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UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
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UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO

Universidade de Pernambuco Escola Politécnica Programa de Pós-Graduação em Engenharia ANÁLISE DE RISCO NA

Universidade de Pernambuco

Escola Politécnica

Programa de Pós-Graduação em Engenharia

ANÁLISE DE RISCO NA MANUTENÇÃO DE REDES COMPACTAS ENERGIZADAS: PROPOSTA PARA MEIOS DE CONTROLE

Monografia

José Rogério Alves

Recife - Pernambuco

2004

ANÁLISE DE RISCO NA MANUTENÇÃO DE REDES COMPACTAS ENERGIZADAS: PROPOSTA PARA MEIOS DE CONTROLE

Universidade de Pernambuco

Escola Politécnica

Programa de Pós-Graduação em Engenharia

ANÁLISE DE RISCO NA MANUTENÇÃO DE REDES COMPACTAS ENERGIZADAS: PROPOSTA PARA MEIOS DE CONTROLE

José Rogério Alves

Orientador: Prof. Dr.Béda Barkokébas Júnior

Monografia apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Engenharia da Universidade de Pernambuco, como parte dos requisitos necessários à obtenção do Título de Especialista em Segurança do Trabalho.

Recife - Pernambuco

2004

José Rogério Alves

ANÁLISE DE RISCO NA MANUTENÇÃO DE REDES COMPACTAS ENERGIZADAS: PROPOSTA PARA MEIOS DE CONTROLE

Esta monografia foi julgada e aprovada para a obtenção do Título de Especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho, no Programa de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade de Pernambuco.

Recife, 22 de Setembro de 2004

Prof. Béda Barkokébas Júnior, D.Sc. Coordenador do Curso

Banca Examinadora

Prof. Béda Barkokébas Júnior, Ph.D. Orientador

Sérgio Silva Braga Souza, Especialista

Juliana Claudino Veras, Mestranda

À minha esposa por todo empenho em ajudar a cumprir minhas obrigações.

AGRADECIMENTOS

Ao Professor Sérgio Braga pela orientação e principalmente por sua amizade.

Ao Dr. Eduardo Sivini pelo apoio técnico.

À Escola Politécnica de Pernambuco por tornar possível a realização do curso.

Todas as coisas, portanto, que quereis que os homens vos façam, vós também tendes de fazer do mesmo modo a eles.Regra de Ouro

SUMÁRIO

 

Pág.

LISTA DE FIGURAS

 

x

LISTA DE TABELAS

.xi

RESUMO

xii

1. INTRODUÇÃO

1

1.1.

OBJETIVOS

3

2. FUNDAMENTAÇÃO

LEGAL

4

3. FUNDAMENTAÇÃO

TEÓRICA

7

3.1.

GERAÇÃO DA ENERGIA ELÉTRICA

7

3.2.

CAMINHOS DA ENERGIA ELÉTRICA

7

3.3.

CIRCUITO ELÉTRICO

9

3.4.

SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO

9

3.5.

REDES DE DISTRIBUIÇÃO DE AT (ALTA TENSÃO) CONVENCIONAIS 10

3.6.

REDES DE DISTRIBUIÇÃO DE BT (BAIXA TENSÃO)

10

3.7.

GRANDEZAS ELÉTRICAS 10

3.7.1. DIFERENÇA DE POTENCIAL ELÉTRICO(D.D.P.) 10

3.7.2. CORRENTE ELÉTRICA (A)

10

3.7.3. RESISTÊNCIA ELÉTRICA (R) 11

3.8.

MANUTENÇÃO

11

3.8.1. MANUTENÇÃO ELÉTRICA

11

3.8.2. MANUTENÇÃO CORRETIVA 11

3.8.3. MANUTENÇÃO PREVENTIVA 11

3.9.

RISCOS ELÉTRICOS 12

3.9.1. CHOQUE ELÉTRICO E OS EFEITOS DA CORRENTE ELÉTRICA NOS

SERES VIVOS 12

3.9.2. CURTO-CIRCUITO 16

3.10. ATERRAMENTO ELÉTRICO

16

3.10.1. ATERRAMENTO

TEMPORÁRIO

16

3.10.2. ATERRAMENTO DE SERVIÇO 16

3.10.3. ATERRAMENTO DE PROTEÇÃO 17

3.11. CAMINHÃO EQUIPADO COM SKY 17

3.12. DISTRIBUIDORAS 17

3.13. REDE DE DISTRIBUIÇÃO COMPACTA RDC 17

3.13.1. CABO ALUMÍNIO COBERTO SPACER

18

3.13.2. ESPAÇADOR

LOSANGULAR

18

3.13.3. BRAÇO

TIPO

L

19

3.13.5.

CABO MENSAGEIRO

20

3.13.6. BRAÇO ANTI- BALANÇO

20

3.13.7. ESTRIBO PARA BRAÇO TIPO L

21

3.13.8. ANEL DE AMARRAÇÃO

21

3.13.9. CAPA PROTETORA

22

3.13.10. ESTRUTURAS

22

3.14.

ACESSÓRIOS, EPI(S) E EPC(S) PARA LINHA VIVA

25

4. METODOLOGIA

28

4.1. ÁREA DE

ABRANGÊNCIA

28

4.2. MÉTODO DE PESQUISA 28

28

4.4. DADOS ESTATÍSCOS SOBRE ACIDENTES NA MANUTENÇÃO DE REDE

ENERGIZADA 30

5. RESULTADOS 32

4.3. CONSIDERAÇÕES GERAIS

5.1.

PROCEDIMENTOS BÁSICOS PARA A EXECUÇÃO DA TAREFA 32

5.2.

TAREFAS COM REDE COMPACTA ENERGIZADA 37

5.2.1. TAREFA BÁSICA 1: PLANEJAMENTO DA ATIVIDADE

39

5.2.2. TAREFA BÁSICA 2: INSTALAÇÃO E RETIRADA DA SINALIZAÇÃO E

ISOLAMENTO DA ÁREA 41

5.2.3. TAREFA BÁSICA 3: POSICIONAMENTO PARA O TRABALHO

42

5.2.4. TAREFA BÁSICA 4: INSTALAR/RETIRAR COBERTURAS DE

ISOLAMENTO DA BT

43

5.2.5. RETENSIONAMENTO DO CABO MENSAGEIRO

44

5.2.6. SUBSTITUIÇÃO DE ESPAÇADOR LOSANGULAR 47

5.2.7. SUBSTITUIÇÃO DE ISOLADOR DE PINO 50

5.2.8. SUBSTITUIÇÃO DE ISOLADOR DE ANCORAGEM E/OU GRAMPO DE

 

ANCORAGEM

53

5.2.9.

SUBSTITUIÇÃO DE POSTE COM ESTRUTURA CE 1-A (MESMO

LOCAL) 56

5.2.10. SUBSTITUIÇÃO DE POSTE COM ESTRUTURA CE1-CE3

61

5.2.11. PODAS DE GALHOS DE ARVORES INTERFERINDO COM A RDC 69

5.2.12. CONEXÃO JAMPE

72

5.2.13. MANUTENÇÃO EM CRUZAMENTO AÉREO 75

5.2.14. SUBSTITUIÇÃO DE TRANSFORMADOR CONVENCIONAL 77

5.2.15. MUDANÇA DE ESTRUTURA COM BRAÇO LPARA ESTRUTURA

 

COM BRAÇO "C

81

5.2.16. SUBSTITUIÇÃO/MANUTENÇÃO DE CHAVE FACA 85

5.2.17. SUBSTITUIÇÃO DE PÁRA-RAIOS

90

6. ANÁLISE DOS RESULTADOS 93

7. SUGESTÕES E RECOMENDAÇÕES 94

7.1.

MANEIRAS DE REDUÇÃO DE ACIDENTES 94

7.2.

ÁREAS DE MELHORIAS DA REDE ELÉTRICA DE DISTRIBUIÇÃO

95

8. CONCLUSÕES 96

LISTA DE FIGURAS

 

Pág.

Figura 3.1 Proteção para pessoas

14

Figura 3.2 Caminho da corrente nos braços

14

Figura 3.3 Caminho da corrente no corpo

15

Figura 3.4 Caminho da corrente nas pernas 15

Figura 3.5 Cabo de alumínio protegido

18

Figura 3.6 Espaçador losangular

18

Figura 3.7 Braço tipo L

19

Figura 3.8 Braço tipo C

19

Figura 3.9 Cabo mensageiro

20

Figura 3.10 Braço antibalanço

20

Figura 3.11 - Estribo para braço tipo L

21

Figura 3.12 - Anel de amarração

21

Figura 3.13 Capa protetora

22

Figura 3.14 Estrutura tipo CE1A

22

Figura 3.15 Estrutura tipo CE3

23

Figura 3.16 - Estrutura tipo CETR

23

Figura 3.17 Estrutura tipo CE3 - CS 24 Figura 3.18 Estrutura tipo CE1 CE3S A 24

Figura 3.19 Cobertura protetora para carcaça de chave faca

Figura 3.20 Cobertura protetora para chave faca 25

25

Figura 3.21 Cobertura protetora para condutor de RDC

25

Figura 3.22 Cobertura protetora para espaçador losangular de RDC

26

Figura 3.23 Cobertura protetora para isolador de Pino

26

Figura 3.24 Cobertura protetora para suporte horizontal de RDC 26 Figura 3.25 Coberturas protetoras Circulares de 150 mm de Diâmetro 27 Figura 3.26 Coberturas protetoras para postes até 300 mm de Diâmetro 27 Figura 4.1 Acidentados Empreiteira Linha Viva: Tipo Acidente 31 Figura 4.1 Acidentados Empreiteira Linha Viva: Evolução Histórica 31

LISTA DE TABELAS

 

Pág.

Tabela 5.1: Tabela de verificação anterior - rede energizada

33

Tabela 5.2: Tabela de verificação posterior - rede energizada

35

RESUMO

Este trabalho visa apresentar as formas de se executar a manutenção da rede compacta energizada cobrindo todos os aspectos de segurança previstos na NR 10. Foi feito um levantamento das práticas desenvolvidas no setor no tocante a manutenção da rede compacta energizada e, com base nestes dados, uma análise dos ricos e controle dos riscos em cada passo, permitindo-se estabelecer procedimentos de segurança para a manutenção da rede compacta energizada conforme consta na NR 10. Será demonstrado também que, para o trabalho com a rede compacta energizada, se exige o mesmo grau de segurança para os trabalhos desenvolvidos com a rede convencional energizada. Portanto, tendo os procedimentos sido estabelecidos, será feita uma abordagem sistemática dos meios de redução de acidentes, algumas colocações com relação a EPI(S) e EPC(S) usados nas tarefas e a possibilidade deste trabalho ser aplicado em futuras reciclagens para os eletricistas que trabalham na linha energizada.

1

1.

INTRODUÇÃO

Segundo a CELPE (2002) a rede de distribuição compacta é uma nova modalidade de rede aérea, composta basicamente de três condutores protegidos por material polimérico e fixado ao longo da rede nos vértices de um espaçador losangular, em leitos apropriados, sendo o conjunto sustentado por uma cordoalha de fio de aço (mensageiro), devidamente tracionado e sustentado em suporte específico no poste.

Ela foi criada com o propósito de superar as limitações técnicas da rede nua ou convencional, e conseqüentemente desfrutar mais eficientemente o condutor. Para isso foram desenvolvidos materiais termofixos, como o polietileno reticulado (XLPE), que é o material de que se compõe a proteção do cabo. Materiais termofixos são obtidos por um processo químico de reticulação de suas moléculas, mediante a utilização de agentes que promovem ligações Carbono-Carbono entre moléculas adjacentes, que impedem o deslocamento intermolecular característico dos termoplásticos. Como conseqüência, a classe térmica destes materiais é aumentada para 90°C em regime contínuo, além do desempenho totalmente diferenciado em temperaturas mais elevadas, possíveis de ocorrer em serviço (sobrecargas e curto-circuito).

Assim, levando em consideração esta nova tecnologia que está sendo implantada no mercado, este estudo tem por finalidade demonstrar as formas de se trabalhar em serviços de manutenção em redes de distribuição compactas energizadas, cobrindo todos os aspectos de segurança previstos na NR-10 Instalações e Serviços em Eletricidade, aprovada pela Portaria n.º 3214/78 do MTE, visando garantir a integridade dos envolvidos com o trabalho de manutenção e melhoramento da rede, o que irá implicar também na segurança de terceiros.

Serão apresentadas as principais atividades, seus respectivos equipamentos de proteção e, sobre estas, será abordada a melhor forma de como realizar manutenção e a configuração mais eficiente no tocante à segurança do eletricista, chamando atenção especial aos riscos e controle dos ricos envolvidos na tarefa, e para a necessidade de uma

2

pessoa responsável pelo serviço que fará valer os procedimentos de segurança integrados com a manutenção.

Isto se torna importante pelo fato das Redes de Distribuição Compactas estarem caminhando para se tornarem as mais utilizadas pelas concessionárias. Como por exemplo, na área de concessão da CELPE, cerca de 3% da rede de distribuição é compacta, tendo uma previsão de, em cerca de 10 anos, atingir mais da metade da rede de distribuição pernambucana.

Apesar dos custos de implantação e aquisição serem bem maiores comparados com a Rede de Distribuição Convencional, a Rede de Distribuição Compacta, a longo prazo, gera uma economia considerável no tocante a manutenção. Pelo fato do cabo de distribuição ser totalmente coberto por material composto de XLPE, ele se torna protegido, ou seja, não acarreta danos ou desligamento do circuito de distribuição para eventuais toques. Dentre estes podemos citar toques de galhos de árvores ou de qualquer outro objeto estranho à rede. Entretanto, vale a pena salientar que o cabo coberto com XLPE é protegido para eventuais toques e não é totalmente isolado.

Desta forma, existirão ocasiões em que a manutenção terá de ser feita em conseqüência do desgaste natural da rede ou qualquer sinistro que porventura venha a acontecer.

Assim sendo, levando em consideração a filosofia da Rede Compacta, que é fornecer energia de maneira contínua, torna-se necessária a manutenção com a rede energizada na maioria dos casos de falhas, salvo ocasiões em que o circuito vai ao chão, sendo, portanto, necessário o desligamento do sistema para não causar acidentes a terceiros.

Desta forma, a inclusão de passos de segurança aparecendo em forma de identificação e controle dos riscos, se torna importante não só para garantir a integridade física dos trabalhadores, mas também para cumprir com os requisitos estabelecidos na NR 10. Segundo o item 10.2.1 da referida NR, em todas as intervenções em instalações

3

elétricas devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais, mediante técnicas de analise de risco, de forma a garantir a segurança e saúde no trabalho. Fica sendo, portanto, imprescindível, a identificação e controle dos riscos envolvidos em cada passo da manutenção com a rede energizada.

Conforme consta no item 10.8.8.1 da NR 10, para aqueles que trabalham em redes de distribuição deverá haver um treinamento bienal no intuito de proporcionar ao trabalhador novos conhecimentos e corrigir algumas falhas que porventura venham a aparecer ao longo dos anos de experiência. Desta forma, este trabalho poderá ser utilizado para que se possa repassar para o eletricista esta nova tecnologia de trabalho, com a rede compacta energizada, que servirá também como uma reciclagem bienal.

1.1.OBJETIVOS

Diante dos argumentos citados na introdução, destacam-se os seguintes objetivos:

Elaboração de procedimentos de segurança integrados com a manutenção da rede compacta energizada, minimizando os riscos de contato.

Análise de procedimentos inadequados dos eletricistas de redes energizadas das concessionárias de energia elétrica com base na análise de risco;

Melhorar

os procedimentos visando

eletricista de rede compacta energizada;

uma maior

mobilidade e segurança do

Mostrar a importância da padronização dos serviços de manutenção de redes compactas energizadas.

4

2. FUNDAMENTAÇÃO LEGAL

Segundo a Iberdrola Emprendimentos do Brasil (2004), constatou-se, com base na análise econômica da implantação e manutenção da rede de distribuição compacta, que sua implementação se viabiliza a longo prazo.

As redes compactas se justificam plenamente apesar dos custos iniciais mais elevados (em torno de 83,53% superior a rede convencional), porém, quando comparada à redução no custo de manutenção, temos, para áreas densamente arborizadas, uma relação beneficio/custo de 358%; para áreas arborizadas uma relação beneficio/custo de 129%; para áreas pouco arborizadas a relação beneficio/custo chega a 14,5%.

Face as novas exigências dos órgãos reguladores quanto à qualidade da energia fornecida aos consumidores, as novas exigências do mercado consumidor, dos freqüentes reclamos da sociedade quanto à preservação do meio ambiente, as redes aéreas protegidas se apresentam como uma boa alternativa para solução destas exigências, aliando-se ao fato de proporcionar uma maior rentabilidade em longo prazo e apresentar vários benefícios, como:

Minimização

árvores;

das

manutenções,

principalmente

da

necessidade

das

podas

de

Melhoria da segurança do sistema para os eletricistas e terceiros;

Nos casos de impossibilidade de poda de árvores de maneira efetiva, a rede compacta protegida proporciona uma redução drástica na taxa de falhas da rede, com conseqüente redução dos índices de qualidade do sistema;

Melhoria da imagem das distribuidoras, refletindo no relacionamento com os órgãos de proteção ambiental, e com os clientes de uma maneira em geral.

5

Entretanto, como justificar o fato do trabalho de manutenção da rede compacta ser preferencialmente executado em linha energizada? Segundo Cadick et al., (1994) os trabalhos de manutenção com a rede elétrica de distribuição devem ser feitos com a rede devidamente desenergizada, aterrada, sinalizada e liberada para o serviço, salvo os casos em que a desernegização resultará num problema maior como, por exemplo, o desligamento de hospitais, aeroportos, indústrias ou qualquer outra entidade que não possa interromper seu trabalho por falta de energia.

Desta forma, levando-se em consideração que a Rede de Distribuição Compacta fora projetada para fornecer energia com o mínimo de interrupções e pelo fato de sua manutenção ser simples, opta-se por se fazer a manutenção com a rede energizada.

Entretanto, devem ser tomadas providências para que este trabalho não exponha o trabalhador a sofrer algum acidente de trabalho. Assim sendo, a NR 10 assegura alguns cuidados a serem tomados em trabalhos com a rede energizada.

O item 10.1.2 da NR 10 assegura a aplicação desta norma no trabalho de rede energizada compacta. Segundo o referido item, esta norma se aplica a todas as fases de distribuição e consumo, incluindo as etapas de construção, montagem, manutenção das instalações elétricas, e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades, observando-se as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e, na ausência ou omissão destas, as normas internacionais cabíveis.

Segundo consta na introdução, o item 10.2.1 mostra que em todas as intervenções em instalações elétricas devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais, mediante técnicas de análise de risco, de forma a garantir a segurança e saúde no trabalho. Em seguida, o item 10.2.2 assegura que as medidas de controle adotadas devem integrar-se às demais iniciativas da empresa, no âmbito da preservação da saúde, segurança e do meio ambiente do trabalho.

6

Portanto, torna-se essencial a integração dos riscos e controles dos riscos no processo de manutenção da rede compacta energizada, ou seja, a integração dos passos de segurança na manutenção, minimizando-se, portanto, os riscos de acidentes.

7

3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

3.1.GERAÇÃO DA ENERGIA ELÉTRICA

Segundo a CELPE (1976), a energia elétrica pode ser gerada pela reação química entre dois metais diferentes, imersos num líquido condutor, produzindo uma diferença de potencial ou tensão elétrica (pilha e acumulador); por indução, fazendo com que um campo magnético possa variar dentro de uma espira, quer seja por movimento mecânico ou variação magnética do campo, gerando uma diferença de potencial entre os terminais da espira (máquinas elétricas); por aquecimento (pirômetro), pela luz (células fotoelétricas), por atrito (eletricidade estática) e por cristais piezelétricos como o quartzo, que desenvolve cargas elétricas quando ficam sob ação de solicitações mecânicas.

A matriz energética de um país é quem determina a base de sua eletrificação. No caso específico do Brasil, o principal recurso energético ainda é o recurso hídrico. Nas centrais hidroelétricas, a energia primária (potencial hidráulico) é transformada em energia elétrica, através de geradores de corrente contínua, denominados de alternadores. A energia elétrica é gerada em tensões da ordem de 10 a 20 kV, conforme sejam as características de projeto da usina geradora.

3.2.CAMINHOS DA ENERGIA ELÉTRICA

Considerando que as usinas hidrelétricas normalmente são construídas a consideráveis distâncias dos centros urbanos, o transporte da energia até estes centros, nos níveis de tensão elétrica da geração, ou seja, na faixa de 14 kV, é consideravelmente antieconômico, uma vez que excessivas perdas iriam ocorrer na forma de quedas de tensão e calor nos condutores das redes elétricas, em função das elevadas correntes associadas ao processo de geração para estes níveis de tensão. Além do mais, os custos de construção das redes para o transporte de tais correntes seriam exorbitantes e tecnicamente impraticáveis com a tecnologia ora existente.

8

O transporte da energia nos níveis de tensão de geração só é interessante para centros urbanos bastante próximos das centrais elétricas. Para aqueles mais distantes, da ordem de centenas de quilômetros, é necessário que o transporte seja realizado em tensões mais elevadas, isto é, tensões da ordem de 200 a 1000 kV. Isto se deve ao fato de que quando temos uma fonte de potência constante, no caso os turbo-geradores do complexo Paulo Afonso, a tensão e a corrente são inversamente proporcionais. Ou seja, quando se aumenta um diminui o outro. Desta forma, são padronizados os seguintes níveis de tensão para dimensionar a corrente a níveis suportáveis para as linhas de transmissão e distribuição:

230 e 500 kV, transporte de energia em tensões de transmissão;

69 e 138 kV, transporte de energia em tensões de sub-transmissão;

220/380 V e 13,8 kV, transporte de energia em tensões de distribuição.

Por outro lado, a fabricação de geradores capazes de produzir energia em tensões mais elevadas do que as comumente utilizadas, é difícil e inconveniente; conseqüentemente, a solução empregada para o transporte de energia em tensões elevadas é a utilização das subestações, as quais serão aqui classificadas em quatro categorias, a fim de facilitar a compreensão do leitor:

Subestações Elevadoras são aquelas que ligam os geradores das centrais elétricas as linhas elétricas responsáveis pelo transporte da energia aos centros urbanos e industriais, através de transformadores elevadores de tensão instalados nas mesmas. Sua função é elevar a tensão produzida pelos geradores a valores convenientes ao transporte da energia elétrica, empregando para tal os transformadores elevadores de tensão.

Subestações Transformadoras Regionais são aquelas construídas nos arredores das grandes cidades, ou no território de grandes empresas, e que ligam as linhas elétricas de transmissão às de sub-transmissão, através de transformadores redutores de tensão. Sua função é reduzir a tensão elétrica nas proximidades das grandes cidades, uma vez que seu valor é extremamente elevado para o propósito de abastecimento de energia elétrica aos consumidores.

9

Subestações Transformadoras de Distribuição são aquelas construídas nas grandes cidades, ou no território de grandes empresas, e que ligam as linhas elétricas de sub- transmissão às redes elétricas de distribuição, através de transformadores redutores de tensão. Sua função é reduzir a tensão elétrica nas cidades a valores convenientes ao propósito de abastecimento de energia elétrica aos consumidores. Nestas subestações, a tensão elétrica de entrada situa-se na faixa de 30 a 140 kV, enquanto que a de saída normalmente é 13,8 kV.

Subestações Transformadoras de Consumo - são aquelas encontradas nas proximidades dos consumidores e que ligam as redes elétricas de distribuição em alta tensão às redes elétricas de distribuição em baixa tensão. Sua função é reduzir a tensão elétrica nas proximidades dos consumidores a valores convenientes ao consumo da energia elétrica.

3.3.CIRCUITO ELÉTRICO

Segundo a CELPE (1976), um circuito elétrico é o conjunto formado por: um gerador, condutores, consumidores, chaves e dispositivos de proteção.

Para que o circuito tenha um bom rendimento é necessário utilizar um bom condutor. Para isso, o material utilizado na fabricação do condutor deve oferecer uma pequena resistência à passagem da corrente elétrica e para que ele seja seguro é necessário que o circuito tenha um bom isolamento, ou seja, ofereça uma elevada resistência à fuga de corrente elétrica.

3.4.SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO

De acordo com CELPE (1998), são os conjuntos de postes, equipamentos e condutores que as concessionárias de energia utilizam para a distribuição de energia elétrica até seus consumidores.

10

3.5.REDES DE DISTRIBUIÇÃO DE AT (ALTA TENSÃO) CONVENCIONAIS

Segundo CELPE (1998), é a parte do sistema de distribuição que transporta a energia elétrica até os transformadores das ruas, conhecidos como transformadores de distribuição, que servem para transformar a tensão primária em secundária (13,8KV/380V). Esse transporte é feito através de cabos nus de alumínio ou cobre.

3.6.REDES DE DISTRIBUIÇÃO DE BT (BAIXA TENSÃO) CONVENCIONAIS.

Segundo CELPE (1998), é a parte do sistema de distribuição que é alimentado pelo sistema secundário dos transformadores de distribuição em tensões de 380 e 220 V. Em sua maioria, compostas por cinco condutores nus, não isolados, onde um deles é o neutro aterrado, um é o piloto da iluminação e os outros três as fases A, B e C.

3.7.GRANDEZAS ELÉTRICAS

Segundo CELPE (1976), três grandezas são importantes para que se possa ter uma boa compreensão de como funciona o sistema elétrico de potência. São elas:

3.7.1.DIFERENÇA DE POTENCIAL ELÉTRICO(D.D.P.)

É a diferença de concentração de elétrons entre dois pontos. Sua unidade utilizada é

o Volt e um Volt é a tensão necessária para que circule um Ampère de corrente por um resistor de um Ohm.

A NBR-5410 da ABNT, estabelece qualquer tensão menor que 1000V como baixa tensão (BT), e acima desta é alta tensão (AT).

3.7.2.CORRENTE ELÉTRICA (A)

É o deslocamento ordenado de elétrons por um circuito e sua unidade é o Ampère. E

um ampère corresponde a 6,25 x 10 18 elétrons passando por uma seção do condutor por

segundo.

11

3.7.3.RESISTÊNCIA ELÉTRICA (R)

É a força de resistência oferecida pelo condutor à passagem da corrente elétrica e

sua unidade é o Ohm ( ).

3.8.MANUTENÇÃO

Segundo CELPE (2002), podemos dividir a manutenção em 3 categorias.

3.8.1.MANUTENÇÃO ELÉTRICA

São serviços de reparos em circuitos elétricos e seus componentes visando preservar suas condições normais de desempenho, ou seja, é toda atividade que se realiza através de processos diretos ou indiretos nos equipamentos, obras ou instalações, com finalidade de assegurar que as redes mantenham sua segurança e eficiência para as funções que foram fabricadas ou construídas, levando em consideração as condições operativas e financeiras.

3.8.2.MANUTENÇÃO CORRETIVA

É todo serviço com finalidade de consertar as causas e ou defeitos não programados

que acarretam na indisponibilidade do sistema, na maioria das vezes feita em caráter de emergência visando restabelecer o sistema.

3.8.3.MANUTENÇÃO PREVENTIVA

programado

desligamentos indesejáveis e mantendo a qualidade do sistema.

É

todo

serviço

de controle e conservação

do

sistema, evitando

12

3.9.RISCOS ELÉTRICOS

Segundo Souza (2000), entendem-se por riscos elétricos todos os fenômenos advindos da eletricidade que podem causar danos reversíveis ou irreversíveis ao ser humano. Dentre outros, podemos citar o choque elétrico, que é o grande responsável pela maioria dos acidentes elétricos.

3.9.1.CHOQUE ELÉTRICO E OS EFEITOS DA CORRENTE ELÉTRICA NOS SERES VIVOS.

Nas atividades em que a eletricidade é envolvida, o risco decorre da incapacidade dos nossos sentidos de perceberem qualquer manifestação do fenômeno até o momento do contato ou da aproximação crítica. É quando ocorrem os acidentes e, dentre eles, podemos citar o choque elétrico.

O choque elétrico é a perturbação que se manifesta no organismo humano ou animal quando submetido à passagem da corrente elétrica, provocando perturbações nervosas, queimaduras, perdas de membros e a morte.

O efeito da corrente elétrica pode ser uma sensação desagradável ou uma sensação dolorosa. Várias coisas podem influenciar na gravidade do choque elétrico. São elas:

Intensidade da corrente;

Tempo de duração;

Percurso pelo corpo;

Área de contato;

Pressão de contato;

Frequência da corrente;

Tensão elétrica;

Espraiamento pelo corpo;

Condições da pele;

13

Constituição física;

Estado de saúde.

A corrente elétrica pode provocar lesões no organismo humano de diversas maneiras:

seu efeito pode provocar a inibição do sistema nervoso central ou alterações do ritmo cardíaco, podendo atordoar a vítima por algum tempo, produzir perda reversível da

consciência, ou mesmo causar a morte, através da fibrilação ventricular ou apnéia (parada respiratória quando o fenômeno da inibição atinge a região bulbar, isto é, entre

o

cérebro e medula espinhal);

o

calor pode provocar queimaduras de vários graus com probabilidade de coagular os

tecidos com conseqüente necrose. A corrente elétrica através de arco pode incendiar as roupas do indivíduo, bem como chamuscar ou metalizar a pele;

os efeitos térmicos e eletrolíticos da corrente podem provocar alterações na composição química do sangue, e sua passagem através da musculatura do corpo pode causar contrações capazes de provocar fraturas ósseas;

perda súbita da visão, sendo necessárias muitas horas para recuperação;

a

corrente elétrica ao se difundir através do organismo humano, o faz do ponto de

entrada para o ponto de saída, normalmente pés e mãos. Estes dois pontos podem apresentar queimaduras localizadas porque a resistência elétrica oferecida pela pele converte energia elétrica em calor;

o

interior do corpo humano possui baixa resistência, tornando-se portanto um excelente

condutor. Por outro lado, a pele possui uma resistência bem mais elevada à passagem da corrente. Uma pele seca, endurecida e calosa possui uma resistência de milhares de ohms, ao passo que, fina e umedecida pela transpiração, sua resistência cai sensivelmente para valores compreendidos entre 1.000 e 2.000 Ohms. Podemos notar que a transpiração reduz de forma acentuada a resistência da pele, tanto pelo seu umedecimento quanto pela criação de uma via adicional de condução da corrente para o interior do organismo, através das glândulas sudoríparas;

percurso da corrente elétrica na maioria dos choques acidentais vai de mão para mão, mão para pé ou de pé para pé. Porém, dentre os efeitos da corrente elétrica, o mais perigoso é sua capacidade de originar a fibrilação ventricular.

o

14

Figura 3.1 Proteção para pessoas Fonte: Estudo científico IEC 479 Reportapud Schneider Eletric (1999).

IEC 479 “ Report ” apud Schneider Eletric (1999). • Zona 1 - nenhuma rea çã

Zona 1 - nenhuma reação

Zona 2 - nenhum efeito patofisiológico perigoso

Zona 3 - contrações musculares, dificuldades respiratórias e perturbações cardíacas reversíveis

Zona 4 - parada respiratória e fibrilação ventricular

Apresentaremos a seguir alguns exemplos típicos de posições de contato e os trajetos mais

prováveis da corrente elétrica para cada caso:

Nesta posição de contato, a corrente entra por uma das mãos, percorre o tórax atingindo

a região dos centros nervosos que controlam a respiração, os músculos do tórax e o

coração e sai pela outra mão. Este é um percurso perigoso.

FIGURA 3.2 Percurso da corrente pelos braços Fonte: Souza, 2000

– Percurso da corrente pelos bra ç os Fonte: Souza, 2000 • Neste exemplo, o contato

Neste exemplo, o contato se dá através dos pés sobre a terra e por uma das mãos com

um condutor no qual existe uma diferença de potencial em relação a terra.

15

FIGURA 3.3 Percurso da corrente pelo corpo Fonte: Souza, 2000

3.3 – Percurso da corrente pelo corpo Fonte: Souza, 2000 • Este é um caso em

Este é um caso em que o trajeto da corrente se dá de pé a pé, através das pernas,

coxas e abdômen. Para esta condição os efeitos da corrente são diferentes dos

anteriores, uma vez que o coração e centros nervosos não são atingidos, mas, é

também um percurso perigoso.

FIGURA 3.4 Percurso da corrente pelas pernas Fonte: Souza, 2000

atingidos, mas, é tamb é m um percurso perigoso. FIGURA 3.4 – Percurso da corrente pelas

16

3.9.2.CURTO-CIRCUITO

Um curto-circuito acontece quando temos um caminho praticamente sem resistência sendo percorrido por uma corrente de alta magnitude. Poderá incorrer em incêndios, devido a alta temperatura gerada pela passagem da energia elétrica e danos fisiológicos como queimaduras do 1°, 2° e 3° graus.

3.10.ATERRAMENTO ELÉTRICO

Segundo PROCOBRE [2003], é a união de todas as partes metálicas (que não fazem parte do circuito de corrente das instalações que devem estar energizadas) com a terra, evitando que um defeito de isolação desenvolva uma tensão de contato elevada nas partes que têm capacidade condutora. Esta medida preventiva é originada por meio de um curto- circuitamento da tensão de contato, efetuando uma ligação condutora de baixo valor resistivo entre as partes metálicas e a terra.

Segundo as leis das resistências ligadas em paralelo, uma resistência elevada do corpo faz circular uma corrente pequena e, em pequenas resistências, como no aterramento, uma corrente acidental elevada circulará, que desligará a proteção. Portanto, para a eficiência de um aterramento, é decisivo um baixo valor de resistência.

3.10.1.ATERRAMENTO TEMPORÁRIO

É aquela atividade destinada à proteção do pessoal quando da intervenção em redes

elétricas, entendendo-se como intervenção os serviços de ampliação, reforma, construção e

manutenção. Sua função é escoar para a terra as correntes a ele impostas por energização acidental do circuito elétrico sob intervenção, garantindo assim a proteção do pessoal.

3.10.2.ATERRAMENTO DE SERVIÇO

É aquele que faz parte integrante dos circuitos elétricos, tais como:

17

aterramento do condutor neutro das redes de distribuição;

aterramento do ponto neutro dos transformadores trifásicos ligados em estrela;

aterramento que opera como retorno em alguns circuitos elétricos.

3.10.3.ATERRAMENTO DE PROTEÇÃO

É aquele que, em caso de energização acidental dos seus componentes, evita danos ao homem, como por exemplo: o aterramento das carcaças das máquinas e equipamentos, o aterramento dos cubículos de medição secundário dos transformadores para instrumentos e dos medidores de energia elétrica, o aterramento temporário das instalações elétricas para serviços de manutenção e construção, o aterramento das partes metálicas não energizadas das instalações elétricas, e o aterramento de partes metálicas passíveis de sofrerem energização, como caminhão equipado com SKY onde o eletricista estará posicionado para o serviço.

3.11.CAMINHÃO EQUIPADO COM SKY

Segundo RITZ DO BRASIL (2001), refere-se ao caminhão equipado com uma caçamba isolada (380V, 69kV) das partes condutoras do caminhão onde o eletricista se posiciona para o trabalho de manutenção.

3.12.DISTRIBUIDORAS

Segundo CELPE (1998) é a denominação dada às empresas concessionárias dos serviços de distribuição de energia elétrica.

3.13.REDE DE DISTRIBUIÇÃO COMPACTA RDC

Segundo CELPE (2002) é a modalidade de rede aérea composta basicamente de três condutores protegidos por material polimérico (XLPE), fixados ao longo da rede nos vértices de um espaçador losangular em leitos apropriados, sendo o conjunto sustentado por

18

uma cordoalha de fio de aço (mensageiro), devidamente tracionado e sustentado em suporte específico no poste.

3.13.1.CABO ALUMÍNIO COBERTO SPACER

É a denominação adotada para identificar o condutor de alumínio, coberto com

composto polietileno termo fixo (XLPE), que, porém, não tem características de cabo isolado, ou seja, não apresenta confinamento do campo elétrico no dielétrico da isolação.

Figura 3.5 Cabo de alumínio protegido Fonte: Elaborada pelo autor

Cabo de alum í nio protegido Fonte: Elaborada pelo autor 3.13.2.ESPA Ç ADOR LOSANGULAR É o

3.13.2.ESPAÇADOR LOSANGULAR

É o acessório de material polimérico, de formato losangular, suportado pelo cabo

mensageiro, cuja função é de sustentar e separar os cabos cobertos da rede de distribuição

compacta ao longo do vão, mantendo o isolamento elétrico da rede.

Figura 3.6 Espaçador losangular Fonte: Elaborada pelo autor

do v ã o, mantendo o isolamento el é trico da rede. Figura 3.6 – Espa

19

3.13.3.BRAÇO TIPO L

É a ferragem em formato L, que é presa ao poste, com a função de sustentação do cabo mensageiro da rede compacta, em condições de tangência ou com ângulo de deflexão. Figura 3.7 Braço tipo L Fonte: Elaborada pelo autor

Figura 3.7 – Bra ç o tipo L Fonte: Elaborada pelo autor 3.13.4.BRA Ç O TIPO

3.13.4.BRAÇO TIPO C

Ferragem, em formato C, presa ao poste, com a finalidade de sustentação das fases em condições de ângulo e final de linha, derivações e conexão de equipamentos à rede.

Figura 3.8 Braço tipo C Fonte: Elaborada pelo autor

linha, deriva çõ es e conex ã o de equipamentos à rede. Figura 3.8 – Bra

20

3.13.5.CABO MENSAGEIRO

Cabo utilizado para sustentação dos espaçadores e separadores, e para proteção elétrica e mecânica na rede compacta.

Figura 3.9 Cabo nensageiro Fonte: Elaborada pelo autor

Figura 3.9 – Cabo nensageiro Fonte: Elaborada pelo autor 3.13.6.BRA Ç O ANTI- BALAN Ç O

3.13.6.BRAÇO ANTI- BALANÇO

Acessório de material polimérico cuja função é a redução da vibração mecânica das redes compactas.

Figura 3.10 Braço antibalanço Fonte: Elaborada pelo autor

o da vibra çã o mec â nica das redes compactas. Figura 3.10 – Bra ç

21

3.13.7.ESTRIBO PARA BRAÇO TIPO L

Ferragem complementar ao braço tipo L, cuja função é a sustentação de espaçador junto ao braço. Figura 3.11 Estribo para braço tipo L Fonte: Elaborada pelo autor

Estribo para bra ç o tipo L Fonte: Elaborada pelo autor 3.13.8.ANEL DE AMARRA ÇÃ O

3.13.8.ANEL DE AMARRAÇÃO

Anel de material elastomérico, com a função de fixação dos cabos cobertos e do mensageiro ao espaçador e/ou isolador polimérico da rede compacta. Figura 3.12 Anel de amarração Fonte: Elaborada pelo autor

ç ador e/ou isolador polim é rico da rede compacta. Figura 3.12 – Anel de amarra

22

3.13.9.CAPA PROTETORA

Acessório de material polimérico, instalado sobre as conexões dos cabos cobertos, cuja função é manter o isolamento elétrico da rede e evitar umidade no interior da isolação do cabo. Figura 3.13 Capa protetora Fonte: Elaborada pelo autor

Figura 3.13 – Capa protetora Fonte: Elaborada pelo autor 3.13.10.ESTRUTURAS Conjunto de pe ç as de

3.13.10.ESTRUTURAS

Conjunto de peças de concreto armado, metal e polimérico que se destinam a fixar e sustentar os condutores de uma rede aérea de distribuição.

As estruturas padronizadas para utilização na rede primária aérea de distribuição em cabos cobertos de alumínio, estão relacionadas a seguir:

Figura 3.14 - CE1-A

Fonte: Elaborada pelo autor

Utilizada em tangente e para instalação de braço anti-balanço.

Figura 3.14 - CE1-A Fonte: Elaborada pelo autor Utilizada em tangente e para instala çã o

23

Figura 3.15 - CE3 Utilizada em fim de rede. Fonte: Elaborada pelo autor

- CE3 Utilizada em fim de rede. Fonte: Elaborada pelo autor Figura 3.16 - CE-TR Utilizada

Figura 3.16 - CE-TR Utilizada para instalação de transformador trifásico Fonte: Elaborada pelo autor

pelo autor Figura 3.16 - CE-TR Utilizada para instala çã o de transformador trif á sico

24

Figura 3.17 - CE3-CS Utilizada em chave seccionadora tripolar a seco Fonte: Elaborada pelo autor

seccionadora tripolar a seco Fonte: Elaborada pelo autor Figura 3.18 - CE1-CE3C-A Utilizada em deriva çã

Figura 3.18 - CE1-CE3C-A Utilizada em derivação do lado oposto a rede, em tangência, com chave fusível Fonte: Elaborada pelo autor

Utilizada em deriva çã o do lado oposto a rede, em tang ê ncia, com chave

25

3.14.ACESSÓRIOS, EPI(S) E EPC(S) PARA LINHA VIVA

De acordo com RITZ DO BRASIL (1998), a norma regulamentadora NR 10,

específica, para instalações e serviços em eletricidade, as condições mínimas exigidas para

garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas. Desta forma,

descreveremos a seguir alguns equipamentos utilizados na manutenção das redes de

distribuição compactas, que irão auxiliar na proteção dos empregados envolvidos.

Figura 3.19- Cobertura protetora para carcaça de chave faca Fonte: ferramentas para linha viva, Ritz do Brasil s.a., ref: flv-057p-01

para linha viva, Ritz do Brasil s.a., ref: flv-057p-01 Figura 3.20 Cobertura protetora para chave faca

Figura 3.20 Cobertura protetora para chave faca Fonte: ferramentas para linha viva, Ritz do Brasil s.a., ref: flv-057p-01

para linha viva, Ritz do Brasil s.a., ref: flv-057p-01 Figura 3.21 Cobertura protetora para condutor de

Figura 3.21 Cobertura protetora para condutor de rede de distribuição compacta Fonte: ferramentas para linha viva, Ritz do Brasil s.a., ref: flv-057p-01

condutor de rede de distribui çã o compacta Fonte: ferramentas para linha viva, Ritz do Brasil

26

Figura 3.22Cobertura protetora para espaçador losangular de rede de distribuição compacta Fonte: ferramentas para linha viva, Ritz do Brasil s.a., ref: flv-057p-01

para linha viva, Ritz do Brasil s.a., ref: flv-057p-01 Figura 3.23 – Cobertura protetora para isolador

Figura 3.23Cobertura protetora para isolador de pino Fonte: ferramentas para linha viva, Ritz do Brasil s.a., ref: flv-057p-01

para linha viva, Ritz do Brasil s.a., ref: flv-057p-01 Figura 3.24 – Cobertura protetora para suporte

Figura 3.24Cobertura protetora para suporte horizontal de rede de distribuição compacta Fonte: ferramentas para linha viva, Ritz do Brasil s.a., ref: flv-057p-01

horizontal de rede de distribui çã o compacta Fonte: ferramentas para linha viva, Ritz do Brasil

27

Figura 3.25Coberturas Protetoras Circulares de 150 mm de Diâmetro Fonte: ferramentas para linha viva, Ritz do Brasil s.a., ref: flv-057p-01

para linha viva, Ritz do Brasil s.a., ref: flv-057p-01 Figura 3.26 – Coberturas Protetoras para postes

Figura 3.26Coberturas Protetoras para postes até 300 mm de Diâmetro Fonte: ferramentas para linha viva, Ritz do Brasil s.a., ref: flv-057p-01

para postes at é 300 mm de Di â metro Fonte: ferramentas para linha viva, Ritz

28

4.

METODOLOGIA

4.1.ÁREA DE ABRANGÊNCIA

O presente trabalho contempla atividades de manutenção em Redes de Distribuição Aéreas Compactas Protegidas - Classe 15kV, trifásicas, energizadas em todas as regionais da CELPE, a saber: Petrolina, Serra Talhada, Garanhuns, Caruaru, Carpina, Cabo e Região Metropolitana.

4.2.MÉTODO DE PESQUISA

Foi feito um levantamento das práticas do setor quanto aos procedimentos de manutenção em rede compacta energizada, no intuito de integrar, utilizando a análise de riscos, todos os fatores envolvidos na segurança para que se tenha um procedimento único abordando tanto a manutenção como o controle dos riscos elétricos.

Utilizaram-se também os dados resultantes do questionário sobre a utilização de rede compacta, realizado pelo Comitê de distribuição CODI/ELETROBRAS (1996), o qual representa o estágio atual dos procedimentos de operação e manutenção naquelas concessionárias que já possuem esse padrão construtivo.

4.3.CONSIDERAÇÕES GERAIS

O condutor coberto (XLPE) da rede compacta é considerado como protegido para efeito de eventual toque de galhos de árvore, e deve ser considerado como nu para efeito de toque de eletricista, quando da execução de manutenção em rede energizada. O trabalho em rede compacta energizada fundamenta - se na utilização do método a contato com cesta aérea, tendo como premissa básica que, ao se trabalhar com um condutor, os demais condutores ou partes afetadas devem estar perfeitamente protegidos através de coberturas apropriadas para o nível de tensão da rede.

29

É recomendável o acompanhamento do responsável das turmas de manutenção em rede energizada, no local de trabalho, naquelas atividades que são executadas pela primeira vez, ou até que a mesma esteja apta a executá-la sem supervisão.

O desenvolvimento do trabalho contempla a utilização de estribo com grampo de linha viva, para conexão do jumper de ligação da rede compacta à bucha do transformador.

Não estão contempladas soluções para abertura/fechamento da corrente de magnetização do transformador autoprotegido, quando houver, bem como a manutenção em horários com umidade excessiva (mais de 90%) e outras situações impeditivas para o trabalho com rede energizada ao contato.

Para as atividades de poda de árvores em redes protegidas, as seguintes recomendações básicas devem ser obedecidas:

Galhos sobre a rede protegida devem ser podados por equipes de rede energizada;

O raio de poda, em volta da rede compacta, deve ser de no mínimo 0,50m;

Galhos laterais, próximos a rede compacta, podem ser podados por eletricistas apoiados em escadas manuais/veicular, etc., através de bastão podador isolado.

A manutenção de um túnel, ao redor da rede protegida, deve ter uma periodicidade que atenda a condição de não se ter galhos em contato permanente com a rede compacta.

A periodicidade para execução das podas deve ser estabelecida pela área responsável, em função do grau de crescimento dos galhos que são variáveis, decorrentes do clima de cada região e do tipo de árvores.

As equipes que fazem manutenção em rede compacta são as mesmas das redes convencionais equipadas de ferramentas adicionais, tais como:

30

Descascador de cabo;

Grampo de ancoragem polimérico;

Cobertura para espaçador losangular;

Cobertura para isolador de pino polimérico;

Cobertura para cabo coberto;

Cobertura para suporte horizontal;

Cobertura para suporte C;

Cobertura circular 100 x 300 mm;

Cobertura circular 100 x 600 mm;

Cobertura circular 100 x 900 mm;

Lençol para isolador polimérico com 1 entalhe, classe 2, com velcro;

Lençol para espaçador losangular com 1 entalhe, classe 2, com velcro;

Lençol para jumper, classe 2, com velcro.

4.4.DADOS ESTATÍSCOS SOBRE ACIDENTES NA MANUTENÇÃO DE REDE ENERGIZADA

Por se tratar de uma tecnologia nova, o mercado não possui dados estatísticos de acidentes na manutenção da Rede Compacta energizada.

Entretanto, o trabalho com a linha viva convencional energizada tem sido utilizado em grande escala há muito tempo, não só aqui no Brasil, mas em diversos outros países. Desta forma, por se requerer o mesmo cuidado que se deveria ter com a rede convencional, as estatísticas mostram a necessidade de se ter procedimentos pré estabelecidos para evitar o acidente. Seguem gráficos retirados de dados de acidentes da CELPE.

31

Figura 4.1 Acidentados empreiteiras linha viva: tipo de acidente Fonte: Coordenação de segurança do trabalho, CELPE, 2004

12

10

8

6

4

2

0

ACIDENTADOS EMPREITEIRAS LINHA VIVA TIPO DE ACIDENTE

LEVE0 ACIDENTADOS EMPREITEIRAS LINHA VIVA TIPO DE ACIDENTE GRAVE FATAL 8 2 2 2 2 1

GRAVE0 ACIDENTADOS EMPREITEIRAS LINHA VIVA TIPO DE ACIDENTE LEVE FATAL 8 2 2 2 2 1

FATALEMPREITEIRAS LINHA VIVA TIPO DE ACIDENTE LEVE GRAVE 8 2 2 2 2 1 1 0

8 2 2 2 2 1 1 0 0 0 0 0 2001 2002 2003
8
2
2
2
2
1
1
0
0
0
0
0
2001
2002
2003
2004

Figura 4.2 Acidentados empreiteiras linha viva evolução histórica Fonte: Coordenação de segurança do trabalho, CELPE, 2004

60

40

20

0

ACIDENTADOS EMPREITEIRAS EVOLUÇÃO HISTÓRICA

ACIDENTADOS20 0 ACIDENTADOS EMPREITEIRAS EVOLUÇÃO HISTÓRICA LINHA VIVA 53 58 42 32 11 4 2 2

LINHA VIVA20 0 ACIDENTADOS EMPREITEIRAS EVOLUÇÃO HISTÓRICA ACIDENTADOS 53 58 42 32 11 4 2 2 2001

53 58 42 32 11 4 2 2 2001 2002 2003 2004
53 58
42
32
11
4
2 2
2001
2002
2003
2004

32

5.

RESULTADOS

5.1.PROCEDIMENTOS BÁSICOS PARA A EXECUÇÃO DA TAREFA

De acordo com ELETROBRAS (1996), neste item são apresentados, em duas tabelas, os procedimentos básicos para preparação e finalização das tarefas de manutenção em Redes de Distribuição Aéreas Compactas Protegidas Energizadas-Classe 15kV, uma no início de cada atividade e a outra no final. Respectivamente, são elas:

33

TABELA 5.1

TABELA DE VERIFICAÇÃO ANTERIOR - REDE ENERGIZADA

Item

S

N

OBS.

Identificar o circuito alimentador;

     

Endereço e/ou número da estrutura do local de trabalho;

     

Tipo da(s) estrutura(s);

     

Existência de esforços mecânicos na estrutura que recomendem ações preventivas;

     

Condições de acesso do veículo e da cesta aérea;

     

Avaliar intensidade de tráfego de veículos e pedestres no local;

     

Viabilidade de execução com rede energizada;

     

Necessidade de podas preliminares para viabilizar acesso da cesta aérea, para a realização da tarefa;

     

Analisar, planejar os serviços, definir o trabalho de cada componente da equipe, observando as condições de risco;

     

Avaliar necessidades de equipamentos, ferramentas ou veículo adicional para a perfeita condução do serviço;

     

Inspecionar a estrutura de trabalho, estruturas e vãos adjacentes antes do início da tarefa;

     

Efetuar a limpeza da lança isolada e caçambas;

     

34

TABELA DE VERIFICAÇÃO ANTERIOR - REDE ENERGIZADA

Todos os componentes da equipe estão em condições psicológicas e físicas adequadas;

Solicitar/comunicar ao COD o bloqueio do religamento automático do religador a montante;

Posicionar veículo e baixar as sapatas de forma a garantir a estabilidade;

Aterrar o hidro-elevador;

Selecionar os equipamentos, ferramentas e materiais necessários para a realização da tarefa e depositá-los sobre a lona limpa e seca.

35

TABELA 5.2

TABELA DE VERIFICAÇÃO POSTERIOR - REDE ENERGIZADA

Item

S

N

OBS.

O serviço previsto foi realizado a contento;

     

Comunicar/liberar ao COD o religamento automático do religador a montante;

     

Desfazer o aterramento do hidro-elevador;

     

Recolher e acondicionar os equipamentos, ferramentas e materiais salvados em locais apropriados no veículo;

     

Fazer análise crítica final sobre a execução da tarefa;

     

Fazer análise crítica, se o posicionamento para trabalho do veículo/cesta aérea contribuiu favoravelmente;

     

Fazer análise crítica, se a sinalização para isolamento da área foi adequada.

     

37

Estando a tabela 5.1 preenchida e com as respostas respondidas positivamente, deverá ser iniciada a tarefa e após a conclusão do serviço ela prosseguirá, com a verificação da tabela 5.2.

5.2.TAREFAS COM REDE COMPACTA ENERGIZADA

Tendo em vista que toda a intervenção de manutenção na RDC deve ser feita prioritariamente sem a interrupção do serviço de distribuição de energia elétrica, são apresentadas a seguir 17 (dezessete) tarefas de manutenção de linha viva nas RDC, sendo quatro delas básicas, ou seja, estarão presentes em qualquer das atividades mais complexas. São elas:

Planejamento da atividade (tarefa básica 1);

Instalação e retirada da sinalização e isolamento da área (tarefa básica 2);

Posicionamento para o trabalho (tarefa básica 3);

Instalar/retirar coberturas de isolamento da BT (tarefa básica 4);

Retensionamento do cabo mensageiro;

Substituição de espaçador losangular;

Substituição de isolador de pino;

Substituição de isolador e/ou grampo de ancoragem;

Substituição de poste com estrutura CE 1-A (mesmo local);

Substituição de poste com estrutura CE1-CE3;

Podas de galhos de árvores;

Conexão (jampe);

Manutenção em cruzamento aéreo;

Substituição de transformador convencional;

Mudança de estrutura com braço Lpara estrutura com braço "C";

Substituição/Manutenção de chave faca;

Substituição de pára-raios.

Estas tarefas deverão ser realizadas seguindo rigorosamente os passos pré-estabelecidos

neste trabalho, no intuito de se minimizar os riscos envolvidos.

38

Segundo ELETROBRÁS (1996), foi feito um levantamento no setor elétrico no tocante ao passo a passo da manutenção das redes compactas energizadas. Desta forma, com base neste levantamento, serão expostos os riscos e a análise dos riscos de cada uma das tarefas mencionadas na página anterior.

39

5.2.1.TAREFA BÁSICA 1: PLANEJAMENTO DA ATIVIDADE

Esta tarefa deverá estar presente em qualquer atividade que se vai realizar.

PASSO

DESCRIÇÃO

RISCO

CONTROLE DO RISCO

1

DESENVOLVIMENTO

 

1.1

Programar previamente o serviço.

 

Determinar o tipo do serviço.

Falha na execução da tarefa

Verificar a necessidade de visita prévia para o local do serviço.

Determinar a equipe necessária.

1.2

Verificar e conferir materiais e equipamentos

Falha nos equipamentos

Inspecionar minuciosamente cada material e equipamento usado no trabalho aplicando os testes de acordo com cada material.

1.3

Avaliar trajeto até o local de trabalho

Colisão, atropelamento.

Aplicar as regras de direção defensiva e inspecionar freios, óleo, pneus e combustível do veículo.

40

PASSO

DESCRIÇÃO

 

RISCO

 

CONTROLE DO RISCO

 

1.4

Preencher tabela de procedimentos anteriores no local (tabela 5.1)

Falha

na

execução

da

A

tabela

deverá

estar

tarefa.

totalmente

respondida

 

positivamente.

Caso

contrário,

não

executar

o

serviço.

 

1.5

Realizar a tarefa programada.

   

1.6

Preencher tabela de procedimentos posteriores no local (tabela 5.2)

Falha

na

execução

da

A

tabela

deverá

estar

tarefa.

totalmente

respondida

 

positivamente.

Caso

contrário,

poderia

haver

acidentes

para

futuros

trabalhos.

41

5.2.2.TAREFA BÁSICA 2: INSTALAÇÃO E RETIRADA DA SINALIZAÇÃO E ISOLAMENTO DA ÁREA

Esta tarefa deverá estar presente em qualquer atividade que se vai realizar.

PASSO

DESCRIÇÃO

RISCO

CONTROLE DO RISCO

1

 

DESENVOLVIMENTO

1.1

Sinalizar a faixa de desaceleração de veículos, instalando cones, mastros, bandeirolas e outros dispositivos sinalizadores.

Colisão

e

Verificar o fluxo dos veículos e pedestres e posicionar a viatura de modo a não obstruir a movimentação dos mesmos. Andar em direção oposta ao fluxo de veículos. Caso estacione em plano inclinado, usar cepos para impedir movimentação da viatura após a retirada da sapata.

atropelamento

de pedestres.

1.2

Sinalizar e delimitar a área de trabalho com cones, cordas, fitas refletivas e placas indicativas. Caso necessário, solicitar apoio ao serviço de trânsito.

Colisão

e

Manter acesos o farol e pisca alerta na desaceleração e durante a instalação da sinalização. Caso se obstrua a passagem dos pedestres pela calçada, disponibilizar caminho alternativo, isolado e seguro para a circulação.

atropelamento

de pedestres.

42

5.2.3.TAREFA BÁSICA 3: POSICIONAMENTO PARA O TRABALHO

Esta tarefa deverá estar presente em qualquer atividade que se vai realizar.

PASSO

 

DESCRIÇÃO

RISCO

CONTROLE DO RISCO

1

 

DESENVOLVIMENTO

 

1.1

Ao

utilizar cesta aérea, manobrar o veículo

Colisão e atropelamento de pedestres.

Obedecer às regras de trânsito. Sinalizar e impedir a aproximação de terceiros.

de

modo que a mesma tenha liberdade de

movimento por todo o local de trabalho.

 

1.2

Verificar o funcionamento dos comandos

 

Seguir

as

normas de

inferiores (elevação aérea.

e rotação)

da cesta

Funcionamento incorreto da cesta aérea.

funcionamento do equipamento conforme seu manual técnico. A cesta só deverá ser operada por pessoa habilitada.

1.3

O

eletricista deverá entrar na cesta e

Queda do eletricista da cesta aérea e colisão com obstáculos no

Movimentar a cesta aérea devagar, sem movimentos bruscos. Verificar a validade do teste de isolamento da lança.

utilizar o comando superior para elevá-la

até

estar na posição mais adequada para o

trabalho.

 

caminho

do

 

posicionamento para o trabalho. Descarga elétrica pela lança.

 

43

5.2.4.TAREFA BÁSICA 4: INSTALAR/RETIRAR COBERTURAS DE ISOLAMENTO DA BT

PASSO

DESCRIÇÃO

RISCO

CONTROLE DO RISCO

OBS: As coberturas de BT deverão ser instaladas nos condutores de baixo para cima e retiradas em seqüência inversa da instalação

1

 

DESENVOLVIMENTO

1.1

Cobrir os condutores secundários e estais, utilizando coberturas apropriadas.

Choque

Utilizar todos os EPI(S) e EPC(S) necessários e verificar a integridade isolante de cada um mediante acompanhamento de testes de isolamento, conforme consta no manual do fabricante.

elétrico.

Falha

no

isolamento

 

da cobertura.

1.2

Se a tarefa a ser executada for na estrutura, cobrir com lençol de borracha com entalhe a amarração secundária.

Choque

Utilizar todos os EPI(S) e EPC(S) necessários e verificar a integridade isolante de cada um mediante acompanhamento de testes de isolamento conforme consta no manual do fabricante.

elétrico.

Falha

no

isolamento

da cobertura.

44

5.2.5.RETENSIONAMENTO DO CABO MENSAGEIRO

PROCEDIMENTOS INICIAIS

 

Preencher planilha de verificação anterior (tabela 5.1)

 

Executar tarefa básica 1

 

Executar tarefa básica 2

 

Executar tarefa básica 3

 

Executar tarefa básica 4

 

CRITÉRIOS PARA A NÃO REALIZAÇÃO DO SERVIÇO

 

Não executar a tarefa à noite

 

Não executar a tarefa se estiver chovendo

 

Não executar a tarefa com a rede energizada caso os condutores estejam enrolados um no outro

 

PASSO

DESCRIÇÃO

RISCO

CONTROLE DO RISCO

1

Cobrir com coberturas apropriadas os condutores fases. 1° - A fase B (inferior) 2° - A fase mais próxima do eletricista 3° - O cabo mensageiro 4° - A fase mais afastada do eletricista

Choque elétrico no contato com o cabo protegido e partes não isoladas. Rompimento do cabo mensageiro.

Posicionar-se fora da área de alívio de tensão mecânica do mensageiro. Uso obrigatório de luvas isolantes de AT e demais EPI(S) e EPC(S).

45

PASSO

DESCRIÇÃO

RISCO

CONTROLE DO RISCO

 

Instalar no poste um estropo de

Choque elétrico no contato com o cabo protegido e partes energizadas. Queda do conjunto esticador/estropo em pedestres. Rompimento do cabo mensageiro

Uso obrigatório de luvas isolantes de AT e demais EPI(S) e EPC(S). Sinalizar adequadamente a área de trabalho. Certificar-se que o material está devidamente preso a corda na hora do içamento. Posicionar-se em local fora da direção de alívio do cabo mensageiro.

2

nylon/esticador/talha apropriado para tracionar o cabo mensageiro.

3

Pré tensionar o cabo mensageiro e liberar a alça de encabeçamento, tensionar com a força padronizada(dinamômetro) e encabeçar novamente.

Choque elétrico no contato com o cabo protegido e partes energizadas. Queda do conjunto cabo mensageiro/condutores em pedestres. Rompimento do cabo mensageiro.

Uso obrigatório de luvas isolantes de AT e demais EPI(S) e EPC(S). Sinalizar adequadamente a área de trabalho. Manter-se afastado da área de rompimento do cabo mensageiro.

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PASSO

DESCRI