Você está na página 1de 32

RELATÓRIO DA QUALIDADE DE ÁGUA DO RIO M’BOICY

Outubro, 2017
Coordenador:
Professor Mestre Rafael Niklevicz

Voluntário:
Engenheiro Ambiental Eduardo Vargas

Alunos:
Alexandro Aparecido de Lima Vieira
Gabriela Cassol
Luana Cecato Pires
Thiago Franco Ribeiro
Nikolas Gabriel de Oliveira
Ricardson Gean Silva Rodrigues
Maria Paula Brugnera
Crisane Pietrobon
William de Oliveira Carvalho
Robson de Oliveira Santa Cruz

Eng. Ambiental – 6º Período


Eng. Ambiental – 8° Período

Apoio:
Itaipu Binacional

1
1. INTRODUÇÃO

Neste relatório são apresentadas informações sobre os pontos de coletas e


amostragem de água no Rio Boicy, e da análise destas, para aferição de sua
qualidade. Estas atividades integram a Expedição Técnica no Rio Boicy, promovida
pela Faculdade Uniamérica, e só puderam ser realizadas com apoio e cooperação
da ITAIPU Binacional, que foi responsável pelas atividades de amostragem em
campo, coletas e análises laboratoriais, realizadas por Itaipu e Instituições Parceiras
de referencia, como o Instituto Ambiental do Paraná.
Para o Rio Boicy não encontram-se disponíveis Portarias com a definição da
Classe de Enquadramento do corpo hídrico, portadoras dos valores de referencia
que deverão ser confrontadas com os resultados das análises, para conformidade
com a legislação ambiental. Conforme Resolução CONAMA 357 de 2005, quando
não possuem classificação, os corpos hídricos devem ser enquadrados como
Classe 2. Esta classe de enquadramento foi utilizada para verificação das amostras
frente a legislação ambiental.
As amostras e coletas foram realizadas durante os dias: 07/09/2017,
14/09/2017, 28/09/2017 e 06/10/2017. Foram buscados os parâmetros: Oxigênio
Dissolvido, Nitrogênio Amoniacal, Sólidos Suspensos, Potencial Hidrogeniônico
(pH), Turbidez, Sólidos Sedimentáveis Orgânicos, Sólidos Sedimentáveis
Inorgânicos, Condutividade Elétrica (CE), Temperatura, Nitrato, Fósforo Total e
Demanda Biológica de Oxigênio.
Os resultados observados mostram que os parâmetros relacionados a carga
orgânica: Oxigênio Dissolvido e Demanda Bioquímica de Oxigênio, Nutrientes:
Nitrogênio Amoniacal e Nitrato, e pH, Turbidez, encontram-se conformes à
legislação ambiental, enquanto os parâmetros relacionados a Nutrientes: Fósforo
Total, e a Sólidos Dissolvidos Totais, estão em desconformidade.
O fósforo aparece em águas naturais devido principalmente às descargas de
esgotos sanitários e a ocorrência de altos valores de Sólidos Dissolvidos Totais,
para o Rio Boicy, deve-se a ausência ou degradação da sua área de Preservação
Permanente – APP e o grau de urbanização da Bacia Hidrográfica.

2
2. LOCALIZAÇÃO DOS PONTOS DE AMOSTRAGEM

Ponto 1

Localização geográfica: Latitude 25º30’25.23”S e Longitude 54º32’5.13”O.

Figura 1: Localização Ponto 1.

O Ponto 1 localiza-se a aproximadamente 200 metros da nascente do Rio


M’Boicy, dentro de uma Área de Preservação Permanente (APP) no Bairro Portal da
Foz. A paisagem é antropizada, com ocupação urbana nas margens e modificação
no terreno onde encontra-se a nascentes. A Figura 2 mostra o aspecto geral do
ponto, destacando a ausência da APP.

Figura 2: Características do local do ponto de amostragem 1.

3
Ponto 2

Localização geográfica: 25º30’48.35” S e 54º32’43.53” O.

Figura 3: Localização Ponto 3.

O Ponto 2 localiza-se na Rua Paris, aproximadamente a 100 metros da


Avenida Mario Filho. A APP é degradada e a região possui residências que utilizam
o rio para descarte de esgoto doméstico. A Figura 4 mostra as proximidades do
ponto de coleta.

Figura 4: Características do local do ponto de amostragem 2.

4
Ponto 3

Localização geográfica: 25º31’32.48” S e 54º33’15.75” O.

Figura 5: Localização Ponto 3.

O Ponto 3 localiza-se na Avenida Tibagi, entre as ruas Xingu e Capibaribe,


no local encontra-se um pontilhão, APP degradada em ambas as margens, com
algumas moradias irregulares. A Figura 6 mostra as proximidades do ponto de
coleta.

Figura 6: Características do local do ponto de amostragem 3.

Ponto 4

Localização geográfica: 25º32’23.44” S e 54º35’25.23” O.

5
Figura 7: Localização Ponto 4.

O Ponto 4 está localizado na rua Rui Barbosa com a Rua Bahia no bairro
Jardim Esmeralda. Nele encontra-se em um pontilhão onde a APP é esparsa e com
pouca vegetação nativa. A Figura 8 mostra as proximidades do ponto de coleta.

Figura 8: Características do local do ponto de amostragem 4.

Ponto 5

Localização geográfica: 25º32’59.58” S e 54º34’53.17” O.

6
Figura 9: Localização Ponto 5.

O Ponto 5 localiza-se na Esquina da Rua Antônio Raposo com a Rua Santos


Dumont. Neste ponto o rio é canalizado e existem residências nas suas
proximidades. A Figura 10 mostra as proximidades do ponto de coleta.

Figura 10: Características do local do ponto de amostragem 5.

A localização de todos os pontos de amostragem na Bacia Hidrográfica do


Rio Boicy, utilizados para amostragem e obtenção de parâmetros de qualidade de
água, pode ser visualizada na Figura 11 a seguir.

7
Figura 11: Localização dos Pontos de Coleta na Bacia do Rio Boicy.

3. VARIÁVEIS FISICO-QUÍMICO E BIOLÓGICAS

3.1 Oxigênio Dissolvido

O Oxigênio Dissolvido (OD) é a concentração de Oxigênio (O2) contido na


água, sendo essencial para todas as formas de vida aquática.
De acordo com o Livro “Meio Ambiente e Sustentabilidade” publicado em
2012: O Oxigênio presente no ar em contato com a agua se dissolve e
posteriormente é usado pelos peixes e outros organismos na respiração. A
utilização de equipamento para bombear e borbulhar ar dentro de um aquário – por
exemplo - é uma forma de simular o que ocorre no ambiente naturalmente e garantir
que não vai faltar Oxigênio dissolvido na água.
E o projeto ECOÁGUA, liderado pela EMBRAPA define que: Exposições
prolongadas a concentrações abaixo de 5mg/L podem não matar alguns organismos
presentes, mas aumenta a susceptibilidade ao estresse. Exposição abaixo de 2
mg/L podem levar à morte a maioria dos organismos.

8
“A concentração de Oxigênio Dissolvido é também o parâmetro fundamental
nos modelos de autodepuração natural das águas. ” Afirma Roque Passos Piveli em
um de seus materiais didáticos.
Os limites de referencia na legislação ambiental, conforme Resolução
CONAMA 357/05, para Rios Classe 2, deste parâmetro, deve ser não inferior a 5
mg/L de O2.

3.2 Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO)

A Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) de uma água é a quantidade de


oxigênio necessária para oxidar a matéria orgânica por decomposição microbiana
aeróbia para uma forma inorgânica estável.
Os maiores aumentos em termos de DBO, num corpo d’água, são
provocados por despejos de origem predominantemente orgânica. A presença de
um alto teor de matéria orgânica pode induzir ao completo esgotamento do oxigênio
na água, provocando o desaparecimento de peixes e outras formas de vida
aquática. (VON SPERLING, 2007)
A DBO quando esta elevada ela diminui o oxigênio dissolvido do corpo
hídrico.
Os limites de referencia na legislação ambiental, conforme Resolução
CONAMA 357/05, para Rios Classe 2, deste parâmetro, deve ser não inferior a 5
mg/L de O2.

3.3 Nitrogênio Amoniacal

O Nitrogênio é um macro elemento vital para a vida, pois é um dos principais


constituintes dos aminoácidos, formadores das proteínas. No meio aquático, o
Nitrogênio pode ser encontrado na forma de Nitrogênio molecular (N2), Nitrogênio
Orgânico (dissolvido e em suspensão), Amônia (NH3), Nitrito (NO2) e Nitrato (NO3).
Além do consumo de Oxigênio Dissolvido nos processos bioquímicos de conversão
da Amônia a Nitrito e deste de Nitrato, o Nitrogênio tem papel fundamental no
crescimento de algas e, quando em elevadas concentrações em lagos e represas,
por exemplo, pode conduzir a um crescimento exagerado destes organismos,
resultando em processo de eutrofização. Todas as formas de Nitrogênio nos

9
sistemas aquáticos representam uma etapa do seu ciclo, podendo estas ser de
origem natural, como as proteínas e clorofila, ou antropogênica, como despejos
domésticos e industriais, excrementos de animais e fertilizantes.
Os limites de referencia na legislação ambiental, conforme Resolução
CONAMA 357/05, para Rios Classe 2, deste parâmetro, deve ser não superior a 3,7
mg/L.

3.4 Nitrato

Nitrato é a forma mais oxidada e estável de nitrogênio encontrada em um


corpo d’água, sendo o resultado da oxidação completa desse composto por
bactérias que utilizam o oxigênio dissolvido para oxidar amônia. Enquanto a amônia
raramente se movimenta nas águas subterrâneas, o nitrato, por sua vez, é bastante
móvel e pode alcançar os córregos e rios provenientes de águas do subsolo
enriquecidas por despejos sanitários, rejeitos animais e de fertilizantes
(NATURATINS, 2005).
Segundo Naturatins apud Maier (1978), sob condições normais, a quantidade
de nitrato em solução, num dado instante, é determinada por processos metabólicos
que ocorrem no corpo d’água (produção e decomposição de matéria orgânica). Sob
influência de fatores edáficos, particularmente durante o período de chuvas e em
caso de poluição orgânica, o teor de nitrato pode aumentar significativamente. Os
nitratos provenientes do solo chegam mais rapidamente aos corpos de água do que
o fósforo ou outros nutrientes.
Os limites de referencia na legislação ambiental, conforme Resolução
CONAMA 357/05, para Rios Classe 2, deste parâmetro, deve ser não superior a 10
mg/L.

3.5 Fósforo Total (P)

O Fósforo (P) é um elemento essencial à vida e tem uma distribuição muito


irregular na natureza. Em muitas regiões o P é limitante a produção agrícola e
adições periódicas de P se fazem necessárias para produção alimentos ou fibras. O

10
P inorgânico que é adicionado ao solo como fertilizante tem baixa solubilidade em
água e grande interação com partículas do solo. Sendo assim, a recomendação de
adubação fosfatada é maior que a necessidade da cultura.
O P também é considerado um grande poluente de cursos de água,
especialmente as águas superficiais, já que pouco ocorre percolação deste
elemento. O excesso de P causa a eutrofização que é o enriquecimento excessivo
da água, sendo assim os nutrientes estimulam o crescimento de algas e plantas,
que prejudicam a utilização da água, o crescimento excessivo de algas pode
consumir o oxigênio e causar mortandade de peixes.
A legislação brasileira não considera o P como um poluente, porém diversos
estudos demonstram este potencial.
Os limites de referencia na legislação ambiental, conforme Resolução
CONAMA 357/05, para Rios Classe 2, deste parâmetro, deve ser não superior a 0,1
mg/L.

3.6 Potencial Hidrogeniônico (pH)

O pH é um parâmetro adimensional e tem o valor calculado pelo negativo do


logaritmo decimal da atividade ou concentração dos íons Hidrogênio (H+).
O pH influencia na solubilidade das substâncias (sais metálicos), na
predominância de determinadas espécies mais ou menos tóxicas e nos processos
de adsorção/sedimentação dos metais e outras substâncias na água.
Os limites de referencia na legislação ambiental, conforme Resolução
CONAMA 357/05, para Rios Classe 2, deste parâmetro, estão entre 6 e 9.

3.7 Sólidos Suspensos Totais

Como um dos principais indicadores de água, os Sólidos Suspensos são


pequenas partículas encontradas no rio. A qualidade depende do teor de densidade
e a sua concentração. O parâmetro é classificado de acordo com o tamanho e
características químicas das partículas, que podem estar dissolvidas, flutuar na
água ou também manter-se estacionado no fundo do rio.

11
Os Sólidos Suspensos possuem características de origem orgânica ou
inorgânica. As partículas orgânicas vêm de fontes animais ou vegetais e contém
sempre Carbono, Oxigênio e Hidrogênio. Enquanto que as partículas inorgânicas
são de origem mineral, e, normalmente, não contêm Carbono.
Os limites de referencia na legislação ambiental, conforme Resolução
CONAMA 357/05, para Rios Classe 2, deste parâmetro, deve ser não superior a 500
mg/L.

3.8 Sólidos Suspensos Orgânicos

Também conhecido como Sólidos Suspensos Voláteis (SSV) ou Resíduos


Voláteis, são os termos normalmente utilizados para quantificar a parcela de sólidos
orgânicos presente no esgoto, e a população microbiana presente nos reatores
biológicos.
Embora a concentração de Sólidos Voláteis seja associada à presença de
compostos orgânicos na água, não propicia qualquer informação sobre a natureza
específica das diferentes moléculas orgânicas eventualmente presentes que,
inclusive, iniciam o processo de volatilização em temperaturas diferentes, sendo a
faixa compreendida entre 550-600°C uma faixa de referência. Alguns compostos
orgânicos volatilizam-se a partir de 250°C, enquanto que outros exigem, por
exemplo, temperaturas superiores a 1000°C.
As concentrações de SSV nos lodos dos reatores têm sido utilizadas para se
estimar a concentração de microrganismos decompositores da matéria orgânica,
isto porque as células vivas são, em última análise, compostos orgânicos e estão
presentes formando flocos em grandes quantidades relativamente à matéria
orgânica “morta” nos tanques de tratamento biológico de esgotos. Embora não
representem exatamente a fração ativa da biomassa presente, os Sólidos Voláteis
têm sido utilizados de forma a atender as necessidades práticas do controle de
rotina.
De acordo com o CONAMA 357/05 o lodo de esgoto ou produto derivado
será considerado estável se a relação entre sólidos voláteis e sólidos totais for
inferior a 0,70.
Não existem limites de referencia na legislação ambiental para este
parâmetro.

12
3.9 Sólidos Suspensos Inorgânicos (Sólidos Fixos)

Sólido é o estado da matéria caracterizado pela rigidez, por uma forma


própria e pela existência de um equilíbrio com o líquido proveniente da sua fusão.
Por esta definição genérica podemos definir mais especificamente que toda
substância que permaneça com as características acima, nas águas naturais e
residuárias mesmo após várias operações como secagem e calcinação podem ser
denominadas sólidos. Os Sólidos Fixos são todas as substâncias que permaneçam
na cápsula após calcinação em forno-mufla na determinação dos sólidos totais.
Para a qualidade da água de abastecimento, altos teores de sais minerais,
particularmente sulfato e cloreto, estão associados à tendência de corrosão em
sistemas de distribuição, além de conferir sabor às águas.
Não existem limites de referencia na legislação ambiental para este
parâmetro.

3.10 Turbidez

A Turbidez indica o grau de atenuação que um feixe de luz sofre ao


atravessar a água. Esta atenuação ocorre pela absorção e espalhamento da luz
causada pelos sólidos em suspensão (silte, areia, argila, algas, detritos, etc.).
A principal fonte de Turbidez é a erosão dos solos, quando na época das
chuvas as águas pluviais trazem uma quantidade significativa de material sólido
para os corpos d’água.
Atividades de mineração, assim como o lançamento de esgotos e de
efluentes industriais, também são fontes importantes que causam uma elevação da
Turbidez das águas.
O aumento da Turbidez faz com que uma quantidade maior de produtos
químicos (ex: coagulantes) sejam utilizados nas estações de tratamento de águas,
aumentando os custos de tratamento. Além disso, a alta Turbidez também afeta a
preservação dos organismos aquáticos, o uso industrial e as atividades de
recreação.
Os limites de referencia na legislação ambiental, conforme Resolução
CONAMA 357/05, para Rios Classe 2, deste parâmetro, deve ser não superior a 100
UNT.

13
3.11 Condutividade Elétrica (CE)

A Condutividade Elétrica (CE) da água representa a facilidade ou dificuldade


de passagem da eletricidade na água. Os compostos orgânicos e inorgânicos
contribuem ou interferem na condutividade, de acordo com sua concentração na
amostra.
A CE em uma água é representada em sua maioria por sólidos dissolvidos
em água, dos quais se destacam dois tipos: compostos iônicos e compostos
catiônicos. Os compostos iônicos (cargas negativas, que possuem elétrons livres na
camada de valência) são sólidos que se dissolvem em água e caracterizados como
sendo Cloretos, Sulfatos, Nitratos e Fosfatos. Os compostos catiônicos (cargas
positivas, que perderam elétrons na camada de valência) também interferem na CE
da água e possuem cátions de Sódio, Magnésio, Cálcio, Ferro, Alumínio e Amônio.
Seus valores representam a carga mineral presente na água, a geologia local
ou regional. Assim, em formações predominantemente de granito, ou arenitos, a
condutividade elétrica é extremamente baixa. Esse tipo de formação geológica não
possui sais em sua formação. De forma totalmente contrária, solos de elevada
concentração de argilas, os valores de condutividade são bastante altos.
Não existem limites de referencia na legislação ambiental para este
parâmetro.

3.12 Temperatura da Água

O aquecimento das águas dos rios pode ter origem em processos naturais,
como os geotérmicos, variações sazonais da temperatura ambiente e da insolação,
e da redução de vazão. Também advém de processos antrópicos diretos, como a
descarga de efluentes com temperatura diferente do corpo receptor, pelo calor
liberado na oxidação de carga poluente lançada; ou indiretamente, pelo
represamento das águas e desmatamentos na área de drenagem. Portanto, a
temperatura é um dos fatores físicos mais expressivos a ser determinado (Ramalho
1977).

14
4. RESULTADOS

4.1 Oxigênio Dissolvido (OD)

Conforme descrito pela EMBRAPA anteriormente, exposições prolongadas a


concentrações abaixo de 5mg/L podem prejudicar o ecossistema, e ainda,
concentrações próximas ou abaixo de 2mg/L podem possivelmente matar algumas
espécies de peixes e organismos.
A tabela abaixo resume os dados coletados e obtidos nos 4 dias de análise e
em todos os 5 pontos de coleta.

Tabela 1: Resultados OD.

Pode-se notar através do gráfico abaixo que o Ponto 1, na distância


geográfica igual a 0,0m – referente a nascente – encontra-se na média 6,615mg/L
de OD, sendo esse ponto relativamente favorável para vida. E os seguintes pontos
Ponto 2, a distância de 1312,0m, e o Ponto 3, a distância de 3182,0m, indicam um
crescimento de valores de OD, sendo eles, respectivamente, 6,74mg/L e 8,14mg/L,
ainda mais propício para o desenvolvimento do ecossistema específico daquele
corpo hídrico. Pode-se notar que ao longo do Rio, suas corredeiras, conseguem
reestabelecer e melhorar os valores de Oxigênio Dissolvido presentes na água.

15
O Ponto 4, a distância de 5500m, decresceu cerca de 28% os valores obtidos
no ponto anterior, mesmo assim estando acima de 5mg/L. Neste ponto teve-se o
menor valor analisado.
O Ponto 5, localizado a 7992,0 metros de distância da nascente, demonstra
um crescimento de Oxigênio Dissolvido presente no trecho em questão, o que indica
que neste trecho decaem as entradas de matéria orgânica consumidora de OD e o
Rio possui alto poder de depuração. Os resultados para o parâmetro podem ser
verificados no gráfico abaixo.

Figura 12: Gráfico resultados OD.

Todos resultados para o parâmetro tiveram valores entre 6,0mg/L a 8,0mg/L


– estando em conformidade com a legislação ambiental.

RECOMENDAÇÕES

Para o parâmetro, o Ponto 4, deve ser usado como ponto de referência para
uma pesquisa de campo, a fim de se obter um motivo para esse decréscimo
acentuado de OD. Pode estar ocorrendo contaminação por matéria orgânica
montante a este ponto.

16
4.2 Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO)

De acordo com a resolução do CONAMA 357/2005 a DBO para rios de água


doce de classe II estabelece o valor máximo de 5 mg/L. Nos pontos 1, 2 e 3A os
valores aparecem 0 mg/L. Nos pontos 3 e 4 os valores mínimos mostraram 0 mg/L
pelo motivo da sensibilidade da sonda.

Demanda Bioquímica de Oxigênio


14,0
12,0
10,0
8,0
mg /L

6,0
4,0
2,0
0,0
P1 P2 P3 P3 A P4 P5
Pontos de Análise

minima maximo media CONAMA 357/05

Figura 13: Gráfico resultados DBO.

4.3 Nitrogênio Amoniacal

A Tabela 02 apresenta dos valores de nitrogênio amoniacal obtidos a partir


das amostras coletadas.

PONTOS DATA PARÂMETRO VALORES VALORE DE REFERÊNCIA


OBTIDOS PARA PH < 8
P1 07/09/2017 Nitrogênio 0,5 mg/l
Kjedahl
P2 07/09/2017 Nitrogênio 1,1 mg/l
Kjedahl VALORE DE REFERÊNCIA
P3 07/09/2017 Nitrogênio 0,93 mg/l PARA PH < 8
Kjedahl RESOLUÇÃO CONAMA
P4 07/09/2017 Nitrogênio 0,89 mg/l 357/2005
Kjedahl
P5 07/09/2017 Nitrogênio 1,7 mg/l
Kjedahl
Tabela 02: Resultados Nitrogênio Amoniacal.

17
A partir destes resultados pode-se verificar que os valores obtidos em
análises estão abaixo dos valores previsto para a classificação do rio (Classe 2). No
gráfico abaixo, o valor máximo para o parâmetro no corpo hídrico é representado,
3,7 mg/L N, para pH ≤ 7,5, e os resultados obtidos são expressos para cada ponto
de coleta.

Nitrogênio Amoniacal
4,0
3,5
3,0
2,5
mg L -1

2,0
1,5
1,0
0,5
0,0
0,0 1.312,0 3.182,0 5.500,0 7.992,0
Distância geográfica (metros)

VALORES DA AMOSTRA REF. LEGISLAÇÃO

Figura 14: Gráfico resultados Nitrogênio Amoniacal.

Conclui-se que no parâmetro Nitrogênio Amoniacal, em todos os pontos


supracitados, estão de acordo com a legislação ambiental vigente.

RECOMENDAÇÕES

Segundo o laudo de avaliação, não há recomendações para o parâmetro,


pois ele encontra-se em conformidade com os valores de referência estabelecidos
na legislação ambiental.

4.4 Nitrato

A Tabela 03 apresenta dos valores de Nitrato obtidos a partir das amostras


coletadas.

18
Ponto de Data de Valor de
Hora Parâmetro Valor
Coleta Coleta Referência
P1 07/09/2017 11:00 1,8 mg/l
P2 07/09/2017 09:35 1,3 mg/l
P3 07/09/2017 08:15 Nitrato 2,1 mg/l 10,0 mg/L N
P4 07/09/2017 10:05 3,9 mg/l
P5 07/09/2017 - 3,6 mg/l
Tabela 03 Resultados Nitrato.

A partir destes resultados pode-se verificar que os valores obtidos em


análises estão abaixo dos valores previsto para a classificação do rio. No gráfico
abaixo, o valor máximo para o parâmetro no corpo hídrico é representado, 10 mg/L
N, e os resultados obtidos são expressos para cada ponto de coleta.

Nitrato
10,0

8,0

6,0
mg L -1

4,0

2,0

0,0
0,0 1.312,0 3.182,0 5.500,0 7.992,0
Distância geográfica (metros)

minima maximo media

Figura 15: Gráfico resultados Nitrato.

Conclui-se que, para o parâmetro Nitrato, em todos os pontos supracitados,


estão de acordo com a legislação ambiental vigente.

RECOMENDAÇÕES

Segundo o laudo de avaliação, não há recomendações para o parâmetro


avaliado, pois ele encontra-se em conformidade com os valores de referência
estabelecidos na legislação ambiental.

19
4.5 Fosforo Total

A Tabela 04 apresenta dos valores de Fósforo Total obtidos a partir das


amostras coletadas.

Ponto
Data de Valor de
de Hora Parâmetro Valor
Coleta Referência
Coleta
P1 07/09/2017 11:00 0,0092 mg/l

P2 07/09/2017 09:35 0,14 mg/l

Fósforo 0,14 mg/l


P3 07/09/2017 08:15 0,1 mg/L P
Total
P4 07/09/2017 10:05 0,13 mg/l

0,24 mg/l
P5 07/09/2017 -
Tabela 04: Resultados Fosforo Total.

A partir destes resultados pode-se verificar que os valores obtidos em


análises estão acima dos padrões previsto para a classificação do rio, exceto para o
Ponto de Coleta 1. No gráfico abaixo, o valor máximo para o parâmetro no corpo
hídrico é representado, 0,1 mg/L P, e os resultados obtidos são expressos para
cada ponto de coleta.

Fósforo Total
0,5

0,4

0,3
mg L -1

0,24
0,2
0,14 0,14 0,13
0,1

0,0 0,0092
0,0 1.312,0 3.182,0 5.500,0 7.992,0
Distância geográfica (metros)

media

Figura 16: Gráfico resultados Fósforo Total.

20
Conclui-se que, para o parâmetro Fosforo Total, exceto no Ponto de Coleta 1,
todos os outros Pontos de Coleta, estão em desacordo com a legislação ambiental
vigente.

RECOMENDAÇÕES

Elaborar e realizar um programa de análises do Fosforo em todo Rio Boicy


para confirmar os resultados deste relatório e observar as origens do problema, e
com esta observação, atacar as causas e minimizar as quantidades do nutriente
hoje existente no Rio.

4.6 Potencial Hidrogeniônico (pH)

A Tabela 05 apresenta dos valores de pH obtidos a partir das amostras


coletadas.

Pontos Mínimo Máximo Média


P1 5,61 6,91 6,19
P2 6,33 7,36 6,86
P3 6,7 7,23 6,9
P3A 7,1
P4 6,72 7,25 6,95
P5 6,82 7,52 7,17
Tabela 05: Resultados pH.

A partir destes resultados pode-se verificar que os valores obtidos em


análises estão no intervalo do padrão previsto para a classificação do rio. No gráfico
abaixo, os valores mínimos e máximo para o parâmetro no corpo hídrico é
representado, de 6 a 9, e os resultados obtidos são expressos para cada ponto de
coleta.

21
Potencial Hidrogeniônico
9,0

8,0

7,0

6,0

5,0
0,0 1.312,0 3.182,0 5.500,0 7.992,0
Distância geográfica (metros)

minima maximo media

Figura 17: Gráfico resultados pH.

Conclui-se que, para o parâmetro pH, em todos os pontos supracitados,


estão de acordo com a legislação ambiental vigente.

RECOMENDAÇÕES

Segundo o laudo de avaliação, não há recomendações para o parâmetro


avaliado, pois ele encontra-se em conformidade com os valores de referência
estabelecidos na legislação ambiental.

4.7 Sólidos Suspensos

A Tabela 06 apresenta dos valores de Sólidos Suspensos obtidos a partir das


amostras coletadas.

22
Pontos DG Total Sigla
P1 0 163 mg/L
P2 1312 779,2 mg/L
P3 3182 525,6 mg/L
P4 5500 688,2 mg/L
P5 7992 630 mg/L
Tabela 06: Resultados Sólidos Suspensos.

A partir destes resultados pode-se verificar que os valores obtidos em


análises, exceto para o Ponto de Coleta 1, estão acima do padrão previsto para a
classificação do rio. No gráfico abaixo, o valor máximo para o parâmetro no corpo
hídrico é representado, de 500 mg/L, e os resultados obtidos são expressos para
cada ponto de coleta.

Solidos Suspensos
900,0
800,0
700,0
600,0
mg L -1

500,0
400,0
300,0
200,0
100,0
0,0
0,0 1.312,0 3.182,0 5.500,0 7.992,0
Distância geográfica (metros)

Figura 18: Gráfico resultados Sólidos em Suspensão.

Conclui-se que, para o parâmetro Sólidos Suspensos, exceto no Ponto de


Coleta 1, todos os outros Pontos de Coleta, estão em desacordo com a legislação
ambiental vigente.

RECOMENDAÇÕES

Elaborar e realizar um programa de análises do Sólidos em todo Rio Boicy


para confirmar os resultados deste relatório e observar as origens do problema, e

23
com esta observação, atacar as causas e minimizar as quantidades hoje existente
no Rio.
A provável condição para alcance deste resultado seja a Área de
Preservação Permanente degradada que ocorre em todo o rio, com vegetação
invasora e pouca cobertura de copa, bem como a vazão de água, maior devido
urbanização e impermeabilização nos pontos onde os sólidos encontram-se em
grande quantidade, que promovem maior velocidade no canal de drenagem e
escavação das encostas do Rio.

4.8 Sólidos Suspensos Orgânicos

A Tabela 07 apresenta dos valores de Sólidos Suspensos Orgânicos obtidos


a partir das amostras coletadas.

Pontos de Coleta Valores

P1 2,2 mg/L

P2 1,6 mg/L

P3 1,8 mg/L

P4 2,6 mg/L

P5 2 mg/L

Tabela 07: Resultados Sólidos Suspensos Orgânicos.

No gráfico abaixo são apresentados os resultados para os pontos de coleta


no Rio.

24
Sólidos Suspensos Voláteis
3,0
2,5
2,0
mg L -1
1,5
1,0
0,5
0,0
1,0 2,0 3,0 4,0 5,0
Distância geográfica (metros)

Valores Legislação

Figura 19: Gráfico resultados Sólidos em Suspensão Orgânicos.

Os Sólidos em Suspensão Orgânicos não são parâmetro estabelecido nos


padrões de qualidade de água para rios de classe 2. São importante parâmetro para
obter informações da presença de sedimentos capazes de se volatizar ou serem
consumidos. Por este motivo, para este relatório, este parâmetro é meramente
informativo.

4.9 Sólidos Suspensos Inorgânicos

A Tabela 08 apresenta dos valores de Sólidos Suspensos Orgânicos obtidos


a partir das amostras coletadas.

Pontos de Coleta Valores


P1 6
P2 1,8
P3 0,8
P4 0,6
Tabela 08: Resultados Sólidos Suspensos Inorgânicos.

Os valores de Sólidos Suspensos Fixos não são mencionados na legislação


de referencia para comparação dos resultados obtidos com os padrões legais
estabelecidos. No gráfico abaixo são apresentados os resultados para os pontos de
coleta no Rio.

25
Figura 20: Gráfico resultados Sólidos em Suspensão Inorgânicos.

Os Sólidos em Suspensão Inorgânicos não são parâmetro estabelecido nos


padrões de qualidade de água para rios de classe 2. São importante parâmetro para
obter informações da presença de sedimentos. Por este motivo, para este relatório,
este parâmetro é meramente informativo.

4.10 Turbidez

A Tabela 09 apresenta dos valores de Turbidez obtidos a partir das amostras


coletadas.

Ponto de Data de Valor de


Hora Parâmetro Valor
Coleta Coleta Referência
P1 07/09/2017 10:05 24,9 UNT
P2 07/09/2017 09:45 8,1 UNT
P3 07/09/2017 10:20 Turbidez 3,9 UNT até 100 UNT
P4 07/09/2017 15:32 28,7 UNT
P5 07/09/2017 - -
Tabela 09: Resultados Turbidez.

A partir destes resultados pode-se verificar que os valores obtidos em


análises, estão abaixo do padrão previsto para a classificação do rio. No gráfico

26
abaixo, o valor máximo para o parâmetro no corpo hídrico é representado, de 100
NTU, e os resultados obtidos são expressos para cada ponto de coleta.

Turbidez
35,0
30,0
25,0
20,0
UNT

15,0
10,0
5,0
0,0
1,0 2,0 3,0 4,0 5,0
Pontos de Coleta

maximo media

Figura 21: Gráfico resultados Turbidez.

Conclui-se que, para o parâmetro Turbidez, em todos os pontos supracitados,


estão de acordo com a legislação ambiental vigente.

RECOMENDAÇÕES

Segundo o laudo de avaliação, não há recomendações para o parâmetro


avaliado, pois ele encontra-se em conformidade com os valores de referência
estabelecidos na legislação ambiental.

4.11 Condutividade Elétrica (CE)

A Tabela 10 apresenta dos valores de CE obtidos a partir das amostras


coletadas.

Ponto de Data da Hora Parâmetro Valor


coleta coleta (mS/cm)
P1 07/09/2017 11:00 Condutividade 0,051

27
P2 07/09/2017 09:35 Condutividade 0,341
P3 07/09/2017 08:15 Condutividade 0,19
P4 07/09/2017 10:05 Condutividade 0,173
P5 07/09/2017 Condutividade 0,173
Tabela 10: Resultados CE.

Os valores obtidos para o parâmetro podem ser observados no gráfico


abaixo.

Figura 22: Gráfico resultados CE.

A CE não é um parâmetro estabelecido nos padrões de qualidade de água


para rios de classe 2. Ela é um importante parâmetro para obter informações da
presença de sais na água - ions e cátions condutores podem ser observados a partir
dos resultados. Por este motivo, para este relatório, este parâmetro é meramente
informativo.

4.12 Temperatura da Água

A Tabela 11 apresenta dos valores de Temperatura obtidos a partir das


amostras coletadas.

28
Data da Ponto1 Ponto 2 Ponto 3 Ponto 4 Ponto 5
coleta

07/09/2017 21.63°C 21.77°C 21.52°C 21.83°C 21.71°C

14/09/2017 22.34°C 22.55°C 22.6°C 22.28°C 22.8°C

28/09/2017 21.99°C 22.58°C 22.44°C 22.64°C 23.05°C

06/10/2017 23.97°C 24.78°C 25.12°C 25.91°C 26.02°C

Tabela 10: Resultados CE.

Os valores obtidos para o parâmetro podem ser observados no gráfico


abaixo.

Temperatura da água
30,0

25,0

20,0
mg L -1

15,0

10,0

5,0
1,0 2,0 3,0 4,0 5,0
Ponto de coleta

minima maximo media

A Temperatura não é um parâmetro estabelecido nos padrões de qualidade


de água para rios de classe 2. Ela é um importante parâmetro para Lançamentos de
esgotos e efluentes, que podem causar alteração no local de lançamento. Por este
motivo, para este relatório, este parâmetro é meramente informativo.

29
5. BIBLIOGRAFIA

Oxigênio Dissolvido, CNPMA – EMBAPA. Acesso em Setembro de 2017, Link:


http://www.cnpma.embrapa.br/projetos/ecoagua/eco/oxigdiss.html

PORTARIA SUREHMA Nº010/91 DE 19 DE SETEMBRO DE 1991, BACIA DO


PARANÁ III SUREHMA. Acesso em Setembro de 2017, Link:
http://www.recursoshidricos.pr.gov.br/arquivos/File/enquadramento-b-parana3.pdf

Meio Ambiente e Sustentabilidade, por André Henrique Rosa e outros – Publicado


em 2012 pela editora BookMan.

Resolução CONAMA Nº 357, De 17 De Março De 2005 Publicada no DOU nº 053,


de 18/03/2005.

Portal Agencia Nacional das águas, http://portalpnqa.ana.gov.br/indicadores-indice-


aguas.aspx

http://pt.grundfos.com/servico/encyclopedia-search/suspended-solids.html

http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=45

http://www.proacqua.com/Glossario.asp

https://pt.scribd.com/doc/79867838/Fasciculo-5-Caracteristicas-Fisicas-das-Aguas

Tratamento físico-químico de águas residuárias industriais (José Alves Nunes)

https://www.agsolve.com.br/dicas-e-solucoes/como-e-porque-medir-a-condutividade-
eletrica-com-sondas-muiltiparametros

GÖRGEN, Juliane Titulo: O USO DA SONDA hiriba,Lajeado2010

Plano de Manejo Parque Estadual do Lajeado / SEPLAN / DBO Engenharia. –


Naturatins. – Goiância, 2005. 286 f. il. color.

RESOLUÇÃO Nº 357, DE 17 DE MARÇO DE 2005 Publicada no DOU nº 053, de


18/03/2005, págs. 58-63

30
“QUALIDADE DAS ÁGUAS E POLUIÇÃO: ASPECTOS FÍSICO-QUÍMICOS” -
NUTRIENTES: COMPOSTOS DE NITROGÊNIO E FÓSFORO EM ÁGUAS - Prof.
Dr. Roque Passos Piveli, Acesso em: 24 de outubro de 2017

VON SPERLING, M. Estudos e Modelagem da Qualidade da Água. 1. ed. Departamento


de Engenharia Sanitária e Ambiental. Minas Gerais: 2007. 588 p.

31