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DIREITO ADMINISTRATIVO

PARA A DEFENSORIA PÚBLICA


DO
RIO DE JANEIRO 2010

TEORIA + 150 EXERCICIOS COMENTADOS

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DIREITO ADMINISTRATIVO

1.0 – PRINCÍPIOS DO DIREITO ADM................................................................pg 01


1.1 – EXERCÍCIOS......................................................................................pg 03
1.2 – GABARITO COMENTADO..............................................................pg 11

2.0 – DA ADMINISTRAÇÃO PUBLICA DIRETA E INDIRETA................................


2.1 – EXERCÍCIOS..............................................................................................
2.2 – GABARITO COMENTADO......................................................................

3.0 – ATOS ADMINISTRATIVOS: ELEMENTOS, ATRIBUTOS,


CLASSIFICAÇÕES, ESPÉCIES, ANULAÇÃO E
REVOGAÇÃO................................................................................................................
3.1 – EXERCÍCIOS..............................................................................................
3.2 – GABARITO COMENTADO.......................................................................

4.0 – AGENTES PÚBLICOS........................................................................................


4.2 – EXERCÍCIOS.............................................................................................
4.3 – GABARITO COMENTADO.......................................................................

5.0 – SERVIÇOS PÚBLICOS........................................................................................


5.1 – EXERCÍCIOS..............................................................................................
5.2 – GABARITO COMENTADO......................................................................
1.0 – PRINCÍPIOS DO DIREITO ADMINISTRATIVO

PRINCÍPIOS

 são regras que surgem como parâmetro para a interpretação das


demais normas jurídicas. – o art. 37 da CF traz os cinco (LIMPE –
Legalidade ; Impessoalidade; Moralidade ; Publicidade e
Eficiência) princípios mínimos que a Administração (direta, indireta)
devem obedecer, além destes, a inúmeros outros.

- Princípios Gerais da Administração: (- ambos se entrelaçam)

a) Supremacia do interesse público – é o princípio que determina privilégios jurídicos e


um patamar de superioridade do interesse público sobre o particular;

b) Indisponibilidade do interesse público – limita a supremacia, o interesse público não


pode ser livremente disposto pelo administrador que, necessariamente, deve atuar nos
limites da lei.

- Princípios constitucionais do Direito Administrativo:

– Vejamos alguns:

a) legalidade: é a base do Estado Democrático de Direito e garante que todos os


conflitos serão resolvidos pela lei (art. 5º II, art. 37, caput e sistema tributário).

– Devemos distinguir a legalidade:

I) para o direito privado – neste caso as relações são travadas por particulares
visando seus próprios interesses – eles poderão fazer tudo aquilo que a lei não
proibir, prestigia a autonomia da vontade (relação de não contradição com a lei).;

II) para o direito público – tendo em vista o interesse da coletividade que representa, a
Administração só pode fazer aquilo que a lei autoriza (relação de subordinação
com a lei)

- obs.:
1) discricionariedade = é a liberdade que o ordenamento jurídico confere ao
Administrador para atuar em certas situações de acordo com o juízo de conveniência e
oportunidade, mas sempre dentro dos limites da lei (não cabe intervenção judicial quanto
ao mérito).
2) Arbitrariedade = é a atuação fora dos limites impostos por lei.

b) publicidade: a administração deve informar a todos os seus atos, já que representa os


nossos interesses. - Não havendo publicidade o ato terá seus efeitos anulados.
• A publicidade é de acordo com certos requisitos legais (não é livre)
• A CF proíbe a publicidade que faça propaganda do administrador (como pessoa), a
propaganda as obras é necessária, sem vincula-las à pessoa (não pode ter
símbolos, imagens, expressões)

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Exceções:
I) art. 5º, XXXIII – garante o sigilo para segurança da sociedade e do Estado;
II) art. 5º, X - direito à intimidade e
III) art. 5º LX – ações que devem correr em segredo de justiça.

– obs: se a informação for do seu interesse cabe MS e se for sobre você


cabe HD.

c) isonomia = igualdade – é tratar os iguais de forma igual e os desiguais de forma


desigual, na medida de suas desigualdades. (a dificuldade é fixar quais são os
parâmetros).

- Para avaliar se há ou não discriminação temos dois elementos:


I) fator de discriminação
II) objetivo da norma
- quando o fator de discriminação utilizado no caso concreto estiver de acordo
com o objetivo da norma não se fere o princípio da igualdade (a
discriminação é validade) – ex. concurso de salva vidas – no edital exclui os
deficientes físicos, concurso da polícia militar –função administrativa – a
exclusão dos deficientes é proibida..

- obs.:
• limite de idade em concurso – tem decisões em ambos os sentidos:
a) contra: TRF entende que não se justifica a limitação, fundamento: art. 3º, IV e art.
7º, XXX, da CF. A CE – art. 115, XXVII, proíbe limites de idade em concurso
público.
b) a favor: art 37, I – autoriza o ingresso em concurso público de pessoas brasileiras
ou estrangeiras, ressalvados os limites estabelecidos em lei. Lei 8.112/90 permite
o limite de idade.

d) moralidade: prima pela probidade dentro da Administração como uma das diretrizes a
ser seguida.
• A CF considera as hipóteses de imoralidade = improbidade como crime, portanto, é
ato ilegal e está sujeito ao controle judicial.

- Lei da Improbidade – Lei 8.429/92 – a lei trouxe hipóteses que a improbidade depende
de prova e outras em que se presume.

– Presume-se ato de improbidade:


I) venda de bem público abaixo do valor de mercado
II) compra de bens acima do valor de mercado (superfaturamento)

- o instrumento para o controle da moralidade é a Ação Popular – art. 5º, LXXIII

- Conseqüências: art. 37, § 4º - podem incidir sem prejuízo da ação penal cabível.
I) perda da função;
II) suspensão dos direitos políticos;
III) declaração de indisponibilidade dos bens;
IV) obrigação de ressarcimento dos prejuízos causados ao erário.

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e) eficiência: (EC 19 – já existia mas não com esta roupagem): visa:
I) racionalizar a máquina administrativa;
II) aperfeiçoamento na prestação do serviço público
• atuar com eficiência é atuar de modo adequado frente aos meios que possui e aos
resultados obtidos (meio e resultados eficientes)

1.1 – EXERCÍCIOS DOS PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS

01 - I. Todos os institutos de Direito Administrativo são informados pelos respectivos princípios.

II. Os princípios que regem a Administração Pública são os expressos, embora certas diretrizes
fundamentais sejam consideradas válidas, já que baseadas em princípios implícitos ou
reconhecidos, conforme a doutrina e a jurisprudência.

III. Uma ação indenizatória decorrente de uma colisão de veículos e que tramita há 15 anos no
Judiciário não fere os princípios da razoabilidade e o da segurança jurídica.

IV. A Administração Pública deve ser regida segundo padrões éticos de probidade e decoro,
embora possa dispensar que a atividade administrativa seja adequada entre os meios e os fins.

V. O princípio da autotutela significa que a Administração Pública pode, por si só, revogar seus
atos, invocando motivos de conveniência e oportunidade, sem necessitar recorrer ao Judiciário.
• a) Somente as proposições I, III e IV são corretas.
• b) Somente as proposições I, II e V são corretas.
• c) Somente as proposições III, IV e V são corretas.
• d) Somente as proposições II, III e IV são corretas.
• e) Somente as proposições II, IV e V são corretas.

02- Dois estudantes debatiam quanto aos Princípios da Administração Pública. Um deles
afirmou que NÃO é um dos princípios da administração pública a:
• a) legalidade.

• b) moralidade.

• c) pessoalidade.

• d) publicidade.

• e) eficiência.
03- Com relação aos princípios e normas que regem a administração pública brasileira, assinale a
opção correta.
• a) A chamada Reforma da Administração Pública trouxe nova hipótese de demissão de
servidor público civil, a qual consiste na possibilidade de demissão de servidor para adequar
as despesas do ente aos limites fixados na Lei de Responsabilidade Fiscal, desde que já
tenham sido excluídos do quadro todos os servidores não estáveis e, ainda assim, a redução
de despesas não tenha sido suficiente.
• b) A investidura em cargo ou emprego público depende sempre de aprovação prévia em
concurso de provas ou de provas e títulos, de acordo com a sua natureza e complexidade.
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• c) Os vencimentos dos cargos do Poder Executivo não podem ser superiores aos pagos
pelos Poderes Legislativo e Judiciário.
• d) Os atos de improbidade administrativa importam a suspensão dos direitos políticos, a
perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e
gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.
• e) Embora seja vedada a acumulação remunerada de cargos, a CF excepciona tal regra em
algumas situações, entre as quais o exercício de dois cargos de médico, exceção essa que
não alcança os demais profissionais da saúde.

04- Dentre os princípios básicos da Administração, NÃO se inclui o da


• a) celeridade da duração do processo.
• b) impessoalidade.
• c) segurança jurídica.
• d) razoabilidade.
• e) proporcionalidade.

05- No estudo da administração pública em face do que determina a Constituição de 1988,


é CORRETO afirmar que
• a) a legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência são princípios que
regem toda a administração pública.
• b) a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender ao
interesse público e sua necessidade permanente.
• c) a lei reservará percentual nunca inferior a 15% dos cargos e empregos públicos para as
pessoas portadoras de deficiência e os critérios de sua admissão.
• d) o prazo de validade do concurso público é de 4 anos, prorrogável uma vez, por igual
período.

06 – O saudoso HELY LOPES MEIRELLES (cf. "Direito Administrativo Brasileiro", 34a. ed.,
Malheiros Editores, São Paulo, 02.2008, p. 89) ensina: "Na Administração Pública não há
liberdade nem vontade pessoal. Enquanto na administração particular é lícito fazer o que a lei não
proíbe, na Administração Pública só é permitido fazer o que a lei autoriza. A lei para o particular
significa 'pode fazer assim': para o administrador público significa 'deve fazer assim'".

No trecho, o autor se refere ao princípio constitucional do Direito Administrativo Brasileiro da


• a) legalidade.
• b) publicidade.
• c) eficiência.
• d) impessoalidade.
• e) moralidade.

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07 – No exercício da autotutela, a Administração Pública tem a(o)

• a) faculdade de revogar seus atos por razões de conveniência e oportunidade, mas precisa ir
ao Poder Judiciário para anulá-los.
• b) faculdade de anular seus próprios atos, quando eivados de ilegalidade, mas precisa ir ao
Poder Judiciário para revogá-los.
• c) faculdade de anular seus atos por questões de legitimidade e de revogá-los, quando
eivados de nulidade.
• d) dever de anular seus próprios atos, quando eivados de ilegalidade, e pode revogá-los, por
razões de conveniência e oportunidade.
• e) dever de revogar seus atos por razões de conveniência e oportunidade, mas precisa ir ao
Poder Judiciário para anulá-los quando eivados de ilegalidade.

08 – A regra geral de proibição de greve nos serviços públicos, a faculdade de a Administração


utilizar equipamentos e instalações de empresa que com ela contrata, e a necessidade de
institutos com a suplência, a delegação e a substituição, são consequências do princípio da
• a) continuidade do serviço público.
• b) autotutela.
• c) legalidade.
• d) supremacia do interesse público.
• e) moralidade administrativa.

09 –São princípios da Administração Pública expressamente previstos na Constituição da


República Federativa do Brasil:
• a) especialidade, moralidade e autotutela.
• b) legalidade, razoabilidade e supremacia do interesse público.
• c) publicidade, supremacia do interesse público e veracidade.
• d) veracidade, eficiência e razoabilidade.
• e) eficiência, legalidade e publicidade.

10 –João, servidor público federal, obteve, mediante ação judicial transitada em julgado,
determinada vantagem pecuniária que, cerca de 15 anos depois, foi incorporada aos
proventos da sua aposentadoria. O TCU, ao examinar a concessão da aposentadoria,
determinou a suspensão do pagamento da parcela, arguindo estar em conflito com
jurisprudência pacífica do STF.

Considerando essa situação hipotética, para impedir o ato do TCU, a defesa de João deve
arguir o princípio da
• a) legalidade.
• b) moralidade.

• c) impessoalidade.

• d) segurança jurídica.

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• e) responsabilidade do Estado por atos administrativos.

11 – Uma das possíveis aplicações do princípio da impessoalidade é


• a) considerar que o servidor age em nome da Administração, de modo que a Administração
se responsabiliza pelos atos do servidor, e este não possui responsabilidade.
• b) proibir que constem, na publicidade das obras e serviços públicos, nomes, símbolos ou
imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades.
• c) impedir que servidores públicos se identifiquem pessoalmente como autores dos atos
administrativos que praticam.
• d) impedir que determinadas pessoas recebam tratamento favorecido em concursos
públicos, em razão de deficiência física.
• e) considerar inconstitucionais os critérios de títulos em concursos para provimento de
cargos públicos.

12 – A aplicação dos princípios do devido processo legal e da ampla defesa na esfera


administrativa estende-se
• a) exclusivamente aos processos disciplinares.
• b) exclusivamente aos processos administrativos tributários.

• c) aos processos administrativos, excluídos os disciplinares.

• d) aos processos administrativos, incluídos os disciplinares.

• e) aos processos administrativos disciplinares, desde que se destinem a aplicação de


pena de demissão.

13 – Sobre os princípios básicos da Administração, considere:

I. É necessária a divulgação oficial do ato administrativo para conhecimento público e


início de seus efeitos externos.

II. O administrador público está, em toda a sua atividade funcional, sujeito aos
mandamentos da lei e às exigências do bem comum.

III. O administrador público deve justificar sua ação administrativa, indicando os fatos que
ensejam o ato e os preceitos jurídicos que autorizam sua prática.

Estão enunciados acima, respectivamente, os princípios da


• a) oficialidade, eficiência e finalidade.
• b) publicidade, legalidade e motivação.

• c) publicidade, supremacia do interesse público e razoabilidade.

• d) segurança jurídica, legalidade e praticidade.

• e) razoabilidade, supremacia do bem comum e motivação.

14 – A imposição de que o administrador e os agentes públicos tenham sua atuação


pautada pela celeridade, perfeição técnica e economicidade traduz o dever de
• a) agir.
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b) moralidade.

• c) prestação de contas.

• d) eficiência.

• e) obediência.

15 –Considerando-se os princípios do Direito Administrativo, é INCORRETO afirmar que


• a) a Emenda Constitucional no 19/98, ao acrescentar o princípio da eficiência à relação
contida no art. 37 da Constituição da República, fez surgir para a Administração Pública a
obrigação de ser eficiente.
• b) o princípio da impessoalidade deve ser respeitado nas relações da Administração
Pública com os administrados e, também, com o próprio administrador público.
• c) o princípio da legalidade é uma garantia dos administrados contra abusos da
Administração Pública.
• d) o princípio da razoabilidade, embora não explicitado no art. 37 da Constituição da
República, integra o regime jurídico-administrativo.

16 – A exigência de que o administrador público, no desempenho de suas atividades, deve atuar


sempre com ética, honestidade e boa-fé, refere-se ao dever de
• a) eficiência.
• b) moralidade.
• c) probidade.
• d) legalidade.
• e) discricionariedade.

17 – Ao tomar ciência de suposta irregularidade perpetrada pela prefeitura da cidade de Campo


Verde, Aristóteles Neto peticionou perante àquela municipalidade, objetivando ter acesso aos
documentos que comprovariam referida irregularidade. Ocorre que, por ordem expressa do
Prefeito, teve seu pleito indeferido. Em virtude da negativa, o executivo municipal desrespeitou o
princípio da
• a) imperatividade.
• b) impessoabilidade.
• c) tipicidade.
• d) publicidade.
• e) razoabilidade.

18 –Tendo em vista o entrelaçamento dos princípios básicos da Administração Pública, observa-se


que dos princípios da legalidade e da supremacia do interesse público e da indisponibilidade
desse interesse, decorre, dentre outros, aquele concernente à idéia de descentralização admi-
nistrativa, a exemplo da criação de pessoa jurídica administrativa. Esta situação, diz respeito ao
princípio da
• a) razoabilidade.
• b) continuidade do serviço público. .
• c) especialidade
• d) finalidade pública.
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• e) proporcionalidade.

19 –A aplicação do princípio da legalidade, expresso no artigo 37, caput, da Constituição Federal,


traz como consequência a
• a) obrigatoriedade de edição de lei para disciplinar a organização e o funcionamento da
Administração Direta.
• b) exigência de que todos os atos praticados pelo Poder Executivo contem com prévia
autorização legislativa específica.
• c) não-obrigatoriedade de lei para a criação de órgão público, quando implicar ou não
aumento de despesa.
• d) obrigatoriedade de lei para fixação e aumento de remuneração dos servidores públicos,
inclusive aqueles submetidos ao regime da Consolidação das Leis do Trabalho.
• e) obrigatoriedade de lei para criação de cargos, mas não para a sua extinção, que, quando
vagos, pode ser feita por decreto.

20 –O Presidente da República encaminha Projeto de Lei ao Congresso Nacional, para a criação


da "Empresa Brasileira do Aço", sociedade de economia mista, pessoa jurídica de direito privado,
constituída sob a forma de sociedade limitada, onde o capital social é dividido em cotas, que
pertencerão a União, a Petrobrás e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
Referida sociedade de economia mista terá sua sede em São Paulo e filial em Belo Horizonte. Em
face dos fatos narrados é correto afirmar.
• a) não houve erro na constituição da sociedade de economia mista, uma vez que esta pode
ser constituída sob a forma de sociedade limitada.
• b) houve um erro na constituição da sociedade de economia mista, uma vez que esta deve
ser sob a forma de sociedade anônima.
• c) houve um erro na constituição de sociedade de economia mista, uma vez que os
detentores de parcela do capital são todos integrantes da Administração Pública Federal e
esta deve ter sede em Brasília.
• d) não houve erro na constituição da sociedade de economia, uma vez que foi observado o
requisito constitucional da autorização por lei para a sua constituição
• e) houve um erro na constituição da sociedade de economia mista, uma vez que esta é
pessoa jurídica de direito público e deve ter sua sede em Brasília.

21 –Sobre os princípios constitucionais da Administração Pública NÃO é correto afirmar que o


princípio:
• a) da moralidade está ligado à idéia da probidade administrativa, do decoro e da boa-fé.
• b) da impessoalidade também é conhecido como princípio da finalidade.
• c) da publicidade apresenta dupla acepção: exigência de publicação dos atos administrativos
em órgão oficial como requisito de eficácia e exigência de transparência da atuação
administrativa.
• d) da impessoalidade tem por objetivo assegurar que os serviços públicos sejam prestados
com adequação às necessidades da sociedade.
• e) da legalidade traduz a idéia de que a Administração Pública somente tem possibilidade de
atuar quando exista lei que a determine ou que a autorize.

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22 –Relativamente aos poderes administrativos, julgue os itens a seguir.
I Poder vinculado é aquele conferido à administração para a prática de atos dessa
natureza, ou seja, em que a administração dispõe de uma razoável liberdade de atuação,
podendo valorar a oportunidade e conveniência da prática do ato, estabelecendo o motivo
e escolhendo, dentro dos limites legais, seu conteúdo.
II Poder discricionário é aquele de que dispõe a administração para a prática de atos
administrativos em que é mínima ou inexistente sua liberdade de atuação.
III Em virtude do poder hierárquico, a administração é dotada da prerrogativa de ordenar,
coordenar, controlar e corrigir as atividades de seus órgãos e agentes no seu âmbito
interno.
IV O poder disciplinar é a faculdade que possui a administração de punir internamente as
infrações funcionais de seus servidores e demais pessoas sujeitas à disciplina dos órgãos e
serviços da administração.
V O poder regulamentar é a faculdade de que dispõem os chefes de Poder Executivo de
expedir atos administrativos gerais e abstratos, de efeitos externos, que explicitem o
disposto nas leis a fim de garantir a sua fiel execução.

A quantidade de itens certos é igual a


• a) 1.
• b) 2.

• c) 3.

• d) 4.

• e) 5.

23 –Segundo Maria Sylvia Di Pietro, "os órgãos da administração pública são estruturados de
forma a criar uma relação de coordenação e subordinação entre eles, cada qual com suas
atribuições previstas em lei."
Direito Administrativo. 16.ª edição, São Paulo: Atlas, p. 74 (com adaptações).

O trecho acima corresponde ao princípio do(a)


• a) hierarquia.
• b) autotutela.
• c) especialidade.
• d) controle ou tutela.

24 –A vedação à aplicação retroativa de nova interpretação de norma administrativa respeita,


especificamente, o princípio da
• a) impessoalidade.
• b) motivação.
• c) segurança jurídica.
• d) publicidade.
• e) supremacia do interesse público.

25 –A Constituição Federal não se referiu expressamente ao princípio da finalidade, mas o


admitiu sob a denominação de princípio da
• a) impessoalidade.
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• b) publicidade.

• c) presunção de legitimidade.

• d) legalidade.

• e) moralidade.

26 –Pode-se afirmar que uma empresa contratada pela Administração Pública para executar uma
obra não pode, de regra, interromper sua execução e alegar falta de pagamento. Têm-se aí o
princípio da
• a) razoabilidade.
• b) finalidade.
• c) autotutela.
• d) continuidade.
• e) impessoalidade.

27 –De acordo com o princípio administrativo da autotutela,


• a) os atos administrativos são auto-executórios.
• b) é sempre possível pedir reconsideração de decisões que deneguem direitos.

• c) a administração pública deve tutelar os direitos individuais e coletivos.

• d) a administração pública pode anular, de ofício, seus próprios atos, quando ilegais.

28 –O instituto de direito administrativo que se caracteriza quando o administrado ou a própria


Administração Pública perde o direito de formular pedidos em virtude de não o ter feito em prazo
adequado é a/o:
• a) prescrição administrativa;
• b) coisa julgada formal;
• c) prescrição comum;
• d) procedimento administrativo;
• e) coisa julgada material.

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1.2 – GABARITO COMENTADO

01- RESPOSTA: B

I – CERTO
II – CERTO
III – ERRADO – POIS FERE OS RESPECTIVOS PRINCÍPIOS
IV- ERRADO – O ERRO ESTÁ NO ENUNCIADO “EMBORA POSSA DISPENSAR”....
NÃO pode dispensar!

“Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade,


finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa,
Contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência.

Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os


critérios de:

IV - atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé;


VI - adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e
sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao
atendimento do interesse público
V- CERTO

02 – RESPOSTA: C
Princípios da Adm. Pública = L.I.M.P.E
– Legalidade
– Impessoalidade
– Moralidade
– Publicidade
– Eficência
ONDE:

Princípio da Legalidade - Atuar em conformidade com os princípios constitucionais e de acordo


com a lei e o direito. Definido no inciso II do art 5 da CF: "ninguém será obrigado a fazer ou deixar
de fazer alguma coisa senão em virtude de lei".

Princípio da Impessoalidade - A finalidade é o interesse público (define também o Princípio da


Finalidade) e o agente público deve tratar a todos de forma igual (também define o Princípio da
Isonomia ou Igualdade).
Princípio da Moralidade - Atuar com ética, com honestidade, com integridade de caráter.
Princípio da Publicidade - É a divulgação dos atos administrativos que só pode ser restringida
em alguns casos extremos (segurança nacional, investigações sigilosas).
Princípio da Eficiência - Atuar com presteza, racionalidade e com perfeição.

03 – RESPOSTA: D

ASSERTIVA A: ERRADO.
Art. 169. A despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, do Distrito Federal
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e dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar.
§ 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, durante o prazo
fixado na lei complementar referida no caput, a União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios adotarão as seguintes providências:
I - redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e
funções de confiança;
II - exoneração dos servidores não estáveis.
§ 4º Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes para
assegurar o cumprimento da determinação da lei complementar referida neste artigo, o
servidor estável poderá perder o cargo, desde que ato normativo motivado de cada um
dos Poderes especifique a atividade funcional, o órgão ou unidade administrativa objeto da
redução de pessoal.
(Incluídos pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
Convém sempre ressaltar que além do erro no tocante às providências a serem
tomadas, que NÃO HÁ QUE SE FALAR EM DEMISSÃO, medida de caráter punitivo, com
suas hipóteses taxativamente dadas na Lei 8.112/90 para os servidores públicos
federais.

ASSERTIVA B: ERRADO
II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em
concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a
complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações
para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração; [não é
sempre!]
ASSERTIVA C: ERRADO
XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não
poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo;

ASSERTIVA D: Correta:
Art. 37, § 4º - Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos
direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o
ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação
penal cabível.

ASSERTIVA E: ERRADO

XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver


compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI.

c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com


profissões regulamentadas;

04 – RESPOSTA : A
Lei 9784/99
Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios
da legalidade,finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla
defesa,contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência.

→ A celeridade da duração do processo é norma insculpida no texto constitucional, conforme


art. 5º, inciso LXXVIII:

LXXVIII a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do


12
processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação.

Acredito que este também deveria ser um princípio a ser adotado no processo administrativo,
CONTUDO, de maneira implícita. A questão abordou o conhecimento dos princípios
explicitados na referida lei do processo administrativo (Lei 9.784)

05 – RESPOSTA: A

B – ERRADO – CF, Art. 37, IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo
determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público;

C – ERRADO – CF, Art. 37, VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos
para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão;
L 8112, Art. 5º, § 2º Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever
em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a
deficiência de que são portadoras; para tais pessoas serão reservadasaté 20% (vinte por cento)
das vagas oferecidas no concurso.
D – ERRADO – CF, Art. 37,III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos,
prorrogável uma vez, por igual período.

06 – RESPOSTA: A
O princípio da LEGALIDADE significa que a vontade da Administração Pública é a definida pela
lei e dela deve decorrer, ou seja, na relação administrativa, temos uma relação de submissão do
Estado em relação à lei, constituindo-se, portanto em uma das principais garantias de respeito
aos direitos individuais, posto que a lei os define e estabelece os limites de atuação do Estado
que objetivem restringir o exercício dos referidos direitos em prol da sociedade.

07 – RESPOSTA: D

Princípio da autotutela: É o poder-dever da administração de rever seus próprios atos,


quando eivados de vícios que o tornem ilegais ou por motivo de conveniência e oportunidade.

O STF assim já decidiu na súmula 473:

A Administração pode ANULAR seus próprios atos quando eivados de vícios que os
tornem ilegais, porque deles não se originam direitos; ou REVOGÁ-LOS, por motivo de
conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em
qualquer caso, a apreciação judicial.

Ou seja, não pode o Poder Judiciário revogar um ato de outro poder. Ele poderá revogar seus
próprios atos, quando age de forma atípica. Agora agindo de tipicamente não poderá revogar
ato de quem quer que seja. O Poder Judiciário somente poderá ANULAR quando eivado de
ilegalidade. Em outras palavas , o Judiciário não analisa a Conveniência e a Oportunidade de
um Ato.

13
08 – RESPOSTA: A

O Estado deve prestar serviços públicos para atender às necessidades da coletividade. Essa
prestação não pode parar, pois os desejos do povo são contínuos.

Registre-se no entanto o teor do § 3°, art. 6°, da Lei 8.987/95:

"Art. 6°: § 3° Não se caracteriza como descontinuidade do serviço a sua interrupção em


situação de emergência ou após prévio aviso, quando:
I - motivada por razões de ordem técnica ou de segurança das instalações; e,
II - por inadimplemento do usuário, considerando o interesse da coletividade."

09- RESPOSTA: E
Princípios da Administração Pública:

- Doutrinários:

1 – Supremacia do interesse público sobre o interesse privado;


2 – Indisponibilidade do interesse público

- Constitucionais:

L egalidade
I mpessoalidade
M oralidade
P ublicidade
E ficiência

10 – RESPOSTA: D

Acerca dos elementos que dão efetividade ao princípio, temos que a segurança jurídica
é assegurada pelos princípios seguintes: irretroatividade da lei, coisa julgada, respeito aos
direitos adquiridos, respeito ao ato jurídico perfeito, outorga de ampla defesa e contraditório aos
acusados em geral, ficção do conhecimento obrigatório da lei, prévia lei para a configuração de
crimes e transgressões e cominação de penas, declarações de direitos e garantias individuais,
justiça social, devido processo legal, independência do Poder Judiciário, vedação de tribunais de
exceção, vedação de julgamentos parciais, etc
Quando uma sentença é transita em julgado, jamais poderá ser alterada,
obedecendo o Princípio a Segurança Jurídica. Salvo os casos de revisão e ação resisória
que irá, apenas, no máximo, beneficiar a parte que intentou com a mesma.

11 – RESPOSTA: B
"Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de
legalidade,impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
14
§ 1º - A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos
deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar
nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores
públicos."

12 – RESPOSTA: D
CF/88 - Art. 5°.
LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados
em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e
recursos a ela inerentes;

Só terá fundamento de validade a execução de ato atentatório à liberdade ou bens


que esteja inserido em um PROCESSO, ou seja, o administrado não pode ser
suprimido de sua liberdade ou bens sem direito a processo prévio,
conforme as garantias constitucionais (como o art. 5º, XXXIII e XXXIV – direito
a informações, sigilo e direito de petição; art. 5º, LV – contraditório, ampla defesa e
recursos; art. 93, IX e X – fundamentação nas decisões; art. 133 – presença de
advogado) e de leis específicas (como as Leis n.ºs 9784/99; 8112/90; 8666/93;
8429/92).

13 – RESPOSTA: B
publicidade--> É requisito de eficácia e moralidade dos atos administrativos, entretanto não é
requisito de forma. Propicia ao administrador a trasparência em suas atuações.
Legalidade--> Significa que a atuação administrativa deve estar pautada na lei. art. 5 inciso II :
ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa se não em virtude de lei.
Motivação--> É a exposição ou indicação por escrito dos fatos e fundamentos jurídicos que
ensejaram a prática do ato.
Diz a lei 9.784/99 em seu art. 50. os atos administrativos que devem ser motivados.

14 – RESPOSTA: D
O dever de eficiência traduz-se na exigência de elevado padrão de qualidade na
atividade administrativa, na imposição de que o administrador e os agentes públicos
em geral tenham sua atuação pautada por celeridade, perfeição técnica,
economicidade, coordenação, controle, etc (Hely Lopes Meirelles)

15 – RESPOSTA: A
O Princípio da EFICIÊNCIA sempre existiu. Este principio era implicito na CF. Se este
principio era implicito, então ao acrescentar na CF, NÃO se fez surgir a obrigação de ser
eficiente ( o agente público já tinha essa obrigação)

16 – RESPOSTA: C
IMPORTANTE: Cuidado, pois a questão pede o "dever" então é o da probidade...
15
Se fosse relacionado com o "principio" seria o da moralidade....
A MORALIDADE - compreende o conjunto de valores inerentes à existência
humana, muitas vezes restem inobservados;
PROBIDADE - configura a retidão no agir consoante tais valores perante una
dada atribuição.

A MORALIDADE administrativa compreende o tipo de comportamento que os


administrados esperam da administração pública para a consecução de fins de
interesse coletivo, segundo uma comunidade moral de valores,
já a PROBIDADE na administração vem a ser o agir em consonância com tais valores, de
modo a propiciar uma administração de boa qualidade. A moralidade é o genérico, do
qual a probidade é uma especialização.

Então como a questão fala em um AGIR, ou melhor, ATUAR, então diante desta
abordagem a reposta certa é PROBIDADE.
obs: NUNCA MAIS IREMOS ESQUECER!!!

17 – RESPOSTA: D
O Princípio da Publicidade tem 2 sentidos:
1) divulgação oficial:
- condição de eficácia
- sua não existência afeta a validade dos atos posteriores
2) princípio da transparência
- interesse particular - própria pessoa - Habeas Data
- interesse particular - de terceiro – Mandado de Segurança
- Interesse coletivo e geral - Mandado de Segurança

18 – RESPOSTA: C
Dos princípios da legalidade e da indisponibilidade do interesse público,
decorre, dentre outros, o da especialidade, concernente à idéia
de descentralização administrativa.

Quando o Estado cria pessoas jurídicas públicas administrativas - as autarquias - como forma
de descentralizar a prestação de serviços públicos, com vistas à especialização de
função, a lei que cria a entidade estabelece com precisão as finalidades que lhe incumbe
atender, de tal modo que não cabe aos seus administradores afastar-se dos objetivos
definidos na lei; isto precisamente pelo fato de não terem a livre disponibilidade dos interesses
públicos. Embora esse princípio seja normalmente referido às autarquias, não há razão para
negar a sua aplicação quanto às demais pessoas jurídicas, instituídas por lei, para integrarem a
administração pública indireta. Sendo necessariamente criadas por lei (conforme norma agora
expressa no artigo 37, incisos XIX e XX, da Constituição), tais entidades não podem desvirtuar-
se dos objetivos legalmente definidos. Com relação as sociedades de economia mista, existe.
norma nesse sentido, contida no artigo 237 da Lei nº 6.404, de 15-12-76, em cujos termos "a
companhia de economia mista somente poderá explorar os empreendimentos ou exercer as
atividades previstas na lei que autorizou a sua constituição". Significa que nem mesmo a
Assembléia Geral de acionistas pode alterar esses objetivos, que são institucionais, ligados a
16
Interesse público indisponível pela vontade das partes interessadas."

di Pietro

19 – RESPOSTA: E
A) obrigatoriedade de edição de lei para disciplinar a organização e o funcionamento da
Administração Direta.
Errado. Adm direta pode realizar através de portarias, regulamentos e etc

(B) exigência de que todos os atos praticados pelo Poder Executivo contem com prévia
autorização legislativa específica.
Errado. Não são "Todos" os atos

(C) não-obrigatoriedade de lei para a criação de órgão público, quando implicar ou não aumento
de despesa.
Errado. Sim, é obrigatório

(D) obrigatoriedade de lei para fixação e aumento de remuneração dos servidores públicos,
inclusive aqueles submetidos ao regime da Consolidação das Leis do Trabalho.
Errado. CLT não.

(E) obrigatoriedade de lei para criação de cargos, mas não para a sua extinção, que, quando
vagos, pode ser feita por decreto.
Correta. Não tem aumento de despesa.

20 – RESPOSTA: B
As SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA possuem as seguintes características:

– personalidade jurídica de direito PRIVADO;


- capital público e privado;
- realização de atividades econômicas;
- revestimento da forma de SOCIEDADE ANÔNIMA (S/A);
- detenção por parte do Poder Público de no mínimo a maioria das ações com
direito a voto;
- derrogações (alterações parciais) do regime de direito privado
por normas de direito público;
- criação por autorização legislativa específica.
IMPORTANTE:
EMPRESA PÚBLICA - Pode ter forma organizacional LIVRE
SOCIEDADE ECONOMIA MISTA - Só pode ser Sociedade Anônima

21 – RESPOSTA : D
Assegurar que os serviços públicos sejam prestados com adequação às necessidades da
sociedade é o princípio da eficiência, acrescentado pela EC-19/98 (conhecida como reforma
17
administrativa). É a obtenção dos melhores resultados com a utilização racional dos meios,
conforme nos ensina o profº Maurício Antônio Ribeiro Lopes. Este autor afirma que trata-se de
princípio meramente retórico, mas que é possível, no entanto, invocá-lo para limitar a
discricionariedade do administrador levando-o a escolher a melhor opção. Atualmente na adm.
pública, a tendencia é a prevalecência do controle dos resultados sobre o controle dos meios
22 –RESPOSTA: C
PODER VINCULADO
Ë o Poder que tem a Administração Pública de praticar certos atos "sem qualquer margem de
liberdade". A lei encarrega-se de prescrever, com detalhes, se, quando e como a Administração
deve agir, determinando os elementos e requisitos necessários. Ex: A prática de ato (portaria) de
aposentadoria de servidor público.

PODER DISCRICIONÁRIO
É aquele pelo qual a Administração Pública de modo explícito ou implícito, pratica atos
administrativos com liberdade de escolha de sua conveniência, oportunidade e conteúdo. A
discricionariedade é a liberdade de escolha dentro de limites permitidos em lei, não se confunde
com arbitrariedade que é ação contrária ou excedente da lei. Ex : Autorização para porte de
arma; Exoneração de um ocupante de cargo em comissão.

PODER HIERÁRQUICO
É aquele pelo qual a Administração distribui e escalona as funções de seus órgãos, ordena e
rever a atuação de seus agentes, estabelece a relação de subordinação entre os servidores
públicos de seu quadro de pessoal. No seu exercício dão-se ordens, fiscaliza-se, delega-se e
avoca-se.

PODER DISCIPLINAR
Ë aquele através do qual a lei permite a Administração Pública aplicar penalidades às infrações
funcionais de seus servidores e demais pessoas ligadas à disciplina dos órgãos e serviços da
Administração. A aplicação da punição por parte do superior hierárquico é um poder-dever, se
não o fizer incorrerá em crime contra Administração Pública (Código Penal, art. 320). Ex:
Aplicação de pena de suspensão ao servidor público.
No Poder disciplinar ela responsabiliza os seus servidores pelas faltas cometidas.

PODER REGULAMENTAR
Ë aquele inerente aos Chefes dos Poderes Executivos (Presidente, Governadores e Prefeitos)
para expedir decretos e regulamentos para complementar, explicitar (detalhar) a lei visando sua
fiel execução. A CF/88 dispõe que:“ Art. 84 - Compete privativamente ao Presidente da
República:IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e
regulamentos para sua fiel execução”; O direito brasileiro não admite os chamados "decretos
autônomos", ou seja aqueles que trazem matéria reservada à lei
23 – RESPOSTA: A
O enunciado refere-se ao Poder Hierárquico.
IMPORTANTE:
FALOU EM "SUBORDINAÇÃO, FALOU EM PODER HIERÁRQUICO.

FALOU EM "VINCULAÇÃO", FALOU EM PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE.

24 – RESPOSTA: C
Esse principio foi inserido na Lei n. 9.784/1999 art.2, no parágrafo único, XIII, que diz:

18
¨Nos processos administrados, serão observados, entre outros, o critério de:
interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do
fim público a que se dirige, SENDO VEDADA A APLICAÇÃO RETROATIVA DE NOVA
INTERPRETAÇÃO¨

25 –RESPOSTA: A
26 –RESPOSTA: D
Principio da Continuidade (também denominado principio da permanência)

Lei 8987/1995
§ 3º Não se caracteriza como descontinuidade do serviço a sua interrupção em situação de
emergência ou
após prévio aviso, quando:
I - motivada por razões de ordem técnica ou de segurança das instalações; e,
II - por inadimplemento do usuário, considerado o interesse da coletividade.
27 – RESPOSTA: D
interessante notarmos que a Administração Pública pode anular (ato ilegal) ou revogar
(ato legal mas não mais oportuno) seus atos de ofício, ou seja, sem a provocação do
particular, por sua iniciativa.

O Poder Judiciário só pode anular quando provocado sobre a questão (princípio da


inércia).

28 – RESPOSTA: A
"Podemos conceituar a prescrição administrativa sob duas óticas: a da Administração
Pública em relação ao administrado e deste em relação à Administração. Na primeira, é a
perda do prazo para que a Administração reveja os próprios atos ou para que aplique
penalidades administrativas, de outro, é a perda do prazo de que goza o particular para
recorrer de decisão administrativa" Di Pietro
→ A União, Estados, DF, e Municípios bem como suas autarquias e Fundações públicas,
Empresas públicas e S.E.M gozam da prescrição quinquenal, ou seja, o prazo de 05 anos
contados a partir do fato danoso.

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DPE-RJ – 12/10/2010

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jsebrj@hotmail.com
Assunto: apostila DPE-administrativo.