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Aula 17

Direito Eleitoral p/ TREs - Todos os Cargos


Professor: Ricardo Torques
Direito Eleitoral para TRE
Curso Regular
Aula 17 - Prof. Ricardo Torques

AULA 17
REFORMA ELEITORAL
SÚMULAS DO TSE

Sumário
1 - Considerações iniciais ................................................................................................. 3
2 - Alterações promovidas pela Lei nº 13.165/2015 no Código Eleitoral ................................. 3
2.1 - Consequências a quem não votar e não justificar ..................................................... 3
2.2 - Impedimento aos Juízes do TRE ou TSE em razão de parentesco com candidatos ......... 4
2.3 - Quórum qualificado no TRE ................................................................................... 4
2.4 - Prazos referentes ao registro da candidatura ........................................................... 5
2.5 - Sistema Eleitoral: votação nominal mínima ............................................................. 6
2.6 - Renovação das eleições majoritárias por julgamento em ação eleitoral ....................... 7
2.7 - Voto em Trânsito ................................................................................................. 8
2.8 - Propaganda Eleitoral ........................................................................................... 10
2.9 - Efeitos dos Recursos: devolutivo e suspensivo ....................................................... 10
2.10 - Prova testemunhal em processos que levem à perda de mandato ........................... 12
3 - Alterações promovidas pela Lei nº 13.165/2015 na Lei das Eleições ............................... 12
3.1 - Momento de Realização da Convenção .................................................................. 12
3.2 - Período mínimo de domicílio e filiação partidária .................................................... 13
3.3 - Número de candidatos por partidos/coligações ....................................................... 13
3.4 - Preenchimento de vagas remanescentes ............................................................... 15
3.5 - Prazo limite para registro de candidatos escolhidos em convenção ........................... 15
3.6 - Condições de Elegibilidade: idade mínima ............................................................. 16
3.7 - Prazo para Julgamento dos Pedidos de Registro ..................................................... 16
3.8 - Gastos de Campanha .......................................................................................... 17
3.9 - Fontes Vedadas ................................................................................................. 22
3.10 - Prestação de contas .......................................................................................... 23
3.11 - Propaganda Eleitoral ......................................................................................... 26

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3.12 - Condutas vedadas aos agentes públicos .............................................................. 35


3.13 - Disposições Transitórias .................................................................................... 37
4 - Alterações promovidas pela Lei nº 13.165/2015 na Lei dos Partidos Políticos ................... 39
4.1 - Apoiamento mínimo ........................................................................................... 39
4.2 - Perda do mandato por desfiliação sem justa causa ................................................. 39
4.3 - Regras específicas relativas à fusão e à incorporação .............................................. 41
4.4 - Prestação de contas de campanha pelos partidos políticos ....................................... 41
4.5 - Fundo Partidário................................................................................................. 45
4.6 - Acesso ao rádio e televisão.................................................................................. 47
5 - Dispositivos próprios da Lei nº 13.165/2015 ................................................................ 48
5.1 - Limites de gastos às campanhas eleitorais ............................................................ 48
6 - Súmulas TSE ........................................................................................................... 51
7 - Questões ................................................................................................................. 74
7.1 – Questões sem Comentários ................................................................................. 74
7.2 – Gabarito ........................................................................................................... 97
7.3 – Questões com Comentários ................................................................................. 99
8 - Resumo da Aula ..................................................................................................... 153
9 - Considerações Finais .............................................................................................. 154

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REFORMA ELEITORAL E SÚMULAS DO TSE


1 - Considerações iniciais
Olá pessoal, reservamos uma aula específica para estudo da Lei nº 13.165/2015,
a qual trouxe diversas modificações no Código Eleitoral, na Lei das Eleições e na
Lei dos Partidos Políticos. Além disso, a lei de 2015 traz alguns artigos
disciplinando os limites de gastos.
As alterações já foram todas analisadas ao longo das respectivas aulas. Contudo,
o assunto é recente e, com muita probabilidade, será exigido em provas de
concurso público. Em razão disso, vamos tratar, de forma organizada e resumida,
de todas as alterações promovidas pela lei. Ao final analisaremos os artigos que
disciplinam o limite de gastos.
Além disso, trataremos das Súmulas do TSE, editadas em junho de 2016. Sobre
esse assunto não teremos questões, pois ainda não há nenhuma.

2 - Alterações promovidas pela Lei nº 13.165/2015


no Código Eleitoral
2.1 - Consequências a quem não votar e não justificar
O eleitor obrigatório que não votar deve comparecer, em até 60 dias, perante a
Justiça Eleitoral para justificar a sua ausência. Caso não justifique a ausência no
prazo, sofrerá uma série de consequências, arroladas no §1º, do art. 7º, do CE.
Vejamos:

CONSEQUÊNCIAS (se não votar e não justificar)

•MULTA entre 3 e 10% do salário mínimo.


•NÃO poderá ser empossado em concurso público.
•Aquele que for servidor ou empregado público NÃO receberá o salário.
•NÃO poderá participar de licitação, quando possível a participação de pessoas
físicas.
•NÃO poderá obter empréstimos ou créditos junto a órgãos ou empresas com
capital público (tais como Caixa Econômica e Banco do Brasil).
•NÃO poderá obter passaporte ou carteira de identidade.
•NÃO poderá renovar matrícula em instituição de ensino oficial ou que seja
fiscalizada pelo governo.
•NÃO poderá praticar outros atos para os quais se exija a quitação do serviço
militar ou declaração do imposto de renda da pessoa.

Em relação à impossibilidade de obtenção de passaporte, a Lei nº 13.165/2015


traz uma relativização.
A impossibilidade de obtenção do passaporte pelo eleitor que não votou, que não
pagou a multa ou que não justificou não será aplicada a quem estiver no
exterior e que requeira novo passaporte para identificação e retorno ao
Brasil.

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Esse dispositivo abrange a situação na qual o eleitor, embora esteja em falta com
a Justiça Eleitoral, está sem o passaporte e não tem documento de identificação
ou precisa do passaporte para retornar ao Brasil. Em razão disso, flexibiliza-se a
regra para o sujeito possa tirar passaporte para retornar ao país.

2.2 - Impedimento aos Juízes do TRE ou TSE em razão


de parentesco com candidatos
O art. 14, §3º, do CE, traz um impedimento em razão da afetividade que Juiz do
TSE ou dos TREs (e inclusive os juízes eleitorais) possam ter com candidatos,
dentro da área de circunscrição.
No período compreendido entre a homologação da convenção partidária, quando
há a efetiva escolha do sujeito como candidato, até a diplomação dos eleitos
(memento em que se encerra o período eleitoral), o Juiz Eleitoral ficará
impedido de atuar caso seja cônjuge ou parente até o 2º grau de
candidato a cargo político-eletivo na circunscrição.
Em síntese...

da homologação da
convenção partidária diplomação dos eleitos

 IMPEDIMENTO 

2.3 - Quórum qualificado no TRE


O art. 28, §§ 4º e 5º, do CE, traz algumas hipóteses em que o quórum de
julgamento será qualificado.
E o que é quórum qualificado?
Para julgamento de determinado processo por intermédio de quórum qualificado
é necessário a presença de todos os membros do TRE e o voto da maioria
absoluta dos membros do Tribunal. Como nossos tribunais eleitorais possuem
sete membros, é necessário o voto de, pelo menos, quatro membros, desde que
todos os 7 membros estejam presentes na sessão.
Temos que, para a votação das matérias elencadas no §4º, será necessária a
presença de todos os membros do TRE. Por decorrência disso, serão necessários
quatro votos para deliberação. É muito importante memorizar quais as ações que
sujeitam-se ao quórum qualificado. Assim...

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QUÓRUM
QUALIFICADO

quórum de instalação quórum de votação matérias

ações que importem


7 4
cassação de registro

ações que implicam a


anulação geral de
eleições

ação de levem a perda


de diplomas

2.4 - Prazos referentes ao registro da candidatura


O CE, nos art. 93, caput e §§ 1º e 2º, trouxe regras novas quanto à data limite
para requerer o registro do candidato na Justiça Eleitoral. Sabemos que a
convenção se realizará entre 20.07 e 05.08. Nos dias seguintes, os partidos
políticos ou candidatos deverão promover o registro perante a Justiça Eleitoral.
Assim...

PRAZO PARA REQUERER até as 19h do dia 15.08


REGISTRO DA do ano em que se
CANDIDATURA realizarem as eleições

Além disso, o §1º disciplina que os pedidos de registro de candidatura devem ser
julgados e as decisões publicadas nas instâncias ordinárias até 20 dias da data
das eleições. Ao se referir a “instâncias ordinárias”, exige-se que o julgamento
ocorra apenas perante o Juiz Eleitoral e perante o TRE, não sendo necessário o
julgamento perante o TSE até 20 dias antes das eleições.
Assim...

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JULGAMENTO (E PUBLICAÇÃO) até 20 dias da data das eleições


DOS PEDIDOS DE REGISTRO DE perante o Juiz Eleitoral e perante o
CANDIDATURA TRE (não abrange o TSE)

Por fim, o §2º prevê que as convenções devem ser realizadas até o dia 05.08 do
ano eleitoral.

2.5 - Sistema Eleitoral: votação nominal mínima


A eleição pelo sistema proporcional envolve um cálculo complexo que é fundado
em duas fórmulas básicas:

ú á
ú

Assim, primeiro calcula-se o QE e após, com a fixação do QP, é possível definir o


número de candidatos que determinado partido ou coligação elegerá.
Agora, com a Lei nº 13.165/2015, para que esses candidatos possam ser
escolhidos deverão obter, no mínimo, 10% do valor encontrado no QE. Por
exemplo, se o QE atingir 100.000, será necessário que o candidato obtenha
10.000 votos.
De acordo com o art. 108, do CE, os lugares não preenchidos, em razão da
exigência de votação nominal mínima, serão distribuídos segundo o cálculo das
sobras que podem ser representados pela fórmula da média, de modo que o
partido que obtiver a maior média preencherá os cargos restantes.
Se o número de vagas não for suficiente para distribuir as vagas remanescentes,
porque todos os candidatos restantes de todos os partidos e coligações não
obtiverem a votação nominal mínima, serão aplicadas duas regras
complementares. Essas regras estão declinadas no art. 109, do CE.
Assim...
 REGRA PRINCIPAL PARA DISTRIBUIÇÃO DAS SOBRAS

 REGRAS ESPECÍFICAS
1ª REGRA: Se houver mais de uma vaga, procede-se novamente a operação
acima para distribuição das demais vagas e, assim, sucessivamente.
2ª REGRA: Por fim, determina-se que se os candidatos classificados na
ordem remanescente não obtiverem o mínimo de 10% do quociente

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eleitoral, a vaga será destinada ao candidato cujo partido tiver a maior


média.
Uma vez definida a que partido/coligação caberá a vaga, o preenchimento será
efetuado de acordo com a ordem de votação recebida pelos candidatos.
Além disso, somente poderá participar da distribuição das vagas remanescentes
o partido que obteve quociente eleitoral. Por exemplo, se no cálculo obtivemos
QP = 0,89. Como a fração é desconsiderada, o QP = 0. Afirma-se, nesse caso,
que o partido não obteve quociente e não poderá participar da distribuição das
vagas remanescentes. Para que tenha direito a participar da distribuição das
vagas remanescentes é necessário que o partido obtenha, pelo menos, QP = 1.
Para finalizar as regras alteradas pela Lei nº 13.165/2015 em relação a esse
tema, fixa-se no art. 112, do CE, o qual destaca que, para a definição dos
suplentes dos deputados federais e estaduais e dos vereadores, não será
necessária a observação da votação nominal mínima.

2.6 - Renovação das eleições majoritárias por


julgamento em ação eleitoral
O art. 224, do CE, estabelece hipótese de nulidade da votação, que podem
implicar a renovação do pleito eleitoral. A hipótese que tradicionalmente
conhecemos é aquela na qual há declaração de nulidade em mais de 50% dos
votos. Em tais hipóteses, a Justiça Eleitoral designará novo pleito entre 20 e 40
dias.
Agora, com as alterações promovidas pela Lei nº 13.165/2015, foram fixadas
hipóteses específicas de renovação das eleições, que serão determinadas não
pela nulidade dos votos, mas por vícios na candidatura às eleições majoritárias.
Essas regras vêm estabelecidas no art. 224, §§ 3º e 4º, do CE.
O que esse dispositivo fez, em verdade, é criar nova hipótese de renovação das
eleições no Brasil, em três situações:
 indeferimento do registro;
 cassação do diploma; e
 perda do mandato.
Nessas três hipóteses, após a decisão transitar em julgado, será determinada
a realização de novas eleições para os cargos majoritários,
independentemente do número de votos anulados.
Além disso, devemos nos atentar para a renovação do pleito que poderá
ocorrer de forma direta ou indireta. As eleições serão:
 INDIRETAS (ou seja, realizada pelas Casas Legislativas)  quando
restar menos de seis meses de mandato; e
Aqui o legislador entendeu que o período de mandato é pequeno, não
justificando o dispêndio financeiro para a realização de novo processo
eleitoral.

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 DIRETAS (ou seja, escolhida pelos cidadãos) – se restar tempo de


mandato que seja igual ou superior a seis meses.
Assim...

indeferimento do
registro

cassação do
CASO DE
diploma

após o trânsito em
perda de mandato
julgado

independem do
RENOVAÇÃO DAS número de votos
ELEIÇÕES anulados
MAJORITÁRIAS

apenas para os
cargos majoritários
caso haja 6 ou
diretas mais meses de
mandato
as eleições serão
caso haja menos
indiretas de 6 meses de
mandato

2.7 - Voto em Trânsito


Em relação ao voto em trânsito, nós tivemos uma verdadeira reformulação com
a Lei nº 13.165/2015. Antes, a modalidade de votação era possível apenas para
as eleições presidenciais. Agora, o voto em trânsito foi ampliado para abranger
todos os cargos das eleições gerais.
O voto em trânsito ocorrerá apenas em urnas específicas, as quais serão
instaladas nas capitais e em municípios com mais de 100.000 habitantes.
Logo...

nas capitais

ONDE VOTAR EM em urnas específicas


TRÂNSITO que serão instaladas

em cidades com mais


de 100 mil habitantes

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Para que o eleitor possa votar em trânsito, a Lei nº 13.165/2015 trouxe inúmeras
regras específicas. Vejamos:
 1ª REGRA: para poder votar em trânsito é necessário requerer à Justiça
Eleitoral no prazo de 45 dias e indicar o local onde estará no dia das
eleições.
 2º REGRA: essa regra divide-se em duas: para aqueles que estiverem no
Estado de domicílio, mas fora do município onde vota; e para aqueles que
estiverem fora do Estado de domicílio.
 FORA DO MUNICÍPIO E DO ESTADO DE DOMICÍLIO:
nesse caso o eleitor
somente poderá votar para as eleições de Presidente e vice-
Presidente da República.
 FORA DO MUNICÍPIO, MAS NO ESTADO DE DOMICÍLIO: nesse caso o
eleitor poderá votar para todos os cargos das eleições gerais.
Em forma de esquema, temos:

Presidente e vice-Presidente
da República

Governador e vice-
Governador

ESTADO DE
DOMICÍLIO MAS Senador
FORA DO MUNICÍPIO

Deputado Federal
É ADMISSÍVEL O
VOTO EM TRÂNSITO
PARA OS SEGUINTES
CARGOS:
Deputado Estadual

FORA DO ESTADO E
Presidente e vice-Presidente
DO MUNICÍPIO DE
da República
DOMICÍLIO

Essas são as regras gerais relativas às eleições em trânsito. O §2º, abaixo citado,
permite também o voto em trânsito para os membros das Forças Armadas,
órgãos de segurança pública (polícia federal; polícia rodoviária federal; polícia
ferroviária federal; polícias civis; polícias militares e corpos de bombeiros
militares) e guardas municipais. Essas pessoas poderão votar em trânsito, caso
estejam em serviço.
Para viabilizar o voto em trânsito do pessoal que trabalha com a segurança
pública, o §3º, do art. 233-A, do CE, prevê que a Justiça Eleitoral deverá ser
informada, com antecedência de 45 dias antes da data das eleições, sobre quais
membros e servidores estarão em serviço no dia das eleições.
Para a prova...

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os membros das Forças


Armadas

órgãos de segurança
pública (polícia federal;
abrange polícia rodoviária federal;
polícia ferroviária federal;
polícias civis; polícias
militares e corpos de
bombeiros militares)

VOTO EM TRÂNSITO NA
ÁREA DE SEGURANÇA
(se estiverem em serviço) guardas municipais

de o órgão informar a
depende Justiça Eleitoral com
antecedência de 45 dias

2.8 - Propaganda Eleitoral


Em relação ao assunto propaganda eleitoral, a maior parte da disciplina alterada
pela Lei nº 13.165/2015 consta da Lei das Eleições. No Código Eleitoral há apenas
um único dispositivo, que fixa a data a partir de quando é possível ocorrer a
propaganda eleitoral. Para fins de prova, devemos lembrar...

ADMITE-SE A PROPAGANDA a partir do dia 15 de agosto do


ELEITORAL ano eleitoral

Dito de outro modo, a propaganda eleitoral poderá ser realizada no dia 16 de


agosto. Isso significa que, no dia 15 de agosto, a veiculação de atos de
propaganda constitui propaganda eleitoral antecipada, capaz de gerar
consequências, como multas, por exemplo.

2.9 - Efeitos dos Recursos: devolutivo e suspensivo


Relembrando...

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presente em todos os recursos e significa


EFEITO a devolução da matéria recorrida ao
DEVOLUTIVO órgão jurisdicional superior para
reanálise

reporta aos efeitos da sentença


recorrida, se a decisão recorrida poderá
EFEITO
ser aplicada desde logo, ou se é
SUSPENSIVO
necessário aguardar a decisão dos
recursos para que possa produzir efeitos.

O Código Eleitoral é claro em estabelecer que os recursos “não terão efeito


suspensivo”.
Há, contudo, uma exceção trazida pela Lei nº 13.165/2015, que estabelece que
o recurso ordinário terá efeito suspensivo.
Assim...

do Juiz Eleitoral
para o TRE

cabimento

do TRE para o
TSE
RECURSO
ORDINÁRIO COM
EFEITO cassação de
SUSPENSIVO registro

nas hipóteses afastamento do


de: titular

perda de
mandato eletivo

Além disso, a reforma eleitoral trouxe outras duas regras específicas:


 No julgamento dos feitos, o Tribunal dará preferência ao julgamento de
recursos, exceto os processos de habeas corpus e de mandado de
segurança.
 A execução de qualquer acórdão será feita imediatamente, por meio de
comunicação por ofício, telegrama, ou, em casos especiais, a critério do
presidente do Tribunal, por meio de cópia do acórdão.

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2.10 - Prova testemunhal em processos que levem à


perda de mandato
Para finalizar o estudo das alterações promovidas pela Lei nº 13.165/2015 no
Código Eleitoral é importante analisarmos o art. 368-A. Vejamos, inicialmente, a
literalidade do dispositivo:
Art. 368-A. A prova testemunhal singular, quando exclusiva, não será aceita nos processos
que possam levar à perda do mandato.

A regra é simples, dada a fragilidade da prova testemunhal, o legislador decidiu,


por bem, fixar que um único testemunho não será aceito para fins de decreto de
perda de mandato, quando não houver outras provas no bojo do processo.
Lembre-se:

ÚNICO TESTEMUNHO NÃO CONSTITUI MATERIAL


PROBATÓRIO SUFICIENTE PARA DECRETAR A PERDA
DE MANDATO POLÍTICO-ELETIVO

3 - Alterações promovidas pela Lei nº 13.165/2015


na Lei das Eleições
3.1 - Momento de Realização da Convenção
A primeira alteração relevante trazida pela Lei nº 13.165/2015 à Lei das Eleições
é a fixação do período para a realização das convenções partidárias.
Durante a realização das convenções partidárias são tomadas duas decisões
importantes:
 escolha dos candidatos; e
 deliberação sobre as coligações.
O período de realização das convenções será de 20 de julho a 05 de agosto do
ano eleitoral.

20.07 a 05.08

redige-se uma ata


MOMENTO DA CONVENÇÃO E
DELIBERAÇÃO QUANTO ÀS
COLIGAÇÕES a ata deve ser rubricada pela
Justiça Eleitoral

a ata deve ser publicada em 24


horas

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3.2 - Período mínimo de domicílio e filiação partidária


Outra alteração importantíssima na legislação eleitoral é o tempo mínimo de
filiação partidária. O preenchimento das condições de elegibilidade é o que
confere capacidade eleitoral passiva ao cidadão, habilitando-o a participar das
eleições.
Entre as diversas condições de elegibilidade, previstas na Constituição e na
legislação infraconstitucional, duas delas possuem importância para nós: filiação
partidária e domicílio eleitoral na circunscrição.
Para concorrer a cargos político-eletivos, a pessoa deve possuir domicílio
registrado na circunscrição pela qual irá concorrer pelo período mínimo de 1 ano.
Por exemplo, se o cidadão deseja concorrer ao cargo de Governador do Estado
de São Paulo, deve possuir domicílio eleitoral em alguma das Zonas Eleitorais do
Estado de São Paulo, pelo período mínimo de 1 ano.
Do mesmo modo, para concorrer às eleições pelo nosso sistema eleitoral é
necessário estar filiado a um partido político. Em face dessa regra, conclui-se
impossível a candidatura nata ou avulsa. Ou seja, para concorrer às eleições, o
cidadão deve estar filiado e, além disso, ser escolhido em convenção partidária.
Para nós interessa o tempo mínimo de filiação. De acordo com o art. 9º da Lei
das Eleições, recentemente alterado pela Lei nº 13.165/2015, o tempo mínimo
de filiação partidária é de seis meses. No exemplo acima, além de domicílio
eleitoral na circunscrição, o cidadão deverá possuir filiação partidária pelo período
mínimo de seis meses pelo partido no qual irá concorrer.
Assim...

FILIAÇÃO PARTIDÁRIA 6 meses

DOMICÍLIO ELEITORAL NA
1 ano
CIRCUNSCRIÇÃO

3.3 - Número de candidatos por partidos/coligações


Outro assunto recentemente alterado pela Lei nº 13.165/2015 é o número de
candidatos que cada partido poderá indicar para as eleições aos mais diferentes
cargos político-eletivos.

Regras para a escolha do número de candidatos aos cargos do Poder


Executivo
Cada partido ou coligação poderá indicar um único candidato para o cargo de
Presidente, de Governador e de Prefeito (com os respectivos vices).

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1 candidato
CARGO DE
(partido ou
PRESIDENTE/VICE
coligação)

1 candidato
CARGO DE
(partido ou
GOVERNADOR/VICE
coligação)

1 candidato
CARGO DE
(partido ou
PREFEITO/VICE
coligação)

Regras para a escolha do número de candidatos ao cargo de Senador


da República
Cada Estado membro é representado por 3 senadores para mandato de 8 anos.
Desse modo, a cada 4 anos haverá a renovação do quadro de senadores. Num
ano há a eleição de 2, passados 4 anos, haverá a eleição 1 Senador. Vejamos:

2014 1 Senador eleitor

2018 2 Senadores serão eleitos

2022 1 Senador será eleito

e assim sucessivamente

Desse modo, nos anos em que houver a eleição de 2 Senadores, o partido


ou coligação indicará 2 candidatos. No ano em que houver a eleição de
apenas 1 Senador, o partido ou coligação indicará apenas 1 candidato a
Senador.

Regras para escolha do número de Deputados Federal, Distrital e


Estadual
Em relação aos cargos de Deputados (Federais e Estaduais), cada partido ou
coligação poderá indicar vários candidatos, conforme veremos adiante. São
estabelecidos percentuais em razão do número vagas e entre os cargos de
Deputados Federais.
 PARA CASAS LEGISLATIVAS COM MAIS DE 12 VAGAS A DEPUTADO FEDERAL
Cada partido ou coligação poderá indicar até 150% o número de lugares a
preencher para os cargos de Deputado Federal, de Deputados Estaduais e
Distritais.
 PARA CASAS LEGISLATIVAS COM 12 OU MENOS VAGAS A DEPUTADO FEDERAL

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Cada partido ou coligação poderá indicar até 200% o número de lugares a


preencher para os cargos de Deputado Federal, de Deputados Estaduais e
Distritais.

Regras para a escolha do número de Vereadores


Podemos distinguir duas regras para a definição do número de vagas para
vereador:
 1º REGRA: TANTO PARTIDOS COMO COLIGAÇÕES podem indicar até
150% do número de vagas existentes para os cargos da Câmara Municipal
com mais de 100.000 eleitores.
 2º REGRA: quando o número de eleitores for igual ou inferior a 100.000
eleitoral temos duas regras, uma para os partidos, outra para as coligações:
 PARTIDOS podem indicar até 150% do número de vagas existentes
para o cargo de vereador (permanece o mesmo da regra acima).
 COLIGAÇÕES podem indicar até 200% do número de vagas
existentes para o cargo de vereador.

3.4 - Preenchimento de vagas remanescentes


Os partidos devem definir seus candidatos na realização das convenções. Nesse
ato devem observar os parâmetros acima para definição do número de
candidatos.
Contudo, caso nas convenções não sejam indicados todos os candidatos
possíveis, a Lei das Eleições fixa um prazo final, pelo qual os órgãos partidários
poderão indicar os candidatos às vagas remanescentes.
Caso as convenções NÃO indiquem o número máximo de candidatos
permitido, os órgãos de direção dos partidos respectivos poderão
preencher as vagas remanescentes ATÉ TRINTA DIAS ANTES DO PLEITO.
Atenção ao prazo, uma vez que antes da Lei nº 13.165/2015 era de 60 dias,
agora é de 30, apenas!
São duas informações fundamentais:
 indicação pelos órgãos de direção dos partidos; e
 prazo de 30 dias a contar da data das eleições.

3.5 - Prazo limite para registro de candidatos


escolhidos em convenção
O art. 11, da LE, foi alterado pela Lei nº 13.165/2015. Assim, de 5 julho, a data
limite para os partidos ou coligações registrarem os candidatos escolhidos é até
as 19 horas do dia 15 de agosto do ano eleitoral.

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PRAZO PARA
até as 19 horas do
REGISTRAR
dia 15 de agosto do
CANDIDATOS PERANTE
ano eleitoral
A JUSTIÇA ELEITORAL

3.6 - Condições de Elegibilidade: idade mínima


Outra alteração importantíssima trazida pela Lei nº 13.165/2015 é uma regra
específica para a aferição da idade mínima para o cargo de vereador.
A regra para aferição da idade mínima é a data da posse. Assim, caso a pessoa
deseje concorrer ao cargo de Presidente e vice-Presidente da República, deve
possuir, até a data da posse, que ocorre em 1º de janeiro do ano seguinte ao das
eleições, a idade de 35 anos.
As faixas de idade mínima são estabelecidas no art. 14, §3º, da CF. Em relação
ao cargo de Vereador, a CF prevê a idade de 18 anos para disputar o cargo. Nesse
caso, por força da Lei nº 13.165/2015, a idade mínima será aferida com base na
data do registro de candidatura. Antes da reforma, era possível um adolescente
de 17 anos concorrer ao cargo de vereador, desde que ele atingisse 18 até 1º de
janeiro do ano seguinte. Com a nova regra, e necessário ter 18 anos na data do
registro da candidatura perante a Justiça Eleitoral. Como sabemos, o prazo limite
para registro é até o dia 15 de agosto. Portanto, o sujeito deve possuir, até o dia
15 de agosto, 18 anos, caso contrário é inelegível.
Desse modo, para fins de prova devemos memorizar o quadro abaixo:

IDADE MOMENTO DE
CARGOS
MÍNIMA AFERIÇÃO

 Presidente e Vice-Presidente
35 anos
 Senador

 Governador e Vice-Governador de Estado e do


30 anos
Distrito Federal
data da posse
 Deputado Federal
 Deputado Estadual ou do Distrito Federal
21 anos
 Prefeito e Vice-Prefeito
 Juiz de paz

data do registro da
18 anos  Vereador
candidatura

3.7 - Prazo para Julgamento dos Pedidos de Registro


No art. 16, a Lei nº 13.165/2015 trouxe mais algumas alterações. Prevê o
dispositivo que, ATÉ 20 DIAS ANTES DAS ELEIÇÕES, os TREs enviarão ao TSE

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a relação dos candidatos sob sua competência, com referência ao sexo e ao cargo
para o qual concorrer.
Além disso, até essa data, todos os pedidos de registro devem estar
julgados nas instâncias ordinárias, inclusive aqueles que forem objeto de
impugnação. Para tanto, a Justiça Eleitoral deverá conferir prioridade em
relação aos demais processos judiciais, àqueles que envolvam o registro de
candidatos.
Essas regras estão no art. 16, da Lei das Eleições, e também foram alteradas
pela Lei nº 13.165.2015. Duas informações são importantes para fins de prova:
1ª – o prazo!
A redação anterior previa o período de 45 dias para o envio das informações
ao TSE. Agora, esse prazo passou para 20 dias.
2ª – o julgamento nas instâncias ordinárias.
Isso significa dizer que os pedidos de registros de candidatura devem estar
julgados pelo Juiz Eleitoral e pelo TRE quando for o caso. NÃO abrange,
portanto, eventuais recursos ao TSE.

3.8 - Gastos de Campanha


Arrecadação
As despesas de campanha eleitoral serão realizadas sob responsabilidade dos
partidos e dos candidatos, conforme disciplina o art. 17, da Lei das Eleições.

Limites
Com a nova redação conferida aos dispositivos da LE, atribuiu-se ao TSE o dever
de fixar, por intermédio de Resoluções, os limites de gastos. Houve uma
simplificação da legislação, que não declina mais os limites de gastos de
campanha, apenas estabelece alguns parâmetros.
A fim de viabilizar o controle pelo poder Judiciário dos gastos de campanha e com
o objetivo de evitar abusos, haverá prestação de contas. Devem ser incluídos
como gastos de campanha, não apenas as despesas efetuadas pelos candidatos,
mas também os recursos que o partido utilizar para a campanha de seus
candidatos, cujos valores puderem ser individualizadas.
Assim...

despesas efetuadas pelos


candidatos
DEVEM SER
CONTABILIZADOS COMO
GASTOS DE CAMPANHA despesas efetuadas pelo partidos
políticos para a campanha dos seus
candidatos, que puderem ser
individualizadas

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Outro parâmetro estabelecido pela LE – com redação dada pela Lei nº


13.165/2015 – é o art. 18-B, que estabelece multa pelo descumprimento das
normas que limitam os gastos de campanha.
Caso o partido, ou o candidato, utilize de recursos para além dos limites
estabelecidos será aplicada multa no importe de 100% do valor que ultrapassar.
Além disso, o candidato envolvido poderá sofrer investigação judicial eleitoral
(AIJE) conforme regras próprias da Lei de Inelegibilidade.
Assim...

DESCUMPRIMENTO
DOS LIMITES

multa em 100% do possibilidade de


valor ultrapassado condenação em AIJE

Administração Financeira da Campanha e Responsabilidade


Cuidar dos gastos efetuados em campanha é responsabilidade direta do
candidato. Ele é quem determinará qual o destino dos valores recebidos.
Com a nova sistemática adotada pela Lei nº 13.165/2015, os recursos
repassados pelo partido político, pelo Fundo Partidário ou pelas doações de
pessoas físicas serão efetuados pelo candidato de forma direta ou com o auxílio
de uma pessoa, que atuará como um gestor financeiro de campanha.
Quando houver a constituição do gestor financeiro, tanto o candidato como a
pessoa por ele indicada serão solidariamente responsabilizadas pela veracidade
das informações financeiras e contábeis.

RESPONSÁVEIS SOLIDARIAMENTE PELA VERACIDADE DAS


INFORMAÇÕES FINANCEIRAS E CONTÁBEIS

pessoa escolhida pelo candidato para


candidato
administração financeira da campanha

Naturalmente, se o candidato não indicar alguém para lhe auxiliar na


administração dos gastos, ele será direta e unicamente responsável pelas
informações financeiras e contábeis da campanha.

Conta de Campanha
Para administrar a campanha, o candidato deverá abrir uma conta bancária
específica. Toda a movimentação deve transitar pela conta bancária específica,
com a exceção de recursos que sejam aplicados diretamente pelos partidos

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políticos. Inclusive os recursos do próprio candidato na campanha eleitoral devem


ser depositados na conta específica.
Em vista da obrigatoriedade de constituição de conta bancária específica, o §1º
traz algumas obrigações aos bancos. São elas:

DEVER ATRIBUÍDO AOS BANCOS

•Abrir conta específica no prazo de 3 dias, sem tarifamento.


•Identificar depósitos com CPF do doador.
•Encerrar a conta com o término das eleições transferindo os saldos para o
órgão de direção do partido.

A exigência de abertura de conta será excepcionada em uma única hipótese.


Antes da Lei nº 13.165/2015 não seria necessário abrir contas específicas para
as eleições municipais em cidades com menos de 20.000 eleitores. Essa regra,
contudo, FOI REVOGADA, pela reforma eleitoral. Agora temos uma única
exceção.
Lembre-se:
SOMENTE NÃO SERÁ NECESSÁRIO ABRIR CONTA ESPECÍFICA PARA A
COMPANHA PARA AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS QUANDO NÃO HOUVER
AGÊNCIA BANCÁRIA NO MUNICÍPIO.

CNPJ
O art. 22-A, da LE, introduzido por intermédio da Lei nº 12.034/2009 e alterado
pela Lei nº 13.165/2015, determinou que candidatos inscrevam um CNPJ.
Ao contrário do que poderíamos imaginar, esse CNPJ não será fornecido
diretamente pelo Ministério da Fazendo, mas pela Justiça Eleitoral. A Justiça
Eleitoral manterá um convênio com a Receita Federal para registro dos CNPJs dos
candidatos.
Para fins de prova é fundamental memorizar o prazo que a Justiça Eleitoral tem
para fornecer o número do cadastro.

PRAZO PARA A JUSTIÇA


ELEITORAL FORNECER O CNPJ 3 dias
AO CANDIDATO

Após a obtenção do cadastro, os candidatos poderão promover a arrecadação e


as despesas.

Doações
Todos os valores arrecadados devem ser contabilizados por intermédio de recibos
eleitorais, considerados documentos oficiais e obrigatórios.

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Doações de Pessoas Físicas e do próprio Candidato


Neste primeiro caso incluem-se os valores recebidos por pessoas naturais e os
recursos destinados pelo próprio candidato. Os recursos doados por pessoas
naturais quaisquer se limitam ao percentual de 10% sobre o valor BRUTO
auferido no ano anterior. Cuidem que o valor base para o cálculo do percentual
incide sobre o valor bruto, o que engloba, por exemplo, valores a título de
previdência, imposto de renda retido na fonte etc.
Já em relação aos recursos próprios, o limite de gastos será fixado pelo próprio
TSE juntamente com a Receita Federal, conforme disciplina o caput do art. 24-C,
da LE:

LIMITE DE 10% SOBRE O


RENDIMENTO BRUTO NO ANO Às pessoas físicas quaisquer.
ANTERIOR APLICA-SE

LIMITE APURADO ANUALMENTE


Aos gastos efetuados pelo próprio
PELO TSE E PELA RECEITA
candidato.
FEDERAL

Essas doações serão feitas por intermédio de recibo, com exceção de alguns
gastos que são dispensados de comprovação. Para que vocês procurem
memorizar, lembre-se que as doações devem ser efetuadas mediante recibo,
exceto nas hipóteses abaixo:

AS DOAÇÕES DEVE SER FEITAS MEDIANTE


APRESENTAÇÃO DE RECIBO, EXCETO:

•Cessão de bens móveis com valor limitado a R$ 4.000,00.


•Doações estimáveis em dinheiro entre candidatos ou partidos, decorrentes do
uso comum de sedes e de materiais de propaganda eleitoral, cujo gasto deverá
ser registrado na prestação de contas do responsável pelo pagamento da
despesa.

Se o limite de doação for ultrapassado, APLICA-SE PENALIDADE DE MULTA,


em valor entre cinco e 10 vezes a quantia excedida.
Para a prova...

DOAÇÃO POR PESSOA


FÍSICA ACIMA DO 5 a 10 vezes a quantia em
MULTA
LIMITE (10% da renda excesso
bruta)

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O §4º, do art. 23, prevê a forma como devem ser realizadas as doações. Para a
prova, é suficiente memorizar o esquema abaixo:

QUANTO À FORMA DA DOAÇÃO


cheques cruzados e nominais
POR PESSOA FÍSICA

transferência eletrônica

depósitos devidamente identificados

mecanismos disponíveis no site no candidato, desde que com


identificação do doador e emissão de recibo

Lembre-se: cheques devem ser CRUZADOS e NOMINAIS.

em espécie

VEDAM-SE troféus
DOAÇÕES (do
registro da
candidatura às
eleições) prêmios

ajudas

Para finalizarmos o dispositivo é necessário sabermos da regra contida no §7º,


segundo a qual é possível, às pessoas físicas em geral, franquear a utilização de
bens móveis ou imóveis, cujo valor não ultrapasse o valor de R$ 80.000,00.
Decore:

PERMITE-SE QUE PESSOAS FÍSICAS PERMITAM A


UTILIZAÇAÕ PARA FINS DE CAMPANHA DE BENS
MÓVEIS E IMÓVEIS CUJO VALOR NÃO ULTRAPASSE R$
80.000,00

Muita atenção a esse quadro acima porque antes da Lei nº 13.165/2015 o


limite era de R$ 50.000,00. AGORA É DE R$ 80.000,00.

Doações de outros candidatos


É lícita a doação de recursos de um candidato para outro, desde que
sejam observados os limites constantes do art. 23, §1º, da LE. Ou seja, o

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candidato poderá doar a outro candidato valores desde não exceda 10% dos
rendimentos brutos do ano anterior em relação ao candidato doador.

Aplicação ou distribuição de recursos de partido político


O partido político tem diversas fontes de receitas. Estuda-se na Lei dos Partidos
Políticos que as agremiações podem receber recursos do Fundo Partidário,
doações e promoção de eventos e venda de bens e produtos, decorrentes de
investimentos e de aplicações financeiras.
Esses recursos poderão ser distribuídos, em ano eleitoral, para as campanhas nos
termos do art. 39, §5º, da Lei dos Partidos Políticos.

3.9 - Fontes Vedadas


O art. 24, da LE, traz inúmeras hipóteses de recursos que não podem ser
recebidos pelos candidatos ou pelo partido político. Para a nossa prova não há
outra alternativa a não ser procurar memorizar as hipóteses trazidas no
dispositivo.

ARRECADAÇÃO VEDADA

entidade ou governo estrangeiro

órgão da Administração Pública

concessionário ou permissionário de serviço público

entidade de direito privado beneficiária de contribuição compulsória

entidade de utilidade pública

entidade de classe ou sindical

pessoa jurídica sem fins lucrativos que receba recursos do exterior

entidades beneficentes e religiosas

entidades esportivas

organizações não-governamentais que recebam recursos públicos

organizações da sociedade civil de interesse público

Devemos nos atentar, também, para a exceção prevista no §1º do dispositivo


acima:

NÃO SE INCLUEM OS RECURSOS DE COOPERATIVAS CUJOS


COOPERADOS NÃO SEJAM CONCESSIONÁRIAS OU
PERMISSIONÁRIAS DE SERVIÇOS PÚBLICOS, DESDE QUE NÃO
ESTEJAM SENDO BENEFICIÁRIOS COM RECURSOS PÚBLICOS.

Os §§ 2º e 3º foram acrescentados pela Lei nº 13.165/2015, mas vetados pela


Presidente. Já o §4º, também com redação dada pela Lei nº 13.165/2015,

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prevê que o partido político ou o candidato não poderá ficar com valores das
fontes vedadas (como vimos acima) ou de origem não identificada. Em tais
situações, os valores deverão ser devolvidos, ou transferidos para o Tesouro
Nacional, caso não seja possível a devolução.
Os arts. 24-A e 24-B acrescentados pela Lei nº 13.165/2015 também foram
vetados. O art. 24-C, como anunciamos acima, fixa o limite de gastos que os
candidatos poderão empenhar na realização das campanhas.
Para fins da definição desses valores, o TSE deverá consolidar uma série de
informações que serão encaminhadas à Receita Federal nos termos dos §§
abaixo, cuja leitura é suficiente:
Art. 24-C. O limite de doação previsto no § 1o do art. 23 será apurado anualmente pelo
Tribunal Superior Eleitoral e pela Secretaria da Receita Federal do Brasil.
§ 1º O Tribunal Superior Eleitoral deverá consolidar as informações sobre as doações
registradas até 31 de dezembro do exercício financeiro a ser apurado, considerando:
I - as prestações de contas anuais dos partidos políticos, entregues à Justiça Eleitoral até
30 de abril do ano subsequente ao da apuração, nos termos do art. 32 da Lei no 9.096, de
19 de setembro de 1995;
II - as prestações de contas dos candidatos às eleições ordinárias ou suplementares que
tenham ocorrido no exercício financeiro a ser apurado.
§ 2º O Tribunal Superior Eleitoral, após a consolidação das informações sobre os valores
doados e apurados, encaminhá-las-á à Secretaria da Receita Federal do Brasil até 30 de
maio do ano seguinte ao da apuração.
§ 3º A Secretaria da Receita Federal do Brasil fará o cruzamento dos valores doados com
os rendimentos da pessoa física e, apurando indício de excesso, comunicará o fato, até 30
de julho do ano seguinte ao da apuração, ao Ministério Público Eleitoral, que poderá, até o
final do exercício financeiro, apresentar representação com vistas à aplicação da penalidade
prevista no art. 23 e de outras sanções que julgar cabíveis.

3.10 - Prestação de contas


Outro tópico da Lei das Eleições que sofreu diversas modificações com a Lei nº
13.165/2015 é o que trata da prestação de contas.
Ao contrário da sistemática anterior, não há mais a constituição de comitês
eleitorais. Logo, a responsabilidade por prestar as contas é do próprio candidato,
tanto para as eleições proporcionais como para as majoritárias.
Além da prestação de contas pelos candidatos temos, igualmente, a prestação de
contas pelos partidos políticos e coligações. Referente ao tema, a LE, no art. 28,
traz duas regras:
1ª REGRA: os recursos recebidos em dinheiro pelos partidos/coligações e
candidatos serão divulgados na internet no prazo de 72 HORAS. Essas
informações devem conter:
 indicação dos nomes dos doadores com CPF e CNPJ
 valores doados
2ª REGRA: no DIA 15.09 do ano eleitoral deverá ser divulgado um relatório
discriminado:

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 das transferências do Fundo Partidário;


 dos recursos em dinheiro;
 dos valores estimáveis em dinheiro; e
 dos gastos realizados.
Todos esses valores recebidos devem ser comprovados mediante apresentação
de recibos. Há, contudo, algumas exceções.

AS DOAÇÕES DEVE SER FEITAS MEDIANTE APRESENTAÇÃO DE


RECIBO, EXCETO:

•Cessão de bens móveis com valor limitado a R$ 4.000,00.


•Doações estimáveis em dinheiro entre candidatos ou partidos, decorrentes do
uso comum de sedes e de materiais de propaganda eleitoral, cujo gasto deverá
ser registrado na prestação de contas do responsável pelo pagamento da
despesa.

Outra regra importante é a que disciplina a forma de lançamento dos dados


contábeis, quando há transferência de recursos do partido para o candidato:

o partido deverá
registrar como
pagamento ao
TRANSFERÊNCIAS candidato
DOS PARTIDOS
PARA OS
CANDIDATOS
o candidato deverá
registrar como
recebimento do partido

Em regra, todos os candidatos, partidos e políticos devem apresentar as contas,


com observância das regras acima. Paralelamente, a Lei nº 13.165/2015 instituiu
o sistema simplificado de prestação de contas.

Sistema simplificado de prestação de contas


É adotado em duas situações:
 gastos não superiores a R$ 20.000,00.
Para candidatos que movimentarem no máximo R$ 20.000,00. Essa regra
específica, visa a facilitar a prestação de contas para eleições menores, pois
geram grandes consequências, se irregulares.
 eleições municipais com menos de 50.000,00 eleitores.
Essa regra abrange tanto a prestação de contas para os cargos a Prefeitos
e vice-Prefeito como para os cargos de vereadores de cidades pequenas e
tem por objetivo facilitar a apresentação das contas.
Nesse sistema:

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identificação das doações recebidas e


despesas realizadas (com nome e
indicação do CPF/CNPJ e dos valores)
A PRESTAÇÃO DE CONTAS PELO
SISTEMA SIMPLIFICADO DEVERÁ
CONTER
registro de eventuais sobras ou
dívidas

Para envio das contas, os candidatos devem observar dois prazos: um a ser
aplicado na hipótese de as eleições ocorrerem em único turno; e outro que se
aplica às eleições que ocorrerem em dois turnos.
Assim...

SE AS ELEIÇÕES
a consolidação das contas deverá ser
TERMINAREM
encaminhada à Justiça Eleitoral até o 30º dia
NUM ÚNICO
após o pleito
TURNO

SE AS ELEIÇÕES a consolidação das contas deverá ser


TERMINAREM EM encaminhada à Justiça Eleitoral até o 20º dia
SEGUNDO TURNO após o pleito

Essas contas serão processadas e analisadas pela Justiça Eleitoral.


A Justiça Eleitoral poderá requisitar do candidato as informações adicionais
necessárias, bem como determinar diligências para a complementação dos dados
ou o saneamento das falhas.
A Lei nº 13.165/2015 estabeleceu que as contas devem ser julgadas no prazo
de 3 dias até a data da diplomação. Antes esse prazo era de 8 dias, portanto,
atenção!
Dessa decisão, prevê o art. 30, §5º, da LE, que a parte interessada poderá
apresentar recurso para o órgão superior da Justiça Eleitoral no prazo de três
dias. Por exemplo, nas eleições municipais (prefeito e vereador) as contas são
julgadas pelo Juiz Eleitoral. Desse julgamento, as partes podem recorrerem ao
TRE respectivo no prazo de três dias.
Portanto...

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PRAZO PARA
até 3 dias da data da
JULGAMENTO
diplomação
DAS CONTAS

PRAZO PARA
3 dias a contar da
RECURSO DA
publicação do Diário Oficial
DECISÃO

3.11 - Propaganda Eleitoral


Propaganda eleitoral é um dos assuntos mais afetados pela reforma Eleitoral. A
matéria vem disciplinada nos arts. 36 e seguintes da LE e sofreu diversas
alterações com a Lei nº 13.165/2015.

Período de realização
A propaganda eleitoral poderá ser realizada do dia 16 de agosto do ano eleitoral
até a data das eleições.
15.08 eleições

REGISTRO DE
PERÍODO ELEITORAL ELEIÇÕES
CANDIDATURA

1º domingo de
até as 19h do dia outubro
15.08 * ou último, se
houver 2º turno

propaganda propaganda
eleitoral propaganda eleitoral regular eleitoral
antecipada extemporânea

Referência ao vice ou ao membro suplente


Aqui a alteração é pontual. Na propaganda aos cargos majoritários é necessário
referir na propaganda eleitoral o nome do vice (para os cargos de Presidente, de
Governador e de Prefeito) e do suplente (para o cargo de Senador da República).
A Lei nº 13.165/2015 aumentou o tamanho do destaque conferido ao vice ou ao
suplente. Antes da reforma eleitoral, o percentual era de 10%. AGORA PASSOU
PARA 30%. ATENÇÃO!

Hipóteses que não constituem propaganda eleitoral antecipada


Toda propaganda realizada antes do dia 16 é considerada propaganda eleitoral
antecipada. A LE, contudo, traz algumas hipóteses em que há referência direta
ou indireta à pessoa pública, mas que, no entendimento do legislador, não
constituem propaganda eleitoral antecipada.

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Desse modo, as hipóteses constantes do art. 36-A, da LE, ainda que realizadas
fora do período em que a propaganda eleitoral é permitida (entre o dia 16 de
agosto e as eleições), não configurará propaganda eleitoral antecipada.

NÃO CONFIGURA PROPAGANDA ELEITORAL ANTECIPADA, DESDE QUE


NÃO CONTENHA PEDIDO EXPLÍCITO DE VOTOS
•REFERÊNCIA À PRETENSA CANDIDATURA
•EXALTAÇÃO DAS QUALIDADES PESSOAIS DOS PRÉ-CANDIDATOS.
•Participação em entrevistas e em programas nos meios de comunicação de
massa, desde que o tratamento conferido seja isonômico.
•Encontros, seminários e congressos em ambientes fechados, realizados pelos
partidos para discutir políticas públicas, processos eleitores, planos e governos,
alianças voltadas para as eleições.
•Prévias partidárias e distribuição de material, nomes dos filiados que
participarão da disputa ou debates entre pré-candidatos.
•Divulgação de atos de parlamentares e debates legislativos
•Manifestação e posicionamento pessoal sobre questões políticas.
•Realização de reuniões pela sociedade civil, pela imprensa ou pelo partido para
divulgação de ideias, de objetivos e de propostas.

Além disso, é importante lembrar que é VEDADA a transmissão ao vivo por


emissoras de rádio e de televisão das prévias partidárias, sem prejuízo da
cobertura dos meios de comunicação social.

Limites espaciais à propaganda


 LOCAIS PÚBLICOS
No art. 37, da LE, são estabelecidas algumas limitações à propaganda. A
veiculação de qualquer propaganda é vedada em dois casos:
1. Bens públicos (seja diretamente pertencente ao Poder Público ou afetado
por contratos públicos); e
2. Bens de uso comum.
O dispositivo é peremptório: VEDA-SE QUALQUER MODALIDADE DE
PROGAGANDA (inclusive pichação, inscrição a tinta, exposição de placas,
estandartes, cavaletes, faixas, bonecos e assemelhados).

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pichação

inscrição a
bonecos
tinta

VEDA-SE EM
BENS
PÚBLICOS E
DE USO
COMUM exposição
cavaletes
de placas

faixas estandartes

 LOCAIS PRIVADOS
A propaganda em bens privados observa dois princípios: PRINCÍPIO DA
LIBERDADE DE EXPRESSÃO e PRINCÍPIO DA GRATUIDADE. A propaganda eleitoral em
bens privados deve observar a legislação eleitoral, sendo veiculadas com as
orientações que vimos no início acerca da indicação do nome, do número, dos
partidos e dos coligações etc. Além disso, tais propaganda possuem uma
limitação de tamanho de 0,5m² conforme alterações trazidas pela Lei nº
13.165/2015.

PROPAGANDA ELEITORAL EM LOCAIS PRIVADOS

•É PERMITIDA, EM REGRA, e não depende de licença ou de autorização.


•DEVE OBSERVAR a legislação eleitoral.
•DEVE POSSUIR, NO MÁXIMO, 0,5M².

Conceito de carro de som


A Lei das Eleições conceitua carro de som o veículo automotor que usa
equipamento de som com potência nominal de amplificação de, no máximo,
10.000 (dez mil) watts.
Esse conceito foi alargado pela Lei nº 13.165/2015 para incluir também qualquer
veículo, seja ele motorizado ou não e, inclusive, os tracionados por animais, que
transitem divulgando jingles ou mensagens de candidatos.

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Veículo (automotor, motorizado ou não) que


CARRO DE SOM usa equipamento de som com potência nominal
PARA A LE de amplificação de, no máximo, 10.000 (dez
mil) watts (abrange carroças, bicicletas etc).

Vedações às emissoras de rádio e TV após 05 de agosto de ano eleitoral


O art. 45 traz uma série de vedações às emissoras em relação à programação
normal com o encerramento do prazo para a realização das convenções. A partir
de cinco de agosto de 2015 a legislação eleitoral estipula uma série de vedações.

VEDA-SE ÀS EMISSORAS, A PARTIR DE 05 DE AGOSTO

•divulgar consulta popular de natureza eleitoral


•veicular propaganda política
•tratamento privilegiado a candidato, a partido ou a coligação
•veicular, em seus programas, alusão ou crítica a candidato ou partido político,
ainda que de forma dissimulada
•divulgar nome de programa que se refira a candidato escolhido em Convenção.

Além disso, a Lei nº 13.165/2015 trouxe uma inovação, contida no §1º do art.
45, da LE. VEDA-SE a transmissão de programa apresentado ou
comentado por pré-candidato a partir de 30 de junho do ano da eleição.

VEDA-SE A
TRANSMISSÃO DE a partir do dia 30 de
PROGRAMA POR PRÉ- junho do ano eleitoral
CANDIDATO

O candidato que violar a regra acima, além de sofrer multa, terá o registro
cancelado.

Debates
Em relação aos debates eleitorais, tivemos algumas alterações importantes. A
primeira delas é o número de Deputados Federais necessários par garantir o
direito à participação nos debates.
De acordo com o art. 46, da LE, se as emissoras realizarem debates eleitorais
devem, NECESSARIAMENTE, assegurar a participação de candidato cujo
partido tenha mais de nove representantes na Câmara dos Deputados.
Assim, se o partido possui 10 ou mais Deputados Federais eleitos, a emissora
deverá assegurar o direito de participação do candidato no debate, seja para os
candidatos do partido a cargos majoritários ou proporcionais. Em relação aos

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demais partidos, com menor representação, compete à emissora decidir por


chamá-los.

CASO O PARTIDO DECIDA REALIZAR DEBATES (SEJA PARA


ELEIÇÕES MAJORITÁRIAS OU PROPORCIONAIS) DEVERÁ

•garantir a participação de agremiações que possuem 10 ou mais representantes


da Câmara dos Deputados
•chamar partidos com menor representação (9 ou menos)

Nos incisos do art. 46, a LE, fixa algumas regras relativas aos debates.
 PARA ELEIÇÕES MAJORITÁRIAS

Os debates para cargos majoritários poderão ser realizadas com todos


os candidatos ou em grupos de três candidatos. Quanto às regras que
regerão a disputa, os candidatos devem se reunir e, de comum acordo,
convencionar as regras.
De acordo com a LE serão consideradas aprovadas as regras se houver a
anuência de 2/3 dos candidatos, para a realização de debates em primeiro
turno. Na hipótese de realização de segundo turno, havendo apenas dois
candidatos, ambos os candidatos devem aprovar as regras.
 PARA ELEIÇÕES PROPORCIONAIS

Em relação aos debates para os cargos proporcionais, é necessário


assegurar a presença de número equivalente de candidatos a todos os
partidos e coligações a um mesmo cargo eletivo, sendo possível o
desdobramento do debate em várias partes por vários dias.
Para a definição das regras que regerão o debate será necessária a
aprovação por 2/3 dos partidos políticos participantes.

Distribuição dos Horários de Propaganda no Rádio e na TV


Aqui também tivemos diversas alterações na LE. Houve o encurtamento do tempo
de rádio e de TV, seja em relação ao número de dias, seja em relação à extensão
do horário político eleitoral.
 PROPAGANDA ELEITORAL EM BLOCO
 ELEIÇÕES MUNICIPAIS

MEIO/HORÁRIO
CARGO DIAS DA SEMANA
RÁDIO TV

7:00 às 7:10 13:00 às 13:10


Prefeito 2ª a sábado
12:00 às 12:10 20:30 às 20:40

 ELEIÇÕES GERAIS/FEDERAIS (QUANDO SERÁ ELEITO APENAS 1 SENADOR DA


REPÚBLICA)

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HORÁRIO
CARGO DIA DA SEMANA
MANHÃ/MEIO DIA TARDE/NOITE

Radio Televisão

07:00 às 07:12’30’’ 13:00 às 13:12’30’’


Presidente e vice-Presidente 3ª, 5ª e sábados
12:00 às 12:12’30’’ 20:30 às 20:42’30’’

Governador e vice- 7:10 às 7:25 13:15 às 13:25


2ª, 4ª e 6ª
Governador 12:15 às 12:25 20:45 às 20:55

07:00 às 07:05 13:00 às 13:05


Senador da República 2ª, 4ª e 6ª
12:00 às 12:05 20:30 às 20:35

07:12’30’’ às 07:25 13:12’30’’ às 13:25


Deputado Federal 3ª, 5ª e sábados
12:12’30’’ às 12:25 20:42’30’’ às 20:55

07:05 às 07:15 13:05 às 13:15


Deputado Estadual 2ª, 4ª e 6ª
12:05 às 12:15 20:35 às 20:45

 ELEIÇÕES GERAIS/FEDERAIS (QUANDO SERÃO ELEITOS 2 SENADORES DA


REPÚBLICA)

HORÁRIO
CARGO DIA DA SEMANA
MANHÃ/MEIO DIA TARDE/NOITE

Radio Televisão

07:00 às 07:12’30’’ 13:00 às 13:12’30’’


Presidente e vice-Presidente 3ª, 5ª e sábados
12:00 às 12:12’30’’ 20:30 às 20:42’30’’

Governador e vice- 7:16 às 7:25 13:16 às 13:25


2ª, 4ª e 6ª
Governador 12:16 às 12:25 20:46 às 20:55

07:00 às 07:07 13:00 às 13:07


Senador da República 2ª, 4ª e 6ª
12:00 às 12:07 20:30 às 20:37

07:12’30’’ às 07:25 13:12’30’’ às 13:25


Deputado Federal 3ª, 5ª e sábados
12:12’30’’ às 12:25 20:42’30’’ às 20:55

7:07 às 7:16 13:07 às 13:16


Deputado Estadual 2ª, 4ª e 6ª
12:07 às 12:16 20:37 às 20:46

Em síntese...

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2ª, 4ª e 6ª (25m pela manhã e 3ª, 5ª e SÁBADO (25m pela


25m pela tarde) manhã e 25m pela tarde)

Senador da República Presidente e vice-Presidente

Deputado Estadual Deputado Federal

Governador e vice-Governador

O art. 47, §2º, estabeleceu critérios de distribuição dos horários acima em função
da representatividade na Câmara dos Deputados. Esse assunto era disciplinado
pela LE com percentuais diversos antes da reforma eleitoral e fora declarado
inconstitucional pelo STF. Falou-se no julgamento da ADI 5.105 que a Lei nº
13.165/2015 (na época projeto de lei) tinha presunção de inconstitucionalidade,
contudo, para fins de prova objetiva, até manifestação definitiva dos órgãos
judiciais, deve ser considerada.
Portanto...

distribuídos proporcionalmente segundo o


DISTRIBUIÇÃO

90% número de representantes na Câmara dos


Deputados;

distribuídos igualitariamente entre todos


10%
os partidos que registrarem candidatos

Outra regra alterada pela Lei nº 13.165/2015 reporta-se à mudança de filiação


partidária do Deputado Federal. Sabemos que o número de membros da Câmara
dos Deputados é crucial para a distribuição dos horários.
O §7º reporta-se às alterações de filiação partidária, que serão desconsideradas.
Dessa forma, a regra é a filiação do candidato no momento da eleição para a
fixação do número de representantes. Antes da Lei nº 13.165/2015 havia uma
exceção, agora com a redação dada pela reforma eleitoral são desconsideradas
QUAISQUER as mudanças de filiação partidária para fins de distribuição
do tempo de rádio e de TV.
 PROPAGANDA ELEITORAL POR INSERÇÕES

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 ELEIÇÕES MUNICIPAIS

DISTRIBUIÇÃO DA PROPAGANDA POR INSERÇÕES NAS


ELEIÇÕES MUNICIPAIS

60% 40%

Prefeito e vice-
Vereador
Prefeito

A fim de que os partidos políticos não escolham apenas os horários considerados


nobres, dispôs a Lei das Eleições, com alteração dada pela Lei nº 13.165/2015,
três blocos que serão divididos igualitariamente, em razão do número de
inserções franqueado. Vejamos:

1º bloco Das 5 às 11 horas

2º bloco Das 11 às 18 horas

3º bloco Das 18 às 24 horas

O art. 54 define algumas regras do que poderá aparecer nas propagandas


disponibilizadas por inserções. O partido poderá se valer, na confecção da mídia,
das seguintes informações:
 apresentação da proposta;
 apresentação de fotos;
 veiculação de jingles;
 veiculação de clipes de música ou de vinhetas; e
 apresentação de apoiadores.
Em relação aos apoiadores, podem constar também outros candidatos, que
poderão se manifestar por até 25% do tempo da inserção.
Além disso, na elaboração das propagadas é vedado:

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montagem

PROPAGANDAS POR INSERÇÕES A


VEDA-SE NA ELABORAÇÃO DAS
truncagem

UTILIZAÇÃO DE
computação gráfica

desenhos animados

efeitos especiais

Adicionalmente, a Lei nº 13.165/2015 acrescentou alguns §§ ao dispositivo,


estabelecendo o que é permitido e o que é proibido na propaganda por inserções.
Vejamos:

participação de filiados a partidos que tenham


NÃO PODE formalizado o apoio a outros candidatos

entrevistas com o candidato e cenas nas quais


apresenta realizações de governo, falhas
PODE administrativas e deficiências verificadas, bem
como atos parlamentares e debates
legislativos.

Plano de Mídia
O plano de mídia constitui uma reunião realizada juntamente com a Justiça
Eleitoral que tem por finalidade estabelecer como serão veiculadas as inserções
para evitar contratempos durante a propaganda eleitoral. Em razão disso, a partir
de 15 de agosto, a Justiça Eleitoral convoca os partidos que irão participar do
pleito para, juntamente com os representantes das emissoras, estabelecerem o
plano de mídia.

Propaganda Eleitoral na Internet


A única regra alterada relativa à propaganda na internet é o prazo: ela somente
iniciará em 16 de agosto do ano eleitoral.

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Direito de Resposta
Para finalizar as alterações constantes da Lei nº 13.165/2015 em propaganda
eleitoral, trataremos de um aspecto acrescido ao art. 58, da LE, que trata do
direito de resposta.
A LE, nesse dispositivo, fixa prazos para requerer o direito de resposta à Justiça
Eleitoral. Antes da reforma tínhamos apenas três prazos, agora são quatro
hipóteses. Vejamos:

72 horas da
na imprensa escrita
publicação

na programação
48 horas da
normal no rádio e na
veiculação
TV

DIREITO DE
RESPOSTA no horário eleitoral 24 horas da
gratuito divulgação

a qualquer tempo OU

na internet

72 horas após a
retirada

3.12 - Condutas vedadas aos agentes públicos


O art. 73 da LE traz um rol de condutas vedadas aos agentes públicos nos pleitos
eleitorais. Desse rol, temos um único dispositivo que foi alterado pela Lei nº
13.165/2015, qual seja:
Veda-se, no primeiro semestre do ano eleitoral, realizar despesas com
publicidade dos órgãos públicos superior à média do primeiro semestre
dos últimos três anos anteriores ao ano eleitoral.
Dada a importância da matéria para fins de prova, vamos relembrar todas as
hipóteses descritas na legislação:
 Em síntese, devemos memorizar as HIPÓTESES DE CONDUTAS VEDADAS
AOS AGENTES PÚBLICOS:
 Utilização de bens públicos em benefício de candidato, de partido
ou coligação, com exceção da convenção partidária que poderá ser
realizada em imóvel público.
 Utilização de materiais ou serviço público em benefício de
candidatos, de partidos e coligações.

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 Cessão de servidores para comitês de campanha eleitoral de


candidato, de partido político ou coligação, exceto se o servidor
licenciar-se, estiver fora do horário de trabalho ou em férias (Resolução
TSE nº 21.854/2004).
Portanto, a hipóteses acima não se aplica em caso de:

NÃO IMPLICA
CESSÃO
IRREGULAR DE
SERVIDOR

fora do horário de
servidor licenciar-se em férias
trabalho

 Usar ou permitir o uso, em favor de candidatos ou partido, de distribuição


gratuita de bens e serviços sociais.

PODERÃO, EXCEPCIONALMENTE, SEREM


FORNECIDOS OS SEGUINTES SERVIÇOS
PÚBLICOS GRATUITOS AINDA QUE EM ANO
ELEITORAL:

•calamidade pública
•estado de emergência
•programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no
exercício anterior

 Veda-se a nomeação, a exoneração, a remoção ou a substituição de


servidores nos três meses que antecedem o pleito até a posse dos eleitos,
sob pena de nulidade.
 Veda-se, nos três meses que antecedem o pleito, a transferência de
recursos entre os entes federativos, a não ser para:
 cumprir obrigação formal pré-existente;
 obra ou serviço público em andamento e com cronograma pré-fixado;
e
 atender a situações emergenciais e de calamidade pública.
 Veda-se, nos três meses que antecedem o pleito, a autorização de
publicidade institucional.
Existem, do mesmo modo, duas exceções:

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propaganda de produtos e de
serviços que tenham
concorrência no mercado
PERMITE-SE A
PUBLICIDADE
INSTITUICONAL AINDA QUE
NOS TRÊS MESES QUE
ANTECEDEM O PLEITO:

grave e urgente necessidade


pública

 Veda-se, nos três meses que antecedem as eleições, fazer


pronunciamento em rede nacional, salvo definida em horário político
gratuito e em casos de matérias urgentes, relevantes e característica das
funções de governo.
 Veda-se, no primeiro semestre do ano eleitoral, realizar despesas
com publicidade dos órgãos públicos superiores à média do
primeiro semestre dos últimos três anos anteriores ao ano eleitoral.
 Veda-se, desde as convenções para escolha dos candidatos até a
posse dos eleitos, efetuar a revisão geral da remuneração dos
servidores públicos que exceda a recomposição da perda de seu
poder aquisitivo.

3.13 - Disposições Transitórias


Para finalizar as alterações promovidas pela Lei nº 13.165/2015, vamos pinçar
algumas regras constantes da parte final da Lei das Eleições.

Uso das emissoras pelo TSE:


 Para divulgação de comunicados, de boletins e de inscrições ao
eleitorado
De acordo com o art. 93, da LE, o TSE poderá requisitar, em ano eleitoral, das
emissoras de rádio e de televisão no período de um mês antes do início da
propaganda eleitoral e no período de três meses antes do pleito até 10 minutos
diários (contínuos ou não) para a divulgação de comunicados, de boletins e de
instruções ao eleitorado.
Lembre-se:

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REQUISIÇÃO ÀS EMISSORAS PARA COMUNICADOS,


BOTEINS E INSTRUÇÕES

•período: um mês antes de iniciar a propaganda e por três meses antes do


pleito.
•tempo: 10 minutos diários (contínuos ou não).

 Para divulgação de propaganda institucional


O art. 93-A, da LE, assegura até 5 minutos por dia durante o período de 01.04 a
30.07 do ano eleitoral para a realização de propaganda institucional pelo TSE,
com dupla finalidade:
 incentivar a participação feminina na política; e
 esclarecer cidadãos sobre as regras e funcionamento do sistema eleitoral.

Intimação de atos processuais


O art. 94, da LE, fixa que nos TREs e perante o TSE os advogados dos candidatos,
ou dos partidos e coligações, serão intimados para os feitos que não versem
sobre a cassação do registro ou do diploma por meio da publicação de edital
eletrônico publicado na página do respectivo Tribunal na internet,
iniciando-se a contagem do prazo no dia seguinte ao da divulgação.

Não responsabilização do partido por atos praticados pelo candidato


Segundo o art. 96, da LE, as sanções aplicadas a candidato em razão do
descumprimento de disposições da Lei das Eleições não se estendem ao
respectivo partido, mesmo na hipótese de esse ter se beneficiado da conduta,
salvo quando comprovada a sua participação.

Reunião de ações eleitorais que versem sobre os mesmos fatos


O art. 96-B, que foi acrescido à Lei das Eleições, pela Lei nº 13.165/2015 prevê
a reunião de ações eleitorais propostas por partes diferentes, mas que versem
sobre os mesmos fatos.
A pretensão do legislador foi assegurar julgamento conjunto, o que permite o
aproveitamento dos atos processuais e julgamento uniforme, sem a necessidade
de suspensão de alguns dos processos para aguardar o julgamento de outros.
Para definição do juiz competente aplica-se a regra de prevenção segundo a qual
será competente para apreciá-las o juiz ou relator que tiver recebido a primeira.
Além disso, prevê o art. 96-B:
 O ajuizamento de ação eleitoral por candidato ou por partido político não
impede ação do Ministério Público no mesmo sentido.
 Se proposta ação sobre o mesmo fato apreciado em outra cuja decisão
ainda não transitou em julgado, será ela apensada ao processo anterior na
instância em que ele se encontrar, figurando a parte como litisconsorte no
feito principal.

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 Se proposta ação sobre o mesmo fato apreciado em outra cuja decisão já


tenha transitado em julgado, não será ela conhecida pelo juiz, ressalvada
a apresentação de outras ou de novas provas.

Contratação de pessoal para as campanhas eleitorais


Prevê a LE, no art. 100, que a contratação de pessoal para a prestação de serviços
eleitorais não gera vínculo empregatício com o candidato ou com o partido
contratante.
Analisamos, assim, todas as alterações promovidas pela Lei nº 13.165/2015 na
Lei das Eleições.

4 - Alterações promovidas pela Lei nº 13.165/2015


na Lei dos Partidos Políticos
4.1 - Apoiamento mínimo
A primeira alteração que trataremos envolve a criação e o registro de novos
partidos políticos. Após a constituição da pessoa jurídica, o partido político deverá
obter o apoiamento mínimo, procedimento por intermédio do qual se comprova
o caráter nacional do partido.
O art. 7º, §1º, da LPP, alterado pela Lei nº 13.165/2015, prevê como requisitos
para demonstração do apoiamento mínimo:

O CARÁTER NACIONAL DO PARTIDO É COMPROVADO POR


INTERMÉDIO DO APOIAMENTO MÍNIMO, QUE EXIGE

• que seja obtido no interregno de 2 anos.


•0,5% do eleitorado da Câmara dos Deputados, sem considerar votos brancos e
nulos.
•distribuídos em 1/3 dos Estados-membros com 0,1% em cada Estado.

Após obtenção dessas assinaturas, o partido político poderá proceder ao registro


perante o TSE.

4.2 - Perda do mandato por desfiliação sem justa causa


Até então não tínhamos a previsão expressa na legislação de que a infidelidade
partidária sem justa causa implica a perda do cargo político-eletivo. Agora, com
a Lei nº 13.165/2015 temos!
APENAS três situações constituem justa causa para a desfiliação. Ou seja, são
três hipóteses em que o detentor do cargo político-eletivo poderá se desfiliar e,
ainda assim, não perderá o cargo político-eletivo. Vejamos:
1ª HIPÓTESE: se houver alterações substanciais no programa do partido, ou
no caso de não observância do programa partidário, o detentor do mandato
político eletivo poderá se desfiliar sem a perda do cargo que ocupa.

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2ª HIPÓTESE: se o partido político praticar grave discriminação política


contra o detentor do cargo político eletivo, ele poderá se desfiliar sem
consequência para o seu mandato.
3ª HIPÓTESE: se o detentor do cargo político eletivo decidir mudar de partido
no período de 30 dias antes do prazo de seis meses de filiação quando
próximo do término do mandato também não haverá perda do cargo
político eletivo.
Em face dessas alterações vamos, para finalizar, apontar algumas questões
específicas e, por fim, trazer o esquema que você levará para a prova...
 OBSERVAÇÃO 1: a incorporação ou a fusão de partido político deixa de
ser hipótese que justifica a desfiliação.
 OBSERVAÇÃO 2: a criação de partido político também deixa de ser
hipótese que justifica a desfiliação.
 OBSERVAÇÃO 3: o art. 22-A, da LPP, não diferencia a questão da
infidelidade em relação a ocupantes de cargos políticos decorrentes do
sistema proporcional ou majoritário. Assim, os eleitos por ambos os
sistemas poderão perder o cargo por desfiliação imotivada, exceto no caso
do art. 22-A, § único, da LPP.
E para finalizar...
A perda do mandato em razão da mudança de partido se aplica aos
candidatos eleitos pelo sistema majoritário (Presidente, Senador,
Governador e Prefeito) e também ao proporcional (Deputados Federais,
Deputados Estaduais e Vereadores).

perda do cargo político


REGRA
eletivo

caso de mudança
substancial ou desvio
DESFILIAÇÃO IMOTIVADA reiterado do programa
partidário

grave discriminação
NÃO PERDERÁ O CARGO política pessoal
APENAS EM

mudança de partido nos


30 dias anteriores ao
prazo de filiação (de 6
meses) próximo do
término do mandato

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4.3 - Regras específicas relativas à fusão e à


incorporação
A Lei nº 13.165/2015 conferiu nova redação aos §§ 6º e 7º, do art. 29, e
acrescentou outros dois parágrafos.
 regras relativas à incorporação:
 o instrumento respectivo deve ser levado ao Ofício Civil competente, que
deve, então, cancelar o registro do partido incorporado a outro;
 devem ser somados exclusivamente os votos dos partidos incorporados
obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, para efeito
da distribuição dos recursos do Fundo Partidário e do acesso gratuito ao
rádio e à televisão;
 o novo estatuto ou instrumento de incorporação deve ser levado a registro
e averbado, respectivamente, no Ofício Civil e no Tribunal Superior
Eleitoral; e
 Somente será admitida a incorporação de partidos políticos que tenham
obtido o registro definitivo do Tribunal Superior Eleitoral há, pelo menos, 5
anos.
 regras relativas à fusão:
 devem ser somados exclusivamente os votos dos partidos fundidos obtidos
na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, para efeito da
distribuição dos recursos do Fundo Partidário e do acesso gratuito ao rádio
e à televisão; e
 Somente será admitida a fusão de partidos políticos que hajam obtido o
registro definitivo do Tribunal Superior Eleitoral há, pelo menos, 5 anos.
Notem que as duas regras referentes à fusão se repetem na incorporação.

4.4 - Prestação de contas de campanha pelos partidos


políticos
Desnecessidade de prestação de contas e consequência da
desaprovação
A Lei nº 13.165/2015 revogou um § e acresceu outros dois ao art. 32.
São duas regras específicas, uma para o caso de não haver movimentação
financeira e outra referente às consequências pela desaprovação das contas de
campanha.
 desnecessidade de prestação de contas
Essa regra aplica-se apenas aos órgãos partidários municipais, que ficam
desobrigados de prestar contas, caso não tenham movimentado recursos
financeiros nem arrecadado bens estimáveis em dinheiro durante a
campanha eleitoral.
Em tais hipóteses deverão apenas apresentar uma declaração de ausência
de movimentação de recursos.

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 consequência da desaprovação de contas do partido


O partido político que tiver as contas desaprovadas não poderá ser
impedido de participar do pleito eleitoral.

Regras para a prestação de contas


O controle pela Justiça Eleitoral será exercido nos termos do art. 34, da LPP, que
foi alterado pela Lei nº 13.165/2015. A Justiça Eleitoral estabelece uma série de
regras que devem ser observadas:
 obrigatoriedade de designação de dirigentes partidários específicos
para movimentar recursos financeiros nas campanhas eleitorais;
 relatório financeiro, com documentação que comprove a entrada e a
saída de dinheiro ou de bens recebidos e aplicados;
 obrigatoriedade de ser conservada pelo partido, por PRAZO NÃO
INFERIOR A CINCO ANOS, a documentação comprobatória de suas
prestações de contas;
 obrigatoriedade de prestação de contas pelo partido político e por seus
candidatos no encerramento da campanha eleitoral, com o
recolhimento imediato à tesouraria do partido dos saldos financeiros
eventualmente apurados.
Duas dessas regras são fundamentais:
 armazenamento dos documentos contábeis.

A DOCUMENTAÇÃO COMPROBATÓRIA DA PRESTAÇÃO DE


CONTAS DEVERÁ SER CONSERVADA POR TEMPO NÃO INFERIOR
A 5 ANOS

 prestação de contas com encerramento da campanha.

o partido
COM O ENCERRAMENTO DA CAMPANHA
DEVEM PRESTAR CONTAS
os candidatos

Além disso, o §1º, alterado pela Lei nº 13.165/2015, faz distinção entre o
controle de legalidade das finanças do partido político e da não-interferência do
Estado nas atividades partidárias. Como vimos, o controle das contas dos partidos
políticos destina-se a aferir a regularidade das receitas e a destinação das
despesas pelo exame da documentação, sem qualquer interferência nas
atividades político-partidárias ou na autonomia do partido.
Dos dispositivos acima...

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A prestação de contas à Justiça


Eleitoral não pode implicar Para exame da documentação a
análise das atividades político- Justiça Eleitoral poderá
partidárias ou qualquer requisitar técnico do TCU ou
interferência em sua dos TCEs.
autonomia.

Sanção em decorrência da desaprovação das contas do partido


político
O art. 37 trouxe uma inovação relevante para fins de prova. Pela sistemática
anterior à reforma eleitoral, diversas sanções poderiam ser aplicadas ao partido
político que tivesse as contas desaprovadas.
A Lei nº 13.165/2015, além de deixar claro que a desaprovação das contas não
obsta a participação do partido político nas eleições, prevê apenas a devolução
de valores e uma sanção financeira.
Vejamos:

DESAPROVAÇÃO DAS CONTAS

devolução dos valores


multa de ATÉ 20% do valor
recebidos do Fundo; E

Ainda em relação à sanção acima:


 Será aplicada exclusivamente à esfera partidária responsável pela
irregularidade, não suspendendo o registro ou a anotação de seus órgãos
de direção partidária nem tornando devedores ou inadimplentes os
respectivos responsáveis partidários.
 Deverá ser aplicada de forma proporcional e razoável, pelo período de um
a doze meses, e o pagamento deverá ser feito por meio de desconto nos
futuros repasses de cotas do Fundo Partidário, desde que a prestação de
contas seja julgada, pelo juízo ou pelo tribunal competente, em até cinco
anos de sua apresentação.
 O desconto no repasse de cotas resultante da aplicação da sanção será
suspenso durante o segundo semestre do ano em que se realizarem as
eleições.

Regras específicas
A Lei nº 13.165/2015 acrescentou ao art. 37, em seus parágrafos, algumas
regras específicas referentes à prestação de contas:
 Os gastos com passagens aéreas serão comprovados mediante
apresentação de fatura ou duplicata emitida por agência de viagem, quando

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for o caso, desde que informados os beneficiários, as datas e os itinerários,


vedada a exigência de apresentação de qualquer outro documento para
esse fim.
 Os órgãos partidários poderão apresentar documentos hábeis para
esclarecer questionamentos da Justiça Eleitoral ou para sanear
irregularidades a qualquer tempo, enquanto não transitada em julgado a
decisão que julgar a prestação de contas.
 Erros formais ou materiais que, no conjunto da prestação de conta, não
comprometam o conhecimento da origem das receitas e a destinação das
despesas não acarretarão na desaprovação das contas.
 A responsabilização pessoal civil e criminal dos dirigentes partidários
decorrente da desaprovação das contas partidárias e de atos ilícitos
atribuídos ao partido político somente ocorrerá se verificada irregularidade
grave e insanável resultante de conduta dolosa que importe enriquecimento
ilícito e lesão ao patrimônio do partido.
O instituto ou fundação de pesquisa e de doutrinação e educação política
não será atingido pela sanção aplicada ao partido político em caso de
desaprovação de suas contas, exceto se tiver diretamente dado causa à
reprovação.

Sanção decorrente da não prestação de contas


Vimos que, em relação à desaprovação, haverá uma sanção de natureza
pecuniária. No caso de não apresentação de contas também foi estabelecida pela
Lei nº 13.165/2015 uma sanção cuja repercussão é pecuniária, qual seja:
suspensão no recebimento das quotas do Fundo Partidário.
A suspensão perdurará até a efetiva prestação das contas.
Distinguindo desaprovação de não prestação de contas, temos...

DESAPROVAÇÃO DAS CONTAS NÃO PRESTAÇÃO DE CONTAS

devolução dos valores recebidos e suspensão das quotas do Fundo


multa de até 20% Partidário, até regularização.

Doações
Agora com a Reforma Eleitoral não é admitido mais doação por parte de pessoas
jurídicas. Assim, as doações ficam restritas às pessoas físicas, ainda assim
observando alguns limites (como, por exemplo, o percentual máximo de 10% dos
rendimentos brutos).
Aqui na LPP, houve a fixação expressa das formas de doação. Destaca-se a
pretensão do legislador de conseguir a identificação da origem para que possa

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ser efetuado o controle de legalidade dos valores e para que não haja uso
abusivo, ou não declarado, de recursos em campanhas eleitorais.
Nesse contexto, são forma de doações:
 cheques cruzados e nominais ou transferência eletrônica de depósitos;
 depósitos em espécie devidamente identificados;
 mecanismo disponível em sítio do partido na internet que permita inclusive
o uso de cartão de crédito ou de débito e haja a identificação do doador e
a emissão obrigatória de recibo eleitoral para cada doação realizada.

4.5 - Fundo Partidário


Distribuição
Em relação à distribuição do Fundo Partidário, a Lei nº 13.165/2015 fez uma
alteração pontual, de modo a conferir os 5% relativos ao Fundo Partidário apenas
aos partidos políticos que observem as regras constitucionais relativas aos
partidos políticos.
Assim:

Divididos em partes iguais


entre os partidos políticos que
5% tenham façam jus ao Fundo
Partidário conforme regras
constitucionais
DO FUNDO
PARTIDÁRIO
Distribuídos aos partidos de
acordo com a proporção dos
95% votos recebidos nas últimas
eleições para a Câmara dos
Deputados.

Destinações do Fundo Partidário


A LPP sofreu diversas alterações em relação à destinação dos valores do Fundo
Partidário. Toda a disciplina fora reestruturada pela Lei nº 13.165/2015. Portanto,
atenção!
São sete as destinações conferidas aos recursos do Fundo Partidário.
O primeiro aspecto a destacar é que o partido político DEVERÁ (trata-se de uma
exigência) proceder a aplicação dos recursos nas hipóteses que passamos a
analisar.
 aplicação para manutenção de sedes e serviços.
Em relação à manutenção da sede e dos serviços dos partidos, a LPP disciplina
limites de destinação.

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órgão nacional do partido


50% DO TOTAL RECEBIDO
político

órgão estadual e municipal


60% DO TOTAL RECEBIDO
do partido político

 propaganda doutrinária e política.


 alistamento e campanhas eleitorais.
 na criação e na manutenção de instituto ou de fundação de pesquisa e
de doutrinação e educação política, sendo essa aplicação de, no mínimo,
vinte por cento do total recebido.
 na criação e na manutenção de programas de promoção e de difusão
da participação política das mulheres, criados e mantidos pela secretaria
da mulher do respectivo partido político ou, inexistindo a secretaria, pelo
instituto ou fundação de pesquisa e de doutrinação e educação, conforme
percentual que será fixado pelo órgão nacional de direção partidária,
observado o MÍNIMO DE 5% DO TOTAL;
Ainda em relação ao inc. V, prevê a Le de Partidos Políticos que se não forem
utilizados os 5%, o partido político deverá transferir a diferença para se atingir o
percentual mínimo para uma conta específica, sobre pena de ser obrigado a
aplicar um adicional de 12,5%. Assim, caso não cumpra o percentual mínimo de
5%, o partido poderá ser condenado a aplicar 17,5% na promoção da
participação política das mulheres.
Além disso, é importante frisar que os valores aplicados devem ser aplicados na
média. Assim, no período de 5 anos, por exemplo, o partido deverá aplicar 5% a
cada ano. Para tanto, contudo, a fim de constituir reserva de capital, o partido
deverá efetuar o depósito em conta para destinação específica.
 pagamento de mensalidades, de anuidades e de congêneres devidos a
organismos partidários internacionais que se destinem ao apoio à
pesquisa, ao estudo e à doutrinação política, aos quais seja o partido
político regularmente filiado.
 pagamento de despesas com alimentação, incluindo restaurantes e
lanchonetes.
Em síntese...

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APLICAÇÃO DOS RECURSOS DO FUNDO

•manutenção das sedes (inclusive com manutenção de pessoa), observado o


LIMITE de 50% ao órgão nacional e de 60% aos órgãos estaduais e
municipais.
•propaganda doutrinária e política
•alistamento e campanhas eleitorais
•criação e manutenção de programas de promoção e de difusão de política
para mulheres, NO MÍNIMO 5%
•criação e manutenção de entidades de pesquisa e de doutrinação e educação
política
•despesas com alimentação

O §§ 1º e 2º do art. 44 tratam da obrigatoriedade de os partidos políticos


discriminarem a aplicação dos recursos em seus balanços a fim de possibilitarem
o controle, pela Justiça, da aplicação dos recursos conforme vimos acima.
Inclusive, permite-se à Justiça Eleitoral proceder, A QUALQUER TEMPO,
investigações com o objetivo de aferir a regularidade de aplicação dos recursos.

4.6 - Acesso ao rádio e televisão


Em relação ao acesso ao rádio e à televisão pelos partidos políticos, temos
algumas regras alteradas pela reforma eleitoral.

Promoção da participação feminina


A LPP confere ao partido político certo tempo para propaganda partidária gratuita,
contudo, exige que alguns temas sejam obrigatoriamente tratados. Entre eles
está a promoção e a difusão da participação política feminina.
A alteração promovida pela Lei nº 13.165/2015 nesse aspecto é sutil. Ela veio
esclarecer que o tempo mínimo de 10% se aplica tanto à propaganda partidária
em bloco como à propaganda partidária por inserções. Significa dizer que os
partidos devem dispor de 10% do tempo total para a promoção e para a
difusão da participação política feminina tanto na propaganda partidária
em bloco quanto na propaganda por inserções.

Distribuição do tempo para a propaganda partidária


A segunda alteração significativa em relação ao acesso ao rádio e à televisão
pelos partidos políticos refere-se à distribuição do tempo de rádio e de televisão.
O art. 49 fixa o tempo das propagandas partidárias, distinguindo a propaganda
em bloco e por inserções. Para ter direito à propaganda, exige-se que o partido
tenha ao menos um representante perante o Congresso Nacional, ou seja,
ao menos um Deputado Federal ou Senador da República.
Se obtido, terá direito a:

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PROPAGANDA PARTIDÁRIA POR


PROPAGANDA PARTIDÁRIA EM BLOCO
INSERÇÕES

5 minutos 10 minutos 10 minutos 20 minutos

se tiver de 1 a 4 se tiver 5 ou mais se tiver de 1 a 9 se tiver 10 ou mais


representantes na representantes na representantes na representantes na
Câmara dos Câmara dos Câmara dos Câmara dos
Deputados Deputados Deputados Deputados

5 - Dispositivos próprios da Lei nº 13.165/2015


5.1 - Limites de gastos às campanhas eleitorais
Para finalizar a aula de hoje veremos os dispositivos específicos da Lei nº
13.165/2015, ou seja, os art. 5º a 14, que estabelecem limites de gastos às
campanhas eleitorais.
 PARA OS CARGOS DO PODER EXECUTIVO:
Art. 5o O limite de gastos nas campanhas eleitorais dos candidatos às eleições para
Presidente da República, Governador e Prefeito será definido com base nos gastos
declarados, na respectiva circunscrição, na eleição para os mesmos cargos imediatamente
anterior à promulgação desta Lei, observado o seguinte:
I - para o primeiro turno das eleições, o limite será de:
a) 70% (setenta por cento) do maior gasto declarado para o cargo, na circunscrição eleitoral
em que houve apenas um turno;
b) 50% (cinquenta por cento) do maior gasto declarado para o cargo, na circunscrição
eleitoral em que houve dois turnos;
II - para o segundo turno das eleições, onde houver, o limite de gastos será de 30% (trinta
por cento) do valor previsto no inciso I.
Parágrafo único. Nos Municípios de até dez mil eleitores, o limite de gastos será de R$
100.000,00 (cem mil reais) para Prefeito e de R$ 10.000,00 (dez mil reais) para Vereador,
ou o estabelecido no caput se for maior.

Como podemos observar há o intuito de reduzir os gastos com campanhas


eleitorais. Para tanto, o legislador fixou que, para as próximas eleições aos cargos
de Presidente e vice-Presidente da República, Governador e vice-Governador e
Prefeito e vice-Prefeito, serão utilizados os seguintes limites:

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LIMITE DE GASTOS PARA O PRIMEIRO TURNO

•70% do maior gasto declarado para o cargo na circunscrição eleitoral em que


houve apenas um único turno
•50% do maior gasto declarado para o cargo na circunscrição em que houve
segundo turno

LIMITE DE GASTOS PARA O SEGUNDO TURNO

•30% do maior gasto para o cargo na circunscrição eleitoral

Em relação às eleições ao cargo de Prefeito, os limites acima aplicam-se apenas


se o município possuir 10 mil ou mais eleitores. Se o número de eleitores for
inferior a 10 mil, o limite de gastos será de 70% e, se esse percentual não atingir
R$ 100.000,00, esse será o valor máximo de gastos.
 PARA OS CARGOS DO PODER LEGISLATIVO:
Art. 6o O limite de gastos nas campanhas eleitorais dos candidatos às eleições para
Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual, Deputado Distrital e Vereador será de 70%
(setenta por cento) do maior gasto contratado na circunscrição para o respectivo cargo na
eleição imediatamente anterior à publicação desta Lei.

Em relação aos cargos para as casas legislativas, como não há segundo turno,
há um único limite: 70% do maior valor gasto contratado na circunscrição
para o respectivo cargo nas últimas eleições.
Há apenas um alerta. Conforme consta do art. 5º, parágrafo único, nos
municípios com menos de 10 mil eleitores o limite de gastos será de 70% e, se
esse percentual não atingir R$ 10.000,00, esse será o valor máximo de gastos.
Os arts. 7º e 8º da Lei nº 13.165/2015 estabelecem regras para a definição dos
valores acima. Apenas a leitura é o suficiente:
Art. 7o Na definição dos limites mencionados nos arts. 5o e 6o, serão considerados os gastos
realizados pelos candidatos e por partidos e comitês financeiros nas campanhas de cada um
deles.
Art. 8o Caberá à Justiça Eleitoral, a partir das regras definidas nos arts. 5 o e 6o:
I - dar publicidade aos limites de gastos para cada cargo eletivo até 20 de julho do ano da
eleição;
II - na primeira eleição subsequente à publicação desta Lei, atualizar monetariamente, pelo
Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC da Fundação Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística - IBGE ou por índice que o substituir, os valores sobre os quais
incidirão os percentuais de limites de gastos previstos nos arts. 5 o e 6o;
III - atualizar monetariamente, pelo INPC do IBGE ou por índice que o substituir, os limites
de gastos nas eleições subsequentes.

Em relação às campanhas de candidatos do sexo feminino, o art. 9º da Lei nº


13.165/2015 fixou um patamar mínimo e máximo de destinação de recursos do
Fundo Partidário. Esse valor deverá constar de conta específica.

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Para a prova...

NAS CAMPANHAS DE SUAS


CANDIDATAS OS PARTIDOS entre 5% e 15%
DEVEM RESERVAR

Vejamos o dispositivo:
Art. 9o Nas três eleições que se seguirem à publicação desta Lei, os partidos reservarão,
em contas bancárias específicas para este fim, no mínimo 5% (cinco por cento) e no máximo
15% (quinze por cento) do montante do Fundo Partidário destinado ao financiamento das
campanhas eleitorais para aplicação nas campanhas de suas candidatas, incluídos nesse
valor os recursos a que se refere o inciso V do art. 44 da Lei no 9.096, de 19 de setembro
de 1995.

É importante ressaltar que na Lei dos Partidos Políticos há reserva de 5%.


Conforme deixa claro o dispositivo acima, há a pretensão de conferir um reforço
de investimento na participação política feminina nas próximas três eleições que
se realizarão. Desse modo, o mínimo deve permanecer em 5% e o máximo em
15% para as próximas três pleitos. Após, deve-se observar apenas a regra
prevista na LPP, sem a fixação de valor máximo. A diferença é que na LPP fala-
se apenas em promoção da participação política feminina. Aqui, na Lei nº
13.165/2015, exige-se o investimento direto na campanha eleitoral de
candidatas.
Nesse mesmo sentido, e com o intuito de promover a participação das mulheres
no processo eleitoral brasileiro, temos, ainda, duas outras regras:
Art. 10. Nas duas eleições que se seguirem à publicação desta Lei, o tempo mínimo referido
no inciso IV do art. 45 da Lei no 9.096, de 19 de setembro de 1995, será de 20% (vinte por
cento) do programa e das inserções.
Art. 11. Nas duas eleições que se seguirem à última das mencionadas no art. 10, o tempo
mínimo referido no inciso IV do art. 45 da Lei nº 9.096, de 19 de setembro de 1995, será
de 15% (quinze por cento) do programa e das inserções.

A Lei dos Partidos Políticos fixa, no art. 45, que 10% do tempo destinado à
propaganda político partidária, que é realizada de forma gratuita, deve ser
destinada à promoção e à difusão da participação política das mulheres.
Os arts. 10 e 11 trazem um acréscimo ao percentual. Assim, nas próximas três
eleições, os partidos políticos devem reservar 20% e nas duas subsequentes
15%. Após (ou seja, no sexto pleito) retornaremos aos 10% habituais.
O art. 12 prevê o processo de impressão do registro do voto:
Art. 12. (VETADO).
Art. 12. Até a primeira eleição geral subsequente à aprovação desta Lei, será implantado
o processo de votação eletrônica com impressão do registro do voto a que se refere o art.
59-A da Lei no 9.504, de 30 de setembro de 1997. (Promulgação)

Apenas para esclarecer o art. 59-A foi vetado pela Presidente e o Congresso, em
18/11/2014 derrubou o veto. Dessa forma, passa a ter vigência o art. 59-A da
LPP, que citamos:

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Art. 59-A. No processo de votação eletrônica, a urna imprimirá o registro de cada voto, que
será depositado, de forma automática e sem contato manual do eleitor, em local
previamente lacrado.
Parágrafo único. O processo de votação não será concluído até que o eleitor confirme a
correspondência entre o teor de seu voto e o registro impresso e exibido pela urna
eletrônica.

Pessoal, sem maior estresse! A impressão do voto está prevista na legislação


eleitoral, porém será aplicável apenas às Eleições de 2018, devido ao que prevê
a Lei 13.165/2015.
O art. 13, por sua vez, estabelece que o prazo de dois anos para comprovação
do apoiamento mínimo, previstos na Lei dos Partidos Políticos será aplicável
apenas aos pedidos efetuados após a vigência da Lei nº 13.165/2015. Vejamos:
Art. 13. O disposto no § 1o do art. 7o da Lei no 9.096, de 19 de setembro de 1995, no
tocante ao prazo de dois anos para comprovação do apoiamento de eleitores, não se aplica
aos pedidos protocolizados até a data de publicação desta Lei.

Para finalizar, vejamos o art. 14, o qual prevê que a Lei nº 13.165/2015 entra
em vigor na data de 26 de novembro de 2015, data em que fora publicada.
Art. 14. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

6 - Súmulas TSE
Súmula TSE nº 1
CANCELADA

Súmula TSE nº 2
Assinada e recebida a ficha de filiação partidária até o termo final do prazo
fixado em lei, considera-se satisfeita a correspondente condição de
elegibilidade, ainda que não tenha fluído, até a mesma data, o tríduo legal
de impugnação.
De acordo com a Lei dos Partidos Políticos, uma das condições de elegibilidade é
a filiação partidária há pelo menos um ano antes da data fixada para as eleições.
Em regra, essas filiações são acompanhadas pela Justiça Eleitoral e pelos demais
partidos políticos pelas remessas periódicas, das listas de filiados, nos termos do
art. 19, da LPP:
Art. 19. Na segunda semana dos meses de abril e outubro de cada ano, o partido, por seus
órgãos de direção municipais, regionais ou nacional, deverá remeter, aos Juízes Eleitorais,
para arquivamento, publicação e cumprimento dos prazos de filiação partidária para efeito
de candidatura a cargos eletivos, a relação dos nomes de todos os seus filiados, da qual
constará a data de filiação, o número dos títulos eleitorais e das Seções em que estão
inscritos.

Essas listas de filiados são publicadas de modo que os partidos terão acesso para
impugná-las. É o que se extrai do art. 19, §3º ao prever o acesso de tais
informações às agremiações:
§ 3º Os órgãos de direção nacional dos partidos políticos terão pleno acesso às informações
de seus filiados constantes do cadastro eleitoral.

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Na Lei dos Partidos Políticos anterior havia a possibilidade de impugnação no


prazo de 3 dias após a publicação. Em razão disso, o TSE publicou a referida
Súmula para fixar que a comunicação no prazo, independentemente de posterior
impugnação, era suficiente para atender à condição de elegibilidade.
Atualmente o dispositivo tem pouca valia. De todo modo, registre-se que o
recebimento da comunicação da filiação partidária marca o início da
contagem do prazo de um ano de filiação.
Devemos lembrar, ainda, que no caso de haver dois registros de filiação,
prevalecerá a mais recente, devendo a Justiça Eleitoral determinar o
cancelamento das demais, conforme art. 20, § único da LPP, com redação dada
pela Lei nº 12.891/2013.

Súmula TSE nº 3
No processo de registro de candidatos, não tendo o juiz aberto prazo para o suprimento de
defeito da instrução do pedido, pode o documento, cuja falta houver motivado o
indeferimento, ser juntado com o recurso ordinário.

Em direito processual, a regra é a impossibilidade de que a parte junte


documentos na fase recursal. Contudo, em relação ao processo de registro de
candidatos, o Tribunal permite que tais documentos sejam anexados aos
autos com o recurso ordinário, caso o juiz eleitoral não tenha deferido
prazo para que os documentos fossem juntados.

PERMITE-SE A
JUNTADA DE caso o juiz não tenha
em processo de
DOCUMENTOS COM deferido prazo durante
registro de candidatos
O RECURSO a instrução do feito
ORDINÁRIO

Súmula TSE nº 4
Não havendo preferência entre candidatos que pretendam o registro da mesma variação
nominal, defere-se o do que primeiro o tenha requerido.

O art. 12, da LE, trata dos candidatos que pretendem registrar o mesmo nome
para aparecer na urna eleitoral no dia das eleições. Vejamos o dispositivo:
Art. 12. O candidato às eleições proporcionais indicará, no pedido de registro, além de seu
nome completo, as variações nominais com que deseja ser registrado, até o máximo de três
opções, que poderão ser o prenome, sobrenome, cognome, nome abreviado, apelido ou
nome pelo qual é mais conhecido, desde que não se estabeleça dúvida quanto à sua
identidade, não atente contra o pudor e não seja ridículo ou irreverente, mencionando em
que ordem de preferência deseja registrar-se.
§ 1º Verificada a ocorrência de homonímia, a Justiça Eleitoral procederá atendendo ao
seguinte:
I – havendo dúvida, poderá exigir do candidato prova de que é conhecido por dada opção
de nome, indicada no pedido de registro;
II – ao candidato que, na data máxima prevista para o registro, esteja exercendo mandato
eletivo ou o tenha exercido nos últimos quatro anos, ou que nesse mesmo prazo se tenha

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candidatado com um dos nomes que indicou, será deferido o seu uso no registro, ficando
outros candidatos impedidos de fazer propaganda com esse mesmo nome;
III – ao candidato que, pela sua vida política, social ou profissional, seja identificado por
um dado nome que tenha indicado, será deferido o registro com esse nome, observado o
disposto na parte final do inciso anterior;
IV – tratando-se de candidatos cuja homonímia não se resolva pelas regras dos dois incisos
anteriores, a Justiça Eleitoral deverá notificá-los para que, em dois dias, cheguem a acordo
sobre os respectivos nomes a serem usados;
V – não havendo acordo no caso do inciso anterior, a Justiça Eleitoral registrará cada
candidato com o nome e sobrenome constantes do pedido de registro, observada a ordem
de preferência ali definida.

Os três primeiros incisos trazem regras referentes à escolha dentre os candidatos.


Caso não seja possível resolver por algum desses critérios, os candidatos deverão
chegar a um acordo. Não havendo acordo a LE determina, no inc. V, que eles
serão nomeados com o nome e sobrenome constantes do pedido de registro.
Contudo, de acordo com o entendimento do TSE, se não houver acordo, ao invés
de registrar ambos os candidatos com os respectivos nomes e sobrenomes,
defere-se o pedido do primeiro que tiver requerido o nome perante à
Justiça Eleitoral. Em relação ao outro candidato, por decorrência, será
registrado com o nome e sobrenome.

Súmula TSE nº 5º
Serventuário de cartório, celetista, não se inclui na exigência do art. 1º, II, l, da LC nº
64/90.

Da leitura do enunciado acima podemos concluir que aos serventuários de


cartório não se aplica a exigência de desincompatibilização no prazo de
três meses antes das eleições.
Embora o enunciado da Súmula não tenha sido cancelado pelo TSE, há
entendimento do órgão de que os serventuários de cartório são considerados
servidores em sentido amplo e, portanto, devem se desincompatibilizar no prazo
de três meses. Vejamos a ementa1 da Consulta do TSE, a título ilustrativo:
Consulta. Deputado federal. Desincompatibilização. Titular de serventia extrajudicial.
Aplicação do art. 1°, II, l, da Lei Complementar n° 64/1990. 1. O titular de serventia
extrajudicial por ser, no exercício de suas atividades, servidor público em sentido amplo,
deve se afastar de suas funções até três meses antes das eleições, conforme o disposto no
art. 1º, II, l, da Lei Complementar n° 64/1990 [...]. 2. Consulta conhecida e respondida nos
termos do art. 1°, II, l, da Lei n° 64/1990.

É pouco provável que o assunto seja exigido em prova em termos tão específicos,
contudo, é bom conhecermos o dissenso dentro do TSE e conhecer ambos os
posicionamentos.
Então, se aparecer o texto expresso da Súmula, marque-o como correto!

1
Res. nº 23.257, de 29.4.2010, rel. Min. Aldir Passarinho Junior.

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Súmula TSE nº 6
São inelegíveis para o cargo de Chefe do Executivo o cônjuge e os parentes, indicados no §
7º do art. 14 da Constituição Federal, do titular do mandato, salvo se este, reelegível, tenha
falecido, renunciado ou se afastado definitivamente do cargo até seis meses antes do pleito.

A presente súmula foi alterada e assumiu nova redação em junho de 2016.


Ao tratar da inelegibilidade reflexa em relação ao cônjuge/companheiro ou
parente do titular de cargo do Poder Executivo, o TSE fixou entendimento no
sentido de que a inelegibilidade reflexa poderá ser afastada, desde que o titular
do cargo de seja reelegível e, apenas, nas seguintes hipóteses:
 Falecimento.
Aqui tratamos do falecimento do titular no curso do primeiro mandato.
Nesse caso, ficará afastada a inelegibilidade, segundo entendimento do
TSE.
 Renúncia.
Caso o titular do cargo do Executivo que esteja no curso do primeiro
mandato renunciar ao cargo será afastada a inelegibilidade reflexa para o
cônjuge/companheiros e parentes até o segundo grau.
 Desincompatibilização.
Afastamento nos últimos 6 meses do mandato do titular relegível.

Súmula TSE nº 7
CANCELADA

Súmula TSE nº 8
CANCELADA

Súmula TSE nº 9
A suspensão de direitos políticos decorrente de condenação criminal transitada em julgado
cessa com o cumprimento ou a extinção da pena, independendo de reabilitação ou de prova
de reparação dos danos.

Tranquila essa Súmula, não?


Ela nada mais afirma que a condenação criminal transitada em julgado constitui
uma hipótese de suspensão dos direitos políticos, que cessa imediatamente com
o cumprimento ou com a extinção da pena, sem considerar eventuais reparações
cíveis pendentes.
Logo, o que causa a suspensão é a pendência de uma condenação criminal, nada
interessando para o exercício da capacidade eleitoral ativa.

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Súmula TSE nº 10
No processo de registro de candidatos, quando a sentença for entregue em cartório antes
de três dias contados da conclusão ao juiz, o prazo para o recurso ordinário, salvo intimação
pessoal anterior, só se conta do termo final daquele tríduo.

Vamos iniciar pelo caput do art. 8º da LE:


Art. 8º Nos pedidos de registro de candidatos a eleições municipais, o Juiz Eleitoral
apresentará a sentença em Cartório 3 (três) dias após a conclusão dos autos, passando a
correr deste momento o prazo de 3 (três) dias para a interposição de recurso para o Tribunal
Regional Eleitoral.

De acordo com a legislação eleitoral, o juiz terá três dias – a contar da conclusão
dos autos – para lançar a sentença in/deferindo o registro do candidato às
eleições municipais. Em seguida, prescreve a lei que automaticamente abre prazo
de três dias para o interessado apresentar recurso. Essa é a regra!
E se o juiz apresentar a sentença antes dos três dias? O prazo corre
somente a partir do terceiro dia? O prazo corre a partir da sentença?
É isso que disciplina a Súmula! De acordo com o enunciado, se o Juiz Eleitoral
publicar a sentença antes dos três dias, o prazo somente correrá antes
se houver intimação pessoal das partes do processo.

Súmula TSE nº 11
No processo de registro de candidatos, o partido que não o impugnou não tem legitimidade
para recorrer da sentença que o deferiu, salvo se cuidar de matéria constitucional.

Somente podem recorrer as partes envolvidas no processo. Essa é a lógica da


presente Súmula. Dessa forma, a parte que impugnou o registro do
candidato terá legitimidade para recorrer do registro da candidatura
deferido.
A impugnação ao registro de candidatura (AIRC) deve ser formalizada no
momento em que ocorrer o registro. Essa é a regra. Se não impugnado no
momento certo – que é de 5 dias conforme a art. 3º, caput, da LI – a parte não
poderá mais impugnar o registro. Lembre-se, esse prazo é decadencial e
improrrogável.
Vamos pensar em um exemplo: o partido A impugna o registro da candidatura
de José, integrante do partido B. O Juiz Eleitoral decide por indeferir a
impugnação e deferir o registro do candidato. Nesse caso, quem terá interesse
em processar para recorrer é o Partido A apenas. Não poderá o Partido C, que
não impugnou, apresentar recurso do deferimento.
Há, contudo, uma exceção, qual seja, quando se tratar de MATÉRIA
CONSTITUCIONAL o partido que não impugnou poderá recorrer da
decisão de impugnação do registro do candidato.
Há uma observação final bastante pertinente. Conforme entendimento do STF no
ARE nº 728188/2013, o Ministério Público tem legitimidade para recorrer de
decisão que defere registro de candidatura, ainda que não tenha apresentado
impugnação, sendo-lhe inaplicável a presente súmula.

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Súmula TSE nº 12
São inelegíveis, no município desmembrado, e ainda não instalado, o cônjuge e os parentes
consangüíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do prefeito do município-mãe,
ou de quem o tenha substituído, dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já
titular de mandato eletivo.

Conforme o enunciado acima, as regras referentes à inelegibilidade reflexa


aplicam-se para ambos os municípios desmembrados, caso o detentor do cargo
político exerça mandado, dentro da circunscrição, antes do desmembramento.
Vejamos uma ilustração:

No exemplo acima, se a pessoa for detentora de


mandato político no município relativo à área A, em
caso de desmembramento, será inelegível para as
duas áreas, para a área A e para a área B

Súmula TSE nº 13
Não é auto-aplicável o § 9º, art. 14, da Constituição, com a redação da Emenda
Constitucional de Revisão nº 4/94.

Vejamos o dispositivo referido:


§ 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua
cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de
mandato considerada vida pregressa do candidato, e a normalidade e legitimidade das
eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo
ou emprego na administração direta ou indireta. (Redação dada pela Emenda Constitucional
de Revisão nº 4, de 1994)

Considerando que o dispositivo encontra-se disciplinado pela Lei Complementar


nº 64/1990 (Lei de Inelegibilidade), a Súmula não tem efeitos.

Súmula TSE nº 14
CANCELADA

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Súmula TSE nº 15
O exercício de mandato eletivo não é circunstância capaz, por si só, de comprovar a condição
de alfabetizado do candidato.

O entendimento atual da jurisprudência é no sentido de que o Juiz Eleitoral


poderá tomar declaração, por termo, do candidato, para fins de comprovação da
alfabetização, uma das condições de elegibilidade.
Assim, no caso de dúvida quanto à condição de alfabetização do candidato e
quanto à idoneidade do comprovante por ele apresentado, o juízo eleitoral pode
realizar teste, de forma individual e reservada.
Desse modo, o exercício do mandato eletivo anterior não poderá ser utilizado,
por si só, como prova capaz de comprovar a alfabetização do candidato.

Súmula TSE nº 16
CANCELADA

Súmula TSE nº 17
CANCELADA

Súmula TSE nº 18
Conquanto investido de poder de polícia, não tem legitimidade o juiz eleitoral para, de ofício,
instaurar procedimento com a finalidade de impor multa pela veiculação de propaganda
eleitoral em desacordo com a Lei nº 9.504/97.

A imposição de multa eleitoral depende de provocação, ou seja, depende de


representação por parte dos demais partidos, ou candidatos, bem como pelo
Ministério Público.
O poder de política conferido ao Juiz Eleitoral circunscreve-se ao poder
de determinar a remoção de eventuais propagandas que estejam
desrespeitando a legislação eleitoral.

Súmula TSE nº 19
O prazo de inelegibilidade decorrente da condenação por abuso do poder econômico ou
político tem início no dia da eleição em que este se verificou e finda no dia de igual número
no oitavo ano seguinte (art. 22, XIV, da LC no 64/90).

A inelegibilidade em razão de condenação por abuso de poder econômico ou


político está prevista no art. 22, XIV, da Lei de Inelegibilidades. Confira:
Art. 22. Qualquer partido político, coligação, candidato ou Ministério Público Eleitoral poderá
representar à Justiça Eleitoral, diretamente ao Corregedor-Geral ou Regional, relatando
fatos e indicando provas, indícios e circunstâncias e pedir abertura de investigação judicial
para apurar uso indevido, desvio ou abuso do poder econômico ou do poder de autoridade,
ou utilização indevida de veículos ou meios de comunicação social, em benefício de
candidato ou de partido político, obedecido o seguinte rito (...)
XIV – julgada procedente a representação, ainda que após a proclamação dos eleitos, o
Tribunal declarará a inelegibilidade do representado e de quantos hajam contribuído para a
prática do ato, cominando-lhes sanção de inelegibilidade para as eleições a se realizarem

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nos 8 (oito) anos subsequentes à eleição em que se verificou, além da cassação do registro
ou diploma do candidato diretamente beneficiado pela interferência do poder
econômico ou pelo desvio ou abuso do poder de autoridade ou dos meios de comunicação,
determinando a remessa dos autos ao Ministério Público Eleitoral, para instauração de
processo disciplinar, se for o caso, e de ação penal, ordenando quaisquer outras
providências que a espécie comportar;

O que a Súmula faz é esclarecer é o início de contagem do prazo, que será


considerado o dia da eleição em que houve a condenação e termina oito anos
para frente.
Portanto, no caso das eleições de 2016, se terminada em primeiro turno, conta-
se a partir do dia 2/10/2016 e irá findar em 2/10/2024.

Súmula TSE nº 20
A prova de filiação partidária daquele cujo nome não constou da lista de filiados de que trata
o art. 19 da Lei nº 9.096/95, pode ser realizada por outros elementos de convicção, salvo
quando se tratar de documentos produzidos unilateralmente, destituídos de fé pública.

O verbete esclarece trata da prova da filiação partidária. Em regra, a


comprovação da filiação se dá por intermédio da informação enviada pelo partido
político, na segunda semana dos meses de abril e de outubro de cada ano,
conforme estabelece o art. 19 da Lei 9.096/1995.
Esse é o meio usual de comprovação. Contudo, de acordo com o TSE essa prova
poderá se dar por outros elementos de convicção constante dos autos, que
possam aferir que a filiação se deu no tempo oportuno.

Súmula TSE nº 21
CANCELADA

Súmula TSE nº 22
Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial recorrível, salvo situações de
teratologia ou manifestamente ilegais.

Essa Súmula segue o entendimento do STJ, segundo o qual não é cabível, em


regra, mandado de segurança contra decisão judicial. Há, entretanto,
entendimento jurisprudencial que flexibiliza essa regra para entender que, se a
decisão for teratológica ou manifestamente ilegal, o direito líquido e certo poderá
ser tutelado por mandado de segurança. Situações como essa, capazes de gerar
prejuízo ou dano irreparável em decorrência de decisão judicial, são passíveis de
mandado de segurança.

Súmula TSE nº 23
Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial transitada em julgado.

No mesmo sentido da Súmula TSE 22, esse verbete explicita que não cabe
mandado de segurança contra decisão judicial já transitada em julgado.
Assim...

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NÃO CABE
MANDADO DE
SEGURANÇA

admite-se a ação
contra decisão
constitucional
judicial
em caso de

transitada em não comporta decisões


decisões ilegais
julgado exceção teratológicas

Súmula TSE nº 24
Não cabe recurso especial eleitoral para simples reexame do conjunto fático-probatório.

Essa questão envolve o cabimento de recursos perante o TSE. No caso do recurso


especial, o art. 278, I, do CE, prevê:
Art. 276. As decisões dos Tribunais Regionais são terminativas, salvo os casos seguintes em
que cabe recurso para o Tribunal Superior:
I - especial:
a) quando forem proferidas contra expressa disposição de lei;
b) quando ocorrer divergência na interpretação de lei entre dois ou mais tribunais eleitorais.

Essas são as hipóteses de cabimento. O que faz o entendimento sumulado é


apenas fixar que, não enquadrado nas hipóteses acima, não há se falar em
cabimento do recurso, muito menos para reanálise de provas.
No caso, por mais que a parte alegue que a sentença foi proferida contra expressa
disposição de lei ou que houve divergência na interpretação da legislação entre
dois ou mais tribunais, caso seja verificado no contexto prático que a parte
pretende o reexame de matérias de fato e probatórias não caberá o
recurso.

Súmula TSE nº 25
É indispensável o esgotamento das instâncias ordinárias para a interposição de recurso
especial eleitoral.

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Esse entendimento sumulado fixa a excepcionalidade do recurso especial no


âmbito do TSE, de modo que somente será cabível o instrumento processual caso
não haja possibilidade de se utilizar de outros recursos ordinários.

Súmula TSE nº 26
É inadmissível o recurso que deixa de impugnar especificamente fundamento da decisão
recorrida que é, por si só, suficiente para a manutenção desta.

O presente verbete trata do ônus da impugnação especificada dos recursos.


A ideia é simples, não se admite defesa genérica, de modo que o recorrente não
pode apresentar sua defesa com negativa geral das alegações debatidas na
sentença, devendo impugnar especificamente os pontos que entender que
merece reforma.

Súmula TSE nº 27
É inadmissível recurso cuja deficiência de fundamentação impossibilite a compreensão da
controvérsia.

Novamente o TSE fixa entendimento por intermédio de Súmula com a pretensão


de evitar que os recursos sejam admitidos na instância superior. Os recursos,
notadamente perante o TSE, guardam a característica da excepcionalidade.
Em face disso, entende-se inadmissível o recurso que não seja compreensível. A
parte recorrente deve ser clara suficiente de forma permitir a identificação da
controvérsia jurídica para que tese possa ser debatida pela Corte.

Súmula TSE nº 28
A divergência jurisprudencial que fundamenta o recurso especial interposto com base na
alínea b do inciso I do art. 276 do Código Eleitoral somente estará demonstrada mediante
a realização de cotejo analítico e a existência de similitude fática entre os acórdãos
paradigma e o aresto recorrido.

Esse verbete estabelece a forma como deve ser comprovada a divergência


jurisprudência a fim de que seja cabível o recurso especial nos termos do art.
276, I, b, do Código Eleitoral.
Primeiro, lembre-se, o recurso especial será cabível em caso de:
 decisão proferida pelos TREs contra expressa disposição de lei; e
 decisões divergentes na interpretação de lei entre dois ou mais TREs.
No caso de divergência entre na interpretação da lei entre dois ou mais TREs, a
parte deverá:
a) cotejar analiticamente os dois julgados que estão divergentes,
apontando no que eles diferente; e
b) demonstrar que os casos são semelhantes, muitos embora os TREs
tenham interpretado a matéria de forma distinta.
Dito de forma simples: para um mesmo caso os TREs interpretaram de forma
diferente a legislação federal.

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Justifica-se assim, a atuação do TSE a fim de uniformizar a jurisprudência


eleitoral, a nível nacional.

Súmula TSE nº 29
A divergência entre julgados do mesmo Tribunal não se presta a configurar dissídio
jurisprudencial apto a fundamentar recurso especial eleitoral.

Essa súmula deve ser lida em consonância com a Súmula TSE 28. Ela estabelece
que a simples divergência entre julgados não enseja o recurso especial. Para que
seja cabível, será necessário também a demonstração de que os casos fáticos
são semelhantes.

Súmula TSE nº 30
Não se conhece de recurso especial eleitoral por dissídio jurisprudencial, quando a decisão
recorrida estiver em conformidade com a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral.

Ainda sobre os recursos especiais eleitorais, no caso desse verbete o TSE firmou
que, mesmo se houver decisão divergente sobre assuntos fáticos semelhantes
não será cabível o recurso se o TSE já possui tese formada.
Como dito, a pretensão desses recursos é uniformizar o entendimento
jurisprudencial pelo TSE. Se o TSE já fez isso, não é cabível o RESPE como prevê
a Súmula TSE 30.

Súmula TSE nº 31
Não cabe recurso especial eleitoral contra acórdão que decide sobre pedido de medida
liminar.

O recurso especial será utilizado contra acórdão e não contra pedido de medida
liminar. Novamente, basta que você pense que a finalidade do recurso especial é
uniformizar a jurisprudência. Logo, se a decisão é limitar e, portanto, ainda
precária não há se galar em uniformização. Apenas se a decisão for divergente é
que podemos cogitar a uniformização jurisprudencial.

Súmula TSE nº 32
É inadmissível recurso especial eleitoral por violação à legislação municipal ou estadual, ao
Regimento Interno dos Tribunais Eleitorais ou às normas partidárias.

Esse enunciado é importante, pois ele delimita o entendimento de “lei” para fins
do cabimento do recurso especial.
De acordo com o art. 276, I, B, do CE, cabe o recurso contra decisão proferida
pelos TREs contra expressa disposição de lei.
Segundo o TSE não são considerados para fins de uniformização em sede de
recurso especial a legislação municipal ou estadual, regimentos internos e normas
partidárias.
Do mesmo modo, outro entendimento fácil de compreender. Lembre-se que esse
recurso é cabível para uniformizar a interpretação da legislação no âmbito
nacional. Se aceitássemos o recurso para discutir a interpretação de lei estadual,

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municipal, regimentos internos ou normas partidárias não teríamos uma


uniformização a nível nacional, mas local. Portanto...

PARÂMETRO
NORMATIVO PARA O
RECURSO ESPECIAL

não são
considera-se
considerados

leis regimentos normas


lei federal leis estaduais
municipais interno partidárias

Súmula TSE nº 33
Somente é cabível ação rescisória de decisões do Tribunal Superior Eleitoral que versem
sobre a incidência de causa de inelegibilidade.

Sem maiores dificuldades quanto a esse verbete. A ação rescisória tem por
finalidade desconstituir a sentença transitada em julgado, com eventual reanálise
da matéria.
No âmbito eleitoral, ela bem prevista no art. 22, I, “j”, do CE, ao prever o
cabimento da ação rescisória nos casos de inelegibilidade, desde que seja
intentada no prazo de 120 dias a contas da decisão irrecorrível, ou seja, a partir
do momento em que transita em julgado. Reforçando o teor do Código Eleitoral,
o TSE editou a súmula que estamos analisando para informar que ela será cabível
apenas em ações que versem sobre inelegibilidade. Essa ação poderá ser
proposta pelo candidato ou pelo MP.

Súmula TSE nº 34
Não compete ao Tribunal Superior Eleitoral processar e julgar mandado de segurança contra
ato de membro de Tribunal Regional Eleitoral.

A presente súmula fixa que não cabe ao TSE julgar mandado de segurança contra
ato de membro do TRE. Nesse caso, a competência é do próprio órgão colegiado
do TRE!

Súmula TSE nº 35
Não é cabível reclamação para arguir o descumprimento de resposta a consulta ou de ato
normativo do Tribunal Superior Eleitoral.

O presente verbete trata da reclamação.


No âmbito do TSE a reclamação é cabível em várias situações:

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 reclamações contra obrigações impostas por lei aos partidos políticos,


quanto à contabilidade e à apuração da origem dos seus recursos (alínea f
do inc. I do art. 22 do CE)
 reclamações contra seus próprios juízes que, no prazo de 30 dias, não
julgarem os feitos que lhes forem distribuídos (alínea i do inc. I do art. 22
do CE)
 reclamações contra decisões do TSE com a finalidade de garantir a
competência da Corte ou a autoridade de suas decisões (parágrafo único
do inc. V do art. 15 do RI-TSE).
Dessas três hipóteses nos interessa a última.
Essas decisões referidas na terceira hipótese abrange apenas decisões de cunho
jurisdicional, não abrangendo as decisões que envolvam o exercício da função
consultiva, uma vez que possuem caráter meramente interpretativo e orientativo,
logo não possuem a força vinculante que tem a decisão judicial. Do mesmo modo,
não é cabível reclamação contra ato normativo do TSE.
Logo

de decisão jurisdicional
cabe
(função jurisdicional)

RECLAMAÇÃO
CONTRA DECISÃO DO
TSE de consulta (função
consultiva)

não cabe

de ato normativo
(função normativa)

Súmula TSE nº 36
Cabe recurso ordinário de acórdão de Tribunal Regional Eleitoral que decida sobre
inelegibilidade, expedição ou anulação de diploma ou perda de mandato eletivo nas eleições
federais ou estaduais (art. 121, § 4º, incisos III e IV, da Constituição Federal).

Essa Súmula é fundamental. Para memorizá-la, cabe um esquema:

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contra decisão do TRE que


decida sobre inelegibilidade

contra decisão do TRE que


CABE RECURSO ORDINÁRIO decida sobre expedição ou
anulação de diploma

contra decisão do TRE que


decida sobre perda de mandato
eleito nas eleições federais ou
estaduais

Súmula TSE nº 37
Compete originariamente ao Tribunal Superior Eleitoral processar e julgar recurso contra
expedição de diploma envolvendo eleições federais ou estaduais.

O presente verbete trata da ação contra expedição de diploma para as eleições


federais e estaduais. Como a expedição de diploma é da competência do TRE nas
eleições estaduais e federais (leia-se, para os cargos de Governador, vice-
Governador, Deputado Estadual, Deputado Federal e Senadores da República),
em caso de recurso (o denominado RCED) será cabível originariamente perante
o TSE.

Súmula TSE nº 38
Nas ações que visem à cassação de registro, diploma ou mandato, há litisconsórcio passivo
necessário entre o titular e o respectivo vice da chapa majoritária.

O litisconsórcio é instituo processual que prevê a ampliação subjetiva da demanda


em um dos polos. Por exemplo, se tivermos dois ou mais autores na mesma ação
teremos um litisconsórcio ativo. Agora, se houver dois ou mais réus, o
litisconsórcio será passivo.
Esse litisconsórcio pode ser facultativo ou necessário. No litisconsórcio
facultativo, a parte autora pode decidir se irá demandar contra todos os réus ou
se apenas contra um deles. Agora, no litisconsórcio passivo necessário é dever
da parte demandar contra todos.
No caso dessa Súmula, fixou o TSE que quando se tratar de ação visando à
cassação de registro de diploma ou de mandato é necessário que a ação seja
intentada, em litisconsórcio passivo necessário, contra o membro titular e contra
o vice. Logo, titular e vice serão réus em ações que visam à cassação do registro,
do diploma ou do mandato, pois a decisão afeta a ambos necessariamente.

Súmula TSE nº 39
Não há formação de litisconsórcio necessário em processos de registro de candidatura.

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Mais uma súmula envolvendo litisconsórcio! Nesse caso, o TSE firmou


entendimento no sentido de que não é necessário formar litisconsórcio para o
registro de candidatura.

Súmula TSE nº 40
O partido político não é litisconsorte passivo necessário em ações que visem à cassação de
diploma.

A Súmula TSE 40, na mesma toada, prevê que não é necessário ao partido político
estar em litisconsórcio na ação que versar sobre cassação de diploma de partido
político.
Assim, agregando as Súmulas 38, 39 e 40, temos:

cassação de registro

necessário cassação de diploma

LISTISCONSÓRCIO
cassação de mandato
ENTRE TITULAR E VICE

facultativo registro de candidatura

Súmula TSE nº 41
Não cabe à Justiça Eleitoral decidir sobre o acerto ou desacerto das decisões proferidas por
outros Órgãos do Judiciário ou dos Tribunais de Contas que configurem causa de
inelegibilidade.

Esse verbete é interessante, pois ela prevê o respeito à esfera e competência de


cada órgão. Como sabemos, não apenas outros órgãos eleitorais (como os Juízes
Eleitorais e TREs) como também os tribunais de contas possuem competência
para tratar de assuntos que podem levar à inelegibilidade.
O que prevê essa Súmula é que essas decisões que não cabe ao TSE analisar o
acerto ou desacerto da decisão proferida.

Súmula TSE nº 42
A decisão que julga não prestadas as contas de campanha impede o candidato de obter a
certidão de quitação eleitoral durante o curso do mandato ao qual concorreu, persistindo
esses efeitos, após esse período, até a efetiva apresentação das contas.

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Nesse verbete entendeu o TSE que a não prestação de contas de campanha


impede a emissão da certidão de quitação eleitoral.

Súmula TSE nº 43
As alterações fáticas ou jurídicas supervenientes ao registro que beneficiem o candidato,
nos termos da parte final do art. 11, § 10, da Lei n° 9.504/97, também devem ser admitidas
para as condições de elegibilidade.

A Súmula TSE 43 é bastante relevante. Como sabemos, os candidatos devem


registrar a candidatura até as 19 horas do dia 15/8. Após essa data não podem
mais requerer o registro. Se apresentado o registro com alguma irregularidade
mas, por razões supervenientes, ainda que fora do prazo essa condição restar
comprovada, não haverá qualquer prejuízo.
Por exemplo, o candidato efetua o pedido de registro no prazo (ou seja, antes
das 19h do dia 15/8). Até o momento em que o pré-candidato formulou o pedido
havia decisão judicial que o tornava inelegível, contudo, dois dias depois essa
decisão é cassada ou reformada.
Nesse caso, essa decisão posterior e superveniente é benéfica ao candidato e
será considerada para fins de registro, não obstante no momento do pedido ele
estar inelegível.

Súmula TSE nº 44
O disposto no art. 26-C da LC nº 64/90 não afasta o poder geral de cautela conferido ao
magistrado pelo Código de Processo Civil.

De acordo com a Lei de Inelegibilidades, o órgão colegiado do tribunal ao qual


couber a apreciação do recurso contra as decisões colegiadas relativas a
representação, condenações penais, condenação por abuso de poder econômico,
corrupção eleitoral, suspensão dos direitos político, improbidade administrativa
ou desfazimento de vínculo conjugal simulado (decisões essas que , admite-se,

a que se referem as alíneas d, e, h, j, l e n do inciso I do art. 1o poderá, em


caráter cautelar, suspender a inelegibilidade sempre que existir plausibilidade da
pretensão recursal e desde que a providência tenha sido expressamente
requerida, sob pena de preclusão, por ocasião da interposição do recurso.

Súmula TSE nº 45
Nos processos de registro de candidatura, o Juiz Eleitoral pode conhecer de ofício da
existência de causas de inelegibilidade ou da ausência de condição de elegibilidade, desde
que resguardados o contraditório e a ampla defesa.

A presente súmula assegura ao Juiz eleitoral, ao analisar o pedido de registro de


candidatura, a prerrogativa de conhecer de causas de inelegibilidade que possam
não ser estar declaradas ainda, bem como declarar a aula de condições de
elegibilidade, desde que observado o devido processo legal.
Nesse contexto, fica patente o caráter jurisdicional de tal análise. O juiz não ficará
adstrito à conferência dos documentos apresentados, podendo investiga-lo e,

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inclusive – se respeitado o contraditório e ampla defesa – poderá declarar


inelegibilidade ou ausência de condição de elegibilidade.

Súmula TSE nº 46
É ilícita a prova colhida por meio da quebra do sigilo fiscal sem prévia e fundamentada
autorização judicial, podendo o Ministério Público Eleitoral acessar diretamente apenas a
relação dos doadores que excederam os limites legais, para os fins da representação cabível,
em que poderá requerer, judicialmente e de forma individualizada, o acesso aos dados
relativos aos rendimentos do doador.

Entre as possibilidades probatórias em sede de representação, permite-se à


Justiça Eleitoral aceitar a prova produzida pelo MP por intermédio de quebra de
sigilos fiscal.

Súmula TSE nº 47
A inelegibilidade superveniente que autoriza a interposição de recurso contra expedição de
diploma, fundado no art. 262 do Código Eleitoral, é aquela de índole constitucional ou, se
infraconstitucional, superveniente ao registro de candidatura, e que surge até a data do
pleito.

Vimos que o afastamento de inelegibilidades ou constatação de condição de


elegibilidade podem beneficiar o candidato em sede de registro de candidatura.
Aqui a situação é diversa e envolve o recurso contra a diplomação.
Nesse caso, o candidato já está registrado e, após a eleição, sofreu recurso contra
a expedição do diploma – o RCED. Entre as hipóteses de cabimento está a
inelegibilidade superveniente autoriza a interposição do recurso.

Súmula TSE nº 48
A retirada da propaganda irregular, quando realizada em bem particular, não é capaz de
elidir a multa prevista no art. 37, § 1º, da Lei nº 9.504/97.

A presente súmula trata da distinção entre a atuação administrativa e


jurisdicional da Justiça Eleitoral. No primeiro caso, a atuação da Justiça para
remoção de propaganda irregular é administrativa e poderá ser exercida de ofício.
Outra coisa é a aplicação de multa por propaganda irregular, que é hipótese que
envolve aplicação da função jurisdicional.
O verbete trata especificamente da possibilidade de aplicação de multa, ainda
que realidade a propaganda irregular em bens particulares.

Súmula TSE nº 49
O prazo de cinco dias, previsto no art. 3º da LC nº 64/90, para o Ministério
Público impugnar o registro inicia-se com a publicação do edital, caso em
que é excepcionada a regra que determina a sua intimação pessoal.
O presente verbete esclarece o início do prazo para o Ministério Público impugnar
o registro de candidatura. Da publicação do edital com a lista de candidatos
registrados, o MP possui prazo de 5 dias para ajuizar a AIRC – ação de

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impugnação ao registro de candidatura. Esse termo inicial somente não será


observado se for determinada a intimação pessoal do parquet.
Para a prova...

CONTADO DA
PUBLICAÇÃO DA
PRAZO PARA A AIRC 5 DIAS LISTA DE
CANDIDATOS
REGISTRADOS

Súmula TSE nº 50
O pagamento da multa eleitoral pelo candidato ou a comprovação do cumprimento regular
de seu parcelamento após o pedido de registro, mas antes do julgamento respectivo, afasta
a ausência de quitação eleitoral.

O pagamento de multa eleitoral pelo candidato ou a comprovação do


cumprimento do parcelamento, ainda que após o prazo para o registro de
candidatura, mas antes do julgamento da ação afasta a ausência da condição de
elegibilidade. O que não é admissível, é o pagamento ada multa ou parcelamento
após a decisão transitada de indeferimento.

Súmula TSE nº 51
O processo de registro de candidatura não é o meio adequado para se afastarem os
eventuais vícios apurados no processo de prestação de contas de campanha ou partidárias.

O procedimento de registro de candidatura tem por finalidade precípua aferir se


o pré-candidato preenche todas as condições de elegibilidade e não incorre em
nenhuma das hipóteses de inelegibilidades.
Assim, de acordo com o entendimento do TSE não será o momento adequado
para o candidato registrando discutir eventuais vícios na prestação de contas de
campanha ou partidárias. Essas matérias devem ser analisadas em
procedimentos próprios, cabendo, em sede de registro da candidatura, apenas a
averiguação quanto ao preenchimento das normas eleitorais para fins do
exercício regular da capacidade eleitoral passiva.

Súmula TSE nº 52
Em registro de candidatura, não cabe examinar o acerto ou desacerto da decisão que
examinou, em processo específico, a filiação partidária do eleitor.

Em sentido semelhante à Súmula TSE 39, esse verbete retrata o respeito à esfera
e competência de cada órgão. Como sabemos, cada órgão eleitoral possui
competência específica para tratar da filiação partidária dos seus domiciliados.
Desse modo, o que prevê a Súmula que é que essas decisões não podem ser
analisadas, quanto ao acerto ou desacerto, pelo TSE.

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Súmula TSE nº 53
O filiado a partido político, ainda que não seja candidato, possui legitimidade e interesse
para impugnar pedido de registro de coligação partidária da qual é integrante, em razão de
eventuais irregularidades havidas em convenção.

De acordo com o art. 3º da Lei de Inelegibilidade a legitimidade para a impugnar


o registro de candidatura é do partido político, da coligação e do Ministério
Público. Veja:
Art. 3º Caberá a qualquer candidato, a partido político, coligação ou ao Ministério Público,
no prazo de 5 (cinco) dias, contados da publicação do pedido de registro de candidato,
impugná-lo em petição fundamentada.

O TSE, em interpretação extensiva, prevê que o filiado a partido político, ainda


que não seja candidato também possui legitimidade e interesse para apresentar
a AIRC referente a irregularidades havidas na convenção partidária.
Veja que a legitimidade é específica e está relacionada ao partido do qual é
integrante que escolheu determinado filiado. Em face dessa escolha, havendo
irregularidade, poderá ajuizar a AIRC para que a matéria seja analisada
judicialmente.

Súmula TSE nº 54
A desincompatibilização de servidor público que possui cargo em comissão é de três meses
antes do pleito e pressupõe a exoneração do cargo comissionado, e não apenas seu
afastamento de fato.

Essa Súmula é muito relevante e fixa o prazo de desincompatibilização para


servidor público ocupante de cargo em comissão. Para esses servidores o prazo
de desincompatibilização é sempre de 3 meses conforme estabelece o verbete.
Mais importante do que isso é a previsão de que o servidor deve se exonerar
definitivamente do cargo para que possa concorrer ao cargo político-eletivo.

Súmula TSE nº 55
A Carteira Nacional de Habilitação gera a presunção da escolaridade necessária ao
deferimento do registro de candidatura.

O verbete acima estabelece uma regra de presunção relativa, segundo a qual a


CNH gera presunção e que pessoa é alfabetizada, condição de elegibilidade.

Súmula TSE nº 56
A multa eleitoral constitui dívida ativa de natureza não tributária, submetendo-se ao prazo
prescricional de 10 (dez) anos, nos moldes do art. 205 do Código Civil.

A Súmula TSE 56, por sua vez, acaba com discussão acerca da natureza jurídica
da penalidade decorrente de aplicação de multa. De acordo com o entendimento
do TSE essa multa tem natureza não tributária pelo que o prazo prescricional é
de 10 anos.
Em face disso, após a aplicação da multa, a Fazenda Pública tem 10 anos para
promover a execução sob pena de prescrição da exigibilidade do crédito devido.

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Súmula TSE nº 57
A apresentação das contas de campanha é suficiente para a obtenção da quitação eleitoral,
nos termos da nova redação conferida ao art. 11, § 7º, da Lei nº 9.504/97, pela Lei nº
12.034/2009.

Entre as condições para obtenção da certidão de quitação eleitoral é a prescrição


de contas de campanha para aqueles que desejam concorrer a cargos político-
eletivos.
O que nos diz o verbete é que essa prestação de contas não precisa,
necessariamente, está julgada, mas deve ser apresentada. O julgamento não é
condição para aferição da regularidade que ficará sob efeito resolutivo, em caso
de desaprovação.

Súmula TSE nº 58
Não compete à Justiça Eleitoral, em processo de registro de candidatura, verificar a
prescrição da pretensão punitiva ou executória do candidato e declarar a extinção da pena
imposta pela Justiça Comum.

Entre as regras de competência, devemos inserir o entendimento exarado na


Súmula TSE 58. De acordo com esse verbete é da competência da Justiça Eleitoral
avaliar a prescrição da pretensão punitiva ou executória de candidato em face do
registro de candidatura.
Por exemplo, determinada pessoa foi condenada por homicídio e cumpre pena.
Os efeitos eleitorais dessa pena na elegibilidade da pessoa será aferida pela
Justiça Eleitoral, não pelo Poder Judiciário Comum (estadual ou federal). Assim,
a declaração da extinção da pena imposta pela Justiça Comum será aferida, para
fins de elegibilidade, pela Justiça Eleitoral.

Súmula TSE nº 59
O reconhecimento da prescrição da pretensão executória pela Justiça Comum não afasta a
inelegibilidade prevista no art. 1º, I, e, da LC nº 64/90, porquanto não extingue os efeitos
secundários da condenação.

Em sintonia com a Súmula TSE 58, presente enunciado deixa claro que os efeitos
secundários da condenação na área eleitoral devem ser definidos pelo Poder
Judiciário Eleitoral. Assim, a extinção da pena pela Justiça Comum não extingue
eventuais restrições eleitorais à pena aplicada.

Súmula TSE nº 60
O prazo da causa de inelegibilidade prevista no art. 1º, I, e, da LC nº 64/90 deve ser contado
a partir da data em que ocorrida a prescrição da pretensão executória e não do momento
da sua declaração judicial.

A Súmula TSE 60 traz uma regra simples!


Quanto à contagem do prazo de inelegibilidade pela prática dos crimes previstos
nos itens do art. 1, I, “e”, a Lei de Inelegibilidade são constados da data em que
ocorrer a prescrição da pretensão executória e não da declaração judicial.

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Súmula TSE nº 61
O prazo concernente à hipótese de inelegibilidade prevista no art. 1º, I, e, da LC nº 64/90
projeta-se por oito anos após o cumprimento da pena, seja ela privativa de liberdade,
restritiva de direito ou multa.

A Súmula TSE 61 prevê como se dá o cálculo da inelegibilidade por 8 anos pela


prática dos crimes previstos nos itens do art. 1, I, “e”, a Lei de Inelegibilidade.
O início do prazo lega em consideração o término do cumprimento da pena,
independentemente de essa pena ser privativa de liberdade ou restritiva de
direitos.

Súmula TSE nº 62
Os limites do pedido são demarcados pelos fatos imputados na inicial, dos quais a parte se
defende, e não pela capitulação legal atribuída pelo autor.

A Súmula TSE 62 prevê que eventual pedido formulado perante o Poder Judiciário
eleitoral levará em consideração os fatos que foram imputados e não a
capitulação legal atribuída pelo autor.

Súmula TSE nº 63
A execução fiscal de multa eleitoral só pode atingir os sócios se preenchidos os requisitos
para a desconsideração da personalidade jurídica previstos no art. 50 do Código Civil, tendo
em vista a natureza não tributária da dívida, observados, ainda, o contraditório e a ampla
defesa.

O presente enunciado trata da desconsideração da personalidade jurídica em caso


de multa imposta à pessoa jurídica. A desconsideração é admissível, contudo,
deve observar a caracterização necessária do art. 50 do CC. Confira:
Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade,
ou pela confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do Ministério
Público quando lhe couber intervir no processo, que os efeitos de certas e determinadas
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou
sócios da pessoa jurídica.

Portanto, para que seja possível a desconsideração da personalidade jurídica é


necessária demonstração do abuso da personalidade, com caracterização do
desvio de finalidade ou confusão patrimonial.
Se isso for identificado na ação de cobrança da multa eleitoral é possível ingressar
com o pedido de intervenção de terceiros previsto no NCPC, denominado de
incidente de desconsideração de personalidade jurídica (arts. 133 a 137) a fim
que haja ampliação do polo executado da demanda para cobranças dos sócios.

Súmula TSE nº 64
Contra acórdão que discute, simultaneamente, condições de elegibilidade e de
inelegibilidade, é cabível o recurso ordinário.

Sem maiores dificuldades, você deve memorizar a literalidade desse verbete que
prevê que o recurso cabível contra ação que discute condições de elegibilidade e
inelegibilidade no mesmo acórdão será o recurso especial para o TSE.

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Súmula TSE nº 65
Considera-se tempestivo o recurso interposto antes da publicação da decisão recorrida.

Em regra, o recurso apresentado antes da decisão é denominado de


extemporâneo. Contudo, em face do princípio da celeridade eleitoral, se já
prolatada a decisão mas ainda não publicada é cabível o recurso por força do
entendimento do TSE.

Súmula TSE nº 66
A incidência do § 2º do art. 26-C da LC nº 64/90 não acarreta o imediato indeferimento do
registro ou o cancelamento do diploma, sendo necessário o exame da presença de todos os
requisitos essenciais à configuração da inelegibilidade, observados os princípios do
contraditório e da ampla defesa.

O art. 26-X, §2º, prevê que se mantida a condição de que derivou a


inelegibilidade ou revogada a suspensão liminar, no uso do poder geral de
cautela, não gera, e imediato, o indeferimento do registo ou cancelamento do
diploma, sendo necessária a presença de todos os requisitos essenciais para a
configuração da inelegibilidade.

Súmula TSE nº 67
A perda do mandato em razão da desfiliação partidária não se aplica aos candidatos eleitos
pelo sistema majoritário.

A Súmula TSE 67 esclarece celeuma em torno do art. 22-A da Lei 9.504/1997.


Esse dispositivo da Lei das Eleições fixa as situações em que a desfiliação gera a
perda do mandato, mas não distingue se essas hipóteses se aplicam aos cargos
majoritários ou proporcionais.
Essa discussão foi eliminada com a redação da Súmula TSE 67 que
esclareceu que a perda do mandato em razão de desfiliação imotivada
aplica-se apenas aos cargos majoritários.

Súmula TSE nº 68
A União é parte legítima para requerer a execução de astreintes, fixada por descumprimento
de ordem judicial no âmbito da Justiça Eleitoral.

A Súmula TSE 68 prevê que as astreintes (multa para execução forçada) de


decisões eleitorais são executadas pela União, no caso, pela Fazenda Nacional.

Súmula TSE nº 69
Os prazos de inelegibilidade previstos nas alíneas j e h do inciso I do art. 1º da LC nº 64/90
têm termo inicial no dia do primeiro turno da eleição e termo final no dia de igual número
no oitavo ano seguinte.

A inelegibilidade em razão de abuso de poder econômico e por corrupção eleitoral


tem, como início da contagem do prazo de 8 anos, o dia da eleição em que houve
a condenação e termina oito anos para frente.

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Portanto, no caso das eleições de 2016, se terminada em primeiro turno, conta-


se a partir do dia 2/10/2016 e irá findar em 2/10/2024.
Veja:
h) os detentores de cargo na administração pública direta, indireta ou fundacional, que
beneficiarem a si ou a terceiros, pelo abuso do poder econômico ou político, que forem
condenados em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado,
para a eleição na qual concorrem ou tenham sido diplomados, bem como para as que se
realizarem nos 8 (oito) anos seguintes; (Redação dada pela Lei Complementar nº 135,
de 2010)
j) os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão
colegiado da Justiça Eleitoral, por corrupção eleitoral, por captação ilícita de sufrágio, por
doação, captação ou gastos ilícitos de recursos de campanha ou por conduta vedada aos
agentes públicos em campanhas eleitorais que impliquem cassação do registro ou do
diploma, pelo prazo de 8 (oito) anos a contar da eleição; (Incluído pela Lei
Complementar nº 135, de 2010)

Importante registrar que essa forma de contagem do prazo é muito semelhante


à que vimos na Súmula TSE 19.

Súmula TSE nº 70
O encerramento do prazo de inelegibilidade antes do dia da eleição constitui fato
superveniente que afasta a inelegibilidade, nos termos do art. 11, § 10, da Lei nº 9.504/97.

A Súmula TSE trata do encerramento superveniente da causa de inelegibilidade,


o que afasta a impossibilidade de concorrer ao pleito eleitoral, desde que ocorram
antes da data das eleições.

Súmula TSE nº 71
Na hipótese de negativa de seguimento ao recurso especial e da consequente interposição
de agravo, a parte deverá apresentar contrarrazões tanto ao agravo quanto ao recurso
especial, dentro do mesmo tríduo legal.

Para finalizar, a Súmula TSE 71 prevê que do ajuizamento do recurso especial


haverá juízo de admissibilidade pelo Presidente do TRE respectivo. Se esse juízo
de admissibilidade for negativo, o recorrente poderá agravar da decisão com a
finalidade de deslocar a admissibilidade para o âmbito do Tribunal.
Desse modo, uma vez apresentado o agravo de instrumento, antes de o
Presidente do TRE determinar a remessa dos Autos para o Tribunal superior,
abrirá vistas à parte contrária para ciência do agravo de instrumento e também
das contrarrazões. Nesse caso, compete à parte recorrida o dever de apresentar
não apenas a resposta ao agravo de instrumento, mas, também, desde já,
apresentar as contrarrazões.
Isso é exigido porque se a o recurso for admitido no âmbito do TSE, o órgão
desde já passará para o julgamento do recurso especial.
Finalizamos a análise de todas as Súmulas!
Passemos às questões.

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7 - Questões
Temos a seguinte distribuição de questões, que denota a importância dos
assuntos para fins de prova:

Distribuição das Questões


35
30
25
20
15
10
5
0
Aula 18

Alterações no CE Alterações na LE

Serão, portanto, 88 questões de provas anteriores das mais diversas bancas. As


questões foram separadas de acordo com a importância da matéria para a prova.

Em relação aos assuntos estudados na aula de hoje, destacam-se os seguintes


assuntos:
 alterações na Lei das Eleições.

7.1 – Questões sem Comentários


Questão 01 – Inédita – 2015
Caso o eleitor esteja no exterior e não tenha votado, mesmo sendo eleitor
obrigatório, nem sequer justificado e precisar obter passaporte para retornar
ao Brasil.
a) Poderá excepcionalmente obtê-lo para identificação e retorno para o
Brasil.
b) Não poderá obter o documento em razão da vedação expressa no Código
Eleitoral.
c) Deverá comparecer perante o consulado e requerer o pagamento da
multa, pelo dobro do limite estabelecido para obtenção do documento.
d) Deverá fazer uma declaração de próprio punho justificando a razão pela
qual não compareceu às eleições para que seja anexado ao procedimento
para obtenção do novo passaporte.
e) Deverá requerer ao Ministro das Relações Exteriores a liberação para
recebimento do passaporte.

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Questão 02 – Inédita – 2015


Julgue o item abaixo, com observância das alterações promovidas pela Lei
nº 13.165/2015.
Sem a prova de que votou na última eleição, pagou a respectiva multa ou
de que se justificou devidamente, não poderá o eleitor obter passaporte,
exceto se estiver no exterior e necessitar do documento para retornar ao
Brasil.

Questão 03 – Inédita – 2015


Assinale a alternativa correta.
a) Da homologação da convenção partidária até a diplomação dos eleitos e
nos feitos decorrentes, não poderão exercer função de magistrado eleitoral
o cônjuge ou o parente consanguíneo ou afim, até o terceiro grau, de
candidato a cargo eletivo registrado na circunscrição.
b) Da homologação da convenção partidária até o final do ano eleitoral, não
poderão exercer função de magistrado eleitoral o cônjuge ou o parente
consanguíneo ou afim, até o terceiro grau, de candidato a cargo eletivo
registrado na circunscrição.
c) Da homologação da convenção partidária até a data das eleições e nos
feitos decorrentes, não poderão exercer função de magistrado eleitoral o
cônjuge ou o parente consanguíneo ou afim, até o quarto grau, de candidato
a cargo eletivo registrado na circunscrição.
d) Da homologação da convenção partidária até a diplomação dos eleitos e
nos feitos decorrentes, não poderão exercer função de magistrado eleitoral
o cônjuge ou o parente consanguíneo ou afim, até o segundo grau, de
candidato a cargo eletivo registrado na circunscrição.
e) Da homologação da convenção partidária até o final do ano eleitoral, não
poderão exercer função de magistrado eleitoral o cônjuge ou o parente
consanguíneo ou afim, em qualquer grau, de candidato a cargo eletivo
registrado na circunscrição.

Questão 04 – Inédita – 2015


Julgue o item abaixo, com observância das alterações promovidas pela Lei
nº 13.165/2015.
De acordo com o Código Eleitoral da homologação da convenção partidária
até o final do ano eleitoral, não poderão exercer função de magistrado
eleitoral o cônjuge ou o parente consanguíneo ou afim, até o terceiro grau,
de candidato a cargo eletivo registrado na circunscrição.

Questão 05 – Inédita – 2015


Para o julgamento de ações que importem a cassação de registro, ações que
implicam na anulação geral de eleições e ações que levem a perda de

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diplomas deverá observar o quórum de instalação de e votação,


respectivamente:
a) maioria absoluta para instalação e maioria relativa para votação.
b) maioria absoluta para instalação e votação.
c) maioria relativa para instalação e votação.
d) todos os membros para instalação e votação.
e) todos os membros para instalação e maioria absoluta para votação.

Questão 06 – Inédita – 2015


Julgue o item seguinte:
Somente poderão ser tomadas com a presença de todos os seus membros
as decisões dos Tribunais Regionais Eleitorais sobre ações que importem a
cassação de registro, ações que impliquem a anulação geral de eleições,
ações que levem à perda de diplomas e aplicação de multas por propaganda
eleitoral irregular.

Questão 07 – Inédita - 2015


Acerca do registro de candidatura de acordo com o Código Eleitoral, assinale
a alternativa correta:
a) O prazo para apresentação do requerimento de registro de candidato a
cargo eletivo terminará, improrrogavelmente, às 20 horas do dia 05 de
agosto do ano em que se realizarem as eleições.
b) Até 20 dias antes da data das eleições, todos os requerimentos, inclusive
os que tiverem sido impugnados, devem estar julgados por todas as
instâncias, e publicadas as decisões a eles relativas.
c) As convenções partidárias para a escolha dos candidatos serão realizadas,
no máximo, até 5 de agosto do ano em que se realizarem as eleições.
b) Até 10 dias antes da data das eleições, todos os requerimentos, inclusive
os que tiverem sido impugnados, devem estar julgados nas instâncias
ordinárias, e publicadas as decisões a eles relativas.
c) As convenções partidárias para a escolha dos candidatos serão realizadas,
no máximo, até as 19 horas do dia 15 de agosto do ano em que se realizarem
as eleições.

Questão 08 – Inédita - 2015


Quanto ao registro de candidaturas conforme disciplinado pelo Código
Eleitoral, julgue o item subsecutivo:
O Código Eleitoral fixa que o interessado deverá requerer o registro da
candidatura até às 19 horas do dia 15 de agosto do ano eleitoral. Esse pedido
deverá ser julgado e pulicado, nas instâncias ordinárias, até 20 dias ates do
pleito.

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Questão 09 – Inédita – 2015


De acordo com o Código Eleitoral, com as alterações promovidas pela Lei nº
13.165/2015, estarão eleitos, entre os candidatos registrados por um partido
ou coligação que tenham obtido votos em número:
a) superior a 10% do quociente eleitoral, tantos quantos o respectivo
quociente partidário indicar, na ordem da votação nominal que cada um
tenha recebido.
b) igual ou superior a 15% do quociente partidário, tantos quantos o
respectivo quociente partidário indicar, na ordem da votação nominal que
cada um tenha recebido.
c) superior a 5% do quociente partidário, tantos quantos o respectivo
quociente partidário indicar, na ordem da votação nominal que cada um
tenha recebido.
d) igual ou superior a 10% do quociente eleitoral, tantos quantos o
respectivo quociente partidário indicar, na ordem da votação nominal que
cada um tenha recebido.
e) igual ou superior a 5% do quociente partidário, tantos quantos o
respectivo quociente partidário indicar, na ordem da votação nominal que
cada um tenha recebido.

Questão 10 – Inédita – 2015


Após a realização dos cálculos – quociente eleitoral e partidário – e
distribuição das vagas, caso haja vaga remanescente, a Lei nº 13.165/2015
estabeleceu alguns critérios para distribuição das vagas remanescentes.
Sobre o assunto, assinale a alternativa correta:
a) Todos os partidos e coligações que correram ao pleito poderão participar
da distribuição das vagas remanescentes.
b) Para distribuição das vagas restantes divide-se o número de votos válidos
atribuído a cada partido ou coligação pelo número de lugares definido para
o partido pelo cálculo do quociente partidário mais um. Apurados os
resultados, a vaga será destinada ao partido ou coligação que obtiver a maior
média dos lugares preencher, desde que o candidato tenha obtido a votação
nominal mínima.
c) Caso nenhum candidato de nenhum dos partidos ou coligação tenha
atingido 10% do quociente partidário a distribuição das vagas
remanescentes será feito aos candidatos que obtiverem o maior número de
votos, independentemente do valor obtido pelas médias.
d) Na distribuição das sobras, o preenchimento dos lugares com que cada
partido ou coligação for contemplado será efetuado de acordo com critérios
fixados no estatuto do partido político.
e) Para definição dos suplentes da representação partidária, exige-se
também a votação nominal mínima.

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Questão 11 – Inédita – 2015


Quanto às regras relativas à votação nominal mínima acrescidas ao Código
Eleitoral pela Lei nº 13.165/2015, julgue o item seguinte:
O preenchimento dos lugares com que cada partido ou coligação for
contemplado far-se-á segundo a ordem de votação recebida por seus
candidatos.

Questão 12 – Inédita – 2015


Quanto às regras relativas à votação nominal mínima acrescidas ao Código
Eleitoral pela Lei nº 13.165/2015, julgue o item seguinte:
Para que o candidato atinja a votação nominal mínima deverá possui mais
de 10% do valor obtido no cálculo do quociente partidário.

Questão 13 – Inédita – 2015


Quanto às regras relativas à votação nominal mínima acrescidas ao Código
Eleitoral pela Lei nº 13.165/2015, julgue o item seguinte:
Na distribuição dos lugares não preenchidos com a aplicação dos quocientes
partidários, haverá a divisão do número de votos válidos atribuídos a cada
partido político ou coligação pelo número de lugares definido para o partido
pelo cálculo do quociente partidário mais um. Após a apuração dos
resultados, será atribuída a vara ao partido ou coligação que apresentar a
maior média, desde que tenha atingido a exigência da votação nominal
mínima.

Questão 14 – Inédita – 2015


Quanto às regras relativas à votação nominal mínima acrescidas ao Código
Eleitoral pela Lei nº 13.165/2015, julgue o item seguinte:
O Partido Carne Enlatada obteve quociente partidário equivalente a 15.000.
Eduardinho Acougueiro, candidato pelo partido, obteve 1.300 votos, logo
não atingiu a exigência da votação nominal mínima.

Questão 15 – Inédita - 2015


De acordo com o Código Eleitoral é possível determinar-se a renovação das
eleições em diversas hipóteses. Assinale a alternativa que não traz uma das
hipóteses declinadas pelo Código.
a) Nulidade de mais de metade dos votos do País nas eleições presidenciais.
b) Decisão da Justiça Eleitoral que importe no indeferimento do registro,
após decisão por órgão colegiado.
c) Nulidade de mais da metade dos votos do município das eleições
municipais, nas eleições majoritárias.
d) Decisão da Justiça Eleitoral que importe na perda do mandato do
candidato eleito em pleito majoritário.

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e) Decisão da Justiça Eleitoral que importe na cassação do diploma do


candidato eleito em pleito majoritário.

Questão 16 – Inédita - 2015


De acordo com a Lei nº 13.165/2015, julgue o item subsecutivo:
Caso haja determinação de renovação das eleições majoritárias por decisão
da Justiça Eleitoral em ações de indeferimento do registro, cassação do
diploma ou perda de mandato de candidato eleito em pleito majoritário, a
escolha se dará na forma direta se restar seis ou mais meses até o final do
mandato.

Questão 17 – Inédita - 2015


De acordo com a Lei nº 13.165/2015, julgue o item subsecutivo:
A renovação das eleições majoritárias por decisão da Justiça Eleitoral em
ações de indeferimento do registro, cassação do diploma ou perda de
mandato de candidato eleitor em pleito majoritário, independe do número
de votos anulados, mas depende de trânsito em julgado da respectiva ação
judicial.

Questão 18 – Inédita - 2015


Não é possível o voto em trânsito para:
a) Deputado Estadual
b) Deputado Federal
c) Senador da República
d) Prefeito
e) Governador

Questão 19 – Inédita – 2015


Para votar em trânsito para os cargos de Governador e vice-Governador,
Deputado Estadual e Deputados Federais e Senadores da República pelo
respectivo estado, o eleitor deverá:
a) requerer, com antecedência mínima de 45 dias, à Justiça Eleitoral o voto
em trânsito indicando em que município estará em qualquer das unidades
da Federação.
b) informar, com antecedência mínima de 60 dias, à Justiça Eleitoral em que
município do seu Estado estará no dia das eleições.
c) comunicar, com antecedência mínima de 45 dias, à Justiça Eleitoral em
que município do seu Estado estará no dia das eleições.
d) informar, no dia da eleição, que está em trânsito, efetuando prova com
cópia do título eleitoral, para que seja admitido a votar na urna específica.

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e) comunicar, com antecedência mínima de 30 dias, à Justiça Eleitoral em


que seção eleitoral deseja votar.

Questão 20 – Inédita – 2015


Sobre a disciplina do voto em trânsito julgue o item subsecutivo.
O voto em trânsito é admissível apenas para as eleições aos cargos de
Presidente e vice-Presidente.

Questão 21 – Inédita – 2015


Sobre a disciplina do voto em trânsito julgue o item subsecutivo.
Caso o eleitor deseje votar em trânsito para o cargo de Presidente e vice-
Presidente da República deverá comunicar à Justiça Eleitoral o local, dentro
do Estado de domicílio, onde estará para que seja viabilizada a votação fora
do domicílio de origem.

Questão 22 – Inédita – 2015


Sobre a disciplina do voto em trânsito julgue o item subsecutivo.
Com a Lei nº 13.165/2015 foi viabilizado o voto em trânsito de membros
das Forças Armadas, de policiais federais, de policiais rodoviários federais,
de policiais ferroviários, de policiais civis, de policiais militares, do corpo de
bombeiros militares e, inclusive, de guardas municipais, desde que estejam
em serviço no dia das eleições e a corporação respectiva informe tal condição
à Justiça Eleitoral

Questão 23 – Inédita – 2015


De acordo com o Código Eleitoral, admite-se propaganda eleitoral:
a) desde o 15 de agosto do ano da eleição.
b) a partir do dia 15 de agosto do ano da eleição.
c) a partir do dia 16 de agosto do ano da eleição.
d) apenas nos 45 dias que antecedem o pleito.
e) durante todo o ano eleitoral.

Questão 24 – Inédita – 2015


Ante as alterações promovidas pela Lei nº 13.165/2015 no Código Eleitoral,
julgue o item seguinte:
Admite-se a propaganda eleitoral a partir do dia 15 de agosto do ano da
eleição.

Questão 25 – Inédita - 2015


De acordo com as regras gerais que disciplinam os recursos, assinale a
alternativa correta:

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a) Os recursos eleitorais possuem efeito suspensivo.


b) Apenas os recursos ordinários terão efeito devolutivo.
c) Todos os recursos ordinários possuem efeito devolutivo e suspensivo.
d) Recurso ordinário ao TSE na hipótese de cassação de registro de candidato
tem efeito suspensivo.
e) O Tribunal dará preferência ao recurso sobre quaisquer outros processos,
inclusive em relação aos habeas corpus e mandado de segurança.

Questão 26 – Inédita - 2015


De acordo com as regras gerais que disciplinam os recursos, julgue o item
seguinte.
O Tribunal dará preferência ao recurso sobre quaisquer outros processos,
exceto em relação às ações constitucionais de habeas corpus e de mandado
de segurança.

Questão 27 – Inédita - 2015


De acordo com as regras gerais que disciplinam os recursos, julgue o item
seguinte.
No que atine aos efeitos em que são recebidos os recursos, a reforma
eleitoral veio estabelecer exceções à regra geral fixada no “caput” do art.
257, segundo o qual “os recursos eleitorais não terão efeito suspensivo”.

Questão 28 – Inédita - 2015


Quanto à utilização de prova testemunhal em processo que vise decretar a
perda de mandato eletivo, assinale a alternativa correta.
a) Não poderá ser usada na fundamentação da sentença.
b) Apenas testemunhos não serão suficientes para condenação.
c) Prova testemunhal singular, quando exclusiva, não poderá impor decisão
desfavorável ao réu.
d) Somente será aceita a prova testemunhal, se a testemunha ratificar por
escrito o que foi relatado perante o Juiz Eleitoral.
e) Para validade da prova testemunhal em processos que decretem a perda
de mandato eletivo é necessário comprovar incidentalmente que a
testemunha não possui qualquer relação política com os adversários do réu.

Questão 29 – Inédita - 2015


Quanto à utilização de prova testemunhal em processo que vise decretar a
perda de mandato eletivo, julgue o item seguinte.
A prova testemunhal singular, quando exclusiva, não será aceita nos
processos que possam levar à perda do mandato.

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Aula 17 - Prof. Ricardo Torques

Questão 30 – Inédita – 2015


De acordo com a Lei das Eleições a escolha dos candidatos e a deliberação
sobre as convenções devem ocorrer entre:
a) 05 de julho de 20 de agosto do ano eleitoral.
b) 15 de julho de 08 de agosto do ano eleitoral.
c) 20 de julho e 05 de agosto do ano eleitoral.
d) 05 de junho e 20 de agosto do ano eleitoral.
e) 15 de julho e 05 de agosto do ano eleitoral.

Questão 31 – Inédita – 2015


Considere as alterações promovidas pela Lei nº 13.165/2015 na Lei das
Eleições e julgue o item seguinte.
A escolha dos candidatos pelos partidos políticos bem como a deliberação
sobre as coligações deve ser tomada no período entre 20 de julho e 05 de
agosto do ano eleitoral.

Questão 32 – Inédita – 2015


Assinale, dentre as alternativas abaixo, a que declina o tempo mínimo de
domicílio eleitoral na circunscrição e de filiação partidária, prescrito na Lei
das Eleições.
a) um ano, em ambos os casos.
b) seis meses e um ano, respectivamente.
c) seis meses, em ambos os casos.
d) um ano e seis meses, respectivamente.
e) um ano e três meses, respectivamente.

Questão 33 – Inédita – 2015


José, deseja concorrer ao cargo de Prefeito do Município de Ampére/PR nas
eleições de 2016. Escolheu a cidade, pois nela reside e vota há mais de 50
anos. Além disso, trabalha com comércio local, de modo que é bastante
conhecido na cidade. Para tanto, em dezembro de 2015 filiou-se ao Partido
Alta Voltagem.
Com base na hipótese acima, julgue:
Embora possua tempo suficiente de domicílio eleitoral na circunscrição, José
deveria ter efetuada a filiação partidária com maior antecedência, em face
do que prevê a Lei das Eleições.

Questão 34 – Inédita - 2015

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Quanto às regras definidas na Lei das Eleições para fixação do número de


candidatos que os partidos e coligações podem indicar para as eleições,
assinale a alternativa correta.
a) Para as eleições ao cargo de Deputado Estadual em estado-membro cuja
representatividade na Câmara dos Deputados é superior a 12, tanto o
partido como a coligação podem indicar 150% do número de vagas a
preencher.
b) Para as eleições ao cargo de Vereador em Município com até de 100 mil
eleitores, a coligação poderá indicar 300% do número de vagas a preencher.
c) Para as eleições ao cargo de Senador da República em estado-membro
cuja representatividade na Câmara dos Deputados é inferior a 12, tanto o
partido como a coligação podem indicar 200% do número de vagas a
preencher
d) Para as eleições ao cargo de Vereador em Município com até de 100 mil
eleitores, o partido poderá indicar 200% do número de vagas a preencher.
e) Para as eleições ao cargo de Deputado Federal cada partido poderá indicar
até 12 candidatos.

Questão 35 – Inédita - 2015


Quanto às regras definidas na Lei das Eleições para fixação do número de
candidatos que os partidos e coligações podem indicar para as eleições,
julgue o item seguinte.
A Lei das Eleições, com as recentes alterações da Lei nº 13.165/2015,
estabeleceu que para o cargo de vereador, tanto partidos como coligações
podem indicar candidatos até 150% do número de vagas, exceto se forem
municípios com até 100 mil eleitores, hipótese em que a coligação poderá
indicar candidatos até o limite de 200% do número de vagas a serem
preenchidas.

Questão 36 – Inédita - 2015


Quanto à indicação das vagas remanescentes, caso não sejam escolhidos o
número máximo de candidatos, assinale a alternativa correta.
a) Não é possível indicar candidatos remanescentes, pois a legislação fixa
como data limite para o registro de candidatura o dia 15 de agosto do ano
eleitoral, até as 19 horas.
b) É possível a indicação de vagas remanescentes, desde que seja observado
o prazo limite das 19 horas do dia 15 de agosto do ano eleitoral.
c) Somente é admissível a indicação das cagas remanescentes, caso seja
comprovado vício ou irregularidade na convenção.
d) Poderá o órgão de direção do partido preencher as vagas remanescentes
até 30 dias antes das eleições.

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e) Admite-se o preenchimento das vagas remanescentes com a realização


de convenções suplementares até 60 dias antes das eleições.

Questão 37 – Inédita – 2015


Julgue o item seguinte.
Se as convenções não indicarem o número máximo de candidatos, poderão
ser realizadas convenções suplementares para preencher as vagas
remanescentes até 60 dias antes da data do pleito.

Questão 38 - Inédita - 2015


De acordo com a Lei das Eleições, o prazo para limite para registrar junto à
Justiça Eleitoral os candidatos escolhidos em convenção é:
a) até as 19 horas do dia 15 de julho do ano eleitoral.
b) até as 24 horas do dia 15 de julho do ano eleitoral.
c) até as 19 horas do dia 15 de agosto do ano eleitoral.
d) até as 24 horas do dia 15 de agosto do ano eleitoral.
e) até as 19 horas do dia 5 de agosto do ano eleitoral.

Questão 39 – Inédita - 2015


Julgue o item seguinte.
A Lei das Eleições estabelece que o partido ou coligação devem requerer o
registro dos candidatos à Justiça Eleitoral até as 24 horas do dia 15 de agosto
do ano em que se realizarem as eleições.

Questão 40 – Inédita - 2015


Considerando as regras constitucionais e infraconstitucionais acerca das
condições de elegibilidade, assinale a alternativa incorreta.
a) Para concorrer ao cargo de vice-Presidente da República, o candidato
deverá ter 35 anos até a data da posse.
b) Para concorrer ao cargo de Senador da República, o candidato deverá ter
35 anos até a data da posse.
c) Para concorrer ao cargo de Governador de algum dos estados-membros
da Federação, o candidato deverá ter 30 anos até a data da posse.
d) Para concorrer ao cargo de Deputado Federal, bem como para o cargo de
Deputado Estadual e Prefeito, o candidato deverá ter 21 anos até a data da
posse.
e) Para concorrer ao cargo de vereador, o candidato deverá ter 18 anos até
a data da posse.

Questão 41 – Inédita - 2015

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Considere:
José completará 18 anos em julho de 2016 e deseja concorrer ao cargo de
vereador municipal.
Juca completará 21 anos em dezembro de 2016 e pretende concorrer ao
cargo de prefeito municipal.
Considerando exclusivamente as idades mínima disciplinadas pela
Constituição e pela Lei das Eleições conclui-se que José e Juca poderão
concorrer para os cargos almejados.

Questão 42 – Inédita - 2015


Os Tribunais Regionais Eleitorais enviarão ao Tribunal Superior Eleitoral,
para fins de centralização e divulgação de dados, a relação dos candidatos
às eleições majoritárias e proporcionais, da qual constará obrigatoriamente
a referência ao sexo e ao cargo a que concorrem. Essa relação deverá ser
encaminhada:
a) até 15 dias antes da data das eleições.
b) até 20 dias antes da data das eleições.
c) até 30 dias antes da data das eleições.
d) até 45 dias antes da data das eleições.
e) até 60 dias antes da data das eleições.

Questão 43 – Inédita – 2015


Julgue o item seguinte:
De acordo com a Lei das Eleições, até 20 dias ante da data das eleições, os
Tribunais Regionais Eleitorais enviarão ao Tribunal Superior Eleitoral, para
fins de centralização e divulgação de dados, a relação dos candidatos às
eleições majoritárias e proporcionais, da qual constará obrigatoriamente a
referência ao sexo e ao cargo a que concorrem.

Questão 44 – Inédita – 2015


Julgue o item seguinte:
Até 20 dias antes da ata das eleições, os pedidos de registro de candidatos,
inclusive os impugnados e os respectivos recursos, devem estar julgados
pelas instâncias da Justiça Eleitoral.

Questão 45 – Inédita - 2015


De acordo com a Lei nº 13.165/2015, o Tribunal Superior Eleitoral fixará,
por intermédio de resoluções específicas, os limites de gastos para as
campanhas eleitorais, pelos candidatos e partidos políticos. Em caso de
descumprimento das normas:

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a) será aplicada multa em valor entre R$ 5.000,00 e R$ 100.000,00,


somados ao valor que ultrapassar o limite estabelecido.
b) acarretará o pagamento de multa em valor equivalente a 100% da quantia
que ultrapassar o limite estabelecido, sem prejuízo da apuração da
ocorrência de abuso do poder econômico.
c) acarretará o pagamento de multa em valor equivalente a 100% da quantia
que ultrapassar o limite estabelecido, o que implicará na preclusão da
pretensão para ações que visem apurar abuso do poder econômico.
d) acarretará o pagamento de multa em valor equivalente a 200% da quantia
que ultrapassar o limite estabelecido, sem prejuízo da apuração da
ocorrência de abuso do poder econômico.
e) será aplicada multa em valor entre R$ 50.000,00 e R$ 500.000,00,
somados ao valor que ultrapassar o limite estabelecido.

Questão 46 – Inédita – 2015


Pessoas físicas podem efetuar doações para as campanhas eleitorais,
limitados a:
a) 2% dos rendimentos brutos auferidos pelo doador no ano anterior à
eleição.
b) 10% dos rendimentos líquidos auferidos pelo doador no ano da eleição.
c) 10% dos rendimentos brutos auferidos pelo doador no ano anterior à
eleição.
d) 10% dos rendimentos brutos auferidos pelo doador no ano da eleição.
e) 10% dos rendimentos líquidos auferidos pelo doador no ano anterior à
eleição.

Questão 47 – Inédita – 2015


Em relação às regras previstas na Lei das Eleições relativas aos gastos em
campanhas eleitorais, julgue o item seguinte.
O limite de doações por pessoas físicas estabelecido na Lei das Eleições não
se aplica às doações estimáveis em dinheiro relativas à utilização de bens
móveis ou imóveis de propriedade do doador, desde que o valor não
ultrapasse R$ 50.000,00.

Questão 48 – Inédita – 2015


Em relação às regras previstas na Lei das Eleições relativas aos gastos em
campanhas eleitorais, julgue o item seguinte.
Em relação aos recursos próprios, o candidato poderá dispor do quanto
quiser para a realização da campanha eleitoral.

Questão 49 – Inédita – 2015

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Em relação às regras previstas na Lei das Eleições relativas aos gastos em


campanhas eleitorais, julgue o item seguinte.
Pessoas físicas podem doar aos candidatos até 10% dos rendimentos brutos
auferidos no ano anterior às eleições.

Questão 50 – Inédita - 2015


No que diz respeito às regras instituídas pela Lei das Eleições, especialmente
as decorrentes das inovações trazidas pela Lei nº 13.165, assinale a
alternativa correta:
a) Os comitês eleitorais serão responsáveis pela administração e prestação
de contas tanto das eleições majoritárias como das eleições proporcionais.
b) Os recursos recebidos em dinheiro pelos partidos pelos partidos,
coligações e candidatos devem ser divulgados na internet no prazo de 48
horas, com a indicação do CPF/CNPJ e dos valores doados.
c) Até o dia 15 de outubro do ano das eleições, o partido deverá divulgar um
relatório discriminado, constando as transferência do Fundo Partidário, os
recursos em dinheiro, os valores estimáveis em dinheiro e os gastos
realizados.
d) Os gastos com passagens aéreas efetuados nas campanhas eleitorais
serão comprovados mediante a apresentação de fatura ou duplicata emitida
por agência de viagem, quando for o caso, desde que informados os
beneficiários, as datas e os itinerários, vedada a exigência de apresentação
de qualquer outro documento para esse fim.
e) Todos os candidatos – tanto nas eleições proporcionais como majoritárias
– devem observar as mesmas regras na prestação de contas, inexistindo
tratamento diferenciado em razão do porte da cidade ou do montante de
gastos efetuados.

Questão 51 – Inédita - 2015


No que diz respeito à consolidação das contas de campanha, assinale a
alternativa correta.
a) O conjunto das contas deverá ser encaminhado à Justiça Eleitoral, tanto
nas eleições majoritárias, como nas eleições proporcionais até o vigésimo
dia posterior à realização do pleito.
b) A prestação de contas nas eleições proporcionais deve ser consolidada até
20 dias após a realização do primeiro turno.
c) A prestação de contas nas eleições majoritárias, independentemente da
ocorrência de segundo turno, devem ser encaminhadas à Justiça Eleitoral
até 20 dias após o término do pleito.
d) A prestação de contas nas eleições proporcionais deve ser encaminhada
até 60 dias após a realização do primeiro turno.

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e) A consolidação das contas, nas eleições majoritárias deve ser


encaminhada à Justiça Eleitoral até o trigésimo dia após o pleito, se não
houver segundo turno.

Questão 52 – Inédita - 2015


No que diz respeito às regras instituídas pela Lei das Eleições, especialmente
as decorrentes das inovações trazidas pela Lei nº 13.165, julgue o item
seguinte:
As prestações de contas dos candidatos às eleições majoritárias serão feitas
pelo próprio candidato ou por comitê regularmente instituído, devendo ser
acompanhadas dos extratos das contas bancárias referentes à
movimentação dos recursos financeiros usados na campanha e da relação
dos cheques recebidos, com a indicação dos respectivos números, valores e
emitentes

Questão 53 – Inédita - 2015


No que diz respeito às regras instituídas pela Lei das Eleições, especialmente
as decorrentes das inovações trazidas pela Lei nº 13.165, julgue o item
seguinte:
Além da prestação de contas ao final da campanha eleitoral, os candidatos,
partidos e coligações deve disponibilizar na internet, no prazo de 72 horas,
os recursos recebidos em dinheiro. Além disso, até o dia 15 de setembro do
ano eleitoral, deverão apresentar à Justiça Eleitoral relatório discriminado
das transferências do Fundo Partidário, dos recursos em dinheiro, dos
valores estimáveis em dinheiro e dos gastos realizados.

Questão 54 – Inédita - 2015


No que diz respeito às regras instituídas pela Lei das Eleições, especialmente
as decorrentes das inovações trazidas pela Lei nº 13.165, julgue o item
seguinte:
A prestação de contas pelo sistema simplificado aplica-se apenas às eleições
municipais.

Questão 55 – Inédita - 2015


No que diz respeito às regras instituídas pela Lei das Eleições, especialmente
as decorrentes das inovações trazidas pela Lei nº 13.165, julgue o item
seguinte:
A decisão que julgar as constas dos candidatos eleitos será publicada em
sessão até três dias antes da diplomação, sendo passível de recurso para o
órgão superior da Justiça Eleitoral no mesmo prazo.

Questão 56 – Inédita - 2015


Em relação à propaganda eleitoral assinale a alternativa correta.

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a) Permite-se a propaganda eleitoral no dia 15 de agosto do ano eleitoral.


b) Na propaganda eleitoral aos cargos do Poder Executivo, bem como para
o cargo de Senador da República, o nome dos vices e suplentes devem
aparecer de modo claro e legível, em tamanho não inferior a 30% do nome
do titular.
c) Configuram propaganda eleitoral antecipada, desde que não envolvam
pedido explícito de voto, a menção à pretensa candidatura, a exaltação das
qualidades pessoais dos pré-candidatos e os seguintes atos, que poderão ter
cobertura dos meios de comunicação social, inclusive via internet, a
divulgação de atos de parlamentares e debates legislativos, desde que não
se faça pedido de votos.
d) É permitida a transmissão ao vivo por emissoras de rádio e de televisão
das prévias partidárias, sem prejuízo da cobertura dos meios de
comunicação social.
e) Em bens particulares, independe de obtenção de licença municipal e de
autorização da Justiça Eleitoral a veiculação de propaganda eleitoral, desde
que seja feita em adesivo ou papel, não exceda a 5 m² e não contrarie a
legislação eleitoral.

Questão 57 - Inédita – 2015


É vedado às emissoras transmitir programa apresentado ou comentado por
pré-candidato, sob pena, no caso de sua escolha na convenção partidária,
de imposição da multa e de cancelamento do registro da candidatura do
beneficiário:
a) a partir de 30 de junho do ano eleitoral.
b) a partir de 05 de agosto do ano eleitoral.
c) a partir de 20 de julho do ano eleitoral.
d) a partir de 15 de agosto do ano eleitoral.
e) a partir de 30 de julho do ano eleitoral.

Questão 58 - Inédita – 2015


De acordo com a Lei das Eleições, considerações as alterações promovidas
pela Lei nº 13.165/2015, assinale o período que as emissoras devem
reservar para a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão:
a) os 60 dias anteriores às eleições.
b) os 45 dias anteriores à véspera das eleições.
c) os 35 dias anteriores às eleições.
d) os 50 dias anteriores à véspera das eleições.
e) os 35 dias anteriores à antevéspera das eleições.

Questão 59 - Inédita – 2015

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De acordo com a Lei das Eleições, na realização da propaganda eleitoral, não


será permitida a veiculação de entrevistas com o candidato e de cenas
externas nas quais ele, pessoalmente, exponha:
a) realizações de governo ou da administração pública.
b) falhas administrativas e deficiências verificadas em obras e serviços
públicos em geral
c) atos parlamentares
d) mensagens que possam degradar ou ridicularizar candidato, partido ou
coligação
e) debates legislativos

Questão 60 – Inédita – 2015


Quanto ao direito de resposta julgue o item seguinte:
O ofendido, ou seu representante legal, poderá pedir o exercício do direito
de resposta à Justiça Eleitoral a qualquer tempo, quando se tratar de
conteúdo que esteja sendo divulgado na internet, ou em 72 horas, após a
sua retirada, contados a partir da veiculação da ofensa.

Questão 61 – Inédita – 2015


Quanto à propaganda eleitoral na internet, julgue o item seguinte:
Dada a impossibilidade de controle das redes pela Justiça Eleitoral não há na
legislação restrição ao período de veiculação da propaganda eleitoral na
internet, mas apenas a responsabilização e penalização quando violados
direito de outrem.

Questão 62 – Inédita – 2015


A respeito das regras previstas na Lei das Eleições acerca da propaganda
eleitoral, julgue o item seguinte:
Configuram propaganda eleitoral antecipada, ainda que que não envolvam
pedido explícito de voto, a menção à pretensa candidatura, a exaltação das
qualidades pessoais dos pré-candidatos e os seguintes atos, que poderão ter
cobertura dos meios de comunicação social, inclusive via internet a
realização de prévias partidárias e a respectiva distribuição de material
informativo, a divulgação dos nomes dos filiados que participarão da disputa
e a realização de debates entre os pré-candidatos.

Questão 63 – Inédita – 2015


A respeito das regras previstas na Lei das Eleições acerca da propaganda
eleitoral, julgue o item seguinte:
É vedada, em bens públicos ou de uso coletivo, a veiculação de propaganda
eleitoral por intermédio de pichação, inscrição a tinta, exposição de placas,
estandartes, faixas, cavaletes, bonecos e assemelhados.

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Questão 64 – Inédita – 2015


A respeito das regras previstas na Lei das Eleições acerca da propaganda
eleitoral, julgue o item seguinte:
A veiculação de propaganda eleitoral em bens particulares é permitida desde
que não exceda 0,5m², não contrarie a legislação eleitoral, podendo veiculá-
la o interessado após obter autorização da Justiça Eleitoral.

Questão 65 – Inédita – 2015


De acordo com a Lei das Eleições, julgue o item seguinte.
Considera-se carro de som apenas os veículos automotores que utilizarem
equipamento de som com potência nominal de amplificação de, no máximo,
10.000 watts.

Questão 66 – Inédita – 2015


Em relação aos debates eleitorais, julgue o item seguinte, que trata do
acordo entre candidatos e partidos quanto às regras para o debate a serem
formuladas juntamente com a emissora.
Para os debates que se realizarem no primeiro turno das eleições, serão
consideradas aprovadas as regras, inclusive as que definam o número de
participantes, que obtiverem a concordância de pelo menos 2/3 dos
candidatos aptos, no caso de eleição majoritária, e de pelo menos 2/3 dos
partidos ou coligações com candidatos aptos, no caso de eleição
proporcional.

Questão 67 – Inédita – 2015


Com relação às regras pertinentes à distribuição dos horários destinados à
propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão julgue o item seguinte.
Às segundas, quartas e sextas-feiras será realizada a propaganda eleitoral
para o cargo de Senador da República, Deputado Federal e Governador e
vice-Governador. Às terças, quintas-feiras e sábados são realizadas as
propagandas eleitorais para o cargo de Presidente e vice-Presidente e
Deputado Federal.

Questão 68 – Inédita – 2015


Em relação às condutas vedadas aos agentes públicos assinale a alternativa
correta:
a) Veda-se, no ano eleitoral, realizar despesas com publicidade dos órgãos
públicos superior à média do primeiro semestre dos últimos três anos
anteriores ao ano eleitoral.
b) Veda-se, no primeiro semestre do ano eleitoral, realizar despesas com
publicidade dos órgãos públicos superior à média do primeiro semestre dos
últimos cinco anos anteriores ao ano eleitoral.

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c) Veda-se, no primeiro semestre do ano eleitoral, realizar despesas com


publicidade dos órgãos públicos superior à média do primeiro semestre do
ano anterior.
d) Veda-se, no segundo semestre do ano eleitoral, realizar despesas com
publicidade dos órgãos públicos superior à média do segundo semestre dos
últimos três anos anteriores ao ano eleitoral.
e) Veda-se, no primeiro semestre do ano eleitoral, realizar despesas com
publicidade dos órgãos públicos superior à média do primeiro semestre dos
últimos três anos anteriores ao ano eleitoral.

Questão 69 – Inédita – 2015


Em relação às condutas vedadas aos agentes públicos julgue:
Veda-se, no primeiro semestre do ano eleitoral, realizar despesas com
publicidade dos órgãos públicos superior à média do primeiro semestre dos
últimos cinco anos anteriores ao ano eleitoral.

Questão 70 – Inédita - 2015


Quando à criação e registro dos partidos políticos, assinale a alternativa que
retrata, corretamente, os requisitos para demonstração do apoiamento
mínimo:
a) obtenção, no período de 2 anos, de assinaturas de eleitores não filiados
equivalente a, pelo menos, 5% dos votos dados para a Câmara dos
Deputados, distribuídos em 3 ou mais dos Estados e, com, no mínimo, 1%
do eleitorado tenha votado em cada um desses estados.
b) obtenção, no período de 3 anos, de assinaturas de eleitores não filiados
equivalente a, pelo menos, 0,1% dos votos dados para a Câmara dos
Deputados, distribuídos em 1/3 ou mais dos Estados e, com, no mínimo,
0,5% do eleitorado tenha votado em cada um desses estados.
c) obtenção, no período de 2 anos, de assinaturas de eleitores não filiados
equivalente a, pelo menos, 0,5% dos votos dados para a Câmara dos
Deputados, distribuídos em 1/4 ou mais dos Estados e, com, no mínimo, 1%
do eleitorado tenha votado em cada um desses estados.
d) obtenção, no período de 2 anos, de assinaturas de eleitores não filiados
equivalente a, pelo menos, 0,5% dos votos dados para a Câmara dos
Deputados, distribuídos em 1/3 ou mais dos Estados e, com, no mínimo,
0,1% do eleitorado tenha votado em cada um desses estados.
e) obtenção, no período de 2 anos, de assinaturas de eleitores não filiados
equivalente a, pelo menos, 0,5% dos votos dados para a Câmara dos
Deputados, distribuídos em 1/3 ou mais dos Estados e, com, no mínimo, 1%
do eleitorado tenha votado em cada um desses estados.

Questão 71 – Inédita - 2015


Quando à criação e registro dos partidos políticos, julgue o item seguinte.

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De acordo com a Lei nº 13.165/2015, o apoiamento mínimo, requisito para


registro do partido político junto ao TSE, deverá ser comprovado no lapso de
um ano.

Questão 72 – Inédita - 2015


À Lei dos Partidos Políticos foi acrescentado pela Lei nº 13.165/2015, o art.
22-A que, em parte, incorporou a regrativa da Resolução TSE nº
22.610/2010. Sobre tais regras, assinale a alternativa incorreta.
a) Perderá o mandato o detentor de cargo eletivo que se desfiliar, sem justa
causa do partido pelo qual foi eleito.
b) Constitui justa causa para a desfiliação se comprovada grave
discriminação política pessoal contra o detentor do cargo eletivo.
c) Constitui justa causa para a desfiliação mudanças, ainda que simples, ao
programa do partido.
d) Constitui justa causa para a desfiliação desvio reiterado do programa
partidário.
e) Constitui justa causa para desfiliação mudança de partido efetuada
durante o período de 30 dias que antecede o prazo de filiação em lei para
concorrer às eleições, majoritárias ou proporcionais, ao término do mandato
vigente.

Questão 73 – Inédita – 2015


No que diz respeito à possibilidade de perda do mandato eletivo por
desfiliação imotivada, julgue o item seguinte considerando a disciplina da Lei
dos Partidos Políticos.
Considera-se justa causa para desfiliação partidária grave discriminação
política pessoal contra o detentor do cargo eletivo.

Questão 74 – Inédita – 2015


No que diz respeito à possibilidade de perda do mandato eletivo por
desfiliação imotivada, julgue o item seguinte considerando a disciplina da Lei
dos Partidos Políticos.
Considera-se justa causa para desfiliação partidária mudança de partido
efetuada durante o período de 60 dias que antecede o prazo de filiação em
lei para concorrer às eleições, majoritárias ou proporcionais, ao término do
mandato vigente.

Questão 75 – Inédita - 2015


Somente será admitida a fusão ou incorporação de partidos políticos:
a) que hajam obtido o registro no Ofício Civil há, pelo menos, 5 anos.
b) que hajam obtido o registro definitivo do Tribunal Superior Eleitoral há,
pelo menos, 10 anos.

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c) que hajam obtido o registro definitivo do Ofício Civil há, pelo menos, 10
anos.
d) que hajam obtido o registro definitivo do Tribunal Superior Eleitoral há,
pelo menos, 3 anos.
e) que hajam obtido o registro definitivo do Tribunal Superior Eleitoral há,
pelo menos, 5 anos.

Questão 76 – Inédita - 2015


Quanto às regras relativas à fusão, incorporação e extinção de partidos
políticos previstos na Lei dos Partidos Políticos, julgue o item seguinte:
No caso de incorporação o estatuto do partido incorporado será anexado
como alteração ao estatuto do partido incorporador.

Questão 77 – Inédita - 2015


O partido que tiver as constas desaprovadas não podem ser impedidos de
participar do pleito eleitoral.
A afirmação acima:
a) está incorreta, pois a desaprovação das contas impede, além do
recebimento de recursos do Fundo e o acesso à rádio e televisão, a
possibilidade de o partido registrar candidatos para o pleito, enquanto não
superados os motivos que levaram à desaprovação.
b) está incorreta, pois o Ministério Público Eleitoral poderá requerer a
suspensão do partido das eleições seguintes pela desaprovação das contas.
c) está correta, a desaprovação das contas gera outras consequências, mas
não podem obstar o direito de participar do pleito eleitoral.
d) está correta, pois a prestação de contas é exigida apenas dos candidatos
e não dos partidos políticos.
e) está correta apenas em relação aos cargos escolhidos pelo sistema
majoritário, já que em relação ao pleito proporcional se houver condenação
por desaprovação de contas o partido perderá a representação perante as
casas legislativas.

Questão 78 – Inédita - 2015


A Justiça Eleitoral exerce a fiscalização sobre a prestação de contas do
partido e das despesas de campanha eleitoral, devendo atestar se elas
refletem adequadamente a real movimentação financeira, os dispêndios e os
recursos aplicados nas campanhas eleitorais, exigindo
a) a conservação da documentação por prazo não inferior a 1 ano.
b) a conservação da documentação por prazo não inferior a 2 anos.
c) a conservação da documentação por prazo não inferior a 3 anos.
d) a conservação da documentação por prazo não inferior a 5 anos.

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e) a conservação da documentação por prazo não inferior a 10 anos.

Questão 79 – Inédita – 2015


Assinale as alternativas que, respectivamente, contemplam a consequência
aplicáveis aos partidos que não prestarem contas (1) e àqueles que tiverem
as contas desaprovadas (2):
a) 1 - devolução dos valores recebidos a título do Fundo Partidário e multa
de até 20%;
2 - e suspensão das quotas dos Fundo Partidário por um ano.
b) 1 - suspensão das quotas dos Fundo Partidário, até regularização;
2 – devolução dos valores recebidos irregularmente e multa de até 20%.
c) 1 - devolução dos valores recebidos a título do Fundo Partidário;
2 – devolução dos valores recebidos irregularmente e multa de até 20%.
d) 1 - multa de até 20% do valor financeiro movimentado pelo Partido
Político no ano anterior;
2 - e suspensão das quotas dos Fundo Partidário por um ano.
e) 1 - suspensão das quotas dos Fundo Partidário, até regularização; e
2 - e suspensão das quotas dos Fundo Partidário e multa de até 50%.

Questão 80 – Inédita - 2015


Quanto à prestação de contas dos partidos políticos no pleito municipal,
julgue o item seguinte.
Todos os órgãos municipais devem prestar contas de campanha, ainda que
não tenham movimentado recursos financeiros ou bens estimáveis em
dinheiro.

Questão 81 – Inédita – 2015


Considerando a disciplina da Lei dos Partidos Político, julgue o item
subsecutivo:
A desaprovação da prestação de contas do partido não ensejará sanção
alguma que o impeça de participar do pleito eleitoral.

Questão 82 – Inédita – 2015


Quanto à prestação de contas pelos partidos políticos, julgue o item
seguinte:
A fiscalização sobre as constas dos partidos políticos tem por escopo
identificar a origem das receitas e a destinação das despesas com as
atividades partidárias e eleitorais, mediante o exame formal dos documentos
fiscais apresentados pelos partidos políticos e candidatos, admitida a análise

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das atividades político-partidárias ou qualquer interferência em sua


autonomia

Questão 83 – Inédita – 2015


Referente às contas dos partidos políticos, julgue o item seguinte:
A desaprovação das contas não impede que o partido político participe das
eleições, contudo implicará na devolução da importância apontada como
irregular e multa de até 20%.

Questão 84 – Inédita - 2015


Acerca da destinação dos recursos do Fundo Partidário assinale a alternativa
correta:
a) Com a Lei nº 13.165/2015 foram revogados os dispositivos que
especificam no que o partido político deverá investir os recursos recebidos
do fundo, como uma forma de prestigiar a liberdade e autonomia partidários.
b) Os partidos políticos serão destinados, em até 60% do montante dos
recursos, para os órgãos municipais do partido político.
c) Os recursos do fundo partidário serão destinados à propaganda
doutrinária e política, vedada a utilização para as campanhas eleitorais.
d) Os recursos do Fundo Partidário serão destinados para o pagamento de
mensalidades, anuidades e congêneres devidos a organismos partidários
internacionais que se destinem ao apoio à pesquisa, ao estudo e à
doutrinação política, aos quais seja o partido político regularmente filiado.
e) Os recursos do Fundo Partidário serão destinados à criação e manutenção
de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres,
conforme percentual que será fixado pelo órgão nacional de direção
partidária, observado o mínimo de 10% do total.

Questão 85 – Inédita – 2015


Em relação à destinação dos recursos oriundos do Fundo Partidário, julgue
o item subsecutivo.
De acordo com a Lei das Eleições, os partidos devem observar limites de
repasse dos recursos para os órgãos partidários. Aos órgãos nacionais o
limite fixado é de 50% do montante recebido do Fundo. Já para os órgãos
regionais e municipais, conjuntamente considerados, o limite será de 60%.

Questão 86 – Inédita – 2015


Em relação à destinação dos recursos oriundos do Fundo Partidário, julgue
o item subsecutivo.
Os recursos do Fundo não podem ser destinado a despesas como
alimentação, devendo estar necessariamente atrelado às finalidades diretas
da agremiação.

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Questão 87 – Inédita – 2015


De acordo com a literalidade da Lei dos Partidos Políticos, consideradas as
alterações promovidas pela Lei nº 13.165/2015, para que o partido tenha
direito à propaganda partidária gratuita no rádio e na televisão deverá:
a) possuir ao menos um representante em qualquer das casas do Congresso
Nacional.
b) possuir ao menos dois representantes em qualquer das casas do
Congresso Nacional.
c) possuir ao menos três representantes em qualquer das casas do
Congresso Nacional.
d) possuir ao menos cinco representantes em qualquer das casas do
Congresso Nacional.
e) possuir ao menos dez representantes em qualquer das casas do
Congresso Nacional.

Questão 88 – Inédita -2015


A respeito das regras disciplinadas pela Lei dos Partidos Políticos acerca da
distribuição dos horários conferidos para a propaganda partidária gratuita,
julgue o item seguinte:
Os partidos devem dispor de 10% do tempo total para promoção e difusão
da participação política feminina tanto na propaganda partidária em bloco
por na propaganda por inserções.

7.2 – Gabarito
Questão 01 – A Questão 02 – CORRETA

Questão 03 – D Questão 04 – INCORRETA

Questão 05 – E Questão 06 – INCORRETA

Questão 07 – C Questão 08 – CORRETA

Questão 09 – D Questão 10 – B

Questão 11 – CORRETA Questão 12 – INCORRETA

Questão 13 – CORRETA Questão 14 – CORRETA

Questão 15 – B Questão 16 – CORRETA

Questão 17 – CORRETA Questão 18 – D

Questão 19 – C Questão 20 – INCORRETA

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Questão 21 – INCORRETA Questão 22 – CORRETA

Questão 23 – B Questão 24 – CORRETA

Questão 25 – D Questão 26 – CORRETA

Questão 27 – CORRETA Questão 28 – C

Questão 29 – CORRETA Questão 30 – C

Questão 31 – CORRETA Questão 32 – D

Questão 33 – INCORRETA Questão 34 – A

Questão 35 – CORRETA Questão 36 – D

Questão 37 – INCORRETA Questão 38 – C

Questão 39 – INCORRETA Questão 40 – E

Questão 41 – CORRETA Questão 42 – B

Questão 43 – CORRETA Questão 44 – INCORRETA

Questão 45 – B Questão 46 – C

Questão 47 – INCORRETA Questão 48 – INCORRETA

Questão 49 – CORRETA Questão 50 – D

Questão 51 – E Questão 52 – INCORRETA

Questão 53 – CORRETA Questão 54 – INCORRETA

Questão 55 – CORRETA Questão 56 – B

Questão 57 – A Questão 58 – E

Questão 59 – D Questão 60 – CORRETA

Questão 61 – INCORRETA Questão 62 – INCORRETA

Questão 63 – CORRETA Questão 64 – INCORRETA

Questão 65 – INCORRETA Questão 66 – CORRETA

Questão 67 – CORRETA Questão 68 – E

Questão 69 – INCORRETA Questão 70 – D

Questão 71 – INCORRETA Questão 72 – C

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Questão 73 – CORRETA Questão 74 – INCORRETA

Questão 75 – E Questão 76 – INCORRETA

Questão 77 – C Questão 78 – D

Questão 79 – B Questão 80 – INCORRETA

Questão 81 – CORRETA Questão 82 – INCORRETA

Questão 83 – CORRETA Questão 84 – D

Questão 85 – CORRETA Questão 86 – INCORRETA

Questão 87 – A Questão 88 – CORRETA

7.3 – Questões com Comentários


Alterações da Lei nº 13.165/2015 no Código Eleitoral

Questão 01 – Inédita – 2015


Caso o eleitor esteja no exterior e não tenha votado, mesmo sendo eleitor
obrigatório, nem sequer justificado e precisar obter passaporte para retornar
ao Brasil.
a) Poderá excepcionalmente obtê-lo para identificação e retorno para o
Brasil.
b) Não poderá obter o documento em razão da vedação expressa no Código
Eleitoral.
c) Deverá comparecer perante o consulado e requerer o pagamento da
multa, pelo dobro do limite estabelecido para obtenção do documento.
d) Deverá fazer uma declaração de próprio punho justificando a razão pela
qual não compareceu às eleições para que seja anexado ao procedimento
para obtenção do novo passaporte.
e) Deverá requerer ao Ministro das Relações Exteriores a liberação para
recebimento do passaporte.

Comentários
Para responder à questão devemos lembrar do art. 7º, §1º, V, combinado com o
§4º, todos do CE.
 art. 7º, §1º, V, do CE:
Art. 7º O eleitor que deixar de votar e não se justificar perante o juiz eleitoral até 30
(trinta) dias após a realização da eleição, incorrerá na multa de 3 (três) a 10 (dez) por
cento sobre o salário-mínimo da região, imposta pelo juiz eleitoral e cobrada na forma
prevista no art. 367. (Redação dada pela Lei nº 4.961, de 1966).

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§ 1º Sem a prova de que votou na última eleição, pagou a respectiva multa ou de que se
justificou devidamente, NÃO poderá o eleitor: (...)
V - obter passaporte ou carteira de identidade; (...)

 art. 7º, §4º, do CE:


§ 4o O disposto no inciso V do § 1o não se aplica ao eleitor no exterior que requeira
novo passaporte para identificação e retorno ao Brasil.

Assim, caso o eleitor esteja no exterior e necessite do passaporte para


identificação e retorno ao Brasil poderá obtê-lo, em caráter excepcional, ainda
que não tenha votado ou justificado no prazo legal.
Portanto, a alternativa A é a correta e gabarito da questão.

Questão 02 – Inédita – 2015


Julgue o item abaixo, com observância das alterações promovidas pela Lei
nº 13.165/2015.
Sem a prova de que votou na última eleição, pagou a respectiva multa ou
de que se justificou devidamente, não poderá o eleitor obter passaporte,
exceto se estiver no exterior e necessitar do documento para retornar ao
Brasil.

Comentários
A assertiva está correta. Para responder à questão devemos lembrar do art. 7º,
§1º, V, combinado com o §4º, todos do CE.
 art. 7º, §1º, V, do CE:
Art. 7º O eleitor que deixar de votar e não se justificar perante o juiz eleitoral até 30
(trinta) dias após a realização da eleição, incorrerá na multa de 3 (três) a 10 (dez) por
cento sobre o salário-mínimo da região, imposta pelo juiz eleitoral e cobrada na forma
prevista no art. 367. (Redação dada pela Lei nº 4.961, de 1966).
§ 1º Sem a prova de que votou na última eleição, pagou a respectiva multa ou de que se
justificou devidamente, NÃO poderá o eleitor: (...)
V - obter passaporte ou carteira de identidade; (...)

 art. 7º, §4º, do CE:


§ 4o O disposto no inciso V do § 1o não se aplica ao eleitor no exterior que requeira

Questão 03 – Inédita – 2015


Assinale a alternativa correta.
a) Da homologação da convenção partidária até a diplomação dos eleitos e
nos feitos decorrentes, não poderão exercer função de magistrado eleitoral
o cônjuge ou o parente consanguíneo ou afim, até o terceiro grau, de
candidato a cargo eletivo registrado na circunscrição.
b) Da homologação da convenção partidária até o final do ano eleitoral, não
poderão exercer função de magistrado eleitoral o cônjuge ou o parente
consanguíneo ou afim, até o terceiro grau, de candidato a cargo eletivo
registrado na circunscrição.

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c) Da homologação da convenção partidária até a data das eleições e nos


feitos decorrentes, não poderão exercer função de magistrado eleitoral o
cônjuge ou o parente consanguíneo ou afim, até o quarto grau, de candidato
a cargo eletivo registrado na circunscrição.
d) Da homologação da convenção partidária até a diplomação dos eleitos e
nos feitos decorrentes, não poderão exercer função de magistrado eleitoral
o cônjuge ou o parente consanguíneo ou afim, até o segundo grau, de
candidato a cargo eletivo registrado na circunscrição.
e) Da homologação da convenção partidária até o final do ano eleitoral, não
poderão exercer função de magistrado eleitoral o cônjuge ou o parente
consanguíneo ou afim, em qualquer grau, de candidato a cargo eletivo
registrado na circunscrição.

Comentários
Para responder à questão devemos lembrar da redação do art. 14, §3º, do Código
Eleitoral:
§ 3º Da homologação da respectiva convenção partidária até a diplomação e nos
feitos decorrentes do processo eleitoral, NÃO poderão servir como juízes nos Tribunais
Eleitorais, ou como juiz eleitoral, o cônjuge ou o parente consanguíneo ou afim, até o
segundo grau, de candidato a cargo eletivo registrado na circunscrição.

Assim, para facilitar a análise das alternativas vejamos os elementos que constam
da regra de impedimento:

da homologação da convenção partidária


período de
até a diplomação e nos feitos
impedimento
decorrentes

Juízes Eleitorais, Juízes do TRE e do TSE


abrangência
(todos os magistrados eleitorais)

quem pode
cônjuge ou parentes, consanguíneos ou
gerar o
afins, até o 2º grau.
impedimento

circunscrição do candidato a cargo


área
político-eletivo.

Assim, vamos marcar as alternativas dissonantes:


a) Da homologação da convenção partidária até a diplomação dos eleitos e nos feitos
decorrentes, não poderão exercer função de magistrado eleitoral o cônjuge ou o parente
consanguíneo ou afim, até o terceiro grau, de candidato a cargo eletivo registrado na
circunscrição.

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b) Da homologação da convenção partidária até o final do ano eleitoral, não poderão


exercer função de magistrado eleitoral o cônjuge ou o parente consanguíneo ou afim, até
o terceiro grau, de candidato a cargo eletivo registrado na circunscrição.
c) Da homologação da convenção partidária até a data das eleições e nos feitos
decorrentes, não poderão exercer função de magistrado eleitoral o cônjuge ou o parente
consanguíneo ou afim, até o quarto grau, de candidato a cargo eletivo registrado na
circunscrição.
d) Da homologação da convenção partidária até a diplomação dos eleitos e nos
feitos decorrentes, não poderão exercer função de magistrado eleitoral o cônjuge
ou o parente consanguíneo ou afim, até o segundo grau, de candidato a cargo
eletivo registrado na circunscrição.
e) Da homologação da convenção partidária até o final do ano eleitoral, não poderão
exercer função de magistrado eleitoral o cônjuge ou o parente consanguíneo ou afim, em
qualquer grau, de candidato a cargo eletivo registrado na circunscrição.

Portanto, a alternativa D é correta e gabarito da questão.

Questão 04 – Inédita – 2015


Julgue o item abaixo, com observância das alterações promovidas pela Lei
nº 13.165/2015.
De acordo com o Código Eleitoral da homologação da convenção partidária
até o final do ano eleitoral, não poderão exercer função de magistrado
eleitoral o cônjuge ou o parente consanguíneo ou afim, até o terceiro grau,
de candidato a cargo eletivo registrado na circunscrição.

Comentários
São dois os equívocos na assertiva acima.
Você saberia identificar?
Certamente sim!
1º ERRO: o período do impedimento vai da homologação da convenção até a
diplomação dos eleitos, e não até o final do ano eleitoral. Lembre-se:

da homologação da
convenção partidária diplomação dos eleitos

 IMPEDIMENTO 

2º ERRO: o impedimento estende-se até os candidatos parentes de segundo grau,


e não terceiro grau. Vejamos:
§ 3º Da homologação da respectiva convenção partidária até a diplomação e nos
feitos decorrentes do processo eleitoral, NÃO poderão servir como juízes nos Tribunais
Eleitorais, ou como juiz eleitoral, o cônjuge ou o parente consanguíneo ou afim, até o
segundo grau, de candidato a cargo eletivo registrado na circunscrição.

Portanto, a assertiva está incorreta.

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Questão 05 – Inédita – 2015


Para o julgamento de ações que importem a cassação de registro, ações que
implicam na anulação geral de eleições e ações que levem a perda de
diplomas deverá observar o quórum de instalação de e votação,
respectivamente:
a) maioria absoluta para instalação e maioria relativa para votação.
b) maioria absoluta para instalação e votação.
c) maioria relativa para instalação e votação.
d) todos os membros para instalação e votação.
e) todos os membros para instalação e maioria absoluta para votação.

Comentários
A Lei nº 13.165/2015 trouxe duas inovações ao art. 28 do CE, que disciplinam a
votação no âmbito dos TREs. Vejamos:
§ 4o As decisões dos Tribunais Regionais sobre quaisquer ações que importem cassação
de registro, anulação geral de eleições ou perda de diplomas somente poderão ser
tomadas com a presença de todos os seus membros.
§ 5o No caso do § 4o, se ocorrer impedimento de algum juiz, será convocado o suplente da
mesma classe.

Assim...

QUÓRUM
QUALIFICADO

quórum de instalação quórum de votação matérias

ações que importem


7 4
cassação de registro

ações que implicam na


anulação geral de
eleições

ação de levem a perda


de diplomas

Logo:
 INSTALAÇÃO: PRESENÇA DE TODOS OS MEMBROS  7 MEMBROS
 VOTAÇÃO: MAIORIA ABSOLUTA  4 VOTOS
Portanto, a alternativa E é a correta e gabarito da questão.

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Questão 06 – Inédita – 2015


Julgue o item seguinte:
Somente poderão ser tomadas com a presença de todos os seus membros
as decisões dos Tribunais Regionais Eleitorais sobre ações que importem a
cassação de registro, ações que impliquem a anulação geral de eleições,
ações que levem à perda de diplomas e aplicação de multas por propaganda
eleitoral irregular.

Comentários
Para responder à questão devemos conhecer o art. 28, §4º, do CE:
§ 4o As decisões dos Tribunais Regionais sobre quaisquer ações que importem cassação
de registro, anulação geral de eleições ou perda de diplomas somente poderão ser
tomadas com a presença de todos os seus membros.

Se compararmos a redação do dispositivo com a assertiva, notamos que não há


referência “aplicação de multas por propaganda eleitoral regular”. Logo, está
incorreta a assertiva.

Questão 07 – Inédita - 2015


Acerca do registro de candidatura de acordo com o Código Eleitoral, assinale
a alternativa correta:
a) O prazo para apresentação do requerimento de registro de candidato a
cargo eletivo terminará, improrrogavelmente, às 20 horas do dia 05 de
agosto do ano em que se realizarem as eleições.
b) Até 20 dias antes da data das eleições, todos os requerimentos, inclusive
os que tiverem sido impugnados, devem estar julgados por todas as
instâncias, e publicadas as decisões a eles relativas.
c) As convenções partidárias para a escolha dos candidatos serão realizadas,
no máximo, até 5 de agosto do ano em que se realizarem as eleições.
b) Até 10 dias antes da data das eleições, todos os requerimentos, inclusive
os que tiverem sido impugnados, devem estar julgados nas instâncias
ordinárias, e publicadas as decisões a eles relativas.
c) As convenções partidárias para a escolha dos candidatos serão realizadas,
no máximo, até as 19 horas do dia 15 de agosto do ano em que se realizarem
as eleições.

Comentários
A presente questão envolve especificamente os arts. 93, caput e §§ 1º e 2º,
alterados pela Lei nº 13.165/2015. Vejamos:
Art. 93. O prazo de entrada em cartório ou na Secretaria do Tribunal, conforme o caso,
de requerimento de registro de candidato a cargo eletivo terminará,
improrrogavelmente, ÀS DEZENOVE HORAS DO DIA 15 DE AGOSTO do ano em que
se realizarem as eleições.

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§ 1o Até vinte dias antes da data das eleições, todos os requerimentos, inclusive os que
tiverem sido impugnados, devem estar julgados pelas instâncias ordinárias, e publicadas as
decisões a eles relativas.
§ 2o As convenções partidárias para a escolha dos candidatos serão realizadas, no máximo,
até 5 de agosto do ano em que se realizarem as eleições.

Em forma de esquema, podemos destacam-se os seguintes esquemas:

PRAZO PARA REQUERER até as 19h do dia 15.08


REGISTRO DA do ano em que se
CANDIDATURA realizarem as eleições

JULGAMENTO (E PUBLICAÇÃO) até 20 dias da data das eleições


DOS PEDIDOS DE REGISTRO DE perante o Juiz Eleitoral e perante o
CANDIDATURA TRE (não abrange o TSE)

As convenções devem ser realizadas até o dia 05.08


do ano eleitoral

Logo, a alternativa C é a correta e gabarito da questão. Vejamos os erros das


demais:
a) O prazo para apresentação do requerimento de registro de candidato a cargo eletivo
terminará, improrrogavelmente, às 20 horas do dia 05 de agosto do ano em que se
realizarem as eleições.
b) Até 20 dias antes da data das eleições, todos os requerimentos, inclusive os que tiverem
sido impugnados, devem estar julgados por todas as instâncias, e publicadas as
decisões a eles relativas.
b) Até 10 dias antes da data das eleições, todos os requerimentos, inclusive os que tiverem
sido impugnados, devem estar julgados nas instâncias ordinárias, e publicadas as decisões
a eles relativas.
c) As convenções partidárias para a escolha dos candidatos serão realizadas, no máximo,
até as 19 horas do dia 15 de agosto do ano em que se realizarem as eleições.

Questão 08 – Inédita - 2015


Quanto ao registro de candidaturas conforme disciplinado pelo Código
Eleitoral, julgue o item subsecutivo:
O Código Eleitoral fixa que o interessado deverá requerer o registro da
candidatura até às 19 horas do dia 15 de agosto do ano eleitoral. Esse pedido

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deverá ser julgado e pulicado, nas instâncias ordinárias, até 20 dias ates do
pleito.

Comentários
Esta correta a assertiva, que retrata o art. 98, caput e §1º, ambos alterados
pela Lei nº 13.165/2015:
Art. 93. O prazo de entrada em cartório ou na Secretaria do Tribunal, conforme o caso,
de requerimento de registro de candidato a cargo eletivo terminará,
improrrogavelmente, ÀS DEZENOVE HORAS DO DIA 15 DE AGOSTO do ano em que
se realizarem as eleições.
§ 1o Até vinte dias antes da data das eleições, todos os requerimentos, inclusive os que
tiverem sido impugnados, devem estar julgados pelas instâncias ordinárias, e publicadas as
decisões a eles relativas.

Questão 09 – Inédita – 2015


De acordo com o Código Eleitoral, com as alterações promovidas pela Lei nº
13.165/2015, estarão eleitos, entre os candidatos registrados por um partido
ou coligação que tenham obtido votos em número:
a) superior a 10% do quociente eleitoral, tantos quantos o respectivo
quociente partidário indicar, na ordem da votação nominal que cada um
tenha recebido.
b) igual ou superior a 15% do quociente partidário, tantos quantos o
respectivo quociente partidário indicar, na ordem da votação nominal que
cada um tenha recebido.
c) superior a 5% do quociente partidário, tantos quantos o respectivo
quociente partidário indicar, na ordem da votação nominal que cada um
tenha recebido.
d) igual ou superior a 10% do quociente eleitoral, tantos quantos o
respectivo quociente partidário indicar, na ordem da votação nominal que
cada um tenha recebido.
e) igual ou superior a 5% do quociente partidário, tantos quantos o
respectivo quociente partidário indicar, na ordem da votação nominal que
cada um tenha recebido.

Comentários
A questão envolve a votação nominal mínima, regra criada pela Lei nº
13.165/2015, que estabelece um mínimo de votos necessário para que o
candidato posa ocupar uma das vagas obtidas pelo partido ou coligação na
distribuição das vagas.
Vejamos a redação do art. 108, do CE:
Art. 108. Estarão eleitos, entre os candidatos registrados por um partido ou coligação que
tenham obtido votos em número igual ou superior a 10% (dez por cento) do quociente
eleitoral, tantos quantos o respectivo quociente partidário indicar, na ordem da votação
nominal que cada um tenha recebido.

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Desse modo, o candidato deverá atingir número de votos IGUAL OU SUPERIOR


a 10% DO QUOCIENTE ELEITORAL, o que torna a alternativa D a correta e
gabarito da questão.

Questão 10 – Inédita – 2015


Após a realização dos cálculos – quociente eleitoral e partidário – e
distribuição das vagas, caso haja vaga remanescente, a Lei nº 13.165/2015
estabeleceu alguns critérios para distribuição das vagas remanescentes.
Sobre o assunto, assinale a alternativa correta:
a) Todos os partidos e coligações que correram ao pleito poderão participar
da distribuição das vagas remanescentes.
b) Para distribuição das vagas restantes divide-se o número de votos válidos
atribuído a cada partido ou coligação pelo número de lugares definido para
o partido pelo cálculo do quociente partidário mais um. Apurados os
resultados, a vaga será destinada ao partido ou coligação que obtiver a maior
média dos lugares preencher, desde que o candidato tenha obtido a votação
nominal mínima.
c) Caso nenhum candidato de nenhum dos partidos ou coligação tenha
atingido 10% do quociente partidário a distribuição das vagas
remanescentes será feito aos candidatos que obtiverem o maior número de
votos, independentemente do valor obtido pelas médias.
d) Na distribuição das sobras, o preenchimento dos lugares com que cada
partido ou coligação for contemplado será efetuado de acordo com critérios
fixados no estatuto do partido político.
e) Para definição dos suplentes da representação partidária, exige-se
também a votação nominal mínima.

Comentários
A alternativa A está incorreta, pois o partido que não obteve o quociente
partidário não poderá participar da distribuição das vagas que sobraram. É o que
se extrai do art. 109, §2º, do Código Eleitoral:
§ 2o Somente poderão concorrer à distribuição dos lugares os partidos ou as coligações
que tiverem obtido quociente eleitoral.

A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, pois retratada justamente


a fórmula a aplicação do cálculo de distribuição das sobras. Vejamos a fórmula
e, em seguida, a fundamentação legal:

 art. 109, I, da Lei das Eleições:


Art. 109. Os lugares NÃO preenchidos com a aplicação dos quocientes partidários e em
razão da exigência de votação nominal mínima a que se refere o art. 108 serão distribuídos
de acordo com as seguintes regras:

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I - dividir-se-á o número de votos válidos atribuídos a cada partido ou coligação


pelo número de lugares definido para o partido pelo cálculo do quociente
partidário do art. 107, mais um, cabendo ao partido ou coligação que apresentar a maior
média um dos lugares a preencher, DESDE QUE tenha candidato que atenda à
exigência de votação nominal mínima;

A alternativa C está incorreta, pois quando não houver mais candidato com a
votação nominal mínima, a distribuição será feita de acordo com a média dos
partidos/coligações, e não simplesmente em razão do número de votos dos
candidatos. Essa regra é disciplinada no art. 109, III, do Código Eleitoral:
Art. 109. Os lugares não preenchidos com a aplicação dos quocientes partidários e em
razão da exigência de votação nominal mínima a que se refere o art. 108 serão distribuídos
de acordo com as seguintes regras:
III - quando não houver mais partidos ou coligações com candidatos que atendam às duas
exigências do inciso I, as cadeiras serão distribuídas aos partidos que apresentem as
maiores médias.

A alternativa D está totalmente incorreta. Uma vez delimitada a quem se


destina a vaga remanescente, será contemplado o candidato que obtiver a maior
votação entre os não eleitos. Essa regra consta do art. 109, §1º, do CE:
§ 1º O preenchimento dos lugares com que cada partido ou coligação for contemplado far-
se-á segundo a ordem de votação recebida por seus candidatos.

A alternativa E também está incorreta, pois não há que se falar em votação


nominal mínima na definição dos suplentes dos membros titulares eleitos,
conforme se extrai do art. 112, parágrafo único, do Código Eleitoral.

Questão 11 – Inédita – 2015


Quanto às regras relativas à votação nominal mínima acrescidas ao Código
Eleitoral pela Lei nº 13.165/2015, julgue o item seguinte:
O preenchimento dos lugares com que cada partido ou coligação for
contemplado far-se-á segundo a ordem de votação recebida por seus
candidatos.

Comentários
A assertiva está correta, pois reproduz exatamente o teor do art. 112, parágrafo
único, do Código Eleitoral. Vejamos:
§ 1º O preenchimento dos lugares com que cada partido ou coligação for
contemplado far-se-á segundo a ordem de votação recebida por seus candidatos.

Questão 12 – Inédita – 2015


Quanto às regras relativas à votação nominal mínima acrescidas ao Código
Eleitoral pela Lei nº 13.165/2015, julgue o item seguinte:
Para que o candidato atinja a votação nominal mínima deverá possui mais
de 10% do valor obtido no cálculo do quociente partidário.

Comentários

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A assertiva está incorreta. Cuidado com a sutileza (ou melhor, “malvadeza”)


dessa assertiva! O CE disciplina:
Art. 108. Estarão eleitos, entre os candidatos registrados por um partido ou coligação que
tenham obtido votos em número IGUAL OU SUPERIOR A 10% (dez por cento) do
quociente eleitoral, tantos quantos o respectivo quociente partidário indicar, na ordem da
votação nominal que cada um tenha recebido.

Na medida em que assertiva menciona que é necessário possui “mais de 10%”


ela está incorreta, pois se o candidato obtiver precisamente 10% também terá
satisfeita a exigência.

Questão 13 – Inédita – 2015


Quanto às regras relativas à votação nominal mínima acrescidas ao Código
Eleitoral pela Lei nº 13.165/2015, julgue o item seguinte:
Na distribuição dos lugares não preenchidos com a aplicação dos quocientes
partidários, haverá a divisão do número de votos válidos atribuídos a cada
partido político ou coligação pelo número de lugares definido para o partido
pelo cálculo do quociente partidário mais um. Após a apuração dos
resultados, será atribuída a vara ao partido ou coligação que apresentar a
maior média, desde que tenha atingido a exigência da votação nominal
mínima.

Comentários
A assertiva está correta. Parece difícil a assertiva, mas se efetuarmos a leitura
com calma, notaremos que ela traz justamente o cálculo e distribuição das
médias.
Vamos relembrar a fórmula?

Após o cálculo das médias para cada partido ou coligação, quem obtiver o maior
número terá direito à vaga remanescente, desde que preencha a exigência da
votação nominal mínima, que consiste em, pelo menos 10% do número obtido
no quociente partidário. Essa regra vem expressa no art. 109, I, da Lei das
Eleições:
Art. 109. Os lugares NÃO preenchidos com a aplicação dos quocientes partidários e em
razão da exigência de votação nominal mínima a que se refere o art. 108 serão distribuídos
de acordo com as seguintes regras:
I - dividir-se-á o número de votos válidos atribuídos a cada partido ou coligação
pelo número de lugares definido para o partido pelo cálculo do quociente
partidário do art. 107, mais um, cabendo ao partido ou coligação que apresentar a maior
média um dos lugares a preencher, DESDE QUE tenha candidato que atenda à
exigência de votação nominal mínima;

Questão 14 – Inédita – 2015

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Quanto às regras relativas à votação nominal mínima acrescidas ao Código


Eleitoral pela Lei nº 13.165/2015, julgue o item seguinte:
O Partido Carne Enlatada obteve quociente partidário equivalente a 15.000.
Eduardinho Acougueiro, candidato pelo partido, obteve 1.300 votos, logo
não atingiu a exigência da votação nominal mínima.

Comentários
A assertiva está correta. De acordo com o art. 108, seria necessário 10% de
15.000, o que equivale a 1.500 votos. É o que se extrai do dispositivo abaixo:
Art. 108. Estarão eleitos, entre os candidatos registrados por um partido ou coligação que
tenham obtido votos em número igual ou superior a 10% (dez por cento) do quociente
eleitoral, tantos quantos o respectivo quociente partidário indicar, na ordem da votação
nominal que cada um tenha recebido.

Questão 15 – Inédita - 2015


De acordo com o Código Eleitoral é possível determinar-se a renovação das
eleições em diversas hipóteses. Assinale a alternativa que não traz uma das
hipóteses declinadas pelo Código.
a) Nulidade de mais de metade dos votos do País nas eleições presidenciais.
b) Decisão da Justiça Eleitoral que importe no indeferimento do registro,
após decisão por órgão colegiado.
c) Nulidade de mais da metade dos votos do município das eleições
municipais, nas eleições majoritárias.
d) Decisão da Justiça Eleitoral que importe na perda do mandato do
candidato eleito em pleito majoritário.
e) Decisão da Justiça Eleitoral que importe na cassação do diploma do
candidato eleito em pleito majoritário.

Comentários
As alternativas A e C estão incorretas, pois constituem hipóteses em que será
determinada a renovação das eleições. Essas hipóteses estão retratadas no art.
224 do Código Eleitoral. Vejamos:
Art. 224. Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do País nas eleições
presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do Município nas eleições
municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para
nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias.

Para a prova, é importante lembrar do seguinte esquema:

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NULIDADE EM MAIS DE 50% DOS


VOTOS

novas eleições com data a ser fixada entre 20 e


40 dias pelo

TSE TRE

estaduais
eleições (membros das
eleições municipais
federais Assembleias
presidenciais (Prefeito, vice-
(membros do Legislativas,
(Presidente e Prefeito e
Congresso Governador e
vice-Presidente) vereador)
Nacional) vice-
Governador)

As demais alternativas retratam a hipótese de renovação das eleições


majoritárias por julgamento de ações eleitorais, conforme disciplina da Lei nº
13.165/2015. Para relembrarmos a matéria rapidamente, vejamos o esquema
abaixo:

indeferimento do
registro

cassação do
CASO DE
diploma

após o trânsito em
perda de mandato
julgado

independem do
RENOVAÇÃO DAS número de votos
ELEIÇÕES anulados
MAJORITÁRIAS

apenas para os
cargos majoritários
caso haja 6 ou
direta mais meses de
mandato
as eleições serão
caso haja menos
indiretas de 6 meses de
mandato

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Logo, a alternativa B está incorreta e é o gabarito da questão, pois a


determinação de renovação das eleições majoritárias por indeferimento do
registro dependerá de decisão transitada em julgado.
Já as alternativas C e D também estão incorreta, pois trazem hipóteses de
renovação conforme esquema acima.

Questão 16 – Inédita - 2015


De acordo com a Lei nº 13.165/2015, julgue o item subsecutivo:
Caso haja determinação de renovação das eleições majoritárias por decisão
da Justiça Eleitoral em ações de indeferimento do registro, cassação do
diploma ou perda de mandato de candidato eleito em pleito majoritário, a
escolha se dará na forma direta se restar seis ou mais meses até o final do
mandato.

Comentários
Está correta a assertiva. O art. 224, §4º, do Código Eleitoral prevê:

se restar menos de 6
 INDIRETAS
meses de mandato; e

AS ELEIÇÕES SERÃO:

se restar tempo de
 DIRETAS mandato seja igual ou
superior a 6 meses.

Questão 17 – Inédita - 2015


De acordo com a Lei nº 13.165/2015, julgue o item subsecutivo:
A renovação das eleições majoritárias por decisão da Justiça Eleitoral em
ações de indeferimento do registro, cassação do diploma ou perda de
mandato de candidato eleitor em pleito majoritário, independe do número
de votos anulados, mas depende de trânsito em julgado da respectiva ação
judicial.

Comentários
Novamente está correta a assertiva. Para responder à questão devemos
conhecer o §3º do art 224 do CE:
§ 3º A DECISÃO DA JUSTIÇA ELEITORAL que importe o indeferimento do registro, a
cassação do diploma ou a perda do mandato de candidato eleito em pleito majoritário
acarreta, após o trânsito em julgado, a realização de novas eleições, independentemente
do número de votos anulados.

Questão 18 – Inédita - 2015

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Não é possível o voto em trânsito para:


a) Deputado Estadual
b) Deputado Federal
c) Senador da República
d) Prefeito
e) Governador

Comentários
Questão tranquila. Para respondê-la basta conhecer a literalidade do art. 233-A
do Código Eleitoral, com redação dada pela Lei nº 13.165/2015. Vejamos:
Art. 233-A. Aos eleitores em trânsito no território nacional é assegurado o direito de votar
para Presidente da República, Governador, Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual
e Deputado Distrital em urnas especialmente instaladas nas capitais e nos Municípios com
mais de cem mil eleitores. (Redação dada pela Lei nº 13.165, de 2015)

Para a prova...
Presidente e vice-
Presidente da
República
Deputados Federais e
Senadores da
ADMITE-SE O VOTO República
EM TRÂNSITO PARA
Governadores e vice-
Governadores

Deputados Estaduais

Logo, a alternativa D é a correta e gabarito da questão, uma vez que não é


possível votar em trânsito para as eleições municipais.

Questão 19 – Inédita – 2015


Para votar em trânsito para os cargos de Governador e vice-Governador,
Deputado Estadual e Deputados Federais e Senadores da República pelo
respectivo estado, o eleitor deverá:
a) requerer, com antecedência mínima de 45 dias, à Justiça Eleitoral o voto
em trânsito indicando em que município estará em qualquer das unidades
da Federação.
b) informar, com antecedência mínima de 60 dias, à Justiça Eleitoral em que
município do seu Estado estará no dia das eleições.
c) comunicar, com antecedência mínima de 45 dias, à Justiça Eleitoral em
que município do seu Estado estará no dia das eleições.

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d) informar, no dia da eleição, que está em trânsito, efetuando prova com


cópia do título eleitoral, para que seja admitido a votar na urna específica.
e) comunicar, com antecedência mínima de 30 dias, à Justiça Eleitoral em
que seção eleitoral deseja votar.

Comentários
O voto em trânsito exige a comunicação prévia à Justiça Eleitoral com prazo de
45 dias. No ato, o eleitor deve informar ao órgão eleitoral em que município
estará. Como na hipótese da questão o eleitor pretende participar das eleições
gerais, ele deverá indicar o município dentro do Estado. Isso porque não é
admitido o voto em trânsito para os cargos estaduais fora do estado de domicílio.
Assim, a alternativa C é a correta e gabarito das questões.
O fundamento legal consta do §1º do art. 233-A do Código Eleitoral:
§ 1o O exercício do direito previsto neste artigo sujeita-se à observância das regras
seguintes:
I - para votar em trânsito, o eleitor deverá habilitar-se perante a Justiça Eleitoral no
período de ATÉ QUARENTA E CINCO DIAS da data marcada para a eleição,
indicando o local em que pretende votar;
II - aos eleitores que se encontrarem fora da unidade da Federação de seu domicílio
eleitoral SOMENTE é assegurado o direito à habilitação para votar em trânsito nas eleições
para Presidente da República;
III - os eleitores que se encontrarem em trânsito dentro da unidade da Federação de
seu domicílio eleitoral poderão votar nas eleições para Presidente da República, Governador,
Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual e Deputado Distrital.

Questão 20 – Inédita – 2015


Sobre a disciplina do voto em trânsito julgue o item subsecutivo.
O voto em trânsito é admissível apenas para as eleições aos cargos de
Presidente e vice-Presidente.

Comentários
A assertiva está incorreta. O voto em trânsito foi instituído em 2009. De 2009
até o vigor da Lei nº 13.165/2015 admitia-se o voto em trânsito apenas para os
cargos de Presidente e vice-Presidente. Com a reforma eleitoral, admite-se o voto
em trânsito para os seguintes cargos:

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Presidente e vice-
Presidente da
República
Deputados Federais e
Senadores da
ADMITE-SE O VOTO República
EM TRÂNSITO PARA
Governadores e vice-
Governadores

Deputados Estaduais

Questão 21 – Inédita – 2015


Sobre a disciplina do voto em trânsito julgue o item subsecutivo.
Caso o eleitor deseje votar em trânsito para o cargo de Presidente e vice-
Presidente da República deverá comunicar à Justiça Eleitoral o local, dentro
do Estado de domicílio, onde estará para que seja viabilizada a votação fora
do domicílio de origem.

Comentários
A assertiva está incorreta. Para as eleições presidenciais o voto em trânsito é
admissível em qualquer ponto do território nacional e não necessariamente
dentro do Estado de domicílio.
Vejamos:
§ 1º O exercício do direito previsto neste artigo sujeita-se à observância das regras
seguintes:
I - para votar em trânsito, o eleitor deverá habilitar-se perante a Justiça Eleitoral no período
de até quarenta e cinco dias da data marcada para a eleição, indicando o local em que
pretende votar;
II - aos eleitores que se encontrarem fora da unidade da Federação de seu domicílio eleitoral
somente é assegurado o direito à habilitação para votar em trânsito nas eleições para
Presidente da República; (...)

Questão 22 – Inédita – 2015


Sobre a disciplina do voto em trânsito julgue o item subsecutivo.
Com a Lei nº 13.165/2015 foi viabilizado o voto em trânsito de membros
das Forças Armadas, de policiais federais, de policiais rodoviários federais,
de policiais ferroviários, de policiais civis, de policiais militares, do corpo de
bombeiros militares e, inclusive, de guardas municipais, desde que estejam
em serviço no dia das eleições e a corporação respectiva informe tal condição
à Justiça Eleitoral

Comentários

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A assertiva está correta. É o que se extrai do art. 233-A, §§ 2º e 3º, do Código


Eleitoral:
§ 2o Os membros das Forças Armadas, os integrantes dos órgãos de segurança pública a
que se refere o art. 144 da Constituição Federal, bem como os integrantes das guardas
municipais mencionados no § 8o do mesmo art. 144, poderão votar em trânsito se
estiverem em serviço por ocasião das eleições.
§ 3o As chefias ou comandos dos órgãos a que estiverem subordinados os eleitores
mencionados no § 2o enviarão obrigatoriamente à Justiça Eleitoral, em até quarenta e cinco
dias da data das eleições, a listagem dos que estarão em serviço no dia da eleição com
indicação das seções eleitorais de origem e destino.

Em forma de esquema, temos:

os membros das Forças


Armadas

órgãos de segurança
pública (polícia federal;
abrange polícia rodoviária federal;
polícia ferroviária federal;
polícias civis; polícias
militares e corpos de
bombeiros militares)

VOTO EM TRÂNSITO NA
ÁREA DE SEGURANÇA
(se estiverem em serviço) guardas municipais

de o órgão informar a
depende Justiça Eleitoral com
antecedência de 45 dias

Questão 23 – Inédita – 2015


De acordo com o Código Eleitoral, admite-se propaganda eleitoral:
a) desde o 15 de agosto do ano da eleição.
b) a partir do dia 15 de agosto do ano da eleição.
c) a partir do dia 16 de agosto do ano da eleição.
d) apenas nos 45 dias que antecedem o pleito.
e) durante todo o ano eleitoral.

Comentários
Para responder à questão devemos conhecer o art. 240, caput, do Código
Eleitoral. Vejamos:

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Art. 240. A propaganda de candidatos a cargos eletivos somente é permitida após o dia 15
de agosto do ano da eleição.

Logo, a alternativa B é a correta e gabarito da questão.

Questão 24 – Inédita – 2015


Ante as alterações promovidas pela Lei nº 13.165/2015 no Código Eleitoral,
julgue o item seguinte:
Admite-se a propaganda eleitoral a partir do dia 15 de agosto do ano da
eleição.

Comentários
Está correta a assertiva em razão do que dispõe o art. 240, caput, do Código
Eleitoral. Vejamos:
Art. 240. A propaganda de candidatos a cargos eletivos somente é permitida após o dia 15
de agosto do ano da eleição.

Questão 25 – Inédita - 2015


De acordo com as regras gerais que disciplinam os recursos, assinale a
alternativa correta:
a) Os recursos eleitorais possuem efeito suspensivo.
b) Apenas os recursos ordinários terão efeito devolutivo.
c) Todos os recursos ordinários possuem efeito devolutivo e suspensivo.
d) Recurso ordinário ao TSE na hipótese de cassação de registro de candidato
tem efeito suspensivo.
e) O Tribunal dará preferência ao recurso sobre quaisquer outros processos,
inclusive em relação aos habeas corpus e mandado de segurança.

Comentários
A alternativa A está incorreta. É justamente o contrário. Vejamos:
Art. 257. Os recursos eleitorais NÃO terão efeito suspensivo.

A alternativa B também está incorreta, pois todos os recursos possuem efeito


devolutivo.
Está incorreta a alternativa C, pois somente em três hipóteses os recursos
ordinários terão efeito suspensivo. Vejamos o quadro:

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do Juiz Eleitoral
para o TRE

cabimento

do TRE para o
TSE
RECURSO
ORDINÁRIO COM
EFEITO cassação de
SUSPENSIVO registro

afastamento do
nas hipóteses de:
titular

perda de
mandato eletivo

A alternativa D está correta e é o gabarito da questão conforme esquema acima.


A alternativa E está incorreta, pois contraria frontalmente a regra expressa no
art. 257, §3º, do Código Eleitoral:
§ 3º O Tribunal dará preferência ao recurso sobre quaisquer outros processos, ressalvados
os de habeas corpus e de mandado de segurança.

Logo, os recursos eleitorais têm preferência de julgamento, exceto em relação ao


habeas corpus e aos mandados de segurança.

Questão 26 – Inédita - 2015


De acordo com as regras gerais que disciplinam os recursos, julgue o item
seguinte.
O Tribunal dará preferência ao recurso sobre quaisquer outros processos,
exceto em relação às ações constitucionais de habeas corpus e de mandado
de segurança.

Comentários
A assertiva está correta. Lembre-se:
OS RECURSOS ELEITORAIS TÊM PREFERÊNCIA DE JULGAMENTO APÓS OS
HABEAS CORPUS E MANDADOS DE SEGURANÇA.

Questão 27 – Inédita - 2015


De acordo com as regras gerais que disciplinam os recursos, julgue o item
seguinte.

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No que atine aos efeitos em que são recebidos os recursos, a reforma


eleitoral veio estabelecer exceções à regra geral fixada no “caput” do art.
257, segundo o qual “os recursos eleitorais não terão efeito suspensivo”.

Comentários
A assertiva está correta, pois retrata positivamente as alterações promovidas
pela Lei nº 13.165/2015. Essa lei estabeleceu no §2º situações em que o recurso
ordinário par o TRE ou para o TSE podem assumir efeito suspensivo, além do
efeito devolutivo.
§ 2o O recurso ordinário interposto contra decisão proferida por juiz eleitoral ou por Tribunal
Regional Eleitoral que resulte em cassação de registro, afastamento do titular ou perda de
mandato eletivo será recebido pelo Tribunal competente com efeito suspensivo.

Questão 28 – Inédita - 2015


Quanto à utilização de prova testemunhal em processo que vise decretar a
perda de mandato eletivo, assinale a alternativa correta.
a) Não poderá ser usada na fundamentação da sentença.
b) Apenas testemunhos não serão suficientes para condenação.
c) Prova testemunhal singular, quando exclusiva, não poderá impor decisão
desfavorável ao réu.
d) Somente será aceita a prova testemunhal, se a testemunha ratificar por
escrito o que foi relatado perante o Juiz Eleitoral.
e) Para validade da prova testemunhal em processos que decretem a perda
de mandato eletivo é necessário comprovar incidentalmente que a
testemunha não possui qualquer relação política com os adversários do réu.

Comentários
Questão fácil, que exige o conhecimento do art. 386-A, que foi acrescido ao
Código Eleitoral, pela Lei nº 13.165/2015:
Art. 368-A. A prova testemunhal singular, quando exclusiva, não será aceita nos processos
que possam levar à perda do mandato.

Logo, a alternativa C é a correta e gabarito da questão.

Questão 29 – Inédita - 2015


Quanto à utilização de prova testemunhal em processo que vise decretar a
perda de mandato eletivo, julgue o item seguinte.
A prova testemunhal singular, quando exclusiva, não será aceita nos
processos que possam levar à perda do mandato.

Comentários
Está correta a assertiva que reproduz a literalidade do art. 386-A do CE.

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Art. 368-A. A prova testemunhal singular, quando exclusiva, não será aceita nos processos
que possam levar à perda do mandato.

Se você teve dificuldades nas questões 01 a 29 acima retome o estudo do


Capítulo 02 desta aula.

Alterações da Lei nº 13.165/2015 na Lei das Eleições

Questão 30 – Inédita – 2015


De acordo com a Lei das Eleições a escolha dos candidatos e a deliberação
sobre as convenções devem ocorrer entre:
a) 05 de julho de 20 de agosto do ano eleitoral.
b) 15 de julho de 08 de agosto do ano eleitoral.
c) 20 de julho e 05 de agosto do ano eleitoral.
d) 05 de junho e 20 de agosto do ano eleitoral.
e) 15 de julho e 05 de agosto do ano eleitoral.

Comentários
Trata-se de questão simples, que envolve um “decorebinha” da Lei das Eleições.
Contudo, esse tipo de questão é comum, ainda mais tendo em vista que a matéria
foi recentemente alterada.
Assim, é fundamental memorizar o art. 8º da Lei das Eleições:
Art. 8º A escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações deverão
ser feitas no período de 20 de julho a 5 de agosto do ano em que se realizarem as eleições,
lavrando-se a respectiva ata em livro aberto, rubricado pela Justiça Eleitoral, publicada em
vinte e quatro horas em qualquer meio de comunicação.

Assim, a alternativa C é a correta e gabarito da questão.

Questão 31 – Inédita – 2015


Considere as alterações promovidas pela Lei nº 13.165/2015 na Lei das
Eleições e julgue o item seguinte.
A escolha dos candidatos pelos partidos políticos bem como a deliberação
sobre as coligações deve ser tomada no período entre 20 de julho e 05 de
agosto do ano eleitoral.

Comentários
A assertiva está correta, pois reproduz parte do art. 8º da LE:
Art. 8º A escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações deverão
ser feitas no período de 20 de julho a 5 de agosto do ano em que se realizarem as eleições,
lavrando-se a respectiva ata em livro aberto, rubricado pela Justiça Eleitoral, publicada em
vinte e quatro horas em qualquer meio de comunicação.

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Questão 32 – Inédita – 2015


Assinale, dentre as alternativas abaixo, a que declina o tempo mínimo de
domicílio eleitoral na circunscrição e de filiação partidária, prescrito na Lei
das Eleições.
a) um ano, em ambos os casos.
b) seis meses e um ano, respectivamente.
c) seis meses, em ambos os casos.
d) um ano e seis meses, respectivamente.
e) um ano e três meses, respectivamente.

Comentários
Novamente uma questão direta que exige detalhes da legislação eleitoral.
Vejamos o art. 9º da Lei das Eleições, com redação dada pela Lei nº 13.165/2015:
Art. 9º Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na
respectiva circunscrição pelo prazo de, pelo menos, um ano antes do pleito, e estar com a
filiação deferida pelo partido no mínimo seis meses antes da data da eleição.

Cotejando o dispositivo acima com as alternativas, concluímos que a alternativa


D é a correta e gabarito da questão.

Questão 33 – Inédita – 2015


José, deseja concorrer ao cargo de Prefeito do Município de Ampére/PR nas
eleições de 2016. Escolheu a cidade, pois nela reside e vota há mais de 50
anos. Além disso, trabalha com comércio local, de modo que é bastante
conhecido na cidade. Para tanto, em dezembro de 2015 filiou-se ao Partido
Alta Voltagem.
Com base na hipótese acima, julgue:
Embora possua tempo suficiente de domicílio eleitoral na circunscrição, José
deveria ter efetuada a filiação partidária com maior antecedência, em face
do que prevê a Lei das Eleições.

Comentários
A assertiva está incorreta. José filiou-se em dezembro de 2015, logo há mais de
seis meses antes do pleito. Desse modo, resta preenchido tempo mínimo de
filiação partidária prevista no art. 9º da Lei das Eleições:
Art. 9º Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na
respectiva circunscrição pelo prazo de, pelo menos, um ano antes do pleito, e estar com a
filiação deferida pelo partido no mínimo seis meses antes da data da eleição.

Questão 34 – Inédita - 2015


Quanto às regras definidas na Lei das Eleições para fixação do número de
candidatos que os partidos e coligações podem indicar para as eleições,
assinale a alternativa correta.

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a) Para as eleições ao cargo de Deputado Estadual em estado-membro cuja


representatividade na Câmara dos Deputados é superior a 12, tanto o
partido como a coligação podem indicar 150% do número de vagas a
preencher.
b) Para as eleições ao cargo de Vereador em Município com até de 100 mil
eleitores, a coligação poderá indicar 300% do número de vagas a preencher.
c) Para as eleições ao cargo de Senador da República em estado-membro
cuja representatividade na Câmara dos Deputados é inferior a 12, tanto o
partido como a coligação podem indicar 200% do número de vagas a
preencher
d) Para as eleições ao cargo de Vereador em Município com até de 100 mil
eleitores, o partido poderá indicar 200% do número de vagas a preencher.
e) Para as eleições ao cargo de Deputado Federal cada partido poderá indicar
até 12 candidatos.

Comentários
A alternativa A está correta, em razão do que prevê o art. 10, caput, da LE:
Art. 10. Cada partido ou coligação poderá registrar candidatos para a Câmara dos
Deputados, a Câmara Legislativa, as Assembleias Legislativas e as Câmaras Municipais no
TOTAL DE ATÉ 150% (cento e cinquenta por cento) do número de lugares a preencher,
SALVO:

A alternativa B está incorreta. No caso de municípios com mais de 100 mil


eleitores são duas as regras trazidas pela Lei da Eleições:
 PARTIDOS podem indicar até 150% do número de vagas existentes
para o cargo de vereador (permanece o mesmo da regra acima).
 COLIGAÇÕES podem indicar até 200% do número de vagas existentes
para o cargo de vereador.
O fundamento está no art. 10, II, da Lei das Eleições:
Art. 10. Cada partido ou coligação poderá registrar candidatos para a Câmara dos
Deputados, a Câmara Legislativa, as Assembleias Legislativas e as Câmaras Municipais no
TOTAL DE ATÉ 150% (cento e cinquenta por cento) do número de lugares a preencher,
SALVO:
II - nos Municípios de até cem mil eleitores, nos quais cada coligação poderá registrar
candidatos no total de até 200% (duzentos por cento) do número de lugares a preencher.

A alternativa C está incorreta, pois nos anos que houver a eleição de 2


Senadores o partido ou coligação indicará 2 candidatos. No ano que
houver a eleição de apenas 1 Senador, o partido ou coligação indicará 1
candidato a Senador apenas. Não há qualquer percentual estabelecido em
razão da representatividade na Câmara dos Deputados.
A alternativa D também está incorreta. Conforme explicações da alternativa B,
em municípios com até 100 mil eleitores, o partido poderá indicar apenas 150%
do número de vagas a preencher.

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Por fim, a alternativa E está totalmente incorreta. Como sabemos existem


percentuais diferenciados em razão da representatividade do Estado. Logo,
totalmente incabida a alternativa.

Questão 35 – Inédita - 2015


Quanto às regras definidas na Lei das Eleições para fixação do número de
candidatos que os partidos e coligações podem indicar para as eleições,
julgue o item seguinte.
A Lei das Eleições, com as recentes alterações da Lei nº 13.165/2015,
estabeleceu que para o cargo de vereador, tanto partidos como coligações
podem indicar candidatos até 150% do número de vagas, exceto se forem
municípios com até 100 mil eleitores, hipótese em que a coligação poderá
indicar candidatos até o limite de 200% do número de vagas a serem
preenchidas.

Comentários
A assertiva está correta. É justamente essa a regra contida no art. 10, caput e
inc. II, da Lei das Eleições:
Art. 10. Cada partido ou coligação poderá registrar candidatos para a Câmara dos
Deputados, a Câmara Legislativa, as Assembleias Legislativas e as Câmaras Municipais no
TOTAL DE ATÉ 150% (cento e cinquenta por cento) do número de lugares a preencher,
SALVO:
II - nos Municípios de até cem mil eleitores, nos quais cada coligação poderá registrar
candidatos no total de até 200% (duzentos por cento) do número de lugares a preencher.

Questão 36 – Inédita - 2015


Quanto à indicação das vagas remanescentes, caso não sejam escolhidos o
número máximo de candidatos, assinale a alternativa correta.
a) Não é possível indicar candidatos remanescentes, pois a legislação fixa
como data limite para o registro de candidatura o dia 15 de agosto do ano
eleitoral, até as 19 horas.
b) É possível a indicação de vagas remanescentes, desde que seja observado
o prazo limite das 19 horas do dia 15 de agosto do ano eleitoral.
c) Somente é admissível a indicação das cagas remanescentes, caso seja
comprovado vício ou irregularidade na convenção.
d) Poderá o órgão de direção do partido preencher as vagas remanescentes
até 30 dias antes das eleições.
e) Admite-se o preenchimento das vagas remanescentes com a realização
de convenções suplementares até 60 dias antes das eleições.

Comentários
Para responder à questão acima devemos lembrar da regra contida no art. 10,
§5º, da LE:

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§ 5º No caso de as convenções para a escolha de candidatos NÃO indicarem o número


máximo de candidatos previsto no caput, os órgãos de direção dos partidos respectivos
poderão preencher as vagas remanescentes ATÉ TRINTA DIAS ANTES DO PLEITO.

Portanto, a alternativa D é a correta e gabarito da questão.

Questão 37 – Inédita – 2015


Julgue o item seguinte.
Se as convenções não indicarem o número máximo de candidatos, poderão
ser realizadas convenções suplementares para preencher as vagas
remanescentes até 60 dias antes da data do pleito.

Comentários
A assertiva está incorreta. São dois os equívocos contidos na questão:
 responsável pela escolha das vagas remanescentes: órgão de direção do
partido político.
 prazo: 30 dias a contar das eleições.
Vejamos a regra contida no art. 10, §5º, da LE:
§ 5º No caso de as convenções para a escolha de candidatos NÃO indicarem o número
máximo de candidatos previsto no caput, os órgãos de direção dos partidos respectivos
poderão preencher as vagas remanescentes ATÉ TRINTA DIAS ANTES DO PLEITO.

Questão 38 - Inédita - 2015


De acordo com a Lei das Eleições, o prazo para limite para registrar junto à
Justiça Eleitoral os candidatos escolhidos em convenção é:
a) até as 19 horas do dia 15 de julho do ano eleitoral.
b) até as 24 horas do dia 15 de julho do ano eleitoral.
c) até as 19 horas do dia 15 de agosto do ano eleitoral.
d) até as 24 horas do dia 15 de agosto do ano eleitoral.
e) até as 19 horas do dia 5 de agosto do ano eleitoral.

Comentários
Para responder à questão devemos lembrar do art. 11, caput, da LE:
Art. 11. Os partidos e coligações solicitarão à Justiça Eleitoral o registro de seus candidatos
até as dezenove horas do dia 15 de agosto do ano em que se realizarem as eleições.
(Redação dada pela Lei nº 13.165, de 2015)

Logo, a alternativa C é a correta e gabarito da questão.

Questão 39 – Inédita - 2015


Julgue o item seguinte.

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A Lei das Eleições estabelece que o partido ou coligação devem requerer o


registro dos candidatos à Justiça Eleitoral até as 24 horas do dia 15 de agosto
do ano em que se realizarem as eleições.

Comentários
A assertiva está incorreta em razão do horário. Lembre-se:

PRAZO PARA REGISTRAR até as 19 horas do


CANDIDATOS PERANTE A dia 15 de julho do
JUSTIÇA ELEITORAL ano eleitoral

Questão 40 – Inédita - 2015


Considerando as regras constitucionais e infraconstitucionais acerca das
condições de elegibilidade, assinale a alternativa incorreta.
a) Para concorrer ao cargo de vice-Presidente da República, o candidato
deverá ter 35 anos até a data da posse.
b) Para concorrer ao cargo de Senador da República, o candidato deverá ter
35 anos até a data da posse.
c) Para concorrer ao cargo de Governador de algum dos estados-membros
da Federação, o candidato deverá ter 30 anos até a data da posse.
d) Para concorrer ao cargo de Deputado Federal, bem como para o cargo de
Deputado Estadual e Prefeito, o candidato deverá ter 21 anos até a data da
posse.
e) Para concorrer ao cargo de vereador, o candidato deverá ter 18 anos até
a data da posse.

Comentários
Com relação às idades mínimas, devemos lembrar do gráfico abaixo:

IDADE MOMENTO DE
CARGOS
MÍNIMA AFERIÇÃO

 Presidente e Vice-Presidente
35 anos
 Senador

 Governador e Vice-Governador de Estado e do


30 anos
Distrito Federal
data da posse
 Deputado Federal
 Deputado Estadual ou do Distrito Federal
21 anos
 Prefeito e Vice-Prefeito
 Juiz de paz

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data do registro da
18 anos  Vereador
candidatura

No caso de vereador, embora a idade seja de 18 anos, ela não será aferida com
base na data da posse, mas levará em consideração a data do registro da
candidatura.
Em razão disso, a incorreta é a alternativa E, gabarito da questão. Essa regra
específica, bem disciplinada no art. 11, §2º, da LE:
§ 2º A idade mínima constitucionalmente estabelecida como condição de elegibilidade é
verificada tendo por referência a data da posse, SALVO quando fixada em dezoito
anos, hipótese em que será aferida na data-limite para o pedido de registro.

Questão 41 – Inédita - 2015


Considere:
José completará 18 anos em julho de 2016 e deseja concorrer ao cargo de
vereador municipal.
Juca completará 21 anos em dezembro de 2016 e pretende concorrer ao
cargo de prefeito municipal.
Considerando exclusivamente as idades mínima disciplinadas pela
Constituição e pela Lei das Eleições conclui-se que José e Juca poderão
concorrer para os cargos almejados.

Comentários
A assertiva está correta. Para concorrer ao cargo de vereador é necessário
atingir 18 anos na data do registro da candidatura, cujo limite é 15 de agosto.
Como José faz aniversário em julho poderá concorrer regularmente.
Em relação a Juca também não temos irregularidades em relação à idade mínima,
pois deverá atingir 21 anos até a data da posse, que ocorrerá em 1º de janeiro
de 2017. Como completará 21 anos em dezembro de 2016 poderá concorrer ao
cargo de Prefeito.
Quanto às regras relativas à idade mínima, lembre-se do quadro abaixo que
sintetiza o art. 14, §3º, da CF, com o art. 11, §2º, da LE:

IDADE MOMENTO DE
CARGOS
MÍNIMA AFERIÇÃO

 Presidente e Vice-Presidente
35 anos
 Senador

 Governador e Vice-Governador de Estado e do


30 anos data da posse
Distrito Federal

 Deputado Federal
21 anos
 Deputado Estadual ou do Distrito Federal

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 Prefeito e Vice-Prefeito
 Juiz de paz

data do registro da
18 anos  Vereador
candidatura

Questão 42 – Inédita - 2015


Os Tribunais Regionais Eleitorais enviarão ao Tribunal Superior Eleitoral,
para fins de centralização e divulgação de dados, a relação dos candidatos
às eleições majoritárias e proporcionais, da qual constará obrigatoriamente
a referência ao sexo e ao cargo a que concorrem. Essa relação deverá ser
encaminhada:
a) até 15 dias antes da data das eleições.
b) até 20 dias antes da data das eleições.
c) até 30 dias antes da data das eleições.
d) até 45 dias antes da data das eleições.
e) até 60 dias antes da data das eleições.

Comentários
Para responder à questão devemos conhecer o art. 16, caput, da LE, com redação
dada pela Lei nº 13.165/2015. Vejamos:
Art. 16. Até vinte dias antes da data das eleições, os Tribunais Regionais Eleitorais enviarão
ao Tribunal Superior Eleitoral, para fins de centralização e divulgação de dados, a relação
dos candidatos às eleições majoritárias e proporcionais, da qual constará obrigatoriamente
a referência ao sexo e ao cargo a que concorrem.

Portanto, a alternativa B é a correta e gabarito da questão.

Questão 43 – Inédita – 2015


Julgue o item seguinte:
De acordo com a Lei das Eleições, até 20 dias ante da data das eleições, os
Tribunais Regionais Eleitorais enviarão ao Tribunal Superior Eleitoral, para
fins de centralização e divulgação de dados, a relação dos candidatos às
eleições majoritárias e proporcionais, da qual constará obrigatoriamente a
referência ao sexo e ao cargo a que concorrem.

Comentários
A assertiva está correta e reproduz a literalidade do art. 16, caput, da LE:
Art. 16. Até vinte dias antes da data das eleições, os Tribunais Regionais Eleitorais enviarão
ao Tribunal Superior Eleitoral, para fins de centralização e divulgação de dados, a relação
dos candidatos às eleições majoritárias e proporcionais, da qual constará obrigatoriamente
a referência ao sexo e ao cargo a que concorrem.

Questão 44 – Inédita – 2015

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Julgue o item seguinte:


Até 20 dias antes da ata das eleições, os pedidos de registro de candidatos,
inclusive os impugnados e os respectivos recursos, devem estar julgados
pelas instâncias da Justiça Eleitoral.

Comentários
Está incorreta a assertiva. Exige-se o julgamento apenas perante os dois
primeiros graus da Justiça Eleitoral, ou seja, perante o Juiz Eleitoral e perante o
TRE. Não há exigência de que sejam julgado também até 20 dias antes das
eleições no TSE em caso de eventual recurso.
A regra consta do art. 16, §1º, da LE:
Art. 16. Até vinte dias antes da data das eleições, os Tribunais Regionais Eleitorais enviarão
ao Tribunal Superior Eleitoral, para fins de centralização e divulgação de dados, a relação
dos candidatos às eleições majoritárias e proporcionais, da qual constará obrigatoriamente
a referência ao sexo e ao cargo a que concorrem. (Redação dada pela Lei nº 13.165, de
2015)
§ 1º Até a data prevista no caput, todos os pedidos de registro de candidatos, inclusive os
impugnados e os respectivos recursos, devem estar julgados pelas instâncias ordinárias, e
publicadas as decisões a eles relativas. (Redação dada pela Lei nº 13.165, de 2015)

Questão 45 – Inédita - 2015


De acordo com a Lei nº 13.165/2015, o Tribunal Superior Eleitoral fixará,
por intermédio de resoluções específicas, os limites de gastos para as
campanhas eleitorais, pelos candidatos e partidos políticos. Em caso de
descumprimento das normas:
a) será aplicada multa em valor entre R$ 5.000,00 e R$ 100.000,00,
somados ao valor que ultrapassar o limite estabelecido.
b) acarretará o pagamento de multa em valor equivalente a 100% da quantia
que ultrapassar o limite estabelecido, sem prejuízo da apuração da
ocorrência de abuso do poder econômico.
c) acarretará o pagamento de multa em valor equivalente a 100% da quantia
que ultrapassar o limite estabelecido, o que implicará na preclusão da
pretensão para ações que visem apurar abuso do poder econômico.
d) acarretará o pagamento de multa em valor equivalente a 200% da quantia
que ultrapassar o limite estabelecido, sem prejuízo da apuração da
ocorrência de abuso do poder econômico.
e) será aplicada multa em valor entre R$ 50.000,00 e R$ 500.000,00,
somados ao valor que ultrapassar o limite estabelecido.

Comentários
Para responder à questão devemos conhecer o art. 18-B da Lei das Eleições.
Vejamos:
Art. 18-B. O descumprimento dos limites de gastos fixados para cada campanha acarretará
o pagamento de multa em valor equivalente a 100% (cem por cento) da quantia que

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ultrapassar o limite estabelecido, sem prejuízo da apuração da ocorrência de abuso do poder


econômico. (Incluído pela Lei nº 13.165, de 2015)

Logo, a alternativa B é a correta e gabarito da questão.

Questão 46 – Inédita – 2015


Pessoas físicas podem efetuar doações para as campanhas eleitorais,
limitados a:
a) 2% dos rendimentos brutos auferidos pelo doador no ano anterior à
eleição.
b) 10% dos rendimentos líquidos auferidos pelo doador no ano da eleição.
c) 10% dos rendimentos brutos auferidos pelo doador no ano anterior à
eleição.
d) 10% dos rendimentos brutos auferidos pelo doador no ano da eleição.
e) 10% dos rendimentos líquidos auferidos pelo doador no ano anterior à
eleição.

Comentários
Para responder à questão devemos conhecer o art. 23, caput e §1º da Lei das
Eleições, com redação dada pela Lei nº 13.165/2015. Vejamos:
Art. 23. Pessoas físicas poderão fazer doações em dinheiro ou estimáveis em dinheiro para
campanhas eleitorais, obedecido o disposto nesta Lei.
§ 1º As doações e contribuições de que trata este artigo ficam limitadas a 10% (dez por
cento) dos rendimentos brutos auferidos pelo doador no ano anterior à eleição.

Portanto, a alternativa C é a correta e gabarito da questão.

Questão 47 – Inédita – 2015


Em relação às regras previstas na Lei das Eleições relativas aos gastos em
campanhas eleitorais, julgue o item seguinte.
O limite de doações por pessoas físicas estabelecido na Lei das Eleições não
se aplica às doações estimáveis em dinheiro relativas à utilização de bens
móveis ou imóveis de propriedade do doador, desde que o valor não
ultrapasse R$ 50.000,00.

Comentários
A assertiva está incorreta. Por o valor limite não é de R$ 50.000,00, mas de R$
80.000,00, tal como se extrai do §7º do art. 23 da LE:
§ 7º O limite previsto no § 1º não se aplica a doações estimáveis em dinheiro relativas à
utilização de bens móveis ou imóveis de propriedade do doador, desde que o valor estimado
não ultrapasse R$ 80.000,00 (oitenta mil reais).

Questão 48 – Inédita – 2015

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Em relação às regras previstas na Lei das Eleições relativas aos gastos em


campanhas eleitorais, julgue o item seguinte.
Em relação aos recursos próprios, o candidato poderá dispor do quanto
quiser para a realização da campanha eleitoral.

Comentários
A assertiva está incorreta. Muita atenção! Em um primeiro momento tendemos
a acreditar que essa assertiva esteja correta, a final de contas os recursos são do
próprio candidato.
A finalidade aqui, contudo, é evitar o abuso de poder econômico pelos candidatos
mais abastados. Desse modo, a LE fixou, no §1º-A do art. 23 da LE, que o limite
de 10% dos rendimentos brutos auferidos no ano anterior aplicam-se também
aos recursos do candidato. Vejamos:
§ 1º-A O candidato poderá usar recursos próprios em sua campanha até o limite de
gastos estabelecido nesta Lei para o cargo ao qual concorre.

Questão 49 – Inédita – 2015


Em relação às regras previstas na Lei das Eleições relativas aos gastos em
campanhas eleitorais, julgue o item seguinte.
Pessoas físicas podem doar aos candidatos até 10% dos rendimentos brutos
auferidos no ano anterior às eleições.

Comentários
A assertiva está correta. Lembre-se do art. 23, caput e §1º da Lei das Eleições,
com redação dada pela Lei nº 13.165/2015:
Art. 23. Pessoas físicas poderão fazer doações em dinheiro ou estimáveis em dinheiro para
campanhas eleitorais, obedecido o disposto nesta Lei.
§ 1º As doações e contribuições de que trata este artigo ficam limitadas a 10% (dez por
cento) dos rendimentos brutos auferidos pelo doador no ano anterior à eleição.

Questão 50 – Inédita - 2015


No que diz respeito às regras instituídas pela Lei das Eleições, especialmente
as decorrentes das inovações trazidas pela Lei nº 13.165, assinale a
alternativa correta:
a) Os comitês eleitorais serão responsáveis pela administração e prestação
de contas tanto das eleições majoritárias como das eleições proporcionais.
b) Os recursos recebidos em dinheiro pelos partidos pelos partidos,
coligações e candidatos devem ser divulgados na internet no prazo de 48
horas, com a indicação do CPF/CNPJ e dos valores doados.
c) Até o dia 15 de outubro do ano das eleições, o partido deverá divulgar um
relatório discriminado, constando as transferência do Fundo Partidário, os
recursos em dinheiro, os valores estimáveis em dinheiro e os gastos
realizados.

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d) Os gastos com passagens aéreas efetuados nas campanhas eleitorais


serão comprovados mediante a apresentação de fatura ou duplicata emitida
por agência de viagem, quando for o caso, desde que informados os
beneficiários, as datas e os itinerários, vedada a exigência de apresentação
de qualquer outro documento para esse fim.
e) Todos os candidatos – tanto nas eleições proporcionais como majoritárias
– devem observar as mesmas regras na prestação de contas, inexistindo
tratamento diferenciado em razão do porte da cidade ou do montante de
gastos efetuados.

Comentários
A alternativa A está incorreta. Como sabemos, não há mais a figura do comitê
no âmbito das campanhas eleitorais.
As alternativas B e C também estão incorretas. A primeira delas equivoca-se
no prazo de veiculação das informações na internet que é de 72 horas e não de
48 horas. A segunda delas incorre em erro, pois o relatório discriminado dos
recursos deve ser encaminhado até o dia 15 de setembro e não 15 de outubro.
Lembre-se:
1ª REGRA: os recursos recebidos em dinheiro recebidos pelos
partidos/coligações e candidatos serão divulgados na internet no prazo de
72 HORAS. Essas informações devem conter:
 indicação dos nomes dos doadores com CPF e CNPJ
 valores doados
2ª REGRA: no DIA 15.09 do ano eleitoral deverá ser divulgado um relatório
discriminado:
 das transferências do Fundo Partidário;
 dos recursos em dinheiro;
 dos valores estimáveis em dinheiro; e
 dos gastos realizados.
A alternativa D é a correta e gabarito da questão, pois reproduz a regra consta
no art. 28, §9º, da LE:
§ 8o Os gastos com passagens aéreas efetuados nas campanhas eleitorais serão
comprovados mediante a apresentação de fatura ou duplicata emitida por agência de
viagem, quando for o caso, desde que informados os beneficiários, as datas e os itinerários,
vedada a exigência de apresentação de qualquer outro documento para esse fim.

Por fim, a alternativa E está incorreta. Como sabemos, em relação a campanhas


cuja movimentação financeira não ultrapasse R$ 20.000,00 e em municípios com
menos de 50.000 eleitores, pode-se utilizar um sistema simplificado de prestação
de contas, que vem disciplinado no art. 29, §10, da LE.

Questão 51 – Inédita - 2015


No que diz respeito à consolidação das contas de campanha, assinale a
alternativa correta.

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a) O conjunto das contas deverá ser encaminhado à Justiça Eleitoral, tanto


nas eleições majoritárias, como nas eleições proporcionais até o vigésimo
dia posterior à realização do pleito.
b) A prestação de contas nas eleições proporcionais deve ser consolidada até
20 dias após a realização do primeiro turno.
c) A prestação de contas nas eleições majoritárias, independentemente da
ocorrência de segundo turno, devem ser encaminhadas à Justiça Eleitoral
até 20 dias após o término do pleito.
d) A prestação de contas nas eleições proporcionais deve ser encaminhada
até 60 dias após a realização do primeiro turno.
e) A consolidação das contas, nas eleições majoritárias deve ser
encaminhada à Justiça Eleitoral até o trigésimo dia após o pleito, se não
houver segundo turno.

Comentários
Para responder à questão devemos conhecer a regra abaixo:
Art. 29. Ao receber as prestações de contas e demais informações dos candidatos às
eleições majoritárias e dos candidatos às eleições proporcionais que optarem por prestar
contas por seu intermédio, os comitês deverão:
I – Revogado;
II - resumir as informações contidas na prestação de contas, de forma a apresentar
demonstrativo consolidado das campanhas;
III - encaminhar à Justiça Eleitoral, até o trigésimo dia posterior à realização das
eleições, o conjunto das prestações de contas dos candidatos e do próprio comitê, na
forma do artigo anterior, ressalvada a hipótese do inciso seguinte;
IV - havendo segundo turno, encaminhar a prestação de contas, referente aos 2
(dois) turnos, até o vigésimo dia posterior à sua realização.

SE AS ELEIÇÕES
a consolidação das contas deverá ser
TERMINAREM
encaminhada à Justiça Eleitoral até o 30º
NUM ÚNICO
dia após o pleito
TURNO

SE AS ELEIÇÕES
a consolidação das contas deverá ser
TERMINAREM EM
encaminhada à Justiça Eleitoral até o 20º
SEGUNDO
dia após o pleito
TURNO

Essas regras aplicam-se aos pleitos majoritários. Para o pleito proporcional, o


prazo para envio das informações observa o inc. III, ou seja, é de até 30 dias
após as eleições. Vejamos:
§ 1º Os candidatos às eleições proporcionais que optarem pela prestação de contas
diretamente à Justiça Eleitoral observarão o mesmo prazo do inciso III do caput.

Assim, a alternativa E é a correta e gabarito da questão.

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Questão 52 – Inédita - 2015


No que diz respeito às regras instituídas pela Lei das Eleições, especialmente
as decorrentes das inovações trazidas pela Lei nº 13.165, julgue o item
seguinte:
As prestações de contas dos candidatos às eleições majoritárias serão feitas
pelo próprio candidato ou por comitê regularmente instituído, devendo ser
acompanhadas dos extratos das contas bancárias referentes à
movimentação dos recursos financeiros usados na campanha e da relação
dos cheques recebidos, com a indicação dos respectivos números, valores e
emitentes

Comentários
A assertiva está incorreta. Como sabemos, não há a figura do comitê para a
prestação de contas, tanto nas eleições majoritárias como nas eleições
proporcionais. Lembre-se do §1º do art. 29 da LE abaixo citado:
§ 1o As prestações de contas dos candidatos às eleições majoritárias serão feitas pelo
próprio candidato, devendo ser acompanhadas dos extratos das contas bancárias
referentes à movimentação dos recursos financeiros usados na campanha e da relação dos
cheques recebidos, com a indicação dos respectivos números, valores e emitentes.

Questão 53 – Inédita - 2015


No que diz respeito às regras instituídas pela Lei das Eleições, especialmente
as decorrentes das inovações trazidas pela Lei nº 13.165, julgue o item
seguinte:
Além da prestação de contas ao final da campanha eleitoral, os candidatos,
partidos e coligações deve disponibilizar na internet, no prazo de 72 horas,
os recursos recebidos em dinheiro. Além disso, até o dia 15 de setembro do
ano eleitoral, deverão apresentar à Justiça Eleitoral relatório discriminado
das transferências do Fundo Partidário, dos recursos em dinheiro, dos
valores estimáveis em dinheiro e dos gastos realizados.

Comentários
A assertiva está correta, retratando corretamente as obrigações adicionais à
prestação de contas estabelecida pela Lei das Eleições. Essas regras estão
contidas no art. 29, §§ 4º e 7º, da LE:
§ 4o Os partidos políticos, as coligações e os candidatos são OBRIGADOS, durante
as campanhas eleitorais, a divulgar em sítio criado pela Justiça Eleitoral para esse fim
na rede mundial de computadores (internet)
I - os recursos em dinheiro recebidos para financiamento de sua campanha eleitoral,
EM ATÉ 72 (SETENTA E DUAS) HORAS DE SEU RECEBIMENTO;
II - NO DIA 15 DE SETEMBRO, relatório discriminando as transferências do Fundo
Partidário, os recursos em dinheiro e os estimáveis em dinheiro recebidos, bem como os
gastos realizados.

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§ 7o As informações sobre os recursos recebidos a que se refere o § 4 o deverão ser


divulgadas com a indicação dos nomes, do CPF ou CNPJ dos doadores e dos respectivos
valores doados.

Questão 54 – Inédita - 2015


No que diz respeito às regras instituídas pela Lei das Eleições, especialmente
as decorrentes das inovações trazidas pela Lei nº 13.165, julgue o item
seguinte:
A prestação de contas pelo sistema simplificado aplica-se apenas às eleições
municipais.

Comentários
Está incorreta a assertiva. São duas as hipóteses disciplinadas no §9º do art.
29 da LE relativas à prestação simplificada de contas. Lembre-se:
 gastos não superiores a R$ 20.000,00.
 eleições municipais com menos de 50.000,00 eleitores.
No primeiro caso, poderá ser aplicado às quaisquer candidaturas e não apenas
aos cargos de Prefeito e de vereador. No segundo caso sim, temos uma hipótese
restrita às eleições municipais que leva em consideração o número de eleitores
do município.

Questão 55 – Inédita - 2015


No que diz respeito às regras instituídas pela Lei das Eleições, especialmente
as decorrentes das inovações trazidas pela Lei nº 13.165, julgue o item
seguinte:
A decisão que julgar as constas dos candidatos eleitos será publicada em
sessão até três dias antes da diplomação, sendo passível de recurso para o
órgão superior da Justiça Eleitoral no mesmo prazo.

Comentários
A assertiva está correta. São dois prazos de três dias:
 para julgamento das contas dos candidatos eleitos (art. 30, §1º, da LE):
§ 1º A decisão que julgar as contas dos candidatos eleitos será publicada em sessão ATÉ
TRÊS DIAS ANTES DA DIPLOMAÇÃO.

 para recurso (art. 30, §5º, da LE):


§ 5º Da decisão que julgar as contas prestadas pelos candidatos caberá recurso ao órgão
superior da Justiça Eleitoral, no prazo de 3 (três) dias, a contar da publicação no Diário
Oficial.

Questão 56 – Inédita - 2015


Em relação à propaganda eleitoral assinale a alternativa correta.
a) Permite-se a propaganda eleitoral no dia 15 de agosto do ano eleitoral.

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b) Na propaganda eleitoral aos cargos do Poder Executivo, bem como para


o cargo de Senador da República, o nome dos vices e suplentes devem
aparecer de modo claro e legível, em tamanho não inferior a 30% do nome
do titular.
c) Configuram propaganda eleitoral antecipada, desde que não envolvam
pedido explícito de voto, a menção à pretensa candidatura, a exaltação das
qualidades pessoais dos pré-candidatos e os seguintes atos, que poderão ter
cobertura dos meios de comunicação social, inclusive via internet, a
divulgação de atos de parlamentares e debates legislativos, desde que não
se faça pedido de votos.
d) É permitida a transmissão ao vivo por emissoras de rádio e de televisão
das prévias partidárias, sem prejuízo da cobertura dos meios de
comunicação social.
e) Em bens particulares, independe de obtenção de licença municipal e de
autorização da Justiça Eleitoral a veiculação de propaganda eleitoral, desde
que seja feita em adesivo ou papel, não exceda a 5 m² e não contrarie a
legislação eleitoral.

Comentários
A alternativa A está incorreta, pois a propaganda eleitoral é permitida a partir
de 15 de agosto, o que vale dizer que somente no dia 16 é possível veicular
regularmente propaganda eleitoral. É o que se extrai do art. 36 da LE:
Art. 36. A propaganda eleitoral somente é permitida após o dia 15 de agosto do ano da
eleição.

A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, conforme se extrai do


art. 36, §4º, da LE:
§ 4o Na propaganda dos candidatos a cargo majoritário deverão constar, também, os nomes
dos candidatos a vice ou a suplentes de senador, de modo claro e legível, em tamanho não
inferior a 30% (trinta por cento) do nome do titular.

A alternativa C está incorreta, pois ao contrário do afirmado não configurará


propaganda eleitoral antecipada. Notem a redação do caput do art. 36-A da LE
combinado com o inc. IV:
Art. 36-A. Não configuram propaganda eleitoral antecipada, desde que não envolvam
pedido explícito de voto, a menção à pretensa candidatura, a exaltação das qualidades
pessoais dos pré-candidatos e os seguintes atos, que poderão ter cobertura dos meios de
comunicação social, inclusive via internet: (...)
IV - a divulgação de atos de parlamentares e debates legislativos, desde que não se faça
pedido de votos;

A alternativa D está incorreta, pois é vedada a transmissão pelo rádio ou


televisão das prévias partidárias, conforme estabelece o art. 36-A, §1º, da LE:
§ 1º É vedada a transmissão ao vivo por emissoras de rádio e de televisão das prévias
partidárias, sem prejuízo da cobertura dos meios de comunicação social.

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Cuidado! A alternativa E está incorreta, pois a limitação de tamanho da


propaganda eleitoral em bens particulares é de, no máximo, 0,5m² e não 5m²
como referido na alternativa. Nesse sentido vejamos o art. 37, §2º, da LE:
§ 2º Em bens particulares, independe de obtenção de licença municipal e de autorização da
Justiça Eleitoral a veiculação de propaganda eleitoral, desde que seja feita em adesivo ou
papel, não exceda a 0,5 m² (meio metro quadrado) e não contrarie a legislação eleitoral,
sujeitando-se o infrator às penalidades previstas no § 1º.

Questão 57 - Inédita – 2015


É vedado às emissoras transmitir programa apresentado ou comentado por
pré-candidato, sob pena, no caso de sua escolha na convenção partidária,
de imposição da multa e de cancelamento do registro da candidatura do
beneficiário:
a) a partir de 30 de junho do ano eleitoral.
b) a partir de 05 de agosto do ano eleitoral.
c) a partir de 20 de julho do ano eleitoral.
d) a partir de 15 de agosto do ano eleitoral.
e) a partir de 30 de julho do ano eleitoral.

Comentários
Para responder à questão devemos conhecer o art. 45, §1º, da LE:
§ 1º A partir de 30 de junho do ano da eleição, é vedado, ainda, às emissoras transmitir
programa apresentado ou comentado por pré-candidato, sob pena, no caso de sua escolha
na convenção partidária, de imposição da multa prevista no § 2o e de cancelamento do
registro da candidatura do beneficiário.

Portanto, a alternativa A é a correta e gabarito da questão.

Questão 58 - Inédita – 2015


De acordo com a Lei das Eleições, considerações as alterações promovidas
pela Lei nº 13.165/2015, assinale o período que as emissoras devem
reservar para a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão:
a) os 60 dias anteriores às eleições.
b) os 45 dias anteriores à véspera das eleições.
c) os 35 dias anteriores às eleições.
d) os 50 dias anteriores à véspera das eleições.
e) os 35 dias anteriores à antevéspera das eleições.

Comentários
Antes da reforma eleitoral, a propaganda gratuita no rádio e na televisão tinha
duração de 45 dias. Com a Lei nº 13.165/2015 esse período foi reduzido para 35
dias apenas. Além disso, a propaganda no rádio e na televisão vai até a
antevéspera das eleições.

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Portanto, a alternativa E é a correta e gabarito da questão.


O fundamento encontra-se no caput do art. 47 da LE:
Art. 47. As emissoras de rádio e de televisão e os canais de televisão por assinatura
mencionados no art. 57 reservarão, nos trinta e cinco dias anteriores à antevéspera das
eleições, horário destinado à divulgação, em rede, da propaganda eleitoral gratuita, na
forma estabelecida neste artigo.

Questão 59 - Inédita – 2015


De acordo com a Lei das Eleições, na realização da propaganda eleitoral, não
será permitida a veiculação de entrevistas com o candidato e de cenas
externas nas quais ele, pessoalmente, exponha:
a) realizações de governo ou da administração pública.
b) falhas administrativas e deficiências verificadas em obras e serviços
públicos em geral
c) atos parlamentares
d) mensagens que possam degradar ou ridicularizar candidato, partido ou
coligação
e) debates legislativos

Comentários
Para responder à questão devemos conhecer o art. 54, §2º:
§ 2º Será permitida a veiculação de entrevistas com o candidato e de cenas externas nas
quais ele, pessoalmente, exponha:
I - realizações de governo ou da administração pública;
II - falhas administrativas e deficiências verificadas em obras e serviços públicos em geral;
III - atos parlamentares e debates legislativos.

Portanto, as alternativas A, B, C e E encontram-se amparadas no dispositivo e


são permitidas. Contudo, a alternativa D, que é o gabarito da questão, é
expressamente vedada pelo art. 51, IV, da LE:
Art. 51. Durante os períodos previstos nos arts. 47 e 49, as emissoras de rádio e televisão
e os canais por assinatura mencionados no art. 57 reservarão, ainda, setenta minutos
diários para a propaganda eleitoral gratuita, a serem usados em inserções de trinta e
sessenta segundos, a critério do respectivo partido ou coligação, assinadas
obrigatoriamente pelo partido ou coligação, e distribuídas, ao longo da programação
veiculada entre as cinco e as vinte quatro horas, nos termos do § 2o do art. 47, obedecido
o seguinte:
IV - na veiculação das inserções, é vedada a divulgação de mensagens que possam degradar
ou ridicularizar candidato, partido ou coligação, aplicando-se-lhes, ainda, todas as demais
regras aplicadas ao horário de propaganda eleitoral, previstas no art. 47.

Questão 60 – Inédita – 2015


Quanto ao direito de resposta julgue o item seguinte:

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O ofendido, ou seu representante legal, poderá pedir o exercício do direito


de resposta à Justiça Eleitoral a qualquer tempo, quando se tratar de
conteúdo que esteja sendo divulgado na internet, ou em 72 horas, após a
sua retirada, contados a partir da veiculação da ofensa.

Comentários
A assertiva está correta. É justamente o que retrata o art. 58, §1º, IV, da LE,
incluído pela Lei nº 13.165/2015:
§ 1º O ofendido, ou seu representante legal, poderá pedir o exercício do direito de resposta
à Justiça Eleitoral nos seguintes prazos, contados a partir da veiculação da ofensa:
IV - a qualquer tempo, quando se tratar de conteúdo que esteja sendo divulgado na internet,
ou em 72 (setenta e duas) horas, após a sua retirada.

Questão 61 – Inédita – 2015


Quanto à propaganda eleitoral na internet, julgue o item seguinte:
Dada a impossibilidade de controle das redes pela Justiça Eleitoral não há na
legislação restrição ao período de veiculação da propaganda eleitoral na
internet, mas apenas a responsabilização e penalização quando violados
direito de outrem.

Comentários
A assertiva está incorreta, pois a propaganda na internet segue a regra geral,
segundo a qual somente é permitida a propaganda eleitoral a partir do dia 15 de
agosto do ano eleitoral.
A LE deixa isso claro no art. 57-A:
Art. 57-A. É permitida a propaganda eleitoral na internet, nos termos desta Lei, após o dia
15 de agosto do ano da eleição.

Questão 62 – Inédita – 2015


A respeito das regras previstas na Lei das Eleições acerca da propaganda
eleitoral, julgue o item seguinte:
Configuram propaganda eleitoral antecipada, ainda que que não envolvam
pedido explícito de voto, a menção à pretensa candidatura, a exaltação das
qualidades pessoais dos pré-candidatos e os seguintes atos, que poderão ter
cobertura dos meios de comunicação social, inclusive via internet a
realização de prévias partidárias e a respectiva distribuição de material
informativo, a divulgação dos nomes dos filiados que participarão da disputa
e a realização de debates entre os pré-candidatos.

Comentários
A assertiva está incorreta. O art. 36-A, IV, da LE, com redação dada pela Lei nº
13.165/2015 prevê que não constitui propaganda eleitoral antecipada a
realização de prévias partidárias e a distribuição de material informativo, bem
como a divulgação dos nomes dos candidatos que serão escolhidos em

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convenções. Prevê, ainda, a Lei das Eleições, que eles poderão realizar debates
intrapartidários.
Vejamos o dispositivo:
Art. 36-A. Não configuram propaganda eleitoral antecipada, desde que não envolvam
pedido explícito de voto, a menção à pretensa candidatura, a exaltação das qualidades
pessoais dos pré-candidatos e os seguintes atos, que poderão ter cobertura dos meios de
comunicação social, inclusive via internet:
III - a realização de prévias partidárias e a respectiva distribuição de material informativo,
a divulgação dos nomes dos filiados que participarão da disputa e a realização de debates
entre os pré-candidatos;

Questão 63 – Inédita – 2015


A respeito das regras previstas na Lei das Eleições acerca da propaganda
eleitoral, julgue o item seguinte:
É vedada, em bens públicos ou de uso coletivo, a veiculação de propaganda
eleitoral por intermédio de pichação, inscrição a tinta, exposição de placas,
estandartes, faixas, cavaletes, bonecos e assemelhados.

Comentários
Está correta a assertiva, que reproduz o art. 37, caput, da LE:
Art. 37. Nos bens cujo uso dependa de cessão ou permissão do poder público, ou que a ele
pertençam, e nos bens de uso comum, inclusive postes de iluminação pública, sinalização
de tráfego, viadutos, passarelas, pontes, paradas de ônibus e outros equipamentos urbanos,
é vedada a veiculação de propaganda de qualquer natureza, inclusive pichação, inscrição a
tinta e exposição de placas, estandartes, faixas, cavaletes, bonecos e assemelhados.

Questão 64 – Inédita – 2015


A respeito das regras previstas na Lei das Eleições acerca da propaganda
eleitoral, julgue o item seguinte:
A veiculação de propaganda eleitoral em bens particulares é permitida desde
que não exceda 0,5m², não contrarie a legislação eleitoral, podendo veiculá-
la o interessado após obter autorização da Justiça Eleitoral.

Comentários
Está incorreta a assertiva, pois não há que se falar em licença ou autorização
para veiculação de propaganda eleitoral em locais privados.
Notem o art. 37, §2º, da LE:
§ 2º Em bens particulares, independe de obtenção de licença municipal e de autorização da
Justiça Eleitoral a veiculação de propaganda eleitoral, desde que seja feita em adesivo ou
papel, não exceda a 0,5 m² (meio metro quadrado) e não contrarie a legislação eleitoral,
sujeitando-se o infrator às penalidades previstas no § 1º.

Questão 65 – Inédita – 2015


De acordo com a Lei das Eleições, julgue o item seguinte.

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Considera-se carro de som apenas os veículos automotores que utilizarem


equipamento de som com potência nominal de amplificação de, no máximo,
10.000 watts.

Comentários
Está incorreta a assertiva. Devemos lembrar que, para além do conceito de carro
de som trazido no art. 37, §12, I, da LE, a Lei nº 13.165/2015 ampliou o conceito,
no §9º-A do mesmo dispositivo, para incluir também no conceito de “carro de
som” qualquer veículo motorizado ou não, ou ainda tracionado por animais, que
transite divulgando jingles ou mensagens de candidatos.
Assim, a assertiva encontra-se equivocada ao mencionar a palavra “apenas”.
Vejamos os dispositivos
 §12, I:
§ 12. Para efeitos desta Lei, considera-se:
I - carro de som: veículo automotor que usa equipamento de som com potência nominal de
amplificação de, no máximo, 10.000 (dez mil) watts;

 §9º-A:
§ 9o-A. Considera-se carro de som, além do previsto no § 12, qualquer veículo, motorizado
ou não, ou ainda tracionado por animais, que transite divulgando jingles ou mensagens de
candidatos.

Questão 66 – Inédita – 2015


Em relação aos debates eleitorais, julgue o item seguinte, que trata do
acordo entre candidatos e partidos quanto às regras para o debate a serem
formuladas juntamente com a emissora.
Para os debates que se realizarem no primeiro turno das eleições, serão
consideradas aprovadas as regras, inclusive as que definam o número de
participantes, que obtiverem a concordância de pelo menos 2/3 dos
candidatos aptos, no caso de eleição majoritária, e de pelo menos 2/3 dos
partidos ou coligações com candidatos aptos, no caso de eleição
proporcional.

Comentários
Quanto às regras para os debates eleitorais devemos lembrar:

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 para eleições majoritárias

•Os debates para cargos majoritários poderão ser realizadas com todos os
candidatos ou em grupos de três candidatos. Quanto às regras que
regeram a disputa, os candidatos devem se reunir e, de comum acordo,
convencionar as regras.
•De acordo com a LE serão consideradas aprovadas as regras se houver a
anuência de 2/3 dos candidatos, para a realização de debates em primeiro
turno. Na hipótese de realização de segundo turno, havendo apenas dois
candidatos, ambos os candidatos devem aprovar as regras.

 para eleições proporcionais

•Em relação aos debates para os cargos proporcionais, é necessário assegurar a


presença de número equivalente de candidatos a todos os partidos e
coligações a um mesmo cargo eletivo, sendo possível o desdobramento do
debate em várias partes por vários dias.
•Para a definição das regras que regeram o debate será necessário a aprovação
por 2/3 dos partidos políticos participantes.

Portanto, a assertiva está correta.


Na legislação o fundamento está no art. 46, §5º, da LE:
§ 5º Para os debates que se realizarem no primeiro turno das eleições, serão consideradas
aprovadas as regras, inclusive as que definam o número de participantes, que obtiverem a
concordância de pelo menos 2/3 (dois terços) dos candidatos aptos, no caso de eleição
majoritária, e de pelo menos 2/3 (dois terços) dos partidos ou coligações com candidatos
aptos, no caso de eleição proporcional.

Questão 67 – Inédita – 2015


Com relação às regras pertinentes à distribuição dos horários destinados à
propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão julgue o item seguinte.
Às segundas, quartas e sextas-feiras será realizada a propaganda eleitoral
para o cargo de Senador da República, Deputado Estadual e Governador e
vice-Governador. Às terças, quintas-feiras e sábados são realizadas as
propagandas eleitorais para o cargo de Presidente e vice-Presidente e
Deputado Federal.

Comentários
A assertiva está correta. Para respondê-la, lembre-se do quadro abaixo:

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2ª, 4ª e 6ª (25m pela manhã e 3ª, 5ª e SÁBADO (25m pela manhã


25m pela tarde) e 25m pela tarde)

Senador da República Presidente e vice-Presidente

Deputado Estadual Deputado Federal

Governador e vice-Governador

Questão 68 – Inédita – 2015


Em relação às condutas vedadas aos agentes públicos assinale a alternativa
correta:
a) Veda-se, no ano eleitoral, realizar despesas com publicidade dos órgãos
públicos superior à média do primeiro semestre dos últimos três anos
anteriores ao ano eleitoral.
b) Veda-se, no primeiro semestre do ano eleitoral, realizar despesas com
publicidade dos órgãos públicos superior à média do primeiro semestre dos
últimos cinco anos anteriores ao ano eleitoral.
c) Veda-se, no primeiro semestre do ano eleitoral, realizar despesas com
publicidade dos órgãos públicos superior à média do primeiro semestre do
ano anterior.
d) Veda-se, no segundo semestre do ano eleitoral, realizar despesas com
publicidade dos órgãos públicos superior à média do segundo semestre dos
últimos três anos anteriores ao ano eleitoral.
e) Veda-se, no primeiro semestre do ano eleitoral, realizar despesas com
publicidade dos órgãos públicos superior à média do primeiro semestre dos
últimos três anos anteriores ao ano eleitoral.

Comentários
Para responder à questão devemos conhecer a vedação contida no art. 73, VII,
da LE, com redação dada pela Lei nº 13.165/2015:
Art. 73. São proibidas aos agentes públicos, servidores ou não, as seguintes condutas
tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais: (...)

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VII - realizar, no primeiro semestre do ano de eleição, despesas com publicidade dos órgãos
públicos federais, estaduais ou municipais, ou das respectivas entidades da administração
indireta, que excedam a média dos gastos no primeiro semestre dos três últimos anos que
antecedem o pleito;

Portanto, a alternativa E é a correta e gabarito da questão.

Questão 69 – Inédita – 2015


Em relação às condutas vedadas aos agentes públicos julgue:
Veda-se, no primeiro semestre do ano eleitoral, realizar despesas com
publicidade dos órgãos públicos superior à média do primeiro semestre dos
últimos cinco anos anteriores ao ano eleitoral.

Comentários
A assertiva está incorreta. O parâmetro a ser utilizado será do primeiro semestre
dos últimos três anos e não cinco como referido na questão. Notem:
Art. 73. São proibidas aos agentes públicos, servidores ou não, as seguintes condutas
tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais: (...)
VII - realizar, no primeiro semestre do ano de eleição, despesas com publicidade dos órgãos
públicos federais, estaduais ou municipais, ou das respectivas entidades da administração
indireta, que excedam a média dos gastos no primeiro semestre dos três últimos anos que
antecedem o pleito;

Se você teve dificuldades nas questões 30 a 69 acima retome o estudo do


Capítulo 02 desta aula.

Alterações da Lei nº 13.165/2015 na Lei dos Partidos Políticos

Questão 70 – Inédita - 2015


Quando à criação e registro dos partidos políticos, assinale a alternativa que
retrata, corretamente, os requisitos para demonstração do apoiamento
mínimo:
a) obtenção, no período de 2 anos, de assinaturas de eleitores não filiados
equivalente a, pelo menos, 5% dos votos dados para a Câmara dos
Deputados, distribuídos em 3 ou mais dos Estados e, com, no mínimo, 1%
do eleitorado tenha votado em cada um desses estados.
b) obtenção, no período de 3 anos, de assinaturas de eleitores não filiados
equivalente a, pelo menos, 0,1% dos votos dados para a Câmara dos
Deputados, distribuídos em 1/3 ou mais dos Estados e, com, no mínimo,
0,5% do eleitorado tenha votado em cada um desses estados.
c) obtenção, no período de 2 anos, de assinaturas de eleitores não filiados
equivalente a, pelo menos, 0,5% dos votos dados para a Câmara dos
Deputados, distribuídos em 1/4 ou mais dos Estados e, com, no mínimo, 1%
do eleitorado tenha votado em cada um desses estados.

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d) obtenção, no período de 2 anos, de assinaturas de eleitores não filiados


equivalente a, pelo menos, 0,5% dos votos dados para a Câmara dos
Deputados, distribuídos em 1/3 ou mais dos Estados e, com, no mínimo,
0,1% do eleitorado tenha votado em cada um desses estados.
e) obtenção, no período de 2 anos, de assinaturas de eleitores não filiados
equivalente a, pelo menos, 0,5% dos votos dados para a Câmara dos
Deputados, distribuídos em 1/3 ou mais dos Estados e, com, no mínimo, 1%
do eleitorado tenha votado em cada um desses estados.

Comentários
Para responder à questão, devemos lembrar da redação do art. 7º, §1º, da LPP:
§ 1º Só é admitido o registro do estatuto de partido político que tenha caráter nacional,
considerando-se como tal aquele que comprove, no período de dois anos, o apoiamento
de eleitores não filiados a partido político, correspondente a, pelo menos, 0,5% (cinco
décimos por cento) dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos
Deputados, não computados os votos em branco e os nulos, distribuídos por um terço,
ou mais, dos Estados, com um mínimo de 0,1% (um décimo por cento) do
eleitorado que haja votado em cada um deles.

Portanto, a alternativa D é a correta e gabarito da questão.

Questão 71 – Inédita - 2015


Quando à criação e registro dos partidos políticos, julgue o item seguinte.
De acordo com a Lei nº 13.165/2015, o apoiamento mínimo, requisito para
registro do partido político junto ao TSE, deverá ser comprovado no lapso de
um ano.

Comentários
A assertiva está incorreta, pois o apoiamento mínimo deverá ser comprovado
no lapso de dois anos, como prevê o art. 7º, §1º, da LPP:
§ 1º Só é admitido o registro do estatuto de partido político que tenha caráter nacional,
considerando-se como tal aquele que comprove, no período de dois anos, o
apoiamento de eleitores não filiados a partido político, correspondente a, pelo menos,
0,5% (cinco décimos por cento) dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos
Deputados, não computados os votos em branco e os nulos, distribuídos por um terço, ou
mais, dos Estados, com um mínimo de 0,1% (um décimo por cento) do eleitorado que haja
votado em cada um deles.

Questão 72 – Inédita - 2015


À Lei dos Partidos Políticos foi acrescentado pela Lei nº 13.165/2015, o art.
22-A que, em parte, incorporou a regrativa da Resolução TSE nº
22.610/2010. Sobre tais regras, assinale a alternativa incorreta.
a) Perderá o mandato o detentor de cargo eletivo que se desfiliar, sem justa
causa do partido pelo qual foi eleito.
b) Constitui justa causa para a desfiliação se comprovada grave
discriminação política pessoal contra o detentor do cargo eletivo.

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c) Constitui justa causa para a desfiliação mudanças, ainda que simples, ao


programa do partido.
d) Constitui justa causa para a desfiliação desvio reiterado do programa
partidário.
e) Constitui justa causa para desfiliação mudança de partido efetuada
durante o período de 30 dias que antecede o prazo de filiação em lei para
concorrer às eleições, majoritárias ou proporcionais, ao término do mandato
vigente.

Comentários
Vejamos o art. 22-A, da LPP:
Art. 22-A. PERDERÁ o mandato o detentor de cargo eletivo que se desfiliar, sem
justa causa, do partido pelo qual foi eleito.
Parágrafo único. Consideram-se justa causa para a desfiliação partidária SOMENTE
as seguintes hipóteses:
I - mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário;
II - grave discriminação política pessoal; e
III - mudança de partido efetuada durante o período de trinta dias que antecede o prazo de
filiação exigido em lei para concorrer à eleição, majoritária ou proporcional, ao término do
mandato vigente.

Todas as alternativas constam do dispositivo acima, com exceção da alternativa


C. Notem que apenas alterações substanciais ao programa do partido político
justificam a desfiliação, o que a torna incorreta.

Questão 73 – Inédita – 2015


No que diz respeito à possibilidade de perda do mandato eletivo por
desfiliação imotivada, julgue o item seguinte considerando a disciplina da Lei
dos Partidos Políticos.
Considera-se justa causa para desfiliação partidária grave discriminação
política pessoal contra o detentor do cargo eletivo.

Comentários
Está correta a assertiva. Lembre-se do art. 22-A, parágrafo único, II, da LPP:
Parágrafo único. Consideram-se justa causa para a desfiliação partidária SOMENTE
as seguintes hipóteses:
II - grave discriminação política pessoal; e

Questão 74 – Inédita – 2015


No que diz respeito à possibilidade de perda do mandato eletivo por
desfiliação imotivada, julgue o item seguinte considerando a disciplina da Lei
dos Partidos Políticos.
Considera-se justa causa para desfiliação partidária mudança de partido
efetuada durante o período de 60 dias que antecede o prazo de filiação em

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lei para concorrer às eleições, majoritárias ou proporcionais, ao término do


mandato vigente.

Comentários
Está incorreta a assertiva, pois a desfiliação autorizada par fins de para
concorrer às eleições por outro partido é permitida apenas nos 30 dias que
antecedem o prazo de seis meses exigidos de filiação partidária.
Vejamos:
Parágrafo único. Consideram-se justa causa para a desfiliação partidária SOMENTE
as seguintes hipóteses:
III - mudança de partido efetuada durante o período de trinta dias que antecede o prazo de
filiação exigido em lei para concorrer à eleição, majoritária ou proporcional, ao término do
mandato vigente.

Questão 75 – Inédita - 2015


Somente será admitida a fusão ou incorporação de partidos políticos:
a) que hajam obtido o registro no Ofício Civil há, pelo menos, 5 anos.
b) que hajam obtido o registro definitivo do Tribunal Superior Eleitoral há,
pelo menos, 10 anos.
c) que hajam obtido o registro definitivo do Ofício Civil há, pelo menos, 10
anos.
d) que hajam obtido o registro definitivo do Tribunal Superior Eleitoral há,
pelo menos, 3 anos.
e) que hajam obtido o registro definitivo do Tribunal Superior Eleitoral há,
pelo menos, 5 anos.

Comentários
Para responder à questão devemos conhecer o art. 29, §9º, da LPP, acrescido
pela Lei nº 13.165/2015:
§ 9º Somente será admitida a fusão ou incorporação de partidos políticos que hajam obtido
o registro definitivo do Tribunal Superior Eleitoral há, pelo menos, 5 (cinco) anos.

Portanto, a alternativa E é a correta e gabarito da questão.

Questão 76 – Inédita - 2015


Quanto às regras relativas à fusão, incorporação e extinção de partidos
políticos previstos na Lei dos Partidos Políticos, julgue o item seguinte:
No caso de incorporação o estatuto do partido incorporado será anexado
como alteração ao estatuto do partido incorporador.

Comentários
Está totalmente incorreta a assertiva. Não existe tal hipótese na LPP. Pelo
contrário, o instrumento de incorporação será levado a registro e averbado junto

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aos registros do partido incorporador, cancelando-se o registro do partido


incorporado.
Além disso, prevê a LPP que o partido incorporado deverá adotar o estatuto do
partido incorporador.

Questão 77 – Inédita - 2015


O partido que tiver as constas desaprovadas não podem ser impedidos de
participar do pleito eleitoral.
A afirmação acima:
a) está incorreta, pois a desaprovação das contas impede, além do
recebimento de recursos do Fundo e o acesso à rádio e televisão, a
possibilidade de o partido registrar candidatos para o pleito, enquanto não
superados os motivos que levaram à desaprovação.
b) está incorreta, pois o Ministério Público Eleitoral poderá requerer a
suspensão do partido das eleições seguintes pela desaprovação das contas.
c) está correta, a desaprovação das contas gera outras consequências, mas
não podem obstar o direito de participar do pleito eleitoral.
d) está correta, pois a prestação de contas é exigida apenas dos candidatos
e não dos partidos políticos.
e) está correta apenas em relação aos cargos escolhidos pelo sistema
majoritário, já que em relação ao pleito proporcional se houver condenação
por desaprovação de contas o partido perderá a representação perante as
casas legislativas.

Comentários
Lembrem-se da regra do art. 29, §5º, da LPP:
§ 5o A desaprovação da prestação de contas do partido não ensejará sanção alguma que
o impeça de participar do pleito eleitoral.

Portanto, a alternativa C está correta e é o gabarito da questão.

Questão 78 – Inédita - 2015


A Justiça Eleitoral exerce a fiscalização sobre a prestação de contas do
partido e das despesas de campanha eleitoral, devendo atestar se elas
refletem adequadamente a real movimentação financeira, os dispêndios e os
recursos aplicados nas campanhas eleitorais, exigindo
a) a conservação da documentação por prazo não inferior a 1 ano.
b) a conservação da documentação por prazo não inferior a 2 anos.
c) a conservação da documentação por prazo não inferior a 3 anos.
d) a conservação da documentação por prazo não inferior a 5 anos.
e) a conservação da documentação por prazo não inferior a 10 anos.

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Comentários
Para responder à questão devemos lembrar do art. 34, IV, da LPP:
Art. 34. A Justiça Eleitoral exerce a fiscalização sobre a prestação de contas do
partido e das despesas de campanha eleitoral, devendo atestar se elas refletem
adequadamente a real movimentação financeira, os dispêndios e os recursos aplicados nas
campanhas eleitorais, exigindo a observação das seguintes normas: (...)
IV – obrigatoriedade de ser conservada pelo partido, por PRAZO NÃO INFERIOR A
CINCO ANOS, a documentação comprobatória de suas prestações de contas;

Portanto, a alternativa D é a correta e gabarito da questão.

Questão 79 – Inédita – 2015


Assinale as alternativas que, respectivamente, contemplam a consequência
aplicáveis aos partidos que não prestarem contas (1) e àqueles que tiverem
as contas desaprovadas (2):
a) 1 - devolução dos valores recebidos a título do Fundo Partidário e multa
de até 20%;
2 - e suspensão das quotas dos Fundo Partidário por um ano.
b) 1 - suspensão das quotas dos Fundo Partidário, até regularização;
2 – devolução dos valores recebidos irregularmente e multa de até 20%.
c) 1 - devolução dos valores recebidos a título do Fundo Partidário;
2 – devolução dos valores recebidos irregularmente e multa de até 20%.
d) 1 - multa de até 20% do valor financeiro movimentado pelo Partido
Político no ano anterior;
2 - e suspensão das quotas dos Fundo Partidário por um ano.
e) 1 - suspensão das quotas dos Fundo Partidário, até regularização; e
2 - e suspensão das quotas dos Fundo Partidário e multa de até 50%.

Comentário
Para responder à questão devemos conhecer o art. 37, bem como o art. 37-A,
ambos da LPP:
 art. 37 da LPP:
Art. 37. A desaprovação das contas do partido implicará exclusivamente a sanção
de devolução da importância apontada como irregular, acrescida de multa de até
20% (vinte por cento).

 art. 37-A da LPP:


Art. 37-A. A falta de prestação de contas implicará a suspensão de novas cotas do Fundo
Partidário enquanto perdurar a inadimplência e sujeitará os responsáveis às penas da lei.

Portanto, a alternativa B é a correta e gabarito da questão.

Questão 80 – Inédita - 2015

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Quanto à prestação de contas dos partidos políticos no pleito municipal,


julgue o item seguinte.
Todos os órgãos municipais devem prestar contas de campanha, ainda que
não tenham movimentado recursos financeiros ou bens estimáveis em
dinheiro.

Comentários
Está incorreta a assertiva, pois o art. 29, §4º, da LPP, prevê que em tais
situações, os órgãos municipais dos partidos políticos podem expedir uma
declaração de ausência de movimentação de recursos e, com isso, deixar de
prestar constas.
§ 4o Os órgãos partidários municipais que não hajam movimentado recursos financeiros
ou arrecadado bens estimáveis em dinheiro ficam desobrigados de prestar contas à Justiça
Eleitoral, exigindo-se do responsável partidário, no prazo estipulado no caput, a
apresentação de declaração da ausência de movimentação de recursos nesse período.

Questão 81 – Inédita – 2015


Considerando a disciplina da Lei dos Partidos Político, julgue o item
subsecutivo:
A desaprovação da prestação de contas do partido não ensejará sanção
alguma que o impeça de participar do pleito eleitoral.

Comentários
Está correta a assertiva que é cópia literal do art. 29, §5º, da LPP, cuja redação
fora dada pela Lei nº 13.165/2015:
§ 5º A desaprovação da prestação de contas do partido não ensejará sanção alguma que o
impeça de participar do pleito eleitoral.

Questão 82 – Inédita – 2015


Quanto à prestação de contas pelos partidos políticos, julgue o item
seguinte:
A fiscalização sobre as constas dos partidos políticos tem por escopo
identificar a origem das receitas e a destinação das despesas com as
atividades partidárias e eleitorais, mediante o exame formal dos documentos
fiscais apresentados pelos partidos políticos e candidatos, admitida a análise
das atividades político-partidárias ou qualquer interferência em sua
autonomia

Comentários
A assertiva está incorreta. O §1º do art. 34 da LPP faz a distinção entre o
controle de legalidade das finanças do partido político e da não-interferência do
Estado nas atividades partidárias. O controle das contas dos partidos políticos
destina-se a aferir a regularidade das receitas e destinação das despesas pelo

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exame da documentação, sem qualquer interferência nas atividades político-


partidárias ou na autonomia do partido.
Vejamos, por fim, dispositivo:
§ 1º A fiscalização de que trata o caput tem por escopo identificar a origem das receitas
e a destinação das despesas com as atividades partidárias e eleitorais, mediante o
exame formal dos documentos fiscais apresentados pelos partidos políticos e candidatos,
sendo VEDADA a análise das atividades político-partidárias ou qualquer
interferência em sua autonomia.

Questão 83 – Inédita – 2015


Referente às contas dos partidos políticos, julgue o item seguinte:
A desaprovação das contas não impede que o partido político participe das
eleições, contudo implicará na devolução da importância apontada como
irregular e multa de até 20%.

Comentários
A assertiva está correta. Para responde-la devemos conhecer os arts. 29, §5º,
e 37, ambos da LPP:
 art. 29, §5º:
§ 5º A desaprovação da prestação de contas do partido não ensejará sanção alguma que o
impeça de participar do pleito eleitoral.

 art. 37:
Art. 37. A desaprovação das contas do partido implicará exclusivamente a sanção de
devolução da importância apontada como irregular, acrescida de multa de até 20% (vinte
por cento).

Questão 84 – Inédita - 2015


Acerca da destinação dos recursos do Fundo Partidário assinale a alternativa
correta:
a) Com a Lei nº 13.165/2015 foram revogados os dispositivos que
especificam no que o partido político deverá investir os recursos recebidos
do fundo, como uma forma de prestigiar a liberdade e autonomia partidários.
b) Os partidos políticos serão destinados, em até 60% do montante dos
recursos, para os órgãos municipais do partido político.
c) Os recursos do fundo partidário serão destinados à propaganda
doutrinária e política, vedada a utilização para as campanhas eleitorais.
d) Os recursos do Fundo Partidário serão destinados para o pagamento de
mensalidades, anuidades e congêneres devidos a organismos partidários
internacionais que se destinem ao apoio à pesquisa, ao estudo e à
doutrinação política, aos quais seja o partido político regularmente filiado.
e) Os recursos do Fundo Partidário serão destinados à criação e manutenção
de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres,

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conforme percentual que será fixado pelo órgão nacional de direção


partidária, observado o mínimo de 10% do total.

Comentários
A alternativa A está totalmente incorreta. Pelo contrário, com a Lei nº
13.165/2015 foram criadas novas especificações para a destinação dos recursos.
Além disso, o art. 44 é claro em afirmar que os recursos “serão” aplicados,
contando a obrigatoriedade de observância dos parâmetros definidos em lei.
Vejamos:
Art. 44. Os recursos oriundos do Fundo Partidário serão aplicados:

A alternativa B também está incorreta. De acordo com o art. 44, I, da LPP, são
dois parâmetros fixados, um para o órgão nacional (que poderá atingir 60%) e
outro que será conjuntamente aplicado aos órgãos regionais e municipais (que
poderá atingir até 50%).
Vejamos:
Art. 44. Os recursos oriundos do Fundo Partidário serão aplicados:
I - na manutenção das sedes e serviços do partido, permitido o pagamento de pessoal, a
qualquer título, observado, do total recebido, os seguintes limites:
a) 50% (cinquenta por cento) para o órgão nacional;
b) 60% (sessenta por cento) para cada órgão estadual e municipal;

A alternativa C também está incorreta, pois os recursos do Fundo Partidário


podem ser destinados à propaganda:
 doutrinária;
 política; e
 para as campanhas eleitorais.
Vejamos:
Art. 44. Os recursos oriundos do Fundo Partidário serão aplicados:
II - na propaganda doutrinária e política;
III - no alistamento e campanhas eleitorais;

A alternativa D é a correta e gabarito da questão. É justamente isso que prevê


o inc. VI:
Art. 44. Os recursos oriundos do Fundo Partidário serão aplicados:
VI - no pagamento de mensalidades, anuidades e congêneres devidos a organismos
partidários internacionais que se destinem ao apoio à pesquisa, ao estudo e à doutrinação
política, aos quais seja o partido político regularmente filiado;

Por fim, a alternativa E está incorreta, pois o mínimo é de 5% e não de 10%


como referido na alternativa.
Art. 44. Os recursos oriundos do Fundo Partidário serão aplicados:
V - na criação e manutenção de programas de promoção e difusão da participação política
das mulheres, criados e mantidos pela secretaria da mulher do respectivo partido político
ou, inexistindo a secretaria, pelo instituto ou fundação de pesquisa e de doutrinação e

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educação política de que trata o inciso IV, conforme percentual que será fixado pelo órgão
nacional de direção partidária, observado o mínimo de 5% (cinco por cento) do total;

Questão 85 – Inédita – 2015


Em relação à destinação dos recursos oriundos do Fundo Partidário, julgue
o item subsecutivo.
De acordo com a Lei das Eleições, os partidos devem observar limites de
repasse dos recursos para os órgãos partidários. Aos órgãos nacionais o
limite fixado é de 50% do montante recebido do Fundo. Já para os órgãos
regionais e municipais, conjuntamente considerados, o limite será de 60%.

Comentários
A assertiva está correta. Há uma grande chance desse assunto ser explorado
em provas de concurso público. O art. 44, I, da LE, prevê:
Art. 44. Os recursos oriundos do Fundo Partidário serão aplicados:
I - na manutenção das sedes e serviços do partido, permitido o pagamento de pessoal, a
qualquer título, observado, do total recebido, os seguintes limites:
a) 50% (cinquenta por cento) para o órgão nacional;
b) 60% (sessenta por cento) para cada órgão estadual e municipal;

Questão 86 – Inédita – 2015


Em relação à destinação dos recursos oriundos do Fundo Partidário, julgue
o item subsecutivo.
Os recursos do Fundo não podem ser destinado a despesas como
alimentação, devendo estar necessariamente atrelado às finalidades diretas
da agremiação.

Comentários
Está incorreta a assertiva. Há dispositivo expresso no art. 44 determinando que
os recursos do Fundo sejam considerados para cobrir despesas como
alimentação, incluindo restaurantes e lanchonetes.
Atentem-se:
Art. 44. Os recursos oriundos do Fundo Partidário serão aplicados:
VII - no pagamento de despesas com alimentação, incluindo restaurantes e lanchonetes.

Questão 87 – Inédita – 2015


De acordo com a literalidade da Lei dos Partidos Políticos, consideradas as
alterações promovidas pela Lei nº 13.165/2015, para que o partido tenha
direito à propaganda partidária gratuita no rádio e na televisão deverá:
a) possuir ao menos um representante em qualquer das casas do Congresso
Nacional.

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b) possuir ao menos dois representantes em qualquer das casas do


Congresso Nacional.
c) possuir ao menos três representantes em qualquer das casas do
Congresso Nacional.
d) possuir ao menos cinco representantes em qualquer das casas do
Congresso Nacional.
e) possuir ao menos dez representantes em qualquer das casas do
Congresso Nacional.

Comentários
Para responder à questão devemos conhecer o art. 49, caput, da LPP:
Art. 49. Os partidos com pelo menos um representante em qualquer das Casas do
Congresso Nacional têm assegurados os seguintes direitos relacionados à propaganda
partidária:

Logo, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão.

Questão 88 – Inédita -2015


A respeito das regras disciplinadas pela Lei dos Partidos Políticos acerca da
distribuição dos horários conferidos para a propaganda partidária gratuita,
julgue o item seguinte:
Os partidos devem dispor de 10% do tempo total para promoção e difusão
da participação política feminina tanto na propaganda partidária em bloco
por na propaganda por inserções.

Comentários
A assertiva está correta. De acordo com o art. 45, IV, da LPP, 10% do tempo
total destinado ao partido político deve ser destinado à promoção e difusão da
participação política feminina:
Art. 45. A propaganda partidária gratuita, gravada ou ao vivo, efetuada mediante
transmissão por rádio e televisão será realizada entre as dezenove horas e trinta minutos e
as vinte e duas horas para, com exclusividade:
IV - promover e difundir a participação política feminina, dedicando às mulheres o tempo
que será fixado pelo órgão nacional de direção partidária, observado o mínimo de 10% (dez
por cento) do programa e das inserções a que se refere o art. 49.

Se você teve dificuldades nas questões 70 a 88 acima retome o estudo do


Capítulo 02 desta aula.

8 - Resumo da Aula
Na aula de hoje não teremos resumo, pois é uma aula de revisão de assuntos já
estudados em nosso curso.

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9 - Considerações Finais
Concluímos a aula de hoje. Essa é uma aula que não traz muitos assuntos novos.
São temas que já vimos ao longo do curso, contudo, que previsão ser revisados
tendo em vista a importância da alteração legislativa perpetrada pela Lei
13.165/2015.
Vimos também as súmulas do TSE, assunto de extrema importância.
Em nossa próxima aula analisaremos a Lei nº 6.091/74.
Até lá!
Bons estudos!
Ricardo Torques

rst.estrategia@gmail.com

bit.ly/eleitoralparaconcursos

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