC nos diferentes níveis altimétricos, verificou-se que, na floresta situada em
altitude inferior a 30 m, os valores médios de temperatura, precipitação e umidade relativa do ar foram
superiores e a incidência de geadas menor (Tabela 5.2).

Acima dos 30 m, a estrutura da Floresta Ombrófila Densa apresenta-se pouco diferenciada


dificultando, de certo modo, a definição da altitude que limita as formações aqui denominadas de
submontana e montana. A degradação da floresta, especialmente a partir de 1800 e sua consequente
homogeneização, está relacionada com a exploração intensa da floresta por meio da extração da madeira
(desde o corte seletivo até o corte raso), extrativismo de recursos não madeiráveis, para liberação de
áreas para a agropecuária e expansão urbana (Zacarias 2008), além do corte raso para o controle de
endemias, como a malária, em meados do século XX (Reitz 1983).
Tabela 5.2. Parâmetros climáticos médios e de altitude das Unidades Amostrais inseridas em cada grupo observado no
presente estudo (Epagri 2008).
Table 5.2. Mean climatic and altitudinal parameters of the Sample Plots located at each group observed in the study area
(Epagri 2008).
Precipitação Frequência anual
Temperatura Umidade Relativa
Figura 5.5. Análise de Correspondência Corrigida das subáreas apontadas por Klein (1978) para a Floresta Ombrófila Densa Formações Altitude (m) total anual média de geadas
média anual (°C) do ar média (%)
em Santa Catarina. CP = Capões; FSG = Faxinais Serra Geral; FST = Faxinais Serra do Tabuleiro; MN = Matinha Nebular; média (mm) (dias por ano)
FOD1 = Floresta Ombrófila Densa com Sloanea guianensis; FOD2 = Floresta Ombrófila Densa com Tapirira guianensis; Terras Baixas < 30 1.891 19,7 0,53 84,8
FOD3 = Floresta Ombrófila Densa com Ocotea catharinensis; FOD4 = Floresta Ombrófila Densa com Euterpe edulis;
FOD5 = Floresta Ombrófila Densa com Handroanthus umbellatus; FOD6 = Floresta Ombrófila Densa com Magnolia ovata; Submontana 30 – 500 1.660 18,6 1,00 82,9
FOM = Floresta Ombrófila Mista; VL = Vegetação Litorânea.
Figure 5.5. Detrended Correspondence Analysis from formations of Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina, pointed Montana > 500 1.577 17,1 1,87 82,7
out by Klein (1978). CP = Capões; FSG = Faxinal Serra Geral; FST = Faxinal Serra do Tabuleiro; MN = Cloud forest; FOD1
= Dense Ombrophylous Forest with Sloanea guianensis; FOD2 = Dense Ombrophylous Forest with Tapirira guianensis; Diante dos resultados obtidos, propõe-se uma divisão inicial da Floresta Ombrófila Densa
FOD3 = Dense Ombrophylous Forest with Ocotea catharinensis; FOD4 = Dense Ombrophylous Forest with Euterpe edulis; em Santa Catarina, utilizando a mesma nomenclatura do IBGE (1992), mas com faixas altitudinais
FOD5 = Dense Ombrophylous Forest with Handroanthus umbellatus; FOD6 = Dense Ombrophylous Forest with Magnolia
ovata; FOM = Mixed Ombrophylous Forest; VL = Coastal Vegetation. diferentes: a) formação denominada aqui de Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas, região que
As diferentes subáreas da Floresta Ombrófila Densa, principalmente as do centro, ficaram consiste na floresta de planície situada em patamar altimétrico inferior a 30 m; b) formação da Floresta
dispostas no gráfico com difícil distinção entre elas. A distinção tornou-se mais clara somente no extremo Ombrófila Densa Submontana, área que compreende as florestas entre 30-500 m de altitude; c) formação
sul – FOD1, com predomínio de Chrysophyllum viride e Euterpe edulis; e no litoral norte – FOD5, da Floresta Ombrófila Densa Montana, que engloba as florestas situadas em áreas com altitudes
com Calophyllum brasiliense, Ocotea aciphylla e Tapirira guianensis, espécies apontadas por Klein superiores a 500 m de altitude. Nesta última formação, é comum encontrar espécies pertencentes à
(1978), como indicadoras das respectivas subáreas. A aparente similaridade entre as subáreas de Klein outra região fitoecológica, como a Floresta Ombrófila Mista.
(1978) pode ser resultante do intenso processo de exploração madeireira a que esteve sujeita a floresta, Portanto, os dados do IFFSC evidenciam a necessidade de reavaliação das formações no âmbito
ocasionando a homogeneização estrutural por conta do desaparecimento e redução da ocorrência de da Floresta Ombrófila Densa. Cabe ressaltar que os pontos amostrais do IFFSC não abrangeram a
algumas espécies, como também do favorecimento de outras espécies, capazes de se desenvolver em formação aluvial.
ambientes degradados. No entanto, mesmo com a impossibilidade de delimitá-las de forma precisa, as
subáreas florestais definidas para a Floresta Ombrófila Densa na década de 50 e 60 do século XX, são
ainda razoavelmente identificáveis, à luz de dados atuais desta floresta oriundos do IFFSC.

154 155
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 5 | Grupos florísticos estruturais da Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina

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156 157
Capítulo 6
Floresta Ombrófila Densa

Fitossociologia do componente arbóreo/arbustivo da Floresta


Ombrófila Densa em Santa Catarina1

Phytosociology of the tree/shrub component of the Dense Ombrophylous


Forest in Santa Catarina

Débora Vanessa Lingner, Lauri Amândio Schorn, Alexander Christian Vibrans,


Leila Meyer, Lucia Sevegnani, André Luís de Gasper, Marcos Guerra Sobral,
Andres Krüger, Guilherme Klemz, Ronnie Schmidt, Carlos Anastácio Junior

Resumo
Caracterizou-se a composição e a estrutura do componente arbóreo/arbustivo da Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina.
Foram utilizados dados de 197 Unidades Amostrais, com área prevista de 4.000 m2 cada, perfazendo um total de 701.824
m2 amostrados, com inclusão de todos os indivíduos com DAP ≥ 10,0 cm. Foi elaborada a lista florística e os parâmetros
fitossociológicos foram determinados para cada grupo de Unidades Amostrais, sendo Grupo I – Floresta Ombrófila Densa
de Terras Baixas, Grupo II – Floresta Ombrófila Densa Submontana, Grupo III – Floresta Ombrófila Densa Montana. Foram
calculados os índices de diversidade de Shannon e de equabilidade e o coeficiente de mistura de Jentsch para cada Unidade
Amostral. Foram levantados 48.071 indivíduos, 577 espécies, 226 gêneros e 83 famílias. Do total de espécies, 89 (15,42%)
foram amostradas exclusivamente no componente arbóreo/arbustivo, sem indivíduos entre os regenerantes. As famílias com
maior riqueza foram: Myrtaceae, Fabaceae, Lauraceae, Melastomataceae, Asteraceae e Rubiaceae. A densidade absoluta
média e a área basal média foram menores no Grupo I (590,51 ind.ha-1 e 21,73 m2.ha-1), seguida do Grupo II (667,09 ind.ha-1
e 22,89 m2.ha-1) e maiores no Grupo III (722,6 ind.ha-1 e 25,32 m2.ha-1). A altura média foi menor em altitudes superiores,
sendo de 11,5 m no Grupo I; 11,17 m no Grupo II e 10,0 m no Grupo III. Dentre as 10 espécies com maior valor de
importância, Alchornea triplinervia foi comum entre os três grupos citados; entre os Grupos I e II, foram comuns Tapirira
guianensis, Syagrus romanzoffiana e Sloanea guianensis; enquanto Calophyllum brasiliense ocorreu apenas no Grupo I.
A análise fitossociológica evidencou a existência de três grupos florísticos bem definidos na Floresta Ombrófila Densa ao
longo do gradiente altitudinal, concordando com análises anteriores. No entanto, a alta representatividade de espécies como
A. triplinervia, Hieronyma alchorneoides, Miconia cinnamomifolia e Caseria sylvestris, revela que a floresta encontra-se
alterada e/ou em processo de sucessão.

Abstract
Floristic composition and structure of the tree/shrub component of the Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina were
studied. Data from 197 plots with planned area of 4,000 m² each were used, providing a total of 701,824 m² sampled. All
individuals with DBH (diameter at breast height) ≥ 10 cm were recorded. A floristic list was made and the phytosociological
parameters were calculated for each group of plots: Group I: Lowland Dense Ombrophylous Forest; Group II: Submontane
Dense Ombrophylous Forest; Group III: Montane Dense Ombrophylous Forest. Shannon diversity and equitability indexes
and the Jentsch Coefficient of Mixture of each plot were computed. A total of 48,071 individuals were sampled, distributed
into 577 species, 226 genera and 83 families. There were 89 (15.4%) species recorded only in the tree/shrub component.
Myrtaceae, Fabaceae, Lauraceae, Melastomataceae, Asteraceae and Rubiaceae were the richest families in number of
species. Total density and basal area were lower in Group I (590.51 ind.ha-1 and 21.73 m2.ha-1), followed by Group II (667.09
ind.ha-1 and 22.89 m2.ha-1) and higher in Group III (722,6 ind.ha-1 and 25,32 m2.ha-1). Average height was lower at higher
altitudes, with 11.51 m in Group I, 11.17 m in Grupo II and decreasing to 10.04 m in Group III. Between the species with
highest importance value, only Alchornea triplinervia was common among the three groups. Tapirira guianensis, Syagrus
romanzoffiana and Sloanea guianensis were the common species among Group I and Group II and Calophyllum brasiliense
occurred only in Group. The phytosociological analysis shows the existence of three well-defined floristic groups in the
Dense Ombrophylous Forest along the altitudinal gradient. However, the highly representative of A. triplinervia, Hieronyma
alchorneoides, Miconia cinnamomifolia and Caseria sylvestris reveals that the forest is impacted and/or regenerating.

1
Lingner, D.V.; Schorn, L.A.; Vibrans, A.C.; Meyer, L.; Sevegnani, L.; Gasper, A.L. de; Sobral, M.G.; Krüger, A; Klemz, G.; Schmidt, R.;
Anastácio Junior, C.; Pasqualli, V.R. 2013. Fitossociologia do componente arbóreo/arbustivo da Floresta Ombrófla Densa no Estado de
Santa Catarina. In: Vibrans, A.C.; Sevegnani, L.; Gasper, A.L. de; Lingner, D.V. (eds.). Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina,
Vol. IV, Floresta Ombrófla Densa. Blumenau. Edifurb.

159
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 6 | Fitossociologia do componente arbóreo/arbustivo da Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina

6.1 Introdução Os primeiros e mais completos estudos realizados na vegetação catarinense foram os realizados
por Veloso & Klein (1959; 1961; 1963; 1968a; 1968b). Alguns trabalhos mais recentes abordando a
A Floresta Ombrófila Densa, denominada também como Floresta Tropical Atlântica (Klein fitossociologia da Floresta Ombrófila Densa estão relacionados na Tabela 6.1. Para Santa Catarina,
1978), é uma das regiões fitoecológicas (IBGE 1992) florestais inseridas no Bioma Mata Atlântica além destes trabalhos, são encontrados outros estudos que tratam de estádios sucessionais (Siminski
(IBGE 2004) e constitui um prolongamento da faixa florestal que acompanha a costa brasileira desde 2004; Schorn 2005), florística (Cervi et al. 2007), populações (Reis 1995), autoecologia (Iza 2002) e
o estado do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. A floresta distribui-se em um gradiente estrato herbáceo (Dorneles & Negrelle 1999).
altitudinal, que varia do nível do mar até aproximadamente 1.000 m (Leite & Klein 1990; IBGE 1992).
Tabela 6.1. Trabalhos que abordam a fitossociologia na Floresta Ombrófila Densa. DAP = diâmetro à altura do peito.
Embora esteja situada em zona extratropical, a Floresta Ombrófila Densa possui características Table 6.1. Phytosociology studies at Dense Ombrophylous Forest. DAP = diameter at breast height.
nitidamente tropicais. É marcada pela ausência de um período seco, com alta precipitação bem distribuída Área Critério de
Autores Local Objetivo
durante o ano e temperaturas médias acima de 15º C. Elevações costeiras que funcionam como agentes (ha) inclusão
ascensionais das massas de ar, carregadas de umidade vindas do oceano, são responsáveis por manter Carvalho (2003) Joinville – SC Florística e fitossociologia 20,9 DAP ≥ 10,0 cm
altos índices de umidade e precipitação durante todo o ano (Leite & Klein 1990; IBGE 1992).
Ghoddosi (2005) Blumenau – SC Fitossociologia e dinâmica 1,0 DAP ≥ 4,8 cm
Considerada como a região fitoecológica mais complexa estruturalmente e de maior diversidade
florística do Sul do Brasil, nela distinguem-se diferentes formações, correspondentes às variações Negrelle (2006) Itapoá – SC Florística e fitossociologia 1,0 DAP ≥ 5,0 cm
na estrutura das comunidades, resultantes da interação entre fatores físicos, como diferentes feições
Silva (2006) Criciúma – SC Florística, fitossociologia e fenologia 1,0 DAP ≥ 5,0 cm
geológicas, pedológicas e altitude (IBGE 1992). No estado de Santa Catarina, Klein (1978) subdividiu
a Floresta Ombrófila Densa em nove formações distintas, em função de suas espécies características. Colonetti et al. (2009) Siderópolis – SC Florística, fitossociologia e fenologia 1,0 DAP ≥ 5,0 cm
A despeito destas variações, algumas características são comuns a todas as formações da Floresta
Ombrófila Densa, sendo florestas sempre verdes (perenifólias), cujas espécies comumente apresentam Schorn & Galvão (2009) Blumenau – SC Dinâmica e sucessão ecológica 1,2 CAP ≥ 15,0 cm
folhas largas (latifoliadas) e se desenvolvem em ambientes muito úmidos e com frequente precipitação Silva (1994) Morretes – PR Florística e fitossociologia 4,8 DAP ≥ 4,8 cm
de chuvas (ombrófilas) (Fernandes 2003). A Floresta Ombrófila Densa caracteriza-se também por
estratos superiores com árvores de altura entre 25 e 30 m e com as suas copas entrelaçadas, portando Portes et al. (2001) Quatro Barras – PR Florística e fitossociologia 0,1 DAP ≥ 3,18 cm
brotos foliares desprovidos de proteção contra a seca e às baixas temperaturas (Leite & Klein 1990).
Blum (2006) Morretes – PR Fitotipias e estrutura 1,6 DAP ≥ 10,0 cm
Klein (1979) e Leite & Klein (1990) apontam algumas espécies que caracterizam a fisionomia
Zacarias (2008) Guaraqueçaba – PR Solos e fitossociologia 0,3 DAP ≥ 4,8 cm
da floresta, dependendo da altitude, dentre elas Ficus organensis, Alchornea triplinervia, Calophyllum
brasiliense, Handroanthus umbellatus, Magnolia ovata, Brosimum lactescens e Myrcia glabra nas Paula (2006) Linhares – ES Florística e fitossociologia 1,0 DAP ≥ 4,8 cm
planícies litorâneas, além de Weinmannia humilis, Clethra scabra, Eugenia pluriflora, Ilex theezans e
I. microdonta que caracterizam ambientes mais elevados. Moreno et al. (2003) Região do Imbé – RJ Florística e fitossociologia 1,2 DAP ≥ 10,0 cm

A substituição das comunidades de plantas autóctones por sistemas agropecuários, áreas urbanas e Oliveira et al. (2001) Peruíbe – SP Florística e fitossociologia 0,2 DAP ≥ 5,0 cm
industriais destaca-se entre os fatores que tem ameaçado à manutenção da floresta e de sua biodiversidade. Ivanauskas (1997) Pariquera-Açú – SP Florística e fitossociologia 1,2 DAP ≥ 4,8 cm
O extrativismo de plantas de interesse, em geral predatório, tem ocasionado desequilíbrios significativos
nas populações de algumas espécies exaustivamente exploradas e consequente redução de sua base Melo (2000) Ilha do Cardoso – SP Fitossociologia e dinâmica 1,0 DAP ≥ 10,0 cm
genética (Pires et al. 2005). Em Santa Catarina, a Floresta Ombrófila Densa ocupava originalmente
Lacerda (2001) Picinguaba – SP Florística e fitossociologia 2,3 DAP ≥ 5,0 cm
29.309 km² de superfície (Klein 1978), correspondendo a quase 31% do território do Estado de Santa
Catarina. Conforme Vibrans et al. (2013), restam 16.821 km² de remanescentes florestais, equivalendo
Apesar do número de trabalhos realizados na Floresta Ombrófila Densa, a região fitoecológica
a 40,38% da cobertura original. Estes remanescentes, por sua vez, encontram-se constituídos quase que
carece de estudos em Santa Catarina que contemplem grandes áreas, avaliadas através de uma metodologia
inteiramente por vegetação secundária, em diferentes estádios de desenvolvimento.
única. Desse modo, objetivou-se caracterizar a composição florística e estrutura fitossociológica do
Por outro lado, apesar de expressivamente fragmentada e alterada, a Floresta Ombrófila Densa componente arbóreo/arbustivo da Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina, segregando-a em faixas
ainda detém uma extraordinária complexidade biológica que precisa ser melhor compreendida. O estudo altitudinais, a partir dos dados do Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina.
fitossociológico de uma floresta possibilita a caracterização do papel exercido por espécie dentro da
comunidade e fornece informações essenciais sobre o estado atual da floresta, gerando subsídios para
planos de recuperação e conservação da diversidade (Grombone et al. 1990; Rosa et al. 2008). Ainda
6.2 Metodologia
dentro deste contexto, a realização de inventários florestais, como o Inventário Florístico Florestal de
Santa Catarina (IFFSC), torna-se imprescindível no fornecimento dos dados qualitativos e quantitativos
Para a amostragem da floresta, foram levantadas 197 Unidades Amostrais na Floresta Ombrófila
necessários à compreensão dos aspectos estruturais da floresta por meio dos estudos fitossociológicos
Densa em Santa Catarina, conforme descrito no Volume I e Vibrans et al. (2010). Em cada Unidade
(Imana-Encinas et al. 2009).
Amostral, foi levantado o componente arbóreo/arbustivo em área prevista de 4.000 m2, correspondendo
a uma área total de 701.824 m2. Todos os indivíduos com DAP ≥ 10 cm foram incluídos no levantamento.

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Os valores dos parâmetros fitossociológicos são meras extrapolações por hectare, não tratando-se de Família Espécie N H GE
estimativas populacionais (Capítulo 2).
Annonaceae Annona cacans 77 A P
Para avaliar a composição florística, foi elaborada uma lista com espécies e famílias registradas Annona dolabripetala 32 A -
no levantamento. Para contagem de espécies foram consideradas as identificadas até seu epíteto Annona emarginata 142 A P
específico e até gênero, quando este estava representado por apenas uma espécie. As espécies exóticas
Annona glabra 1 A P
não foram incluídas.
Annona neosalicifolia 5 A P
As espécies foram classificadas quanto ao hábito em: feto arborescente (xaxins ou samambaias- Annona neosericea 353 A P
açu), arbusto, arvoreta, árvore, lianescente e palmeira, conforme a consulta realizada nos fascículos Annona sylvatica 35 Arv P
da Flora Ilustrada Catarinense, na Flora digital do Rio Grande do Sul (2012), Flora do Brasil (2012) e
Annona sp. 11 - -
Species Link (2012). Persistindo a falta de informação, consideraram-se as observações das equipes em
campo. Duguetia lanceolata 125 A SE
Guatteria australis 554 A P
As espécies também foram classificadas em grupos ecológicos: pioneira, secundária ou
Xylopia brasiliensis 172 A SE
climácica, conforme a classificação adotada pelo IFFSC, baseada na Flora Ilustrada Catarinense e em
Reitz et al. (1979). Apocynaceae Aspidosperma australe 424 A SE
Aspidosperma parvifolium 40 A -
As Unidades Amostrais foram separadas em três grupos, de acordo com os resultados das
Aspidosperma ramiflorum 29 A SE
análises de classificação e ordenação descritas no Capítulo 5: Grupo I – Floresta Ombrófila Densa
de Terras Baixas, que incluiu Unidades Amostrais em altitudes inferiores a 30 m; Grupo II – Floresta Aspidosperma tomentosum 83 A SE
Ombrófila Densa Submontana, Unidades Amostrais em altitudes entre 30 e 500 m; Grupo III – Floresta Aspidosperma sp. 6 - -
Ombrófila Densa Montana, Unidades Amostrais em altitudes superiores a 500 m. Tabernaemontana catharinensis 67 Arv P
Aquifoliaceae Ilex brevicuspis 59 A SE
Foi avaliada a estrutura da vegetação de cada grupo, determinando-se os parâmetros de densidade
absoluta (DA) e relativa (DR), frequência absoluta (FA) e relativa (FR), dominância absoluta (DoA) e Ilex dumosa 190 Arv SE
relativa (DoR) e valor de importância (VI), como descrito por Müeller-Dombois & Ellenberg (1974). A Ilex microdonta 129 Arv SE
diversidade florística de cada Unidade Amostral foi estimada pelos índices de diversidade de Shannon- Ilex paraguariensis 129 Arv P
Wiener (H’) e de equabilidade de Pielou (J). Foi calculado também o coeficiente de mistura de Jentsch.
Ilex pseudobuxus 10 Arv P
Estas análises foram executadas no software Mata Nativa 2 (CIENTEC 2006).
Ilex taubertiana 3 Arv SE
Ilex theezans 329 A SE
Ilex sp. 5 - -
6.3 Resultados e Discussão
Araliaceae Oreopanax fulvus 2 Arv P
Análise florística do componente arbóreo/arbustivo Schefflera angustissima 142 A SE
Schefflera morototoni 95 A SE
No componente arbóreo/arbustivo da Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina foram
Schefflera sp. 1 - -
amostrados 48.071 indivíduos, reunidos em 577 espécies, sendo oito pteridófitas – Alsophila setosa,
Cyathea atrovirens, C. corcovadensis, C. delgadii, C. gardneri, C. hirsuta, C. phalerata e Dicksonia Araucariaceae Araucaria angustifolia 1 A P
sellowiana, três gimnospermas – Araucaria angustifolia, Podocarpus lambertii e P. sellowii e, 566 Arecaceae Attalea dubia 11 P P
angiospermas, distribuídas em 226 gêneros e 83 famílias (Tabela 6.2). Euterpe edulis 1511 P P
Tabela 6.2. Espécies e famílias amostradas no componente arbóreo/arbustivo da Floresta Ombrófila Densa de Santa Geonoma gamiova 1 P C
Catarina e respectivo número de indivíduos (N), hábito (H) e grupo ecológico (GE). A = árvore; Arb = arbusto; Aro = feto Geonoma schottiana 1 P SE
arborescente; Arv = arvoreta; L = lianescente; P = palmeira; C = climácica; P = pioneira; SE = secundária.
Table 6.2. Species and families recorded in the tree/shrub component at the Dense Ombrophylous Forest in Santa Catarina. Syagrus romanzoffiana 769 A P
N = number of individuals; H = habit; GE = ecological group; A = tree; Arb = shrub; Arb = arborescent; Arv = small tree; L Asteraceae Baccharis oreophila 5 Arb -
= liana; P = palm tree; C = climax specie; P = pioneer specie; SE = secondary specie.
Baccharis semiserrata 1 Arb P
Família Espécie N H GE
Critoniopsis quinqueflora 6 Arb P
Anacardiaceae Lithrea brasiliensis 3 Arv SE
Dasyphyllum brasiliense 3 Arb SE
Schinus terebinthifolius 8 Arv SE
Dasyphyllum spinescens 3 Arv SE
Tapirira guianensis 598 A SE
Dasyphyllum tomentosum 6 A SE

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Família Espécie N H GE Família Espécie N H GE


Gochnatia polymorpha 29 Arv SE Celastraceae Maytenus aquifolia 2 A -
Kaunia rufescens 27 Arb SE Maytenus dasyclada 1 Arb -
Piptocarpha angustifolia 151 A P Maytenus evonymoides 2 A C
Piptocarpha axillaris 423 Arv SE Maytenus muelleri 6 A SE
Piptocarpha organensis 33 Arv SE Maytenus robusta 158 A C
Piptocarpha regnellii 95 Arv SE Maytenus sp. 1 - -
Piptocarpha sp. 41 - - Peritassa hatschbachii 2 L -
Raulinoreitzia crenulata 2 Arv P Pristimera celastroides 1 L -
Symphyopappus compressus 1 Arb SE Salacia elliptica 1 L -
Symphyopappus itatiayensis 3 Arv P Celastraceae 1 - -
Symphyopappus sp. 5 - - Chloranthaceae Hedyosmum brasiliense 27 Arv SE
Vernonanthura discolor 418 A SE Chrysobalanaceae Hirtella hebeclada 297 A C
Vernonanthura divaricata 46 A SE Parinari excelsa 4 A -
Vernonanthura montevidensis 11 Arb P Clethraceae Clethra scabra 719 Arv SE
Vernonanthura petiolaris 2 A SE Clethra uleana 7 Arv SE
Vernonanthura puberula 72 Arv P Clusiaceae Calophyllum brasiliense 174 A P
Vernonanthura sp. 11 - - Clusia criuva 301 Arv -
Asteraceae 3 - - Garcinia gardneriana 158 Arv -
Bignoniaceae Cybistax antisyphilitica 2 Arv SE Combretaceae Buchenavia kleinii 35 A C
Handroanthus albus 6 A P Terminalia reitzii 2 A C
Handroanthus chrysotrichus 2 A SE Terminalia uleana 3 A -
Handroanthus heptaphyllus 1 A SE Cunoniaceae Lamanonia ternata 272 A SE
Handroanthus umbellatus 15 A SE Weinmannia discolor 18 Arv SE
Handroanthus sp. 4 - - Weinmannia humillis 8 Arb SE
Jacaranda micrantha 56 A SE Weinmannia paulliniifolia 106 A SE
Jacaranda puberula 152 Arv SE Cyatheaceae Alsophila setosa 2726 Aro C
Jacaranda sp. 3 - - Cyathea atrovirens 23 Aro SE
Boraginaceae Cordia ecalyculata 15 A SE Cyathea corcovadensis 243 Aro SE
Cordia sellowiana 6 A SE Cyathea delgadii 242 Aro C
Cordia silvestris 42 A SE Cyathea gardneri 4 Aro SE
Cordia trichotoma 26 A P Cyathea hirsuta 2 Aro C
Cordia sp. 7 - - Cyathea phalerata 1509 Aro C
Burseraceae Protium kleinii 292 A SE Cyathea sp. 6 - -
Cactaceae Cereus sp. 3 - - Dicksoniaceae Dicksonia sellowiana 233 Aro C
Cannabaceae Trema micrantha 125 Arv P Ebenaceae Diospyros inconstans 20 Arv P
Cannelaceae Cinnamodendron dinisii 16 A P Elaeocarpaceae Sloanea garckeana 6 A C
Cardiopteridaceae Citronella engleriana 1 A - Sloanea guianensis 486 A C
Citronella paniculata 51 A - Sloanea hirsuta 79 A C
Caricaceae Jacaratia spinosa 3 A C Ericaceae Agarista eucalyptoides 22 A SE
Cecropiaceae Cecropia glaziovii 490 A P Erythroxylaceae Erythroxylum ambiguum 1 Arb SE
Pourouma guianensis 45 A - Erythroxylum amplifolium 9 Arb SE

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Família Espécie N H GE Família Espécie N H GE


Erythroxylum cuneifolium 6 Arv P Holocalyx balansae 3 A P
Erythroxylum deciduum 21 Arv SE Inga edulis 23 A SE
Erythroxylum vacciniifolium 2 A - Inga edwallii 3 A -
Escalloniaceae Escallonia bifida 5 Arv SE Inga lentiscifolia 4 A SE
Euphorbiaceae Actinostemon concolor 56 Arv C Inga marginata 169 A P
Alchornea glandulosa 127 A P Inga sellowiana 17 A P
Alchornea sidifolia 164 A P Inga sessilis 187 A SE
Alchornea triplinervia 1481 A SE Inga striata 22 A SE
Aparisthmium cordatum 208 Arv SE Inga subnuda subsp. luschnathiana 10 A P
Croton celtidifolius 6 Arv P Inga vera 53 A SE
Croton macrobothrys 40 A SE Inga virescens 1 A SE
Croton urucurana 11 A SE Inga sp. 30 - -
Croton sp. 11 - - Lonchocarpus campestris 115 A SE
Maprounea guianensis 7 Arb - Lonchocarpus cultratus 74 A SE
Pachystroma longifolium 44 A SE Lonchocarpus grazielae 14 Arb -
Pausandra morisiana 25 Arv C Lonchocarpus muehlbergianus 6 A SE
Sapium glandulosum 115 A P Lonchocarpus sp. 10 - -
Sebastiania argutidens 1 Arb P Luetzelburgia guaissara 4 A -
Sebastiania brasiliensis 1 Arv P Machaerium dimorphandrum 1 L -
Sebastiania commersoniana 10 Arv P Machaerium hatschbachii 5 A -
Tetrorchidium rubrivenium 186 A SE Machaerium hirtum 30 A -
Fabaceae Abarema langsdorffii 108 A P Machaerium nyctitans 1 A P
Albizia edwallii 56 A SE Machaerium paraguariense 20 A SE
Albizia niopoides 1 A - Machaerium stipitatum 198 A SE
Albizia sp. 11 - - Machaerium vestitum 12 A -
Anadenanthera sp. 1 - - Machaerium sp. 4 - -
Andira anthelmia 6 A P Mimosa bimucronata 15 A SE
Andira fraxinifolia 84 A P Mimosa scabrella 27 A SE
Bauhinia forficata 67 Arv P Mimosa sp. 1 - -
Centrolobium microchaete 9 A - Mimosa sp.1 13 - -
Copaifera trapezifolia 127 A C Myrocarpus frondosus 45 A SE
Cyclolobium brasiliense 3 A - Ormosia arborea 131 A SE
Dahlstedtia pentaphylla 14 A P Parapiptadenia rigida 7 A SE
Dahlstedtia pinnata 1 Arv SE Piptadenia gonoacantha 211 A SE
Dahlstedtia sp. 6 - - Piptadenia paniculata 64 A SE
Dalbergia brasiliensis 57 A P Piptadenia sp. 2 - -
Dalbergia frutescens 3 Arv SE Platymiscium floribundum 59 A SE
Dalbergia sp. 1 - - Pterocarpus rohrii 36 A P
Enterolobium contortisiliquum 5 A P Schizolobium parahyba 54 A P
Erythrina crista-galli 1 A SE Senna macranthera 4 Arv -
Erythrina falcata 29 A SE Senna multijuga 13 A P

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Família Espécie N H GE Família Espécie N H GE


Senna spectabilis 1 A - Ocotea lanata 11 A C
Tachigali sp. 1 - - Ocotea lancifolia 6 A C
Zollernia ilicifolia 51 Arv C Ocotea laxa 9 A SE
Fabaceae 10 - - Ocotea lobbii 11 A -
Humiriaceae Vantanea compacta 106 A SE Ocotea mandioccana 57 A C
Lamiaceae Aegiphila integrifolia 87 Arv P Ocotea nectandrifolia 117 A C
Aegiphila obducta 3 Arb - Ocotea odorifera 299 A P
Vitex megapotamica 35 A SE Ocotea porosa 52 A P
Lauraceae Aiouea saligna 146 A SE Ocotea puberula 397 A P
Aniba firmula 289 A SE Ocotea pulchella 62 A P
Cinnamomum amoenum 7 A SE Ocotea pulchra 158 A C
Cinnamomum glaziovii 88 A C Ocotea silvestris 125 A C
Cinnamomum hatschbachii 17 A C Ocotea vaccinioides 53 A -
Cinnamomum pseudoglaziovii 18 A C Ocotea velutina 7 A -
Cinnamomum sellowianum 56 A C Ocotea venulosa 1 A -
Cinnamomum triplinerve 42 A C Ocotea villosa 3 A -
Cinnamomum stenophyllum 4 A - Ocotea sp. 46 - -
Cinnamomum sp. 33 - - Ocotea sp.1 10 - -
Cinnamomum sp.1 21 - - Persea alba 48 A C
Cryptocarya aschersoniana 224 A SE Persea rigida 1 A -
Cryptocarya mandioccana 392 A - Persea willdenovii 73 A C
Cryptocarya sp. 6 - - Persea sp. 18 - -
Endlicheria paniculata 27 Arv SE Lauraceae 37 - -
Licaria armeniaca 5 A - Lecythidaceae Cariniana estrellensis 23 A -
Nectandra grandiflora 24 A SE Lythraceae Lafoensia pacari 35 A SE
Nectandra lanceolata 134 A SE Magnoliaceae Magnolia ovata 121 A SE
Nectandra leucantha 54 A C Malpighiaceae Byrsonima ligustrifolia 407 A SE
Nectandra megapotamica 278 A P Bunchosia maritima 1 Arv C
Nectandra membranacea 204 A SE Malvaceae Luehea divaricata 138 A SE
Nectandra oppositifolia 478 A SE Pseudobombax grandiflorum 97 A -
Nectandra puberula 57 A SE Melastomataceae Huberia semiserrata 1 Arb P
Ocotea aciphylla 287 A SE Leandra amplexicaulis 1 Arb -
Ocotea bicolor 56 A C Leandra barbinervis 1 Arb -
Ocotea catharinensis 411 A C Leandra dasytricha 1 Arv -
Ocotea corymbosa 207 Arv C Leandra laevigata 1 Arb -
Ocotea daphnifolia 11 A - Leandra purpureovillosa 1 Arb -
Ocotea diospyrifolia 1 A C Leandra regnellii 1 Arb -
Ocotea dispersa 27 A - Leandra salicina 1 Arb -
Ocotea elegans 305 A - Miconia budlejoides 58 A P
Ocotea glaziovii 92 A - Miconia cabucu 364 A P
Ocotea indecora 26 A C Miconia chartacea 17 Arv -

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Família Espécie N H GE Família Espécie N H GE


Miconia cinerascens var. cinerascens 7 Arv P Moraceae Brosimum glaziovii 74 A P
Miconia cinerascens var. robusta 3 Arv P Brosimum lactescens 122 A C
Miconia cinnamomifolia 744 A SE Ficus adhatodifolia 135 A P
Miconia cubatanensis 18 Arv P Ficus arpazusa 1 A -
Miconia fasciculata 2 Arb P Ficus cestrifolia 54 A P
Miconia hyemalis 1 Arb P Ficus citrifolia 3 A -
Miconia inconspicua 6 Arb P Ficus clusiifolia 1 A -
Miconia ligustroides 24 A P Ficus gomelleira 12 A SE
Miconia petropolitana 1 A P Ficus guaranitica 2 Arv -
Miconia pusilliflora 19 Arv P Ficus luschnathiana 82 A SE
Miconia sellowiana 2 Arv P Ficus obtusiuscula 10 A -
Miconia theaezans 1 A P Ficus sp. 13 - -
Miconia tristis 3 Arv P Maclura tinctoria 32 Arv -
Miconia valtheri 24 Arb - Sorocea bonplandii 116 Arv SE
Miconia sp. 1 - - Myristicaceae Virola bicuhyba 286 A SE
Mouriri chamissoana 16 A C Myrtaceae Acca sellowiana 7 Arv P
Tibouchina dusenii 4 Arv P Blepharocalyx salicifolius 11 A SE
Tibouchina granulosa 7 A - Calyptranthes concinna 2 Arv SE
Tibouchina mutabilis 116 A - Calyptranthes grandifolia 83 A C
Tibouchina pilosa 4 Arb P Calyptranthes hatschbachii 6 A -
Tibouchina pulchra 118 A SE Calyptranthes lucida 124 Arv C
Tibouchina sellowiana 69 A P Calyptranthes obovata 4 A C
Tibouchina trichopoda 2 A P Calyptranthes pileata 8 Arv SE
Tibouchina sp. 13 - - Calyptranthes rubella 10 A SE
Melastomataceae 2 - - Calyptranthes strigipes 70 Arv C
Meliaceae  Cabralea canjerana 638 A SE Calyptranthes tricona 22 Arv C
Cedrela fissilis 393 A SE Calyptranthes sp. 9 - -
Guarea macrophylla 28 Arv SE Campomanesia guaviroba 42 A C
Trichilia casaretti 6 Arv C Campomanesia guazumifolia 14 Arv SE
Trichilia clausseni 20 Arv SE Campomanesia reitziana 17 A SE
Trichilia lepidota 67 A C Campomanesia xanthocarpa 76 A SE
Trichilia pallens 4 Arv C Eugenia bacopari 7 Arv SE
Monimiaceae Hennecartia omphalandra 29 Arv C Eugenia beaurepairiana 3 A O
Mollinedia argyrogyna 3 Arb - Eugenia brasiliensis 13 Arv SE
Mollinedia blumenaviana 4 Arb - Eugenia brevistyla 34 A C
Mollinedia calodonta 2 Arb C Eugenia burkartiana 6 Arv C
Mollinedia clavigera 23 Arb SE Eugenia capitulifera 8 A -
Mollinedia schottiana 26 Arv C Eugenia cerasiflora 18 A C
Mollinedia triflora 17 Arv C Eugenia cereja 34 A C
Mollinedia uleana 1 Arb SE Eugenia chlorophylla 2 A -
Mollinedia sp. 18 - - Eugenia excelsa 25 A -

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Família Espécie N H GE Família Espécie N H GE


Eugenia florida 1 A P Myrceugenia glaucescens 1 A SE
Eugenia handroana 26 A SE Myrceugenia hoehnei 1 A SE
Eugenia handroi 8 Arv SE Myrceugenia kleinii 1 A C
Eugenia hiemalis 1 Arv SE Myrceugenia miersiana 18 A SE
Eugenia involucrata 96 A SE Myrceugenia myrcioides 35 Arv C
Eugenia kleinii 4 Arv C Myrceugenia ovalifolia 37 A -
Eugenia melanogyna 13 A - Myrceugenia ovata 8 Arb -
Eugenia mosenii 7 A - Myrceugenia oxysepala 4 Arb C
Eugenia multicostata 46 A C Myrceugenia pilotantha 2 A SE
Eugenia neoglomerata 3 A - Myrceugenia seriatoramosa 13 A -
Eugenia neomyrtifolia 5 Arv SE Myrceugenia venosa 5 Arb C
Eugenia neoverrucosa 18 A SE Myrceugenia sp. 4 - -
Eugenia nutans 5 A C Myrcia amazonica 6 A C
Eugenia paracatuana 1 A SE Myrcia anacardiifolia 9 A C
Eugenia platysema 6 Arv C Myrcia brasiliensis 219 A SE
Eugenia pleurantha 4 A - Myrcia diaphana 1 Arb -
Eugenia pluriflora 2 Arv SE Myrcia dichrophylla 40 A C
Eugenia prasina 2 Arv C Myrcia flagellaris 4 A C
Eugenia pruinosa 7 A C Myrcia glabra 37 A P
Eugenia pseudodichasiantha 1 A C Myrcia guianensis 55 A C
Eugenia ramboi 12 A P Myrcia hatschbachii 9 A SE
Eugenia rostrifolia 19 A P Myrcia hebepetala 139 A C
Eugenia sclerocalyx 2 Arv SE Myrcia heringii 8 Arv SE
Eugenia speciosa 5 A SE Myrcia multiflora 15 A C
Eugenia stigmatosa 14 Arv SE Myrcia oligantha 2 A SE
Eugenia subavenia 2 A C Myrcia palustris 13 Arv C
Eugenia ternatifolia 58 A P Myrcia pubiflora 3 A C
Eugenia umbelliflora 6 A SE Myrcia pubipetala 246 A SE
Eugenia verticillata 18 Arv C Myrcia pulchra 150 A C
Eugenia sp. 24 - - Myrcia racemosa 24 A SE
Marlierea eugeniopsoides 14 Arv C Myrcia retorta 33 A C
Marlierea excoriata 28 A SE Myrcia aethusa 44 A SE
Marlierea obscura 46 Arv C Myrcia rupicola 9 A SE
Marlierea racemosa 2 A - Myrcia spectabilis 22 A SE
Marlierea reitzii 26 A C Myrcia splendens 365 A SE
Marlierea silvatica 79 Arv C Myrcia tenuivenosa 2 A SE
Marlierea tomentosa 24 Arv SE Myrcia tijucensis 86 A SE
Myrceugenia alpigena 3 A SE Myrcia undulata 42 A C
Myrceugenia bracteosa 6 Arb SE Myrcia venulosa 1 Arb P
Myrceugenia campestris 1 Arv C Myrcia sp. 11 - -
Myrceugenia cucullata 7 Arb C Myrciaria delicatula 1 A SE

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Família Espécie N H GE Família Espécie N H GE


Myrciaria floribunda 36 Arv C Seguieria langsdorffii 50 A C
Myrciaria plinioides 2 A C Seguieria sp. 3 - -
Myrciaria tenella 8 A SE Picramniaceae Picramnia sellowii 4 A SE
Neomitranthes gemballae 4 A P Picramnia sp. 1 - -
Neomitranthes glomerata 22 A P Piperaceae Piper aduncum 6 Arb SE
Pimenta pseudocaryophyllus 61 A SE Piper cernuum 1 Arb SE
Plinia cordifolia 4 A - Podocarpaceae Podocarpus lambertii 19 A SE
Plinia edulis 1 Arv - Podocarpus sellowii 118 A SE
Plinia pseudodichasiantha 22 A - Polygonaceae Coccoloba argentinensis 1 Arv -
Plinia rivularis 5 Arv C Coccoloba cordata 4 A P
Plinia trunciflora 2 A SE Coccoloba warmingii 81 A C
Plinia sp. 6 - - Coccoloba sp. 5 - -
Psidium cattleianum 85 A SE Ruprechtia laxiflora 14 A -
Psidium longipetiolatum 21 A P Primulaceae  Cybianthus peruvianus 1 Arv -
Psidium myrtoides 9 Arv - Myrsine coriacea 338 A P
Psidium sp. 1 - - Myrsine gardneriana 56 A SE
Siphoneugena reitzii 5 A SE Myrsine guianensis 9 A P
Myrtaceae 45 - - Myrsine hermogenesii 22 Arv -
Nyctaginaceae Bougainvillea glabra 5 A SE Myrsine lancifolia 43 A -
Guapira hirsuta 1 A - Myrsine lineata 4 A P
Guapira opposita 684 A P Myrsine loefgrenii 1 Arv SE
Guapira sp. 9 - - Myrsine parvifolia 31 A -
Pisonia ambigua 71 Arv SE Myrsine parvula 56 Arb P
Ochnaceae Ouratea parviflora 68 Arb C Myrsine umbellata 288 Arv SE
Ouratea vaccinioides 172 A C Myrsine venosa 6 Arv P
Ouratea salicifolia 30 Arb C Myrsine sp. 91 - -
Olacaceae Heisteria silvianii 336 A P Stylogyne pauciflora 18 Arb C
Tetrastylidium grandifolium 7 A - Proteaceae Roupala asplenioides 3 A C
Oleaceae Chionanthus filiformis 37 A C Roupala montana 134 A SE
Chionanthus micranthus 10 A - Roupala rhombifolia 2 A -
Chionanthus trichotomus 28 A C Quiinaceae Quiina glazovii 33 A SE
Chionanthus sp. 4 - - Rhamnaceae Colubrina glandulosa 8 A P
Opiliaceae Agonandra excelsa 4 A - Rhamnus sphaerosperma 1 A SE
Pentaphylaceae Ternstroemia brasiliensis 7 A - Rosaceae Prunus myrtifolia 136 A SE
Peraceae Pera glabrata 535 A SE Rubiaceae Alseis floribunda 52 A C
Phyllanthaceae Hieronyma alchorneoides 1081 A SE Amaioua guianensis 142 A P
Margaritaria nobilis 8 A - Bathysa australis 635 A C
Richeria grandis 1 Arv - Chomelia sp. 10 - -
Savia dictyocarpa 1 A - Cordiera concolor 37 Arv C
Phytolaccaceae Phytolacca dioica 62 A SE Coussarea contracta 155 Arv P
Seguieria aculeata 7 A SE Coutarea hexandra 13 Arv SE

174 175
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Família Espécie N H GE Família Espécie N H GE


Faramea montevidensis 35 Arv SE Cupania vernalis 546 A P
Margaritopsis nutans 1 Arb C Diatenopteryx sorbifolia 6 A P
Posoqueria latifolia 222 A P Matayba elaeagnoides 32 A SE
Psychotria carthagenensis 54 Arb SE Matayba intermedia 482 A SE
Psychotria nuda 6 Arb SE Matayba sp. 3 - -
Psychotria officinalis 2 Arb C Sapindaceae 1 - -
Psychotria suterella 16 Arv C Sapotaceae Chrysophyllum gonocarpum 42 A P
Psychotria vellosiana 1181 A SE Chrysophyllum inornatum 59 A SE
Randia ferox 3 Arv P Chrysophyllum marginatum 15 A P
Rudgea jasminoides 22 A C Chrysophyllum viride 87 A C
Rudgea recurva 1 Arv C Chrysophyllum sp. 2 - -
Tocoyena sellowiana 3 A C Manilkara subsericea 21 A C
Rubiaceae 1 - - Pouteria caimito 2 A -
Rutaceae Balfourodendron riedelianum 9 A SE Pouteria gardneriana 4 A C
Esenbeckia grandiflora 52 Arv SE Pouteria venosa 41 A -
Esenbeckia hieronymi 2 Arv SE Pouteria sp. 22 - -
Pilocarpus pennatifolius 2 Arv C Simaroubaceae Picrasma crenata 9 Arv SE
Zanthoxylum fagara 6 A SE Siparunaceae Siparuna guianensis 1 A -
Zanthoxylum kleinii 1 A SE Solanaceae Aureliana fasciculata 1 Arb -
  Zanthoxylum petiolare 10 A SE Capsicum sp. 1 - -
Zanthoxylum rhoifolium 135 A SE Cestrum bracteatum 1 Arb SE
Zanthoxylum sp. 1 - - Cestrum intermedium 28 Arv SE
Sabiaceae Meliosma sellowii 144 A C Cestrum sp. 3 - -
Meliosma sp. 3 - - Sessea regnellii 90 Arv SE
Salicaceae Banara parviflora 19 A SE Solanum bullatum 51 Arv SE
Banara tomentosa 1 A SE Solanum caavurana 2 Arv -
Casearia catharinensis 1 A C Solanum gertii 4 Arb -
Casearia decandra 93 A SE Solanum mauritianum 4 Arv SE
Casearia lasiophylla 1 A SE Solanum pabstii 2 Arv P
Casearia obliqua 147 A SE Solanum pseudoquina 101 Arv P
Casearia sylvestris 743 A SE Solanum ramulosum 7 Arb SE
Casearia sp. 16 - - Solanum reitzii 33 A P
Prockia crucis 3 A C Solanum rufescens 6 Arb P
Xylosma pseudosalzmannii 9 A SE Solanum sanctaecatharinae 79 Arv P
Xylosma sp. 1 - - Solanum schwackei 1 Arb C
Salicaceae 4 - - Solanum sp. 28 - -
Sapindaceae Allophylus edulis 195 Arv SE Solanaceae 8 - -
Allophylus guaraniticus 2 Arv C Styracaceae Styrax acuminatus 20 A SE
Allophylus petiolulatus 32 Arv C Styrax glabratus 16 A -
Allophylus sp. 7 - - Styrax leprosus 2 Arv SE
Cupania oblongifolia 33 A C Symplocaceae Symplocos celastrinea 1 Arv P

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Família Espécie N H GE exóticas em clareiras e na borda do fragmento. No entanto, estas espécies normalmente vão sendo
substituídas progressivamente na floresta, com o fechamento do dossel (Laurance & Bierregaard 1997;
Symplocos corymboclados 11 Arv -
Dislich 2002). Salienta-se, porém, que apesar de algumas espécies exóticas terem sido encontradas,
Symplocos estrellensis 5 A - estas não assumiram um caráter invasor no interior dos fragmentos florestais avaliados. Relata-se,
Symplocos glandulosomarginata 38 A SE apenas, o caso da Unidade Amostral 256, no município de Palhoça, com 20% dos indivíduos do gênero
Symplocos nitidiflora 9 A - Pinus spp., em decorrência de um povoamento abandonado há 35 anos.
Symplocos pustulosa 3 A - As famílias com maior riqueza de espécies foram: Myrtaceae (119 espécies), Fabaceae
Symplocos tenuifolia 63 A SE (55), Lauraceae (49), Melastomataceae (33), Asteraceae (20), Rubiaceae (19), Euphorbiaceae (16),
Symplocos tetrandra 8 Arv SE Solanaceae (16), Moraceae (13) e Primulaceae (13). Essas famílias frequentemente detêm o maior
Symplocos trachycarpos 2 A - número de espécies, como verificado nos trabalhos de Silva (1994), Ivanauskas (1997), Negrelle
(2002), Blum (2006), Zacarias (2008) e Colonetti et al. (2009). As quatro primeiras famílias também
Symplocos uniflora 11 Arv SE
são citadas por Oliveira-Filho & Fontes (2000) como as mais importantes da Floresta Ombrófila Densa
Symplocos sp. 4 - - do Sudeste do país.
Theaceae Laplacea fructicosa 153 A P
As sete famílias mais ricas em número de espécies estiveram entre as famílias que detiveram
Thymelaeaceae Daphnopsis fasciculata 14 A C
maior riqueza de gêneros e, também, o maior número de indivíduos, compreendendo 40,6% do total
Daphnopsis pseudosalix 2 Arb SE de árvores medidas. Na Floresta Ombrófila Densa, é comum que poucas famílias detenham o maior
Daphnopsis racemosa 1 Arv SE número de indivíduos, e que esta maior representatividade expresse a dominância destas famílias na
Urticaceae Boehmeria caudata 16 Arv P floresta (Souza et al. 2002). Nota-se que a Cyatheaceae foi representada por poucas espécies, porém foi a
Coussapoa microcarpa 107 A SE segunda família com maior número de indivíduos, sendo este resultado influenciado, em parte, pelo fato
de esta família ocorrer formando densos agrupamentos monodominantes (Connell & Lowman 1989;
Urera baccifera 3 Arb SE
Melo & Salino 2007). Dentre os gêneros, que se destacaram pelo número de espécies, estão: Eugenia
Verbenaceae Aegiphila sp. 1 - - (39 espécies), Myrcia (27), Ocotea (26), Miconia (17), Myrceugenia (15), Myrsine e Solanum com 11
Citharexylum montevidense 1 A - cada, Inga e Symplocos com 10 cada e Calyptranthes (nove) (Tabela 6.3). A grande representatividade
Citharexylum myrianthum 75 A P dos gêneros de Myrtaceae, especialmente Eugenia e Myrcia, Lauraceae com Ocotea, e Fabaceae com
Citharexylum solanaceum 3 Arv SE Inga, foi constatada também por Citadini-Zanette (1995), Negrelle (2006), Paula (2006), Valente
(2007) e Colonetti et al. (2009). Eugenia é um dos principais gêneros em número de espécies arbóreas,
Citharexylum sp. 1 - -
tanto em Floresta Ombrófila Densa quanto em Floresta Estacional (Oliveira-Filho & Fontes 2000;
Verbenoxylum reitzii 34 A P Stehmann et al. 2009). Os gêneros Miconia e Myrsine, encontrados com alta densidade, e Solanum,
Vochysiaceae Callisthene kuhlmannii 1 A - com número de indivíduos reduzido, abrangem espécies tipicamente pioneiras, que caracterizam os
Qualea cryptantha 5 A P estádios sucessionais médios da floresta (Guapyassú 1994; Schorn 2005; Siminski 2009).
Winteraceae Drimys brasiliensis 70 A SE

Klein (1980) apontou 708 espécies na Floresta Ombrófila Densa no Vale do Itajaí, SC, sendo
que, destas, 426 ocorreram exclusivamente nesta região fitoecológica. Em remanescentes florestais
do Rio Grande do Sul, em estádio sucessional médio e avançado, foram observadas 181 espécies na
Floresta Ombrófila Densa, pertencentes a 55 famílias botânicas. No estádio inicial, este número caiu
para 17 espécies pertencentes a sete famílias botânicas (Rio Grande do Sul 2002). No entanto, deve-se
ressaltar que existem diferenças entre as metodologias empregadas em cada estudo.

Foram encontradas seis espécies ameaçadas de extinção, sendo Araucaria angustifolia


(< 0,1 ind.ha-1), Dicksonia sellowiana (3,32), Euterpe edulis (21,53), Ocotea catharinensis (5,86),
O. nectandrifolia (1,67), O. odorifera (4,26) e O. porosa (0,74) (MMA 2008).

Foram registradas 10 espécies exóticas, sendo elas: Citrus reticulata (< 0,1 ind.ha-1), Citrus
x limon (0,1), Eriobotrya japonica (< 0,1), Eucalyptus spp. (0,4), Hovenia dulcis (1,5), Magnolia
champaca (< 0,1), Morus nigra (< 0,1), Persea americana (< 0,1), Pinus spp. (1,0) e Psidium guajava
(< 0,1). Com exceção de P. americana e Pinus sp., todas foram encontradas também na regeneração
natural. As espécies exóticas em geral são heliófitas e são capazes de aumentar sua densidade e área de
distribuição, ocasionando modificações consideráveis nas comunidades que invadem, especialmente em
fragmentos menores e perturbados. Em florestas pouco perturbadas, é comum a colonização de espécies

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Tabela 6.3. Síntese da diversidade de famílias e gêneros do componente arbóreo/arbustivo da Floresta Ombrófila Densa de
Santa Catarina.
Table 6.3. Diversity synthesis of the families and genera sampled in the tree/shrub component at the Dense Ombrophylous
Forest in Santa Catarina.
Família Espécie Gênero Indivíduos Gênero Espécies Indivíduos
Myrtaceae 119 14 3.398 Eugenia 39 566
Fabaceae 55 28 2.350 Myrcia 27 1.595
Lauraceae 49 9 5.629 Ocotea 26 2.847
Melastomataceae 33 5 1.654 Miconia 17 1.295
Asteraceae 20 9 1.397 Myrceugenia 15 146
Rubiaceae 19 14 2.592 Myrsine 11 945
Euphorbiaceae 16 10 2.493 Solanum 11 318
Solanaceae 16 5 450 Inga 10 519
Primulaceae 13 3 964 Symplocos 10 155
Moraceae 13 4 659 Calyptranthes 9 338
- 21 Famílias com quatro a 10 espécies - 27 Gêneros com quatro a nove espécies
- 24 Famílias com duas e três espécies - 47 Gêneros com duas e três espécies
- 28 Famílias com uma espécie - 142 Gêneros com uma espécie

Na Figura 6.1, estão relacionadas as espécies que apresentaram maior abundância, dentre as
Figura 6.1. Espécies com maior densidade (ind.ha-1) no componente arbóreo/arbustivo da Floresta Ombrófila Densa de
quais se destacam: Alchornea triplinervia, Hieronyma alchorneoides, Miconia cinnamomifolia e Caseria Santa Catarina.
sylvestris. Estas espécies, sendo mais abundantes, revelam que a floresta encontra-se alterada e/ou em Figure 6.1. Species with the higher density (ind.ha-1) in the tree/shrub component of Dense Ombrophylous Forest of Santa
processo de regeneração. Nas condições atuais, a estrutura da floresta é composta, predominantemente, Catarina.
por espécies pioneiras e secundárias, características de áreas perturbadas pela exploração seletiva ou Dentre as 577 espécies amostradas no componente arbóreo/arbustivo, para 89 (15,42%) não
resultantes do processo de sucessão secundária, após o corte raso e diferentes usos do solo. Mesmo o foram registrados indivíduos na regeneração natural. Algumas das espécies sem indivíduos regenerantes
grande número de indivíduos de Alsophila setosa e Cyathea phalerata, que são espécies climácicas, não são características de outras regiões fitoecológicas como a Araucaria angustifolia e Campomanesia
expressa necessariamente a existência de uma floresta em bom estado de conservação. Estas espécies xanthocarpa, na Floresta Ombrófila Mista, e Enterolobium contortisiliquum, Erythrina crista-galli e
também podem ser frequentes e abundantes em florestas antropizadas (Catharino et al. 2006), e, por Holocalyx balansae, na Floresta Estacional Decidual (Reitz et al. 1979). Este aspecto explicaria a
não serem importantes economicamente, é provável que fossem mantidas dentro da floresta durante a ausência de algumas espécies na regeneração natural, que poderia estar relacionada, ainda, ao método
exploração madeireira. de amostragem adotado, que pode não ter sido satisfatório para contemplar todas as espécies existentes
Euterpe edulis ocupou a segunda posição quanto à abundância no presente trabalho e é descrita ou, até mesmo, em virtude das peculiaridades ecológicas de cada espécie. Cita-se, ainda, algumas
como uma das espécies mais comuns no estrato arbóreo médio da Floresta Ombrófila Densa, assumindo espécies importantes desta região fitoecológica, que foram levantadas com baixo número de indivíduos
caráter dominante nos estádios mais avançados da floresta (Veloso & Klein 1961; Klein 1980). A regenerantes: Sessea regnellii (1,07 ind.ha-1), Coussapoa microcarpa (0,61), Alchornea glandulosa
espécie sofreu intensa exploração para industrialização do palmito, o que tem levado à diminuição dos (1,52) e Ocotea nectandrifolia (1,98). Espécies pioneiras, como é o caso de Schizolobium parahyba
indivíduos e manutenção de palmeiras mais fracas trazendo à tona a problemática de sua erosão genética (2 indivíduos) e Citharexylum myrianthum (3) também estiveram pouco representadas na regeneração
(Veloso & Klein 1961; Bovi et al. 1991). Clethra scabra, que é encontrada na Floresta Ombrófila natural, o que pode ser um indicativo de que, na floresta em regeneração, estas espécies estão sendo
Densa, bem como na Floresta Estacional Decidual, também é umas das espécies mais marcantes da substituídas por outras com maior exigência de conservação.
Floresta Ombrófila Mista (Ichaso & Guimarães 1975). Syagrus romanzoffiana possui ampla distribuição A partir da segregação em grupos ecológicos, obteve-se maior representatividade das espécies
geográfica, ocorrendo nas três regiões fitoecológicas do Estado. Esta é heliófita e apresenta intensa secundárias que corresponderam a 223 espécies e densidade de 314 ind.ha-1, seguida pelas climácicas,
regeneração em terrenos recentemente abandonados, bem como em solos que apresentam saturação com 122 espécies e 154 ind.ha-1, e pioneiras, com 119 espécies e 160 ind.ha-1. As espécies secundárias
hídrica. Psychotria vellosiana constitui também o subosque dos pinhais e não ocorre com frequência e pioneiras perfizeram 73,7% das espécies e 75,5% da densidade, o que reflete o estado atual da
no interior da floresta. A espécie não foi registrada neste estudo em altitudes inferiores a 30 m, o que floresta, predominantemente em estádios avançado e médio (Capítulo 10), mas ainda com pequenos
corrobora o relato de Delprete et al. (2005), que descreve a ocorrência da Psychotria vellosiana como tamanhos para esta região fitoecológica (Klein 1978;1980). Este cenário é consequência do processo de
sendo ausente ou rara nas planícies aluviais e nas planícies úmidas ou brejosas ao longo do litoral. colonização do território brasileiro que resultou na exploração descontrolada da floresta, por meio da
extração da madeira (desde o corte seletivo até o corte raso), extrativismo de recursos não madeiráveis,
ocupação urbana e agropecuária (Klein 1980).

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Análise fitossociológica do componente arbóreo/arbustivo Grupo I – Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas
Espécie N U AB DA DR FA FR DoA DoR VI DAP H
Fitossociologia do Grupo I – Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas: neste grupo,
Ocotea aciphylla 63 7 3,67 15,5 2,6 63,6 1,4 0,90 4,2 8,2 21,9 12,3
foram incluídas 11 Unidades Amostrais, com uma área amostrada de 40.660 m2, 2.401 indivíduos,
Aniba firmula 70 7 2,19 17,2 2,9 63,6 1,4 0,54 2,5 6,8 18,2 11,4
183 espécies, perfazendo uma densidade absoluta de 590,51 ind.ha-1 e uma área basal de 21,73 m2.ha-1
(Figura 6.2). O diâmetro médio foi de 18,88 cm e o máximo absoluto, de 83,08 cm, pertencente a um Sloanea guianensis* 54 9 2,31 13,3 2,3 81,8 1,8 0,57 2,6 6,7 20,6 11,7
indivíduo de Ficus cestrifolia. A altura média foi de 11,51 m e a máxima absoluta, de 28,0 m, com Pera glabrata 66 11 1,24 16,2 2,8 100,0 2,2 0,31 1,4 6,4 14,6 11,5
Pterocarpus rohrii (Tabela 6.4). Myrcia brasiliensis 61 9 1,70 15,0 2,5 81,8 1,8 0,42 1,9 6,3 17,8 12,3
Demais espécies (173) 1.300 - 39,13 319,7 53,8 3.727,0 82,1 9,63 44,3 180,8 - -
Somatório/ *média 2.401 11 88,34 590,5 100 4.527,3 100 21,73 100 300,0 18,88* 11,51*
Grupo II – Floresta Ombrófila Densa Submontana
Espécie N U AB DA DR FA FR DoA DoR VI DAP H
Hieronyma
alchorneoides 865 74 42,3 22,81 3,4 69,2 1,2 1,11 4,9 9,5 21,6 13,7
Euterpe edulis 1.282 78 15,5 33,80 5,1 72,9 1,3 0,41 1,8 8,1 12,2 10,3
Miconia cinnamomifolia 696 58 28,9 18,35 2,8 54,2 1,0 0,76 3,3 7,0 20,7 13,6
Alchornea triplinervia• 501 77 28,4 13,21 2,0 72,0 1,3 0,75 3,3 6,5 21,7 12,5
Syagrus romanzoffiana* 596 58 23,2 15,71 2,4 54,2 1,0 0,61 2,7 6,0 21,0 9,6
Casearia sylvestris 541 85 12,1 14,26 2,1 79,4 1,4 0,32 1,4 4,9 14,8 9,3
Cecropia glaziovii 414 78 13,9 10,92 1,6 72,9 1,3 0,37 1,6 4,5 19,2 13,8
Figura 6.2. Densidade (ind.ha ) e área basal (m .ha ) para cada um dos três grupos apontados para a Floresta Ombrófila
-1 2 -1
Cabralea canjerana** 342 79 15,3 9,02 1,4 73,8 1,3 0,40 1,8 4,4 18,9 10,3
Densa em Santa Catarina.
Sloanea guianensis* 395 55 16,4 10,41 1,6 51,4 0,9 0,43 1,9 4,3 19,3 12,1
Figure 6.2. Density (ind.ha-1) and basal area (m2.ha-1) for each group of the Dense Ombrophylous Forest.
Tapirira guianensis* 348 34 19,9 9,18 1,4 31,8 0,6 0,53 2,3 4,2 22,8 13,3
As espécies que apresentaram maior valor de importância foram: Tapirira guianensis (9,66), Demais espécies (466) 19.323 - 652,5 509,40 76,2 5.084,2 89,4 17,20 75,0 240,4 - -
Calophyllum brasiliense (6,95), Alchornea triplinervia (5,12), Nectandra oppositifolia (3,51), Syagrus Somatório/ *média 25.303 107 868,25 667,09 100 5.716,8 100 22,89 100 300,0 17,73* 11,17*
romanzoffiana (3,08), Ocotea aciphylla (2,73), Aniba firmula (2,27), Sloanea guianensis (2,22), Pera Grupo III – Floresta Ombrófila Densa Montana
glabrata (2,12) e Myrcia brasiliensis (2,09). Estas espécies acumularam 46,0% e 55,8% do número Espécie N U AB DA DR FA FR DoA DoR VI DAP H
de indivíduos e da área basal total, respectivamente (Tabela 6.4). Muitas destas espécies também se Alsophila setosa 2.124 59 24,34 75,4 10,4 74,7 1,2 0,86 3,4 15,1 11,8 5,0
destacaram no compartimento superior (DAP ≥ 5 cm) de um trecho de Floresta Ombrófila Densa de
Alchornea triplinervia• 805 63 54,07 28,6 4,0 79,8 1,3 1,92 7,6 12,8 23,7 12,6
Planície Quaternária, na Reserva Volta Velha, município de Itapoá – SC (Negrelle 2006). As espécies
Cyathea phalerata 1.150 51 16,23 40,8 5,7 64,6 1,1 0,58 2,3 9,0 13,1 4,8
Pera glabrata e Alchornea triplinervia, juntamente com Myrcia brasiliensis e Euterpe edulis, também
foram as mais importantes em estudo realizado, em Picinguaba – SC, por Lacerda (2001), numa área Psychotria vellosiana 781 71 23,88 27,7 3,8 89,9 1,5 0,85 3,4 8,7 18,2 10,3
situada a dois metros de altitude, englobando 34,55% do valor de importância da floresta. Ocotea catharinensis 304 47 22,61 10,8 1,5 59,5 1,0 0,80 3,2 5,6 25,3 13,2
Cabralea canjerana** 291 64 15,19 10,3 1,4 81,0 1,3 0,54 2,1 4,9 20,2 10,2
Tabela 6.4. Espécies mais importantes em cada grupo conforme análise fitossociológica. AB = área basal (m2); DA =
densidade absoluta (ind.ha-1); DAP = diâmetro a altura do peito médio (cm); DR = densidade relativa (%); DoA = dominância Guatteria australis 374 58 12,47 13,3 1,8 73,4 1,2 0,44 1,8 4,8 17,3 10,0
absoluta (m2.ha-1); DoR = dominância relativa (%); FA = frequência absoluta (%); FR = frequência relativa (%); H = altura Cryptocarya
média (m); N = número de indivíduos; U = número de Unidades Amostrais nas quais a espécie ocorreu; VI = valor de mandioccana 250 41 15,94 8,9 1,2 51,9 0,9 0,57 2,2 4,3 21,9 12,6
importância.
Aspidosperma australe 272 43 10,62 9,7 1,3 54,4 0,9 0,38 1,5 3,7 19,8 12,7
Table 6.4. Main species of each group according to the phytosociological analysis. AB = basal area (m2); DA = absolute
density (ind.ha-1); DAP = diameter at breast height average (cm); DR = relative density (%); DoA = absolute dominance (m2. Vernonanthura discolor 270 38 10,06 9,6 1,3 48,1 0,8 0,36 1,4 3,5 20,2 11,7
ha-1); DoR = relative dominance (%); FA = absolute frequency (%); FR = relative frequency (%); H = height average; N = Demais espécies (441) 13.415 - 497,09 475,9 65,0 5.295,3 87,0 17,64 69,6 222,9 - -
number of individuals; U = Sample Plots that the species occurred; VI = importance value.
Somatório/ *média 20.367 79 713,69 722,6 100 6.062,0 100 25,32 100 300 10,04* 17,98*
Grupo I – Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas
• Espécie comum entre os três grupos. *Espécie comum entre os Grupos I e II. **Espécie comum entre os
Espécie N U AB DA DR FA FR DoA DoR VI DAP H Grupos II e III.
Tapirira guianensis* 249 10 14,67 61,2 10,4 90,9 2,0 3,61 16,6 29,0 23,2 13,3 • Common specie among the three groups. *Common specie between Groups I and II. **Common specie
Calophyllum brasiliense 174 8 10,59 42,8 7,3 72,7 1,6 2,60 12,0 20,8 25,4 14,9 between Groups II and III.
Alchornea triplinervia• 175 10 5,35 43,0 7,3 90,9 2,0 1,32 6,1 15,3 16,9 10,9
Tapirira guianensis e Callophylum brasiliense apresentaram elevada densidade, porém, a
Nectandra oppositifolia 87 10 4,33 21,4 3,6 90,9 2,0 1,07 4,9 10,5 22,2 12,7
dominância relativa foi o parâmetro mais relevante no valor de importância destas espécies. Avaliando
Syagrus romanzoffiana* 102 7 3,17 25,1 4,3 63,6 1,4 0,78 3,6 9,2 19,5 10,0 aspectos fitossociológicos de caxetais do litoral do Paraná, Galvão et al. (2002) perceberam que estas

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espécies marcam o final da etapa sucessional das formações pioneiras e o início da sucessão da Floresta Número Índice
Ombrófila Densa de Terras Baixas. Pera glabrata foi a única espécie que ocorreu em todas as Unidades UA Município QM
Amostrais, o que foi verificado também por Zacarias (2008). Foi também a espécie mais frequente ind. Spp. H’ J
na planície litorânea de Ubatuta – SP (Lacerda 2001). Apesar de ser classificada como uma espécie Grupo II – Floresta Ombrófila Densa Submontana
pioneira heliófila, Pera glabrata é frequentemente encontrada no interior de florestas primárias (Lorenzi
2002). Estas três espécies são apontadas por Klein (1978) como marcantes das planícies quaternárias 15 Jacinto Machado 342 70 3,74 0,88 1:04,9
no Estado. 21 Jacinto Machado 252 69 3,79 0,9 1:03,6

No entanto, espécies que caracterizam a Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas, segundo 23 Turvo 300 40 2 0,54 1:07,5
Klein (1980) e Falkenberg (1999), não tiveram participação tão relevante na estrutura da floresta. Esse 28 Timbé do Sul 280 65 3,74 0,9 1:04,3
foi o caso das espécies Myrsine umbellata e Eugenia umbeliflora, ambas com 1,23 ind.ha-1.
30 Morro Grande 304 56 2,91 0,72 1:05,4
Os índices de diversidade de Shannon e de equabilidade variaram entre 2,01 e 3,98 nats e entre 37 Morro Grande 340 83 3,94 0,89 1:04,1
0,63 e 0,9, respectivamente. A Unidade Amostral 1069, situada no município de Itapoá, registrou o maior
valor para o índice de Shannon, enquanto, por outro lado, a Unidade Amostral 526, em Bombinhas, 39 Nova Veneza 297 62 3,6 0,87 1:04,8
apresentou o menor valor. Para a equabilidade, o maior valor foi o das Unidades Amostrais 1069 e 40 Nova Veneza 191 55 3,61 0,9 1:03,5
1074, em Itapoá, e o menor valor na Unidade Amostral 526. Para o coeficiente de mistura de Jentsch, os
41 Criciúma 289 44 2,99 0,79 1:06,6
valores ficaram entre 3,13, valor encontrado na Unidade Amostral 865, em Mafra, e 11,08 na Unidade
Amostral 526, em São João do Itaperiú (Tabela 6.5). 47 Siderópolis 328 64 3,7 0,89 1:05,1
Tabela 6.5. Unidades Amostrais do componente arbóreo/arbustivo levantadas na Floresta Ombrófila Densa, separadas 49 Siderópolis 161 69 3,95 0,93 1:02,3
por grupos conforme a altitude, com o respectivo município, número de indivíduos (ind.) e espécies (Spp.), índices de
diversidade de Shannon (H’) e de equabilidade (J) e coeficiente de mistura de Jentsch (QM). 50 Cocal do Sul 175 46 3,25 0,85 1:03,8
Table 6.5. Sample Plots of tree/shrub component divided in groups according the height with respective city, number of 51 Morro da Fumaça 229 50 3,3 0,84 1:04,6
individuals (ind.), number of species (Spp.), Shannon diversity index (H’), equitability index (J) and Jentsch Coefficient of
Mixture (QM). 58 Treviso 263 52 3,11 0,79 1:05,1
Número Índice 59 Urussanga 289 57 3,53 0,87 1:05,1
UA Município QM
ind. Spp. H’ J 77 Urussanga 192 35 2,9 0,81 1:05,5
Grupo I – Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas 81 Laguna 353 86 3,8 0,85 1:04,1
27 Araranguá 306 31 2,43 0,71 1:09,9 95 Lauro Müller 207 49 3,53 0,91 1:04,2
526 Bombinhas 266 24 2,01 0,63 1:11,1 97 Orleans 214 56 3,38 0,84 1:03,8
811 Piçarras 182 49 3,48 0,89 1:03,7 98 Orleans 282 76 3,58 0,83 1:03,7
865 São João do Itaperiú 125 40 3,08 0,83 1:03,1 118 Orleans 314 76 3,54 0,82 1:04,1
912 São João do Itaperiú 213 43 3,01 0,8 1:04,9 119 Orleans 398 46 2,91 0,76 1:08,6
913 Balneário Barra do Sul 151 44 3,25 0,86 1:03,4 122 Armazém 296 36 2,8 0,78 1:08,2
959 Balneário Barra do Sul 245 40 3 0,81 1:06,1 123 Armazém 246 57 3,56 0,88 1:04,3
997 Joinville 192 38 2,9 0,8 1:05,1 142 Orleans 167 51 3,32 0,84 1:03,3
1031 São Francisco do Sul 216 42 3,19 0,85 1:05,1 143 Grão Pará 202 60 3,27 0,8 1:03,4
1069 Itapoá 285 85 3,98 0,9 1:03,3 146 Rio Fortuna 201 48 3,28 0,85 1:04,2
1074 Itapoá 220 62 3,72 0,9 1:03,6 147 São Martinho 327 52 3,15 0,8 1:06,3
Grupo II – Floresta Ombrófila Densa Submontana 170 Santa Rosa de Lima 299 60 3,51 0,86 1:05,0
1 Praia Grande 247 39 3,04 0,83 1:06,3 172 São Martinho 208 51 3,29 0,84 1:04,1
4 Praia Grande 346 73 3,62 0,84 1:04,7 174 Paulo Lopes 146 54 3,56 0,89 1:02,7
10 Jacinto Machado 223 43 3,06 0,81 1:05,2 175 Garopaba 209 52 3,32 0,84 1:04,0
197 São Bonifácio 275 69 3,74 0,88 1:04,0

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Número Índice Número Índice


UA Município QM UA Município QM
ind. Spp. H’ J ind. Spp. H’ J
Grupo II – Floresta Ombrófila Densa Submontana Grupo II – Floresta Ombrófila Densa Submontana
199 Paulo Lopes 278 89 4,06 0,9 1:03,1 576 Apiúna 158 54 3,54 0,89 1:02,9
256 Palhoça 296 62 3,07 0,74 1:04,8 579 Guabiruba 264 68 3,65 0,86 1:03,9
284 Águas Mornas 262 60 3,58 0,88 1:04,4 582 Camboriú 190 51 3,24 0,82 1:03,7
285 Águas Mornas 266 47 3,13 0,81 1:05,7 584 Itapema 149 38 3,17 0,87 1:03,9
287 Santo Amaro da Imperatriz 329 59 3,32 0,81 1:05,6 633 Ascurra 303 78 3,9 0,89 1:03,9
316 Águas Mornas 365 62 3,3 0,8 1:05,9 634 Ascurra 288 70 3,55 0,84 1:04,1
317 Santo Amaro da Imperatriz 168 42 3,22 0,86 1:04,0 635 Indaial 258 76 3,84 0,89 1:03,4
318 Palhoça 222 51 3,18 0,81 1:04,3 636 Blumenau 249 60 3,58 0,88 1:04,2
341 Petrolândia 112 43 3,45 0,92 1:02,6 637 Gaspar 313 74 3,61 0,84 1:04,2
350 Antônio Carlos 247 30 2,61 0,77 1:08,2 638 Gaspar 198 48 3,17 0,82 1:04,1
351 São Pedro de Alcantra 197 60 3,5 0,86 1:03,3 639 Brusque 236 45 3,25 0,85 1:05,2
352 São José 177 45 3,25 0,85 1:03,9 640 Itajaí 195 37 2,78 0,77 1:05,3
387 Angelina 225 59 3,44 0,84 1:03,8 641 Camboriú 251 92 4,2 0,93 1:02,7
390 Biguaçu 211 39 2,91 0,8 1:05,4 642 Balneário Camboriú 234 65 3,58 0,86 1:03,6
392 Florianópolis 195 36 2,73 0,76 1:05,4 686 Witmarsum 216 56 3,33 0,83 1:03,9
424 Leoberto Leal 334 54 3,1 0,78 1:06,2 743 José Boiteux 135 42 3,43 0,92 1:03,2
425 Nova Trento 275 71 3,76 0,88 1:03,9 747 Timbó 216 57 3,13 0,77 1:03,8
426 Nova Trento 167 43 3,15 0,84 1:03,9 748 Timbó 118 30 2,83 0,83 1:03,9
427 Major Gercino 185 76 4,05 0,94 1:02,4 750 Blumenau 227 84 4,07 0,92 1:02,7
428 São João Batista 274 70 3,63 0,85 1:03,9 752 Ilhota 234 80 3,91 0,89 1:02,9
429 Biguaçu 283 84 4,03 0,91 1:03,4 753 Navegantes 194 54 3,4 0,85 1:03,6
430 Biguaçu 162 32 2,83 0,82 1:05,1 804 Rio dos Cedros 145 39 3,16 0,86 1:03,7
457 Pouso Redondo 304 49 3,25 0,84 1:06,2 807 Blumenau 194 45 2,84 0,75 1:04,3
460 Agrolândia 256 51 2,99 0,76 1:05,0 860 Rio dos Cedros 133 35 2,94 0,83 1:03,8
465 Presidente Nereu 218 70 3,57 0,84 1:03,1 907 Jaraguá do Sul 203 40 3,08 0,83 1:05,1
470 Camboriú 201 51 3,34 0,85 1:03,9 953 Corupá 258 66 3,68 0,88 1:03,9
519 Botuverá 239 81 4,09 0,93 1:02,9 955 Jaraguá do Sul 172 45 3,38 0,89 1:03,8
520 Botuverá 246 60 3,33 0,81 1:04,1 992 São Bento do Sul 111 31 3,03 0,88 1:03,6
522 Canelinha 133 52 3,47 0,88 1:02,6 993 São Bento do Sul 158 44 3,37 0,89 1:03,6
523 Tijucas 291 85 3,95 0,89 1:03,4 994 Jaraguá do Sul 179 50 3,45 0,88 1:03,6
568 Taió 242 76 3,86 0,89 1:03,2 995 Schroeder 234 55 3,42 0,85 1:04,3
570 Rio do Oeste 249 68 3,71 0,88 1:03,7 1027 Joinville 201 48 3,27 0,84 1:04,2
575 Apiúna 129 40 3,28 0,89 1:03,2 1049 Joinville 220 77 4,02 0,93 1:02,9

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Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina 6 | Fitossociologia do componente arbóreo/arbustivo da Floresta Ombrófila Densa em Santa Catarina

Número Índice Número Índice


UA Município QM UA Município QM
ind. Spp. H’ J ind. Spp. H’ J
Grupo II – Floresta Ombrófila Densa Submontana Grupo III – Floresta Ombrófila Densa Montana
1052 São Francisco do Sul 225 69 3,84 0,91 1:03,3 386 Angelina 297 70 3,55 0,84 1:04,2
1066 Joinville 438 71 3,3 0,77 1:06,2 388 Antônio Carlos 414 72 3,44 0,8 1:05,8
1068 Garuva 214 60 3,63 0,89 1:03,6 421 Ituporanga 278 70 3,27 0,77 1:04,0
1072 Garuva 260 66 3,55 0,85 1:03,9 422 Ituporanga 204 62 3,6 0,87 1:03,3
1073 Garuva 202 69 3,87 0,91 1:02,9 423 Vidal Ramos 285 54 3,14 0,79 1:05,3
Grupo III – Floresta Ombrófila Densa Montana 464 Presidente Nereu 272 73 3,77 0,88 1:03,7
74 Treviso 174 69 3,87 0,91 1:02,5 466 Botuverá 374 93 4,04 0,89 1:04,0
117 Orleans 337 82 3,85 0,87 1:04,1 467 Botuverá 352 71 3,75 0,88 1:05,0
141 Orleans 265 49 3,17 0,81 1:05,4 468 Botuverá 338 88 3,96 0,88 1:03,8
148 Imaruí 340 64 3,43 0,82 1:05,3 507 Mirim Doce 257 52 3,36 0,85 1:04,9
173 São Martinho 318 78 3,92 0,9 1:04,1 508 Mirim Doce 257 54 2,92 0,73 1:04,8
194 Santa Rosa de Lima 293 60 3,37 0,82 1:04,9 513 Rio do Sul 297 56 3,14 0,78 1:05,3
196 São Bonifácio 326 66 3,75 0,89 1:04,9 516 Apiúna 274 50 3,32 0,85 1:05,5
198 São Bonifácio 398 70 3,42 0,8 1:05,7 517 Apiúna 237 67 3,58 0,85 1:03,5
221 Anitápolis 230 72 3,81 0,89 1:03,2 518 Presidente Nereu 256 60 3,4 0,83 1:04,3
251 Anitápolis 266 39 2,89 0,79 1:06,8 571 Presidente Getúlio 208 62 3,56 0,86 1:03,3
253 Águas Mornas 224 53 3,53 0,89 1:04,2 573 Rio do Sul